No dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, então repórter do jornal Folha de S. Paulo, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo, ambientalismo e mudanças climáticas. A matéria (clique aqui para lê-la) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da Folha do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson há nove anos e que, neste momento, se mostra mais atual do que nunca: Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo? Michelson: A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso. [Continue lendo.]
Com ventos de quase 300 km por hora, o furacão Irma tem batido recordes tristes e assustadores. Trata-se do furacão mais forte no Atlântico desde 1980, com ventos da categoria 5 mantidos por mais de dois dias e com uma das mais baixas pressões atmosféricas no olho (que tem 45 km), o que ajuda a gerar ventos ainda mais fortes. Especialistas calculam que a potência destrutiva do Irma é equivalente ao dobro da energia gerada por todas as bombas usadas na Segunda Guerra Mundial. A previsão é de que esse furacão catastrófico chegue aos Estados Unidos até amanhã, causando mais estragos em sua passagem pelo Mar do Caribe (na ilha de Barbuda, 90% das casas foram arrasadas). E dois outros furacões estão se formando por lá (confira). [Continue lendo.]
Deu
no site Rádio Vaticano: Representantes
da Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas de todos os continentes [estiveram]
reunidos em Chieti, na Itália, desde a última sexta-feira, na XIV Plenária
da Comissão Mista Internacional, cujo tema é: “O papel do papa para a unidade dos cristãos.” O objetivo da
Plenária foi prosseguir no caminho da
“plena unidade” dos cristãos. Participaram exponentes das Igrejas, entre os
quais o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos
Cristãos, o teólogo e arcebispo de Chieti, dom Bruno Forte, e o representante
do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, Gennadios de Sassina. Os primeiros
debates refletiram sobre a primazia do papa,
assim como toda a autoridade na Igreja, deve ser interpretada e exercida
segundo o critério da caridade, que também se expressa de forma jurídica. O
título de “Servus servorum Dei” (“Servo dos servos de Deus”) assumido pelo papa
Gregório Magno é expressão do serviço na caridade, apontaram as discussões. “Não
é uma definição ritual, de circunstância, de cortesia ecumênica. O papa serve
porque ama. E isso é cada vez mais visível, nas atuais circunstâncias
históricas”, explicaram os especialistas.
Em
seu discurso à Comissão Mista internacional para o Diálogo Teológico entre
Católicos e Ortodoxos orientais em 2015, Francisco [que neste mês recebeu o líder budista supremo Tendai e diz abominar a divisão religiosa] recordou: “Durante os últimos dez anos
foram examinados os percursos ao longo da história, em que as Igrejas
manifestaram a própria comunhão nos primeiros séculos. Nisto consiste a nossa
busca de comunhão em nossos dias. Faço votos de que o trabalho da Comissão
Mista possa produzir frutos abundantes para a pesquisa teológica comum e nos
ajude a viver a nossa amizade fraterna.”
No
portal G1, da Globo, foi veiculada a seguinte notícia: Pelo
menos 20 países indicaram que irão se unir ao acordo de Paris contra as
mudanças climáticas em um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 21
de setembro, somando-se aos 27 que já o fizeram e criando a esperança de que o
pacto irá entrar em vigor até o final de 2016, disseram autoridades da ONU. O
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incentivou os Estados a entregarem seus
instrumentos de ratificação ou aprovação do acordo de Paris. Líderes cujas
nações ainda não estão prontas para se juntar à iniciativa, mas que planejam
fazê-lo neste ano, foram convidados a apresentar vídeos expressando seu
compromisso, disse Selwin Hart, diretor da equipe de apoio sobre mudança
climática do chefe da ONU.
“Quando
começamos a ver os países que estão se unindo... ao acordo e os países que irão
se comprometer a se unir antes do final do ano, ficamos absolutamente certos de
que teremos o Acordo de Paris contra a mudança climática entrando em vigor até
o final de 2016”, disse David Nabarro, conselheiro especial de Ban Ki-moon para
a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.
Agora
assista ao vídeo abaixo, sobre o evento The Gathering (semelhante ao Togheter), que será realizado amanhã nos Estados Unidos:
Percebeu
que a tônica das três notícias é a mesma? União para salvar o planeta.
Católicos, evangélicos e políticos estão falando a mesma língua, e se há algo
que realmente os une nesse afã de preservar a Terra e salvar a religião é a
guarda do domingo, conforme defendida no documento escrito por Francisco, a
carta Laudato Si.
Agora
veja que interessante o que Ellen White escreveu no século 19, em seu
indispensável livro O Grande Conflito, página 445: “Quando, pois, se conseguir isto nos esforços para se obter completa
uniformidade, apenas um passo haverá para que se recorra à força. Quando
as principais igrejas dos Estados
Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns,
influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as
instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da
hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes [fundamentalistas?] será o resultado inevitável.
“A
besta de dois chifres ‘faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres,
livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas
testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o
sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome’ (Ap 13:16, 17). A
advertência do terceiro anjo é: ‘Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e
receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da
ira de Deus.’ ‘A besta’ mencionada nesta mensagem, cuja adoração é imposta pela
besta de dois chifres, é a primeira, ou a besta semelhante ao leopardo, do Capítulo
13 do Apocalipse – o papado. A ‘imagem da besta’ representa a forma de
protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes
buscarem o auxílio do poder civil para imposição de seus dogmas. [...] Depois
da advertência contra o culto à besta e sua imagem, declara a profecia: ‘Aqui
estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus.’ Visto os que
guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que
adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, claro que a guarda da lei de Deus, por um lado, e sua
violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus
e os da besta.”
Só não percebe quem não quer (ou quem está
entorpecido) que a humanidade está rapidamente se polarizando entre aqueles que
buscam a qualquer custo a paz e a união neste planeta, e aqueles que anseiam
pela volta de Jesus e procuram ser fieis à Sua Palavra infalível e aos Seus
mandamentos. O relativismo moral, filosófico e teológico, e o abandono da cosmovisão criacionista estão se alastrando, deixando cada vez
mais isolados aqueles poucos que ainda defendem a verdade absoluta do Evangelho,
a historicidade do relato de Gênesis, a vigência dos Dez Mandamentos e a segunda
vinda literal de Jesus. De que lado você vai estar? Em breve, a neutralidade
será uma impossibilidade. Deus nos ajude a nos fortalecermos nestes tempos de
paz relativa em que a bonança precede a tempestade. [MB]
O
papa Francisco pediu, nesta quinta-feira, que todas as confissões religiosas
condenem “de forma conjunta e contundente” e tomem distância das ações
terroristas que se amparam na religião. Ele fez esse pedido ao discursar no
seminário “América em diálogo: nossa casa comum”, que a Organização
dos Estados Americanos (OEA) e o Instituto de Diálogo Inter-religioso de Buenos
Aires realizaram no Vaticano. “Percebemos com pesar que o nome da religião
é usado, muitas vezes, para cometer atrocidades como o terrorismo e semear o
medo e a violência e, por consequência, as religiões são identificadas como
responsáveis pelo mal que as cerca. Essas ações abomináveis devem ser
condenadas de maneira determinada. É
preciso tomar distância de quem busca envenenar as pessoas”, disse o
Pontífice. Diante disso, ele disse que é necessário mostrar os valores positivos
inerentes às tradições religiosas para conseguir uma sólida esperança. “É
necessário que compartilhemos as dores e as esperanças, para poder caminhar
juntos, cuidando um do outro, e também
da criação, na defesa e na promoção do bem comum”, acrescentou.
Francisco
destacou a importância dos encontros e da cooperação entre as variadas
confissões, “baseado na promoção de um diálogo sincero e respeitoso, pois se
não existe respeito recíproco não haverá diálogo inter-religioso”. Para o papa,
todos os crentes têm o dever “de defender a vida, a integridade física e as
liberdades fundamentais, como a de consciência, de pensamento, de expressão e
de religião”.
“O mundo constantemente
nos observa para comprovar qual é nossa atitude perante a casa comum e perante
os direitos humanos”, explicou. E acrescentou a necessidade de colaborar
entre os crentes, mas também “com os homens e mulheres de boa-vontade que não
professam religião, para que demos respostas efetivas a tantas pragas de nosso
mundo”.
O
Vaticano receberá nos dias 2 e 3 de dezembro o Fórum Global 2016 – “The 21st
Century Challenge: Forging a New Social Compact” (Desafio do século 21:
Forjando um novo pacto social). A
iniciativa é promovida pela revista norte-americana Time, que elegeu Francisco como “homem do ano” em
2013. Inspirados pelo convite do papa Francisco à “nobre vocação” que ajude a
criar uma economia mais inclusiva e humana, os responsáveis pela economia
mundial refletirão sobre melhores condições de trabalho e desenvolvimento, e
como criar formas duradouras para erradicar a pobreza e o problema dos
refugiados.
Em
um comunicado publicado no dia 6 de setembro, Joe Ripp, presidente e
administrador da revista Time, fala
que o evento inédito contará com a presença de diretores-gerais das 500
empresas mais bem-sucedidas da atualidade, as 100 pessoas mais influentes do
mundo, segundo a revista Fortune, e
vários líderes econômicos, acadêmicos e religiosos.
Os
participantes do evento discutirão tecnologia, saúde global, recursos
alimentares e hídricos, energia e meio
ambiente e inclusão financeira. Cada um desses temas representa um elemento
crítico para a erradicação da pobreza e requer uma atenção urgente.
O
primeiro dia do encontro será destinando a reuniões de grupos de trabalho sobre
as temáticas. No segundo dia, os grupos deverão apresentar soluções e em
seguida, terão uma audiência especial com o papa Francisco.
O
papa Francisco é destacado pela Time Inc. como uma figura que “tem
abordado com regularidade” essas questões, “apontando para a crescente
desigualdade” e “criticando a ditadura de uma economia impessoal e desprovida
de um objetivo verdadeiramente humano”.
Em
sua mensagem para o “Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação”, na quinta-feira,
o papa Francisco disse que o aquecimento global causado pelo ser humano, bem
como a perda de biodiversidade são “pecados” contra Deus, que devem ser expiados
com atitudes ecológicas. “O aquecimento global continua, em parte, devido à
atividade humana”, disse Francisco, acrescentando que “2015 foi o ano mais
quente já registrado, e 2016 provavelmente será ainda mais quente. Isso está
levando a secas cada vez mais severas, inundações, incêndios e eventos
climáticos extremos. A mudança climática também está contribuindo para a crise
de refugiados de cortar o coração”. Repetidamente citando o Patriarca Ecumênico
Bartolomeu, que tem “coragem e profeticamente continuou a apontar nossos
pecados contra a criação”, Francisco fez sua nova lista de pecados ambientais,
que inclui poluição, aquecimento global e desmatamento.
Durante
este Ano Jubileu, “vamos aprender a implorar a misericórdia de Deus para os
pecados contra a criação que não temos até agora reconhecido e confessado”, disse
Francisco, propondo que os cristãos precisam se submeter a uma “conversão
ecológica”. Se nossa “conversão ecológica” for real, disse o papa, ela levará a
formas concretas de pensar e de agir com mais respeito à criação.
No
e-mail abaixo, postado pelo jornalista Azenilto Brito em sua página no
Facebook, pode-se ver que o apelo ECOmêmico trem sido forte também entre os
evangélicos:
“Todos
os anos, a Rede Ambiental Evangélica e os Jovens Evangélicos para a Ação
Climática unem cristãos de todo o mundo para celebrar o Dia Mundial de Oração
Pela Criação de Deus, em 1º de setembro. [...] Acreditamos que a oração é
essencial para a ação e compreensão sobre como a Santíssima Trindade nos quer cuidando
do mundo de Deus. [...] O Patriarcado Ecumênico há muito tempo designou 1º de
setembro como um dia de oração pela criação de Deus, e em 2015 o papa Francisco
deu apoio e uniu-se ao chamado por um Dia Mundial de Oração Pelo Cuidado da
Criação pela Igreja Católica. A Igreja Ortodoxa Russa também determinou 1º de
setembro como o Dia de Oração Pela Criação de Deus.
“Como
evangélicos, aplaudimos esses passos de nossos irmãos e irmãs ecumênicos e
afirmamos que o primeiro dia de setembro é um dia de oração pela criação de
Deus e todas as pessoas de boa vontade. Os evangélicos estão se firmando sobre
a Resolução de 2015 da Associação Nacional de Evangélicos que se Preocupam com
a Criação de Deus, o Compromisso da Cidade do Cabo, de 2010, derivado do
Movimento de Lausanne para a Evangelização Mundial, co-fundado por Billy Graham
e John Stott, bem como a Iniciativa Climática Evangélica, de 2006. Esta página
é oferecida para ajudar aqueles que gostariam de participar com os outros ou
por si neste dia de oração, sabendo que milhares e milhares ao redor do mundo
também vão estar orando. Nós lhe convidamos a se juntar a nós e a milhares de
outros ao redor do mundo em oração na quinta-feira, 1º de setembro de 2016.”
Iniciativas
desse tipo são positivas, sem dúvida, mas o fato é que na Bíblia já temos uma
provisão divina para a preservação da natureza – o princípio do sábado, quando
todas as atividades seculares deveriam ser paralisadas para o benefício dos
filhos de Deus, o que, consequentemente, incluirá benefícios para toda a
criação. Portanto, o princípio do sábado representa uma iniciativa semanal e não anual com tal preocupação também em vista.
Se
as citadas iniciativas são positivas, elas também são preocupantes, pois já há
vozes que têm entendido o valor de se parar tudo um dia por semana, com ideias
de até impedir a circulação de veículos nesse “dia ecológico”. Recordo-me como
na década de 70 houve situações que também levaram governos, no Brasil e em outras
terras, a determinar o fechamento de postos de gasolina aos domingos. As
condições e a motivação para isso na época eram diferentes, mas parece até um “ensaio”
de propostas semelhantes hoje em dia, em que essa paralisação aos domingos vai
parecendo mais e mais atraente por autoridades mundiais, pensando-se em
beneficiar o homem, as famílias e o equilíbrio ecológico.
No
dia 31 de maio de 1998, o papa João Paulo II deu a público a volumosa Carta Pastoral
Domini Dies [Dia dos Senhor], com
cerca de 40 páginas, na qual faz um apaixonado apelo em prol do reavivamento da
observância do domingo, especialmente visando à assistência à missa dominical.
O papa estava bem ciente de que a crise na guarda do domingo reflete a crise da
Igreja Católica e do cristianismo em geral. A “surpreendente redução” da
assistência aos serviços litúrgicos dominicais reflete, na visão do papa, o
fato de que a fé está “enfraquecida” e “se reduzindo”. Se a tendência não for
revertida, poderá ameaçar o futuro da Igreja Católica, no limiar do ano 2000. O
papa declara: “O dia do Senhor tem estruturado a história da igreja através de
dois mil anos.”
No
mesmo documento, o papa apela aos católicos por todo o mundo para influenciarem
seus legisladores para “defenderem” o dia de domingo em benefício das famílias.
Campanhas e mais campanhas têm sido lançadas para o fechamento de instituições
comerciais aos domingos por várias terras. Ultimamente, essa motivação
ecológica vem-se somar a tais iniciativas de longa data. Não deixa de ser um
fato muito significativo.
Como
disse o Dr. Samuele Bacchiocchi, em artigo em que analisou o documento papal,
“a preocupação do papa é legítima porque os cristãos que ignoram o Senhor no
dia que eles chamam de ‘dia do Senhor’, finalmente ignorarão a Deus em todos os
dias de sua vida. Essa tendência, se não revertida, pode significar a ruína do
cristianismo. A solução para a crise deve ser buscada, todavia, não mediante
apelos ao Estado para legislar sobre o dia de descanso e adoração, mas
convocando os cristãos a viver de acordo com os princípios morais dos Dez
Mandamentos. O quarto mandamento convoca especificamente o cristão a se lembrar
do que muitos se têm esquecido, isto é, que o sétimo dia é santo ao Senhor nosso
Deus (Êx 20:8-11). O papa reconhece que o sábado bíblico do sétimo dia é ‘uma
espécie de arquitetura sagrada de tempo que assinala a revelação bíblica’. O
desafio é ensinar ao mundo essa vital verdade bíblica”.
E
encerra seu artigo declarando: “Nossa angustiada e inquieta sociedade necessita
redescobrir o sábado como ‘sagrada arquitetura de tempo’, que pode edificar e
estabilizar nossa vida e nosso relacionamento com Deus. Num tempo em que muitos
estão buscando paz interior e descanso nas pílulas mágicas ou lugares
ficcionistas, o sábado nos convida a achar essa paz íntima e o descanso, não
por meio de comprimidos ou lugares, mas por meio da pessoa de nosso Salvador,
que disse: ‘Vinde a Mim e Eu vos aliviarei’ (Mt 11:28).”
(Com informações de Fulcrum 7 e Azenilto Brito, via Facebook)
O
jornal francês sobre economia Les
Echos entrevistou cerca de 200 líderes do âmbito político e econômico
na França, para saber quais eram seus livros de cabeceira. Para saber quais são
os livros que inspiram tomadas de decisão dessa verdadeira elite política e
intelectual francesa, foi feita a pergunta: “Em um mundo instável, imprevisível
e complexo, que livros poderiam nos ajudar a compreender e agir?” Entre os
vinte livros mais citados, estão desde clássicos como A arte da guerra, de Sun Tzu, ou Ensaios, de Michel de Montaigne, até obras de atualidade sobre a
revolução informática e suas consequências na organização dos negócios, a
economia, as últimas crises financeiras, passando por reedições de autores
consagrados (Primo Levy, Stefan Zweig), livros de história ou biografias de
empreendedores. A
grande surpresa, no entanto, foi a presença do papa Francisco na lista. De
fato, a encíclica Laudato Si ocupa
o 9º lugar entre os títulos mais citados por personalidades políticas e
empresariais da França. “Um papa argentino de 79 anos critica vigorosamente o
sistema econômico atual e resulta ser um dos autores mais citados pelo establishment francês”, escreveu a Les Echos ao comentar o resultado
da pesquisa. “Quem poderia acreditar! Em particular, é a Laudato Si, redigida em 2015, a que
marcou os espíritos. Um texto de 192 páginas em que o Papa faz um chamado para
salvaguardar nossa “casa comum”. Fustiga nosso modelo econômico e social
baseado no consumismo extremado, nossa ‘cultura do descarte’. Fala da dívida ecológica
que o Norte tem com o Sul, da falta de acesso à água potável, da perda da
biodiversidade. E invoca a ideia de ‘decréscimo’.”
“O
cardeal Bergoglio não é economista”, avalia o texto da Les Echos, não cita cifras, nunca apoia
suas análises em teorias. Tudo vem de sua experiência de pastor em Buenos
Aires, em contato com os pobres. Seu desejo? Instaurar uma “ecologia humana”,
escutar “tanto os gritos da terra, como dos homens”. Laudato Si teve uma repercussão especial na véspera da
Conferência de Paris sobre o clima [...]. Outros textos citados do papa
Francisco são O nome de Deus é
misericórdia e a Alegria do Evangelho.”
A Laudato Si é recomendada, por
exemplo, por Pierre-André de Chalendar (da multinacional Saint-Gobain,
especializada em engenharia de materiais) e pela deputada Nathalie
Kosciusko-Morizet, ex-ministra de Ecologia, Desenvolvimento Sustentável,
Transporte e Habitação.
Mesmo
que a inclusão de textos de Bergoglio possa surpreender num primeiro momento,
duas tradições francesas poderiam explicá-la: por um lado, a vigência do
catolicismo francês (muito frutífero, em especial no plano das ideias) e, por
outro, a força que teve nesse país a ideia de um capitalismo social, em
contraposição ao outro, considerado “selvagem”.
Basta
recordar o já clássico ensaio de Michel Albert, Capitalismo contra capitalismo, que postula a existência de um
modelo “renano” ou de uma “economia social de mercado”, oposta ao ultraliberalismo,
porém, respeitosa dos mecanismos de mercado, que seria a de países como França e
Alemanha.
Nota:
Faltou a Les Echos mencionar que a LaudatoSi dedica toda uma seção para defender a guarda do domingo como uma
das “soluções” para o aquecimento global (fenômeno que talvez nem ocorra como
se prevê [confira]). De qualquer forma, fica
claro que o papa Francisco e suas ideias têm grande influência sobre os
poderosos deste mundo. No Brasil, também há organizações e lideranças estudando
a encíclica. [MB]
“O
tempo presente é de dominante interesse para toda pessoa. Governadores e
estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e
mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos
acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que
existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de
cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para
acontecer – que o mundo está no limiar de uma crise estupenda” (Ellen G. White,
Profetas e Reis, p. 537).
Há
pouco menos de dez anos, o líder católico disse que o anticristo seria
ecologista, pacifista e ecumêmico
O cardeal Giacomo Biffi (1928-2015)
apresentou a Bento XVI e à Cúria Romana “a advertência profética de Vladimir S.
Soloviev” sobre o anticristo. O pregador dos exercícios espirituais fez
referência ao filósofo e poeta russo, que viveu entre 1853 e 1900, para
explicar que o anticristo, na verdade, consiste em reduzir o cristianismo a uma
ideologia, em vez de ser um encontro pessoal com Cristo salvador. Citando a
obra de Soloviev, Três diálogos
(1899), o arcebispo emérito de Bolonha recordou que “o anticristo se apresenta
como pacifista, ecologista e ecumênico. Convocará um Concílio ecumênico e
buscará o consenso de todas as confissões cristãs, concedendo algo a cada um.
As massas o seguirão, menos alguns pequenos grupos de católicos, ortodoxos e
protestantes”, disse.
Segundo a síntese de sua pregação [...], oferecida pela Rádio
Vaticano, o cardeal explicou que “o ensinamento que o grande filósofo russo nos
deixou é que o cristianismo não pode ser reduzido a um conjunto de valores. No
centro do ser cristão está, de fato, o encontro pessoal com Jesus Cristo”. “Chegarão
dias nos quais na cristandade se tratará de resolver o fato salvífico em uma
mera série de valores”, escreveu Soloviev nessa obra.
Em seu “Relato sobre o anticristo”, Soloviev prevê que um
pequeno grupo de católicos, ortodoxos e filhos da Reforma resistirá e
responderá ao anticristo: “Tu nos dás tudo, menos o que nos interessa: Jesus
Cristo.”
Para o cardeal Biffi, essa narrativa é uma advertência. “Hoje,
de fato, corremos o risco de ter um cristianismo que põe entre parênteses Jesus
com sua Cruz e Ressurreição”, lamentou.
O arcebispo explicou que, se os cristãos se “limitassem a falar
de valores compartilháveis, seriam mais aceitos nos programas de televisão e
nos grupos sociais. Mas dessa maneira teriam renunciado a Jesus, à realidade
surpreendente da Ressurreição”.
Para o purpurado italiano, este é “o perigo que os cristãos
correm em nossos dias”: “O Filho de Deus não pode ser reduzido a uma série de
bons projetos homologáveis com a mentalidade mundana dominante.” [...]
O pregador dos exercícios precisou na capela Redemptoris Mater,
do Palácio Apostólico do Vaticano, que “há valores relativos, como a
solidariedade, o amor pela paz e o respeito pela natureza. Se estes se
convertem em absolutos, desarraigando ou inclusive opondo-se ao anúncio do fato
da salvação, então esses valores se convertem em instigação à idolatria e em
obstáculos no caminho da salvação”.
Ao concluir, o cardeal Biffi afirmou que, “se o cristão, para
abrir-se ao mundo e dialogar com todos, dilui o fato salvífico, fecha-se à
relação pessoal com Jesus e se coloca do lado do anticristo”.
Nota: É realmente irônico que essas palavras
do cardeal Biffi, ditas no ano de 2007, descrevam exatamente o perfil do atual
papa Francisco: ecologista, pacifista e ecumêmico. Biffi morreu em 2015. Será que continuou sustentando seu ponto de vista? [MB]
O
Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem aos
budistas do mundo para marcar a festa de Vesakh, que comemora o nascimento, a iluminação
e a morte de Buda Gautama. A mensagem deste ano foi inspirada na encíclica Laudato Si,
do papa Francisco. “Como
a crise da mudança climática decorre da atividade humana, nós, cristãos e
budistas, devemos trabalhar juntos para confrontá-la com uma espiritualidade ecológica”, escreveu o cardeal
Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício. “A aceleração dos
problemas ambientais globais adicionou urgência à cooperação inter-religiosa.” O
cardeal Tauran concluiu convidando católicos e budistas para “cooperar juntos
em libertar a humanidade do sofrimento causado pelas alterações climáticas, e
contribuir para o cuidado de nossa casa comum”.
Nota 1:
A mensagem do Conselho Pontifício afirma, também, que precisamos mudar nosso
estilo de vida, se quisermos salvar o planeta. E diz mais: “Há uma necessidade
premente de os seguidores de todas as religiões ultrapassarem as fronteiras e
se unirem na construção de uma ordem social ecologicamente responsável com base
em valores compartilhados.” Se quiser entender melhor as implicações proféticas
desse ecumenismo ecológico, assista ao vídeo abaixo. [MB] Nota 2: O tema do aquecimento global tem sido usado cada vez mais como "cola" para unir movimentos, ideologias, religiões e pessoas com os mais diversos pontos de vista. Inclusive não é de hoje que até mesmo universidades seculares vêm sediando eventos com discussões voltadas a essa temática ECOmênica. A UFMG é um exemplo disso. Confira aqui. [MB]
[É
interessante conferir a posição deste site evangélico com respeito à assinatura do acordo climático
no dia 22. Meus comentários seguem logo após o texto. – MB]
Vocês
se lembram do fracassado Tratado de Copenhague? Mais uma vez
os globalistas e eco-fascistas querem impor goela abaixo esse tratado que
visa a facilitar ainda mais sua interferência nas soberanias nacionais, abrir
espaço para a criação de uma autoridade única mundial e, é claro, gerar mais
lucros. Tudo isso usando como justificativa a farsa do aquecimento global. Mais
de 150 países [assinaram na] sexta-feira (22) o acordo sobre mudanças
climáticas fechado em dezembro do ano passado em Paris, durante a COP 21. A
assinatura [foi feita] em uma cerimônia na sede da ONU, em Nova York, na qual [havia]
mais de 60 chefes de Estado e de governo, entre eles a brasileira Dilma
Rousseff. Nunca antes na história da organização se tinha alcançado um número
tão alto de países que assinam uma convenção internacional no primeiro dia em
que fica aberta para assinatura.
Entre os signatários [estavam] algumas das maiores potências industriais do
mundo e vários dos principais emissores de gases do efeito estufa, como China,
Estados Unidos, Índia, Japão e vários países da União Europeia. O acordo é o
primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento
obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a
temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2 °C”, mas “reunindo
esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5 °C”.
A
adoção do texto de Paris, que colocou fim a anos de complexas e trabalhosas
negociações, “não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo”,
lembra Eliza Northrop, do World Resources Institute. Ainda são necessárias duas
etapas: a assinatura (aberta de sexta-feira até abril de 2017) e a ratificação
em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc.).
Formalmente, para entrar em vigor, o acordo de Paris precisa ser ratificado por
55 países que representem 55% das emissões mundiais de gases de efeito estufa.
[...]
A partir [da] sexta, o acordo precisa ser submetido, a “ratificação, aceitação
ou aprovação” dentro de cada país. Isso significa que, em países como os
Estados Unidos – onde o Congresso de maioria republicana resiste a aprovar
medidas de corte de emissão, as decisões
podem ser implementadas por decretos presidenciais – sem a aprovação de
leis no sentido estrito, envolvendo decisões do poder legislativo.
Esse
subterfúgio jurídico desfaz um nó que durou décadas na negociação do acordo do
clima, com a União Europeia, o Brasil e outros grandes emissores exigindo um
acordo “legalmente vinculante”, e os EUA se esquivando.
Nota:Para dar uma força aos líderes que
participaram da reunião na ONU, o papa Francisco, grande promotor do combate ao
aquecimento global, tuitou neste fim de semana: “Uma verdadeira abordagem ecológica sabe cuidar do
ambiente e da justiça, ouvindo o clamor da terra e o clamor dos pobres”, e: “As
mudanças climáticas constituem hoje um dos principais desafios para a
humanidade, e a resposta requer a solidariedade de todos.” Quer por
solidariedade e união de todos, quer por decretos presidenciais, uma coisa é
certa: o ECOmenismo avança a passos largos e, para que não se esqueça, uma das
propostas do papa para ajudar a conter esse problema ambiental que estaria
ameaçando a vida neste planeta, é justamente o descanso dominical, a fim de que
a Terra possa “descansar”. Está lá da encíclica Laudato Si, documento que vem sendo estudado por muitas pessoas e
organizações ao redor do mundo. Será que chegaremos ao ponto em que um decreto
presidencial obrigará as pessoas a descansar no domingo para o “bem de todos”? Alguns
“ensaios” locais já vêm sendo feitos. Na ONU, Ban Ki-Moon chegou a dizer que “estamos em uma corrida contra o tempo” (confira). [MB]
Um
aumento recorde de temperaturas em 2016 ligado ao aquecimento global e ao
fenômeno climático El Niño no oceano Pacífico torna mais urgente a adoção do
acordo sobre o clima assinado por 195 nações em dezembro para diminuir as
emissões de gases do efeito estufa e assim frear as mudanças climáticas,
disseram cientistas nesta segunda-feira (14). As temperaturas globais médias
ficaram 1,35 ºC acima do normal para fevereiro no mês passado, a maior alta de
temperatura de qualquer mês levando em conta uma base de dados do período
1951-1980, de acordo com informações da Agência Espacial dos Estados Unidos
(Nasa) divulgadas no fim de semana. O recorde anterior fora estabelecido em
janeiro, resultante de um aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera e do
El Niño, que libera calor a partir do Pacífico. “Acho que até os
climatologistas mais radicais estão olhando isso e dizendo: ‘Mas como é
possível?’”, disse David Carlson, diretor do Programa Mundial de Pesquisas
Sobre o Clima da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da Organização
das Nações Unidas (ONU), a respeito da disparada nos termômetros. “É espantoso”,
afirmou ele à Reuters. “Certamente é um planeta alterado... isso nos deixa
apreensivos quanto ao impacto no longo prazo.”
Cientistas
dizem que o aquecimento global está causando chuvas e secas mais intensas e a
elevação do nível dos mares. Jean-Noel Thepaut, chefe do Serviço de Mudança
Climática Copérnico, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio
Alcance, disse que a tendência de aquecimento no longo prazo “torna a
implementação do acordo de Paris urgente”. Ele enfatizou que 15 dos 16 anos
mais quentes de que se tem registro aconteceram no século 21.
Em
dezembro de 2015, 195 países presentes à cúpula do clima da ONU em Paris
firmaram um acordo com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito
estufa a zero até 2100, abandonando os combustíveis fósseis em favor de
energias mais limpas, como a eólica e a solar.
No
dia 28 de janeiro, o papa recebeu de maneira privada no Vaticano o ator e
produtor norte-americano Leonardo DiCaprio (famoso por interpretar Jack, no
filme “Titanic”). Pelo menos a pauta da conversa é conhecida: a defesa do meio
ambiente e o aquecimento global. Criado em Los Angeles, em uma família católica
de origem italiana e alemã, DiCaprio se diz ateu, mas, quando o assunto é “salvar
a Terra”, conforme tenho dito aqui desde 2008, todos se unem e deixam de lado
suas ideologias (bem, nem todos...). Exatamente um mês depois, DiCaprio foi
agraciado com o Oscar de melhor ator em “O Regresso”. No clássico discurso de
agradecimento (veja aqui), sobre o que ele falou? Exatamente: sobre meio ambiente e aquecimento global.
Ele apelou para que deixemos de “encarar o mundo como algo garantido”. E disse
mais: “A mudança climática é real, está acontecendo agora mesmo. É a ameaça
mais urgente que a nossa espécie precisa enfrentar. Precisamos trabalhar juntos
e deixar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que não
falam em nome das grandes corporações poluentes, mas sim de toda a humanidade,
dos povos indígenas, de bilhões de pessoas desfavorecidas que serão as mais
afetadas por tudo isto, das crianças e de tanta gente cujas vozes foram
afogadas pela política da cobiça.”
Leonardo
DiCaprio é mais uma voz (bastante ouvida, por sinal) a engrossar o coro
ECOmênico por uma liderança global capaz de impedir que a humanidade se
destrua; capaz de proteger nossa “casa comum”; capaz de unir a todos – crentes e
descrentes – nessa causa nobre e urgente. Nada mais profético! [MB]
A
avenida Champs Élysées, em Paris, será fechada para carros um domingo por
mês para que os pedestres fiquem livres para transitar, anunciou a prefeita da
capital francesa nesta quarta-feira (6). A prefeita Anne Hidalgo, socialista,
disse que seus planos para a elegante avenida e ponto da cidade muitas vezes
usado para cerimônias nacionais, são parte de uma série de medidas ambientalmente amigáveis planejadas para 2016. Outros
planos incluem abrir para os pedestres, permanentemente, um trecho de estrada
de alto tráfego na margem direita do Sena. Milhares de parisienses passearam
pelos quase dois quilômetros na Champs Élysées no último domingo de setembro,
quando a avenida foi fechada como parte de um evento europeu de dia sem carro. Anne
Hidalgo disse que toda a cidade de Paris
deveria ser fechada para carros na próxima edição do evento. Com forte
presença de museus, teatros e lojas de luxo, a avenida de dez faixas é um
grande centro turístico em uma das cidades mais visitadas do mundo.
Nota:
É mais uma inciativa que mostra como a ideia do descanso dominical vai se
tornando simpática no mundo. Nem precisa ser religioso para perceber que leis
que restrinjam certas atividades aos domingos poderão beneficiar as famílias,
os cidadãos e o planeta Terra. Esse é o argumento. E quem discordar será muito
mal visto e mal interpretado... Essa proposta do descanso dominical como uma das soluções para conter o aquecimento global e a desagregação da família vem sendo fortemente defendida pelo papa Francisco, que, inclusive, dedicou um capítulo da encíclica Laudato Si justamente para defender a ideia. Francisco tem se firmado como grande líder mundial. No vídeo abaixo, ele defende que se deixem de lado as diferenças religiosas em nome do amor, no maior espírito ecumênico possível. [MB]
O
presidente norte-americano Barack Obama disse neste sábado (12), horas depois
que a COP 21 da ONU aprovou o acordo climático global, que o documento é
ambicioso e estabelece o mecanismo para os países resolverem o problema do
aquecimento global de maneira contínua. O
acordo aprovado pela plenária da cúpula do clima de Paris é o
primeiro de extensão global para frear as emissões de gases do efeito
estufa e para lidar com os impactos da mudança climática. O acordo determina
que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta
sofra uma elevação “muito abaixo de 2 °C”, mas “reunindo esforços para limitar
o aumento de temperatura a 1,5 °C”. “Nenhum acordo é perfeito, incluindo esse”,
disse o presidente em pronunciamento na Casa Branca, em Washington. “O problema
[aquecimento global] não está solucionado por causa desse acordo. Mas não se
equivoquem, o acordo de Paris estabelece a estrutura
que o mundo precisa para solucionar a crise do clima. Ele cria o mecanismo,
a arquitetura para nós resolvermos esse problema de maneira contínua e efetiva”,
disse.
“O
acordo é ambicioso, com todas as nações
estabelecendo comprometimento com suas metas específicas”, e citou a
revisão do acordo a cada cinco anos, prevista no texto. Segundo o presidente, a
implementação desse acordo vai permitir adiar ou evitar algumas das piores consequências
das mudanças climáticas.
No
pronunciamento, Obama parabenizou os países da ONU por “trabalharem juntos para
combater uma ameaça às pessoas de todas as nações. Juntos nós mostramos o que é possível quando o mundo se junta”,
afirmou. Também afirmou que o texto aprovado em Paris envia um “sinal poderoso
de que o mundo está comprometido com
um futuro de baixo carbono”.
O
presidente também destacou as iniciativas norte-americanas no combate às
mudanças climáticas. “Hoje os americanos podem se orgulhar, porque esse acordo é um tributo à liderança dos
EUA”, disse o presidente.
Mais cedo, antes do pronunciamento, Obama tuitou: “Isto é enorme: quase todos
os países no mundo acabam de assinar o acordo de Paris sobre mudanças
climáticas - graças à liderança dos
Estados Unidos.”
Nota: Nas
reuniões anteriores (como em Kyoto, em 1998), os Estados Unidos não se
dispuseram a cumprir metas. A mudança de membro “apático” para líder de
esforços é realmente digna de nota, já que o Apocalipse apresenta a nação
norte-americana como protagonista na História. Releia os trechos grifados na
notícia acima para perceber como as nações, desta vez, estão unidas em torno de
uma causa comum – exatamente como queria o papa Francisco, que vem chamando a
Terra de “nosso lar comum”. É o poder de coalizão do ECOmenismo sendo posto à
prova e se demonstrando realmente efetivo. Agora é aguardar as propostas
concretas dos países para o combate ao aquecimento global, lembrando que o “líder
moral” da humanidade já propôs o descanso dominical como um item no pacote de
ações que visam a salvar o planeta e as famílias. Proposta essa que certamente
será levada a sério pelos Estados Unidos (cuja Suprema Corte tem maioria
católica) e imitada pelo resto do mundo. É esperar para ver. E trabalhar enquanto
isso. [MB]
Depois
de examinar os registos climáticos de 1.153 estações meteorológicas de todo o mundo,
dados que remontam a 1881, o professor Friedrich-Karl Ewert fez uma descoberta
interessante. Esse geólogo aposentado e perito em computação de dados da
Universidade Paderborn descobriu evidências de manipulação de dados climáticos
entre 2010 e 2012, pelo Goddard Institute of Space Studies (GISS, uma divisão
da Nasa). Quando os dados publicamente disponíveis arquivados em 2010 são
comparados com os dados fornecidos pela Nasa em 2012, verifica-se uma diferença
clara entre os dois. O GISS tem estado a alterar retroativamente dados passados
para fazer parecer que o planeta está aquecendo, especialmente após o ano de
1950. Na realidade, os dados originais mostram que o planeta realmente esteve a
arrefecer ao longo da segunda metade do século 20. Ao todo, dez diferentes
métodos estatísticos foram utilizados para alterar a trajetória do clima do
arrefecimento para o aquecimento.
“Utilizando
os dados da Nasa de 2010, globalmente a temperatura da superfície de 1940 até
hoje caiu 1,11 ºC e desde 2000 caiu 0,4223 ºC. O arrefecimento atingiu todos os
continentes, exceto a Austrália, a qual aqueceu 0,6339 ºC desde 2000. Os
números da Europa: de 1940 a 2010, utilizando os dados de 2010, houve um
arrefecimento de 0,5465 ºC e um arrefecimento de 0,3739 ºC desde 2000. Os dados
originais mostram quatro fases de arrefecimento e três de aquecimento desde
1881, e estamos atualmente numa fase de arrefecimento. Uma vez que os ciclos de
aquecimento ocorreram antes que houvesse qualquer subida significativa nos
níveis de CO2, Ewer concuiu que “não se pode ver uma influência das nossas
emissões de CO2 sobre as temperaturas”.
Embora
a sua revelação tenha sido anunciada pela primeira vez numa conferência
climática em 2012, ela só agora está chegando ao conhecimento público. Contudo,
de certo modo, duvido que a seita climática esteja prestes a mudar de
tom.
Nota:
Já destaquei aqui no blog a possibilidade de que o aquecimento global tenha
outras causas, que não majoritariamente a humana (confira). O fato é que, se real ou não, essa bandeira vem sendo instrumentalizada por
pessoas e instituições que têm grandes interesses na engenharia social,
estimulando o instinto de rebanho para conseguir se intrometer no estilo de
vida das pessoas. [MB]
O
ator Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, tem uma sugestão para
contribuir com o combate às mudanças climáticas. Em entrevista ao site da BBC,
o astro disse que as pessoas deveriam ficar sem comer carne dois dias por
semana. Na opinião dele, pedir ao mundo para se tornar 100% vegetariano seria
demais. De acordo com estimativas da ONU, emissões provenientes da pecuária, do
desmatamento e da pesca praticamente dobraram nos últimos 50 anos e podem
aumentar mais 30% até 2050. Segundo Schwarzenegger, a agropecuária produz cerca
de 28% dos gases do efeito estufa. “As pessoas não vão aceitar parar de comer
carne para sempre. Mas as pessoas podem topar não comer carne um ou dois dias
por semana. Tem que começar devagar. É um desafio, mas não significa que não
deve ser feito.” O ator fez uma palestra para um auditório lotado de estudantes
no Sciences Po, um instituto de ciências políticas em Paris, onde acontece a
Conferência do Clima COP-21. A plateia aplaudiu o otimismo do ex-governador.
Nota: Imagino o momento em que figuras famosas como Schwarzenegger
vão dizer, em apoio à proposta do papa Francisco, que ajudaria muito se todos
descansassem ao menos aos domingos, evitando dirigir carros, ficando com a
família, a fim de que a Terra pudesse, também, “descansar”. [MB]
Você
sabia que cortando o seu churrasquinho de fim de semana pode estar ajudando a
combater a seca que desatou a crise da falta d’água em São Paulo ou o
derretimento das geleiras no Ártico? Pelo menos é o que sugere um estudo
britânico que defende que comer muita carne não só faz mal à saúde, como também
faz mal ao planeta - e propõe uma série de medidas para reduzir o consumo do
produto no mundo. No estudo Changing Climate, Changing Diets (Mudando o Clima, Mudando
a Dieta), publicado semanas após um relatório da Organização Mundial da Saúde
(OMS), recomenda-se um limite no consumo de carne vermelha e relaciona-se a
ingestão de carnes processadas a um aumento do risco de câncer colorretal. Pesquisadores
do centro de estudos Chatham House (também conhecido como Instituto Real de
Assuntos Internacionais) dizem que a adoção de uma dieta “sustentável” - com
níveis moderados de consumo de carne vermelha - poderia contribuir com um
quarto da meta global de cortes na emissão de gases causadores do efeito estufa
até 2050.
A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, diz que o consumo global de carne
tende a aumentar 76% até meados do século e que em países industrializados já
se come, em média, duas vezes mais carne do que os especialistas recomendam. “O
resto da população global não pode convergir para os níveis de consumo de carne
dos países desenvolvidos sem que haja um custo social e ambiental imenso”, diz.
“São padrões incompatíveis com o objetivo de evitar o aquecimento global.”
“É claro que não estamos defendendo que todos devem se tornar vegetarianos” [o
que não seria nada mal], explicou à BBC Brasil Antony Froggatt, que assina o
estudo junto com as pesquisadoras Laura Wellesley e Catherine Happer. “Mas, sim,
que são necessárias políticas que ajudem a informar melhor a população sobre o
problema e favoreçam níveis de consumo de carne mais saudáveis e sustentáveis,
reduzindo o excesso onde ele existe.”
O relatório menciona dados da FAO, braço da ONU para a agricultura e
alimentação, segundo os quais a criação de animais para o abate ou a produção
de leite e ovos responde por 15% das emissões globais de gases do efeito estufa
- o equivalente às emissões de todos os carros, caminhões, barcos, trens e
aviões que circulam mundo afora.
O problema estaria em parte ligado ao fato de que a digestão de gado bovino
libera grande quantidade de gás metano, um dos grandes vilões do efeito estufa.
Também haveria um efeito negativo derivado do desmatamento para criação de
pastagens e de gases emitidos com a aplicação de adubos e fertilizantes
sintéticos.
O estudo da Chatham House faz um levantamento exclusivo sobre as atitudes de
pessoas de 12 países - entre eles o Brasil - sobre o consumo de carne, a
relação entre a criação de animais e as mudanças climáticas e possíveis
políticas públicas para lidar com a questão. O objetivo, segundo seus autores,
seria entender “como o ciclo de inércia pode ser quebrado e uma dinâmica
positiva de ação do governo e da sociedade pode ser criada”.
Entre as medidas propostas estão políticas para expandir a oferta de alimentos
que sejam uma alternativa à carne, mudanças nos cardápios nas escolas e outras
instituições públicas, o estabelecimento de diretrizes internacionais sobre o
que seria uma dieta “sustentável e saudável” e o fim dos subsídios aos
produtores de carne onde eles existem.
Não é de hoje que os cientistas tem tentado entender o impacto ambiental da
produção pecuária e medir a emissão de gases poluentes nessa atividade. Em
2009, um grupo de pesquisadores brasileiros ligados ao Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu que a pecuária poderia ser responsável por
quase 50% das emissões totais de gases de efeito estufa no país.
Nota:
A sugestão agora é cortar o churrasquinho do fim de semana. Logo mais será
deixar de fazer compras no domingo e reservar esse dia para a família, para a
natureza. Essas “atitudes de fim de semana” serão cada vez mais apresentadas
como possíveis soluções (não muito difíceis de colocar em prática) para conter
o aquecimento global. [MB]
Blog criado em 2006 pelo jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular, mestre em Teologia e vice-presidente da Sociedade Criacionista Brasileira Michelson Borges, com o propósito de divulgar informações e pesquisas relacionadas com o criacionismo no Brasil e no mundo. www.criacionismo.com.br