quinta-feira, abril 07, 2016

No Dia do Jornalista, Revista Imprensa destaca criacionista

A máxima popular de que futebol, política e religião – esta última em particular – não se discutem cai por terra para Michelson Borges. Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha desde 1998 na Casa Publicadora Brasileira (CPB), empresa pertencente a uma rede mundial de sessenta editoras adventistas que produzem livros e revistas nas áreas de teologia, educação e família. Por lá, passou por diversas editorias até assumir a frente da revista Vida e Saúde.

Quando a CPB ofereceu ao jornalista a oportunidade de fazer uma especialização em teologia e um mestrado na mesma área, ele não pensou duas vezes. Transitando, então, nos dois mundos, criou o blog Criacionismo em 2006. “Na condição de ex-evolucionista e criacionista desde 1991, estava bem inteirado a respeito da controvérsia envolvendo esses dois modelos que lidam com o tema das origens. Entendi que o público deveria ter acesso a esses conteúdos e me propus ‘traduzi-los’”, conta Borges.

A ideia deu muito certo. O blog, hoje filiado à Sociedade Criacionista Brasileira, tem uma média de seis a dez mil acessos diários. São temas relacionados com ciência e religião, sem deixar de lado assuntos sobre saúde, tendências, profecias, sempre sob a ótica criacionista. “O jornalismo é minha ferramenta de trabalho. A teologia permeia os conteúdos que produzo e minha maneira de viver e ser.”

Borges é bastante crítico em relação à cobertura de assuntos sobre religião. Em sua opinião, o que se vê é algo “geralmente enviesado e tendencioso, quando não preconceituoso. Especialmente se o tema for criacionismo”. Há mais de vinte anos, o jornalista coleciona “recortes” de jornais e revistas com reportagens sobre o tema.

“Criacionistas já foram chamados de ignorantes, esquizofrênicos, fundamentalistas e até criminosos. Mas ninguém parece levar em conta que a Igreja Adventista, por exemplo, tem várias universidades espalhadas pelo mundo, com cursos de biologia reconhecidos e centros médicos de renome. A igreja também mantém um centro de pesquisas em geociências, nos Estados Unidos, com paleontólogos, biólogos e geólogos que pesquisam e fazem boa ciência.”

(Revista Imprensa, uma das mais antigas e conceituadas revistas de jornalismo do Brasil)



Agora leia com exclusividade a íntegra da entrevista que concedi à revista Imprensa

1. Conte sobre a sua trajetória profissional no jornalismo: onde se formou, quando começou na carreira e principais veículos/empresas em que atuou.

Formei-me em 1995, no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. O primeiro veículo de comunicação em que trabalhei foi a rádio Novo Tempo, em Florianópolis, pertencente à Rede Novo Tempo de Comunicação. Trabalhei lá no ano de 1997. Editava e apresentava um jornal diário, além de um programa de divulgação científica. Em 1998, fui contratado pela Casa Publicadora Brasileira (CPB), editora pertencente a uma rede mundial de 60 editoras adventistas que produzem livros e revistas nas áreas de teologia, saúde, educação e família. Há quase vinte anos na editora, passei por várias editorias e hoje sou editor da revista Vida e Saúde, que vem sendo publicada há 78 anos no Brasil.

2. Qual foi o momento mais importante de sua carreira no jornalismo? 

Difícil escolher um, mas gostaria de mencionar dois. O primeiro foi há uns 15 anos, quando fui designado para fazer uma matéria sobre o trabalho que a igreja vinha realizando numa comunidade carente em Ananindeua, no Pará. Especialmente a atuação do Clube de Desbravadores (semelhante aos escoteiros), que estava ajudando as crianças daquele lugar a ter um novo rumo na vida, e do Hospital Adventista de Belém, com profissionais de saúde voluntários, que estavam lá orientando a população em vários assuntos, demonstrando amor na prática, de maneira desinteressada. Não foi a única vez que tive que cobrir pautas dessa natureza, e em cada reportagem é maravilhoso ver o poder do amor, o poder de Deus em ação através de Seus filhos. Sinto-me um privilegiado, pois enquanto alguns colegas têm que falar de corrupção e morte, posso falar em vidas transformadas. 

O segundo momento foi a recente cobertura de um congresso sobre saúde emocional, promovido pela Igreja Adventista nos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida. Pude entrevistar personagens de destaque, como o Dr. Harold Koenig, da Universidade Duke, e David Mathews, de Harvard. Eles e outros foram unânimes em afirmar, com base em suas pesquisas, que a boa saúde depende também da saúde mental, e a saúde mental depende também de uma espiritualidade sadia.

3. Quando se formou em teologia? Como surgiu o interesse pela carreira? Conte um pouco sobre sua trajetória profissional nessa área.

Sempre fui um líder atuante na Igreja Adventista do Sétimo Dia, tanto em Santa Catarina quanto em São Paulo, ocupando vários cargos/ministérios relacionados ao ensino e à divulgação dos princípios do evangelho. Quando a CPB me ofereceu a oportunidade de fazer uma especialização em Teologia e um mestrado na mesma área, foi a realização de um sonho de longa data. Foram cinco anos de estudos matriculado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp, campus Engenheiro Coelho).

A Bíblia diz, na introdução do Evangelho de João, que Jesus é o Verbo, o ser da Divindade que comunica, que veio mostrar como é Deus. Para mim, comunicação e teologia têm tudo a ver, e Jesus Cristo é a maior evidência disso. Ele é o comunicador-modelo, tão eficiente que a mensagem de amor que Ele anunciou vem reverberando pelos séculos e nos alcança aqui, em nosso tempo. Sempre me inspirei nEle.

4. Quando você criou o blog Criacionismo? Quais os principais temas abordados ali? Você tem uma equipe trabalhando com você? Qual a média de acessos por mês?

Criei o blog Criacionismo em 2006, mais para experimentar esse relativamente novo (na época) meio de divulgação de conteúdos. Na condição de ex-evolucionista e criacionista desde 1991, eu estava bem inteirado a respeito da controvérsia envolvendo esses dois modelos que lidam com o tema das origens. Sabia, também, que essa discussão era tratada de maneira muito acadêmica, em círculos fechados. Entendi que o público deveria ter acesso a esses conteúdos e me propus “traduzi-los” em forma de textos curtos (postagens) e inteligíveis, como manda o bom jornalismo científico. A ideia deu certo. Hoje o blog, que é filiado à Sociedade Criacionista Brasileira, tem uma média de seis a dez mil acessos diários. Nele eu costumo publicar diariamente textos e vídeos (que posto em meu canal no YouTube) relacionados com ciência e religião, sem deixar de falar, também, sobre saúde, tendências, profecias e outros temas, sempre sob a ótica criacionista. Embora esse seja um trabalho voluntário, sem fins lucrativos e solitário, ao longo destes dez anos acabei formando uma rede de amigos e interessados no assunto que me enviam quase que diariamente sugestões de pauta e dicas de conteúdos. Isso me poupa muito trabalho de “garimpagem”.

5. Qual profissão “fala mais alto” hoje? Teologia ou jornalismo? Ou consegue conciliar as duas na mesma proporção?

Acredito que consigo conciliar as duas. O jornalismo é minha ferramenta de trabalho. A teologia permeia os conteúdos que produzo e minha maneira de viver e ser.

6. Como avalia a cobertura da mídia brasileira quando o assunto é “religião”?

Com raras e honrosas exceções, a cobertura de assuntos que têm que ver com religião geralmente é enviesada e bastante tendenciosa, quando não preconceituosa. Especialmente se o tema for criacionismo. Tenho colecionado “recortes” de jornais e revistas ao longo de mais de vinte anos, por isso posso provar o que digo. Criacionistas já foram chamados de ignorantes, esquizofrênicos, fundamentalistas e até criminosos. Mas ninguém parece levar em conta que a Igreja Adventista, por exemplo, tem várias universidades espalhadas pelo mundo, com cursos de Biologia reconhecidos e centros médicos de renome, como o da Universidade de Loma Linda, na Califórnia. A igreja mantém, também, um centro de pesquisas em geociências, nos Estados Unidos, com paleontólogos, biólogos e geólogos que pesquisam e fazem boa ciência.

Parece que as únicas pautas “amigáveis” são aquelas que cobrem eventos sociais, humanitários e/ou de assistência social, o que não deixa de ser uma boa coisa, afinal, essas atividades são o evangelho posto em prática.

Yasmin Brunet conta por que deixou de comer carne


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Os zombadores dos “últimos dias”

Muito riso, pouco siso
Se a vida sem música seria um erro, como dissera Nietzsche, sem humor a vida poderia ser bem pior: uma experiência cinzenta governada por lutas e tragédias, pelo sofrimento e fardo existencial, culminando em ensimesmamento doentio. Contra os males da existência “rir é o melhor remédio”, afirmam. O humor, além de terapêutico, constitui uma visão de mundo e marca das pessoas sábias e equilibradas – característica essencial das grandes personalidades. C. S. Lewis defendia que o “humor envolve um senso de proporção e a capacidade de uma pessoa ver-se como que do exterior”. Para o escritor russo Tchékhov, “se um homem não compreende as brincadeiras – adeus! E sabem, não pode ser realmente inteligente, mesmo que seja um poço de sabedoria”. A pessoa bem-humorada é sempre bem-vinda nos círculos sociais, a ponto de se declarar: “Se não puder ser inteligente, seja engraçado.” Lembremos, porém, que humor e crítica caminham lado a lado. Quem ri nunca o faz gratuitamente; está expressando uma filosofia de vida e se posicionando perante o mundo. A forma como se ri, todavia, diz muito sobre o homem; revela-lhe o caráter, a mentalidade, os motivos, tornando mais visível o eu de cada um. Nesse sentido, só precisamos saber diferenciar entre o verdadeiro humor e sua contrafação nada desejável: a zombaria ou o escárnio depreciador, que, em nossa época, se ergue ostensivamente contra o Sagrado. 

O tempo presente é paradoxal. Constatamos profunda descrença e dúvida, mas também notamos alastrada superstição. Neste mar de forças ideológicas caóticas, em que os fundamentos existenciais vacilam, as pessoas procuram se salvar agarrando-se a filosofias ou teorias que lhes confiram a mínima explicação para a realidade. Porém o “mar” é grande, profundo e furioso; as técnicas de salvação, frágeis, e nós não sabemos “nadar” direito no abismo. Em tal abismo, o homem termina mergulhando ou no extremo racionalismo ou na irracionalidade excêntrica e mística. Alguns, receosos de se posicionar, suspendem o julgamento para cair no limbo do agnosticismo. Poucos admitem a saída cristã indicada nas Escrituras, optando e vivendo por ela, já que este caminho é por demais estreito e impopular. Nesse contexto tão confuso e multifacetado, surgem os zombadores dos “últimos dias” – uma classe que, em lugar de discernir os “sinais dos tempos”, prefere rir zombeteiramente de qualquer discurso que aponte para Deus e Sua revelação. Todos esses (ateus, agnósticos ou mesmo religiosos) cortaram qualquer vínculo com proposições de caráter teológico-bíblico, fechando as possibilidades para o conhecimento revelacional. Atacam pontos considerados essenciais para a fé cristã e indispensáveis à compreensão trans-histórica da História, entre os quais:

1. A existência de Deus e de milagres. Neste quesito, o movimento ateísta posiciona-se na vanguarda do combate à ideia de um Ser supremo, o Deus que intervém. Utilizando-se mal da ciência e revestido da filosofia cética, o aríete ateísta se lança especialmente contra a metafísica cristã, na qual está embutida a providência divina. Eventos miraculosos tidos como reais pelo cristianismo, a saber, o nascimento virginal de Jesus Cristo, Sua divindade, morte e ressurreição corporal, as profecias cumpridas na História Universal, além de outros fatores extraordinários que denotam a atuação divina nos negócios humanos, são negados e tratados como impossibilidades jamais ocorridas num universo governado pelas leis naturais. O sobrenatural é rechaçado e considerado elemento contrário ao bom-senso, à cultura moderna, ao espírito científico e racional da presente geração. “Com efeito”, asseveram grandes mentes pensantes da atualidade, “ao procurar uma coerência para a história e as condições que ela implica, o filósofo não precisará do respaldo de Deus. [...] Deus tanto é mais importante quanto mais longe se encontrar. Estranho à história, sua interferência significaria a anulação da autonomia. Da mesma forma que o Universo se abre ao exame da razão, porque ele já é razão, também a história do ser humano se abre a uma explicação racional, porque é animada de uma aspiração racional, a saber, a afirmação do homem enquanto senhor de si e administrador do mundo. [...] As verdades da razão opõem-se, por conseguinte, às verdades da teologia. [...] Os objetos de fé serão relegados ao foro íntimo, à privacidade do crente e não possuirão nenhum estatuto intelectual capaz de elevá-los à certeza metafísica.” No conjunto das explanações, não existe espaço para as “coisas do espírito” nem para o assim chamado “Deus das lacunas”, uma vez que todas as explicações podem ser dadas partindo-se da reflexão humana. Consequentemente, crer só pode ser piada! – zombam os incrédulos do neoiluminismo. Assim, as explicações últimas prescindem de Deus, sendo a confiança nEle transferida totalmente para a humanidade. No entanto, em meio ao ufanismo da razão, faz-se a pergunta: Pode a realidade ser compreendida sem Deus?

2. A Bíblia: Palavra de Deus. Entre cultos e ignorantes prevalece o pensamento de que a Bíblia é um livro igual a outro qualquer, uma produção meramente humana. Dizem que Nietzsche chegou a contestar: “Eu li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de a palavra de Deus é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano.” “Classificar a Bíblia de Palavra de Deus inspirada insulta a inteligência”, protestam os céticos autointitulados brights (“brilhantes”) – os crentes no triunfo do naturalismo. Infelizmente, tais pessoas, ao desprezarem o Livro de Deus, deixam de fora um conhecimento valioso. A autoridade normativa e profética emanada das Escrituras constitui forte evidência de que Deus falou com sotaque humano às pessoas deste planeta. Além disso, o Livro encontra confirmação na História, na Arqueologia e em outros ramos do conhecimento. Os princípios exarados em suas páginas passam no teste da investigação mais minuciosa e crítica e se adaptam perfeitamente à experiência humana. Não há por que escarnecer das Escrituras, mas respeitá-la como legítima Palavra de Deus.

3. A criação do mundo em seis dias literais ex nihilo. Defender tal crença diante de uma ciência majoritariamente naturalista, na qual predomina o pensamento evolucionista, significa ser motivo de chacota nos meios intelectuais. O relato da criação é categoricamente repudiado e associado a outras mitologias primitivas, sendo posto no caldo das religiões comparadas. Quando não, ele é metaforizado, servindo apenas de mensagem simbólica de uma teologia artificial descomprometida com a exatidão do “Assim diz o Senhor”. Todavia, esforços constantes para metaforizar, alegorizar ou mitologizar a narrativa do Gênesis sobre as origens caem diante da própria evidência textual interna, que aponta para o sentido literal da criação. A literalidade, que não pode ser confundida com literalismo fundamentalista ou “letralatria”, é a base para toda a dimensão simbólica e tipológica da visão de mundo bíblica. Cada vez mais cresce o argumento de que o Universo foi planejado por um Ser de inteligência infinita, O qual corresponde de forma impressionante ao Deus da tradição judaico-cristã, merecedor da adoração de Suas criaturas. Não sei, então, por que continuam rindo da cosmovisão criacionista, se ela faz tanto sentido: ou a compreendem mal ou não percebem sua adequação aos conceitos da ciência experimental. “A ciência deixou de adorar: eis a desgraça”, lamenta o filósofo Ernest Hello; “para captar em seu princípio a catástrofe da ciência, é preciso voltar os olhos para o Éden”, conclui. 

4. A queda e a ideia de pecado. Para as mentes acostumadas ao novo vocabulário psicológico e humanista – desprovido da aura teológica –, uma queda histórica do ser humano motivada pela transgressão da Lei de Deus não encontra lugar na consciência permanentemente atormentada desta geração. Fala-se em erros, equívocos, ignorância, falta de autoconhecimento, etc., mas se desconsidera a realista proposição bíblica de que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Desde Freud até o pensamento psicanalítico atual, o conceito de culpa vem sendo ressignificado, expurgando-se dele qualquer relação com o termo “pecado”. Os problemas podem ser políticos, econômicos, relacionais, éticos, religiosos, extra e intrapessoais e têm as mais variadas causas. Contudo, quando se levanta a questão do pecado – condição existencial profunda e problemática –, muitos analistas torcem o nariz e riem como se isso fosse uma antiga superstição. Em nossa cultura hedonista e libertina, grande número de pessoas defende que o ser humano deve viver plenamente, sem castrações à sua liberdade, a fim de que experimente a real potência de existir. Com efeito, “nosso mundo moderno definiu Deus como um ‘complexo religioso’ e riu dos Dez Mandamentos como sendo antiquados. Então, com as risadas veio o estrondo da Guerra Mundial. Agora, um mundo amargo, encharcado de sangue, que não ri mais implora por uma saída. Só existe uma saída. Já existia antes de ser gravada nas Tábuas de Pedra. Ainda existirá quando as estrelas se desintegrarem. Os Dez Mandamentos não são regras para obedecer como um favor a Deus. Eles são os princípios fundamentais sem os quais a humanidade não consegue conviver. Não são leis. São a Lei.”

O homem, perdido na escuridão de seu interior enigmático, necessita da expiação de um Salvador que o liberte do seu estado de confusão e miséria. Entretanto, isso é demais para o coração orgulhoso! Entende-se que arrependimento, justificação e crescimento na santidade por meio da graça imerecida de Deus é linguajar religioso monótono e próprio de beatos alienados. Riem do pecado ainda que sofram os seus resultados.

5. O dilúvio universal. Este é um dos tópicos mais combatidos pelos zombadores de mentalidade uniformitarista. Embora a própria Terra demonstre em suas rochas e configuração geológica os indícios de uma catástrofe hídrica que cicatrizou toda a superfície do planeta, tais sinais são reinterpretados dentro do arcabouço teórico da geologia padrão evolucionista, a qual nega veementemente considerações de caráter sobrenatural. A história da arca de Noé aparece para os escarnecedores como mais um dos “mitos” hebraicos, originados de um povo que não tinha recursos científicos para elaborar explicações racionais. À semelhança da epopeia de Gilgamesh ou da narrativa mítica de Deucalião e Pirra, o relato bíblico do dilúvio não é levado a sério pela ciência atual; quem acredita na literalidade desse evento é considerado um crente em contos da carochinha e alvo de humor sarcástico.

6. A segunda vinda de Jesus Cristo e o juízo final. Quando, em 11 de setembro de 2001, aconteceu o atentado terrorista às Torres Gêmeas, e em 2015 o massacre ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, tive a nítida impressão (para não dizer certeza) de que vivemos em tempos cada vez mais escatológicos, à beira de momentos históricos decisivos. Possivelmente, alguns rirão dessa minha afirmativa tão apocalíptica, politicamente incorreta e “ultrapassada”. Antes de rir, porém, que tal refletir? 

Lembro-me bem, ainda adolescente, da leitura do Ragnarok (“o crepúsculo dos deuses” ou “destino dos deuses”). Aquelas cenas da mitologia nórdica – ficcionalmente impressivas –, aliadas a outros temas correlatos, não me faziam rir da imaginação do povo escandinavo. Eu questionava: haveria alguma distante verossimilhança do Ragnarok com fatos que poderiam acontecer a este planeta? Como? De que forma? Por quê? Por quem ou através de quê? O assunto não me saía da cabeça...

O discurso do “fim do mundo”, presente em muitas tradições religiosas (também nas científicas, sem o cunho da sobrenaturalidade), não é algo que as pessoas desejem ouvir ou em que desejem acreditar. Afinal, carpe diem é o lema do espírito da época, inspirada justamente no senso de finitude que pesa sobre todos nós. Pensar no fim, seja do ser humano, do mundo, do Universo e dos “deuses”, parece-nos um exercício mental desagradável demais, contrário à concepção cíclica da história. Para o mais esperançoso teólogo cristão, o mais cético e racional dos filósofos, a mais sensível e inteligente das mentes ou mesmo para o comum dos mortais, refletir sobre o fim requer coragem e um olhar “profético” e soteriológico que nem todos têm. É preciso transcender. Pois bem, ponderar sobre o fim, por causa da estranheza do assunto, também causa outro tipo de sentimento – o do escárnio no grupo peculiar dos zombadores dos “últimos dias”. Curiosamente, pela Bíblia, esses indivíduos são um sinal bastante evidente do “tempo do fim”. A respeito dos tais é dito: “Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo suas próprias concupiscências, e dizendo: ‘Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem desde o princípio da criação’” (2 Pedro 3:2-4). Advertir o mundo de que acontecerá, na pós-modernidade, intervenção divina (Daniel 2; Apocalipse 14:6, 7) é algo risível e “demodê” para nossa geração despreocupada com temas religiosos. Soa como piada, humor negro. Milhões escarnecem desse acontecimento futuro predito nas páginas das Escrituras. O próprio mundo cristão encontra-se adormecido, envolto em teorias humanas e prognósticos contrários às tácitas afirmações da Bíblia acerca dos eventos finais. Conhecer, pela ótica bíblica, o futuro do mundo leva o homem crente à esperança da restauração final de todas as coisas. O zombador, ao contrário, despreza essa verdade revelada.

Nas Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, de autoria de C. S. Lewis, o diabo da ficção literária (bem diferente da realidade do ente maligno de quem os homens fazem piadas por não acreditarem em sua existência como ser pessoal) reflete: “Entre zombeteiros, é como se a piada já tivesse ocorrido; na verdade, ninguém a faz, mas qualquer assunto sério é tratado como se eles já tivessem encontrado seu lado ridículo. Quando arraigado, o hábito do escárnio constrói em torno do homem a melhor couraça que conheço contra o Inimigo [Deus]; com a vantagem de ser isento dos perigos inerentes às demais fontes de riso. Dista anos-luz da alegria; embota o intelecto em vez de o aguçar, e não gera qualquer afeição entre os que o praticam.” 

Grande parcela da sociedade humana tornou-se anárquica e zombeteira em todos os sentidos. Para os zombadores dos últimos dias, que articulam suas piadas em torno do Sagrado e ridicularizam as explicações da fé, resta a solene advertência: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6:7). Ao invés de rir, pensemos seriamente nisso.

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

terça-feira, abril 05, 2016

O dia em que terei superpoderes

Isso nem se compara...
Quando era adolescente, um dos meus passatempos preferidos era ler histórias em quadrinhos de super-heróis. Viajava pelas páginas de revistas belamente ilustradas por artistas como John Byrne, George Perez, Alex Ross e Frank Miller (desenhista que ficou “meia-boca”, mas que escrevia como ninguém). Personagens como Batman, Thor, Homem-Aranha, Wolverine, Superman, X-Men, Quarteto Fantástico e outros povoavam minha imaginação e me faziam deixar toda a mesada na banca de revistas, todos os meses. Cheguei a ter em minha coleção 2.500 títulos que ocupavam quase metade do guarda-roupa, cada revista devidamente guardada em sacos plásticos. Sabia tudo sobre os universos DC e Marvel. Mas confesso que, depois de ler essas HQs, frequentemente eu me sentia deprimido e frustrado. Por quê? Simples: porque minha vida não se comparava à daqueles heróis dos quadrinhos. Porque eu não podia voar, não tinha garras de adamantium, não conseguia escalar paredes, não tinha sequer um carro para chamar de Batmóvel. Minha vida era monótona, comum e sem graça como a da maioria dos meus amigos. E tenho a impressão de que era exatamente assim que alguém queria que eu me sentisse. 

Só que um dia eu conheci a mensagem de esperança contida nas páginas de um livro muito mais do que especial; um livro inspirado por Deus; um compêndio infalível com credenciais divinas. Um livro que, quanto mais estudo, mais me convenço de sua santidade e confiabilidade, e mais me maravilho com seu poder de transformar a vida, mudar os pensamentos, corrigir e moldar o caráter. Foi na Bíblia Sagrada que descobri que Deus criou o ser humano perfeito, dotado de capacidades extraordinárias. Descobri também que o ser humano, livre como sempre foi, escolheu se afastar de Deus – a fonte da vida –, pecou e começou a caminhar para a morte. Essa escolha terrível fez com que a humanidade perdesse muito. Mas a mesma Bíblia fala de um Deus que decidiu assumir a culpa humana a fim de nos redimir e devolver ao paraíso perdido. Mais de 2.500 vezes os autores bíblicos afirmam que Jesus vai voltar, e que, quando Ele vier, vai transformar em imortais aqueles que aceitaram Seu oferecimento de redenção. E vai levá-los para viver com Ele para sempre num mundo em que todos serão “superpoderosos”, com as mesmas capacidades que pertenceram a Adão e Eva antes do pecado.

Aquele mesmo alguém que procurava distrair minha mente adolescente com um mundo irreal de super-heróis como eu nunca poderia ser tenta hoje distrair a humanidade de diversas formas. E uma delas saiu das páginas dos gibis para as telonas do cinema. Fico espantado com a quantidade de filmes que têm sido exibidos e com o outro tanto que está sendo produzido e que têm como personagens aqueles super-heróis que me encantaram na adolescência, antes de conhecer a vontade de Deus para minha vida. Agora imagine por quantas vezes o poder de encantamento está sendo multiplicado com o uso das tecnologias modernas voltadas para a produção cinematográfica! De repente, as histórias em papel que capturavam apenas os nerds estão alcançando as multidões. Pessoas que vibram com as aventuras dos X-Men, do Superman, do Batman e da Mulher-Maravilha, mas que torcem o nariz quando ouvem falar em volta de Jesus, nova Terra e ressurreição. Pessoas que têm considerado as promessas da Bíblia como mais um mito cinematográfico. E aquele alguém ri de tudo isso.  

No capítulo 15 de sua primeira carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo diz que, quando Cristo vier e nos transformar, seremos imortais e incorruptíveis; teremos um corpo semelhante ao do ressuscitado Jesus. A Bíblia diz também que seremos como os anjos. Portanto, podemos imaginar que teremos a capacidade de voar como eles! Quem sabe até poderemos viajar distâncias incalculáveis pelo espaço sideral, como fazem os anjos! Adão deveria ter dominado também sobre as criaturas aquáticas, então posso imaginar que cruzaremos oceanos com um fôlego só! Teremos superpoderes de verdade!

Mas o que mais me emociona é que poderei conhecer pessoalmente o maior super-herói do Universo; o maior super-hiper-mega-herói de todos os tempos. O super-herói que tem todo o poder, pois é todo-poderoso, mas que venceu pela força do amor, mostrando que a humildade, a verdade, a fidelidade e a integridade são marcas dos fortes. Os super-heróis dos gibis e das telas vencem com os punhos fechados; Jesus venceu com os braços abertos. Ele é o meu Herói e eu quero ser como Ele! Quero viver com Ele!

Mas tem alguém que continua lutando para desviar nossos olhos do verdadeiro Herói; da verdadeira realidade; do mundo que há de vir.

No livro O Grande Conflito, página 677, Ellen G. White escreveu: “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes. [...] Participarão dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olharão para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.”

Não troque a ceia com o Senhor por um banquete de migalhas. O Céu aguarda por todos aqueles que aceitarem os planos salvíficos de Deus. Não se distraia nem se deixe iludir por heróis de mentira; pelo panteão da geração secularizada que continua tão adoradora quanto os pagãos do passado que faziam ofertas a Zeus, a Odin e a Baal.

Wolverine imortal? Deus do trovão? Kryptoniano indestrutível que morre e ressuscita? Nada disso! Esses supers não existem. Nasceram na mente de seres humanos pecadores talvez inspirados por alguém. São meros e pretensos substitutos dAquele que reina e vive para sempre. Que, ao voltar, Ele encontre uma geração com a mente e o coração devotados à verdadeira adoração, com foco na verdade e as afeições no Herói que os criou e morreu para salvá-los.

Michelson Borges

A Bíblia fala em unicórnios, e eles existiram

Unicórnio de quatro toneladas
Pelo fato de algumas versões bíblicas trazerem a palavra “unicórnio”, muitos céticos a acusavam de se referir a um ser mitológico, o tal cavalo que teria um chifre na testa e supostos poderes mágicos. De fato, a Bíblia menciona nove vezes um animal conhecido pelo termo hebraico re’ém (רֶאֵם) (veja Is 34:7; Jó 39:9, 10; Nm 23:22; 24:8; Dt 33:17; Sl 22:21; 29:6; 92:10). A Septuaginta trocou o termo re’ém pelo grego monokeros (mono = um; keros = corno ou chifre), dando, assim, o sentido de “unicórnio”, ou seja, “com um chifre”. A Vulgata latina frequentemente traduz o termo re’ém para “rinoceronte”. E a Bíblia traduzida de Lutero (Luther Bibel, 1545) traduz re’ém para einhörner (ein = um; horner = chifre), que também significa único chifre ou unicórnio.

Embora algumas versões bíblicas brasileiras como a João Ferreira de Almeida troquem o termo “unicórnio” por “boi selvagem” ou “búfalo”, uma descoberta recente pode ajudar a resgatar o termo “unicórnio” – e não se trata do cavalo mágico. Pesquisadores acreditavam que a espécie Elasmotherium sibiricum se limitava à região da Sibéria e, portanto, não poderia ser conhecida nas terras bíblicas. Ocorre que um crânio fossilizado desse animal foi encontrado no Cazaquistão. A descoberta foi relatada em estudo publicado no periódico American Journal of Applied Science. “O unicórnio em questão parece mais um rinoceronte com um chifre na testa do que o cavalo místico que carregamos na imaginação. De acordo com os pesquisadores, o animal tinha cerca de dois metros de altura, quatro de comprimento e chegava a pesar até quatro toneladas. E, apesar de seu tamanho e peso, é bem provável que só se alimentasse de grama”, informa o site da revista Galileu

Nada impede que esse animal (ou os ancestrais dele) tenha vivido em outras regiões. A Bíblia também descreve uma criatura interessante chamada de beemote, cuja descrição parece a de um dinossauro (Jó 40:15-19). Os autores bíblicos podem ter tido contato com esses animais ou, então, ter tomado conhecimento da existência deles. A Bíblia não é um compêndio de zoologia, mas deve ser respeitada como um documento sério e histórico.

(Michelson Borges, com informações de Raciocínio Cristão e revista Galileu)

segunda-feira, abril 04, 2016

Máquinas “naturais” deixam tecnologias humanas na poeira

A bactéria geobacter
Segundo matéria publicada no site Inovação Tecnológica, os nanofios estão na crista da onda porque permitem miniaturizar as coisas a um patamar inalcançável pelas técnicas atuais, como as usadas na indústria eletrônica para fabricar transistores. Ocorre que, nessas dimensões, há muitas soluções já presentes na natureza. “E são soluções tão eficientes que deixam todas as nanotecnologias feitas pelo ser humano comendo poeira, conforme descobriu uma equipe com a participação do professor Gustavo Feliciano, da Unesp de Araraquara (SP). O nanofio biológico é produzido pela bactéria geobacter, que já se sabia possuir nanofios quase metálicos, responsáveis por uma transmissão bacteriana de eletricidade. O que não se sabia é que esses nanofios de proteínas transportam as cargas elétricas a uma velocidade de até um bilhão de elétrons por segundo. Esse nanofio microbiano é formado por uma única subunidade de peptídeo, medindo cerca de dois nanômetros de diâmetro”, explica a matéria.

Gemma Reguera, da Universidade do Estado de Michigan e principal autora da descoberta, detalha: “Sendo feitos de proteínas, os nanofios orgânicos são biodegradáveis e biocompatíveis. Essa descoberta abre, assim, muitas aplicações em nanoeletrônica, como o desenvolvimento de sensores médicos e dispositivos eletrônicos que podem ser interligados com os tecidos humanos.”

Como sempre tenho dito, se Deus cobrasse direitos autorais de Suas criações, o ser humano estaria falido. Nanotecnologia criada pelo homem é coisa nova, tecnologia de ponta. A nanotecnologia superior das bactérias já existe há milênios, e ainda não foi superada. Aliás, isso ocorre com outros mecanismos também. Exemplo: o Sonar só foi colocado em operação depois de 1912, mas golfinhos e morcegos já usam esse recurso há milhares de anos, com muita eficiência. E tem mais: em ambas as espécies, é o mesmo tipo de gene que codifica a função. Como são espécies sem parentesco evolutivo próximo, isso significa que a complexa função da ecolocalização teria surgido igualmente nos dois tipos de seres vivos? Milagre evolutivo duplo ou digital do mesmo Criador?

Outro exemplo: o Sistema de Posicionamento Global (GPS) só foi posto em operação em 1995, ao custo de 10 bilhões de dólares. E ninguém nega que foi uma ótima invenção, que requereu muita inteligência e dinheiro para ser criada. Ocorre que as formigas já usam GPS há milhares de anos, sem poluir o meio ambiente e com gasto de energia mínimo. Por meio de estruturas nas antenas, elas se conectam ao campo magnético da Terra. Quem criou esse sistema?

Aliás, a revista Scientific American do mês passado publicou uma reportagem de capa sobre o GPS do cérebro. O texto diz que “os mamíferos dependem da capacidade de formar mapas neurais do ambiente, que são padrões de atividade elétrica no cérebro em que grupos de células nervosas disparam de um jeito que reflete o layout, a disposição do ambiente circundante e a posição de um animal nele”. E a matéria prossegue falando da tremenda complexidade do GPS humano que realiza quase que instantaneamente cálculos matemáticos supercomplexos.

Nanotecnologia, Sonar, GPS e muitas outras invenções nos levam a aplaudir seus inventores. Mas por que certas pessoas se recusam a aplaudir Aquele que fez o ser humano capaz de fazer coisas tão maravilhosas? Para copiar os recursos da natureza temos que investir muito dinheiro, tempo e inteligência. E os mecanismos originais, surgiram do nada? Seriam meramente fruto de mutações casuais filtradas pela seleção natural? Máquinas precisas das quais dependemos para sobreviver seriam resultado do acaso?

Não tenho tanta fé para acreditar nisso.

Michelson Borges

Religião ou ciência: O que o cérebro prefere?

Duas lentes poderosas
Pesquisadores da Universidade Case Western Reserve e da Faculdade Babson, nos Estados Unidos, por meio de oito estudos independentes, chegaram à conclusão de que o cérebro humano se comporta de forma diferente quando vê o mundo através das “lentes” da ciência e da religião. A pesquisa indicou que aqueles que têm crenças espirituais ou religiosas aparentam suprimir uma rede cerebral usada para o pensamento analítico e se engajam melhor no pensamento empático. Igualmente, os não religiosos suprimem o pensamento empático para usar o analítico. Segundo Tony Jack, o principal pesquisador desse estudo, deixar de lado o pensamento crítico para acreditar no sobrenatural nos ajuda a atingir a compreensão social e emocional; se bem que, pessoalmente, não creio que precisemos abandonar o pensamento crítico quando o assunto é religião. Muito pelo contrário. Muitas vezes, na verdade, é preciso duvidar para crer.

Para os pesquisadores, essas duas redes do cérebro, a religiosa e a científica, se revezam para encarar as diferentes situações do dia a dia. Apesar disso, os pesquisadores afirmam que nem a religião nem a ciência, unicamente, poderiam trazer as grandes respostas da vida. A natureza humana, a forma como fomos projetados permite que exploremos nossas experiências usando os dois padrões de pensamento. Na verdade, possivelmente seja exatamente isto o que nos caracterize como humanos e nos assemelhe a Deus: nossa racionalidade e nossa espiritualidade inerentes.


domingo, abril 03, 2016

Vegetarianismo pode salvar milhões de vidas

Só vantagens
A dieta é mais importante do que você poderia imaginar. Calma, não estamos entrando naquela velha história de exclusão e de padronização que tanto faz mal. Mas da forma como você e boa parte do planeta se alimenta. Uma pesquisa publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America aponta que, ao contrário de alguns medos comuns que a desinformação pode causar, a dieta vegana pode ser muito boa para você. E, claro, para o planeta todo também. Segundo o relatório divulgado pelos pesquisadores, se todas as pessoas adotassem o veganismo – que exclui alimentos de origem animal, incluindo carne, ovos, leite e seus derivados –, 8,1 milhões de vidas seriam salvas até 2050. Ou seja: teríamos 8,1 milhões a menos de vítimas de doenças associadas com diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer, comumente ligadas com a dieta atual.

Se o mundo adotasse o vegetarianismo, por exemplo, 7,3 milhões de mortes seriam evitadas e US$ 1,06 trilhão por ano seriam economizados globalmente. Mas na hipótese de que as pessoas passassem a adotar uma alimentação que inclui carne, mas atende às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,1 milhões de vidas acabariam poupadas. E a economia global deixaria de gastar US$ 735 bilhões ao ano.

O principal vilão é a carne vermelha. Sem o item na dieta, 51% das mortes poderiam ser evitadas, segundo a pesquisa.

sábado, abril 02, 2016

John Lipke: o pioneiro da obra educacional adventista

O pioneiro era médico e teólogo
Neste ano, do centenário da sede sul-americana adventista (Divisão Sul-Americana), a ASN (Agência Adventista Sul-Americana de Notícias) inicia uma série sobre biografias de pioneiros adventistas. O pastor e médico alemão John Lipke, ou Johannes Rodolf Berthold Lipke, nascido em 27 de julho de 1875, é um exemplo disso. Ele foi considerado pioneiro da obra educacional adventista na América do Sul. Seu campo geográfico de atuação alcançou três regiões do Brasil: Nordeste (Pernambuco e Bahia), Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Segundo o Centro Nacional da Memória Adventista, “Lipke nasceu em Berlim, Alemanha, e frequentou o Seminário Teológico em Hamburgo, entrando em seguida na obra da colportagem, tendo como chefe o pastor Frederico Spies. Em 1896, partiu para os Estados Unidos, onde se dedicou ao mesmo trabalho e, em 1897, continuou seus estudos no Colégio de Battle Creek, em Michigan, onde se casou com Augusta Schuete. Ele e a esposa criaram dois filhos adotivos: Daniel e Berta”.

Apesar de europeu, o pioneiro teve uma acentuada importância no desenvolvimento da rede educacional adventista em solo brasileiro. Lipke se mudou para São Paulo, em 1904, a fim de dirigir um instituto de colportagem. Seis anos depois, foi enviado à Bahia, onde trabalhou durante três anos. Retornou em 1915 para São Paulo, onde assumiu a presidência da Missão Paulista. E, nesse período, atuou como primeiro diretor do Colégio Adventista Brasileiro, atual Unasp campus São Paulo, apoiado por John Boehm, fundador e primeiro administrador. De acordo com os registros do Centro Nacional da Memória Adventista, “no colégio, construiu o primeiro prédio da escola, o antigo dormitório dos rapazes e o prédio escolar, com a cozinha e o refeitório no subsolo. Nesse tempo, também, foi construída a antiga represa com o objetivo de produzir energia elétrica para a nova instituição”.

O jornalista Michelson Borges, autor do livro A Chegada do Adventismo ao Brasil, registra que, “para melhor atender à obra de publicações, foi decidido o estabelecimento de uma editora denominacional no Brasil. Por sugestão do pastor [Huldreich] Graf, foi instalada junto à Escola Missionária de Taquari, no Rio Grande do Sul. Assim, conseguiu-se economia de locação e proporcionou-se trabalho aos alunos do colégio. A fim de conseguir dinheiro e um prelo para dar início às publicações, o pastor John Lipke viajou aos Estados Unidos e, em várias igrejas daquele país, falou sobre as necessidades da obra no Brasil. Seu apelo foi atendido: recebeu 1.500 dólares em donativos, e o Emmanuel Missionary College, de Barrien Springs, doou um prelo manual para a imprensa a ser fundada em Taquari”.



sexta-feira, abril 01, 2016

Terra plana: a teoria conspiratória do momento

Não tomar Sol aumenta risco de câncer tanto quanto fumar

Esse é um dos oito remédios de Deus
Não será fácil reverter a tendência de as pessoas fugirem do Sol depois de décadas de discurso científico amedrontando a população sobre o risco do câncer de pele. Hoje já se sabe que os benefícios de tomar Sol superam o risco do câncer de pele, além do que os próprios protetores solares podem causar câncer de pele. Agora, um novo estudo feito na Suécia, onde a população tem pele muito clara, o que torna o risco de câncer de pele mais elevado, mostrou que as pessoas que tomam banho de sol regularmente vivem mais do que aquelas que evitam o Sol. Foram analisadas informações de 29.518 mulheres suecas, que foram acompanhadas por 20 anos. Os dados mostraram que a expectativa de vida mais longa entre as mulheres com hábitos de exposição ativa ao Sol - tomar banho de Sol intencionalmente - está relacionada a uma diminuição das doenças cardíacas e das mortes por doenças não relacionadas a problemas cardíacos ou a qualquer tipo de câncer.

Assim, quando os cientistas analisam apenas a contribuição do câncer de pele para as mortes, o número desponta, parecendo grande frente às outras causas justamente porque as outras causas diminuíram, dizem os pesquisadores.

Mas o resultado mais impressionante do estudo surgiu quando os pesquisadores compararam o risco de morte pelo câncer de pele entre as pessoas que tomavam banho de Sol, que fugiam do Sol e as fumantes. “Verificamos que os fumantes no grupo de maior exposição solar têm um risco semelhante ao dos não fumantes que evitam a exposição ao Sol, indicando que evitar a exposição ao Sol pode ser um fator de risco [para o câncer] da mesma magnitude que o tabagismo”, disse Pelle Lindqvist, da Universidade de Lund, primeira autora do artigo publicado na revista médica Journal of Internal Medicine.

“Orientações demasiadamente restritivas no que diz respeito à exposição ao Sol podem fazer mais mal do que bem para a saúde”, concluiu Lindqvist.


Nota: Há mais de cem anos, Ellen White já recomendava a exposição aos raios solares, com atividades físicas ao ar livre. Hoje se conhecem os muitos benefícios dessa exposição: (1) os raios solares dilatam os vasos superficiais, provocando maior afluxo de sangue na pele; (2) estimulam a produção de melanina, protegendo a pele contra o excesso de radiação solar; (3) têm ação bactericida, eliminando diversos micro-organismos; (4) ajudam a formar a vitamina D nas células da pele; essa vitamina favorece a assimilação do cálcio ingerido com os alimentos, contribuindo decisivamente na formação e bom estado dos ossos (até 90% de toda a vitamina D de que nosso corpo necessita são produzidos pela luz solar; (5) estimulam as terminações nervosas da pele, influindo favoravelmente sobre o cérebro e provocando uma reconfortante sensação de bem-estar. Evidentemente que devemos tomar alguns cuidados, como evitar a exposição por mais tempo do que o recomendado, especialmente nos horários em que o sol está a pino. [MB]