terça-feira, abril 06, 2010

Laboratório chefiado por cientista criacionista é destaque

Pesquisadores do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQ-Unicamp) conquistaram um feito importante para a química brasileira. Além de ter três artigos publicados em uma mesma edição da revista inglesa Analyst, da Royal Society of Chemistry, um dos trabalhos do grupo, sobre a análise forense de tintas e impressões digitais por espectrometria de massas, ganhou a capa da edição de abril da publicação. "Enviamos três trabalhos e todos foram aceitos, o que representa uma honra imensa para toda a equipe", disse o coordenador do laboratório, o professor Marcos Nogueira Eberlin, à Agência Fapesp. Os trabalhos publicados pela edição de número 135 da revista foram sobre a caracterização instantânea de óleos vegetais, o desenvolvimento de polímeros de impressão molecular e a análise de impressões digitais e de idade de tintas para fins forenses. Esse último foi tema de reportagem da Agência Fapesp em janeiro.

As três pesquisas utilizam a técnica Easy Ambient Sonicspray Ionization Mass Spectometry (EASI-MS), desenvolvida pelo grupo de Eberlin no âmbito do Projeto Temático "Desenvolvimento e estudo de materiais funcionais e estruturais dentro da perspectiva da complexidade", apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

"Um dos maiores avanços obtidos com essa técnica foi a análise instantânea das amostras", disse Eberlin, ressaltando a agilidade com que a EASI-MS consegue identificar e caracterizar tipos diferentes de óleos.

Segundo o pesquisador, um processo de análise convencional de óleos exige de quatro a cinco etapas de laboratório, enquanto que a EASI utiliza algumas gotas do produto e apresenta os resultados em questão de segundos.

O novo método é capaz de identificar óleos a partir do perfil de ácidos graxos que funcionam como assinatura química. A EASI ainda é capaz de identificar se um óleo está oxidado e o grau dessa oxidação.

O artigo sobre análise de óleos vegetais publicado na Analyst contou com a participação de Daniel Barrera-Arellano, coordenador científico do Laboratório de Óleos e Gorduras da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. "O professor Arellano nos procurou para essa parceria, pois ficou muito interessado na praticidade e na agilidade da EASI", contou Eberlin.

(Leia mais sobre essa importante conquista no Jornal da Ciência, da SBPC, cuja revista Ciência Hoje já chamou os criacionistas de "dogmáticos" e "esquizofrênicos". Detalhe: o Dr. Marcos Eberlin é criacionista.)

Leite materno foi projetado para salvar vidas

Segundo estudo publicado pela revista Pediatrics, se 90% das mães norte-americanas alimentassem seus bebês apenas com leite materno nos primeiros seis meses de vida, mais de 900 mortes infantis poderiam ser evitadas anualmente. Além disso, o país economizaria cerca de US$ 13 bilhões. A amamentação durante o período de seis meses pode ajudar a prevenir algumas doenças. Dentre elas, infecções, asma, diabetes e até mesmo leucemia infantil. “O sistema de saúde tem que estar ciente de que amamentar faz uma profunda diferença”, disse a médica Ruth Lawrence. Os autores do relatório concluíram que a maioria das despesas adicionais gastas pelos EUA se devem às mortes prematuras. De acordo com estimativas, cerca de 43% das mães norte-americanas amamentam seus filhos por seis meses, mas apenas 12% seguem as diretrizes que o governo recomenda, de que os bebês sejam alimentados apenas por leite materno durante seis meses.

(Opinião e Notícia)

Leia também: "Um coquetel chamado colostro" e "Alimento perfeito"

Terremoto de 7,8 graus atinge Indonésia

Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha indonésia de Sumatra, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos nesta terça-feira. Um alerta de tsunami local foi emitido para a Indonésia, segundo o Centro de Alertas para Tsunamis no Pacífico. "Não existe o risco de um tsunami destruidor e abrangente, baseado em dados históricos de terremoto e tsunami", informou o centro. Mas acrescentou que "há a possibilidade de um tsunami local que pode afetar os litorais" de regiões a 100 quilômetros do epicentro do sismo. Foram registrados ao menos três tremores secundários na Indonésia, causando pânico e cortes no fornecimento de energia em algumas áreas da província de Aceh, em Sumatra, informaram a agência de meteorologia e uma testemunha da Reuters. O tremor teve epicentro a 204 quilômetros oeste-noroeste de Sibolga, na Indonésia, e profundidade de 46 quilômetros, disse o Serviço, que havia informado inicialmente magnitude de 7,6. Em dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9,1 atingiu a costa da província de Aceh, em Sumatra, causando um tsunami no Oceano Índico que matou cerca de 226 mil pessoas na Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e em outros nove países.

(Terra)

segunda-feira, abril 05, 2010

Existe desígnio nas coisas criadas

“Só tu és Senhor; Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e Tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus Te adora” (Neemias 9:6).

A atividade docente é algo que me fascinou desde a meninice. Desde muito cedo, segundo minha mãe, eu dava indícios de que seguiria a carreira de professor, profissão que exerço com muito entusiasmo e dedicação, ao lado das atividades de pesquisa na instituição em que trabalho.

É incrível como que, seja após algum tempo de convivência com uma nova turma, ou mesmo após a leitura de vários trabalhos de um mesmo autor, se adquire prática em reconhecer o perfil característico de cada um, no tocante ao seu estilo particular de escrita. Isso acontece porque, dentre outros fatores, tudo aquilo que é fruto do intelecto carrega em si algum tipo de informação que é peculiar ou característica de quem o produziu. Esse tipo de informação característica é o que possibilita a um arqueólogo associar um fragmento de cerâmica, encontrado numa de suas escavações, a uma determinada civilização; permite ainda que o professor seja rigoroso com determinado aluno por este apresentar uma produção textual como sendo de sua própria autoria, mas que na verdade foi toda copiada de outra fonte (o que se conhece como plágio).

Se a natureza e o universo resultam de um intelecto como o poder e a mente criativa de Deus, espera-se encontrar no estudo das coisas que foram criadas informações peculiares e características dEle, conforme nos atesta o texto de Romanos 1:20.

No artigo “Disturbing implications of a cosmological constant”¹ (Implicações transtornantes de uma constante cosmológica), publicado na revista Journal of High Energy Physics, físicos (ateus!) da Universidade de Stanford e do MIT afirmam: “Um agente desconhecido interveio na história cósmica evolutiva [sic] por suas próprias razões.” Após analisarem cuidadosamente alguns fatos advindos da cosmologia, os cientistas chegaram à afirmação acima. Embora eles não façam nenhuma referência a Deus ou à criação, no referido artigo, é evidente que perceberam claramente que o universo é fruto de uma mente inteligente e encontraram informações características de um “agente desconhecido”, o qual, no Criacionismo Bíblico, trata-se do Deus Criador!

Para os interessados em se aprofundar nessas questões, no acervo da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) há um excelente artigo publicado na Folha Criacionista número 39, de autoria de Russel Arndts: “O Princípio Antrópico e o planejamento do universo.” Nesse artigo, o autor argumenta que o Princípio Antrópico,² evocado com frequência pelos evolucionistas mediante as incontestáveis evidências de propósito advindas do estudo do universo, é uma maneira filosófica de se rejeitar as características que apontam para a existência do Deus Criador. Esse artigo pode ser adquirido acessando-se o site da SCB (www.scb.org.br), ou, ainda, solicitando-o por meio do e-mail institucional (scb@scb.org.br).

(Tarcísio Vieira, biólogo e mestre em Química pela UNB)

1. Artigo disponível em: http://arxiv.org/abs/hep-th/0208013 (acesso em 07/03/2010).

2. Em Física e Cosmologia, o Princípio Antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único universo que podemos ver é o universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo. O Princípio Antrópico se divide em princípio antrópico forte e princípio antrópico fraco. O princípio antrópico forte afirma, em geral, que o universo se comportou de forma a se adaptar ao ser humano. O fraco diz que o universo se comportou de forma a surgir o homem, sem esse pleito pré-definido. Publicado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_antr%C3%B3pico. Página acessada em 05/04/2010.

Projeto Atlanta: água viva

“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aquele que beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede. Quem crê em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva.”

Depois que saciei a sede com os quatro cocos encontrados sob as frondosas árvores daquele bosque onde me refugiei do calor (clique aqui para ler esse relato), passei a meditar sobre as palavras de Jesus ditas na frase acima. E, então, fiz a pergunta: Será que do meu interior estão fluindo fontes de águas capazes de saciar a sede do meu semelhante?

Equipei a “gorducha” (bike). Vesti minha camisa. Guardei o canivete que usei para abrir os cocos. Tomei o tênis do iguana que não saia de perto dele. Coloquei as luvas e o capacete e, deixando aquele saudável e aconchegante “éden” do Oceano Pacífico, voltei à rodovia e imprimi um ritmo forte na intenção de chegar a San Isidro antes do pôr do sol. O pastor adventista local me disse que se eu chegasse até as 17h, ele poderia me atender e conseguir que eu pudesse testemunhar em uma de suas igrejas.

Após deixar o bosque, vejo uma placa dizendo que estou em uma praia de nome Dominical. Avanço alguns quilômetros e encontro uma ponte larga. Nela, viro à direita onde há uma sinalização informando que faltam 33 km para San Isidro. Entro por esse caminho e me deparo com uma vegetação de selva fechada e uma estrada estreita e sem qualquer acostamento. Descubro também que San Isidro fica no alto de uma serra. À medida que subo, aparecem fontes de águas e cachoeiras onde paro para um refrescante banho doce. Também contemplo uma cena que só vi antes nas selvas da Amazônia: um bando de magníficas araras passa sobre minha cabeça.

Estou pedalando a “gorducha” por mais de 80 km e não parei em lugar algum para comprar comida. Por providência divina, na beira da estrada, acho um mamão maduro e algumas goiabas e os transformo em um delicioso almoço.

Subi 25 km dos 33 que, segundo a placa, faltam para meu alvo hoje: San Isidro. Estou quase no topo e minhas pernas sentem um pouco de cansaço. Tenho alguns ferimentos nos pés, no braço direito e na coxa direita que ainda doem desde a Colômbia.

Falta-me energia porque minha alimentação foi muito pobre em carboidratos e proteína. Consegui apenas muita água e algumas frutas. Mas prossigo porque estou acostumado a me cansar até a beira da morte e ressurgir. Quando estou quase desmaiando de cansaço, restauro-me pela força e garra vindas dos Céus. Meu poder provém de Deus. Meu alimento maior, usado até agora nesta jornada, é espiritual. Veja o que o Senhor dos Exércitos diz para mim: “Não te mandei Eu? Esforça-te, e tem bom ânimo. Não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares.” Os jovens se cansam e se fatigam e os moços tropeçam e caem. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Correrão e não se cansarão. Caminharão e não se fatigarão.

Saciado por esse gole da “fonte da água da vida”, chego ao topo da serra depois de pedalar 98 km desde Palmar Norte. Faltam apenas 8 km para San Isidro e começo uma forte descida. Acho que poderei chegar as 17h e ter o encontro na igreja. Mas enfrento chuvas fortes e muitas curvas perigosas. No entanto, pedalando com todas as reservas de energia que tenho, consigo chegar ao centro de San Isidro às 17h10.

Ligo para o pastor e não consigo resposta. Insisto várias vezes, porém, em vão. Todavia, o desejo de fazer a obra missionária é muito grande, porque não sou um simples atleta em uma viagem esportiva.

Começo a perguntar aos moradores onde se localiza a igreja adventista. Uns taxistas me informam que a mais próxima fica em um morro, o mais alto da cidade.

Então, cansado, exaustíssimo, subo mais esse obstáculo, fazendo a “gorducha” ranger de dor. Lá no alto tenho outra surpresa: para chegar à nave da igreja, faz-se necessário subir uma enorme escadaria.

Por um milagre, descubro que é exatamente esta igreja que o pastor havia separado para que eu pudesse dar meu testemunho. Meu esforço não foi em vão.
Consigo alcançar o último degrau e tinho acesso às dependências da igreja por volta das 06h30. Um jovem colportor (vendedor de literatura religiosa) me recebe e consegue uma toalha e sabonete para que eu possa tomar um banho.

Às 07h30 entro no templo. Um punhado de pessoas está ali para me ouvir. Hoje é quarta-feira.

Quando inicio a mensagem, todo cansaço, desespero, angústia e dores somem. Então prego, testemunho e falo do poder de Deus revelado em minha existência. Uma das pessoas veio a mim e disse: “Eu estava agoniada, depressiva, desesperada. Perdi um ente muito querido. Mas suas palavras trouxeram conforto e paz. Eu não vinha ao culto hoje. Mas foi maravilhoso estar aqui e renovar minha fé, esperança e confiança nesse Deus a quem servimos.”

No dia seguinte, monto na “gorducha” em direção a San José, capital da Costa Rica, na certeza de que, por obra do amorável Espírito Santo, de mim fluiu “água da vida” para aquela ovelha sedenta de um encontro com o Deus vivo. Vou avante, saltitante de alegria, para conquistar o restante do território da Costa Rica e estar mais perto de Atlanta, meu alvo longínquo.

Percebeu que Deus está aqui? Então venha comigo, pois juntos chegaremos ao Céu.
Que seja breve nossa despedida...

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Férias para a família

Todo fim de ano é a mesma coisa. Milhões de pessoas pegam as estradas congestionadas ou embarcam em voos lotados para se encontrar com a família. É o momento tão esperado por muitos, quando as férias são usadas para fazer uma pausa, matar a saudade, receber abraços e dar presentes. Mas você sabia que as férias não precisam ser anuais? Que existe um tipo de “férias” semanal?

O mundo carece dessa pausa como o trabalhador fatigado precisa de descanso. Devido ao corre-corre destes dias agitados, os relacionamentos vão se deteriorando. Os laços sociais se tornam mais frágeis. Falta tempo. Falta diálogo. Falta relacionamento real com sabor de humanidade.

No Salmo 46:10, Deus nos dá um conselho em forma de ordem: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (ARA). As pessoas estão perdendo a capacidade de se aquietar. Têm dificuldade de pisar no freio e se conceder férias. Uma pausa para o bate-papo despreocupado, esquecido do girar incessante dos ponteiros do relógio. Um tempo para o aconchego, para passear de mãos dadas, contando estrelas e observando as flores. Mas que “férias” são essas?

Uma conhecida revista semanal brasileira publicou recentemente: “Dependendo do momento que você está atravessando nas suas relações com pais, filhos e cônjuges, você irá gostar mais ou menos dessa ideia, mas a medicina já se rendeu completamente a ela: sua família está no centro da sua saúde e tem função determinante em seu bem-estar físico e mental a longo prazo. … Uma das mais sólidas descobertas é que as crianças que cresceram em um ambiente de acolhimento e segurança emocional em geral são providas de maior senso de integração social e mais capazes de regular o próprio comportamento para manter a saúde do corpo e da mente independentemente do apoio de outras pessoas.”

O apóstolo Paulo, ao narrar o momento de tranquilidade que viveu com seus amigos, revela que “férias” semanais são essas: “No sábado saímos da cidade [de Filipos, onde não havia igreja] e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali” (Atos 16:13).

Este é o tipo de pausa de que as pessoas carecem: reservar o sétimo dia para sair da cidade, ir para a beira de um rio (ou outro lugar tranquilo qualquer), orar, sentar-se e conversar. Um dia de esperança para os relacionamentos desgastados, para as famílias desunidas, para os casais que apenas dividem o mesmo teto. Um dia para buscar a união com o Deus que nos une aos semelhantes. Não é preciso dirigir nem tomar um avião para desfrutar essas “férias”. O sábado vem a nós a cada semana. É um presente temporal que Deus nos oferece para fortalecer os relacionamentos e dar sentido à vida.

No ambiente familiar, é preciso evitar que os mal-entendidos se cristalizem, gerem mágoas e afastem as pessoas. E nada melhor do que uma pausa semanal para aliviar essa carga, numa verdadeira oportunidade de recomeço, de reaproximação. Com o pôr do sol da sexta-feira e o começo de cada novo sábado (cf. Marcos 1:32 e Levítico 23:32), devem ficar para trás também o rancor, o ressentimento e os pequenos atritos que se acumulam e podem amargar a vida.

O sábado é o passo atrás para o salto adiante numa existência plena de significado e realização. É o dia semanal de férias para a família. Desfrute-o!

(Michelson Borges, www.esperanca.com.br)

Nota: Tive o privilégio e o prazer de escrever esse texto para a revista missionária Um Dia de Esperança, a qual será distribuída no dia do Impacto Esperança, no mês que vem (serão 19 milhões de revistas somente no Brasil).

domingo, abril 04, 2010

Ideologia não pode se sobrepor à ciência

O artigo "Fé não pode se sobrepor à ciência", de Sandro José de Souza [publicado junto com meu artigo], sobre a pesquisa Datafolha sobre a criação e evolução, merece atenção pela análise (parcialmente correta segundo este blogger) e pela retórica de sua apologética ideológica em favor do naturalismo filosófico. A escolha de grupos de "otimistas" (evolucionistas) e de "pessimistas" (não evolucionistas e/ou criacionistas) para a interpretação da pesquisa é mais subjetiva do que científica, pois os 59% dos que "acreditam" ter sido a evolução um processo guiado por Deus ficaram de fora dessa rotulação. Segundo Sandro, os otimistas dirão que 67% dos brasileiros são evolucionistas e os pessimistas dirão que 25% são criacionistas e 59% são evolucionistas teístas. [Leia mais]

Terremoto de 7,2 graus atinge norte do México

Um forte terremoto com magnitude de 7,2 graus foi sentido neste domingo no México, segundo o instituto americano US Geological Survey. O tremor aconteceu no Estado de Baja Califórnia, no noroeste do México, mas também foi sentido em algumas cidades americanas, como Los Angeles e San Diego, na Califórnia. Segundo a agência de notícias AP, o terremoto também atingiu o Estado americano do Arizona. Um policial na cidade de Yuma disse à AP que o tremor foi muito forte na região, mas que não houve danos registrados. De acordo com a Reuters, o tremor ocorreu às 15h20 (19h20 no horário de Brasília) a 26 quilômetros da cidade de Guadalupe Victoria e a 32 quilômetros de profundidade. Diversos tremores secundários também foram registrados.

Uma testemunha na cidade de Tijuana disse à Reuters que os carros parados em um estacionamento começaram a se mexer com o tremor. Não há informações sobre estragos, interrupções no fornecimento de energia ou vítimas.

Segundo notícia do canal de televisão KABC, em Los Angeles, os tremores foram percebidos em vários prédios. Os bombeiros da cidade foram colocados em alerta. Até o momento, os únicos incidentes relatados foram de pessoas presas em elevadores. O site do jornal Los Angeles Times afirmou que alguns brinquedos no parque de diversões da Disneylândia, na Califórnia, foram fechados.

Inicialmente, o US Geological Survey havia informado que o tremor era de 6,9 graus, mas o número foi revisto para cima. A especialista do centro, Lucy Jones, afirma que o número ainda é uma estimativa. Para ela, as cidades mais afetadas pelo tremor são as que estão na fronteira entre Estados Unidos e México.

Segundo o instituto americano, alguns tremores atingiram pontos que ficam a até 460 quilômetros de distância, como a cidade de Las Vegas, em Nevada.

(BBC Brasil)

Nota: Mas os pesquisadores deverão dizer que é mais uma coincidência (somada ao fato de a ocorrência de fortes terremotos neste início de ano já ser recorde).[MB]

sexta-feira, abril 02, 2010

Maioria dos brasileiros acredita em Deus e em Darwin

Segundo pesquisa Datafolha publicada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo, a maioria dos brasileiros de 16 anos ou mais (59%) acredita que “os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos a partir de formas menos evoluídas de vida, mas com Deus guiando esse processo de evolução”. A pesquisa foi realizada nos dias 25 e 26 de março de 2010, com 4.158 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Uma parcela menor (25%) acredita, porém, que “Deus criou os seres humanos de uma só vez praticamente do jeito que são hoje, em algum momento nos últimos dez mil anos”, opinião diferente de outros 8%, que acreditam que “os seres humanos se desenvolveram ao longo de milhões de anos a partir de formas menos evoluídas de vida, mas sem a participação de Deus nesse processo”. Os espíritas são os que mais acreditam em um processo de evolução do homem a partir de outras formas de vida sob o comando de Deus (74% do segmento), parcela que é próxima aos 60% tanto entre os católicos quanto entre os evangélicos pentecostais e não-pentecostais. Destaca-se a parcela de umbandistas (33%) e de evangélicos pentecostais (30%) que acreditam que “Deus criou os seres humanos de uma só vez praticamente do jeito que são hoje, em algum momento nos últimos dez mil anos”. A pesquisa constatou também que, quanto maior a renda e a escolaridade, mais pessoas acreditam na interferência divina no desenvolvimento dos seres humanos.

Na quarta-feira, por indicação do repórter Reinaldo José Lopes (que me entrevistou semanas atrás), fui contatado pelo Hélio Schwartsman, da Folha, que me pediu para escrever um pequeno artigo sobre criacionismo. Leia abaixo a íntegra do que escrevi:

Criacionismo: modelo mal-compreendido

Quando nos deparamos com o desafio de explicar eventos passados únicos e irreproduzíveis – como a origem da vida e a origem do ser humano –, acabamos ultrapassando as fronteiras da própria metodologia científica. Assim, consciente ou inconscientemente, no processo de construção de modelos, utilizamos inevitavelmente conhecimento suplementar de natureza não científica (o que não significa necessariamente conhecimento anticientífico). Nesse sentido, o cientista evolucionista utilizará conhecimentos oriundos do naturalismo metafísico (componente não científico do evolucionismo). Da mesma forma, o cientista criacionista, ao procurar explicar as origens, verificará a possibilidade de se harmonizar o conhecimento científico com o conhecimento bíblico (componente não científico do criacionismo). Podemos, então, definir os dois paradigmas em questão:

Evolucionismo: possível relação funcional entre as ciências naturais e o naturalismo metafísico (pelo menos no que diz respeito aos temas sobre as origens).

Criacionismo: cosmovisão que procura integrar o conhecimento bíblico-histórico com o conhecimento científico.

Embora a maioria dos brasileiros acredite que Deus guiou a evolução, essa conclusão é contraditória, pois a noção de Deus dessas pessoas pesquisadas provavelmente provenha da tradição cristã. Só que a Bíblia que lhes fornece a base conceitual para definir Deus afirma que o Criador trouxe à existência a vida neste planeta em seis dias literais de 24 horas – e isso não está relatado apenas em Gênesis, e o próprio Jesus se refere a Adão e Eva como personagens históricos. A coerência estaria em optar entre ser naturalista ou teísta. O “meio-termo” é confusão filosófico-teológica na certa.

Dos entrevistados pelo Datafolha, 25% acreditam que Deus criou os seres humanos exatamente como são hoje. São, portanto, fixistas. Ao contrário desses, criacionistas bem informados entendem que Deus dotou os seres vivos com a capacidade de variação, o que lhes permite sobreviver em ambientes diferenciados adquirindo adaptabilidade ao meio em que vivem. A isso chamam de “microevolução” ou “diversificação de baixo nível” (níveis taxonômicos inferiores).

Assim, segundo a visão criacionista, Deus criou os tipos básicos de seres vivos e eles sofreram modificações, dentro de certos limites pré-estabelecidos, originando as formas de vida que encontramos em nossos dias. Dizer que elas descendem de um mesmo ancestral unicelular comum é extrapolação. Embora essa ideia tenha sido apresentada como verdade, não tem sido empírica e biologicamente demonstrável.

As grandes questões para as quais parece não haver respostas satisfatórias são: Qual a origem da informação complexa, aperiódica e específica? Qual a origem dos códigos zipados, encriptados, compartimentados e com uma lógica algorítmica que, hoje sabemos, tem em seres inteligentes sua única causa, suficiente e necessária? Qual a origem dos sistemas irredutivelmente complexos? Como se deu o aumento de complexidade que seria imprescindível para criar novas maquinarias e órgãos e funções necessários para migrar de uma espécie para outra? Em relação ao registro fóssil, como explicar a Explosão Cambriana com o surgimento repentino de formas de vida complexas sem ancestrais detectáveis? E como explicar a falta de formas transicionais entre os principais filos?

O criacionista, partindo da ideia de planejamento e propósito inteligentes na criação, consegue fornecer boas respostas para essas questões – mas, primeiro, precisa ser ouvido e compreendido. Portanto, vejo com bons olhos a iniciativa da Folha, ao perseguir um dos princípios básicos do jornalismo: ouvir todas as versões.

Michelson Borges
Jornalista e editor do blog www.criacionismo.com.br


P.S.: Creio que se o povo brasileiro tivesse acesso àquilo que o criacionismo verdadeiramente ensina, e se soubesse a diferença entre micro e macroevolução, os percentuais dessa pesquisa seriam outros. O ideal seria que houvesse esclarecimento por parte da mídia e que outra pesquisa fosse feita com perguntas mais específicas, afinal, a palavra "evolução" tem significados diversos, dependendo do contexto em que é aplicada ou entendida.[MB]

quinta-feira, abril 01, 2010

Cientistas tentam explicar as pragas do Egito

Deu no jornal Telegraph de 27 de março: pesquisadores acreditam ter encontrado evidências de um desastre natural no qual estaria baseado o relato das dez pragas do Egito, que permitiram a Moisés libertar os israelitas da escravidão, conforme o livro de Êxodo. Só que, em lugar de atribuir essas pragas a uma intervenção divina, eles alegam que elas se tratam de consequências de mudança climática. Essas “novas explicações” para o evento bíblico foram guardadas para ser exibidas no domingo de Páscoa, no canal da National Geographic. Pelo jeito, querem dizer aos judeus e aos cristãos que o Êxodo não tem nada de sobrenatural. Nada de milagroso. Deus não existe. Páscoa é bobagem (a menos que você só pense nela como um dia para se encher de chocolates).

Os pesquisadores cometem o erro comum de associar a época do Êxodo com o período em que Ramsés II reinou sobre o Egito (segundo os estudos de Edwin Thiele, o Êxodo teria ocorrido em torno de 1450 a.C., ou seja, na 18ª dinastia [cf. 1Rs 6:14; Jz 11:26]; o faraó da ocasião seria Thutmose III ou Amenhotep II). Portanto, se houve mesmo uma catástrofe climática na época de Ramsés II, ela nada teria que ver com as pragas do tempo do Êxodo.

Segundo a matéria do Telegraph, o período de temperaturas altas e seca teria diminuído o volume de águas do Nilo, tornando as águas lamacentas. E o biólogo Stephan Pflugmacher acrescenta que as águas tornadas em sangue poderiam ser o resultado da proliferação de uma alga tóxica, que gosta de águas lentas e quentes. Seriam elas as responsáveis por dar à água coloração vermelha.

Os cientistas também dizem que, em decorrência da proliferação dessa alga, a segunda, a terceira e a quarta pragas se seguiram: rãs, piolhos e moscas. Em tempos de estresse, rãs se multiplicam mais rápido e a toxicidade das águas acabou forçando as rãs a irem para a terra seca. E quando as rãs morreram, as moscas se espalharam livremente, sem suas predadoras para incomodar e manter seu número sob controle.

Daí para a quinta e a sexta pragas foi um “pulo”: vieram as doenças e as feridas.

Curiosa e coincidentemente, outro evento catastrófico é tido pelos cientistas como a causa das pragas da saraivada, dos gafanhotos e das trevas sobre o Egito: uma erupção vulcânica ocorrida a mais de 600 km de distância da terra dos faraós, nas ilhas mediterrânicas de Santorini, no norte da Grécia. O fenômeno teria escurecido o céu, atraído os gafanhotos e causado a chuva de pedras de gelo.

E a última praga, a morte dos primogênitos do Egito (aqueles que não quiseram se valer do sangue remidor do cordeiro)? Simples, foi causada por um fungo que contaminou os suprimentos de grãos da nação. E os filhos homens nascidos primeiro seriam exatamente os primeiros a comer esses grãos...

O desespero naturalista é tão grande no afã de descartar o sobrenatural, que esses cientistas céticos acabam fornecendo “explicações” mais incríveis do que o simples relato bíblico. Todas essas “pragas naturais” ocorreram na mesma época. Hmm... Num mesmo espaço geográfico. Hmm... E teriam possibilitado a libertação dos pobres hebreus das mãos do poderoso faraó... Hmm.

Meu ceticismo não permite tanta credulidade...[MB]

Leia também: “A primeira Páscoa”, “As pragas do Egito” e “A cidade de Ramessés”

quarta-feira, março 31, 2010

Menina que usava "pulseira do sexo" foi violentada

Uma menina de 13 anos foi violentada por quatro adolescentes em Londrina, no Paraná, e a polícia afirma que o motivo foram as "pulseirinhas do sexo". O uso das pulseiras coloridas, que se tornou comum entre jovens, é, na verdade, um jogo - cada cor da pulseira corresponde a uma ação, que vai de beijo a carícia e até relacionamento sexual. Quem rompe a pulseira tem direito à ação da cor correspondente. Segundo o delegado Willian Soares, a garota foi constrangida pelos adolescentes e acabou indo até a casa de um deles: "Eles falaram 'vai ter de pagar', 'vai ter de pagar'", contou.

O caso gerou polêmica na cidade e os vereadores querem agora criar uma lei para proibir o uso das pulseiras. Alguns colégios já proibiram os alunos de usá-las. Para a promotora Edina de Paula, o problema é que vários estudantes estão usando sem saber exatamente

No início de março, a Câmara de Vereadores de Navegantes, em Santa Catarina, aprovou um projeto de lei que proíbe o uso das polêmicas "pulseirinhas do sexo". O projeto foi aprovado por unanimidade (leia aqui). Além de proibir o uso das pulseiras, a lei prevê que professores e a direção das escolas façam reuniões com pais de alunos para orientações.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Este ano, elas proliferaram nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

(O Globo)

Nota: Ideias e modismos têm consequências... E o que dizer das máquinas de vender camisinha nas escolas primárias? E da propaganda federal do vale-tudo sexual para "prevenir" a aids e outras DSTs? Agora não vamos culpar os adolescentes por estarem reproduzindo um estilo de vida que lhes foi inculcado pela mídia.[MB]

terça-feira, março 30, 2010

Raciocínio circular na experiência do LHC

Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira (30) às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC). O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás. O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteira franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam "Big Bangs em miniatura", produzindo dados que milhares de cientistas passarão anos futuros analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% a velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km.

(G1 Notícias)

Nota: Sou quase ignorante no que diz respeito à física de partículas, mas uma coisa me chama atenção, como leigo mesmo: Como o LHC pode ter recriado o big bang se esse evento teórico (e há quem o conteste) jamais poderá ser observado para se saber se foi assim mesmo como se supõe? Para mim é o típico caso em que a pressuposição orienta as conclusões as quais são usadas para reforçar a pressuposição. Um tipo de raciocínio circular quase tautológico. O LHC poderá, sim, fornecer dados sobre a constituição da matéria e, quem sabe, até mesmo criar microburacos negros(?), mas nada poderá dizer sobre a origem de tudo, uma vez que, cientificamente falando, quase nada se sabe sobre isso. É como supor que a vida tenha se originado numa "atmosfera primitiva" composta por gases como metano e amônia e depois planejar uma experiência para testar a origem da vida nesse tipo de atmosfera e concluir que, uma vez obtida alguma substância que se crê necessária para a origem da vida, concluir que aquela atmosfera existiu de fato. Mas eu sei, também, que, no caso do LHC, o que tem havido é muito sensacionalismo da mídia em torno das experiências realizadas nele, o que não invalida o sério e respeitável trabalho dos cientistas.[MB]

segunda-feira, março 29, 2010

Gripe H1N1 - o que você precisa saber

Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que estávamos enfrentando uma grave pandemia de gripe causada pelo vírus Influenza A (H1N1). Milhares de casos foram confirmados ao redor do mundo, e cerca de 1% das pessoas que contraíram a gripe foram a óbito. Ainda não se sabe com certeza de onde surgiu esse vírus. Cientistas acreditam que tenha surgido no interior do México. Outras pessoas acreditam que esse vírus foi fabricado em laboratório e que as indústrias farmacêuticas vão faturar bilhões de dólares com a venda de vacinas e medicamentos. A verdade é que a origem desse vírus permanece incerta, e não podemos afirmar com certeza qual das versões está correta.

De lá para cá, várias empresas começaram a produzir a famosa e controversa vacina contra a Influenza A (H1N1). A segurança e os benefícios dessa vacina também permanecem incertos, já que ela não foi extensamente testada antes de ser comercializada. O Ministério da Saúde gastou R$ 1,3 bilhão de reais na compra de 113 milhões de doses, e já começou a campanha de vacinação no Brasil.

Muitos emails têm circulado pela internet alertando a população para não tomar a vacina, alegando se tratar de uma tentativa de homicídio em massa. Não há necessidade de pânico e boatos. Devemos analisar os fatos com cautela e seriedade, e cabe a cada um tomar a decisão de ser ou não vacinado. [Leia mais]

Tremor assusta moradores de Jaraguá do Sul, SC

Moradores do bairro Três Rios do Norte, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, estão assustados. Eles contam que sentiram tremores na madrugada desta segunda-feira. Cerca de 150 famílias teriam sentido o tremor. O local, mais conhecido como Tifa Theilacker, fica próximo ao Centro da cidade. Os moradores relataram que sentiram quatro tremores — o primeiro perto da meia-noite e o último por volta das 4h. Várias rachaduras apareceram nas casas após o tremor. A Defesa Civil e os bombeiros de Jaraguá registraram muitos chamados. Nesta manhã, a Defesa Civil está reunida com um geólogo para identificar a causa destes tremores.

(clicRBS)

sábado, março 27, 2010

Lugar de esperança

Naquele domingo de manhã, Rosiene Honorato caminhava a esmo pelas ruas do bairro Jardim Pompeia, em Goiânia, GO. Três dias antes, a mãe dela havia falecido, o que a deixou desolada. Rosiene não estava conseguindo superar a perda. Quando passava pela Rua das Orquídeas, se deparou com a igreja adventista do bairro. Viu o portão aberto e resolveu entrar, mesmo não havendo culto ou reunião naquele momento. Apenas sentiu que deveria entrar. A porta do templo estava fechada, por isso Rosiene caminhou pelo corredor lateral externo e surpreendeu a zeladora Júlia Gonçalves, que estava fazendo a limpeza do local. Júlia, que também era diretora do departamento de ministério pessoal da igreja, ao perceber o olhar de desespero da visitante, convidou-a a entrar na igreja para conversarem. Sentaram-se num dos bancos de madeira e Rosiene abriu o coração. Disse que queria muito rever a mãe e Júlia explicou que ela poderia revê-la na volta de Jesus. Explicou-lhe também que os mortos estão descansando na sepultura, inconscientes, até o dia da ressurreição.

Na segunda-feira, Júlia visitou Rosiene. Convidou-a a fazer parte de um pequeno grupo e da classe bíblica da igreja. Os filhos de Rosiene foram matriculados no clube de aventureiros (semelhante aos escoteiros, mas mantido pela Igreja Adventista). Rosiene e os filhos nunca mais deixaram de frequentar os cultos, pois naquela manhã em que o desespero lhe pesava no coração, ela encontrou na igreja um lugar de esperança.

Hoje à noite, após meu sermão na Igreja Adventista de Jardim Pompeia, Rosiene e sua filha Camila foram batizadas pelo pastor distrital Juraci. Foi uma cerimônia emocionante que mostra a relevância da mensagem bíblica e da proclamação do evangelho num mundo carente de esperança.

Michelson Borges

P.S.: Na foto acima, tirada pela professora Sarah Bertolli, aparecem Júlia, Camila e Rosiene. Clique aqui para assistir ao vídeo.

quinta-feira, março 25, 2010

Como não neutralizar o adventismo

Há algumas semanas, tive o privilégio de ouvir na Casa Publicadora Brasileira (CPB) uma palestra do pastor, escritor e historiador do adventismo George Knight. Seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo foi recentemente lançado em língua portuguesa aqui no Brasil. Na palestra, assim como no livro, Knight expõe sua preocupação com os fatores que podem “castrar” a mensagem adventista e sua relevância no século 21. Knight, que é autor de mais de 70 livros (entre os quais Uma Igreja Mundial e Em Busca de Identidade, também publicados pela CPB), diz que A Visão Apocalíptica é o “livro do seu coração”, um recado simples e franco, que procura atingir pontos nevrálgicos e responder à pergunta: “Por que sou adventista?”

Para o autor, o povo que deve pregar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 tem uma mensagem de esperança diferenciada para este tempo. “Temos que pregar que Jesus morreu por nós. Mas é só isso? Um Salvador morto não pode fazer muito por mim. Devemos pregar que Ele ressuscitou. Ok, mas isso ocorreu há dois mil anos e as pessoas continuam sofrendo e morrendo. Jesus não é apenas o Salvador morto e ressuscitado. Ele também é o Leão da tribo de Judá que virá pôr fim à história humana e criar novos céus e nova Terra. Portanto, o Apocalipse não é um livro sobre bestas; é um livro sobre esperança”, disse ele na palestra.

No livro, Knight fala um pouco sobre seu tempo de agnóstico, sua vinda para a igreja e posterior abandono dela, para, finalmente, voltar “com tudo”. “Não voltei [para a igreja] porque a teologia adventista era perfeita, mas porque sua teologia é a mais próxima da Bíblia do que a de qualquer outra igreja que eu conhecia. Em resumo, fui e sou adventista por convicção e não por escolha”, diz ele na página 10.

Ao ler isso, lembrei-me de minha própria experiência de conversão (conheça mais dessa história aqui). Quando conheci o adventismo, na transição da década de 1980 para a de 1990, eu era líder na denominação da qual fazia parte. Tinha minhas convicções arraigadas. Por isso passei por um conflito de ideias muito intenso e dediquei-me a mais de dois anos de estudo da Bíblia para verificar que igreja a obedece mais integralmente. Embora nunca tenha deixado de reconhecer que Deus tem Seus filhos sinceros em todas as religiões (conheço muitos desses na igreja da qual deixei de fazer parte), uma coisa tive que admitir (como faz Knight em seu livro): a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a que segue a Bíblia mais de perto e a que tem a mensagem mais profeticamente relevante para este tempo. A pergunta é: Está ela pregando e vivendo essa mensagem? Esse é ponto focal da análise de Knight.

O autor faz uma comparação entre aquilo que aconteceu com o protestantismo liberal e o que pode eventualmente ocorrer com o adventismo: “O melhor exemplo de esterilização religiosa no mundo moderno é o liberalismo protestante, que, na década de 1920, renunciou às ideias ‘primitivas’ do cristianismo, como a imaculada conceição, a ressurreição de Cristo, o sacrifício expiatório, os milagres, o segundo advento, o criacionismo e, claro, a inspiração divina da Bíblia, no sentido de que suas informações ultrapassam o entendimento humano e, por isso, foram obtidas por meio da revelação divina” (p. 18).

Se o adventismo perder sua visão apocalíptica, poderá enveredar por caminho parecido e se tornar estéril. A “demora” da volta de Cristo e a acomodação à cultura pós-moderna têm trazido essa sombra sobre o movimento e feito com que muitos se esqueçam do papel evangelístico da igreja. Para Knight, esse papel consiste em “levar as pessoas a não se adaptarem a uma cultura que foi julgada pela cruz e encontrada em falta; a não se adaptarem a uma cultura que chama a violência e o sexo ilícito de diversão; a não se adaptarem a uma cultura que paga milhões de dólares aos jogadores de futebol, mas permite que os professores de ensino fundamental ganhem um salário que mal dá para sustentar a família” (p. 21, 22).

É preciso que a igreja proclame uma mensagem equilibrada, “centralizada no Cordeiro de Deus e no Leão da tribo de Judá apresentado no Apocalipse” (p. 27). Devemos pregar o evangelho à luz da compreensão obtida a partir de 1888 (apresentada na assembleia da Associação Geral, em Mineápolis), segundo a qual, enquanto o povo de Deus aguarda a segunda vinda, deve guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap 14:12), num perfeito casamento entre a lei e o evangelho. Mas, para que isso seja possível, é preciso, sobretudo, ter um relacionamento salvador com Deus. “O que precisamos”, diz Knight, “é de um relacionamento capaz de transformar nosso coração, e não simplesmente de doutrinas corretas e a prática de um bom estilo de vida. Deus deseja um povo que O ame e O sirva de coração. [...] Guardaremos verdadeiramente os mandamentos de Deus somente quando nossas ações fluírem de um coração repleto de amor a Deus e ao próximo” (p. 49).

Na página 56, Knight é contundente e pontua bem o assunto: “Se eu fosse o diabo, tentaria os adventistas e seus pregadores a serem bons evangélicos e a esquecerem coisas desagradáveis como a visão apocalíptica. Se isso não funcionasse, eu os tentaria a fazer pregações apocalípticas da besta que se concentrassem nos detalhes, no esoterismo e nos extremos. Tentaria levá-los a debater sobre o número 666 e a identidade dos 144 mil. Se não fosse bem-sucedido, tentaria fazer com que enfocassem a agitação e o medo dos eventos apocalípticos. E, claro, semearia a dúvida a respeito da validade da compreensão apocalíptica básica do movimento adventista.”

No fim do livro, Knight lembra que a igreja de Deus tem, sim, um importante papel social, mas não deve canalizar todos os seus esforços nessa direção. Por quê? Porque as mazelas sociais não terão fim até que Deus ponha um ponto final nisso tudo. Assim, precisamos ver a Jesus “não apenas como o Cordeiro de Deus que oferece salvação, mas também como o Leão da tribo de Judá que em breve irá regressar. Ele virá não para alimentar os famintos, mas para acabar com a fome; não apenas para consolar os que sofrem, mas para erradicar a morte. O mundo já sofreu demais e continua sofrendo, apesar dos melhores esforços da humanidade. A visão neoapocalíptica é a pregação da última esperança que obscurece todas as outras esperanças” (p. 106).

Por que me tornei adventista? Primeiramente, porque amo a Deus e tenho Sua Palavra como minha bússola. Em segundo lugar, porque amo as pessoas e quero torná-las conscientes de que existe uma esperança acima de qualquer esperança – a fim de que elas possam também decidir por si mesmas o que farão com essa verdade.

É uma esperança que arde em meu coração e que não posso guardar para mim. Tenho que falar, escrever sobre e viver essa mensagem, pois logo veremos Jesus!

Michelson Borges

P.S.: Depois da palestra na CPB, aproveitei para pedir que o Pr. Knight autografasse meu livro. Ele é muito simpático. Um verdadeiro profeta moderno. Um homem de Deus.

Cid Moreira fala da Bíblia e da IASD em sua biografia

“Só posso e quero trabalhar com a Bíblia”, disse Cid Moreira no lançamento de sua biografia Boa Noite, no dia 23 de março, no Shopping Morumbi, em São Paulo. O destaque da noite não ficou só no lançamento do livro, mas também na persistência do locutor em falar quase o tempo todo da Palavra de Deus. Em entrevista a Rádio Novo Tempo Campinas, Cid foi ainda mais categórico e citou o livro Caminho a Cristo, da escritora norte-americana Ellen White: “Foi o livro que me instigou a ler a Bíblia”, afirmou. De acordo com a esposa de Cid e autora do livro Boa Noite, Fátima Sampaio Moreira, há mais de dez anos o locutor foi convidado pela Casa Publicadora Brasileira para gravar um audiobook do Caminho a Cristo. “Ele precisava entender o livro e começou a estudar a Bíblia. Quando entendeu, se apaixonou”, conta a esposa. Ela fala ainda que o estudo da Bíblia o tornou mais tolerante, mais preocupado em tratar bem o semelhante e a temer a Deus.

Quando comecei a entrevistar o Cid, minha primeira pergunta foi sobre a importância do Jornal Nacional na vida dele, justamente porque o nome do livro foi inspirado no telejornal. Ele me respondeu rapidamente que foi o prestígio do JN que lhe possibilitou gravar a Bíblia na íntegra. Em outro momento perguntei da importância do rádio, uma vez que foi nesse veículo que ele iniciou a carreira profissional. Cid respondeu a minha pergunta, mas, em seguida, voltou a falar da Bíblia. Numa terceira vez, perguntei que cuidados ele tinha com a voz, que é sua marca registrada. A resposta: “A despreocupação, a confiança em Deus, tudo isso, beneficia e você jamais fica estressado. Isso que eu recomendo.”

O evento contou com a presença de personalidades do jornalismo do País e também de veículos de comunicação como a Rede Novo Tempo, TV Globo, Rede TV, TV Caras, entre outros veículos que cercaram Fátima e Cid com perguntas sobre o lançamento da biografia. Pude acompanhar de perto as entrevistas e novamente ver e ouvir o carinho especial de Cid pela Bíblia.

Já que dizem que as mulheres são intuitivas, me atrevo a falar que Cid realmente transparece um amor imenso pela Palavra de Deus. O locutor não se intimidou e falou sobre os ensinamentos bíblicos em todas as entrevistas. Confesso que fiquei surpresa em ver Cid Moreira falar com a imprensa sempre buscando colocar a Bíblia Sagrada em evidência.


Há muito tempo, o casal Cid e Fátima demonstram carinho especial pelos adventistas. Gostaria de transcrever alguns trechos do livro Boa Noite:

“Por causa desse livro [Manual de Saúde, da CPB] aprendi bem cedo o valor das frutas, verduras e sementes em nossa vida” (p. 65).

O livro conta ainda que um dos motivos que o fizeram desistir de ser carnívoro são os problemas de saúde acarretados pelo consumo da carne de porco.

Na página 181, o livro Caminho a Cristo também é citado:

“Quando comecei a gravar, percebi que quase tudo que ela [referindo-se a Ellen White] escrevia era baseado em fatos bíblicos e vinha com a referência em seguida. Então, cada vez que eu via lá: livro, capítulo e versículo tal do Velho ou Novo Testamento, eu pesquisava na Bíblia e procurava entender o que ela estava ensinando. Assim, fui ganhando maior contado e intimidade com o Livro Sagrado.”

Na entrevista com a esposa de Cid, ela revela também que a primeira atividade do dia que os dois fazem juntos é o culto. “Lemos a Bíblia e a Devoção Matinal da Igreja Adventista [IASD] todas as manhãs. Refletimos sobre o que estudamos.” Na página 191, Cid exibe fotos e o apreço da amizade com membros da Igreja Adventista como Milton Afonso, a cantora Rafaela Pinho e a maestrina Suzana Hirle. E ainda destaca o pastor e jornalista Siloé de Almeida como um de seus grandes amigos.

Indico a você a leitura dessa obra fascinante de 294 páginas, que, além de descrever os principais acontecimentos na mídia, fala do nosso Criador.

Citações de Cid Moreira nas páginas 182 e 183:

“Sou uma pessoa de credibilidade em meu trabalho, que teve muitas coisas que muitos poderiam chamar de sucesso. Era reconhecido por um país inteiro, onde quer que eu fosse, tive relacionamentos amorosos com muitas mulheres bonitas e inteligentes, tive dinheiro, prestígio e cultura. Usufruí de conforto e pratiquei esportes. Vivo em uma das cidades mais bonitas do mundo, quase em frente ao mar. Viajei e visitei várias partes do planeta, assisti a grandes espetáculos de música e peças nos mais renomados teatros e casas de shows do mundo; então, muitos vão insistir que isso é sucesso e tudo o que o homem precisa nessa vida. Eu vou dizer do fundo do meu coração: é tudo ilusão, como refletiu tão bem o sábio rei Salomão. É tudo ilusão!

“Esse mundo da criação, em que tudo flutua e gira vagando no imenso espaço em que a gente passa esses anos de nossa vida, já é por si só divino e maravilhoso. Só esse fato já merece celebração. Mas nós, miseráveis, que andamos de um lado para o outro sem saber para onde estamos indo, nos destruímos mutuamente, mesmo assim queremos um contato com o todo, com o que é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega. Eu desejo parar de vagar que nem cego, e usar os atributos que me foram dados de maneira inteligente. Quero promover meios que permitam que eu viva e que deixe viver todas as outras criaturas que se encontram nesta mesma casa que me foi emprestada, que é o Planeta Terra.”

(Charlise Alves, jornalista e locutora da Rádio Novo Tempo Campinas, para o blog Criacionismo)

New York Times diz que Papa encobriu pedofilia

Abusos cometidos por um padre contra 200 menores surdos teriam sido abafados por Joseph Ratzinger muito antes dele assumir o pontificado. Em reportagem publicada nesta quinta-feira, 25, o New York Times diz que os crimes foram cometidos pelo padre Lawrence Murphy entre 1950 e 1974, quando o religioso trabalhou em uma renomada escola para jovens surdos no estado norte-americano de Wisconsin. O caso, entretanto, só começou a ser investigado em 1993. Mas um julgamento secreto do Vaticano que poderia ter levado à expulsão de Murphy foi interrompido após o acusado ter enviado uma carta a Ratzinger, então responsável por tratar das questões disciplinares na Igreja Católica, dizendo que estava arrependido e doente.

(Opinião e Notícia)