sexta-feira, fevereiro 08, 2013

EUA poderão lançar ciberataques preventivos

O presidente norte-americano tem a autoridade para ordenar ciberataques preventivos se forem descobertas evidências da preparação de um grande ataque digital contra o país, segundo uma investigação oficial divulgada nesta segunda-feira pelo jornal The New York Times. Citando os autores da investigação, o jornal afirma que a nova decisão também descreve como as agências de inteligência podem buscar em redes de informática potenciais ataques contra os Estados Unidos e, se aprovado pelo presidente, atacar aos adversários com um código destrutivo, mesmo que não haja uma guerra declarada. A iniciativa surge quando o Departamento de Defesa americano aprovou uma expansão de sua segurança informática para os próximos anos com a intenção de defender redes fundamentais.

O jornal The Washington Post informou que o departamento de cibercomando deve aumentar seu pessoal de 900 a 4.900 efetivos.

A importância da ameaça foi evidenciada com uma série de sabotagens que incluem uma em que um vírus foi empregado para deletar os dados de mais de 30 mil computadores em uma petroleira estatal saudita em meados do ano passado.

Sabe-se que o presidente Barack Obama ordenou o uso de ciberalarmes apenas uma vez, quando autorizou uma escalada de ataques contra instalações de enriquecimento de urânio iranianas, segundo o Times. A operação, chamada “Olympic Games”, começou no Pentágono durante o governo de George W. Bush (2001-2009), segundo o jornal.

Os ataques contra o Irã ilustram como a infraestrutura de um país pode ser destruída sem ser bombardeada, destacou a investigação.

Um alto funcionário destacou que os investigadores concluíram que as ciberarmas são muito poderosas - tanto quanto as armas nucleares - e que apenas devem ser lançadas sob rígidas ordens do comandante-em-chefe.

Sob essa nova norma, o Pentágono não se envolverá na defesa de ataques cibernéticos comuns contra empresas ou indivíduos americanos, já que essa responsabilidade compete ao departamento de segurança interna, acrescentou.

Vários jornais americanos, entre eles o Washington Post, The New York Times e The Wall Street Journal, revelaram nos últimos dias ter sofrido ciberataques e que suspeitam da participação de hackers chineses.


Nota: Você se achava seguro neste mundo? Segundo Julian Assange, o Google conhece você mais do que você mesmo (confira). Além disso, podemos dizer que o Facebook representa bilhões de horas de economia para as redes de espionagem. “Eles conhecem nossos pensamentos preferências, familiares e até quem não está nas redes. As redes sociais podem facilmente se transformar num instrumento de controle de um estado totalitário”, diz o jornalista Diogo Cavalcante.[MB]

Documento: Estilo de Vida e Conduta Cristã

Uma comissão de líderes adventistas de oito países sul-americanos votou, no fim de 2012, documento intitulado “Estilo de Vida e Conduta Cristã”. O objetivo é reafirmar a crença bíblica defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto ao comportamento de um cristão diante de diferentes situações da sua vida cotidiana como recreação, mídia, vestuário, sexualidade, joias, ornamentos e saúde. A ideia do documento não é substituir a Bíblia nem criar novas normas. A intenção foi resumir, em linguagem simples, mas clara e objetiva, o que Deus estabeleceu em Sua Palavra sobre esses temas, no contexto da misericórdia e da graça cristãs. Trata-se de um material que reúne em um só lugar várias declarações que refletem o pensamento adventista sobre o assunto. Como o próprio documento diz, “as recomendações apresentadas neste documento não devem ser usadas como elemento de crítica ou julgamento de outros, mas como apoio para a vida pessoal”. [Leia aqui o documento na íntegra.]

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Gabi e Malafaia: dois extremos de uma questão

A entrevista do pastor evangélico Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi deu o que falar. O sucesso foi tanto (na TV e nas redes sociais) que o SBT já pensa em repetir a dose. O “gancho” do programa foi a informação dada pela revista Forbes em matéria na qual se afirma que Malafaia seria dono de uma fortuna avaliada em 300 milhões de reais, o que faria dele um dos pastores evangélicos mais ricos do Brasil. Malafaia se esforçou para provar que seu patrimônio não passa de quatro milhões. Mas o tema que mais despertou polêmica – e a indignação da jornalista Marília Gabriela – foi o casamento de homossexuais e a adoção de crianças por “casais” gays. Dali para diante, a entrevista “esquentou” e assumiu tom de bate-boca.

Malafaia, que, além de pastor da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo também é psicólogo, a certa altura afirmou que ninguém nasce homossexual, sendo a homossexualidade um comportamento adquirido. Bastou para que outro personagem oportunista entrasse em cena e embarcasse no vácuo gerado pela entrevista explosiva: o biólogo Eli Vieira mais do que depressa postou um vídeo em seu canal no YouTube tentando refutar as ideias do pastor psicólogo. Eli é figura conhecida na internet por debater com criacionistas e ofender religiosos (já fui alvo de seus ataques e desrespeito, como nesta postagem em que ele usa indevidamente minha foto, e nesta outra, em que ele havia colocado nariz de palhaço em mim e nos outros citados, mas, sob ameaça judicial de um deles, acabou retirando as fotos).

Do alto de sua autoridade como doutorando em genética evolutiva molecular na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Eli afirma: “Posso garantir, com base em literatura farta, que, sim, existe uma contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual. Isso não é passível de ser negado mais, já se acumulam muitos estudos [sobre essa relação].” Ele diz mais: “A genética está dizendo que quando um gêmeo é homossexual o outro também é, e a chance aumenta conforme aumenta o parentesco entre eles, isto é, a similaridade genética entre eles. Então como a genética não tem nada a ver com a orientação sexual, Malafaia?”

O pastor Malafaia também não perdeu tempo e respondeu: “Toda a argumentação que [Eli] apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à teoria da evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada. Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas."


Malafaia prossegue: “Dados de pesquisas americanas: 86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!

“46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso.

“Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais, leia o livro Nascido Gay?, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto.

“Mais uma para o pseudodoutor sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos.”

Autoridade reconhecida no campo da Genética, a Dra. Mayana Zatz, em sua coluna no site da revista Veja, deixa claro que a suposta origem genética da homossexualidade não pode ser demonstrada cientificamente, como o estudante Eli tenta fazer parecer. Ela diz: “Embora em minha opinião exista uma predisposição genética para um comportamento homossexual, pesquisas científicas que provem isso na prática são muito difíceis de serem realizadas [então, Eli, cadê a literatura farta?]. Pesquisas genéticas são difíceis de serem realizadas com seres humanos porque não há como analisar comportamentos de pessoas sem levar em conta o ambiente em que vivem ou foram criados. Além disso, o fato de pessoas com comportamento homossexual não procriarem dificulta a definição de um padrão de transmissão genética entre gerações. Estudos de gêmeos idênticos que foram separados ao nascer e criados por famílias diferentes poderiam potencialmente trazer informações importantes. Por exemplo, se a concordância (preferência sexual) entre eles for igual à de gêmeos criados juntos, isso apontaria para uma predisposição genética. Entretanto, estudos como esses são difíceis de serem realizados na prática porque requerem amostras muito grandes para terem uma comprovação estatisticamente significante. [...] Reitero que, ainda que eu pessoalmente acredite que possa haver uma influência genética para a homossexualidade, ainda não existe uma comprovação científica.”

(Se você quiser saber mais sobre isso, leia também este artigo.) 

Para o Dr. Marcos Eberlin, da Unicamp, de certa forma ambos, Silas Malafaia e Eli Vieira, estão errados. “O Silas, porque disse que a homossexualidade não é hereditária, e o tal ‘geneticista-mirim’, porque disse que sim, é. A verdade é que ninguém sabe. Não há como se ter certeza. Há variáveis demais e amostragem de menos”, diz o cientista.

Os cristãos entendem que o ser humano tem uma tripla natureza – física, mental e espiritual. Referir-se ao ser humano como uma criatura apenas comportamental ou genética é um reducionismo exagerado. Tudo deve ser levado em conta e, assim, mais variáveis são adicionadas.

Comentando a opinião da Dra. Mayana, Eberlin diz: “Ela acha, com base em seu viés naturalista, que é [a homossexualidade é um “assunto”] do corpo; eu acho com base no meu viés que é essencialmente da alma; mas a Ciência não comporta ‘achismos’, e aqui, incapaz, se cala.”

Michelson Borges

Ouça minha opinião sobre adoção de crianças por “casais” homossexuais (clique aqui).

Culto alternativo de “igreja ateísta” tem rock e comédia

Uma “igreja ateísta” no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião. Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, “parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida”. Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração. Ao invés de hinos, os não religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen. Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são. No entanto, há momentos mais sérios. O tema desta manhã é “fascinação” – uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar a cabeça por dois minutos em contemplação ao “milagre” da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

A audiência – em sua maioria jovem, branca e de classe média – parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas. “É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso”, diz Jess Bonham, uma fotógrafa. “Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não religiosas.” “Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo”, diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram “sem religião” na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de sete milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011. Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em “moda” a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta. O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um “templo para ateus” em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não têm fé. Ele diz querer promover virtudes “esquecidas” como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou “uma noção estranha e deprimente”. [...]

No entanto, existe a preocupação entre alguns não crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados. Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam. [...]

[Jones] diz que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país. As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. “Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso”, diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia. Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus. “Eles tem que começar de algum lugar”, diz.


Nota: Essa nova “religião” apenas revela o vazio que se instala no coração das pessoas quando afastam Deus de suas vidas. Detalhe: Será coincidência o fato de a Inglaterra e o País de Gales terem aprovado ontem, em primeira instância, o “casamento” gay?[MB]

Donald Trump respeita quem guarda o sábado

“Tenho alguns funcionários que guardam o dia santo ao pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol do sábado e, portanto, precisam sair do escritório mais cedo. São indivíduos trabalhadores e eu respeito sua dedicação e observância fiel. Quando viajam comigo, chego a programar o voo em meu jato para chegar a tempo de cumprirem as exigências religiosas das sextas-feiras. Eles têm suas prioridades e eu posso sacrificar algumas horas no escritório para esse fim. Sei que são dedicados e que não estão à procura de uma horinha extra de descanso” (Donald Trump e Robert T. Kiyosaki, Nós Queremos que Você Fique Rico, p. 223).

Nota: O empregador inteligente faria de tudo para ter e manter em seus quadros pessoas capazes de se sacrificar pela fidelidade aos princípios que abraçam. Se não estão dispostos a violar a consciência em relação a Deus, esses fiéis também não o farão em relação aos seres humanos e a seus superiores. Resumindo: são os melhores funcionários para se ter ao seu lado. Mais: pessoas inteligentes, como Trump, entendem a importância de se respeitar as crenças alheias. Que continue assim. [MB]


Leia também: Ivanka Trump testemunha sobre o sábado

terça-feira, fevereiro 05, 2013

“Semana Darwin” ou catequização darwinista?

Recebi por e-mail o release abaixo e fiquei admirado com a catequização darwinista. Eles realmente não perdem tempo. Sabem que é preciso “educar” as crianças, prepará-las desde cedo a fim de que, quando chegarem à universidade, não mais questionem o dogma darwinista. E agora têm o apoio incondicional do Estado. Eis o anúncio:

“O Catavento Cultural e Educacional, espaço de ciência e tecnologia da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, traz uma programação imperdível para fevereiro. Logo no início do mês, a exposição ‘Darwin: Evolução para todos’ antecipa a Semana Darwin 2013 (de 19 a 24/2). Desenvolvida pelo Museu de Zoologia da USP, a mostra estará no Catavento de 5 de fevereiro a 10 de março. É composta de painéis, animais conservados e exemplos de espécies coletadas por Darwin em sua passagem pelo Brasil e coleções de aves, insetos, répteis e peixes. Além de expor a história de Darwin e sua teoria da evolução por meio da seleção natural, o evento demonstra como essa teoria influencia o ser humano na compreensão de suas condições de existência no planeta.

“Para os dias 23 e 24/02 (sábado e domingo), das 10h às 16h, estão programadas várias sessões de oficinas desenvolvidas pelo Museu de Zoologia da USP: ‘Origamis de Darwin - Animais do sonho de Darwin’, ‘Desenhe o bicho!’ e ‘Tentilhões de Darwin’, nas quais as crianças serão estimuladas a criar dinossauros, borboletas e outros seres vivos; colorir desenhos de animais e trabalhar com diversos tipos de semente para entender a mutação dos bicos dos pássaros ao longo do tempo. [Seria bom que as crianças aprendessem que esses são exemplos de microevolução que não respaldam a hipótese macroevolutiva de Darwin e seus seguidores.]

“E, para fechar a Semana Darwin 2013, também nos dias 23 e 24 de fevereiro, será apresentada a peça ‘Darwin e a bicharada’, no Auditório do Catavento. Trata-se de um teatro de bonecos com o Grupo CienciAção, no qual Charles Darwin aparece ao público para contar sobre o que mais gostava de fazer quando era criança, as faculdades que cursou quando era jovem [vão falar que ele era teólogo?], e é claro, sobre sua viagem ao redor do mundo a bordo do navio britânico HMS Beagle.”


Nota 1: Não é de hoje que os evolucionistas tentam passar a ideia de que darwinismo é sinônimo de ciência, deixando de lado as insuficiências epistêmicas da teoria que tornou famoso o naturalista inglês Charles Darwin. Expor crianças a essa teoria cujos pressupostos são apriorísticos, sem tocar em seus pontos controversos é, para dizer o mínimo, desonestidade. Quando criacionistas procuram ensinar às crianças que existem evidências de design inteligente na natureza, que toda consequência tem uma causa, que informação genética não poderia ter surgido do nada, que vida só provém de vida, etc., são logo taxados de “catequistas”, “manipuladores”, ou coisa que o valha. Taí mais um exemplo de catequização evolucionista sob a chancela do Estado.[MB]

Nota 2: Será coincidência a realização dessa “Semana Darwin” justamente neste trimestre em que a Igreja Adventista está dando grande ênfase a assuntos criacionistas? Na semana passada, mesmo, tivemos um grande evento dessa natureza, transmitido ao vivo de Brasília. Confira aqui.[MB]

França: “casamento” e adoção por gays criam polêmica

Poucos temas dividem com tanta clareza os franceses quanto a recente polêmica sobre o direito ao casamento e adoção por casais homossexuais. Os progressistas argumentam que a concepção tradicional da família mudou: a procriação não é mais a principal motivação para o casamento e um casal homossexual pode desempenhar com igual ou até melhor competência o papel da maternidade ou paternidade que os héteros. Em via oposta, os detratores do projeto de lei que começou a tramitar nesta semana no Parlamento francês insistem que uma criança tem direito a um pai e uma mãe, e que ninguém sabe ao certo as consequências de uma família com dois pais ou duas mães para a educação infantil.

A polêmica aumentou há quase um ano, durante a campanha eleitoral do atual presidente, o socialista François Hollande, que colocou o projeto como uma de suas prioridades de governo. E se acentuou em janeiro, com a proximidade da análise, pelos deputados e senadores, do texto que autoriza as duas mudanças no Código Civil. Fazia anos que um tema de cunho social não causava tanta divergência no país ao ponto de levar milhares de pessoas às ruas para manifestar adesão ou oposição à proposta - talvez a última vez tenha sido por uma razão semelhante, quando, há 13 anos, o país abriu as portas da união civil estável aos homossexuais.

Em 1997, explica a socióloga Irène Théry, embora a sociedade já estivesse em plena evolução, a função social do casamento ainda era resultar na procriação. A chamada “presunção de paternidade” unia, portanto, um homem e uma mulher sob a instituição do matrimônio, enquanto que a união estável dava direitos civis semelhantes aos casais homossexuais. [...]

O perfil típico dos opositores ao projeto é de homens de direita moderada e com mais de 60 anos, apontam pesquisas. E ao contrário do que se possa imaginar, o fator “religião” não é determinante neste posicionamento - 54% dos católicos franceses aprovam o direito ao casamento gay e 41%, a adoção. No centro do debate estão as dúvidas sobre os referenciais masculinos e femininos na formação de um indivíduo e as influências sociais de dois pais ou duas mães na vida de uma criança. [...]

“Na realidade, o projeto de lei favorece os pais, não as crianças. Ele é fundado em um discurso de adultos, segundo o qual a criança poderá compreender a sua verdadeira origem mais tarde, quando for maior”, analisa [Christian Flavigny, responsável pelo departamento de Pscicanálise infantil do prestigiado Hospital Salpêtrière, em Paris]. “Porém esse nível de explicação não será acessível para ela enquanto ela constrói a sua filiação, que é também a sua identidade.”

Com ou sem lei, o fato é que entre 24 e 40 mil crianças crescem ou cresceram em uma família homoparental na França. Mais do que ninguém, elas aguardam com impaciência o dia 12 de fevereiro, data prevista para a votação do projeto de lei na Assembleia Nacional francesa.


Nota: Essa discussão é muito recente e poderá se dar o caso de que, daqui uns dez ou vinte anos, os “especialistas” defensores da adoção por “casais” gays admitam o erro, como aconteceu com tantas tendências e modismos do passado. Mas aí será tarde demais para milhares de pessoas que não tiveram o referencial de uma família verdadeira, formada por um pai e uma mãe. O problema é que, nessa discussão, alguns sempre apelam para os extremos: (1) é melhor ser adotado por um bom “casal” homossexual do que por um mau casal hétero; não, é melhor ser adotado por um bom casal hétero; (2) há muitas crianças esperando para ser adotadas; mas também há muitos casais hétero nas filas de adoção. E por aí vai. De qualquer forma, é interessante notar que a discussão do assunto, na França, não está sendo “travada” por “fundamentalistas religiosos”, como em nossas terras alguns procuram destacar. O país está polarizado porque muita gente não quer ser irresponsável com o futuro de tantas crianças com base numa experiência arriscada, inconsequente. Devíamos seguir esse exemplo e parar de embarcar em modismos irrefletidos que posam de tolerância. As crianças não merecem pagar esse preço. (Em tempo: quero reafirmar aqui que não sou contra a união estável de homossexuais. Cada um faz o que quer de sua vida. Mas sou contra duas coisas: (1) a adoção de crianças por casais homossexuais, porque, nesse caso, uma pessoa ainda incapaz de decidir por si mesma terá seu destino decidido por outros, e (2) chamar essas uniões homossexuais de “casamento”; casamento é um conceito bíblico que diz respeito à união de um homem com uma mulher sob as bênçãos de Deus. Essa é minha opinião, e acho que ainda tenho o direito de manifestá-la.)[MB]

Checklist diário do internauta adventista

Sabemos do grande poder que a internet tem como meio de comunicação, formadora de ideias, canal de aproximação entre pessoas, fonte inesgotável de informações… e sabemos que essa riqueza toda pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Sendo assim, gostaria de sugerir um checklist diário para que os internautas adventistas se alimentem bem daquilo que a internet tem a oferecer:

1. Visitar blogs e sites adventistas, e meditar em algumas das mensagens postadas. Seguem abaixo sugestões de blogs:

Ellen White Books (existem várias meditações maravilhosas que estão disponíveis neste site)
2. Acompanhar o twitter e retuitar todas as mensagens que possam ser enriquecedoras para a vida de seus amigos. Seguem abaixo sugestões de twitters para serem seguidos:

@mulheradventist
@reavivaereforma
@criacionismo
@EGWs_words
@felipelemos29

3. Conferir as novidades das comunidades do Orkut [Facebook] e participar nas enquetes e nos tópicos de discussão. Seguem abaixo sugestões de comunidades em que você precisa participar:


4. Colocar uma frase com caráter cristão no MSN (passagem bíblica, citação de Ellen White ou outros escritores ou pregadores cristãos) [ou Facebook].

5. Enviar um e-mail para amigos não adventistas por quem você esteja orando, ou com quem esteja estudando a Bíblia, com um texto ou um vídeo que possa levar uma mensagem de esperança para eles.

6. Assistir e indicar vídeos do YouTube com mensagens que fortalecem nossa fé (música e/ou sermões).

Maioria dos baianos quer distância do carnaval

Toda quarta-feira de cinzas é a mesma coisa. Tristes com o fim da festa, turistas dos quatro cantos do mundo mostram-se infelizes por ter que voltar para casa, após curtir os seis dias da maior festa a céu aberto do mundo. A capital baiana parece enfeitiçar os visitantes que chegam a dizer que, se pudessem, se mudariam imediatamente para cá. Mas, para os soteropolitanos, a folia já não é mais motivo de tanta alegria, o que faz com que boa parte da população queira fugir da agitação do período, como mostra o resultado parcial de uma enquete realizada no site da Tribuna da Bahia. Nela, 83% das pessoas que responderam à pergunta “O que você vai fazer no carnaval?”, responderam que irão ficar longe da folia. 6,5% planejam pular atrás do trio elétrico, mas fora dos blocos; estes são a opção de 5,1% das pessoas, e 4,7% irão para um camarote.

Diante de a maioria esmagadora assumir querer distância dos grandes centros da festa, a reportagem da Tribuna foi às ruas saber o que mantém os soteropolitanos longe dos circuitos. Questões ligadas à religião, ao tumulto nas ruas e à violência apareceram como as principais causas. [...]


Nota: No restante do Brasil também é assim, mas a mídia vai mais uma vez dar a ideia de que todos os brasileiros são foliões.[MB]

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Número de espécies é exagerado

Os temores de que a maior parte das espécies de animais e plantas da Terra se extinguirá antes de ser descoberta pela ciência são “alarmistas”, concluiu um estudo internacional publicado [na] semana [passada] na revista Science. Cientistas examinaram as estimativas de que haveria 100 milhões de espécies em todo o mundo e que elas estariam desaparecendo a uma taxa de 5% por década, o que significa que desapareceriam antes de os pesquisadores terem a chance de identificá-las. No artigo, cientistas de Nova Zelândia, Austrália e Grã-Bretanha informam que os cálculos se baseiam em uma avaliação superestimada de quantas espécies ainda seriam desconhecidas. Segundo os autores, cerca de 1,5 milhão de espécies de animais e plantas já foram catalogadas, e modelos estatísticos demonstram que o número total existente seria mais próximo dos cinco milhões do que dos 100 milhões.

O estudo também reduz as taxas de extinção a menos de 1% por década, um quinto do nível dos cálculos anteriores. “Nossas descobertas são, potencialmente, uma boa notícia para a preservação da biodiversidade global”, afirmou o principal autor, Mark Costello, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. “Superestimar o número de espécies na Terra é contraproducente, porque pode fazer as tentativas de descobrir e preservar a biodiversidade parecerem desanimadoras. Nosso trabalho sugere que isso está longe da verdade”, acrescentou.

Costello afirmou também que a pesquisa reforça a previsão de que todas as espécies da Terra poderiam ser identificadas nos próximos 50 anos, particularmente porque o número de taxonomistas – cientistas que descrevem novas espécies – está aumentando. “Nomear uma espécie dá reconhecimento formal à sua existência, tornando muito mais fácil a preservação”, declarou o cientista. [...]


Nota: Superestimar o número de espécies na Terra é “contraproducente” também porque dava a impressão de que a biodiversidade era muito maior do que de fato é (cinco milhões para 100 milhões de espécies!). Levando-se em conta que muitas espécies podem ser classificadas simplesmente como resultado de “microevolução” (ex.: lobo/cães), esse número sem dúvida seria ainda mais reduzido. Essa conclusão tem muitas implicações. Uma delas pode ser esta, relacionada com a pergunta clássica “Como Noé conseguiu acomodar milhões de espécies animais na arca?”. Bem, quem disse que ele precisou acomodar as “espécies” atuais (e não apenas os “tipos básicos” criados por Deus)? E quem disse que eram tantas “espécies” assim? Biólogos do passado disseram...[MB]

Descoberta rede de corrupção no futebol

A Europol, organização europeia de polícia, informou nesta segunda-feira que descobriu uma rede de corrupção internacional no futebol profissional na qual estão envolvidos mais de 15 países no mundo todo e que já realizou 50 detenções. Estão sob suspeitas inclusive jogos da Copa dos Campeões da Europa e até da Copa do Mundo. O diretor da Europol, Rob Wainwright, informou que “foram identificados mais de 380 partidas de futebol profissional nas quais houve práticas de apostas ilegais”, e que “essa ampla rede criminosa é controlada desde a Ásia”. Entre essas partidas, “ficou provada a prática de combinação de resultados em 150 casos”, acrescentou um dos policiais que participaram da investigação. “Realizamos a maior investigação sobre partidas suspeitas no futebol”, disse o diretor da Europol, ao mesmo tempo em que acrescentou que esses supostos delitos envolvem “enormes quantidades de dinheiro”.

Entre os países investigados figuram Alemanha, Áustria, Eslovênia, Grã-Bretanha, Hungria, Holanda e Turquia. Wainwright informou também que a Europol “emitiu 28 ordens internacionais de prisão” e outras 50 pessoas já foram detidas.

Os especialistas da Europol investigaram durante 18 meses um total de 425 jogos de futebol oficiais, assim como representantes de clubes, jogadores e criminosos que são suspeitos de envolvimento com os casos de corrupção. Segundo as informações da organização do Serviço Europeu de Polícia, essas operações teriam dado lucro de oito milhões de euros e essa rede teria efetuado pagamentos no valor de dois milhões de euros em subornos, sendo 140 mil euros o maior realizado a uma pessoa.

O diretor da Europol acrescentou que os resultados da investigação apontam “em direção a um grande problema de integridade no futebol europeu”.


Nota: Você queria um bom argumento para não mais assistir aos “jogos” de futebol? Aí está. Em lugar de perder tempo com isso (financiando a corrupção), vá bater uma bolinha com os amigos ou simplesmente caminhar ao ar livre – ou fazer qualquer outra coisa que seja saudável e edificante.[MB]

Aplicativo para Facebook estimula sexo entre amigos

Você sente atração sexual por um amigo, mas não sabe se é correspondido e tem medo de tomar um fora. Um aplicativo gratuito para Facebook promete resolver a questão discretamente. É o app [...], que já atraiu 160 mil usuários apenas 11 dias após seu lançamento. Nele, você marca os amigos do Facebook com quem quer ter relações sexuais. Se algum deles também marcá-lo, os dois receberão um e-mail com o sinal verde para o próximo passo. E quem não o marcar nunca saberá dos seus desejos íntimos. Não há espaço para sutilezas no serviço. [O nome do aplicativo] significa, literalmente, “Trepe com Amigos”, e o logotipo mostra a silhueta de um homem ajoelhado entre as pernas de uma mulher.

A Folha conversou por e-mail com um dos criadores do app - por ora, os autores preferem não se identificar. São jovens californianos que pensaram em atender quem só quisesse sexo. “Duas horas e alguns energéticos e vodcas depois, tínhamos o site pronto!”, diz um dos donos. [Ou seja, criaram o site bêbados.]

Nesses 11 dias, o [...] formou cerca de 10 mil casais para ação. Os criadores agora procuram desenvolvedores para fazer a versão do app para iPhone e dizem que já trabalham em novos aplicativos. Enquanto isso, tentam resolver um problema que dificulta a proposta de total anonimato. Quem usa o app pela primeira vez consegue, em alguns casos, ver quais amigos já usam o sistema. [...] O problema já foi discutido com o Facebook. Juntos, buscam uma solução. [...]


Nota: E se você acha que as coisas não podem ficar piores, que acha de estímulo às crianças para que elas tenham armas? Isso é fato (confira). Depois a mesma mídia se espanta quando ocorrem massacres e quando as estatísticas mostram a incidência absurda de DSTs entre jovens, de abortos e depressão...[MB]

Livro didático provoca polêmica entre os pais

Existe uma idade certa para falar sobre sexo com os filhos? Um livro paradidático colocado à disposição de diretores e professores da rede pública e privada de ensino tem causado polêmica no Distrito Federal. A reclamação parte de pais que se escandalizaram com o conteúdo da publicação Aparelho Sexual e Cia., da Editora Companhia das Letras. A obra é alvo de abaixo-assinado, com o objetivo de retirá-la de circulação. Alguns pais falam que o conteúdo incentiva a homossexualidade e o sexo precoce. Com o uso de muitos recursos gráficos, o material é de fácil leitura e se assemelha a um gibi, o que chama a atenção das crianças. Em forma de pergunta e resposta, trata de temas como namoro, paixão, puberdade, relações sexuais e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O conteúdo, segundo a editora, é recomendado para crianças a partir dos dez anos.
  
De acordo com o texto da autora francesa Héléne Bruller, por volta dos dez anos as crianças começam a pensar nesse assunto. Entretanto, ela faz uma ressalva, afirmando que nessa faixa etária o corpo não está pronto. E completa dizendo que há pessoas que transam pela primeira vez bem cedo, outras mais tarde. E faz um resumo: “Não há idade certa.” 

Os leitores têm acesso a um passo a passo de como é uma relação sexual. Na ilustração, há crianças fazendo gestos obscenos, outras em posições sexuais. A fim de sanar a curiosidade, a autora diz que a sensação é boa e dá dicas, por exemplo, da duração de um ato sexual.

Baseado nesses e em outros pontos polêmicos, o servidor público Rodrigo Delmasso, 32 anos, conta que comprou o livro como uma leitura complementar na lista de material escolar da filha de cinco anos. Porém, tomou um susto ao folhear o material. “Eu, como pai, não posso admitir que minha filha vá para a escola aprender algo desse tipo. Ela não tem idade para isso. Considero um absurdo”, protesta.


Nota: Curiosamente, livros com conteúdo criacionista, simplesmente por afirmar que o Criador é responsável pela complexidade da vida e pela existência do Universo, foram “barrados” pelo MEC. No entanto, livros que estimulam a sexualidade precoce (mesmo que as autoridades saibam das implicações negativas disso) são indicados livremente. Lembra-se, também, do tal Kit Gay? Pois é... Que bom que ainda há pais preocupados com a devida educação sexual de seus filhos.[MB]

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

A criação e a queda (comentário)

Ideia central 1: O primeiro e mais poderoso engano de Satanás consistiu em lançar dúvidas sobre a palavra e o caráter de Deus (sim, porque Eva era muito inteligente e ele teve que “caprichar” na tentação). Eva foi enganada porque alimentou a dúvida, ao passo que, no deserto, Jesus venceu por Se manter firme no “está escrito” (Mt 4:3-10). Eva deu mais importância aos sentidos dela do que à Palavra de Deus. O fruto lhe pareceu agradável ao paladar, aos olhos e à mente. Finalmente, Satanás conseguiu “contaminá-la” com o desejo dele: o de ser igual a Deus. Adão preferiu ouvir e seguir a esposa que tinha preferido ouvir o inimigo. Esta sempre é a base da tragédia humana: deixar de ouvir o Criador para ouvir o enganador ou os próprios sentimentos/sentidos.

Ideia central 2: Gênesis 3:9, 11 e 13 apresenta as perguntas que Deus fez ao casal culpado. A primeira delas foi: “Onde estás?” Evidentemente, Deus sabia onde eles estavam e o que haviam feito, mas queria que Seus filhos se manifestassem. Queria que eles se conscientizassem do pecado. Em seguida, Deus condenou Satanás (v. 14) e anunciou a solução/redenção por meio do Descendente (v. 15). Finalmente, o Senhor falou das consequências do pecado, entre as quais a morte (v. 16-19). A condenação existe, mas não cairá sobre os seres humanos que aceitarem o Substituto. Assim, tanto em Gênesis 3 quanto em Apocalipse 14:6 e 7, a graça precede o juízo. Deus sempre oferece a salvação antes da condenação.

Para refletir

1. Em que consistiu a primeira mentira de Satanás, dita para Eva?
2. Por que a mulher caiu na armadilha?
3. O que as perguntas que Deus fez ao casal revelam sobre as intenções dEle?

Por que universitários cristãos estão perdendo a fé

As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que, em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1. Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade. Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferecendo à sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando publicamente todos aqueles que se dizem cristãos. 

2. Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujos valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nessa perspectiva, não são poucos aqueles que ao longo dos anos têm sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblico-cristãos.

3. Nossos jovens não têm sido preparados pela igreja para responder às perguntas de uma sociedade sem Deus, como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé. Nessa perspectiva, os conceitos “simplistas” de alguns dos nossos rapazes e moças têm sido facilmente descontruídos num ambiente em que o ceticismo e a incredulidade se fazem presentes.

4. Nossos jovens têm sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas, acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa, por exemplo, transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem-estar comum e a ausência de Deus. Nessa perspectiva, vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar-nos de Cristo ou da igreja.

Diante desse funesto quadro, surge a pergunta: O que fazer então?

1. A igreja precisa fortalecer a família, oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é a infalível Palavra de Deus.

2. A igreja precisa preparar seus jovens para responder às perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer à juventude “armas” espirituais capazes de anular sofismas.

3. A igreja precisa investir em universitários, promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a eles condições de responder aos seus inquiridores o porquê da sua fé.

4. A igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento, além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.

5. A igreja precisa preparar seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar, satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização “mundanizaram” a igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não têm sido muito bons.

6. A igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.

Que Deus nos ajude diante da hercúlea missão, e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.

(Renato Vargens)

Nota: A igreja precisa trabalhar mais por essa classe especial, a dos universitários. É um grupo que cresce cada vez mais em nosso meio e que enfrenta grandes desafios espirituais/intelectuais nos campi. Estudei numa universidade federal e compreendo as pressões a que essas moças e esses rapazes são submetidos (confira aqui). O preparo do curso bíblico para universitários O Resgate da Verdade (procure no Departamento Jovem de seu Campo) faz parte desse esforço da Igreja Adventista na América do Sul em favor dos estudantes cristãos. O programa Em Busca das Origens, que vai ao ar hoje, a partir das 20h, pelo site aovivo.adventistas.org é outro desses esforços.[MB]