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domingo, setembro 22, 2013

Podemos confiar em horóscopo?

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Por que seu horóscopo está errado?

Já faz algum tempo que nossos horóscopos estão errados, o problema não é apenas com as previsões para 2011. Por quê? Basicamente, porque as estrelas não estão alinhadas da forma que os astrólogos acham. Nossos signos zodiacais – Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes – são determinados pela constelação alinhada com o Sol no dia em que nascemos. Só que a Terra balança, algo que é conhecido pelos cientistas como precessão. Isso quer dizer que durante os últimos 2.500 anos, desde que os signos foram “estabelecidos”, seu signo se moveu, aproximadamente, um mês em relação ao Sol e as estrelas. Ou seja, você não é do signo que acha que é. E há um novo signo no céu desde então – Ophiuchus (ou Serpente) – que vem depois de escorpião. Então se você nasceu entre 29 de novembro e 17 de dezembro, seu signo é “novinho” em folha. [...]

(Hypescience)

Leia também: “Escrito nas estrelas?”

segunda-feira, maio 31, 2010

Na UnB, disco voador e astrologia têm status de ciência

Na pequena sala do professor Álvaro Luiz Tronconi, no prédio principal da Universidade de Brasília, misturam-se livros-texto de suas duas especialidades: física da matéria condensada e percepção extrassensorial. Doutor em física pela Universidade de Oxford, Reino Unido, Tronconi coordena um grupo de uma dezena de docentes que se reúnem para estudar fenômenos que supostamente existem, mas que estão fora do alcance da ciência “tradicional”. Fundado em 1989, o Núcleo de Estudos de Fenômenos Paranormais da UnB promove pesquisas e cursos em quatro áreas: astrologia, ufologia, conscienciologia (relacionada aos potenciais do cérebro humano) e terapias integrativas (propondo novas abordagens na medicina).

Um curso de percepção extrassensorial, por exemplo, envolvia “acessar o mundo extrafísico”. Um exercício ajudava a “ver assombração, acessar algo do passado, olhar algo do futuro”.

Tronconi diz que o núcleo já passou por vacas magras e gordas, dependendo do reitor. “Na atual administração o pessoal é menos radical”, alegra-se o pesquisador. Ele reclama de preconceito contra a área. Com frequência os comitês da UnB negam dinheiro para seu grupo. “Mas eles negaram sem julgar o mérito. Sempre falaram que era bobagem, que a UnB não podia permitir aquilo porque ia colocar a universidade em descrédito.”

Os órgãos de fomento federais também negam verba, fazendo com que o núcleo procure fundações estrangeiras interessadas na área. “Uma pena”, diz. “Esses conhecimentos poderiam ser úteis para a sociedade.”

“Existe a astrologia médica, por exemplo. Aqui em Brasília você até encontra um ou outro médico que, quando você vai lá fazer o exame, ele pega seus dados e diz qual parte do seu corpo é mais vulnerável, o que pode ajudar no diagnóstico.”

Ele diz que sensitivos poderiam também ajudar a polícia. Suas opiniões não deveriam servir como palavra em tribunais, diz, mas eles deveriam fazer parte das equipes de investigações.

“Algumas pessoas dizem que é charlatanismo, que é feitiçaria, que é coisa de quem tem distúrbio mental”, diz. Mas, segundo ele, os alunos se interessam profundamente pelo assunto.

Entre as atividades de pesquisa recentes está a busca pela compreensão dos episódios de supostos aparecimentos de extraterrestres na Terra. Outra pesquisa tenta mostrar que sensitivos podem dar diagnósticos precisos da doença de alguém.

O último trabalho de Tronconi envolveu levar seis deles para o hospital da UnB para adivinhar o que os pacientes tinham. A conclusão foi que os sensitivos não conseguiam acertar mais do que um computador chutando doenças aleatórias. “Isso não é motivo para desistir das pesquisas, porém”, diz Tronconi.

“Quando há um grande médium, um paranormal, a gente vê que ele é capaz de realizar certos fenômenos”, diz. “Mas chega uma hora que ele está cansado ou estressado e vai fazer uma demonstração. Então percebe que não vai dar conta e arruma um jeito de fazer usando um truque. Isso pode acabar com toda a reputação dele.”

(BOL Notícias)

Nota: Quando estudava na UFSC, lembro-me que frequentemente via cartazes espalhados pelo campus anunciando eventos relacionados a florais de Bach, gnose, yoga, budismo, astrologia, etc. Agora tente promover um simpósio criacionista nesses campi seculares... A aceitação frequentemente não é a mesma. Mundo confuso...[MB]

terça-feira, abril 20, 2010

Astrologia pode, criacionismo não

A julgar pela capa da Veja desta semana, a revista já escolheu seu candidato... Mas, como ainda não escolhi o meu (e está difícil), não vou falar disso. Quero destacar, porém, um detalhe que, creio, passará praticamente despercebido da imprensa em geral: José Serra costuma ler horóscopo e considera a astrologia “uma espécie de ciência”. Conforme demonstrei em outro artigo (confira aqui), a astrologia não é científica e é infinitamente menos racional do que um modelo teológico-científico que acusam de ser irracional: o criacionismo. E aí é que está a incoerência e imparcialidade de certos setores da mídia. Garanto que nenhum repórter colocará as credenciais do presidenciável em cheque pelo fato de ele gostar de consultar os astros, no entanto, quando a candidata Marina Silva (ministra, na época) se disse criacionista, isso bastou para ser duramente criticada na imprensa, tanto que ela vem tentando se justificar e descolar seu nome dos “infames” criacionistas. Portanto, neopaganismo e pseudociência não têm problema. Criacionismo tem. Vai entender...[MB]

Curiosidade: “Globo retira campanha do ar”

terça-feira, novembro 25, 2008

Horóscopo do dia: seu signo está errado

Quase nenhum signo do zodíaco está relacionado, na realidade, com a atual posição do Sol no céu da Terra. Os signos do zodíaco e as datas respectivas de início e término de cada um deles foram determinados há mais de 2.600 anos. Após tantos séculos, o eixo da Terra mudou de posição devido a puxões gravitacionais do Sol e da Lua. Juntamente com o eixo mudaram também as posições das constelações e as datas, em termos astrológicos, em que estão vigentes. Portanto, podemos considerar que, mesmo que as previsões astrológicas do seu horóscopo fizessem qualquer sentido científico real (e não fazem), você estaria lendo o horóscopo errado durante toda a sua vida.

(Hypescience)

Leia também: “Escrito nas estrelas?”

terça-feira, outubro 28, 2008

Zodíaco chinês é esperança para John McCain

Há cerca de uma semana das eleições e, de acordo com pesquisas, Obama está na frente na corrida presidencial dos EUA com uma vantagem de oito pontos percentuais. McCain, no entanto, pode contar com uma previsão menos convencional: seu símbolo no zodíaco chinês. O republicano John McCain nasceu no ano do rato, assim como cinco ex-presidentes norte-americanos, incluindo George Washington e Jimmy Carter. Em contrapartida, Barack Obama foi precedido apenas por três ex-presidentes que nasceram no ano do boi, sendo que um deles, Gerald Ford, só assumiu o cargo após a renúncia de um presidente cujo símbolo era o rato. Os EUA também tiveram cinco presidentes que nasceram no ano do porco e outros cinco no ano da cobra.

(Opinião e Notícia)

Nota: essa notícia me fez lembrar de uma reportagem que foi ao ar no domingo, no programa Fantástico. O repórter se esforçou para dar ar de seriedade a uma matéria sobre as "previsões" dos "astros" para a Fórmula 1. Um astrólogo foi entrevistado e não disse nada com nada. Só (pra variar) fez "previsões" vagas. Lembro-me de uma vez em que o Pedro Bial torceu o nariz diante da câmera ao falar do criacionismo. Mas os apresentadores e repórteres raramente tratam com desdém esses prognosticadores que erram pra valer em suas previsões (pena que dificilmente os mesmos repórteres voltem a esses falsos profetas para conferir os resultados e só destaquem eventuais acertos). Essa parcialidade da mídia dá nos nervos.[MB]

Leia também: "Escrito nas estrelas?"

sábado, maio 03, 2008

Estudo contesta afinidade entre signos

Estudo do Centro de Estudos para Censos e Pesquisas, da Universidade de Manchester, descobriu que – pelo menos de acordo com as estatísticas de casamentos na Grã-Bretanha – o amor não está escrito nas estrelas. A pesquisa coordenada pelo cientista David Voas não encontrou qualquer vestígio de prova que justificasse a suposta afinidade entre signos prevista pelos astrólogos. "Se mais de 10 milhões de casais na Inglaterra e no País de Gales servem como guia, não existe qualquer compatibilidade entre pessoas de determinados signos", disse Voas.

O estudioso diz que se existisse qualquer "mínima tendência" para virginianos gostarem de capricornianos, ou librianas terem uma queda por leoninos, isso apareceria nas estatísticas. A conclusão da pesquisa é que os encontros amorosos seguem estatisticamente a lei das probabilidades.

"Se você tem uma população de 10 milhões de casais, então mesmo se um casal em mil for influenciado pelas estrelas, você então teria 10 mil casais a mais que o esperado com outras combinações zodiacais", afirmou Voas.

Embora o resultado do estudo da Universidade de Manchester não deixe dúvidas sobre a inconsistência estatística das afinidades previstas pelo zodíaco, David Voas diz não "ter ilusões de que (o estudo) vá minar a popularidade da astrologia."

(BBC Brasil)

Leia também: Escrito nas Estrelas? (Vai abrir nova janela. O texto é o segundo na página.)

Nota: A influência dos astros na vida amorosa não passa de propaganda pagã ocultista. Para saber mais sobre o papel do paganismo nas profecias leia “O ataque final do dragão” parte 1, parte 2 e parte 3.

quarta-feira, abril 30, 2008

Escrito nas estrelas?

Qual o seu signo? Esta é uma pergunta comum entre as pessoas, especialmente quando se conhecem e querem saber se têm alguma afinidade astrológica. Chega a ser surpreendente o fato de tanta gente ainda tomar decisões ou decidir o futuro amoroso com base no que estaria escrito nas estrelas, mesmo vivendo numa era de conquistas científicas espetaculares e de grande disseminação do conhecimento.

Esse é o lado irônico da coisa. A despeito da grande evolução científica, nunca se presenciou em toda a história da civilização uma explosão tão grande de misticismo que mistura fantasia e realidade em doses que tendem a trazer de volta um panorama que se pensava sepultado no passado longínquo.

Embora hoje não exista exatamente um culto aos astros, como havia nas civilizações da antiguidade, milhares de pessoas baseiam cruciais decisões médicas, profissionais e pessoais em conselhos recebidos de astrólogos e de publicações dedicadas à astrologia. E mais da metade dessas pessoas é jovem.

A astrologia surgiu numa época em que a visão que a humanidade tinha do mundo era dominada pela magia e pela superstição. Os corpos celestes eram considerados deuses ou "espíritos" importantes, que pareciam passar o tempo mexendo com a vida dos seres humanos.

As pessoas procuravam no céu sinais que lhes permitissem descobrir o que os deuses fariam em seguida. Mesmo na antiga Babilônia já havia a prática da astrologia, conforme registrou o profeta Isaías: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti" (Isaías 47:13).

Mas por que a astrologia se mantém até hoje? Tem ela, afinal, alguma base científica? A seguir são analisadas sete questões, baseadas num estudo do astrônomo americano Andrew Franknoi, as quais colocam em xeque a pretensão da astrologia de ser uma ciência, à semelhança da astronomia.

Pirotecnias astrológicas

1. Qual a probabilidade de que 1/12 da população mundial tenha um mesmo tipo de dia? Os astrólogos que publicam horóscopos nos jornais asseguram que se pode saber algo sobre os acontecimentos do dia de uma pessoa simplesmente lendo um dos doze parágrafos da coluna dedicada ao assunto em um jornal.

Uma divisão simples mostra que cerca de 400 milhões de pessoas no mundo teriam o mesmo tipo de dia, todos os dias. "Dada a necessidade de atender a tantas expectativas ao mesmo tempo, torna-se claro o motivo pelo qual as previsões astrológicas vêm acondicionadas em um palavreado o mais vago e genérico possível", analisa Franknoi.

2. A astrologia parece científica para algumas pessoas porque o horóscopo é baseado em um dado exato: o tempo do nascimento de cada um. Quando a astrologia foi estabelecida, há muito tempo, o instante do nascimento era considerado o ponto mágico da criação da vida.

Mas hoje entendemos o nascimento como o ponto culminante de um desenvolvimento de nove meses dentro do útero. Provavelmente o motivo pelo qual os astrólogos se mantêm fiéis ao momento do nascimento tem pouco a ver com a teoria astrológica. Quase todo cliente sabe quando nasceu, mas é difícil identificar o momento da concepção de uma pessoa.

3. Se o útero da mãe pode afastar influências astrológicas até o nascimento, como dizem os astrólogos, será que é possível fazer a mesma coisa com um pedaço de filé? Se forças tão poderosas emanam do céu, por que elas são inibidas antes do nascimento por uma fina camada protetora feita de músculo, carne e pele? Se o horóscopo potencial de um bebê for insatisfatório, seria possível retardar a ação das influências astrológicas circundando imediatamente o recém-nascido com um naco de carne até que os signos celestiais fiquem auspiciosos?

4. Outro aspecto interessante de se notar é que, se os astrólogos são tão bons quanto afirmam, por que eles não ficam mais ricos? Alguns respondem que não podem prever eventos específicos, apenas tendências amplas. Outros alegam ter o poder de prever grandes eventos, mas não pequenos acontecimentos.

Mas, seja como for, os astrólogos poderiam ganhar bilhões prevendo o comportamento geral do mercado de ações ou do mercado futuro do ouro e assim não precisariam cobrar consultas tão caras ou publicar tiras em jornais.

5. Da parte da ciência (a astronomia), a astrologia recebe ainda outro golpe. Alguns astrólogos afirmam que o signo do Sol (a localização do Sol no Zodíaco no instante do nascimento), usado exclusivamente por muitos horóscopos de jornais, é um guia inadequado para os efeitos do cosmos.

Eles insistem que a influência de todos os corpos principais no Sistema Solar deve ser levada em consideração, incluindo Urano, Netuno e Plutão, que somente foram descobertos em 1781, 1846 e 1930, respectivamente.

"E antes de 1930? Estavam erradas todas as previsões astrológicas? E por que as imprecisões dos antigos horóscopos não levaram a deduzir a presença dos três planetas muito antes que os astrônomos os descobrissem? E que aconteceria se fosse descoberto um décimo planeta? E que dizer dos asteróides e das luas do tamanho de planetas, localizados na periferia do Sistema Solar?", questiona Franknoi.

6. A desconsideração desses corpos celestes por parte dos astrólogos leva a outra pergunta: Se a influência astrológica é exercida por alguma força conhecida, por que os planetas dominam? Se os efeitos da astrologia podem ser atribuídos à gravidade, à força das marés ou ao magnetismo, qualquer um poderia realizar os cálculos necessários para ver o que realmente afeta um recém-nascido.

Por exemplo, o obstetra que faz o parto exerce uma força gravitacional cerca de seis vezes superior à de Marte e cerca de dois trilhões de vezes superior à das marés. O médico pode ter muito menos massa que o planeta vermelho, mas está muito mais perto do bebê.

7. Caso os astrólogos digam que a influência astrológica é exercida por uma força desconhecida, por que não depende da distância? Todas as forças de longo alcance conhecidas no Universo ficam mais fracas à medida que os objetos se distanciam, mas as supostas influências astrológicas não dependem da distância.

A importância de Marte em um dado horóscopo é idêntica, esteja o planeta do mesmo lado do Sol que a Terra ou sete vezes mais distante, do outro lado. Uma força independente da distância seria uma descoberta revolucionária. Mas ainda que se admitisse que a influência astrológica não depende da distância, surgiria outra pergunta: Por que não existe astrologia de estrelas, galáxias e quasares?

Para o astrônomo francês Jean-Claude Pecker, os astrólogos parecem ter "uma mente muito estreita" quando limitam seu ofício ao Sistema Solar. "Bilhões de estupendos corpos espalhados por todo o Universo deveriam somar sua força à dos nossos pequenos Sol, Lua e planetas", diz Pecker.

Será que um cliente, cujo horóscopo omite os efeitos de Rigel, do Pulsar do Caranguejo e da Galáxia M31 (Andrômeda), recebeu um mapa astrológico completo?

Várias questões científicas poderiam ser ainda mencionadas, mas encerremos com uma de ordem ética. O cristianismo - e qualquer sociedade civilizada - deplora todos os sistemas que julgam os indivíduos pelo sexo, cor da pele, religião, nacionalidade ou quaisquer outros acasos de nascimento. O próprio Deus "não faz acepção de pessoas" (Atos 10:34). No entanto, os astrólogos alardeiam que podem avaliar as pessoas baseados em outro acaso de nascimento: as posições dos corpos celestes.

Será que a recusa em namorar alguém do signo de Leão ou de empregar alguém de Virgem não é tão condenável quanto a recusa em namorar um negro ou dar emprego a um protestante?

Diante do que foi exposto, continua válido o conselho de Moisés aos antigos israelitas para não levantarem os olhos para o céu e, vendo o Sol, a Lua e as estrelas, todo esse exército do céu, ser levados a se inclinar perante eles (Deuteronômio 4:19).

Melhor do que acreditar na guia dos astros celestes e que o destino humano estaria escrito nas estrelas, é depositar a vida nas mãos do Criador dos planetas, das galáxias, enfim, do Universo.

Michelson Borges