quinta-feira, junho 04, 2015

Descobertos tubos magnéticos ao redor da Terra

Extraordinariamente organizados
Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra. “Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá”, disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney. As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo - de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.

Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia. Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera. Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz - e, portanto, a posição aparente da galáxia - é alterado por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície. Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.

Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.

As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.

As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas”, escreveram os pesquisadores.


Nota: Puro acaso ou design inteligente? Só para lembrar: o campo magnético protege a Terra da radiação letal do Sol. Agradeça a Deus por ele. [MB]

Programa Origens: Arte na natureza

Meu texto no OI: a entrevista de Dawkins

André Petry é ateu, evangelicofóbico (confira), parcial (confira), fã de carteirinha de Darwin (confira) e admirador de Dawkins. E foi a ele que a revista Veja designou a tarefa de entrevistar o biólogo ateu mais incensado do nosso tempo. Ele mesmo, o ídolo de Petry: Richard Dawkins, aquele que cometeu o livro Deus, Um Delírio. Seria como pedir a um cardeal que entrevistasse o papa ou que Marcelo Crivella entrevistasse o “bispo” Macedo. O que você acha que aconteceu? Lógico! A entrevista é um bate-papo amistoso entre iguais. Petry ajeita a bola para Dawkins chutar. Não faz uma pergunta incômoda, não questiona, não pressiona, como deve fazer o bom jornalista. Mais uma vez Veja oferece sua tribuna de páginas amarelas e deixa Dawkins falar à vontade. E veja só algumas coisas que ele disse: [Continue lendo.]

quarta-feira, junho 03, 2015

Ferramentas antes do homem? Quem fez?

Descoberta intrigante
Uma descoberta feita no Quênia está deixando cientistas e paleontólogos de todo o mundo extremamente inquietos. Trata-se de um conjunto de ferramentas encontradas em um sítio arqueológico datado do período Plioceno, ou seja, há mais de 3,3 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O dado é que esse tempo é anterior ao surgimento [sic] dos primeiros homens. O primeiro homem conhecido é o Homo habilis, que surgiu milhares de anos depois do período Plioceno. Por conta disso, cientistas e especialistas acreditam que a nova descoberta poderá fazer com que toda a história da humanidade – e talvez do planeta – seja reescrita. Isso porque, além da data em questão, as ferramentas são consideradas bastante sofisticadas: há martelos, bigornas e seixos esculpidos.

Em artigo publicado na Nature, revista especializada no ramo, os responsáveis pela descoberta deram o nome de Lomekwian a essa produção proto-humana. Ela é 700 mil anos mais velha que a produção olduvaiense, até então a mais antiga já descoberta. Mais do que a antiguidade, os pesquisadores agora se preocupam com a única pergunta sem resposta: Se essas ferramentas são anteriores ao homem, quem as teria produzido e utilizado?


Nota: Resta saber o que será reavaliado primeiro: a teoria sobre a origem do ser humano ou os métodos de datação... De qualquer forma, é um achado que deixa claro que a terra ainda pode revelar muita coisa surpreendente à medida que é escavada. [MB]

Família usa motorhome para ensinar culinária saudável

Crianças aprendem a cozinhar
O motorhome amarelo com estrelas azuis, carinhosamente apelidado de “estrelinha”, tem chamado a atenção especialmente das crianças e de seus pais em feiras de saúde realizadas pela Igreja Adventista. Há cerca de um ano, uma família do interior de São Paulo transformou o veículo num espaço lúdico com o objetivo de incentivar a garotada a ter uma alimentação mais saudável. Fábio e Lisany Contrera são os idealizadores da iniciativa. Eles contam que tudo começou depois de um curso realizado em uma igreja. Ao perceberem que a aula havia feito sucesso entre a criançada, o casal concluiu que o motorhome poderia chegar ainda mais longe na missão de promover a educação alimentar. O próximo destino foram as feiras de saúde. Desde então, o projeto já soma quase vinte participações em eventos do gênero. “A alimentação saudável deve ser aprendida desde cedo como um dos remédios naturais deixados por Deus. Por isso criamos esse ministério voltado para as crianças”, explica Fábio.

Conscientizar os baixinhos de uma maneira prazerosa e divertida é uma forma de mudar o comportamento dos próprios pais, conforme acredita Lisany. “Quando você ganha o filho, você ganha os pais. Então, ao invés de ensinar os pais a cozinhar, a gente passou a ensinar as crianças. Dificilmente um pai e uma mãe irão rejeitar um prato saudável preparado pela própria criança”, observa.

Embora Fábio e Lisany coordenem o projeto, eles não fazem o trabalho sozinhos. Um dos objetivos do casal é identificar nas igrejas crianças que tenham “dotes culinários”. Isso porque nas aulas práticas ministradas no motorhome, são os pequenos “chefs” que colocam as mãos na massa. “Nós apenas orientamos e supervisionamos para que não ocorra nenhum acidente”, explica Fábio.

Matheus Maia dos Santos, de 12 anos, é um dos aprendizes e, ao mesmo tempo, “professor”. “É incrível participar. Quando vi o ‘estrelinha’ pela primeira vez, não imaginava que nele funcionasse uma casa com uma cozinha que ensina a gente a fazer coisas gostosas e saudáveis”, relata. Hoje, Matheus é o responsável por um suco de melancia que ele garante ser irresistível, além de ser completamente natural.

Marcella Borges, de 9 anos, é outro talento que participa da iniciativa. Desde cedo ela demonstrou interesse por culinária e está decidida a estudar gastronomia e abrir um restaurante vegetariano, segundo conta o pai, Michelson Borges, que é editor da revista Vida e Saúde. “Ela ajudava a mãe na cozinha e, quando íamos a restaurantes, dava um jeito de observar a cozinha”, relembra. Como incentivo, os pais de Marcella criaram um canal no YouTube, onde a garota divulga vídeos com receitas naturais. “Quando a Lisany convidou a Marcella para participar no projeto de culinária saudável no motorhome, ela ficou muito feliz e descobriu o que pode fazer para ajudar nas feiras de saúde”, realça Michelson.

A mãe, Débora, acrescenta o fato de que o projeto valoriza receitas saudáveis enquanto a maioria dos sites e canais sobre culinária ensina a preparar alimentos que não fazem bem à saúde. “Isso ajudou a Marcella a desenvolver o gosto pelo que é bom e a sentir-se ainda mais motivada a ensinar outras pessoas”, avalia.

Marcella Borges e Lisany Contrera

Além de adquirir hábitos saudáveis, no motorhome as crianças aprendem que comida vegetariana também pode ser saborosa. E o modo de aprendizado não poderia ser outro. É fazendo que elas provam que isso é verdade. Trajando aventais e toucas, os “chefs mirins” preparam diante de expectadores com olhinhos atentos e água na boca receitas que incluem kibes vegetarianos, cookies de aveia, suco detox e pão de mandioquinha. E o melhor momento para a turma, como é de se imaginar, é a hora da degustação.

Diante dos primeiros resultados positivos, a família Contrera já pensa em agregar novas ações ao projeto. “Numa próxima etapa pretendemos criar concursos de culinária kids, por exemplo”, planeja Lisany. De acordo com ela, a ideia é premiar os vencedores com uma viagem a bordo do “estrelinha”, com direito, é claro, a acompanhamento dos pais e à especialidade da casa: comida 100 por cento saudável.

(Márcio Tonetti, Revista Adventista)

Lúcifer na telinha e a feminização do nome de Deus

Distorção do relato bíblico
De acordo com o site Fast News, não é só no Brasil que a sociedade se manifesta sobre a programação veiculada na TV que vai contra os princípios cristãos. Nos Estados Unidos, milhares de mães se reuniram para protestar contra a série “Lúcifer”, novo lançamento da Fox para 2016. Foi aberta uma petição que está nos sites The American Family Association e One Million Moms (Associação da Família Americana e Um Milhão de Mães), na qual se diz que “o programa descaracteriza Satanás, se afasta dos verdadeiros ensinamentos bíblicos sobre ele, e retrata de maneira imprecisa as crenças da fé cristã. Ao colocar essa série no ar, a Fox está desrespeitando o cristianismo e zombando da Bíblia”. A petição já rendeu assinaturas de mais de 12 mil mães até a última quinta-feira (28/5), no One Million Moms. Mais 72 mil pessoas também estão apoiando a causa no The American Family Association.

Na série, o demônio é protagonizado como Lúcifer Morningstar, que decide sair do inferno para se mudar para Los Angeles, com o intuito de abrir uma discoteca de luxo, denominada “Lux”. Na trama, Deus se chateia com o fato de Satanás deixar o inferno e resolve enviar um anjo chamado Amenadiel, que tenta convencer Lúcifer a voltar.

Além disso, Satanás irá auxiliar o Departamento de Polícia da cidade a solucionar o assassinato de uma estrela pop em sua casa noturna. Para isso, ele abusará da sua capacidade de “extrair segredos das pessoas” e se apaixonará por uma detetive, o que o fará questionar sua própria natureza perversa.

E na Inglaterra, um grupo de cristãs lançou campanha para incentivar os fiéis a se referirem a Deus como “Ela”. Batizado de Watch, e mais conhecido como Mulheres e a Igreja, o grupo afirma que usar apenas o “Ele” nos rituais e nas orações faz com que Deus seja mais parecido com homens, o que configura um caso de sexismo. Uma das líderes do movimento é a pastora anglicana Emma Percy, responsável pela capela do Trinity College, em Oxford (Inglaterra). Ela disse ao Sunday Times: “Quando usamos apenas o masculino para Deus reforçamos a ideia de que Deus é como um homem. Assim, sugerimos que Deus é mais semelhante aos homens do que às mulheres”. Outra pastora, Kate Bottley, já está retirando, quando possível, todas as referências a “Ele” e “dEle” durante a pregações, contou o Metro (Page Not Found).

Claro que o conceito de homem e mulher não se aplica necessariamente a Deus, e que ambos, homem e mulher, foram criados à imagem e semelhança dEle. Mas ocorre que, na Bíblia, Deus Se identificou como “Ele”. Referir-se a Ele como “Ela”, além de contrariar as Escrituras, é partir para o lado oposto da questão.

O fato é que, tanto dentro quanto fora do ambiente cristão, há vozes propondo certas revisões de ideias e conceitos. É o relativismo em sua essência. Deus? Tanto faz como você O vê e O define. Satanás? Reescreva a história dele e, se possível, pinte-o como um ser digno de pena, merecedor do perdão de um Deus tirano. De qualquer forma, para quem não lê a Bíblia (e não crê nela), essas distorções acabam impregnando os pensamentos e contribuindo para fixar a ideia de que tudo isso não passa de um mito para ser explorado pelas câmeras dos produtores/diretores ávidos por dinheiro. [MB]

terça-feira, junho 02, 2015

Vida e Saúde: a origem da questão

Modismos dietéticos vêm e vão. O pior é quando são criados com base em cenários hipotéticos e distanciados da realidade atual

A controvérsia entre as teorias da evolução e da criação existe há muito tempo e se acirrou a partir da publicação do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, em 1859. De lá para cá, um grupo defende que a vida surgiu neste planeta há bilhões de anos, tendo se tornado mais e mais complexa com o tempo, dando origem ao ser humano, resultado de uma cadeia de ancestralidade animal. No outro lado da questão, estão os criacionistas. Para eles, assim como para Louis Pasteur, vida só provém de vida, e Deus seria o responsável por tê-la trazido à existência. Os criacionistas bíblicos vão além e defendem que o relato da criação pode ser lido (ainda que de forma resumida) no livro do Gênesis. Ali há, inclusive, recomendações quanto à dieta originalmente estabelecida para os seres humanos. Seria a “dieta do jardim”.

Como se pode ver, aquilo que as pessoas pensam a respeito das origens repercute em várias áreas da vida, não ficando o assunto restrito apenas a discussões filosóficas e/ou científicas. Como os evolucionistas entendem que a civilização moderna foi precedida por uma fase “hominídea”, em que os supostos ancestrais do Homo sapiens viviam de caça e coleta, há quem defenda a suposta dieta deles como a mais apropriada para nós. E chamam isso de “dieta paleolítica”.

Atenta aos modismos dietéticos, mas não presa a eles, Vida e Saúde pediu à Dra. Késia Quintaes, professora universitária, pesquisadora e doutora em Alimentos e Nutrição, que avaliasse essa “dieta evolucionista” e a comparasse com a “dieta criacionista” (vegetariana), verificando seus pontos positivos e negativos. Você confere tudo isso na matéria de capa desta edição.

O crescimento da epidemia de dengue que assola vários estados brasileiros é tema de outra de nossas reportagens. O jornalista Fernando Torres conversou com especialistas no assunto e mostra o que as pesquisas prometem e o que a população pode fazer para intensificar o combate ao Aedes aegypti.

Mas tem mais: transplante de órgãos; os efeitos do alcoolismo no trabalho; o grande segredo para a perda definitiva de peso; as diferenças entre amor e paixão (já que estamos no mês dos namorados...); cuidados simples que garantem a beleza e a saúde da pele e dos cabelos, mesmo na estação mais fria do ano. Tudo isso (e otras cositas más) você confere nesta edição de Vida e Saúde.

Michelson Borges é editor da revista Vida e Saúde
Faça já sua assinatura (clique aqui)

Charlie & Dawkins: uma semana endiabrada

Cruzada dawkiniana
A semana passada foi bastante agitada. Enquanto as redes sociais foram invadidas por certo ritual chamado “Charlie Charlie Challenge”, a suposta invocação de um demônio mexicano, Richard Dawkins fez suas pregações por aqui (ele tem um livro cujo título é O Capelão do Diabo). Quando pretendia deixar o Brasil, no dia 28, num voo para Los Angeles, o biólogo ateu militante tropeçou, machucou o rosto, levou cinco pontos e não pôde embarcar. No Facebook, um internauta mais maroto chegou a escrever: “Deus é mesmo brasileiro!” Brincadeiras e provocações à parte, enquanto esteve em nosso país, Dawkins, que deveria falar sobre ciência, biologia e evolucionismo, não resistiu e tratou de subjetividades como ateísmo e insultou criacionistas. Exemplo disso é a entrevista que ele concedeu à Galileu. À revista, ele afirmou o seguinte: “Eu nunca quis nada além de lutar contra o criacionismo.” Então o pessoal aqui no Brasil gastou uma grana para trazer um biólogo que não veio falar de ciência, mas atacar os criacionistas.

Uma coisa boa na entrevista de Dawkins concedida à Galileu foi sua admissão de que não faz pesquisa: “Eu acho que depois de escrever O Gene Egoísta eu basicamente dei uma guinada para o caminho de escrever livros ao invés da pesquisa. Eu cheguei a fazer um pouco mais de pesquisa, mas obviamente não o mesmo tanto que eu teria feito se não tivesse me dedicado a escrever livros [que rende mais]. E eu não acho que eu me arrependa disso, de certa forma sim, mas eu provavelmente fiz mais pela ciência ao escrever livros do que teria feito através de uma pesquisa muito restrita que teria sido possível fazer [quanta modéstia!]. Eu nunca teria sido um grande pesquisador, de qualquer forma.” [Há quem diga – ateus, inclusive – que nem pensador, nem escritor, nem filósofo ele é…] 

Estudo sobre chocolate não passava de farsa

Pesquisa manipulada
Um estudo publicado em abril na revista científica International Archives of Medicine chegou à conclusão de que comer chocolate “aumenta significantemente” as chances de emagrecer durante uma dieta. Parecia bom demais para ser verdade. E realmente era. Na quarta-feira (27), o autor revelou, em um artigo publicado no blog “io9”, que tudo não passou de uma farsa. Seu objetivo era mostrar como estudos de péssima qualidade científica na área de dietas conseguem facilmente entrar para as manchetes de publicações da área. As conclusões tendenciosas do estudo realmente tiveram destaque em grandes meios de comunicação, entre sites, revistas e jornais de vários países. O autor da farsa é o jornalista John Bohannon. Ele se juntou a um grupo que incluía um médico e um estatístico e recrutou, pelo Facebook, 15 voluntários para participar do experimento. Cada um recebeu 150 euros para participar da pesquisa por três semanas. Eles foram divididos em três grupos. Cada um deveria seguir uma dieta diferente. Uma delas incluía comer uma barra de chocolate com alto teor de cacau por dia. No fim das contas, o grupo que comeu chocolate perdeu peso 10% mais rápido.

O dado realmente foi observado nos participantes, porém é insignificante do ponto de vista científico. Isso porque o número de pessoas testadas - apenas 15 - é muito baixo para se chegar a qualquer conclusão confiável. O grupo inventou um instituto chamado “Institute of Diet and Health”, que seria a instituição onde o estudo-farsa teria sido feito, e o submeteu à revista científica International Archives of Medicine. O artigo foi aprovado sem questionamentos, apesar de a publicação alegar que “todos os artigos submetidos à revista são revisados de maneira rigorosa”.

Bohannon conseguiu provar sua tese de que pesquisas na área de dieta conseguem ser publicadas em revistas científicas e ganhar destaque midiático mesmo se tiverem uma qualidade muito ruim. “Se um estudo nem mesmo lista quantas pessoas participaram, ou alega que é ‘estatisticamente significante’, mas não diz qual foi o efeito, você deve se perguntar por quê. Mas, na maioria das vezes, não fazemos isso.”

Antes da farsa do chocolate, Bohannon já tinha feito um trabalho para a respeitada revista Science [confira aqui] para provar que parte das revistas científicas de acesso aberto, que alegam submeter seus estudos a um rigoroso processo de revisão por pares, na verdade aceitava publicar pesquisas de qualidade mais do que duvidosa.


Nota: Infelizmente, essa notícia do chocolate não é um problema pontual. Confira neste artigo do site Notícias Naturais: “O Dr. Richard Horton, editor chefe da The Lancet, uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo, denunciou que grande parte das pesquisas médicas publicadas não são confiáveis ou são até mesmo falsas. ‘Grande parte da literatura científica, talvez a metade, pode ser simplesmente falsa. Afetada por estudos com pequenas provas, efeitos minúsculos, análises exploratórias inválidas e flagrantes conflitos de interesse, juntamente com uma obsessão por perseguir tendências de moda de duvidosa importância; a ciência se voltou para a obscuridade.’ O mais preocupante dessa denúncia é que todos esses estudos têm sido patrocinados pela indústria, a qual os utiliza para desenvolver medicamentos e vacinas que supostamente deveriam ajudar as pessoas, ajudar na formação do pessoal médico e educar os estudantes de medicina. Horton continuou denunciando que os editores das revistas médicas ajudam e apoiam os piores comportamentos, que a quantidade de pesquisa de má qualidade é alarmante, e que os dados são manipulados para que se encaixem com as teorias a serem defendidas. Segundo o Dr. Horton, as confirmações importantes são muitas vezes rechaçadas e muito pouco é feito para corrigir as más práticas.

“Outra das vozes prestigiadas que se somam às denúncias foi a Dra. Marcia Angell, editora chefe da revista New England Medical Journal (NEMJ), considerada outra das revistas médicas mais prestigiadas do mundo: ‘Simplesmente já não é possível acreditar em grande parte da pesquisa clínica que é publicada, ou confiar no juízo dos médicos de confiança ou nas diretrizes médicas autorizadas. Não me dá nenhum prazer essa discussão, a qual entrou lentamente e com relutância ao longo das minhas duas décadas como editora da New England Journal of Medicine.’”

O livro Imposturas Intelectuais, sobre o qual comentei neste post, também trata desse problema, mas na área da física. [MB]

Legal mesmo é a história por trás do paper, contada em detalhes aqui (em inglês).




segunda-feira, junho 01, 2015

Nova espécie de hominídeo ou mais imaginação fértil?

Mais um fragmento e muita história
Pesquisadores descobriram na Etiópia os restos fósseis de uma nova espécie de hominídeo que datam de 3,3 a 3,5 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista], que viveram ao mesmo tempo e no mesmo lugar que Lucy, a famosa Australopithecus, elevando provas [sic] de que vários tipos de pré-humanos já viviam juntos. “Um novo parente se juntou a Lucy na árvore familiar humana”, informou Yohannes Haile-Selassie, pequisador do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos. O estudo publicado [na semana passada] na revista Nature afasta um pouco a hipótese, antiga e agora muito contestada, de que Lucy seria a mãe da humanidade e nossa ancestral direta [mas essa ideia foi tão alardeada...]. Principal autor do estudo, Haile-Selassie analisou mandíbulas superiores e inferiores e dentes isolados encontrados em 2011 a 35 quilômetros do lugar onde viveu a espécie Australopithecus afarensis, à qual pertencia Lucy. As escavações foram realizadas no Afar, região desértica no Leste da Etiópia e considerada um dos berços da humanidade.

A nova espécie foi nomeada Australopithecus deyiremeda. Na língua Afar, deyi significa “perto” e remeda significa “parente”. Ela se diferencia da espécie de Lucy pela forma e o tamanho dos dentes e a arquitetura robusta do seu maxilar inferior. Esse vizinho “é uma nova confirmação de que o Australopithecus afarensis não é a única espécie potencialmente ancestral do homem que viveu na região etíope de Afar”, observa Haile-Selassie.

Lucy, cujo esqueleto está completo em mais de 40%, com 52 ossos, foi descoberta em 1974 por uma equipe que inclui Donald Johanson, Maurice Taieb e Yves Coppens. Com mais de 3,2 milhões de anos [idem], medindo 1,10 metro, ela era bípede mas também alpinista. Sua espécie viveu entre 2,9 milhões e 3,8 milhões de anos atrás [idem]. O francês Coppens argumentou por muitos anos que Lucy foi “erroneamente apresentada como a mãe da humanidade”. Embora durante um longo tempo os paleontólogos tenham acreditado que houvesse apenas uma espécie de pré-humanos para o período de 3 a 4 milhões anos, várias descobertas, no Chade e no Quênia, levaram a questionar essa tese.

Por seu lado, Yohannes Haile-Selassie espera que alguns de seus colegas se mostrem céticos sobre a nova espécie Australopithecus deyiremeda. “Acho, no entanto, que é hora de assistirmos a esse momento da evolução humana com uma mente aberta e que examinemos cuidadosamente os fósseis disponíveis, em vez de rejeitá-los quando eles não correspondem às nossas hipóteses”, acrescentou. [Que bom seria se fosse sempre assim...]


Nota: Segundo me disse um amigo doutor em biologia, a conclusão dele é que, “para ser paleoantropólogo tem que vir com um estoque imaginativo mais que imenso. É impressionante como se escreve tanto tendo como base tão pouco! Outra coisa que paleoantropólogo tem que aprender desde cedo é que ‘parcimônia’ deve ser deixada de lado. O que explica é a hipótese mais inverossímil. Mas... se não for assim, o estrelato jamais chegará. E, claro, nem pensar em publicar na Nature ou na Science!”

E outro amigo comentou: “Uma mandíbula e alguns dentes - presto! Alakazam! Temos uma nova espécie? Ainda bem que na ciência ainda há vozes sensatas e céticas de tais afirmações, como o Spoor [leia aqui]. O campo da paleoantropologia é um campo minado onde as personalidades querem para si a glória de ter achado o elo perdido. Tenho esta citação comigo, tirada de um antigo artigo da Science: ‘The field of paleoanthropology naturally excites interest because of our own interest in origins. And, because conclusions of emotional significance to many must be drawn from extremely paltry evidence, it is often difficult to separate the personal from the scientific disputes raging in the field. [...] The primary scientific evidence is a pitifully small array of bones from which to construct man’s evolutionary history. One anthropologist has compared the task to that of reconstructing the plot of War and Peace with 13 randomly selected pages. Conflicts tend to last longer because it is so difficult to find conclusive evidence to send a theory packing’ (Constance Holden, ‘The Politics of Paleoanthropology’, Science, p. 737 [August 14, 1981]).

“Mais recentemente, Richard Lewontin escreveu em um livro: ‘When we consider the remote past, before the origin of the actual species Homo sapiens, we are faced with a fragmentary and disconnected fossil record. Despite the excited and optimistic claims that have been made by some paleontologists, no fossil hominid species can be established as our direct ancestor... The earliest forms that are recognized as being hominid are the famous fossils, associated with primitive stone tools, that were found by Mary and Louis Leakey in the Olduvai gorge and elsewhere in Africa. These fossil hominids lived more than 1.5 million years ago and had brains half the size of ours. They were certainly not members of our own species, and we have no idea whether they were even in our direct ancestral line or only in a parallel line of descent resembling our direct ancestor’ (Lewontin, Richard C., Human Diversity. Scientific American Library: New York NY, 1995, p. 163).

“De lá para cá nada mudou nessa área, a não ser o surgimento a cada ano de um parente evolutivo próximo, mas que em seguida é descartado pela comunidade científica. Além disso, há outros fatores a se considerar nas árvores filogenéticas e moleculares: elas se contradizem! ‘When biologists talk of the ‘evolution wars’, they usually mean the ongoing battle for supremacy in American schoolrooms between Darwinists and their creationist opponents. But the phrase could also be applied to a debate that is raging within systematics. On one side stand traditionalists who have built evolutionary trees from decades of work on species’ morphological characteristics. On the other lie molecular systematists, who are convinced that comparisons of DNA and other biological molecules are the best way to unravel the secrets of evolutionary history. [...]

“‘So can the disparities between molecular and morphological trees ever be resolved? Some proponents of the molecular approach claim there is no need. The solution, they say, is to throw out morphology, and accept their version of the truth. ‘Our method provides the final conclusion about phylogeny’, claims Okada. Shared ancestry means a genetic relationship, the molecular camp argues, so it must be better to analyse DNA and the proteins it encodes, rather than morphological characters that can end up looking similar as a result of convergent evolution in unrelated groups, rather than through common descent. But morphologists respond that convergence can also happen at the molecular level, and note there is a long history of systematists making large claims based on one new form of evidence, only to be proved wrong at a later date” (Trisha Gura, “Bones, molecules…or both?”, Nature, v. 406:230-233, 2000).’

“E de lá para cá cada vez mais a genômica complica esse meio de campo da evolução humana e da [suposta] ancestralidade comum.”

Drosophila: cem anos de testes e nenhuma função nova

Assas sem músculos: inúteis
Modelos computacionais sugerem que há uma chance de 65,2% de conseguir uma mutação bem-sucedida dentro de uma geração. Também assume que praticamente todas as gerações irão produzir uma mutação favorável.[1] Depois de mais 27 mutações, haveria um órgão novo e funcional. Mas o que o conhecimento científico atual na área de mutagênese diz a respeito da Drosophila melanogaster? A mosca-da-fruta, D. melanogaster, é um organismo modelo genético bem estudado e altamente dócil para a compreensão dos mecanismos moleculares de doenças humanas. Sugere-se que muitas propriedades biológicas, fisiológicas e neurológicas básicas são compartilhadas entre a mosca-da-fruta e os humanos. A D. melanogaster contém aproximadamente 14 mil genes, enquanto o ser humano possui cerca de 19 mil.[2-4] Sabe-se que 75% dos genes de doenças humanas conhecidas têm uma correspondência com o genoma da mosca.[2, 3] Quando o genoma total de ambas as espécies é comparado, 44% das proteínas humanas são similares às da mosca-da-fruta.[7]

Os geneticistas começaram a criar a mosca-da-fruta logo após a entrada do século 20, e desde 1910, quando a primeira mutação foi relatada, mais de 3.000 mutações têm sido identificadas.[8] Todas as mutações são prejudiciais ou inofensivas; nenhuma delas produziu uma mosca-da-fruta mais bem-sucedida.[9] Em 2010, um estudo norte-americano acompanhou em laboratório mais de 600 gerações de D. melanogaster, e descobriu que é raro o surgimento de alelos incondicionalmente vantajosos por meio da seleção natural.[10] Pesquisas têm demonstrado cada vez mais os limites do poder seletivo desse mecanismo sobre as espécies. Entretanto, está bem estabelecida sua influência em alterar o equilíbrio das frequências gênicas em distintas populações.[11-13] Quando as populações se deparam com mudanças ambientais e migram para uma nova área, por exemplo, a seleção natural favorece a combinação de características que farão o organismo mais bem-sucedido (adaptação) nesse novo ambiente.[9]

No entanto, também deve ser considerado o custo de fitness (perda de aptidão/função) que a mosca-da-fruta sofre por manter sua variedade genética ou quando há ganho de uma nova função. Em 2003, um estudo suíço demonstrou que cada nova capacidade de aprendizagem (nova função metabólica, por exemplo) confere um maior custo ao organismo; no caso da mosca, esse custo seria representado por uma diminuição na capacidade competitiva de suas larvas.[14] Outro exemplo de custo de fitness pode ser encontrado em bactérias que passaram a metabolizar citrato na presença de oxigênio (o que geralmente não ocorre), no entanto, essa nova função provavelmente resultou da perda de informação genética.[15] Mais ainda: bactérias tiveram um crescimento mais rápido e um aumento na capacidade competitiva das cepas a custo da perda de genes por mutações deletérias, o que resultou em diminuição de seus genomas.[16] Em termos práticos o que está sendo sugerido é que alterar um recurso para melhor pode mudar outro para pior, portanto, na análise do balanço, não houve diferença entre o saldo inicial e o final.

No tocante às experiências realizadas com as moscas-da-fruta, os neodarwinistas alegam que observaram a origem de novas espécies (especiação), considerando a definição simplista padrão de “espécie” como sendo uma “população reprodutivamente isolada”. Em 1974, foi realizado na Inglaterra um estudo experimental em duas subespécies preexistentes da mesma espécie de D. melanogaster com o objetivo de determinar se mudanças nas preferências de acasalamento poderiam ser induzidas.[17] Isso incluiu a morte artificial de híbridos entre as cepas (um processo que não necessariamente imita a natureza). Os resultados demonstraram que um isolamento reprodutivo incompleto foi estabelecido. Em 1956, um estudo escocês já havia demonstrado apenas um isolamento sexual parcial.[18]

A mudança biológica mais evidente que o exemplo reprodutivo documentou foram diferenças de comportamento em pequena escala em relação ao cortejo (namoro), especificamente em mudanças na quantidade de “lambidas” e “vibração” que os machos realizam com as fêmeas para iniciar o acasalamento.[19] Porém, tudo o que foi observado são alterações nos comportamentos de iniciação ao namoro (lambidas e vibrações) mudando entre as cepas. Ambas as linhagens foram “similares” antes das experiências, e essas pequenas alterações nos comportamentos de acasalamento se mantiveram muito semelhantes após os experimentos. Mais uma vez, nenhuma mudança biológica significativa foi observada, e o isolamento reprodutivo completo (por exemplo, especiação) não foi estabelecido.

Ou asas atrofiadas
Outra pesquisa experimental selecionou artificialmente certas características comportamentais, mas produziram apenas “ligeiro” isolamento sexual ou “isolamento reprodutivo incipiente”, devido a “mudanças no comportamento sexual”.[20] O artigo sugere que o completo isolamento reprodutivo não foi encontrado: “Se a seleção para geotaxia e fototaxia sempre e necessariamente produz uma mudança no comportamento sexual, e se a contínua seleção pode levar a divergência sexual em qualquer lugar próximo ao isolamento [reprodutivo] completo, só pode ser decidido por novos experimentos”. Nesse caso, não somente o completo isolamento não foi alcançado, mas a mudança biológica significativa também não foi atingida.[19] Além desses, podemos citar outros estudos que não encontraram o completo isolamento reprodutivo em espécies de moscas-da-fruta.[21, 22]

A manipulação de genes foi mais uma tentativa de progressão evolutiva das moscas-da-fruta a qual resultou em aspectos de monstros. A mais popular, a partir de uma perspectiva evolucionista, foi a experiência com os genes chamados HOX (uma abreviação de Homeobox) utilizados pelo organismo durante o desenvolvimento embrionário. Nesse sentido, os cientistas imaginaram que seria mais simples para a evolução operar através da mutação desses genes (isso foi antes de os estudos recentes mostrarem que o desenvolvimento embrionário é mais influenciado pelo DNA regulador, e não por genes). Foi então que, em 1987, um estudo experimental observou mutações no complexo do gene Antennapedia (Antp) da mosca-da-fruta, que resultou no crescimento de pernas na cabeça em vez de antenas.[23] Também foi observado que mutações no gene Homeobox geraram moscas com quatro asas.[24] As asas extras não tinham músculos e representaram peso morto. Para Stephen Meyer, “moscas mutantes que produzem quatro asas sobrevivem hoje apenas em um ambiente cuidadosamente controlado e somente quando pesquisadores qualificados meticulosamente orientam seus estudos por meio de um estágio não funcional após o outro. Essa experiência cuidadosamente controlada não nos diz muito sobre o que mutações não direcionais podem produzir na natureza”.[25: p. 105] 

Enfim, assim como ocorre com a D. melanogaster, as evidências revelam o acúmulo de mutações deletérias em outros seres vivos, levando à degeneração e à perda de informação genética em um curto espaço de tempo.[16, 26-30] A entropia genética corrobora essas evidências ao afirmar que há maior acumulação de mutações prejudicais do que qualquer outro tipo, e que esse acúmulo ocorre tão rapidamente que a seleção natural não poderia detê-lo.[31] O que não se observa é um aumento de nova informação genética, já que para o “surgimento” de novos genes e/ou órgãos funcionais e planos corporais seria necessário acréscimo de muita informação complexa e específica. Assim, décadas de estudos de laboratório e de campo nas populações selvagens sugerem que a seleção natural só atua nas variações que já existem na população e, mesmo assim, de forma limitada. Os sobreviventes dos mais de cem anos de torturas em laboratório ainda são apenas moscas.

(Everton Alves)

Referências:
1. Truman R. “Dawkins’ weasel revisited.” Journal of Creation 1998; 12(3):358-361.
2. Adams MD, et al. “The genome sequence of Drosophila melanogaster”. Science. 2000; 287(5461):2185-2195.
3. MGC Project Team. “The completion of the Mammalian Gene Collection” (MGC). Genome Res. 2009; 19(12):2324-2333.
4. Ezkurdia IJuan DRodriguez JMFrankish ADiekhans MHarrow JVazquez JValencia ATress ML. “Multiple evidence strands suggest that there may be as few as 19.000 human protein-coding genes.” Hum Mol Genet. 2014; 23(22):5866-78.
5. Reiter LTPotocki LChien SGribskov MBier E. “A Systematic Analysis of Human Disease-Associated Gene Sequences In Drosophila melanogaster.” Genome Res. 2001; 11(6): 1114-1125.
6. Pandey UBNichols CD. “Human disease models in Drosophila melanogaster and the role of the fly in therapeutic drug discovery.” PharmacolRev. 2011; 63(2):411-36.
7. “O projeto genoma humano.” Disponível aqui.
8. Lindsley DL, Grell EH. “Genetic Variations of Drosophila melanogaster.” DC: Carnegie Institution of Washington, Publication nº 627, 1967.
9. LesterL. “Genetics: No Friend of Evolution.” Creation 1998; 20(2):20-22.
10. Burke MK, Dunham JP, Shahrestani P, Thornton KR, Rose MR, Long AD. “Genome-wide analysis of a long-term evolution experiment with Drosophila”. Nature. 2010; 467:587-590.
11. Barton NPartridge L. “Limits to natural selection.” Bioessays. 2000; 22(12):1075-84.
12. Betancourt AJPresgraves DC. “Linkage limits the power of natural selection in Drosophila.” Proc Natl Acad Sci U S A. 2002; 99(21):13616-20.
13. Lenormand T. “Gene flow and the limits to natural selection.” Trends in Ecology & Evolution 2002; 17(4):183-189.
14. Mery F, Kawecki TJ. “A fitness cost of learning ability in Drosophila melanogaster.” Proc Biol Sci. 2003; 270(1532):2465-2469.
15. Behe MJ. “Experimental Evolution, Loss-of-Function Mutations and ‘The First Rule of Adaptive Evolution’.” Quarterly Review of Biology 2010; 85(4):419-445.
16. Koskiniemi SSun SBerg OGAndersson DI. “Selection-Driven Gene Loss in Bacteria.” PLoS Genet. 2012; 8(6):e1002787.
17. Crossley SA. “Changes in mating behavior produced by selection for ethological isolation between ebony and vestigial mutants of Drosophilia melanogaster.” Evolution. 1974; 28:631-647.
18. Knight GR, Robertson A, Waddington CH. “Selection for sexual isolation within a species.” Evolution. 1956; 10:14-22.
19. Luskin C. “Uncooperative Fruit Flies Refuse to Speciate in Laboratory Experiments.” [Jan. 2012]. Evolution News and Views, 2012. Disponível aqui.
20. Del Solar E. “Sexual Isolation Caused by Selection for Positive and Negative Phototaxis and Geotaxis in Drosophila pseudoobscura.” Genetics. 1966; 56:484-487.
21. Oliveira AK, Cordeiro A. “Adaptation of Drosophila willistoni experimental populations to extreme pH medium.” Heredity. 1980; 44(1):123-130.
22. Dodd DMB. “Reproductive Isolation as a Consequence of Adaptive Divergence in Drosophila pseudoobscura.” Evolution, 1989; 43(6):1308-1311.
23. Schneuwly S, Klemenz R, Gehring WJ. “Redesigning the body plan of Drosophila by ectopic expression of the homoeotic gene Antennapedia.” Nature. 1987; 325:816-818.
24. Lewis EB. “Clusters of master control genes regulate the development of higher organisms”. J. Am. Med. Assoc. 1992; 267:1524-1531.
25. Meyer SC, Nelson PA, Moneymaker J, Minnich S, Seelke R. Explore Evolution: The Arguments for and Against Neo-Darwinism. London: Hill House Publishers, 2007.
26. Lynch M. “Rate, molecular spectrum, and consequences of human mutation.” Proc Natl Acad Sci U S A. 2010; 107(3):961-8.
27. Lamb TD. “A Fascinante evolução do olho.” Scientific American Brasil. Edição 111 [Ago. 2011]. Disponível aqui.
28. McLean CYReno PLPollen AABassan AICapellini TDGuenther CIndjeian VBLim XMenke DBSchaar BTWenger AMBejerano GKingsley DM. “Human-specific loss of regulatory DNA and the evolution of human-specific traits.” Nature. 2011; 471(7337):216-9.
29. Cui J, Yuan X, Wang L, G Jones, Zhang S. “Recent Loss of Vitamin C Biosynthesis Ability in Bats.” PLoS ONE 2011; 6 (11): e27114.
30. Harjunmaa E, Kallonen A, Voutilainen M, Hämäläinen K, Mikkola ML, Jernvall J. “On the difficulty of increasing dental complexity”. Nature. 2012; 483(7389):324-7.
31. Sanford JC. Genetic Entropy. 4ª ed. NY: FMS Publications, 2014.

Desafio “Charlie Charlie” foi criado para divulgar filme

Marketing diabólico
O assustador desafio do “Charlie Charlie” foi mais um daqueles virais que se espalhou pela internet com uma velocidade impressionante. A brincadeira supostamente paranormal, no Brasil, fez com que alunos de Manaus passassem mal e até motivou um exorcista a alertar as pessoas a respeito dos perigos envolvidos. Porém, tudo não passou de uma estratégia de marketing para divulgar o filme A Forca. Embora o alerta do exorcista e as crianças de Manaus não soubessem disso. O trailer, no entanto, já tinha sido divulgado no Reino Unido no dia 21 de maio. [...] A brincadeira macabra chegou a ficar entre os assuntos mais comentados das redes sociais, tomando conta das primeiras posições do Trending Topics do Twitter no Brasil e no mundo. As explicações que estavam circulando na internet diziam que a “lenda” fazia parte do folclore mexicano e Charlie seria um espírito maligno. O trailer, no entanto, mostra que Charlie é um dos personagens da história, que morreu dentro de um colégio. O longa tem estreia prevista para 30 de julho. A produtora é a mesma que fez os longas Atividade Paranormal e Sobrenatural

(UOL)

Nota: Pode ter sido uma campanha, mas quem você acha que está por trás de tudo, inclusive de filmes dessa natureza? Para quem acredita no grande conflito entre o bem e o mal, isso não muda nada. De qualquer forma, ainda que a história do demônio mexicano seja fake, a campanha midiática levou milhares de pessoas - a maioria possivelmente crianças - a brincar com o oculto e a acreditar um pouco mais que se pode manter contato com espíritos. Os criadores da campanha devem estar morrendo de rir neste momento. E o diabo também.[MB]