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segunda-feira, fevereiro 10, 2020

O design inteligente é uma teoria científica válida? SIM


Ciência é busca da verdade, que liberta de superstições. É confronto de hipóteses à luz dos dados. A Teoria do Design Inteligente (TDI) é ciência de detecção de design, que distingue efeitos de causas naturais daqueles de causas inteligentes. A TDI argumenta com leis (exemplo: biogênese) e critérios (complexidade irredutível, informação, antevidência e ajuste fino), segue o método científico (observação, hipótese, experimentos e conclusão) e se alicerça só em dados: da física, da bioquímica, da biologia, da cosmologia e de ciências afins.

É falseável, pois detalha suas teses; faz previsões acertadas, como a riqueza genética do “DNA ex-lixo” e a utilidade dos “órgãos vestigiais”, como o apêndice. É defendida por milhares de cientistas, alguns laureados com o Nobel, que publicam artigos e livros, como A Caixa Preta de Darwin, Signature in the Cell, Darwin’s Doubt, Darwin Devolves e Foresight. TDI é ciência, e em sua mais pura essência.

A TDI defende Deus? Falso! Se Ele é Deus, não carece de defesa. Defendemos a ciência. Aponta para um criador? Fato! Mas a evolução não aponta para a inexistência dele? O biólogo evolutivo Richard Dawkins não se declarou intelectualmente realizado como ateu após Darwin? Seria a evolução uma vertente do ateísmo? Cientistas, como Francis Collins, são criacionistas evolutivos. Eu, teísta, assim o fui. Seria a evolução uma vertente do criacionismo? Antony Flew – o maior ateu do século 20 – tornou-se um defensor da TDI. O astrônomo Fred Hoyle era ateu, mas optou pelos ETs como seu designer.

Seria a TDI uma vertente do ateísmo ou da panspermia? O filósofo David Berlinski e o bioquímico Michael Denton são agnósticos e defendem a TDI. Seria a TDI uma vertente do agnosticismo? Sejamos honestos: tanto a evolução quanto a TDI, enquanto ciência, acomodam diferentes posições filosóficas e teológicas: é inevitável! É desonesto invocar essas posições no debate.

Um designer metafísico não pode ser estudado pela ciência? Fato! Mas a TDI não estuda o designer, nem se arrisca; avalia só a obra – o universo e a vida. A TDI é ciência análoga ao programa Seti (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês), às ciências forenses e à arqueologia. Aplicaram a metodologia de detecção de design do Setiao DNA, e publicaram o artigo “The ‘Wow! signal’ of the terrestrial genetic code” (Icarus, 2013). Há Design Inteligente (DI) detectável no DNA.

A teoria da evolução é consenso e mais lei do que a gravidade? Falso! Veja os “Dissidentes de Darwin”: mais de mil bravos cientistas. Sociedades de DI se espalham pelo mundo. Quem ousaria desafiar Darwin, se absoluto fosse? Congressos tentam “salvar” a evolução, como o “New Trends in Evolutionary Biology” (Royal Society, 2016). Lá, disseram: “Não sabemos como a Evolução fez, só não foi por DI!”

Adaptações ocorrem? Fato! Mas são frutos de “DI genético” e se limitam às famílias, como experimentos equivalentes a “milhões de anos” demonstraram. Tentilhões continuam tentilhões; vírus, vírus; celacanto, celacanto. Mutações criam máquinas moleculares de novo e sofisticam a vida? Falso! Não há sequer um exemplo disso na literatura.

O registro fóssil confirma Darwin? Falso! A explosão cambriana – o surgimento repentino de diversos e complexos animais no período Cambriano – e a carência de formas transicionais demonstram que não.

Não se iluda com “discursos”. Ninguém desqualifica adversários como “hereges religiosos” se fosse possível refutar suas teses. A TDI é a maior novidade científica sobre nossas origens. Revigora a ciência; a resgata do dogma materialista. Cresce no mundo todo, pois é ciência pura. O filósofo Thomas Kuhn previu o “pânico acadêmico” de quebras de paradigmas, como esse que o Design Inteligente causa, e a dificuldade de desviar o “Titanic darwinista”. Mas estamos virando o leme! A verdade vencerá – quem viver, verá

(Marcos Eberlin é presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente (TDI Brasil), doutor em química pela Unicamp e tem pós-doutorado pela Universidade de Purdue, EUA; texto publicado na Folha de S. Paulo)

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Gordura fossilizada é encontrada pela primeira vez em ictiossauro


Os ictiossauros constituem uma ordem de répteis marinhos, já extintos, que retratam certa semelhança morfológica com os golfinhos.[1] Esses animais, possuidores dos maiores olhos de todos os vertebrados, às vezes excedendo 25 cm de diâmetro, habitaram os mares no mesmo período em que os pterossauros e os dinossauros viveram na terra. O primeiro esqueleto de ictiossauro foi descoberto em 1811, em Lyme Regis, uma das mais ricas localidades fósseis da Inglaterra por Mary Anning. Na época, o enigmático crânio foi relacionado a um “monstro marinho”. Mais tarde, em 1819, o esqueleto foi vendido para Karl Dietrich Eberhard Koenig, do Museu Britânico de Londres, que sugeriu o nome Ichthyosaur (“lagarto peixe”) em 1817.[2] A ordem foi nomeada em 1835, por Henri Blainville, zoólogo francês que cunhou o termo “paleontologia” em 1822. Desde então, vários fósseis bem preservados foram encontrados, ajudando-nos a entender um pouco mais acerca desses misteriosos animais. Hoje conhecem-se cerca de 50 gêneros desse vertebrado marinho, encontrados em diferentes continentes. Apesar disso, ainda existem alguns fatores que têm dividido opiniões no meio científico, especialmente quando o assunto é a ancestralidade desses répteis.

Repensando teorias

Anteriormente, os paleontólogos pensavam que apenas um subconjunto de ictiossauros havia sobrevivido ao período Cretáceo, de 145 milhões a 66 milhões de anos atrás (segundo propostas evolucionistas).[4] Até recentemente pensava-se que os ictiossauros houvessem declinado gradualmente na diversidade por causa de múltiplos eventos de extinção durante o período Jurássico. Segundo darwinistas, esses eventos sucessivos mataram todos os ictiossauros, exceto aqueles fortemente adaptados à vida de natação rápida em mar aberto. Devido a esse padrão, supunha-se que os ictiossauros estivessem em constante e rápida evolução para se tornar nadadores de águas abertas cada vez mais rápidos.

Porém, uma equipe internacional de pesquisadores divulgou recentemente uma nova espécie de ictiossauro que revoluciona a compreensão da evolução e extinção desses antigos répteis marinhos. Essa descoberta foi publicada na renomada revista científica Nature, em dezembro de 2018, na qual um fóssil de ictiossauro de 185 milhões de anos (conforme a cronologia evolucionista) foi encontrado e, para a surpresa dos pesquisadores, apresentava tecidos moles excepcionalmente preservados.[1]

O Stenopterygius foi encontrado “primorosamente” fossilizado nas pedreiras de Holzmaden, no sul da Alemanha.[2] Grande foi a surpresa dos pesquisadores ao perceberem a presença de ondulações e pregas na pele do fóssil desse vertebrado marinho. Não bastasse isso, verificaram, também, células contendo parte da pigmentação do animal e vestígios químicos de gordura fossilizada. A alegação mais polêmica do estudo está no fato de os cientistas relatarem que o conteúdo possui traços de suas proteínas originais.[3]




Representações fotográficas (superior) e diagramáticas (inferior) exibem detalhes do Stenopterygius examinado no novo estudo. O crânio do animal está à esquerda.

A equipe analisou as amostras em um laboratório onde tecidos de animais modernos são proibidos, para evitar qualquer tipo de contaminação. “Podemos diferenciar os locais de ligação desses anticorpos, e as ligações não são aleatórias”, diz Schweitzer. “Você não vê [anticorpos] de queratina se ligarem a qualquer coisa. Eles apenas se ligam àquilo que interpretamos como pele”.[3]     “Não só é possível olhar para essas estruturas e identificá-las em nível celular, como também encontrar traços das proteínas originais – essa é a ponta do iceberg”, relata Benjamin Kear, paleontólogo da Universidade de Uppsala e coautor do estudo.[3] Os cientistas têm encontrado fósseis de ictiossauros contendo tecidos moles há mais de um século. Para eles, isso é possível tendo em vista o local onde esses animais ficaram enterrados: no fundo do mar, em sedimentos com pouco oxigênio.[3] Nesse ponto, me vem à mente, automaticamente, “certo evento aquático”, catastrófico que seria capaz de promover esse rápido soterramento, envolvendo tanta lama e elevada pressão, e que por ter ocorrido em uma Terra “jovem”, justificaria coerentemente a presença dos tecidos moles encontrados em excepcional estado de preservação.

Outro estudo com ictiossauro, “nadador fora do tempo”, sugere uma revisão das teorias sobre a “evolução” e extinção das espécies desse gênero. Valentin Fischer, da Universidade de Liège, na Bélgica, e seus colegas descreveram em 2013 uma espécie com características arcaicas: Malawania anachronus, um fóssil de 1,5 metro de comprimento.“O reconhecimento dessa ‘linhagem fantasma’ revela que dois grupos distantes de ictiossauros viviam no Cretáceo. Isso desafia os pressupostos de que o baixo número e a diversidade de ictiossauros durante esse período contribuíram para sua extinção.”[6] Os resultados dessa pesquisa contradizem teorias anteriores, as quais sugerem que os ictiossauros do período cretáceo foram os últimos sobreviventes de um grupo em declínio.

A novidade é que Malawania representa o último membro conhecido de um tipo de ictiocossauro que os cientistas acreditavam ter sido extinto durante o início do Jurássico (mais de 66 milhões de anos antes, via cronologia darwinista). 

A grande revolução que envolve esse ictiossauro arcaico relaciona-se à sua estática evolucionária: “Eles parecem não ter mudado muito entre o início do Jurássico e o Cretáceo, um feito muito raro na evolução dos répteis marinhos”, relata o Dr. Fischer. “A descoberta de Malawania é semelhante à do celacanto nos anos 1930: representa um animal que parece estar fora do tempo para a sua idade. Este ‘fóssil vivo’ de seu tempo demonstra a existência de uma linhagem que nunca tínhamos sequer imaginado”, acrescenta o pesquisador.

Isso indica que o suposto fim do evento de extinção jurássico (via linha evolutiva) nunca ocorreu para os ictiossauros, conjuntura que torna seu registro fóssil bem diferente do de outros grupos de répteis marinhos. Quando visto em conjunto com a descoberta de outro ictiossauro pela mesma equipe em 2012 e denominado Acamptonectes densus, a descoberta do Malawania constitui uma “revolução” no modo como os cientistas imaginam a suposta “evolução” e a extinção do ictiossauro. 

“Existe em todas as coisas visíveis uma totalidade oculta” (Thomas Merton).
             
Nota: Diante dos estudos recentemente publicados, fica evidente que a extinção final dos ictiossauros é ainda mais confusa para a ciência do que se supunha previamente. Os resultados relatados pelos cientistas fazem o dilúvio global, relatado em Gênesis, ser um acontecimento ainda mais evidente. Ele responde de forma harmônica à questão da formação desses fósseis, possibilitando o rápido soterramento e ausência de oxigênio, além de ser compatível com uma cronologia não tão remota, em que seria coerente encontrar nos registros fósseis tecidos moles contendo constituintes celulares, sub-celulares e biomoleculares – verdadeiramente incompatíveis com a cronologia proposta pela linha evolutiva, especialmente tendo em vista o tempo estimado para a degradação dessas estruturas celulares e biomoleculares.

Até quando pesquisadores vão se deparar com a verdade sem reconhecer os fatos expostos diante de seus olhos?

Gostaria de acreditar num futuro em que os pesquisadores fossem compromissados com a verdade, seguindo as evidências aonde quer que elas possam levá-los.

Concluo com o pensamento de um saudoso cientista: “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano” (Sir Isaac Newton).

(Liziane Nunes Conrad Costa é formada em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia [UNIPAR], especialista em Morfofisiologia Animal [UFLA] e mestranda em Biociências e Saúde [UNIOESTE]. É diretora-presidente do Núcleo cascavelense da SCB [Nuvel-SCB])

Referências:

Leituras sugeridas:

terça-feira, julho 17, 2018

Estromatólitos: evidências da hidrologia pré-diluviana (parte 1)

Os estromatólitos representam alguns dos fósseis mais enigmáticos encontrados ao longo do registro geológico da Terra. Eles são bastante comuns nas rochas sedimentares mais antigas, e atualmente são encontrados exemplares vivos apenas em locais específicos do planeta. Algumas condições especiais estão atreladas ao seu “florescimento”, incluindo uma química incomum da água. Cientistas uniformitaristas têm lutado para tentar entender e explicar a abundância deles nas rochas antigas e sua escassez atualmente. O livro Glossary of Geology[1] define estromatólito como “uma estrutura organo-sedimentar produzida pelo aprisionamento, cimentação e/ou precipitação de sedimentos resultantes do crescimento e metabolismo de micro-organismos, principalmente cianobactérias.” O resultado é uma espécie de filme microbiano que aprisiona lama, que ao longo do tempo pode formar uma estrutura rochosa estratificada. Tal estrutura não é composta de bactérias em si, mas se trata de uma fina camada de sedimentos formada por “precipitação mineral induzida biologicamente”.[2]

Estromatólitos foram identificados pela primeira vez no início do século 20 em rochas do Paleoproterozóico, em Ontário, Canadá, por Charles Walcott, ex-diretor do Serviço Geológico dos EUA. Ele inicialmente idealizou que aquelas estruturas amontoadas eram algum tipo de recife antigo formado por algas. Foi na década de 1950 que os paleontólogos determinaram que os estromatólitos se tratavam, de fato, do produto de atividade biológica.[3] Essa conclusão foi confirmada pela descoberta de estromatólitos vivos na Austrália, na mesma década. Apesar disso, autores recentes têm sugerido uma possível origem não biológica para alguns desses fósseis.[4, 5]

Cientistas evolucionistas afirmam que os estromatólitos representam algumas das mais antigas formas de vida que surgiram na Terra, datando-os com cerca de 3,7 bilhões de anos.[6] Os fósseis mais antigos, do Grupo Warrawoona, na Austrália, são datados pelos cientistas evolucionistas em cerca de 3,3 a 3,5 bilhões de anos. Exemplares são encontrados ao redor do mundo em rochas carbonáticas (geralmente dolomitos) do Arqueano e Proterozóico, e, em menor extensão, em rochas do Cambriano e posteriores. Cientistas tentam explicar o rápido declínio de estromatólitos em rochas posteriores ao Cambriano, atribuindo esse fato ao súbito aparecimento de organismos pastadores, que se alimentariam das cianobactérias.[2]



O ENIGMA EVOLUCIONÁRIO DOS ESTROMATÓLITOS 

Ao acreditarem que os estromatólitos evoluíram há cerca de 3,7 bilhões de anos, os cientistas evolucionistas criam um problema para si mesmos no que se refere ao processo de origem da vida na Terra. Como as cianobactérias poderiam ter evoluído tão rápido? A vida teria que ter surgido e desenvolvido processos como a fotossíntese e colonização em menos de 1 bilhão de anos, assumindo que o planeta Terra surgiu há 4,55 bilhões de anos. Esses cientistas também acreditam que entre 4,1 e 3,8 bilhões de anos atrás a Terra foi massivamente bombardeada por meteoritos, evento denominado como Último Grande Bombardeamento.[4] Esse episódio é descrito como uma época em que muitos impactos de meteoritos atingiram a Terra e a Lua. Esses impactos teriam danificado consideravelmente a recém-formada crosta terrestre e destruído quaisquer formas de vida que existissem antes de 3,8 bilhões de anos atrás. Dessa forma, os pesquisadores colocam a si mesmos contra a parede. Como é possível explicar a formação de atmosfera, oceanos, o misterioso processo da abiogênese e a capacidade de realizar fotossíntese em uma “janela” de apenas 100 milhões de anos? A fotossíntese por si só é um processo extremamente complexo. Para a visão evolucionista, esse é um período de tempo extremamente curto para que todo esse conjunto de eventos possa ter ocorrido.[7, 8] 

OS ESTROMATÓLITOS SÃO FÓSSEIS VIVOS 

Embora os cientistas evolucionistas afirmem que eles remontam a bilhões de anos, os estromatólitos mostram pouca ou nenhuma evidência de evolução e também nenhuma indicação de longa idade. Os estromatólitos modernos são considerados fósseis vivos, como o celacanto. Eles mostram ter prosperado sem qualquer mudança evolutiva. Até o ano de 1956, os cientistas consideravam que os estromatólitos fossem formas de vida extintas. Foi quando ocorreu a descoberta de estromatólitos vivos florescendo em Shark Bay, Austrália, em ambientes de águas hipersalinas. Desde então, eles têm sido identificados em ambientes marinhos hipersalinos nas Bahamas e em atois na região do Pacífico Central. Foram também encontrados em lagos e cursos d’água na Espanha, Canadá, Alemanha, França, Austrália, Japão, etc. Embora esses sejam corpos de água doce, todos eles têm uma química da água incomum que permite que os estromatólitos prosperem.[2, 9] Pesquisadores estão encontrando colônias de estromatólitos vivos em ambientes cada vez mais diferenciados. A última descoberta identificou-os florescendo em terra na Austrália, em um ambiente caracterizado como pântanos ligados à turfa.[2]

Bernadette Proemse e seus colegas da Universidade da Tasmânia, Austrália, foram os primeiros a identificar estromatólitos vivendo como “tapetes lisos de estruturas globulares amareladas e esverdeadas crescendo na superfície molhada das barreiras de tufa”.[2] Os estromatólitos não estavam submersos em água, mas se elevavam acima dela, em um ecossistema rico em cálcio e alimentado por nascentes. Essa descoberta demonstra que estromatólitos recentes podem ser mais comuns do que se imaginava anteriormente. Pode ser que os cientistas e pesquisadores não os estejam procurando em terra, perto de nascentes de água doce. Continua...

(Texto original: Tim Clarey, PhD. Tradução e adaptação: Hérlon Costa e Thiago Soldani)

quinta-feira, novembro 03, 2016

Barata “pré-histórica” era igual à de hoje

O fóssil foi encontrado em Mafra
O fóssil de uma barata que viveu há 320 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] foi encontrado por pesquisadores em Santa Catarina. O inseto que existiu antes dos dinossauros [sic] deixou marcas semelhantes a rabiscos em uma pedra. Conforme os cientistas, com o estudo se verificou que elas pouco mudaram com a passagem de milhões de anos. “Foi uma surpresa encontrar insetos em meio a sedimentos, misturados com restos de tubarões, conodontes, pedaços de peixe, esponjas marinhas e assim por diante”, comentou o pesquisador João Ricetti. O trabalho dos estudiosos da Universidade do Contestado, em Mafra, é minucioso, porque exige a análise de cada espaço do solo, cada fragmento de rocha, onde foram encontrados os primeiros fósseis há 20 anos.

No laboratório, os pesquisadores catarinenses e professores de três universidades, entre elas uma da Rússia, descobriram os detalhes anatômicos das asas, do corpo e das patas dessas baratas e concluíram que elas mediam de cinco a sete centímetros, em média, e tinham outras características parecidas com as das baratas que conhecemos atualmente. A presença de fósseis na região Norte de Santa Catarina era conhecida desde o início do século 20. Esse material está no Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo).

“Embora fosse um mar, que a gente chama um mar continental, como é o Mar Negro hoje, em cima do continente, existiam bordas com florestas, insetos e outros animais. Esses insetos voavam perto da água, eventualmente caíam, morriam, acabavam afundando nesse corpo d’água e eram recobertos por lama. Com o passar de milhões de anos, essa lama se tornou rocha. Hoje, a gente consegue, quebrando essas rochas, achar esses fósseis e ver uma fotografia do passado”, explicou o professor Luiz Carlos Weinschütz.


Nota: Três aspectos merecem destaque aqui: (1) as baratas “pré-históricas” são iguais às suas descendentes atuais, o que ocorre frequentemente, quando são encontrados fósseis supostamente pré-históricos de animais que ainda vivem em nossos dias (lembra do celacanto?); (2) o que insetos fazem misturados em sedimentos com restos de tubarões, conodontes, pedaços de peixe, esponjas marinhas? Alguma catástrofe hídrica teria misturado esses seres diferentes? (3) Se um inseto (ou qualquer outros ser vivo) morre afogado, em pouco tempo seu corpo se decompõe ou é devorado. Para fossilizar, o organismo precisa ser rapidamente soterrado por lama, o que também ocorreu com os outros animais fossilizados junto com a barata. Parece que cenário é bem diferente do descrito pelos pesquisadores catarinenses. Uma coisa é o fato, outra é sua interpretação. [MB]

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Bexiga natatória de peixes: precursora do pulmão humano?

Mais um mito darwinista
Darwinistas frequentemente utilizam os peixes dipnoicos, ou seja, peixes ósseos portadores de bexiga natatória como um exemplo do suposto “fato” de que esse órgão originalmente projetado para uma finalidade (flutuação) poderia ser convertido em outro órgão para uma finalidade completamente diferente (respiração).[1] Portanto, de acordo com a visão darwinista, o sistema respiratório humano nada mais é do que uma bexiga natatória avançada que foi otimizada por meio da seleção natural e de mutações genéticas. A alegação é de que Darwin pôs um fim à questão ao mostrar a possibilidade de que as bexigas natatórias pudessem se transformar em pulmões em anfíbios (a propósito, não demonstrado por fósseis), evoluindo posteriormente para pulmões de répteis, de aves e de mamíferos (especialmente os pulmões de humanos).

A estória começa da seguinte forma: peixes precisavam de um ambiente mais eficiente para atender ao aumento da demanda de oxigênio. Para isso, eles inicialmente passaram a se concentrar perto da superfície da água (a propósito, estando expostos à predação). Então, a partir das brânquias, a evolução deu origem à bexiga natatória, que depois supostamente teria resultado nos pulmões. Mas a estória não para por aí, podendo ser encontrada na maioria dos livros didáticos:

“Perto do fim do Devoniano [supostamente mais de 250 milhões de anos atrás], uma das linhagens de peixes barbatanas-lobo conseguiu se mover para a terra. As barbatanas desses animais, já grossas e musculosas, foram talvez adaptadas para se mover lentamente através de águas rasas e vegetação aquática espessas; seus antepassados já haviam começado há muito tempo antes a contar com a respiração do ar, assim como muitos peixes que vivem em águas estagnadas hoje. [...] Quarenta milhões de anos após as incursões pioneiras de plantas, a invasão dos vertebrados de terra estava em curso.”[2: p. 559]

O naturalista britânico Charles Darwin observou e descreveu da seguinte forma a suposta evolução das estruturas especializadas que participam da respiração dos peixes:

“Dois órgãos distintos por vezes realizam simultaneamente a mesma função no mesmo indivíduo; para dar um exemplo, há peixes com guelras ou brânquias que respiram o ar dissolvido na água, ao mesmo tempo que respiram o ar livre nas suas bexigas natatórias, sendo este último órgão munido de um ductus pneumaticus para seu abastecimento, dividindo-se em partições vasculares. [...] Nesses casos, um dos dois órgãos poder-se-ia modificar e aperfeiçoar facilmente, de maneira a realizar por si todo o trabalho, sendo auxiliado durante o processo de modificação pelo outro órgão; e então esse outro órgão poderia ser modificado para outra finalidade completamente distinta, ou poderia ser completamente eliminado.”[1: p. 147]

Bela especulação! Porém, o que Darwin não sabia é que o oxigênio entra na bexiga natatória dos peixes pelo sangue em vez de por uma traqueia.[3] Somente décadas mais tarde é que se descobriu que “o transporte ativo de oxigênio na bexiga natatória pela glândula gás é um transporte de oxigênio molecular”.[4: p. 521] Portanto, tudo aponta para um sistema irredutivelmente complexo. Como bem observaram Brauner e colaboradores, “a transição da respiração aquática para a aérea está associada a mudanças fisiológicas dramáticas em relação à troca gasosa, regulação iônica, equilíbrio ácido-base e excreção de resíduos nitrogenados”.[5: p. 1.433]

Após mais de um século, essa hipótese ainda hoje apresenta muitos obstáculos. Se não bastasse, como resolver mais uma situação nitidamente irônica: o peixe iria sufocar se estivesse exposto ao ar durante longos períodos.[3] Isso porque a concentração de oxigênio dissolvido em água é de cerca de um trigésimo em relação ao ar.[6: p. 284] Mas, mesmo com esse aumento de oxigênio, um peixe iria rapidamente asfixiar se fosse levado para fora da água, embora estivesse em um ambiente com aumento de oxigênio. Brânquias são inoperáveis ​​em ambientes secos, e líquidos destroem fisicamente os alvéolos nos pulmões.[6: p. 284]

Mas, então, qual seria a evidência que Darwin possuía para afirmar a transmutação de um órgão em outro? Bem, nenhuma! Darwin alegou que todos os fisiologistas da época admitiam que “a bexiga-natatória é homóloga, ou ‘idealmente semelhante’ em posição e estrutura, aos pulmões dos animais vertebrados superiores”.[1: p. 148] Para ele, então, a homologia seria suficiente para acreditar que a seleção natural converteu efetivamente uma bexiga-natatória em um pulmão, ou um órgão exclusivamente usado para respirar. Porém, como afirma o biólogo molecular Dr. Michael Denton, “os fundamentos evolutivos da homologia ficam mais severamente abalados com a descoberta de que essas estruturas, aparentemente homólogas, estão determinadas por genes diferentes nas espécies distintas”.[7: p. 149]

Como bem descreveu Darwin, os peixes dipnoicos (a piramboia, por exemplo) possuem um duplo sistema para respiração. Além de guelras, eles têm a bexiga natatória (pulmão), sendo essa característica a que tem levado os darwinistas a verem nele um vínculo entre os anfíbios e os peixes. Mas teriam esses peixes realmente alguma ligação com os anfíbios que supostamente deram origem aos vertebrados terrestres? A resposta é não! Primeiro, porque os peixes dipnoicos fazem parte de um grupo totalmente separado.[8: p. 65] Segundo, porque os ossos de seu crânio diferem dos ossos dos primeiros anfíbios fósseis encontrados.[9: p. 137] E, por último, porque os próprios paleontologistas evolucionistas assumem que “a origem das principais características de tetrápodes [anfíbios] permaneceu obscura por falta de fósseis que documentem a sequência das mudanças evolutivas”.[10: p. 757]

Até pouco tempo atrás, por exemplo, era “fato” que os anfíbios tinham evoluído do peixe celacanto, que possui nadadeiras lobadas (isto é, com projeções ósseas robustas) e uma bexiga natatória cheia de óleo. Porém, novas análises filogenéticas estão fazendo um verdadeiro estrago na classificação taxonômica evolutiva baseada em aspectos morfológicos. Atualmente, os peixes com bexigas natatórias têm sido considerados mais intimamente relacionados com os mamíferos do que com o próprio celacanto.[11] Contudo, não podemos nos esquecer de que peixes com bexiga natatória (pulmonados) têm tamanho do genoma aproximado de 133 bilhões de pares de bases, enquanto os seres humanos têm um tamanho de genoma de cerca de 3,5 bilhões de pares de bases.[12] Na melhor das hipóteses, baseado puramente em tamanho do genoma, poderíamos dizer que o ser humano compartilha uma similaridade de apenas três por cento com os peixes pulmonados.

Um golpe ainda mais amargo para os evolucionistas (que não veremos em livros didáticos) é que o registro fóssil veio à tona forçar uma reversão de 180 graus na estória sobre a “bexiga natatória para pulmão”. A presença de pulmões em fósseis de placodermos (classe de peixes extintos) demonstra serem os pulmões muito mais “antigos” do que as bexigas natatórias, o que sugere que todos os peixes primitivos jawed também já o teriam;[13, 14] então, seguindo esse raciocínio, os pulmões é que deveriam ter evoluído para bexigas natatórias, ao contrário do que seria esperado.

Mas o que a fisiologia dos peixes tem a nos dizer? Os peixes dipnoicos possuem a bexiga natatória, um órgão projetado para que essas criaturas melhorem seu desempenho ao subir e descer na água. A bexiga natatória possui uma glândula que permite a expansão ou o encolhimento desse órgão, alterando, portanto, o volume da entrada de gás em seu interior.[15] Os gases acumulados na bexiga natatória apresentam em sua composição oxigênio, gás carbônico e nitrogênio.[16] Aliás, é devido a esses gases no interior da bexiga natatória que os peixes boiam depois de mortos. A concentração desses gases varia de espécie para espécie.

Ademais, em algumas espécies de peixes, principalmente de água doce, o grau de funcionalidade desse projeto vai além: a bexiga se encontra ligada com o labirinto do ouvido interno, onde o animal obtém um sentido preciso da pressão da água (e, portanto, da profundidade).[17] Por esse motivo, acredita-se que essa ligação também auxilia o sentido da audição dos peixes. Se não bastasse, alguns peixes fazem com que suas bexigas natatórias vibrem por meio do uso de músculos super-rápidos a fim de produzir e emitir sons, característica vantajosa para o acasalamento e a geração de descendentes.[18]

Outro ponto interessante diz respeito ao mecanismo de flutuação da bexiga natatória, o qual proporciona flutuabilidade neutra perfeita a um peixe, e ele pode desse modo evitar gasto de energia para não afundar.[16] Há, entretanto, uma regra importante para que esse projeto se mantenha funcional e otimizado: o peixe deve permanecer a uma profundidade específica. Se nadar abaixo dessa profundidade, a bexiga será comprimida pelo aumento da pressão na água, a flutuabilidade diminuirá e o peixe precisará nadar ativamente para evitar que afunde mais. Também já se sabe que o fato de um determinado peixe possuir uma bexiga natatória está mais relacionado ao ambiente em que vive do que a sua posição taxonômica. Alguns peixes que vivem no fundo, por exemplo, são desprovidos de bexigas natatórias e parece razoável que a flutuabilidade neutra não lhe seja necessária.

Os proponentes do design não contestam a ideia de que bexigas natatórias e pulmões se desenvolvem a partir dos mesmos tecidos básicos, embora a hipótese específica da “origem a partir” do divertículo do intestino anterior seja desafiada.[19] No modelo evolucionista, isso é interpretado em termos de ancestralidade comum; no modelo do design inteligente, em termos do mesmo projeto básico de construção, com variações criativas sobre o mesmo tema. Se dotado com brânquias, pulmões, ou uma combinação de ambos (a piramboia, por exemplo), todos os peixes, vivos ou extintos, parecem ser (ou terem sido) bem equipados para as exigências do seu modo de vida. Portanto, o chamado “fato” da evolução de pulmões de bexigas natatórias finalmente (e evidentemente) acaba por ser apenas mais um mito.

(Everton Alves)

Referências: 
[1] Darwin CR. The Origin of Species by means of Natural Selection. 6. Ed. London: John Murray, 1872, Capítulo 6. Disponível em: http://darwin-online.org.uk/content/frameset?pageseq=1&itemID=F391&viewtype=text
[2] Starr C, Taggart R. Biology: The Unity and Diversity of Life. Belmont, CA: Wadsworth Publishing, 1987.
[3] Harrub B. The Breath of Life—Not a Product of Evolution. Reason & revelation 2006; 26(2):9-15. Disponível em: https://www.apologeticspress.org/pub_rar/26_2/0602.pdf
[4] Wittenberg JB. The secretion of oxygen into the swimbladder of fish. J Gen Physiol. 1961 Jan;44:521-6.
[5] Brauner CJ, Matey V, Wilson JM, Bernier NJ, Val AL. Transition in organ function during the evolution of air-breathing; insights from Arapaima gigas, an obligate air-breathing teleost from the Amazon. J Exp Biol. 2004 Apr;207(Pt 9):1433-8.
[6] Maina JN. Structure, function and evolution of the gas exchangers: comparative perspectives. J Anat. 2002 Oct;201(4):281-304.
[7] Denton M. Evolution: A Theory in Crisis. Bethesda, MD: Adler & Adler, 1986.
[8] Ommanney FD. Os peixes. Trad. José Laurêncio de Melo. Série: Biblioteca da natureza life., Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1981.
[9] Attenborough D. Life on Earth: A Natural History. New York: Little, Brown & Co, 1981.
[10] Daeschler EB, Shubin NH, Jenkins FA Jr. A Devonian tetrapod-like fish and the evolution of the tetrapod body plan. Nature. 2006 Apr 6;440(7085):757-63.
[11] Amemiya CT, et al. The African coelacanth genome provides insights into tetrapod evolution. Nature. 2013 Apr 18;496(7445):311-6.
[12] Leitch IJ. Genome sizes through the ages. Heredity (Edinb). 2007 Aug;99(2):121-2.
[13] Denison RH. A anatomia mole de Bothriolepis. J. Paleontol. 1941; 15:553-561.
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[15] Setaro JF. Circulatory System. Microsoft Encarta, 1999.
[16] Schmidt-Nielsen K. Fisiologia Animal, Adaptação e Meio Ambiente. 5. Ed. Cambridge University Press, 2002, p. 609.
[17] Schulz-Mirbach T, Heß M, Metscher BD, Ladich F. A unique swim bladder-inner ear connection in a teleost fish revealed by a combined high-resolution microtomographic and three-dimensional histological study. BMC Biol. 2013 Jul 4;11:75.
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[19] Brown E, James K. The lung primordium an outpouching from the foregut! Evidence-based dogma or myth? J Pediatr Surg. 2009 Mar;44(3):607-15. 

sexta-feira, setembro 18, 2015

O pulmão do celacanto

Vivinho da Silva
A presença de um pulmão em peixes de águas profundas, os celacantos, revela a capacidade de adaptação desses peixes míticos de 400 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] - é o que [disse] a revista britânica Nature Communications nesta terça-feira. Até 1938, os celacantos só eram conhecidos na forma de fóssil, o que dava a entender que eles tinham desaparecido na mesma época que os dinossauros. Depois, um sul-africano pescou um desses peixes - evento considerado então como uma das maiores descobertas zoológicas do século 20. Esses peixes ganharam o status de “fósseis vivos”, e desde então não param de encantar os pesquisadores. “Nós conseguimos confirmar a presença de um pulmão em uma das espécies vivas do celacanto e temos a prova do caráter comum entre esse pulmão e o pulmão calcificado dos celacantos fossilizados”, explicou à AFP Paulo M. Brito, do departamento de Zoologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), co-autor do estudo.

Estudando dissecções de exemplares adultos e reconstituições 3D dos diferentes estados de desenvolvimento do pulmão, a equipe de pesquisadores colocou em evidência a existência de um pulmão potencialmente funcional e bem desenvolvido nos embriões. Depois, o ritmo de crescimento do pulmão é consideravelmente diminuído para virar um “vestígio” nos celacantos adultos.

“As formas fosseis dos celacantos, que viviam nas águas profundas, possuíam um pulmão funcional [como podem saber tanto sobre órgãos fossilizados?]. Desde a era mesozoica, os celacantos se adaptaram às águas profundas - onde o oxigênio é fornecido pelos brônquios - e podem ter perdido a respiração pulmonar com a redução acentuada desse pulmão” único, apontou Brito.

Segundo o brasileiro, essa adaptação às águas profundas pode explicar a sobrevida da espécie numa época em que inúmeros animais, incluído os dinossauros, desapareceram.

(Info)

Nota: Conforme me explicou um amigo biólogo especialista em peixes, “o fato é que esse trabalho não tem ‘nada novo do ponto de vista de ser ou não ser um pulmão’, e a forma como aparece no jornal é meramente sensacionalista. Essa ‘notícia’ deveria ter aparecido em 2010 ou antes (não rastreei tudo que foi publicado), afinal, ‘the fatty organ of Latimeria, enclosing anteriorly the vestigial lung, presents a such dorsal turn up’. Resumindo o meu pensamento: os autores descrevem somente e nada mais que a alometria (e que tenho que admitir, está corretíssimo no título do trabalho) no desenvolvimento da estrutura dita ‘pulmão’. Em outras palavras, o bicho se desenvolve e cresce, mas a estrutura não acompanha de forma proporcional esse crescimento... resultando em ser ‘vestigial’! Finalizando, volto a bater na tecla do problema que sempre levanto: jornalistas de ‘ciência’ precisam ser mais criteriosos com o que escrevem.”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Consideremos a história evolucionária do celacanto:

1. Esse peixe grande e bem adaptado apareceu plenamente formado há [supostos] 410 milhões de anos – no início do Período Devoniano. 

2. O Período Devoniano não está tão distante da Explosão Cambriana – um dos maiores embaraços para a teoria da evolução desde o tempo de Darwin. 

3. Os celacantos viveram vigorosamente por [supostos] 344 milhões de anos, com algumas mudanças. 

4. Os celacantos nunca evoluíram para animais terrestres, apesar das estórias da carochinha contadas com suas barbatanas ósseas evoluindo para pernas. 

5. O celacanto apareceu vivo em 1938, apesar das estórias de sua extinção com os dinossauros. 

6. Durante todo esse tempo, o celacanto não evoluiu para outro animal, continuou celacanto. Estase, e estase é dado científico. 

7. A lacuna de 66 milhões de anos coloca em cheque a linha de tempo evolucionária. 

8. Essa pesquisa quer ressuscitar agora a noção evolutiva de “órgãos vestigiais”. E com o celacanto?

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Pescadores capturam raro tubarão “pré-histórico”

Espécime igual ao ancestral
Um grupo de pescadores capturou um exemplar de um raro tubarão-cobra, conhecido como “fóssil vivo”, nas águas do sudeste da Austrália, informaram nesta quarta-feira (21) os meios de comunicação locais. Esse tubarão, cujo nome científico é Chlamydoselachus anguineus, tem a cabeça e a cauda como as de qualquer tubarão, mas seu corpo é mais parecido com o de uma enguia. Ele tem cerca de 300 dentes distribuídos em 25 fileiras. Já foram encontrados fósseis dessa espécie com mais de 80 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O exemplar, de cerca de dois metros de comprimento, foi capturado perto dos lagos Entrance, no estado australiano de Victoria, e segundo Simon Boag, da Associação da Indústria de Pesca com Rede do Sudeste (SETFIA), é a primeira vez que o animal é visto na região. “Realmente parece que existe há 80 milhões de anos. Tem um aspecto pré-histórico, parece ser de outro tempo”, disse Boag à emissora local ABC.

Os cientistas da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade da Austrália (CSIRO) confirmaram que se trata de um tubarão-cobra, uma espécie conhecida pela comunidade científica, mas raramente avistado por pescadores. Geralmente esse animal é visto em profundezas de mais de 1,2 mil metros, embora o exemplar capturado estivesse a cerca de 700 metros.


Nota: É interessante notar que quase sempre que se encontra um animal cujo ancestral data de supostos milhões de anos, sua versão atual é praticamente idêntica à suposta versão “pré-histórica”, ou supostamente extinta. O mesmo aconteceu com o peixe celacanto (confira) e outros. É fácil falar em macroevolução quando o que se tem são apenas fósseis interpretados à luz da cosmovisão dos pesquisadores evolucionistas. Quando são encontrados espécimes vivos desses mesmos animais, a coisa muda de figura. [MB]

quarta-feira, abril 24, 2013

A circularidade do pensamento evolucionista

Uma descoberta científica de impacto levada a cabo há alguns anos ressalvou mais uma vez a irracionalidade inerente à falaciosa e vacilante teoria da evolução. Durante uma expedição à Ásia, o reformado professor de ciência David Redfield (Florida State University) capturou as primeiras fotos do rato das rochas do Laos, que se pensava extinto havia mais de 11 milhões de anos [algo parecido ocorreu no caso do celacanto]. Os restos fossilizados, recolhidos previamente de sítios tais como Paquistão, Índia, Tailândia, China e Japão, eram usados como forma de confirmar que este era o último parente de uma extinta família de roedores conhecida por Diatomyidae. Mas agora veio a surpresa: mais um alegado “ancestral” é eliminado da esfarrapada árvore evolutiva. Observe estas duas contrastantes, conflitantes, mutuamente excludentes abordagens dos dados observados:

1. Evolução: todos os animais que observamos hoje em dia são formas avançadas de precursores ancestrais, todos eles descendentes de um único ancestral. À medida que formas mais avançadas evoluíram através da adaptação, seleção natural, sobrevivência do mais apto e mutação genética, as formas de vida mais antigas foram naturalmente substituídas pelas novas, levando à extinção das primeiras. Os fósseis, que têm milhões de anos de idade, representam formas de vida que foram os precursores evolutivos das formas de vida atuais, mas que se extinguiram há muito tempo.

2. Criação: Deus criou um espectro de animais durante os seis dias da semana da criação. Enquanto se reproduziam de acordo com o seu “tipo” [...] esses animais foram criados com o potencial genético para produzir uma variedade de outras espécies, dando assim origem à diversidade que hoje existe. Durante o tempo que foi passando, e muito devido aos fatores ambientais, muitos animais se tornaram extintos. No entanto, houve espécies que escaparam à detecção humana durante séculos, só sendo descobertas em áreas remotas.

Qual dessas duas hipóteses mais bem se ajusta aos fatos? Obviamente, a última.

De forma consistente, os evolucionistas se encontram na embaraçosa posição de descobrir que o alegado ancestral evolutivo das formas de vida atuais, que supostamente teria se extinguido há “milhões de anos”, se encontra vivo. Eles se veem forçados a cobrir seu rastro inventando termos sem sentido e autocontraditórios para identificar essas “anomalias” – neste caso, o termo inventado foi “fóssil vivo”. Mas isso é o mesmo que um quadrado redondo.

Os filósofos e os lógicos qualificam essa postura dúplice de irracional e “contradição lógica”. Os evolucionistas, por outro lado, chamam a isso de “ciência”.

quinta-feira, abril 18, 2013

Cientistas desvendam genoma do celacanto

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Primeiro, achavam que ele estava extinto [havia 70 milhões de anos]. Depois, quando descobriram que não, apelidaram-no de “fóssil vivo”, por causa de sua morfologia pré-histórica – em especial, das nadadeiras, que conservam dentro delas uma forma rudimentar de braço e antebraço. Especulou-se que ele seria o parente vivo mais próximo do peixe ancestral que deu origem à linhagem dos tetrápodes, os animais de quatro membros (incluindo nós, seres humanos) que saíram da água e conquistaram a terra entre 300 e 400 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Apesar dos muitos fósseis disponíveis, faltavam informações genéticas para tirar a dúvida. Agora não faltam mais. Em um trabalho publicado hoje na revista Nature, pesquisadores de vários países (incluindo o Brasil) apresentam uma análise do genoma do celacanto, um peixe estranho e muito raro que pouco mudou nos últimos 300 milhões de anos [idem] – não só do ponto de vista morfológico, mas também genético, segundo o estudo. [Quando se baseiam em fósseis, os cientistas elaboram fabulosas “histórias evolutivas”. Quando dispõem de seres vivos para fazer pesquisa, a história é outra: a evolução não parece tão “macro” assim.]

Os resultados indicam que os genes do celacanto estão evoluindo (mudando) numa taxa bem inferior à dos tetrápodes em geral. “Ele também mudou, mas muito menos do que nós, por exemplo”, disse ao Estado a pesquisadora Jessica Alfoldi, do Instituto Broad (uma parceria entre o MIT e a Universidade Harvard), que é uma das autoras principais do trabalho. “Por isso ele se parece mais com os ancestrais dele do que nós parecemos com os nossos.” [Na verdade, o celacanto se parece mais com os ancestrais dele pelo fato de que é exatamente como os fósseis dele encontrados em estratos antiquíssimos. Se um dia encontrarem um ser humano num estrato antigo – algo realmente muito difícil –, toda a teoria sobre nossos supostos ancestrais teria que ser alterada, mais ou menos como foi a alterada a “história evolutiva” do celacanto.]

Outra conclusão, baseada numa comparação entre o genoma do celacanto e de várias outras espécies de vertebrados, é que ele não é o parente vivo mais próximo dos tetrápodes, como chegou a ser proposto, mas sim os peixes pulmonados, um pequeno grupo de peixes parecidos com enguias que possuem pulmões e respiram ar na superfície, em vez de extrair oxigênio da água. Um exemplo é a piramboia, que ocorre no Brasil, única espécie do grupo na América do Sul (foto abaixo). Segundo o trabalho, os peixes pulmonados são (por pouco) mais próximos geneticamente dos tetrápodes, apesar de se parecerem menos com eles anatomicamente do que o celacanto. [É mais um mito que cai por terra – ou que afunda. Muitos livros terão que ser reescritos. Imagine-se quanta história evolutiva mudaria se se pudessem estudar exemplares vivos que hoje, supostamente, só existem em forma fóssil...]

O que não é nenhum demérito ao celacanto, que continua sendo o melhor modelo vivo disponível para estudo da origem dos tetrápodes, segundo o pesquisador brasileiro Igor Schneider. “Os pulmonados são mais próximos de nós, mas o celacanto é muito mais informativo no que diz respeito à evolução dos membros”, afirma Schneider, que participou da pesquisa como pós-doutorando no laboratório do renomado paleontólogo Neil Shubin (também co-autor do estudo), na Universidade de Chicago, e agora está de volta a sua terra natal, dando continuidade às pesquisas no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará. “É uma janela que nos permite olhar como eram esses peixes naquela época, quando eles estavam prestes a sair da água.” [A hipótese é tão forte que sempre acaba prevalecendo sobre os fatos. Mesmo sabendo que o celacanto é bem “adaptado” às águas profundas, os cientistas insistem em afirmar que ele estava “prestes a sair da água”.]

Em Chicago, Schneider e Shubin fizeram algo inusitado para saber se o “maquinário genético” responsável por guiar a formação das nadadeiras do celacanto era o mesmo usado para guiar a formação de braços e pernas nos tetrápodes. Os genes que fazem isso nos peixes e vertebrados terrestres são essencialmente os mesmos [funções semelhantes, informação semelhante. O ser humano também faz isso com suas criações diversas, mas que possuem funções semelhantes.]. Então, eles pegaram uma sequência de DNA que funciona como um “interruptor” genético – que liga, desliga ou regula o funcionamento de genes específicos – associado ao gene que controla a formação das nadadeiras no celacanto e o colocaram no genoma de um camundongo transgênico. Resultado: o gene funcionou da mesma forma, controlando a formação embrionária dos braços e pernas nos roedores.

“Isso mostra que os aparatos genéticos usados para formar membros nos tetrápodes já estavam presentes nos peixes ancestrais”, explica Schneider [por que deveria haver aparatos genéticos que permaneceriam tantos “milhões de anos” sem ser usados?]. “É evidente que, como nós fazemos braços e eles, nadadeiras, há outras coisas operando no genoma que nos faz diferentes deles [e é nessa diferença que eles deveriam focalizar a atenção, mas o que sempre importa mais são as semelhanças]. Vamos testar outros elementos regulatórios para saber o que é novo e o que é antigo.”

Na comparação entre genomas, os pesquisadores já identificaram algumas características genéticas importantes aos tetrápodes que não estão presentes no celacanto e que podem ser resultado da adaptação à vida na terra [aqui entra em cena a extrapolação dos dados com base numa hipótese]. Por exemplo, características ligadas ao olfato, ao sistema imunológico, à formação de dedos e ao metabolismo de ureia. [Essas características simplesmente surgiram nos seres terrestres – com aumento inexplicável de informação genética – ou foram criadas nesses animais distintos dos aquáticos?]

As comparações genéticas entre celacantos e peixes pulmonados foram feitas com base no chamado “transcriptoma”, que utiliza RNA em vez de DNA para identificar as mensagens que estão sendo codificadas pelos genes dentro das células. O ideal seria ter também o genoma inteiro de um peixe pulmonado sequenciado, mas por enquanto isso é tecnologicamente impossível. Por alguma razão desconhecida, os peixes pulmonados possuem genomas gigantescos, da ordem de 100 bilhões de pares de bases, comparado a três bilhões do genoma do celacanto e do genoma humano, por exemplo. “Até dá para sequenciar, mas seria caríssimo e não temos uma tecnologia (de bioinformática) avançada o suficiente para montar e anotar um genoma desse tamanho de maneira satisfatória”, aponta Jessica. Em outras palavras: até daria para sequenciar e produzir as peças do quebra-cabeça, mas não seríamos capazes de montá-lo no final. [Como explicar essa tremenda diferença entre os genomas de seres que deveriam ser parentes? De qualquer forma, lembre-se de que o ser humano e as bananas têm 50% de semelhança genética, mas ninguém diz que somos “parentes”.] [...]

É difícil dizer por que [o celacanto] teria mudado tão pouco em tanto tempo de evolução. Uma das hipóteses é que, por viver em águas profundas, onde as condições ambientais são relativamente estáveis, ele não foi “pressionado” a mudar (evoluir) tanto quanto os animais terrestres ou peixes de águas mais rasas (como os peixes pulmonados, por exemplo, que são seus parentes próximos). [Se convenceu?] [...]

Contrariamente ao celacanto, que manteve sua forma quase que inalterada até os dias de hoje, os pulmonados modernos são bem diferentes dos seus antepassados que aparecem no registro fóssil [dizem isso até que seja encontrado um ancestral de pulmonado idêntico à sua versão atual; aí, novamente, a hipótese terá que ser modificada]. [...]

Seja como for, juntando todas as informações genéticas e morfológicas, de fósseis e animais viventes, a história da origem aquática dos tetrápodes é uma das mais bem documentas da evolução da vida na Terra [se essa é uma das mais bem documentadas, então as demais “histórias” são mesmo muito frágeis!]. “Há muitos registros de bichos intermediárias, com características mistas, que mostram uma transformação gradual das nadadeiras em membros, como se fosse um filminho, desde uma forma mais pisciforme até um tetrápode propriamente dito (algo parecido com uma salamandra)”, afirma Carvalho. [Aqui entra em cena a ficção dos milhões de anos para “explicar” a ideia metafísica da macroevolução.]

O celacanto seria uma dessas formas transitórias, que se adaptou tão bem ao seu nicho ecológico que não precisou mais mudar; enquanto que alguns de seus parentes de águas mais superficiais começaram a rastejar pelas bordas e foram se transformando ao longo do tempo, até sair de vez da água e conquistar a terra firme. [Fatos: (1) descoberta de celacantos vivos, (2) percepção de ele é igual a seus ancestrais fossilizados de “70 milhões de anos”, (3) sequenciamento do genoma mostra diferenças enormes em relação a seus supostos parentes pulmonados, (4) constatação de que o celacanto era e é peixe de águas profundas (o que força os pesquisadores a supor que havia outros tipos de celacanto vivendo no raso e “namorando” a terra firme). O resto do texto acima é pura especulação evolucionista.]