domingo, dezembro 07, 2008

Nostalgia em quadros (1)


Em 1991, antes de começar a faculdade de jornalismo na UFSC, consegui ganhar uns trocados produzindo quadrinhos humorísticos que eram publicados diariamente no Jornal da Manhã, de Criciúma, SC. Selecionei alguns deles e os publicarei semanalmente aqui. Afinal, como dizem, recordar é viver...

Detonam a Bíblia e exaltam o espiritismo

As capas das duas revistas mais populares de divulgação científica do Brasil – Superinteressante e Gallileu – deste mês são emblemáticas e reveladoras de uma tendência midiática que vem se confirmando e ampliando nos últimos anos: a crítica da Bíblia e seus seguidores e a simpatia pelo espiritualismo.

A matéria da Galileu tem como título “A nova era do espiritismo”, e é assinada por Pablo Nogueira (que tem posição claramente contrária ao criacionismo). O texto é respeitoso e informativo. O foco são as novas influências que “estão reinventando a doutrina [espírita] no Brasil”. Em seguida, vem a reportagem “O homem de Abadiânia”, sobre o médium João de Deus. Nogueira tenta ser neutro, de início, usando palavras como “supostamente”, mas logo deixa evidente que ficou impressionado com tudo. “João não sabe dizer quantas entidades incorpora. Estima-se que sejam de 20 a 30. Os voluntários não sabem sequer os nomes de muitas, já que elas nem sempre se identificam. ... Para um olhar destreinado como o meu, com pouco tempo de observação, fica difícil enxergar personalidades diferentes”, escreve Pablo, que ainda testemunha: “Assisti a cinco dessas intervenções [cirúrgicas] em três dias e pude observar que, embora houvesse pequenos sangramentos em alguns casos, ninguém se queixou de dor, mesmo quando a entidade passou a faca sobre o olho de um homem sem o uso de anestésicos.” Note que o repórter assume que se trata de uma “entidade” e em momento algum põe em dúvida as tais “cirurgias visíveis” espirituais. As 16 páginas ocupadas pelas duas matérias não questionam, apenas exaltam o espiritismo e as novas influências que lutam para ganhar espaço e aceitação do kardecismo tradicional.

Mas o posicionamento favorável ao espiritismo por parte da Galileu fica mesmo evidente no artigo “A sabedoria da fé”, na página 90. Ali o repórter Arthur Veríssimo também conta sua experiência de encontro com João de Deus. “Quando entrei na primeira sala de atendimento, vi mais de 80 médiuns auxiliares sentados, de olhos fechados, em completa sintonia com os trabalhos da entidade [Veríssimo também assume que se trata de uma “entidade”]. ... Um hálito cósmico-espiritual permeava o lugar. ... Espalhados por três salas interligadas, 280 médiuns formam uma corrente energética que auxilia os trabalhos da entidade.”

No parágrafo seguinte, a linguagem do repórter se torna quase a de um seguidor: “Minha vez se aproxima, e um turbilhão de idéias e pensamentos absorve minhas entranhas. O véu de trevas que cobre minha consciência é dissipado. Um perfume divino paira no ar. Estava conectado, e a entidade me chamou. Olhou para mim e disse que eu era bem-vindo na casa e tinha a autorização de fotografar e conhecer todas as dependências. Rapidamente afirmou que eu deveria trabalhar e entrar na corrente. Numa completa unidade, comigo mesmo e com o grupo.”

Mais para o fim, Veríssimo arremata com palavras que são puro marketing gratuito: “É impressionante observar um homem simples e sem nenhuma formação médica como João Teixeira executar tantas cirurgias com sucesso e sem anestesia. Minhas dúvidas foram esmagadas pela sabedoria da fé. ... O médium João é um instrumento de Deus.”

Agora só falta a Galileu começar a publicar matérias psicografadas.

Superconfusão

Na sua já tradicional matéria religiosa de dezembro, idealizada para alavancar as vendas, a Superinteressante se sai com esta, já na capa: “A religião diz que ela [a Bíblia] veio de Deus. Mas novas evidências revelam como os textos sagrados foram escritos – e manipulados – pelos homens. Conheça os verdadeiros autores da Bíblia. E o real significado do que eles disseram.”

Não é necessário que “novas evidências” nos digam o que o apóstolo Pedro já havia deixado claro há muito tempo: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21). A Bíblia jamais esconde o fato de ter sido escrita por seres humanos, mas deixa claro que eles foram inspirados pelo Espírito Santo (a palavra traduzida por “inspirado” no Novo Testamento vem do grego theopneustos, que significa literalmente “soprado por Deus”).

Como sempre ocorre nas reportagens desse tipo publicadas na Superinteressante, o tom jocoso e contestatório e a superficialidade estão presentes do começo ao fim. Prova disso são as seções “Top 5 pragas”, “Top 5 matanças” e “Top 5 sacanagens” (!). Sobre as pragas e matanças, trata-se do velho desconhecimento do contexto histórico em que essas atitudes extremas de Deus foram tomadas (leia “Por que Deus mandou matar”). Mas o que dizer das tais “sacanagens”? Super considera “sacanagem” a linguagem sensualmente pura e franca de Cantares (leia “Sensualidade pura”). Comete o erro crasso de afirmar, como o fazem certas seitas, que Gênesis 6:2 menciona anjos tendo relações sexuais com mulheres. Segundo o Comentário Bíblico Adventista, “deve-se rejeitar esse ponto de vista porque o castigo que cedo sobreviria se deveu aos pecados de seres humanos (v. 3) e não de anjos. Ademais, os anjos não se casam (Mt 22:30). Os ‘filhos de Deus’ não foram outros senão os descendentes de Set, e as ‘filhas dos homens’ as descendentes dos cainitas ímpios (PP 67)”.

Noutra evidência de má-fé e desconhecimento bíblico, Super desconsidera a linguagem profética de Ezequiel 23:20 e se diverte com a afirmação de os egípcios serem “bem-dotados” e “ejacularem como cavalos”. As duas prostitutas desse capítulo representam Israel e Judá, designadas com os nomes das suas respectivas capitais: Samaria e Jerusalém. Ambas se corromperam e apostataram, atitude comparada ao adultério espiritual (esse paralelismo entre a apostasia e a quebra dos votos matrimoniais foi herdado de Oséias 2:2-10 e Jeremias 3:6-13).

A matéria afirma ainda que Davi “teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C.” Bastaria ao repórter da revista ter ido à exposição Tesouros da Terra Santa, no Masp, para conhecer a “pedra da vitória”, entalhada por um rei de Aram, contendo uma inscrição que menciona a “Casa de Davi”, referência direta à dinastia fundada pelo Rei Davi. (Leia também “A Cidade de Davi”).

Depois, a reportagem enviezada diz que o Pentateuco não pode ter sido escrito por Moisés pelo fato de o livro narrar a morte do profeta. Chamam de “fundamentalistas” (eles adoram essa palavra) os que defendem a autoria mosaica sem saber (ou sem querer saber) que existe explicação para a redação desse trecho do livro bíblico. Confira aqui.

Super ignora fatos e evidências que corroboram o relato bíblico e, no entanto, faz afirmações sem qualquer base factual, como esta: “Tempos mais tarde, os dois relatos [javista e eloísta] foram misturados por editores anônimos.” Prova que é bom, nada.

Papagueando um velho argumento contra a autenticidade escriturística, a revista afirma que “as raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios” e que “o monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas”. O especialista em Arqueologia e autor do livro Escavando a Verdade, Dr. Rodrigo Silva, sugere que essas semelhanças nas culturas antigas (semelhanças que dizem respeito inclusive aos relatos da Criação e do Dilúvio) apontam para uma matriz histórica comum. No entanto, o relato bíblico é mais “enxuto” e desprovido dos elementos míticos das outras narrativas.

Mais adiante, a matéria da Super(ficial) diz que “gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito”, mas não dedicam uma linha sequer para falar dos Manuscritos do Mar Morto, que confirmaram a confiabilidade do texto do Antigo Testamento, com manuscritos que datavam de até 250 a.C.

Não falam dos Manuscritos do Mar Morto, mas trazem novamente à tona os duvidosos e polêmicos apócrifos encontrados no Egito em 1886, um dos quais assinado por “Maria Madalena”. Dão mais importância ao duvidoso do que ao certo. Em agosto, a Galileu publicou uma matéria sobre Jesus na qual diz que “para especialistas, esses escritos perdem importância quando se constata que eles tiveram como base os Evangelhos canônicos e seguiram o gnosticismo. ... Há pesquisadores que vasculham esses livros, muitos dos quais em estado fragmentário, em busca de informações valiosas que não teriam sido preservadas (ou teriam sido deliberadamente varridas para debaixo do tapete) pelos evangelistas oficiais. O esforço vale a pena? O mais provável é que não. ... é praticamente impossível demonstrar que os evangelhos apócrifos mais populares entre os historiadores, como o de Tomás e o de Pedro, não tenham, na verdade, usado como base os Evangelhos canônicos, os bons e velhos Mateus, Marcos, Lucas e João. Estruturas literárias básicas, como a ordem dos ditos de Jesus, parecem seguir de perto os textos canônicos. Além disso, a datação dos apócrifos aponta para uma composição décadas ou até séculos depois dos Evangelhos oficiais. E há alguns detalhes teológicos suspeitos nas narrativas apócrifas: muitos deles seguem o chamado gnosticismo, uma vertente esotérica do cristianismo primitivo que considerava o mundo material uma esfera corrompida e naturalmente ruim da existência e pregava o acesso a um conhecimento secreto para se libertar dele. A importância do apóstolo Tomé ou de Maria Madalena nos textos gnósticos provavelmente não tem a ver com o papel histórico desses personagens, mas com o uso deles como contraponto aos sucessores de apóstolos como Pedro e Paulo, principais líderes das comunidades cristãs após a morte de Jesus”.

A despeito de tudo isso, para a Super(tendenciosa) os apócrifos gnósticos são mais importantes e confiáveis que os Evangelhos e os Manuscritos do Mar Morto. Dá pra confiar numa reportagem dessas? Dá pra levar a sério uma revista dessas?

E numa atitude totalmente fora de contexto (mas previsível), a reportagem arremata: “Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja [não dizem que é a Católica] aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950."

Se os cristãos bíblicos são fundamentalistas (pois têm a Bíblia como seu fundamento), a Super é superfundamentalista. Qual o fundamento? O materialismo filosófico.

Michelson Borges

Leia também:

“Espiritismo ta com tudo na mídia”

Série “A Bíblia e o espiritismo”

“O ceticismo da Super”

Galileu distorce fatos sobre a Bíblia”

"Quem escreveu [com tanta impropriedade] sobre a Bíblia?"

Blog da Gi: A história de uma princesa

Era uma vez uma princesa chamada Mayara e ela morava numa cidade que era muito estranha. Todos os adultos andavam de mal humor e as crianças só davam apelidos nos outros por exemplo aquele é o gorducho e aquele outro é o vareta e Mayara sempre que saia do castelo ela procurava se esconder. E um dia uma dessas crianças a encontrou e ela disse “venham achei outra para dar apelido” e a outra criança disse “mas ela é uma princesa ela pode contar para o rei e o rei pode prender a gente”, “é verdade” disse outra criança e foram embora. Mayara impediu que eles fossem embora ela gritou “Ei vocês parem voltem” e elas voltaram. [Leia mais]

A Virgem sob suspeita

Deu na Veja desta semana: o maior fenômeno de devoção católica surgido nos últimos trinta anos teve início em junho de 1981, quando os adolescentes Vicka, Ivan, Ivanka, Mirjana, Jakov e Marija afirmaram ter visto Nossa Senhora no céu de Medjugorje, vilarejo no sul da Bósnia-Herzegovina. Desde então, as aparições nunca mais cessaram, segundo eles. Por causa disso, a cidadezinha recebe peregrinos vindos de diversas partes do mundo. Calcula-se que 2 milhões de pessoas viajem anualmente ao vilarejo, em busca do conforto espiritual e das graças de Nossa Senhora de Medjugorje. No Brasil, a fé na Virgem da Bósnia é compartilhada por 1 milhão de pessoas. Elas se reúnem em grupos de oração, rezam o terço e fazem jejuns semanais. Tamanha devoção, no entanto, sofreu recentemente um golpe duro – e aplicado pela própria Igreja. O papa Bento XVI ordenou, no início do ano, o confinamento do padre franciscano Tomislav Vlasic, o líder espiritual dos videntes, em um monastério da Ligúria, na Itália. O religioso é apontado como "manipulador de consciências", "herege" e acusado de "doutrina dúbia e imoralidade sexual", entre outros crimes previstos pelo código canônico. Até que o processo seja concluído, o padre Vlasic permanecerá proibido de exercer suas funções eclesiásticas. Para muitos especialistas em Vaticano, no instante em que a Santa Sé colocou sob suspeita a idoneidade de Vlasic, ela passou a questionar com mais força a veracidade das aparições em Medjugorje. As autoridades da Igreja mantêm uma posição de reserva sobre o assunto. "Por enquanto, o Vaticano não aprova nem desaprova o fenômeno Medjugorje", diz Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé.

Os malfeitos de Vlasic datam de antes do início das visões em Medjugorje. Em 1976, seis anos depois de se tornar padre, ele engravidou uma freira chamada Rufina. Para evitar o escândalo, convenceu-a a partir para a Alemanha, sob o argumento de que, tão logo abandonasse o hábito, ele se juntaria a ela. Os meses passavam e nada de Vlasic cumprir a promessa. Inconformada, Rufina cobrou a palavra do padre por meio de cartas. Em resposta, ele desconversava, chegando a pedir à freira grávida para "seguir o exemplo de Nossa Senhora e aceitar seu destino em terras estrangeiras, comportando-se com discrição". História mantida em sigilo, Vlasic foi transferido da cidadezinha de Capljina para Medjugorje em setembro de 1981, quase em seguida à primeira aparição da Virgem, em junho. Orador hábil, pertencente à Renovação Carismática, movimento católico caracterizado por grupos de oração animados, missas coreografadas e cenas de transe místico, Vlasic transformou-se em conselheiro espiritual dos seis jovens videntes, também de famílias carismáticas. Coincidência ou não, foi a partir dessa aproximação que as visões adquiriram teatralidade. "Um exemplo: no momento em que afirmam falar com Maria, movem a boca como se falassem por ela", diz Cecília Mariz, professora de sociologia da religião da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O sucesso de Vlasic em Medjugorje durou relativamente pouco. De acordo com uma reportagem assinada por Simon Caldwell na revista inglesa The Spectator, em 1984, algumas das cartas enviadas pelo padre à freira Rufina foram lidas pela locatária do apartamento onde ela vivia. Indignada, a mulher enviou a correspondência a Pavao Zanic, bispo da diocese de Mostar, na Bósnia, em cuja jurisdição está Medjugorje. Zanic, por sua vez, remeteu-a a um prelado alemão no Vaticano – ninguém menos do que o cardeal Joseph Ratzinger, que viria a se tornar o atual papa Bento XVI e então presidia a Congregação para a Doutrina da Fé. Em seu notório estilo blitzkrieg, Ratzinger mandou transferir Vlasic para a cidade italiana de Parma. Apesar de mais perto dos olhos de Roma, o padre continuou a divulgar as mensagens de Nossa Senhora de Medjugorje. No fim dos anos 80, ele criou a comunidade Rainha da Paz, Completamente Vosso. Sob sua liderança, integrantes do grupo passaram a relatar visões. Não só da Virgem, como de Jesus e até de extraterrestres.

Para além do comportamento suspeito de Vlasic, há outro motivo para a desconfiança da Igreja em relação ao fenômeno de Medjugorje. As aparições tiveram início um ano depois da morte de Josip Broz Tito, o ditador comunista que mantinha com mão-de-ferro a unidade da então Iugoslávia. Seu desaparecimento alimentou ainda mais as ambições de independência das repúblicas que compunham o país, entre elas a Bósnia. O que Nossa Senhora tem a ver com as confusões nos Bálcãs? Talvez não fosse essa a intenção da santa, mas o fato é que as visões no começo da década de 80 foram oportuníssimas do ponto de vista político: serviram para fortalecer os franciscanos locais, naquele momento fonte de apoio de grupos nacionalistas croatas de extrema direita que desejavam ampliar sua influência na Bósnia. Ou seja, num primeiro instante, as aparições levaram a que todo o esforço do Vaticano para enfraquecer os franciscanos na região fosse por água abaixo. "A notícia das aparições ajudou os integrantes da ordem a ganhar prestígio junto à população. Isso tornou tudo mais delicado para a Igreja", diz Carlos Steil, antropólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Como se não bastassem as estripulias do padre Vlasic e a oportunidade política das visões, Nossa Senhora de Medjugorje contraria a tradição que cerca a Virgem – o que redobra a desconfiança da Igreja em relação ao fenômeno. Em primeiro lugar, a Nossa Senhora de Medjugorje aparece (e fala) demais. A levar a sério os relatos dos seis videntes, ela já teria dado o ar de sua graça mais de 40 mil vezes nos últimos 27 anos – e em vários lugares, não só no vilarejo bósnio. "Maria, no Evangelho, é um exemplo de discrição e acolhimento", diz o vaticanista italiano Giancarlo Zizola. "Essas aparições em Medjugorje são um imbróglio." Discrição não é força de expressão: para se ter uma idéia, no Novo Testamento inteiro, há apenas seis frases atribuídas à mãe de Jesus, mais uma saudação a Santa Isabel.

Há outro elemento estranho: boa parte das mensagens de Nossa Senhora de Medjugorje está em desacordo com a imagem de Maria talhada por séculos de história. A santa bósnia pede que os videntes rezem pela paz, como as de Fátima e Lourdes, mas freqüentemente menciona um nome estranho ao universo da mãe de Jesus: Satanás. E de maneira bastante amedrontadora. Em 1917, por exemplo, quando Nossa Senhora de Fátima apresentou o inferno – um mar de fogo sobre o qual flutuavam e gemiam formas humanas –, as três crianças que descreveram a visão não ficaram aterrorizadas. Sentiram-se protegidas pela santa. No caso de Medjugorje, quando o mal é o tema das aparições, ele invariavelmente causa medo. Num dos relatos mais célebres, a vidente Mirjana mostrou-se horrorizada com as feições de Nossa Senhora. De acordo com ela, por alguns segundos, os olhos da Virgem permaneceram vazios de expressão. A explicação é que ela queria que Mirjana percebesse a diferença entre o mal e o bem. "A participação de Maria no Evangelho é sempre uma manifestação de amor e agradecimento, nunca de medo", diz Afonso Murad, professor de teologia do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte.

Hoje, Vicka, Ivan, Ivanka, Mirjana, Jakov e Marija estão na faixa dos 40 anos. Quatro deles permaneceram na Bósnia. Marija vive em Monza, na Itália, e Ivan, em Boston, nos Estados Unidos. Todos se casaram (Ivan com uma ex-miss Massachusetts), tiveram filhos e engordam a renda familiar com palestras sobre a Nossa Senhora de Medjugorje. Como algumas visões acontecem com hora marcada, é possível promover espetáculos em torno delas – que rendem a videntes e organizadores um bom dinheiro. Em 1997, durante uma visão na Califórnia, Ivan conseguiu arrecadar 70 mil dólares sob a forma de doações voluntárias.

Há três anos, formou-se um grupo de estudos, cujo núcleo é composto de trinta pessoas, entre leigos e religiosos, para analisar a veracidade do fenômeno. Conduzidos pela Pontifícia Academia Mariana Internacional (Pami), instituição ligada ao Vaticano, os trabalhos correm em segredo e estão previstos para acabar até o fim de 2009. (...)

Nota: É estranho que com tantas evidências contrárias, a Igreja Católica não se tenha manifestado oficialmente contra a Virgem de Medjugorje. Seria receio de desapontar tantos devotos da "santa"? Além do mais, se o Vaticano se pautasse pela Bíblia, esse problema não existiria. A Palavra de Deus ensina que os mortos aguardam a volta de Jesus na sepultura, em estado de inconsciência (confira aqui). O dogma da assunção de Nossa Senhora foi definido apenas em 1950 pela Constituição Apostólica do Papa Pio XII; não está na Bíblia. Maria foi uma mulher especial, sem dúvida, ou não teria sido escolhida para ser a mãe do Jesus encarnado. Mas, biblicamente falando, o único Intercessor entre Deus e os homens é o próprio Jesus e nenhum outro. Só ele nasceu sem pecado, morreu pelos pecadores e vive para rogar e interceder por eles no santuário celestial.[MB]

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Internet pode alterar o funcionamento do cérebro

Que aparência tem o cérebro de um adolescente usuário do Google? Será que todas aquelas horas passadas na Internet alteram os circuitos cerebrais? Será que esses jovens se relacionam melhor com emoticons do que com pessoas reais? Esse tipo de preocupação parece típico de pais ansiosos. Mas na verdade o assunto preocupa os cientistas do cérebro. Embora videogames violentos sejam alvo de séria atenção pública, algumas das preocupações atuais vão bem além disso. Alguns cientistas acreditam que o mundo conectado pode estar alterando a maneira pela qual lemos, aprendemos e interagimos uns com os outros.

Talvez ainda não existam respostas firmes. Mas o Dr. Gary Small, psiquiatra da Universidade da Califórnia em Los Angeles, argumenta que a exposição diária a tecnologias digitais como a Internet e a celulares inteligentes pode alterar a maneira pela qual o cérebro funciona.

Quando o cérebro passa mais tempo envolvido em tarefas relacionadas à tecnologia e menos tempo exposto a outras pessoas, ele se afasta das habilidades essenciais no trato social, como por exemplo a interpretação de expressões faciais durante uma conversa, afirma Smalls.

Assim, os circuitos cerebrais envolvidos no contato interpessoal podem perder a força, ele sugere. Isso poderia gerar desconforto em situações sociais, incapacidade de interpretar mensagens não verbais, isolamento e menos interesse nas formas tradicionais de aprendizado escolar.

Small diz que o efeito é mais forte nos chamados "nativos da era digital" - as pessoas que estão na adolescência e na casa dos 20 anos e "estão conectadas à tecnologia digital desde a primeira infância". Ele acredita que seja importante ajudar os nativos da era digital a melhorar suas habilidades no trato social, e as pessoas mais velhas - os imigrantes da era digital - a melhorar seus conhecimentos tecnológicos. (...)

Mais de dois mil anos atrás, Sócrates alertou sobre uma revolução diferente na informação - a ascensão da palavra escrita, que ele considerava como forma de aprendizado mais superficial do que a tradição oral. Mais recentemente, o surgimento da televisão despertou preocupações quanto à possibilidade de que as crianças se tornassem mais passivas ou violentas, ou que desenvolvessem maior dificuldade de aprender. (...)

A vida na era do Google pode mudar até mesmo a maneira como lemos. Normalmente, quando uma criança aprende a ler, o cérebro constrói percursos que gradualmente permitem uma análise e compreensão mais sofisticada, diz Maryanne Wolf, da Universidade Tufts.

Ela classifica essa análise e compreensão sob a rubrica "leitura profunda". Mas isso requer tempo, mesmo que apenas uma fração de segundo, e o moderno mundo conectado confere primazia à velocidade, ou seja, à obtenção rápida do maior volume possível de informação, ainda que superficial.

Wolf questiona o que acontecerá à medida que as crianças começarem a realizar mais e mais de suas primeiras leituras online. Os cérebros delas responderão contornando certas porções dos percursos normais de leitura, exatamente as que conduzem à compreensão profunda mas requerem mais tempo? E isso prejudicará a capacidade delas de compreender o que leram?

As questões merecem estudo, acredita Wolf. Em sua opinião, as crianças precisam de instrução adaptada a obter compreensão das leituras que fazem no mundo digital.

Alguns pesquisadores sugerem que o cérebro na verdade se beneficia de um uso intenso da Internet.

Um grande estudo conduzido por Mizuko Ito, da Universidade da Califórnia em Irvine, concluiu recentemente que o tempo investido em conversas online com amigos - por exemplo, no envio de mensagens instantâneas - oferece aos adolescentes lições importantes de que precisarão para o trabalho e a vida social na era digital. Isso inclui lições sobre questões como a privacidade online e o que é apropriado postar e comunicar na Internet, diz Ito.

Rowe diz que ele e seus amigos muitas vezes discutem se a tecnologia não é prejudicial. Isso envolve debater o argumento de que usar muito o computador torna as pessoas ineptas em termos sociais.

Ele diz, evidentemente, que "nós passamos muito tempo no computador e ainda assim temos vidas sociais normais e perfeitas".

(Terra)

Tragédia em SC e aquecimento global

Que a natureza está confusa isso é inegável. Mas também não se pode deixar de notar os interesses que se impõem por trás do fato. A União Européia e o Vaticano faz algum tempo que se engajaram na luta para "salvar o planeta". E o presidente eleito dos EUA, contrariando a política ambiental do atual (e já vai tarde) presidente Bush, vai dedicar atenção especial ao aquecimento global. Essa coalizão já foi chamada de "a maior religião planetária urbana de que se tem notícia". Ninguém nega que a proteção do meio ambiente deva ser uma prioridade das nações e dos indivíduos, mas em clima de medo exacerbado pela mídia fica mais fácil de se praticar a engenharia social e aprovar leis que, de outra maneira, dificilmente seriam aprovadas, como é o caso da lei dominical para que a Terra possa "descansar" um dia por semana. No caso específico de Santa Catarina, é fácil atribuir toda a culpa à natureza. Isso ajuda a desviar o foco das possíveis causas do desastre: falta de uso devido das verbas federais para aumentar e aprofundar a calha do rio Itajaí e fiscalização do desmatamento da Mata Atlântica e da ocupação desordenada dos morros. A natureza tem sua parcela de culpa, mas o pecado não é só dela.

O meu comentário acima está concorrendo com outros dois no site Opinião e Notícia. Se você tem Orkut e quiser votar, clique aqui.

FSP defende teoria científica em perigo de risco

No seu artigo “Criacionismo no Mackenzie”, Marcelo Leite fez uma bombástica, mas leviana declaração: “Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único).” Os leitores não-especializados sem acesso às publicações científicas acreditam piamente no que escreve o jornalista científico da Folha de S. Paulo, o maior jornal do Brasil, mesmo em artigo onde não dá para se declinar as “fontes” por razões de espaço.

Por que a afirmação de Leite é leviana? As inúmeras observações comprovando os postulados centrais do darwinismo (ele destacou, "alto e bom som", a hipótese do ancestral comum) são, na verdade, pesquisas sobre processos microevolutivos e não macroevolutivos.

Apesar de bombástica, a declaração de Leite é vazia, pois está em descompasso com a verdade das evidências encontradas na natureza e na literatura especializada e em livros de renomados especialistas, demonstrando nitidamente que o neodarwinismo é uma teoria científica em perigo de risco. [Leia mais]

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Ameba gigante gera dúvidas sobre evolução

Em expedição de pesquisa ao Mar das Bahamas, em 2007, cientistas fizeram uma descoberta incomum. No leito do oceano, a mais de 600 metros de profundidade, um submersível robotizado registrou imagens em vídeo de “bolas incolores sem cérebro e olhos”, de acordo com Mikhail Maltz, da Universidade do Texas, um dos pesquisadores. Eles também descobriram que essas bolas enlameadas de cerca de 2,5 centímetros de diâmetro parecem ter deixado trilhas no piso do oceano, como se rolassem por força própria.

Matz e seus colegas agora descrevem sua descoberta em termos mais científicos, na revista Current Biology: trata-se de uma ameba gigante do genus Gnomia – um envelope transparente de protoplasma com um centro repleto de água que ajuda o organismo a manter a forma esférica.

Eles afirmam que a criatura de fato rola, se propelindo com extensões de protoplasma que também servem para extrair nutrientes do piso do oceano.

Essa bola de golfe viva e autopropelida é mais que uma curiosidade, porque os sulcos que cria se parecem com os encontrados em fósseis datados de mais de 550 milhões de anos. E por isso a ameba rolante desperta dúvidas sobre a compreensão dos cientistas quanto à diversificação da vida na Terra.

Muitos cientistas argumentam que organismos multicelulares que têm duas metades simétricas evoluíram antes da explosão câmbrica, a vasta expansão de formas de vida ocorrida 542 milhões de anos atrás. Eles acreditam que só organismos complexos poderiam se deslocar de forma a deixar os traços encontrados nos fósseis.

Mas os Gromia são unicelulares e deixam os mesmos traços. “Isso complica as coisas para a teoria de lenta evolução no pré-cambriano”, disse Matz.

(Terra)

Freqüentar a igreja pode prolongar a vida

Ir à igreja ou freqüentar qualquer tipo de serviço religioso pode prolongar a vida, segundo estudo publicado na revista Psychology and Health. Avaliando dados de mais de 92 mil mulheres na pós-menopausa, acompanhadas por mais de sete anos, a pesquisa da Universidade Yeshiva, em Nova York, descobriu que aquelas que participavam de serviços religiosos pelo menos uma vez por semana reduziam em 20% seu risco de morte.

Os autores destacam que a proteção contra a mortalidade não seria explicada inteiramente pelo aumento do apoio social e por mudanças no estilo de vida motivadas pela religião, como a redução do consumo de álcool e do fumo. “Há algo aqui que não entendemos perfeitamente. É sempre possível que alguns fatores desconhecidos ou não medidos confundam esses resultados”, explicaram.

(Web MD)

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Estou com Darwin (nisto) e não abro

Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie:

“Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p.36 – itálico acrescentado).

Lembre-se de que o jornalista científico da Folha, Marcelo Leite, disse que não dão espaço aos criacionistas naquele jornal e que o Richard “Devoto de Darwin” Dawkins se recusa a debater com criacionistas e proponentes do design inteligente para não lhes dar “verniz de respeitabilidade”. Deviam ler mais Darwin.

“A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como conseqüência, ela sofre dos mesmo problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica” (William Hurlbut, Folha de S. Paulo, A12, 23 de janeiro de 2006).

Câmara aprova leitura da Bíblia em escolas públicas

Na quinta-feira, 20 de novembro, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 2865/08, do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ), que obriga o Poder Público a colocar um exemplar da Bíblia em cada biblioteca pública do País. O projeto foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado. O autor apresentou o projeto por causa da “sólida tradição cristã” no Brasil e para tornar a Bíblia acessível às populações carentes. O relator da proposta, deputado Carlos Willian (PTC-MG), elaborou parecer favorável à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto. O deputado Roberto Magalhães (DEM-PE) também manifestou-se favorável ao projeto, mas fez uma advertência: “Ele pode encontrar dificuldades com aqueles que entendem que a obrigatoriedade prevista é inconstitucional.” Em agosto, a iniciativa já havia sido aprovada na Comissão de Educação e Cultura.

(Publishnews)

Nota: Como cristão que valoriza os princípios bíblicos e que entende que a leitura da Bíblia pode ajudar e muito esta geração desnorteada, fico feliz com a notícia. Por outro lado, me preocupa a relativa facilidade com que são aprovadas certas leis que dizem respeito à religião e ao estilo de vida das pessoas. Mas isso também é profético...[MB]

Banalidade vaticana

O Vaticano surpreendeu e lançou um calendário com doze jovens padres. Mas, para quem pensa que se trata de uma novidade, esse tipo de fotos já têm uma certa tradição – as primeiras foram publicadas em 2003. Mas a Igreja avisa que o objetivo é levar informações sobre a Santa Sé para a população e não instigar desejos pecaminosos. As opiniões ainda são as mais diversas; alguns condenam a atitude do Vaticano, enquanto outros acham que as fotos realmente não são pecado. Detalhe: a seleção dos padres não é por seu desempenho intelectual e, sim, por sua beleza. E as fotos podem ser compradas em bancas de jornal nos arredores de Roma ou pela internet.

Culto à beleza lá também? Quem diria...

(Globo.com)

terça-feira, dezembro 02, 2008

Pecado cientificamente “explicado”

Apenas 3 ou 5% das quase 5 mil espécies de mamíferos (incluindo os humanos) formam laços duradouros e monógamos com os mais notórios sendo os castores, lobos e alguns morcegos. A monogamia social é um termo que se refere a criaturas que formam casais e criam seus filhotes, mas ainda tem "casos" extraconjugais. Casais sexualmente monógamos se acasalam apenas com um parceiro. Portanto um marido que trai a esposa com outra relação romântica e volta para casa em tempo de colocar as crianças na cama seria considerado socialmente monógamo. Além disso, a definição de monogamia, para os cientistas, varia.

Psicólogos evolucionários já sugeriram que os homens têm maior possibilidade de ter sexo extraconjugal, parcialmente devido à necessidade masculina de "espalhar os genes" através da disseminação de esperma. Tanto mulheres como homens, dizem esses cientistas, tentam melhorar seu progresso evolucionário ao procurar parceiros de alta qualidade, embora o façam de maneiras diferentes.

A parceria comprometida entre um homem e uma mulher evoluídos, dizem alguns, é para o bem-estar das crianças. "As espécies humanas evoluíram para formar compromissos entre homens e mulheres com o propósito de cuidar das crianças, portanto isso é um laço", disse Jane Lancaster, uma antropóloga evolucionária da Universidade do Novo México (EUA). "No entanto esse laço pode se enquadrar em todo o tipo de padrões de casamento: poligamia, pais e mães solteiros, monogamia."

A espécie humana é única entre os mamíferos no fator investimento dos pais ao criar os filhos. "Nós sabemos que com os humanos há um laço entre o casal que é bastante forte, e há mais investimento paterno do que na maioria dos demais primatas", disse Daniel Kruger, psicólogo social e evolucionário da Universidade de Michigan (EUA). "Nós somos especiais neste aspecto, mas ao mesmo tempo, como a maioria dos mamíferos, nós somos uma espécie polígama." Daniel disse que os humanos são considerados "levemente polígamos", pois os homens se acasalam com mais de uma fêmea.

Se as pessoas casadas ou com outros tipos de compromissos procuram por mais sexo, isso depende dos custos e benefícios. "Há bastante evidência de que os homens têm menos a perder do que as mulheres ao ter sexo extraconjugal", disse Jane. "Por ter menos a perder é mais fácil para que eles o façam." As mulheres, no entanto, podem perder os recursos do "papai" no que tange a cuidar dos filhos. "Para a mulher o bem-estar das suas crianças não é maior por causa da promiscuidade", disse Jane ao LiveScience.com.

Alguns cientistas vêem tanto a monogamia social como a sexual em humanos como estrutura social ao invés de como um estado natural. "Eu não acho que sejamos animais monogâmicos", disse Pepper Schwartz, professora de sociologia da Universidade de Washington em Seattle, EUA. "Um animal realmente monogâmico é o ganso, que nunca se acasala novamente mesmo que seu parceiro (a) seja morto (a)."

Ela adicionou que a "monogamia é inventada para haver ordem e investimento, mas não necessariamente porque é ‘natural’."

(Paraná Online)

Nota: O esforço por “macaquizar” o ser humano é impressionante. Usa-se a evolução para justificar todo tipo de comportamento impróprio. Os “puladores de cerca” devem gostar muito disso. “Desculpe-me, querida, a culpa é dos meus genes...” [MB]

Vida de Peru


Visit PETATV.com for more videos..
O Natal está chegando. E nessa época os perus estão entre os que mais sofrem. O vídeo está em inglês, mas as imagens falam por si mesmas. (Que tal uma ceia de frutas neste Natal?)

Deus nunca deixa de amar e buscar

De forma maravilhosa, Deus me concedeu a bênção de trabalhar para Ele. Há três anos eu estava tentando, mas Ele sabe a hora certa. Deus esperou eu me casar e colocou no coração do meu marido, João, o desejo de mudar de cidade para eu poder realizar esse sonho. Entrei no sistema Novo Tempo de comunicação em fevereiro deste ano, feliz por fazer o que gosto, em prol daquilo que creio.

Sou a única, ou melhor, a primeira adventista em casa e sempre penso em como conquistar o resto da família para Cristo. Amo pregar o evangelho. Tenho facilidade em falar de Cristo para as pessoas, porém, para a própria família é complicado. Parece que eu “travo”. Perco as palavras, esqueço os textos bíblicos, etc.

Então em maio fiz uma reportagem sobre os malefícios do cigarro, pensando justamente em impressionar meus pais, que são fumantes. Eles têm certo preconceito com a igreja, e principalmente com esses cursos, pois assim como o rapaz entrevistado na reportagem, eles pensavam que isso seria apenas um pretexto para atrair novas ovelhas, a fim de arrecadar mais dinheiro (infelizmente, essa é a “fama” que os evangélicos em geral têm em função de outros que realmente fazem isso).

Pois bem, meus pais assistiram à reportagem e, para a minha surpresa, toparam fazer o curso. Demorou uns três meses para eles realmente fazerem o curso, no bairro de Pirituba, onde moram. O pastor Pablo Ricardo e equipe deram o maior apoio a eles.

Já no terceiro dia do curso, minha mãe decidiu tentar. Jogou o maço e o isqueiro no “caixão” simbólico ali presente e, pela graça de Deus, não fumou mais. Meu pai é mais durão. Não quis parar (na verdade, ele fez o curso porque minha mãe insistiu, pois ele nem tinha vontade de parar).

Louvo a Deus por Ele ter me usado e usado tantas outras pessoas para fazer minha mãe largar esse vício. O obreiro bíblico local sempre liga lá e os convida para as programações, mas ela me telefonou e deixou claro: “Não pretendemos ser adventistas. Só quero ter a liberdade de ir à igreja, quando sentir vontade.”

E assim foi: minha mãe conseguindo resistir, e meu pai fumando.

Mas Deus é misericordioso demais. E não parou por aí. Ele não desistiu do meu pai. Em novembro, ele teve um infarto, num sábado pela manhã. Graças a Deus, minha mãe o levou rapidamente ao hospital mais próximo e ele foi atendido a tempo. Ao fazer o eletrocardiograma, já acusava “infarto agudo”. E então os médicos entraram com medicação. Ele ficou internado 17 dias, porque pegou pneumonia.

No primeiro dia em que fui vê-lo, logo no sábado que infartou, senti uma vontade enorme de orar com ele, mas fiquei com medo de assustá-lo. A prática da oração é comum para nós. Mas para quem não é cristão e está numa cama de hospital, poderia parecer que ele estava à beira da morte. Então não orei.

Mas depois de um tempo que ele ainda estava lá, na UTI, ele pediu para eu orar. Logo no início, ele começou a se emocionar e chorar. Então minha mãe pediu para que eu parasse, pois ele não podia ter emoções fortes. Além de pedir para eu orar, o que já foi um grande progresso, ele pediu que minha mãe levasse o livro Os Dez Mandamentos que dei a ele no Dia dos Pais (na ocasião, ele amou a dedicatória, mas não teve vontade de ler). Achei isso fantástico! Depois de um tempo, ele comentou que gostou muito da leitura.

Outro dia, antes de ter alta do hospital, ele pediu que eu orasse novamente. Dessa vez, não chorou. Agüentou firme a oração inteira. Comentei que estava orando por ele todos os dias e que mobilizei um grupo de oração. Falei do poder da oração intercessória e ele só agradeceu.

Hoje ele está bem, em casa, depois de um cateterismo e uma angioplastia. Enviei um episódio do programa de TV “Está Escrito” sobre longevidade, para ele ver que os princípios de saúde que nós, adventistas, seguimos têm fundamento e se temos a qualidade de vida que temos, é em função dessa luz. Agora quero presenteá-lo com alguns livros (Como Jesus Tratava as Pessoas, Conhecer Jesus é Tudo e Ciência do Bom Viver).

Fiquei impressionada ao ver como Deus pode transformar algo ruim em algo maravilhoso. Se eu disser ao meu pai que Deus permitiu que o infarto acontecesse para ele realmente parar de fumar (sim, está desde então sem colocar um cigarro na boca) e para dar mais importância a Deus, o Criador e Mantenedor, ele pode rir de mim e satirizar: “Então foi Deus que me fez ter um infarto?” E por mais que eu explicasse que a culpa não é de Deus e sim da alimentação errada que ele teve a vida toda, além de ser fumante há no mínimo 40 anos, ele poderia ter uma visão errada do Criador.

Eu creio que tudo isso já é resultado do trabalho do Espírito Santo no coração da minha família. Só quero que eles vejam o quanto é melhor viver por Cristo, dar valor ao Seu sacrifício na cruz, saber que isso nos dá a possibilidade de não mais vivermos neste mundo doente, mas voltar para o Lar de onde saímos.

Sábado estava conversando com o pastor Fernando Iglesias sobre como alcançar meus pais, pois eles não crêem em Jesus como Filho de Deus, apenas no Jesus histórico. E acham a Criação “história da carochinha”, e que a Bíblia não é a Palavra de Deus, pois “foi escrita por homens”.

Mas do mesmo jeito que eu soube esperar para trabalhar aqui e enxergar que só Deus sabe o tempo certo de tudo, tenho fé de que em breve minha família se entregará a Ele, reconhecendo-O como o Todo Poderoso que teve misericórdia deles e foi buscá-los antes de Jesus voltar.

(Gabriela Frontini é jornalista da TV Novo Tempo)

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Criacionismo no Mackenzie

O texto a seguir é do articulista da Folha, Marcelo Leite, o mesmo que disse certa vez que para os criacionistas eles não dão espaço (imprensa imparcial essa, não?). Os comentários entre colchetes são meus:

O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade. Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista.

Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje [esse pessoal insiste em tachar os criacionistas de fixistas]. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural [criacionistas aceitam a microevoloção como uma das explicações para a biodoversidade]. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único) [cadê ele?].

O fato de o DNA ser a molécula da hereditariedade em todas elas é a melhor prova desse princípio [também pode ser interpretada como a “assinatura” do Artista]. Os primeiros seres vivos da Terra "inventaram" [!] essa maneira de transmitir características de uma geração a outra, há cerca de 4 bilhões de anos, e ela se perpetuou desde então. [Olha o desespero para defender o darwinismo e a clara intenção de destacar a estranheza pelo fato de uma instituição séria como o Mackenzie se posicionar em favor do criacionismo.]

A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório [e não é assim que a ciência avança?]. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso [não apenas], para a origem das espécies.

Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, A Origem das Espécies, os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de "microevolução" (organismos se adaptam a novas condições do meio). Não, porém, a "macroevolução" (tal adaptação não seria suficiente para originar novas espécies, em verdade criadas por Deus). (...)

[As escolas adventistas também ensinam o criacionismo sem privar os estudantes de conhecer o darwinismo, tanto que mantêm altos índices de aprovação no vestibular, que cobra esse conteúdo dos candidatos. Esse tipo de ensino comparativo e crítico é exatamente o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.]

(Folha, só para assinantes)

Ajude a escolher o melhor comentário

Entre os vários comentários que recebemos a respeito da postagem “Religiosos ganham mais”, http://criacionista.blogspot.com/2008/11/religiosos-ganham-mais.html escolhemos os três abaixo. Agora é sua vez de votar no melhor deles. O vencedor receberá de presente três exemplares do livreto Esperança Para Você (www.cpb.com.br), do jornalista Michelson Borges. A votação será encerrada na quarta-feira, às 17h.

“Os religiosos ganham mais porque seu nível de comprometimento é maior do que o da maioria das pessoas. Isso porque sabem que têm uma responsabilidade grande para com os homens, mas maior ainda para com o Criador. Ou seja, sabem que Deus é o ‘Patrão’ de todos, em última instância, e uma vez que adotem uma fé, passam a ser Seu representante entre os homens. Os religiosos estão acostumamos a trabalhar em equipe, pois colocam a Deus em todas as suas tarefas. Sabem que sem Ele nada podem fazer. Assim, características como disposição para aprendizagem, cooperação, paciência e humildade – tão valorizadas pelo mercado – são quase que inerentes aos religiosos. Tais características acabam por refletir nas horas úteis dos religiosos que fazem tudo aquilo que lhes vêm a mão, já que a preguiça não é algo abençoado por Deus. Ora, o trabalho é um dom de Deus. Assim, o maior nível de comprometimento (senso de responsabilidade), aliado ao trabalho em grupo, faz com que os religiosos se destaquem profissionalmente e, naturalmente, ganhem mais que os não religiosos” (Leandro Luis dos Santos Dall Olio).

“Acredito que o religioso desde cedo tem o objetivo de vencer na vida, visualizando no futuro a concretização do desejo de formar uma família, projetar-se profissionalmente, focando então nos estudos ou até mesmo sendo um bom funcionário, dedicado e de confiança. Em contrapartida, os demais perdem tempo e gastam com bebidas, baladas, drogas e prostituição; já os cristãos, que vivem na contramão do mundo, investem seu tempo e dinheiro no crescimento espiritual/intelectual, e, como sabemos, a Palavra de Deus diz que Ele dá discernimento em todos os âmbitos da vida. Podemos observar com nitidez que as pessoas que se convertem geralmente têm a vida financeira melhorada, porque o foco tornou-se outro. O segredo é ter Jesus; Ele faz toda a diferença na vida daqueles que O buscam, não deixando o justo mendigar o pão” (Virgínia Patrícia Maximiano).

“A Bíblia possui várias promessas de que o povo de Deus seria um povo próspero enquanto fosse fiel e obediente a Ele. Essa prosperidade não significa, necessariamente, riqueza, mas a garantia de sermos bem-sucedidos na proporção daquilo que estamos dispostos a investir. O povo de Deus é aquele que tem fé nas Suas promessas e guarda os Seus mandamentos, ora e pede sabedoria dos altos Céus antes de tomar qualquer decisão, pois confia que Ele sabe o que é melhor para nós. Esse povo faz tudo conforme as suas forças (Ec 9:10), tem sonhos e sempre está em busca de algo melhor, pois sabe que Deus está à frente abrindo as portas. Embora a revista [Superinteressante] aponte que bastar apenas ‘rezar’, sabemos que esse é apenas um dos conselhos que o Senhor deixou para a prosperidade de Seus filhos. É Ele mesmo quem diz: ‘Fazei prova de mim nisto, (...) se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes’ (Ml 3:10). Portanto, os religiosos ganham mais, não apenas porque ‘rezam’, mas porque crêem nas promessas divinas e procuram seguir os conselhos deixados em Sua Palavra” (Charles Barbosa).



Globo destaca solidariedade adventista