quarta-feira, julho 09, 2014

Defesa do descanso dominical no programa ExtraOrdinários



Nota: Os apresentadores fazem eco à declaração do papa. Isso mostra como a mídia terá papel fundamental no convencimento das pessoas em relação ao decreto dominical. [MB]

terça-feira, julho 08, 2014

O choro das crianças na arquibancada

Esperanças frustradas
Fiquei triste pelas crianças do estádio, que apareceram na tela chorando. Tinha um menino de óculos, que já estava vermelho de tanto chorar. Enxugava as lágrimas por baixo dos óculos, e era de cortar o coração. Não quero nem saber de seleção brasileira; tenho mais o que fazer. Mas as crianças têm sonhos que nenhum adulto compreende, e não sei quanto tempo levará para se recuperarem disso. Até porque elas estavam lá no estádio, participando da festa. Mesmo que nossa seleção ganhe em qualquer outro lugar do mundo, será que essas crianças terão condições de estar presentes lá? Mas, agora, vamos refletir um pouco: Será que isso é realmente patriotismo? Enquanto a bola rola, temos profissionais medíocres, alunos desinteressados, autoridades sem postura. E não me venha dizer, também, que patriotismo está apenas nas urnas! Todos nós somos responsáveis! Como cidadãos brasileiros, temos que mostrar que realmente temos amor à pátria, quando fazemos o melhor em cada dia de nossa vida.

Foi o que um grande estadista, o mais sábio de todos, o rei Salomão, afirmou: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10). A vida segue (e deveria estar seguindo; é um absurdo um país parar por causa de jogo de futebol!), e temos que aprender que, para colocar um país no topo, precisamos é de trabalho, muito trabalho; nunca jogo de futebol. E para fazer um trabalho de qualidade, precisamos de dedicação, estudos, 
honestidade e, acima de tudo, entrega de nossos projetos à guia e à condução do Criador, o Deus Todo-poderoso.

Apenas um pergunta mais: Para os “guardadores do sábado” que assistiram aos jogos no sábado e na sexta-feira à noite (que é sábado): valeu a pena? Valeu a pena trocar a comunhão com o Altíssimo, nosso Pai Celestial, por um mísero jogo de futebol, para se decepcionar logo a seguir? Precisamos aprender a dar prioridade àquilo que realmente é importante. Lembre-se: Deus, o Eterno NUNCA vai decepcionar você. Ele é tão misericordioso, que o(a) está esperando de braços abertos, esperando seu arrependimento, pois o perdão já está garantido pela Sua graça!

(Nádia Britto Panaino é professora e membro da Igreja Adventista em Balneário Camboriú, SC)

Banalização do sexo e o novo culto a Afrodite

A falsa deusa do sexo falso
“De relação interpessoal, o sexo se torna cada vez mais mero intercurso corporal. Perde sua força simbólica de remeter à comunhão de pessoas e destinos, para se limitar ao efêmero estremecimento psicofísico do espasmo. A convivência a dois se baseia mais no sentimento que no consentimento. É relação ‘pura’, enquanto reduzida à gratificação emocional. [...] Ora, levando a lógica do sexismo às suas consequências extremas, eis a miséria a que chega a sexualidade, em todos os seus aspectos: o corpo se reduz à mera ‘máquina desejante’; a alma, a suporte das pulsões; o romance, à tática da sedução; as carícias, à preparação para o intercurso; a pessoa, a parceiro sexual ou a corpo-objeto; a relação, à conjunção de órgãos; e o casamento, ao consenso para a cessão recíproca dos corpos em função do prazer. Caricatura? Mas hoje não nos aproximamos perigosamente dela?

“O pós-moderno inventou o amor plástico, fluido. É o chamado ‘amor líquido’. As novelas refletem e ao mesmo tempo difundem o modelo de relações sem vínculo. É um amor avulso, sem consistência, segundo a metáfora popular do ‘anel de vidro’, traduzida pela expressão hoje corrente: ‘eterno enquanto dura’. [...] Através de teorias psicológicas e práticas libertárias várias, despoja-se o sexo de sua misteriosidade natural, com o fim de quebrar todos os tabus, legítimos ou não, tornando-o, assim, mais disponível. Consequentemente, perde-se também a ideia de pudor, como guarda e proteção ético-psicológica da própria intimidade. É o que se vê hoje na licenciosidade da linguagem, no uso das roupas ‘sexy’ e nas posturas socioafetivas ‘liberadas’. O comportamento homem-mulher, especialmente na mídia, bordeja frequentemente a esfera do proibido, forçando seus limites por uma tática sutil de transgressão. Isso tudo levou a falar em ‘sociedade impudente’. A folha de parreira teria mudado de lugar; o que ela cobre agora não são as partes pudendas, mas o rosto da mulher ou do homem. Hoje, o prazer sexual não é só permitido, mas ordenado: você tem que gozar! Daí expressões, hoje não raras, como ‘curta seu amor’, ‘beije o quanto puder’, ‘goze de todas as maneiras’, ‘aproveite todas as ocasiões’.

“Deixar escapar uma oportunidade de gozo desperta pesar, quase culpa: ‘Que pena, devia ter aproveitado.’ O prazer tornou-se um imperativo tirânico. Outrora havia culpa por transgredir um interdito sexual; hoje, ao contrário, há culpa por não transgredi-lo, perdendo assim o acréscimo de prazer que a infração confere. Gozar é preciso, mesmo à custa da simulação e da mentira. Há, certamente, limites para o sexo, mas se restringem ao consentimento e à prevenção das consequências negativas: doença (aids, DST), gravidez e outros ‘incômodos’ de tipo psicológico, social, quando não policial. É a versão moderna da antiga moral dos velhacos: ‘Si non caste, caute’ (se não puder ser casto, seja pelo menos cauteloso). [...]

“Por que a hipersexualização da vida hoje? No fundo, é por falta de valores mais altos, que possam ‘encher a vida de sentido’. De fato, com o fim de reencantar a vida, que se tornou monótona e maçante, no lugar das ideologias de ontem, recorre-se a novos derivativos, entre os quais avulta o sexo. Começa-se, assim, por erotizar o cotidiano para, depois, sexualizar as relações. Mas, como todo substituto acaba desmascarado, o tédio e o absurdo da vida retornam, encostando o homem novamente contra o muro do absurdo. 

“Em verdade, não há sexo, quer carnal, quer emocional, que possa preencher o vazio hiante de sentido. A resposta erótico-sexual não está à altura da pergunta existencial-espiritual. Daí a frustração que produz toda sexualidade que se pretenda plenificante. Forçar artificialmente os limites do prazer é aproximar-se do abismo. [...] Não que o sexo não possa dar certo sentido à vida. Mas tal sentido é sempre relativo e precário. Nunca será um sentido consistente, como o que dá a ética, e menos ainda um sentido transcendente, como o que oferece a fé. De resto, o sexo mesmo só ganha sentido no horizonte do eros e este, no horizonte do ágape.”

(O Livro do Sentido, p. 243-247; colaboração: Frank de Souza Mangabeira)

A evolução do biquini



Assista também: "A mídia e a mulher"

segunda-feira, julho 07, 2014

Papa defende fim do trabalho aos domingos

Argumento ideal para o decreto
O papa Francisco lamentou o abandono da tradicional prática cristã de não trabalhar aos domingos, dizendo que isso tem um impacto negativo na família e nas amizades. O pontífice viajou no sábado (5) para Molise, uma região rural no coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade. Francisco disse que a prioridade deveria ser “não econômica, mas humana”, e que o foco tem de ser colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais. “Talvez seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira”, afirmou.

O papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um “código ético” tanto para fiéis como para os que não creem.


Nota: No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui), o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso, estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma! – dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de baixo carbono), há também essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que terá aceitação universal. [MB]

Malévola, ou a falsificação do bem

[...] Fui [Nivaldo Cordeiro] assistir ao filme “Malévola”, dirigido por Robert Stromberg e estrelado por Angelina Jolie. Nele vi o contrário do que espero do cinema. Esse diretor é também autor da fábula ambientalista “Avatar”, outra porcaria produzida pela perfeição tecnológica. O filme “Malévola” virou uma página de propaganda do feminismo mais rasteiro e rancoroso. O belíssimo conto de fadas do francês Charles Perrault, “A Bela Adormecida”, teve sua mensagem violentada ao sabor dos preconceitos descarados dos militantes e das militantes feministas. As figuras masculinas da história foram reduzidas a caricaturas grotescas. Os homens ou são maus ou são fracos ou ambas as coisas. O poder masculino é supostamente falso, o poder feminino é verdadeiro, segundo essa versão falsificada do conto de fadas. Mas a má intenção do autor do filme está muito bem expressa no desfecho: o beijo salvador do conto original não pode acontecer para essa gente porque é a exaltação da união natural entre o homem e a mulher, levando ao matrimônio e à família. É claro que o príncipe que aparece é um perfeito bocó e seu beijo, inútil. É como se não pudesse haver amor verdadeiro entre um homem e uma mulher, como é expresso nas falas repetidas vezes: “O amor verdadeiro não existe.”

Amor verdadeiro só entre duas fêmeas. Eu quase achei que Malévola ia beijar a bela que dormia nos lábios. Não tiveram coragem para isso ou os produtores impediram, pois afinal as vítimas pagantes de bilheteria são, em sua maioria, infanto-juvenis. Ficaria um pouco demais, não é mesmo? Mas esse é certamente o enredo que as feministas mais radicais defenderiam.

A maldade do diretor não se esgota nessa falsificação do original e da própria essência humana retratada no conto de fadas de Perrault. Vemos, com toda força, a exaltação da tese gnóstica de que o bem precisa do mal para existir. Jung certamente adoraria o enredo do filme, assim como Goethe. Malévola é aquela que quer praticar o mal e acaba por praticar o bem, não é bonitinho? Assim, o bem depende do mal. A velha gnose de sempre. Nesse sentido, o filme é aterradoramente anticristão.

A figura do corvo que acompanha Malévola é o próprio emblema de Satã, sua ave totêmica. Malévola o faz transformar-se em homem, que passa a ser seu escravo e pau para toda obra.  O sonho dourado das feministas.

Malévola é a bruxa má resgatada de sua maldade e posta a “amar”. A suma de todo ódio e rancor é transformada em seu oposto. Essa é a crença essencial da modernidade e que tem se substituído ao cristianismo. Está em toda parte. O filme apenas dá uma roupagem feminista, mas o essencial da sua mensagem é a exaltação “benéfica” do maléfico.

O grande público se encanta e se engana com o emprego da belíssima técnica de filmagem empregada, à perfeição. Mas a embalagem linda esconde apenas veneno. Uma vez na sala de cinema, apagadas as luzes, os jovens expectadores são submetidos a mais sórdida mentira, vigarice, enganação e falsificação de que é capaz um ser humano. Um estupro intelectual sob belas imagens.

domingo, julho 06, 2014

Isaac & Charles: o nada

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sábado, julho 05, 2014

“Planetas semelhantes à Terra” são descartados

Especulação e show midiático
Cientistas dos Estados Unidos informaram na quinta-feira que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudessem abrigar vida inteligente, na verdade, não existem e foram confundidos com manchas solares. O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos. Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de “velocidade radial Doppler”, na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a massa de um planeta. Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, apenas um sinal confuso de uma estrela.

“O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar”, disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista Science e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.

Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que “a intensa atividade magnética estelar [...] criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g”. Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f.

Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa. Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler.

“Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)”, disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo.

Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.


Nota: Banho de água fria nos especuladores e na mídia que faz um estardalhaço cada vez que se descobre uma “nova Terra”. E o trabalho publicado na Science, como fica? O Dr. Marcos Eberlin já havia apontado aqui a grande dificuldade em se ter um planeta como o nosso, e que essas dificuldades não podem ser resolvidas com simples blá, blá, blá. [MB]

sexta-feira, julho 04, 2014

O sábado e o jogo das decisões

A união das igrejas e a profecia

quinta-feira, julho 03, 2014

Os evolucionistas estão investindo nas crianças

Reino Unido contra o criacionismo
A recente decisão do governo do Reino Unido de proibir o ensino do criacionismo em escolas e universidades públicas mostra que, com o passar do tempo e o acirramento da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo, cientistas evolucionistas e religiosos liberais vão se aproximando cada vez mais e hostilizando o grupo dos que defendem o relato da criação como registrado no livro bíblico de Gênesis. Mesmo as escolas vinculadas a igrejas estão sendo “motivadas” a adotar um “currículo mais amplo e equilibrado”. Traduzindo: um currículo que inclua a teoria da evolução desde as séries iniciais, preparando, assim, as crianças para aceitar a teoria de Darwin.

O governo do Reino Unido diz que, como não está de acordo com as evidências e consensos científicos, o criacionismo “não deve ser apresentado aos alunos como uma teoria científica”. Como diz o ditado, toda generalização é burra. E aqui parece que, uma vez mais, não interessa detalhar o problema. De fato, o criacionismo não deve ser apresentado como uma “teoria científica”, já que tem fundamentos religiosos, mas dizer que ele não conta com evidências científicas é “forçar a barra”. O que dizer da existência de informação complexa e específica que sempre depende de uma fonte informante? O que dizer da impossibilidade de as mutações darem origem a novos órgãos funcionais e novos planos corporais? O que dizer da incapacidade de a seleção natural explicar a existência do mais apto? (Ela só explica a sobrevivência do mais apto, não como teria “surgido” esse mais apto.) O que dizer dos sistemas de complexidade irredutível que precisavam funcionar perfeitamente bem desde que foram criados, sob o risco de não haver vida depois para “contar a história”? O que dizer da constatação de que as “camadas” da coluna geológica são, em geral, plano-paralelas, sem evidência de erosão entre elas, o que sugere uma formação rápida e catastrófica? O que dizer da imensa quantidade de fósseis de dinossauros descobertos em todos os continentes, com evidências de que foram mortos sob água e lama, em estado de agonia? O que dizer de mais um monte de evidências que não “fecham a conta” quando o assunto é evolucionismo? Jogar tudo isso para debaixo do tapete e fingir que elas não existem?

Outra coisa: se o criacionismo não deve ser ensinado nas escolas por não ser “científico”, o macroevolucionismo também não deveria, pois é essencialmente filosófico, metafísico. Como assim? Macro ou megaevolução é a hipótese segundo a qual a vida teria surgido da não vida, num mar primordial, há bilhões de anos. Essa forma de vida rudimentar, num “passe de mágica”, precisou “adquirir” complexidade (o que significa receber não se sabe de onde grande quantidade de informação genética para dar origem a órgãos antes inexistentes, como os sistemas reprodutores masculino e feminino, por exemplo, que deveriam “surgir” em dois organismos distintos, simultaneamente, no mesmo espaço geográfico, e tornar esses seres diferenciados compatíveis e capazes de gerar uma nova forma de vida igualmente sexuada). Assim, de uma “célula primordial” (e olha que uma célula, por mais simples que se possa concebê-la, já é ultracomplexa) teriam se originado todas as formas de vida, desde uma árvore até um ser humano, passando pelas aves, os insetos e as baleias. Isso não é científico. Isso não é empiricamente observável. Não há evidências conclusivas a esse respeito. Tanto é assim que, se você perguntar a um evolucionista quais são as evidências reais da evolução, ele citará as bactérias que adquirem resistência a antibióticos ou a variação nos tentilhões das ilhas Galápagos, “esquecendo-se” de que depois de muitos anos de observação, pesquisa, mutações e adaptações, as bactérias continuam sendo bactérias e os passarinhos de Darwin continuam sendo passarinhos. Dar evidências de microevolução para sustentar a macro não vale. Mas quem explica isso? A mídia é que não. E o governo do Reino Unido muito menos.

O documento do governo considera como criacionismo “qualquer doutrina ou teoria que sustenta que os processos biológicos naturais não podem explicar a história, a diversidade e a complexidade da vida na Terra e, portanto, rejeita a teoria científica da evolução”. Note como é capcioso o tal documento: criacionismo é doutrina (religião), enquanto evolucionismo é ciência. Já vimos que a coisa não é tão simples. Ambos os modelos (criacionista e evolucionista) têm componentes científicos e metafísicos. Mas é conveniente que se polarize a discussão como sendo ciência versus religião, e assim eles blindam o evolucionismo de qualquer crítica.

Segundo matéria publicada no jornal O Globo, “a crença religiosa segundo a qual a vida e o planeta Terra teriam sido criados por Deus em seis dias vem alimentando polêmica em diversos países nos últimos anos [ou seja, os criacionistas que creem nos seis dias são os polêmicos, personas non gratas; e serão cada vez mais vistos dessa forma...]. Em alguns casos, a teoria chegou a ganhar novas roupagens, como o chamado ‘design inteligente’ [e nem adianta querer explicar que design inteligente não é criacionismo]. Em resposta, cientistas passaram a defender que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, fosse ensinada às crianças a partir dos cinco anos”.

Ou seja, para fazer frente ao criacionismo, o negócio é doutrinar as crianças em evolução, justamente numa idade em que elas acreditam sem questionar. O foco deles é a nova geração. Portanto, que os criacionistas cuidem da deles.

Michelson Borges

Adventistas colombianos realizam “Caravana da Criação”

Evento chamou atenção para a Bíblia
El mensaje de la creación en el libro de Génesis nos habla que Dios creó un lugar especial para que los seres humanos vivieran y prosperaran, y un día especial, el sábado, para que estuvieran en comunión con él. Aun hoy Dios demuestra su deseo de tener una relación con nosotros y prepara todo para que un día a la semana, el sábado, dejemos a un lado nuestras ocupaciones y estemos en comunión con él. En el año que la Iglesia Adventista el Séptimo Día a nivel mundial ha determinado como el año de la Creación, la Iglesia Adventista de Cúcuta y municipios vecinos, se reunió para realizar la denominada Caravana de la Creación en las principales calles de la ciudad, que es sede de la Asociación del Noreste Colombiano. El objetivo: destacar la creencia en el relato bíblico de la creación, y en el sábado como día de reposo.

Cúcuta es ciudad frontera con Venezuela. Es el puente Simón Bolívar el que une la capital del departamento de Norte de Santander, en Colombia, con San Antonio, del lado venezolano, por encima del río Táchira. Así, los adventistas de esta ciudad están en constante contacto con el pueblo venezolano, y aprovechan cada oportunidad, como la del pasado 7 de junio, para testificar.

La Caravana de la Creación contó con la participación de los 9 distritos que componen el área metropolitana de Cúcuta. Así, cada distrito fue encargado de elaborar creativamente una carroza sobre uno de los días de la creación.  Además los adventistas vistieron camisetas de colores con el mensaje “Sábado, este es mi Día”.

El recorrido de la caravana comenzó a las 2 de la tarde y estuvo compuesta, así: al frente una carroza alusiva a uno de los días de la creación, seguida de una chiva llena de adventistas, 30 motos y 7 automóviles.

“El tráfico paraba al paso de la caravana. Las miradas de sorpresa de los habitantes de la frontera y las preguntas no se hicieron esperar. Los hermanos compartieron esperanza con cientos de folletos alusivos al sábado que fueron entregados a los habitantes de la ciudad”, cuenta Eliana Pedrozo, adventista en Cúcuta.

Mientras se realizaba el recorrido de la caravana, que duró cerca de 2 horas, un grupo de adventistas en 30 bicicletas preparadas con mensajes referentes a la creación, visitaron la ciudadela La Libertad, uno de los sectores más populares de la ciudad donde habitan cerca de 100 mil personas.

La caravana, que terminó en la Plaza de Banderas,  luego se dirigió a las instalaciones del Colegio Adventista Libertad para el inicio de una campaña evangelística a la que fueron invitados amigos y personas antes y durante el recorrido.
 
ExpoCriação: explicações sobre cada dia da criação
El evento estuvo apoyado y promocionado por la emisora radial adventista “La Voz Internacional”, que transmite desde la ciudad venezolana de Ureña, y que con su señal alcanza a cubrir toda Cúcuta.

El domingo, 8 de junio, desde muy temprano las carrozas, que habían desfilado el sábado, se ubicaron en el sector del Malecón, una zona que los domingos recibe un importante flujo de visitantes. Ese día la Iglesia adventista realizó, por segunda vez, el Expo-Creación.

“Todas las personas que estaban en el malecón fueron invitadas a participar del Expo-Creación. La mayoría de ellas quedaron impresionadas al escuchar el relato de la creación que los lleva desde el primero hasta el último día explicándoles en detalle cada evento y especialmente el último que resalta el sábado como un día de Esperanza”, destacó el pastor Raúl Torra, líder de comunicación de la Asociación del Noreste Colombiano.

Los líderes de la Asociación enfatizaron que la Caravana de la Creación fue una oportunidad de testificación en la que los adventistas demostraron su compromiso y disposición para unirse a fin de participar y apoyar las actividades de la Iglesia Adventista en esta región del país.


Nota: Parabéns aos irmãos colombianos! Bem que essa ideia poderia ser replicada em todos os países da América do Sul...

Criança judia em propagandas nazistas

Uma perfeita "ariana"
Hessy Taft é este lindo bebê que aparece na foto [ao lado]. A imagem foi usada em uma propaganda nazista para mostrar como seria o “bebê ariano perfeito”. Mas Hessy Taft é de família judia. “Eu dou risada disso hoje, mas se, na época, os nazistas descobrissem, eu não estaria viva”, contou Taft, em entrevista ao jornal alemão Bild. Na época da foto, Hessy tinha seis meses - hoje, está com 80 anos. Mas como uma foto de um bebê judeu foi parar em uma propaganda nazista? A mãe de Hessy, Pauline Levinsons, levou sua filha para tirar um retrato em 1935, na cidade de Berlim. O fotógrafo, Hans Ballin, enviou a imagem para uma revista de propaganda nazista “para a família”, a Sonne ins Hause. E a foto foi parar na capa. Confrontado posteriormente pelos Levinsons, Ballin admitiu que inscreveu de propósito a foto de Hessy em um concurso para eleger o bebê ariano mais bonito. “Queria fazer os nazistas parecerem ridículos”, teria dito o fotógrafo. 

Missão cumprida. A foto de Hessy não apenas foi publicada na revista, como também em cartões postais com mensagens nazistas. Diz a “lenda” que a foto teria sido especialmente selecionada pelo Ministro de Propaganda nazista, Joseph Goebbels.

E Hessy? Por medo de descobrirem a farsa, a família da garota a manteve escondida durante sua infância inteira. Afinal, se os nazistas reconhecessem a criança, isso significaria morte certa. Por sorte, eles nunca ficaram sabendo.

quarta-feira, julho 02, 2014

Hawking e Mlodinow sem querer defendem o Criador

Hawking e Mlodinow
Há um velho ditado que diz: “Dê muita corda a alguém e ele vai se enforcar.”  A ideia é que, se alguém está errado ou mentindo, quanto mais o tempo passa, mais óbvio isso se torna presente. Bem, a Bantam Books deu a Stephen Hawking e Leonard Mlodinow toda a corda que eles queriam, e o resultado é The Grand Design (O grande projeto), um novo livro no qual eles argumentam contra a necessidade (e a existência) de Deus. Aqui está o núcleo de seu argumento: “[Assim], como Darwin e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o Universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe, por que nós existimos.”

Eles, então, explicam a teoria básica por trás do “multiverso”, que pressupõe a existência de múltiplos universos: “De acordo com a teoria-M, o nosso não é o único Universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas.”

Vamos deixar de lado a questão da teoria do “multiverso”, que John Haldane aborda em First Things. Hawking e Mlodinow fizeram um trabalho completamente suficiente de derrotar seu próprio argumento. Vamos simplesmente delinear suas três principais afirmações acima:

Afirmação 1: a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, inclusive o Universo (“a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe”). Isso se aplica a todos os universos, o que significa que se aplica a todo o multiverso.

Afirmação 2: a criação espontânea exige a lei da gravidade (“como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada”; “Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas”).

Afirmação 3: a multidão de universos é responsável ​​pela produção de afinadas leis físicas (“O conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas”).
Reduzido a seu núcleo, o argumento se parece com isto:


O problema, é claro, é que isso é circular. Você não pode ter um universo sem que seja criado; você não pode ter criação espontânea sem as leis físicas, e você não pode ter as leis físicas sem um universo.

Como Hawking e Mlodinow admitiram, sem criação, não há nada. Para se ter qualquer coisa – um universo, um multiverso, a lei da gravidade “bem afinados” pelas leis da física, qualquer coisa –, você tem que primeiro ter a criação. E eles mostraram de forma bastante eficaz que a criação “espontânea” é impossível, uma vez que exige as leis físicas, como a lei da gravidade. Então,  eles mesmos estabelecem que houve uma criação, e que o universo/multiverso não pode (e não podia) criar a si mesmo.

Desse ponto de vista, parece que as duas únicas possibilidades são “Deus” ou o “um absurdo e irracional argumento circular”. Hawking e Mlodinow podem ser físicos brilhantes, mas pelo menos nesse livro se apresentam como filósofos e lógicos pobres. Seus esforços fúteis para delinear uma história da criação ateísta dá mais credibilidade ao teísmo do que o ateísmo.

(Strange Notions, via Logo Apologética)

E-mails que nos alegram (48)

“Olá, Michelson! Este ano tive a felicidade de conhecer a rede Novo Tempo. Quanta luz recebi e recebo! Agora estou frequentando a igreja adventista do sétimo dia da minha cidade e a cada dia me sinto melhor por andar nesse caminho. Ao acompanhar as programações da rede, vi algumas participações suas (no Sem Tabus e no Vida e Saúde). Pude crescer mais um pouco. Ouvi muitas vezes o convite para acessarmos o seu blog Criacionismo. Na última vez que ouvi, acessei. Fiquei admirada com o conteúdo! Quanta informação boa e que nos serve de ‘fermento’ para uma vida melhor! Há tempos, oro a Deus para que Ele me dê forças para me libertar do meu gosto musical (músicas mais antigas, precisamente rock e mpb), porque achava que não fazia mal, que isso ‘não tinha nada a ver’. Mas percebi que, para seguir o caminho de Cristo, precisamos deixar muita coisa para trás; e a música é uma delas. Ao navegar por seu blog, cheguei ao vídeo de uma palestra sua: ‘O Poder da Música’. Ui! Foi direto na minha ferida: Legião Urbana. Mas segui firme e, no final, realmente percebi que essas músicas não fazem bem, pelo contrário, atrasam mais o crescimento espiritual. Até tinha este pensamento: ‘Ouça uma música triste para se alegrar.’ Alegrar o quê? Hoje eu consigo ver que me entristecia mais ainda. Deus, por meio de você, me mostrou que eu tenho um real motivo para não mais trazer isso para mim e para minha casa. E quando penso em ouvir o Renato e outros cantores, penso em uma música e começo a analisá-la, desisto. O senso crítico está se desenvolvendo (rs)! Estou lhe enviando este e-mail para que você saiba da diferença que fez em uma leitora. Estou encantada com seu blog. Tem assunto sobre tudo e para todos, sempre em favor do crescimento espiritual, para termos maior comunhão com Cristo Jesus.”

(Angélica Boaventura Silva, Guanhães, MG)

terça-feira, julho 01, 2014

Querem ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller

Miller e sua "sopa orgânica"
Neste artigo, publicado recentemente na Angewandte Chemie International Edition, os autores tentam ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller sobre a origem da vida: “A Plausible Simultaneous Synthesis of Amino Acids and Simple Peptides on the Primordial Earth”, Eric T. Parker, Dr. Manshui Zhou, Dr. Aaron S. Burton, Dr. Daniel P. Glavin, Dr. Jason P. Dworkin, Prof. Dr. Ramanarayanan Krishnamurthy, Prof. Dr. Facundo M. Fernández and Prof. Dr. Jeffrey L. Bada. Article first published online: 25 JUN 2014, DOI: 10.1002/anie.201403683.

Abstract: Following his seminal work in 1953, Stanley Miller conducted an experiment in 1958 to study the polymerization of amino acids under simulated early Earth conditions. In the experiment, Miller sparked a gas mixture of CH4, NH3, and H2O, while intermittently adding the plausible prebiotic condensing reagent cyanamide. For unknown reasons, an analysis of the samples was not reported. We analyzed the archived samples for amino acids, dipeptides, and diketopiperazines by liquid chromatography, ion mobility spectrometry, and mass spectrometry. A dozen amino acids, 10 glycine-containing dipeptides, and 3 glycine-containing diketopiperazines were detected. Miller’s experiment was repeated and similar polymerization products were observed. Aqueous heating experiments indicate that Strecker synthesis intermediates play a key role in facilitating polymerization. These results highlight the potential importance of condensing reagents in generating diversity within the prebiotic chemical inventory.

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/anie.201403683/abstract

As críticas antigas de Jonathan Wells ao experimento de Urey-Miller ainda se aplicam:

1. Os pesquisadores ainda usaram os gases errados: metano, amônia e vapor d’água. Há décadas, os geoquímicos não têm considerado a probabilidade de que esses gases tenham sido abundantes na atmosfera da Terra primitiva.

2. Os pesquisadores ainda ignoraram a presença de oxigênio, que destrói os produtos desejados. Wells explicou que o oxigênio, provavelmente, era abundante devido à fotodissociação da água na atmosfera. O oxigênio permaneceria, enquanto o hidrogênio escaparia rapidamente para o espaço.

3. Mesmo que traços de quantidades de amônia ou metano e outros gases redutores estivessem presentes, eles teriam sido destruídos rapidamente pela radiação ultravioleta.

4. Nenhum aminoácido tem sido criado em experimentos de descarga de faíscas usando uma atmosfera real de nitrogênio, dióxido de carbono e vapor d’água, mesmo na ausência de oxigênio.

5. Os aminoácidos produzidos eram racêmicos (misturas de formas dextrogiras e levogiras). Fora as raras exceções, a vida usa somente a forma levogira. Os astrobiólogos precisam explicar como o primeiro replicador isolou uma mão daquela mistura, ou como inicialmente obteve função de formas misturadas de aminoácidos, e depois mais tarde as converteu em formas únicas de mãos. Nenhuma dessas possibilidades é plausível para processos naturais não guiados – especialmente quando a seleção natural não estaria disponível até que a replicação exata fosse alcançada.

6. Reações cruzadas indesejáveis com outros produtos gerariam alcatrão, destruindo os aminoácidos. Somente isolando os produtos desejados (uma forma de interferência do investigador – alguém poderia chamar de design inteligente) é que eles poderiam reivindicar sucesso parcial.

7. Os aminoácidos tendem a se desfazer em água e não a se juntar. Sob as melhores condições com cianamida, Bada e Parker somente obtiveram dipeptídeos. Ciclos repetidos de molhar e secar teriam que ser imaginados para a polimerização, mas muitos astrobiólogos hoje em dia pensam que a vida se originou nas fontes hidrotermais profundas.

8. Os reagentes desejados seriam extremamente diluídos nos oceanos sem plausíveis mecanismos de concentração. Mesmo assim, eles se dispersariam sem os vasos plausíveis como as membranas celulares, para mantê-los próximos.

9. Os polipeptídeos sem vida não iriam a lugar nenhum sem um código genético para conduzi-los.

10. Os experimentos de Urey-Miller não podem falar da origem de outras moléculas complexas necessárias para a vida: ácidos nucleicos, açúcares e lipídios. Algumas dessas moléculas complexas exigem condições muito diferentes do que as retratadas para a síntese de aminoácidos: e.g., um ambiente deserto com boro para a síntese da ribose (essencial para o RNA).

O experimento de Urey-Miller sobre a origem da vida pode ser uma teoria bonita para alguns, mas como Thomas Huxley bem salientou, muitas teorias bonitas foram mortas somente por um fato feio. Nós acabamos de lhe apresentar dez fatos feios que matam o ícone do experimento de Urey-Miller.

Esse morto não vai ressuscitar!

(Baseado em material publicado por teóricos do DI, via Desafiando a Nomenklatura Científica)

Videogames feitos para viciar

Horas e mais horas desperdiçadas
Sobre o tabuleiro se podem ver dezenas de doces diferentes. A tarefa é juntar os que têm a mesma cor, mas há obstáculos e truques para conseguir ao longo dos 400 níveis. Muitos passam incontáveis horas jogando e alguns chegam a gastar centenas de dólares com isso. Candy Crush Saga, o jogo mais popular da história do Facebook, é jogado mais de 600 milhões de vezes por dia, por 50 milhões de usuários. Ele apareceu no vídeo mais recente do famoso cantor sul-coreano Psy, foi o jogo mais baixado em dispositivos Apple e Android nos últimos meses e, para milhares que se manifestam em blogs e redes sociais, é um vício irresistível. Há quem afirme que seus antecessores são Tetris e o jogo da cobra dos celulares Nokia, mas seu parente mais próximo é Bejeweled, de 2001, que consiste em ordenar diamantes da mesma cor.

Lançado em novembro de 2012 e desenvolvido pela empresa King, o Candy Crush Saga gera mais de US$ 600 mil (R$ 1,3 milhão) ao dia - segundo dados não oficiais - através das “ajudas” que os usuários podem comprar para passar de níveis mais difíceis. Os criadores insistem que é possível completar o jogo sem pagar nada, mas acredita-se que as ferramentas sejam fonte de milhões de dólares para a empresa, que não revela números.

Como em muitos jogos do tipo, a tarefa do Candy Crush parece simples: ordenar os elementos e passar de nível. No entanto, ele é feito com características diferentes para estimular o vício nos jogadores.

Para o professor de psicologia e ciências cognitivas Tom Stafford, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, o vício em Candy Crush se relaciona a um fenômeno psicológico chamado efeito Zeigarnik. O psicólogo russo Bluma Zeigarnik dizia que os garçons costumam ter uma memória impressionante para lembrar-se dos pedidos, mas só até que os cumprem. Uma vez que a comida e a bebida são levadas até a mesa, eles se esquecem completamente de algo que sabiam momentos antes.

“Zeigarnik deu nome a todos os problemas em que uma tarefa incompleta fica fixada na memória. E Candy Crush gera uma tarefa incompleta”, disse Stafford à BBC. Cada tabuleiro - ou cada nível - é uma tarefa que o jogador sente a urgência de resolver, como acontece com jogos de perguntas ou dúvidas que aparecem em uma conversa e que é preciso ir à Wikipedia imediatamente: a pessoa não descansa até que saiba a resposta.

Mas o Candy Crush dá aos jogadores cinco vidas por nível e, se elas acabam, é preciso esperar 30 minutos para voltar a jogar. É meia hora durante a qual o problema fica sem resolução. “A lógica dos 30 minutos reforça a psicologia de que você tem que jogar todos os dias”, afirma Jude Gomila, da consultora de videogames Heyzap.

O jogo é hospedado pelo Facebook, o maior site de rede social do mundo, mas também está em todos os dispositivos da Apple ou com sistema Android, o que permite parar de jogá-lo em uma plataforma e retomá-lo em outra. Por isso, muitos o defendem com o argumento de que “(o jogo) nunca te deixa sozinho”. “É o primeiro jogo que realmente interconecta diferentes plataformas. Se você fica sem bateria no iPad, pode ir para o celular e, se cansa do celular, pode ir ao computador”, diz Gomila.

Os jogadores podem compartilhar não somente seus resultados no Facebook, mas também ferramentas e vidas. Assim que a pessoa publica seus resultados, pode ver a comparação entre seu progresso e o de seus amigos na rede social.

“Não há nenhum prêmio nesse jogo além da satisfação de suspeitar que suas habilidades para juntar doces são maiores que as dos seus amigos”, diz o crítico cultural June Thomas, da revista eletrônica americana Slate.

O vício em Candy Crush deu origem a uma série de piadas na internet, mas os diversos casos nos últimos anos de adolescentes que morreram após longas jornadas de uso de videogames provam que a ludomania (vício em jogos) é um problema sério.

Nas redes sociais já circulam fotos de um suposto centro de reabilitação para viciados em Candy Crush - uma piada que diz muito sobre o alcance do fenômeno.

(BBC Brasil)

Todas as energias de Satanás são postas em operação para prender a atenção em diversões fúteis, e ele está conseguindo seu objetivo. Está interpondo seus artifícios entre Deus e a pessoa. Ele forjará divertimentos a fim de impedir os homens de pensarem a respeito de Deus. Cheio de esporte e do amor do prazer, o mundo está de contínuo sedento de alguma novidade; quão pouco tempo e pensamento, no entanto, se dedicam ao Criador dos céus e da Terra!” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 456).

E-mails que nos alegram (47)

“Caro Michelson, me chamo Victor, tenho 17 anos, sou pré-universitário e um grande admirador seu. Em abril de 2013, tomei a decisão mais importante da minha vida: aceitei a Jesus. Com o tempo, o Espírito Santo colocou em mim um desejo de conhecer a Bíblia, que foi crescendo ao longo do tempo. Durante meses lendo a Bíblia, diversos questionamentos a respeito dela me vieram à cabeça: Será mesmo que a Bíblia é verdadeira? A ciência e a Bíblia estão em harmonia? O que a Bíblia tem de diferente (especial) em relação a outras religiões? Essas e outras questões sempre ‘cutucaram’ minha orelha, contudo, Mateus 24 estava sempre em minha mente. Talvez, ver as profecias ditas por Jesus há dois mil anos e se cumprindo nos dias de hoje tenha sido a única corrente em que apoiei minha fé (além, é claro, dos testemunhos). Nesse tempo, eu já havia posto em prática algo você diz em seu blog (antes mesmo de conhecê-lo): uma dúvida é saudável, desde que se vá atrás de respostas em vez de transformá-la em descrença.

“Depois de um tempo, tive contato com materiais publicados na internet sobre apologética e também sobre darwinismo e criacionismo. Quando comecei a ver que era possível conciliar fé com razão, fiquei extremamente feliz por encontrar Deus também na ciência. Meses depois, meus estudos sobre profecia e escatologia me fizeram começar a ter contato com a mensagem adventista. Nessa época, já assistia à TV Novo Tempo, e foi aí que encontrei você.

“Em um dos episódios do programa ‘Minha Vez’, você havia sido convidado para falar sobre tema ‘evolução’. Nesse episódio, havia sido mencionado seu blog e, curioso, fui dar uma olhada. Ao ser surpreendido pela imensa quantidade de material de primeira qualidade que você publica (em contraste com os primeiros materiais com que tive contato), fiquei horas e horas durante vários dias lendo as postagens, e tive minha fé renovada a cada página lida.

“Hoje eu tenho mais de 500 links do seu blog salvos nos meus ‘Favoritos’; já li dois de seus livros (A História da Vida [meu preferido] e Por Que Creio). Estudo a Bíblia com muita felicidade por saber que sou criatura e filho de um Deus que Se revela não só na Bíblia, mas também na arqueologia e na ciência – apesar de meus temas preferidos ainda serem a história da redenção e as três mensagens angélicas.

“Em resumo: graças a você e, é claro, a Deus, hoje sei que é impossível que o mundo não tenha sido criado por um Deus pessoal e amoroso, que ama Suas criaturas. Portando, obrigado, Michelson, por seu maravilhoso trabalho. Louvado seja Deus por sua vida, meu caro irmão!”

(Victor Chaves Moreira)