O
forte terremoto de 7,8 graus que abalou o Nepal no dia 25 de abril deslocou o
monte Everest, a maior montanha do planeta, em três centímetros para o
sudoeste, afirma a Administração Chinesa de Estudos, Cartografia e Informação
Geológica, citada nesta terça-feira pela imprensa. Segundo um estudo do
organismo, o Everest (8.848 metros) aumentou três centímetros nos últimos 10
anos e se deslocou quase 40 centímetros para o nordeste. O Everest “se desloca
constantemente para o nordeste e o terremoto provocou um pequeno avanço na
direção oposta”, afirmou Xu Xiwei, vice-diretor do Instituto de Geologia da
Administração Chinesa para Terremotos, citado pelo jornal China Daily. “A magnitude do movimento é normal”, completou. A
maior montanha do planeta, situada na fronteira entre o Nepal e a região
autônoma chinesa do Tibete, constitui um bom ponto de observação das placas
tectônicas Euroasiática e Indiana, que se chocam nesta região altamente
sísmica, segundo Xu.
O
segundo terremoto registrado no Nepal em 12 de maio, de 7,5 graus de magnitude,
não provocou um deslocamento perceptível do Everest, segundo o estudo realizado
com instrumentos de medição por satélite. O duplo terremoto deixou pelo menos
8.700 mortos no Nepal, incluindo 18 alpinistas que morreram em um deslizamento
no Everest.
Os
cientistas estabeleceram que o vale altamente povoado de Katmandu, situado 80
km a sudeste do epicentro do terremoto, foi deslocado dois metros para o sul
após o tremor. A própria cidade de Katmandu, capital do Nepal, “deslizou mais
de 1,5 metro na direção sul e se elevou em aproximadamente um metro”, declarou
à AFP Madhu Sudan Adhikari, chefe do departamento de estudos do ministério
nepalês da Administração Territorial. “Estudamos o centro das zonas afetadas
pelo tremor e foi detectado ummovimento geral (de deslocamento) em direção ao
sul”, indicou.
A
altura oficial do Everest é de 8.848 metros, determinada em 1954 por um estudo
da Índia, mas essa dimensão pode variar alguns metros de acordo com diferentes
critérios. A China reduz quatro metros excluindo a camada de gelo e neve do
cume, enquanto os Estados Unidos estabeleceram sua altura em 8.850 metros em
1999, utilizando uma tecnologia de GPS, dimensão finalmente aceita pela Sociedade
Americana de Geografia. [...]
Nota:
Conforme já disse aqui, se um único terremoto é capaz de deslocar uma montanha
inteira e as atividades geológicas podem elevar uma cordilheira, do que seriam
capazes muitos terremotos, enormes derrames de lava e grande atividade
tectônica causadas por um bombardeio de meteoritos e por uma catastrófica
inundação global, conforme sustenta o modelo diluvianista? A Terra foi
literalmente devastada. Outro detalhe: se cordilheiras como a do Himalaia estão subindo, no passado foram mais baixas ou sequer existiam. Novamente, isso é previsto pelo modelo diluvianista segundo o qual a Terra possuía colinas suaves e não as formações montanhosas abruptas originadas, conforme se crê, pelo dilúvio e suas consequências. [MB]
O
papa Francisco vai se colocar nesta semana no centro da batalha épica entre os
defensores de ação imediata para combater as mudanças climáticas e o exército
de céticos e negadores que lutam de forma muito arraigada para negar a
existência do fenômeno ou a ação dos homens para causá-lo. O papa recorreu
então ao santo que lhe emprestou o nome para batizar a tão esperada encíclica [leia mais aqui] sobre o papel da humanidade em sua relação com o meio ambiente. Do “Cântico
das Criaturas”, uma belíssima oração escrita por São Francisco de Assis em 1224
vem a estrofe “Laudato Si” (Louvado Seja), que dá nome ao documento. Encíclicas
são cartas pessoais escritas pelos papas para dar orientação aos fiéis
católicos sobre temas doutrinários nos campos da fé, costumes, culto, doutrinas
sociais. Os temas tratados não se tornam objeto de fé, mas norteiam a atuação
dos religiosos e leigos católicos. Laudato
Si será a primeira encíclica escrita totalmente pelo papa Francisco. Ele já
havia publicado uma anterior, Lumen Fidei,
sobre a fé, mas essa na verdade foi em grande parte redigida pelo papa Bento
XVI. Além disso, tratava de um tema efetivamente restrito aos interesses dos
fies católicos.
[Clique aqui e leia até o fim esse artigo do jornalista Renato Guimaraes, membro do Global
Strategic Communications Council. O texto foi publicado no site da revista Época e é uma ótima análise deste
momento interessante. Um texto quase profético...]
Ouça este programa da CBN sobre a encíclica (clique aqui) e assista também aos dois vídeos abaixo (o primeiro está em inglês e o segundo expõe a possível relação entre o combate ao aquecimento global e o decreto dominical).
Os
dinossauros voltaram com tudo às telas dos cinemas. Prova de que o assunto
sempre desperta interesse é o fato de que Jurassic World: O mundo dos dinossauros se tornou o filme com
a estreia de melhor bilheteria da história do cinema, com 511 milhões de
dólares (cerca de R$ 1,6 bilhão) no primeiro fim de semana. Na verdade, foi o
primeiro filme a superar a marca de meio bilhão de dólares logo na estreia. Mas
desta vez os famosos velociraptores e o temível T-Rex não estão lá. Quem
garante o espetáculo é a fera transgênica Indominus
rex, resultado das experiências genéticas de Henry Wu. O objetivo era ter
uma novidade para reanimar o parque que por 20 anos havia exibido dinossauros
“comuns”. O público sempre quer novidade. E o filme explora isso – na ficção e
na realidade.
No
filme que inaugurou a franquia, Jurassic
Park (1993), de Steven Spielberg, dinossauros são trazidos de volta à
vida utilizando-se DNA extraído do sangue contido no intestino de um mosquito
preservado em âmbar. Tudo ficção, não é mesmo? Afinal, como esperar que sangue
pudesse ser preservado por tantos milhões de anos, certo? Mais ou menos... [Continue lendo.]
Na próxima quinta-feira, o papa Francisco vai divulgar
oficialmente sua encíclica ECOmênica (tão aguardada) intitulada Laudato
Si que, segundo ele, é direcionada a toda a humanidade, não apenas ao seu
rebanho católico (confira). Nesse documento oficial,
o papa faz propostas de contenção do aquecimento global e sugere que ele sirva
de base para reflexão por parte dos líderes mundiais aos quais falará em
setembro, na sede da ONU. O amigo Filipe Reis, de Portugal, traduziu algumas partes interessantes de uma versão preliminar da encíclica (aliás, veja que interessante o print do jornal Washington Examiner, abaixo, em que Francisco e Ben Carson aparecem na mesma página, algo que eu já havia destacado aqui). As partes traduzidas por Filipe são relacionadas com o domingo como dia de repouso. Leia os trechos a seguir,
extraídos do capítulo 237 de Laudato Si:
“O domingo, a participação na Eucaristia tem importância
especial. Esse dia, bem como o sábado hebraico, oferece-se como dia de restauração das relações do ser
humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. O domingo é o
dia da ressurreição, o ‘primeiro dia’ da
nova criação, cujo primeiro fruto é a humanidade ressuscitada do Senhor,
garantia da transfiguração final de todo o mundo criado. Além disso, esse dia
anuncia ‘o repouso eterno do homem em Deus’. Assim, a espiritualidade cristã
integra o valor do descanso e da celebração.
“O ser humano tende a reduzir o repouso contemplativo ao âmbito
do inútil e estéril, esquecendo que assim lhe retira da obra realizada a coisa
mais importante: o seu significado. Somos chamados a incluir no nosso trabalho
uma dimensão confortável e gratuita, que é diferente de uma simples inatividade.
Trata-se de uma outra forma de atuar que faz parte da nossa essência. Dessa
forma, a ação humana é preservada não só de um ativismo vazio, mas também da
ganância desenfreada e do isolamento de consciência que leva a procurar
exclusivamente o benefício exclusivo.
“A lei do descanso
semanal requer abster-se de trabalho no sétimo dia, para que ‘descansem o
teu boi e o teu jumento, e respirem o filho de tua escrava e o estrangeiro’
(Êxodo 23:12). O repouso é um vislumbre alargado que permite voltar a
reconhecer os direitos dos outros. Assim, o dia de descanso, cujo centro é a
Eucaristia, espalha a sua luz por toda a semana, e nos encoraja a cuidar de nossa natureza e dos pobres.”
Como era de se esperar, o papa apresenta o domingo como dia de
restauração das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo e com a
natureza, reforçando a dimensão ecológica do domingo. E o iguala ao sábado
hebraico, como se a bênção que Deus atribuiu ao verdadeiro sétimo dia pudesse
ser estendida a outro dia da semana. Para o papa, o domingo é o “primeiro dia
da nova criação”, deixando de lado o último dia da criação (na qual Bergoglio
não crê, pois considera Adão e Eva mitológicos), memorial da verdadeira criação divina. Assim, o que o papa faz (à semelhança
do que fez João Paulo II) é se apropriar de conceitos relacionados ao sábado e
reaplicá-los ao domingo.
Aguardemos o lançamento oficial da encíclica, na quinta-feira, e
os desdobramentos do estudo e da divulgação desse documento. [MB]
O
santo padre Francisco rezou a oração Ângelus dominical a partir da janela de
seu apartamento com vista para a Praça de São Pedro, diante de milhares de
fiéis, peregrinos ali reunidos. “Como já foi anunciado”, disse o papa, “na
quinta-feira será emitida uma Carta Encíclica sobre o cuidado da criação”, e
convidou “a acompanhar esse evento com uma renovada atenção para a situação de
degradação ambiental, mas também recuperação dos próprios territórios.” O
Bispo de Roma recordou que essa encíclica “se destina a todos”. Por essa razão,
ele pediu orações para que sua mensagem chegue a todos: “Rezemos para que todos
possam receber sua mensagem e crescer em responsabilidade para com a casa comum
que Deus nos confiou”, disse. [...]
Nota 1: Historicamente, as encíclicas papais são
dirigidas ao rebanho católico. Por isso, é significativo o fato de o papa
Francisco afirmar que sua encíclica se destina a todos. E, considerando-se que líderes mundiais como Vladimir Putin, da Rússia (até ele!), o presidente cubano e vários outros tem buscado o apoio de Francisco, não resta dúvida de que o líder católico será levado em consideração em seus apelos ECOmênicos. [MB]
Nota 2: Se você tem alguma dúvida do poder dessa encíclica que será lançada no dia 18, assista a este vídeo (extraoficial, em inglês) divulgado pelo Observatório do Clima. Atente especialmente para a última frase: “To change everything, we need everyone”, ou seja, “para mudar tudo, precisamos de todos”. [MB]
Daniel
Simmons, de 23 anos, é um viciado em pornografia atualmente em recuperação. Mas, antes de procurar ajuda profissional para o
problema, ele conta que não conseguia se concentrar nas tarefas do dia, não
conseguia se relacionar sexualmente com mulheres “de verdade” e, mesmo assim,
não conseguia parar. “Eu tinha 15 anos
quando comecei a assistir pornografia, após meus pais me comprarem um laptop. Fiz o que praticamente todo
adolescente faz e procurei sites de pornografia”, diz Simmons à BBC.O problema, conta, é que o hábito rapidamente se tornou
diário e o fez perder o controle de sua vida. “Eu
assistia pornografia duas horas por dia. Perdi minha capacidade de concentração.
Não conseguia focar minha atenção em atividades normais, cotidianas. Não fazia
ideia de que na verdade tinha um problema com pornografia. Eu negava o
problema, mas fui viciado durante seis anos.”
Sua percepção sobre isso começou a mudar quando Simmons
descobriu um site para viciados em pornografia e percebeu que “não estava mais
sozinho”. Ele compara sua recuperação a parar de usar de drogas. “Passei cem
dias em abstinência de álcool e de masturbação. As primeiras duas semanas foram
horríveis, com mudanças repentinas de humor. Foi muito duro. Passei noites sem
dormir e às vezes acordava suando frio. Às vezes, sem motivo, eu começava a
tremer. Meu corpo inteiro tremia e eu não sabia por quê”, recorda.
“Sentia uma ansiedade profunda durante interações sociais e, em
outros dias, me sentia no topo do mundo e conseguia fazer qualquer coisa que quisesse.”
Em meio a algumas recaídas “não muito ruins”, Simmons conta que
está conseguindo voltar à rotina, mas só depois de ter sua vida sexual bastante
afetada. “Quando estou com alguma mulher, sinto que não fico tão excitado”,
diz. “Eu não conseguia ter ereções com mulheres de verdade porque eu tinha
assistido tanta pornografia. Não era mais excitante estar com uma mulher de
verdade. Me sentia mal, não sabia o que havia de errado comigo. Sexualmente,
não conseguia sentir nada por ninguém. Não tinha libido, minha libido parecia
falsa. Eu tinha libido por pornografia, mas não por seres humanos reais.”
Simmons diz que não assiste pornografia há um ano e meio,
ajudado por sessões diárias de meditação. “Eu sei que tem um monte de rapazes e
garotas por aí que estão sofrendo com esse problema”, diz. “Com certeza, muitos
por aí têm um problema mas estão se escondendo, e falar sobre isso é algo que
eu quero fazer porque acho necessário.”
Segundo Robert Hudson, terapeuta que trata pessoas viciadas em
sexo, “usar pornografia não é o problema”. “É parecido com beber. A maioria das
pessoas consegue tomar um drinque em segurança. (A pornografia) começa a ter
consequências sérias quando começa a tomar conta da sua vida”, diz o
especialista. “Ela se torna um problema quando você começa a cancelar
atividades familiares ou encontros com amigos porque você quer ir para casa
assistir pornografia.” [Ainda que isso fosse verdade, vale a pena o risco de
flertar com o perigo? Nenhum viciado começou consumindo grandes quantidades de
álcool ou pornografia. No caso da pornografia, o que Hudson parece ignorar é a
questão da pureza mental, que certamente afetará, também, os relacionamos – da
pessoa com o sexo oposto e dela com Deus. – MB]
Hudson diz que há alguns passos para ajudar pessoas que se
identificam como viciadas em pornografia. “A primeira coisa é pedir a elas que
parem de se masturbar durante 90 dias. Isso permite que o seu sistema se
desacelere e pare de procurar pornografia.”
“Você não está curado, mas o que isso faz é ajudá-lo a perceber
que não está usando a pornografia porque tem uma ereção ou está excitado - você
provavelmente usa pornografia porque está entediado, estressado ou solitário.”
Nota: Essa é outra evidência do mal que a
hiperestimulação tem feito com as pessoas. A título de comparação, podemos
mencionar a preferência de certas pessoas por doces e/ou fast foods. O paladar pervertido acaba se acostumando com alimentos
que não fazem bem à saúde, mas que são extremamente estimulantes das papilas
gustativas e dos neurônios especializados na gustação. Algo parecido ocorre no
âmbito sexual: o viciado em pornografia estimulou tanto o cérebro com o sexo
pervertido que a prática sexual normal passa a ser para ele algo “sem graça”. E
como ocorre com qualquer tipo de vício, a tolerância fará com que esse
indivíduo busque sempre novas modalidades de perversão, cada vez mais intensas
e degradantes. O que Hudson não mencionou, mas que é um grande aliado na luta
contra qualquer vício, é o poder da oração. Abra o coração a Deus e peça-Lhe
forças para vencer. Encha e mente com conteúdos puros e edificantes, a fim de
substituir os conteúdos que acabam alimentando as fantasias e o vício. E que
Deus ajude Simmons e tantos outros jovens a se livrar das algemas da
pornografia. [MB]
Leia mais sobre pornografia e seus efeitos. Clique aqui.
O Padre
Fábio de Melo recebeu de Marcos Peter Soares um kit com os livros O Grande
Conflito, Eventos Finais, Caminho a Cristo, A Descoberta e Por Que Creio,
na noite de sábado, em Guanambi, Bahia. Segundo Marcos, o religioso católico
foi muito receptivo e educado.
“Não
seja um incrédulo (que decidiu não crer), mas um bom cético (que duvida para
crer)” (p. 217).
A História da Vida era
o último título do jornalista Michelson Borges (Por que Creio, A Descoberta) pendente em minha lista (pelo menos dos
livros apologéticos dele). Dez anos após seu lançamento, a obra passou por uma
revisão, a fim de contemplar atualizações importantes. A impressão que
adquiri é de 2011. Borges é criacionista. Mas já foi evolucionista, e dos
fiéis. De fato, ao atentarmos para sua história de vida, brevemente contada na
introdução “Começo de conversa” e em alguns comentários ao longo do
livro, sua história não seria muito diferente da de qualquer profissional
devidamente “doutrinado” pelo suposto sistema educacional “filosoficamente
neutro” de nosso país, no qual em aulas de biologia, química, física e etc.
confundem-se filosofia e ciência (apesar de serem áreas necessariamente
complementares). Ambas propõem (ou deveriam apenas propor) respostas a
perguntas que começam com pronomes relativos bem diferentes. A diferença, porém,
é que Borges decidiu seguir as evidências.
A
beleza de obras como essa é a contribuição quase que universal das várias áreas
de conhecimento e, por consequência, das mais diversas profissões. A ciência
criminalística exige que geologia, biologia, física, matemática, engenharia,
arqueologia e tantas outras dialoguem para que a rede de evidências seja o mais
perfeitamente costurada para responder a perguntas que o método científico por
si só jamais poderia responder (“Como” algo acontece é diferente de “O
que” fez algo acontecer). Por essa razão, e em função
da formação acadêmica de Borges, o texto tem um caráter
jornalístico-investigativo muito interessante, no qual o autor se vale de
pesquisas de uma vida para apresentar (e defender) a cosmovisão criacionista.
De fato, numa conta rápida, notei que são ao todo 464 notas de rodapé (numa
média de 69 por capítulo), ao longo de dez curtos capítulos, em apenas 224
páginas. Aquele que tem coragem de dizer que “não há cientistas ou fontes
científicas que apoiem a cosmovisão criacionista” é, no mínimo, desinformado.
Tal
“desinformação” fica evidente quando Borges apresenta uma entrevista que fez
com o Dr. Marcos Eberlin. O Dr. Eberlin faz esta afirmação
categórica, na página 43:
“Mas
a evolução foi contada com tanto entusiasmo por mais de 150 anos, foi pregada
com tanto fervor, foi catequizada com tanta veemência, está estampada e
detalhada em tantos livros científicos com tanta pompa, deu tantos prêmios a
tantos, serviu de alívio a tantos que tentam escapar da iminência de um
encontro face a face com Deus, foi apregoada por céus e mares como
cientificamente provada em todos os seus aspectos, foi apresentada como a
verdade mais cristalina frente à ignorância dos religiosos, foi adotada como o
evangelho-mor dos naturalistas, está permeada em tantos conceitos e projetos
científicos, que seria uma catástrofe sem precedência na história da ciência
admitir sua falha, sua total inconsistência frente à química e à bioquímica
modernas.”
O
grande problema é que não são só a química e bioquímica modernas que vão
contra a teoria neodarwiniana. A geologia, outra área muito bem explorada
na obra, apresenta sérias evidências do contrário: projeto, evidências apenas de
microevolução e contribuições significativas para a compreensão literal do
texto bíblico como, por exemplo, sobre a catástrofe natural que mudou toda a
estrutura geológica da Terra: o dilúvio.
Outro
ponto alto que destaco são as pisadas de bola e contradições das quais muitas
revistas e jornais científicos tiveram que se retratar após supostos “fatos” da
evolução terem sido, definitivamente, refutados (pela própria ciência...). Nature, ScientificAmerican, Galileu... nenhuma passou no crivo. O
fato de ter um jornalista “chato” (no bom sentido) para catalogar e arquivar
todo o proselitismo ufanismo evolucionista da mídia, como em
descobertas de fósseis de “humanos-mas-que-não-são-de-humanos”, por exemplo,
mostra que, no fim das contas, há algo além de ciência em jogo. Afinal de
contas, aceitar uma causa para a vida é aceitar um Causador... e muito mais.
“As
revistas de divulgação científica populares, via de regra, apenas estimulam a
polaridade entre os dois modelos (criacionismo e evolucionismo). Passam a
ideia de que o criacionismo se trata de um antievolucionismo religioso, e
ignoram pesquisas feitas por institutos científicos respeitáveis, como o
Geoscience Research Institute (www.grisda.org), por exemplo, e de pesquisadores
e cientistas em muitas Universidades, tanto no Brasil quanto no exterior. [...]
Com toda essa propaganda negativa, não é de se estranhar que muita gente
alimente preconceito contra os criacionistas, muito embora nem sequer conheça o
criacionismo.”
E
não para por aí. Além dos capítulos que apresentam argumentos contra a teoria
da evolução conforme as evidências da ciência, há um capítulo
interessantíssimo sobre os métodos de datação (radiocarbono,
radiohalos) e outro sobre a história de pais da ciência moderna (que
acaba com essa ladainha de que não pode haver cientista criacionista). Aliás,
isso é pura dissonância cognitiva (tópico excelente!).
Para
concluir, faltava toda a contribuição da ciência, sobretudo da Arqueologia,
para apoiar a veracidade e historicidade da Bíblia, a revelação especial. É de
cair o queixo tamanha quantidade de evidências que a Arqueologia têm
apresentado, apesar de ser uma disciplina recente. Citação interessante, que
resume o apresentado no capítulo 9:
“Se
Adão é realmente o ‘pai’ de todos os povos, deveríamos encontrar referência a
isso em diversas culturas. O fato é que essa referência foi encontrada numa
quantidade maior que o necessário para validar o texto bíblico.”
Como
se pode ver no vídeo abaixo, o autor apresenta sua obra como introdutória
e, de fato, dá ao leitor todas as referências necessárias para enriquecer seu
estudo. Porém, algo deve ser dito: a leitura de livros como A História da Vida, ainda que o autor
julgue como introdutória, deverá (ou deveria) ter implicações sérias ao leitor
honesto. Tal como um tesouro que é descoberto, toda a discussão acerca das
origens e suas implicações filosóficas deve ser vista em sua real
perspectiva, fora da esfera apenas científica. Antes, trata-se de uma leitura
investigativa e que, por consequência, levará o leitor a considerar qual modelo
apresenta as conclusões mais razoáveis, ainda que parcelas de dúvida fiquem no
ar.
Porém,
ao que consta, o saldo do criacionismo é o único positivo.
Por
mais apaixonados que sejam os torcedores de futebol, o bem-estar gerado pela
vitória do time do coração é bem menor do que se poderia imaginar. Psicólogos
da Universidade de Konstanz (Alemanha) concluíram que as vitórias nos jogos de
futebol elevam a sensação imediata de bem-estar dos torcedores, mas não
conseguem sustentá-la a longo prazo. O aumento da sensação de bem-estar gerado
pela vitória dura apenas entre 100 e 150 minutos após o jogo, retornando aos
níveis apresentados nos dias em que não há jogos do time preferido. E é bom
destacar que a equipe não acompanhou as emoções geradas por qualquer sequência
de partidas de futebol, mas o bem-estar gerado nos torcedores alemães pela
seleção da Alemanha durante a Copa do Mundo de futebol realizada no Brasil no
ano passado.
Stefan
Stieger e sua equipe usaram um aplicativo de celular para monitorar
continuamente um grupo de voluntários durante a Copa - metade torcedores e
metade pessoas que não se interessavam por futebol e não assistiam às partidas
da Alemanha. Os torcedores apresentaram um maior nível de bem-estar nos dias
dos jogos do que os não-torcedores. Esse nível foi ainda maior após as
vitórias, sendo particularmente mais elevado quando a Alemanha ganhava por uma
margem de gols maior. Mas o ganho de bem-estar decaia rapidamente apenas
algumas horas depois dos jogos, voltando a um nível comparável ao dos
não-torcedores.
Se
o resultado puder ser invertido, parece ser uma boa notícia que a tristeza
gerada nos torcedores dos times que perderam para a Alemanha - se é que alguém
se lembra de algum - pode também ter durado pouco.
Nota:
Acredito que esse resultado seria o mesmo, caso se pesquisassem pessoas que
praticam sexo casual (sem envolvimento afetivo), mantêm um estilo de vida
intemperante, com consumo de álcool e outras drogas, são boêmias, etc. O prazer
e a alegria dessas pessoas estão baseados (isso também...) em resposta
dopamínica, apenas. Não têm que ver com bem-estar verdadeiro e permanente, que
só se obtém com uma vida saudável e relacionamentos estáveis e satisfatórios.
Quer ver o que é realmente alegria?
“Alegrem-se
sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (Filipenses 4:4). Em Deus temos
a verdadeira alegria.
“Tenho
dito estas palavras para que a Minha alegria esteja em vocês e a alegria de
vocês seja completa” (João 15:11). Nossa alegria é completa quando vivemos de
acordo com a Palavra de Deus.
“O
Senhor é a minha força e o meu escudo; nEle o meu coração confia, e dEle recebo
ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico Lhe darei graças” (Salmo
28:7). O coração se enche de alegria e paz quando sabemos que podemos confiar num
Deus todo-poderoso e todo-amoroso.
“Devolve-me
a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Salmo
51:12). Somente os salvos por Cristo e que obedecem à vontade dEle conseguem entender
o significado dessas palavras.
Gálatas
5:22 afirma que a alegria é um fruto do Espírito, não apenas uma reação
neuroquímica. Quando vivemos de acordo com a vontade de Deus, desfrutando os
prazeres que Ele aprova, a sensação de bem-estar e felicidade é permanente,
pois envolve, sim, a resposta dopamínica, mas não se limita a ela. Às vezes,
parece loucura, mas cristãos genuínos conseguem até mesmo se alegrar na
esperança, mesmo quando sofrem. [MB]
A
TV Globo estaria estudando a possibilidade de produzir uma novela falando sobre
a volta de Cristo, e o autor escolhido para tocar o projeto é Benedito Ruy
Barbosa, novelista tido pelos especialistas como um dos mais bem-sucedidos na
carreira. A novela, que se for produzida deverá ser chamada E Se Ele Voltar? já teria, inclusive, os
primeiros capítulos escritos, de acordo com informações do jornalista Flávio
Ricco, do portal UOL. “E Se Ele Voltar?
é o título provisório, com toda chance de virar definitivo, do novo trabalho do
Benedito Ruy Barbosa para a TV Globo. A sinopse foi entregue e já existem seis
capítulos escritos”, escreveu Ricco. De acordo com o jornalista, a proposta é falar sobre como vivem as
pessoas que acreditam na promessa feita por Jesus Cristo antes de sua ascensão
aos céus, de que Ele voltaria para arrebatar Sua Igreja. “A novela pretende
se desenvolver em um mundo de pessoas, cerca de 40 personagens, que vivem a
expectativa ou a possibilidade de Jesus Cristo voltar. Luiz Fernando Carvalho,
por indicação do autor, foi escolhido para dirigir. O último trabalho dos dois
em conjunto foi Meu Pedacinho de
Chão”, afirmou.
A
escolha do tema, complexo, pode ser uma resposta da Globo ao sucesso que a
Record vem alcançando com suas produções bíblicas, embora, pelo que foi
noticiado, a emissora da família Marinho pretenda manter seu modelo de novela,
ao contrário do que o canal do bispo Edir Macedo vem fazendo, que é reproduzir,
com liberdade artística, o relato bíblico.
Há
nos Estados Unidos uma série de TV sobre o mundo pós-arrebatamento que causou
bastante repercussão. The Leftovers
fala de um mundo em que as pessoas tentam conviver com a perda de seus entes
queridos, que foram arrebatados, mas tentam negar que o evento tenha relação
com as profecias do Apocalipse.
Nota:
Não bastassem os filmes (confira), agora séries e novelas enveredam pelos
caminhos da profecia bíblica. Pior: distorcem o que a Bíblia ensina.
Certamente, a Globo, com essa iniciativa, tentará agradar a um público
religioso que, diga-se de passagem, ficou ofendidinho com a última novela global Babilônia (aliás, se não assistissem, não teriam do que reclamar...). O problema é que a maioria desses cristãos crê na teoria antibíblica
do arrebatamento secreto. Duvido que essa nova novela, se for ao ar, tratará do tema
da volta de Jesus da maneira correta (confira). E vai ter muito crente
encontrando mais uma desculpa para assistir ao folhetim que, certamente, terá
também seus triângulos amorosos, seus personagens libertinos e muitos outros
conteúdos nada cristãos. Por outro lado, os adventistas podem aproveitar o interesse que será despertado pelo tema e pregar a respeito do que a Bíblia realmente ensina sobre a volta de Jesus, deixando claro que não se trata de “e se Ele voltar”, mas que Ele prometeu voltar! [MB]
Justamente
em um dos países onde a liberdade religiosa está mais seriamente ameaçada, foi
construído o primeiro lugar de culto do mundo islâmico dedicado à Virgem Maria.
Trata-se da nova Mesquita Al-Sayyida Maryam, localizada na cidade costeira de
Tartous, segundo porto da Síria, inaugurada no último sábado (6/6). Al-Sayyida
Maryam é um dos diversos nomes árabes da Mãe de Jesus, como recordou na
cerimônia de inauguração o ministro para os Bens Religiosos e Culturais,
Mohammad Abdel-Sattar al-Sayyed. Essa iniciativa – disse ele – é “um sinal da
abertura daquele Islã afastado dos desvios e extremismos”. O delegado do
Patriarcado Maronita de Tartous e Lattakia, Antoine Dib, também presente na
cerimônia, declarou-se “orgulhoso pela iniciativa”, desejando que o gesto possa
representar uma esperança de paz para cada lugar do país.
A
dedicação de uma mesquita a Nossa Senhora poderia parecer um anacronismo, mas
não é. No Alcorão, de fato, existe uma autêntica veneração à Virgem Maria. Um
dos maiores estudiosos católicos contemporâneos sobre esse tema, o franciscano
florentino Giulio Basetti-Sani (1912-2001), discípulo do orientalista Louis
Massignon, dedicou a vida à difusão do conhecimento sobre a religião islâmica,
sentida por ele como uma “fé irmã”. Um de seus conhecidos livros intitula-se Maria e Jesus filho de Maria no Alcorão.
Após séculos de incompreensões e preconceitos, o religioso desenvolveu sua obra
na esteira de São Francisco de Assis e de seu programa missionário voltado ao
encontro com os muçulmanos.
A
teologia muçulmana não concebe Deus como pessoa. Assim, nos seus 99 nomes,
falta a palavra “Pai”. Portanto, impensável também um “Filho de Deus”. A Virgem
Maria, no entanto, é apresentada como “escolhida por Deus” e “eleita entre
todas as mulheres da criação” (Sura 3,42). Jesus não é filho de Deus, mas
“filho de Maria” (Isa ibn Maryam),
lê-se nos versículos 34-36 da Sura 19, onde é narrado o acontecimento de uma
virgem que, afastando-se da família, tem um filho (Masîh, o Ungido, um dos nomes tradicionais de Jesus), “dom” de Alá
que “cria aquilo que quer”.
A
esse respeito, recorda-se que já há alguns anos no Líbano, o 25 de março (Festa
da Anunciação para a Igreja Católica) foi proclamado, após longas tratativas
conduzidas pelo Comitê islâmico-cristão, Festa Nacional.
O
fundador do Instituto da Caridade, o beato Antonio Rosmini-Serbati (1797-1855),
um dos maiores filósofos italianos do século 19, foi autor da obra As cinco chagas da Santa Igreja (1832).
Nesse período pré-Concílio, quando os seguidores de Maomé eram colocados pela
Igreja entre os “infiéis”, seguidores de uma “falsa religião”, Rosmini, apoiado
pelo Cardeal Castruccio Castracane dos Antelminelli, publicou o texto “Sobre
testemunhos dados pelo Alcorão a Virgem Maria”, desconsiderado na época, mas
que no decorrer do tempo e ainda hoje desempenha um papel no diálogo
inter-religioso a partir do reconhecimento comum da maternidade de Maria
(sancionada pelo Concílio de Éfeso, em 431).
Nota:
Alguma dúvida de que Maria terá um papel crucial no ecumenismo envolvendo os
muçulmanos? Os adventistas devem intensificar seus esforços para mostrar aos
muçulmanos que nossa identificação com eles é ainda maior: aguardamos a volta
de Jesus, não usamos alimentos impuros nem bebidas alcoólicas e incentivamos
uma vida decente e uma profunda experiência de oração e devoção. [MB]
O governo não consegue esconder seu viés
autoritário. O discurso oficial é sempre um oba-oba à democracia. A prática
concreta é bem diferente. O Plano Municipal de Educação é o mais recente
exemplo do desprezo dos governantes pelas regras da democracia representativa.
Explico, amigo leitor, as razões da minha afirmação. Tramita atualmente nas
câmaras de vereadores (a de São Paulo incluída) o projeto de lei que institui o
Plano Municipal de Educação para a próxima década. O Plano Nacional de Educação
(PNE), base para os planos municipais, foi intensamente debatido na Câmara dos
Deputados e no Senado Federal, sendo dele excluída a menção à “igualdade de
gênero” pela relação direta que tem com a chamada “ideologia de gênero”. Os
embates democráticos e a retirada da linguagem de “gênero” foram amplamente
noticiados. A proposta do MEC, fortemente apoiada na “ideologia do gênero”,
perdeu o jogo. Porém, o governo tenta ganhar no tapetão e, num flagrante
desrespeito ao Congresso, trata de contornar a decisão dos parlamentares.
Vejamos como se dá o malabarismo antidemocrático.
O Ministério da Educação atua mediante vários
organismos. A Conferência Nacional da Educação (Conae) preparou um documento
que serviu como norteador para a formulação dos planos municipais. A ideologia
de gênero, afastada pelo Congresso Nacional, reaparece com vigor no texto. É
uma olímpica banana às regras do jogo democrático. O documento, que contém mais
de uma centena de referências a “gênero”, foi elaborado pelo Fórum Nacional de
Educação.
Depois do debate democrático ocorrido no
parlamento, que resultou na Lei 13005/14, que instituiu o Plano Nacional de Educação,
o governo, num evidente desrespeito à lei, reintroduz a ideologia de gênero e
submete novamente o plano à discussão. Resumo da ópera: o pretenso respeito à
democracia é só jogo de cena.
O que está por trás de tudo é a tentativa,
mais uma, de impor às crianças a ideologia de gênero. Simples assim. Mas
afinal, o que vem a ser essa teoria autoritária? Trata-se da distorção completa
do conceito de homem e mulher, ao propor que o sexo biológico seria um dado do
qual deveríamos libertar-nos em busca da composição livre e arbitrária da
identidade de gênero. É uma ideologia que defende a absoluta irrelevância dos
dados biológicos e psíquicos naturais na construção da identidade da pessoa
humana, considerando o gênero de cada indivíduo como uma elaboração puramente
pessoal. É isso que pretendem ensinar às crianças. De modo dogmático e
compulsório.
A ideologia de gênero traz diversos
inconvenientes para a educação: 1) a confusão causada nas crianças no processo
de formação de sua identidade, fazendo-as perder as referências; 2) a
sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade
de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio “gênero”;
3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez
que a “orientação” pedófila também é considerada um tipo de gênero; 4) a
banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual,
sobretudo contra mulheres e homossexuais; 5) a usurpação da autoridade dos pais
em matéria de educação de seus filhos, principalmente em temas de moral e
sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa
ideologia, muitas vezes sem o conhecimento e o consentimento dos pais.
Trata-se, sem dúvida, de uma violência arbitrária do Estado.
Na verdade, uma onda de intolerância avança
sobre a sociedade. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e tabus. E
os governos, num espasmo de obscurantismo totalitário, querem impor à sociedade
um único modo de pensar, de ver e de sentir. Não cabe ao governo, contra a
vontade da maioria da população, formatar a cabeça das crianças brasileiras.
Tal estratégia, claramente delineada no desrespeito à Lei 13.005/14, tem nome:
totalitarismo.
O governo não pode passar por cima da lei e
do Congresso Nacional e impor sua vontade à sociedade brasileira. Os vereadores
têm a oportunidade e o dever de barrar o atalho autoritário.
No
filme Jurassic Park, dinossauros são trazidos
de volta à vida utilizando-se DNA preservado no intestino de um mosquito
sugador de sangue sepultado em âmbar. Agora encontramos o que parece ser
verdadeiro sangue de dinossauro dentro de um osso fossilizado. “Tropeçamos
sobre essas coisas completamente por acaso”, disse Susannah Maidment, do
Imperial College de Londres, cuja equipe estava tentando estudar a fossilização
do osso cortando pequenos fragmentos de fósseis. Em vez disso [de fósseis
petrificados/mineralizados], eles encontraram células do sangue e colágeno, a
partir de fósseis de dinossauros [de supostos] 75 milhões de anos de idade. E
mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam nos ajudar
a aprender muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros, disse
a equipe. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a
possível transição do sangue frio para o sangue [se é que isso aconteceu algum
dia].
Até
agora, esses tecidos de carne macia só foram encontrados em fósseis casualmente
conservados em circunstâncias
excepcionalmente raras, por exemplo, ao ser congelada no gelo ou em um
ambiente seco e livre de micróbios que, de outro modo, destruiriam a carne, diz
Maidment. [Que circunstâncias excepcionais seriam essas capazes de preservar tecido
mole e agora até células sanguíneas? Teria que ser um evento capaz de sepultar
rapidamente esses animais de grande porte – o que o ambiente seco não
explicaria. Mas ainda falta explicar também os milhões de anos...]
“Mas
os fósseis que examinamos não eram raros em tudo”, diz ela. Eles eram os ossos
normais recolhidos a partir da superfície na Formação Dinosaur Park, bem
conhecida no Canadá. [...]
Exames
tridimensionais das células do sangue no microscópio eletrônico revelaram que elas
têm núcleo, o que significa que as células vermelhas do sangue humano não podem
ter contaminado a amostra, porque não possuem núcleo. [...] Maidment espera
agora investigar mais amostras. “Queremos entender como pode ocorrer esse tipo
de preservação”, diz ela. [...]
A
descoberta foi saudada por John Asara, da Harvard Medical School, cuja equipe
relatou em 2007 ter encontrando colágeno em um fóssil de T-rex de [supostos] 68
milhões de anos de idade e em um Brachylophosaurus [de supostos] 80 milhões de
anos de idade. Asara diz que esse campo da ciência tem sido mal aproveitado.
As células foram encontradas dentro desta garra
“Trabalhos
como esse [...] mostram que os fósseis são mais do que ‘apenas rochas’ [...]”,
diz Mary Schweitzer, da North Carolina State University, em Raleigh, que
relatou ter extraído sangue de T-rex em 2009. “[Também] parecem indicar, como
nossos próprios resultados, que isso não
é necessariamente uma ocorrência extremamente rara.”
Nota:
Pelo jeito, fica cada vez mais difícil defender a ideia de que os dinos viveram
milhões de anos atrás e que, depois de outros milhões de anos, teriam se
transformado em aves (!). Se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até
células sanguíneas, eles não podem ter morrido há tanto tempo (e há outros
exemplos de achados; confira aqui e aqui). E se não morreram há tanto tempo, não teria havido tempo suficiente para
evoluírem para pássaros (!). Vamos aguardar mais explicações mirabolantes para
tentar explicar o inexplicável dentro da cosmovisão evolucionista. [MB]
O
Vaticano anunciou para o dia 18 deste mês a divulgação da encíclica papal na
qual Francisco trata do tema “aquecimento global”. Como tenho dito aqui no blog
há alguns anos, essa é uma bandeira capaz de unir movimentos, religiões e
governos (veja o vídeo abaixo). Segundo matéria publicada no Estadão,
o papa consultou o brasileiro Frei Betto antes de publicar sua encíclica que tratará
do cuidado com a criação. E o tema da Campanha da Fraternidade (CFE) do ano que
vem não poderia ser outro (embora vá repetir em parte o de 2011: meio ambiente.
“A CFE do próximo ano, como nas três edições anteriores, será coordenada pelo
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), caracterizada pela
ecumenicidade, ou seja, reunirá outras igrejas cristãs, além da católica, para
debater temas importantes referentes à nação brasileira”, explica o site da TV Canção Nova.
Conforme o site A12, “a Campanha de 2016
reunirá outras igrejas cristãs além da católica. Tal como nas três versões
anteriores, a ação será coordenada pelo Conic. Uma das maiores novidades para
esta 4ª edição é que ela deverá transpor fronteiras nacionais, já que contará
com a participação da Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da
Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e
América Latina”.
O
papa Francisco vem batendo nessa tecla ambiental há algum tempo e conquistando
respeito e autoridade, por esse e outros motivos. Exemplo disso foi o recente
pedido de apoio por parte do presidente russo Vladimir Putin. Leia a seguir trechos
da notícia publicada no G1:
“O
presidente russo Vladimir Putin se reunirá nesta quarta-feira no
Vaticano com o papa Francisco, para discutir o conflito na Síria e na Ucrânia e
tentar sair de seu isolamento internacional. Defensor de um modelo alternativo
ao Ocidental, baseado em grande parte em valores conservadores, Putin espera
encontrar apoio do pontífice argentino. ‘Putin quer deixar seu status de pária, e espera alcançar isso
com o papa’, com quem se reunirá pela segunda vez, explica Boris Falikov, do
centro de estudos religiosos da Universidade de Ciências Humanas de Moscou. [...]
“O
Vaticano mantém há décadas um diálogo com o patriarcado russo, que considera de
suma importância. A aproximação entre as duas igrejas atingiu tal ponto que se
chegou a planejar uma visita do papa a Moscou. Essa visita foi um evento
histórico, tendo sido a primeira viagem de um papa à Rússia desde a separação
das igrejas do Oriente e do Ocidente, durante o cisma de 1054. [...]
“A
Santa Sé também pode encontrar um aliado na Rússia, em sua tentativa de se
aproximar da China, de acordo com vários observadores da diplomacia do
Vaticano.”
Mas
o poder de influência papal será testado mesmo em setembro, quando ele terá
três grandes audiências atentas: a ONU, a Casa Branca e o Senado
norte-americano. [MB] Leia também:Santa Sé e EUA assinam acordo histórico (em inglês). Que outros acordos virão no futuro?
“Caro
Michelson, apesar de eu ter opinião oposta à sua e ser ateu, achei seu site de
muito bom nível e bastante respeitoso com a opinião alheia. Gostei da forma
como você se referiu ao Stephen Hawking,
reconhecendo seu trabalho científico sem debochar de seu ateísmo. Quanto ao
Richard Dawkins, concordo com você que ele tem uma posição muito extremista e
desrespeitosa com a opinião dos demais. Ele parece querer impor a opinião dele aos
demais, o que acho inadmissível. Me tornei mais tolerante com opiniões
diferentes da minha quando comecei a namorar uma menina evangélica, que
continua comigo. Torço para que todos nós caminhemos para um debate respeitoso
e construtivo, e que todos possamos nos unir pelo bem, mesmo com algumas
opiniões diferentes.
“Também
fiquei feliz com a sua resposta. Nestes tempos de Estado Islâmico, de barbárie
e de polarizações exageradas, é um alento ver que ainda é possível pensar
diferente sem virar inimigo. :)
“Vou
ver seus vídeos sobre as inconsistências que você encontrou no darwinismo e
depois te digo o que achei. Sou engenheiro eletricista formado pela UFRJ aqui
no Rio de Janeiro, e sou muito fã de ciência em geral. Achei sensacional o fato
que você ter estudado química e ter interesse por ciência. Dá pra ver que os
seus posts têm uma boa consistência.
A maioria das pessoas religiosas que eu conheço não tem esse nível de
profundidade, aí acabo não podendo dialogar muito com elas.
“Acho
bem legal você fazer essa divulgação científica que alcança pessoas religiosas;
acho que muitas delas acabam perdendo informações muito legais que, como você
sabe, não colocam a fé de ninguém em cheque e não precisariam ser vistas como
uma ameaça. Por exemplo, fico maravilhado com o fato de termos uma atmosfera
que, entre tantas coisas, nos protege de uma grande quantidade de impactos de
asteroides. Minha namorada vê nisso uma benção de Deus, eu vejo como uma grande
sorte, mas ambos podemos nos maravilhar igualmente com esse fato.
“Além
disso, como você disse em seu site, meus heróis como Newton, Euler, Laplace
tinham uma visão religiosa do mundo e isso não os impediu de trazer grandes
avanços científicos para todos, independentemente de religião. Então vejo um
grande campo de convergência para as pessoas de bem, religiosas ou não.”
Blog criado em 2006 pelo jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular, mestre em Teologia e vice-presidente da Sociedade Criacionista Brasileira Michelson Borges, com o propósito de divulgar informações e pesquisas relacionadas com o criacionismo no Brasil e no mundo. www.criacionismo.com.br