sexta-feira, setembro 26, 2014

Implausibilidade de ciclos metabólicos na 'Terra pre-biótica'

A implausível Terra pré-biótica
Cycles occur widely in all branches of chemistry. The definition of a catalyst as an agent that facilitates the conversion of reactants to products without itself being changed almost guarantees that a catalyst can initiate successive “cycles” of the same reaction. Metabolic cycles are different. Strictly, they are by definition restricted to biochemistry. Like catalytic cycles, they too result in repeated conversions of substrates into products, but they involve much more complex sequences of chemical reactions. As far as I am aware, the formose reaction, which converts formaldehyde to a complicated mixture of products, including various sugars [1], is the only known nonenzymatic reaction sequence that is at all similar to a metabolic cycle, although the existence of one or two much simpler cycles has been established or made probable in the literature of prebiotic chemistry [2,3]. The possibility that reactions of hydrogen cyanide (HCN) might form the basis for a complex cyclic organization has been proposed [4], but there is as yet no experimental evidence to support this proposal.

If complex cycles analogous to metabolic cycles could have operated on the primitive Earth, before the appearance of enzymes or other informational polymers, many of the obstacles to the construction of a plausible scenario for the origin of life would disappear. If, for example, a complex system of nonenzymatic cycles could have made nucleotides available for RNA synthesis, many of the problems of prebiotic chemistry would become irrelevant. Perhaps a simpler polymer preceded RNA as the genetic material—for example, a polymer based on a glycerol-phosphate backbone [5] or a phosphoglyceric acid backbone. Could a nonenzymatic “metabolic cycle” have made such compounds available in sufficient purity to facilitate the appearance of a replicating informational polymer?

It must be recognized that assessment of the feasibility of any particular proposed prebiotic cycle must depend on arguments about chemical plausibility, rather than on a decision about logical possibility. Any reaction sequence that is allowed by thermodynamics could, in principle, be realized, given a sufficiently active and specific family of catalysts. Plants synthesize complex alkaloids, such as strychnine, from CO2, NH3, and reducing equivalents, so it must, in principle, be possible to achieve these syntheses starting from CO2, NH3, and H2, given a family of sufficiently active and specific prebiotic catalysts. However, few would believe that any assembly of minerals on the primitive Earth is likely to have promoted these syntheses in significant yield. Each proposed metabolic cycle, therefore, must be evaluated in terms of the efficiencies and specificities that would be required of its hypothetical catalysts in order for the cycle to persist. Then arguments based on experimental evidence or chemical plausibility can be used to assess the likelihood that a family of catalysts that is adequate for maintaining the cycle could have existed on the primitive Earth.

The metabolic cycles that have been identified by biochemists are of two kinds: simple cycles and autocatalytic cycles. The citric acid cycle, which brings about the oxidation of acetate to CO2 with the concomitant synthesis of ATP, and the urea cycle that results in the conversion of toxic NH3 to relatively harmless urea, are both examples of simple cycles. The initial step of the former cycle is the synthesis of citric acid from oxaloacetic acid and acetyl-CoA. After one turn of the cycle, acetate is completely “burned” to CO2 as one molecule of oxaloacetate is regenerated. The Calvin dark cycle and the reverse citric acid cycle, both of which result in the fixation of CO2 into important biochemical intermediates, are examples of autocatalytic cycles. The reverse (reductive) citric acid cycle (Figure1) is initiated by the splitting of citric acid to give oxaloacetic acid and acetyl-CoA. After one turn of the cycle, two molecules of citric acid are formed, so long as no material is diverted from the cycle. That is why the cycle is described as autocatalytic—each molecule of citric acid introduced into the cycle results, after a turn of the cycle, in the generation of two molecules of citric acid. The proposal that the reverse citric acid cycle operated nonenzymatically on the primitive Earth has been a prominent feature of some scenarios for the origin of life [6–8].

(PDF GRATIS: PLoS Biology)

quarta-feira, setembro 24, 2014

A maior mobilização pelo clima da história

Manifestação em Barcelona
No domingo, centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Nova York e de outras duas mil comunidades ao redor do mundo, no que ficou conhecido como a maior mobilização pelo clima da história. “Foi uma linda expressão do nosso amor por tudo aquilo que as mudanças climáticas ameaçam, e da nossa esperança de que podemos salvar este planeta e construir uma sociedade com energia 100% limpa”, diz o texto no site de uma das entidades organizadoras do evento, a Avaaz. Clique aqui para ver algumas fotos e conferir a capa de jornais importantes que deram cobertura ao evento. Para quem ainda duvidava do poder de mobilização da “bandeira verde”, aí está uma amostra do que vem por aí. Só para lembrar: (1) no ano que vem haverá uma reunião envolvendo representantes de várias religiões, a fim de discutir o problema do aquecimento global; (2) cientistas pediram ao papa que encabece os esforços para “salvar o planeta”; (3) o papa Francisco está preparando uma encíclica sobre que assunto? Sim, meio ambiente; e (4) uma das propostas do Vaticano para reduzir as emissões de carbono é reservar o domingo como dia de repouso para todos. Finalmente, eu o convido a assistir ao vídeo logo abaixo das fotos, para entender a correlação entre o ambientalismo e as profecias bíblicas.






terça-feira, setembro 23, 2014

Stephen Hawking deixa clara sua (des)crença

Hawking e sua crença no não
O astrofísico britânico Stephen Hawking revelou [no] domingo que é ateu. Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, Hawking, cujas investigações sobre o Universo são consideradas das mais relevantes da história da ciência, disse que “no passado, antes de entendermos a ciência, era lógico acreditar que Deus criou o Universo”, mas que atualmente tal crença não fazia sentido. “Agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos ‘a mente de Deus’ [escreveu isso no livro Uma Breve História do Tempo] era que compreenderíamos tudo o que Deus seria capaz de compreender se por acaso existisse. Mas não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião acredita em milagres, mas estes são incompatíveis com a ciência”, disse.

A afirmação do cientista surge depois de anos de alguma especulação sobre as suas verdadeiras crenças, uma vez que, se em Uma Breve História do Tempo havia dito que era possível conhecer “a mente de Deus”, noutras intervenções e no livro The Grand Design admitia a hipótese de o Universo se ter criado a partir do nada.

Em Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking tinha exposto a sua ideia de que, um dia, seria possível à humanidade saber tudo sobre tudo. E, ao El Mundo, reitera a sua posição. “Penso que sim, que conseguiremos entender a origem e estrutura do Universo. Na verdade, agora já estamos perto de atingir esse objetivo. Em minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, afirmou.

É por isso que, diz, o investimento na investigação científica por parte dos governos mundiais deve continuar. “Não se pode incentivar os jovens a estudar cursos científicos com cortes no campo da investigação”, refere. Até porque esses jovens poderão ser importantes em campos como a exploração espacial, que Hawking diz ser importante para o futuro da raça humana. “Poderá evitar o desaparecimento da humanidade devido à colonização de outros planetas”, explica, sublinhando ainda que “a exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. [...]


Nota: Li recentemente a minibiografia de Hawking na qual ele descreve situações que, para mim, são muito reveladoras (confira aqui). Quanto a essa recente declaração de fé (a fé na não existência de Deus) do físico para quem a morte é conto de fadas, mas ETs existem, gostei do comentário de João Pereira Coutinho, publicado no site da Folha (confira aqui). [MB]

segunda-feira, setembro 22, 2014

Uma ficção preconceituosa sobre TDI e criacionismo

O preconceito cega
[E continua a propaganda enganosa contra A teoria do Design Inteligente (TDI) e o criacionismo. Desta vez, é a revista Galileu que volta à carga com o texto “Complexidade irredutível e design inteligente: provas do criacionismo ou tentativa de levar religião para aulas de ciência?”, publicado em seu site. Trata-se de um libelo ultradarwinista “cometido” por Carlos Orsi, em sua coluna “Olhar Cético”. Orsi é escritor de ficção científica e horror. As duas coisas se aplicam ao que ele escreveu abaixo. Meus comentários céticos seguem entre colchetes, porque não tive paciência de esperar até o fim do artigo para dizer alguma coisa. – MB]

“Nunca consegui entender”, disse Mr. Pond, “como uma mudança que deveria ter ajudado um animal, se acontecesse depressa, pode ajudá-lo se acontece devagar. E se acontece em seu tataraneto, muito depois de passada a hora de o animal ter morrido sem sequer deixar netos. Poderia ser uma vantagem se eu tivesse três pernas, digamos, para me apoiar em duas enquanto chuto um burocrata com a terceira. Poderia ser melhor se eu tivesse três pernas; mas não seria melhor se eu tivesse apenas uma perna rudimentar [...] até que seja longa o bastante para correr ou escalar, a perna seria apenas um peso extra.”

O Mr. Pond do parágrafo acima é um detetive de ficção, criado pelo escritor britânico G. K. Chesterton (1874-1936). Chesterton tem um dos textos mais charmosos da língua inglesa, e seus contos de mistério são, geralmente, muito bons. O trecho destacado, no entanto, está aí não pelo valor literário, mas filosófico: representa a mais clara e elegante articulação do argumento criacionista da “complexidade irredutível” [o argumento da complexidade irredutível foi proposto por Michael Behe, que não é criacionista].

Popularizada no início dos anos 90 pelo bioquímico americano Michael Behe [pelo jeito, Orsi não leu A Caixa Preta de Darwin], a expressão “complexidade irredutível” refere-se a estruturas onde as partes são tão bem encaixadas e adaptadas umas às outras que, na ausência de uma só delas, o todo se torna tão inútil quanto prejudicial: como a tal “perna rudimentar” que só serviria de peso morto.

Do ponto de vista biológico, diz Behe, a existência de fenômenos “irredutivelmente complexos”, se comprovada, refutaria a evolução por seleção natural. Formas irredutíveis marcariam a assinatura de um “designer inteligente”, que é a expressão-chave de mais uma tentativa hipócrita de contrabandear religião para dentro das aulas de ciências. [Aqui o autor da “pérola” em forma de artigo revela toda a sua ignorância e/ou preconceito. Primeiro, os teóricos da Teoria do Design Inteligente não estão preocupados com religião. Eles não apelam para livros ou argumentos religiosos – basta ler Behe para perceber isso. Há entre os defensores da TDI ateus, agnósticos e, sim, religiosos. Mas nenhum deles defende que se ensine religião em aulas de ciência. Jamais! Aliás, não defendem qualquer tipo de religião. Aliás, nem criacionistas defendem uma ideia dessas, pelo menos não os criacionistas esclarecidos. A própria Sociedade Criacionista Brasileira se opõe ao ensino do criacionismo nas aulas de ciência. Pelo visto, o autor da peça de ficção aí não se deu ao trabalho de conversar com um defensor da TDI nem do criacionismo.]

Há vários problemas com a ideia de “complexidade irredutível” aplicada à biologia. O primeiro e mais fundamental é ignorar a versatilidade da vida: a “perna rudimentar” de Mr. Pond não serve para correr ou escalar, mas pode funcionar como nadadeira [em terra seca? Sei...], ou facilitar os primeiros passos de um animal aquático sobre a terra firme [ainda dentro d’água? Sei...], como mostra o fóssil Tiktaalik, descrito na revista Nature em 2006. Está bem longe, portanto de ser “apenas um peso extra”. [A história do Tiktaalik já foi analisada aqui e aqui.]

A versão do argumento popularizada por Behe se vale de exemplos da bioquímica – ele gosta de citar cadeias de interações entre moléculas que produzem resultados específicos, como a coagulação do sangue, e dizer que cada elo da cadeia é, ao mesmo tempo, essencial para o todo e inútil em si. O jargão bioquímico tende a impressionar mais o público leigo que a “perna rudimentar” de Mr. Pond, mas o raciocínio é, em essência, o mesmo – e sofre das mesmas falhas. [Não, não é o mesmo. Behe desce ao nível da complexidade molecular e bioquímica para mostrar que uma coisa é teorizar sobre “patas de baleia” – como se elas pudessem surgir do nada a partir de informação genética que antes não existia – e outra bem diferente é tentar explicar a bioquímica da visão, da coagulação do sangue ou do sistema de defesa que, de fato, dependem de várias “partes” inter-relacionadas e interdependentes para funcionar; sistemas de cujo perfeito funcionamento a vida dependeu desde o início, caso contrário, não estaríamos aqui agora escrevendo/lendo isto. Chesterton viveu entre os séculos 19 e 20. Em que pese sua genialidade, ele não dispunha dos conhecimentos da biologia molecular e da bioquímica, caso contrário, a tentativa de desconstrução de Orsi seria muiiiiito mais difícil, pois o autor de Ortodoxia teria exemplos melhores para utilizar em seus textos primorosos. Hipocrisia é tentar comparar o argumento da perna com o da complexidade bioquímica da vida.]  

Outro ponto, bem concreto, é que existem explicações plausíveis para a evolução gradual de várias características dos seres vivos, às vezes apontadas como “irredutivelmente complexas”. O livro Creationism Trojan Horse, de Barbara Forest e Paul Gross, por exemplo, indica listas e mais listas de artigos científicos que explicam e evolução das cadeias bioquímicas que Behe e seus colegas insistem em chamar de inexplicáveis. Ou, como escrevem os autores, “mostrando que o que Behe diz que não existe, existe”. [Por que Orsi não cita o livro não traduzido de Behe, The Edge of Evolution, no qual ele rebate essas críticas? Bem, se ele não leu A Caixa Preta de Darwin, duvido que tenha lido este.]

Agora, só como hipótese, vamos supor que haja, escondidos por aí, casos em que nenhuma explicação razoável para a evolução das partes variadas do todo complexo esteja disponível. E então? Poderíamos concluir que houve “design inteligente”? De jeito nenhum: “inexplicado” não implica “inexplicável”. Na verdadeira ciência, a ignorância é ponto de partida, não de chegada. [Mas na ficção científica, em que não importa tanto a verdade dos fatos, a ignorância pode ser o ponto de partida e também o de chegada. Mas horror mesmo é quando os dados são manipulados para se encaixar numa opinião preconceituosa e pré-concebida.]

O Ser é o sentido e a verdade

Martin Heidegger
Enquanto assistia, na Associação Psicanalítica de Aracaju, à excelente palestra intitulada “A Verdade em Heidegger”, minha mente movia-se insistentemente em torno de duas palavras centrais presentes no discurso do palestrante: Ser e Verdade. No âmbito da filosofia, ambas me pareceram por demais metafísicas, fortes abstrações, pensamento puro e longínquas ideias distanciadas do nosso mundo real, onde o ser e a verdade, nessa “existência inautêntica”, estão cada vez mais precários. Pude perceber, porém, que no centro do pensamento heideggeriano Ser e Verdade estão bastante aproximados e relacionados com a questão do sentido. Daí  me recordei de um fragmento lido tempos atrás:

“Para Heidegger, o mundo atual, na ‘idade da técnica’, é o mundo da metafísica, enquanto transforma a verdade em ‘certeza’ e o ‘hipokeímenon’ (sujeito) na mera subjetividade humana. Ora, o sujeito cogitante, representativo e dominador, ‘objetiva’ tudo sem limite algum. O próprio ‘humano’, nas mãos da subjetividade constituinte, vira ‘material’ disponível à ‘vontade de poder’. Então o Ser, o ‘único necessário’, deixa de ser necessário. E é necessário que ele não seja necessário, precisamente para que tudo seja livre e disponível ao arbítrio humano, de modo que este possa reinar, solto e absoluto. Aqui a ocultação do Ser é extrema, e sua verdade, quase irreconhecível. Mas essa ‘necessidade de não ter necessidade do Necessário’, ao mesmo tempo que libera o mundo para a extrema manipulação técnica, aliena e desenraíza o ‘Dasein’ (ser-aí-no-mundo) em relação ao ‘Sein’ (Ser). Agora, em vez de se ancorar no Ser, o homem se perde na conquista da terra e do cosmos. Fica assim ‘desenraizado’ de sua essência, ou seja, ‘fora de si’, ‘alienado’, perdido, sem direção e sem sentido. [...] Porque os homens quiseram mandar no Ser em vez de obedecer-lhe, desceu sobre eles o que Heidegger chama a ‘noite do mundo’ (Weltnacht). Daí também a indigência extrema dos contemporâneos: a de não se darem conta de que vivem exatamente num ‘tempo indigente’. [...] A suprema tragédia é a indiferença do ‘não me importa’. Então, ‘o desejo do ente substitui a necessidade do Ser’. Em contrapartida, pensa Heidegger, se o Ser começa por ser querido e buscado, então se abre a possibilidade de superar o niilismo. Se há saudade, há um início de salvação. Porque a inquietação pelo ‘Sein’ é inquietação pela essência do próprio ‘Dasein’. Isso, contudo, não se resolve apenas na mente, nem apenas na história, mas precisamente na experiência, enquanto mente pensando a história e história vivida pela mente. Por outro lado, o ‘Dasein’ só pode experienciar o Ser se este se dá à experiência, ou seja, se ele se revela. [...] O homem é assim convidado a deixar o Ser, ou seja, deixar o Ser fluir, falar, dar-se. Quanto ao homem mesmo, ele deve apenas velar, escutar e eventualmente acolher o Ser que se desvela e se oferece” (O Livro do Sentido, v. 1, p. 319-321).

Em época de tanta precariedade ontológica, precisamos conhecer e experimentar a profundidade e a verdade do SER. Ele, pessoalmente, alcançando nossa finitude, já Se apresentou à experiência e ao conhecimento humanos.

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

domingo, setembro 21, 2014

Isaac & Charles: Ideias têm consequências

Conheça a página da tirinha no Facebook e o blog.

Cientistas escolhem o papa como mobilizador de massas

Ele está preocupado com a natureza
Tentar conter o efeito da destruição de habitats e das alterações climáticas que tenham origem em atividades humanas depende de todos, por isso os cientistas escolheram um forte mobilizador de massas: o papa. Os cientistas perderam a fé nos políticos e estão contando que os líderes religiosos possam ajudá-los a mobilizar as pessoas a mudar o estilo de vida para que possam ser prevenidas catástrofes (com informações do lê-se  Telegraph). A religião e a ciência têm tido vários conflitos ao longo da história, mas quando o futuro do planeta está em jogo é preciso unir esforços – e a Igreja Católica tem 1,2 bilhão de fiéis. Os líderes religiosos têm um papel moral e de proteção dos crentes – ajudá-los a encontrar fontes de combustível menos poluentes pode servir tanto à vida das populações quanto ao ambiente.

“Os cientistas naturais e sociais já fizeram a parte deles em documentar os danos ambientais irreversíveis (embora com grandes incertezas), e já propuseram medidas de mitigação específicas. O passo de transformação pode muito bem ser a mobilização em massa da opinião pública pelo Vaticano e por outras religiões, com uma ação coletiva pela salvaguarda do bem-estar da humanidade e do ambiente”, afirmam os dois autores do ensaio “Em busca de um bem comum”, publicado pela Science, Veerabhadran Ramanathan, climatólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, e Partha Dasgupta, economista no St. Jonh’s College, em Cambridge, no Reino Unido.

Não foi uma escolha inocente, visto que o papa Francisco já demonstrou estar preocupado com o ambiente. “Os problemas que motivam o Vaticano não são diferentes daqueles que dizem respeito à comunidade científica: esgotamento dos recursos não renováveis​​, perda de serviços do ecossistema e risco de alterações climáticas. Mas aquilo em que o Vaticano pode contribuir é fornecendo a base racional para agirmos: porque é da nossa responsabilidade moral deixar um planeta habitável para as gerações futuras”, diz Marcia McNutt, diretora editorial da Science Magazine.

O ensaio surge depois de Veerabhadran Ramanathan e Partha Dasgupta terem organizado um workshop – “Humanidade sustentável, natureza sustentável, a nossa responsabilidade” – para membros da Pontifica Academia das Ciências e da Pontífica Academia das Ciências Sociais, de 2 a 6 de maio deste ano. Desde então, o papa Francisco têm-se mostrado muito empenhado nessas questões. “É um milagre que oito décadas de investigação entre o Dr. Dasgupta e eu sobre os aspetos naturais e sociais das mudanças ambientais nos tenha levado até aos líderes morais das religiões para salvar a humanidade das alterações climáticas”, disse Ramanathan.


Nota: Há alguns anos venho publicando aqui no blog notícias a respeito do que passou a ser conhecido como ECOmenismo (confira aqui). Outro blog que acompanha o tema é o Minuto Profético, do pastor Sérgio Santeli, um dos primeiros no Brasil a chamar atenção para o assunto. De lá para cá, a convergência de interesses dos aquecimentistas tem ficado cada vez mais evidente, a ponto de cientistas apelarem agora ao próprio papa para que ajude a “salvar o planeta”. Como já destaquei aqui, uma das propostas do Vaticano para ajudar a conter o aquecimento global é o resgate do domingo como dia de repouso. Quem duvida de que todas as classes – inclusive os cientistas que agora pedem ajuda – aceitarão essa proposta de descanso dominical? Quando o medo é grande e existe um líder com carisma e autoridade suficientes, as massas são facilmente conduzidas e aceitam propostas que visam a salvar a vida delas. E ai daqueles que discordarem disso! Evidentemente que ninguém vai discordar do fato de que o consumismo deve ser reduzido, que as emissões de carbono devem ser contidas, que a família e os trabalhadores precisam de mais tempo para o descanso e o lazer. O problema é o dia escolhido para tudo isso. O verdadeiro dia de descanso, da natureza, da família já existe há mais de seis mil anos, e foi estabelecido pelo Criador (confira Gênesis 2:1-3 e Êxodo 20:8-11). Os adventistas creem que a controvérsia sábado (memorial da criação e quarto mandamento da lei de Deus) versus domingo (mandamento do catecismo e sinal da pretensa autoridade romana) se tornará mais intensa à medida que o fim se aproxima, culminando na imposição de uma lei que obrigará todos a reservar o domingo como dia de repouso. E, pelo andar da carruagem, parece que a grande maioria das pessoas se submeterá tranquilamente a essa lei. [MB]

Papa esquece da História e condena violência religiosa

Telhado de vidro
Acabado de chegar à capital da Albânia, o papa Francisco lançou um apelo à coexistência pacífica entre as religiões praticadas naquele país europeu. E acrescentou que a religião “não pode ser um pretexto para a violência”. “Que ninguém pense que pode fazer de Deus um escudo quando planeja e pratica atos de violência e de desprezo”, afirmou o papa Francisco diante de líderes albaneses em Tirana. O chefe da Igreja Católica saudou a coexistência harmoniosa entre religiões na Albânia, dando o país como “um modelo” a seguir. O papa, de 77 anos, surgiu pálido e com um ar cansado, mas não deixou de elogiar um “país de heróis que sacrificaram suas vidas pela independência da nação e um país de mártires que mantiveram sua fé apesar das perseguições”.

Na sua primeira intervenção na Albânia, o papa argentino saudou ainda “o clima de respeito e de confiança recíproca entre católicos, ortodoxos e muçulmanos que é um bem precioso para o país e ganha um significado especial nesta época”. Isso porque “o sentido religioso autêntico é traído por grupos extremistas que deformam e instrumentalizam as diferenças entre confissões, transformando-as num fator de confronto e violência”.

No seu apelo, Francisco dirigia-se a todas as religiões, mas ficou clara a alusão à violência protagonizada na Síria e no Iraque pelos islamitas do Estado Islâmico.


Nota: Com todo respeito aos irmãos católicos, o papa Francisco esquece deliberadamente que por mais de mil anos a Igreja Católica fez exatamente o que ele agora condena: usou a religião como pretexto para a violência. O Santo Ofício levou às masmorras, à tortura e à fogueira muitas pessoas que cometeram o “pecado” de discordar dos dogmas da igreja medieval, ou que foram acusadas de bruxaria e/ou heresia (confira). Quando o telhado é de vidro, fica difícil condenar os outros... [MB]

sexta-feira, setembro 19, 2014

Morte e ressurreição (material de apoio à lição)

Clique aqui para fazer o download de uma apresentação em PowerPoint que vai ajudá-lo na recapitulação da Lição da Escola Sabatina que, nesta semana, tratou do tema "Morte e ressurreição". O material foi preparado pelo pastor e jornalista Diogo Cavalcanti, da Casa Publicadora Brasileira. Ele analisa, inclusive, o significado de palavras gregas e hebraicas, o que ajuda a lançar luz sobre o tema. E o mais importante: a compreensão correta do estado do ser humano na morte enche o coração de esperança e reafirma a convicção de que não fomos criados para morrer. Bom estudo!

“Deixados para trás” ou “Como o fim não será”?

Os eventos finais da história do mundo são tema naturalmente relevante para os cristãos. Os que estudam a Bíblia sabem que, assim como qualquer outro assunto doutrinário, a escatologia (estudo das profecias referentes aos últimos dias) exige atenção cuidadosa: cenários prognósticos propagados em livros e filmes como “bíblicos” precisam ser avaliados tendo realmente as próprias declarações das Escrituras como parâmetro. Por exemplo: uma volta “invisível” de Jesus Cristo e outros elementos da “história” do fim dos tempos contada na série popular “Deixados para Trás” (livros, filmes e agora refilmagem hollywoodiana com Nicolas Cage no papel principal) têm as “credenciais bíblicas”?

Uma análise mais ampla das falhas escatológicas da série pode ser conferida no livro de Dwight K. Nelson Ninguém Será Deixado Para Trás (se preferir assistir a um vídeo sobre o assunto, clique aqui). Já uma visão crítica resumida é esta (notícia abaixo), apresentada por William Craig antes mesmo do lançamento do remake cinematográfico [Concordo com esta exposição de Craig, especialmente quando tomo a liberdade de acrescentar o detalhe importante entre colchetes: “arrebatamento” = “arrebatamento secreto”]:

Vários meses antes de “Left Behind”/“Deixados para Trás” estrear nos cinemas, um proeminente filósofo cristão está lembrando à igreja americana que as alegações do filme sobre o arrebatamento [“secreto”] são falsas.

“Esta doutrina não é realmente encontrada no livro do Apocalipse. Se você ler o livro do Apocalipse, não vai encontrar nenhuma menção ao arrebatamento [“secreto”] lá”, disse William Craig, professor e pesquisador de filosofia da Talbot School of Theology e professor de filosofia na Houston Baptist University.

Em vez disso – afirma Craig –, a ideia do arrebatamento [“secreto”] vem de uma “má interpretação de 1 e 2 Tessalonicenses, onde Paulo está descrevendo a vinda do Senhor e a ressurreição dos mortos, que ocorrerá na Sua vinda.

“Se você comparar o que Paulo diz com o que Jesus diz sobre o fim dos tempos, Paulo usa o mesmo vocabulário, a mesma fraseologia. Acho que é muito plausível que Paulo está falando sobre o mesmo evento que Jesus previu, ou seja, a visível vinda do Filho do homem, no final da história humana, para inaugurar o Seu reino”, disse Craig. “Mas os proponentes do arrebatamento [‘secreto’] dizem que Paulo não está de jeito nenhum falando sobre a segunda vinda de Cristo ali. Segundo eles, Paulo estaria realmente falando desse retorno secreto, preliminar, invisível de Cristo para arrebatar os crentes do mundo antes que ocorra a grande tribulação. Acho que não há apoio textual nenhum para isso.”

De acordo com Craig, o arrebatamento [“secreto”] se tornou uma teoria popular sobre o fim dos tempos devido à influência da Bíblia de Referência Scofield, que foi publicada no início do século 20 e propagava a visão de John Darby, de meados do século 18, sobre o arrebatamento [“secreto”]. Mais tarde, instituições cristãs, entre elas o Dallas Theological Seminary, e igrejas começaram a ensinar a validade do arrebatamento [“secreto”].

“Um bom número de cristãos que creem na Bíblia absorveram esse ponto de vista como se fosse ‘leite materno’ e nunca pensou em questionar suas credenciais bíblicas”, disse Craig. Ele afirmou que é perfeitamente possível que os cristãos assistam ao próximo filme “Deixados para Trás” ou leiam a série, mas eles não devem levar suas alegações a sério. “Pode ser, talvez, boa ficção. Seria como a leitura de ficção científica ou romances de fantasia, como O Senhor dos Anéis. Contanto que você não seja enganado em pensar que isso representa escatologia bíblica”, disse Craig.

Craig, que dirige o Reasonable Faith, uma organização apologética que fornece aos cristãos recursos para falar sobre sua fé de maneira “inteligente, articulada, não transigente, mas respeitosa” conclamou outros estudiosos da Bíblia, pastores e líderes da igreja que também refutam o arrebatamento [“secreto”] a falarem sobre a posição deles. “É espantoso – se eu estiver correto sobre isso – que o evangelicalismo americano esteja tão amplamente enganado ao ponto de se afastar da posição cristã histórica sobre a segunda vinda de Cristo. Isso é realmente bastante preocupante, porque se estivermos errados sobre isso, que outras coisas podemos ter interpretado mal?”, disse ele.


Nota do blog Ler ParaCrer: “A pergunta final de Craig é muito pertinente. Que outros pontos de vista (ou ‘doutrinas’) muitos cristãos podem ter absorvido como ‘leite materno’ sem questionar suas ‘credenciais bíblicas’?”


Clique aqui para saber como será a volta de Jesus.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Série Respostas (vídeos)
























quarta-feira, setembro 17, 2014

1º Congresso Brasileiro de Design Inteligente

Evento reunirá pesquisadores
Pela primeira vez terá lugar na cena científica brasileira um congresso especializado com o objetivo de debater os fundamentos e as implicações da Teoria do Design Inteligente (TDI). O 1° Congresso Brasileiro de Design Inteligente ocorrerá nos dias 14, 15 e 16 de novembro no resort The Royal Palm Plaza, em Campinas (São Paulo), com uma extensa programação especialmente planejada para receber e fomentar o debate científico em torno da origem do Universo e da vida. Na programação, 15 palestras sobre temas que vão desde a química, a bioquímica e a cosmologia serão proferidas por importantes nomes de nosso meio científico, como Rodinei Augusti, Kelson Mota, Marcos Eberlin e Ricardo Marques. A história, conceitos e fundamentos da teoria conhecida como sendo inovadora e ousada - por quebrar paradigmas no meio científico - na chamada Ciência das Origens, serão abordados nos três dias do encontro.

A programação contará ainda com jantar de gala, atividades de confraternização, coffee breaks e no domingo finalizará com a realização de uma assembleia de cunho histórico para a criação da Sociedade Brasileira do Design Inteligente e a divulgação do Primeiro Manifesto Público TDI-Brasil, que abordará, entre outros tópicos, a questão do debate científico entre evolução e a TDI e o ensino da evolução e do Design Inteligente nas escolas e universidades públicas brasileiras.

As inscrições podem ser feitas pelo website oficial do congresso http://www.designinteligentebrasil.com.br/, no link inscrições.

Reconhecida como sendo uma teoria revolucionária, a TDI estuda e analisa os dados científicos mais recentes sobre os eventos que deram origem ao Universo e aos seres vivos, que interpreta apontando, por meio de observação científica e seus métodos, os padrões de inteligência revelados através da complexidade irredutível, da informação e da antevidência, que produzem as evidências de uma inteligência organizadora. Em seu arcabouço teórico, a TDI reúne metodologia e conhecimentos interdisciplinares de estudos dos seres vivos em nível molecular, e através de inferências baseadas em fatos observáveis, propõe uma reinterpretação da origem da vida.

Uma das principais inferências é que não existem processos naturais não guiados conhecidos que, para a vida, poderiam ter formado seus sistemas de irredutível complexidade, nem a informação semântica e aperiódica que governa a vida, como sugere a evolução darwiniana, e que a ciência assim só conhece uma causa para tal complexidade e informação: mentes inteligentes. Assim, há evidencias claras hoje em ciência contra a ação de processos naturais e em favor do Design Inteligente. “Como cientistas, pagos com recursos públicos”, diz o professor Marcos Eberlin, coordenador do evento, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e membro das Academias Paulista e Brasileira de Ciências, “não temos a opção, mas a obrigação de, deixando nossas preferências em casa, avaliar as duas causas possíveis e contar à população a verdade dos dados.” E conclui: “Esses dados apontam, como nunca antes, para a maior descoberta científica de todos os tempos em ciência, a de que fomos planejados. A TDI se propõe então a fazer ciência plena e sem pré-conceitos, livre de qualquer pré-concepção de como o Universo e a vida são, e como deveriam ter sido formados.”

Eberlin, que estuda a fundo a composição da matéria com suas diferentes moléculas no laboratório ThoMSon, que coordena no Instituto de Química da Unicamp, descreve como nos menores componentes da Vida - os átomos e as moléculas - existe uma “assinatura” molecular que aponta para o DI. “Veja os átomos e o balé sincronizado de seus elétrons em orbitais. As proteínas, que possuem uma arquitetura química tridimensional e com pontos de encaixe engenhosamente posicionados que confere a essas moléculas propriedades diversas, uma eficiência extraordinária como aceleradores de reações jamais igualada por qualquer outra máquina. Tudo isso reúne beleza, simetria, design, engenhosidade, sincronismo, ordem, linguagem e periodicidade, quantização, tridimensionalidade – assinaturas inquestionáveis de um Design Inteligente e em tudo absolutamente espetacular!”

A TDI é um programa de pesquisa científica, bem como uma comunidade de cientistas, filósofos e estudiosos que procuram fazer ciência livre e despreconceituosa, e assim avaliam frente aos dados as duas causas possíveis para o Universo e a vida: forças naturais ou a ação de uma mente inteligente. A teoria sustenta que as características do Universo e dos seres vivos são contrárias à ação de processos naturais e mais bem explicadas por uma causa inteligente.

Em suas pesquisas, a TDI tem aplicado diferentes métodos para detectar nos dados científicos evidências da complexidade irredutível das estruturas biológicas, a informação aperiódica, específica e funcional contida, por exemplo, no DNA, e a arquitetura física e o ajuste fino do Universo que sustenta a vida, além da origem geológica rápida como na diversidade biológica no registro fóssil durante a explosão Cambriana e a ausência de dados nesse registro que comprovem a evolução darwiniana.

A TDI moderna surgiu nos EUA na década de 1980 e, desde então, tem ganhado adeptos em todo o mundo, possuindo hoje inúmeros acadêmicos, cientistas, profissionais e  estudiosos que compactuam com sua visão teórica. Em seus quadros, reúne prestigiados cientistas de todas as áreas, como química, bioquímica, biologia, física, estudiosos de filosofia, ética, teologia, ciências sociais, arqueologia. A TDI se propõe, assim, fazer ciência com todo o rigor e a liberdade que ela deve ter, deixando de lado crenças e pressupostos de seus defensores, mas seguindo sempre os dados científicos e as conclusões livres de paradigmas, sem necessariamente se ater a implicações filosóficas ou teológicas que essas conclusões venham a ter.

Para mais informações, contatar: ​Jussara Teixeira, teixeiracomunica@gmail.com,
Tel.: (19) 98822-8108

Adventista perde direito de fazer prova em separado

Conselheiro Fabiano Silveira
O plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (16/9), não ratificar liminar que autorizou um adventista a fazer a prova para juiz em separado. O conselheiro Guilherme Calmon, que abriu a divergência, citou precedentes do próprio CNJ e do Supremo Tribunal Federal em que privilégio semelhante foi negado a integrantes de outros grupos religiosos. Em seu voto, Calmon lembrou ainda jurisprudência internacional. “A Comissão Europeia de Direitos Humanos, em decisão paradigma, não encontrou ilegalidade alguma na demissão de servidor público, adventista do sétimo dia, pelo Reino Unido, por se recusar a trabalhar nos sábados.” Com a liminar, concedida pelo conselheiro Fabiano Silveira (foto), o candidato pôde fazer prova do concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Ceará após o pôr do sol de sábado, dia reservado ao descanso e restauração pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Silveira defendia a ratificação da liminar desde que observadas determinadas condições. Os candidatos que demandassem condições especiais para fazer os exames de acesso à magistratura em função da fé professada deveriam ingressar no local das provas no mesmo horário dos demais candidatos, permanecendo incomunicáveis até o pôr do sol, quando iniciariam o exame, com o mesmo tempo reservado aos demais postulantes ao cargo.

Como a votação indicou empate de sete votos favoráveis ao relator e outros sete em favor da divergência, o presidente do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski, definiu o julgamento ao votar pela divergência. A decisão não implica na eliminação do candidato. 

(Consultor Jurídico)

E vem mais preocupação aí (confira).

Surto de Ebola está fora de controle

OMS pede pede ajuda
O número de novos casos de ebola na África Ocidental está crescendo mais rápido do que as autoridades podem gerenciar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade renovou seu apelo para os profissionais de saúde de todo o mundo irem para a região ajudar. À medida que o número de mortos subiu para mais de 2.400 pessoas entre 4.784 casos, a diretora geral da OMS, Margaret Chan, disse em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, que a vasta natureza do surto – principalmente nos três países mais atingidos, Guiné, Libéria e Serra Leoa – exige uma resposta de emergência maciça. Sarah Crowe, porta-voz da UNICEF, afirma que a agência estava usando formas inovadoras para combater a epidemia, incluindo dizer às pessoas para “usar qualquer coisa que eles tenham, como sacos plásticos, para cobrir-se se eles têm de lidar com pessoas doentes de sua família”.

“Os centros de tratamento de ebola estão cheios, há apenas três no país. Famílias precisam ajudar a encontrar novas formas de lidar com isso e com seus entes queridos e dar-lhes cuidados, sem se expor a essa infecção”, disse ela a partir de Monrovia, capital da Libéria. “É muito surreal e em todos os lugares há um sentimento desse vírus afetando todo o país. Não temos parceiros suficientes. Muitos liberianos dizem que se sentem abandonados.”

Os sobreviventes da doença, que são imunes à reinfecção, estavam sendo usados ​​para cuidar de milhares de filhos de pessoas com suspeita de ebola. Cerca de 2.000 crianças perderam um ou ambos os pais somente na Libéria, segundo Crowe.

A chave para vencer a doença, de acordo com Margaret Chan, é o poder popular. Promessas de equipamentos e dinheiro estão chegando, mas de 500 a 600 especialistas estrangeiros e pelo menos 1.000 trabalhadores de saúde locais são necessários.

“O número de novos pacientes está crescendo mais rápido do que a capacidade de gerenciá-los. Temos que aumentar nosso pessoal pelo menos três a quatro vezes para lidar com isso”, alerta ela. [...]

Chan disse que o número real de mortos é provavelmente muito maior do que a última estimativa, de 2.400 pessoas. “Estamos muito conscientes do fato de que qualquer número de casos e óbitos que estamos relatando é subestimado”, admite.

A taxa de infecção por ebola e as mortes têm sido particularmente elevadas entre os trabalhadores de saúde, que estão expostos a centenas de pacientes altamente infecciosos que podem transmitir o vírus através de fluidos corporais como sangue e excremento. Quase a metade dos 301 profissionais de saúde que desenvolveram a doença morreu.

O apelo por mais profissionais faz coro com os pedidos dos principais especialistas em ebola, incluindo Peter Piot, um dos cientistas que primeiro identificou o vírus em 1976. Em artigo na revista científica online Eurosurveillance com seu colega Adam Kucharski, Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, disse que era difícil de controlar um surto de crescimento exponencial no número de casos.

“Atualmente, centenas de novos casos da doença são relatados a cada semana. Com o número de infecções aumentando exponencialmente, elas poderão em breve ser milhares”, disseram os autores, acrescentando que o número de casos pode dobrar a cada quinzena. “O medo e a desconfiança das autoridades de saúde têm contribuído para este problema, mas cada vez mais também é porque os centros de isolamento estão atingindo suas capacidades. Bem como a criação potencial de transmissão, um grande número de casos não tratados – e, portanto, não documentados – tornam difícil medir a verdadeira propagação da infecção e, portanto, o planejamento e a alocação de recursos”, elucida o artigo.

A agência de saúde da ONU já havia alertado que poderia haver cerca de 20.000 casos na região antes de o surto estar sob controle. [...] O Fundo Monetário Internacional afirmou que o crescimento econômico na Libéria e em Serra Leoa pode cair em até 3,5 pontos percentuais devido ao surto, pois a mineração, a agricultura e os serviços paralisaram.

terça-feira, setembro 16, 2014

O segredo dos hunza, o povo que não envelhece

"Remédios" naturais
[Lamentavelmente, conforme explico aqui, o conteúdo abaixo é uma meia verdade.] Sobre o vale do rio Hunza, na fronteira entre a Índia e o Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante à dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana. No entanto, o aspecto mais surpreendente dessa pequena nação é sua capacidade extraordinária de se manter sempre jovem e saudável. Seus habitantes tomam banhos imersos em águas geladas a 15 graus abaixo de zero, praticam esportes até os 100 anos de idade, as mulheres de 40 anos têm a aparência de adolescentes e é comum uma mulher dar à luz aos 65 anos. Durante o verão, as pessoas se alimentam de frutas e verduras cruas, enquanto no inverno, consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.

Robert McCarrison, um médico escocês, foi o primeiro a analisar e descrever a população do “vale feliz” e destacou o fato de os hunza consumirem uma dieta com restrição de proteínas. Ele comem, diariamente, uma média de 1.900 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidrato. E é precisamente essa dieta especial que, na opinião de McCarrison, permite a notável longevidade desse povo. Ao contrário dos países vizinhos, que compartilham a mesma condição climática, mas não possuem a mesma alimentação, os hunza não conhecem as doenças e têm uma expectativa de vida duas vezes maior. Os habitantes de Hunza, todavia, não escondem seu segredo: recomendam abertamente uma dieta vegetariana, trabalhar e se movimentar constantemente. Além disso, acrescentam que, entre muitos outros benefícios, o estilo de vida que levam permite estarem sempre de bom humor, sem tensão nem estresse.


Nota: Quem aplica as orientações de saúde deixadas pelo Criador colhe os bons frutos decorrentes dessa escolha. Que lição! [MB]

Há '44 milhões de anos' ácaro era ácaro e formiga, formiga

Nada de "evolução"
Uma luta entre um ácaro e uma formiga foi preservada por milhões de anos [segundo a majorada cronologia evolucionista], pois os animais ficaram presos em uma resina fóssil. O momento do ataque em que o parasita mordeu a cabeça da formiga foi eternizado em um pedaço de âmbar do tamanho de uma moeda de dez centavos e não sofreu deteriorações com o passar dos anos. O pequeno pedaço de âmbar foi adquirido por um colecionador que descobriu o tesouro nos países bálticos, na região nordeste da Europa. De acordo com análises, os animais datam de cerca de 44 a 49 milhões de anos atrás [idem]. O ácaro é um dos apenas 14 fósseis conhecidos de um grupo chamado de Laelapidae, cujos parentes modernos muitas vezes vivem entre as folhas caídas no chão das florestas e parasitam formigas. O motivo para que esse parasita seja tão raro de ser encontrado em fósseis é que para ele ser preservado era preciso um contexto muito particular. O ácaro precisava ficar muito tempo em árvores e fica preso na resina que escorre pelos troncos.


Nota: Curiosamente, os dois espécimes são praticamente idênticos aos seus parentes atuais. Quando não se parte para hipóteses baseadas em fósseis petrificados e muita imaginação para cobrir as supostas lacunas (elos) evolutivas entre animais de espécies diferentes (macroevolução), é isto o que temos: animais idênticos aos seus correspondentes modernos, isso tendo se passado tantos supostos milhões de anos de evolução. [MB]