quarta-feira, julho 11, 2012

Conservadores são mais felizes

Quem é mais feliz - o liberal ou o conservador? A resposta poderá parecer simples. Afinal, existe toda uma literatura acadêmica no campo das ciências sociais que mostra os conservadores como indivíduos autoritários, dogmáticos, incapazes de tolerar a ambiguidade, preocupados com as ameaças e os prejuízos, com baixa autoestima e pouco à vontade com pensamentos complexos. Foi o candidato Barack Obama, em 2008, quem definiu notoriamente os eleitores das classes trabalhadoras como “ressentidos”, porque “se agarram às armas ou à religião”. Obviamente, os liberais deveriam ser mais felizes, certo? Errado. Estudiosos, tanto à direita quanto à esquerda, analisaram exaustivamente a questão e chegaram a um consenso: os conservadores são mais propensos à felicidade. E muitos dados o confirmam. Por exemplo, o Pew Research Center informou em 2006 que, entre os republicanos conservadores, 68% tinham maior probabilidade de se dizerem “muito felizes” com sua vida do que os democratas liberais. Esse quadro persistiu durante anos. A questão não é saber até que ponto isso é verdade, mas por que motivo.

Muitos conservadores preferem explicá-lo em razão dos seus diferentes estilos de vida, como casamento e credo religioso. Eles observam que a maioria dos conservadores é casada, enquanto a maioria dos liberais não é. As porcentagens são 53% e 33%, respectivamente, segundo dados da General Social Survey, de 2004, e a diferença praticamente não se deve ao fato de que os liberais costumam ser mais jovens do que os conservadores. Casamento e felicidade caminham juntos. Se duas pessoas pertencem à mesma faixa demográfica, mas uma é casada e a outra não, a pessoa casada terá 18 % mais probabilidades de afirmar que está mais feliz do que a pessoa não casada.

No que diz respeito à religião, a situação é em grande parte a mesma. Segundo a Social Capital Community Benchmark Survey, os conservadores que praticam uma religião são mais numerosos do que os liberais religiosos nos EUA, na proporção de quase quatro para um. E o que tem isso a ver com a felicidade? É evidente. Os participantes religiosos têm quase duas vezes mais probabilidades de afirmar que são muito felizes com sua vida do que os seculares (43% para 23%). As diferenças não dependem da educação, raça, sexo ou idade. O grau diferente de felicidade existe mesmo que se leve em conta a renda.

Se a religião e o casamento devem tornar as pessoas felizes é uma questão que diz respeito a cada um. Mas é preciso levar em conta o seguinte: 52% dos cidadãos politicamente conservadores, casados (com filhos), religiosos, são muito felizes - em comparação com apenas 14% dos solteiros, liberais, seculares sem filhos. Uma explicação do grau de felicidade menor dos liberais é que os conservadores não se preocupam com a desgraça dos outros. Se tivessem consciência da injustiça no mundo, não se sentiriam tão confortáveis. [Será que essa é mesmo a razão?]

“É possível que os liberais sejam menos felizes do que os conservadores porque estão menos preparados, do ponto de vista ideológico, a racionalizar o grau de desigualdade existente na sociedade”, afirmam Jaime Napier e Jon Jost, psicólogos de Nova York, na revista Psychological Science.

Os conservadores de fato entendem o sistema da livre iniciativa de um ponto de vista mais positivo do que os liberais. Os liberais veem mais provavelmente as pessoas como vítimas das circunstâncias e da opressão - e duvidam que os indivíduos consigam ascender sem a ajuda do governo. Minha própria análise usando os dados da pesquisa de 2005 da Syracuse University mostra que cerca de 90% dos conservadores concordam que, “embora as pessoas possam começar a vida com oportunidades diferentes, o trabalho duro e a perseverança em geral farão com que superem essas desvantagens”. Entre os liberais - até mesmo de faixas de renda elevadas - 33% têm menos probabilidade de dizer isso. [...]

(Arthur C. Brooks, Estadão)

Mulher de Zezé di Camargo tem casamento “aberto”

Zilu, esposa de Zezé di Camargo, teria um affair com um DJ há pelo menos dois anos, segundo o colunista Leo Dias, do jornal O Dia desta terça-feira (10). O homem, que não teve o nome revelado, ainda seria modelo fotográfico e teria uma agência em Nova York. O casal estaria junto desde que os pais do modelo, que são muito amigos de Zilu, o apresentaram para a mulher de Zezé. Ela, atualmente, mora em Miami, nos Estados Unidos, onde estuda inglês. As notícias de affairs envolvendo Zilu começaram a circular quando, há alguns dias, ela declarou que o casamento com Zezé era aberto e que estava livre para viver o que quisesse. No dia 12 de junho, ela teria sido vista em um jantar romântico com um homem misterioso em Miami. No Brasil, o nome de Zezé di Camargo é constantemente ligado ao de Gracielle Lacerda, suposta amante do cantor sertanejo há pelo menos cinco anos.


Nota: Num país em que a maioria “ajusta” seus valores aos dos “astros” da mídia, “produção independente” de filhos e “casamentos abertos” apenas adicionam sua cota de sofrimento e desajustes a uma sociedade que já agoniza sob os males da vida torta e distante dos valores que lhe garantem a estabilidade. Uma pena.[MB]

terça-feira, julho 10, 2012

Explosão solar detona telecomunicações na Europa

Nesta semana, uma rajada de partículas emitidas pelo Sol causou interferência em transmissões de rádio por toda a Europa. Rajadas como essa, chamadas de “ejeções de massa coronal” (EMCs), são resultado de fortes distorções no campo magnético do Sol. Além de conter bilhões de toneladas de gases, raios-X e radiação ultravioleta, elas chegam à absurda temperatura de 100 milhões de graus Celsius. A ejeção que causou interferência na Europa sequer estava vindo diretamente para a Terra, o que nos dá uma ideia do poder desse fenômeno. Vez ou outra, nosso planeta (ou, melhor, seu campo magnético) é atingido por EMCs menores, e o resultado são intensos flashes de luz. Às vezes, contudo, uma EMC pode causar tempestades magnéticas, interferindo em satélites e redes de energia. Em 1989, seis milhões de moradores do Quebec (Canadá) ficaram sem eletricidade por causa de uma ejeção.

Sabe-se que as atividades solares ocorrem em ciclos de 11 anos – e o pico do ciclo atual está previsto para 2013. Em outras palavras, mais fenômenos violentos estão a caminho.

Além das EMCs, fortes alterações no campo magnético do Sol também causam as chamadas “manchas solares”. “Nos próximos dois anos, estamos esperando que o número de manchas solares visíveis chegue ao máximo”, relata o pesquisador Matthew Penn, do Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos. “Elas são capazes de causar as maiores e mais danosas tempestades espaciais”, completa.

Parece que o campo magnético da Terra vai ter bastante trabalho para nos proteger no ano que vem.



#rpsp entre os assuntos mais comentados do Twitter


Membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia postam todas as manhãs seus comentários sobre a leitura bíblica diária, uma proposta chamada de “Reavivados por Sua Palavra”. Nessa segunda-feira (9) a hashtag #rpsp, criada para promover esses estudos, chegou a ser uma das palavras mais comentadas do Twitter. Entre os tuiteiros que aderiram ao “tuitaço”, podemos citar o jornalista Michelson Borges colunista do Gospel Prime [e organizador da Bíblia em Tweets]. Ele posta todos os dias comentários diferentes sobre os textos que estão sendo estudados. “Quero que o mundo saiba o quão bom é ler a Palavra de Deus todos os dias. Faz bem para mim e quero que faça para os outros”, comenta ele.

O pastor Jael Eneas também participa do “Reavivados por Sua Palavra”, postando em seu Twitter mensagens relacionados com esse estudo. “O Twitter interage e fortalece o senso de pertencer. Deus revelou verdades distintivas depois que os pioneiros foram à Bíblia. Creio nisto.”

O capítulo estudado nesta segunda foi Êxodo 34 e centenas de internautas comentaram no microblog sobre os aspectos desse texto que mais lhe chamaram a atenção. Entre eles, o usuário @silva_ton, que escreveu: “Ex 34 – Nossa vida e nosso testemunho precisam refletir que Cristo é o nosso Senhor e o Centro da nossa vida. Adoração e comunhão! #rpsp”

Essa campanha virtual de estudo bíblico começou em 17 de abril e deve durar até 2015, quando todos os capítulos da Bíblia Sagrada terão sido estudados pelos membros da Igreja Adventista. Para saber mais sobre esse programa, acesse o site www.reavivamentoereforma.com e busque no Twitter pela hashtag #rpsp para ver os comentários.


Ouça na Rádio Novo Tempo o programa sobre esse tuitaço.

Leia também, no G1: Assuntos no Twitter - segunda-feira, 09/07/2012”

Meu texto no OI: A partícula sem Deus

O mundo científico ficou agitado na primeira semana de julho. O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou na manhã de quarta-feira (4/7), em Genebra, a descoberta de uma partícula totalmente nova que pode ser o famoso bóson de Higgs, entidade subatômica cuja procura já dura quase 50 anos e que também ficou conhecido como Partícula de Deus. A nova partícula apresenta, em primeira análise, características de massa e comportamento previstas para o bóson de Higgs pelo chamado modelo-padrão, a “tabela periódica” da física das partículas. [Leia mais e deixe seu comentário lá.]

segunda-feira, julho 09, 2012

Google usa 16 mil chips para simular cérebro humano

O Google X, laboratório secreto comandado pelo fundador do Google Sergey Brin, é conhecido por desenvolver carros sem motorista e óculos de realidade aumentada. Agora, vem à tona outro dos projetos mirabolantes de Brin e sua turma. Eles montaram uma rede de mil computadores, totalizando 16 mil núcleos de processamento, para simular o cérebro humano. E a primeira tarefa dessa rede neural foi identificar gatinhos em vídeos do YouTube. O experimento foi primeiro revelado pelo jornal New York Times. Mas o trabalho pode ser conhecido em detalhes por meio de um artigo acadêmico disponível no site da universidade de Cornell. Trata-se da maior rede neural já construída. O desafio era criar um sistema capaz de aprender a identificar imagens sem que fosse necessário ensinar a ele os critérios exatos para essa identificação.

O sistema processou 10 milhões de imagens obtidas de cenas escolhidas aleatoriamente em vídeos do YouTube. Ele mostrou-se capaz de determinar quais delas continham gatos e outros objetos. O mais interessante é que a rede aprendeu sozinha como reconhecê-los. “Nunca dissemos ao sistema, durante o treinamento, ‘isto é um gato’”, disse ao New York Times Jeff Dean, um dos responsáveis pelo experimento.

Trata-se de uma abordagem de força bruta. O enorme poder computacional foi empregado para permitir que, apenas analisando as imagens, os computadores aprendessem a classificá-las em função dos objetos, pessoas e animais contidos nelas.

A turma do Google X encarregou o sistema de identificar 20 mil categorias diferentes de objetos. As imagens não continham rótulos e nem legendas indicando seu conteúdo. O índice de acertos foi de 16%, o que representa uma melhora de 70% em relação a resultados obtidos anteriormente em experimentos similares.

A rede neural do Google X comprova que, com recursos computacionais suficientes, as máquinas podem aprender sozinhas. As aplicações práticas disso podem ser muitas, incluindo áreas como reconhecimento de voz e tradução. É uma tecnologia que vai se tornar muito mais atraente quando a evolução tecnológica permitir colocar o poder daqueles 16 mil núcleos de processamento em alguns poucos chips.

(Info)

Nota: Usando a melhor tecnologia disponível hoje, os pesquisadores conseguiram simular apenas uma função do cérebro humano (reconhecimento de formas), com um índice de acerto de apenas 16%. Como se pode ver, estão muito longe de imitar a eficiência do mais complexo pedaço de matéria (com apenas 1,5 kg) do Universo. De qualquer forma, essa pesquisa mostra que, mesmo para imitar de longe um órgão humano, é preciso muito design inteligente.[MB]

Leia também: "Imagem revela como o cérebro é organizado" e "Building high-level features using large scale unsupervised learning"

Pessoas inteligentes traem mais. E os sábios?

Um recado àqueles que levam em conta a inteligência do parceiro: vocês podem estar fazendo isso errado. Uma pesquisa feita pelo cientista Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, afirma que pessoas que tem o QI mais alto estão mais propensas a trair que as com QI mais baixo. Foram pesquisadas milhares de pessoas com os mais diversos níveis de inteligência e o QI médio de quem já tinha dado uma “pulada de cerca” era maior do que o das pessoas fieis. Outro dado curioso é que mulheres inteligentes traem mais que os homens. O pesquisador acredita que a relação entre inteligência, riqueza e status, possa ser o fator que aumente a “tentação” sobre os mais inteligentes e, consequentemente, as traições. Por outro lado, as pessoas com QI mais alto, mas que tiveram uma educação melhor, traem menos.


Nota: Inteligentes nem sempre são sábios, assim como esperteza não é sinônimo de sabedoria. Inteligentes, no mau sentido, sempre querem levar vantagem em tudo e acham que isso faz deles pessoas melhores. Sábios pensam nos outros e sabem que a humanidade depende das boas relações entre os seres humanos; depende do respeito e do altruísmo. “Inteligentes” traem, sábios investem numa relação duradoura e profunda, da qual brota o verdadeiro prazer e o bem-estar genuíno. “Inteligentes” se deixam guiar por impulsos animalescos, sábios são orientados por princípios e ideais. No fim da vida (e durante também), pergunte a eles qual foi mais feliz e mais verdadeiramente inteligente.[MB]


Leia também: "Adúlteros – é como a evolução nos torna", "Resistir à tentação fortalece o caráter" e "Mau caráter e não evolução explica traição"

sexta-feira, julho 06, 2012

1 Tessalonicenses: uma introdução

É nossa concepção de futuro que dá forma ao presente, que define os contornos e o tom de ações e pensamentos nossos durante o dia. Se nosso senso de futuro é fraco, temos uma vida marcada pela indiferença. Boa parte das doenças emocionais e mentais e dos suicídios ocorre entre pessoas que sentem que “não têm futuro”. A fé cristã sempre foi caracterizada por um forte senso de futuro, sendo o exemplo mais notório a crença na segunda vinda de Jesus. Desde o dia em que Jesus ascendeu ao Céu, Seus seguidores vivem na expectativa de Seu retorno. Ele prometeu que voltará, e eles creram nisso – e continuam a crer. Para os cristãos, essa é a questão mais importante com relação ao que se crê e sabe a respeito do futuro.

O efeito prático dessa crença é carregar cada momento do presente com esperança, pois, se o futuro é dominado pela volta de Jesus, sobra pouco espaço na tela para a projeção das nossas ansiedades e fantasias. Essa certeza afasta a confusão da nossa vida. Livres do medo, podemos corresponder espontaneamente à liberdade que Deus nos dá.

Ao mesmo tempo, a crença pode ser mal compreendida, de modo que se transforme em medo paralisante para alguns e indolência para outros. As duas cartas de Paulo aos cristãos em Tessalônica, entre outras coisas, corrigem essas opiniões equivocadas e debilitantes, incentivando-nos a continuar a viver em alegre e inteligente expectativa com respeito ao que Deus fará em Jesus (Eugene H. Peterson, A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea [São Paulo: Vida, 2011], p. 1.686).

Autores

Primeira Tessalonicenses foi enviada à igreja de Tessalônica por três autores: Paulo, Silvano e Timóteo (1Ts 1:1; veja 2Ts 1:1). Paulo foi claramente o autor principal da carta (1Ts 2:18; 3:5; 5:27), mas ele se sentiu feliz em dividir a cena com seus colegas de ministério.

Silvano (chamado de “Silas” no livro de Atos) era líder na igreja de Jerusalém (At 15:22), profeta (At 15:32) e cidadão romano (At 16:37, 38). Ele se tornou companheiro de viagem de Paulo depois que este se separou de Barnabé (At 15:36-41). Paulo e Silvano foram espancados e presos juntos pouco depois que chegaram a Tessalônica.

Timóteo era um jovem que Paulo conheceu em sua primeira viagem missionária. Ele imediatamente se uniu a Paulo no ministério (At 16:1-3) e ajudou Paulo e Silvano a fundarem a igreja em Tessalônica (At 17:1-9).

Audiência

O contexto de 1 e 2 Tessalonicenses é descrito em Atos 17 e 18, além de ser sugerido nas cartas de Paulo. Após uma experiência dolorosa em Filipos (At 16:12-40; 1Ts 2:2), Paulo e seus companheiros Silas e Timóteo se dirigiram à cidade de Tessalônica, onde havia uma sinagoga judaica (At 17:1).

Em Tessalônica, Paulo pregou com base na Bíblia que era necessário que o Messias sofresse primeiro e depois ressuscitasse dos mortos. Ele também procurou mostrar que Jesus havia cumprido as profecias sobre o Messias (At 17:2, 3). Muitos judeus e gregos creram na mensagem (At 17:4), mas houve um alvoroço (At 15:5, 6) e as autoridades da cidade precisaram intervir (At 17:8, 9). Em resultado, Paulo e Silas (e provavelmente Timóteo) saíram imediatamente da cidade (At 17:10).

Após dificuldades adicionais em Bereia, Paulo se dirigiu a Atenas, enviado por Silas e Timóteo (At 17:14, 15). Paulo então enviou Timóteo de volta a Tessalônica para ver como estava a igreja (1Ts 3:1, 2). Silas também voltou a Tessalônica (At 18:5), provavelmente para visitar mais uma vez a igreja recém-fundada em Filipos. Após sair de Atenas, Paulo foi a Corinto (At 18:1), onde ele se uniu novamente a Silas e Timóteo (At 18:5). Lá, ele escreveu 1 Tessalonicenses.

Data e local de escrita

Na época de Paulo, a Grécia estava dividida em duas províncias romanas. A província ao norte, que incluía Tessalônica e Filipos, era chamada Macedônia. A província ao sul, que incluía Atenas e Corinto, era chamada Acaia. Ambas as províncias são mencionadas juntas em 1 Tessalonicenses, bem como em Atos 19:21 e em algumas cartas de Paulo (Rm 15:26; 2Co 9:2; 11:9, 10). Tessalônica era a maior cidade da Macedônia, com um porto no Mar Egeu e uma grande estrada (a Via Egnatia) que levava ao Mar Adriático e, de lá, a Roma.

A primeira carta a Tessalônica provavelmente foi escrita em Corinto, visto que Paulo conhecia o pensamento das pessoas da Acaia (1Ts 1:7, 8), província na qual Corinto estava localizada. A carta foi escrita em 50 ou 51 d.C., pouco depois da visita original de Paulo a Tessalônica (1Ts 2:17).

Mensagem

É natural que os novos cristãos enfrentem sérios desafios logo após a conversão. Paulo sabia disso. Sendo que o apóstolo não podia estar junto dos cristãos de Tessalônica, ele primeiramente enviou Timóteo para reunir informações sobre a igreja. Timóteo relatou a fidelidade deles e alguns desafios que estavam enfrentando. Então, Paulo tratou dessas questões e experiências na carta que conhecemos como 1 Tessalonicenses. Dois temas se destacam na carta:

1. O fim dos tempos – A igreja em Tessalônica estava sofrendo com problemas comportamentais em parte por causa de ideias confusas sobre o retorno de Jesus e os eventos que cercariam esse retorno. Portanto, o foco principal de 1 Tessalonicenses está nos últimos dias da história da Terra. De fato, cada capítulo da carta se encerra com o tema da segunda vinda de Cristo (1:9, 10; 2:19, 20; 3:13; 4:13-18; 5:23, 24).

Os tessalonicenses parecem ter chegado à conclusão equivocada de que Paulo teria ensinado que todos eles viveriam até o retorno de Jesus. Aparentemente, eles acreditavam que os cristãos que haviam morrido estariam em desvantagem quando Jesus retornasse (4:13-15). Em sua carta, Paulo lhes assegura que os mortos justos ressuscitarão primeiro para participar plenamente desse evento com os vivos (4:15-17). Ele também deixa claro que a vinda de Jesus não será secreta (4:16) e que nós iremos encontrar o Senhor nos ares, não no solo (4:17).

Em 1 Tessalonicenses 5:1-11, Paulo volta sua atenção ao preparo para a segunda vinda. O momento do retorno de Jesus será uma surpresa (5:2, 3), mas os cristãos estarão prontos por causa de seu estado de alerta e autodisciplina (5:4-8), cheios de esperança e participantes dos benefícios da morte de Cristo (5:8-10). Um entendimento correto sobre o tempo do fim leva ao encorajamento no tempo presente (4:18; 5:11).

2. Santificação – Sendo que a igreja dos tessalonicenses se mantinha firme em sua decisão por Cristo, Paulo também focalizou as lutas que enfrentavam para viver a fé. Na sociedade romana da época, predominava a imoralidade sexual. Em contraste com isso, Paulo ensinava que o sexo fora do casamento traz prejuízo a todos (4:3-6).

Parece também que alguns tessalonicenses haviam parado de trabalhar (4:11; 2Ts 3:6, 7, 11), viviam às custas de outros (2Ts 3:6, 7) e haviam se tornado intrometidos e indisciplinados (1Ts 5:14; 2Ts 3:6, 7, 11), perdendo o respeito até mesmo dos vizinhos não cristãos. Paulo respondeu a esse problema enfatizando que os cristãos devem cuidar de seus próprios negócios (1Ts 4:11, 12) e sustentar a si mesmos enquanto aguardam o retorno de Jesus (2Ts 3:6-9).

Esboço

I. Saudações e ação de graças (1:1-5)
II. Motivos para ação de graças (1:6–3:13)
            A. Imitação dos membros da igreja (1:6-10)
            B. Exemplo dos apóstolos (2:1-12)
                        1. Pano de fundo (2:1, 2)
                        2. Caráter dos apóstolos (2:3-8)
                        3. Comportamento dos apóstolos (2:9-12)
            C. Exemplo da Judeia (2:13-16)
            D. Desejo de Paulo de vê-los (2:17–3:13)
                        1. Tentativas anteriores de visitá-los (2:17-20)
                        2. Visita substituta de Timóteo (3:1-5)
                        3. Resultado da visita de Timóteo (3:6-10)
            E. Bênção de transição (3:11-13)
III. Conselhos práticos (4:1–5:22)
A. Ética sexual (4:1-8)
B. Ética comunitária (4:9-12)
C. Os mortos em Cristo (4:13-18)
D. O Dia do Senhor (5:1-11)
E. Vida da igreja (5:12-22)
IV. Bênção final (5:23-28)

(Andrews Study Bible [Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2010], p. 1.566-1.568. Traduzido por Matheus Cardoso. http://bible.andrews.edu)

A Bíblia viva em minha vida

Nos últimos 80 dias, Deus tem me permitido amar Sua Palavra de um modo novo e especial. Por diversas vezes, interrompi meu ano bíblico sem ao menos perceber, e acabava acumulando aquela pontinha de frustação que sempre entristecia. Então, no fim do ano passado, na última Comissão Diretiva da União Centro-Oeste Brasileira da Igreja Adventista (Ucob), tive contato com o voto da Divisão Sul-Americana (DSA) que apresentava o projeto “Reavivados Por Sua Palavra”. Ao ler e entender a iniciativa da igreja adventista mundial, fiquei com o coração impressionado. Compreendi que Deus está querendo algo mais para Seu povo. O chamado para algo especial para o tempo do fim. Reavivamento e reforma não são um “modismo eclesiástico”, mas um chamado divino a Sua igreja para terminar a obra neste mundo.

Conversando com a administração da União, decidimos preparar um Guia de Leitura da Bíblia para estes três anos e meio de leitura. Começamos a preparar o material e a divulgá-lo o dia 17 de abril. Ao fazer isso, em meu coração foi nascendo o propósito de participar ativamente desse movimento mundial. O dia de lançamento foi se aproximando e eu me convencendo de que não podia ser apenas um programa lançado, mas que eu deveria viver essa experiência de renovação.

O dia chegou e, ao começar às 5h15 do dia 17 de abril, pedi sinceramente a Deus que me ajudasse a cumprir toda a jornada que apenas estava começando naquela madrugada.

Pedi a Deus algo novo e significativo naquela madrugada. Sem nenhuma pretensão ou plano específico, decidi escrever um tweet compartilhando a impressão da leitura feita em Gênesis 1. Qual não foi minha surpresa quando, após alguns minutos, li um tweet de um amigo que também havia feito o mesmo; um pouco depois, li pouco e outro, e, assim, sem combinar nada, uns quatro ou cinco de nós tuitamos e retuitamos mensagens. No dia seguinte, fizemos a mesma coisa e um sentimento muito legal de incentivo à leitura brotou em meu coração. Nos últimos 80 dias, Deus tem feito maravilhas em minha vida a cada manhã. Acordo com uma fome de Bíblia e não vejo a hora de ler e compartilhar as impressões de Deus com os amigos!

Isso tem me levado a conhecer uma nova versão da Bíblia. Tenho várias versões dela em minha biblioteca, em casa, mas a Bíblia viva de verdade é aquela versão da Palavra que eu coloco em meu coração e em minha vida a cada manhã, buscando ao Senhor.

Nestes oitenta dias, pela primeira vez não falhei um dia na leitura e tenho orado para que o Senhor me dirija até o fim na caminhada desse plano de leitura. Em nome de Jesus, quero ler o último capítulo lá na 60ª Sessão da Conferencia Geral da Igreja Adventista, em San Antonio, USA, em julho de 2015. Muito mais do que apenas estar lá, quero entregar a Jesus a gratidão de conhecer a Palavra dEle e ter minha vida transformada cada dia por Suas verdades.

Quero agradecer a Deus e a amigos queridos que têm se juntado a cada manhã, vivendo algo totalmente novo. Esse Culto Vespertino Virtual tem me abençoado muito. Em cada perspectiva e impressão de um novo tweet, esses 140 caráteres me ajudam a ver algo que eu nem sequer havia imaginado. Com isso, um leque gigantesco de compreensões e verdades é acrescentado à minha experiência cristã.

Deus seja louvado pelo que Ele tem nos levado a descobrir e viver com o projeto “Reavivados Por Sua Palavra”!

Faça planos de integrar-se a esse movimento do povo de Deus. É tempo de fazer da Palavra seu alimento de cada manhã. Venha fazer parte da família #rpsp.

(Pastor Nelson Milanelli Junior, líder de jovens e de comunicação da Ucob)

Leia também: "Reaviva-se um estilo"

quarta-feira, julho 04, 2012

A partícula sem Deus

O mundo científico ficou agitado na primeira semana de julho. O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou, no dia 4, de manhã, em Genebra, a descoberta de uma partícula totalmente nova que pode ser o famoso bóson de Higgs, entidade subatômica cuja procura já dura quase 50 anos e que também ficou conhecido como Partícula de Deus. A nova partícula apresenta, em primeira análise, características de massa e comportamento previstas para o bóson de Higgs pelo chamado Modelo-Padrão, a “tabela periódica” da física das partículas.

A matéria sobre o bóson, publicada por um site brasileiro de divulgação científica, termina assim: “Sejamos gratos aos cientistas que descobriram mais uma parte misteriosa da natureza sem a qual nada do que conhecemos hoje existiria, nem sequer nós mesmos.” Assim, atribuem a criação do Universo a uma partícula, não ao Criador de todas as partículas. O site agradece aos cientistas e à partícula, apenas. Por isso, o certo seria chamá-la, do ponto de vista dessas pessoas, de Partícula Sem Deus.

A importância do bóson de Higgs, segundo os físicos, está em sua capacidade de conferir massa às demais partículas. É mais ou menos como uma pessoa que nada em uma piscina e sai dela molhada. As partículas, ao atravessar o “mar de bósons de Higgs”, saem dele com massa. Como isso acontece? Aí você terá que perguntar a um físico... De qualquer forma, a despeito das interpretações filosóficas, as pesquisas realizadas no LHC (Grande Colisor de Hádrons) têm sido muito importantes para entender o mundo das partículas subatômicas.

O press release sobre a descoberta procura arrefecer um pouco os ânimos. Diz o texto: “O próximo passo será determinar a natureza precisa da partícula e seu significado para nosso entendimento do Universo. [...] Toda a matéria que podemos ver parece não ser mais de 4% do total. Uma versão mais exótica da partícula de Higgs pode ser uma ponte para entender os 96% do Universo que permanecem obscuros.”

Podemos ver apenas 4% da matéria do Universo. 96% dele permanecem como um mistério para os cientistas. Isso nos dá uma ideia do quão pouco conhecemos sobre o Universo e a realidade que nos rodeia e deveria inspirar muita humildade aos cientistas.

A descoberta do bóson tem 4,9 sigmas de significância. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em um milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Curiosamente, as chances de que o Universo (com suas leis e constantes finamente ajustadas) tenha “surgido” por acaso e de que a vida tenha “aparecido” a partir de matéria inorgânica são ainda menores do que um em um milhão. Mas os cientistas darwinistas encaram essa improbabilidade como fato!

Resumo da ópera: é muitíssimo improvável que o Universo tenha surgido por acaso e conhecemos muitíssimo pouco desse Universo (4%). Logo, não deveríamos excluir a possibilidade de design inteligente na criação do cosmos. Se os números e as evidências factuais não nos falam contrariamente a essa conclusão, o naturalismo se trata unicamente de uma filosofia adotada por qualquer outro motivo que não o que seria oferecido pela ciência experimental.

Entender as partículas – e tudo o que nos rodeia – é uma aventura e tanto do conhecimento e é algo que deve sempre ser estimulado e promovido. Mas por que negar, baseado em opiniões e vontades, a existência do Criador das partículas e do Universo?

Michelson Borges

terça-feira, julho 03, 2012

Fúria solar e caos na Terra

Na revista National Geographic Brasil do mês passado (páginas 66 a 81), a matéria de capa trata do aumento da atividade solar, cuja previsão é de intensificação até o ano que vem. O título é “Fúria solar”, e o olho de abertura do texto diz o seguinte: “Previsão do clima espacial para os próximos anos: intensa atividade do Sol, com catastróficos apagões na Terra. Estamos preparados para isso?” Depois de relembrar as consequências da megatempestade solar de 1859 (a maior já registrada), a matéria informa: “Como, desde 1859, não houve nenhuma outra megatempestade solar com a mesma intensidade, é difícil calcular o impacto que um evento similar teria em nosso mundo interconectado. Mas dá para fazer uma ideia do apagão ocorrido em Québec em 13 de maio de 1989, quando uma tempestade no Sol um terço mais fraca do que a observada por Carrington [em 1859] provocou, em menos de dois minutos, o desligamento da rede que fornecia eletricidade a mais de 6 milhões de pessoas. Uma tempestade como a de Carrington poderia queimar mais transformadores do que há no estoque das companhias de eletricidade, deixando milhões de pessoas sem luz, água potável, ar-condicionado, combustível, telefones ou alimentos e remédios perecíveis durante os meses que seriam necessários para fabricar e instalar transformadores novos. Segundo um recente relatório da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos, uma tempestade solar dessa magnitude acarretaria o mesmo prejuízo ocasionado por 20 furacões do tipo do Katrina, ou seja, algo entre 1 trilhão e 2 trilhões de dólares apenas no primeiro ano.”

Num mundo que já sofre os efeitos de uma grave crise financeira, imagine o que uma catástrofe como essa seria capaz de fazer... Imagine o caos acarretado pelo blecaute nas grandes metrópoles...

Segundo Karel Schrijver, do Laboratório Solar e Astrofísico da empresa Lockheed Martin, em Palo Alto, na Califórnia, a expectativa é de que neste ano tenha início o período de máxima atividade solar. Ele diz que “os centros de acompanhamento do clima espacial estão atentos”.

Outro pesquisador entrevistado pela revista é John Kappenman, da empresa de consultoria Storm Analysis. De acordo com ele, uma megatempestade tão forte quanto a de 1859 poderia levar ao colapso de toda a rede elétrica da América do Norte, obrigando centenas de milhões de pessoas a viver sem eletricidade durante semanas ou meses. Uma (pequena) amostra disso já está acontecendo nos Estados Unidos, como consequência de uma das piores tempestades ocorridas em nove Estados americanos (confira aqui e aqui).

Será que é com algo assim que a Nasa está preocupada?

Em Lucas 21:25-28, Jesus diz: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”

Cerca de dez anos antes da megatempestade solar de 1859, Ellen White escreveu o seguinte: “A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. Vi que quando o Senhor disse ‘céu’, ao dar os sinais registrados por Mateus, Marcos e Lucas, Ele queria dizer céu, e quando disse: ‘Terra’, queria significar Terra. As potestades do céu são o Sol, a Lua e as estrelas. Seu governo é no firmamento. As potestades da Terra são as que governam sobre a Terra. As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus” (Primeiros Escritos, p. 41).

Mas a promessa também é certa: “O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas, conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 629).

“Será para nós então tempo de confiar inteiramente em Deus, e Ele nos sustentará. Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo, e que não teremos falta nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto. Se necessário, Ele enviaria corvos  para nos alimentar, como fez com Elias, ou faria chover maná do céu, como fez para os israelitas” (Ellen White, Primeiros Escritos, p. 56). 

“No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 256).

Rastro de fogo toma conta do céu da Austrália

Um rastro de um objeto queimando tomou conta do céu da Austrália Ocidental por cerca de 20 minutos na última sexta-feira. Segundo jornal britânico Daily Mail, moradores da cidade de Perth acreditam que um meteorito caiu no oceano, deixando uma trilha de fogo no céu. O fenômeno aconteceu pouco antes do pôr do sol, por volta das 18h. Segundo o jornal, trilhas de meteoritos são vistas rapidamente no céu, e as chances de ver um objeto mergulhar no oceano são raras. O ocorrido causou debates e polêmica entre os moradores da cidade justamente por ter ficado visível por aproximadamente 20 minutos.


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segunda-feira, julho 02, 2012

Músculos: evolução ou design inteligente?

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Uma das características mais marcantes da maioria dos animais é a habilidade de se mover rapidamente com a ajuda da musculatura. Essa qualidade permite caçar presas, fugir do perigo, viajar grandes distâncias e até conquistar novos ambientes. É por isso que a evolução dos músculos foi um passo fundamental na evolução dos animais [típico argumento evolucionista non sequitur: alguma coisa é espantosamente funcional e dependemos dela para sobreviver, logo, evoluiu]. Se por um lado a estrutura e função dos músculos – especialmente dos vertebrados – já foram amplamente estudadas por inúmeros anatomistas ao longo da história [isso, sim, é ciência], por outro, a origem evolucionária dos músculos [aqui entra a imaginação darwinista] permanece um enigma para a ciência, em parte porque é extremamente difícil encontrar músculos fossilizados [Mas o que é a ausência de evidência para quem tem tanta fé em seus pressupostos?].

A revista britânica Nature desta semana apresenta um estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas da Alemanha, França e Austrália que investiga a origem dos músculos [Esses pesquisadores fazem pesquisa de mente aberta, ou somente levam em conta a filosofia naturalista darwinista ao considerar a origem dos músculos?]. Os pesquisadores compararam o genoma e a expressão de genes em diferentes animais e descobriram que a origem dos componentes musculares se deu em animais ancestrais, tais como anêmonas, águas-vivas e esponjas [Ou seja: analisam os genes que têm relação com músculos e concluem que, já que todos os seres dotados de músculos têm os mesmos genes, eles devem ter se originado de um mesmo ancestral. Não passa pela cabeça deles que seres dotados de mesmas funções e órgãos devam, necessariamente, ter semelhanças genéticas. Para quem não pensa de acordo com a cosmovisão naturalista, a conclusão é a de que o mesmo projeto foi aplicado a diversas formas de vida, exatamente como faz o ser humano em seus inventos: usa a roda em carros, trens, motos, aviões e bicicletas, por exemplo. Essas semelhanças em seres tão “evolutivamente distantes” seria não marca da evolução, mas, sim, a assinatura do Desiger].

Os cientistas rastrearam o surgimento de uma proteína motora chamada miosina, uma das estruturas vitais dos músculos estriados dos vertebrados. Até hoje, a miosina havia sido encontrada apenas em células musculares. Contudo, os pesquisadores encontraram a miosina muscular em esponjas, organismos que não possuem qualquer tipo de músculo. “Aparentemente, a miosina desses seres parece controlar o fluxo de água que as atravessa”, comenta Gert Wörheide, um dos autores do estudo.

As águas-vivas fazem parte de um grupo chamado cnidários. São animais que se originaram há [supostos] 600 milhões de anos. Os cnidários também possuem músculos estriados, assim como os seres humanos. Por causa das semelhanças entre as estruturas presentes em vertebrados e nas águas-vivas, os cientistas supunham que os dois tipos de músculos estriados tinham uma origem comum.

Porém, os músculos estriados das águas-vivas são fundamentalmente diferentes dos que existem nos animais vertebrados. Eles apresentam a forma anciã da miosina muscular, mas não possuem uma série de componentes essenciais que são característicos da estrutura e funcionamento dos músculos estriados dos vertebrados. Isso quer dizer que apesar das similaridades, os músculos nos dois grupos – vertebrados e cnidários – evoluíram de forma independente. [Ou seja: se são semelhantes, isso é evidência de evolução, mas, se são diferentes, isso é evidência de... evolução. Olha aí a teoria-lisa-que-é-um-sabão!]

Tudo indica que a miosina se originou pela duplicação de genes. Esse processo ocorre nos mais simples dos organismos, mesmo os unicelulares, que existiram muito antes dos primeiros animais. [Difícil mesmo é explicar tamanha complexidade em organismos que viveram tantos supostos milhões de anos atrás. A verdade inconveniente e convenientemente deixada de lado é que, quanto mais as pesquisas avançam, mais se percebe que complexidade irredutível está presente em todos os seres vivos presentes na coluna geológica, e que a tal “vida simples” não existe.]

“Como essa proteína só é encontrada em células musculares, esperávamos que sua origem coincidisse com a evolução dessas células”, explicou Ulrich Technau, chefe da pesquisa. “Ficamos muito surpresos ao descobrir que a ‘miosina muscular’ provavelmente evoluiu muito antes dos primeiros músculos surgirem na Terra”, disse. [A crença continua, a despeito das evidências que volta e meia contradizem teorias vigentes. A complexa miosina muscular existia em seres tidos como pouco complexos simplesmente porque tinha uma função complexa e útil neles.]

(Veja)

Igreja católica tem queda recorde de fiéis

Pesquisa divulgada [na] sexta-feira, 29, pelo IBGE com novas informações do Censo 2010 mostram que o Brasil é um país cada vez menos católico, embora esta ainda seja a religião majoritária. Outro fenômeno é a pulverização das religiões evangélicas. Os evangélicos continuam a crescer, embora em ritmo menor que na década anterior, e agora estão distribuídos em várias igrejas ou simplesmente deixaram de ter vínculo com denominações específicas e se declararam apenas evangélicos.


O País teve queda recorde da população católica entre 2000 e 2010. A proporção caiu 12,2%: passou de 73,6% dos brasileiros para 64,6%. Em 1991, os católicos eram 83% da população. Em vinte anos, a população católica diminuiu 22%, ou seja, em proporção, a Igreja Católica perdeu mais de um quinto de seus fiéis.

Em números absolutos, a Igreja Católica perdeu quase 1,7 milhão de fiéis no País. O total de católicos caiu de 124,9 milhões em 2000 para 123,2 milhões em 2010. Entre 1991 e 2000, a queda na proporção de católicos também tinha sido elevada, de 11,3%, mas o número absoluto tinha aumentado.

Se o ritmo de queda da última década for mantido, em vinte anos os católicos serão menos da metade da população.

Coca-Cola vendida no Brasil é mais cancerígena

A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígena. A análise foi realizada no Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest), de Washington D.C. Eles testaram a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola também vendidas no Canadá, Emirados Árabes, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. As informações sobre o estudo foram divulgadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). A pesquisa que apontou os riscos do Caramelo IV à saúde das pessoas foi feita pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml, cerca de 267mcg/355ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, com 170 cmg/355ml. [...]

A Coca-Cola do Brasil fornece nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a quantidade máxima de 39 ml do refrigerante por dia e nenhum outro produto que possui o corante Caramelo IV em sua composição.

Como nos últimos 30 anos o consumo de refrigerante quintuplicou no Brasil, o Idec ressalta que, independentemente da presença do corante, todas as bebidas que contêm açúcar devem ser evitadas, pois, se consumidas em excesso, podem aumentar o risco de diabetes, obesidade e doenças associadas aos cânceres de esôfago, rins, pâncreas, endométrio, vesícula biliar, cólon e reto.

Nos Estados Unidos, após diversas petições de entidades de defesa do consumidor, o Estado da Califórnia reconheceu a periculosidade do aditivo. Diante disso, empresas como a Coca-Cola e a Pepsi dos Estados Unidos divulgaram que realizarão mudanças em suas fórmulas, de acordo com o instituto.

Por ser um ingrediente que desempenha uma função puramente estética, o Idec questionou às empresas brasileiras se elas possuíam alternativas ao Caramelo IV. Foi indagada, ainda, a quantidade de 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presente em seus produtos.

À Anvisa, o Idec questionou a base científica para permissão do uso do Caramelo IV no Brasil (estudos que garantem a segurança do aditivo), e se a agência monitora as quantidades de Caramelo IV e 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos alimentícios brasileiros. O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor.

As empresas e a Anvisa terão o prazo de 10 dias para responder aos questionamentos do Idec. [...]

(UOL)