quarta-feira, abril 11, 2012

A redundância das semanais

Mais uma vez uma semanal brasileira volta à carga contra o teísmo (leia-se religião judaico-cristã) dando vez e voz a um ateu raivoso. No revezamento redundante de sempre (perdoe-me a redundância), a vez foi da revista Época, com a entrevista “Deus se tornou redundante” (há três semanas, Veja já havia dado sua contribuição à pregação ateísta-darwinista com uma matéria “cavernosa”). E o pregador, digo, entrevistado escolhido pela Época foi o cosmologista ateu Lawrence Krauss, de 57 anos, autor, entre outros, do livro Um Universo a Partir do Nada (ainda inédito no Brasil, mas, a julgar pelo padrão comportamental das grandes editoras nacionais, isso será por pouco tempo). O entrevistador é o jornalista Peter Moon, e isso já me diz muita coisa. Em 1998 – nunca me esqueço e guardo a revista até hoje – Moon, numa matéria publicada na IstoÉ, escreveu que acreditar na semana da criação e em Adão e Eva é crer numa “bobagem sem tamanho”. Portanto, a entrevista da revista Época desta semana é mais uma conversa entre amigos ateus do que uma análise de ideias e questionamento crítico. Fica na cara que as perguntas são como bolas posicionadas no pé do atacante, bastando-lhe apenas chutar em direção ao gol.

Krauss começa fazendo uma afirmação pela metade. Diz que Copérnico, Galileu e Newton “substituíram o milagre metafísico pela realidade física”, dando a entender que isso havia contribuído para deixar Deus desnecessário. Mas Krauss ignora ou omite a informação de que esses primeiros cientistas e muitos outros eram profundamente religiosos e faziam ciência (na verdade, a inventaram) com o intuito de entender como Deus havia criado o Universo. Newton atribuía a perfeição do cosmos ao Pantocrator, ou seja, ao Todo-Poderoso Criador.

Para Krauss, “a cosmologia do século 20 chegou ao ponto em que podemos falar sobre a criação e a evolução de todo o Universo, um tema que não é mais do domínio exclusivo da teologia”. O ufanismo é tanto que o cientista afirma, também, que a ciência finalmente é capaz de explicar como o Universo surgiu. Será? Então, por que, logo em seguida, ele admite: “Sabemos que não temos todas as respostas para os mistérios da natureza. Sabemos que não temos todas as respostas e que as respostas que temos não são verdades definitivas.” Bem, se é assim, por que devo crer que seja verdade o que ele diz sobre a origem do Universo e sobre Deus? Com tamanho índice de incerteza, não se torna temerário – para não arrogante – afirmar que “Deus se tornou redundante” ou que “os milagres se tornaram obsoletos”?

Krauss e Moon não querem crer no Criador, embora falem em “criação” do Universo. Mas criação a partir do quê? Para ser coerente, o naturalista ateu deve responder: a partir do nada. Mas o nada, para um cosmologista, não se trata de absolutamente nada, e aí está a contradição. Krauss diz que, “a partir do nada, o Universo teria evoluído por meio de processos naturais que levaram à formação de átomos, moléculas, estrelas, planetas, galáxias e vida”. Alguém precisa dizer para ele que processos naturais não criam ordem a partir do caos e são incapazes de originar informação complexa e específica necessária para o surgimento da vida. Mas deixemos isso para os biólogos. Voltemos ao “nada”.

Krauss e os demais cientistas naturalistas sabem que nada provém do nada. Por isso mesmo eles definem “nada” de maneira diferente do senso comum. Como explica Krauss, “o vácuo espacial não é vazio”, “nele partículas pipocam a partir do nada e desaparecem instantaneamente”. É o que alguns chamam de “vácuo quântico”, ou seja, é tudo menos “nada”. Assim, a questão permanece: De onde vêm essas partículas supostamente precursoras da matéria e da vida? Se antes do Universo havia alguma coisa (partículas), que tipo de “nada” é esse? O fato é que, à semelhança do título Deus, um Delírio, de Dawkins, o título do livro de Krauss é pura propaganda enganosa. Sim, porque nem ele mesmo crê no nada absoluto.

Moon, que não é bobo, desvia o assunto delicado e parte para a metafísica, ao perguntar: “Aconteceu apenas uma vez? O pipocar de partículas [note que o jornalista já assume essa hipótese como fato] não poderia ter criado outros universos?” Bola no pé, novamente. Resposta de Krauss: “Sim, tudo leva a crer [olha a fé aí!] que é o caso, embora não tenhamos como provar. Podemos viver num ‘multiverso’. Nosso Universo pode ser apenas um entre infinitos outros.” Ora, posso dizer, então, que podemos viver num único Universo criado por Deus, e há muito mais evidências nessa direção do que a favor do tal “multiverso” totalmente hipotético. Mas por que essa hipótese é interessante para o naturalista? Simples: é muito difícil (senão impossível) explicar tamanha ordem (princípio antrópico) num universo que sugere design, desde o âmbito macro até o micro; num universo que parecia já estar esperando por nós. Mas, se houvesse milhões de universos, a resposta naturalista seria mais ou menos esta: “Numa infinidade de universos surgidos ao acaso, pelo menos em um deles a vida apareceu. Por quê? Não sabemos, mas se estamos aqui, é porque surgiu.” O argumento é circular (tautológico) e bem conveniente, elaborado para fugir à constatação de que um Universo foi criado para funcionar como funciona e manter a vida.

Krauss também acusa os religiosos de nunca tocar na questão da “criação de Deus”. Os religiosos nunca deixam de admitir o mistério. Mas uma coisa é certa: eles não precisam explicar a criação de Deus. O silogismo para essa questão é o seguinte: (1) tudo o que teve um começo teve uma causa; (2) o Universo teve um começo (Krauss e Moon admitem isso); portanto (3) o Universo teve uma causa. Deus, segundo a Bíblia, não teve começo e não tem fim, portanto, não precisa e não tem uma causa.

Outra conclusão de Krauss, a partir de sua visão de mundo: “Justamente porque a vida é efêmera, todos nós deveríamos tirar o máximo proveito do breve momento que desfrutamos sob o Sol.” Trata-se, na verdade, da máxima: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.” Quanto significado para a vida! Viemos do nada, vamos para o nada e devemos aproveitar (leia-se “pão e circo”) nossos poucos e sofridos anos de existência...

Mas eis que tudo se torna claro quando lemos a respeito da concepção que Krauss mantém sobre Deus: “Prefiro viver num universo onde a vida é breve e preciosa a noutro onde o sentido da vida nos é ditado por um Saddam Hussein dos céus! [...] Não posso provar sem sombra de dúvidas que Deus não existe, mas posso afirmar que preferiria muitos mais viver num universo em que ele não exista.”

Eu também preferiria não viver num universo regido por um Deus ditador, mas não é esse o Deus apresentado pela Bíblia. Krauss crê num espantalho e orienta sua cosmovisão a partir disso. Ele se diz ateu, mas odeia Deus! Só com terapia para resolver um problema desses. Certa vez, Charles Chaplin disse: “Por simples bom senso, não acredito em Deus; em nenhum.” Não concordo com ele, evidentemente, mas uma coisa é certa: Chaplin era coerente. Não é o caso de Krauss. Ele crê num deus; num deus idealizado que ele odeia. Vai que o problema é a relação dele com o pai... (Armand Nicholi explica isso em seu ótimo livro).

“Deus se tornou irrelevante para a humanidade?”, é a última pergunta/bola no pé feita por Moon. E Krauss não perde o “passe”, aproveitando para reafirmar sua crença: “Se existisse um Deus, ele certamente teria deixado de se preocupar com os desígnios do cosmos logo depois de cria-lo, há 13,7 bilhões de anos, pois tudo o que aconteceu desde então pode ser explicado pela ciência. Não, Deus talvez não seja irrelevante. Ele é redundante.”

Por que devo crer nas conclusões de um cientista irado com um deus estereotipado, que admite que a ciência não tem respostas para tudo e que acredita em hipóteses metafísicas sem confirmação empírica?

Se revistas como Época e Veja fossem passarelas, por elas só desfilariam “modelos” defensores do ateísmo, e isso vem de longa data. E não adianta sugerir entrevistas com pensadores teístas, como já fiz tantas vezes. A passarela já tem dono e a redundância tende a continuar.

Michelson Borges

Em tempo: Por que as revistas Época e Veja não publicam entrevista com um ateu como este (clique aqui para saber um pouco sobre o livro dele), que ousa pensar de maneira diferente do mainstream científico/filosófico/editorial? Por que as grandes editoras nacionais não publicam livros desse tipo, mas adoram publicar qualquer rascunho de gente como Richard Dawkins? Compromisso com o naturalismo filosófico que posa de verdade? Interesse unicamente nos lucros advindos de uma literatura polêmica carente de reflexões profundas?

Leia também: "Será miopia?"

Grupo de acadêmicos repudia divulgação criacionista

Leia a correspondência enviada por um grupo de acadêmicos ao presidente da ABC, em 6/3/2012: “O grupo de membros da Academia Brasileira de Ciências signatário desta correspondência, atuantes na área de Genética, manifesta a sua preocupação com a tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico, fundamentadas no criacionismo, também chamado como ‘design inteligente’. Na qualidade de militantes da área de Genética no Brasil, vários de nós tendo passado por cargos na Sociedade Brasileira de Genética ou como membros de Comitês Assessores da área nas agências de fomento, sentimo-nos afrontados pela divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência.”

Atenciosamente,

Carlos F. M. Menck, Catarina Satie Takahashi, Darcy Fontoura de Almeida, Fausto Foresti, Francisco Mauro Salzano, Guilherme Kurtz, Henrique Krieger, Horacio Schneider, Mara Hutz, Paula Schneider, Roberto Giugliani, Samuel Goldenberg, Sergio Olavo Pinto da Costa, Sergio Pena e Vera Valente Gaiesky


Nota do coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente: “A carta mostrando preocupação e o ‘sentir-se afrontados’ desses acadêmicos em relação ao avanço da teoria do Design Inteligente (TDI) entre outros membros da Academia Brasileira de Ciências traduz muito bem o conceito de jus sperniandi – o direito de ter e sentir raiva. Mas acho que o teor da carta traduz melhor o conceito argumentum ad verecundiam – apelo à autoridade. Embora vários especialistas de renome (destaco Francisco Salzano e Sergio Pena) tenham assinado a carta, o apelo à autoridade deles aqui é impróprio, pois não há acordo entre outros peritos internacionais do campo em questão sobre a genética corroborar aspectos fundamentais da teoria da evolução de Darwin no contexto de justificação teórica. Ex.: ancestralidade comum. Nada mais falso querer imputar aos teóricos e proponentes da teoria do Design Inteligente que nossos esforços de colocar a TDI na mesa do debate acadêmico – mostrar sua plausibilidade científica – seja uma ‘tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico’. A biologia do século 21 é uma ciência de informação, e a TDI tem no seu corpus teórico a ideia de informação complexa especificada como um sinal de inteligência que pode ser detectado na natureza (a linguagem digital do DNA). Os assinantes dessa carta mostraram profunda ignorância sobre o que é método científico. Não existe método científico, existem métodos científicos, pois são várias as ciências, cada uma com o seu modo heurístico. Além dessa ignorância, infantil diga-se de passagem, mais ignorância ainda revelaram sobre o fato de o mesmo método científico adotado por Darwin no Origem das Espécies – histórico de longo alcance – também é o método adotado pela TDI. Deram um tirinho de espingarda na TDI e um de canhão em Darwin! Esses cientistas ficaram afrontados porque um membro da Academia Brasileira de Ciências (não mencionado, mas eles sabem e nós também sabemos de quem estão falando) divulga conceitos sem fundamentação científica. Os conceitos em questão são complexidade irredutível de sistemas biológicos – o famoso flagelo bacteriano e a informação complexa especificada. Esses conceitos têm fundamentação científica. Eles deveriam ficar afrontados e abespinhados com a linha de raciocínio dessa carta ad baculum – tentativa de intimidar e silenciar outros cientistas da ABC simpáticos à TDI, pois, segundo Popper, uma teoria é considerada científica se suas proposições podem ser falseadas. E é o que mais os cientistas evolucionistas estão fazendo neste exato momento: tentar falsificar as teses científicas da TDI. Eles disseram na carta, sem o saber, é claro, que esses cientistas estão correndo atrás do vento tentando falsificar conceitos sem fundamentação científica. Pano rápido, se esses cientistas representam a nata da ciência brasileira, pobre ciência tupiniquim!”

Forte terremoto atinge Indonésia

Um forte terremoto de 8,6 graus de magnitude atingiu a costa oeste da Indonésia nesta quarta-feira, provocando um alerta de tsunami para vários países e levando moradores a se abrigar em regiões mais altas. De acordo com autoridades indonésias, o terremoto provocou ondas de até 80 centímetros na província de Aceh, mas não causou danos graves. Segundo o Instituto Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), terremotos secundários foram sentidos na região, um deles de 8,2 graus de magnitude, que provocou novo alerta de tsunami. Segundo o USGS, o epicentro do primeiro temor foi localizado a 33 quilômetros de profundidade e 431 quilômetros ao sudoeste de Banda Aceh, a capital da província de Aceh. A região atingida é a mesma na qual outro terremoto formou o tsunamique deixou cerca de 230 mil mortos em 2004.

A Indonésia faz parte do chamado Anel de Fogo do Pacífico e sofre cerca de sete mil tremores todos os anos, a maioria de baixa magnitude. O tremor desta quarta-feira foi tão forte que chegou a ser sentido em outros países como Malásia, Cingapura, Tailândia, Bangladesh e Índia. “Foi o terremoto mais forte que já senti”, disse Tuti Rahmi, 22 anos, enquanto pessoas choravam e gritavam ao seu lado. “Durou apenas alguns minutos, mas pareceu uma eternidade.”

Nas ruas de Aceh, houve caos. Horas após o primeiro temor, moradores continuavam fora de suas casas e escritórios, com medo de voltar. Pacientes internados em hospitais correram de suas camas e, em algumas regiões, houve queda de energia.

terça-feira, abril 10, 2012

Preconceito da revista Época

Publicada na edição nº 346 da revista Época (3/1/2005), a reportagem “E no princípio era o que mesmo?”, da jornalista Eliane Brum, gerou polêmica na ocasião e descontentamento por parte das fontes consultadas. Como recentemente alguém tocou no assunto, no Twitter, resolvi republicar e recordar aqui as reações enviadas à revista da Ed. Globo e publicadas na íntegra no site da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), na seção “Controvérsia”. A primeira “carta” é a minha:

Quando fui contatado pela jornalista Eliane Brum e forneci algumas informações a respeito do criacionismo e de meus livros, conhecendo um pouco de seu trabalho e postura jornalística, sinceramente pensei que desta vez alguém publicaria uma matéria isenta de preconceitos e que realmente contribuiria para esclarecer os principais pontos de vista dos modelos evolucionista e criacionista. Mas confesso que, com a publicação de sua reportagem na revista Época de 3 de janeiro de 2005, minhas esperanças mais uma vez foram frustradas. Digo mais uma vez porque ela não foi a primeira a expressar tão grande partidarismo e mesmo preconceito ao abordar a controvérsia entre a criação e a evolução.

Logo de início o texto menciona o biólogo Richard Dawkins – inimigo declarado dos criacionistas –, e a afirmação de que crer no relato bíblico de Gênesis é “fruto da ignorância”. Assim, sem rodeios, já se percebe a tônica da matéria.

O texto prossegue trazendo outras inverdades e generalizações. Eliane afirma que “o resultado mais nefasto desse embate entre criação e evolução não é o surgimento de uma nova geração de criacionistas, mas as levas de estudantes que saem da escola sem entender a teoria de Darwin”. Embora eu tenha fornecido a ela o telefone e contatos no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), cujo curso de Biologia vai além dos requisitos exigidos pelo MEC, ao ensinar tanto o criacionismo quanto o evolucionismo (mesmo os alunos evolucionistas não reclamam), ela ignorou (deliberadamente?) essa informação.

Aliás, há outras generalizações que, creio, deram ao leitor uma impressão equivocada sobre o assunto. Embora a matéria mencione as subdivisões dentro do criacionismo, Eliane sustenta que “os criacionistas afirmam que o homem, o mosquito da malária e o protozoário causador da doença responsável por 2,7 milhões de mortes anuais no mundo são criaturas do plano da criação de Deus”. A jornalista também induz o leitor a pensar que os criacionistas creem que todas as características geológicas que vemos hoje são resultado do dilúvio bíblico, e não dos processos geológicos descritos pelos cientistas (como o movimento das placas tectônicas). E dispara: “Para a ala mais fundamentalista dos criacionistas, o maremoto que matou milhares na Ásia... não seria causado por movimentos das placas terrestres (pois não acreditam que elas aconteçam), mas um flagelo enviado por Deus.” Eu dei a ela o telefone do doutor em Geologia pela USP, Nahor Neves de Souza Jr., autor de um livro que descreve, no contexto criacionista, os fenômenos geológicos globais. Mas ela o consultou? Consultou algum geólogo criacionista ao menos? Não faltou aí o contraponto? Onde estão os “dois lados” da questão?

Quando fala do evolucionismo, Eliane dá a entender que seus defensores concordam em tudo e que há consenso nos arraiais evolucionistas. Será assim mesmo? No dia 13 de dezembro de 1998, o caderno “Mais!” da Folha de S. Paulo trouxe na capa o título “Extremos da Evolução”. Nos artigos, foram abordadas as divergências entre expoentes evolucionistas como Richard Dawkins e Stephen Jay Gould. Apesar das discordâncias, o comentário de John Maynard Smith, um dos papas da biologia moderna, é conclusivo: “Por causa da excelência de seus ensaios, [Gould] tornou-se conhecido entre não-biólogos como o mais destacado teórico da evolução. Em contraste, os biólogos evolucionistas com quem discuti seu trabalho tendem a vê-lo como um homem cujas ideias são tão confusas que quase não vale a pena ocupar-se delas, mas alguém que não se deve criticar em público por ao menos estar do nosso lado contra os criacionistas” (New York Review of Books, novembro de 1995). Bastante esclarecedoras essas palavras.

Quando se refere ao movimento do Design Inteligente, Eliane diz que ele se baseia em “argumentos sofisticados e supostamente baseados na ciência”, mas não dá espaço suficiente para a defesa desses argumentos. Fica tudo mais ou menos na opinião. Depois ela ainda arremata, dizendo que “os cientistas não concordam com essa visão”. Bem vago isso, não? E Michael Behe – citado por ela – e outros, o que são? Não são cientistas?

Aliás, questionamentos levantados por Behe, em seu livro A Caixa Preta de Darwin, ainda não foram adequadamente respondidos. Ele escreveu: “Nenhum dos trabalhos publicados no Journal of Molecular Evolution durante todo o curso de sua vida editorial propôs um modelo detalhado através do qual um sistema bioquímico complexo poderia ter sido produzido à maneira darwiniana, passo a passo, gradualmente”, e “nunca houve conferência, livro ou artigo sobre detalhes da evolução de sistemas bioquímicos complexos” (A Caixa Preta de Darwin, p. 179, 183). Behe informa ainda que “numerosos estudantes aprendem em seus livros a ver o mundo através de uma lente evolucionista. Eles, contudo, não aprendem como a evolução darwiniana poderia ter produzido qualquer um dos sistemas bioquímicos notavelmente complicados que tais textos descrevem” (p. 187).

Quando menciona frases do Dr. Ruy Vieira, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira, Eliane deixa novamente transparecer preconceito. Ao informar que ele foi diretor-científico da Fapesp e fundador da Academia de Ciências de São Paulo, além de representante do MEC na Agência Espacial Brasileira, ela diz que isso é “curioso”, reafirmando a ideia de que quase não há pesquisadores sérios no meio criacionista (embora ela tenha dito que leu meu livro Por Que Creio, no qual apresento entrevistas com uma dúzia deles).

Mas acho que o cúmulo da sua argumentação preconceituosa ocorreu ao comparar a proposta de se ensinar criacionismo e evolucionismo nas escolas com o revisionismo a respeito do Holocausto judeu. “Esse argumento capcioso”, afirma Eliane, “é o mesmo utilizado pelos revisionistas do Holocausto judeu, que, apesar das fotografias, dos relatos dos sobreviventes, dos documentos, das evidências materiais, da confissão dos algozes e do reconhecimento do Estado alemão, continuam afirmando que o Holocausto foi uma ‘armação’”. Os criacionistas sérios respeitam e se pautam pelo método científico. Se a teoria da evolução tivesse evidências factuais como o episódio do Holocausto, obviamente que não haveria cientistas que advogariam o modelo criacionista. Não precisa ser criacionista para perceber que a comparação foi meio forte e descabida. Lamento também o fato de a matéria não ter publicado sequer uma entrevista com um criacionista sério, tendo dado espaço, por outro lado, a duas entrevistas com evolucionistas declarados: o astrofísico Marcelo Gleiser e o sociólogo Maurício Martins.

Acho que o jornalismo científico foge às suas propostas (elogiáveis) de esclarecimento quando divulga artigos carregados de preconceito e premissas questionáveis, formando opiniões unilaterais. De minha parte, continuarei aguardando o dia em que uma revista da importância da Época possa abrir espaço para a publicação de reportagens, entrevistas e artigos criacionistas sérios [desde 2005, continuo esperando...], escritos por bons autores e pesquisadores criacionistas, e não apenas a interpretação do que seja criacionismo, do ponto de vista evolucionista. Talvez, se houvesse um debate mais aberto e respeitoso, ainda que não se chegasse a um consenso, haveria maior clareza com relação ao que ambos os lados pensam e pregam.

Se a ciência e a imprensa se detivessem aos fatos, deixando o juízo de valores (ou as conclusões quanto às origens) aos leitores, estariam cumprindo de forma mais efetiva seu papel.

Michelson Borges

Leia a seguir a reação de outros leitores da matéria da Época:

“Prezada jornalista Eliana, lamento muito ter gasto tanto tempo precioso para monologar consigo. Realmente, opus et oleum perdidi. Fico na dúvida se toda a responsabilidade pela peça de ficção jornalística foi somente sua, ou se houve interferência do establishment, como sóe acontecer praticamente sempre! Parafraseando trecho do texto, ‘o mais curioso é que ela é jornalista’! De qualquer forma, tenho certeza de que pessoas inteligentes (como você me pareceu, por telefone) e isentas de posições preconcebidas (o que finalmente, ao ler sua reportagem, percebi não ser o seu caso), poderão ser incentivadas a cavar mais fundo para buscar compreender melhor o que realmente existe no âmbito da controvérsia Criação/Evolução. Concordo com o Prof. Enézio Almeida Filho: os leitores da Época ficaram sem saber da crise epistêmica que vem sofrendo o paradigma vigente. Da próxima vez, farei como o Prof. Christiano da Silva Neto, da ABPC – tudo por escrito! Verba volant, scripta manent!” (Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira)

“Sr. Diretor de Redação: A Teoria do Design Inteligente é uma teoria científica. Fomos descaracterizados na reportagem ‘E no princípio era o que mesmo?’ como criacionistas. Apesar de ter enviado bibliografia comentada à repórter Eliane Brum sobre as improbidades científicas das atuais teorias da origem e evolução da vida, os cientistas evolucionistas sequer foram questionados. Não houve objetividade científica, imparcialidade nem ousadia na sua reportagem, mas um belo exemplo de um mau jornalismo de divulgação científica: um panfleto atrelado aos ditames ideológicos da Nomenklatura científica. Os leitores de Época ficaram sem saber sobre a crise epistêmica que vem sofrendo o paradigma vigente. Atenciosamente registro aqui o meu protesto.” (Enézio E. de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente)

“Prezados senhores, li com atenção o tema especial ‘E no princípio era... o que mesmo?’. Certamente é motivo de grande atenção o fato do enorme fracasso do ensino obrigatório, exclusivo do evolucionismo durante o último século no Brasil, apoiado pelas cátedras e coadjuvado pela mídia, ter produzido apenas 11% de evolucionistas ateus! A causa principal desse fracasso é que as evidências estão destruindo a frágil ideia da evolução. Vejamos algumas: (1) nada em biologia faz sentido à luz do acaso cego. O acaso nega o conceito científico de causa e efeito, introduz conceitos mitológicos e mágicos inaceitáveis sob o ponto de vista científico, mas defendidos por ‘cientistas’ evolucionistas. [...] É uma maneira enganosa de não explicar nada. (2) A abiogênese é uma crendice popular aceita e defendida pela evolução! Desde 1864, Louis Pasteur, cientista criacionista convicto, destruiu essa crendice que continua até hoje nos livros de biologia. Eis um excelente exemplo para tirar das trevas nossa ciência, pois, como Pasteur, estaríamos produzindo vacinas e fazendo a verdadeira ciência progredir. (3) Os ‘incontáveis’ elos de Darwin não foram encontrados. Não encontramos mais do que 30 supostos elos intermediários. Deveriam ser bilhões. A árvore da vida evolutiva está comprometida. (4) Os fósseis contestam a evolução. Os fósseis, segundo a evolução, seriam poucos e escassos. Só o fato de encontrarmos milhões, toneladas de fósseis animais e bilhões de toneladas de carvão fóssil vegetal, além das toneladas de fósseis nas gélidas turfeiras e o petróleo fóssil, desmentem a evolução. Os fósseis surgem por soterramento rápido, afogamento na lama. Catástrofe. Nada de uniformismo lento! (5) A ancestralidade comum está em cheque. A embriologia evolucionista é uma fraude. Ensino enganoso e fraudulento já contestado desde 1868, mas teimosamente defendido por cientistas descuidados. A similaridade da morfologia dos ossos ou órgãos homólogos aponta para um arquiteto, engenheiro e Criador inteligente. Os órgãos vestigiais humanos inventados pelo evolucionismo (que chegou a ter mais de 150 órgãos vestigiais listados) são produto da ignorância. (6) A seleção natural fracassou. Os exemplos citados são muito frágeis. As 13 ‘espécies’ dos tentilhões de Darwin se cruzam entre si e dão descendentes férteis. Confundiram variedades com espécies. A mariposa Biston betularia está sendo contestada, e a resistência de bactérias [a antibióticos] e outros seres vivos são exemplos frágeis. (7) O coordenador do Projeto Genoma Humano é criacionista [em parte, talvez]. O Dr. Francis Collins afirma com todas as letras que o genoma humano sempre foi conhecido por Deus, pois Ele é o Criador e codificador dessa enciclopédia informativa, o nosso DNA. No princípio, Deus. Nada dos ‘zilhões’ de anos que o propagandista evolucionista Richard Dawkins precisa para aplicar ao seu relojoeiro cego que nunca fez coisa nenhuma. No princípio, a cegueira evolutiva...? Sugerimos uma entrevista com o Dr. Francis Collins. Lembramos ainda que Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Francis Bacon, Isaac Newton, Carlos Linneu, Gregório Mendel, Louis Pasteur – todos eles foram criacionistas. Os modernos criacionistas estão nos ombros de gigantes da ciência. Merecem o mesmo nível de atenção, respeito e exposição na mídia e na cátedra. O resultado da pesquisa do IBOPE mostra o óbvio: 89% dos leitores da revista Época, os pais dos alunos e os estudantes não aguentam mais esse ensino evolucionista unilateral! Acordem! Está na hora de despertar, comparar e discutir o criacionismo com o evolucionismo, na base das evidências científicas dentro das salas de aulas, desde o ensino fundamental até a pós-graduação. Daqui a pouco o evolucionismo, o maior mito científico, pode estar banido, como querem 75% dos brasileiros.” (Roberto César de Azevedo, bacharel e licenciado em Biologia pela Universidade de São Paulo)

“O artigo ‘E no princípio era o que mesmo?’ apresentou-se muito ideológico e pouco analítico. Como exemplo, gostaria de observar que a frase ‘os cientistas não concordam com essa visão e alegam que o salto na realidade é bastante simples’, que aparece na página 77, não esclarece como os cientistas explicam o simples salto das substâncias ‘inorgânicas’ para uma célula viva completa, com todo seu maquinário autônomo e com todo o seu conteúdo de informação necessário para seu funcionamento e reprodução. Não imagino como artigos desse tipo podem ajudar as pessoas a pensar sobre o mundo e se tornar capazes de formar sua visão de mundo como idealiza Marcelo Gleiser em sua entrevista.” (Urias Echterhoff Takatohi, doutor em Física e professor no Unasp, campus São Paulo)

Criado implante para substituir válvulas das veias

Cientistas alemães estão desenvolvendo uma prótese para as válvulas das veias. Ao contrário das válvulas cardíacas, que, quando dão defeito, são rotineiramente substituídas por implantes, quando as válvulas das veias dão problema, o único tratamento disponível é via medicação, nem sempre com os resultados esperados. Se você não sabia que veias têm válvulas, basta se perguntar por que é que o sangue não se acumula nas pernas, puxado pela gravidade. Na verdade, às vezes ele se acumula, provocando edemas e até úlceras, um mal que acomete duas vezes mais as mulheres dos que homens. Para ajudar o coração, as veias possuem válvulas que se fecham após cada pulsação. Assim, nas veias das pernas, por exemplo, a válvula se fecha e evita que o sangue que acaba de ser bombeado pelo coração desça novamente, puxado pela gravidade. No próximo batimento, ele sobe um pouco mais, parando na próxima válvula, e assim por diante. 


O problema é quando as válvulas venosas deixam de funcionar, gerando a chamada deficiência venosa crônica. O Dr. Oliver Schwarz e seus colegas do Instituto Fraunhofer criaram o primeiro protótipo de um implante que, depois dos testes clínicos necessários, poderá se tornar uma alternativa definitiva para as “veias fracas”. Imitar a membrana natural foi possível graças a um equipamento inovador, um aspersor 3D, que permite a criação de estruturas plásticas em formato livre. É uma espécie de impressão 3D mais avançada, uma vez que as camadas não precisam ser aplicadas sobre uma base plana, permitindo criar estruturas extremamente complexas e muito precisas. 


“A tecnologia de distribuição de gotas 3D é uma técnica de fabricação aditiva que permite que geometrias tridimensionais sejam criadas camada por camada usando um polímero”, resume o Dr. Schwarz. 


O polímero usado é o policarbonato-uretano (PCU), um plástico particularmente forte, mas flexível, e que se liga facilmente aos tecidos circundantes. Como a impressão 3D de formato livre permite a criação de películas muito finas, o material se mostrou o substituto ideal para as válvulas das veias. Isso depois que os engenheiros aprimoraram a “impressão”, que, para funcionar como as válvulas biológicas, precisa de nada menos do que seis camadas com diferentes graus de elasticidade e dureza - e sem nenhuma “costura”, ou seja, com um material aparentemente homogêneo. 


Quando aprovados pelas autoridades de saúde, os implantes venosos poderão ser inseridos nas veias dos pacientes por catéteres. 


(Inovação Tecnológica)


Nota: Note que apenas para imitar a função das válvulas naturais os cientistas tiveram que usar muita inteligência e tecnologia. O sistema de válvulas humano sem o qual poderíamos esquecer o bipedalismo, por exemplo, é uma maravilha do design inteligente (outra maravilha é o sistema existente no pescoço da girafa). Ou você acha que o sistema original teria simplesmente surgido, enquanto a cópia foi inteligentemente criada? Infelizmente, com o tempo e devido a doenças, a função das válvulas acaba prejudicada (outro dos resultados do pecado, algo que logo será resolvido definitivamente pelo Criador). Mesmo assim, as digitais dEle estão ali também.[MB]

Da concepção ao nascimento




segunda-feira, abril 09, 2012

Inteligente demais para pensar

"A fé é a grande escapatória, a grande desculpa para se fugir à necessidade de pensar e avaliar as evidências. A fé é acreditar ‘apesar de', e até talvez precisamente ‘por causa' da falta de provas."Essa frase é de Richard Dawkins, um dos mais famosos ateus ativistas da atualidade. Os ateus ativistas, apesar de serem minoria, têm conquistado um espaço enorme na mídia e nas livrarias. Um dos grandes motivos de serem tão contraa religião (não tantocontra Deus) é irracionalidade que eles dizem existir por trás das organizações religiosas. Na mente de muitos ateus - e de muitos cristãos também -, religião é uma coisa, razão é outra. Como diríamos popularmente: "Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa."
Religião, então, seria uma "escapatória" do pensamento, do conhecimento, da racionalidade. É como se fosse uma redoma em que você é desobrigado de olhar as evidências de perto para acreditar; você pode contar apenas com a fé, e isso já é "bom o bastante". [Leia mais]

O que realmente são experiências de quase morte?

Pacientes em estado de coma ou outras situações de proximidade com a morte geralmente vivenciam experiências inéditas na própria mente. Por alguma razão que ainda intriga a ciência, alguns “cenários” são recorrentes, tais como a pessoa se imaginar avançando por um longo túnel com uma luz no fim. Muita gente considera que um indivíduo nesse caso esteve, de fato, prestes a conhecer o lado dos mortos, mas cientistas norte-americanos sugerem que tudo não passa de um produto do próprio cérebro. Esse mecanismo cerebral é conhecido e tem nome: sonho lúcido. Ele acontece quando alguém tem plena consciência de que está sonhando e sobre o que é tal sonho, podendo até interferir na história. Geralmente, ele pode ser forjado por qualquer pessoa: se você dormir pensando intensamente em algo, se concentrando na vontade de sonhar com aquilo, as chances de ter um sonho lúcido são grandes.

Uma pesquisa da Universidade do Kentucky, em Lexington (EUA), fez uma experiência de monitoramento cerebral. Eles descobriram que as situações de proximidade com a morte, durante um sono induzido por anestesia, ativam os mesmos mecanismos neurológicos que entram em ação quando uma pessoa tem sonhos lúcidos. Ambos seriam estimulados pelo córtex dorsolateral pré-frontal, uma área que normalmente só funciona quando estamos acordados.

Na Califórnia, existe o Centro de Pesquisas de Experiências Fora-do-corpo (OOBE Research Center, na sigla em inglês), especializado no assunto. Baseados no estudo de Kentucky, eles conduziram uma pesquisa com quatro grupos de voluntários, cada grupo tendo entre 10 e 20 integrantes. Os participantes foram colocados para dormir, com a condição de imaginarem ao máximo a ideia de estarem entrando por um túnel com fim luminoso e tentarem sonhar com isso. Dezoito voluntários afirmaram terem sido capazes de sonhar com isso.

Outros, embora não tenham conseguido, tiveram a experiência de “sair do corpo”, vendo a si mesmos flutuando para o alto, eventualmente tendo a visão de um ente querido já falecido.

Entre os que “saíram do corpo”, o momento da ocorrência foi mensurável: em geral, acontecia durante a tênue linha entre estar acordado e adormecido. Isso se observou como ponto em comum entre todos os participantes, o que indica, segundo os condutores da pesquisa, que se trata de um mecanismo cerebral pré-programado.

Por essa razão, os pesquisadores pedem cuidado na hora de interpretar o que um paciente vê em estado de coma. Quando ele vê um familiar já falecido, isso pode parecer uma prova inegável de vida após a morte, mas os estudos dão evidências de que tudo pode ser apenas um reflexo condicionado do cérebro, que gera um sonho com extremo realismo.

domingo, abril 08, 2012

Os EUA estão agora na “matrix da lei marcial”

Uma ordem executiva pouco notada decretada neste mês permitirá que o governo dos EUA se apodere de todos os recursos nacionais (inclusive comida), aliste civis nas forças armadas ou trabalho escravo, controle todos os meios de comunicação e racione os serviços de saúde “para promover a defesa nacional”. O Congresso poderá receber informações sobre as ações do governo, mas não tem nenhum poder para alterá-las. A ordem executiva do presidente Obama completa a “matrix de lei marcial” que entrega todos os recursos nacionais ao governo central de Washington, um proeminente escritor disse para LifeSiteNews.com.

Barack Obama decretou a ordem executiva, “National Defense Resources Preparedness” (Prontidão dos Recursos de Defesa Nacional), em 16 de março. Jim Garrison do [jornal esquerdista] The Huffington Post resumiu suas cláusulas:

* O ministro da Defesa tem poder sobre todos os recursos de água.
* O ministro do Comércio tem poder sobre todos os serviços e infraestruturas materiais, inclusive materiais de construção.
* O ministro dos Transportes tem poder sobre todas as formas de transporte civil.
* O ministro da Agricultura tem poder sobre recursos e infraestruturas de alimentos, recursos e usinas de gado e a distribuição nacional de equipamento agrícola.
* O ministro da Saúde tem poder sobre todos os recursos de saúde.
* O ministro das Energias tem poder sobre todas as formas de energia.

Cada poder tem todas as suas partes componentes. Por exemplo, “os transportes civis incluem movimento de pessoas e propriedade mediante todos os meios de transportes interestaduais e intraestaduais, ou comércio estrangeiro dentro dos Estados Unidos, seus territórios e possessões, e o Distrito de Colúmbia, e locais públicos de armazenamento relacionados, portos, serviços, equipamento e infraestrutura”. Semelhantemente, “‘recursos de alimentos’ significam mercadorias e produtos (simples, misturados ou compostos), ou complementos para tais mercadorias e produtos, que podem ser ingeridos por seres humanos ou animais”.

“Da perspectiva da Constituição, esses são poderes inteiramente ilegítimos”, o escritor e editor William Norman Grigg disse para LifeSiteNews.com. “Não há nem mesmo um indício ou sussurro de legitimidade aí. Você está lidando com alguém que claramente não vê a presidência como suscetível a nenhum limite, legal ou constitucional.”

Grigg, que é editor-geral da revista Republic Magazine, disse: “O que é especialmente preocupante é que ele não está mostrando nenhum arrependimento por exercer todos os poderes que eram reivindicados por seus antecessores e acrescentando a essas leis poderes presidenciais extraconstitucionais.”

Esses vastos novos poderes podem ser invocados “em tempos de paz e em tempos de emergência nacional”, sempre que forem “considerados necessários ou apropriados para promover a defesa nacional”. O presidente é quem decidirá quando essas circunstâncias se aplicam. O Congresso seria informado, mediante um resumo, acerca das ações das agências governamentais – anualmente –, mas não poderia alterar as leis.

Os defensores do presidente, inclusive alguns republicanos, dizem que a ordem executiva só atualiza a Lei de Produção de Defesa de 1950 e a Ordem Executiva 12919 de Bill Clinton, escrita em 1994. A principal diferença é que a nova ordem transfere funções da FEMA para o Departamento de Segurança Nacional.

Ed Morrissey, do Hot Air, escreveu: “Barack Obama pode ser arrogante, e a escolha do tempo do anúncio desse decreto pode ter parecido estranha, mas isso não é motivo algum para nos preocuparmos.” Mas Grigg diz que a mudança de uma emergência de tempo de guerra para tempo de paz em si já é preocupante. “Quando estamos lidando com engenharia semântica que tem uma sintonia aguçada, isso parece muito como evidência de más intenções”, disse ele. “Eles jogaram fora a ideia de que precisa haver um acontecimento razoável que provocasse uma emergência nacional que seja importante.”

A dependência de ordens executivas anteriores também preocupa Grigg. “Obama tem [...] falado sobre as supostas virtudes do controle governamental sobre a população civil inteira dos EUA dentro do modelo militar”, disse ele. “Essa situação nos leva de volta a Bernard Baruch”, presidente da Diretoria das Indústrias Nacionais de Guerra no governo do presidente Woodrow Wilson, durante a 1ª Guerra Mundial. Ele escreveu em 1918: “Estamos vivendo hoje num Estado altamente organizado de socialismo [nos EUA]. O Estado é tudo; o individuo é importante apenas enquanto contribui para o bem-estar do Estado.”

“Essa é uma aspiração que está no coração de todos os coletivistas desde tempos imemoráveis”, Grigg disse para LifeSiteNews.com. Alguns que apoiam a ordem executiva estão preocupados porque ela se apoia numa lei de 62 anos atrás. Doug Mataconis, que acredita que a ordem executiva não é motivo para preocupação, escreveu: “O fato de que o presidente dos Estados Unidos está ainda exercendo autoridade garantida durante a Guerra da Coreia e no auge da Guerra Fria é outro reflexo de como o poder, quando é usurpado pela presidência imperial, nunca é entregue.”

Os defensores do presidente em ambos os partidos dizem que a ordem é meramente um cenário na pior das situações no acontecimento de um ataque nuclear ou um desastre catastrófico que incapacitaria o fluxo normal da vida diária. Esse controle absoluto permitiria que o governo federal mantivesse a ordem. “Não há realmente nenhum argumento estratégico ou tático que se possa fazer em favor de ditadura vindo da presidência como estratégia para administrar uma emergência”, disse Grigg. “O problema aqui é a suposição de que o melhor meio de lidar com esse tipo de tragédia é centralizar o poder e assim dar um alvo conveniente para nossos inimigos. Num sentido estratégico, não faz nenhum sentido.”

Pelo contrário, o trabalho de neutralizar e localizar um governo [não centralizado] tornaria difícil que um inimigo abalasse completamente a vida nacional. “O mesmo governo que mostrou os ‘benefícios’ dos tóxicos trailers da FEMA para os sobreviventes do Furacão Katrina agora tem a ‘humildade’ de mostrar mais coisas”, disse ele.

Contudo, a maior perda é a da liberdade, dizem eles. Chuck Norris escreveu: “Promulgar essa lei marcial mesmo durante um tempo de paz é um abuso e descontrole sem precedentes do poder de um presidente… Os fundadores dos EUA nunca teriam permitido tal coisa, e nós não deveríamos permiti-la.”

Alguns dizem que é duplamente verdade sob o atual presidente. “Com suas ações ele tem mostrado uma disposição que dá para se descrever como ditatorial”, Grigg disse para LifeSiteNews.com. “É o caso de um homem que se deparou com a oportunidade perfeita. O homem e a oportunidade criaram essa arquitetura institucional de ditadura presidencial. Agora o ditador quer ficar no poder por muito tempo.”


Nota: Ou o governo dos EUA sabe que algo catastrófico está para ocorrer, ou simplesmente quer estender ainda mais suas garras de dragão profético (Ap 13). Ou as duas coisas.[MB]

sexta-feira, abril 06, 2012

Dinossauros viviam na água ou foram sepultados nela?

“Os dinossauros foram as mais temidas criaturas a caminhar sobre a Terra” – segundo uma nova teoria, tem algo de errado nessa frase. É que um biólogo de Cambridge chamado Brian Ford está sugerindo que os dinos eram, na verdade, criaturas aquáticas. Os bichões passariam boa parte de suas vidas nadando em águas com profundidade entre quatro e nove metros, usando suas longas caudas para ajudar na movimentação. De acordo com Ford, isso explicaria por que cientistas encontram marcas de pegadas de dinossauro, mas nunca marcas de seus rabos – deixá-los sem tocar o chão demandaria uma grande quantidade de energia. A teoria de Ford também explicaria como bichos imensos e pesados, de até 100 toneladas, teriam apenas duas patas para sustentá-los, tendo em vista que os animais terrestres mais pesados da atualidade, como o Elefante, têm quatro.

“Os dinossauros normalmente são descritos caminhando em planícies áridas, mas acredito que a cena correta seria em um lago raso, já que a água ajudaria a suportar seu peso”, conta o cientista. Outro argumento é que na época em que eles viveram, a Terra seria coberta de lagos rasos.

Mas a comunidade científica, em sua maioria, não dá muito crédito à ideia. De acordo com o paleontólogo do Museu de História Natural de Londres, Paul Berret, a teoria dos dinos aquáticos era muito popular nos anos 1920, mas a partir de estudos feitos na década de 1960 foi provado que os bichos pré-históricos tinham, sim, força muscular suficiente para sustentar seu corpo pesado e sua cauda. “Eles podem até ter vivido perto da água e terem dado alguns mergulhos, mas duvido que vivessem nela”, completa. 


Nota: Volta e meia, os cientistas tropeçam na verdade, mas não ousam dar o último passo e admitir o óbvio – por preconceito ou desconhecimento, mesmo. Pesquisas anteriores já deram conta de que os dinos muito provavelmente morreram afogados (confira). Para serem fossilizados, os animais precisam ser instantaneamente soterrados por lama, a fim de que o corpo não seja decomposto ou devorado, mas acabe mineralizado, ou seja, vire fóssil. Agora imagine a quantidade de lama e sedimentos necessária para sepultar tantos grandes dinossauros em tantas partes do mundo. Por não admitir o modelo diluviano (segundo o livro de Gênesis), os cientistas darwinistas propõem cenários como o do texto acima: pegadas são encontradas em locais que foram cobertos por água, portanto, os dinossauros nadavam ali. Nadavam ou estavam fugindo de uma catástrofe aquática? Para que pegadas sejam fossilizadas, elas têm que ser impressas em lama e, em seguida, cobertas por mais lama. Alguns cientistas realmente tropeçam na verdade, mas se levantam e fazem de conta que nada é nada. Para ler mais sobre dinossauros, clique aqui.[MB]

Foi por amor

A “contribuição” da teologia da prosperidade

Há alguns dias, li o resultado de uma pesquisa que afirmava que a taxa de suicídio tem sido maior entre os evangélicos. Fiquei surpreso com esse resultado, porque o verdadeiro evangelho é caracterizado pela paz que a graça de Cristo implanta no coração do ser humano; que não precisamos fazer mais nada, pois tudo Ele já fez por nós; agora, só nos resta amá-lo. Parece um paradoxo afirmar que o número de suicídios tem sido maior entre os adeptos de uma religião que ensina que o seu Deus os ama e que nunca os abandonará; que tudo já foi feito em seu favor; um Deus que diz: “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mateus 11:28, 29).

Geralmente, as pessoas que se suicidam estão sobrecarregadas dos anseios e fardos desta vida, se sentem sós, deprimidas, confusas. A fé é um sentimento que, de certa forma, consegue superar tudo isso, pois Deus Se apresenta nos evangelhos como Aquele que está com Seus filhos em meio às tempestades da vida. Por que, então, o suicídio tem maior incidência em grupos de pessoas que deveriam se sentir seguras e felizes? Nunca fiquei sabendo que alguém tirou a vida porque se sentia feliz. Então, como explicar o resultado dessa pesquisa? Os evangélicos são mais infelizes?

Concordo que deve haver vários fatores que influenciaram para que esse resultado contrariasse a todos nós que defendemos o evangelho como fonte de felicidade. Entretanto, quero dedicar este breve artigo somente a um desses fatores que, no meu modo de ver, é um dos mais relevantes: a teologia da prosperidade.

Durante anos, a humanidade sofreu sob o julgo de uma mensagem que a oprimia. Afirmava-se que deveríamos fazer penitências, comprar indulgências e fazer sacrifícios sobre-humanos, se quiséssemos alcançar o favor divino. Muitos perderam os bens e a vida por causa da culpa que os assolava. De certa forma, o ateísmo existente hoje se deve ao grande mal cometido em nome da religião durante a Idade Média.

A opressão existente naqueles dias levou vários homens a empreender uma reforma na igreja dominante. Essa reforma ganhou o nome de Protestantismo. Esse movimento cresceu e se espalhou pelo mundo. Ele tinha como objetivo libertar a humanidade de uma pena que já tinha sido paga, trazendo felicidade a uma raça de pecadores culpados que só precisava de arrependimento e fé para ter de volta a Graça que lhe fora roubada. Afirmavam, ainda, que a humanidade não precisava de intermediários para chegar até Deus; que Ele a amava e desejava habitar com ela. Isso deu novo alento às pessoas angustiadas e oprimidas que só precisavam de uma coisa: esperança.

Uma luz brilhou no horizonte para os homens de boa vontade. Muitos, de todas as partes, se uniram para proclamar a mensagem da esperança em Cristo. Que maravilha! O dinheiro, que antes era para o benefício do clero, foi utilizado para levar esperança ao mundo.

Foi com esse propósito que o Protestantismo surgiu. Mas, infelizmente, alguns o perderam de vista. O evangelho virou comércio; as bênçãos, mercadorias; e as igrejas, lojas. Onde vamos parar? Até onde precisamos ir para descobrir que estamos perdidos? Se Lutero ressuscitasse hoje, sentiria vergonha ao ver em que a Reforma se transformou.

Quando eu era pastor de uma dessas igrejas praticantes da teologia da prosperidade, diversas vezes entraram em minha sala pastoral membros infelizes, decepcionados porque já tinham tentado de tudo, realizado diversas correntes, feito votos além da capacidade do orçamento financeiro da família. Votos que, para cumprirem, tiveram que vender bens como geladeiras, carros, etc. Muitos lamentavam o fato de que não obtiveram sucesso em cumprir seus votos e, agora, além de o problema continuar, estavam em dívida com Deus, assim pensavam. Isso os atormentava. Muitos simplesmente desistiam, desapareciam e nunca mais tínhamos notícias deles.

A teologia da prosperidade ensina que devemos doar acima do que podemos para mover o coração de Deus em nosso favor. Como se sentir feliz em uma religião que ensina que seu Deus só abençoa mediante sacrifícios? “Se não houver sacrifícios, não haverá bênçãos”, é o lema de muitos pregadores. Isso significa que se você já tentou de tudo e ainda não foi abençoado, é porque ainda não sacrificou o suficiente, por isso muitos se desfazem de bens essenciais dentro do lar para tentar convencer Deus de que necessitam do que estão pedindo. Quando a bênção não vem, entram em desespero. Resultado: desejo de morrer, porque, na compreensão deles, Deus não mais os ama.

Certa vez, num dos muitos eventos a que tenho sido convidado, uma senhora me chamou para conversar. Disse-me ela que era membro de uma dessas igrejas, e alguém a convidou para a programação, porque afirmava que ela precisava me ouvir. A história dessa mulher é muito triste. Ela vendeu tudo que tinha em casa: móveis e eletrodomésticos; estava dormindo no chão. Falei para ela da graça e do amor de Deus. Os olhos dela brilharam e lágrimas escorreram por aquele rosto sofrido. Hoje, ela é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Louvado seja o Senhor!

A teologia da prosperidade é um mal que precisa ser combatido por todos aqueles que têm amor ao verdadeiro Evangelho. É assustadora a grande proporção que essa teologia ganhou nos últimos anos no meio protestante com seu evangelho dos milagres. Muitas pessoas estão aderindo ao mundo evangélico por causa dos milagres, das bênçãos financeiras que muitos afirmam ter recebido.

Alguns são levados a colocar Deus à prova, oferecendo aos pés dos pastores seus bens mais valiosos. Eu afirmo a você que a grande maioria fica decepcionada com o resultado. Tenho me encontrado com pessoas em estado de depressão porque doaram carros, casas, apartamentos, dinheiro que, com muito sacrifício, foi poupado durante anos a fim de pagar a faculdade dos filhos, realizar o sonho da casa própria e tantas outras necessidades, e, agora, ficaram sem nada, perderam tudo. Muitos confessaram que sentiram vontade de morrer com vergonha dos filhos, parentes e amigos. E para piorar o estado psicológico dessas pessoas, os pastores lhes disseram que faltou fé da parte delas; que estavam cometendo algum pecado, por isso não foram abençoadas. Por favor, até onde isso irá? O amor pelo dinheiro cegou muitos pastores da atualidade.

Os pastores dessas igrejas sabem do que estou falando, e não adianta vir com desculpas! Para cada um que testemunha, centenas estão sofrendo porque não têm o que testemunhar, a não ser desgraça.

Com um cenário desses, não é de admirar que a taxa de suicídios tivesse maior incidência entre os evangélicos.

Está na hora de buscar coragem para enfrentar essa situação. Utilizar o sofrimento das pessoas para tirar delas o que têm é um ato imoral, comparável ao que se fazia numa época em que o mundo vivia na escuridão espiritual e intelectual. Onde estão os defensores dos direitos humanos? Estão fazendo alguma coisa? Eu gostaria de saber.

O evangelho verdadeiro nos oferece a companhia de um Deus que nos ama. Um Deus que permanecerá conosco até fim, mesmo que venham problemas. Ele permanecerá ao nosso lado, não nos abandonará.

Muitos cristãos enfrentam um conflito interno. Eles acreditam em um Deus santo, puro, imaculado, um Deus que tudo pode; e ao olhar para dentro de si mesmos, encontram um ser pecador, indigno, imundo – aí surge o conflito: Como posso alcançar as bênçãos de um Deus assim, sendo eu tão impuro? Então pensam que somente por meio de grandes sacrifícios Deus será movido a abençoá-los. Alguns pregadores ensinam que se você quiser ser abençoado, deve doar todo o seu dinheiro ao pastor mais rico, pois se ele é rico, é porque é santo, e o que ele pedir Deus concederá. Que sofisma!

“Quando virdes vossa pecaminosidade, não espereis até que vos tenhais melhorado. Quantos há que julgam não ser suficientemente bons para ir a Cristo! Tendes esperança de tornar-vos melhor mediante vossos próprios esforços? ‘Pode o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas? Nesse caso também vós podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal’ (Jr 13:23). Só em Deus é que há socorro para nós. Não devemos esperar persuasões mais fortes, melhores oportunidades ou um temperamento mais santo. De nós mesmos nada podemos fazer. Temos de ir a Cristo exatamente como nos achamos” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 31).

Amigo, realmente somos indignos, pecadores, imundos, mas aí vem a boa-nova: Deus nos ama mesmo assim. “Mas Deus demonstra Seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8). Perceba que Cristo morreu por nós quando estávamos em estado de alienação total. Ele foi capaz de morrer e enfrentar tudo e todos em nosso favor quando éramos contrários à vontade de dEle, e não cobrou um centavo por isso. Agora que O aceitamos, não fará Ele por nós tudo de que temos necessidade, e gratuitamente? É claro! Você não precisa doar todo o seu dinheiro, fazer enormes sacrifícios; Deus só quer seu coração. Nele Ele tem que ser o primeiro.

“O preço pago por nossa redenção, o infinito sacrifício de nosso Pai celestial em entregar Seu Filho para morrer por nós, deveria inspirar-nos ideias elevadas sobre o que nos podemos tornar por meio de Cristo. Quando o inspirado apóstolo João contemplou a altura, a profundidade e a amplidão do amor do Pai para com a raça perdida, foi possuído de um espírito de adoração e reverência; e, não podendo encontrar linguagem apropriada para exprimir a grandeza e ternura desse amor, chamou para ele a atenção do mundo. ‘Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus’ (1Jo 3:1). Em que grande valor é tido o homem!” (Caminho a Cristo, p. 15).

Você é muito valioso para Deus. Não há nada que Deus não saiba sobre você: seu passado, seu presente, seu futuro, suas dores, o motivo do seu choro, o motivo pelo qual você tem passado noites sem dormir, o filho que está sofrendo, o marido que a deixou, a esposa que o abandonou, a família que está se destruindo, a lágrima que escorre pelo seu rosto, um cabelo que cai de sua cabeça, as decisões erradas que você tomou. Deus conhece também suas alegrias, mesmo que elas tenham se tornado raras. Ele deseja que elas retornem para você. Ele não quer, de forma alguma, que você pague para tê-las de volta. Ele já pagou por elas.

“O coração de Deus anseia por Seus filhos terrestres com amor mais forte que a morte. Entregando Seu Filho, nesse único Dom derramou sobre nós todo o Céu. A vida, morte e intercessão do Salvador, o ministério dos anjos, o pleitear do Espírito, o Pai operando acima de tudo e por tudo, o interesse incessante dos seres celestiais – tudo se empenha em favor da redenção do homem” (Caminho a Cristo, p. 21).

“Descrevendo Sua missão terrestre, disse Jesus: ‘O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos’ (Lc 4:18, 19). Essa foi a Sua obra. Andava fazendo o bem, curando os oprimidos por Satanás. Havia aldeias inteiras onde não existia mais nenhuma casa em que se ouvissem lamentos de enfermo, porque Jesus por elas passara e lhes curara os doentes. Sua obra dava testemunho de Sua unção divina. Amor, misericórdia e compaixão se patenteavam em cada ato de Sua vida. Seu coração anelava com terna simpatia pelos filhos dos homens. Revestiu-Se da natureza humana para poder atingir as necessidades do homem. Os mais pobres e humildes não receavam aproximar-se dEle. Mesmo as criancinhas para Ele se sentiam atraídas. Gostavam de subir-Lhe aos joelhos e contemplar-Lhe o rosto pensativo, que refletia bondade e amor” (Caminho a Cristo, p. 12, 13).

Tudo Ele fez e não cobrou nada, nem um centavo. É Seu prazer aliviar o sofrimento humano. Esse é o nosso Deus.

(Hilton Bastos, ex-pastor da IURD)

You are a miracle