quinta-feira, julho 08, 2010

E-mails que nos alegram (20)

“Graça e paz, Michelson Borges. Meu nome é Diogo Vilela e sou de Pernambuco. Sou evangélico e faço parte da Igreja Congregacional. Também vejo o seu blog diariamente. Venho por este e-mail pedir um pequeno favor. Sei que o senhor é muito ocupado, mas eu não tenho pressa. Como sou evangélico, tudo que leio sobre o Adventismo é depreciativo e reducionista. Na verdade, isso é comum. Qualquer coisa que discorda de nós, se constrói uma caricatura e se começa a achar que o todo é parte. Por exemplo: sei que os adventistas não colocam os escritos de Ellen White do lado da Bíblia. Mas, na maioria dos livros que li sobre adventistas, isso é dito. Resumindo, gostaria de pedir que o senhor me indicasse um ou alguns livros que tratassem das principais doutrinas do Adventismo, como Escatologia, Cristologia, Eclesiologia, Soteriologia, etc. Peço isso porque o senhor, como adventista, deve conhecer bons livros escritos por adventistas. Quero ver a argumentação bíblica, histórica, exegética e tudo isso. Aí, sim, verei se discordo ou não. E não porque outros estão dizendo para eu discordar. O senhor entende? Quero conhecer as interpretações adventistas. E pelo que vejo no seu blog, tenho certeza de que temos muito em comum. Confesso que já estava indo nessa onda. Foi o seu blog que me despertou para esse interesse. Eu mesmo, independentemente de doutrina, indico o Criacionismo para todos. De qualquer forma, agradeço o seu tempo. Deus o abençoe.” (Diogo Vilela)

“Michelson, de coração estou totalmente convertida. Só falta mudar alguns hábitos, o que talvez só seja possível quando eu contar para os meus pais a escolha de me tornar adventista. Mas devo dizer que muito dessa decisão foi positivamente influenciada por você, junto com as pessoas da minha escola [adventista]. Deus poderia ter usado qualquer outra pessoa, mas escolheu você por um motivo especial. E um dia espero que meus pais possam dizer o mesmo. Oro para que Deus os converta e para que eles possam se livrar das amarras tradicionalistas. Obrigada, Michelson, por instigar em mim a vontade de saber mais sobre Deus, e tudo começou com um livro chamado Nos Bastidores da Mídia. Leio sempre as matérias do blog Criacionismo e uso várias delas em discussões sobre o assunto. Abraços e que Deus continue abençoando a você e sua família, e o seu filhinho que está por vir.” (B.)

“Preciso dizer, você tem um dos blogs mais interessantes que já vi. A linguagem simplificada e direta, as notas após os textos, os temas atuais, ou seja, a forma como você os coloca, nossssa! Sou visitante assídua do seu blog e gosto muito de tudo o que há lá. Que Deus continue dando a você sabedoria e força para continuar honrando-O de forma respeitosa e inteligente como você faz. Um grande abraço.” (Érika Alessandra)

Contos de fadas não fazem bem às crianças

Pai de seis e avô de nove, o psicoterapeuta Zenon Lotufo Jr. sempre gostou de contar histórias às crianças da família. Mas nunca gostou muito dos contos de fadas. Lotufo avalia que, em grande parte desses contos, o medo de cair nas garras de uma bruxa ou de ser punida (como ela será, no final) serve para manter uma atitude de subserviência e não contribui para o amadurecimento da criança - ao contrário do que sustentam algumas correntes da psicanálise.

Para o senhor, contos de fadas não são benéficos?

Um dos problemas é que se generaliza, como se qualquer dessas histórias tivesse papel positivo. Muitas levam ao conformismo, usam o medo como forma de dominação e apresentam crueldades incríveis. [Leia mais]

quarta-feira, julho 07, 2010

Missão Malásia: na estrada

Estou neste exato momento 15h51 aqui no aeroporto de Hong Kong. Aí no Brasil, 4h52 da madrugada. Meu fuso está uma bagunça. Já não sei a refeição que como, para qual das três diárias serviu. Foram mais de 28h de voo até agora e faremos o check in para o próximo e último direto para Kota Kinabalu (+3h). Não consegui comer a comida chinesa do avião, pois não nos restou opção e a única oferecida tinha tanta pimenta que eu não consegui digerir nada depois além de suco. O conflito cultural começa pelos talheres. Eles não existem. ;)

A foto acima é em Amsterdam, na capital da Holanda. Por sinal, lindo lugar com milhares de bicicletas (depois mostro o estacionamento delas). Peculiar por conta dos canais que cortam toda a cidade. As casas são muito apertadas e vão aos poucos ficando inclinadas. Aliás, tão apertadas que não passam móveis pela escada. Eles têm de erguer por um gancho colocado por fora de todas as construções.

Passamos a tarde toda por lá esperando o voo sair para Hong Kong e acompanhamos toda a movimentação e felicidade da classificação holandesa até no voo. Fizemos um tour rápido caminhando e de bus em alguns pontos principais. A cidade estava em clima de festa já antes do jogo. O centro todo laranja com torcedores fanáticos desfilando pelas ruas.

Agora partimos direto para a cidade em que o pastor local nos guiará a um hotel. Sinto que não terei conexão wireless por lá para atualizar o blog, mas estamos providenciando isso. Preciso urgentemente de banho e cama.

Ore por nós, o projeto inicia na sexta-feira e vamos ter apenas um dia de treinamento e preparo para a pregação inicial.

Espero continuar tendo oportunidade de dividir isto com vocês. Graça e paz,

(Felipe Tonasso)

Leia também o relato do pastor Wolter aqui.

Saiba mais sobre a Missão Malásia. Clique aqui.

Que tal ser você também um missionário? Clique aqui para saber mais ou ligue para o Serviço Voluntário Adventista (SVA): (61)3701-1818.

Revista destaca cardápio das escolas adventistas

A edição de junho, de número 44 da Revista dos Vegetarianos, publicação da Editora Europa, ressaltou a orientação da Rede de Educação Adventista para alimentação vegetariana em suas unidades escolares. A reportagem, assinada pela jornalista Viviane Pereira, incluiu entrevista com o então diretor da Rede de Educação Adventista na América do Sul, pastor Carlos Mesa, a respeito dessa preocupação com a alimentação dos estudantes. Em um dos trechos, a reportagem, intitulada “Alimentação vegetariana nas escolas”, diz que “os adventistas, por princípio bíblico de cuidado do corpo tanto física quanto mentalmente, defendem a saúde preventiva, o que inclui alimentação integral e abstinência de substâncias ou alimentos prejudiciais à saúde”. Iniciativas de outras escolas e até órgãos públicos foram, também, mencionadas na reportagem da revista. É feita alusão a um movimento crescente nos Estados Unidos em favor da merenda vegetariana. Segundo a revista, pesquisa divulgada em outubro de 2009 pela School Nutrition Association demonstrou um aumento de 40% em refeições vegetarianas em escolas em relação a 2003.

(Felipe Lemos, ASN)

Pastor demonstra preocupação com saga Crepúsculo

Lançado no dia 30 de junho, Eclipse, terceiro filme da saga Crepúsculo, bateu recorde de público até o momento. Por trás da história romântica teen que envolve a cultura gótica, vampírica, está um contexto perigoso. O alerta partiu do pastor da Igreja das Américas em Nova Friburgo (RJ), Silas Rahal. Conhecido por realizar evangelismo com comunidades undergrounds, Rahal lembra que algo errado está acontecendo com a juventude, até mesmo a cristã, que cada vez mais está sendo atraída por essa cultura. Uma boa prova do sucesso da saga são os números. Foram 100 milhões de livros vendidos e no cinema, desde o lançamento, só no Brasil, mais de dois milhões de espectadores – principalmente adolescentes e crianças são seduzidos pela trama fácil e com ícones românticos.

Silas Rahal, pastor da Igreja Batista em Fazenda do Campo ou Igreja das Américas, conhece bem os perigos da propagação dessa cultura e faz um trabalho de amparo aos jovens góticos e underground. Rahal diz que sempre pregou o evangelho para “malucos” e “doidos”, mas de uns anos para cá o cenário ficou ainda mais complicado. “O vampirismo não pode ser considerado uma doença, um problema psicológico ou espiritual. É uma questão muito complexa, mas não há como negar sua existência, em alguns lugares mais e em outros menos. O vampirismo é parte da história humana e um fato desde sempre em todas as civilizações”, explica Silas.

Para o estudante de teologia a novidade é que o vampirismo está virando moda, uma tendência cultural, febre nos cinemas e tomando conta dos jovens de todo o mundo. “Só pode ser um mau sinal, alguma coisa anda muito errada. O que será que passa na cabeça dos produtores. Será que eles pensam que isso tudo é mentira? Pois não é, basta ir a qualquer cemitério em qualquer lugar do mundo para encontrar jovens de preto praticando rituais bizarros”, relata.

Silas conta que os adeptos do vampirismo atual escutam black metal, fazem adoração a satanás, usam roupas pretas, não tomam sol, são depressivos e muitos deles estão sempre com a garganta inflamada, devido a ingestão frequente de sangue humano. Além disso, acreditam que, caso cometam o suicídio, irão ressuscitar como vampiros, aumentando cada vez os índices.

Não somente a igreja das Américas, mas todos os ministérios alternativos em todo o mundo estão tendo cuidado especial no evangelismo dos jovens e agem para mostrar a verdade, de acordo com as Escrituras. “O vampirismo atinge a vida humana, a plenitude da realização do indivíduo por preconizar valores depressivos e funestos da vida, já o evangelho de Cristo há de trazer luz a todos os que estão na região das trevas”, ressalta Silas Rahal.

(Gospel Mais)

Leia também: “Saga Crepúsculo entra para lista de livros proibidos”, “As 20 lições que as garotas aprendem com Crepúsculo” e “A nova onda do vampirismo”

Conheça o site sobre a série Crepúsculo.

PEDIDO: Este blog está concorrendo ao prêmio TopBlog. Já deu seu voto? Clique aqui.

Mundo não acaba em 2012

O mundo deverá passar ileso pelo ano de 2012, a julgar pelas declarações de Carlos Pallán, diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya do Instituto Nacional de Antropologia e História do México. Há alguns anos lendas dão conta de que os povos maias teriam deixado provas de que a vida no planeta se findaria em 2012 - a história deu à luz até um nome, de título homônimo. Para Pallán, Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos. O cientista disse que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, que assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro. “Os maias jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura”, destacou. Pallán ainda explica que a data correta para o final do ciclo é 23 de dezembro de 2012 - e não 21, como vem sendo veiculado.

Na pior das hipóteses, caso as observações do cientista estejam erradas, teremos dois dias a mais de vida no planeta.

(Veja)

Nota: Também creio que não será em 2012, mas uma coisa é certa: que este mundo vai acabar, isso vai. Como posso ter certeza disso? Simples: a Bíblia, diferentemente das escrituras maias, anuncia o fim da história do pecado e o começo de uma nova vida, novos céus, nova Terra (clique aqui, aqui e aqui). Mais: as profecias bíblicas nunca falharam e a maior parte delas já se cumpriu na história.[MB]

Missão Malásia: curiosidades

Viagem: ao lado está uma rota bem simplificada de nosso destino (clique na imagem para ampliar). Partimos na segunda dia 5/07 num vôo direto de (1) São Paulo para (2) Amsterdã/Holanda (12h) e de lá trocamos de avião direto para (3) Hong Kong/China (+12h). Partimos na sequência para (4) Kuala Lumpur/Malásia (capital) e por fim (5) Kota Kinabalu/Sabah (ponto de pregação). Foram mais de 30 horas de voo em quatro aviões diferentes. Uma passagem direta SP-Malásia certamente custaria perto do dobro e esta foi a opção mais barata pesquisada pelo grupo. O fuso horário foi um pequeno desafio neste caso: o dia virou noite.

Pregação: serão 19 sermões pregados em inglês e com tradução para o malaio. Os ppts disponibilizados pelo Sharehim já possuem sincronização. Ou seja, enquanto prego e leio na minha tela em inglês, no telão são projetados os versos e ilustrações em malaio (bahasa). Recebemos também um filme sobre a vida de Jesus dublado em malaio para os momentos iniciais.

Idioma: nunca precisei de tradução para pregar e a única experiência que tenho foi o teste de seleção realizado pelo Pr. Wolter. Tive que elaborar um sermão simples de 5-7 min. Em inglês, enquanto ele me traduzia em alemão perante o grupo de candidatos. Esperar para falar é um desafio para quem fala demais como eu.

Preparo: a preocupação inicial é a saúde. As diferenças na alimentação, água, ar, podem facilmente causar náuseas, infecções, diarreias e dores de cabeça em viagens deste tipo. Recebemos recomendações específicas de missionários e pastores experientes, sobre remédios essenciais para a Ásia e hoje gastei por volta de R$ 100,00 na farmácia. É exigida a vacina de febre amarela e a carteira internacional de vacinação (Anvisa).

Bagagem: só conseguimos a liberação padrão de 23 kg para despachar, o que implica em alta economia nas roupas e equipamentos. Estou levando diversas lembranças do Brasil para eles (bandeiras, chaveiros, camisetas, bonés, etc.), pois sempre ocorre troca de presentes significativos entre missionários.

Custos: o Sharehim disponibiliza U$ 1.250 para auxiliar na compra das passagens, mas o restante e toda a estadia e preparo é por conta dos missionários. Fiquei impressionado com a disposição de doadores para este tipo de missão e fica aqui novamente meu muito obrigado a todos que patrocinaram este projeto.

Existe muito para compartilhar, mas atualizarei aos poucos. Quero falar sobre a diferença de pregar para um paradigma cultural e social completamente oposto ao nosso. As necessidades espirituais básicas do ser são as mesmas, porém, a maneira de comunicar respostas é um tremendo desafio.

Que estes posts motivem você. Que o Espírito sopre como em Atos dos Apóstolos e que haja arrependimento e salvação para o reino dEle. Graça e paz,

(Felipe Tonasso)

Leia também: “Missão Malásia”

terça-feira, julho 06, 2010

Para homenagear ateu, Playboy estampa Jesus na capa

Deu no site da Veja: "O escritor português José Saramago, morto no último dia 18, ganhou uma homenagem espirituosa - para não dizer polêmica - da Playboy do seu país. Com inspiração no romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a edição de julho da revista traz um ensaio com um modelo vestido de Jesus e diversas mulheres nuas ou seminuas. O Evangelho Segundo Jesus Cristo provocou um estremecimento na relação entre Saramago e o governo português, que, sob pressão da Igreja Católica, vetou a indicação da obra para o Prêmio Literário Europeu, em 1992. No mesmo ano, o escritor se mudou de Portugal para Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde viveu até a morte. Além da homenagem, a revista traz uma entrevista com o escritor, único Prêmio Nobel de língua portuguesa."

Nota: Curiosamente, a revista homenageia o escritor ateu com o Ser que ele sempre procurou negar. É a pura polêmica nonsense criada para vender. Nonsense é pouco; trata-se de desrespeito e blasfêmia, uma vez que, para os cristãos, Jesus é o próprio Deus Filho, a encarnação da Divindade que caminhou entre os seres humanos para revelar o amor do Criador e, finalmente, morreu pelos pecadores, ressuscitando e dando prova de Seu poder. É claro que esses polemistas baratos sabem na face de quem estão batendo - daqueles que, por amor aos ensinamentos e exemplo pacifistas de seu Mestre, suportam a afronta e ainda oferecem o outro lado do rosto. Duvido que os editores da Playboy teriam coragem de usar Maomé como personagem. Para onde caminha a humanidade? Não contentes em rebaixar a mulher, exibindo-a como mercadoria para uma plateia masculina dada ao voyeurismo editorial, esses revisteiros partem agora para o rebaixamento do próprio Criador. Nossa dívida com Sodoma e Gomorra continua aumentando e a atitude irreverente de nosso tempo é puro cumprimento das profecias (cf. 2Tm 3:1-5). O que mais falta? "Não retarda o Senhor a Sua promessa [da segunda vinda], como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo [paciente] para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2Pe 3:9).[MB]

Jesus não era cristão

Muita gente pensa que sim. Todavia, a religião de Jesus não era cristianismo. Explico. Jesus não tinha pecado, nunca confessou pecados, nunca pediu perdão a Deus (ou a ninguém), não foi justificado pela fé, não nasceu de novo, não precisava de um mediador para chegar ao Pai, não tinha consciência nem convicção de pecado e nunca se arrependeu. A religião de Jesus era aquela do Éden, antes do pecado entrar. Era a religião da humanidade perfeita, inocente, pura, imaculada, da perfeita obediência (cf. Lc 23:41; Jo 8:46; At 3:14; 13:28; 2Co 5:21; Hb 4:15; 7:26; 1Pe 2:22). Já o cristão – bem, o cristão é um pecador que foi perdoado, justificado, que nasceu de novo, que ainda experimenta a presença e a influência de sua natureza pecaminosa. Ele só pode chegar a Deus através de um mediador. Ele tem consciência de pecado, lamenta e se quebranta por eles, arrepende-se e roga o perdão de Deus. Isto é cristianismo, a religião da graça, a única religião realmente apropriada e eficaz para os filhos de Adão e Eva.

Assim, se por um lado devemos obedecer aos mandamentos de Jesus e seguir seu exemplo, há um sentido em que nossa religião é diferente da dEle. Quando as pessoas não entendem isso, podem cometer vários enganos. Por exemplo, elas podem pensar que as pessoas são cristãs simplesmente porque elas são boas, abnegadas, honestas, sinceras e cumpridoras do dever, como Jesus foi. Sem dúvida, Jesus foi tudo isso e nos ensinou a ser assim, mas não é isso que nos torna cristãos. As pessoas podem ser tudo isso sem ter consciência de pecado, arrependimento e fé no sacrifício completo e suficiente de Cristo na cruz do Calvário e em Sua ressurreição – que é a condição imposta no Novo Testamento para que sejamos de fato cristãos.

Esse foi, num certo sentido, o erro dos liberais. Ao removerem o sobrenatural da Bíblia, reduziram o Jesus da história a um mestre judeu, ou um reformador do judaísmo, ou um profeta itinerante, ou ainda um exorcista ambulante ou um contador de parábolas e ditos obscuros que nunca realmente morreu pelos pecados de ninguém (os liberais ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem de fato foi o Jesus da história, mas continuam pesquisando...). Para os liberais, todas essas doutrinas sobre o sacrifício de Cristo, Sua morte e ressurreição, o novo nascimento, justificação pela fé, adoção, fé e arrependimento, foram uma invenção do Cristianismo gentílico. Eles culpam especialmente a Paulo por ter inventando coisas que Jesus jamais havia dito ou ensinado, especialmente a doutrina da justificação pela fé.

Como resultado, os liberais conceberam o Cristianismo como uma religião de regras morais, sendo a mais importante aquela do amor ao próximo. Ser cristão era imitar Cristo, era amar ao próximo e fazer o bem. E, sendo assim, perceberam que não há diferença essencial entre o Cristianismo e as demais religiões, já que todas ensinam que devemos amar o próximo e fazer o bem. Falaram do Cristo oculto em todas as religiões e dos cristãos anônimos, aqueles que são cristãos por imitarem a Cristo sem nunca terem ouvido falar dEle.

Se ser cristão é imitar a Cristo, vamos terminar logicamente no ecumenismo com todas as religiões. Vamos ter que aceitar que Gandhi era cristão por ter lutado toda sua vida em prol dos interesses de seu povo. A mesma coisa o Dalai Lama e o chefe do Resbolah.

Não existe dúvida que imitar Jesus faz parte da vida cristã. Há diversas passagens bíblicas que nos exortam a fazer isso. No Novo Testamento encontramos por várias vezes o Senhor como exemplo a ser imitado. Todavia, é bom prestar atenção naquilo em que o Senhor Jesus deve ser imitado: em procurarmos agradar aos outros e não a nós mesmos (1Co 10:33–11:1), na perseverança em meio ao sofrimento (1Ts 1:6), no acolher-nos uns aos outros (Rm 15:7), no andarmos em amor (Ef 5:23), no esvaziarmos a nós mesmos e nos submeter à vontade de Deus (Fp 2:5) e no sofrermos injustamente sem queixas e murmurações (1Pe 2:21). Outras passagens poderiam ser citadas. Todas elas, contudo, colocam o Senhor como modelo para o cristão no seu agir, no seu pensar, para quem já era cristão.

Não me entenda mal. O que estou tentando dizer é que para que alguém seja cristão é necessário que ele se arrependa genuinamente de seus pecados e receba Jesus Cristo pela fé, como seu único Senhor e Salvador. Como resultado, essa pessoa passará a imitar a Cristo no amor, na renúncia, na humildade, na perseverança, no sofrimento. A imitação vem depois, não antes. A porta de entrada do Reino não é ser como Cristo, mas converter-se a Ele.

(Augustus Nicodemos Lopes)

segunda-feira, julho 05, 2010

Revista Adventista comemora os 110 anos da CPB

Neste mês de julho, a Revista Adventista tem como reportagem de capa uma matéria de peso. O material de dez páginas, assinado por quatro editores [Diogo Cavalcanti, Guilherme Silva, Michelson Borges e Wendel Lima], oferece um panorama do desenvolvimento da maior editora da Igreja Adventista na atualidade, a Casa Publicadora Brasileira, localizada em Tatuí, SP. Tendo como pano de fundo a história do pastor Evaldo Krähembüll, converso ao adventismo por influência do livro O Conflito dos Séculos, de Ellen G. White, a matéria apresenta um mosaico entre fatos marcantes do passado, retrato do presente e desafios para o futuro. Leitura indispensável para quem deseja entender a influência da literatura no crescimento da Igreja Adventista no Brasil.

No caderno de notícias, a matéria principal trata da retomada do projeto das lanchas Luzeiro, programa assistencial que lançou as sementes do adventismo na Amazônia e que por quase oito décadas tem inspirado gerações ao voluntariado. Na série “Retratos do Adventismo”, o território contemplado neste mês é a Região Norte, com seus desafios geográficos e grande receptividade ao evangelho. Você confere ainda como os jovens têm evangelizado por meio dos projetos sociais, artes cênicas e internet; além de ter um panorama dos hospitais adventistas brasileiros e descobrir por que a igreja quer investir na formação de evangelistas voluntários.

A Revista Adventista é o órgão geral dos adventistas no Brasil há mais de cem anos e pode ser adquirida em uma das nove lojas da Casa Publicadora Brasileira, nas sedes administrativas dos adventistas, pelo telefone 0800-9790606 ou pelo site www.cpb.com.br. E você pode seguir a revista pelo perfil: www.twitter.com/rev_adventista

(Wendel Lima, ASN)

Missão Malásia

Hoje foi o último dia de aula da matéria Missão da Igreja, que estou cursando neste meu último período do mestrado em Teologia, no Unasp. Nosso professor, o Dr. Berndt Wolter, logo depois da aula, embarcou para a Malásia com um grupo de alunos do bacharelado em Teologia. O objetivo, além de proporcionar experiência prática em missão para os futuros pastores, é partilhar o evangelho com o povo malaio. Os estudantes de mestrado deram sua parcela de contribuição doando dinheiro que foi usado na compra de Bíblias que serão usadas no evangelismo. Segundo o professor Wolter, os brasileiros levam muita vantagem como missionários em países estrangeiros. "Nosso país é pacífico, somos um povo alegre e há também a apreciação pelo nosso futebol, o que acaba atraindo ainda mais simpatia pelo brasileiro. Podemos e devemos utilizar essas vantagens naturais para partilhar a mensagem de Cristo", disse Wolter, que já trabalhou como missionário na Alemanha.

A verdade é que os adventistas brasileiros podem contribuir e muito para apressar a pregação do evangelho em todo o mundo para que Jesus volte o quanto antes. A fim de despertar interesse na missão e solicitar orações pelos que estão doando parte de seu tempo, recursos e talentos para disseminar esperança longe de casa, o blog Criacionismo.com.br estabeleceu parceria com o estudante de teologia Felipe Tonasso. Formado em educação artística (música) e pós-graduando em aconselhamento familiar, Tonasso vai enviar testemunhos de sua aventura missionária que serão publicados aqui no blog. Acompanhe![MB]

"Sim, estou indo para Malásia. Todos os anos o Unasp/c2 e o Núcleo de Missões (Numci) seleciona alunos formandos em Teologia para missão global e tive o privilégio de ser escolhido para a Missão Malásia 2010. Oito alunos irão para Guiné-Bissau/África sob a liderança do Pr. Natanael Moraes e seis alunos irão para Kota Kinabalu/Malásia sob a liderança do Pr. wolter (coordenador do Núcleo de Missões do Unasp/c2). (Se interessar, depois conto sobre os critérios de escolha.)

"Partimos na segunda-feira dia 05/07 com retorno previsto para 11/08. Serão dias intensos de pregação da Palavra de Deus nas igrejas e tendas locais organizadas por um dos programas de missão global da Igreja Adventista do Sétimo Dia: sharehim.org

"É meu primeiro desafio como missionário em uma cultura oriental e pretendo fazer desta experiência algo transformador em minha jornada com Deus. Meu pedido é que Ele marque minha vida e me guie em experiências únicas como guiou Seus discípulos através da história.

"Decidi neste período transformar o blog em uma espécie de diário de missão. Os próximos posts serão dedicados a narrar o preparo, informações, experiências, fotos e vídeos sobre a missão. Dentro do possível (tempo) e da tecnologia (conexão) disponível lá, atualizarei sempre com notícias. O objetivo é simples: partilhar o que Ele tem feito e motivar você a ter experiências como esta em sua caminhada.

"Por hoje apenas o anúncio, esta semana falarei um pouco sobre o país, o local onde ficaremos e mais alguns detalhes.

"Qualquer dúvida, sugestão, doação ($) e apoio espiritual, manifeste-se nos comentários. Será um prazer manter este diálogo com vocês. Abraço,

(Felipe Tonasso)

Abstinência sexual para conter aids

Cientistas que lutam contra a grande epidemia de aids na África defendem uma medida diferente para evitar que a doença se espalhe ainda mais. Os epidemiologistas Alan Whiteside e Justin Parkhurst querem que os governos de países do continente lancem campanhas recomendando que seus cidadãos façam abstinência sexual durante um mês em um período determinado. Eles citam evidências de que uma pessoa tem maior probabilidade de transmitir o vírus HIV um mês depois de ser infectada. Uma campanha de abstinência poderia reduzir novas infecções em até 45%, afirmam – um grande passo para nações como África do Sul, Zimbábue e Suazilândia. A pesquisa analisou os casos de grupos religiosos – como os muçulmanos, que não fazem sexo do nascer até o pôr-do-sol durante o Ramadã. Segundo o programa Unaids, das Nações Unidas, em países predominantemente islâmicas, apenas 0,2% da população tem o vírus HIV. "O importante é aceitar que em um período delimitado todos ajam da mesma forma", afirma Whiteside, da Universidade KwaZulu-Natal, na África do Sul.

(Zero Hora)

Nota: E se a humanidade seguisse as recomendações de um antigo compêndio sagrado para judeus e cristãos (no qual o próprio Corão foi inspirado) e promovesse a abstinência sexual até o casamento, num contexto de amor e compromisso, próprio para a expressão da sexualidade? E se, também seguindo esse Livro Sagrado, as pessoas fossem fieis a seus cônjuges, encarando o(a) parceiro(a) como parte de si mesmo(a), “carne da mesma carne”? Não apenas a transmissão sexual da aids e outras tantas doenças seriam coisa do passado, como também não mais veríamos filhos sendo trazidos ao mundo por mães solitárias, abandonadas por quem não merece ser chamado de homem – muito menos pai. Não mais veríamos adolescentes sofrendo de baixa autoestima e depressão causadas pela sensação de terem sido feitas de objeto para satisfazer os desejos de rapazes cuja mente é alimentada pelo marketing do prazer pelo prazer. Quando a humanidade vai perceber que a melhor maneira de viver é segundo as amorosas diretrizes dAquele que sabe como funcionamos?[MB]

domingo, julho 04, 2010

Música altera batimento cardíaco

Música clássica é capaz de mudar a taxa de batimentos cardíacos tanto em pessoas saudáveis quanto em pacientes em estado vegetativo, sugerindo que ela pode afetar os sistemas neurais da emoção mesmo quando o pensamento consciente está ausente. Francesco Riganello e sua equipe, do Instituto Santa Anna, em Crotone, Itália, tocaram quatro músicas clássicas para 16 voluntários saudáveis enquanto mediam seus batimentos cardíacos. A equipe repetiu o experimento com 9 pacientes em estado vegetativo. Os pesquisadores também pediram aos voluntários saudáveis para descrever as emoções que sentiam enquanto escutavam as músicas. As peças, de três minutos cada uma e de diferentes compositores, foram escolhidas devido a seus diferentes ritmos, fator que produz emoções tanto positivas e quanto negativas.

Riganello descobriu que a música afetou a taxa de batimentos cardíacos da mesma forma nos dois grupos. Músicas consideradas "positivas" pelos voluntários saudáveis, como o minueto do quinteto de cordas em Mi Maior, de Boccherini, diminuíram a taxa de batimentos cardíacos, enquanto músicas "negativas", como a sexta sinfonia de Tchaikovsky, aumentaram os batimentos.

Uma pessoa está em estado vegetativo quando não apresenta nenhuma resposta comportamental visível a estímulos externos. "Em geral, acredita-se que pacientes vegetativos estão isolados do mundo externo, mas essa ideia pode estar incorreta", diz Riganello.

Padrões cardíacos observados em pessoas saudáveis ao escutar a música de Boccherini em estudos anteriores indicam que os pacientes ficavam mais relaxados. Riganello sugere que algo semelhante poderia estar acontecendo em pacientes em estado vegetativo.

Ele acredita que a reação se origina em regiões inferiores do cérebro, como os sistemas límbico e paralímbico, que controlam emoções e respostas autônomas e podem permanecer ativos mesmo depois de lesões cerebrais extensas. [...]

O estudo foi publicado no periódico Clinical Neurophysiology.

(BOL Notícias)

Nota: Depois de ler sobre essa pesquisa e o poder do ritmo no que tange às emoções, fiquei pensando em certos tipos de música ritmadas que são executadas em igrejas, ambiente que deveria levar os adoradores ao contato com Deus, à introspecção e reflexão, e estimular tão somente "sentimentos positivos" e não agitação. Se a melodia e o ritmo são capazes de nos influenciar mesmo inconscientemente, não adianta colocar letra religiosa num estilo musical próprio para a danceteria. Cria-se, assim, conflito e afasta-se o adorador do adequado contato com o Divino.[MB]

sexta-feira, julho 02, 2010

Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo

Cerveja, vodca, vinho e uísque. Proibidas para menores de 18 anos, as bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques carregados de álcool em festas de formatura, baladas ou bares. “Os jovens não enxergam a bebida como algo ruim por causa da legalidade da bebida e do fácil acesso. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas”, explica Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados.

Quase metade dos adolescentes experimentou álcool pela primeira vez porque os pais ofereceram. “Promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Jovens menores de 18 anos não devem – e não podem tomar. Ao fazer isso, você dá uma noção de que beber com essa idade é normal e aceitável”, diz Pinsky. “Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. O consumo de qualquer droga altera o funcionamento cerebral. Essa alteração predispõe a outros distúrbios comportamentais”, explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio de Janeiro.

No cérebro, o álcool age principalmente no hipocampo, pequena estrutura localizada nos lobos temporais, principal sede da memória, segundo explica Célia Roesler, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Quando um adolescente bebe muito, acaba causando danos nesse hipocampo. Assim, a memória fica ruim e prejudica o aprendizado e a motivação”, diz Roesler.

A justificativa geral dos adolescentes para o consumo da bebida durante as saídas é a coragem. “O álcool bloqueia a inibição. Coisas que uma pessoa não faria sóbria, ela faz alcoolizada. E isso é um grande risco”, completa Roesler.

Os médicos são unânimes em afirmar que o corpo de um adolescente não está preparado para ingestão de bebidas alcoólicas e que não existem doses seguras para o consumo. “Em primeiro lugar, beber em excesso não faz bem para ninguém. Pior para os adolescentes, que estão passando pelo período de crescimento, em que todas as células do corpo estão se desenvolvendo. O álcool envenena todas essas células e pode acarretar danos a todos os órgãos em formação”, diz Mauricio Castro de Souza Lima, hebiatra (médico especialista em adolescência) do Instituto da Criança.

(Veja)

Nota: Enquanto o álcool for considerado droga lícita e seu consumo for incentivado por adultos inconsequentes, comerciais apelativos e pessoas e instituições influentes, como esportistas (!) e a própria Seleção Brasileira, o máximo que a mídia poderá fazer é se espantar com as consequências dessa tolerância irresponsável (a própria Veja tem seu naco de lucro advindo das cervejarias e destilarias, vendendo-lhes páginas inteiras de anúncios).[MB]

quinta-feira, julho 01, 2010

Revista Parousia trata do tema Criacionismo

A revista da Faculdade Adventista de Teologia do Unasp, Parousia, deste primeiro semestre de 2010, traz como tema principal o criacionismo. São 133 páginas e sete artigos escritos por estudiosos da área: “Os céus, o intervalo e a semana da criação”, por Ruben Aguilar; “A Suméria e os testemunhos extrabíblicos de Gênesis 1-11”, por Rodrigo Silva; “Como a evolução substituiu a criação para explicar a origem da vida”, por Wellington dos Santos Silva; “Uma visão criacionista da educação”, por Ruy Carlos de Camargo Vieira; “Criacionismo na mídia”, por Michelson Borges; “O desafio das origens”, por Roberto Cesar de Azevedo; e “Os atuais desastres geológicos: uma breve chave para o passado e para o futuro”, por Nahor Neves de Souza Jr.

O texto de contracapa diz o seguinte:

“Todo o edifício teológico que se ergueu por séculos com o material extraído das páginas das Escrituras Sagradas está, por assim dizer, alicerçado nas informações apresentadas nos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Elimine-se a confiança na absoluta veracidade daquelas narrativas, e estarão irreparavelmente comprometidas também a veracidade e a objetividade de doutrinas bíblicas capitais, tais como a do pecado e da salvação.

“Perdura nos dias atuais, seja em círculos acadêmicos ou não acadêmicos, uma visão distorcida do conhecimento chamado científico, que insiste em caracterizá-lo pela oposição com os outros saberes, considerados inferiores. Calcada no positivismo filosófico que ganhou corpo no século 19, tal visão só admite como concretos os dados passíveis de observação e experimentação. O pensamento evolucionista que começou a se destacar no mesmo período se beneficia hoje da influência daquela corrente filosófica, embora paradoxalmente careça justamente da prova experimental por ela imposta. Sua força é tão grande na atualidade, que diversos e significativos segmentos cristãos já aceitam com naturalidade a posição que nega a historicidade da seção de Gênesis 1-11, atribuindo-lhe ares míticos ou alegóricos.

“Esta edição de Parousia apresenta uma seleção de artigos produzidos por teólogos e pesquisadores de outras áreas do conhecimento. Seu objetivo é demonstrar ao leitor que, a rigor, não existe entre o criacionismo e a ciência qualquer incompatibilidade a não ser aquela forjada nas oficinas do cientificismo ateísta ou pseudo-ateísta. Inclusive, diversos pontos do pensamento criacionista podem ser comprovados por disciplinas científicas tão diversas como, por exemplo, a Geologia, a Biologia e a Arqueologia. Os autores procuraram tornar as questões de cunho técnico-científico o mais claras possível para o leitor não iniciado. Tais contribuições certamente reforçarão a convicção cristã numa das mais decisivas reivindicações que a Bíblia faz acerca de si mesma: ali está a Verdade.”

Mais informações pelo fone (19) 3858-9322 ou pelo e-mail unaspress@unasp.edu.br

Não fique sem esse rico material que certamente vai contribuir para esclarecer aspectos da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo.

Vida complexa surgiu há “2 bilhões de anos”

Estranhos fósseis oriundos do Gabão, na África Ocidental, podem acabar com a pasmaceira biológica que parecia reinar na Terra até uns 600 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista, evidentemente]. Essa era a data mais aceita para a origem da vida complexa, com muitas células, mas os tais fósseis têm 2,1 bilhões de anos e, segundo seus descobridores, representam seres multicelulares, como os animais e plantas tão comuns no planeta hoje. A proposta, que se baseia numa análise química detalhada dos supostos cacos de seres vivos do Gabão, está na edição de hoje da prestigiosa revista científica Nature. O trabalho é assinado por Abderrazak El Albani, da Universidade de Poitiers (França), e Stefan Bengtson, do Museu Sueco de História Natural, entre outros membros da equipe internacional.

O primeiro passo do grupo foi mostrar que as estruturas, medindo no máximo uns poucos centímetros e com aparência que lembra vagamente flores ou corais, eram mesmo de origem biológica. Tarefa relativamente fácil, já que a vida tem um gosto bem específico para átomos de carbono. Conforme se desenvolvem, os seres vivos absorvem preferencialmente uma forma desse elemento; portanto, estruturas com proporção elevada desse tipo de carbono quase certamente derivam de criaturas vivas. [...]

Após fazer uma tomografia dos restos, eles constataram uma estrutura complexa, radial (ou seja, em forma de raio), vagamente parecida com o que se vê numa estrela-do-mar ou anêmona. A coisa, seja lá o que ela fosse, parece ter crescido lentamente, com a adição de camadas de matéria orgânica nas pontas, como um coral, mas sem rigidez - as “dobrinhas” parecem ter sido moles antes da fossilização.

Os pesquisadores nem se arriscam a especular que tipo de criatura era ou como vivia, mas afirmam que o mais provável é que se tratasse mesmo de um organismo multicelular, talvez formador de colônias - de novo, como os corais dos mares de hoje. [...]

Como quase não há registros no buraco que separa 2,1 bilhões de anos de 600 milhões de anos, pode ser que se trate de um experimento abortado da vida multicelular, um ensaio que não vingou. Assim, as criaturas do Gabão não seriam ancestrais de nenhum ser vivo de hoje. E não dá para descartar a possibilidade de que sejam grupos de seres unicelulares.

(Folha.com)

Nota: É tanta especulação que quase não sobram fatos concretos. Bem, o fato é que encontraram vestígios de vida complexa num momento da escala de tempo evolucionista que somente deveria conter formas de vida simples (seja lá o que isso signifique, uma vez que apenas uma célula já consiste num sistema de tremenda complexidade irredutível). Note como é inevitável comparar o ser “primordial” com estrelas-do-mar e corais modernos. Trocando em miúdos: complexidade é percebida de alto abaixo na coluna geológica; desde os trilobitas do Cambriano até os mamíferos modernos, tudo e todos falam claramente a favor do design inteligente. Difícil mesmo é explicar o tremendo acréscimo de informação genética necessária para, a partir de um ser unicelular, originarem-se todos os organismos multicelulares. Informação complexa e específica não surge do nada e não se aprimora por si só. Resumindo: vida complexa não surgiu há dois bilhões de anos. Ela existe desde que a vida foi criada, há milhares de anos.[MB]

Campanha de lingerie provoca o Vaticano


A foto acima faz parte da nova campanha da Duloren. A imagem, que mostra uma modelo de lingerie rechaçando um padre, com o Vaticano ao fundo e a frase “Pedofilia não”, começará a ser veículada amanhã. Mas já está bombando no Twitter. A maior parte dos comentários dos twiteiros é sobre a veracidade da campanha. Sim, é real mesmo. A assessoria de imprensa da marca informa que a foto foi feita no Vaticano e que a ideia é levantar a bandeira contra o abuso sexual infantil. Se vai ajudar a vender lingerie eu não sei, mas a polêmica já começou. O que você achou?

(Época)

Nota: Essa campanha publicitária mostra o cúmulo da ironia. Uma mulher seminua vai a público exigir comportamento ético de um religioso! É triste quando vemos perder a moral aqueles que deveriam ser exemplo de boa conduta e defensores dos princípios bíblicos. Religiosos (não apenas católicos) abusam de crianças das quais é o reino dos Céus, como disse Jesus. Lobos travestidos de pastores se aproveitam da boa fé do povo simples e esvaziam-lhes os bolsos quando deveriam é encher-lhes a vida de esperança e amor desinteressado. Essa realidade é muito triste e revela cada vez mais que a maior necessidade do mundo é a de "homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" (Ellen G. White, Educação, p. 56, 57).

Monstro do mar é encontrado em deserto do Peru

Pesquisadores descobriram o fóssil de uma baleia antiga com enormes e assustadores dentes. Escrevendo na revista especializada Nature, os cientistas chamaram a criatura, que viveu há 12 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], de "Leviatã". Acredita-se que a baleia tinha mais de 17 metros de comprimento, e que pode ter travado intensas batalhas com outras criaturas gigantes que viviam no mar durante o período. A Leviatã era bastante parecida com a baleia cachalote moderna em termos de tamanho e aparência. Mas é aí que termina a semelhança. Enquanto a baleia cachalote é um animal relativamente passivo, que engole lulas do fundo do mar, a Leviatã era uma agressiva predadora. De acordo com Christian de Muizon, diretor do Museu de História Natural de Paris, a Leviatã poderia ter caçado e comido grandes criaturas marinhas como golfinhos, focas e até mesmo outras baleias. "Era um tipo de monstro do mar", disse. "E é interessante notar que ao mesmo tempo nas mesmas águas havia outro monstro, que era um tubarão gigante de cerca de 15 metros de comprimento. É possível que eles tenham lutado."

Os pesquisadores especulam que a Leviatã podia caçar presas grandes, de até oito metros. A baleia capturava outros animais com sua enorme mandíbula e os destruía rapidamente com seus grandes dentes. [...] "Nós imediatamente vimos que era uma baleia muito grande e quando olhamos de perto vimos que era uma baleia cachalote gigante com dentes gigantes." [...]

A descoberta do crânio significa que a Leviathan não é apenas um mito. Os pesquisadores não sabem as razões que levaram à extinção do Leviatã. Eles especulam que possíveis mudanças ambientais podem ter obrigado a criatura a mudar seus hábitos alimentares. [...]

(O Estado de S. Paulo)

Nota: É o tipo de achado que ajuda a reforçar pelo menos dois relatos bíblicos tidos por alguns como lenda: a história de Jonas e o dilúvio de Gênesis. Com respeito a Jonas e o grande peixe (a Bíblia não diz que foi uma baleia que engoliu o profeta), há quem negue o relato afirmando que não existiriam peixes grandes o suficiente para que um homem passasse pela goela deles sem ter sido mastigado; ainda que tivesse sido uma baleia, isso não seria possível, já que nelas a goela é relativamente estreita. Bem, o achado do “leviatã” (se não levarmos em conta a elástica e duvidosa escala de tempo evolucionista) parece evidenciar justamente o contrário – existiram, sim, peixes capazes de engolir criaturas do tamanho de um homem. Além disso, como explicar que um animal desse porte possa ter sido fossilizado e encontrado num deserto? Somente quantidade gigantesca de sedimentos e lama poderia ter sepultado instantaneamente o animal a fim de que o corpo dele virasse fóssil. Juntando essa descoberta com outras, como a dos muitos dinossauros fósseis encontrados em todo o mundo, podemos concluir que um dilúvio universal seria boa explicação para esses achados surpreendentes. Seria o cachalote gigante do Peru o leviatã bíblico? Difícil afirmar com certeza.[MB]