segunda-feira, setembro 15, 2014

Bactérias evoluem para resistir a antibióticos?

Evolução ou simples adaptação?
É frequente nas aulas de Biologia se alegar que “a evolução já foi observada” em certos micróbios-germes uma vez que, com o passar do tempo, eles passam a resistir a certos antibióticos. Por exemplo, atualmente a penicilina é globalmente menos eficaz do que era no passado. Como consequência disso, foi necessário desenvolver drogas mais fortes e mais potentes, cada uma delas com benefícios iniciais, mas que, com o passar do tempo, são substituídas por drogas ainda mais potentes. Hoje em dia, os “supergermes” desafiam o tratamento. Pode-se perguntar: Será que esses germes unicelulares “evoluíram”? E será que isso prova que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas?

Como é normal, temos que distinguir a variação, a adaptação e a recombinação de traços já existentes (a erradamente chamada “microevolução”), do aparecimento de novos genes, novas partes corporais e novos traços (isto é, macroevolução, que é a evolução que todos têm em mente). Uma vez que cada espécie de germes continuou a ser da mesma espécie e nada de novo foi produzido, então a resposta é “não”, os germes não evoluíram e a resistência aos antibióticos não confirma a tese de que organismos unicelulares evoluíram para plantas e pessoas.

Eis aqui a forma como as coisas funcionam: numa dada população de bactérias, muitos genes se encontram presentes e eles se expressam numa variedade de formas e maneiras. Num ambiente natural, os genes (e os traços) se misturam livremente, mas quando as bactérias se deparam com antibióticos, a maior parte delas morre. Algumas, no entanto, e através de alguma recombinação genética fortuita, têm resistência ao antibiótico.

Aquelas bactérias com essa resistência ao antibiótico passam a ser, consequentemente, as únicas que sobrevivem e as únicas que se reproduzem, fazendo com que todos os seus descendentes tenham dentro de si a mesma resistência antibiótica. Com o passar do tempo, virtualmente todas as bactérias passam a ter a mesma resistência, o que faz com que a população deixe de produzir bactérias sensíveis ao antibiótico (isto é, aquelas que ainda podem ser atacadas pelo antibiótico). Nenhuma informação genética nova foi criada.

Evidentemente, quando a bactéria se encontra sob estresse, alguns micróbios entram em modo de mutação, produzindo rapidamente uma variedade de estirpes, aumentando desde logo as probabilidades de alguma dessas estirpes sobreviver ao estresse. Isso gerou algumas áreas de especulação para os criacionistas, mas ainda vai contra a teoria da evolução. Existe um tremendo alcance de potencial genético já presente na célula, mas a bactéria Escherichia coli antes do estresse e da mutação continua a ser uma bactéia Escherichia coli depois da mutação; uma variação menor ocorreu, mas não houve qualquer tipo de evolução.

Além disso, já ficou provado que a resistência a muitos dos antibióticos modernos já se encontrava presente nas bactérias antes da sua descoberta. No ano de 1845, marinheiros de uma expedição infeliz ao Ártico foram enterrados no “permafrost” e permaneceram profundamente congelados até que seus corpos foram exumados em 1986. A preservação foi tão completa que seis estirpes de bactérias do século 19 encontradas adormecidas dentro do conteúdo dos intestinos dos marinheiros foram ressuscitadas.

Quando essas bactérias do século 19 foram testadas, apurou-se que elas já tinham resistência a muitos antibióticos modernos, incluindo a penicilina (embora alguns desses mesmos antibióticos só tenham sido criados/descobertos bem depois do século 19). Isso demonstra que essa resistência já se encontrava na população das bactérias, e tudo o que essa resistência precisava para ser geneticamente expressa era algum tipo de estresse exterior (por exemplo, exposição a um tipo de antibiótico).

Uma vez que a resistência já se encontrava na população de bactérias antes de ela ser exposta aos antibióticos, isso demonstra também que a resistência não foi “evolução em ação”, mas, sim, uma recombinação de informação genética que já existia ANTES de a bactéria se deparar com esse antibiótico. Esses traços obviamente já estavam presentes antes da descoberta dos antibióticos, e, então, a evolução nunca pode ser creditada a um fenômeno que tem uma explicação não evolutiva (Medical Tribune, december 29, 1988, p. 1, 23).

Resumindo: as mutações, as adaptações, a variação, a diversificação, as mudanças populacionais e as transferências genéticas laterais ocorrem, mas nenhum destes fenômenos científicos é contra o criacionismo, e nenhum deles serve de evidência para a tese de que répteis evoluíram para pássaros e que animais terrestres evoluíram para baleias. Qualquer evolucionista que use a resistência aos antibióticos como evidência em favor da teoria da evolução está mentindo, ou desconhece os fatos (ou ambas as coisas).

(ICR, via Darwinismo)

domingo, setembro 14, 2014

Isaac & Charles: Inimigas?

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Livro A Descoberta ajuda jovem com dúvidas

“Tenho 16 anos e, como todo adolescente, passo pela fase das dúvidas. Nasci e cresci em um lar adventista e desde que me entendo como gente meus pais são líderes da igreja. Meu pai é ancião há muito tempo (a maior parte desse tempo como primeiro-ancião) e minha mãe atua no Ministério da Mulher, na Escola Sabatina e em pequenos grupos. Ela também é professora do ensino fundamental no Colégio Adventista. Do último ano para cá, uma série de questionamentos surgiu em minha mente, envolvendo desde política até questões religiosas – e essas eram as maiores e aparentemente mais difíceis de serem respondidas. Quando eu questionava sobre religião com meus pais, eles me diziam: ‘Leia mais a Bíblia.’ Cresci na igreja, conheci todas as histórias de profetas, reis, juízes, discípulos, e nenhuma delas conseguia responder minhas dúvidas, e a da criação era uma delas. Eu não conseguia procurar respostas com outras pessoas. ‘Nasci na igreja, não posso ter essas dúvidas’, eu pensava. Além disso, eu não podia simplesmente falar para meus pais das minhas grandes dúvidas; eu sabia qual seria a resposta deles. Para argumentar sobre a Igreja Adventista em si, eles são ‘craques’, mas, para argumentar sobre a criação e o criacionismo, limitavam-se ao Gênesis, e daquela história eu já sabia. Finalmente, minhas dúvidas acabaram me afastando de Deus e me fizeram duvidar da existência dEle.

“Mas, graças a Deus, meus pais chegaram da Casa Aberta com o livro de sua coautoria, A Descoberta: A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu. Inicialmente, fui atraído pela capa, mas coloquei-o na estante e o esqueci lá por alguns meses. Um dia eu o abri e a cada capítulo fui me envolvendo mais e mais. O enredo que vocês criaram é fantástico! Impossível de não se envolver! Me emocionei duas vezes: no fim do sermão e no reencontro do personagem com o pai dele. Enfim, o livro é fantástico e tirou todas, ABSOLUTAMENTE TODAS as dúvidas que eu tinha. Muito obrigado!”

(Matheus Filipe Dias Ferreira, União dos Palmares, AL)

sábado, setembro 13, 2014

O perigo da intemperança

Para um cristão preocupado com o preparo para a volta de Jesus, a temperança (abster-se do que faz mal e usar judiciosamente o que faz bem) é um meio não apenas de promover a manutenção da saúde, mas de ter uma mente clara a fim de discernir a verdade do erro, de compreender sua condição espiritual, e de perceber os “sinais dos tempos”. O lóbulo frontal é nossa “antena” de conexão com o Céu. Tudo o que comemos, os exercícios físicos que fazemos ou deixamos de fazer, o devido repouso, etc., afetam em maior ou menor grau essa importante região do cérebro.

Ser intemperante traz uma série de desvantagens e inconvenientes, mas o pior deles, sem dúvida, é ter uma mente ofuscada e uma espiritualidade débil e vacilante. O apóstolo Pedro recomenda: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge [ilustrado na animação acima pelos velociraptores], buscando a quem devorar” (1Pd 5:8). Ele vai devorar os despreparados e os indiferentes. Não seja esse o nosso caso. [MB]

sexta-feira, setembro 12, 2014

Participe do tuitaço com a hashtag #sabado

Memorial da criação
Nesta semana, os adventistas do sétimo dia em todo o mundo estudaram, por meio da Lição da Escola Sabatina, o importante tema do sábado bíblico, o quarto mandamento da lei de Deus (Êx 20:8-11). Para marcar esse estudo, sugiro que promovamos no Twitter um tuitaço (publicação de conteúdos em massa) com a hashtag #sabado, bastando para isso tuitar e retuitar frases, textos bíblicos, fotos e links relacionados com o sábado, esse dia especial da semana que serve de memorial da criação de Deus realizada neste planeta em seis dias literais de 24 horas (Gn 2:1-3), e que foi guardado por Jesus, o Criador, quando Ele esteve aqui na Terra (Lc 4:16). Ajude a divulgar esse evento. E, a partir das 18h, participe e convide outros a participar conosco! Seguem abaixo algumas sugestões de tuites, com links encurtados e com a hashtag. Basta copiá-los e colá-los e em seu Twitter, hoje, a partir das 18h (pra não esquecer!).

O verdadeiro dia de descanso http://goo.gl/Iw9IP9 #sabado

Sábado: feito para o ser humano http://goo.gl/2EA66E #sabado

Entrevista com o Dr. Alberto Timm sobre o sábado http://goo.gl/QmYzwk #sabado

A verdade sobre o sábado (em dois minutos) http://goo.gl/AohVl9 #sabado

Testemunho de um jogador adventista http://goo.gl/3nUEh2 #sabado

Donald Trump respeita quem guarda o sábado http://goo.gl/TS4o0Y #sabado

O sábado e o criacionismo http://goo.gl/MYjoDY #sabado

Cineasta adventista fala sobre o sábado em entrevista http://goo.gl/AnIO6l #sabado

O padre que guardou o sábado http://goo.gl/2Zex03 #sabado

Documento da IASD sobre a observância do sábado http://goo.gl/5M9QuT #sabado

Jornalista adventista dá testemunho em programa de TV http://goo.gl/zcRskW #sabado

Domingo sempre foi dia de descanso. FALSO. http://goo.gl/ZNBIyQ #sabado

O sábado está sendo guardado no dia certo? http://goo.gl/HypnZU #sabado

O direito dos guardadores do sábado http://goo.gl/1XPeUK #sabado

Desclassificado por guardar o sábado http://goo.gl/LSSwpM #sabado

O sobremesa da semana http://goo.gl/MPYG0H #sabado

Férias para a família http://goo.gl/Zgiu4a #sabado

Clima sabático http://goo.gl/Ln1utn #sabado

Um dia especial http://goo.gl/FbYTSA #sabado

O sábado e a “doença do tempo” http://goo.gl/myXAop #sabado

Um dia de deleite http://goo.gl/GA68qy #sabado

O biorritimo e o sétimo dia http://goo.gl/CWC2Gx #sabado

Sábado x domingo: a polarização profética http://goo.gl/7QxJ83 #sabado

quinta-feira, setembro 11, 2014

Tempestade solar atingirá a Terra nos próximos dias

A caminho do nosso planeta
Uma tempestade solar atingirá a atmosfera da Terra nos próximos dias, mas não deve causar nenhum problema para as pessoas, diz Tom Berger, diretor do Centro de Previsão do Tempo Espacial em Boulder, nos Estados Unidos. As informações são da AbcNews. De acordo com o cientista, a tempestade deve atingir o Norte da Terra. Ela pode causar uma leve alteração no campo magnético do planeta e provocar alterações em satélites e nas transmissões por rádio, mas nada grave. A tempestade se formou com uma enorme explosão eletromagnética no Sol, que liberou partículas de plasma magnetizado e energizado. Neste caso, as partículas estão viajando em direção à Terra em velocidade média, cerca de 4 milhões de quilômetros por hora. Já faz alguns anos desde que a última tempestade solar atingiu o planeta, afirma Berger. O plasma deve aumentar a intensidade das luzes coloridas que são vistas ao Norte, chamadas de aurora boreal, alargando a distância em que as pessoas ao Sul podem vê-las.

(Terra)

Nota: Este é um bom momento para agradecermos a Deus o fato de Ele ter criado um campo magnético para o nosso planeta. Se morássemos em Marte ou em Vênus, por exemplo, estaríamos literalmente fritos. [MB]

quarta-feira, setembro 10, 2014

O papa, o domingo e os "fundamentalistas"

terça-feira, setembro 09, 2014

Análise de cometa lança por terra hipóteses evolutivas

Escuro demais e nada de água
Existem inúmeras técnicas concebidas para tentar medir o sucesso de uma empreitada científica. Mas parece que nenhuma se compara a uma métrica bem do tipo senso comum: o quão boquiabertos os cientistas ficam quando veem os resultados de seus esforços. E, por essa avaliação, os primeiros resultados obtidos pela sonda espacial Rosetta representam um sucesso inegável: os cientistas ainda não encontraram nada do que esperavam ao ver um cometa de perto. “À primeira vista”, porque a missão Rosetta está apenas no começo, olhando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko ainda a meia distância, aproximando-se para enviar um módulo de pouso e depois persegui-lo por um ano durante sua aproximação do Sol. Desde que as primeiras imagens do cometa 67P chegaram, os cientistas ficaram meio sem saber o que fazer com suas teorias, que defendem que os cometas são essencialmente “pedras de gelo sujo”. A “sujeira” está lá, mas o gelo, que se acreditava responder pela larga maioria de sua massa, ainda não deu o ar da graça.

Agora, mais um instrumento a bordo da sonda Rosetta fez a sua primeira coleta de dados, e colocou em números o que as primeiras imagens já deixavam desconfiar. O instrumento, chamado Alice, começou a mapear a superfície do 67P, registrando o primeiro espectro de luz emitida por ele na faixa do ultravioleta extremo. A partir dos dados, a equipe do Alice constatou que o cometa é extraordinariamente escuro - mais escuro que carvão - quando visto nesses comprimentos de onda. O aparelho detectou hidrogênio e oxigênio na “atmosfera” do cometa, conhecida como coma, mas não moléculas de H2O.

O instrumento confirmou ainda que, ao contrário do que se esperava inicialmente, a superfície do cometa não possui sinais de gelo. “Estamos um pouco surpresos com o quão pouco reflexiva é a superfície do cometa e com quão pouca evidência há de gelo de água exposto”, disse Alan Stern, principal cientista do Alice, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, nos Estados Unidos, que construiu o instrumento com financiamento da NASA.

Ainda é muito cedo para dizer que o cometa 67P não tem água. O que dá para garantir é que ele não a tem na quantidade esperada, o que levanta grandes expectativas sobre os jatos emitidos em sua aproximação do Sol - que serão filmados de perto pela Rosetta.

A observação do cometa foi idealizada para ajudar os cientistas a entender mais sobre a origem e a evolução do nosso Sistema Solar, partindo do pressuposto de que os cometas seriam verdadeiras cápsulas do tempo desse processo de formação. Além disso, com a dificuldade de explicar a origem da vida, vinha ganhando força a ideia de que a vida teria se originado no espaço e vindo para a Terra a bordo dos cometas, congelada nesses hipotéticos blocos de gelo cósmicos.

E, até antes do que isso, com a dificuldade de explicar a origem da água na Terra, alguns cientistas já argumentavam que os oceanos da Terra foram enchidos com água trazida por cometas que se chocaram com nosso planeta.

Mais uma vez, a realidade está se mostrando um pouco mais complicada do que as teorias gostariam - e isso, sim, é o que sempre faz valer a pena grandes empreitadas científicas como as da sonda espacial Rosetta.


Nota: Nada como a ciência empírica, observacional, in loco para derrubar hipóteses evolucionistas. Se forem confirmadas as suspeitas de que não há água nesse e em outros cometas, ficará mais difícil para os evolucionistas justificarem a origem da vida em nosso planeta. Aqui eles já sabem que não seria possível, mesmo em três bilhões de anos. Cada vez fica mais claro que a Terra foi projetada para manter a vida, com atmosfera e gases ajustados nas proporções exatas e água suficiente em estado líquido. Uma joia rara neste vasto Universo. [MB]

domingo, setembro 07, 2014

Isaac & Charles: peixe cambriano


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Peixe vertebrado é encontrado no período Cambriano

Complexidade já na origem
Agora que alguns meses se passaram desde a descoberta de outro rico tesouro de fósseis Cambrianos a 42 km do Folhelho Burgess, cientistas estão iniciando a publicação dos achados do novo sítio Cânion Mármore. Um achado fabuloso, que acabou de ser publicado por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron, está dando maior estampido na Explosão Cambriana. Não tanto tempo atrás, evolucionistas enfatizavam que não existia nenhum vertebrado no Cambriano. Eles sabiam que os vertebrados eram muito avançados para aquela primeira aparição de planos corpóreos multicelulares. Cordados primitivos, talvez - mas nada como peixes, até milhões [sic] de anos mais tarde. O Metaspriggina (originalmente nomeado a partir de uma espécie Ediacarana Spriggina, mas mais tarde determinada como desconexa) foi anteriormente considerada um cordado primitivo - um ancestral dos vertebrados. Agora, Conway Morris e Caron examinaram uma centena de fósseis a mais da Metaspriggina e compararam-nas com fósseis similares da China e do Folhelho Burgess. O grande detalhe visto nos espécimes do Cânion Mármore (considerado ser mais antigo que o Folhelho Burgess) confirma que esse animal foi muito mais que um cordado: ele foi um peixe vertebrado, justo lá no Cambriano inferior! Imagine um peixe vertebrado, com esqueleto, visão binocular, músculos, nervos, vísceras e vasos sanguíneos: é tão complexo comparado com o que havia anteriormente, que torna inegável o repentino e explosivo aumento de complexidade. 

Igualmente notável é o alcance dessa espécie. Desde que se correlaciona com espécimes dos depósitos de Chengjiang, na China, é claro que o peixe já era “cosmopolita” (no termo de Conway Morris) quando foi soterrado no Canadá - ele alastrou-se pelo globo! O resumo na Nature cataloga as surpresas ao autor “redescrever” o Metaspriggina:

“O conhecimento da evolução primária [sic] de peixes depende grandemente de materiais de corpo-mole do período Cambriano Inferior (série 2) do sul da China. Devido à raridade de algumas dessas formas e uma falta geral de material comparativo de outros depósitos, interpretações de várias características continuam controversas, como também suas relações mais amplas entre os vertebrados desmandibulados não esqueletizados anteriores. Neste artigo nós descrevemos o Metaspriggina em termos de novo material do Folhelho Burgess e de material excepcionalmente preservado coletado perto do Cânion Mármore, na Colúmbia Britânica, e três outros depósitos do tipo Cambriano do Folhelho Burgess da Laurência. Este peixe primitivo [sic] mostra inequívocas características vertebradas: uma notocorda, um par de proeminentes olhos de tipo câmera, sacos nasais pareados, possível crânio e arcualia, miômeros em forma de W, e uma nadadeira anal posterior. Uma impressionante característica é a área branquial [guelras] com uma matriz de barras bipartidas. À parte da barra mais anterior, que aparenta ser ligeiramente mais espessa, cada uma é associada com guelras localizadas externamente, possivelmente abrigadas em bolsas. A análise filogenética coloca o Metaspriggina como um vertebrado basal, aparentemente próximo dos táxons Haikouichtys e Millokunmingia, demonstrando também que este primitivo grupo de peixes era cosmopolita durante o período Baixo-Médio Cambriano (séries 2-3). Todavia, o arranjo da região branquial no Metaspriggina tem maiores implicações para a reconstrução da morfologia do vertebrado primitivo. Cada barra bipartida é identificada como sendo respectivamente equivalente à uma epibranquial e ceratobranquial. Essa configuração sugere que um arranjo bipartido é primitivo e reforça a visão de que a cesta branquial das lampreias é provavelmente dela derivada. Outras características do Metaspriggina, incluindo a posição externa das guelras e a possível falta de uma guelra oposta à barra mais-anterior mais robusta, são as características dos gnastotomados e então podem ser primitivos entre os vertebrados [sic].” (Ênfases do site Evolution News)

O cladograma mostra o Metaspriggina logo no mesmo ramo que os espécimes chineses, sugerindo que eles são “próximos” uns aos outros no tempo e nos traços, mesmo que encontrados em lados opostos do globo. Conway Morris diz que os espécimes chineses são “ligeiramente mais velhos”, mas de suas descrições, eles são similares ao Metaspriggina nos aspectos mais importantes. Se essas criaturas possuíam esqueletos ósseos ou cartilaginosos, não está claro.

A relação fortalece a identificação da espécie chinesa como peixe vertebrado. A Wikipedia tem reservas sobre essa descrição,  dizendo que o Myllokunmingia (anunciado em 1999), que é “considerado ser um vertebrado, embora não tenha sido provado de forma conclusiva”, e do Haikouichthys (encontrado em 2004), que tem sido “popularmente caracterizado como um dos peixes mais antigos... mas não possui características suficientes para ser incluído sem controvérsia mesmo em qualquer dos grupos-troncos” craniatas ou chordatas. Bem, essencialmente agora isso foi provado. 

Outra surpresa é que o Metaspriggina tem uma estrutura de guelras bipartidas, “característica dos gnastotomados”- os vertebrados mandibulados. Gnastotomados foram considerados como estando mais abaixo na linha evolucionária [sic], mas há traços similares encontrados ao tempo da Explosão Cambriana. Isso significa (em termos evolucionários) que os arranjos de guelras das lampreias (peixes sem mandíbula) são “derivados”, ao invés de intermediários aos gnastotomados.

Não é necessário dizer que a criatura que tem “um par de proeminentes olhos tipo câmera” e sacos nasais pareados mostra que esse é um animal sofisticado. Conway Morris não hesita em chamá-lo de peixe e vertebrado. O desenho no papel mostra “possíveis vasos sanguíneos”, e uma boca. Barbatanas não foram preservadas, fazendo-o parecer um pouco com um tonguefish* afinado, mas a falta de barbatanas pode ser um artefato de preservação. [N.T.: tonguefish, uma espécie de peixe da família Cynoglossidae]

A despeito das barbatanas, o Metaspriggina era um bom nadador, baseado nas suas estruturas musculares chamadas miômeros. Essas eram folhas de músculos em forma de W que você vê nos filés de salmão comprados no mercado; eles permitem ao peixe dobrar o corpo em movimentos ondulares para nadar. O Metaspriggina era, aparentemente, mais avançado [sic] que o Pikaia, um animal semelhante à enguia encontrado em 1911 por Charles Walcott no Folhelho Burgess: “Os miômeros, totalizando ao menos 40, são consideravelmente mais agudos do que no Pikaia e, em contraste com este cordado, Metaspriggina era, evidentemente, um nadador efetivo.” 

Todas essas características  mostram que o Metaspriggina não era um cordado primitivo intermediário às lampreias ou outro nadador cambriano extinto, mas de fato era mais “derivado” (avançado) em alguns aspectos que alguns dos alegados descendentes. O editor da revista concorda, asseverando claramente que os peixes vertebrados são agora inquestionavelmente parte do Cambriano primário:

“O Folhelho Burgess cambriano do Canadá produziu alguns dos mais intrigantes e espetaculares fósseis de vida animal primitiva [sic], embora fósseis vertebrados sejam raros ou não existentesNovas exposições próximas à localidade clássica remediaram essa deficiência com muitos fósseis espetaculares do até então enigmático fóssil Metasprigginarevelado nesse estudo - por Simon Conway Morris e Jean-Bernard Caron - como um dos primeiros e mais primitivos [sic] peixes conhecidos, basal à existência dos vertebrados tanto com ou sem mandíbulas. A estrutura das guelras do Metaspriggina é reveladora, mostrando uma estrutura simples que pressagia aquelas dos vertebrados de muitas formas, sugerindo que a cesta branquial vista em vertebrados sem mandíbula modernos como as lampreias é uma estrutura altamente derivada.” [Ênfases do site Evolution News]

Um peixe vertebrado nadador com olhos de câmera, vasos sanguíneos, sistema digestivo, nadador muscular e guelras no Cambriano Inferior: para darwinistas, isso seria dificilmente mais surpreendente do que encontrar um coelho pre-cambriano.

(Evolution News; tradução: Alexsander Silva)

sexta-feira, setembro 05, 2014

Pele tem células capazes de fazer cálculos avançados

"Computadores" espalhados pelo corpo
Um estudo da Universidade de Umeå, na Suécia, afirma que neurônios na pele humana conseguem realizar cálculos avançados. Anteriormente, acreditava-se que apenas o cérebro poderia realizar esse tipo de equação. A descoberta foi publicada na revista Nature Neuroscience. Uma característica fundamental das células que se estendem para a pele e registram o toque, os chamados neurônios de primeira ordem no sistema táctil, é que eles se ramificam de modo que cada neurônio comunique o toque de muitas zonas altamente sensíveis na pele. Segundo pesquisadores do Departamento de Biologia Integrativa Medicinal da instituição sueca, essa ramificação permite que os neurônios táteis de primeira ordem não só enviem sinais ao cérebro de que algo tocou a pele, mas também processem dados geométricos sobre o objeto que está em contato com a pele.

“Nosso trabalho mostrou que dois tipos de neurônios táteis de primeira ordem que abastecem a pele sensível nas pontas dos nossos dedos não apenas sinalizam informações sobre quando e com que intensidade um objeto é tocado, mas também sobre a forma do objeto tocado”, afirma Andrew Pruszynski, um dos pesquisadores por trás do estudo.

Essa pesquisa também mostra que a sensibilidade de neurônios individuais com a forma de um objeto depende da disposição na pele de zonas neuronais altamente sensíveis. “Talvez o resultado mais surpreendente do nosso estudo é que esses neurônios periféricos, que estão envolvidos quando um dedo examina um objeto, executam o mesmo tipo de cálculos feitos pelos neurônios no córtex cerebral”, conta Pruszynski. “Simplificando, isso significa que as nossas experiências de toque já são processadas ​​pelos neurônios na pele antes de chegar ao cérebro para processamento posterior”.


Nota: Computadores supersensíveis espalhados pelo corpo! “Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:14). [MB]

Os adventistas e a política

Exercício da cidadania
De dois em dois anos somos convocados a exercer nosso direito de escolher nossos representantes. Falando assim, parece até um paradoxo ser convocado a exercer um ato que, para ser um direito, deveríamos ser apenas convidados e não convocados. Mas, seja lá como for, o fato é que, de dois em dois anos, temos eleições no Brasil e temos que comparecer perante as urnas para exercer esse “direito-dever”. O problema é que para nós adventistas está se tornando cada vez mais difícil escolher alguém que, além de honesto, tenha um plano de governo que contemple toda a sociedade e, além disso, tenha pelo menos respeito aos valores que defendemos. Acompanho a política há muitos anos, porém, não consigo achar um candidato que reúna ao mesmo tempo qualidades como honestidade, interesse pelo social, capacidade administrava e que, pelo menos, tenha simpatia pelos valores que defendemos, além, é claro, de ser um ardente defensor da democracia.

Quando encontro alguém que tem simpatia pelos valores cristãos, por outro lado, é extremamente conservador com relação ao social e ardente defensor do laissez-faire, onde se acredita que o mercado pode resolver todos os problemas da humanidade. Por outro lado, quando encontramos alguém com maior sensibilidade para as causas sociais, em contrapartida, é uma pessoa que defende abertamente o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e tem aversão ao criacionismo, etc. E, por fim, temos nossa mais completa falta de interesse pela política e pelos assuntos políticos, aos quais só nos referimos de dois em dois anos, assim mesmo de forma acanhada e efêmera. Alguém pode justificar essa conduta ou atitude argumentando que a política contém muito vícios e pouca virtude, daí que o cristão deva se afastar dela para “não se contaminar”.
      
Contudo, não vejo nessa justificativa algo muito saudável para a cidadania e para as mudanças que almejamos. Não penso que alguém consiga ter bom discernimento político ou faça uma boa escolha de seu representante atentando para o assunto somente em época de eleições. Além disso, devemos ter em mente que não existem espaços vazios no poder: se os bons ou melhores não ocupam esses espaços, obviamente eles serão ocupados pelos piores ou coisa parecida. Não estou com isso defendendo que o cristão se filie a um partido e saia por aí levantando bandeiras ou participando de comícios de forma apaixonada. Não é isso. Falo de estar cotidianamente informado dos assuntos relacionados à politica, acompanhando o trabalho do seu deputado, senador, vereador; procurando conhecer a historia dos partidos, comparando o que seu parlamentar defendeu no passado com o que ele está defendendo no presente, etc.
         
É assim mesmo. Ser politizado dá um pouco de trabalho, e para isso não se esqueça de ler muito e filtrar as informações, principalmente aquelas vindas da TV e do resto da grande imprensa. Lembrando sempre que não se deve usar a breve volta de Jesus como desculpa para se eximir de suas responsabilidades como cidadão, invocando aqueles velhos argumentos (clichês) de que tudo que está acontecendo é cumprimento de profecias; que a sociedade não tem mais jeito; que na política todo mundo é corrupto; coisas desse tipo, que podem nos deixar cada vez mais insensíveis à dor do outro. Devemos votar e votar de forma consciente, sabendo que com esse gesto podemos  contribuir para a melhoria da sociedade em que vivemos, levando em consideração que somos somente candidatos ao Céu, mas que o nosso passaporte é adquirido com base na vida que levamos agora.

Não tente construir o Paraíso aqui nem contribua para o crescimento do inferno que já estamos vivenciando. Use o bom senso e cumpra com seu dever de “forasteiro terrestre” e futuro cidadão do Céu, onde tudo será perfeito; onde teremos nossa sede de justiça saciada; onde todos estaremos sob o governo do amor e da justiça; onde o Rei é o Criador e mantenedor de todas as coisas.

(Kleiner Michiles, sociólogo e membro do Núcleo de Cultura Política do Amazonas)

quinta-feira, setembro 04, 2014

Shimon Peres propõe que papa presida “ONU das religiões”

Shimon Peres e papa Francisco
O papa Francisco recebeu nesta quinta-feira no Vaticano o ex-presidente de Israel Shimon Peres, que, ao longo do encontro, sugeriu ao pontífice a criação de uma nova Organização de Religiões Unidas - algo como “uma ONU das religiões”, como ele mesmo descreveu. Em entrevista à revista Famiglia Cristiana, realizada antes do encontro com o papa Francisco, Peres afirmou que pretendia abordar essa questão junto ao pontífice durante o encontro na Casa de Santa Marta, onde vive o Santo Padre. “O Santo Padre é um líder respeitado por tantas pessoas de várias religiões e por seus expoentes. Bom, acho que é o único líder verdadeiramente respeitado. Por isso me veio esta ideia de propor isso a Francisco”, explicou Peres. “A Organização das Nações Unidas teve seu tempo e, agora, o que vejo é uma ONU das religiões, uma Organização das Religiões Unidas”, disse Peres, que completou: “Seria a melhor maneira para acabar com o terrorismo que mata em nome da fé, já que a maioria das pessoas pratica suas religiões sem matar ninguém.”

Peres, de 91 anos, explicou que a atual ONU é “um organismo político, mas que não tem a mesma convicção vinculada às religiões”. Segundo ele, qualquer declaração de seu secretário-geral (da ONU) “não tem a mesma força e nem a eficácia de uma homilia do papa, que reúne mais de 500 mil pessoas na Praça de São Pedro”.

Além de sugerir a criação da “ONU das religiões”, Peres também abordou a atual situação entre palestinos e israelenses com o papa. Previamente, o escritório de imprensa de Peres havia explicado que eles abordariam as possíveis vias para conseguir a paz no Oriente Médio e “as respostas necessárias à onda de terrorismo na região, que utiliza a religião como justificativa para a violência e o extremismo”.

Peres e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, tinham participado da jornada da oração pela paz no Oriente Médio, organizada pelo pontífice no último dia 8 de junho no Vaticano.


Nota: Cada vez mais o papa conquista prestígio e apoio, despontando como autoridade religiosa internacional inquestionável. Essa “ONU das religiões” (ou alguma iniciativa semelhante) seria um tremendo impulso para a união das igrejas, um dos grandes objetivos do Vaticano. Resta saber, depois, o que essa coalizão religiosa considerará “extremismo”, e como punirá os “extremistas”... [MB]

Descoberta coloca em cheque os “milhões de anos”

Tecido mole de dinossauro
A descoberta de restos de dinossauro muito bem preservados, por parte de pesquisadores canadenses, provou ser um desafio direto às pressuposições evolutivas de longa data. Em junho do ano passado, um grupo de cientistas afiliados à Canadian Light Source (CLS) – equipe de pesquisa primordialmente dedicada ao estudo da composição da matéria por meio da ciência sincroton – desenterrou um fascinante fóssil de dinossauro na parte ocidental de Alberta [Canadá]. Para espanto da maioria dos pesquisadores, um muito bem preservado pedaço de pele de dinossauro se encontrava ligado ao fóssil de hadrossauro. Um dos pesquisadores da equipe, Mauricio Barbi (físico da Universidade de Regina), ficou entusiasmado com a descoberta, comentando que o espécime pode muito bem ser a chave para se aprender mais sobre a aparência do dinossauro: “Se formos capazes de observar os melanossomas e a sua forma, isso será a primeira vez que os pigmentos serão identificados na pele do dinossauro. Não temos qualquer tipo de ideia concreta em torno da aparência da pele. Já foram feitas pesquisas que provaram a cor de algumas penas de dinossauro, mas nunca da pele.”

O Dr. Barbi quer também aprender mais sobre a teórica evolução dos hadrossauros a partir do estudo desse fóssil particular: “Ao mesmo tempo que usamos a tecnologia de ponta para entender a estrutura interna dessas coisas, isso pode contribuir para o entendimento dos nossos animais, e da forma como eles evoluíram [sic].”

Entretanto, à medida que alguns cientistas se encontram em êxtase com as implicações dessa descoberta, outros estão apresentando questões básicas: Como essa pele de dinossauro – que, segundo os modelos evolutivos, teria no mínimo 60 milhões de anos – pôde permanecer intacta sem entrar em decomposição? Muitos criacionistas bíblicos dizem que a resposta é simples: ela nunca poderia ter permanecido intacta tanto tempo.

Brian Thomas, escritor científico para o Institute for Creation Research (ICR), publicou recentemente um artigo para o IRC no qual ele detalha o porquê de ser um absurdo acreditar que a pele de dinossauro como essa poderia ter sobrevivido milhões e milhões de anos: “Quem, se entrasse num quarto e se deparasse com uma vela acesa, iria procurar as ‘condições especiais’ que haviam permitido que a vela permanecesse acesa durante milhões de anos? Não faria muito mais sentido questionar primeiro durante quanto tempo é que a vela poderia ficar acesa antes de se apagar?”

Numa entrevista à Christian News Network, Thomas explicou que a pele é primariamente composta por colágeno, uma proteína resistente e insolúvel. Apesar dessa resistência, testes rigorosos demonstraram que o colágeno (tal como as outras proteínas), degrada de modo constante com o passar do tempo, e – mesmo num cenário “ideal” – nunca poderia ter durado mais do que um milhão de anos. De fato, e segundo condições realistas, o tempo máximo da vida do colágeno está mais perto dos 300 mil anos.

Dada a taxa de degradação constante das proteínas, Thomas comparou o colágeno na pele do dinossauro com um temporizador de ovo: “Quando o temporizador ‘faz barulho’, já não deveria haver algum tipo de pele. Mesmo que ela se encontrasse embutida numa rocha, ela se tornaria em pó bem no meio da rocha devido à natureza da sua química. Portanto, o temporizador deveria ter feito ‘barulho’ muito antes dos milhões de anos que os evolucionistas atribuíram a esse tipo de fósseis.”

Embora achados tais como os de Alberta sejam raros, Thomas mencionou que já ocorreram várias outras descobertas de tecido macio e proteínas em fósseis que teriam supostamente “milhões de anos”. Uma lista do site do ICR documenta numerosos artigos com revisão por pares que relatam tais descobertas.

Thomas disse também que uma melhor explicação para a existência desses restos de animais é o modelo da Terra jovem. Segundo esse modelo, fundamentado nas Escrituras, a maior parte dos fósseis de dinossauro foi enterrada durante o grande dilúvio que ocorreu há cerca de 4.400 anos. Apesar disso, e apesar da montanha de evidências contrárias, Thomas ressalvou que os evolucionistas irão, de modo dogmático, alegar que os restos desses animais têm milhões e milhões de anos: “Isso é algo que eles fazem, fizeram e irão fazer.”

quarta-feira, setembro 03, 2014

Quem mente menos tem saúde melhor

Fora do plano de Deus: insatisfação
Mentir faz mal para a saúde não apenas mental, mas física, indica um estudo feito nos Estados Unidos e apresentado nesta semana na reunião anual da Associação Americana de Psicologia. Segundo os pesquisadores, o hábito de mentir pode estar ligado a casos de dores de cabeça e de garganta. Parece roteiro de filme de comédia, mas os cientistas da Universidade de Notre Dame pediram para 55 pessoas não contarem mentiras, nem grandes nem pequenas, durante dez semanas. No período, elas passaram por check-ups completos de saúde semanalmente. Outras 55 pessoas também foram avaliadas, mas não receberam nenhum pedido sobre não mentir. Segundo os resultados, o grupo que parou de mentir apresentou menos reclamações sobre seu bem-estar. Eles estavam menos estressados e melancólicos e tinham dores de cabeça e garganta menos frequentes.

O elo entre os dois comportamentos permaneceu ao longo do estudo. Por exemplo, se em uma determinada semana uma pessoa afirmava ter contado menos mentiras que na semana anterior, ela também dizia se sentir melhor fisicamente.

Segundo os cientistas responsáveis, o bem-estar é causado não pela falta de mentiras, mas pela melhoria nos relacionamentos pessoais que ela causa.

terça-feira, setembro 02, 2014

Adolescente lança livro sobre anjos e demônios

De 22 a 31 de agosto, foi realizada a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi. Entre os milhares de autores, estava a paulistana Ana Beatriz Brandão. Ela tem apenas 14 anos e já escreveu 12 livros. Ana estava lá na Bienal autografando seu primeiro livro publicado, lançado pela editora Novo Século: Sombra de um Anjo. De acordo com a autora, o livro é resultado de um sonho “doido” que ela teve aos 12 anos, durante uma viagem. Fã de Harry Potter, Ana pretende lançar seus outros livros e, quem sabe, transformá-los em filmes.

Segundo matéria publicada pelo A Crítica, “o livro narra uma batalha épica entre o céu e o inferno, onde a protagonista se vê em um dilema que assombra sua vida: fugir de suas visões e levar uma vida normal, ou usar o seu dom para salvar o destino da humanidade”. A resenha diz o seguinte: “Todos gostariam de ter um anjo-da-guarda, alguém que esteja sempre por perto, dando proteção e sendo um ombro amigo. A personagem Samantha Lyterin, do livro Sombra de um Anjo, tem um, literalmente. E não é apenas uma pessoa boa que está sempre ao lado dela, é Gabriel, o anjo mais famoso das histórias bíblicas. O guardião vem à Terra para proteger a garota de 17 anos que é atormentada desde criança por sombras e visões sobre o futuro. 

“A história se passa em Sant’ France, universidade localizada ficcionalmente no Canadá, onde a protagonista ganha uma bolsa de estudos para estudar Biologia, depois que perdeu seus pais e sua mãe adotiva. A jovem, que sempre teve dificuldade para interagir com as pessoas, começa sua primeira amizade na faculdade com Helena, com quem divide o quarto. Em determinado ponto da saga, as visões de Samantha se tornam mais fortes e ela percebe que quem se aproxima dela corre riscos, já que todas as outras pessoas de que ela gostou morreram. Além disso, as sombras continuam a perseguindo e sussurrando em seu ouvido frases que despertam um temor ainda maior. É quando Gabriel aparece em sua vida, e ela não demora a perceber que ele é seu guardião e se apaixona por ele.” [Aliás, na história, Gabriel abre mão de sua imortalidade para ficar com a moça!]

Em entrevista concedida à revista Toda Teen, Ana conta como surgiu a ideia do livro: “Eu estava numa viagem, daí eu tive um sonho doido e a história do sonho ficou na minha cabeça. Depois, quando fui pra casa, comecei a formular a história e contei pra minha mãe sobre minha ideia. Então ela falou: ‘Por que você não tenta escrever? Você não vai perder nada se não der certo.’ Então eu comecei o livro.”

Em seu blog, a também adolescente Gabi Barbosa escreveu: “Samantha é uma menina diferente, órfã, sem muitos amigos, mas algo era mais diferente ainda: tinha visões que a atormentavam e sombras que a perseguiam. Com o passar do tempo, ela se descobre destinada a equilibrar a balança entre o bem e o mal. Como? Ficando entre os anjos e as sombras que buscam uma arma que fora forjada e que somente ela permitiria a ascensão de Lucian, o anjo caído poderoso que fora expulso do céu! E aí? Quem irá vencer? [..] Com um enredo cativante e personagens apaixonastes, desde o que amamos até o que amamos odiar, o livro nos prende a cada página nos deixando ávidos por mais e mais!”

Sombra de um Anjo é mais um livro (entre outros: confira aqui, aqui e aqui) que contribuem para mitologizar o relato bíblico do grande conflito entre o bem e o mal. Curiosamente, livros dessa natureza têm se tornado best-seller em nosso país e no exterior.

segunda-feira, setembro 01, 2014

Para Carta Maior, criacionismo é ataque à democracia

Quem de fato ameaça a democracia?
[Antes do artigo preconceituoso publicado na Folha, o Carta Maior publicou esta “pérola”. Atente para as expressões que eu grifei no texto. Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Se Deus criou o mundo e se ele existe é o que menos importa no debate sobre criacionismo. Fundamental, na crença de que Deus criou o mundo em sete dias, são e devem ser as implicações conceituais, históricas e políticas dessa caricatura de aparência inofensiva [e começam os impropérios]. Em primeiro lugar, quem acredita nisso não pode, por uma exigência lógica, acreditar que há evolução, história e Política [comentário dos mais rasteiros que já li. Que “exigência lógica” é essa? Por que alguém que não acredita na lenda da macroevolução naturalista não poderia acreditar na história e na política? O que uma coisa tem a ver com a outra? A história conta com registros escritos, documentos, evidências. Agora pergunto: Que evidências existem de que a vida teria surgido numa “sopa primordial”? De que uma célula, novos órgãos funcionais e planos corporais teriam surgido a partir do nada, com o aparecimento de informação genética – em muita! – sabe-se lá de onde?]. A imagem caricatural do fanático que denega a existência pregressa dos dinossauros tem veracidade: a existência e o processo de extinção dos dinossauros se deram, comprovadamente, num lapso de tempo maior do que sete dias. E os milhões de anos que separam a sua história da nossa, bem como a do planeta, tampouco podem ser contados na arregimentação do velho testamento feita pelos pentecostais. [Acreditar que os dinossauros foram extintos de maneira repentina – e há muitas evidências disso – torna a pessoa fanática? Basta discordar do fanatismo darwinista para se tornar um fanático religioso? E quem disse que são apenas os pentecostais que acreditam na veracidade do Antigo Testamento? Marina Silva é política e pentecostal. Entendeu a quem eles querem atingir com essa reportagem preconceituosa?]

Na hipótese estapafúrdia de uma jabuticaba pentecostal, isto é, de igreja evangélica peculiar ao Brasil, que admita alguma narrativa metafórica na tese da criação das coisas neste mundo e que, portanto, aceite a existência pregressa de dinossauros (o que implica aceitar a possibilidade de extinção, evolução, progressão e regressão de complexidade dos organismos, mecanismos intrínsecos de maior ou menor velocidade evolutiva, entre outras coisas), restaria a ser esclarecido como a criação das coisas do mundo em sete dias (ou anos, ou semanas, digamos) tornam inteligíveis a história e a Política. [?!?]

O fato é que não tornam, nem podem tornar. E aí reside o seu conflito e a sua aversão à democracia. E é por isso que os representantes pentecostais, em qualquer parte do mundo, advogam uma política descarnada, dogmática e refratária ao esclarecimento. Rejeitar uma ordem temporal biológica [nada disso! Uma ordem temporal darwinista], portanto, não é tão inofensivo, nem conceitual, nem historicamente, como as nossas certezas estéticas e de classe podem dar a ver. Não é o grotesco do ignorante subletrado o que deve incomodar, pelo menos não somente. O problema é a presença das suas crenças na nossa vida cotidiana, reivindicando poder sobre ela [então quer dizer que, para a autora deste texto, criacionista é aquele que crê em coisas grotescas, como o “ignorante subletrado”? Numa só frase ela comete duas injustiças e manifesta dois preconceitos]. E é revelador da penúria do debate político brasileiro, bem como da tibieza de sua esquerda, não levar a sério o caráter destrutivo, niilista e repressor dessas expressões políticas que estão, em maior ou menor grau, invadindo as esferas de decisão, formulação e comunicação. [...]

Importa menos que Marina Silva minta, ao dizer que não é incoerente, do que acredite nos próprios delírios ou mentiras: as suas crenças são descarnadas o suficiente para que ela se veja como plenamente coerente e aí está a periculosidade do que ela representa. Ela, a horda evangélica e a banca que a apoia e defende acreditam numa coerência tão postulada como o são (não importa se os representantes da finança são ou não pentecostais, vai sem dizer) as suas teses sobre natureza humana, criação do mundo e funcionamento do Estado e da economia.

Essas crenças denotam um descompromisso genético com a experiência, com a vida encarnada, com as metáforas da vida cotidiana, com as contradições sociais e políticas. E deixaram, no mundo, um rastro de destruição pelo qual parte significativa do planeta paga, hoje, um alto preço, em desemprego, superendividamento, miséria e destruição ambiental. [Então a culpa por todas as mazelas do mundo agora é do criacionismo pentecostal? Será mesmo?]

É possível que Marina Silva diga hoje que jamais foi ambientalista, nunca foi de esquerda e, ainda assim, que não acredite que está mentindo, como claramente está. A sua visão de mundo autoriza essa conduta que, para quem é democrático, causa assombro, pela ausência total de qualquer respeito à alteridade, à memória e à experiência política. Não há coisa alguma de acidental nos pronunciamentos da candidata missionária. O criacionismo, como se pode inferir, denega o acaso, ao contrário do darwinismo, que o toma como constitutivo. [...]

É claro, para quem leu Darwin e leva o legado e as implicações do darwinismo a sério, que ambientalista criacionista é um círculo quadrado. Trata-se de algo impensável, tamanha a impossibilidade lógica. É nota característica da penúria de nossas escolas e da vida política da esquerda a negligência com esse debate, com o que está nele implicado. É assim que a candidata do PSOL à presidência, num rasgo de brutal ignorância, perdeu a melhor chance de expor Marina Silva, no debate da Band. A ignorância quanto às implicações do criacionismo tornam a exigência de respeito aos dissidentes sexuais, aos gays e às mulheres, uma luta frágil. [Será este tema – a questão dos homossexuais – a maior preocupação dos setores que se opõem ao criacionismo, uma vez que, segundo o Gênesis que eles criticam, casamento é unicamente a união entre um homem e uma mulher? Sim, a Bíblia condena o estilo de vida homossexual, mas orienta os cristãos a respeitarem a liberdade alheia e a separar o pecado do pecador. E que história é essa de que criacionismo não combina com ambientalismo? Desde quando? É a própria Bíblia que estabelece que o ser humano cuide da natureza, como administrador (mordomo) dela. E isso está justamente lá no Gênesis. Se essa recomendação divina tivesse sido seguida desde a origem, não teríamos que nos preocupar hoje com o esgotamento dos recursos naturais e com a poluição.] [...]

Não há compatibilidade conceitual entre criacionismo, fundamentalismo de mercado, por um lado, e democracia, por outro. Há um conflito. E deve haver, para a sobrevivência da democracia e da atual experiência democratizante, sem precedentes, já vivida por este país. [Quer dizer que, além de fanático, fundamentalista e otras cositas mas, o criacionista é também um inimigo da democracia? Será que a autora desta pérola se esquece de que as maiores ditaduras deste planeta foram praticadas justamente em países que baniram a religião?]

(Katarina Peixoto, Carta Maior)

Nota: A título de comparação: o Brasil tem enorme quantidade de evangélicos, muito mais do que de homossexuais. Mas eleger a cidadã Marina Silva seria um ataque à democracia, ao passo que ter eleito o deputado heterofóbico Jean Wyllys não foi (político para quem união civil entre gays seria a mesma coisa que casamento de negros). Outra coisa: apenas imagine o que aconteceria se um articulista usasse a expressão "horda gay". Sai de baixo! Vai estender este país... [MB]

Nota da advogada Michela Borges Nunes, de Criciúma, SC: “Lamentável... Muitos se indignam com atos preconceituosos envolvendo raça ou sexo, por exemplo, o que pode acarretar, inclusive, um processo judicial contra o agressor. Agora, chamar de fundamentalista ou ofender uma pessoa a ponto de desqualificá-la para um cargo por causa de suas crenças, ah, isso é permitido. E o direito constitucional de liberdade religiosa? É um direito, assim como o de igualdade, garantido pela Lei Maior do País. Logo, todos também deveriam se indignar com tamanho preconceito da cidadã que se atreveu a escrever esse artigo.”

Leia também: “Marina costuma recorrer a versículos da Bíblia para tomar decisões” [E se ela consultasse o horóscopo ou fizesse despacho, seria notícia? Pelo jeito, a tendência agora vai ser desviar a atenção do eleitor para detalhes periféricos e esquecer as propostas de governo.]

domingo, agosto 31, 2014

Isaac & Charles: homens de fé

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