quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Projeto Atlanta: Ele virá!

A noite sobre o chão de pedras foi extremamente desconfortável. Durante a madrugada, o frio me castigou e a roupa molhada no corpo demorou horas para secar. As feridas da queda na Colômbia também escolheram esta noite para doer. A sensação de abandono e o sentimento de desprezo alcançaram níveis assustadores. A mente fervilhava e foi necessário agarrar-me ao Espírito Santo e clamar Sua companhia e consolo para levantar o ânimo e sentir o desejo de prosseguir neste desafio. Não apenas em avançar com o Projeto Atlanta, mas com o ministério da volta ao mundo.

Deitado sobre o frio e duro chão de pedras, eu não poderia pensar em outra coisa senão em minha casa no Brasil. Na cama aconchegante e nos lençóis macios de que disponho para dormir. Tinha que afastar da mente as lembranças de minha esposa e filhos, senão poderia sair correndo em busca da primeira condução de volta ao meu país.

Todavia, com o corpo moído e atacado por uma estafa, fruto desses maus tratos, resolvo reunir forças físicas, mentais e espirituais e levantar. Meu olhar se volta para o meu destino: Atlanta, Estados Unidos.

Ao me perguntar sobre o que me induz a fazer esta viagem, nestas condições, encontro respostas incompreensíveis ao ser humano: Deus me pediu. Ele me chamou dentro de uma trilha na floresta da Amazônia e me disse: “Filho meu, tu que corres aqui todas as manhãs e que buscas tua glória pessoal, Eu te escolhi para que saias por todo o mundo, da mesma forma como fazes agora, correndo, e vás anunciar que Meu Filho Jesus em breve virá!”

Isso é algo em que não dá para acreditar simplesmente. Em pleno século 21, alguém dizer que ouviu a voz de Deus e que recebeu uma missão de percorrer o mundo anunciando o retorno “breve” de Seu Filho. Realmente, por onde passo, poucos prestam atenção na importância desse chamado. Porém, quero dizer que a fé nessas palavras mudou a minha vida e de minha família. Elas nos levaram a Jesus e à igreja. Transformaram nossos destinos, caráter e sonhos.

Por isso, enquanto viver, pretendo ir até aos lugares mais longínquos para pregar que “Ele breve virá”. Já percorri o Brasil, o Uruguai, o Paraguai, a Argentina, a Venezuela, a Colômbia e estou no Panamá. Nesses países, deixei um rastro de esperança nessa promessa dos Céus. São mais de 30.000 km anunciando que Ele breve virá. Eu sei que Ele virá. Creio que Ele virá.

Ainda não sou um velhinho de cabelos brancos, barba comprida e com a aparência de um profeta. Mas, por favor, creia: Ele breve virá! Ele me disse que virá!

É com esse combustível de fé que monto na “gorducha” (bike) e pedalo mais 100 km até outra cidade panamenha chamada Penonomé. Encontro um lugar para dormir e no dia seguinte avanço até Santiago, aonde chego depois de 113 km. Deixando Santiago, pedalo outros 130 km e atinjo Las Lajas. Alcanço essa cidade por volta das 20h30 e, como em Capira, o único lugar disponível para dormir que encontro é em um posto de gasolina, em um cubículo pequeno e quase exposto ao tempo.

Porém, mais de 300 km de estradas ficaram para trás nesta jornada rumo a Atlanta. O Panamá está sendo engolido pelas rodas da “gorducha” como foi a Venezuela e a Colômbia. As montanhas e todas as barreiras impossíveis também estão sendo vencidas pela fé.

O que sinto é que problemas de menor importância devem ser passados por alto porque meu objetivo está num país distante, ou seja, nos Estados Unidos da América do Norte. Preciso pensar que longe é um lugar que não existe. Não existe por causa de minha fé e do sentimento profundo do amor de Deus e de Sua infinita bondade para comigo. Minhas orações diárias buscando livramento, coragem e força sobem a todo instante ao Seu trono de graça. Elas são como incenso aromático que enchem a taça de Sua compaixão.

O príncipe do Universo está aqui. Ele vive no meu coração. Ele domina o meu ser. Deixe-se contagiar pelo poder da Palavra de Deus. Ela tem fluído do meu interior. Quero compartilhar com todos.

Venha comigo. Vamos para Atlanta. Chegaremos lá com um passo a cada dia nos braços de nosso Salvador.

Até breve...

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

O látex como forma de moral

A questão das campanhas públicas para conter o avanço da aids revela um problema, a meu ver, substancialmente mais grave: a satanização do ponto de vista cristão nos debates de interesse coletivo. A ortodoxia cristã indica duas medidas contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e a gravidez indesejada: abstinência sexual para os não-casados e fidelidade conjugal. Mas, muito melhor que prevenir esses dois flagelos contemporâneos, as propostas cristãs resolvem ainda vários outros, essencialmente mais devastadores. Afinal, o sexo consensual é uma relação interpessoal que deriva de escolhas privadas, e provoca grande impacto sobre o indivíduo e a sociedade. Logo, deve ocorrer em um contexto adequado.

Ora, gritam muitos, os humanos somos falhos, por isso a melhor solução passa ao largo do idealismo religioso; por ser tangível, a camisinha é mais confiável que boas intenções. Essa retórica marota visa a confundir o debate. Vejamos por quê:

A Igreja desaprova, ou não seria cristã, a política de saúde pública do governo quanto à aids. Transformar o preservativo em categoria de pensamento significa minimizar nossa dimensão moral subordinando-a à mera pulsão fisiológica. Quando essas campanhas (aliás, de uma vulgaridade assombrosa!) são aplicadas prioritariamente às camadas mais humildes da população, a coisa desanda para o mais primário e odioso reacionarismo; é como se o brasileiro de baixa renda não passasse de um animal, incapaz de pautar sua vida sexual pelas próprias escolhas. E vai além: colocar máquinas de distribuição de camisinhas em escolas primárias fere a primazia dos pais em educar os filhos, e em função do modismo, da curiosidade e da pressão dos grupinhos ainda antecipa escolhas privadas de pessoas imaturas e despreparadas sob todos os aspectos.

Uma comparação: se as mortes por imprudência no trânsito se multiplicam, o que é mais producente: promover campanhas educativas ou baratear o custo dos air-bags? Ambas as opções, é evidente! Elas se complementam; não se excluem. Errado é ignorar a primeira estratégia e dizer que somente a segunda pode resolver a situação – e ainda demonizar quem apoia as tais campanhas educativas. Pois é bem isso que os círculos de influência midiática fazem com as igrejas cristãs quando o tema é prevenção de DSTs.

Uma pergunta às nossas autoridades: Se o indivíduo transfere suas responsabilidades para um pedaço de látex, terá autodomínio suficiente à falta deste? A atitude sexual individual é influenciada, e muito, pela atitude sexual coletiva, da cultura da sociedade. Ademais, se o preservativo for promovido à única via de responsabilidade acaba virando atalho para o oba-oba, o liberou-geral. Imerso em uma cultura de promiscuidade generalizada e cada vez mais precoce, uma pessoa fará todo tipo de sexo – como sugerido pela propaganda governamental. Com ou sem o tal de preservativo.

Mas não para por aí. E a questão do aborto, defendida pelo tal Programa Nacional de Direitos (direitos????) Humanos, o PNDH-3?

Ironia das ironias, as mulheres de hoje se voltam contra a mesma Igreja que no passado as valorizou e protegeu. Alegação? “Somente à mulher cabe decidir sobre seu próprio corpo.” Não, eu não inventei isso, não; o argumento é esse mesmo. E que dizer da distribuição nos postos de saúde de pílulas abortivas para meninas de 13, 12, 10 anos de idade – sem o conhecimento dos pais.?

Poucos sabem, mas um dos motivos de o Cristianismo ter florescido em Roma, mesmo com suas inúmeras regras de conduta e apesar de toda perseguição, foi a sua aceitação em peso pelas mulheres do Império. Quando alguma mulher dava à luz naquele tempo, o recém-nascido era posto aos pés do pai. Se este o levantava nos braços, a paternidade estava publicamente reconhecida. Caso contrário, era devolvido à mãe, que se não o pudesse criar abandonava-o nos lixões da periferia para ser devorado por ratos e abutres. Mesmo crescido, a vida de uma pessoa estava submetida aos caprichos e às conveniências do próprio pai, que poderia matá-la ou vendê-la. A defesa irredutível da fidelidade conjugal mais a firme condenação às práticas de filicídio e aborto (esse último, um dos agravantes para a baixa expectativa de vida entre as mulheres romanas) cativou os corações femininos da época. E não ficou só por aí; entre os cristãos, mesmo quando escondidos para salvar a vida, o percentual de mortes por epidemias era muito menor que entre os pagãos por causa de sua solidariedade para com os enfermos. Essas práticas caritativas formaram o embrião das santas casas de misericórdia, que evoluíram para os hospitais modernos. Órfãos abandonados à morte? Orfanatos, outra genuína invenção cristã.

Por essas e muitas, muitas outras (tantas, aliás, que não caberiam neste espaço), cabe perguntar: A capacidade cristã de opinar para a construção de uma sociedade melhor, mais justa e mais digna prescreveu? Devemos conformar nossos princípios e valores ao âmbito privado, como algo meramente subjetivo, particular? Para os que pensam assim, uma advertência:

A doxa materialista, com falsas vestes de neutralidade objetiva e encastelada no desvirtuamento do estado laico, também possui seu deus. Ele se chama Pragmatismo, que é inimigo de morte do Cristianismo.* Esse falso deus sempre acaba sendo evocado em situações de crise ou mesmo por interesses ordinários. Pensemos: os alicerces de uma sociedade são os seus valores. Como o materialismo é relativista, chega sempre uma hora em que ele, por força de necessidades ou circunstâncias, questiona esses valores e, pragmaticamente, ou os minimiza ou os substitui. E é aí que mora o perigo. Quem hoje se julga beneficiado por essa, digamos, visão de mundo, amanhã pode acabar sendo muito prejudicado por ela. É apenas uma questão de tempo.

(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

(*) Quem quiser, pesquise: os piores momentos do Cristianismo não se devem à obediência aos seus princípios e valores, mas à sagração do Pragmatismo como Norte moral.

Estudo traça genoma de "paleoesquimó"

Um novo estudo traz o sequenciamento genético completo de um neanderthal [sic] preservado no gelo por 4 mil anos. O homem teria tipos de olhos, dentes e até cera de ouvido iguais aos de um homem moderno nativo-americano ou asiático. Após dois anos de estudo, o resultado foi divulgado na revista Nature. O DNA foi analisado a ponto de se poder descobrir o fato de que o homem poderia estar ficando careca. De acordo com os cientistas, o estado de preservação do corpo é inédito, servindo praticamente como uma “máquina do tempo”. Com o DNA, foi possível descobrir dados inéditos, como a cor de pele do homem.

Opinião e Notícia)

Nota: O "pré-histórico" neanderthal está cada vez mais humano.[MB]

Errata: "Embarquei" no erro do site Opinião e Notícia e não me dei conta de que o genoma traçado foi o de um "paleoesquimó" e não o de um neanderthal. Confira aqui, no artigo da Nature. Mas isso não muda o fato de que os neanderthais têm se revelado mais humanos do que se pensava.[MB]

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Excesso de tempo na internet e depressão

Cientistas da Universidade de Leeds afirmam ter encontrado uma "impressionante" evidência de que alguns internautas desenvolvem uma compulsão que os fazem substituir a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social. "Este estudo reforça a tese de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência", disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison. Os pesquisadores analisaram 1.319 britânicos com idade entre 16 e 51 anos e concluíram que 1,2% deles eram viciados em internet. De acordo com Morrison, esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais.

"O uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro - as pessoas deprimidas são atraídas para a internet, ou a internet causa depressão?", escreveu Morrison. "O que está claro é que para um pequeno subconjunto de pessoas o uso excessivo da internet poderia ser um sinal de alerta para tendências depressivas." O estudo foi publicado na revista especializada Psychopathology.

(Veja)

Nota: Como afirma certo dito popular: tudo o que é demais faz mal. Com a internet não é diferente. A web pode ser uma bênção ou uma maldição, dependendo da maneira como nos relacionamos com ela. Um bom livro de papel, um bate-papo entre amigos, exercício físico, relacionamento saudável entre namorados e cônjuges - essas coisas devem ocupar tempo nobre em nossa vida. Temos que ser sábios para lidar corretamente com o real e o virtual.[MB]

Leia também: "Número de jovens viciados na internet quase dobra na China"

Muita TV pode matar você

Se você adora passar horas em frente à telinha, uma equipe de cientistas australianos tem péssimas notícias: de acordo com um novo estudo, cada hora passada em frente à TV pode aumentar em até 18% os riscos de doenças cardiovasculares. A pesquisa foi realizada com base em análises de estilo de vida de 8.800 adultos, e descobriu também que cada hora diária assistindo à televisão aumenta em 11% o risco de morte pos várias causas, além de 9% mais chances de morrer de câncer. De acordo com David Dunstan, que participou do estudo, isso acontece porque o corpo humano evoluiu [ou teria sido projetado?] de modo que precisa se movimentar, e não ficar parado por longos períodos. Por isso, ficar sentado em frente à TV ou a uma tela de computador atrapalha a sua saúde [depois de ler esta postagem, levante-se e vá caminhar, rs]. “O que acontece é que muitas das atividades diárias normais que eram feitas em pé e em movimento hoje viraram atividades que são feitas com as pessoas sentadas”, explica o pesquisador. Por esse motivo, o gasto de energia das pessoas também decresce: “Para muitas pessoas, o dia a dia consiste em mudar de uma cadeira para outra, do carro para o escritório para a frente da televisão”, diz.

A pesquisa foi realizada com 3.846 homens e 9.454 mulheres com mais de 25 anos, que foram separados em grupos de pessoas que assistem a menos de duas horas diariamente, aqueles que veem entre duas e quatro horas de TV e os que passam mais de quatro horas em frente ao televisor. Todo o grupo foi acompanhado por mais de seis anos, e os participantes com histórico prévio de doenças cardiovasculares foram desconsiderados.

Durante o tempo do estudo, 284 pessoas morreram – 125 de câncer e 87 devido a doenças cardíacas. De acordo com Dunstan, a associação entre o tempo passado em frente ao televisor e a quantidade de mortes por doenças cardiovasculares é significativa, mesmo ao se considerar fatores de risco comuns para esses problemas e outras características do estilo de vida dos participantes.

(Hypescience)

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Cientistas acham 3 mil pegadas de dinossauro na China

Arqueólogos chineses disseram ter descoberto mais de 3 mil pegadas de dinossauro, todas apontando para a mesma direção. As marcas, que os cientistas acreditam terem sido deixadas por seis tipos diferentes de dinossauros há mais de 100 milhões de anos [sic], foram encontradas na província de Shandong, no leste do país. Elas variam de 10 cm a 80 cm e pertencem a várias espécies, como o tiranossauro, o hadrossauro e o celurosauro. Segundo a agência de notícias oficial da China, Xinhua, os arqueólogos creem que as pegadas representam uma migração ou uma tentativa em pânico de escapar de predadores.

As marcas foram descobertas em uma vala localizada em uma encosta de rochas de cerca de 2,6 mil metros quadrados. Foram necessários três meses de trabalhos de escavação para chegar até o sítio arqueológico.

Fósseis de dinossauros foram encontrados em cerca de 30 sítios arqueológicos na área de Zhucheng – tanto que a cidade de Zhucheng é também conhecida como "a cidade dos dinossauros".

(BBC Brasil)

Nota: O que teria posto tiranossauros e outros grandes répteis para correr? Que predador terrível seria esse capaz de pôr três mil dinossauros em fuga? E se foi apenas migração, por que esses dinossauros de espécies diferentes estariam juntos e fugindo na lama? (Lembre-se de que para haver fossilização de pegadas é preciso que que o animal pise na lama e que essa pegada seja coberta por mais lama, em seguida.) Mais parece que estavam fugindo de alguma catástrofe hídrica...[MB]

Blog da Gi: Bom dia, boa tarde, boa noite

Bom dia, boa tarde, boa noite são expressões que Aline de catorze anos não usava. Ela tinha um irmão de nove anos que era André e uma irmã de seis anos que era Estela. Aline vendia objetos de biscuit. Um belo dia lá foi ela vender objetos de biscuit:

– Quer comprar um bonequinho de biscuit? É só R$ 5,70, está na promoção.

Só que as pessoas nem paravam pra comprar, só uma ou duas paravam para comprar. Chegou em casa e André disse:

– Chegou! Aline, sobrou? Estela queria um para o quarto dela.

Antes que Aline respondesse Estela disse:

– Aline, quantos objetos de biscuit você vendeu hoje? [Leia mais]

Jovens optam pela castidade; governo, pela baixaria

Fazia tempo que minha esposa e eu não víamos telejornal – e nem TV (existem maneiras melhores de se manter seletivamente atualizado). Na quinta-feira passada, resolvemos assistir ao Jornal Nacional. Num dos intervalos comerciais, ficamos estarrecidos. Um jovem caminhava e ouvia os “conselhos” da camisinha que carregava na mão (depois fiquei sabendo que a voz da camisinha é da Luana Piovani). De repente, o rapaz se vira e avista outro jovem. E o preservativo incentiva: “Olha que gato!” O vídeo termina com os dois se abraçando e uma voz em off dizendo algo como (não me lembro bem): “Não importa se é por amor, paixão ou só sexo mesmo, use camisinha.”

Ainda bem que minhas filhas pequenas estavam distraídas e não fizeram perguntas. Não importa que pensem que sou um pai “fora de época”, nunca vou concordar com o Governo Federal que pensa que as crianças devem ter contato com esse tipo de coisa por meio da TV, em horário nobre. Assim, o governo nos obriga a (1) a introduzir os pequenos precocemente num mundo que ainda não lhes diz respeito, ou (2) a desligar a TV. Claro que vou continuar preferindo a última opção.

Como se não bastasse a apologia ao homossexualismo, vem o governo incentivar a prática do sexo unicamente pelo prazer, como se fosse uma simples brincadeira inconsequente – e ainda chama isso de “sexo seguro”! Depois, o mesmo governo hipócrita se mostra alarmado com o aumento no número de casos de contaminados pelo vírus HIV e com o crescente número de mães solteiras adolescentes (parece que a camisinha não tem se mostrado assim tão eficaz).

Na contramão dessa baixaria institucionalizada (e, infelizmente, paga com meus impostos), alguns jovens estão tendo a coragem de mostrar o que é o verdadeiro sexo seguro. Deu no portal UOL:

“Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade [também, com o próprio governo dizendo “Faça!”...]. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

“O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). ‘Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a esse amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!’, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas ‘máculas’. ‘Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal’, revela.

“Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um ‘estilo de vida’. ‘Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção’, explica. ‘Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama’, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a ‘tiração de sarro’ e o espanto dos amigos. ‘A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente’, diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.

“Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. ‘Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos’, ressalta.

“Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as ‘sisters’ do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em ‘jejum’ há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. ‘O namoro casto potencializa o autoconhecimento’, afirma. ‘Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias’, destaca ele, que não gosta muito do termo ‘abdicar’. ‘Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo.’ (...)”

Por que o governo não destina um pouco da verba gasta com campanhas paliativas para mostrar comportamentos que previnem os males do sexo irresponsável? Por que não enfrenta as poderosas emissoras de TV com seus conteúdos imorais, colocando um pouco de ordem na baixaria? Talvez seja porque é mais fácil oferecer um remédio de látex com a voz da Luana no país do Carnaval do que investir na moralização e na valorização do verdadeiro sexo seguro: o casamento.[MB]

A misericórdia ilusória da crença

Ao promover debates com alunos de ensino fundamental e médio, dei-me conta de que mesmo os alunos cristãos acatam inconscientemente pressupostos que minam sua fé. Frases-conceito, tais como "cada um tem o direito de fazer o que quiser com sua vida", "Eu penso assim porque sou cristão, mas os não cristãos também estão certos por pensar do jeito deles", entre outras, revelam o nível de influência pós-moderna entre jovens cristãos. E é entre eles que as mudanças começam.

Muitos líderes, pios e bem dispostos, raciocinam que se os membros da igreja toda (o que inclui os jovens) se envolverem no evangelismo pessoal, não haverá espaço para dúvidas. Acredito no evangelismo pessoal. Sei de seu potencial para vitalizar a vida cristã. Mas ele não pode responder algumas dúvidas profundas; tais dúvidas não o são no sentido de questionamento em busca de resposta, mas na acepção de incredulidade.

E há muita incredulidade que se mistura no bojo pessoal de crenças, maculando a visão de determinados cristãos, que nem por isso deixam de ser membros ativos da igreja. Pensam ser cristãos, quando, de fato, seus conceitos não variam muito daqueles que a maior parte da população reconheceria como válidos. Sobretudo os mais novos estão despreparados para lidar com a sutil influência pós-moderna, através de filmes, animês, games, livros, revistas, amizades, etc. [Leia mais]

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Sadismo humano parece não ter limites

O frisson domina a plateia. As câmeras disparam. Tudo porque um zoológico em Harbin (China) criou uma atração inusitada e sangrenta: uma vaca viva é oferecida a tigres siberianos vorazes e famintos. De acordo com um visitante, os felinos têm como "entrada" umas galinhas - claro, também vivas. A vaca é "despejada" no abatedouro (ou seria coliseu chinês?) por um caminhão. Depois é só esperar o curso óbvio da "seleção natural". Pelas galinhas, os turistas pagam cerca de 10 reais (por cada uma devorada). A vaca custa ao grupo, protegido em ônibus, 350 reais.

(Page Not Found)

Nota: Parece que a vocação humana para o sadismo não tem limites. Como se não bastasse alimentar a indústria da matança animal com sua dieta cárnea (você já assistiu ao documentário "A Carne é Fraca"?), o ser humano (alguns, pelo menos) tem prazer e paga para ver o sofrimento trazido à natureza em decorrência do pecado. Que venha logo o dia em que o leão será vegetariano como o cordeiro - e como todos os seres humanos![MB]

Cientistas descobrem linguagem avançada em roedor

Um pequeno roedor pode ter a linguagem mais sofisticada do mundo animal. A afirmação é do acadêmico Con Slobodchikoff, que trabalha nos Estados Unidos e vem estudando há muito tempo o repertório vocal do chamado cão-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni). Com um único latido, diz o cientista, um animal pode alertar sobre o tipo e direção de um predador oculto e até descrever a cor. Se a descoberta for confirmada, isso significa que esses roedores comunicam-se de uma maneira mais complexa até do que macacos e golfinhos. Slobodchikoff dá detalhes das experiências que fez para revelar a estrutura oculta da linguagem do animal em um documentário exibido pela BBC. O cão-da-pradaria-de-cauda-curta pertence à família dos esquilos e vive no norte dos Estados de Arizona, Novo México e sul do Colorado.

No passado, havia uma população de bilhões mas são considerados por fazendeiros como uma praga e seu número diminuiu acentuadamente. Mas os animais ainda existentes vivem em colônias de centenas de indivíduos e cavam uma complexa rede de tocas subterrâneas.

Quando um predador se aproxima, os pequenos roedores emitem uma série de ruídos. Durante 30 anos, Slobodchikoff e seus colegas gravaram esses sons. Para analisá-los, os cientistas realizaram várias experiências, apresentando modelos diferentes de predadores e gravando a resposta diante de coiotes, falcões e texugos.

Os pesquisadores descobriram que os cães-da-pradaria enfrentam tantos predadores que desenvolveram "palavras" diferentes para qualificá-los. Essas palavras são latidos e sons que contêm números diferentes de vocalizações rítmicas e modulações de frequência.

Os cães-da-pradaria têm qualidades tonais diferentes, assim como vozes humanas, mas diferentes roedores usam as mesmas palavras para descrever os mesmos predadores, permitindo que o alarme seja entendido pelo resto da colônia. Um único latido, por exemplo, pode dizer "coiote algo, magro ao longe, movendo-se rapidamente em direção à colônia".

Outros cientistas contestaram essa ideia pois significaria que, apenas com um latido breve, os cães-da-pradaria transmitem informações sobre tamanho, cor, direção e velocidade do deslocamento de um predador. A equipe de Slobodchikoff acredita que os cães-da-pradaria incluem essa informação ao variar a modulação do chamado e a harmonia do latido.

Ao fazer isso, eles podem incluir uma vasta quandidade de informações em um som muito breve. "Cães-da-pradaria têm a linguagem natural mais complexa decodificada até agora. Eles têm palavras para diferentes predadores, eles têm palavras para descrever as características individuais de predadores diferentes, por isso é uma língua muito complexa, que tem muitos elementos", dissse Slobodchikoff.

No documentário, os cientistas registraram o primeiro chamado dos cães-da-pradaria "para alertar sobre texugos". É sutil, mas sempre diferente de todas as outras chamadas. Quando o alarme é reproduzido para uma colônia de roedores, eles reagem de forma diferente em relação a quando o aviso é sobre coiotes.

Coiotes caçam de surpresa, então os roedores respondem fugindo instantaneamente. Texugos tentam cavar tocas e, quando os cães-da-pradaria são avisados sobre um texugo, ficam vigilantes.

Slobodchikoff acredita que os cães-da-pradaria podem ter evoluído esta linguagem complexa porque vivem em uma sociedade complexa alojada em um sistema de tocas complexo. [Tudo complexo, menos a explicação para a complexidade, como sempre.]

Eles vivem em "cidades" bem organizadas com centenas de indivíduos e também têm que competir com posseiros, como coelhos, cobras, tarântulas, corujas, texugos e raposas que, muitas vezes, entram em suas tocas. [A pergunta é: Se esses e outros animais dependem de complexos intintos e organização social para sobreviver, como essa estrutura se desenvolveu aos poucos, já que eles sempre precisaram dela?]

(Terra)

Leia também sobre as aranhas vegetarianas: outra amostra de como deveria ser a relação dos animais antes da Queda.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Em editorial, Jovem Pan critica "devassidão" em novelas

A rádio Jovem Pan colocou no ar um editorial contra as novelas do "horário nobre" da televisão brasileira. O texto da emissora diz que há "desvios escabrosos no mundo moderno", em meio a liberdade de expressão. "Enquanto na Venezuela se lacram canais de TV, aqui a disputa de audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira", diz o editorial. Segundo informou a coluna "Outro Canal", da Folha de S.Paulo, o texto da rádio não cita nomes de tramas, mas dá exemplos para argumentar que a "devassidão está escancarada". "A fidelidade morreu. Em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza", cita um dos trechos do editorial.

A novela "Viver a Vida" mostra a infidelidade de Gustavo (Marcelo Airodi) e da esposa Betina (Letícia Spiler). A trama também exibe cenas em que o casal de namorados Miguel (Mateus Solano) e Renata (Bárbara Paz) tomam café com a família após dormirem juntos.

Para a Central Globo de Comunicação (CGC), a novela "é uma obra de ficção, que não tem compromisso com a verdade". Segundo a emissora, ao "recriar livremente situações, problemas e dilemas, de nosso dia a dia, a teledramaturgia busca apenas tecer o pano de fundo para histórias que, na verdade, discutem os sentimentos humanos (...) Essa é a sua função social: entreter, permitindo que nos identifiquemos com tramas, personagens etc...estimulando assim a reflexão sobre nossos valores, crenças, atitudes e comportamentos".

A Globo ainda diz ter a "convicção de que a abordagem de temas de interesse social nas novelas contribui com a mobilização da sociedade", servindo como pauta de discussão e temas à imprensa.

(AdNews)

Nota: Você se convenceu com a desculpa esfarrapada da Globo? Nem eu...

"Quase nada é bizarro para nós, o que torna mais e mais difícil às hostes de progranas de auditório [e novelas, filmes, etc.] conseguirem bons índices de audiência chocando seus telespectadores. Considere o problema educacional de uma criança nos dias de hoje", escreveu James Sire em seu livro O Universo ao Lado (São Paulo: United Press, 2004), p. 28. Por isso, por amor a seus filhos, tire-os da frente da televisão e vão brincar juntos. [MB]

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Estudante neozelandesa leiloa virgindade na internet

Uma estudante neozelandesa que colocou a virgindade em leilão na internet para pagar os estudos anunciou nesta quarta-feira que aceitou uma oferta de 45.000 dólares neozelandeses (US$ 32.000) para dormir com um desconhecido. A estudante, de 19 anos, que ofereceu a virgindade à melhor oferta em um leilão no site ineed.co.nz, disse ter recebido mais de 1.200 propostas. "Aceitei uma oferta de mais de 45.000 dólares, que é muito mais do que sonhei", afirma a estudante em seu site. "Obrigado às mais de 30.000 pessoas que viram meu anúncio e às mais de 1.200 ofertas feitas."

A jovem, que se identifica como "Unigirl", se descreveu como atraente, em forma e saudável, e destacou que nunca teve uma relação sexual. A estudante não aceitou os pedidos de entrevista da imprensa, mas o responsável pelo site, Ross MacKenzie, declarou ao jornal Waikato Times que foi autorizado a confirmar a transação.

(UOL)

Leia também: "Ex-Big Brother italiana põe virgindade à venda"

Abstinência sexual funciona

Um novo estudo afirma que um programa de educação sexual que proponha apenas a abstinência é a forma mais eficiente de retardar o sexo entre jovens. A pesquisa mostrou que os estudantes que ouviram seminários enfocando só a abstinência demoraram dois anos para fazer sexo. No caso de estudantes que ouviram palestras ensinando métodos contraceptivos, 40% fizeram sexo dentro de dois anos. Nos Estados Unidos, onde foi realizada a pesquisa, os dados mudam a forma de se pensar educação sexual. Seria a primeira evidência de que um programa focando apenas na abstinência funcionaria. Os cientistas afirmam que a intenção do estudo não é provar a eficiência da abstinência. Para eles, a abstinência não é eficiente a longo prazo. Uma ONG dedicada a combater a gravidez na adolescência concorda com os cientistas. Outros grupos afirmam que a pesquisa é uma mostra do que se poderia fazer com mais recursos para programas de abstinência sexual.

(Opinião e Notícia)

Nota: Seria bom o governo brasileiro atentar para essa pesquisa. Outro aspecto que os defensores da camisinha como sinônimo de sexo seguro deveriam levar em conta são as "marcas emocionais" do sexo sem compromisso. Já está provado que esse comportamento dito liberal gera depressão e baixa autoestima, entre outros males.[MB]

Hitler e Darwin

Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra, relata no livro Até o Fim (Ediouro) suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Toda a informação que podia obter da guerra era cuidadosamente fornecida pelo próprio Hitler e seus imediatos, que faziam questão de transmitir a maior tranquilidade e segurança. Tendo vivido nesse período cercada de conforto e amenidades, Traudl conta que, ao fim da guerra, enfrentou imensa dificuldade para acreditar que Hitler, uma pessoa extremamente cortês e paternal, pudesse ter cometido tamanhas atrocidades. Passou anos do pós-guerra procurando entender como é que havia sido “tão ingênua e alienada durante o período em que esteve tão próxima do centro das decisões”, segundo o texto da contracapa do livro.

Foi com muita dificuldade que chegou à conclusão de que havia sido mesmo contaminada pelo incrível poder de sedução do grande líder. Aliás, essa foi uma de suas motivações para escrever o livro a partir de seus diários. Ela queria alertar para o fato de que o poder sedutor de líderes fanáticos jamais pode ser subestimado.

Uma de minhas filhas leu todo o livro e recitou alguns trechos em voz alta para mim. Achei o livro muito interessante. O que mais me impressionou foi este trecho, que descreve um dos momentos corriqueiros passados por Traudl com Hitler (e Eva Braun) na “Toca do Lobo”, quando o ditador confessa sua filosofia de vida e seu relacionamento para com a religião:

“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Fica claro aqui que o conceito de luta das espécies e da sobrevivência do mais apto foi aquilo que lhe permitia matar sem problemas de consciência (aliás, existe consciência sob a ótica darwinista?). É o mesmo pensamento evolucionista que também leva à ação aqueles que estão por aí, não tão famosos quanto Hitler, mas, como ele, desejando ser mais fortes, subjugar ou destruir os mais fracos e levar vantagem em tudo, sem qualquer pudor ou dor de consciência. Eles estão no meio político, no transito, na vida do crime, na economia e até nas empresas. Não existe esperança para um mundo que, no fundo, está sendo dominado por esse tipo de ideia. Mais cedo ou mais tarde, se nada diferente acontecer, ele se autodestruirá!

No conceito evolucionista a ética é vencer. Roubar pode, desde que você não seja pego. Quem rouba sem ser descoberto é vitorioso. Mas se você é descoberto, foi bobo e perdeu. É a sobrevivência do mais apto, nem que seja para roubar. E matar? É lógico que isso também não é errado. Aliás, dentro do conceito evolucionista, não existem absolutos, nem certo nem errado. Existe, sim, o forte e o fraco. Quem pode mais, chora menos. Juízo, julgamento superior, como ensina a Bíblia, não existe. Então, vão prestar contas para quem? Tire a Deus da vida e tudo vira certo, desde que seja “para o meu lado”. E como o evolucionista não crê em Deus... É tudo puro incensário ao egoísmo! Vamos esperar para ver quem estava certo...

Em um curso de que participei, uma professora evolucionista chegou ao cúmulo de afirmar que o incesto só seria errado nas sociedades que assim o convencionaram, como, por exemplo, a nossa (ufa!). Mas, dentro do conceito evolucionista (amplamente aceito em nossa sociedade), a pedofilia não seria uma atitude errada, desde que seja algo bom para você, e se você não for descoberto. Como explicar para um evolucionista o erro da pedofilia? Morte, acompanhada de violência sexual (necrofilia), também pode (lembra-se do Maníaco do Parque?). É simplesmente a lei do mais forte. É assim que funciona a natureza. Era assim a mente de Hitler.

Se um rapaz evolucionista se casa com uma linda garota, mas depois se depara com uma “espécime” mais apta, ou seja, que lhe chame mais a atenção, tchau... Esse mesmo pensamento de Hitler é o que está por trás das invasões das propriedades alheias, que vemos em nosso país. Nesse caso, claro que as invasões são realizadas a despeito das leis do país, mas... (é o evolucionismo mostrando as garras).

Preciso reconhecer que Hitler e Darwin não estavam completamente errados. Existe mesmo hoje uma tremenda competição na natureza, com a sobrevivência do mais apto. Só faltou para eles a análise da hipótese de que, como diz a Bíblia, as coisas não foram sempre assim, e, segundo eu também creio, não o serão. (Se você não acredita, vamos ter que esperar para ver.) Eles não analisaram a possibilidade de que, segundo a Bíblia, Deus tenha criado um universo perfeito, e que o seu perfeito amor estaria baseado na liberdade de escolha (livre arbítrio). Eles também não sabiam que onde existe livre-arbítrio, existe a possibilidade de se divergir e de trair. De acordo com a Bíblia, Deus nunca criou autômatos, mas seres livres, pensantes.

Lá está escrito que um desses seres livres resolveu se rebelar. Deus é bom, mas não é leniente. Sendo então expulso do Centro de Comando do Universo, Lúcifer veio à Terra recém-criada e, extremamente sedutor, como seu filho Hitler e todo fanático totalitário, transmitiu sua rebelião aos primeiros seres humanos, que a aceitaram de bom grado, afastando-se do Criador.

Como aquilo que aconteceu entre Traudl e Hitler, nem imaginavam o que estava por trás daquela fala tão mansa. E quando se afastaram de Deus e se apegaram ao rebelde, desligaram-se da fonte da vida. De acordo com a Bíblia, todo o mundo natural sofre por causa disso. As pessoas morrem, as coisas envelhecem, apodrecem, se estragam, as flores murcham, etc. É por isso que existem “Hitlers” e guerras até hoje.

Deus poderia ter destruído todos os rebeldes, inclusive o chefe deles, e acabar com todas as consequências ruins e tristes que a gente vê por aí. Mas aqueles que não haviam participado da rebelião, então, teriam no relacionamento o medo como um árbitro. Seria a violência como forma de pressão para a manutenção do “amor” (tem muita gente tentando manter um relacionamento nessa [paupérrima] base).

Mas Deus sabe que a violência sempre gera rebelião. Ainda que, por falta de condições, não se realize, está lá, dormente, pronta a explodir ao menor descuido. E Deus não queria um amor obrigado. Imagino que deve ter havido desequilíbrio ou perda de energia tal que ocasionou a desorganização e a morte. Para acabar com tudo isso, Ele, o Criador, resolveu assumir essa perda – morrendo! E quem, mesmo ainda hoje, acredita nisso, e utiliza seu livre-arbítrio para escolher se conectar a Ele através da mente, pode receber de volta essa energia. De acordo com o que se sabe, isso ocorre não apenas no nível emocional e espiritual, mas físico também.

Um dia eu também não acreditava. Minha vida era tão ruim que não podia piorar. E eu resolvi experimentar. Uma das bases do método científico não é justamente a experimentação? Então, por que não experimentar orar, ler a Bíblia? Quero desafiar você a justificar sua mente científica, e fazer uma experiência. Não precisa contar para ninguém. Se não acontecer nada, o que você perdeu? Mas se tudo isso for verdade... Sem experimentar, nunca se vai saber o gosto! Hitler não quis.

(Marcos Bomfim é pastor, terapeuta familiar, apresentador do programa “Novo Tempo em Família” da Rede Novo Tempo de Rádio e colunista do site www.outraleitura.com.br)

terça-feira, fevereiro 02, 2010

40% dos casos de câncer poderiam ser evitados

Quarenta por cento das 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a doença protegendo-se contra infecções e mudando o estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira. Um relatório da União Internacional contra o Câncer (UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que nove infecções podem levar ao câncer e pediram que as autoridades de saúde salientem em seus países a importância das vacinas e da mudança no estilo de vida para combater a doença. "Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do mundo, haveria uma comemoração enorme com razão", disse o presidente da UICC em uma entrevista por telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que não o estamos usando." [Leia mais]

Projeto Atlanta: chão de pedras

O pastor distrital de Colon ficou maravilhado com as minhas histórias. Pediu para que eu ficasse mais dias. Meu prazer seria descansar um bom tempo por ali, até esquecer todas as sequelas da viagem pela Colômbia. Mas tenho um alvo e para alcançá-lo não posso deixar de avançar um pouco a cada dia. Sim, meu destino fica bem para frente desta cidade. Ele se localiza no Estado da Geórgia nos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Atlanta. Ali pretendo rodar com minha “gorducha” (bike) no dia 18 de junho deste ano. A previsão é percorrer 13.850 km. Até agora, deixei 4.500 km para trás. Ainda falta muito, mas estou confiante de que irei superar todos os desafios que surgirem no roteiro estabelecido até lá, porque acredito que tenho um Deus vivo adiante de mim. Sua espada será minha proteção. Seu escudo está me guardando do mal. Seu capacete está rebatendo dardos inflamados dos meus inimigos invisíveis. Ele é a minha sombra à minha direita. De dia não me molestará o Sol e nem de noite a Lua. Ele guardará a minha entrada e a minha saída, desde agora e para todo sempre.

Por isso recusei o carinhoso convite do pastor de Colon e no domingo cedo sai na direção da capital do Panamá. Viajando pela rodovia Interamericana, que alcancei após chegar a Colon, que inclusive dispõe de acostamento. Depois de percorrer 90 km, chego à Cidade do Panamá, capital do principal país da América Central.

A moeda mais usada é o dólar americano e a nacional é o Balboa. A economia gira em torno do comércio na região do Canal. É grande a imigração de pessoas de outros países de Centro América atraídas pela moeda mais forte. Encontrei vários brasileiros trabalhando por aqui. Também venezuelanos, costarriquenhos e muitos colombianos.

Passei o domingo em um hotel no centro da capital. Na segunda-feira, fui até a sede da Associação Adventista Central Panamenha. Depois das apresentações e das cartas, deixei a sede administrativa sem nenhuma programação agendada. Por isso, desisti de passar mais dias na capital panamenha. Ainda na segunda, debaixo de um temporal, segui para a cidade de Capira, na qual cheguei por volta das 23h30, ainda debaixo de chuva.

Sem qualquer contato com membros da igreja nessa cidade, procurei uma sede do Corpo de Bombeiros para dormir, uma vez que não encontrei hotel ou pousada na cidade. Eles me informaram de que realmente Capira não tem hotéis ou pousadas e que também não havia onde eu dormir no quartel por falta de cama disponível.

Por isso, não tendo onde dormir nessa cidade, saí em busca de um cantinho onde virar a noite. Após pedalar alguns quilômetros, deparei-me na estrada com um posto de combustível abandonado e nele achei um abrigo coberto, onde me deitei sobre um chão de pedras. Sem lençol. Sem água. Sem banho. Sem comida. Mas, que privilégio, vigiado por anjos celestiais. Aliás, aproveitei a noite longa para um diálogo franco com as hostes divinas, porque falo com elas como quem conversa com um amigo.

Não tive como reclamar por passar a noite sobre um “chão de pedras”, pois lembrei que o Rei dos reis e Senhor dos senhores também passou noites em uma manjedoura junto a mudos animais, sendo Ele a majestade de todo o Universo. Portanto, quem sou eu para ter direito a algo melhor. Se Deus permitiu, faça-se a Sua vontade.

Eu sou George Silva, o Atleta da Fé. Sigo para Atlanta na companhia de Deus. Ele está aqui. Venha comigo!

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

Revista da Unesp publica carta do coordenador do NBDI

No ano Darwin 200, nem os antidarwinistas imaginavam: a Unesp Ciência abordou o status epistêmico da teoria da evolução de Darwin e apresentou visões antípodas e extremas da evolução. O título e o subtítulo induziram o leitor ao detalhamento do grau de dificuldade que a complexidade encontra­da nas ciências do DNA trouxe para a corroboração da teoria da evolução de Darwin num contexto de justificação teórica. As evidências contrárias foram quase “invisíveis” ao longo do texto. Serviram tão somente de “gancho” para desvelar as evidências a favor do fato da evolução.

O editorial celebrou a teoria de Darwin (omitiram Wallace) como “revolucionária” quando há precursores. A afirmação de Dobzhansky — “nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução” — não veio acompanhada da “confissão de fé” dobzhanskyana feita naquele artigo: ele era teísta evolucionista.

A obra de Darwin teve repercussão com rejeição. Os anos de 1859 a 1882 foram de controvérsia. A teoria entrou em eclipse em 1909. Hoje, o ensino da evolução é versão expandida e melhorada do pensamento darwiniano, mas é teoria morta desde 1980. O espectro de Lamarck ronda Darwin, mas a mudança conceitual mais importante não é o ambiente agindo no processo evolutivo: é a origem da informação complexa especificada e da complexidade irredutível de sistemas bióticos.

A falta de explicações dos saltos evolutivos é objeção fatal à teoria de Darwin e fortalece a teoria do Design Inteligente. A revista está de parabéns pela abordagem, mas faltou “ouvir o outro lado”...

Enézio E. de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI)

(Unesp Ciência)