quinta-feira, julho 09, 2009

Sexo é bom, mas ninguém explica como surgiu

Há muito se pergunta por que o sexo se tornou tão importante, mesmo quando a vida evoluía [sic] com criaturas se reproduzindo assexuadamente. Essas criaturas nem precisavam encontrar um parceiro. Enquanto isso pode parecer nada divertido, certamente é eficiente, fazendo com que a capacidade de reprodução de um número de organismos possa ser dobrada. Então por que a reprodução eventualmente evoluiu [sic] para transformar o sexo como o conhecemos? Uma teoria afirma que tudo possa ter sido uma reação a parasitas. Sabe, o problema sobre a reprodução sem sexo é que você cria clones, e clones e mais clones. Cada organismo tem o mesmo DNA, com uma ou outra mutação causada pelo tempo. Se um parasita descobrisse como explorar uma vulnerabilidade dos organismos, a espécie inteira estaria condenada.

Para resolver isso, o sexo com parceiros diferentes faz combinações de DNA e cria indivíduos geneticamente únicos. Parasitas podem matar vários organismos, mas é provável, deste modo, que alguns indivíduos sejam menos vulneráveis ao ataque, e a espécie continua a sua vida normalmente. Tudo isso já era teorizado, mas o verdadeiro teste para qualquer teoria está na natureza.

Nos últimos dez anos, cientistas estudaram a Potamopyrgus antipodarum, uma lesma da Nova Zelândia, que tem reprodução assexuada e sexuada. Os pesquisadores contaram a população das lesmas e o número de infecções parasitárias sofridas por cada variedade. Os clones começaram o estudo saudáveis, mas se tornaram cada vez mais suscetíveis a parasitas. Com o número de infecções por parasitas aumentando, o número de lesmas desse tipo diminui, enquanto algumas populações de lesmas do tipo clonado desapareceram completamente.

Enquanto isso, a população de lesmas com reprodução sexuada permaneceu mais estável. Isso, de acordo com os pesquisadores, é exatamente o padrão previsto pela hipótese dos parasitas. “A ascensão e declínio dessas linhagens exclusivamente femininas foi rápida e consistente com a previsão dos parasitas sobre o sexo”, afirma Jukka Jokela, do Instituto de Ciência Aquática e Tecnologia da Suíça, que participou do estudo.

“Estes resultados sugerem que a reprodução sexual provê uma vantagem evolucionária em ambientes com muitos parasitas”, diz Jokela.

(Hypescience)

Nota: E nos ambientes em que não há tantos parasitas, para que sexo? E nos seres que conseguem lidar bem com esses parasitas de forma mais simples, para que "inventar" um meio de reprodução tão complexo e dispendioso do ponto de vista do gasto de energia e dos riscos envolvidos no processo todo? O estudo apenas prova, mais uma vez, que o sexo é o melhor e mais vantajoso meio de reprodução, mas evita, como sempre, tocar no delicado e difícil tema da origem da reprodução sexuada e da complexidade envolvida na interdependência dos órgãos sexuais feminino e masculino, que precisariam ter evoluído separadamente e, mesmo assim, ser perfeitamente compatíveis - um tipo de mutação dupla independendente, na mesma geração e funcional. Parece que, mais uma vez, a melhor explicação está no design inteligente: o livro de Gênesis afirma que Deus criou o sexo como um presente para o primeiro casal, para ser desfrutado dentro do casamento, numa relação de amor e compromisso. O sexo, segundo a Bíblia, serve tanto para prover prazer e satisfação no relacionamento (e basta ler Cantares para descobrir isso, já que ali não se fala em filhos), quanto para possibilitar a reprodução da espécie.[MB]

Leia também: "Da concepção ao nascimento"

terça-feira, julho 07, 2009

Scientific American despreza criacionistas

No começo deste ano darwinlátrico, várias revistas dedicaram capas em homenagem aos 200 anos do "maior cientista de todos os tempos", o naturalista Charles Darwin. A prestigiada Scientific American Brasil, uma das poucas revistas realmente científicas neste país, também embarcou na onda. Os artigos da edição especial são bons e informam com precisão o que é o darwininsmo. O problema é quando tratam do criacionismo... O tom é, para dizer o mínimo, além de beligerante, ofensivo. O leitor (da revista e deste blog) Victor Reis Almeida, estudante de Física da Ufes, escreveu o seguinte e-mail para os editores da Scientific:

"Boa tarde, meu nome é Victor, moro em Vitória no Espirito Santo, sou estudante de Física da Universidade Federal do Espirito Santo, e venho por meio deste externar minha profunda decepção com a revista Scientific American. Estive lendo a materia que fala das 'manobras mais recentes do criacionismo', na edição especial nº 81, de fevereiro de 2009. Até então, achava que a revista Scientific American era séria e imparcial em suas matérias. Depois de ler essa tal matéria, pude ver que a revista expressa o pensamento de meia dúzia de pessoas que a escrevem. Desculpe-me por estar falando nesses termos, mas vocês foram um tanto quanto desrespeitosos no que publicaram a respeito do criacionismo.

"(...) A revista não poderia tratar o criacionismo como sendo uma coisa qualquer, por que até onde eu sei, tanto o criancionismo quanto o evolucionismo ainda não podem ser totalmente provados cientificamente, então, eles estão em pé de igualdade. Os dois são apenas teorias. Aceitar tanto um quanto o outra é questão de se acreditar; questao de fé.

"A parte mais ridícula da matéria é o box 'O que fazer', em que a revista estimula o leitor a derrubar votações a favor do criacionismo, a não obedecer as propostas criacionistas, entre outros, ao invés de incitar o leitor a ter uma discussão crítica a respeito do criacionismo e do evolucionismo.

"Enquato a revista Scientific American tratou somente do evolucionismo, só tenho elogios a tecer, pois ela alcançou seus objetivos de levar ao leitor informações a respeito do evolucionismo, que era o que o leitor buscava, ao se julgar pela capa. Quando a revista começa a atacar o criacionismo de forma desrespeitosa, perde o foco e toda a sua credibilidade. Quando a gente quer levar nossa ideia ou pensamento adiante, não é atacando o outro que não pensa como nós que conseguiremos nossos objetivos, e sim defendendo nossas ideias, enaltecendo nossos pensamentos.

"Fica aqui meu protesto."

Bem, pelo menos o editor Ulisses Capozolli se dignou responder o e-mail do Victor, com um simples e lacônico:

"Seu protesto está sendo levado em conta. Obrigado por sua mensagem e boa sorte."

Este é o problema das revistas jornalísticas e de divulgação científica: elas levam em conta nosso protesto, e só. Quando não fazem como o Marcelo Leite, da Folha, que disse que simplesmente não dá espaço, raramente vão atrás das fontes criacionistas que tenham alguma credibilidade. Até hoje, não se viu uma revista que tenha dedicado as "páginas amarelas" para entrevistar um teórico criacionista ou do Design Inteligente. Assim, fica difícil...

Páginas históricas da Bíblia disponíveis na internet

Aproximadamente 800 páginas da mais antiga Bíblia foram recuperadas e colocadas na Internet. Ao visitar o site é possível ver imagens de mais de metade do manuscrito do Codex Sinaiticus, que tem mais de 1.600 anos e é escrito em grego em pergaminhos. Scot McKendrick, chefe de estudos de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, de Londres, Inglaterra, afirma que a disponibilidade do documento já ajudou várias pesquisas. “O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo”, diz McKendrick. De acordo com o pesquisador, o manuscrito oferece uma amostra do desenvolvimento do cristianismo e evidências de como o texto da Bíblia era transmitido de geração em geração.

“A disponibilidade do manuscrito virtualmente para o estudo por pessoas por todo o mundo cria oportunidades para pesquisas colaborativas que não seriam possíveis há alguns anos”, afirma. A versão original dos textos está em um livro de 1.460 páginas de 40 por 35 centímetros.

A Biblioteca Britânica está lançando a versão online do texto com uma exposição que mostra vários itens e artefatos ligados ao documento. O Codex Sinaiticus foi encontrado em 1844 em um monastério em Sinai, no Egito. Depois disso, ele foi dividido entre o Egito, a Rússia, a Alemanha e o Reino Unido. Acredita-se que o documento sobreviveu em boas condições porque o ar do deserto era ideal para a preservação, e que o monastério foi deixado intocado.

As páginas podem ser encontradas em www.codexsinaiticus.org

(BBC)

Detalhe: a Bíblia é o documento antigo do qual mais se tem manuscritos. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto provaram que a mensagem do Livro Sagrado permaneceu intacta ao longo dos séculos.[MB]

Leia também: "Bíblia é historicamente confiável?" e "Quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto?"

Harry Potter cada vez mais sombrio

A julgar pela confusão que as filmagens de Harry Potter e as Relíquias da Morte causaram há pouco mais de um mês, quando a equipe tomou de assalto a estação de Piccadilly, o barulho promete ser tão grande quanto a expectativa em torno do sexto filme da série. Harry Potter e o Enigma do Príncipe devia ter chegado aos cinemas no fim de 2008, mas teve estreia adiada por conta de ajustes feitos pelos produtores nos EUA. O atraso criou mais burburinho ainda nos fãs que não veem a hora de conferir nas telas cenas que se tornaram antológicas mesmo antes de serem filmadas, como o tão comentado beijo entre Harry e Ginny e a morte de um dos personagens mais importantes da trama criada por J.K. Rowling.

Se Londres sempre foi palco de tragédias como incêndios que estremeceram a cidade ao longo da história, não poderia começar de maneira mais coerente este novo filme. Em um dia comum, em pleno coração financeiro da capital, nuvens negras pairam sobre o Millenium Building, misteriosas forças do mal retorcem a Millenium Bridge e causam uma tragédia de proporções catastróficas. As mesmas criaturas sobrevoam a cidade e desaparecem em um beco qualquer. Quer dizer, viajam para a dimensão em que o medo também é uma força desconhecida, mas tem nome certo: Voldemort.

Mágico mesmo é o poder da franquia em levar milhões de espectadores ao cinema mesmo após oito anos de sequências que nem sempre mantêm a unidade dos livros. Ainda que muitos digam que a força de Harry Potter está se esvaindo, milhares de ingressos antecipados já foram vendidos em todo o mundo. (...)

(Estadão)

Nota: Harry Potter ajudou a aproximar da bruxaria milhões de crianças em todo o mundo. Praticamente uma geração inteira foi profundamente marcada pelos livros e filmes do personagem. É interessante notar como a abordagem "inocente" do primeiro livro/filme foi se aprofundando, se tornando mais sombria. E muitos cristãos também acabaram envolvidos na "pottermania" sem se dar conta das implicações espirituais disso.[MB]

Leia também: "Harry Potter nas escolas públicas" e "'Harry Potter' é ateu"

Colaboração: Marcello Flores

segunda-feira, julho 06, 2009

Associação Dietética Americana indica dieta vegetariana

Seguir uma dieta vegetariana pode ser uma boa maneira de diminuir o risco de doenças crônicas como diabetes, obesidade, hipertensão e câncer, afirma a Associação Dietética Americana (ADA), que publicou nesta semana uma atualização de suas recomendações sobre alimentação saudável no Journal of the American Dietetic Association. Segundo os nutricionistas da ADA, não há dúvidas de que uma dieta vegetariana bem planejada é uma opção saudável para crianças, adolescentes e adultos. "A Associação Dietética Americana reconhece que uma dieta vegetariana bem planejada, incluindo o vegetarianismo completo (que exclui todo tipo de carne e ovos) e o veganismo (que exclui carnes, ovos e laticínios), pode ser saudável, nutricionalmente completa e traz benefícios na prevenção e no tratamento de certas doenças. As dietas vegetarianas são eficazes em todas as fases da vida, incluindo na gravidez, na lactação, na primeira infância, na adolescência e para atletas", divulgaram em nota os nutricionistas Winston Craig e Reed Mangels, conselheiros da ADA.

Os nutricionistas aproveitaram para enfatizar o bom resultado de inúmeros estudos que ligam uma dieta com menos carne a um risco menor de uma série de doenças. Quem é vegetariano ou exclui a carne do cardápio alguns dias da semana tem menos colesterol alto, problemas cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2, afirmaram Craig e Reed. Quem segue esse tipo de dieta também tende a comer menos gorduras saturadas e mais fibras.

As informações completas sobre as novas recomendações da ADA podem ser encontradas no site www.eatright.org.

(O Globo)

Nota: O vegetarianismo foi a dieta original prescrita aos seres humanos pelo Criador (que conhece cada detalhe do nosso organismo), e isso está registrado no livro de Gênesis. Cada vez mais a ciência médica e as pesquisas na área da nutrição constatam o que o Manual da Vida (a Bíblia Sagrada) já recomendava há milênios.[MB]

Leia também: "A batalha pela mente - Parte 11"

Verdade? Qual verdade?

Quase um ano após o afastamento de um cientista da Royal Society por supostamente defender o ensino do criacionismo nas escolas, um evento reuniu em Londres dois dos principais protagonistas do episódio. O autor da reportagem que desencadeou a crise que culminou com a demissão do cientista se desculpou publicamente por sua parcela de responsabilidade no mal-entendido. Os dois participaram de um simpósio destinado a discutir como a imprensa deveria abordar o criacionismo, realizado durante a Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência, que acontece esta semana em Londres, no Reino Unido. A confusão surgiu a partir de uma declaração do biólogo Michael Reiss, então diretor de educação da Royal Society, a academia britânica de ciências, durante o festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, realizado em setembro de 2008 em Liverpool.

Na ocasião, Reiss declarou que o criacionismo deveria ser abordado nas escolas de modo a esclarecer, principalmente para os alunos adeptos das ideias criacionistas, por que elas não têm validade científica e como o conhecimento científico é construído.

Na semana seguinte, Reiss – que também é padre da igreja anglicana, a principal do Reino Unido – foi forçado a deixar seu posto na Royal Society, menos pelo que disse e mais pela forma como o episódio foi coberto pela imprensa britânica. Jornais prestigiosos afirmaram que o cientista defendia o ensino do criacionismo nas aulas da ciência, o que criou um enorme desconforto na academia britânica.

Um dos pivôs da crise foi uma reportagem do diário The Guardian assinada pelo repórter de ciência James Randerson (na foto acima). Embora a matéria apresentasse de forma adequada o raciocínio de Reiss, ela não era nada ponderada na abertura e no título – “Ensine criacionismo, diz cientista eminente”. Nos dias seguintes, o episódio foi noticiado por outros veículos com grande alarde.

Sentado ao lado de Reiss no simpósio desta semana, Randerson reconhece que errou a mão em sua matéria, mesmo não tendo sido o responsável pela escolha do título. “Lamento que essa matéria tenha contribuído para o afastamento de Reiss da Royal Society”, reconheceu o jornalista, hoje editor do portal de meio ambiente do Guardian na internet. “Senti-me bastante culpado por isso.”

Reiss manifestou não guardar rancor do episódio. Ele disse à CH On-line que, embora tenha deixado a academia britânica contra a sua vontade, seu afastamento teve ao menos um lado positivo. “Pude voltar imediatamente à Universidade de Londres como professor de educação científica com dedicação integral.” Reiss dirige hoje o Instituto de Educação dessa universidade.

Na calorosa discussão promovida no simpósio, predominou a visão de que a imprensa não deve dar o mesmo espaço a teorias evolucionistas e a visões criacionistas. “Os jornalistas de ciência não devem ser obrigados a tratar o criacionismo como uma visão válida em nome do equilíbrio só porque muitos acreditam nisso”, argumentou Randerson, que, além de jornalista, é doutor em genética e evolução [será que é por isso que ele favorece o ensino da evolução?].

Sua visão foi corroborada pelo jornalista Steve Mirsky, da revista Scientific American, dos Estados Unidos. Mirsky defendeu o compromisso do jornalista com com a verdade. “Não podemos apenas apresentar visões opostas do mundo: temos a obrigação de esclarecer ao leitor que uma delas é a verdadeira.”

Michael Reiss ressaltou que consequências perigosas podem advir de visões equivocadas sobre a ciência, como a crença de que o HIV não causa Aids e de que as mudanças climáticas não são acarretadas por atividades humanas. [As comparações são por demais descabidas. Querem de todo jeito tratar os criacionistas como gente de mente estreita, e ignoram a lista de serviço que esse tipo de pessoas tem prestado aos famintos, doentes e sofredores em todo o mundo - inclusive aos infectados pelo HIV.]

(Ciência Hoje)

Nota: Engraçado... Criei este blog pela mesma motivação de divulgar a verdade que vem sendo escondida (ou tratada com leviandade) por muitos setores da chamada grande imprensa. Posso citar uma série de adjetivos depreciativos aplicados aos criacionistas pela mídia secular (tenho colecionado esses "recortes"), enquanto jornalistas de ciência se recusam discutir as ideias a fundo, recorrendo ao rasteiro ataque ad hominem ou contra a religião. Afinal, é bem cômodo sair do campo da ciência e tratar o assunto como simples controvérsia entre ciência e religião. O criacionismo bíblico, embora tenha, sim, um componente religioso, também se vale da ciência experimental para sustentar e ratificar suas premissas. A matéria deixa claras duas coisas: (1) o jornalista tem uma tremenda responsabilidade diante de suas fontes, com aqueles de quem fala/escreve e diante de seus leitores; e (2) a verdade, para aqueles que não têm compromisso com a Verdade absoluta, pode ser (e é) manipulada de acordo com seus interesses.[MB]

Um mal chamado autoajuda

Em tempos de dúvida e incerteza, é comum que as pessoas procurem livros de autoajuda para procurar algum tipo de encorajamento e autoafirmação. Esses livros usam frases positivas, como “sou uma pessoa amável” ou “vou ter sucesso”, como uma forma de melhorar a autoestima do leitor e levá-lo a ações positivas. Entretanto, um estudo mostra que essas frases podem, na verdade, ter o efeito contrário ao pretendido. Os psicólogos Joanne Wood e John Lee, da Universidade de Waterloo, e Elaine Perunovic, da Universidade de New Brunswick, no Canadá, descobriram que pessoas com a autoestima baixa se sentem piores depois de repetir frases de autoafirmação positivas.

Os pesquisadores pediram aos participantes com autoestima baixa e alta que repetissem a frase “eu sou uma pessoa amável”. Eles então mediram o humor dos participantes e a sua sensação momentânea sobre si mesma. Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram que os participantes com a autoestima baixa se sentiam piores depois de repetir a frase, e aqueles com a autoestima alta se sentiam melhor – mas só um pouco. (...)

Os psicólogos sugerem que pensamentos positivos fora da realidade, como “eu me aceito completamente”, podem causar pensamentos contraditórios em pessoas com a autoestima baixa. Esses pensamentos negativos podem, assim, sobrepor os pensamentos positivos. Os pesquisadores concluem no estudo que “a repetição de frases autoafirmativas podem beneficiar algumas pessoas, mas produzem efeitos negativos naquelas pessoas que mais precisam do benefício”.

(Hypescience)

Note: Por isso, a melhor ajuda é aquela que vem do alto e não a autoajuda. Nem sempre é bom que eu me aceite como sou, já que nosso alvo deve ser mais elevado do que nós mesmos. Mas é muito bom saber que o Criador nos aceita como somos e nos ajuda nesse processo de crescimento e aceitação. O engano da autoajuda é fazer com que as pessoas olhem para dentro de si em busca de solução, quando a solução vem de fora; vem do alto.[MB]

O maior erro da humanidade

O que fez o comunismo se enraizar? Tendo em vista seus tristes frutos, por que continuou se espalhando? E por que durou tanto tempo? Essas três grandes questões, talvez as mais importantes do século passado, são levantadas por Archie Brown, professor de política da Universidade de Oxford, no livro The Rise and Fall of Communism, no qual ele tenta explicar o que a princípio parece inexplicável: uma miscelânea de ideias impraticáveis imposta por extremistas que prometeram muito, fizeram pouco e ceifaram milhões de vidas. Em algum momento desde o início do século passado, 36 países adotaram esse sistema, sendo que cinco ainda se declaram comunistas: Cuba, Laos, Coreia do Norte, Vietnã e China. O comunismo instrumentalizou dois grandes apetites humanos, o desejo de justiça e a fome de vingança, levando países inteiros a trilhar caminhos impiedosos e dogmáticos. Mesmo assim, diz a Economist, muitos ainda resistem à evidência de que os fundadores do comunismo foram maníacos assassinos.

(Opinião e Notícia)

Nota: A Casa Publicadora Brasileira está preparando para publicação o livro Though the Heavens Fall, do pastor Mikhail Kulakov, que ficou vários anos nas prisões e campos de concentração soviéticos pelo simples fato de ser um pregador do evangelho (a obra deve estar pronta até o fim deste ano). São livros que mostram o outro lado de um regime que excluiu Deus e hostilizou aqueles que criam nEle, levando à morte muito mais pessoas do que a odiosa Inquisição, por exemplo. Pena que ateus como Dawkins não se atrevam a comentar o assunto.[MB]

As coisas que saem da cabeça de Dawkins


O etólogo queniano Richard Dawkins (1941-) esteve na semana passada no FLIP para divulgar seu mais recente livro. Como não poderia deixar de ser, suas piruetas e cabriolas metafóricas alvoroçaram o evento. Diria uma divertida personagem da teledramaturgia nacional: “Cada mergulho, um flash!” Imenso e incontido foi seu bom humor ante a costumeira sabujice de nossa imprensa. Sim, pois na Inglaterra ele anda a escapulir dos Van Helsings e suas estacas epistêmicas. Além de egoístas, espertinhos os genes do escritor: o sol de Louis Brandeis (1856-1941) pulveriza os vampiros; o sol do Brasil os bronzeia. Adiante.

Quando observei o esvoaçar de suas cãs revoltas pela brisa paratiense me veio à mente um episódio pitoresco ocorrido em Portugal no terceiro quarto do século 19. Os poetas portugueses Antero Tarquínio de Quental (1842-1891) e Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875) estranharam-se por divergências literárias. O moço estava então fascinado com as possibilidades da poesia realista. Já o outro era defensor irredutível da estética romântica. Inconformado com as pesadas críticas que recebia de seu conterrâneo, Quental respondeu-lhe com uma das mais fulminantes descomposturas já registradas em qualquer idioma:

“Levanto-me quando os cabelos brancos de V. Exa. passam diante de mim. Mas o travesso cérebro que está debaixo e as garridas e pequeninas coisas que saem dele confesso, não me merecem nem admiração nem respeito, nem ainda estima. A futilidade num velho desgosta-me tanto como a gravidade numa criança. V.Exa. precisa menos cinquenta anos de idade, ou então mais cinquenta de reflexão. É por esses motivos todos que lamento do fundo da alma não me poder confessar, como desejava, de V.Exa. nem admirador nem respeitador.”

Apesar da qualidade poética inegável, o ancião passou para a posteridade pelo sabão que tomou em público. O Romantismo português entrou em declínio. Tanto melhor; no século seguinte, teríamos, entre outros, Pessoa, Almada Negreiros e Sá-Carneiro. Mas voltemos à refrega.

Foi um duelo entre enfermos. Quental sofria de transtorno bipolar (matar-se-ia aos 49 anos com dois tiros na boca). Castilho era cego. A esse respeito, outro gigante da literatura latina, Jorge Luis Borges (1899-1986), também cego, costumava ironizar a própria deficiência. Dizia o escritor portenho que o não enxergar fazia com que alguns admiradores o pusessem no mesmo patamar de Homero e Milton. Julgava-se afortunado por ter perdido a vista em vez da audição, pois, segundo ele, a surdez torna o homem patético, um fantoche desnorteado a protagonizar um pastelão involuntário.

Uma vez que o inseticida criado por Quental serve direitinho para dedetizar ficcionistas como Castilho e Dawkins, não seria de todo injusto traçar um paralelo entre ambos, se não pela idade ao menos quanto aos problemas de visão. Aquele, acometera-lhe cegueira física; este, densas trevas intelectuais e espirituais. Mestre Millor, em deliciosa blague, disse que o pior cego é o que quer ver. Prefiro a versão original. O pior cego é o que se recusa a enxergar. O professor de Oxford ultrapassa o ditado: além de cerrar os olhos, Dawkins tapa juntamente os ouvidos. Aberta, escancarada mesmo, só a sua bocaça traquinas. Cego, surdo e tagarela, desanda a agir como um moleque, um molecão encanecido e enrugado. E dá-lhe falácia! Dá-lhe impostura e mistificação invariavelmente embaladas em espalhafato e felonia. Não é à toa que, junto com a notoriedade, ele vem ganhando a reprovação de muitos de seus pares – ateus, inclusive.

Contudo, incomoda menos os guinchados do Savonarola ateu que o picadeiro reservado para ele em Paraty. É esse o ponto. Em termos de rigor apurativo, nossa imprensa é quase sempre escol ao cuidar com a política. E sempre, sempre e sempre xepa ao tratar da ciência. No dia em que ela rebaixar o primeiro critério ao segundo estaremos ombreados com potências como Sudão ou Somália.

(Marco Antonio Dourado, Curitiba, PR)

Leia também: "O embaixador da ciência (ateia)"

domingo, julho 05, 2009

Enem e os guardadores do sábado

Está chegando a última etapa da inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009. A prova será realizada num sábado, dia reservado para atividades religiosas por muitas pessoas, como os adventistas do sétimo dia e os praticantes do judaísmo. A recomendação é que essas pessoas efetivem a inscrição, tomando o cuidado de assinalar a opção "necessito de atendimento especial". O departamento jurídico da sede sul-americana da Igreja Adventista continua em contato com o Ministério da Educação para que os guardadores do sábado tenham o direito de preservar a fé ao mesmo tempo que participam da prova. É importante que a inscrição seja feita dentro do prazo: 17 de julho. Então, não se esqueça: além de assinalar que necessita de atendimento especial, informe nos outros campos que é adventista (ou de outra religião que guarda o sábado) e que precisa de horário especial para realizar a prova. Assim poderá garantir o regime de confinamento para realização da prova após o pôr do sol.

Leia também: "Ministério da Educação garante liberdade da guarda do sábado no Enem"

Conheça também o site da ONG Liberdade Religiosa.

E-mails que nos alegram (7)

"Seu blog surgiu para mim como uma verdadeira bênção de Deus. Lembro-me que eu estava no segundo ano do ensino médio (hoje me encontro no 3º ano e vou prestar vestibular para Engenharia Química), e começou a aula de 'origem da vida'. Minha vida toda fui cristão. Venho de uma familia cristã [batista]. Sempre tive minha fé firme, sólida no meu Salvador, Jesus Cristo. Então, diante de todas aquelas histórias, inclusive as mentiras e as verdades obsoletas, me senti realmente perturbado. Aí começei a pesquisar, estudar por conta própria. Ainda conturbado com toda essa história e pedindo a Deus para me mostrar a verdade, conheci a Teoria do Design Inteligente (que, particulamente, pra mim, já deixou de ser teoria. Todo dia convivo com o design inteligente e com o Designer). Na minha pesquisa, conheci o blog www.criacionismo.com.br. Fiquei encantado com tudo. Com essa confirmação de tudo no que eu acreditava e hoje acredito mais ainda. ... Mais do que me esclarecer muitas coisas, o blog até fortaleceu minha fé. Estou no último periodo no curso de inglês e terei que apresentar um projeto, sobre o tema que eu desejar. Meu tema vai ser o Design Inteligente. Espero que esse trabalho não se reduza somente àquele momento; meu desejo é que as pessoas levem consigo essa ideia, de que elas pensem por si mesmas, olhem a sua volta e para si."

(Willian John de Abreu Mendes)

O embaixador da ciência (ateia)


Quanto menos quero falar do Richard Dawkins, mais a imprensa me "obriga". Deu na Veja desta semana: "Sóbrio, rigoroso nas suas respostas, Dawkins às vezes se mostra sarcástico – em particular, quando ataca seu alvo preferencial, a religião ... [Ele] diz que não se tornou biólogo porque gostava de animais ou plantas. 'Devo confessar que nunca fui um grande naturalista. Só desenvolvi isso ao longo dos anos. Minha motivação inicial no estudo da biologia foi filosófica', diz. Sua curiosidade voltava-se para o que ele chama de 'grandes pergunta': Por que existe vida? Como ela surgiu na Terra? E suas respostas provêm de uma fonte fundamental: o pensamento de Charles Darwin (este, sim, um naturalista nato). Dawkins, de 68 anos, é hoje o maior divulgador mundial do darwinismo [aqui Veja acerta, mas no título, não. Dawkins tem populatizado o ultradarwinismo, mas não necessariamente a ciência, até porque não tem feito ciência há um bom tempo].

A matéria diz que "nas últimas décadas [Dawkins] se afastou da pesquisa direta para se dedicar à promoção da ciência. Hoje aposentado, Dawkins foi, de 1995 a 2008, o primeiro ocupante da cátedra de Compreensão Pública da Ciência, estabelecida em Oxford com fundos doados pelo húngaro-americano Charles Simonyi, ex-empresário e programador da Microsoft. 'Sou uma espécie de embaixador da ciência', diz Dawkins." [Humilde o homem, né? A verdade é que ele pode ser considerado o propagandista da ciência ateia, isso, sim.]

"Os livros de Dawkins sempre reservaram farpas para a religião (e em especial para os criacionistas). Mas a cruzada contra a fé passou a ocupar o centro de suas atividades desde o lançamento de Deus, um Delírio, em 2006. O cientista [que não faz ciência] apoiou a campanha que colocou cartazes nos tradicionais ônibus vermelhos de Londres com os dizeres 'Deus provavelmente não existe. Então pare de se preocupar e aproveite a vida'. Sempre combativo, o biólogo não admite nenhuma solução de compromisso que reserve lugares distintos para a ciência e a religião [portanto, ele condenaria os pais da ciência como Galileu, Copérnico e Newton, aos quais deve sua polpuda conta bancária]. 'Ao contrário do que muitos afirmam, os dois campos se interpõem, sim. A visão religiosa do universo, a ideia de que o universo tem um criador – isso é, a seu modo, uma teoria científica, embora equivocada', diz. Na perspectiva de Dawkins, portanto, promover o ateísmo é também uma forma de dar seguimento à sua principal missão: divulgar a ciência." [Que mistura forçada, Veja! Agora, divulgar o ateísmo é promover a ciência?! Ignoram o fato de que a ciência experimental nasceu, na verdade, num contexto cristão protestante.]

Pelo jeito, minha pergunta continuará no ar: Até quando Veja e as outras semanais brasileiras continuarão incensando ateus ultradarwinistas como Dawkins e ignorando cientistas que pensam diferente e que, ao contrário do britânico, fazem ciência, como Michael Behe (A Caixa Preta de Darwin) e Marcos Eberling (Unicamp)? É mais um exemplo de mau jornalismo - com ou sem diploma.[MB]

sábado, julho 04, 2009

Lei Antifumo: questão de saúde ou abuso do Estado?

São Paulo está em guerra contra o cigarro. O governador José Serra, que foi ministro da Saúde durante o governo Fernando Henrique, sancionou uma das leis antifumo mais rigorosas do mundo. A partir do dia sete de agosto está proibido o cigarro em locais fechados de uso coletivo, como bares e restaurantes. O estabelecimento que desobedecer a lei pode ser multado por um dos 500 fiscais que farão visitas surpresas. Se o restaurante apresentar irregularidades após a terceira visita, pode ser fechado por 48 horas. Caso constatado que ele desrespeitou novamente a lei, o fechamento se estende para um mês. Os fumantes não serão punidos. [Leia mais]

Nota: Meu comentário ao texto acima foi escolhido com outros dois para concorrer a um livro. Se quiser votar num dos três textos, clique aqui.[MB]

sexta-feira, julho 03, 2009

Mais design inteligente no leite materno

Cientistas da Universidade de Londres, Inglaterra, descobriram que um ingrediente no leite materno protege e conserva o intestino de recém-nascidos. O ingrediente, chamado de inibidor da secreção da tripsina pancreática, é encontrado em níveis altos no colostro, o leite materno produzido nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Esse inibidor é uma molécula normalmente encontrada no pâncreas e protege o órgão de sofrer danos pelas enzimas digestivas que ele produz. As paredes do intestino de um recém-nascido são muito vulneráveis a danos, já que nunca foram expostas a comida ou bebidas. O novo estudo reitera a importância da amamentação nos primeiros dias de vida do bebê. A substância é encontrada em pequenas quantidades no leite materno depois dos primeiros dias, mas no colostro ele é sete vezes mais concentrado. O ingrediente não existe no leite em pó industrializado.

Os pesquisadores examinaram os efeitos do inibidor em células intestinais humanas em laboratório. Quando as células sofriam danos, a substância as estimulava a formar uma película protetora natural. O estudo também mostrou que o ingrediente pode prevenir danos futuros por impedir as células intestinais de se auto-destruírem.

Ray Playford, da Universidade de Londres, coordenou o estudo. “Sabemos que o leite materno é feito a partir de vários ingredientes e que há vários benefícios para a saúde de bebês que são amamentados com o leite materno”, diz Playford. “Esse estudo é importante pois mostra que um componente do leite materno protege e repara o intestino dos bebês para a comida e bebida que estão para receber”, completa.

(Hypescience)

Leia também: "Um coquetel chamado colostro"

quinta-feira, julho 02, 2009

Se Dawkins pensasse por si mesmo, seria crente

Acabei de postar sobre o acampamento que o ateu Richard Dawkins está organizando para doutrinar crianças no cceticismo, e li esta matéria no G1, com o título "Beleza do Pantanal quase 'converteu' maior ateu da Flip": "Quando se discute religião nos dias de hoje, um nome obrigatório na conversa é o do biólogo e ferrenho darwinista Richard Dawkins – justamente porque o britânico advoga um mundo sem fé religiosa, um mundo que não precise da crença em Deus. Antes de participar da mesa programada para as 19h desta quinta, na Festa Literária Internacional de Paraty, ele concedeu uma entrevista coletiva em que reafirmou seus pontos defendidos no best-seller Deus, um delírio. Dawkins tem dedicado boa parte da carreira para levar aos olhos do público a importância de A origem das espécies, a obra definitiva de Charles Darwin que completa em 2009 150 anos de sua primeira publicação. 'É o livro mais importante da história [quando se trata de Darwin, Dawkins sempre é superlativo] porque consegue resolver o maior mistério da vida humana, por que somos o que somos', afirma o biólogo britânico. 'É um livro que não é devidamente reconhecido por causa da ignorância e porque a religião quer prover explicações prontas para mentes mais ingênuas.' (...)

"'Não acho que todas as pessoas que são religiosas são más. Acho que muitas de suas ações são motivadas pelo desejo de fazer o bem. Mas a religião é justificativa para fazer coisas terríveis como os terroristas suicidas ou assassinatos', disse Dawkins, que também lembrou sua participação nas ações publicitárias nos ônibus de Londres pelo ateísmo, que tinham a inscrição 'Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar e vá curtir sua vida.' [Dawkins bate sempre na mesma tecla: religião não presta porque houve quem praticasse atos abomináveis em nome da fé. Mas ele esquece que os regimes ateus levaram muito mais pessoas à morte do que a deplorável Inquisição e as abomináveis Cruzadas. Esquece também que as pessoas que viveram o verdadeiro cristianismo - começando pelo próprio Jesus, passando por Paulo, Francisco de Assis e Madre Tereza de Calcutá - são exemplos do que a verdadeira religião fundamentada no amor pode fazer pela humanidade. Dawkins toma as partes ruins para definir o todo e bate num espantalho quando critica todas as religiões baseado nesses maus exemplos.]

Segundo a reportagem, Dawkins sustenta que a falta de informação é um dos motivos para que as pessoas recorram à fé religiosa [ah, sim, agora ele vai dizer que Newton, Galileu, Pascal, Pasteur, Flew, e muitos outros grandes nomes da ciência e da filosofia eram ignorantes porque criam e creem em Deus...].

Mas o mais impressionante na reportagem é esta declaração que o biólogo britânico deixou escapar: "Eu acabei de voltar do Pantanal e fiquei deslumbrado com tanta beleza. Se não conhecesse Darwin, eu me ajoelharia e diria 'isso é obra de Deus'."

Na postagem anterior, Dawkins diz que seu objetivo com o acampamento ateu é "encorajar as crianças a pensar por elas mesmas". Mas ele não dá exemplo nesse quesito, já que pensa com a cabeça de Darwin (e olha que o naturalista nem era ateu). Dawkins nega todos os seus instintos de criatura, o anseio profundo de uma alma abafada por sua ideologia ateia (Eclesiastes 3:11), e prefere negar o fato de que o projeto aponta para o Projetista, que a beleza "supérflua" da natureza revela o bom gosto do Supremo Artista.

Finalmente, o biólogo também disse que é favorável a um termo mais "amigável" que defina um ateu. E ele propõe a palavra "bright" (brilhante, em tradução literal, ou inteligente), que está sendo defendida por correntes do ateísmo.

Tenho amigos ateus com os quais consigo manter um diálogo respeitoso e construtivo. E isso porque alimentamos o respeito mútuo e a humildade. Infelizmente, com sua postura combativa e arrogante, Dawkins só tem contribuído para dificultar esse diálogo. Mas, felizmente, ainda existem pessoas com bom senso, lá e cá.[MB]

Dawkins lança retiro ateu para crianças

Segundo o jornal Telegraph, o famoso biólogo ateu Richard Dawkins ajudou a criar um acampamento de Verão durante o qual crianças receberão ensinamentos de "ceticismo racional" e cantarão a música "Imagine", de John Lennon. O autor de Deus, Um Delírio está inclusive ajudando a subsidiar o tal acampamento. Além das aulas de ceticismo, os acampantes receberão lições de filosofia moral e biologia evolutiva. O retiro é para crianças entre oito e 17 anos e pretende rivalizar com os tradicionais acampamentos realizados por escoteiros e grupos religiosos [como os Desbravadores]. A iniciativa é parte de uma campanha ateia criada para desafiar a sociedade cristã e a educação religiosa.

Dawkins disse que o retiro foi criado para "encorajar as crianças a pensar por elas mesmas, cética e racionalmente". [Se a poposta é estimular a liberdade intelectual, por que doutriná-las no ceticismo? Será que é porque Dawkins sabe que, se deixadas livres, as pessoas tendem a crer?]

Uma das atividades nesse acampamento consiste em estimular as crianças a provar que unicórnios não existem. As que apresentarem boas evidências, receberão uma nota de 10 libras com a imagem de Charles Darwin e autografada por Dawkins!

Nota: "Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar" (Mateus 18:6).

Fifa repreende comemoração religiosa da Seleção

A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa. A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final. Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações. (...)

A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

(Estadão Online)

Nota do blog Minuto Profético: Querer silenciar as pessoas quanto à sua fé ou sua ideologia política é violar um direito humano básico: a liberdade. Todos têm uma ideologia política e uma religião, ainda que inconscientemente. A preocupação legítima e até necessária do Estado (e de entidades particulares) deve ser não misturar política e religião. Mas proibir a expressão religiosa em si é uma violação da liberdade. De mais a mais, não custa perguntar: Será que eles estariam preocupados se alguns jogadores estivessem defendendo o homossexualismo, o aborto ou a legalização das drogas? Tenho minhas dúvidas... A matéria acima parece mais refletir o perigoso espírito antirreligioso moderno...

quarta-feira, julho 01, 2009

Relacionamento amoroso reduz impacto do estresse

Ter um bom relacionamento com o parceiro pode ajudar a reduzir os impactos do estresse causado pelo trabalho, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. “Os relacionamentos reduzem os efeitos negativos desse tipo de estresse na saúde, mas relações ruins irão ampliar os efeitos negativos”, destacou a pesquisadora Ann-Christine Andersson. Em pesquisa com cerca de 900 pessoas, os especialistas notaram que aqueles que relatavam viver um bom relacionamento tinham melhor saúde do que os que tinham relações problemáticas. Mulheres em relacionamentos ruins teriam mais ansiedade, reações de estresse mental e problemas de sono. Os homens tinham mais depressão, ansiedade e estresse psicológico e somático. [Leia mais]