sábado, fevereiro 07, 2009

Reação esperada da Veja

Eu já esperava o tratamento que Veja deu às mensagens recebidas em reação ao artigo do Petry. O assunto foi o mais comentado da edição, com 129 e-mails. Apenas três e-mails superficiais foram publicados. A título de comparação, a matéria de capa sobre o "caso robinho" recebeu apenas 38 mensagens, mas foram publicadas quatro reações de leitores. Embora o Petry tenha citado os adventistas e a Mackenzie, nenhum e-mail desses dois segmentos foi publicado - e eu sei que a redação da revista recebeu mensagens de ambos. Isso é, no mínimo, lamentável. E a capa da edição desta semana deixa evidente de que lado a revista está e a quem não quer mesmo dar espaço - sem contar que alimenta o tom beligerante da discussão, ao usar a palavra "guerra". Ainda vou ler a matéria on-line (porque deixei de assinar a semanal faz tempo). Depois comento.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

TV no quarto de adolescentes

Ter uma TV no quarto pode ser um arriscado para alguns adolescentes. Isso é o que revela um novo estudo com 781 adolescentes, advindos de 31 escolas secundárias do Estado americano da Minnesota. Quase dois terços dos estudantes - 62% - tinham uma TV no quarto, de acordo com inquéritos realizados com os alunos durante os anos letivos de 1998-1999 e 2003-2004. Foi verificado que os adolescentes com TV no quarto comeram frutas e legumes com menos frequência, fizeram menos refeições com a família, e apresentaram duas vezes mais probabilidades de assistir, pelo menos, cinco horas diárias de TV.

Entre as meninas, aquelas que têm uma TV no quarto ingeriam mais bebidas doces e estiveram por menos tempo envolvidas em atividade física vigorosa, do que aquelas sem TV no quarto.

O estudo, publicado na revista médica Pediatrics, não prova que ter um aparelho de televisão no quarto fosse a causa desses padrões. Porém, os pesquisadores da Universidade de Minnesota e autores da pesquisa apoiam a recomendação da American Academy of Pediatrics de que não se devam instalar aparelhos de televisão no quarto dos adolescentes.

(Pediatrics, april 2008; v. 121: p. 718-724)

Nota: Na verdade, o recomendável é que a TV fique longe dos quartos de dormir e das salas de jantar. Esses locais deveriam ser devotados ao diálogo em família. O ideal é que aparelhos como TV e computador fiquem num local público da casa a que todos tenham acesso e que os pais possam fiscalizar os programas que as crianças assistem e o que fazem no computador.[MB]

A viagem que Darwin não fez


Como já disse aqui, no tempo de Darwin os microscópios não permitiam olhar dentro da caixa preta que é a célula. Uma vez que a caixa fou aberta, um mundo de complexidade pôde ser observado e não deixa de fascinar e surpreender os pesquisadores. Qual a explicação mais lógica e coerente para a origem da célula? Somente o acaso, a necessidade, as mutações filtradas pela agora epistemicamente desvalorizada seleção natural ao longo do tempo ou foi ela resultado de um design inteligente?

Assista este vídeo (A Fantastic Voyage Inside a Cell), de David Bolinsky, e tire suas conclusões.

E-mails que nos alegram (2)

"Desde de que comecei a me interessar mais por esses assuntos [relacionados ao criacionismo] estou muito mais firme na fé e, com a ajuda do material que tenho pego em seu blog, temos feito programações diferentes e isso já começa a mostrar alguns resultados. Por exemplo, há duas semanas fizemos o programa jovem e colocamos um material que você disponibilizou no YouTube sobre os dias da Criação. No fim do culto, voltei para casa conversando com um amigo de longa data que não estava mais indo à igreja habitualmente. Disse a ele como encontrar o material exibido no culto jovem. No dia seguinte, ele me revelou que os encontrou e assistiu com a esposa que também não tem ido muito à igreja. Depois de assistir aos vídeos, ela estava com os olhos cheios de lágrimas. Acredito que com a ajuda de Deus seu trabalho tem feito a diferença na vida de muitas pessoas. Obrigado."

(Wellington D.N.)

Feliz 200 anos, Darwin!

Agentes secretos do Design Inteligente infiltrados na redação de VEJA obtiveram cópia de uma das capas sugeridas da edição especial celebrando os 200 anos de Darwin (clique na capa ao lado para ampliá-la). Após intensa discussão sobre qual capa escolher, apesar desta ter sido a capa preferida de Eurípedes Alcântara, diretor de Redação de VEJA, ele foi voto vencido.

Mais uma vez, por razões mais do que conhecidas e seguindo a relação despudoradamente incestuosa da Grande Mídia Tupiniquim e a Nomenklatura científica de nada publicar contra Darwin, a capa da edição de VEJA de louvaminhice, de beija-mão e beija-pé de Darwin, oops, comemorativa dos 200 anos de Darwin será outra.

Os agentes do DI infiltrados na redação de VEJA ainda permanecem lá correndo risco de serem descobertos pela tropa de choque do André Petry. Em breve teremos mais novidades de interesse público que é discutido à boca pequena por Eurípedes Alcântara, Mario Sabino, Roberto Civita e os principais editores de VEJA tentando vencer a síndrome ricuperiana de “o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde”.

A Nomenklatura científica treme, só de saber que isso está sendo discutido na redação da maior revista semanal do Brasil, e que foi apodada de VESGA por não praticar jornalismo objetivo, pluralista e moderno. Do jeito que está, a VEJA e o resto da Grande Mídia estão em descompasso com a verdade das evidências científicas que teimam não corroborar as especulações transformistas de Darwin em um contexto de justificação teórica.

Eurípdes Alcântara é a favor dessas mudanças, mas sofre grandes resistências da parte do lobby de Darwin.

(Desafiando a Nomenklatura Científica)

Coisas importantes a aprender com a arca de Noé

1) Não perca o barco.

2) Lembre-se de que estamos todos no mesmo barco.

3) Planeje para o futuro. Não estava chovendo quando Noé construiu a Arca.

4) Mantenha-se em forma. Quando você tiver 60 anos, alguém pode lhe pedir para fazer algo realmente grande.

5) Não dê ouvido aos críticos; apenas continue a fazer o trabalho que precisa ser feito.

6) Construa seu futuro em terreno alto.

7) Por segurança, viaje em pares.

8) A velocidade nem sempre é uma vantagem. Os caramujos estavam a bordo com os leopardos.

9) Quando estiver estressado, flutue por um tempo.

10) Lembre-se, a Arca foi construída por amadores; o Titanic, por profissionais.

11) Não importa a tempestade, pois quando você está com Deus há sempre um arco-íris esperando.

(Autor desconhecido)

Questões para o ano de Darwin

Décadas e décadas de inúmeros estudos científicos sobre a vida e o Universo. Conhecimento sendo acumulado e refinado, como nunca antes. Grandes avanços sobre o entendimento de como a vida e o Universo funcionam. E qual seria a conclusão? Somos mesmo um acidente cósmico? Surgimos mesmo por sorte sem planejamento, como nos ensinam nas escolas e universidades, e na mídia em geral?

Neste ano de 2009, em que serão celebrados com muita pompa e intensidade os 150 anos da "teoria que revolucionou o mundo", o que será anunciado? Não dirão que Darwin e Oparin sugeriram, e a Ciência moderna comprovou, que somos fruto da ação exclusiva de forças naturais? Ou darão algum espaço ao Design? O Design é mesmo somente "aparente", uma aparência moldada pelo trabalho conjunto, gota a gota, um pouquinho de cada vez, por milhões e milhões de anos, das mutações e a seleção natural? Será que os fatos conferem com os boatos? Será que os dados estão sendo analisados e interpretados por cientistas imparciais livres de qualquer subjetividade naturalista ou teísta? Ciência feita mesmo na busca desapaixonada pelo conhecimento pleno? Cientistas dispostos a seguir os dados aonde quer que eles nos levem? Será que são mesmo dados brutos, obtidos no rigor do método científico, ou seria mais retórica do que ciência? Mais suposições do que fatos? Mais propaganda do que produto? Será que as teorias naturalistas são mesmo absolutas e atingiram o status de pleno consenso em ciência, ou existem alternativas viáveis? Será que só nos resta - aos supernaturalistas -, andar na contramão da história, e o triste destino de nos embrutecermos no obscurantismo medieval da crença "petryficada", irracional e ignorante do Design?

Será que a alternativa do Design, da vida e do Universo como frutos da ação planejada e intencional de uma mente (super)inteligente foi mesmo eternamente banida da ciência pela força dos dados, pela comprovação inequívoca de sua total inconsistência com a razão, a lógica e os fatos?

(Dr. Marcos Eberlin)

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Mecanismo que desafia a evolução


Na tentativa de demonstrar a robustez científica de sua teoria da evolução, Darwin desafiou a comunidade científica do seu tempo da seguinte maneira: “Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra. Só que jamais consegui encontrar esse órgão” (A Origem das Espécies, Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 161).

Tarefa difícil para a época. Darwin mesmo disse que jamais tinha conseguido encontrar tal órgão complexo que não pudesse ter sido formado pelo processo lento e gradual darwinista. Pobre Darwin, limitado pelos ínfimos recursos de seu microscópio, ele não pode achar esta evidência que “ruiria inteiramente por terra” a sua teoria.

Ciência e tecnologia devem andar de mãos dadas. Não somente para o benefício da humanidade, mas para o próprio bem da ciência. São recursos tecnológicos avançados como o microscópio eletrônico que ajudam os cientistas na corroboração de suas teorias.

Em 1996, Michael Behe, com as vantagens tecnológicas do século 20, aceitou o desafio centenário e destacou para a comunidade científica o órgão complexo que Darwin não pudera encontrar: o flagelo bacteriano (A Caixa Preta de Darwin, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1997).

O filme acima é o mais recente de Keiichi Namba e seus colegas pesquisadores, e explica seu trabalho de ponta na pesquisa da estrutura, função e montagem do flagelo bacteriano. Nesse desafio epistêmico, Darwin perdeu para Behe no contexto de justificação teórica. No dia que a Nomenklatura científica, a galera dos meninos e meninas de Darwin apresentarem a montagem do flagelo bacteriano por processos simplesmente estocásticos, a turma do Design Inteligente se retira de cena. (...)

(Desafiando a Nomenklatura Científica)

Entrevistado por Petry envia e-mail à Veja

Fui citado na coluna do Sr. André Petry (“Lembra-te de Darwin”, nº 2.098) por ter a educação de atendê-lo em um telefonema na sexta, 30.01.2009. O Sr. Petry é conhecido por sua aversão aos evangélicos (vide VEJA nº 2.083, de 22.10.2008) e não perde a oportunidade de atacar mais uma vez a liberdade de expressão, distorcendo fatos nesse artigo. Mesmo sabendo da possibilidade que nada de objetivo e veraz iria vir de seus escritos, esclareci que o os Colégios Mackenzie ensinavam, sim, criacionismo, em paralelo ao evolucionismo e não acreditam em sonegar quaisquer ângulos do conhecimento aos seus alunos. Como instituições confessionais, estão abrigadas na Lei de Diretrizes e Bases e reforçam a pluralidade educacional brasileira, objetivada pela lei. Nada disso é novidade, o Mackenzie faz isso desde 1870, com um ensino pautado pelos princípios e valores das Escrituras Sagradas, contabilizando uma imensa contribuição à sociedade desde os tempos do Império. Essa avidez pela excelência de ensino está sendo ampliada, nos últimos anos, com a produção de materiais didáticos próprios.

O Sr. Petry, que na ligação se dizia tão interessado na apuração dos fatos, preferiu me citar seletivamente, omitindo a cobertura global da questão das origens realizada pela Instituição. Além disso, revela sua deficiente pesquisa, não apontando que no próximo mês de abril o Mackenzie apresenta o 2º Simpósio Internacional sobre Darwinismo, ao qual estarão presentes, além de expoentes internacionais da séria escola do Design Inteligente, renomados evolucionistas. Com isso demonstra o acato à pluralidade de ideias e o estímulo ao debate construtivo e saudável, e não a caricatura mal feita que o articulista esboçou em sua coluna. O artigo está muito longe de ser jornalismo saudável e esclarecedor.

Prefere, o Sr. Petry, ridicularizar, classificando em irônica ilação como “macacos tolos” aos que procuram enxergar um pouco mais além e dar continuidade ao ímpeto investigativo. Nunca chamaríamos Darwin de tal, pois foi um ser humano com inteligência, criado à imagem e semelhança de Deus. Petry prefere que a comunidade acadêmica e científica permaneça acorrentada a postulados anacrônicos de 150 anos atrás. Quer o conforto da ignorância de uma era na qual ainda não existiam quaisquer pesquisas possíveis na área de microbiologia, as quais têm exposto um número nada desprezível de fragilidades na teoria da evolução. Demonstra sua ignorância dos diferentes pontos de vista que existem no campo criacionista, com sua definição simplista e monolítica, gerada por ele próprio, e que não foi obtida através desta fonte. Ridicularizar pessoas e instituições é o seu estilo. Pena que uma revista tão séria, como VEJA, que tantas informações valiosas nos fornece a cada semana, o acolha impunemente em suas páginas. Ele diz que o criacionismo assusta. Ter fé em Darwin é o seu direito. Ter carta branca para difamar, isso sim, é assustador.

(E-mail de Francisco Solano Portela Neto, enviado à redação da revista Veja – ainda não publicado [e nem sei se vai]. Reproduzido aqui com autorização dele)

Leia também: “Visão ‘petryficada’ da Veja”

Caminhos da idolatria

A novela “Caminhos da Índia”, que entrou no ar há poucos dias, tem os ingredientes costumeiros dos folhetins globais: triângulo amoroso, adultério, distorção da realidade (a Índia deles é só beleza), futilidade e estímulo à dissolução do casamento. Esses já são motivos mais que suficientes para que pessoas sensatas (especialmente cristãos) não percam seu tempo precioso em frente ao televisor num horário em que milhões deixam de entreter relacionamento verdadeiro com a família ou de ler um bom livro para se emocionar com os personagens novelescos.

No que diz respeito a “Caminhos da Índia”, os cristãos deveriam ter outras preocupação: a novela está servindo de “recurso missionário” para os valores e crenças do hinduísmo, com seus milhões de deuses que são adorados das mais diversas maneiras. Cada um tem o direito de divulgar as ideias que bem entende (faço isso aqui no blog), mas não devemos esquecer de que, quando o personagem é evangélico, as novelas da Globo não perdem a chance de apelar para o deboche e o estereótipo.

Que tal aproveitar a deixa e parar de ver novela (se é que você faz isso)? E mais: desligando o televisor na hora do folhetim, os cristãos brasileiros estariam manifestando sua opinião contrária à parcialidade religiosa da emissora.

Mas, se você não liga pra isso, continue vendo sua novelinha...

Música e êxtase pentecostal

O uso da música como meio para chegar a um estado de êxtase e transe religioso vêm se tornando comum em igrejas de diversas religiões em todo o mundo. A partir dessa constatação, uma pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou essa prática em algumas igrejas pentecostais da cidade de São Paulo. A dissertação Manifestações Espirituais nas Igrejas Pentecostais: um estudo psicossocial do êxtase e do transe através da música como mobilizadora de emoções, desenvolvida por Valdevino Rodrigues dos Santos, mostra que a utilização da música nessas igrejas ajuda a aumentar o número de fiéis.

De acordo com o pesquisador, que apresentou sua pesquisa em agosto [do ano passado], “as igrejas pentecostais são as que mais crescem no mundo inteiro e esse tipo de recurso (o uso de ritmos musicais contemporâneos) só tende a aumentar”. Santos analisou as igrejas pentecostais desde a primeira Assembléia de Deus, trazida ao Brasil pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg em 1910. Ele também estudou a Igreja do Evangelho Quadrangular, instalada em 1950, e a Renascer, na década de 1980.

Dentre elas, a Igreja Renascer é a mais liberal. Para se aproximar de seu público-alvo utiliza rock, samba, rap e até heavy metal. Pastores vestidos de metaleiros pregam para jovens utilizando uma linguagem semelhante à desse grupo. “Jovens são atraídos pela atmosfera a que estão acostumados. Esse tipo de recurso une a pregação da fé com uma filosofia de vida que muitas vezes não seria bem aceita em outras religiões”, explica Santos.

A dança do samba, por exemplo, é admitida por estarem “sambando para Deus”. “Se Deus criou a arte por que não utilizá-la para louvá-Lo?”, essa é uma das justificativas dada pela igreja para o uso da dança e uso de tipos musicais registrados na tese.

As igrejas pentecostais têm como característica principal a crença no “batismo do Espírito Santo”, que teria acontecido pela primeira vez durante a Festa de Pentecostes, simbolizando a descida do Espírito Santo sobre as pessoas que rezavam e comungavam após a morte de Cristo. Nesse momento, pessoas de origens étnicas e idiomas diferentes começaram a falar a mesma língua e a se entender. Esse ato recebeu o nome de “glossolalia”, que seria este “falar línguas estranhas”, e é um dos momentos mais importantes do culto atual nessas igrejas pentecostais. Seria um “retorno às origens e à verdadeira fé”, de acordo com o estudioso.

Segundo essa característica de busca pelo Espírito Santo, o uso de ritmos musicais diferentes durante o culto propiciaria uma aproximação entre o pastor, a palavra pregada e a recepção e compreensão por parte dos fiéis. “No decorrer do culto há uma gradação sonora e musical até o seu ápice que é quando alguns fiéis são agraciados pelo recebimento do Espírito Santo”, declara Valdevino Rodrigues dos Santos.

No momento de êxtase e transe a música tem por função ambientar toda essa erupção de sentimentos por parte dos fiéis. “O transe que o indivíduo possa ter no ‘contato solitário com o divino’ é compartilhado nessas assembléias religiosas e isso vem aumentando e tomando uma importância para a antropologia mundial”, conclui Santos.

(USP Notícias)

Nota do blog Diário da Profecia: Há um segmento evangélico anunciando em sua rádio uma programação alternativa para os cristãos no período do Carnaval. Paradoxalmente, esse mesmo segmento está propagandeando um evento em uma de suas igrejas, onde haverá um “bom samba”, com letra “cristã”, claro. Sem dúvida alguma, sinal dos tempos. Não há limite para a incoerência.

Infelizmente o mesmo argumento do artigo, qual seja o de atingir pessoas que normalmente não se interessariam por um culto convencional e, ainda que sob a alcunha de “algum critério” (que ninguém foi capaz ainda de demonstrar qual seja), tem sido defendido por alguns adventistas. Não sabemos em que momento, muito menos com que intensidade, mas o que está acontecendo no meio evangélico ainda há de ocorrer de forma paralela entre nós.

E não sou eu que estou afirmando, está profetizado.

Leia também: “A música nos últimos dias – louvando a quem?”

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Os argumentos surrados do colunista

O site Observatório da Imprensa (OI) publicou minha análise do artigo do André Petry, publicado na revista Veja desta semana. Isso me deixa feliz pois ainda existem meios de comunicação democráticos neste país. Parabéns à equipe do OI por dar voz aos que são silenciados pela grande imprensa vendida aos interesses do naturalismo filosófico. Aproveite e deixe seu comentário lá.

TV e depressão

O ato de assistir televisão em excesso durante a juventude pode estar associado aos riscos de depressão na idade adulta, assegura um estudo publicado hoje pela revista americana Archives of Geral Psychiatry. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh e da escola médica de Harvard concluiu que ver de forma excessiva televisão é algo comum entre jovens que desenvolvem depressões com o passar dos anos, sobretudo no caso dos homens. Os encarregados do estudo, no entanto, não explicaram de que maneira a televisão afeta o futuro estado de ânimo da pessoa. Para fazer esse estudo, foram medidos os hábitos de mais de quatro mil adolescentes e se calculou que cada hora de televisão diária fazia aumentar o risco de depressão em 8%. (...)

(Yahoo)

Colaboração: Francis Giovanella Valle

Cinco mil anos de religião


Animação que mostra o surgimento das religiões e o avanço delas pelo mundo, nos últimos cinco mil anos. Clique aqui.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Visão “petryficada” da Veja

A revista Veja desta semana traz um artigo de André Petry sobre o ensino do criacionismo nas escolas. Depois de tanta discussão sobre o assunto, era de se esperar que o editor trouxesse alguma contribuição nova à polêmica, mas não. O que ele faz é repetir argumentos surrados e evidenciar sua opinião “petryficada” sobre o tema.

Ele começa assim: “É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino.”

Depois, Petry diz que o relato bíblico da Criação é “uma fábula encantadora, mas não é ciência”. No entanto, afirma que “em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural”.

Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explica relativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que “todos viemos de um ancestral comum” (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco “encantadora”. A tal origem da vida numa “sopa primordial” ainda é alvo de discussões e há cientistas que discordam desse cenário. Um deles é o professor emérito de Química David Deamer, que chefiou um equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia. Deamer disse: “Já faz [150] anos desde que Darwin sugeriu que a vida pode ter começado em uma ‘poça morna’. Estamos testando a ideia dele, em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em ‘organismos pioneiros’.”

Deamer disse ainda que aminoácidos e DNA, dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. “Isso é significativo porque havia a pressuposição de que barro promove interessantes reações químicas ligadas à origem da vida”, explicou. “Entretanto, nos nossos experimentos, os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química.”

O experimento de Urey-Miller já vinha sendo desacreditado (embora os livros didáticos não tratem disso); agora a teoria da “sopa morna” também enfrenta problemas levantados pela ciência experimental. Mas Veja parece não saber disso...

Petry vai além e afirma que ensinar darwinismo e criacionismo “embrutece” o educando. “Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência”, diz ele; e pergunta: “Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da ‘liberdade de pensamento’, que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...”

Quem disse que o que está além dos domínios do naturalismo metodológico se trata de algo irracional? Por que somente o conteúdo abrangido pelo método científico pode ser qualificado como racional? Estudar a teoria da matéria escura também é irracional? (Com o perdão da comparação um tanto “forçada”.) Correndo o risco de apelar para o argumento da autoridade, quero deixar claro que há grandes nomes da ciência que transitam bem nos universos da teologia, da filosofia e da ciência, integrando bem essas áreas. Cientistas como Marcos Eberlin, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (Unicamp); Ruy Carlos de Camargo Vieira, professor emérito da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, autor de livros didáticos e inúmeros artigos científicos e membro da Academia Panamericana de Engenharia; para ficar com dois. Esse é o tipo de cientista que pode sair de escolas que “embrulham o racional com o místico”, Petry. Desafio-o a entrevistá-los a fim de conhecer suas ideias. Veja tem espaço para isso?

A visão estreita de Petry acerca da religião bíblica mais parece fruto do preconceito; da opinião “petryficada” de quem não quer se esforçar para entender e separar as coisas; da mania de colocar todas as crenças no mesmo saco do desrespeito. Por esse pensamento, Petry condenaria Isaac Newton e Blaise Pascal, por exemplo, cientistas que conseguiram conciliar a visão teológica com a científica e que, muito provavelmente, enxergaram mais longe justamente por causa dessa visão mais ampla da realidade – sem mencionar que ajudaram a fundar o próprio método científico ao qual os cientistas de hoje devem seus empregos e salários. A Bíblia nada tem a ver com alquimia e numerologia, mas coaduna bem com física, astronomia, história, cronologia, arqueologia, linguística, matemática... Grandes homens e mulheres de ontem e de hoje, cuja mente está aberta, cujos neurônios não se “petryficaram”, reconhecem isso.

Petry finaliza seu texto entrando no barco da darwinlatria 2009: “Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado [isso não é design inteligente?], conjugado com muito estudo [por que deveríamos confiar nos estudos realizados pelo cérebro de um macaco evoluído? O que garante que o ajuntamento casual de moléculas ao longo de bilhões de anos nos legou um cérebro capaz de interpretar corretamente a realidade?], pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.”

Assustador é perceber como a “petryficação” intelectual tem impedido a muitos de pensar objetiva e honestamente. Nenhum criacionista esclarecido nega as contribuições do darwinismo, desde que se entenda e defina bem o que vem a ser “evolução” e dentro de que limitações e parâmetros ela deve ser colocada. O fato é que na época de Darwin os microscópios eram extremamente rudimentares, incapazes de revelar a complexidade de uma “simples” célula. Quando essa “caixa preta” foi aberta pelos estudos da biologia molecular, um universo de máquinas moleculares ultra-complexas foi descortinado.

Se Darwin tivesse acesso à tecnologia de que dispomos hoje, teria elaborado a teoria geral da evolução que elaborou? Só nos resta especular... A verdade é que Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie: “Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 36 – itálico acrescentado).

Concordo com William Hurlbut, em texto publicado na Folha de S. Paulo de janeiro de 2006: “A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como consequência, ela sofre dos mesmos problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica.”

Michelson Borges

Leia também: “Os brutos também pensam” e “A esquizotimia de André Petry e o Mackenzie”

domingo, fevereiro 01, 2009

Mais de 50% dos britânicos acreditam no criacionismo

Uma pesquisa do instituto ComRes, realizada com 2.060 adultos, indica que 51% dos britânicos acreditam que a teoria da evolução não pode explicar a complexidade da vida na Terra, da qual somente um "design inteligente" daria, contra 40% que opinam o contrário. Além disso, um em cada três crê que Deus criou o mundo nos últimos 10 mil anos. A pesquisa foi publicada no jornal Daily Telegraph. A pesquisa retoma no Reino Unido o debate em torno da evolução e do criacionismo, no ano em que o nascimento do naturalista Charles Darwin completa 200 anos.

O biólogo evolucionista e ateu Richard Dawkins disse que essa pesquisa mostra um nível preocupante de ignorância científica entre os britânicos. [Dawkins me faz rir com seu desespero. Mais da metade dos britânicos é ignorante. Só ele e a turminha dele, os autointitulados "brilhantes", é que são inteligentes.]

Segundo uma recente pesquisa entre professores de ciência, um em cada três acredita que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de biologia [são burros também?], paralelamente com a teoria da evolução.

Michael Reiss, biólogo e clérigo anglicano, foi obrigado a renunciar no ano passado ao seu posto de diretor de educação da Royal Society após apoiar essa ideia [criacionistas é que são preconceituosos?].

(Terra)

Nota: Atacar o oponente e ignorar suas ideias é atitude típica do "devoto de Darwin" e sua turma. Ele prefere acusar metade da população de seu país (de primeiro mundo) de ignorante a entender por que, em pleno século 21, tanta gente ainda defende um modelo tão "anticientífico" quanto o criacionismo. Dawkins usou o mesmo argumento rasteiro para criticar o filósofo Anthony Flew pelo fato de ter abandonado o ateísmo. "Como o maior ateu do século 20 pode ter se tornado teísta? Como metade dos meus conterrâneos pode aceitar o criacionismo? Como um terço dos professores de ciências do meu país pode ser tão tolo?" Dawkins deve estar perdendo muitas noites de sono...[MB]

O uso de jóias e a Bíblia

Aqueles que acreditam na Bíblia como norma de fé e prática, estão dispostos a compreender como seus ensinamentos sobre o uso de jóias afetam a vida cristã de cada um. Reconhecemos que as pessoas são muito sensíveis no que diz respeito a regras sobre o que usar ou não usar, mas a questão neste caso é definida pela autoridade da Bíblia em nossas vidas. Os adventistas se dizem sempre dispostos a submeterem-se à vontade de Deus expressa nas escrituras, e por esta razão nos sentimos à vontade para explorar as implicações dos ensinos bíblicos sobre jóias para nós hoje. Interessante que este assunto não é tão complexo como muitos acreditam, uma vez que entendemos o ponto de vista bíblico sobre o assunto. Então, vamos explorar algumas das implicações. [Leia mais]

O Cético: propaganda enganosa de Dawkins


Para ver outras tirinhas do Cético, clique aqui.