segunda-feira, abril 18, 2016

Pakicetus, uma baleia com pernas?

A baleia fake da Science
“Estivemos ansiosamente antecipando alguma descoberta desse tipo, mas não estávamos preparados para uma evidência tão convincente da estreita relação faunal entre a Ásia oriental e a América do Norte ocidental, tal como é revelado por esse diminuto espécime.”[1] Essas palavras aparecem logo na quinta linha do artigo publicado por Henry F. Osborn em 1922 na revista Science, no qual ele descreve o famoso homem de Nebraska. A evidência tão convincente à qual ele se referia era um dente de cerca de 1 cm. Apenas isso. No artigo, Osborn discute detalhadamente as características do dente que o levaram a concluir que ele havia pertencido a um ancestral do homem. Em 1927, a Science se viu obrigada a publicar uma retratação com o título “Hesperopithecus apparently not an ape nor a man” (Hesperopithecus, aparentemente nem macaco nem homem).[2] O restante do esqueleto ao qual pertencia o dente havia sido encontrado. Tratava-se de um javali extinto!

Mas a ciência vive de erros e acertos e, naturalmente, o tipo de abordagem que levou ao homem de Nebraska seria revisto no futuro para que não se repetisse tamanho vexame. Certo? Errado. As baleias que o digam.

A capa da edição de 22 de abril de 1983 da Science, 61 anos depois da publicação do homem de Nebraska, estampava um animal meio mamífero terrestre, meio baleia.[3] Na ilustração, o animal saía da margem de uma praia e mergulhava para buscar comida na água. Tratava-se do Pakicetus, nome dado à estranha criatura encontrada no Paquistão.

O Dr. Philip D. Gingerish, líder da pesquisa que apresentou o Pakicetus à comunidade científica, declarou na época que “o Pakicetus e outros cetáceos do início do Eoceno representam um estágio anfíbio na transição evolucionária gradual das baleias primitivas da terra para o mar.”[3] Mas o que era realmente conhecido a respeito do Pakicetus? Apenas fragmentos dos ossos do crânio. A partir deles, todo o crânio foi reconstruído e nele foram adicionadas características que não podiam ser deduzidas apenas com base nos fragmentos. Supôs-se que o Pakicetus possuísse olhos nas laterais da cabeça, como as baleias, e um respirador no topo do focinho. Esse respirador estaria a meio caminho da posição dos respiradores das baleias modernas. Supôs-se, ainda, que o Pakicetus possuísse nadadeiras, que não tivesse um pescoço visível (como nas baleias) e que podia tanto caminhar em terra como nadar no mar, como as baleias.

Dezoito anos depois de o Dr. Gingerich ter encontrado os fragmentos do crânio do Pakicetus, outros quatro crânios parciais e 150 ossos de Pakicetus foram descobertos, permitindo que os cientistas construíssem um esqueleto quase completo.[4] Com base nas novas descobertas, pôde-se concluir que o Pakicetus não se assemelhava nada ao animal que estampou a capa da Science em 1983. Ele, na verdade, possuía um nariz na extremidade do focinho, não um respirador de baleia, pés preparados para correr (não nadadeiras), pescoço longo e visível (não ausente, como nas baleias) e olhos no topo da cabeça (não nas laterais). Não seria um exagero chamar o Pakicetus de a “baleia de Nebraska”. 

Mesmo assim, nos dias de hoje, ainda se insiste em que o Pakicetus esteja na linha de ancestralidade dos cetáceos modernos, com base em características como uma suposta semelhança entre suas bulas auditivas. Os cetáceos modernos possuem uma estrutura chamada de processo sigmoide, algo similar a um polegar estendido. Segundo o Dr. Zhe-Xi Luo, especialista em evolução de mamíferos, o Pakicetus não possuía um processo sigmoide na bula auditiva, mas simplesmente uma placa plana. Placas como essa são encontradas em mamíferos terrestres.[5] Observe a figura ao lado e tire suas próprias conclusões.

A história toda de como esse animal acabou sendo chamado de baleia é um exemplo muito interessante de como a visão de mundo de um cientista possui um peso decisivo em suas interpretações, especialmente quando tentamos reconstruir a história de um passado do qual sobraram apenas alguns vestígios. Os fragmentos de crânio encontrados pelo Dr. Gingerinsh constituem os dados experimentais dos quais ele dispunha. O significado que ele atribuiu àqueles fragmentos foi pura interpretação baseada em sua visão de mundo evolucionista.

A mídia científica muito frequentemente nos apresenta os dados fósseis e sua interpretação evolucionista como um conjunto indissociável. Extrapolações e inferências são apresentadas como fatos incontestáveis e se procura lançar ao ridículo aqueles que se atrevem a olhar para os mesmos dados com uma visão de mundo diferente. É preciso ter isso em mente quando nos forem apresentados os próximos homens-macaco e baleias com pernas.

Concepção artística atual do Pakicetus


Referências: 
[1] H. F. Osborn, “Hesperopithecus, the first anthropoid primate found in America”, Science (80-.). 55 (1922) 463-465. doi:10.1126/science.55.1427.463.
[2] W. K. Gregory, “Hesperopithecus apparently not an ape nor a man”, Science (80-.). 66 (1927) 579-581. doi:10.1126/science.66.1720.579.
[3] P. D. Gingerich, N. A. Wells, D. E. Russell, S. M. I. Shah, “Origin of Whales in Epicontinental Remnant Seas: New Evidence from the Early Eocene of Pakistan”, Science (80-.). 220 (1983) 403-406. doi:10.1126/science.220.4595.403.
[4] J. G. M. Thewissen, E. M. Williams, L. J. Roe, S. T. Hussain, “Skeletons of terrestrial cetaceans and the relationship of whales to artiodactyls”, Nature. 413 (2001) 277-281. doi:10.1038/35095005
[5] C. Werner, “Evolution: The Grand Experiment”, v. 1, 3rd ed., New Leaf Press, 2014.

domingo, abril 17, 2016

Cientistas solucionam um dos maiores mistérios da natureza

Mecanismo de migração fascinante
Ameaçadas pelo corte ilegal de árvores e uso de herbicidas, as monarcas são o único inseto a fazer uma migração tão longa. Em conjunto com biólogos, matemáticos reconstruíram o compasso interno que elas usam na jornada. Os resultados foram publicados na revista científica Cell Reports. O chefe da pesquisa, Eli Shlizerman, da Universidade de Washington, disse que, como um matemático, ele quer saber como sistemas neurobiológicos são conectados e quais regras podemos aprender a partir deles. “Borboletas monarcas (completam sua jornada) de maneira otimizada e predeterminada”, disse. “Elas terminam numa locação específica no centro do México depois de dois meses de voo, economizando energia e usando apenas algumas indicações.”

Enquanto a maioria dos insetos hiberna no inverno, as monarcas são as únicas borboletas conhecidas que migram como pássaros, fugindo do inverno. A jornada supera o tempo de vida do inseto, que é de aproximadamente dois meses - o ciclo de ida e volta é realizado por até quatro gerações da borboleta.

No trabalho com biólogos, como Steven Reppert, da Universidade de Massachusetts, Shlizerman coletou informações diretamente de neurônios nas antenas e olhos das borboletas. “Descobrimos que as indicações dependem quase totalmente do Sol”, afirmou Shlizerman. “Uma é a posição horizontal do Sol e a outra é o acompanhamento da hora do dia. Isso dá (ao inseto) um compasso solar interno para viajar rumo ao sul durante o dia.”

Após desvendar os dados que abastecem esse compasso interno, a equipe de pesquisadores criou um modelo para simulá-lo. O sistema consiste em dois mecanismos de controle - um baseado nos “neurônios relógio” das antenas das borboletas e outro nos chamados “neurônios azimute” dos olhos dos insetos. Esses mecanismos monitoram a posição do Sol.

“O circuito casa esses dois sinais para informar o sistema se é preciso alguma alteração para permanecer no rumo certo. Isso é muito empolgante - mostra como um comportamento é produzido pela integração de sinais”, acrescentou.

Segundo o chefe da pesquisa, esses conceitos podem ser usados para produzir versões robóticas desses sistemas - algo que usa a energia e a orientação do Sol.

Um dos objetivos da equipe é construir uma borboleta robótica que poderia seguir os insetos e rastrear todo o processo de migração. “É uma aplicação interessante, que poderia seguir as borboletas e até ajudar na preservação delas. Esses insetos vem decrescendo de número na natureza, e queremos mantê-los conosco por muito tempo.”

(BBC Brasil)

Nota: Para construir uma réplica robótica da monarca, os cientistas deverão usar muita inteligência, muito tempo e muita tecnologia. E as monarcas originais que servem de inspiração para as cópias? São fruto de acaso ou design inteligente? [MB]

sábado, abril 16, 2016

Chuck Norris adventista?

O ator se tornou evangélico
Anda circulando nas redes sociais (sempre nelas!) a história de que Chuck Norris, famoso ator de cinema, conhecido pelos muitos filmes de ação que protagonizou (e pelos inúmeros memes de que virou alvo), teria se tornado adventista do sétimo dia. A origem do boato está numa postagem falsa do site Barely Adventist, um espaço virtual de humor e sátira sobre assuntos de interesse ou ligados à Igreja Adventista no mundo. Segundo comunicado oficial da Igreja, “não parece haver, da parte desse site, qualquer intenção de ser uma central de notícias oficiais da Igreja Adventista. O site oficial da denominação em nível mundial, para notícias e informações, é o www.adventist.org. Por ser [Barely Adventist] um site de piadas e abordagens humorísticas, não se pode afirmar que todas as informações ali são verídicas e confirmadas”.

Não é de hoje que boatos dessa natureza (ou ligeiramente diferentes) circulam pela internet. Confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui outras mentiras famosas.

Pra não perder a piada: Se Chuck Norris tivesse se convertido à Igreja Adventista, até a besta tremeria de medo!

sexta-feira, abril 15, 2016

Terra de esperança: história do adventismo em versos

Vou contar em três minutos / Como foi a nossa história: / Foi cheia de desafios, / Mas também foi de vitória.

Lá no Chile, houve um casal, / Uns franceses convertidos: / Ana e Claude Dessignet, / Ainda bem desconhecidos.

E dois séculos atrás, / No ano de oitenta e cinco, / Houve alguém que aceitou / A mensagem com afinco.

Foi Dupertius mais a esposa, / Que leu em uma revista, / Lá em Felícia, Santa Fé, / Com a ajuda de um batista.

A notícia de um batismo / Na Suíça, em Neuchatel, / Transformou os Peverini / Co’a mensagem lá do Céu.

Pedro que era um “romano” / E Cecília, uma valdense, / Descobriram a verdade / Com um certo ar de suspense,

Lendo a história em um jornal / Criticando o tal batismo, / Mas citava a editora / Pertencente ao adventismo.

Com a ajuda dos Rostán, / Contataram Basiléia, / Receberam outros livros. / Foi assim a epopeia.

Jorge Riffel e Maria, / Ambos vindos da Crimeia / E mais outras três famílias – / Dava quase uma assembleia –

Foram para Entre Rios / Pra falar aos Argentinos / Do evangelho de Jesus, / Pra espalhar os Seus ensinos.

Vou contar agora um pouco / Como a nova alvissareira / Atingiu o nosso povo
Nesta pátria brasileira.

Alguns russos emigraram – / Como foi na Argentina – / Para o sul de nossa pátria, / Lá em Santa Catarina.

Foi com um certo Davi Hort, / Numa humilde mercearia / Em Brusque, Santa Catarina, / Que esta história principia.

Carlos Dreefke, imigrante, / Recebeu pelo Correio, / Um pacote de revistas / Livre de qualquer custeio.

Como as coisas continuavam, / Com muita desconfiança, / Resolveu abrir mão delas / Com o medo da cobrança.

Por um tempo as encomendas / Foram bem distribuídas / Por um “colportor” bebum, / Que comprava então bebidas.

Que ironia: as mensagens / Do amor do Deus da graça / Foram dadas por tostões / Pra comprar uma cachaça!

Umas folhas Hort usava / Pra envolver mercadoria. / Dava um bom papel de embrulho / E gerava economia.

E um dia – um certo dia / Já marcado pelos Céus / Um papel de embrulho desses / Alcançou Guilherme Belz.

Uma folha da mensagem / Despertou-lhe a atenção / Quando veio embrulhando / Uma barra de sabão.

Logo ele e a esposa Johanna, / Após terem estudado, / Aceitaram a mensagem / Sobre o dia consagrado.

E assim a história mostra / Com clareza e exatidão / Que os raios da verdade / Vão vencendo a escuridão.

Quando livros são deixados / Pela mão do colportor / As sementes se antecipam / À chegada do pastor.

E assim foi na Bolívia, / No Peru, no Paraguai, / Na Argentina, no Brasil, / No Chile e no Uruguai.

Pastor Frank Westphal – / Precisamos mencionar – / Foi o primeiro pastor / A aqui vir trabalhar.

Enfrentou muitas durezas: / Frio, calor, perigos mil, / Escassez, o desconforto / Nesta terra do Brasil.

Tudo, eu sei, no Céu está / Certamente anotado / E só lá vamos saber / Do completo resultado.

Um batismo então primeiro / Nesta terra ocorreu, / Foi aqui perto da gente / Que o fato aconteceu.

Foi Guilherme Stein Jr, / No Rio Piracicaba. / E outros vieram logo após e / A história não se acaba.

Ainda há muito pela frente, / Muita história pra contar, / Muitas almas à espera / De alguém pra as resgatar.

Os pioneiros semearam, / Outros vieram pra regar / E agora cabe a nós / A colheita realizar.

Logo o Mestre vem nas nuvens / E não haverá tardança. / Vai coroar os Seus obreiros / Desta Terra de Esperança.

(Josiéli Nóbrega, Nei Matsumoto, Héber Aragão, Lília Goulart e José Newton da Silva Júnior)


Livros gays infantis e destruição da família tradicional

Doutrinação precoce
Uma série de livros que convida principalmente crianças e jovens a pensar sobre o amor livre, a diversidade de gêneros e as liberdades individuais, promovendo valores como amor, respeito, tolerância e empatia. É essa a proposta do projeto “Amar Coletânea de Livres Infantis” – sim, livres, um jogo com as palavras “livre” e “livro”. Da iniciativa nasceram quatro obras que flertam com clássicos da arte para abordar o universo LGBT e que contam com textos de apoio assinados pelo escritor Valter Hugo Mãe e o deputado federal Jean Wyllys. [...] “A melhor maneira de construir uma sociedade sem preconceitos começa na infância. Nenhuma criança nasce preconceituosa: são os mais velhos que transmitem a intolerância como uma espécie de doença cultural que, depois, é muito mais difícil de curar. A educação é uma importante ferramenta de combate e transformação. Assim também é a literatura infantil, elemento fundamental para a formação de todos nós. Por isso, ela tem que ser diversa, como a vida mesma é, com gente de todas as cores e casais de todos os tipos e famílias tão diferentes como na realidade”, escreve Wyllys em seu texto para o projeto. [...]

Cada livro da coletânea, que recebeu apoio do edital ProAC LGBT 2014, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, terá uma tiragem inicial de 4.000 exemplares, que estarão à disposição do público na rede de bibliotecas públicas estaduais e nas bibliotecas do Sesc São Paulo. A ideia dos idealizadores é, agora, captar verba por meio de financiamento coletivo para viabilizar a impressão de mais unidades, que serão doadas a escolas, bibliotecas e centros culturais de todo o país. (UOL Entretenimento)

O Dicionário Houaiss pode mudar a definição do verbete “família” para se tornar mais plural e fiel à realidade. A campanha Todas as Famílias, uma parceria entre a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas e a agência de publicidade NBS, é uma resposta ao Estatuto da Família, projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados, em 2015, que reconhece apenas o núcleo formado a partir da união heterossexual.  

O material de divulgação mostra modelos diversos de composição familiar: pai e mãe, duas mães, dois pais, apenas o pai, duas irmãs, mãe e padrasto, segundo informações da Zero Hora.  

“O mundo é diverso, abrangente e dinâmico. A atual definição é reducionista e anacrônica. O que desejamos é atualizar essa definição e contribuir para a reflexão sobre quais são os verdadeiros laços que unem as pessoas em forma de família”, declara André Lima, vice-presidente de Criação da NBS.  

Atualmente o verbete fala em “pessoas aparentadas, que vivem, em geral, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos”. O público pode auxiliar na escolha e sugestões para um possível novo significado e devem enviar suas ideias pelo site da campanha.  

Profissionais do Instituto Antônio Houaiss analisarão as mensagens e, então, decidirão se há sugestões relevantes, que justifiquem a mudança. Em caso positivo, a versão online do dicionário, hospedada no portal UOL, será alterada assim que o projeto for concluído.


Nota: Conforme lembrou o amigo Fernando Dias, “há alguns anos, os dicionários escolares distribuídos pelo MEC não traziam sequer verbetes como ‘prostituta’. A postura era que a meninada não precisava conhecer a imoralidade nem por meio do dicionário. Hoje nada parece escapar dos gayzistas.” Curiosamente, alguns anos atrás, uma entidade criacionistas de atreveu a distribuir livros em escolas na Europa, e foi demonizada. Agora, movimentos LGBT poderão distribuir livros em escolas com verbas públicas! Pregam a tolerância, mas essa tolerância é limitada, localizada. É só o cristianismo genuíno mostrar a cara que a intolerância se levanta forte. Querem destruir a família tradicional, e nada melhor para isso do que doutrinar as crianças na marra. [MB]

quinta-feira, abril 14, 2016

Cinco coisas acontecem quando você para de comer carne

"Pedras" que clamam
1. Reduz a inflamação no organismo. A inflamação crônica tem sido associada ao desenvolvimento de aterosclerose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e doenças autoimunes. Em contrapartida, as dietas à base de plantas são naturalmente anti-inflamatórias. Ricas em fibras, antioxidantes e outros nutrientes, elas têm menos chances de desencadear a gordura saturada e endotoxinas (toxinas liberadas a partir de bactérias comumente encontradas em alimentos de origem animal).

2. O nível de colesterol despenca. A gordura saturada, encontrada principalmente em carnes, aves, queijo e outros produtos de origem animal, é uma das principais causas do elevado índice de colesterol no sangue. E isso implica em maior risco para doenças cardíacas e derrames. Além disso, as dietas à base de vegetais são ricas em fibras, o que reduz ainda mais os níveis de colesterol no sangue. Também foi comprovado que a soja, um dos substitutos da carne, desempenha um papel na redução do colesterol.

3. A imunidade fica mais forte. Os trilhões de micro-organismos que vivem em nosso corpo são chamados de microbioma. Cada vez mais, estes micro-organismos são reconhecidos como cruciais para a nossa saúde em geral: não só ajudam a digerir os alimentos, mas também produzem nutrientes necessários, treinam nosso sistema imunológico, mantêm o intestino saudável e nos protegem do câncer. Estudos também mostraram que eles desempenham um papel importante no controle de obesidade, diabetes, inflamação do intestino, doenças autoimunes e do fígado.

4. Afasta você do diabetes tipo 2. A proteína animal, especialmente as provenientes de carne vermelha e processadas, tem sido apontada em estudos como um fator que aumenta o risco de diabetes tipo 2. Por que a carne causaria a doença? Várias razões: gordura animal, ferro de origem animal e conservantes de nitrato em carne foram comprovados como danificadores das células pancreáticas, além de piorar a inflamação e causar ganho de peso. Além disso, uma dieta baseada em vegetais pode melhorar ou até mesmo reverter o diabetes, se você já tiver sido diagnosticada.

5. Vai melhorar a quantidade e a qualidade da proteína. Os onívoros dos Estados Unidos consomem, em média, mais do que 1,5 vezes a quantidade ideal de proteínas. Ao contrário do que a maioria pensa, esse excesso de proteína não faz você mais forte ou mais magro, é armazenado como gordura ou transformado em resíduos. Por outro lado, a proteína que se encontra nos alimentos vegetais protege você de muitas doenças crônicas. Então você não precisa se preocupar com o excesso. Vai precisar, é claro, consultar um nutricionista para descobrir a quantidade mínima que você precisa para não deixar o seu organismo debilitado.


Nota:E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento” (Gênesis 1:29). 

Devemos investir nas crianças

O maior investimento
O investimento em crianças pequenas é um dos mais inteligentes que um país pode fazer para romper o ciclo da pobreza, cortar a desigualdade pela raiz e aumentar a produtividade mais adiante. Os benefícios dos programas de desenvolvimento na primeira infância que integram componentes de saúde, nutrição, educação e proteção social são particularmente importantes para as crianças pobres e desfavorecidas. Estudos científicos e econômicos recentes demonstram que as experiências da primeira infância têm impacto profundo no desenvolvimento do cérebro e na aprendizagem, na saúde e nos rendimentos financeiros na fase adulta. Investimentos inteligentes em crianças pequenas melhoram as perspectivas para as comunidades e podem propiciar ganhos econômicos significativos para os países. No momento em que trabalhamos para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030 relacionados ao desenvolvimento na primeira infância, junte-se ao Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Kim, ao Diretor Executivo da UNICEF, Tony Lake, e a um painel de peritos ao vivo às 17h30 (Horário de Brasília) de quinta-feira, 14 de abril, para o lançamento de um movimento global destinado a assegurar que as crianças de todas as partes do mundo possam se desenvolver.


Nota: Não é à toa que a Bíblia já recomenda há muito tempo que devemos ensinar a criança no caminho em que deve andar (Pv 22:6). E também não é à toa que Ellen White tenha escrito tanto sobre esse assunto, a ponto de termos livros como o Orientação da Criança, com tantos conselhos inspirados que enfatizam a necessidade de ajudarmos nossos filhos a formar um caráter que resistirá ao mundo e será levado para a eternidade. Existe algo mais importante do que aquilo que é eterno? Logo, não existe missão mais importante para pais, responsáveis e educadores do que preparar as crianças para a vida – esta e a que virá. [MB]

quarta-feira, abril 13, 2016

Órgãos têm suas próprias mentes para saber como crescer

Cada coisa em seu lugar
Há um enigma que a ciência ainda não conseguiu compreender direito: Como é que os órgãos crescem de forma diferente quando o corpo cresce? Afinal, partes de um único órgão do corpo precisam mudar de tamanho em velocidades diferentes – e saber quando parar. Cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, acreditam ter adicionado uma pitada de compreensão nessa questão. “O dimensionamento interno dos órgãos ainda permanece mal compreendido – mas nossos resultados mostram pela primeira vez que, quando o tamanho do nosso corpo muda, as diferentes regiões e células dentro de nossos órgãos respondem de forma mais diversa do que se pensava anteriormente”, disse Dr. Jeremy Niven. Para chegar à sua conclusão, a equipe mediu as superfícies dos olhos de 66 formigas pequenas e grandes e criou “mapas de calor” dos olhos. Quando o tamanho dos corpos das formigas mudava, os mapas de calor de cada idade mostraram que diferentes regiões dentro dos seus olhos aumentavam ou diminuíam de tamanho em velocidades diferentes.

Na interpretação da equipe, cada órgão “sabe” o quanto e em que velocidade deve crescer a cada momento no decorrer do desenvolvimento do indivíduo. É quase como se “cada órgão tivesse sua própria mente”, dizem eles.

“Os cientistas têm tentado entender como os órgãos atingem o tamanho certo em nosso corpo desde o início do século passado”, contextualizou Niven.

O estudo foi publicado na revista Biology Letters.


Nota: Mas tem mais: quando o feto começa a se desenvolver, os prolongamentos filiformes dos neurônios precisam alcançar exatamente cada parte do corpo em que devem se conectar, afinal, é o cérebro que vai comandar cada órgão. E isso, via de regra, acontece automática e perfeitamente. Na assombrosamente rápida multiplicação celular a partir de uma única célula fecundada, grupos de células começam a se diferenciar para dar origem aos diversos órgãos e tecidos do corpo humano, cada um com uma função específica e cada um com taxas de crescimento diferenciadas, como vimos no texto acima. E aí? Design inteligente ou acaso? [MB]

terça-feira, abril 12, 2016

Os dois grandes erros envolvem o mundo

Mentiras que convergem
Num de seus livros mais conhecidos, O Grande Conflito, a famosa escritora norte-americana Ellen White escreveu: “Por meio dos dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás vai enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma” (p. 588). No século 19, quando o espiritismo moderno apenas ensaiava seus primeiros passos e havia um verdadeiro abismo entre protestantes e católicos, essas palavras da autora devem ter soado muito estranhas e até absurdas. Como assim “o espiritismo vai ganhar o mundo”? Como assim será criado um “laço de simpatia” com a igreja romana? No tempo em que vivemos, essa predição já é história. Os dois grandes erros, de fato, conquistaram o planeta.

Neste exato momento, várias entidades e inúmeras pessoas estão estudando uma encíclica papal intitulada Laudato Si, que traz sugestões de como evitar a destruição da Terra pelo aquecimento global. Um dos capítulos do documento apresenta o descanso dominical como proposta para combater o aquecimento e, mais, para unir as famílias. Evidentemente que a ideia é simpática e agrada a todos, crentes e descrentes. Só que o domingo é apresentado ali como o dia do Senhor, o dia da nova criação, em oposição à Bíblia, que apresenta de capa a capa o sábado como dia sagrado. Faz diferença um dia ou outro? Sim, faz, se você levar a sério a vontade de Deus, que estabeleceu o sábado como memorial da criação, tendo Ele mesmo “descansado” no sétimo dia, não no primeiro (Gn 2:1-3). Sim, faz, se você levar em conta que o Criador escreveu com o próprio dedo em tábuas de pedra o mandamento que ordena repousarmos no sétimo dia, não no primeiro (Êx 20:8-11). Sim, faz, se você levar em conta que Jesus, quando esteve na Terra, também guardou o sábado (Lc 4:16) e que Sua mãe e Seus discípulos igualmente fizeram isso (Lc 23:55, 56), mesmo depois de Sua morte, ressurreição e ascensão. Sim, faz, se você levar em conta que, mesmo na eternidade, o sábado continuará sendo o dia de repouso aqui na Terra (Is 66:22, 23).

Quanto ao segundo grande erro, a crença na imortalidade da alma humana, esse está disseminado em praticamente todas as religiões e até mesmo entre aqueles que não professam necessariamente o cristianismo. A Bíblia é clara em ensinar que o ser humano não tem uma alma imortal, ele é uma alma mortal (Gn 2:7). Alma, na Bíblia, é a união do pó da terra com o fôlego da vida que Deus dá. Morto, o ser humano permanece em estado de inconsciência ­– na verdade, ele nem existe mais – até a ressurreição por ocasião da volta de Jesus, caso tenha aceitado a salvação oferecida por Cristo ou vivido de acordo com a luz que possuía. Simples assim. Morte é igual a sono (Jo 11:11) e mortos não participam do mundo dos vivos (Ec 9:5, 6).

Ocorre que filosofias pagãs espiritualistas gestadas há muito tempo foram incorporadas ao cristianismo, numa jogada de mestre diabólica. Assim, a igreja que já ensinava que o dia do Sol (sunday) pagão era o novo dia do Senhor, passou a ensinar que os mortos continuam vivendo como almas no Céu ou no inferno, e que poderiam, dependendo do caso, até interceder pelos vivos.

Católicos, protestantes, evangélicos e espíritas, com uma ou outra diferença, advogam essas ideias. Mas o que dizer dos ateus, agnósticos e céticos? Esses, em sua grande maioria, já aceitam a proposta do descanso dominical, porque ela, aparentemente, é boa para todos. E a crença na alma imortal? Conheço muitos ateus que, embora obviamente não creiam na existência de Deus, acreditam que existam raças extraterrestres inteligentes por aí, Universo afora. Entre os famosos que creram e creem nisso estão o astrônomo Carl Sagan e o físico Stephen Hawking, entre outros. Imagine se um dia “extraterrestres” aparecerem por aqui dizendo ter revelações “teológicas” a fazer... Imagine que eles apontem para um líder mundial e para uma forma de salvar a Terra que esse líder propõe... Como ficaria a cabeça desses ateus? Aliás, você sabia que já faz algum tempo que astrônomos do Vaticano andam procurando o “irmão extraterrestre”

O padre jesuíta e astrônomo argentino José Gabriel Funes é o diretor do Observatório do Vaticano. Ele diz que não há conflito entre acreditar em Deus e na possibilidade de haver civilizações extraterrestres, talvez mais evoluídas do que os humanos. “Em minha opinião, essa possibilidade existe”, disse o padre, que também foi conselheiro científico do papa Bento 16.

Funes admitiu que gostaria de batizar um alienígena na fé católica. Mas o que poderia acontecer é o contrário, já que alguns teólogos têm dito o seguinte: “Talvez tudo o que pensamos que sabemos sobre o Evangelho tenha que ser jogado fora.” Outro destacado astrônomo do Vaticano, Guy Consolmagno, sugeriu publicamente que os alienígenas poderiam realmente ser os “salvadores da humanidade”.

Note como se fundem aí ideias evolucionistas – já que os extraterrestres poderiam ser seres mais evoluídos do que nós – e um tanto perigosas, como a de que essas criaturas poderiam chegar aqui e nos ensinar um novo evangelho (no livro O Grande Conflito, Ellen White diz que o último engano de Satanás será personificar Jesus e afirmar, entre outras coisas, que mudou o dia de guarda do sábado para o domingo). Seria realmente uma união de esforços bem conveniente entre a besta e os “extraterrestres” que nada mais são do que anjos caídos.

Recentemente, a revista UFO trouxe a seguinte chamada de capa: “Abdução da alma” (capa acima). E afirma que há extraterrestres mais interessados na tal alma humana do que em seu corpo ou em seu DNA. E aí você vê os dois grandes erros convergindo por todos os lados!

O falecido pastor George Vandeman, fundador do programa de TV Está Escrito, já dizia que os OVNIs são os “brinquedos de um anjo caído”, e o ex-satanista convertido ao adventismo Roger Morneau também revelou as artimanhas por trás da ufologia (confira neste vídeo). Seriam essas constantes “aparições” uma preparação para a aceitação do engano final? Um evento dessa natureza (a chegada dos “extraterrestres”) seria tão espetacular que inebriaria todas as pessoas do mundo – crentes e ateus, judeus e muçulmanos, secularistas e espiritualistas - ainda mais se todos forem motivados a crer em outro engano sobre um falso anticristo... Quem estará solidamente firmado nas Escrituras para suportar a prova? Ou alguém pensou que os últimos dias seriam fáceis?

Michelson Borges

Ânus de geleias-do-mar pode alterar teoria da evolução

Complexidade desde sempre
Durante milhões de anos, os seres vivos que habitaram a Terra não possuíam ânus – o buraco de entrada de alimentos e da saída dos dejetos era o mesmo. Há 540 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], o “forévis” apareceu e fez com que inúmeros seres pudessem se desenvolver a partir disso: de minhocas a cachorros, de galinhas a nós, seres humanos. Mas por que é tão importante estudar a origem do orifício anal? Alguns animais, hoje em dia, permanecem tendo apenas um buraquinho para fazer tudo. É o caso das anêmonas ou das esponjas-do-mar, por exemplo. Elas precisam primeiro digerir o que comeram, depois defecar e só então podem se alimentar de novo – algo que mudou com o surgimento do ânus. Ao menos era nessa a teoria em que os evolucionistas sempre acreditaram. Acontece que uma espécie de ctenóforo está derrubando essa visão. A geleia-do-mar é um bichinho pra lá de fofinho que, por sinal, também não possui um orifício anal para chamar de seu... Ou melhor, talvez possua, mas a gente não sabia até agora.

Para começo de conversa, é importante saber que as geleias-do-mar são animais bastante translúcidos. Uma nova técnica de filmagem conseguiu tirar proveito dessa característica, transformando o alimento desses animais em partículas iridescentes, ou seja, capazes de emitir uma luminosidade que permite acompanhar a comida dentro do corpo das geleias-do-mar.

Qual não foi a surpresa dos cientistas quando vídeos mais recentes mostraram algumas partículas desses alimentos saindo do corpo das geleias-do-mar através de poros que parecem funcionar como um esfíncter! Ou seja: por mais que elas expilam os dejetos pela boca, elas também possuem uma espécie de ânus. Agora os cientistas querem entender como isso se encaixa na evolução das espécies, visto que esses animais podem ser o ancestral mais antigo de todos os outros animais do planeta.


Nota: A descoberta de complexidades não esperadas em seres tão “primitivos”, que estariam na base da suposta árvore evolutiva, tem dado muita dor de cabeça nos evolucionistas, afinal, bem lá no comecinho da suposta história evolutiva não deveria haver seres tão complexos. Mas ocorre que a complexidade está presente do topo à base da coluna geológica (os trilobitas e as águas-vivas que o digam), e isso conta outra história. [MB]

segunda-feira, abril 11, 2016

Papas Bento e Francisco recomendam livro sobre anticristo

Conforme matéria publicada no site católico Aleteia, os papas Bento 16 e Francisco recomendaram a leitura de um livro publicado em 1907, de autoria de Robert Hugh Benson. Segundo o site, trata-se de uma espécie de novela apocalíptica sombria, que pouca atenção recebeu desde sua publicação. Mas isso está mudando, já que o papa Francisco recomendou a leitura desse livro em 2013 e voltou a indicá-lo no ano passado. Francisco resumiu o livro, que no original tem como título Lord of the World, dizendo que ele apresenta uma “globalização da uniformidade hegemônica”. Aleteia lembra que o então cardeal Joseph Ratzinger, depois papa Bento 16, também tinha chamado a atenção, durante um discurso em Milão em 1992, para o universalismo descrito em O Senhor do Mundo.

“O mundo descrito por Benson é estranhamente semelhante ao nosso: sistemas de locomoção e de comunicação rápidos, armas de destruição em massa e uma visão materialista que nega o sobrenatural e cultiva a pretensão de elevar a humanidade ao mais alto nível. De alguma forma, O Senhor do Mundo é mais atual hoje do que quando Benson o escreveu, no início do século 20”, descreve a matéria.

Mas o trecho que mais me chama a atenção no texto do site é este: “A história do livro é da ascensão do anticristo ao poder mundial, primeiro na pessoa do enigmático Julian Felsenburgh, um misterioso senador norte-americano que assume importância mundial ao negociar uma paz global longamente desejada. Toda oposição a Felsenburgh e à ordem mundial que ele guia desaparece: as nações pedem que Felsenburgh seja o seu líder; ele recebe aclamações em massa. Os únicos que se mantêm na oposição são poucos membros da paróquia guiada pelo padre Percy Franklin, que acaba sendo eleito papa Silvestre III e que parece muito semelhante a Felsenburgh.”

A ideia do livro é a de que um mundo que nega o sobrenatural não deixa de ser influenciado por forças sobrenaturais, mas se torna cego a essas influências, perdendo a capacidade de reconhecer “o espírito do anticristo presente no mundo”.

“Um mundo que não consegue reconhecer o sobrenatural, um mundo que tenta elevar a humanidade ao mais alto nível sem Deus é um mundo em que o anticristo pode entrar e agir com mais facilidade”, diz também o texto. No fim, Felsenburgh e o papa Silvestre se encontram numa batalha cataclísmica entre o bem e o mal.

E se o “espírito do anticristo” não estiver presente no “mundo”? Se não se tratar de secularismo, mas, sim, de carisma religioso? E se o anticristo, diferentemente do que apresenta o livro de Benson, não se tratar de uma figura unicamente política, mas for um personagem carismático, religioso, aparentemente tolerante, insuspeito e capaz de unir o mundo com muito mais eficácia do que o fictício Felsenburgh?

A Bíblia é muito clara em descrever o anticristo e apresentar suas características, e ele não tem nada de secular: (1) ele apresenta um “evangelho diferente” (2Co 11:4, 13-15), ou seja, prega dogmas em lugar de doutrinas bíblicas; ensina conceitos pagãos em lugar das verdades do Evangelho; (2) opõe-se a Cristo (por isso “anticristo”), mas quer, na verdade, usurpar o lugar de Cristo, aceitando adoração, assumindo prerrogativas divinas como o poder de perdoar pecados; querendo, inclusive, sentar-se no santuário de Deus (2Ts 2:3, 4). Resumindo, para ser anticristo, essa figura tem que ser contra Cristo, mas se parecer com Ele. E, para ser assim, essa figura obrigatoriamente tem que ser religiosa.

Apontar para o secularismo e para uma enigmática figura política ateia é desviar o foco da verdadeira questão. É, na verdade, uma atitude muito conveniente e até esperada. A semelhança com obras evangélicas como Deixados Para Trás também é evidente, numa valorização da interpretação futurista das profecias apocalípticas, em oposição à visão historicista segundo a qual o anticristo se trata de uma instituição e já age neste planeta há algum tempo.  

Sim, é fácil para o diabo agir num mundo que não acredita que ele exista, assim como é fácil para o anticristo agir quando ninguém suspeita de quem ele seja.

Finalmente, um detalhe mais precisa ser destacado: o autor do livro, Robert Hugh Benson, foi um clérigo anglicano que se converteu em sacerdote católico. Portanto, mais um motivo para os papas gostarem dele.

Michelson Borges