terça-feira, setembro 08, 2015

Se Deus é bom, de onde vem o mal?

“Deus, sendo bom, fez todas as coisas boas. De onde então vem o mal?”

Não sou fã da revista Veja, mas a capa de sua edição mais recente me chamou atenção. Surpreendi-me! Veja fazendo a pergunta filosófica de Santo Agostinho, na qual Deus está envolvido? Bom, pensei, quem sabe agora vão dar um tratamento digno e diferenciado à questão. Engano meu. A resposta-manchete dada na forma de uma citação do poeta polonês Czeslaw Milosz – “O mal (e o bem) vem do homem” – limitou demais o assunto. Não que o homem não esteja envolvido na problemática do mal. O mal tem tudo a ver com a humanidade; uma grande porção dele procede de nós. Só penso que a citação retórica e lacônica não faz jus à grandeza do tema. Em termos de mal e de bem, o homem não é a medida de todas as coisas. Para minha decepção, Veja não aprofundou o assunto. Apenas aproveitou o frisson que o drama dos refugiados sírios provocou na mídia mundial, desgastando ainda mais a imagem-símbolo do pequeno Aylan – vítima inocente de um mundo repleto de maldade. Plus ultra!

“De onde vem o mal?” ou “por que o mal existe?” é a pergunta secular. Desde Epicuro, e o seu famoso trilema, chegando até nossos dias, o problema do mal (com os seus desdobramentos teóricos e práticos) continua a atravessar-nos como uma lança perfurante, ferindo nossas emoções e intelecto e colocando contra a parede toda a nossa lógica, racionalidade, filosofia e teologia. Seja em que vertente for, o mal desafia as explicações mais sofisticadas. Juan Antonio Estrada, em A Impossível Teodiceia: a crise da fé em Deus e o problema do mal, enfatizou o espanto e o escândalo causados por esse intruso: “Desde o primeiro momento da sociedade e da cultura, o mal aparece como um absurdo, como algo que se opõe à racionalização do mundo e do homem. Nós o experimentamos como problema especulativo e existencial que tem um substrato comum, o de ser um enigma que provoca mal-estar. O mal se apresenta à consciência como aquilo que não deve ser. Como elemento constitutivo da experiência humana, ele sempre foi um problema da filosofia e da religião. Não há religião que não tenha assumido sua problematicidade, assim como também é difícil encontrar alguma corrente filosófica que de uma forma ou de outra não tenha pretendido elucidar seu significado e propor meios de dar-lhe um sentido, ainda que tal sentido seja apenas teórico e não afete em nada sua realidade fática.” Pelo lado da religião, Deus é central em qualquer debate que proponha apresentar uma resposta convincente (não conclusiva) para o problema do mal.  

Há uma resposta adequada para a questão da existência do mal diante da suposta existência de um Deus bondoso, onisciente, onipotente e onipresente, defendido pelo teísmo clássico? Isso vai depender do que se entenda por “resposta”. Começando na era moderna com os Ensaios de Teodiceia de Leibniz, vêm se multiplicando as tentativas de se pensar e explicar a presença do mal no mundo. O fato é que no tocante a tal dilema ninguém escapa: nem crentes, nem descrentes, nem agnósticos. Todos estão “comprometidos com o mal”. Assim, cada um tem a sua resposta particular.

Os descrentes radicais costumam afirmar que “o mal é a rocha do ateísmo”, ou seja, o mal constitui um argumento contra Deum ou adversus Deum. Nessa “rocha”, asseguram os ateus, todas as teodiceias e defesas apologéticas em favor do Ser infinito são destruídas e se desfazem no pó. Nesse aspecto, considerável parte do juízo ateísta (aparentemente cheio de razão) contra a existência de Deus vem mesclado de incoerências lógicas e fortes sentimentos, traduzidos em rancor e raiva dissimulados e investidos contra uma Pessoa que, na cosmovisão cética, nem existe. Quando não, a análise ateia encontra-se recheada de ironia e sarcasmo ao estilo voltairiano, cuja representação mais conhecida encontra-se no Cândido, ou o otimismo. Ademais, leio: “O ateu que formula a questão do mal em relação a Deus, simplesmente se apropria de uma questão da Teologia Cristã e a apresenta como algo novo, de sua lavra, algo que deve chocar ou paralisar um crente, quando isso é uma das discussões mais antigas e profícuas da Teologia ao longo dos séculos. [...] Tentar encurralar ou assustar um crente com a questão do mal equivale a pretender intimidar um peixe com água limpa. A Teologia nada nessas águas há séculos! Mas quem sabe ao ateu contemporâneo possa ser reconhecida ao menos a originalidade nessa apropriação espúria de uma questão teológica? Será? Não, nem isso. A verdade é que essa oposição entre a existência de Deus e do mal nada mais é do que uma questão tormentosa que atravessa a história da humanidade. A Religião desde sempre intuiu e constatou uma evidente tensão intelectual entre a fé em um Deus enquanto poder criador, sustentador e salvador de todo o real de um lado e a evidência da presença do mal no mundo de outro. As tentativas de conciliação e compreensão desse enigma desde sempre existiram. Da mesma forma, desde sempre aqueles que rejeitam o divino, o transcendente, se apropriam dessa problemática como se sua fosse e como se fosse algo estranho ao estudo da fé e o esforço de sua compreensão por via da racionalidade. O Deus judaico-cristão (e o monoteísmo), portanto, diversamente do que também se alardeia a quatro ventos sem qualquer base histórico-teológica, não foi a fonte dessas indagações, não ‘inventou a questão’, nem a oportunizou, mas obviamente a agudizou.” Assim, se o mal é “a ‘rocha do ateísmo’ ela já vem sendo dissolvida há séculos pela Teologia. Não passa de pó ou, no máximo, cascalho”.

Seria a negação de Deus, pela via da realidade do mal, uma disfarçada e inconsciente forma de agredi-Lo? “Lançar flechas contra um céu que se proclama vazio é uma contradição. Agredir um ente é reconhecer, implicitamente, sua existência”, opinou o teólogo Battista Mondin. Ou nas palavras de Albert Camus: “A revolta é uma ascese, ainda que cega. Se o homem revoltado blasfema, o faz na esperança de um novo Deus.” Dessa maneira, como bem ponderou o teólogo belga Adolphe Gesché, “se o não crente acusa Deus de não existir, a proposição ‘Deus não existe’ não é semanticamente ilógica? [...] O verdadeiro problema está noutro lugar: entender e saber entender um grito, e um grito que, por si, tem um direito imprescritível. O direito do homem de expressar, mesmo de maneira chocante e além dos limites, de maneira ilógica, o escândalo do mal, gritando o mais forte que puder. E, portanto, de chegar a pronunciar o nome de Deus correndo risco da blasfêmia para expressar a sua recusa e a sua rejeição do mal.” Com seu grito, estaria o ateu desenvolvendo uma teodiceia do protesto? Arremata Gesché: “Se o homem às vezes lança seu grito a ponto de insultar a Deus, o crente não deve ser aquele que leva toda essa questão ‘até o altar de Deus’?”

Reconheço. Tanto para o homem cético quanto para o crente - e principalmente para este -, o mal é um mistério profundamente perturbador. Chegou-se a dizer, mesmo com exagero, que “o problema do mal é um peso descomunal para o teísta. É sua grande tragédia”. Frequentemente, o homem religioso clama aos céus à semelhança do antigo profeta: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e Tu não me escutarás? Ou gritarei a Ti: Violência! E não salvarás? Por que me fazes ver a iniquidade, e a opressão? Destruição e violência estão diante de mim” (Habacuque 1:2, 3). Clamor parecido o poeta Castro Alves registrou nos belos versos de “Vozes d’África”: “Deus! ó Deus! Onde estás que não respondes? / Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes embuçado nos céus? [...] / Onde estás, Senhor Deus?...” O homem nunca soube lidar direito com o Deus absconditus. Somente na dimensão da fé ele consegue chegar até o “altar de Deus” para ouvir dEle as incomuns respostas. Ou não ouvir nada: apenas crer e confiar.

Comentaram por aí que “o mal é um efeito indesejado do livre-arbítrio”, “uma obra da liberdade”; ou, num universo moral, a possibilidade de tornar em ato aquilo que existia apenas como potência. Sendo assim, o mal, originalmente, foi uma questão de escolha, de desviar-se do padrão e do alvo. Ele nos atingiu dramaticamente, tornando-nos também responsáveis e uma parte desse problema cósmico. De fato, não se pode negar o potencial humano para tantas ações maléficas ao longo da história passada, no momento presente e, infelizmente, nos instantes futuros que ainda nos aguardam. Todavia, além de nós, alguém mais teria alguma responsabilidade pelo mal? Numa relação de transferência de culpa, como o fizeram Adão e Eva (Gênesis 3:11-13), os ateus diriam que, se Deus de fato existisse, Ele seria o grande Réu, pois Sua presciência e onipotência poderiam ter evitado a manifestação do mal no Universo. E se Deus não o evitou, por que ainda permite tanto sofrimento injustificável na Terra? Não sejamos apressados quanto a nossas conclusões e acusações. Não queiramos dar respostas irrefletidas e simplistas para um enigma grandiosamente misterioso e desafiador. Este não é um tema tranquilo, no qual se possa pensar balançando-se numa rede.

Reporto-me a Jesus. Se existe alguém que poderia apresentar alguma resposta acerca desse enorme dilema, seria Ele. Certa vez chegaram a Lhe perguntar: “Senhor, não semeaste Tu no Teu campo boa semente? Como então está cheio de joio? Respondeu-lhes Ele: Um inimigo é quem fez isso” (Mateus 13:27, 28). Ao lidar com o mal, Cristo não entrava em discussões teóricas, mas procurava agir pelo lado do bem. Toda a Sua breve vida neste planeta foi uma constante luta para eliminar o sofrimento e a dor do mundo. Viveu para nos esclarecer que existe uma forma de triunfar sobre o mal: acatar a solução que o homem tanto repudia, qual seja, o trabalho redentor de Deus em cada membro da raça humana. Aqui, eu paro com todas as minhas elucubrações filosóficas. Eu incorporo a resposta de Jesus, aceitando o fato de que eu não tenho a explicação do porquê do mal, mas posso ter acesso à história do porquê. Pelo caminho da revelação – caminho por onde a maioria não deseja passar –, procurarei entender a narrativa do mal até a sua esperada erradicação definitiva.

Voltando à revista Veja: “De onde vem o mal?” ou “por que o mal existe?” Queremos explicações ou soluções? Já não seria tempo de mudarmos a pergunta, reformulando-a? Não seria melhor nos questionarmos: De que forma eu consigo eliminar o mal da minha vida? Fatalmente não será por meio de uma insatisfatória teodiceia (nos moldes leibnizianos); tampouco mediante enganosa antropodiceia (colocando toda a responsabilidade sobre os ombros do ser humano). Racionalizações nunca nos salvarão das garras do mal. Não sou ingênuo em pensar que a humanidade melhorará indo na direção do bem. A história e os fatos quotidianos testemunham de uma piora crescente da natureza humana, cada vez mais perversa. Contudo, e apesar disso, eu acredito que o mal terá seu fim num evento escatológico antevisto pelo teísmo cristão (Apocalipse 21:1, 4). Enquanto aguardo esse acontecimento, não deixo de crer na transformação do mal em bem, quando, pelo livre-arbítrio e pela graça espiritual que lhe é concedida, o ser humano resolve trocar a escuridão pela luz. Essa possibilidade luminosa está aberta a todos nós.

Por curiosidade e desejo de saber, eu posso inquirir de onde vem o mal. Aylan, sua família e os milhões de sofredores deste mundo talvez não achariam a pergunta relevante. Para aqueles náufragos, o mal chegou pela via da humanidade ora violenta, ora indiferente. Quem sabe, ao invés de perguntar, teriam suplicado ao mundo e a Deus: “Livra-nos do mal!” Crentes ou incrédulos, não é isso que todos nós queremos?

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)  

Origens dos zumbis - e por que eles exercem tanto fascínio

10 milhões de espectadores na estreia
Fãs de histórias com personagens mortos-vivos estão contando os dias para a estreia de mais uma temporada do seriado The Walking Dead e sua trama de sobrevivência em meio a um apocalipse zumbi. O seriado se tornou tão popular que até deu origem a outro, Fear the Walking Dead, que acaba de ter a estreia com a nota mais alta já dada pelo público na história da TV a cabo americana. Além disso, o sétimo filme da franquia Resident Evil deve ser lançado no ano que vem. Ou seja, se há uma coisa que sabemos seguramente sobre os zumbis é que eles sempre voltam. Ainda não nos cansamos dessas criaturas. E de onde vem esse fascínio? Bem, é comum creditar o início do culto contemporâneo aos zumbis a A Noite dos Mortos-Vivos, um filme B feito pelo diretor George Romero em 1968. Na realidade, a produção nunca usa a palavra “zumbi” e é uma adaptação pouco fiel do romance de terror Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson, na qual o último ser humano vivo tenta encontrar a cura para o “vírus do vampirismo”.

Mas os primeiros filmes de mortos-vivos datam de muito antes. Em 1932, meses depois da estreia das adaptações da Universal para as histórias de Drácula e Frankenstein, foi lançada a fita White Zombie, de Victor Halperin. O filme trazia várias explicações detalhadas sobre os zumbis para o público americano, transportando para a cultura popular uma série de crenças vindas do Haiti e das Antilhas francesas, no Caribe. Os zumbis de hoje são o resultado da transposição e adaptação dessa exótica criatura das partes pobres das colônias para o centro do império.

Também se especula que a palavra venha de línguas da África Ocidental –ndzumbi significa “cadáver” no idioma mitsogo, do Gabão, enquanto nzambi quer dizer “espírito de um morto” em quicongo, falada no antigo Reino do Kongo e hoje uma língua nacional em Angola. Era desses lugares que os traficantes de escravos europeus traziam uma enorme quantidade de africanos para trabalhar nas plantações de açúcar das Índias Ocidentais, gerando lucros que alimentaram a ascensão da França e da Inglaterra como potências mundiais.

Os escravos levaram sua religião para o outro lado do Atlântico, mas a lei francesa os obrigava a se converterem ao catolicismo. O que surgiu, então, foi uma série de elaboradas religiões artificiais, que misturam com criatividade os elementos de diversas tradições, como o vodu do Haiti, o obeah da Jamaica e a santeria, de Cuba.

E o que é o zumbi? Na Martinica e no Haiti, ele poderia ser um termo geral para descrever um espírito ou um fantasma – qualquer presença perturbadora que assumiria uma miríade de formas à noite. Mas gradualmente foi se espalhando a crença de que feiticeiros poderiam fazer suas vítimas parecerem mortas – através de magia, hipnose ou até uma poção secreta – e aí reavivá-los para servir como seus escravos particulares.

O zumbi, de fato, é o resultado lógico de ser um escravo: alguém sem vontade própria, sem nome e preso em uma espécie de morte em vida.

As nações imperiais europeias ficaram obcecadas pelo vodu no Haiti por um único motivo: as condições na colônia francesa eram tão horríveis e a mortalidade entre os escravos era tão alta que uma rebelião iniciada nas camadas baixas conseguiu finalmente eliminar os senhores de escravos em 1791. Rebatizado como Haiti, em vez do nome francês Saint-Dominique, o país se tornou a primeira república negra independente do mundo, depois de uma longa guerra revolucionária, em 1804.

Desde então, o Haiti foi sempre demonizado como um lugar violento, cheio de superstições e morte porque sua própria existência era uma ofensa aos impérios. E durante todo o século 19, relatos de canibalismo, sacrifício humano e perigosos rituais místicos no Haiti eram constantes.

Foi apenas no século 20, depois que os Estados Unidos ocuparam o Haiti, em 1915, que essas histórias e rumores começaram a rondar a figura do “zumbi”. Forças americanas tentaram fazer uma destruição sistemática da religião local, o vodu, o que acabou por reforçar seu poder.

É interessante notar que White Zombie tenha aparecido em 1932, bem no fim da ocupação americana no Haiti. Os Estados Unidos foram ao país para “modernizá-lo”, mas, em vez disso, voltaram para casa carregando essa superstição “primitiva”. As revistas americanas de pulp fiction das décadas de 20 e 30 se encheram cada vez mais de contos sobre mortos-vivos vingativos, que saíam de suas covas em busca de seus assassinos. Se antes eles não passavam de espectros imateriais, agora tinham a forma de corpos apodrecidos que cambaleavam nos arredores dos cemitérios.

Mas não foram as revistas as principais responsáveis por trazer a figura do zumbi para o mundo sobrenatural americano. Dois importantes autores do fim dos anos 20 viajaram para o Haiti e disseram ter encontrado verdadeiros mortos-vivos. Um deles foi o escritor, jornalista e ocultista William Seabrook, que visitou o país em 1927 e produziu A Ilha da Magia contando a viagem. Seabrook era um famoso entusiasta do “primitivismo”, tendo tentado participar de um culto canibal na África e se iniciado nas cerimônias vodus haitianas.

Em um dos capítulos do livro, ele relata seu encontro com zumbis que trabalhavam nas plantações de cana de açúcar durante a noite. O autor é até hoje creditado como o responsável por levar o termo “zumbi” para o vernáculo americano.

Outra que visitou o Haiti naquela época foi Zora Naele Hurston, venerada autora negra americana que se formou em antropologia e passou vários meses no país caribenho para se tornar sacerdotisa do vodu. Em seu diário de viagem informal, que depois foi publicado com o título de Tell My Horse (1937), Hurston não só afirma que os zumbis existem como relata seu encontro com um deles, com uma foto para “provar”. A autora sofreu gozações por causa de sua credulidade, mas hoje acredita-se que se a mulher que ela capturou com sua câmera não era uma verdadeira zumbi, era ao menos alguém que tinha sofrido uma morte social, isolada de sua comunidade e sofrendo de uma grave doença mental. É mais um dos traumas históricos provocados pela escravidão: uma condição em que uma pessoa fica desprovida de sua personalidade e de qualquer ligação com outros indivíduos, arrastando-se por uma existência morta.

The Walking Dead também ecoa essa história. O seriado raramente destaca seus cenários, mas os vários grupos de sobreviventes atravessam a Geórgia por terras que já foram trabalhadas por mãos escravas. Entender a história dos zumbis é entender as ansiedades que essa figura ainda tenta apaziguar na cultura contemporânea americana, onde o racismo continua sendo um assunto de suma importância.


Nota: Levando em conta o contexto do grande conflito entre o bem e o mal, e recordando que a mentira original pregada por Satanás (usando uma serpente como médium), lá no Éden, teve a ver com a imortalidade incondicional, fica fácil perceber que essa onda de apologia à vida após a morte e ao satanismo não se trata apenas de um fenômeno com origens e implicações sociológicas. É interessante notar que os EUA (uma nação nominalmente cristã) foram ao Haiti para “resolver um problema” e acabaram levando o problema para o seu território. Hoje a “onda zumbi” gestada naqueles países animistas está ganhando o mundo em grande medida por meio das produções hollywoodianas de um país que se dizia cristão! Cavalo de Troia! Outra jogada do mestre (das trevas). [MB]

Leia mais sobre zumbis aqui, aqui e aqui.

sábado, setembro 05, 2015

Escrivã se recusa a casar gays e é presa nos EUA

Leis humanas x lei de Deus
Uma escrivã do estado americano do Kentucky foi presa nesta quinta-feira (3) por descumprir uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que regulamenta o casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo. Na hora do “sim”, ela disse “não”. Kim Davis foi detida por se recusar a emitir certidões de casamento para casais [sic] do mesmo sexo. O juiz disse que as convicções pessoais não podem estar acima da lei. A escrivã alega que o casamento gay não é reconhecido por Deus. O caso ganhou destaque depois que ela bateu boca com dois homens que tentavam se casar. “Não estou fazendo certidões de casamento hoje”, disse ela. O noivo, David, perguntou: “Sob que autoridade?” E ela respondeu: “Sob autoridade de Deus.”

Nos Estados Unidos, a certidão de casamento é feita por funcionários públicos ligados ao sistema judiciário. Na cidade onde Kim Davis trabalha, o escrivão é eleito pelo povo. E só pode ser retirado do cargo por um impeachment. Mas tem gente que acha que a convicção religiosa de Kim não combina com a vida que ela leva – a escrivã está no quarto casamento. “Ela já se divorciou três vezes. Nós estamos juntos há vinte anos!”, disse mais um noivo que saiu da prefeitura sem aliança.

Há dois meses, a Suprema Corte legalizou o casamento [sic] gay nos 50 estados americanos. Mas Kim nunca assinou uma única certidão de dois noivos ou duas noivas. Ela entrou na Justiça - e perdeu. Recorreu - e agora foi parar na prisão.

Kim não está sozinha. Escrivães do Alabama e do Texas também têm usado a religião pra descumprir a lei. Protestos e manifestações de apoio chegam de vários estados. “Ela é uma heroína que desafia a Justiça pra cumprir a palavra de Deus”, diz uma manifestante de Ohio. “Você não escolhe quem ama. Casar é um direito do ser humano”, argumenta a ativista, do Kentucky.

Cinco escrivães que trabalham com Kim vão emitir as certidões de casamento pra todos os casais enquanto ela estiver presa. E o juiz avisou que ela vai ficar na cadeia até decidir cumprir a lei.


Nota: Esta frase do juiz é significativa no contexto profético das restrições das liberdades individuais: “...as convicções pessoais não podem estar acima da lei.” E quando outras leis humanas desafiarem as convicções religiosas de certas minorias? E quando essas minorias, para serem fieis aos mandamentos de Deus, tiverem que desafiar as leis humanas? O mesmo argumento será usado contra elas. E a cadeia será seu destino. Mas “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). Sempre. [MB] 

quinta-feira, setembro 03, 2015

A terrível risada de Satanás

Quantos mais?
“Auschwitz, Treblinka, Sobibor, Belzec, Chelmnor, Jasenovac, Maidanec? Escravos vítimas de longas caminhadas pelas savanas cruzando a África até Zanzibar? Pelo Atlântico, em navios negreiros ingleses, portugueses, espanhóis? Coisas de um passado sombrio? (‘E ri-se a orquestra irônica, estridente / e da ronda fantástica a serpente / faz doidas espirais. / Qual num sonho dantesco as sombras voam... / Gritos, ais, maldições, preces ressoam. / E ri-se Satanás!’) Não é nada disso. É nosso alegre, festivo, contemporâneo, civilizado mundo ocidental.”

O texto acima foi escrito pelo meu ex-professor de jornalismo Nilson Lage. Comunicador experiente, nasceu em 1936, trabalhou em vários jornais, foi professor universitário na UFRJ e na UFSC e é doutor em linguística. Certamente já viu muita coisa na vida e já teve que cobrir e divulgar informações tristes e desconcertantes. Mas fica claro nas palavras dele que a foto do garotinho morto numa praia da Turquia o chocou, assim como chocou todo mundo que a viu. Pai de três filhos, foi difícil para mim segurar as lágrimas ao ver a cena.

A imagem chocante virou símbolo da crise migratória que já matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da África. Pessoas acuadas, que tentam chegar à Europa para escapar de guerras, de perseguições e da pobreza. O corpo do menino apareceu ontem, depois que duas embarcações com imigrantes naufragaram. Pelo menos nove sírios morreram, segundo a agência AFP. As duas embarcações haviam partido de Bodrum e tentavam chegar à ilha grega de Kos.

O jornal britânico Independent diz que as fotos são “um forte lembrete de que, enquanto os líderes europeus progressivamente tentam impedir refugiados e imigrantes de se acomodarem no continente, mais e mais refugiados estão morrendo em seu desespero para escapar da perseguição e alcançar a segurança”.

O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, segundo organizações como a Anistia Internacional e a Comissão Europeia. Mais de 350 mil imigrantes atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro deste ano e mais de 2.600 pessoas morreram no mar quando tentavam chegar à Europa.

Este é o mundo em que vivemos como verdadeiros refugiados. Milênios de guerras, dor, sofrimento e injustiças insistem em não ficar apenas nos livros de história. Exatamente neste momento milhares de pessoas estão com medo, com fome, com frio, com sonhos despedaçados. Enquanto uma parcela pequena dos habitantes deste planeta falido se refestela com recursos quase infindáveis, multidões nadam, nadam, nadam e acabam morrendo na praia da indiferença.

Quantas vidas mais serão ceifadas neste grande conflito que envolve o mundo? Quantas criancinhas terão sua história interrompida por um naufrágio ou uma bala perdida?

Satanás realmente deve estar rindo de tudo isso. Mas vai rir por pouco tempo!

Michelson Borges




O pequeno anjo branco

Nove entre dez jornalistas sentiram-se mal ao publicar a imagem do garotinho sírio morto no litoral turco. Sabíamos, todos nós, os argumentos éticos contrários. Mesmo assim a imagem foi para a rotatória, para o site e para a tevê. 

Se eu fosse pensar num editor celestial, em alguém que decidisse quais “notícias publicar” na página em branco da vida real, diria que a decisão de colocar o garotinho naquela praia também foi bem difícil para Ele. Eu não creio num Deus-editor. Mas se cresse, apostaria que Ele titubeou na hora de dar o destaque de sua capa para o pequeno sírio morto. 

Mas não havia outro jeito. O mesmo Mar Mediterrâneo já havia engolido milhares de corpos e entregou centenas nas praias que o cercam. E, como resposta, os arrogantes donos do Euro levantaram muros, colocaram mais guardas, mandaram suas marinhas expulsarem, ainda em alto mar, os desesperados refugiados. Mesmo eles apinhados em embarcações velhas já à beira do naufrágio. Talvez algum imigrante africano ou sírio tenha pensado que os homens de bem, bons cristãos que eram, jamais os deixariam morrer sem socorro. Quantos missionários já haviam visitado o sofrido continente africano, e as instáveis regiões asiáticas, com bíblias nas mãos e olhares acolhedores? Estavam enganados. 

A xenofobia explodiu no mundo inteiro. Os milhares de refugiados não interromperam sequer as partidas de golfe, assim como os ofegantes sudaneses não atrapalharam a praia dos banhistas nas Ilhas Canárias, arquipélago espanhol. A França fechou suas fronteiras e apelidou os campos de refugiados de “a nova floresta”. 

O primeiro ministro italiano chegou a sugerir “afundar os barcos”. Até aqui no Brasil os haitianos, cubanos e bolivianos foram tratados com um asco absurdo. E, enquanto os dias passavam, reuniões infrutíferas eram agendadas em palácios e governantes fingiam algum tipo de incômodo, milhares morriam e ninguém dava muita bola. Era só culpa do tráfico de pessoas, de uma meia dúzia de vilões africanos que faturavam milhões de dólares com a tragédia alheia. Ficávamos felizes e tranquilos. Tínhamos as vítimas de um lado e os vilões do outro. Tudo provado no noticiário. Daí o tal “Editor celestial” resolve colocar o menino na praia para o mundo inteiro ver. Um menino branco e de botinhas. Podia ser meu filho. Podia ser o seu. Ele estava arrumadinho, pronto para o passeio de barco. Iria visitar a Grécia. A cena é forte, mas se não fosse assim, quem olharia? E o mundo inteiro olhou. Agora já não dá mais para fazer de conta que eles não existem.

(Texto do colega jornalista Marcelo Santos)

Pigmento encontrado em penas fossilizadas de dinossauro

Preservado por milhões de anos?
Feathers are amongst the most complex epidermal structures known, and they have a well-documented evolutionary trajectory across non-avian dinosaurs and basal birds. Moreover, melanosome-like microbodies preserved in association with fossil plumage have been used to reconstruct original colour, behaviour and physiology. However, these putative ancient melanosomes might alternatively represent microorganismal residues, a conflicting interpretation compounded by a lack of unambiguous chemical data. We therefore used sensitive molecular imaging, supported by multiple independent analytical tests, to demonstrate that the filamentous epidermal appendages in a new specimen of the Jurassic paravian Anchiornis comprise remnant eumelanosomes and fibril-like microstructures, preserved as endogenous eumelanin and authigenic calcium phosphate. These results provide novel insights into the early evolution of feathers at the sub-cellular level, and unequivocally determine that melanosomes can be preserved in fossil feathers. [Sem tempo para traduzir…]

(Scientific Reports; PDF grátis)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Uma pergunta causticante:
Pode isso, Arnaldo? A regra é clara: pigmentos não podem durar todos esses milhões de anos. Ora, se o pigmento em penas fossilizadas não pode durar 150 milhões de anos, quer dizer então que a estória da evolução dos dinossauros a partir de aves está errada? Pano rápido!”

Paris anuncia domingo sem carros em toda a cidade

Uma ideia simpática
Paris pode ser a cidade dos amantes, mas em 27 de setembro [um domingo], a capital francesa também será a cidade dos pedestres, dos ciclistas e outros viajantes decididamente não motorizados. Patrocinado pelo governo da cidade, “Une Journée Sans Voiture” (“Um dia sem carro”) verá ruas em toda a cidade desligar, a fim de tornar as coisas um pouco mais fáceis para os parisienses e turistas, que estão estressados por causa do trânsito da cidade, do barulho e da poluição que os automóveis provocam. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciou o evento na primavera passada através de um tweet junto a uma foto da famosa Avenue des Champs-Élysées da cidade, completamente livre de carros. [...] E enquanto a proibição de carro não é absoluta (veículos do governo, por exemplo, serão autorizados a conduzir nas áreas afetadas, assim como as pessoas que se vivem nesses bairros), a ideia é difundir [dia sem carro] o suficiente para ter a capacidade de mudar radicalmente a forma como as pessoas vivem e cuidam da cidade.

O dia sem carros também coincide com a Semana Europeia da Mobilidade e da conferência do clima COP21 das Nações Unidas [e com a ida do papa Francisco aos EUA para discutir temas relacionados ao meio ambiente]. Apesar de um único dia não ser suficiente para reduzir as taxas de poluição global, a iniciativa espera que os moradores possam assim experimentar seus arredores cotidianos sob uma nova luz, menos agitada. Além de inspirar residentes e turistas a fazer uma alteração de eco-friendly em suas próprias vidas, ao invés de esperar por uma cidade inteira fazer isso por eles.



Nota: São ideias simpáticas que vão “pegando”, mesmo em países secularizados (Berlin já fez essa experiência alguns anos atrás), dando força para o argumento de que é preciso reservar um dia na semana (o domingo) para cuidar da Terra, da família, da saúde, etc. E essa é justamente uma das propostas do papa. Quando o assunto virar decreto/lei, quem vai se opor? [MB]

quarta-feira, setembro 02, 2015

Cientistas têm classificado símios como hominídeos

Muita imaginação e precipitação 
[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Uma parte crucial da árvore genealógica da espécie humana virou um saco de gatos, uma bagunça completa, argumentam dois respeitados paleoantropólogos americanos. O problema é o conjunto de espécies hoje classificadas no gênero Homo, grupo ao qual pertence, é claro, o Homo sapiens, ou seja, o ser humano de anatomia moderna, e seus primos europeus extintos, os neandertais. É verdade que, nesses dois casos, não há grandes dúvidas – tanto que análises de DNA revelaram episódios de miscigenação entre humanos modernos e neandertais [claro, porque eram todos humanos]. Para Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, e Ian Tattersall, do Museu Americano de História Natural, no entanto, a coisa fica feia quando o objetivo é entender formas mais arcaicas de ancestrais da humanidade. Escavações na África e em outros lugares do mundo revelaram um minizoológico dessas criaturas – há o H. habilis, o H. rudolfensis, o H. ergaster, o H. erectus e formas mais misteriosas, conhecidas simplesmente como “Homo primitivo”, isso sem falar em alguns outros nomes científicos que acabaram não pegando [aí estamos falando de fragmentos de ossos de macacos que os darwinistas querem sempre promover a “elo perdido”]. Tais nomes científicos designam fósseis que viveram num intervalo relativamente curto do tempo geológico – grosso modo, entre 2,5 milhões e 1,5 milhão de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista].

Em artigo na última edição da revista especializada Science, Schwartz e Tattersall defendem que esse milagre da multiplicação da nomenclatura foi longe demais [milagre a Science ter publicado um artigo tiro no pé como esse...]. Boa parte dos fósseis [...] não deveria estar no gênero Homo, dizem eles.

“Monofilético” é a palavra-chave, disse Tattersall à Folha. O termo, empregado em estudos sobre o parentesco evolutivo entre seres vivos, designa um grupo que inclui uma espécie ancestral e todos os seus descendentes. O indício-chave desse parentesco são (prepare-se para outro palavrão em grego) as chamadas sinapomorfias, que não passam de características compartilhadas por todos os membros do grupo – e apenas entre eles.

Gêneros de seres vivos, como o Homo, precisam ser grupos monofiléticos. Embora não haja uma regra estrita sobre quão inclusivos eles podem ser (ou seja, sobre a diversidade de espécies que podem “caber” dentro de um gênero), de modo geral um gênero congrega espécies de parentesco bastante próximo. Um exemplo que ajuda a entender isso no caso de mamíferos como nós é o do gênero Panthera, que congrega, entre outros, onças-pintadas, leopardos, leões e tigres [convenhamos, muito mais semelhantes entre eles do que macacos e humanos].

A principal ferramenta usada ainda hoje pelos cientistas para classificar espécies (ainda vivas ou extintas) em gêneros é a semelhança anatômica ou morfológica. “Uma vez que o gênero Homo necessariamente tem de abrigar o H. sapiens, o jeito óbvio de organizar as coisas é partir dessa espécie e ver quais formas extintas formam um agrupamento monofilético e morfologicamente unificado com ele”, explica Tattersall. Para ele, porém, não é o que anda sendo feito. “Os paleoantropólogos têm simplesmente enfiado fósseis mais e mais antigos [ou muito diferentes de nós] no gênero sem se preocupar muito com a questão da morfologia. Em vez de fazer as coisas com cuidado, os trabalhos seguem o desejo de descobrir o ‘Homo mais antigo’, o que não dá muito certo.” [E por que fazer isso? Para ter seus quinze minutos de fama, promovidos por alguma publicação científica ou pela mídia popular, que adora publicar matérias sensacionalistas sobre nossos supostos ancestrais.]

Frequentemente, o que se tem é só isso
Segundo ele, essa corrida acabou praticamente abandonando a busca por sinapomorfias, ou seja, traços capazes de unir de forma coerente os fósseis classificados como Homo.

De fato, existe uma enorme diversidade entre os primatas extintos hoje incluídos no gênero: há desde tampinhas (com 1,40 m de altura ou menos) de cérebro pouco maior que o de um chimpanzé, como o Homo habilis, até criaturas que fabricavam ferramentas relativamente complexas e tinham o corpo alto e esguio de um maratonista queniano, caso de alguns exemplares do Homo erectus. [Veja quanta diferença agrupada aleatoriamente num mesmo grupo.]

Outros cientistas, como Esteban Sarmiento, da Fundação Evolução Humana (EUA), dizem que tal tendência tem levado cientistas mais afoitos a enxergar hominídeos em toda parte [Uau! É exatamente o que nós criacionistas temos dito há muito tempo. Mas quem ouve os criacionistas?] - certos fósseis na verdade seriam de grandes macacos primitivos. “Existe um desejo subliminar de enxergar certos fósseis como hominídeos”, pondera Tattersall. “Nós, por exemplo, descobrimos que muitos dentes do Extremo Oriente atribuídos ao Homo erectus poderiam ser interpretados de forma mais razoável como pertencentes a primos dos orangotangos [pois é...]. O status de hominídeo de algumas formas africanas muito antigas chegou a ser contestado.”

Diante do aparente impasse, o que fazer? A sugestão de Schwartz e Tattersall é simples: começar de novo, praticamente do zero. Eles defendem que é preciso reanalisar cuidadosamente a morfologia de cada fóssil de hominídeo e, a partir daí, propor agrupamentos novos e mais coerentes. [Será que os editores de livros e revistas darão o braço a torcer e estarão dispostos a enviar para a reciclagem de papel tudo o que já foi publicado e continua em circulação? Por quanto tempo mais os livros didáticos vão apresentar a hipotética “árvore evolutiva” humana como um “fato confirmado”? Quantas pessoas ainda serão ensinadas a respeito disso e continuarão crendo que temos ancestrais simiescos?]

Segundo eles, isso quase certamente levará os especialistas a jogar na lata do lixo da nomenclatura paleontológica vários dos nomes científicos que são populares hoje; ao mesmo tempo, novos gêneros deverão ser criados para acomodar os hominídeos “sem-teto”. [E de novo deverá entrar em cena muita especulação, muita imaginação e muito trabalho de pintores e escultores.] [...]

Encontrado fóssil de escorpião marinho gigante

Dois metros e muita complexidade
Um fóssil de escorpião marinho gigante até então desconhecido e que viveu há quase 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] foi descoberto nos Estados Unidos. Segundo o professor James Lamsdell, da Universidade de Yale, na Califórnia, que liderou a equipe responsável pela descoberta, o animal é uma “espécie inteiramente nova”. A criatura, que viveu há 467 milhões de anos, media dois metros de comprimento e pertencia à família dos euripterídeos, um grupo de artrópodes aquáticos considerados ancestrais das aranhas modernas. “Não tínhamos ideia de que os euripterídeos podiam crescer tanto a ponto de ocupar um espaço no topo da cadeia alimentar especialmente nesse estágio de sua evolução”, disse Lamsdell. “Era um animal de aparência bizarra e intimidatória. A primeira coisa que podemos notar nele são as extremidades gigantes cheias de espinhos que se projetavam para fora da cabeça”, acrescentou.

A criatura foi batizada de Pentecopterus, devido às semelhanças com o Penteconter, uma das primeiras embarcações da Grécia Antiga. Segundo Lamsdell, o escorpião tinha uma cabeça achatada no formato de um escudo, um corpo estreito e garras longas para capturar presas. Uma descrição detalhada do animal foi publicada na revista científica BMC Evolutionary Biology.

“Isso mostra que os euripterídeos evoluíram 10 milhões de anos [sic] antes do que pensávamos, e a relação do novo animal com outros euripterídeos revela que havia diferentes tipos deles durante o início do período evolutivo, embora tenhamos poucos registros em fósseis”, afirmou Lamsdell. “O Pentecopterus era um predador, e os euripterídeos devem ter sido predadores importantes durante o período Paleozoico", acrescentou o especialista.

O fóssil foi descoberto por geólogos em uma cratera aberta por um meteorito milhões de anos atrás [sic] no nordeste do Estado americano de Iowa. Os restos foram então desenterrados e coletados durante o represamento de um rio em 2010. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale e de Iowa.


Nota: Animais de grande porte e tremendamente complexos vivendo há supostos 500 milhões de anos? Isso não era de se esperar, segundo o modelo evolucionista. A tal evolução desse tipo de ser vivo teve que recuar em supostos dez milhões de anos. Daqui a pouco, não haverá mais escala de tempo para ser recuada e os evolucionistas terão que admitir o que já deviam ter admitido há muito tempo: a complexidade e a biodiversidade sempre existiram. A vida já nasce complexa. Mais um detalhe: o fóssil foi encontrado numa cratera... Não teria esse ser vivo sido sepultado por lama em um evento catastrófico envolvendo queda de meteoritos, transbordamentos de lava e uma inundação de proporções globais? [MB]

Um estudo sobre a palavra “vinho” na Bíblia

Que tipo de vinho Deus recomenda?
Existem várias palavras na Bíblia que são traduzidas como vinho ou bebida forte:

Oinos: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Yaín: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Shekar: bebida embriagante
Tyrosh: vinho fresco recém-espremido da uva; o puro suco da uva

Algumas pessoas pensam não haver vinho não fermentado. Porém, isso não procede. A Enciclopédia Judaica, por exemplo, declara que o vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat (vinho de tonel).[1] Em Lamentações 2:12, fala-se de um vinho (yaín) como alimento de bebês de colo; tal vinho só poderia ser o puro suco da uva.

O escritor e filosofo grego Aristóteles utiliza a palavra oinos para descrever o suco fresco da uva.[2] Ateneu, escritor grego nascido no Egito, fala sobre vinho (oinos) sendo pego no campo.[3]

Yaín (heb.) e oinos (gr.) são palavras genéricas que significam todos os tipos de vinhos que existem, sejam os embriagantes ou os não fermentados. Logo, para identificarmos quando está se tratando de um ou de outro tipo de vinho, deve-se, sobretudo, avaliar o contexto literário e o contexto social da época. Mas voltemos à pergunta principal: Qual o tipo de vinho abençoado por Deus?

Só há um tipo de vinho que é bênção do Senhor: tyrosh, o puro suco da uva recém-espremida. Isaías 65:8 diz: “Assim diz o Senhor: Como quando se acha vinho (tyrosh) num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção (bêrakah) nele...” Bêrakah, além de “bênção”, quer dizer: “louvor a Deus”, “prosperidade”, “acordo de paz”.

Em Provérbios 3:10, tyrosh aparece como símbolo de bênção e prosperidade: “E se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho (tyrosh) os teus lagares.” Também em Deuteronômio 11:14: “Darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal e o vosso vinho (tyrosh) e o vosso azeite.”

Todos os vinhos embriagantes e as demais bebidas fortes são tidas como mortíferas (Pv 23:29-32) ou alvoroçadoras (Pv 20:1; Ef 5:18) e impróprias para o consumo daqueles que seguem a sabedoria e a justiça (Pv 23:20, 31, 32 e Pv 31:4).

Provérbios 23:29 e 30 afirma que os “ais”, os “pesares”, as “pelejas”, as “queixas”, as “feridas sem causa” e os “olhos vermelhos” são para dois tipos de pessoas: os que se demoram perto do vinho e para os que buscam (chaqar) o vinho misturado (nesse caso, o embriagante).

A palavra hebraica chaqar, além de “buscar”, também significa “pesquisar”, “analisar”, “investigar”, “procurar”, “esquadrinhar”, “examinar detalhadamente”; em outras palavras, todos aqueles males listados no versículo 29 também são para os que procuram consumir bebida embriagante.

Avaliando esses termos e aspectos da Palavra de Deus, fica fácil concluir que, quando a Bíblia afirma: “O vinho (yaín) que alegra (samach) o coração do homem...” (Sl 104:15), ou: “...come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho (yaín)”, ou coisas semelhantes, está se referindo ao puro suco da uva (tyrosh), pois é neste que habita a alegria verdadeira e a bênção do Senhor.

(Gabriell Stevenson, Apologética XXI)

Referências:
[1] Sanh, 70a
[2] Aristóteles, Metereologia, 387.b.9-13
[3] Ateneu, Banquete, 1.54

terça-feira, setembro 01, 2015

Erros comuns dos que negam a “Terra jovem”

Datação sequestrada pela filosofia
Desde a ascensão do uniformitarianismo geológico, no início do século 19, muitos na igreja têm se rendido a essa nova “ciência”. Consequentemente, têm rejeitado a simples e tradicional interpretação histórico-gramatical dos relatos da criação e do dilúvio. Com frequência, recorrem a raciocínios equivocados a fim de dar suporte à sua reinterpretação comprometida. A seguir, discutiremos os três erros mais comumente cometidos.

Apelando ao “propósito” do texto

Defensores da Terra antiga frequentemente apelam ao “propósito” do relato da criação, em geral reivindicando ser ele primeiramente teológico em vez de histórico. Por exemplo, Bruce Waltke, citando Charles Hummel, argumenta que Gênesis 1–2 não seria um relato puramente descritivo respondendo a perguntas do tipo “o quê?”, “como?” e “o que seria?”[1] Ao contrário, seria prescritivo, uma vez que responde ao “como”, ao “por que” e ao que “deveria ser”. Consequentemente, o relato de Gênesis a respeito da criação e da queda discutiria assuntos teológicos gerais em vez de descrever eventos históricos reais. Similarmente, Bernard Ramm afirma que as Escrituras “nos dizem enfaticamente que Deus criou, mas silenciam sobre como Deus teria criado. Isso nos diz que as estrelas, as flores, os animais, as árvores e o homem são criaturas de Deus, mas como Deus os produziu não é algo afirmado em lugar algum nas Escrituras”.[2]

Entretanto, tal visão simplesmente não se alinha com o que as Escrituras realmente afirmam. Como Walter Kaiser responde, “[esse é] um óbvio desprezo da frase repetida dez vezes, ‘e Deus disse’...”.[3] Certamente, a ação criativa de Deus é descrita com precisão usando os verbos “criou”, “fez”, “disse”, “chamou”, “estabeleceu”, “formou”, “causou”, “tomou”, “plantou” e “abençoou”. Além disso, essas atividades são descritas do início ao fim, e se espalham por um período de seis dias. Em outras palavras, o relato de Gênesis descreve exatamente a forma como Deus criou, a ordem na qual Ele criou, e o tempo de Sua ação criativa – e assim entendiam os escritores do Novo Testamento.[4] Se, de outra forma, tudo o que o autor pretendia comunicar era que “Deus é o Criador de todas as coisas”, então com certeza o primeiro verso seria suficiente.

Da mesma forma, Bill Arnold afirma: “A importante lição de Gênesis 1 é que [Deus] de fato criou todas as coisas, e que Ele o fez de forma boa e ordenada em todos os aspectos.” Ele adiciona: “Se fosse importante saber quanto tempo levou para Deus criar o mundo, a Bíblia teria deixado isso claro.”[5] Contudo, o relato da criação diz explicitamente que Deus criou em seis dias. O primeiro dia foi seguido por um segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto dia, quando a criação foi finalizada (Gênesis 2:1-2). Êxodo 20:11 confirma que Deus criou “em seis dias”. O que poderia ser mais claro?[6]

Ninguém duvida, é claro, de que Gênesis faça uma contribuição teológica fundamental, mas dizer que Gênesis é primariamente teológico em vez de histórico é estabelecer uma falsa dicotomia; história e teologia não são mutuamente exclusivas. “O fato é que toda a Bíblia apresenta sua mensagem como teologia dentro de um quadro histórico.”[7] Por exemplo, a ressurreição de Jesus é uma doutrina teológica fundamental, mas seria inútil a menos que tivesse ocorrido historicamente (1 Coríntios 15).

De qualquer modo, a intenção e o propósito dos autores da Bíblia são certamente expressos no próprio texto. De que outra forma o leitor pode saber a intenção do autor se não pelo que o autor de fato afirma no texto? Do contrário, o significado do texto teria que ser descoberto primeiro, antes que houvesse qualquer expectativa de se determinar a intenção do autor. Sugestões de intenção e propósito que não sejam derivadas diretamente do próprio texto só podem vir da imaginação de quem interpreta. Portanto, atribuir intenção e propósito não diretamente derivados do texto é subjugar as Escrituras à imaginação do intérprete.

Exigência de conformidade às atuais visões científicas

Os mesmos crentes na Terra antiga exigem que qualquer interpretação seja consistente com as visões “científicas” atualmente aceitas. Contudo, são por si mesmos seletivos e inconsistentes em sua exigência por conformidade científica. Conquanto rápidos em repreender criacionistas bíblicos (defensores da Terra jovem) por defenderem interpretações dos relatos de Gênesis, no que diz respeito à criação e ao dilúvio, que parecem ir contra as visões científicas atuais, muitos não têm problema em aceitar interpretações literais da concepção virginal, dos milagres de Cristo, e da ressurreição – todos os quais parecem ir contra visões científicas atuais!

Veja o milagre de Jesus ao transformar água em vinho (João 2:1-11) como um exemplo dessa inconsistência. Poucos (se algum) defensores da Terra antiga que se declaram evangélicos com uma visão elevada das Escrituras duvidariam que Cristo literalmente e milagrosamente transformou água em vinho. Entretanto, esse ato é cientificamente impossível! Água simplesmente não possui os átomos de carbono que o vinho possui. Mesmo que fornecêssemos esses átomos na forma de açúcar e fermento, o processo de fermentação levaria tempo (várias semanas), mas o texto indica que isso tudo ocorreu de forma instantânea. Por que, então, os defensores da Terra antiga não reinterpretam esse (e outros) relatos? Por que aceitar alguns atos sobrenaturais de Deus e outros não?

Revisionismo histórico

É difícil encontrar exemplos piores de reescrita histórica do que aquelas feitas por muitos evangélicos defensores da Terra antiga, com respeito à visão histórica da igreja sobre o relato da criação.[8] Essas visões históricas equivocadas são refutadas detalhadamente noutro artigo.[9] A interpretação objetiva do relato da criação descrevendo uma Terra jovem tem sido a visão tradicionalmente aceita pela igreja ao longo de sua história até a ascensão do pensamento iluminista, no Século 18.[10] David Hall lamenta: “O registro histórico é abundantemente claro nesse ponto; entretanto, convencer alguns teólogos a renunciar uma opinião conflitante com a história real é o equivalente à extração do dente do siso. Alguém precisa questionar essa teimosa resistência, especialmente quando confrontada com tanta informação factual. Por que, pergunto, ótimos e piedosos teólogos lutariam contra a história com tanta energia quando os argumentos contra isso são tão claros?”[11]

Outros exemplos de revisionismo histórico realizado por evangélicos que defendem uma Terra antiga incluem o tratamento que a Igreja supostamente deu a Colombo e a Galileu. Segundo esses evangélicos, esses “cientistas” estavam corretos, enquanto a dogmática igreja estava errada, e devemos ser cuidadosos para não cometer os mesmos erros atualmente. [Leia “O mito da Terra plana”. Clique aqui.] 

Frederico I, imperador do Sacro Império Romano, como cruzado, segurando uma orb, que representa a Terra, com uma cruz no topo, simbolizando o senhorio de Cristo

Tais conclusões são baseadas na crença tradicional de que, antes de fazer sua histórica viagem em 1492, Cristóvão Colombo compareceu diante de uma multidão de teólogos dogmáticos e inquisidores ignorantes, todos crentes que as Escrituras ensinavam que a Terra era plana. Colombo então partiu a fim de provar que todos eles estavam errados, velejando ao redor do globo. Embora seja verdade a ocorrência de uma reunião em Salamanca, no ano 1491, essa ideia comumente aceita do que teria ocorrido não possui um pingo de verdade. O historiador Jeffrey Burton Russel identifica Washington Irving (1783-1859), um notável escritor norte-americano de ficção histórica, como uma das primeiras fontes desse “conto popular”.[12] Irving criou o relato fictício de um inexistente conselho universitário e deixou sua imaginação correr livremente.[13] O relato inteiro é “enganador e perniciosamente sem sentido”.[14] Russell demonstrou que, com pouquíssimas exceções, do século 3 a.C. em diante, todo cidadão educado no mundo ocidental acreditava que a Terra era um globo. Não é, portanto, acidental que reis medievais fossem presenteados com uma orb (esfera), representando a Terra como símbolo do seu poder.

Da mesma forma, é comum acreditar que as observações e os argumentos de Galileu ofereceram apoio esmagador à teoria de Copérnico (de que a Terra orbita o Sol), mas os teimosos, dogmáticos e ignorantes teólogos da Igreja Católica quiseram silenciar Galileu com medo de que sua tradicional interpretação das Escrituras fosse exposta como equivocada. Isso por medo de que tal fato invalidasse a reivindicação da igreja como autoridade da interpretação bíblica. Contudo, como demonstrou Thomas Schirrmarcher, “a apresentação do processo contra Galileu como um heroico cientista se posicionando contra o dogmatismo de mente limitada da igreja cristã repousa inteiramente sobre um mito, não sobre uma pesquisa histórica”.[15, 16]

Os desacordos entre cientistas e teólogos da época refletiam não um conflito entre o cristianismo e a ciência, mas um conflito entre a filosofia aristotélica e a ciência.[17] Galileu era um cientista convencido da verdade e acurácia das Escrituras. Ele era tido em alta estima pela igreja; sua primeira defesa do sistema copernicano, Letras e Raios de Sol (1613), foi bem recebida, com nenhuma crítica levantada. Certamente o cardeal Barberini, posteriormente papa Urbano VIII, responsável pela sentença em 1633, esteve entre os que congratularam Galileu por sua publicação.[18] Assim, os maiores inimigos de Galileu não estavam na igreja; ao contrário, estavam entre seus colegas e companheiros cientistas, muitos dos quais negavam o sistema copernicano[19] e temiam perder posição e influência.[20] De Santillana escreveu: “Sabe-se há muito tempo que grande parte dos intelectuais da igreja eram favoráveis a Galileu, enquanto a oposição mais clara vinha das ideias seculares.”[21]

A ironia nisso tudo é que são os que defendem uma Terra antiga que precisam aprender a lição com o que ocorreu com Galileu.[12] Galileu chegou à conclusão correta crendo totalmente na acurácia da Bíblia, enquanto seus colegas cientistas chegaram à conclusão errada por se basearem no consenso científico da época (o aristotelianismo). A igreja vem sendo pintada como inimiga da ciência quando, na verdade, os companheiros e colegas cientistas de Galileu é que foram os maiores inimigos da ciência verdadeira.

Não deixe que aqueles que negam uma leitura objetiva do relato da criação escapem quando trazem esse tipo de argumento falacioso. Se você ouvir pessoas apresentarem tais argumentos, desafie-as a justificar sua posição, e aponte – gentilmente – os erros sobre fatos e lógica.

(Andrew S. Kulikovsky é bacharel em Ciências da Computação e Informação pela Universidade de South Australia e mestre em Estudos Bíblicos e Teologia pela Lousiana Baptist University. É autor do livro Creation, Fall, Restoration: A Biblical Theology of Creation; artigo traduzido de Creation 33(3):41-43, julho de 2011; tradução de Nathan Vinícius/revisão de Daniel Ruy Pereira; Considere a Possibilidade)

Referências e notas:
[1] Waltke, B.K., “The first seven days”, Christianity Today 32:45, 1988.
[2] Ramm, B., The Christian View of Science of Scripture, Paternoster, London, 1955, p. 70.
[3] Kaiser, W.C., “Legitimate hermeneutics”; in: Geisler, N.L. (ed.), Inerrancy, Zondervan, Grand Rapids, Michigan, 1980, p. 147.
[4] Cosner, L., “The use of Genesis in the New Testament”, Creation 33(2):16-19, 2011,creation.com/nt; Sarfati, J., “Genesis: Bible authors believed it to be history”, Creation 28(2):21-23, 2006, creation.com/gen-hist
[5] Arnold, B.T., Encountering the Book of Genesis, Baker, Grand Rapids, Michigan, 1998, p. 23.
[6] Gênesis é escrito como história, não poesia. Veja as entrevistas com o especialista nos escritos do Antigo Testamento Dr. Robert McCabe, Creation 32(3):16-19, 2010; e o especialista em hebraico Dr. Ting Wang, Creation 27(4):48-51, 2005,creation.com/wang
[7] Goldsworthy, G., Preaching the Whole Bible as Christian Scripture, IVP, Leicester, 2000, p. 24.
[8] Veja particularmente Hugh Ross (Creation and Time, NavPress, Colorado Springs, 1994, p. 16-24; (com Gleason Archer) The Day-Age Response; em: D. G. Hagopian, D.G., (editor), The Genesis Debate, Crux Press, Mission Viejo, California, 2001, p. 68-70), Don Stoner (A New Look at an Old Earth, Harvest House, Eugene, Oregon, 1997, p. 117-119), e Roger Forster e Paul Marston (Reason, Science and Faith, Monarch, Crowborough, East Sussex, 1999, p. 188-240).
[9] Kulikovsky, A.S., “Creation and Genesis: a historical survey”, Creation Research Society Quarterly 43(4):206-219, 2007.
[10] Veja a lista de idades já calculadas para a criação, por Batten, D., “Old-earth or young-earth belief; which belief is the recent aberration?” Creation 24(1):24-27, 2001,creation.com/old-young
[11] Hall, D.W., “The evolution of mythology: classic creation survives as the fittest among its critics and revisers”; em: Pipa, J.A. e Hall, D.W. (eds.), Did God Create in Six Days? Southern Presbyterian Press, Taylors, SC, 1999, p. 276.
[12] A outra pessoa que deu origem a esse conto popular foi Antoine-Jean Letronne (1787-1848), um acadêmico antirreligião que publicou On the Cosmological Ideas of the Church Fathers (1834). Veja Jeffrey Burton Russell, Inventing the Flat Earth, Praeger, London, 1997, p. 49-51, 58-59.
[13] Russell, ref. 12, p. 40-41, 52-54.
[14] Russell, J.B., “The Myth of the Flat Earth”, texto não publicado, apresentado na American Scientific Affiliation Conference, Westmont College, 4 de Agosto, 1997; http://www.veritas-ucsb.org. Alguns anos antes, ele ressaltou que esse relato foi listado entre os cinco maiores mitos históricos, por meio da Historical Society of Britain.
[15] Schirrmacher, T., “The Galileo Affair: History or Heroic Hagiography?” Journal of Creation 14(1):91-100, 2000.
[16] Sarfati, J., “Galileo Quadricentennial; myth vs fact”, Creation 31(3):49-51, 2009, creation.com/gal-400
[17] Ramm, ref. 2, p. 36. Forster e Marston (Reason and Faith, 293) concordam que é impreciso usar o caso de Galileu como um exemplo de ciência versus religião.
[18] Schirrmacher, ref. 12, p. 92.
[19] Certamente, a grande maioria dos cientistas naquele tempo rejeitava o sistema copernicano. Veja Barber, B., “Resistance of scientists to scientific discovery”, Science 134:596-602, 1961; Custance, A.C., Science and Faith: The Doorway Papers VIII, Grand Rapids, Michigan, 1984, p. 157.
[20] Schirrmacher, ref. 15; Drake, S. (editor e tradutor), Discoveries and Opinions of Galileo, Doubleday, New York, 1957.
[21] de Santillana, G., The Crime of Galileo, University of Chicago Press, Chicago, 1955, p. xii
[22] Grigg, R., “The Galileo ‘twist’”, Creation 19(4):30–32, 1997, creation.com/gal-twist