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sexta-feira, janeiro 24, 2020

Comem de tudo e ainda não aprenderam a lição

Em 2004, o jornalista Dagomir Marquezi escreveu uma matéria para a revista Superinteressante sobre o vírus SARS, da mesma “família” que está, novamente, causando mortes na China atualmente. Até o momento, o vírus matou dezenas de pessoas e infectou quase 300, e já chegou à Tailândia, ao Japão e à Coreia do Sul. Casos também foram noticiados nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. Desde 2004 já se comprovava que o consumo indiscriminado de carnes na China causava o surgimento desses supervírus (a suspeita agora paira sobre a sopa de morcego tão apreciada na cidade onde o coronavírus começou a se espalhar). Dezesseis anos depois, pessoas continuam morrendo pelos mesmos motivos. Em 2008, comentei o artigo de Marquezi aqui no blog www.criacionismo.com.br (confira).

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quinta-feira, agosto 23, 2018

“Orifício frontal”? Vagina é bem diferente de ânus


Parece não haver limites para as sandices cometidas pelos defensores da ideologia de gênero e da inclusividade. Desta vez foi o portal de informações norte-americano sobre saúde Healthline que forçou um pouco mais os limites do politicamente correto ao afirmar que o uso do termo médico/biológico “vagina” não é “linguagem inclusiva de gênero”, e então usa intercambiavelmente a expressão “orifício frontal”. “É imperativo que guias sexuais seguros se tornem mais inclusivos para as pessoas LGBTQIA e não binárias”, afirma o guia da Healthline. “Para os fins deste guia, vamos nos referir à vagina como o ‘orifício da frente’, em vez de usar apenas o termo médico ‘vagina’”, continua o documento. “Essa é uma linguagem inclusiva de gênero que considera o fato de que algumas pessoas trans não se identificam com os rótulos que a comunidade médica atribui aos genitais.”

O guia diz ainda que algumas pessoas trans e não binárias designadas como femininas ao nascer podem gostar de ser participantes do “sexo penetrativo”, mas não se sentem confortáveis quando essa parte de seu corpo é mencionada usando uma palavra que a sociedade e as comunidades profissionais associam com feminilidade. “Uma alternativa que está se tornando cada vez mais popular em comunidades trans e queer é o ‘buraco’ ou ‘orifício’ da frente.”

E então, renomeando-a, a vagina deixa de ser vagina e passa a ser comparada ao “orifício de trás”.  

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Homens são homens, mulheres são mulheres; o esporte está mostrando

Por mais que os ideólogos de gênero esperneiem, uma coisa é certa: biologia não tem ideologia. Jogadoras de vôlei estão se manifestando contra a participação de homens transgêneros na modalidade feminina do esporte. O que é óbvio, afinal, durante a puberdade essas pessoas sofreram a ação da testosterona e tiveram o corpo preparado para ser homens (conforme destacou a ex-jogadora Ana Paula, neste texto). A jogadora Tandara foi outra que teve coragem de ir contra o “politicamente correto” para destacar o óbvio: um homem sempre terá vantagens sobre as mulheres em termos de força e em outros quesitos, por mais que tenha se submetido a cirurgias e a tratamentos hormonais. Genética e estruturalmente essa pessoa sempre será homem.

quarta-feira, novembro 08, 2017

Alemanha vai legalizar “terceiro sexo”

O Tribunal Constitucional alemão exigiu hoje a legalização do termo “terceiro sexo” nos documentos administrativos tornando a Alemanha o primeiro país europeu a adotar a medida oficialmente. O Tribunal Constitucional concede aos deputados um prazo que termina “em fins de 2018” para votarem a legalização do “terceiro sexo” nos registos de nascimento com a mesma igualdade que as menções “masculino ou feminino”. A sentença da mais alta instância judicial alemã argumenta, baseando-se no direito constitucional sobre a proteção da personalidade, que as pessoas que não são nem homens nem mulheres têm o direito a mencionar a identidade de gênero de forma positiva nos registos de nascimento.

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terça-feira, outubro 17, 2017

Novela prega que transexualidade é evolução humana

No capítulo de sábado (14) de “A Força do Querer”, uma conversa entre Eugênio (Dan Stulbach) e Joyce (Maria Fernanda Cândido) lançou uma teoria a respeito da transexualidade. “Talvez faça parte da evolução humana”, diz o advogado. “Evolução?”, contesta a socialite. “É. A humanidade sempre destruiu barreiras para poder avançar. A gente venceu as barreiras impostas pela natureza. Quem sabe agora a gente não esteja vencendo as barreiras impostas pelo gênero?” O casal vive um dilema: aceitar ou não que o filho trans, Ivan (Carol Duarte), faça a retirada dos seios. Conservadora e preocupada com o status social do clã, Joyce não cede. Ela define a cirurgia pretendida por sua “ex-bonequinha Ivana” como “aberração”.

terça-feira, agosto 01, 2017

Pais, cuidado! Canal de TV exibe animação pornográfica

A decadência humana parece não ter fim e o fundo do poço moral da humanidade continua sendo cavado. Prova disso é a exibição em um canal pago – com classificação de apenas 16 anos mas ao alcance de qualquer pessoa de qualquer idade – de uma animação pornográfica intitulada “Festa da Salsicha”. O desenho animado aparentemente infantil tem cenas de sexo grupal, orgias, linguagem obscena e homossexualismo. E pode atrair as crianças justamente por parecer inofensivo. O portal G1 descreve assim essa animação pra lá de “animada”:

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domingo, julho 16, 2017

Jornalista homossexual é contra “casamento” gay

Jean Pierre Delaume-Myard é um jornalista francês. Ele é o realizador e um dos porta-vozes da Manif pour Tous [Manifestação para Todos], um grande movimento pró-família que levou centenas de milhares de pessoas às ruas da França para defender o matrimônio natural diante dos ataques do governo de François Hollande. E atenção: trata-se de ataques não porque o governo apenas defendesse o chamado “casamento” gay, mas porque o governo reprimia a liberdade de expressão daqueles que contestavam que a união civil homossexual equivalesse ao matrimônio natural entre um homem e uma mulher abertos à geração de novas vidas humanas. Jean Pierre Delaume-Myard se opõe ao chamado “matrimônio para todos” e à adoção de crianças por casais gays porque não concorda que a união civil homossexual seja equivalente ao conceito de matrimônio natural.

quarta-feira, julho 05, 2017

Teoria da evolução sempre justificando o pecado

Dar uma conferidinha em alguém bonito que passa na sua frente quando você já está acompanhado pode gerar conflitos para alguns casais, mas para outros pode ser encarado com naturalidade. Embora muita gente tente reprimir essa vontade, ela pode parecer irresistível em alguns momentos. Isso acontece porque fomos configurados pela evolução a fazer isso. O terapeuta familiar Jeremiah Gibson, de Massassuchetts (EUA), diz que esse comportamento é normal e que só se torna um problema quando o casal já havia se comprometido anteriormente a não “olhar para outras pessoas” ou se isso acontece enquanto o parceiro está compartilhando alguma informação séria ou íntima. Seres humanos são animais, e como animais a prioridade é procriar e espalhar os genes pela Terra. Faz parte da existência humana procurar por parceiros em potencial para aumentar as chances de sobrevivência da raça. Mesmo que tentemos controlar alguns instintos primitivos como esses, eles ainda estão lá e aparecem quando menos esperamos.

Um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology em 2013 mostra que as mulheres tendem a notar primeiro a parte superior dos homens, e que elas preferem homens com maior distribuição de massa nos ombros, braços e abdômen. Esse tipo físico está associado com dominância, saúde e boa imunocompetência. Já os homens notam primeiro os seios, quadril e cintura, para identificar mulheres com bom potencial para gerar, parir e criar com sucesso os possíveis descendentes. Esse estudo utilizou um software que acompanha o olhar dos participantes para mapear a atividade visual.

Normalmente, isso não é um caso para terminar o relacionamento. Quando uma pessoa atraente passa e capta a atenção do parceiro ou parceira, isso não significa que ele ou ela sente qualquer emoção em relação à essa pessoa.

A psicóloga Michele Barton explica, porém, que enquanto não há problema algum em reconhecer a beleza dos outros, o que prejudica o relacionamento é ignorar a companhia original.

Um estudo de 2009 publicado no Journal of Experimental Psychology mostrou que quem está em um relacionamento gasta menos tempo olhando para pessoas bonitas do que pessoas solteiras. E outro publicado na Personality and Social Psychology Bulletin concluiu que pessoas que não notam atratividade em desconhecidos tendem a ser mais felizes e satisfeitos com seus relacionamentos.


Nota: Não é a primeira vez que uma pesquisa com viés evolucionista tenta normalizar um comportamento reprovável (confira aqui, aqui e aqui). Uma coisa é reconhecer a beleza de outra pessoa, outra é pensar nela como um objeto de satisfação sexual cujo propósito, segundo os pesquisadores evolucionistas, é servir de meio para a propagação de genes. Embora em Mateus 5:28 Jesus afirme que olhar para uma mulher (ou homem) com intenção impura caracterize adultério mental, os naturalistas seguidores de Darwin dão de ombros e sustentam que somos apenas animais racionais dotados de “instintos primitivos” e “configurados pela evolução” para trair – de fato ou em pensamento. Aliás, para um naturalista, o próprio conceito de pecado e de bem e mal não tem sentido algum, já que a moralidade é relativa e a própria consciência é um atributo da matéria, sendo o cérebro apenas um amontoado de moléculas. Além do conceito de pecado, cai por terra igualmente o conceito de gêneros e de casamento heteromonogâmico. Assim, nunca é demais repetir: ideias têm consequências. [MB]

terça-feira, junho 20, 2017

No Canadá, quem contestar ideologia de gênero poderá ser preso

Após o Canadá aprovar uma lei controversa que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”, o Senado canadense vai mais fundo na imposição dessa agenda. Uma nova legislação poderá fazer com que todos aqueles que negam a ideologia de gênero sejam culpados de cometer “crimes de ódio”. Sendo assim, esses cidadãos poderão ser multados, obrigados a passar por um treinamento antipreconceito ou mesmo serem presos. O projeto de lei foi aprovado recentemente pelo Senado do Canadá por 67 a 11. Após mais de um ano de tramitação, essa nova lei visa oferecer “proteção à identidade e expressão de gênero”, adicionando isso ao Código de Direitos Humanos do país, usando as mesmas punições previstas pelo direito penal.

A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Comuns do Parlamento – equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. A Ministra da Justiça Jody Wilson-Raybould defendeu o projeto em nota oficial, na qual afirma: “No Canadá, celebramos a inclusão e a diversidade, pois todos os canadenses deveriam sentir-se seguros para serem eles mesmos. Os trans e as pessoas com diversas identidades de gênero devem ter o mesmo status na sociedade canadense. Este projeto faz com que esse status seja explícito.”

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segunda-feira, maio 29, 2017

Antifeminista é ameaçada por defensoras da liberdade da mulher

O famoso filósofo e teólogo William Lane Craig conta que conheceu um indivíduo que se tornou cristão vindo do movimento chamado “livre pensamento”. Ele estudou o assunto da ressurreição de Jesus e concluiu, a partir das evidências, que o Mestre havia ressuscitado dentre os mortos. Surpreendentemente, seus colegas do “livre pensamento” o insultaram duramente. Ele disse: “Por que eles são tão hostis? Eu simplesmente segui os princípios do livre pensamento e foi a isso que a razão e as evidências me conduziram!” (Lee Strobel, Em Defesa da Fé, p. 87). Esse incidente revela o preconceito localizado contra o cristianismo. É curioso notar como a sociedade hoje parece mais aberta para crenças budistas e hindus, haja vista a quantidade de filmes e novelas que têm essas ideologias como pano de fundo. No entanto, na mente de alguns, é impossível ser um crente cristão e intelectual ao mesmo tempo. Nada mais falso. Grandes cientistas atuais e do passado professam e professaram a fé cristã e fizeram boa ciência. Na verdade, os chamados “precursores da ciência” eram, em sua maioria, devotos cristãos.

Esse preconceito localizado tem sido observado também em relação a outros assuntos. Um exemplo recente disso é o que vem acontecendo com Thais Azevedo [foto acima], uma das editoras da página “Moça, não sou obrigada a ser feminista”, no Facebook. Thais está sendo processada por uma feminista que pede pelo fim da página que, segundo essa feminista, tem “teor opressor”.

quarta-feira, maio 17, 2017

Para feminista, falta de aborto causou aquecimento global

Controle populacional?
Em uma ampla entrevista na última terça-feira, a ícone feminista Gloria Steinem disse à Refinery29 que a mudança climática pode estar diretamente relacionada à falta de aborto. Steinem, de 83 anos, que ajudou a popularizar a controversa camiseta “Eu fiz um aborto”, disse ao site que a mudança climática é uma “questão feminista” porque a superpopulação mundial poderia ter sido evitada se os abortos fossem mais facilmente acessíveis às mulheres. “Ouça, o que causa a mudança do clima é a população”, disse ela. “Se não estivéssemos forçando sistematicamente mulheres a ter filhos que não querem ou não podem cuidar durante os 500 anos de patriarcado, não teríamos os problemas climáticos que temos. Essa é a causa fundamental da mudança climática. Mesmo que o Vaticano não nos diga isso. Além disso, porque as mulheres são as principais trabalhadoras agrícolas no mundo, e também as portadoras de água e as alimentadoras de famílias e assim por diante, é um fardo desproporcional.”

Durante a entrevista, Steinem também aproveitou a oportunidade para atacar Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano. Quando perguntada pelo entrevistador se ela achava que Ivanka era uma feminista, Steinem disse: “Ninguém na Terra acha que ela é uma feminista, você está brincando comigo?” E observou que Ivanka nem sequer tenta defender o feminismo. “Eu não a vi levantando e dizendo que as mulheres deveriam ter o direito de controlar seus próprios corpos e decidir quando e se ter filhos, não”, disse Steinem.

[Continue lendo e saiba o que este assunto tem que ver com a Nova Ordem Mundial e outras questões relevantes.]

domingo, maio 14, 2017

Escolas eliminam Dia das Mães do calendário

Querem destruir a figura dela
Foi-se a época em que as famílias tinham um formato padrão. Hoje em dia, são incontáveis os exemplos de mães ou pais solteiros, casais [sic] homossexuais e até mesmo parentes como avós e tios educando crianças. Em respeito a essa diversidade, algumas escolas brasileiras eliminaram de seus calendários comemorações de datas como o Dia das Mães e o Dia dos Pais, substituindo-as por festas que celebram o núcleo familiar de um modo geral. “Não podemos generalizar na escola algo que é diferente no mundo privado, avalia Ana Lúcia Figueira da Silva, gestora da Educação Infantil da Escola Viva, em São Paulo. “As pessoas têm formas diferentes de comemorar, fazem escolhas diferentes. Além disso, a família contemporânea tem novas configurações, fora o fato de que há também pais e mães que não são presentes pelos mais variados motivos. Os contextos são diversos.”

domingo, abril 16, 2017

Séries estão trazendo podridão para dentro de casa

Estupro e incesto no cardápio
Desde seu primeiro episódio, em 2011, a série Game of Thrones, da HBO, levou ao ar cenas de sexo de uma forma jamais vista na TV americana: incesto, sexo oral, orgias, bordeis, seios, seios e mais seios. No ano seguinte, outro novo seriado na mesma HBO, Girls, ganhou a mídia por um motivo parecido: a inclinação de suas jovens estrelas de tirar a roupa para protagonizar cenas de sexo de alta voltagem. Ao raiar de 2013, depois de tanta nudez e tantos encontros picantes, uma série inteira sobre sexo já parecia algo quase corriqueiro. Mesmo assim, Masters of Sex – drama sobre o trabalho inusitado dos sexólogos William Masters e Virginia Johnson nos anos 50 – estreou no canal Showtime e, agora [2015], está em sua terceira temporada, sendo exibida no Brasil pela HBO. Na época em que Masters of Sex se passa, o sexo era um tema tão tabu que até casais unidos pelo santo matrimônio em seriados como I Love Lucy tinham que ser mostrados dormindo em camas separadas. Mas nos anos 70, marido e mulher já podiam dividir a mesma cama, e falar sobre sexo não era algo tão proibitivo. Tanto que Maude, da série de mesmo nome, acaba fazendo um aborto, enquanto Mary do The Mary Tyler Moore Show dá a entender que toma anticoncepcionais.

[Continue lendo e veja a incoerência de muitos cristãos]

domingo, fevereiro 19, 2017

Carta de uma psiquiatra sobre “Cinquenta Tons de Cinza”

Relação doentia
Não há nada de cinza sobre os “Cinquenta Tons de Cinza”. É tudo preto. Deixe-me explicar. Eu ajudo pessoas que estão quebradas por dentro. Ao contrário dos médicos que utilizam raios x ou exames de sangue para determinar por que alguém está com dor, as feridas que me interessam estão ocultas. Faço perguntas e ouço atentamente as respostas. É assim que eu descubro por que a pessoa na minha frente está “sangrando”. Anos de escuta atenta me ensinaram muito. Uma coisa que eu aprendi é que os jovens são totalmente confusos sobre o amor – para achá-lo e mantê-lo. Eles fazem escolhas erradas e acabam sofrendo muito. Eu não quero que você sofra como as pessoas que vejo em meu escritório, por isso estou avisando sobre um novo filme chamado “Cinquenta Tons de Cinza”. Mesmo se você não vir o filme, sua mensagem tóxica está se infiltrando na nossa cultura e poderia plantar ideias perigosas em sua cabeça.

“Cinquenta Tons de Cinza” está sendo lançado no Dia dos Namorados, então você vai pensar que é um romance, mas não caia nessa. O filme é realmente sobre uma relação doentia e perigosa, preenchido com abuso físico e emocional. Parece glamouroso, porque os atores são lindos, têm carros caros e aviões, e Beyonce está cantando. Você pode concluir que Christian e Ana são legais e que seu relacionamento é aceitável.

Não se permita ser manipulado! As pessoas por trás do filme só querem o seu dinheiro; eles não se preocupam nem um pouco com você ou seus sonhos. Abuso não é glamouroso ou legal. Nunca é Ok, sob quaisquer circunstâncias. Isso é o que você precisa saber sobre “Cinquenta Tons de Cinza”: Christian Grey foi terrivelmente negligenciado quando era uma criança. Ele está confuso sobre o amor, porque ele nunca experimentou a coisa real. Em sua mente, o amor está emaranhado com sentimentos ruins como dor e o constrangimento. Christian gosta de machucar mulheres de formas bizarras. Anastasia é uma menina imatura que se apaixona pelos olhares e pela riqueza de Christian, e tolamente segue seus desejos.

No mundo real essa história iria acabar mal, com Christian na cadeia e Ana em um abrigo – ou morgue. Ou Christian continuaria batendo em Ana, e ela sofreria como nunca. De qualquer maneira, as suas vidas não seriam um conto de fadas. Confie em mim.

Como médica, estou lhe pedindo: não assista “Cinquenta Tons de Cinza”. Se informe, conheça os fatos e explique aos seus amigos por que eles não devem assitir também. Aqui estão algumas das ideias perigosas promovidas em “Cinquenta Tons de Cinza”:

1. As meninas querem caras como Christian: grosseiro e que mande nela. Não! Uma mulher psicologicamente saudável evita dor. Ela quer se sentir segura, respeitada e cuidada por um homem em quem ela possa confiar. Ela sonha com vestidos de casamento, não algemas.


2. Homens querem uma garota como Anastasia: calma e insegura. Errado. Um homem psicologicamente saudável quer uma mulher que sabe se defender por si mesma. Ele quer uma mulher que o corrija quando ele sair da linha.

3. Anastasia exerce livre escolha quando ela consente em ser machucada, então ninguém pode julgar a decisão dele. Lógica falha. Claro, Anastasia tinha livre escolha – e ela escolheu mal. A decisão autodestrutiva é uma má decisão.

4. Anastasia faz escolhas sobre Christian de forma racional e distante. Duvidoso. Christian constantemente serve álcool a Anastasia, prejudicando seu julgamento. Além disso, Anastasia se torna sexualmente ativa com Christian – sua primeira experiência – logo após conhecê-lo. O sexo é uma experiência poderosa – particularmente na primeira vez. Finalmente, Christian manipula Anastasia para assinar um acordo que a proíbe de falar a alguém que ele é um abusador. Álcool, sexo e manipulação – dificilmente seriam os ingredientes de uma decisão racional.


5. Os problemas emocionais de Christian são curados pelo amor de Anastasia. Apenas em um filme. No mundo real, Christian não mudaria de forma significativa. Se Anastasia quisesse ajudar pessoas emocionalmente perturbadas, ela deveria ter se tornado uma psiquiatra ou uma psicóloga.

A principal questão: as ideias de “Cinquenta Tons de Cinza” são perigosas e podem levar à confusão e más decisões sobre o amor. Existem grandes diferenças entre os relacionamentos saudáveis e não saudáveis, mas o filme borra essas diferenças, de modo que você começa a se perguntar: “O que é saudável em um relacionamento? O que é doentio? Há tantos tons de cinza… Eu não tenho certeza.”

Ouça, é da sua segurança e do seu futuro que estamos falando aqui. Não há margem para dúvidas: uma relação íntima que inclui violência, consensual ou não, é completamente inaceitável. É preto e branco. Não existem tons de cinza aqui. Nem mesmo um.

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Carnaval gospel tem “abadeus” e até cover de Mamonas

Cadê a linha divisória?
Dá para ser evangélico e curtir o Carnaval? Igrejas mais tradicionais costumam chiar. A praxe, afinal, é enviar seus fiéis para retiros bem afastados dos pecados da carne purpurinada. Outras aproveitam a multidão para pregar a palavra – caso de uma igreja metodista carioca que já estendeu na fachada um cartaz para os foliões do bloco Sovaco de Cristo, no Jardim Botânico, bairro aos pés do Cristo Redentor: “Não fique só no sovaco! Conheça Cristo por inteiro!” A Bola de Neve Church preferiu cair no samba. No domingo (12), levou à sua sede de Guarulhos (SP) a Batucada Abençoada, bateria da igreja famosa por usar pranchas de surf como púlpito. Com abadás à venda por R$ 30 (dinheiro) ou R$ 35 (cartão), dezenas de fiéis entoam adaptações evangelizadoras de sambas e também de hits pop. Em “Pelados em Santos”, do Mamonas Assassinas, não é mais a mina do corpão violão que enlouquece o cara. “Jesus me deixa doidããããão”, diz o refrão reformulado.

Há também versão para “Seven Nation Army”, o rock do White Stripes que virou hino de torcidas organizadas. É delas que vieram 80% dos batuqueiros da Bola, calcula o corintiano Rodney Lopez, 35. Ele era da Gaviões da Fiel antes de se converter e entrar no primeiro time da bateria, em 2006. “Quando conheci Deus, algo fazia falta. Queria fazer o que fazia no mundo, mas dentro da igreja.”

O Carnaval evangélico, com muito batuque e zero álcool e azaração, ganha força nas ruas do país. Santos instituiu, via lei municipal de 2014, o Dia do Evangelismo de Carnaval Bola de Neve. Todo sábado desse feriado, a bateria da igreja percorre cerca de 10 km da orla santista. Atraiu em 2016, segundo o Corpo de Bombeiros, 18 mil pessoas.

A arena deste ano, no dia 25, terá food truck, palco com música eletrônica e 12 camarotes para 14 pessoas (R$ 3.000 cada espaço), diz o pastor Eric Viana, 40, idealizador da Batucada Abençoada. No sermão, brinca com a plateia: “Quem é solteiro aqui? Então compra logo dois [abadás]!” À Folha ele conta por que começou a bateria: não fazia sentido se isolar num retiro enquanto cidades eram tomadas por “toda a negatividade do Carnaval mundano”. Cita como reveses gravidez indesejada, motoristas alcoolizados, latinhas de cerveja na rua, namoros que terminam.

“A gente se sentiu bastante egoísta em viver a alegria de Deus refugiado disso tudo”, diz Viana, um ex-fã de cocaína e Iron Maiden que vendeu o cabelo comprido na Galeria do Rock, em São Paulo, para comprar um terno ao encontrar Jesus, 25 anos atrás. “Só depois percebi que a transformação não era por fora.” Ele agora combina jeans com blusa justa no muque e usa expressões como “os pastores são top mesmo”.

Salvador também tem seu bloco evangélico, organizado no Pelourinho pela Igreja Batista Missionária da Independência. Para 2017, a novidade é o funkeiro gospel Tonzão, do hit “Passinho do Abençoado” (“Invés de dançar igual homem / Ele deu uma reboladinha / Que isso, varão vigia / Ele vai pra igreja de olho nas irmãzinhas / Que isso, varão vigia”). [...]

Também convidados: o pagodeiro Waguinho, ex-Os Morenos, e Lázaro, ex-Olodum. No “abadeus” (abadá) do Sal da Terra, o mote: “Jesus é a nossa alegria.” No Rio, a Igreja Batista Atitude desfila o bloco Sou Cheio de Amor desde 2013, na orla do

Para igrejas mais tradicionais, unir fé e folia gera mais polêmica do que bênção. Olinda (PE), por exemplo, anunciou um polo gospel em seu Carnaval, um dos maiores do Brasil. Uma semana depois cancelou a novidade, a pedido dos próprios organizadores, que ficaram sob fogo amigo de colegas de credo.

A bancada evangélica da Assembleia Legislativa pernambucana não aprovou – o deputado estadual Adalto Santos (PSB) disse que conversaria com o prefeito (que é da mesma fé) sobre o “prejuízo espiritual” do evento.

Para o teólogo Marcelo Rebello, 44, “o cristão não pode ser um alienado”. E, uma vez no Carnaval, tem que prevalecer o bom senso: “O crente não tem que ir para o meio do povo e dizer que [os que bebem e se pegam] vão pro inferno.” Fora os “pecados da carne”, a festa “muito atrelada a candomblé e umbanda” também incomoda o segmento, diz Rebello, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Profissionais Evangélicos. O crente, afirma, “serve a um Deus único”, e as múltiplas entidades (como os orixás) seriam uma afronta a evangélicos.

Em 2016, um dos patronos do Império Serrano declarou ao jornal O Dia que cairia fora se a escola de samba carioca apostasse num enredo ligado a religiões afrobrasileiras. “Já fui espírita e não tenho nada contra, mas me encontrei na palavra do Deus vivo. O dia em que o Império quiser falar sobre o espiritismo, cabe a mim querer ficar ou não. Mas certamente, eu não ficarei”, disse Rildo Seixas, da Igreja Batista.

Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa da agremiação respondeu que “a determinação é para não falarmos mais nesse assunto, pois já causou muito mal-estar para a nossa comunidade”.


Nota: Quanto mais se afastam da Bíblia e do Deus da Bíblia, mais os cristãos perdem a noção da linha divisória entre o sagrado e o profano. Esquecem-se das palavras enfáticas de Paulo: “Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: ‘Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.’ Portanto, ‘saiam do meio deles e separem-se’, diz o Senhor. ‘Não toquem em coisas impuras, e Eu os receberei” (2 Coríntios 6:14-18). Jesus nos salva do pecado e não no pecado. Ele nos propõe uma nova forma de viver, muito superior à que antes tínhamos, e deseja que sejamos testemunhas vivas de que esse tipo de vida plena é a melhor, e que nossa vida de santidade atraia as pessoas até Ele. Se formos em tudo iguais aos que vivem sem Deus, que diferença haverá? Cristãos têm que ser sal da terra; têm que se misturar com as pessoas, mas de forma sábia, levando sua “atmosfera” até elas e não absorvendo a “atmosfera” em que elas vivem. Jesus vivia entre pecadores, mas, quando Ele chegava aos locais aonde ia, o ambiente mudava. Se os cristãos não forem capazes de mudar o mundo ao seu redor, tornam-se sal sem sabor. E o inimigo de Deus vence a batalha. [MB]

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

França autoriza filmes com sexo explícito para menores

Cena de "Azul É a Cor Mais Quente"
A França permitiu nesta semana que filmes com cenas de sexo explícito sejam autorizados a menores de 18 anos, sempre e quando permitir uma comissão de avaliação. O Diário Oficial francês publicou o decreto do Ministério de Cultura que elimina o artigo da lei que proibia qualquer filme com cenas de sexo explícito a menores. O governo responde assim a uma exigência da indústria do cinema francês, ao mesmo tempo que limita a margem de manobra da associação fundamentalista católica Promouvoir. Nos últimos anos, ela batalhou para proibir a difusão de vários filmes entre menores. Os dois mais simbólicos foram “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), de Abdellatif Kechiche, e “Love” (2015), do franco-argentino Gaspar Noé. Inicialmente proibidos só a menores de 16 anos, os filmes foram finalmente vetados a todos os menores depois que a Promouvoir travou contra eles uma batalha legal que acabou anos após a estreia dos longas. Essas ações provocaram a reação do mundo do cinema, que se considerava cerceado.

Será a Comissão Nacional do Cinema a encarregada de avaliar se as cenas de sexo de um filme justificam seu veto a menores. O órgão, já encarregado de catalogar os filmes, terá uma maior margem de manobra graças à publicação do decreto. Sua opinião será levada em conta pelo Ministério para dar uma autorização de exploração a todos os públicos.

O decreto estabelece que a classificação deverá ser “proporcionada às exigências da proteção da infância e da juventude, levando em conta a sensibilidade e o desenvolvimento da personalidade próprias a cada idade e o respeito à dignidade humana”. Os filmes serão proibidos aos menores quando contenham cenas “que, em particular por sua acumulação, possam perturbar a sensibilidade dos menores” ou que apresentem a violência como um fato positivo ou banal.

Em 2015, dos cerca de 700 filmes analisados pela comissão, 53 foram proibidos a menores de 12 anos, cinco a menores de 16 e quatro a menores de 18. Por outro lado, o decreto também prevê que seja diretamente o Tribunal de Apelação de Paris a se pronunciar em caso que a classificação de um filme seja levada à Justiça. Dessa forma, o Ministério prevê encurtar os prazos nos possíveis litígios, que sempre poderão chegar à Corte Suprema.


Nota: O que se poderia esperar do país que difundiu o ateísmo e abandonou os valores judaico-cristãos? Depois as autoridades se espantam com o aumento alarmante das doenças sexualmente transmitidas (um em cada quatro adolescentes tem DST) e do crescente fenômeno das mães solteiras. Pesquisas indicam que a exposição precoce ao erotismo e a cenas de sexo levam à iniciação sexual também precoce; e o sexo praticado fora de um contexto de romantismo e compromisso (leia-se casamento) leva à depressão e à baixa autoestima. Este é o mundo que a “indústria cultural” irresponsável está legando às novas gerações. Sodoma e Gomorra que nos perdoem... [MB]

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

O Espírito Santo, o caos e a natureza humana

Quando o caráter se revela
Enquanto viajava fora do país, mal pude acreditar nas imagens e nas notícias que me chegavam pelo celular. Será que tudo aquilo estava mesmo acontecendo no Brasil? As ruas da Grande Vitória, no Espírito Santo, foram tomadas por assaltantes, houve tiroteios, arrastões, pancadaria, saques e quase cem mortes violentas. Mais de 90 milhões de reais em prejuízos materiais. Com a polícia paralisada, os malfeitores fizeram a festa. Isso, em si, já é terrível e um grave problema de segurança pública, mas o pior foi ver gente bem vestida e com carrão destruindo a porta de lojas e roubando descaradamente os produtos em exposição, principalmente eletrônicos. Não há justificativa para o roubo nem para a violência, mas, quando gente que não precisa de dinheiro ou que se supõe que tenha tido mais privilégios que outros e não está roubando para saciar a fome se entrega a essas ações criminosas, pode-se constatar que, definitivamente, há algo de podre no DNA humano.

Quer dizer que é só a polícia sair de cena, afrouxarem-se as regras que o caos se instala? As pessoas “andam na linha” apenas quando alguém as está vigiando ou quando têm medo da punição? Pior é que alguns ainda podem pensar: “Se roubam milhões lá em Brasília, por que não posso roubar um aparelho de TV?”, e dão de ombros para o pai de família que depende da loja para colocar comida sobre a mesa e manter os filhos na escola. Estão se lixando para a comerciante que “ralou” para montar sua lojinha e viver do pequeno lucro que o negócio lhe dava. Com essa situação, perde o cidadão, perde o governo que não pagou bem seus policiais e agora terá que desembolsar muito mais com a recuperação do patrimônio público e com indenizações; e perde o país, com a sensação de que nosso povo não tem caráter. Que direito têm esses criminosos de reclamar dos bandidos de colarinho branco? Não são feitos da mesma matéria?

O Brasil vive não apenas uma crise política e institucional. Vivemos uma crise de valores e de bons exemplos. Em quem as pessoas podem se inspirar? Mal dá para contar nos dedos de uma mão os políticos que representam mais ou menos bem aqueles que votaram neles. Homens de terno e gravata que não saqueiam lojas, mas que metem a mão no bolso dos contribuintes que suam para pagar seus impostos; homens e mulheres que não se importam se uma escola não terá merenda ou se não haverá medicamentos em um posto de saúde – desde que sejam salvaguardados seus “direitos” de ter uma conta recheada na suíça e um apartamento em Miami.

O clima de revolta se instala. Ninguém mais quer saber de pensar no bem do próximo. Cada um quer tirar sua “lasquinha”. E em Vitória e arredores os bandidos estão nas ruas e os cidadãos, presos em casa, vendo a comida acabar sem ter coragem de sair para comprar alguma coisa (isso se ainda tiverem dinheiro, pois os bancos estão fechados).

Esse é o tipo de situação que revela o barril de pólvora sobre o qual estamos sentados. A paz frequentemente é muito relativa – tão pacífica quanto um canhão carregado, como disse alguém. Onde está o verdadeiro problema? Na impunidade? Nos baixos salários dos policiais? Na falta de segurança nas ruas? Não, necessariamente. O problema é muito mais grave que isso. O problema humano se chama pecado, e ele não está circunscrito às cidades capixabas. Não é exclusividade do Espírito Santo. Como caráter pode ser definido como aquilo que somos quando ninguém está olhando, o caráter de muita gente está sendo revelado por lá.

Agora deixe-me lhe falar sobre outro Espírito Santo, o ser divino chamado na Bíblia de “Consolador”. É Ele quem pode fazer frutificar em nós o amor, a paz, a bondade... É Ele quem pode mudar nosso caráter, a fim de que sejamos a mesma pessoa em qualquer circunstância. É Ele quem pode implantar em nosso coração o desejo de justiça, o amor ao semelhante e a retidão moral. Se o Espírito Santo não nos controlar, não sabemos do que seremos capazes. Sem o Espírito de Deus em nossa vida, todo lugar poderá ser um Espírito Santo imerso no caos.

Michelson Borges

quinta-feira, janeiro 26, 2017

A amante e sua família

Uma janela indiscreta
Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com essa encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família. A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem, já tinha um lugar muito especial. Meus pais eram instrutores complementares. Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau, e meu pai me ensinou a obedecer. Mas a estranha era nossa narradora. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir e me fazia chorar. A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria orado alguma vez para que a estranha fosse embora.)

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa, nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe ruborizar.

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.

Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio. Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia.

Seu nome? Ah, seu nome... Chamamos de TELEVISÃO! É isso mesmo; a intrusa se chama TELEVISÃO! Agora ela tem um marido que se chama computador, um filho que se chama celular e um neto de nome tablet. A estranha agora tem uma família. E a nossa será que ainda existe?

(Autor desconhecido, via Karina Quinteiro)

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Moda agênero e reengenharia social

Confusão total
A tal moda agênero não é nenhuma novidade, apenas mudou de nome: antigamente era conhecida pelo nome de moda unissex. Desde os anos 80 que vemos essa tendência fabricada de mulheres pegarem roupas emprestadas no closet masculino, mas agora o contrário também está sendo alardeado. Essas tendências de moda na verdade vêm da cabeça de pessoas que estão totalmente imersas no globalismo e defendem toda sua agenda de gênero, feminismo e todas as coisas que vocês já estão carecas de me ouvir falar, então por que iríamos achar que coisas como essa de homens usando roupas de mulher seria por acaso?

Pelo que estou vendo por aí, as lojas já estão investindo em departamentos infantis de roupas que não fazem distinção entre masculino e feminino, e isso é no mínimo ridículo. Tirando o fato de ser estranho ver um homem vestido de mulher e vice-versa, nós também temos diferenças anatômicas, a velha “ditadura da biologia” que insiste em melar o discurso de igualdade da esquerda caviar. Imagino que seja totalmente desconfortável para um homem usar calças femininas, que ficam justas demais em locais que são, imagino eu, muito sensíveis. É até estranho para mim ter que falar isso, pois é tão óbvio, mas temos inúmeros motivos para fazer distinção entre roupas de homem e de mulher: homens têm a cintura escapular mais larga que mulheres, mulheres têm quadris mais largos que homens, homens têm pênis, mulheres tem seios, e por aí vai...

Mas tirando essa maluquice, eu quero falar sobre a moda masculina e feminina que vemos hoje nas lojas por aí, essa que está em todas as vitrines, nos shoppings e ruas do Brasil. Faz algum tempo que venho encontrando dificuldades para achar roupas decentes para comprar; acredito que não seja só eu. Ultimamente, quando preciso comprar um vestido, já me preparo psicologicamente para andar quilômetros e gastar horas atrás de algo que me agrade. O caso é que as roupas femininas estão vindo cada vez com menos tecido, quando não falta embaixo, falta em cima.

Se uma mulher quiser comprar uma roupa para trabalhar na zona irá encontrar uma enorme variedade de cores e estilos, mas se quiser uma roupa para trabalhar em um escritório pode se preparar para um suplício! As saias mais parecem cintos, os shorts e as calcinhas são do mesmo tamanho, as blusas são muito curtas ou muito decotadas... Resumindo: as roupas são muito curtas, muito justas, muito transparentes ou muito psicodélicas.

Durante a maratona para encontrar um simples vestido esses dias eu fui experimentar um que não parecia tão indecente olhando na arara, quando pus no corpo vi que estava enganada. Ainda na esperança de que tomando distância do espelho pudesse ter uma visão melhor e descobrir que, afinal, a coisa não era assim tão ruim, abri o provador e saí. A vendedora que estava me atendendo logo abriu um sorriso e disse que estava ótimo e que a peça tinha me valorizado muito; abri um sorriso amarelo e voltei para o provador pensando: “Mas eu não quero me valorizar, eu só quero me vestir de uma forma normal.”

Eu imaginava que isso se passava apenas nas lojas de roupas femininas, mas esses dias conversando com meu irmão ele me relatou uma dificuldade de encontrar roupas masculinas também. Ele e um amigo foram para o centro da cidade atrás de uma simples bermuda, foram em todas as lojas de roupa masculina que havia e voltaram para casa de mãos vazias. Pelo que viram no comércio, disseram que não fazem mais roupa para homens, somente para maricas. As bermudas masculinas que achavam eram muito justas, muito curtas, muito coloridas ou muito cheias de detalhes afeminados.

A conclusão a que eu chego é que, independentemente dessa tal moda agênero, nós já estamos vendo a anulação das diferenças entre roupas de homens e mulheres nas lojas que ainda dizem fazer distinção. Cada vez mais estão fazendo as mulheres se vestirem como prostitutas e os homens como mulheres. O discurso vigente é o de liberdade de expressão, mas a liberdade é só para quem quer se vestir como palhaço e não para quem quer rir do palhaço que está passando à sua frente. Me sinto em uma versão moderna da estória da roupa nova do rei.

Os seres humanos estão cada vez mais idiotizados e indo atrás das modas que são ditadas por pessoas que estão lá do outro lado do mundo. Anulam sua personalidade para usar a roupa da vez e posarem de fashion diante dos amigos porque têm medo de falar o que realmente pensam, pois correm o risco de parecerem antiquados e, por isso, preferem agir como marionetes alienadas. Não percebem que ao usar esse tipo de roupas não estão exteriorizando sua personalidade e, sim, copiando o que a indústria globalista da moda dita como regra. Essa é a mais perfeita forma de escravidão, aquela em que os escravos pensam que são livres.


  

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Montanha do sexo e pastoras lésbicas: relativismo religioso

Desculpas culturais para o pecado
Gunung Kemukus é uma montanha em Java, a principal ilha da Indonésia, que a cada 35 dias recebe muçulmanos de todo o país para participar de um ritual insólito. O evento acontece em uma data auspiciosa segundo o ciclo Wetonan, que sobrepõe os cinco dias do antigo calendário javanês aos sete dias do calendário moderno (7 x 5 = 35). Quando a escuridão cai no misterioso local, os peregrinos acendem velas e se sentam em esteiras ao redor das sagradas árvores dewadaru e das raízes retorcidas de enormes figueiras. Na montanha “mágica”, há um túmulo no qual se acredita estarem guardados os restos mortais de um legendário príncipe e de sua amante. “O jovem príncipe Pangeran Samodro fugiu com a rainha Nyai Ontrowulan, que era sua madastra”, conta Keontjoro Soeparno, psicólogo social da Universidad Gadjah Mada em Yogyakartax, na Indonésia. “Eles se esconderam em Gunung Kemukus.” Até o dia em que, flagrados durante uma relação sexual, foram assassinados e enterrados no cume da montanha. Os peregrinos acreditam, assim, que se cometerem adultério nesse local serão “abençoados com boa sorte”, explica Seoparno, que estudou o ritual durante 30 anos. Por isso, Gunung Kemukus é também conhecida como a “montanha do sexo”.

O ritual começa com orações e oferendas de flores ao túmulo de Pangeran Samodro e Nyai Ontrowulan. Em determinado momento, os peregrinos devem banhar-se em um dos dois riachos sagrados da montanha. E, em seguida, fazer sexo com uma pessoa desconhecida. “Para receber bênçãos e dinheiro, é preciso fazer sexo com alguém que não seja seu marido ou mulher. Tem de ser alguém que você não conheça”, destaca Soeparno. “Além disso, deve ser em Juman Pon (quando a sexta-feira coincide com Pon, um dos cinco dias do calendário javanês). A relação sexual tem de acontecer a cada 35 dias sete vezes consecutivas, de forma que dure em torno de um ano”, explica. “Se por algum acaso não seja possível completar as sete vezes, é preciso começar tudo de novo. Essa é a parte difícil, especialmente para quem não é tão jovem. O compromisso entre os dois é muito significativo: eles têm de trocar telefones e endereços, e combinar aonde vão se encontrar da próxima vez.”

As noites mais concorridas podem reunir até oito mil peregrinos. “A maioria é dona de pequenos negócios. Eles esperam que, se completarem o ritual, suas vendas vão melhorar, vão ganhar muito dinheiro e terão muito sucesso”, afirma Soeparno.

Desde a década de 90, a montanha ganhou uma pequena infraestrutura para acomodar a multidão. Além do santuário, há um restaurante onde é possível comprar chá, macarrão e amendoim. Na parte de trás dele, é possível alugar um dos dois pequenos quartos.

Vejo uma mulher de véu e um homem, ambos com cerca de 50 anos, sumindo atrás de uma cortina para completar o ritual em um dos quartos. Ao tentar entrevistá-los, eles fogem, e a dona se aproxima para pedir que deixemos o local. “O que acontece é que eles só estão juntos aqui na montanha. Se aparecerem na TV e seus respectivos cônjuges souberem disso, terão problemas. Aconteceu isso antes com o ex-proprietário desse restaurante: um homem apareceu na TV falando com uma mulher em uma noite e seus familiares o viram. A família ficou arrasada e o casal se divorciou”, afirmou. Anteriormente, os casais faziam sexo ao ar livre, mas depois começaram a alugar quartos por valores irrisórios.

Dentro do santuário, Pak Slamat está lendo o Alcorão. Quando terminar, vai procurar uma amante. “Aqui há muitas pessoas que te dizem que funciona, que antes de vir aqui seu negócio não estava dando certo e depois se recuperou. Deve ser controlado por Alá (Deus). Não há ninguém maior do que Alá”, afirma. “Se vejo uma mulher que esteja disponível, me aproximo dela. Não ligo só para a aparência. O que vem de dentro é o mais importante. Já que estamos fazendo sexo com um objetivo, nossa motivação interna deve ser a mesma”, acrescenta.

Pak Slamat é casado e tem três filhos. Sua mulher não sabe onde ele está – ela acredita que ele esteja na mesquita, rezando. “Ela não teria permitido que eu viesse para cá, mas o importante é que eu estou fazendo isso pelo bem dos negócios.” [...] (UOL Notícias)

Igrejas que aceitam como pastores homossexuais ativos não são novidade nos Estados Unidos e na Europa. Já existem casos no Brasil também, contudo Sally Sarratt e Maria Swearingen não fundaram sua própria igreja “inclusiva” como geralmente é o caso. Elas foram escolhidas como pastoras da Calvary Baptist Church, uma igreja histórica de Washington, fundada há 155 anos. Oficialmente, passarão a ser co-pastoras e responderão pela congregação apenas no final de fevereiro, mas o anúncio gerou amplo debate entre a comunidade evangélica americana. Sally e Maria já estavam casadas quando foram ordenadas, em 2015.

A Calvary Church explica que sempre teve uma “visão progressiva”, pois começou reunindo um pequeno grupo de abolicionistas quando a escravidão era a norma. Em um comunicado, ressaltou que sempre “se beneficiou da liderança das mulheres em todos os níveis da vida da Igreja”.

A presidente do comitê que selecionou as duas para o cargo, Carol Blythe, disse: “Fomos surpreendidos pela grande fé e compromisso que elas têm de ser parte de uma comunidade evangélica. Ficamos impressionados como os dons, talentos e a experiência das duas correspondeu às nossas prioridades.”

Durante a maior parte de sua história, a igreja fez parte da Convenção Batista do Sul, maior denominação evangélica americana. Contudo, por defender o casamento de pessoas do mesmo sexo, desligou-se em 2012. (Gospel Prime)

Nota: Duas notícias aparentemente sem relação revelam o mal do relativismo na leitura de livros sagrados e na compreensão da religião. Muçulmanos aprovando a mentira, a licenciosidade e a traição em nome de um “bem maior”, ou seja, a prosperidade material; e uma igreja cristã aprovando um tipo de relacionamento que, sob a ótica bíblica, não pode ser chamado de casamento. Embora o Islã até aprove a poligamia, o adultério é condenado. Mas alguns muçulmanos indonésios “deram um jeitinho” de adaptar a religião aos seus desejos carnais. A Bíblia condena a prática do sexo entre pessoas do mesmo gênero e é preciso muito malabarismo exegético para defender algo diferente do casamento heteromonogâmico. Quando se acomoda a revelação divina às vontades humanas, tudo é permitido. As pastoras batistas norte-americanas não podem condenar a atitude dos indonésios, assim como eles não poderiam condená-las. Por uma porta através da qual para um boi, passa também uma boiada. E assim caminha a humanidade, cavando cada vez mais o fundo do poço. [MB]