quinta-feira, abril 05, 2012

O Sudário de Turim

A revista Veja desta semana traz de volta a polêmica em torno do Santo Sudário, o manto que supostamente teria envolvido o corpo de Jesus. O “gancho” é o lançamento do livro O Sinal, da Cia. das Letras. O autor é Thomas de Wesselow, “historiador de arte inglês agnóstico e obcecado”, segundo a descrição da revista. A conclusão de Wesselow é a seguinte: “Se não é possível provar que o manto de Turim é a mortalha do corpo de Cristo, também não existem provas conclusivas de que não seja.” E a semanal ainda afirma que essa conclusão do historiador é “extraordinária”. Resumindo: é mais do mesmo numa reportagem que tem cara de matéria paga.

Mas, antes que você pense que Wesselow e a Veja estão defendendo a ressurreição de Jesus, leia isto: “O autor ainda afirma que foi o Sudário, e não Jesus Cristo ressuscitado, que apareceu para seus seguidores nas passagens bíblicas da ressurreição. [...] Tomé, segundo o historiador inglês, não esteve diante do corpo de Jesus ressurrecto, como creem os cristãos, mas das manchas vermelhas estampadas no linho de Turim.” Muito esperto o autor agnóstico (e a Veja também, claro): ganha uma grana com o assunto que sempre gerou polêmica, não deixa de se render à constatação de que Jesus é um personagem histórico (quase ninguém nega isso), mas, ao mesmo tempo, usa o Sudário para dar a entender que a ressurreição (ou pelo menos as aparições de Jesus depois dela) seria mito.

A propósito dessa reportagem de Veja, Rodrigo Pereira da Silva (professor do Unasp, doutor em teologia, doutorando em arqueologia pela USP e apresentador do programa “Evidências”, da TV Novo Tempo) partilhou conosco o material abaixo.[MB]

O Sudário de Turim é um pano que, segundo creem alguns, teria impressa de maneira miraculosa a imagem de Jesus. Há anos está guardado numa igreja em Turim e o tecido só é apresentado ao publico a cada dez anos. O tempo da exposição pode variar entre poucos dias até um mês e meio, e gente do mundo inteiro vai até a Itália para ver de perto a tão valiosa relíquia. Os que defendem a veracidade do pano e do milagre que supostamente teria impresso a face de Jesus no tecido entendem que essa teria sido a mortalha original ou o sudário que cobriu o corpo do Senhor quando Seus discípulos o retiraram da Cruz. Talvez a palavra “sudário” seja estranha ao vocabulário de muitos porque caiu em desuso e necessita ser explicada.

Então vamos lá: a palavra “sudário” vem do latim Sudor que quer dizer “suor”; era, portanto, um antigo lenço para enxugar o suor do corpo. Frequentemente, nos tempos antigos – especialmente na época da Roma imperial –, sudários eram também usados para envolver corpos de pessoas mortas antes de serem depositados no túmulo. De fato, de acordo com os evangelhos, José de Arimateia, juntamente com outros discípulos, envolveu o corpo sem vida de Jesus num pano limpo de linho e o colocou no sepulcro de sua família. Mas, na manhã do domingo, Cristo voltou à vida deixando para trás os lençóis que o cobriram como prova de Sua ressurreição.

E então? Seria o Sudário de Turim esse pano? Estamos diante de um objeto autêntico? Bem, deixe-me em primeiro lugar dizer que, como pesquisador e ao mesmo tempo seguidor de Jesus Cristo, eu não teria dificuldade em acreditar que Deus poderia preservar uma relíquia como prova da ressurreição de Seu Filho. Por outro lado, porém, minha fé no cristianismo não depende da autenticidade do Sudário de Turim. Em outras palavras, não creio que meu cristianismo seja abalado se amanhã a igreja anunciar oficialmente que essa peça não é real. Mas uma coisa devemos admitir: a afirmação por detrás desse objeto é tão forte que, se ele for verdadeiro, estaremos diante do maior achado de todos os tempos, comparável ao Santo Graal ou à Arca da Aliança. Porém, se for falso, é a pior demonstração de má fé da história do cristianismo.

Antes, porém, de examinarmos os fatos, é bom esclarecer que, embora muitos teólogos e líderes religiosos tenham defendido com veemência a veracidade dessa relíquia, a própria hierarquia da Igreja Católica em Roma tem procurado assumir uma postura mais moderada nesse sentido. Num pronunciamento feito em 24 de maio de 1998, o falecido papa João Paulo II disse o seguinte acerca do Santo Sudário: “Uma vez que isso não representa um assunto de fé, a Igreja não tem nenhuma competência específica para se pronunciar sobre essas questões. Ela prefere confiar aos cientistas a contínua tarefa de investigar, de modo que algumas respostas mais satisfatórias possam ser obtidas em relação a esse lençol.”

Quando o Sudário foi pela primeira vez exposto ao público, em 1357, o Bispo de Troyes Henri de Poitiers afirmou que o pano era uma fraude e que ele mesmo conhecera o artista que havia feito a pintura. Trinta anos depois, o sucessor de Henri, Pierre d’Arcis, escreveu uma longa carta ao papa Clemente VII, na qual repete a mesma posição de seu antecessor quando ao Santo Sudário. Ele também afirma que o pano era manifactus, isto é, feito por obra humana e artificialiter depictus, artificialmente desenhado ou pintado.

O papa decidiu então não proibir a exibição da relíquia, mas ordenou que o bispo alertasse o povo de que não se tratava do corpo de Cristo e, sim, de uma representação artística dele.

É claro que também houve simpatia eclesiástica para com a relíquia. Em 1578, o arcebispo de Milão, Charles Borromeo, peregrinou a pé até Turim apenas para reverenciar o tecido. Depois, em 1670, um ofício papal garantiu indulgência, isto é, perdão, a quem fosse orar diante do Sudário. Mas note que em momento algum, desde aqueles dias até hoje, nem o magistério da igreja ou mesmo o papa oficialmente se pronunciaram declarando a autenticidade do tecido, e isso mesmo se mostrando simpáticos à veneração da relíquia.

Aliás, o próprio papa Bento 16 foi pessoalmente a Turim em maio de 2010 para ver o pano e o descreveu como um extraordinário ícone. Seu antecessor, o papa João Paulo II, também esteve lá e venerou a relíquia.

Mas, se é assim, por que eles nunca o declararam oficialmente verdadeiro? Na época em que Bento 16 visitou Turim, alguns jornalistas publicaram: “O papa bento 16 endossou o Sudário de Turim, mas se esquivou de declará-lo oficialmente como sendo a mortalha que cobriu Jesus.”

Por que esse silêncio eclesiástico de séculos acerca do assunto? É algo em que se pensar. A igreja nunca se mostrou tão tímida a oficializar algo milagroso que ela considerava verdadeiro, como foi o caso da aparição de Fátima. Por que, então, essa timidez em relação ao Santo Sudário?

Bem, seja como for, podemos estar certos de que até o presente momento não há nenhuma orientação oficial católica no sentido de que seus fiéis tenham de acreditar na autenticidade do medallion, como o pano foi apelidado pelos franceses.  Mas, conforme já mencionamos, a tradição apregoada por alguns diz que essa seria a mortalha original que cobriu o corpo de Jesus durante Seu sepultamento; contudo, a história desse pano só pode ser traçada com segurança até o ano 1357, quando ele foi pela primeira vez exposto ao público em Lirey, uma vila perto de Troyes, no norte da França. Fora disso, qualquer tentativa de traçar uma “caminhada” do pano desde a Palestina até a Europa é altamente romanceada e especulativa.

Mesmo entre os historiadores que defendem a autenticidade do Sudário, não há harmonia de opiniões. Uns, como Ian Wilson, dizem que o Sudário de Turim foi a mesma relíquia conhecida como Imagem de Edessa; outros, como Averil Cameron, negam completamente essa hipótese. O fato é que mesmo os mais ardorosos autores católicos admitem que há duas fases da história do pano, e ambas são divididas pelo ano 1357, aproximadamente. Daquele ano para trás, o que se diz tem alta dose de conjectura e nenhuma evidência factual. São autores católicos que admitem isso.

De acordo com o site oficial da Associação para Educação e Pesquisa do Sudário de Turin, criada em defesa da relíquia: “Embora haja significativa coleção de evidências sustentando a existência do Sudário antes do ano 1300, a maioria delas é, de fato, ‘circunstancial’ e permaneceu em sua maioria sem nenhuma comprovação.”

E agora se prepare para uma informação no mínimo curiosa: a própria Enciclopédia Católica, linkada na página do New Advent, traz na versão inglesa do verbete “O santo Sudário de Turim” um artigo no qual assume a posição de que o pano não é a imagem real de Jesus, mas uma pintura feita na Idade Média. Surpreendente, não é mesmo?

Pois bem, quando o Sudário foi exibido ao público em 1978 – para comemorar os 400 anos de sua chegada a Turin –, uma multidão de aproximadamente três milhões de pessoas correu para poder vê-lo pessoalmente. Mas, na verdade, o que essas pessoas enxergaram foi apenas um pano amarelado pelo tempo, pois a imagem é extremamente difícil de ser detectada a olho nu. Ela só fica visível numa fotografia, como se fosse um negativo.

Em 4 de outubro de 1973, um grupo de cientistas Europeus concluiu alguns estudos sobre o pano, graças a uma autorização especial concedida para examinar o tecido – não a fim de verificar sua autenticidade, mas para cuidar de sua preservação, principalmente porque em poucas semanas ele seria pela primeira vez exibido na TV em cores, com uma introdução feita pelo papa Paulo VI: temia-se que as luzes ou a gravação pudessem danificar a imagem. Um relatório foi feito e nele algumas evidências pareciam favoráveis à autenticidade do pano, outras não.

Então, um segundo grupo, composto de 24 cientistas, foi formado e eles puderam, em 1978, passar cinco dias examinando o tecido e fotografando suas partes. Esse grupo ficou conhecido pela sigla STURP, abreviação em inglês de Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim. Entre os que fizeram parte do time havia especialistas de diversas áreas e de diversos laboratórios. Como muitos esperavam, seria uma excelente oportunidade de demonstrar cientificamente uma prova miraculosa da fé cristã. Mas isso não ocorreu. O grupo tinha decidido que gastaria dois anos examinando cientificamente o Sudário e apresentaria um relatório final em 1980. Mas controvérsias dentro do grupo e situações ainda nebulosas impediram que tal relatório fosse publicado e o grupo foi oficialmente extinto em outubro de 1981.

A situação ficou muito delicada depois que o pesquisador Walter McCrone revelou publicamente sua posição, em setembro de 1980. McCrone, que faleceu em 2002, era um químico americano considerado um dos maiores especialistas em microscopia analítica. Por isso mesmo, foi convidado para integrar o time de pesquisadores em 1978 e liderar as pesquisas microscópicas em torno do tecido. A declaração do cientista foi feita num congresso realizado em Londres pela Sociedade Britânica do Sudário de Turim, uma agremiação católica a favor da relíquia.

O Dr. McCrone apresentou diante do auditório suas inequívocas conclusões de que o Sudário seria uma obra de arte medieval pintada com óxido de ferro, usando uma têmpera bastante diluída como veículo aglutinante. Nessa mesma época, o Dr. McCrone previu que se o Carbono 14 fosse usado no tecido demonstraria que ele estava certo, pois não daria uma datação mais antiga que a Idade Média ou o século 14, para ser mais exato.

Em 1988, a análise foi feita e comprovou-se o que McCrone havia dito oito anos antes. O tecido era realmente uma produção medieval. Ele foi fabricado em algum tempo entre 1260 e 1390 e não antes disso. Não era, definitivamente, um pano dos tempos de Jesus.

Curiosamente, mesmo outros especialistas da equipe que eram mais tendentes a considerar o Sudário legítimo também não puderam ser conclusivos em sua opinião científica. É o caso, por exemplo, de Ian Wilson, que escreveu inúmeros artigos e livros a respeito do assunto.

Jacques Evin, outro membro oficial do grupo de pesquisadores, especializado em técnicas de radiocarbono e fervoroso católico romano, afirmou a conclusão de que o Sudário teria sido um pano que cobrira um homem crucificado na Idade Média.

E por falar em radiocarbono, alguns tentaram desacreditar as análises feitas com o Carbono 14 dizendo que as amostras estariam contaminadas ou que o trabalho não fora bem executado. Aventou-se até a teoria de uma fraude, mas o Dr. Luigi Gonella, professor de física em Turim e consultor politécnico do grupo, desmentiu logo qualquer suspeita. As amostras, afirmou ele, foram bem coletadas e examinadas por três diferentes laboratórios, em Zurich, Oxford e Arizona.

A mesma afirmação foi feita pelo Dr. Douglas Danhue, coordenador do laboratório de aceleração e radiocarbono da Universidade do Arizona, que também participou da pesquisa. Segundo ele, “não houve nenhuma contaminação das amostras retiradas do tecido”.

Essa opinião também foi expressa formalmente pelo laboratório de Oxford, que recebeu uma das amostras. Todos os laboratórios confirmaram a mesma data e isso é um forte argumento a favor da afirmação de que o tecido fora elaborado na Idade Média. 

Hoje, cientistas como o Dr. Marvin Rowe, da Universidade do Textas, estão sugerindo novos testes de datação mais sofisticados, que não danificam a amostra e podem ser mais precisos que os realizados em 1988. Falta convencer os curadores de Turim a liberar novamente a peça para análise científica. Por enquanto, permanece a incerteza entre os que afirmam e os que negam a validade do teste de datação sobre o tecido.

Existem ainda vários outros problemas menores em relação ao Sudário e que passarei a apresentar de modo mais resumido: em primeiro lugar está o completo silêncio do Novo Testamento em relação a esse fenômeno. Supondo que fosse verdadeiro o milagre da aparição instantânea da imagem numa mortalha, era de se esperar que os apóstolos fizessem menção disso; curiosamente, porém, a ênfase material dada pelos discípulos, inclusive mais tarde por Paulo, é apenas sobre o túmulo vazio e os lençóis deixados ordenadamente para trás. Não há nada sobre uma imagem miraculosa.

Outro problema está com a substância encontrada no tecido. Seriam essas marcas escuras escorrendo pela testa, membros e especialmente na costela esquerda produzidas por sangue humano? Os cientistas novamente encontram-se divididos. Samuel Pellicori, especialista em espectroscopia que também fez parte do time de pesquisadores de 1978, afirmou que era sangue humano, mas com idade máxima de 600 anos, não podendo, portanto, ser sangue de Cristo. Já Walter McCrone diz que se trata de pigmento de pintura. E outros, é claro, dizem ser sangue humano com a possibilidade de ser o sangue de Cristo.

Mas, novamente, temos um problema. Ao se analisar a imagem impressa no pano, nota-se que o sangue continuou estranhamente escorrendo juntamente com o suor. Está claro que essas manchas se formaram depois que o corpo foi deitado sobre o pano e sepultado. Ora, até mesmo um leigo em medicina sabe que mortos não suam, nem sangram. Logo, se aquilo for realmente sangue humano e aquela imagem for a de Jesus, então o sudário será o maior argumento contra o cristianismo, pois provará que a morte na Cruz foi um embuste; Jesus estaria plenamente vivo, com febres por causa dos machucados e tendo Seu aparelho circulatório funcionando com um mínimo de batidas cardíacas que permitiriam o escorrimento do suor e do sangue sobre o tecido. Sangue em processo de coagulação, como é o de um defunto, provocaria um borrão no sudário e não uma imagem tão nítida.

Outro problema está em que os fortes indícios apontados como prova da veracidade do pano não são tão conclusivos assim. Por exemplo, a imagem das tais moedas de Pilatos que Francis Filas disse ter encontrado sobre os olhos da vítima não possuem nenhum indício de plausibilidade. É necessária muita imaginação para perceber ali a presença de duas moedas do primeiro século, isso sem contar que os judeus piedosos não tinham por costume colocar moedas na boca ou nos olhos de um morto, pois esse era um costume pagão dos gregos para pagar o barqueiro Caronte no mundo dos mortos. Estranho imaginar que os discípulos de Jesus tivessem esse costume...

Note também, ao observar a imagem impressa no Sudário, que a posição do corpo estaria muito apropriada para os ditames da Idade Média, com as mãos cobrindo a genitália. Essa situação de decência ou postura comedida para um morto judeu do primeiro século não faz sentido. A professora Raquel Hachilli, especialista em arqueologia da Universidade de Haifa, afirma que tanto em Jericó quanto em Jerusalém, a postura comum dos corpos era com os braços estendidos para os lados. Desconhece-se nessas duas regiões qualquer evidência de que as pessoas fossem sepultadas conforme o defunto do Santo Sudário. Isso sem contar que, ainda que a pessoa fosse colocada naquela posição, seus músculos relaxariam e a gravidade faria os braços caírem.

Existem boas teorias de como a imagem poderia ter sido montada na Idade Média. Muitos acadêmicos acham absurda a ideia de que eles não teriam tecnologia para produzir uma peça assim; aliás, a própria Enciclopédia Católica relembra que vários outros sudários circularam pela Europa, também contendo misteriosamente o rosto de Cristo. Esse era apenas mais um que acabou se tornando mais famoso.

É exatamente por essas e outras razões que, embora tenhamos fé na historicidade da ressurreição de Cristo, nutrimos sérias dúvidas quanto à autenticidade do Sudário de Turim.

Nova teoria: "blocos criadores da vida" vieram do Sol

Os planetas do sistema solar, de acordo com as teorias mais aceitas, teriam se formado por volta de 4,5 bilhões de anos atrás. A formação aconteceu [como isso é apenas hipótese, o correto seria escrever “teria acontecido”] a partir do choque entre pequenas partículas, que pouco a pouco foram se juntando e formando rochas, até que se tornaram massivas o bastante para ter gravidade e “nascerem” como planetas [puf!]. Mas como se criaram as moléculas orgânicas que proporcionam a vida? Um estudo recente, conduzido por dois geofísicos da NASA, sugere que a matéria necessária para que haja vida foi resultante de dois compostos: inicialmente, as substâncias resultantes de um disco de poeira que orbitava o Sol. A esses grãos de poeira, dentro do próprio disco, teria sido adicionada radiação ultravioleta, o que deu [não faltou outro “teria” aqui?] origem às primeiras moléculas orgânicas. [O uso da fórmula de lavagem cerebral é típico nesse tipo de texto: hipótese (teria) + afirmação (ocorreu) = convencimento.]

Dessa maneira, foram criados [nova afirmação a partir de hipótese] “blocos criadores de vida”, ou seja, compostos fixos de matéria orgânica em órbita. De alguma maneira (que ainda é tema de debate entre os cientistas), tais “blocos” teriam chegado à Terra ainda em estágio primitivo de formação geológica, e a vida teria se iniciado em nosso planeta a partir desse instante [puf!].

As explicações dos geofísicos da NASA foram elaboradas a partir de um modelo computadorizado para explicar a teoria [também típico]. A base dessa união de compostos solares, segundo eles, seriam átomos de oxigênio e nitrogênio, que gradativamente foram se recombinando e dando origem a materiais mais complexos.

Mais do que explicar [?] o que teria acontecido em nosso sistema solar [o que aconteceu num modelo computacional dirigido poderia explicar o que teria acontecido por acaso no sistema solar?], os pesquisadores defendem que esse mesmo procedimento pode ter acontecido em estrelas semelhantes ao Sol, o que dá margem à ideia de que pode haver vida em outras regiões do espaço, ao redor de qualquer estrela.


Nota: Note como os darwinistas simplificam o que é extremamente complexo: desde que “surjam” moléculas orgânicas, a vida está garantida! Será que é fácil assim de se obter proteínas específicas que formam o DNA ultracomplexo, organizado e repleto de informação? Ainda que admitíssemos que essas moléculas supostamente “precursoras” da vida conseguissem alcançar a Terra e resistir às altíssimas temperaturas da entrada na atmosfera (caso tivessem vindo a bordo de um meteorito), sendo, depois, capazes de sofrer polimerização e se organizar espontaneamente, seriam elas capazes de dar origem a uma célula funcional capaz de se reproduzir perfeitamente? E mais: um modelo computacional com dados fornecidos por mentes inteligentes pode apropriadamente substituir a observação de um evento tido como ocorrido ao acaso? Claro que não. Mas que opção eles têm?[MB]

terça-feira, abril 03, 2012

Arte da Pesquisa

A quantidade de informações publicadas na web já é maior do que tudo o que foi produzido pela humanidade até agora em matéria de conhecimento. Um dos problemas com os quais as pessoas hoje têm que lidar não tem que ver com a falta de informação, mas, sim, com o excesso dela. Onde encontrar o que se procura nesse mar de conteúdo? E, principalmente, como selecionar o que é realmente relevante, sem perder o foco e naufragar nas ondas do conhecimento fútil e, às vezes, nocivo? É disso que este livro trata. Vanderlei Ricken, ele mesmo grande pesquisador e amante do conhecimento, nos conduz pela mão e nos apresenta, como bom bibliotecário que é, as melhores dicas para aproveitar as facilidades do mundo da informação. Em uma palavra, Arte da Pesquisa é um livro necessário.[MB]

O livro é muito prático e vai direto ao ponto. Possui 304 páginas, muitas figuras ilustrando o procedimento recomendado, índice digital para você encontrar com o dedo o capítulo e o assunto desejado e índice remissivo geral no fim, para localizar algo no livro. Além disso, as atualizações do livro estarão gratuitamente no site www.artedapesquisa.com para as pessoas que adquiriram a obra.

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Um tempo para a alma

Parar. Refletir. Meditar. Pensar em coisas boas. Em busca do urgente, muitas vezes nos esquecemos do que verdadeiramente é importante. Trabalho, estudo, cursos, pós aqui e MBA ali, mestrado cá, doutorado acolá. Aula disso e aula daquilo. Capacitação. Aula de natação. Jornal matutino, telejornal vespertino, rádio para saber como está o trânsito, revista semanal para formar opinião política. E a vida segue. São tantas as coisas que temos de fazer, tantos os compromissos, celular para atender, e-mail para responder, Face para atualizar e ideias para (re)tuitar. E la nave va. Já é tarde, precisamos dormir; já é cedo, temos que acordar. Desjejum ligeiro e almoço rápido, ceia às vezes. Quando dá. E se dá, deu! Se não, paciência, o urgente é que é quente; o chefe sempre tem que estar contente.

Cartão para pagar, aluguel vencendo, carnê do carro financiado, lojas isso, lojas aquilo, débito automático; imposto até o mês de maio. Tudo programático. No meio do ano, passamos a existir, mas logo chega dezembro. Aí, o Papai Noel toma tudo o que é nosso. O pagamento? Em 12 vezes com juros, agora abaixo dos dois dígitos.

Meus filhos cresceram, minha esposa já não é a moça de outrora. Tenho dores a toda hora. E o tempo passa.

Alguns de nós só nos damos conta de que praticamente tudo já passou, aos 47 do segundo tempo. Ainda há tempo? Bem, se o juiz for legal, pode ser que haja preciosos minutos. Mas, certamente, muito pouco para decidir uma partida. E se a vida, assim como uma partida, é medida em tempo, para alguns mais e para outros menos, é hora de refletir se estamos aproveitando o nosso tempo da forma mais proveitosa.

Que tempo dedicamos à família, ao descanso de qualidade, aos verdadeiros amigos, aos filhos e ao cônjuge de forma personalizada? Que tempo gastamos para refletir e meditar? Quanto valor damos aos anseios da nossa alma?

Pensando em promover momentos de qualidade reflexiva e espiritual, a Rede Novo Tempo de Comunicação criou o projeto Facebook.com/ABibliaSagrada. Ele nasce do desejo humano de buscar a paz interior e o reencontro com coisas que nos elevam acima dos problemas e das rotinas cansativas e maçantes a que somos submetidos diariamente.

E conquanto o projeto envolva a Bíblia, o maior objetivo não é a religião, mas a promoção de valores positivos que transformem, primeiro, o nosso interior, os relacionamentos, o ambiente familiar, a saúde e a fé.

O projeto consiste no incentivo da leitura de trechos seletos da Bíblia, acompanhados de momentos de introspecção e meditação.

A página já está disponível no seguinte endereço: Facebook.com/ABibliaSagrada. Bem, agora é só curtir! 

(Marcio Basso Gomes)

Os dez maiores mistérios da evolução humana

Teóricos antigos, Charles Darwin, a genética e a ciência moderna ainda não foram capazes de solucionar completamente os mistérios relacionados à nossa evolução. Existe sólido conhecimento produzido sobre os conceitos de evolução [quando se trata de microevolução e seleção natural, por exemplo], mas o senso comum ainda desconhece a maior parte deles. Confira uma lista com dez desses pontos obscuros:

10. Por que não somos mais parecidos com os macacos? Coloque lado a lado o DNA do homem e o do chimpanzé e você descobrirá que existe uma diferença de pouco mais de 1% entre nós e eles. Até as cadeias de cromossomos de ratos e camundongos, por exemplo, têm menos em comum entre si do que nós e os outros primatas. Apesar disso, somos muito diferentes. A principal razão para isso é a própria genética. Quando se trata de cadeias de DNA, uma ínfima mudança de ordem pode incorrer em uma grande alteração no fenótipo. Apenas 1% difere entre chimpanzés e humanos, mas essas alterações se espalham por 80% dos nossos cerca de 30 mil genes. Dessa maneira, fica fácil haver duas espécies completamente distintas. [É bom lembrar que temos 50% de semelhança genéticas com as bananas, mas ninguém sugere parentesco, nesse caso.]

9. Por que nos tornamos bípedes? Os ancestrais do homem são bípedes há muito mais tempo do que se imagina. Darwin sugeriu que o ser humano passou a caminhar sobre duas pernas com o intuito biológico de deixar as mãos livres para a confecção de ferramentas. Cientistas posteriores, no entanto, derrubaram essa tese ao afirmar que o bipedalismo é quatro milhões de anos mais antigo que as primeiras ferramentas, logo, uma coisa está desvinculada da outra. Um exame evolutivo mais apurado, feito por vários pesquisadores, mostra que há várias razões para que nós tenhamos deixado de ser quadrúpedes. Em parte, pode haver vínculo com a velha seleção natural, em que os bípedes levavam vantagem entre brigar melhor, economia de energia ao se movimentar, etc. O bipedalismo teria começado em árvores ou outros ambientes em que os quadrúpedes precisam de maior habilidade de locomoção. [Convencido?]

8. Por que o desenvolvimento tecnológico foi tão lento? Uma descoberta relativamente recente (há cerca de duas décadas), em Afar, na Etiópia, mudou o modo como os cientistas enxergam a evolução dos instrumentos manuais. Lascas de pedra nesse local foram datadas de 2,6 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], muito mais antigamente do que se imaginava. A nova questão a intrigar os pesquisadores passou a ser o motivo de a revolução tecnológica seguinte levar tanto tempo para acontecer [será que o problema, na verdade, não estaria com os métodos de datação?]. Uma das razões foi o lento amadurecimento do sistema nervoso central. Nos dois milhões de anos posteriores ao aparecimento das primeiras ferramentas, o cérebro humano dobrou de volume, atingindo 900 centímetros cúbicos. Entre os ganhos nesse aumento, incluem-se as capacidades motoras, o que propiciou a evolução. [E o que dizer de descobertas “anômalas” para a hipótese evolutiva, que apontam tecnologia e inteligência em nossos ancestrais?]

7. Quando desenvolvemos a linguagem? Anatomicamente falando, o Homo sapiens não foi a única espécie do mundo a ter habilidade para a fala. Os Neandertais tinham língua e estruturas vocais e respiratórias próprias para a função de se comunicar [mas isso é claro, porque os neandertais eram, muito provavelmente, humanos; digite a palavra “neandertais” no buscador do blog, lá em cima, e leia as postagens que forem apontadas], e indícios apontam para a existência de fala na espécie há cerca de [supostos] 500 mil anos. O pontapé inicial da comunicação pode estar por volta dessa época. Apesar de não propriamente falarem, no entanto, hominídeos que teriam vivido na Terra algumas centenas de milhares de anos antes já gesticulavam. Ainda antes da fala em si, seu corpo já apresentava um órgão primitivo que se assemelhava a uma “caixa de voz”, e permitia a emissão de sons altos. [Como sabem tanta coisa a partir de fragmentos de ossos fossilizados? E o que dizer das complexas e específicas estruturas cerebrais que agem em sintonia fina com os órgãos fonadores a fim de que exista a fala? Quem “surgiu” primeiro: os órgãos da fala ou os neurônios especializados? E se surgiu tudo junto, o que diferenciaria um evento desses de um milagre?]

6. Por que nosso cérebro é tão grande? Alguns primatas, durante sua linha evolutiva, desenvolveram fortes músculos na mandíbula. Isso amplia a pressão sobre o crânio, inibindo o desenvolvimento físico do cérebro. O ancestral do ser humano, há cerca de dois milhões de anos, tomou o sentido contrário: uma mutação genética favoreceu o crescimento do cérebro [humm... simples assim]. Pouca gente imagina, mas um cérebro bem desenvolvido é literalmente faminto, ou seja, foi preciso que os hominídeos desenvolvessem uma dieta mais rica em vários nutrientes (derivados da carne, inclusive) para ampliar o próprio potencial. [Então as mutações, geralmente deletérias, como mostra a ciência experimental, foram responsáveis pelo desenvolvimento do quilo e meio de matéria mais complexa do Universo? Mutações são incapazes de criar nova informação complexa e específica, mas querem que acreditemos que essa máquina maravilhosa chamada cérebro teria sido resultado de mutações ocasionais? Minha fé não chega a tanto.]

5. Por que somos pelados? Uma ideia já levantada para o fato de os hominídeos terem perdido os pelos foi o fato de entrarem mais na água (em rios e lagos). Com a mudança de adaptação à temperatura externa, teríamos perdido a necessidade de tanta “cobertura”. A teoria mais aceita, no entanto, defende que nos livramos dos pelos porque estávamos superaquecendo, e não nos resfriando. Enquanto nos restringimos a florestas tropicais, onde a temperatura é amena devido à cobertura vegetal, ser peludo não era problema. Mas a partir do momento em que nossos ancestrais passaram a habitar áreas abertas e com a mesma alta temperatura, o único artifício para resfriamento corporal era o suor. Nessa etapa, os pelos se tornaram um entrave evolutivo, e foram pouco a pouco descartados. [Somente para, depois, os seres humanos que vivem em regiões muito quentes como os desertos terem que usar cobertura para se proteger dos raios solares e da perda excessiva de líquido. A evolução – na verdade, os evolucionistas – precisa decidir o que é bom ou não para o ser humano. O que eles querem, na verdade, é apenas nos convencer de que somos macacos pelados.]

4. Como aconteceu nossa diáspora? Já é famosa a postulação de que os hominídeos partiram da África em direção a outras regiões do planeta. Há cerca de 1,8 milhão de anos [sic] houve ancestrais na Ásia e há uns 800 mil, na Europa, mas essas espécies primitivas foram extintas. O ser humano se expandiu a partir do continente africano há cerca de 65 mil anos, um feito inédito para qualquer espécie animal. Uma das explicações para a diáspora foi a instabilidade climática que a África vivenciava naquela época. O que estimulou o crescimento populacional foram as conquistas materiais dos hominídeos, tais como o domínio do fogo e tecnologias rudimentares de defesa, transporte e obtenção de alimento. O fato de andar, conforme explicam os cientistas, não era suficiente. Era preciso saber transformar os novos ambientes conquistados. [Quando os historiadores estudam a história antiga, percebem quantas dificuldades há em se conhecerem todos os fatos, ainda que existam documentos escritos, achados arqueológicos e evidências importantes. No entanto, quando estudam a tal “pré-história”, baseados apenas em evidências mínimas e questionáveis, os darwinistas querem que aceitemos a interpretação “bonitinha” que eles inventam.]

3. Alguns humanos podem ser “híbridos”. A ideia de que todos os humanos de hoje possuem uma genética descendente de um ancestral único parece ser um erro. Estudos recentes mostram que os melanésios (etnia que habita ilhas no Pacífico Sul) têm 7% dos genes derivados do Hominídeo de Denisova, espécie primitiva descoberta recentemente, que teria sido extinta na região onde hoje está a Sibéria, na Rússia. Isso significa que diferentes espécies ancestrais do homem teriam acasalado entre si, e algumas diferenças de DNA permanecem até hoje. Dessa maneira, a grosso modo, nem todos seríamos completamente Homo sapiens. Mas essas teorias nunca foram completamente confirmadas e ainda enfrentam grande contestação da comunidade científica. [Na verdade, muitas das teorias que têm que ver com nossas origens jamais foram “completamente confirmadas” e vivem mudando com o tempo.]

2. Ainda há outros hominídeos vivos hoje? Provavelmente não. Embora haja lendas tais como o “Pé Grande” ou o Iéti (abominável homem das neves), de criaturas que lembram humanos, nada passou perto de ser comprovado. As supostas pegadas do Pé Grande (que habitaria a América do Norte), por exemplo, parecem ter sido simplesmente impressas por ursos, de acordo com pesquisas recentes. Apesar disso, alguns sinais apontam para a ideia de que certas espécies coexistiram com o Homo sapiens mesmo depois que ele já havia superado os estágios evolutivos e as espécies primitivas “clássicas”, como o Homo erectus, já estavam extintas há muito tempo. Uma delas, o Homo florensis, foi descoberta da Ilha de Flores, na Indonésia, e teria vivido há até 18 mil anos atrás. [Pergunte a um darwinista quantos esqueletos completos foram descobertos desses supostos hominídeos. Um evolucionista admitiu, certa vez, que se fossem reunidos todos os fragmentos fósseis desses tais ancestrais evolutivos, mal daria para encher um único caixão. Essas são as evidências da “historinha”.]

1. Nós matamos os Neandertais? Aparentemente, a culpa para a extinção dos Neandertais recai justamente sobre os ancestrais do Homo sapiens moderno [eu não tenho nada a ver com isso!]. Os Neandertais teriam se instalado há mais de cem mil anos em cavernas da Rocha de Gibraltar, na Espanha, e de lá se espalharam pela Europa e Ásia. Quando chegou a nossa vez de nos expandirmos a partir da África, no entanto, teríamos levado doenças que dizimaram pouco a pouco os Neandertais, até sua extinção há cerca de 24 mil anos [sic]. O cérebro deles, conforme apontam os estudos, era de tamanho semelhante ao nosso [tudo neles era semelhante a nós]. O que determinou nossa “vitória” sobre eles na face da Terra, no entanto, teriam sido diferentes atribuições da massa cerebral: enquanto eles dedicavam boa parte a habilidades como a visão noturna, nosso cérebro foi programado para tarefas mais versáteis em termos de adaptação. Dessa maneira, eles sucumbiram. [Volto a perguntar: Como sabem tanta coisa sobre os neandertais e “ancestrais humanos” baseados apenas em fósseis? Conhecem detalhes do desenho e do funcionamento cerebral deles, quando ainda hoje os neurocientistas se debatem para entender o cérebro humano que pode ser dissecado e investigado em minúcias. Pelo visto, a evolução continuará sendo um grande mistério não revelado. Dizer que são apenas dez os maiores mistérios dessa grande ficção científica é ser muito complacente com seus defensores. – MB]

segunda-feira, abril 02, 2012

Imagem revela como o cérebro é organizado

Esqueça aquela ideia de que “o lado direito do cérebro faz assim” e o “lado esquerdo do cérebro faz assado”. Um estudo publicado [na] quinta-feira (29) pela revista Science mostra que o cérebro humano não tem “lados” nem é isolado na hora de realizar tarefas. Ele é todo interligado e não existem áreas específicas para funções específicas. O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro humano e também no de macacos. Segundo os pesquisadores, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional, como uma “grade curvada”. Em resumo, o cérebro não é um emaranhado de fios separados, mas uma rede interligada.  “A velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”, afirmou Van Wedeen, autor do estudo, em material de divulgação do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, onde ele trabalha. “Como a seleção natural levaria cada um desses fios a configurações mais eficientes e vantajosas? A grande simplicidade dessa estrutura em grade é o motivo pelo qual ele [o cérebro] consegue acomodar as mudanças aleatórias e graduais da evolução”, concluiu o pesquisador.


Nota: Complexidade e simplicidade, na verdade, apontam para planejamento elegante e inteligente. Por outro lado, o uso da palavra “simplicidade” não é a melhor opção, quando se fala em cérebro. Os darwinistas são tão versáteis em suas “explicações”, que chegam ao ponto de admitir, agora, que antes “a velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”. Mas não diziam isso antes. Como podem agora afirmar que a ordenada estrutura tridimensional do cérebro seja fruto de “mudanças aleatórias e graduais da evolução”? Aleatoriedade gerando ordem? Em que lugar do Universo isso ocorre? Essa pesquisa de Wedeen revela o padrão de sempre: fatos que apontam para o design inteligente e interpretação dos fatos “forçando a barra” para acomodá-los ao naturalismo filosófico.[MB]

Fóssil pode mudar (de novo) estudo da evolução humana

O fóssil de um pé [na verdade, apenas alguns ossinhos] encontrado na Etiópia pode mudar concepção dos cientistas sobre as espécies que deram origem aos humanos modernos [sic]. Segundo um estudo publicado [na] quarta-feira (28) pela revista científica Nature, esses ossos mostram que diferentes espécies de hominídeos evoluíram paralelamente [segundo a hipótese darwinista]. Os pesquisadores não sabem ao certo a que espécie pertencem os dedos e parte do peito do pé analisados [mas, curiosamente, sabem tudo o mais que precisam saber para fundamentar a tese evolucionista]. No entanto, eles têm certeza de que não se trata do Australopithecus afarensis, espécie da “Lucy”, famosa ossada de hominídeo encontrada na década de 1970 – e essa é uma descoberta importante.

Até agora, os cientistas pensavam que o Australopithecus era a única espécie de hominídeo que viveu na região entre três milhões e quatro milhões de anos atrás [segundo a majorada cronologia evolucionista]. O fóssil analisado é de um animal que viveu há 3,4 milhões de anos [idem], o que indica que essas duas espécies coexistiram.

Mesmo sendo uma parte pequena do corpo, o pé diz muito sobre a vida desses hominídeos [com boa imaginação, claro]. A estrutura lembra a do Ardipithecus ramidus, que viveu há 4,4 milhões de anos [idem].

O dedo polegar se opõe aos demais – como em uma mão humana –, o que é um sinal de que eles eram adaptados a viver em árvores. O Australopithecus, por outro lado, era bípede e tinha os dedos dos pés alinhados, como os humanos modernos.

Além do pé, os pesquisadores encontraram apenas alguns dentes, que não serviram para nenhuma conclusão científica. Esses achados foram feitos em 2009, e os paleontólogos seguem procurando por mais vestígios que possam esclarecer que espécie é essa.


Nota: Volta e meia, alguns ossinhos fósseis acabam virando de ponta cabeça o “edifício evolutivo humano”, lançando por terra teorias anteriormente vendidas como certas e promovidas à certeza nos livros didáticos. Os pesquisadores darwinistas deveriam aguardar a descoberta de esqueletos fósseis e achados mais consistentes que lhes fornecessem mais certezas, antes de sair publicando (a aparecendo) por aí.[MB]

Manual dita “obrigação sexual” de alunas da UFPR

Um “manual de sobrevivência” distribuído a calouros do curso de direito da UFPR (Universidade Federal do Paraná) causou indignação de alunos. O livreto de oito páginas afirma que mulher “tem a obrigação de dar” e que não pode ser parcelado. A informação é da reportagem de Jean-Philip Struck publicada na edição desta quinta-feira da Folha. O material afirma ainda que se uma garota disser “vamos com calma”, o aluno deve dizer “não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra”, segundo um trecho do artigo 252. E conclui: “Ela vai ter que dar tudo de uma vez.”

O livro foi produzido pelo PDU (Partido Democrático Universitário), grupo que até 2011 comandava o centro acadêmico local, e começou a ser distribuído neste mês. [...]


Nota: O diretor do PDU tentou levar na brincadeira, mas o assunto é sério e revela a podridão nos bastidores de uma sociedade voltada para a imoralidade e a libertinagem. E a coisa não fica apenas nos centros acadêmicos. Um amigo, ex-editor de um grande jornal, me confidenciou o seguinte: “Dezenas de anúncios que alimentavam os jornais ........, nos quais eu atuei, chegavam da prostituição de ‘alto padrão’. Eram universitárias vendendo o corpo. Diferentemente das britânicas, elas não faziam isso para custear os estudos, mas pelos ganhos. Daria para imaginar um pai levando sua filha para a escola sem saber que a professora dela recebia em outro turno quinze a vinte mil reais mensais na prostituição? Mais: que tal você diante de uma juíza, dessas recém-concursadas, que fatura mil reais por noitada? São ex-alunas de universidade pública que continuam nessa vida mesmo depois de graduadas. Elas abastecem o mercado de luxo nos hotéis, clubes da alta-sociedade, acompanham executivos, participam de festas e convenções como ‘prêmio’ oferecido pelas empresas aos funcionários mais destacados. A ............. e outras multinacionais têm isso como tarefa quase obrigatória, diariamente, contando inclusive com um funcionário especializado no assunto, em satisfazer o dia a dia de chefes cansados. Eles são experts em selecionar mulheres no mercado do sexo para essas pessoas. A maioria desses executivos tem família. Quem anuncia em jornais? Quem está iniciando a carreira, entre os 18 e os 25 anos, universitária. Depois disso até os 30, com cuidado até os 45, é a fase final. É como jogador de futebol. A carreira tem limite de idade. Por isso os valores são importantes. Dá para entender como isso é quase irresistível para jovens, homens e mulheres, que não têm perspectiva de futuro na Terra, tampouco eterno? Não se ganha quinze mil em qualquer profissão. Quem tem filhas, precisa educar muito bem. É mais difícil do que ter homens, quando eles realmente são com H. Muitos cristãos vão perder a vida eterna por um único motivo: não será porque ignoraram o domínio próprio. Nós não temos condições de ter isso pelas próprias forças. A derrota virá devido à ausência completa de comunhão com Cristo, quando Ele nos capacita ao equilíbrio e à rejeição daquilo que brilha aos nossos desejos. Em Brasília, existe um hotel exclusivamente para atender às demandas parlamentares. Quem são os ‘produtos’? Jovens universitários, filhos de funcionários públicos federais, pessoas importantes na direção do País. [...] Por trás [de muitas] redações existem verdadeiras fábricas do sexo. Testemunhei isso enquanto trabalhei.” [...]

É ou não é a descrição (não mais profética, mas presente) de um mundo que agoniza na podridão moral?[MB]

Terremoto no México e tremor em Montes Claros

Um forte tremor sacudiu nesta segunda-feira a capital mexicana, Cidade do México, e o centro do país com um registro de 6,3 na escala de magnitude, segundo o serviço geológico americano. O tremor provocou a evacuação de edifícios altos, mas até o momento não há registros de vítimas ou danos maiores. “Temos um tremor de novo. Evacuação em curso”, postou em sua conta do Twitter o chefe de governo da capital, Marcelo Ebrard. Segundo ele, um primeiro sobrevoo não detectou danos graves e os hospitais e serviços públicos funcionam com normalidade, assim como o metrô e outros transportes coletivos. Este é o segundo tremor de grande magnitude que afeta o México em menos de duas semanas. Em 20 de março, um tremor de 7,4, com epicentro em Guerrero, provocou danos em milhares de moradias nos estados de Guerrero e Oaxaca (sul), e deixou dois mortos. “Sem situação de ordem catastrófica a reportar”, afirmou Manuel Mondragón, chefe da polícia da capital.

O passeio central de La Reforma foi tomado por milhares de pessoas que deixaram os prédios vizinhos. O centro de sismologia do México reportou que o movimento desta segunda-feira teve epicentro em Pinotepa Nacional, no estado de Oaxaca (sul), e que foi de 5,6 graus na escala Ritcher. Segundo esta instituição, o tremor ocorreu às 12h36 local e, cinco minutos depois, houve uma réplica de 4,7. (Terra)

Quatro tremores de terra de baixa intensidade assustaram os moradores de Montes Claros (424 km de Belo Horizonte) na madrugada desta segunda-feira. De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, os abalos mais fortes foram sentidos à 1h45, às 2h20 e às 4h20. O observatório estima que o tremor mais intenso atingiu magnitude máxima de 3 graus na escala Richter. A magnitude é considerada baixa pelos especialistas e não é capaz de causar danos. Desde 2009, o Observatório já verificou dez pequenos abalos na cidade mineira. O Corpo de Bombeiros de Monte Claros recebeu mais de 300 ligações durante a madrugada, mas nenhuma queixa foi registrada. Os telefonemas eram de pessoas assustadas com estrondos que buscavam informações. Uma estação sismográfica permanente na cidade está em negociação entre o Observatório da UnB, Secretaria de Defesa Civil de Minas Gerais e Universidade de Montes Claros. (Folha.com)

IstoÉ destaca internatos adventistas

O cenário seria suíço, não fosse pela simplicidade de parte das instalações, como as cadeiras brancas de plástico do refeitório. Emoldurados por colossais montanhas de pedra à beira da BR 040, em Petrópolis, os 600 mil metros quadrados do Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (Ipae) abrigam com conforto 530 alunos, 300 em regime de internato. À primeira vista, a descontração da meninada sugere tratar-se de uma escola comum. Mas a vida lá não é muito fácil, principalmente para os hormônios da adolescência. Um beijo flagrado é o suficiente para submeter o estudante ao Conselho de Disciplina, que pode tirar três pontos no “sistema de ocorrências”, dependendo do ardor da infração. Um cigarro aceso, menos três pontos, assim como o consumo de bebida alcoólica. Com dez negativos, a saída é a “transferência compulsória”, eufemismo para expulsão no vocabulário do pastor Ervino Will, 54 anos, diretor-geral da escola.

“Se alguém for pego fazendo sexo, usando drogas ou roubando, é transferido compulsoriamente”, avisa o dirigente. Na infância, como interno, Ervino conheceu a colega Luci, com quem se casou há 33 anos, teve dois filhos e três netos. Há 23 anos dirigindo escolas adventistas, ele garante que aplicou, na prática, o princípio que se esforça para introjetar nos pupilos. “Nós também não podíamos nem pegar na mão. Me orgulho de ter casado virgem”, conta.

Embora muita gente acredite que eles nem existam mais, os colégios internos continuam como uma opção educacional para alunos do ensino médio. “É uma posição muito pessoal, de cada família”, afirma Regina Vinhaes Gracindo, professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e integrante do Conselho Nacional de Educação. “Mas eu não vejo motivos, hoje, para uma família abdicar da possibilidade de influenciar a educação do filho adolescente e delegar essa responsabilidade para uma instituição.” A distância entre tanto rigor e os costumes liberais do século XXI contribuiu para a redução do número de internatos no Brasil. Mas é exatamente em busca da disciplina que não conseguem aplicar em casa que os pais procuram colégios como o Adventista. “Entrei para me enquadrar. Agora sei arrumar a cama e acabo de tirar 10 em física”, resigna-se Lucas Gesualdo, 17 anos. Morador de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, Lucas foi para Petrópolis após ter sido reprovado no primeiro ano do ensino médio do Saint Patrick, no Leblon. “No Rio eu perco a noção da hora porque pego onda e tem coisas demais para fazer.” O jovem se diz acostumado, mas reclama da falta de carne nas refeições e de liberdade, especialmente para namorar. [...]

Na contramão do processo de extinção dos colégios internos, a Igreja Adventista expande seus institutos e universidades pelo País. Presentes em todos os Estados do Sul e Sudeste brasileiro, eles têm, entre outras, uma unidade em Taquara (RS) [foto acima], inauguraram neste ano uma em Joinville (SC) e em 2009 chegam a Belém (PA). “Sabemos que os internatos estão fora de moda, e eles nem são viáveis como negócio. Investimos no modelo porque acreditamos na filosofia”, afirma o diretor-geral de Engenheiro Coelho, José Paulo Martini. A igreja subsidia seus 18 internatos no Brasil. A mensalidade-base dos alunos externos dos colégios da instituição não chega a R$ 400 – no internato, é de aproximadamente R$ 1 mil. [...]

Em comum, os colégios internos remanescentes mantêm uma rotina britânica de horários. No Ipae, ao toque de recolher das 22h, as luzes são desligadas e os alunos despertam às 6h com uma sirene. Para as meninas da Unasp, uma boa amizade com as “prepas” [preceptoras] (como são chamadas as monitoras responsáveis pela fiscalização e o suporte pessoal aos alunos) é a chave para garantir algumas regalias marginais ao regulamento, como momentos a mais de luz durante o black-out noturno.

As “prepas” também formam a barreira a ser superada às portas dos dormitórios após o pôr do sol todas às sexta-feiras, quando acontece o culto religioso para os internos. Elas avaliam as roupas escolhidas pelas meninas para que não haja exageros (como saias acima do joelho). “É um desfile de moda. Tem garota que começa a se arrumar às quatro da tarde”, diz Camila Veríssimo, 17 anos, sobre a noite mais esperada da semana. A companheira de quarto, Larissa De Benedicto, endossa a importância social do evento. “A gente se produz mesmo, porque ‘bomba’. Não pode dar na cara que está paquerando, mas sempre rola um olhar”, confessa.

Embora o regulamento do internato proíba o contato físico – não é permitido nem andar de mãos dadas –, há alguns artifícios para burlar a vigilância. “Quem quer fazer algo mais vai para a mercearia”, diz Mateus Benvenutti, 15 anos. Ele se refere à loja de conveniência instalada logo à entrada da Unasp.

Mesmo dentro do campus a rígida disciplina é atenuada, ao menos em datas específicas. Faz parte do calendário de alguns colégios adventistas a Festa dos Namorados, evento no qual os casais têm direito a ambiente com velas e alguns minutos de mãos dadas. Aluna do Ipae, a americana e filha de pastor adventista Lorraine Castro faz graça da disciplina rígida nos internatos. Para ela, a falta de contato físico “estimula a discussão da relação”. A companheira de quarto Lilian Loura concorda. “Em nenhum lugar os namorados têm tanto tempo para conversar como aqui”, diz, tendo ao fundo uma escrivaninha entulhada de livros, em que os dizeres de um quadro de madeira dá o clima reinante de amizade. “Bem-vindo ao nosso hospício: aqui somos loucos, uns pelos outros.”



domingo, abril 01, 2012

Os argumentos confusos de Richard Dawkins

Podemos confiar na Bíblia

Balneário Camboriú sedia 3º Movimento Você e a Paz

Balneário Camboriú novamente sentirá neste final de semana a emoção das vibrações de Paz. Acontece no domingo, dia 25, na Barra Norte, a partir das 18h, o 3º Movimento Você e a Paz. O evento é promovido pela 15ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ação civil, apolítica e sem partidarismo religioso, o Movimento Você e a Paz reuniu três mil participantes logo na sua primeira edição, em 2010, e chegou a quatro mil no ano passado. O objetivo é a conscientização de toda a sociedade, cidadãos e organizações coletivas – civis, religiosas e governamentais – com relação à palpitante questão da paz e da harmonia social, segundo informa a coordenadora do movimento na cidade, Esther Fregossi Gonzales.

Em Balneário Camboriú, a programação constará de mensagens de paz proferidas por líderes de diversas filosofias espiritualistas ou religiosas, além da Prefeitura local e da própria OAB. Seicho-no-Ie, Igreja Luterana, Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica e Doutrina Espírita proferem palestras no evento.

“A finalidade é de acelerar o progresso de todas as formas respaldadas nas noções universalmente aceitas da ética, dos bons costumes, do direito e da solidariedade, como meios para eliminar as exclusões arbitrárias e para promover o equilíbrio social através da coexistência pacífica”, explica Esther. “Não se propõe ser contra ninguém ou coisa alguma, mas a favor da paz, do bem, da ordem, da fraternidade, entre outros.”

O Movimento Você e a Paz é uma iniciativa do médium Divaldo Pereira Franco e sua meta é despertar a opinião pública para os seus objetivos e incentivá-la a participar do ato e da concentração em praça pública. A proposta iniciou em 1998 em Salvador, na Bahia, e hoje é promovido em 20 cidades brasileiras e 60 países, como Venezuela, México, Estados Unidos, Honduras, África do Sul e Alemanha. Bélgica, Espanha França, Inglaterra, Portugal, Israel, China e Austrália.


Nota: Em torno da causa certa, é possível reunir até mesmo médiuns e evangélicos. Ninguém questiona a importância de se lutar pela paz e a fraternidade, o problema é que a causa é tão abarcante e focada no coletivismo que, se alguém ou algum grupo minoritário, eventualmente, discordar dos métodos para se alcançar essa paz utópica, certamente será hostilizado como inimigo da maioria. O mesmo tipo de raciocínio se aplica ao ECOmenismo.[MB]

Cuba decreta feriado em homenagem ao papa

O presidente cubano, Raul Castro, decretou “com caráter excepcional” que a próxima Sexta-feira Santa seja feriado naquele país. Castro acedeu, dessa forma, a um pedido formulado pelo Papa Bento 16 durante a recente visita efetuada à ilha. O decreto presidencial foi noticiado pelo jornal oficial Granma. “O conselho de ministros aceitou ontem que não se trabalhe na próxima sexta-feira, 6 de abril”, lê-se numa curta declaração publicada nesse periódico. “Pouco antes da partida do Papa, o presidente cubano exprimiu a sua vontade de que a próxima sexta-feira, 6 de abril, seja feriado, excepcionalmente, de acordo com a vontade do papa, em homenagem a Sua Santidade e que, tendo em conta o feliz resultado da sua visita ao nosso país, iria incumbir os órgãos superiores da nação para que tomassem uma decisão definitiva sobre a matéria”, refere o mesmo comunicado, aludindo dessa forma à assembleia nacional.

O Vaticano, por seu lado, qualifica essa decisão como um “sinal muito positivo”, de acordo com o porta-voz Federico Lombardo. “A Santa Sé espera que isso promova a participação nas celebrações religiosas e festas da Páscoa”, acrescenta o mesmo responsável.

Bento 16 visitou Cuba entre 26 e 28 de março, tendo celebrado duas missas ao ar livre durante essa viagem. Uma delas em Santiago de Cuba, no sudeste do país e outra na capital, Havana. Além dos momentos e encontros dedicados à religião, o papa também teve tempo para se reunir com representantes do poder político, entre os quais com o próprio Fidel Castro, o líder histórico comunista, já retirado do poder.

Aliás, em 1997, o próprio Fidel Castro teve uma atitude semelhante à que agora foi tomada, quando declarou o dia 25 de dezembro um feriado, também com caráter excepcional, a propósito da visita do papa de então, João Paulo II, que visitaria a ilha um mês depois, no fim de Janeiro de 1998. Depois disso, o feriado de Natal manteve-se nessa ilha comunista.

(Público)

Nota do blog O Tempo Final: “O poder político (e de inspiração comunista!) cede diante do poder religioso. Mais: o dia no qual se assinala a morte de Jesus será feriado em Cuba, mas “em homenagem a Sua Santidade”... Revelador.”