quarta-feira, junho 17, 2015

Terremoto do Nepal deslocou o monte Everest

8.850 metros e subindo
O forte terremoto de 7,8 graus que abalou o Nepal no dia 25 de abril deslocou o monte Everest, a maior montanha do planeta, em três centímetros para o sudoeste, afirma a Administração Chinesa de Estudos, Cartografia e Informação Geológica, citada nesta terça-feira pela imprensa. Segundo um estudo do organismo, o Everest (8.848 metros) aumentou três centímetros nos últimos 10 anos e se deslocou quase 40 centímetros para o nordeste. O Everest “se desloca constantemente para o nordeste e o terremoto provocou um pequeno avanço na direção oposta”, afirmou Xu Xiwei, vice-diretor do Instituto de Geologia da Administração Chinesa para Terremotos, citado pelo jornal China Daily. “A magnitude do movimento é normal”, completou. A maior montanha do planeta, situada na fronteira entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete, constitui um bom ponto de observação das placas tectônicas Euroasiática e Indiana, que se chocam nesta região altamente sísmica, segundo Xu.

O segundo terremoto registrado no Nepal em 12 de maio, de 7,5 graus de magnitude, não provocou um deslocamento perceptível do Everest, segundo o estudo realizado com instrumentos de medição por satélite. O duplo terremoto deixou pelo menos 8.700 mortos no Nepal, incluindo 18 alpinistas que morreram em um deslizamento no Everest.

Os cientistas estabeleceram que o vale altamente povoado de Katmandu, situado 80 km a sudeste do epicentro do terremoto, foi deslocado dois metros para o sul após o tremor. A própria cidade de Katmandu, capital do Nepal, “deslizou mais de 1,5 metro na direção sul e se elevou em aproximadamente um metro”, declarou à AFP Madhu Sudan Adhikari, chefe do departamento de estudos do ministério nepalês da Administração Territorial. “Estudamos o centro das zonas afetadas pelo tremor e foi detectado ummovimento geral (de deslocamento) em direção ao sul”, indicou.

A altura oficial do Everest é de 8.848 metros, determinada em 1954 por um estudo da Índia, mas essa dimensão pode variar alguns metros de acordo com diferentes critérios. A China reduz quatro metros excluindo a camada de gelo e neve do cume, enquanto os Estados Unidos estabeleceram sua altura em 8.850 metros em 1999, utilizando uma tecnologia de GPS, dimensão finalmente aceita pela Sociedade Americana de Geografia. [...]


Nota: Conforme já disse aqui, se um único terremoto é capaz de deslocar uma montanha inteira e as atividades geológicas podem elevar uma cordilheira, do que seriam capazes muitos terremotos, enormes derrames de lava e grande atividade tectônica causadas por um bombardeio de meteoritos e por uma catastrófica inundação global, conforme sustenta o modelo diluvianista? A Terra foi literalmente devastada. Outro detalhe: se cordilheiras como a do Himalaia estão subindo, no passado foram mais baixas ou sequer existiam. Novamente, isso é previsto pelo modelo diluvianista segundo o qual a Terra possuía colinas suaves e não as formações montanhosas abruptas originadas, conforme se crê, pelo dilúvio e suas consequências. [MB]

O poder do marketing e o desejo de não saber

terça-feira, junho 16, 2015

Papa vira herói da guerra contra as mudanças climáticas

Todos os holofotes estão sobre ele
O papa Francisco vai se colocar nesta semana no centro da batalha épica entre os defensores de ação imediata para combater as mudanças climáticas e o exército de céticos e negadores que lutam de forma muito arraigada para negar a existência do fenômeno ou a ação dos homens para causá-lo. O papa recorreu então ao santo que lhe emprestou o nome para batizar a tão esperada encíclica [leia mais aqui] sobre o papel da humanidade em sua relação com o meio ambiente. Do “Cântico das Criaturas”, uma belíssima oração escrita por São Francisco de Assis em 1224 vem a estrofe “Laudato Si” (Louvado Seja), que dá nome ao documento. Encíclicas são cartas pessoais escritas pelos papas para dar orientação aos fiéis católicos sobre temas doutrinários nos campos da fé, costumes, culto, doutrinas sociais. Os temas tratados não se tornam objeto de fé, mas norteiam a atuação dos religiosos e leigos católicos. Laudato Si será a primeira encíclica escrita totalmente pelo papa Francisco. Ele já havia publicado uma anterior, Lumen Fidei, sobre a fé, mas essa na verdade foi em grande parte redigida pelo papa Bento XVI. Além disso, tratava de um tema efetivamente restrito aos interesses dos fies católicos.

[Clique aqui e leia até o fim esse artigo do jornalista Renato Guimaraes, membro do Global Strategic Communications Council. O texto foi publicado no site da revista Época e é uma ótima análise deste momento interessante. Um texto quase profético...]

Ouça este programa da CBN sobre a encíclica (clique aqui) e assista também aos dois vídeos abaixo (o primeiro está em inglês e o segundo expõe a possível relação entre o combate ao aquecimento global e o decreto dominical).



Jurassic World e a volta dos dinossauros

Dinossauro transgênico
Os dinossauros voltaram com tudo às telas dos cinemas. Prova de que o assunto sempre desperta interesse é o fato de que Jurassic World: O mundo dos dinossauros se tornou o filme com a estreia de melhor bilheteria da história do cinema, com 511 milhões de dólares (cerca de R$ 1,6 bilhão) no primeiro fim de semana. Na verdade, foi o primeiro filme a superar a marca de meio bilhão de dólares logo na estreia. Mas desta vez os famosos velociraptores e o temível T-Rex não estão lá. Quem garante o espetáculo é a fera transgênica Indominus rex, resultado das experiências genéticas de Henry Wu. O objetivo era ter uma novidade para reanimar o parque que por 20 anos havia exibido dinossauros “comuns”. O público sempre quer novidade. E o filme explora isso – na ficção e na realidade.


No filme que inaugurou a franquia, Jurassic Park (1993), de Steven Spielberg, dinossauros são trazidos de volta à vida utilizando-se DNA extraído do sangue contido no intestino de um mosquito preservado em âmbar. Tudo ficção, não é mesmo? Afinal, como esperar que sangue pudesse ser preservado por tantos milhões de anos, certo? Mais ou menos...  [Continue lendo.]

segunda-feira, junho 15, 2015

Encíclica papal trata da “lei do descanso semanal”

Recado aos líderes mundiais
Na próxima quinta-feira, o papa Francisco vai divulgar oficialmente sua encíclica ECOmênica (tão aguardada) intitulada Laudato Si que, segundo ele, é direcionada a toda a humanidade, não apenas ao seu rebanho católico (confira). Nesse documento oficial, o papa faz propostas de contenção do aquecimento global e sugere que ele sirva de base para reflexão por parte dos líderes mundiais aos quais falará em setembro, na sede da ONU. O amigo Filipe Reis, de Portugal, traduziu algumas partes interessantes de uma versão preliminar da encíclica (aliás, veja que interessante o print do jornal Washington Examiner, abaixo, em que Francisco e Ben Carson aparecem na mesma página, algo que eu já havia destacado aqui). As partes traduzidas por Filipe são relacionadas com o domingo como dia de repouso. Leia os trechos a seguir, extraídos do capítulo 237 de Laudato Si:

“O domingo, a participação na Eucaristia tem importância especial. Esse dia, bem como o sábado hebraico, oferece-se como dia de restauração das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. O domingo é o dia da ressurreição, o ‘primeiro dia’ da nova criação, cujo primeiro fruto é a humanidade ressuscitada do Senhor, garantia da transfiguração final de todo o mundo criado. Além disso, esse dia anuncia ‘o repouso eterno do homem em Deus’. Assim, a espiritualidade cristã integra o valor do descanso e da celebração.

“O ser humano tende a reduzir o repouso contemplativo ao âmbito do inútil e estéril, esquecendo que assim lhe retira da obra realizada a coisa mais importante: o seu significado. Somos chamados a incluir no nosso trabalho uma dimensão confortável e gratuita, que é diferente de uma simples inatividade. Trata-se de uma outra forma de atuar que faz parte da nossa essência. Dessa forma, a ação humana é preservada não só de um ativismo vazio, mas também da ganância desenfreada e do isolamento de consciência que leva a procurar exclusivamente o benefício exclusivo.

A lei do descanso semanal requer abster-se de trabalho no sétimo dia, para que ‘descansem o teu boi e o teu jumento, e respirem o filho de tua escrava e o estrangeiro’ (Êxodo 23:12). O repouso é um vislumbre alargado que permite voltar a reconhecer os direitos dos outros. Assim, o dia de descanso, cujo centro é a Eucaristia, espalha a sua luz por toda a semana, e nos encoraja a cuidar de nossa natureza e dos pobres.”

Como era de se esperar, o papa apresenta o domingo como dia de restauração das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo e com a natureza, reforçando a dimensão ecológica do domingo. E o iguala ao sábado hebraico, como se a bênção que Deus atribuiu ao verdadeiro sétimo dia pudesse ser estendida a outro dia da semana. Para o papa, o domingo é o “primeiro dia da nova criação”, deixando de lado o último dia da criação (na qual Bergoglio não crê, pois considera Adão e Eva mitológicos), memorial da verdadeira criação divina. Assim, o que o papa faz (à semelhança do que fez João Paulo II) é se apropriar de conceitos relacionados ao sábado e reaplicá-los ao domingo.

Aguardemos o lançamento oficial da encíclica, na quinta-feira, e os desdobramentos do estudo e da divulgação desse documento. [MB]

Encíclica do papa Francisco será dirigida a todas as pessoas

Um apelo às nações
O santo padre Francisco rezou a oração Ângelus dominical a partir da janela de seu apartamento com vista para a Praça de São Pedro, diante de milhares de fiéis, peregrinos ali reunidos. “Como já foi anunciado”, disse o papa, “na quinta-feira será emitida uma Carta Encíclica sobre o cuidado da criação”, e convidou “a acompanhar esse evento com uma renovada atenção para a situação de degradação ambiental, mas também recuperação dos próprios territórios.” O Bispo de Roma recordou que essa encíclica “se destina a todos”. Por essa razão, ele pediu orações para que sua mensagem chegue a todos: “Rezemos para que todos possam receber sua mensagem e crescer em responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”, disse. [...]


Nota 1: Historicamente, as encíclicas papais são dirigidas ao rebanho católico. Por isso, é significativo o fato de o papa Francisco afirmar que sua encíclica se destina a todos. E, considerando-se que líderes mundiais como Vladimir Putin, da Rússia (até ele!), o presidente cubano e vários outros tem buscado o apoio de Francisco, não resta dúvida de que o líder católico será levado em consideração em seus apelos ECOmênicos. [MB]

Nota 2: Se você tem alguma dúvida do poder dessa encíclica que será lançada no dia 18, assista a este vídeo (extraoficial, em inglês) divulgado pelo Observatório do Clima. Atente especialmente para a última frase: “To change everything, we need everyone”, ou seja, para mudar tudo, precisamos de todos”. [MB]

domingo, junho 14, 2015

Jovem conta como pornografia afetou sua vida sexual

O sexo real perdeu a graça
Daniel Simmons, de 23 anos, é um viciado em pornografia atualmente em recuperação. Mas, antes de procurar ajuda profissional para o problema, ele conta que não conseguia se concentrar nas tarefas do dia, não conseguia se relacionar sexualmente com mulheres “de verdade” e, mesmo assim, não conseguia parar.Eu tinha 15 anos quando comecei a assistir pornografia, após meus pais me comprarem um laptop. Fiz o que praticamente todo adolescente faz e procurei sites de pornografia”, diz Simmons à BBC. O problema, conta, é que o hábito rapidamente se tornou diário e o fez perder o controle de sua vida.Eu assistia pornografia duas horas por dia. Perdi minha capacidade de concentração. Não conseguia focar minha atenção em atividades normais, cotidianas. Não fazia ideia de que na verdade tinha um problema com pornografia. Eu negava o problema, mas fui viciado durante seis anos.”

Sua percepção sobre isso começou a mudar quando Simmons descobriu um site para viciados em pornografia e percebeu que “não estava mais sozinho”. Ele compara sua recuperação a parar de usar de drogas. “Passei cem dias em abstinência de álcool e de masturbação. As primeiras duas semanas foram horríveis, com mudanças repentinas de humor. Foi muito duro. Passei noites sem dormir e às vezes acordava suando frio. Às vezes, sem motivo, eu começava a tremer. Meu corpo inteiro tremia e eu não sabia por quê”, recorda.

“Sentia uma ansiedade profunda durante interações sociais e, em outros dias, me sentia no topo do mundo e conseguia fazer qualquer coisa que quisesse.”

Em meio a algumas recaídas “não muito ruins”, Simmons conta que está conseguindo voltar à rotina, mas só depois de ter sua vida sexual bastante afetada. “Quando estou com alguma mulher, sinto que não fico tão excitado”, diz. “Eu não conseguia ter ereções com mulheres de verdade porque eu tinha assistido tanta pornografia. Não era mais excitante estar com uma mulher de verdade. Me sentia mal, não sabia o que havia de errado comigo. Sexualmente, não conseguia sentir nada por ninguém. Não tinha libido, minha libido parecia falsa. Eu tinha libido por pornografia, mas não por seres humanos reais.”

Simmons diz que não assiste pornografia há um ano e meio, ajudado por sessões diárias de meditação. “Eu sei que tem um monte de rapazes e garotas por aí que estão sofrendo com esse problema”, diz. “Com certeza, muitos por aí têm um problema mas estão se escondendo, e falar sobre isso é algo que eu quero fazer porque acho necessário.”

Segundo Robert Hudson, terapeuta que trata pessoas viciadas em sexo, “usar pornografia não é o problema”. “É parecido com beber. A maioria das pessoas consegue tomar um drinque em segurança. (A pornografia) começa a ter consequências sérias quando começa a tomar conta da sua vida”, diz o especialista. “Ela se torna um problema quando você começa a cancelar atividades familiares ou encontros com amigos porque você quer ir para casa assistir pornografia.” [Ainda que isso fosse verdade, vale a pena o risco de flertar com o perigo? Nenhum viciado começou consumindo grandes quantidades de álcool ou pornografia. No caso da pornografia, o que Hudson parece ignorar é a questão da pureza mental, que certamente afetará, também, os relacionamos – da pessoa com o sexo oposto e dela com Deus. – MB]

Hudson diz que há alguns passos para ajudar pessoas que se identificam como viciadas em pornografia. “A primeira coisa é pedir a elas que parem de se masturbar durante 90 dias. Isso permite que o seu sistema se desacelere e pare de procurar pornografia.”

“Você não está curado, mas o que isso faz é ajudá-lo a perceber que não está usando a pornografia porque tem uma ereção ou está excitado - você provavelmente usa pornografia porque está entediado, estressado ou solitário.”


Nota: Essa é outra evidência do mal que a hiperestimulação tem feito com as pessoas. A título de comparação, podemos mencionar a preferência de certas pessoas por doces e/ou fast foods. O paladar pervertido acaba se acostumando com alimentos que não fazem bem à saúde, mas que são extremamente estimulantes das papilas gustativas e dos neurônios especializados na gustação. Algo parecido ocorre no âmbito sexual: o viciado em pornografia estimulou tanto o cérebro com o sexo pervertido que a prática sexual normal passa a ser para ele algo “sem graça”. E como ocorre com qualquer tipo de vício, a tolerância fará com que esse indivíduo busque sempre novas modalidades de perversão, cada vez mais intensas e degradantes. O que Hudson não mencionou, mas que é um grande aliado na luta contra qualquer vício, é o poder da oração. Abra o coração a Deus e peça-Lhe forças para vencer. Encha e mente com conteúdos puros e edificantes, a fim de substituir os conteúdos que acabam alimentando as fantasias e o vício. E que Deus ajude Simmons e tantos outros jovens a se livrar das algemas da pornografia. [MB]

Leia mais sobre pornografia e seus efeitos. Clique aqui.

Padre Fábio de Melo recebe livros adventistas

O Padre Fábio de Melo recebeu de Marcos Peter Soares um kit com os livros O Grande Conflito, Eventos Finais, Caminho a Cristo, A Descoberta e Por Que Creio, na noite de sábado, em Guanambi, Bahia. Segundo Marcos, o religioso católico foi muito receptivo e educado.

sexta-feira, junho 12, 2015

A História da Vida: o autor seguiu as evidências

“Não seja um incrédulo (que decidiu não crer), mas um bom cético (que duvida para crer)” (p. 217).

A História da Vida era o último título do jornalista Michelson Borges (Por que CreioA Descoberta) pendente em minha lista (pelo menos dos livros apologéticos dele). Dez anos após seu lançamento, a obra passou por uma revisão, a fim de contemplar atualizações importantes. A impressão que adquiri é de 2011. Borges é criacionista. Mas já foi evolucionista, e dos fiéis. De fato, ao atentarmos para sua história de vida, brevemente contada na introdução “Começo de conversa” e em alguns comentários ao longo do livro, sua história não seria muito diferente da de qualquer profissional devidamente “doutrinado” pelo suposto sistema educacional “filosoficamente neutro” de nosso país, no qual em aulas de biologia, química, física e etc. confundem-se filosofia e ciência (apesar de serem áreas necessariamente complementares). Ambas propõem (ou deveriam apenas propor) respostas a perguntas que começam com pronomes relativos bem diferentes. A diferença, porém, é que Borges decidiu seguir as evidências.

A beleza de obras como essa é a contribuição quase que universal das várias áreas de conhecimento e, por consequência, das mais diversas profissões. A ciência criminalística exige que geologia, biologia, física, matemática, engenharia, arqueologia e tantas outras dialoguem para que a rede de evidências seja o mais perfeitamente costurada para responder a perguntas que o método científico por si só jamais poderia responder (“Como” algo acontece é diferente de “O que” fez algo acontecer). Por essa razão, e em função da formação acadêmica de Borges, o texto tem um caráter jornalístico-investigativo muito interessante, no qual o autor se vale de pesquisas de uma vida para apresentar (e defender) a cosmovisão criacionista. De fato, numa conta rápida, notei que são ao todo 464 notas de rodapé (numa média de 69 por capítulo), ao longo de dez curtos capítulos, em apenas 224 páginas. Aquele que tem coragem de dizer que “não há cientistas ou fontes científicas que apoiem a cosmovisão criacionista” é, no mínimo, desinformado.

Tal “desinformação” fica evidente quando Borges apresenta uma entrevista que fez com o Dr. Marcos Eberlin. O Dr. Eberlin faz esta afirmação categórica, na página 43:
“Mas a evolução foi contada com tanto entusiasmo por mais de 150 anos, foi pregada com tanto fervor, foi catequizada com tanta veemência, está estampada e detalhada em tantos livros científicos com tanta pompa, deu tantos prêmios a tantos, serviu de alívio a tantos que tentam escapar da iminência de um encontro face a face com Deus, foi apregoada por céus e mares como cientificamente provada em todos os seus aspectos, foi apresentada como a verdade mais cristalina frente à ignorância dos religiosos, foi adotada como o evangelho-mor dos naturalistas, está permeada em tantos conceitos e projetos científicos, que seria uma catástrofe sem precedência na história da ciência admitir sua falha, sua total inconsistência frente à química e à bioquímica modernas.”

O grande problema é que não são só a química e bioquímica modernas que vão contra a teoria neodarwiniana. A geologia, outra área muito bem explorada na obra, apresenta sérias evidências do contrário: projeto, evidências apenas de microevolução e contribuições significativas para a compreensão literal do texto bíblico como, por exemplo, sobre a catástrofe natural que mudou toda a estrutura geológica da Terra: o dilúvio.

Outro ponto alto que destaco são as pisadas de bola e contradições das quais muitas revistas e jornais científicos tiveram que se retratar após supostos “fatos” da evolução terem sido, definitivamente, refutados (pela própria ciência...). NatureScientific AmericanGalileu... nenhuma passou no crivo. O fato de ter um jornalista “chato” (no bom sentido) para catalogar e arquivar todo o proselitismo ufanismo evolucionista da mídia, como em descobertas de fósseis de “humanos-mas-que-não-são-de-humanos”, por exemplo, mostra que, no fim das contas, há algo além de ciência em jogo. Afinal de contas, aceitar uma causa para a vida é aceitar um Causador... e muito mais.

“As revistas de divulgação científica populares, via de regra, apenas estimulam a polaridade entre os dois modelos (criacionismo e evolucionismo). Passam a ideia de que o criacionismo se trata de um antievolucionismo religioso, e ignoram pesquisas feitas por institutos científicos respeitáveis, como o Geoscience Research Institute (www.grisda.org), por exemplo, e de pesquisadores e cientistas em muitas Universidades, tanto no Brasil quanto no exterior. [...] Com toda essa propaganda negativa, não é de se estranhar que muita gente alimente preconceito contra os criacionistas, muito embora nem sequer conheça o criacionismo.”

E não para por aí. Além dos capítulos que apresentam argumentos contra a teoria da evolução conforme as evidências da ciência, há um capítulo interessantíssimo sobre os métodos de datação (radiocarbono, radiohalos) e outro sobre a história de pais da ciência moderna (que acaba com essa ladainha de que não pode haver cientista criacionista). Aliás, isso é pura dissonância cognitiva (tópico excelente!).

Para concluir, faltava toda a contribuição da ciência, sobretudo da Arqueologia, para apoiar a veracidade e historicidade da Bíblia, a revelação especial. É de cair o queixo tamanha quantidade de evidências que a Arqueologia têm apresentado, apesar de ser uma disciplina recente. Citação interessante, que resume o apresentado no capítulo 9:

“Se Adão é realmente o ‘pai’ de todos os povos, deveríamos encontrar referência a isso em diversas culturas. O fato é que essa referência foi encontrada numa quantidade maior que o necessário para validar o texto bíblico.”

Como se pode ver no vídeo abaixo, o autor apresenta sua obra como introdutória e, de fato, dá ao leitor todas as referências necessárias para enriquecer seu estudo. Porém, algo deve ser dito: a leitura de livros como A História da Vida, ainda que o autor julgue como introdutória, deverá (ou deveria) ter implicações sérias ao leitor honesto. Tal como um tesouro que é descoberto, toda a discussão acerca das origens e suas implicações filosóficas deve ser vista em sua real perspectiva, fora da esfera apenas científica. Antes, trata-se de uma leitura investigativa e que, por consequência, levará o leitor a considerar qual modelo apresenta as conclusões mais razoáveis, ainda que parcelas de dúvida fiquem no ar.

Porém, ao que consta, o saldo do criacionismo é o único positivo.

(Jônatas Duarte Lima, Engenharia Filosófica)

Ficha Técnica:
A História da Vida
Michelson Borges
Editora: CPB

Alegria de torcedor de futebol dura pouco

Dependentes da dopamina
Por mais apaixonados que sejam os torcedores de futebol, o bem-estar gerado pela vitória do time do coração é bem menor do que se poderia imaginar. Psicólogos da Universidade de Konstanz (Alemanha) concluíram que as vitórias nos jogos de futebol elevam a sensação imediata de bem-estar dos torcedores, mas não conseguem sustentá-la a longo prazo. O aumento da sensação de bem-estar gerado pela vitória dura apenas entre 100 e 150 minutos após o jogo, retornando aos níveis apresentados nos dias em que não há jogos do time preferido. E é bom destacar que a equipe não acompanhou as emoções geradas por qualquer sequência de partidas de futebol, mas o bem-estar gerado nos torcedores alemães pela seleção da Alemanha durante a Copa do Mundo de futebol realizada no Brasil no ano passado.

Stefan Stieger e sua equipe usaram um aplicativo de celular para monitorar continuamente um grupo de voluntários durante a Copa - metade torcedores e metade pessoas que não se interessavam por futebol e não assistiam às partidas da Alemanha. Os torcedores apresentaram um maior nível de bem-estar nos dias dos jogos do que os não-torcedores. Esse nível foi ainda maior após as vitórias, sendo particularmente mais elevado quando a Alemanha ganhava por uma margem de gols maior. Mas o ganho de bem-estar decaia rapidamente apenas algumas horas depois dos jogos, voltando a um nível comparável ao dos não-torcedores.

Se o resultado puder ser invertido, parece ser uma boa notícia que a tristeza gerada nos torcedores dos times que perderam para a Alemanha - se é que alguém se lembra de algum - pode também ter durado pouco.


Nota: Acredito que esse resultado seria o mesmo, caso se pesquisassem pessoas que praticam sexo casual (sem envolvimento afetivo), mantêm um estilo de vida intemperante, com consumo de álcool e outras drogas, são boêmias, etc. O prazer e a alegria dessas pessoas estão baseados (isso também...) em resposta dopamínica, apenas. Não têm que ver com bem-estar verdadeiro e permanente, que só se obtém com uma vida saudável e relacionamentos estáveis e satisfatórios. Quer ver o que é realmente alegria?

“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (Filipenses 4:4). Em Deus temos a verdadeira alegria.

“Tenho dito estas palavras para que a Minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (João 15:11). Nossa alegria é completa quando vivemos de acordo com a Palavra de Deus.

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; nEle o meu coração confia, e dEle recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico Lhe darei graças” (Salmo 28:7). O coração se enche de alegria e paz quando sabemos que podemos confiar num Deus todo-poderoso e todo-amoroso.

“Devolve-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Salmo 51:12). Somente os salvos por Cristo e que obedecem à vontade dEle conseguem entender o significado dessas palavras.

Gálatas 5:22 afirma que a alegria é um fruto do Espírito, não apenas uma reação neuroquímica. Quando vivemos de acordo com a vontade de Deus, desfrutando os prazeres que Ele aprova, a sensação de bem-estar e felicidade é permanente, pois envolve, sim, a resposta dopamínica, mas não se limita a ela. Às vezes, parece loucura, mas cristãos genuínos conseguem até mesmo se alegrar na esperança, mesmo quando sofrem. [MB]

quinta-feira, junho 11, 2015

Novela da Globo poderá falar da volta de Jesus

Benedito Ruy Barbosa
A TV Globo estaria estudando a possibilidade de produzir uma novela falando sobre a volta de Cristo, e o autor escolhido para tocar o projeto é Benedito Ruy Barbosa, novelista tido pelos especialistas como um dos mais bem-sucedidos na carreira. A novela, que se for produzida deverá ser chamada E Se Ele Voltar? já teria, inclusive, os primeiros capítulos escritos, de acordo com informações do jornalista Flávio Ricco, do portal UOL. “E Se Ele Voltar? é o título provisório, com toda chance de virar definitivo, do novo trabalho do Benedito Ruy Barbosa para a TV Globo. A sinopse foi entregue e já existem seis capítulos escritos”, escreveu Ricco. De acordo com o jornalista, a proposta é falar sobre como vivem as pessoas que acreditam na promessa feita por Jesus Cristo antes de sua ascensão aos céus, de que Ele voltaria para arrebatar Sua Igreja. “A novela pretende se desenvolver em um mundo de pessoas, cerca de 40 personagens, que vivem a expectativa ou a possibilidade de Jesus Cristo voltar. Luiz Fernando Carvalho, por indicação do autor, foi escolhido para dirigir. O último trabalho dos dois em conjunto foi Meu Pedacinho de Chão”, afirmou.

A escolha do tema, complexo, pode ser uma resposta da Globo ao sucesso que a Record vem alcançando com suas produções bíblicas, embora, pelo que foi noticiado, a emissora da família Marinho pretenda manter seu modelo de novela, ao contrário do que o canal do bispo Edir Macedo vem fazendo, que é reproduzir, com liberdade artística, o relato bíblico.

Há nos Estados Unidos uma série de TV sobre o mundo pós-arrebatamento que causou bastante repercussão. The Leftovers fala de um mundo em que as pessoas tentam conviver com a perda de seus entes queridos, que foram arrebatados, mas tentam negar que o evento tenha relação com as profecias do Apocalipse.


Nota: Não bastassem os filmes (confira), agora séries e novelas enveredam pelos caminhos da profecia bíblica. Pior: distorcem o que a Bíblia ensina. Certamente, a Globo, com essa iniciativa, tentará agradar a um público religioso que, diga-se de passagem, ficou ofendidinho com a última novela global Babilônia (aliás, se não assistissem, não teriam do que reclamar...). O problema é que a maioria desses cristãos crê na teoria antibíblica do arrebatamento secreto. Duvido que essa nova novela, se for ao ar, tratará do tema da volta de Jesus da maneira correta (confira). E vai ter muito crente encontrando mais uma desculpa para assistir ao folhetim que, certamente, terá também seus triângulos amorosos, seus personagens libertinos e muitos outros conteúdos nada cristãos. Por outro lado, os adventistas podem aproveitar o interesse que será despertado pelo tema e pregar a respeito do que a Bíblia realmente ensina sobre a volta de Jesus, deixando claro que não se trata de e se Ele voltar, mas que Ele prometeu voltar! [MB]

Mesquita dedicada à Virgem Maria é inaugurada na Síria

Ponto de convergência
Justamente em um dos países onde a liberdade religiosa está mais seriamente ameaçada, foi construído o primeiro lugar de culto do mundo islâmico dedicado à Virgem Maria. Trata-se da nova Mesquita Al-Sayyida Maryam, localizada na cidade costeira de Tartous, segundo porto da Síria, inaugurada no último sábado (6/6). Al-Sayyida Maryam é um dos diversos nomes árabes da Mãe de Jesus, como recordou na cerimônia de inauguração o ministro para os Bens Religiosos e Culturais, Mohammad Abdel-Sattar al-Sayyed. Essa iniciativa – disse ele – é “um sinal da abertura daquele Islã afastado dos desvios e extremismos”. O delegado do Patriarcado Maronita de Tartous e Lattakia, Antoine Dib, também presente na cerimônia, declarou-se “orgulhoso pela iniciativa”, desejando que o gesto possa representar uma esperança de paz para cada lugar do país.

A dedicação de uma mesquita a Nossa Senhora poderia parecer um anacronismo, mas não é. No Alcorão, de fato, existe uma autêntica veneração à Virgem Maria. Um dos maiores estudiosos católicos contemporâneos sobre esse tema, o franciscano florentino Giulio Basetti-Sani (1912-2001), discípulo do orientalista Louis Massignon, dedicou a vida à difusão do conhecimento sobre a religião islâmica, sentida por ele como uma “fé irmã”. Um de seus conhecidos livros intitula-se Maria e Jesus filho de Maria no Alcorão. Após séculos de incompreensões e preconceitos, o religioso desenvolveu sua obra na esteira de São Francisco de Assis e de seu programa missionário voltado ao encontro com os muçulmanos.

A teologia muçulmana não concebe Deus como pessoa. Assim, nos seus 99 nomes, falta a palavra “Pai”. Portanto, impensável também um “Filho de Deus”. A Virgem Maria, no entanto, é apresentada como “escolhida por Deus” e “eleita entre todas as mulheres da criação” (Sura 3,42). Jesus não é filho de Deus, mas “filho de Maria” (Isa ibn Maryam), lê-se nos versículos 34-36 da Sura 19, onde é narrado o acontecimento de uma virgem que, afastando-se da família, tem um filho (Masîh, o Ungido, um dos nomes tradicionais de Jesus), “dom” de Alá que “cria aquilo que quer”.

A esse respeito, recorda-se que já há alguns anos no Líbano, o 25 de março (Festa da Anunciação para a Igreja Católica) foi proclamado, após longas tratativas conduzidas pelo Comitê islâmico-cristão, Festa Nacional.

O fundador do Instituto da Caridade, o beato Antonio Rosmini-Serbati (1797-1855), um dos maiores filósofos italianos do século 19, foi autor da obra As cinco chagas da Santa Igreja (1832). Nesse período pré-Concílio, quando os seguidores de Maomé eram colocados pela Igreja entre os “infiéis”, seguidores de uma “falsa religião”, Rosmini, apoiado pelo Cardeal Castruccio Castracane dos Antelminelli, publicou o texto “Sobre testemunhos dados pelo Alcorão a Virgem Maria”, desconsiderado na época, mas que no decorrer do tempo e ainda hoje desempenha um papel no diálogo inter-religioso a partir do reconhecimento comum da maternidade de Maria (sancionada pelo Concílio de Éfeso, em 431).


Nota: Alguma dúvida de que Maria terá um papel crucial no ecumenismo envolvendo os muçulmanos? Os adventistas devem intensificar seus esforços para mostrar aos muçulmanos que nossa identificação com eles é ainda maior: aguardamos a volta de Jesus, não usamos alimentos impuros nem bebidas alcoólicas e incentivamos uma vida decente e uma profunda experiência de oração e devoção. [MB] 

Educação sexual compulsória e ideologia de gênero

Além do estímulo, ideologia de gênero
O governo não consegue esconder seu viés autoritário. O discurso oficial é sempre um oba-oba à democracia. A prática concreta é bem diferente. O Plano Municipal de Educação é o mais recente exemplo do desprezo dos governantes pelas regras da democracia representativa. Explico, amigo leitor, as razões da minha afirmação. Tramita atualmente nas câmaras de vereadores (a de São Paulo incluída) o projeto de lei que institui o Plano Municipal de Educação para a próxima década. O Plano Nacional de Educação (PNE), base para os planos municipais, foi intensamente debatido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sendo dele excluída a menção à “igualdade de gênero” pela relação direta que tem com a chamada “ideologia de gênero”. Os embates democráticos e a retirada da linguagem de “gênero” foram amplamente noticiados. A proposta do MEC, fortemente apoiada na “ideologia do gênero”, perdeu o jogo. Porém, o governo tenta ganhar no tapetão e, num flagrante desrespeito ao Congresso, trata de contornar a decisão dos parlamentares. Vejamos como se dá o malabarismo antidemocrático.

O Ministério da Educação atua mediante vários organismos. A Conferência Nacional da Educação (Conae) preparou um documento que serviu como norteador para a formulação dos planos municipais. A ideologia de gênero, afastada pelo Congresso Nacional, reaparece com vigor no texto. É uma olímpica banana às regras do jogo democrático. O documento, que contém mais de uma centena de referências a “gênero”, foi elaborado pelo Fórum Nacional de Educação.

Depois do debate democrático ocorrido no parlamento, que resultou na Lei 13005/14, que instituiu o Plano Nacional de Educação, o governo, num evidente desrespeito à lei, reintroduz a ideologia de gênero e submete novamente o plano à discussão. Resumo da ópera: o pretenso respeito à democracia é só jogo de cena.

O que está por trás de tudo é a tentativa, mais uma, de impor às crianças a ideologia de gênero. Simples assim. Mas afinal, o que vem a ser essa teoria autoritária? Trata-se da distorção completa do conceito de homem e mulher, ao propor que o sexo biológico seria um dado do qual deveríamos libertar-nos em busca da composição livre e arbitrária da identidade de gênero. É uma ideologia que defende a absoluta irrelevância dos dados biológicos e psíquicos naturais na construção da identidade da pessoa humana, considerando o gênero de cada indivíduo como uma elaboração puramente pessoal. É isso que pretendem ensinar às crianças. De modo dogmático e compulsório.

A ideologia de gênero traz diversos inconvenientes para a educação: 1) a confusão causada nas crianças no processo de formação de sua identidade, fazendo-as perder as referências; 2) a sexualização precoce, na medida em que a ideologia de gênero promove a necessidade de uma diversidade de experiências sexuais para a formação do próprio “gênero”; 3) a abertura de um perigoso caminho para a legitimação da pedofilia, uma vez que a “orientação” pedófila também é considerada um tipo de gênero; 4) a banalização da sexualidade humana, dando ensejo ao aumento da violência sexual, sobretudo contra mulheres e homossexuais; 5) a usurpação da autoridade dos pais em matéria de educação de seus filhos, principalmente em temas de moral e sexualidade, já que todas as crianças serão submetidas à influência dessa ideologia, muitas vezes sem o conhecimento e o consentimento dos pais. Trata-se, sem dúvida, de uma violência arbitrária do Estado.

Na verdade, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e tabus. E os governos, num espasmo de obscurantismo totalitário, querem impor à sociedade um único modo de pensar, de ver e de sentir. Não cabe ao governo, contra a vontade da maioria da população, formatar a cabeça das crianças brasileiras. Tal estratégia, claramente delineada no desrespeito à Lei 13.005/14, tem nome: totalitarismo.

O governo não pode passar por cima da lei e do Congresso Nacional e impor sua vontade à sociedade brasileira. Os vereadores têm a oportunidade e o dever de barrar o atalho autoritário.

(Carlos Alberto Di Franco, O Popular)

quarta-feira, junho 10, 2015

Células de sangue são encontradas em fóssil de dinossauro

Parece que não são tão antigos
No filme Jurassic Park, dinossauros são trazidos de volta à vida utilizando-se DNA preservado no intestino de um mosquito sugador de sangue sepultado em âmbar. Agora encontramos o que parece ser verdadeiro sangue de dinossauro dentro de um osso fossilizado. “Tropeçamos sobre essas coisas completamente por acaso”, disse Susannah Maidment, do Imperial College de Londres, cuja equipe estava tentando estudar a fossilização do osso cortando pequenos fragmentos de fósseis. Em vez disso [de fósseis petrificados/mineralizados], eles encontraram células do sangue e colágeno, a partir de fósseis de dinossauros [de supostos] 75 milhões de anos de idade. E mesmo sem DNA, as células dos tecidos moles e as moléculas poderiam nos ajudar a aprender muito mais sobre a fisiologia e o comportamento dos dinossauros, disse a equipe. Por exemplo, o tamanho das células do sangue pode revelar insights sobre o metabolismo e a possível transição do sangue frio para o sangue [se é que isso aconteceu algum dia].

Até agora, esses tecidos de carne macia só foram encontrados em fósseis casualmente conservados em circunstâncias excepcionalmente raras, por exemplo, ao ser congelada no gelo ou em um ambiente seco e livre de micróbios que, de outro modo, destruiriam a carne, diz Maidment. [Que circunstâncias excepcionais seriam essas capazes de preservar tecido mole e agora até células sanguíneas? Teria que ser um evento capaz de sepultar rapidamente esses animais de grande porte – o que o ambiente seco não explicaria. Mas ainda falta explicar também os milhões de anos...]

“Mas os fósseis que examinamos não eram raros em tudo”, diz ela. Eles eram os ossos normais recolhidos a partir da superfície na Formação Dinosaur Park, bem conhecida no Canadá. [...]

Exames tridimensionais das células do sangue no microscópio eletrônico revelaram que elas têm núcleo, o que significa que as células vermelhas do sangue humano não podem ter contaminado a amostra, porque não possuem núcleo. [...] Maidment espera agora investigar mais amostras. “Queremos entender como pode ocorrer esse tipo de preservação”, diz ela. [...]

A descoberta foi saudada por John Asara, da Harvard Medical School, cuja equipe relatou em 2007 ter encontrando colágeno em um fóssil de T-rex de [supostos] 68 milhões de anos de idade e em um Brachylophosaurus [de supostos] 80 milhões de anos de idade. Asara diz que esse campo da ciência tem sido mal aproveitado.

As células foram encontradas dentro desta garra
“Trabalhos como esse [...] mostram que os fósseis são mais do que ‘apenas rochas’ [...]”, diz Mary Schweitzer, da North Carolina State University, em Raleigh, que relatou ter extraído sangue de T-rex em 2009. “[Também] parecem indicar, como nossos próprios resultados, que isso não é necessariamente uma ocorrência extremamente rara.”


Nota: Pelo jeito, fica cada vez mais difícil defender a ideia de que os dinos viveram milhões de anos atrás e que, depois de outros milhões de anos, teriam se transformado em aves (!). Se há tecido mole em fósseis de dinossauros e até células sanguíneas, eles não podem ter morrido há tanto tempo (e há outros exemplos de achados; confira aqui e aqui). E se não morreram há tanto tempo, não teria havido tempo suficiente para evoluírem para pássaros (!). Vamos aguardar mais explicações mirabolantes para tentar explicar o inexplicável dentro da cosmovisão evolucionista. [MB]

Campanha da Fraternidade 2016: ecumênica e ambiental

Em busca da grande união
O Vaticano anunciou para o dia 18 deste mês a divulgação da encíclica papal na qual Francisco trata do tema “aquecimento global”. Como tenho dito aqui no blog há alguns anos, essa é uma bandeira capaz de unir movimentos, religiões e governos (veja o vídeo abaixo). Segundo matéria publicada no Estadão, o papa consultou o brasileiro Frei Betto antes de publicar sua encíclica que tratará do cuidado com a criação. E o tema da Campanha da Fraternidade (CFE) do ano que vem não poderia ser outro (embora vá repetir em parte o de 2011: meio ambiente. “A CFE do próximo ano, como nas três edições anteriores, será coordenada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), caracterizada pela ecumenicidade, ou seja, reunirá outras igrejas cristãs, além da católica, para debater temas importantes referentes à nação brasileira”, explica o site da TV Canção Nova.

Conforme o site A12, “a Campanha de 2016 reunirá outras igrejas cristãs além da católica. Tal como nas três versões anteriores, a ação será coordenada pelo Conic. Uma das maiores novidades para esta 4ª edição é que ela deverá transpor fronteiras nacionais, já que contará com a participação da Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina”.

O papa Francisco vem batendo nessa tecla ambiental há algum tempo e conquistando respeito e autoridade, por esse e outros motivos. Exemplo disso foi o recente pedido de apoio por parte do presidente russo Vladimir Putin. Leia a seguir trechos da notícia publicada no G1

“O presidente russo Vladimir Putin se reunirá nesta quarta-feira no Vaticano com o papa Francisco, para discutir o conflito na Síria e na Ucrânia e tentar sair de seu isolamento internacional. Defensor de um modelo alternativo ao Ocidental, baseado em grande parte em valores conservadores, Putin espera encontrar apoio do pontífice argentino. ‘Putin quer deixar seu status de pária, e espera alcançar isso com o papa’, com quem se reunirá pela segunda vez, explica Boris Falikov, do centro de estudos religiosos da Universidade de Ciências Humanas de Moscou. [...]

“O Vaticano mantém há décadas um diálogo com o patriarcado russo, que considera de suma importância. A aproximação entre as duas igrejas atingiu tal ponto que se chegou a planejar uma visita do papa a Moscou. Essa visita foi um evento histórico, tendo sido a primeira viagem de um papa à Rússia desde a separação das igrejas do Oriente e do Ocidente, durante o cisma de 1054. [...]

“A Santa Sé também pode encontrar um aliado na Rússia, em sua tentativa de se aproximar da China, de acordo com vários observadores da diplomacia do Vaticano.”

Mas o poder de influência papal será testado mesmo em setembro, quando ele terá três grandes audiências atentas: a ONU, a Casa Branca e o Senado norte-americano. [MB]

Leia também: Santa Sé e EUA assinam acordo histórico (em inglês). Que outros acordos virão no futuro?

E-mails que nos alegram (56)

Diálogo possível
“Caro Michelson, apesar de eu ter opinião oposta à sua e ser ateu, achei seu site de muito bom nível e bastante respeitoso com a opinião alheia. Gostei da forma como você se referiu ao Stephen Hawking, reconhecendo seu trabalho científico sem debochar de seu ateísmo. Quanto ao Richard Dawkins, concordo com você que ele tem uma posição muito extremista e desrespeitosa com a opinião dos demais. Ele parece querer impor a opinião dele aos demais, o que acho inadmissível. Me tornei mais tolerante com opiniões diferentes da minha quando comecei a namorar uma menina evangélica, que continua comigo. Torço para que todos nós caminhemos para um debate respeitoso e construtivo, e que todos possamos nos unir pelo bem, mesmo com algumas opiniões diferentes.

“Também fiquei feliz com a sua resposta. Nestes tempos de Estado Islâmico, de barbárie e de polarizações exageradas, é um alento ver que ainda é possível pensar diferente sem virar inimigo. :)

“Vou ver seus vídeos sobre as inconsistências que você encontrou no darwinismo e depois te digo o que achei. Sou engenheiro eletricista formado pela UFRJ aqui no Rio de Janeiro, e sou muito fã de ciência em geral. Achei sensacional o fato que você ter estudado química e ter interesse por ciência. Dá pra ver que os seus posts têm uma boa consistência. A maioria das pessoas religiosas que eu conheço não tem esse nível de profundidade, aí acabo não podendo dialogar muito com elas.

“Acho bem legal você fazer essa divulgação científica que alcança pessoas religiosas; acho que muitas delas acabam perdendo informações muito legais que, como você sabe, não colocam a fé de ninguém em cheque e não precisariam ser vistas como uma ameaça. Por exemplo, fico maravilhado com o fato de termos uma atmosfera que, entre tantas coisas, nos protege de uma grande quantidade de impactos de asteroides. Minha namorada vê nisso uma benção de Deus, eu vejo como uma grande sorte, mas ambos podemos nos maravilhar igualmente com esse fato.

“Além disso, como você disse em seu site, meus heróis como Newton, Euler, Laplace tinham uma visão religiosa do mundo e isso não os impediu de trazer grandes avanços científicos para todos, independentemente de religião. Então vejo um grande campo de convergência para as pessoas de bem, religiosas ou não.”

Juan Rossi

Estudo Advento: estilo de vida saudável