Nota: Os apresentadores fazem eco à declaração do papa. Isso mostra como a mídia terá papel fundamental no convencimento das pessoas em relação ao decreto dominical. [MB]
quarta-feira, julho 09, 2014
Defesa do descanso dominical no programa ExtraOrdinários
Nota: Os apresentadores fazem eco à declaração do papa. Isso mostra como a mídia terá papel fundamental no convencimento das pessoas em relação ao decreto dominical. [MB]
terça-feira, julho 08, 2014
O choro das crianças na arquibancada
terça-feira, julho 08, 2014
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| Esperanças frustradas |
Foi o que um grande estadista, o mais sábio de todos, o rei Salomão, afirmou: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10). A vida segue (e deveria estar seguindo; é um absurdo um país parar por causa de jogo de futebol!), e temos que aprender que, para colocar um país no topo, precisamos é de trabalho, muito trabalho; nunca jogo de futebol. E para fazer um trabalho de qualidade, precisamos de dedicação, estudos, honestidade e, acima de tudo, entrega de nossos projetos à guia e à condução do Criador, o Deus Todo-poderoso.
Apenas um pergunta mais: Para os “guardadores do sábado” que assistiram aos jogos no sábado e na sexta-feira à noite (que é sábado): valeu a pena? Valeu a pena trocar a comunhão com o Altíssimo, nosso Pai Celestial, por um mísero jogo de futebol, para se decepcionar logo a seguir? Precisamos aprender a dar prioridade àquilo que realmente é importante. Lembre-se: Deus, o Eterno NUNCA vai decepcionar você. Ele é tão misericordioso, que o(a) está esperando de braços abertos, esperando seu arrependimento, pois o perdão já está garantido pela Sua graça!
(Nádia Britto Panaino é
professora e membro da Igreja Adventista em Balneário Camboriú, SC)
Banalização do sexo e o novo culto a Afrodite
terça-feira, julho 08, 2014
comportamento, sexualidade
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| A falsa deusa do sexo falso |
“De
relação interpessoal, o sexo se torna cada vez mais mero intercurso corporal. Perde
sua força simbólica de remeter à comunhão de pessoas e destinos, para se limitar
ao efêmero estremecimento psicofísico do espasmo. A convivência a dois se baseia
mais no sentimento que no consentimento. É relação ‘pura’, enquanto reduzida à
gratificação emocional. [...] Ora, levando a lógica do sexismo às suas consequências
extremas, eis a miséria a que chega a sexualidade, em todos os seus aspectos: o
corpo se reduz à mera ‘máquina desejante’; a alma, a suporte das pulsões; o
romance, à tática da sedução; as carícias, à preparação para o intercurso; a
pessoa, a parceiro sexual ou a corpo-objeto; a relação, à conjunção de órgãos;
e o casamento, ao consenso para a cessão recíproca dos corpos em função do prazer.
Caricatura? Mas hoje não nos aproximamos perigosamente dela?
“O
pós-moderno inventou o amor plástico, fluido. É o chamado ‘amor líquido’. As novelas
refletem e ao mesmo tempo difundem o modelo de relações sem vínculo. É um amor
avulso, sem consistência, segundo a metáfora popular do ‘anel de vidro’, traduzida
pela expressão hoje corrente: ‘eterno enquanto dura’. [...] Através de teorias
psicológicas e práticas libertárias várias, despoja-se o sexo de sua misteriosidade
natural, com o fim de quebrar todos os tabus, legítimos ou não, tornando-o,
assim, mais disponível. Consequentemente, perde-se também a ideia de pudor,
como guarda e proteção ético-psicológica da própria intimidade. É o que se vê hoje
na licenciosidade da linguagem, no uso das roupas ‘sexy’ e nas posturas socioafetivas
‘liberadas’. O comportamento homem-mulher, especialmente na mídia, bordeja
frequentemente a esfera do proibido, forçando seus limites por uma tática sutil
de transgressão. Isso tudo levou a falar em ‘sociedade impudente’. A folha de parreira
teria mudado de lugar; o que ela cobre agora não são as partes pudendas, mas o
rosto da mulher ou do homem. Hoje, o prazer sexual não é só permitido, mas ordenado:
você tem que gozar! Daí expressões, hoje não raras, como ‘curta seu amor’, ‘beije
o quanto puder’, ‘goze de todas as maneiras’, ‘aproveite todas as ocasiões’.
“Deixar
escapar uma oportunidade de gozo desperta pesar, quase culpa: ‘Que pena, devia
ter aproveitado.’ O prazer tornou-se um imperativo tirânico. Outrora havia culpa
por transgredir um interdito sexual; hoje, ao contrário, há culpa por não transgredi-lo,
perdendo assim o acréscimo de prazer que a infração confere. Gozar é preciso,
mesmo à custa da simulação e da mentira. Há, certamente, limites para o sexo,
mas se restringem ao consentimento e à prevenção das consequências negativas: doença
(aids, DST), gravidez e outros ‘incômodos’ de tipo psicológico, social, quando
não policial. É a versão moderna da antiga moral dos velhacos: ‘Si non caste, caute’ (se não puder ser
casto, seja pelo menos cauteloso). [...]
“Por
que a hipersexualização da vida hoje? No fundo, é por falta de valores mais
altos, que possam ‘encher a vida de sentido’. De fato, com o fim de reencantar
a vida, que se tornou monótona e maçante, no lugar das ideologias de ontem,
recorre-se a novos derivativos, entre os quais avulta o sexo. Começa-se, assim,
por erotizar o cotidiano para, depois, sexualizar as relações. Mas, como todo
substituto acaba desmascarado, o tédio e o absurdo da vida retornam, encostando
o homem novamente contra o muro do absurdo.
“Em
verdade, não há sexo, quer carnal, quer emocional, que possa preencher o vazio
hiante de sentido. A resposta erótico-sexual não está à altura da pergunta
existencial-espiritual. Daí a frustração que produz toda sexualidade que se pretenda
plenificante. Forçar artificialmente os limites do prazer é aproximar-se do
abismo. [...] Não que o sexo não possa dar certo sentido à vida. Mas tal
sentido é sempre relativo e precário. Nunca será um sentido consistente, como o
que dá a ética, e menos ainda um sentido transcendente, como o que oferece a
fé. De resto, o sexo mesmo só ganha sentido no horizonte do eros e este, no
horizonte do ágape.”
(O Livro do Sentido, p. 243-247; colaboração:
Frank de Souza Mangabeira)
segunda-feira, julho 07, 2014
Papa defende fim do trabalho aos domingos
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| Argumento ideal para o decreto |
O papa
Francisco lamentou o abandono da tradicional prática cristã de não
trabalhar aos domingos, dizendo que isso tem um impacto negativo na família e
nas amizades. O pontífice viajou no sábado (5) para Molise, uma região rural no
coração do sul da Itália onde o desemprego alto é crônico. Ao dizer que os
pobres precisam de trabalho para poder ter dignidade, Francisco sustentou que a
abertura de lojas e outros negócios aos domingos como uma forma de criar vagas
de trabalho, entretanto, não é benéfica para a sociedade. Francisco disse que a
prioridade deveria ser “não econômica, mas humana”, e que o foco tem de ser
colocado nas relações familiares e de amizade, e não nas comerciais. “Talvez
seja hora de nos perguntarmos se trabalhar aos domingos é liberdade verdadeira”,
afirmou.
O
papa argumentou ainda que passar os domingos com a família e os amigos é um “código
ético” tanto para fiéis como para os que não creem.
Nota:
No que diz respeito ao argumento, o papa Francisco está coberto de razão. As
famílias, de fato, precisam de tempo para cultivar relacionamentos mais
profundos. Os trabalhadores, certamente, têm direito a um dia de descanso. Parar
um dia na semana para priorizar o descanso e os relacionamentos, sem dúvida, é
a proposta ideal para solucionar muitas injustiças sociais. O problema está no
dia proposto. Biblicamente falando (confira aqui),
o sábado sempre foi – é e será – o memorial da criação e sinal de autoridade do
Criador (Ezequiel 20:20). É o verdadeiro dia da família e de descanso,
estabelecido pelo próprio Deus. Séculos atrás, o papado mudou o dia de descanso
do sábado para o domingo e alegou que fez isso pelo suposto poder conferido por
Deus ao pontífice de Roma. Assim, se o sábado é o selo/sinal/memorial da autoridade do Criador, o domingo é o sinal da autoridade papal, humana. A lei de Deus – os dez mandamentos escritos em
tábuas de pedra pelo próprio Criador do Universo (Êxodo 20) – é eterna e
imutável como o próprio Legislador que a deu à humanidade (Mateus 5:17, 18). A
principal justificativa dada para a mudança do dia de guarda tem sido a
ressurreição de Cristo no domingo. Ocorre que não há uma passagem sequer – nem uma!
– dizendo que Jesus teria mudado o dia de guarda do sábado para o domingo, quer
antes, quer depois da ressurreição – tanto é que Seus seguidores, incluindo a
mãe dEle, Maria, os discípulos e o apóstolo Paulo, continuaram guardando o
sábado após a morte e a ascensão do Mestre (confira). A “justificativa” para o descanso
dominical, agora, é mais sutil e adaptada a esta época secularizada. Além do argumento ECOmênico de salvar o planeta (o papa Bento sugeriu que o domingo fosse usado como um dia de “baixo carbono”), há também
essa pregação de Francisco em favor dos trabalhadores, da família e da liberdade. Quem, em
são juízo, poderá argumentar contra essa proposta maravilhosa? E a minoria que insistir
na santificação do sábado (por ser fiel à Palavra de Deus), será vista como “inimiga
da sociedade”, teimosa, radical, fundamentalista, etc. Apoio à proposta papal
já existe por parte do Parlamento Europeu (confira) e em algumas cidades, como em Santa Maria, RS, por exemplo (confira). Portanto, está mais fácil do que nunca a imposição de um dia de descanso que
terá aceitação universal. [MB]
Malévola, ou a falsificação do bem
segunda-feira, julho 07, 2014
mídia
[...]
Fui [Nivaldo Cordeiro] assistir ao filme “Malévola”, dirigido por Robert
Stromberg e estrelado por Angelina Jolie. Nele vi o contrário do que espero do
cinema. Esse diretor é também autor da fábula ambientalista “Avatar”, outra porcaria produzida pela perfeição
tecnológica. O filme “Malévola” virou uma página de propaganda do feminismo
mais rasteiro e rancoroso. O belíssimo conto de fadas do francês Charles
Perrault, “A Bela Adormecida”, teve sua mensagem violentada ao sabor dos
preconceitos descarados dos militantes e das militantes feministas. As
figuras masculinas da história foram reduzidas a caricaturas grotescas. Os
homens ou são maus ou são fracos ou ambas as coisas. O poder masculino é
supostamente falso, o poder feminino é verdadeiro, segundo essa versão
falsificada do conto de fadas. Mas a má intenção do autor do filme está muito
bem expressa no desfecho: o beijo salvador do conto original não pode acontecer
para essa gente porque é a exaltação da união natural entre o homem e a mulher,
levando ao matrimônio e à família. É claro que o príncipe que aparece é um
perfeito bocó e seu beijo, inútil. É como se não pudesse haver amor verdadeiro
entre um homem e uma mulher, como é expresso nas falas repetidas vezes: “O amor
verdadeiro não existe.”
Amor
verdadeiro só entre duas fêmeas. Eu quase achei que Malévola ia beijar a bela
que dormia nos lábios. Não tiveram coragem para isso ou os produtores
impediram, pois afinal as vítimas pagantes de bilheteria são, em sua maioria,
infanto-juvenis. Ficaria um pouco demais, não é mesmo? Mas esse é certamente o
enredo que as feministas mais radicais defenderiam.
A
maldade do diretor não se esgota nessa falsificação do original e da própria
essência humana retratada no conto de fadas de Perrault. Vemos, com toda força,
a exaltação da tese gnóstica de que o bem precisa do mal para existir. Jung
certamente adoraria o enredo do filme, assim como Goethe. Malévola é aquela que
quer praticar o mal e acaba por praticar o bem, não é bonitinho? Assim, o bem
depende do mal. A velha gnose de sempre. Nesse sentido, o filme é
aterradoramente anticristão.
A
figura do corvo que acompanha Malévola é o próprio emblema de Satã, sua ave
totêmica. Malévola o faz transformar-se em homem, que passa a ser seu escravo e
pau para toda obra. O sonho dourado das feministas.
Malévola
é a bruxa má resgatada de sua maldade e posta a “amar”. A suma de todo ódio e
rancor é transformada em seu oposto. Essa é a crença essencial da modernidade e
que tem se substituído ao cristianismo. Está em toda parte. O filme apenas dá
uma roupagem feminista, mas o essencial da sua mensagem é a exaltação
“benéfica” do maléfico.
O
grande público se encanta e se engana com o emprego da belíssima técnica de
filmagem empregada, à perfeição. Mas a embalagem linda esconde apenas veneno.
Uma vez na sala de cinema, apagadas as luzes, os jovens expectadores são
submetidos a mais sórdida mentira, vigarice, enganação e falsificação de que é
capaz um ser humano. Um estupro intelectual sob belas imagens.
domingo, julho 06, 2014
sábado, julho 05, 2014
“Planetas semelhantes à Terra” são descartados
sábado, julho 05, 2014
astronomia
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| Especulação e show midiático |
Cientistas
dos Estados Unidos informaram na quinta-feira que dois planetas distantes,
mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam
que pudessem abrigar vida inteligente, na verdade, não existem e
foram confundidos com manchas solares. O polêmico par de planetas, denominados Gliese
d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de
planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por
astrônomos. Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um
telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de “velocidade
radial Doppler”, na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese
581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus
comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a massa de um planeta. Mas
astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia agora descobriram que Gliese
581 g e d não eram planetas, apenas um sinal confuso de uma estrela.
“O
que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por
uma atividade estelar”, disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado
na revista Science e
professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.
Em
outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido
no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que “a
intensa atividade magnética estelar [...] criou falsos sinais planetários para
(Gliese) d e g”. Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro
planeta, Gliese f.
Os
astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa,
observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela.
Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta,
mas não a massa. Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade
radial Doppler.
“Os
astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas
similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às
suas estrelas)”, disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da
Pensilvânia e que não participou do estudo.
Mahadevan
disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas
semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.
Nota:
Banho de água fria nos especuladores e na mídia que faz um estardalhaço cada
vez que se descobre uma “nova Terra”. E o trabalho publicado na Science, como fica? O Dr. Marcos Eberlin
já havia apontado aqui a grande dificuldade em se ter um planeta como o nosso,
e que essas dificuldades não podem ser resolvidas com simples blá, blá, blá. [MB]
sexta-feira, julho 04, 2014
quinta-feira, julho 03, 2014
Os evolucionistas estão investindo nas crianças
quinta-feira, julho 03, 2014
criacionismo, educação
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| Reino Unido contra o criacionismo |
A
recente decisão do governo do Reino Unido de proibir o ensino do criacionismo
em escolas e universidades públicas mostra que, com o passar do tempo e o
acirramento da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo, cientistas
evolucionistas e religiosos liberais vão se aproximando cada vez mais e
hostilizando o grupo dos que defendem o relato da criação como registrado no
livro bíblico de Gênesis. Mesmo as escolas vinculadas a igrejas estão sendo “motivadas”
a adotar um “currículo mais amplo e equilibrado”. Traduzindo: um currículo que
inclua a teoria da evolução desde as séries iniciais, preparando, assim, as
crianças para aceitar a teoria de Darwin.
O
governo do Reino Unido diz que, como não está de acordo com as evidências e
consensos científicos, o criacionismo “não deve ser apresentado aos alunos como
uma teoria científica”. Como diz o ditado, toda generalização é burra. E aqui
parece que, uma vez mais, não interessa detalhar o problema. De fato, o
criacionismo não deve ser apresentado como uma “teoria científica”, já que tem
fundamentos religiosos, mas dizer que ele não conta com evidências científicas
é “forçar a barra”. O que dizer da existência de informação complexa e
específica que sempre depende de uma fonte informante? O que dizer da
impossibilidade de as mutações darem origem a novos órgãos funcionais e novos
planos corporais? O que dizer da incapacidade de a seleção natural explicar a
existência do mais apto? (Ela só explica a sobrevivência
do mais apto, não como teria “surgido”
esse mais apto.) O que dizer dos sistemas de complexidade irredutível que
precisavam funcionar perfeitamente bem desde que foram criados, sob o risco de
não haver vida depois para “contar a história”? O que dizer da constatação de
que as “camadas” da coluna geológica são, em geral, plano-paralelas, sem
evidência de erosão entre elas, o que sugere uma formação rápida e
catastrófica? O que dizer da imensa quantidade de fósseis de dinossauros
descobertos em todos os continentes, com evidências de que foram mortos sob
água e lama, em estado de agonia? O que dizer de mais um monte de evidências
que não “fecham a conta” quando o assunto é evolucionismo? Jogar tudo isso para
debaixo do tapete e fingir que elas não existem?
Outra
coisa: se o criacionismo não deve ser ensinado nas escolas por não ser
“científico”, o macroevolucionismo também não deveria, pois é essencialmente
filosófico, metafísico. Como assim? Macro ou megaevolução é a hipótese segundo
a qual a vida teria surgido da não vida, num mar primordial, há bilhões de
anos. Essa forma de vida rudimentar, num “passe de mágica”, precisou “adquirir”
complexidade (o que significa receber não se sabe de onde grande quantidade de
informação genética para dar origem a órgãos antes inexistentes, como os
sistemas reprodutores masculino e feminino, por exemplo, que deveriam “surgir”
em dois organismos distintos, simultaneamente, no mesmo espaço geográfico, e
tornar esses seres diferenciados compatíveis e capazes de gerar uma nova forma
de vida igualmente sexuada). Assim, de uma “célula primordial” (e olha que uma
célula, por mais simples que se possa concebê-la, já é ultracomplexa) teriam se
originado todas as formas de vida, desde uma árvore até um ser humano, passando
pelas aves, os insetos e as baleias. Isso não é científico. Isso não é empiricamente
observável. Não há evidências conclusivas a esse respeito. Tanto é assim que,
se você perguntar a um evolucionista quais são as evidências reais da evolução,
ele citará as bactérias que adquirem resistência a antibióticos ou a variação
nos tentilhões das ilhas Galápagos, “esquecendo-se” de que depois de muitos
anos de observação, pesquisa, mutações e adaptações, as bactérias continuam
sendo bactérias e os passarinhos de Darwin continuam sendo passarinhos. Dar
evidências de microevolução para sustentar a macro não vale. Mas quem explica
isso? A mídia é que não. E o governo do Reino Unido muito menos.
O
documento do governo considera como criacionismo “qualquer doutrina ou teoria que
sustenta que os processos biológicos naturais não podem explicar a história, a
diversidade e a complexidade da vida na Terra e, portanto, rejeita a teoria
científica da evolução”. Note como é capcioso o tal documento: criacionismo é doutrina (religião), enquanto
evolucionismo é ciência. Já vimos que
a coisa não é tão simples. Ambos os modelos (criacionista e evolucionista) têm
componentes científicos e metafísicos. Mas é conveniente que se polarize a
discussão como sendo ciência versus
religião, e assim eles blindam o evolucionismo de qualquer crítica.
Segundo
matéria publicada no jornal O Globo,
“a crença religiosa segundo a qual a vida e o planeta Terra teriam sido criados
por Deus em seis dias vem alimentando polêmica em diversos países nos últimos
anos [ou seja, os criacionistas que creem nos seis dias são os polêmicos, personas non gratas; e serão cada vez
mais vistos dessa forma...]. Em alguns casos, a teoria chegou a ganhar novas
roupagens, como o chamado ‘design
inteligente’ [e nem adianta querer explicar que design inteligente não é criacionismo]. Em resposta, cientistas
passaram a defender que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, fosse ensinada
às crianças a partir dos cinco anos”.
Ou
seja, para fazer frente ao criacionismo, o negócio é doutrinar as crianças em
evolução, justamente numa idade em que elas acreditam sem questionar. O foco
deles é a nova geração. Portanto, que os criacionistas cuidem da deles.
Michelson Borges
Adventistas colombianos realizam “Caravana da Criação”
quinta-feira, julho 03, 2014
adventismo, criacionismo
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| Evento chamou atenção para a Bíblia |
El
mensaje de la creación en el libro de Génesis nos habla que Dios creó un lugar
especial para que los seres humanos vivieran y prosperaran, y un día especial,
el sábado, para que estuvieran en comunión con él. Aun hoy Dios demuestra su
deseo de tener una relación con nosotros y prepara todo para que un día a la
semana, el sábado, dejemos a un lado nuestras ocupaciones y estemos en comunión
con él. En el año que la Iglesia Adventista el Séptimo Día a nivel mundial ha
determinado como el año de la Creación, la Iglesia Adventista de Cúcuta y
municipios vecinos, se reunió para realizar la denominada Caravana de la
Creación en las principales calles de la ciudad, que es sede de la Asociación
del Noreste Colombiano. El objetivo: destacar la creencia en el relato bíblico
de la creación, y en el sábado como día de reposo.
Cúcuta
es ciudad frontera con Venezuela. Es el puente Simón Bolívar el que une la
capital del departamento de Norte de Santander, en Colombia, con San Antonio,
del lado venezolano, por encima del río Táchira. Así, los adventistas de esta
ciudad están en constante contacto con el pueblo venezolano, y aprovechan cada
oportunidad, como la del pasado 7 de junio, para testificar.
La
Caravana de la Creación contó con la participación de los 9 distritos que
componen el área metropolitana de Cúcuta. Así, cada distrito fue encargado de
elaborar creativamente una carroza sobre uno de los días de la creación.
Además los adventistas vistieron camisetas de colores con el mensaje
“Sábado, este es mi Día”.
El
recorrido de la caravana comenzó a las 2 de la tarde y estuvo compuesta, así:
al frente una carroza alusiva a uno de los días de la creación, seguida de una
chiva llena de adventistas, 30 motos y 7 automóviles.
“El
tráfico paraba al paso de la caravana. Las miradas de sorpresa de los
habitantes de la frontera y las preguntas no se hicieron esperar. Los hermanos
compartieron esperanza con cientos de folletos alusivos al sábado que fueron
entregados a los habitantes de la ciudad”, cuenta Eliana Pedrozo, adventista en
Cúcuta.
Mientras
se realizaba el recorrido de la caravana, que duró cerca de 2 horas, un grupo
de adventistas en 30 bicicletas preparadas con mensajes referentes a la
creación, visitaron la ciudadela La Libertad, uno de los sectores más populares
de la ciudad donde habitan cerca de 100 mil personas.
La
caravana, que terminó en la Plaza de Banderas, luego se dirigió a las
instalaciones del Colegio Adventista Libertad para el inicio de una campaña
evangelística a la que fueron invitados amigos y personas antes y durante el
recorrido.
El
evento estuvo apoyado y promocionado por la emisora radial adventista “La Voz
Internacional”, que transmite desde la ciudad venezolana de Ureña, y que con su
señal alcanza a cubrir toda Cúcuta.
El
domingo, 8 de junio, desde muy temprano las carrozas, que habían desfilado el
sábado, se ubicaron en el sector del Malecón, una zona que los domingos recibe
un importante flujo de visitantes. Ese día la Iglesia adventista realizó, por
segunda vez, el Expo-Creación.
“Todas
las personas que estaban en el malecón fueron invitadas a participar del
Expo-Creación. La mayoría de ellas quedaron impresionadas al escuchar el relato
de la creación que los lleva desde el primero hasta el último día explicándoles
en detalle cada evento y especialmente el último que resalta el sábado como un
día de Esperanza”, destacó el pastor Raúl Torra, líder de comunicación de la
Asociación del Noreste Colombiano.
Los
líderes de la Asociación enfatizaron que la Caravana de la Creación fue una
oportunidad de testificación en la que los adventistas demostraron su
compromiso y disposición para unirse a fin de participar y apoyar las
actividades de la Iglesia Adventista en esta región del país.
Nota: Parabéns aos irmãos colombianos! Bem que essa ideia poderia ser replicada em todos os países da América do Sul...
Criança judia em propagandas nazistas
quinta-feira, julho 03, 2014
história
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| Uma perfeita "ariana" |
Hessy
Taft é este lindo bebê que aparece na foto [ao lado]. A imagem foi usada em uma
propaganda nazista para mostrar como seria o “bebê ariano perfeito”. Mas Hessy
Taft é de família judia. “Eu dou risada disso hoje, mas se, na época, os
nazistas descobrissem, eu não estaria viva”, contou Taft, em entrevista ao
jornal alemão Bild. Na época da foto,
Hessy tinha seis meses - hoje, está com 80 anos. Mas como uma foto de um
bebê judeu foi parar em uma propaganda nazista? A mãe de
Hessy, Pauline Levinsons, levou sua filha para tirar um retrato em 1935,
na cidade de Berlim. O fotógrafo, Hans Ballin, enviou a imagem para uma revista
de propaganda nazista “para a família”, a Sonne ins Hause. E a foto foi parar na capa. Confrontado
posteriormente pelos Levinsons, Ballin admitiu que inscreveu de propósito a
foto de Hessy em um concurso para eleger o bebê ariano mais bonito. “Queria
fazer os nazistas parecerem ridículos”, teria dito o fotógrafo.
Missão
cumprida. A foto de Hessy não apenas foi publicada na revista, como também em
cartões postais com mensagens nazistas. Diz a “lenda” que a foto teria sido
especialmente selecionada pelo Ministro de Propaganda nazista, Joseph Goebbels.
E
Hessy? Por medo de descobrirem a farsa, a família da garota a manteve escondida
durante sua infância inteira. Afinal, se os nazistas reconhecessem a criança,
isso significaria morte certa. Por sorte, eles nunca ficaram sabendo.
(Galileu)
quarta-feira, julho 02, 2014
Hawking e Mlodinow sem querer defendem o Criador
quarta-feira, julho 02, 2014
cosmologia, filosofia
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| Hawking e Mlodinow |
Há
um velho ditado que diz: “Dê muita corda a alguém e ele vai se enforcar.”
A ideia é que, se alguém está errado ou mentindo, quanto mais o tempo passa,
mais óbvio isso se torna presente. Bem, a Bantam Books deu a Stephen Hawking e
Leonard Mlodinow toda a corda que eles queriam, e o resultado é The Grand Design (O grande
projeto), um novo livro no qual eles argumentam contra a necessidade (e a
existência) de Deus. Aqui está o núcleo de seu argumento: “[Assim], como Darwin
e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida
poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso
pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente
que fez o Universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o Universo
pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual
existe algo em vez de nada, por que o Universo existe, por que nós existimos.”
Eles,
então, explicam a teoria básica por trás do “multiverso”, que pressupõe a
existência de múltiplos universos: “De acordo com a teoria-M, o nosso não é o
único Universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram
criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus
sobrenatural. Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis
físicas.”
Vamos
deixar de lado a questão da teoria do “multiverso”, que John Haldane aborda em First Things. Hawking e Mlodinow
fizeram um trabalho completamente suficiente de derrotar seu próprio argumento.
Vamos simplesmente delinear suas três principais afirmações acima:
Afirmação 1:
a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, inclusive
o Universo (“a criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de
nada, por que o Universo existe”). Isso se aplica a todos os universos, o que
significa que se aplica a todo o multiverso.
Afirmação 2:
a criação espontânea exige a lei da gravidade (“como existe a lei da gravidade,
o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada”; “Antes, esses múltiplos
universos surgem naturalmente pelas leis físicas”).
Afirmação 3:
a multidão de universos é responsável pela produção de afinadas leis
físicas (“O conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis
físicas”).
Reduzido
a seu núcleo, o argumento se parece com isto:
O
problema, é claro, é que isso é circular. Você não pode ter um universo sem que
seja criado; você não pode ter criação espontânea sem as leis físicas, e você
não pode ter as leis físicas sem um universo.
Como
Hawking e Mlodinow admitiram, sem criação, não há nada. Para se ter qualquer
coisa – um universo, um multiverso, a lei da gravidade “bem afinados” pelas
leis da física, qualquer coisa –, você tem que primeiro ter a criação. E eles
mostraram de forma bastante eficaz que a criação “espontânea” é
impossível, uma vez que exige as leis físicas, como a lei da gravidade.
Então, eles mesmos estabelecem que houve uma criação, e que o
universo/multiverso não pode (e não podia) criar a si mesmo.
Desse
ponto de vista, parece que as duas únicas possibilidades são “Deus” ou o “um
absurdo e irracional argumento circular”. Hawking e Mlodinow podem ser físicos
brilhantes, mas pelo menos nesse livro se apresentam como filósofos e lógicos
pobres. Seus esforços fúteis para delinear uma história da criação ateísta dá
mais credibilidade ao teísmo do que o ateísmo.
(Strange Notions, via
Logo Apologética)
E-mails que nos alegram (48)
quarta-feira, julho 02, 2014
“Olá,
Michelson! Este ano tive a felicidade de conhecer a rede Novo Tempo. Quanta luz
recebi e recebo! Agora estou frequentando a igreja adventista do sétimo dia da
minha cidade e a cada dia me sinto melhor por andar nesse caminho. Ao
acompanhar as programações da rede, vi algumas participações suas (no Sem Tabus
e no Vida e Saúde). Pude crescer mais um pouco. Ouvi muitas vezes o convite
para acessarmos o seu blog Criacionismo. Na última vez que ouvi, acessei. Fiquei
admirada com o conteúdo! Quanta informação boa e que nos serve de ‘fermento’
para uma vida melhor! Há tempos, oro a Deus para que Ele me dê forças para me libertar do meu gosto
musical (músicas mais antigas, precisamente rock
e mpb), porque achava que não fazia mal, que isso ‘não tinha nada a ver’. Mas
percebi que, para seguir o caminho de Cristo, precisamos deixar muita coisa
para trás; e a música é uma delas. Ao navegar por seu blog, cheguei ao vídeo de
uma palestra sua: ‘O Poder da Música’. Ui! Foi direto na minha ferida: Legião
Urbana. Mas segui firme e, no final, realmente percebi que essas músicas não
fazem bem, pelo contrário, atrasam mais o crescimento espiritual. Até tinha este
pensamento: ‘Ouça uma música triste para se alegrar.’ Alegrar o quê? Hoje eu
consigo ver que me entristecia mais ainda. Deus, por meio de você, me mostrou
que eu tenho um real motivo para não mais trazer isso para mim e para minha
casa. E quando penso em ouvir o Renato e outros cantores, penso em uma música e
começo a analisá-la, desisto. O senso crítico está se desenvolvendo (rs)! Estou
lhe enviando este e-mail para que você saiba da diferença que fez em uma
leitora. Estou encantada com seu blog. Tem assunto sobre tudo e para todos,
sempre em favor do crescimento espiritual, para termos maior comunhão com
Cristo Jesus.”
(Angélica Boaventura
Silva, Guanhães, MG)
terça-feira, julho 01, 2014
Querem ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller
terça-feira, julho 01, 2014
química
![]() |
| Miller e sua "sopa orgânica" |
Neste
artigo, publicado recentemente na Angewandte
Chemie International Edition, os autores tentam ressuscitar o experimento morto de Urey-Miller sobre a origem da vida: “A Plausible Simultaneous
Synthesis of Amino Acids and Simple Peptides on the Primordial Earth”, Eric T.
Parker, Dr. Manshui Zhou, Dr. Aaron S. Burton, Dr. Daniel P. Glavin, Dr. Jason
P. Dworkin, Prof. Dr. Ramanarayanan Krishnamurthy, Prof. Dr. Facundo M.
Fernández and Prof. Dr. Jeffrey L. Bada. Article first published online: 25 JUN
2014, DOI: 10.1002/anie.201403683.
Abstract: Following
his seminal work in 1953, Stanley Miller conducted an experiment in 1958 to
study the polymerization of amino acids under simulated early Earth conditions.
In the experiment, Miller sparked a gas mixture of CH4, NH3, and H2O, while
intermittently adding the plausible prebiotic condensing reagent cyanamide. For
unknown reasons, an analysis of the samples was not reported. We analyzed the
archived samples for amino acids, dipeptides, and diketopiperazines by liquid
chromatography, ion mobility spectrometry, and mass spectrometry. A dozen amino
acids, 10 glycine-containing dipeptides, and 3 glycine-containing diketopiperazines
were detected. Miller’s experiment was repeated and similar polymerization
products were observed. Aqueous heating experiments indicate that Strecker
synthesis intermediates play a key role in facilitating polymerization. These
results highlight the potential importance of condensing reagents in generating
diversity within the prebiotic chemical inventory.
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/anie.201403683/abstract
As críticas antigas
de Jonathan Wells ao experimento de Urey-Miller
ainda se aplicam:
1.
Os pesquisadores ainda usaram os gases errados: metano, amônia e vapor d’água.
Há décadas, os geoquímicos não têm considerado a probabilidade de que esses
gases tenham sido abundantes na atmosfera da Terra primitiva.
2.
Os pesquisadores ainda ignoraram a presença de oxigênio, que destrói os
produtos desejados. Wells explicou que o oxigênio, provavelmente, era abundante
devido à fotodissociação da água na atmosfera. O oxigênio permaneceria,
enquanto o hidrogênio escaparia rapidamente para o espaço.
3.
Mesmo que traços de quantidades de amônia ou metano e outros gases redutores
estivessem presentes, eles teriam sido destruídos rapidamente pela radiação
ultravioleta.
4.
Nenhum aminoácido tem sido criado em experimentos de descarga de faíscas usando
uma atmosfera real de nitrogênio, dióxido de carbono e vapor d’água, mesmo na
ausência de oxigênio.
5. Os aminoácidos produzidos eram racêmicos (misturas
de formas dextrogiras e levogiras). Fora as raras exceções, a vida usa somente
a forma levogira. Os astrobiólogos precisam explicar como o primeiro
replicador isolou uma mão daquela mistura, ou como inicialmente obteve função
de formas misturadas de aminoácidos, e depois mais tarde as converteu em formas
únicas de mãos. Nenhuma dessas possibilidades é plausível para processos
naturais não guiados – especialmente quando a seleção natural não estaria
disponível até que a replicação exata fosse alcançada.
6.
Reações cruzadas indesejáveis com outros produtos gerariam alcatrão, destruindo
os aminoácidos. Somente isolando os produtos desejados (uma forma de
interferência do investigador – alguém poderia chamar de design inteligente) é que eles poderiam reivindicar sucesso
parcial.
7.
Os aminoácidos tendem a se desfazer em água e não a se juntar. Sob as melhores
condições com cianamida, Bada e Parker somente obtiveram dipeptídeos. Ciclos
repetidos de molhar e secar teriam que ser imaginados para a polimerização, mas
muitos astrobiólogos hoje em dia pensam que a vida se originou nas fontes
hidrotermais profundas.
8.
Os reagentes desejados seriam extremamente diluídos nos oceanos sem plausíveis
mecanismos de concentração. Mesmo assim, eles se dispersariam sem os vasos
plausíveis como as membranas celulares, para mantê-los próximos.
9.
Os polipeptídeos sem vida não iriam a lugar nenhum sem um código genético para
conduzi-los.
10.
Os experimentos de Urey-Miller não podem falar da origem de outras moléculas
complexas necessárias para a vida: ácidos nucleicos, açúcares e lipídios.
Algumas dessas moléculas complexas exigem condições muito diferentes
do que as retratadas para a síntese de aminoácidos: e.g., um ambiente
deserto com boro para a síntese da ribose (essencial para o RNA).
O
experimento de Urey-Miller sobre a origem da vida pode ser uma teoria bonita
para alguns, mas como Thomas Huxley bem salientou, muitas teorias bonitas foram
mortas somente por um fato feio. Nós acabamos de lhe apresentar dez fatos feios
que matam o ícone do experimento de Urey-Miller.
Esse
morto não vai ressuscitar!
(Baseado em material publicado por
teóricos do DI, via Desafiando a Nomenklatura Científica)
Videogames feitos para viciar
terça-feira, julho 01, 2014
comportamento, tecnologia
![]() |
| Horas e mais horas desperdiçadas |
Sobre o tabuleiro se
podem ver dezenas de doces diferentes. A tarefa é juntar os que têm a mesma
cor, mas há obstáculos e truques para conseguir ao longo dos 400 níveis. Muitos
passam incontáveis horas jogando e alguns chegam a gastar centenas de dólares
com isso. Candy Crush Saga, o jogo mais popular da história do Facebook, é
jogado mais de 600 milhões de vezes por dia, por 50 milhões de usuários. Ele
apareceu no vídeo mais recente do famoso cantor sul-coreano Psy, foi o jogo
mais baixado em dispositivos Apple e Android nos últimos meses e, para milhares
que se manifestam em blogs e redes sociais, é um vício irresistível. Há quem
afirme que seus antecessores são Tetris e o jogo da cobra dos celulares Nokia,
mas seu parente mais próximo é Bejeweled, de 2001, que consiste em ordenar
diamantes da mesma cor.
Lançado em novembro de
2012 e desenvolvido pela empresa King, o Candy Crush Saga gera mais de US$ 600
mil (R$ 1,3 milhão) ao dia - segundo dados não oficiais - através das “ajudas”
que os usuários podem comprar para passar de níveis mais difíceis. Os criadores
insistem que é possível completar o jogo sem pagar nada, mas acredita-se que as
ferramentas sejam fonte de milhões de dólares para a empresa, que não revela
números.
Como em muitos jogos do
tipo, a tarefa do Candy Crush parece simples: ordenar os elementos e passar de
nível. No entanto, ele é feito com características diferentes para estimular o
vício nos jogadores.
Para o professor de
psicologia e ciências cognitivas Tom Stafford, da Universidade de Sheffield, na
Grã-Bretanha, o vício em Candy Crush se relaciona a um fenômeno psicológico
chamado efeito Zeigarnik. O psicólogo russo Bluma Zeigarnik dizia que os
garçons costumam ter uma memória impressionante para lembrar-se dos pedidos,
mas só até que os cumprem. Uma vez que a comida e a bebida são levadas até a
mesa, eles se esquecem completamente de algo que sabiam momentos antes.
“Zeigarnik deu nome a
todos os problemas em que uma tarefa incompleta fica fixada na memória. E Candy
Crush gera uma tarefa incompleta”, disse Stafford à BBC. Cada tabuleiro - ou
cada nível - é uma tarefa que o jogador sente a urgência de resolver, como
acontece com jogos de perguntas ou dúvidas que aparecem em uma conversa e que é
preciso ir à Wikipedia imediatamente: a pessoa não descansa até que saiba a
resposta.
Mas o Candy Crush dá
aos jogadores cinco vidas por nível e, se elas acabam, é preciso esperar 30
minutos para voltar a jogar. É meia hora durante a qual o problema fica sem resolução.
“A lógica dos 30 minutos reforça a psicologia de que você tem que jogar todos
os dias”, afirma Jude Gomila, da consultora de videogames Heyzap.
O jogo é hospedado pelo
Facebook, o maior site de rede social do mundo, mas também está em todos os dispositivos
da Apple ou com sistema Android, o que permite parar de jogá-lo em uma
plataforma e retomá-lo em outra. Por isso, muitos o defendem com o argumento de
que “(o jogo) nunca te deixa sozinho”. “É o primeiro jogo que realmente
interconecta diferentes plataformas. Se você fica sem bateria no iPad, pode ir
para o celular e, se cansa do celular, pode ir ao computador”, diz Gomila.
Os jogadores podem
compartilhar não somente seus resultados no Facebook, mas também ferramentas e
vidas. Assim que a pessoa publica seus resultados, pode ver a comparação entre
seu progresso e o de seus amigos na rede social.
“Não há nenhum prêmio
nesse jogo além da satisfação de suspeitar que suas habilidades para juntar doces
são maiores que as dos seus amigos”, diz o crítico cultural June Thomas, da
revista eletrônica americana Slate.
O vício em Candy Crush
deu origem a uma série de piadas na internet, mas os diversos casos nos últimos
anos de adolescentes que morreram após longas jornadas de uso de videogames provam que a ludomania (vício
em jogos) é um problema sério.
Nas redes sociais já
circulam fotos de um suposto centro de reabilitação para viciados em Candy
Crush - uma piada que diz muito sobre o alcance do fenômeno.
(BBC Brasil)
“Todas as energias de Satanás são postas em operação para prender a atenção em diversões fúteis, e ele está conseguindo seu objetivo. Está interpondo seus artifícios entre Deus e a pessoa. Ele forjará divertimentos a fim de impedir os homens de pensarem a respeito de Deus. Cheio de esporte e do amor do prazer, o mundo está de contínuo sedento de alguma novidade; quão pouco tempo e pensamento, no entanto, se dedicam ao Criador dos céus e da Terra!” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 456).
“Todas as energias de Satanás são postas em operação para prender a atenção em diversões fúteis, e ele está conseguindo seu objetivo. Está interpondo seus artifícios entre Deus e a pessoa. Ele forjará divertimentos a fim de impedir os homens de pensarem a respeito de Deus. Cheio de esporte e do amor do prazer, o mundo está de contínuo sedento de alguma novidade; quão pouco tempo e pensamento, no entanto, se dedicam ao Criador dos céus e da Terra!” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 456).
E-mails que nos alegram (47)
terça-feira, julho 01, 2014
“Caro
Michelson, me chamo Victor, tenho 17 anos, sou pré-universitário e um grande admirador
seu. Em abril de 2013, tomei a decisão mais importante da minha vida: aceitei a
Jesus. Com o tempo, o Espírito Santo colocou em mim um desejo de conhecer a
Bíblia, que foi crescendo ao longo do tempo. Durante meses lendo a Bíblia,
diversos questionamentos a respeito dela me vieram à cabeça: Será mesmo que a
Bíblia é verdadeira? A ciência e a Bíblia estão em harmonia? O que a Bíblia tem
de diferente (especial) em relação a outras religiões? Essas e outras questões sempre
‘cutucaram’ minha orelha, contudo, Mateus 24 estava sempre em minha mente.
Talvez, ver as profecias ditas por Jesus há dois mil anos e se cumprindo nos dias
de hoje tenha sido a única corrente em que apoiei minha fé (além, é claro, dos
testemunhos). Nesse tempo, eu já havia posto em prática algo você diz em seu blog
(antes mesmo de conhecê-lo): uma dúvida é saudável, desde que se vá atrás de
respostas em vez de transformá-la em descrença.
“Depois
de um tempo, tive contato com materiais publicados na internet sobre
apologética e também sobre darwinismo e criacionismo. Quando comecei a ver que
era possível conciliar fé com razão, fiquei extremamente feliz por encontrar
Deus também na ciência. Meses depois, meus estudos sobre profecia e escatologia
me fizeram começar a ter contato com a mensagem adventista. Nessa época, já
assistia à TV Novo Tempo, e foi aí que encontrei
você.
“Em
um dos episódios do programa ‘Minha Vez’, você havia sido convidado para falar
sobre tema ‘evolução’. Nesse episódio, havia sido mencionado seu blog e,
curioso, fui dar uma olhada. Ao ser surpreendido pela imensa quantidade de
material de primeira qualidade que você publica (em contraste com os primeiros
materiais com que tive contato), fiquei horas e horas durante vários dias lendo
as postagens, e tive minha fé renovada a cada página lida.
“Hoje
eu tenho mais de 500 links do seu
blog salvos nos meus ‘Favoritos’; já li dois de seus livros (A História da Vida [meu preferido] e Por Que Creio). Estudo a Bíblia com
muita felicidade por saber que sou criatura e filho de um Deus que Se revela
não só na Bíblia, mas também na arqueologia e na ciência – apesar de meus temas
preferidos ainda serem a história da redenção e as três mensagens angélicas.
“Em
resumo: graças a você e, é claro, a Deus, hoje sei que é impossível que o mundo
não tenha sido criado por um Deus pessoal e amoroso, que ama Suas criaturas. Portando,
obrigado, Michelson, por seu maravilhoso trabalho. Louvado seja Deus por sua
vida, meu caro irmão!”
(Victor Chaves Moreira)






































