quinta-feira, abril 28, 2016

O fim depende do começo

Harmonia impressionante
Existe relação entre os primeiros e os últimos capítulos do Livro sagrado do cristianismo? As evidências bíblicas e científicas confirmam a literalidade da semana da criação?    

[Este artigo foi escrito por meus alunos de pós-graduação Márcio Tonetti, Reisner Martins, Sueli Ferreira de Oliveira, Ulisses Arruda e Valter Cândido. - MB]

A crença de que a semana da criação narrada no primeiro livro da Bíblia representaria um período de longas eras (ou de milhões de anos, segundo a cronologia evolucionista) se popularizou no meio cristão. Uma forte evidência disso é que já existem igrejas nos Estados Unidos que anualmente participam das comemorações do dia dedicado a Darwin (12 de fevereiro). Embora continuem atribuindo a Deus a origem da vida no planeta, os adeptos da evolução teísta não veem os "dias" descritos nos primeiros capítulos de Gênesis como períodos de 24 horas.

O Brasil quer se antecipar às profecias?

Manifestantes protestam
De acordo com o cenário pintado e antecipado pelo profeta João, no livro do Apocalipse, no fim dos tempos assistiremos a um ataque à democracia e às liberdades individuais, com o poder representado pela “besta” (Apocalipse 13) impondo um sistema de adoração e um dia não bíblico de repouso (confira aqui). Claro que essas imposições virão de uma potência mundial, mas no Brasil já tem gente querendo se antecipar às profecias. Pelo menos é o que parece, quando tomamos conhecimento de que uma deputada propôs prisão para quem “falar mal” de políticos na internet! Duvida? Assista aqui. E, como se não bastasse isso, deputados de Alagoas aprovaram lei que pune professores que manifestarem opinião em sala de aula. Duvida também? Veja aqui. A partir de agora, os professores de lá não podem mais opinar sobre política, religião ou qualquer outra “ideologia”, sob pena de até serem demitidos. Nos quesitos desigualdade social, corrupção, licenciosidade, injustiças e outros, já estamos entre os campeões. Será que vamos querer, também, bater recordes de intolerância e voltar a uma ditadura? [MB] 

quarta-feira, abril 27, 2016

A Bíblia é realmente muito antiga



Sempre surge alguém tentando descaracterizar a Bíblia Sagrada, argumentando que seu texto seria muito mais recente do que se crê e que, portanto, suas profecias não seriam realmente predições, mas histórias redigidas depois que os acontecimentos tiveram lugar.

Quanto ao Antigo Testamento, nunca é demais destacar a importância dos Manuscritos do Mar Morto. Até meados de 1947, o manuscrito mais antigo disponível no qual era baseada toda a tradução do Antigo Testamento datava de algo em torno do ano 900 depois de Cristo. Havia um lapso quase instransponível entre os originais perdidos e a única cópia à disposição dos acadêmicos. É bem no meio desse vasto e largo abismo que surgem os famosos Manuscritos do Mar Morto, descobertos acidentalmente em 1947 por um pastor de cabras, na região do Mar Morto, na Jordânia.

terça-feira, abril 26, 2016

A Bíblia teria sido escrita antes do que pensávamos

Inscrições ajudam no estudo da Bíblia
Mesmo quem não tem religião conhece a influência gritante que a Bíblia exerce na sociedade ocidental há pelo menos três mil anos. Agora, uma pesquisa publicada no periódico PNAS promete mudar o que sabíamos sobre o texto sagrado do Cristianismo. Um time de pesquisadores, formado por matemáticos e arqueólogos, está usando inteligência artificial para criar uma estimativa de quantas pessoas poderiam ler e escrever durante certos períodos da Antiguidade. Conduzido pela matemática Shira Faigenbaum-Golovin, da Universidade de Tel Aviv, o grupo desenvolveu novas técnicas de processamento de imagens e reconhecimento de caligrafia. A tecnologia foi utilizada para investigar 16 inscrições que foram encontradas em um forte em Arad, próximo ao Mar Morto. 

Datadas de 600 antes de Cristo, as inscrições detalham alguns comandos militares comuns e pedidos de suprimentos. Foram escritos em um tipo de cerâmica chamada ostraca durante o período do Primeiro Templo, 24 anos antes que o Reino de Jerusalém fosse conquistado pelo reinado babilônico. Até aí, tudo bem: a maioria dos pesquisadores concorda que os textos mais antigos são dessa época, representando que uma pequena elite estaria lendo e escrevendo nesse período. Mas será mesmo?

Para tirar a dúvida, os pesquisadores recuperaram as inscrições usando os processadores de imagem e, então, utilizando a ferramenta de reconhecimento de caligrafia para determinar quantas pessoas realmente escreveram na cerâmica. Segundo o Gizmodo, “a análise revela pelo menos 16 autores diferentes na ostraca. Ao examinar o conteúdo do texto, os pesquisadores identificaram todas as posições militares de comando”. Arie Shaus, uma das matemáticas da pesquisa, explica: “Até os comandantes de nível mais baixo podiam se comunicar por meio da escrita. Foi bastante surpreendente.”

Logo, se até os militares de patente mais baixa conseguiam ler e escrever por volta dos anos 600 a.C., é possível entender que a “proliferação da literatura” já havia ocorrido muito antes, e que isso traz implicações para quando os primeiros livros da Bíblia foram escritos. Já que os escritos mais antigos representavam as ideologias políticas e teológicas dos autores, pondera Israel Finkelstein, “faz sentido pensar que pelo menos os literatos poderiam lê-los. Se um grande número de pessoas pudesse ler o texto, seria mais fácil distribuir essas ideias para a população”.

Isso pode empurrar a origem dos primeiros textos bíblicos pelo menos duzentos anos para o passado. Mas para chegar mais perto de respostas mais concretas, os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de mais ferramentas que possam esmiuçar o quanto puderem de textos antigos. Com sorte (e mais evidências), talvez seja possível descobrir realmente quando os textos foram originados. Resta esperar para ver. 


Nota: Podem ainda não ser as cronologias mais precisas, mas já servem para silenciar alguns críticos defensores da ideia de que a Bíblia teria sido resultado de uma composição bem mais recente do que se crê. Ela é, sim, um documento histórico bastante antigo, o que chama ainda mais atenção para suas profecias detalhadas e precisamente cumpridas, embora tenham sido escritas séculos e até milênios antes de seu cumprimento. [MB]


segunda-feira, abril 25, 2016

Utah: pornografia é problema de saúde pública

Um vício que ganha o mundo
Utah se tornou o primeiro Estado norte-americano a declarar a pornografia um problema de saúde pública. Segundo o governador, Gary Herbert, que sancionou a nova lei, o objetivo é “proteger nossas famílias e nossa juventude”. [...] Um representante da indústria pornográfica chamou a lei de “antiquada”. Segundo o texto, a pornografia “perpetua um ambiente sexualmente tóxico” e “contribui para a hiperssexualização dos adolescentes, e até das crianças na pré-puberdade, na nossa sociedade”. A lei defende mudanças nos campos da “educação, prevenção, pesquisa e políticas em nível social e comunitário” contra o que chamou de epidemia. [...] Em 2009, um estudo da Escola de Negócios da Universidade de Harvard disse que Utah era o Estado com o maior percentual de usuários de pornografia online nos Estados Unidos. [...] A Free Speech Coalition, uma associação da indústria pornográfica, reivindicou maior abertura ao diálogo. “Devemos viver em uma sociedade em que a sexualidade é falada abertamente, e discutida de forma educada e nuançada, mas nunca estigmatizada”, afirmou Mike Stabile, porta-voz do grupo. [...]


Nota: Depois de muitos anos e muito sofrimento, foi tomada a decisão de advertir os consumidores de tabaco quanto à periculosidade do hábito de fumar. A nicotina nos cigarros vicia e destrói a saúde. Aos poucos, o álcool também vai sendo visto como inimigo da saúde, das famílias e da sociedade. E campanhas vão sendo feitas contra os dois: cigarro e bebidas alcoólicas. Quanto tempo mais será necessário para que se tomem medidas efetivas contra a pornografia? O problema não se restringe a Utah. Na verdade, essa epidemia tomou o mundo. Por meio da internet, as crianças têm acesso muito fácil a esse tipo de conteúdo, e milhares delas, talvez milhões estão viciadas em pornografia. Por isso, chega a ser revoltante a hipocrisia da Free Speech Coalition. É preciso falar abertamente sobre sexualidade? Claro que sim, mas da maneira certa e no momento certo. Sexualidade é um dom de Deus para ser desfrutado no casamento. E pesquisas mostram que somente assim ele é desfrutado plenamente, sem peso na consciência e com garantia de saúde física e emocional. É ridículo a bilionária indústria pornográfica falar em sexualidade, quando o que eles veiculam é adultério, perversão e vício.

A ex-atriz pornô Shelley Lubben, em seu livro Truth Behind the Fantasy of Porn (A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia), afirma que a pornografia é “a maior ilusão do mundo”. Segundo ela, muitas mulheres desse universo bebem e usam drogas para poder fingir que gostam do que fazem. Embora a indústria do sexo tente pintar outra realidade, Shelley revela que “as mulheres estão com uma dor indizível por ser espancadas, cuspidas e xingadas. [...] Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo”. 

Um grande número de jovens consumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, é o que afirma reportagem publicada na revista Psychology Today. Pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter um desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta desses homens à dopamina. Esse neurotransmissor está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ele rege a busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então essa seria a causa da falta de desejo em muitos homens.

A socióloga americana Gail Dines é uma das fundadoras do movimento Stop Porn Culture, dá aulas de sociologia e gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, e é uma grande crítica da indústria pornográfica. Ela é autora do livro Pornland e destaca que a pornografia relaciona sexualidade ao menosprezo pelas mulheres. “É uma combinação muito ruim, especialmente quando pensamos que os meninos veem pornografia pela primeira vez por volta dos 13 anos”, diz ela. “O que significa para um menino que ainda está desenvolvendo sua sexualidade ver esse tipo de pornografia?”, pergunta Gail. “Quanto mais erotizamos essas imagens, mais dizemos aos homens que é dessa maneira que eles devem tratar as mulheres, que eles devem achar isso excitante. E os garotos vão construir sua identidade sexual em torno dessas imagens.”

A ex-atriz pornô Jennifer Case admite que os consumidores de pornografia têm parte da culpa pelas mazelas sofridas pelos envolvidos com esse mundo, mas ela diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. Ela diz o seguinte aos homens: “Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você vê pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida.” Ela diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você. [...] Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de aids, overdose de drogas, suicídio, etc. Por favor, parem de olhar pornografia!”, apela Jennifer.

Como qualquer vício, o da pornografia geralmente começa com o descuido e a curiosidade e vai se aprofundando, até que a pessoa se dá conta de estar escravizada pelo hábito destrutivo. Só com a ajuda de Deus se pode conseguir a libertação do vício. Portanto, se você vive esse drama, intensifique sua comunhão com Deus por meio da oração sincera, do estudo devocional diário da Bíblia, das boas companhias e da frequência regular à igreja. Quando Jesus controla nossa mente, os pensamentos e desejos se tornam puros e corretos. [MB]

Grupo acha fóssil inédito de peixe com coração fossilizado

Grau de preservação impressionante
Um coração fossilizado de um peixe com 100 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] foi achado na Chapada do Araripe, na cidade do Crato, interior do Ceará. A descoberta foi anunciada [na] quarta-feira (20) na revista eLife. De acordo com a revista, a imagem digitalizada da descoberta mostra o coração fossilizado em três dimensões perfeitamente preservado do peixe com cerca de 113 a 119 milhões de anos de idade [idem], encontrado no Brasil, chamado Rhacolepis. De acordo com a eLife é a primeira vez na história que se tem certeza da descoberta de um coração fossilizado de um vertebrado. Segundo a publicação, a descoberta demonstra o potencial para mais descobertas dessa natureza, permitindo que mais discussão sobre a anatomia comparada dos órgãos moles em organismos extintos e como eles evoluíram ao longo do tempo.

Para José Xavier Neto, do Laboratório Nacional de Biociências Brasileira, encontrar um coração fossilizado completo em um peixe quase 120 milhões de anos é considerado um “grande avanço” para os estudos na área no Brasil. Também participaram da equipe que descobriu o fóssil Lara Maldanis da Universidade de Campinas, Vincent Fernandez da Facilidade Europeia Síncrotron Radiação e colegas do Brasil e da Suécia.

“Pela primeira vez, nós realmente temos um ponto de dados para estudar a anatomia em detalhe de um coração fossilizado em um grupo extinto de peixes da Chapada do Araripe”, declarou o pesquisador José Xavier.
  

Nota: Já é impressionante a quantidade de fósseis marinhos encontrados lá em Crato, região tão distante do mar. Agora, explicar a preservação de tecidos moles, sem que tenha sido por um evento hídrico catastrófico, isso, sim, é que é difícil! Ou esses animais poderiam ter “esperado” tempo suficiente no ambiente até que fossem fossilizados, sem que seu coração se decompusesse? [MB]

domingo, abril 24, 2016

Acordo climático abre espaço para autoridade mundial

Comemoração pelo acordo aprovado
[É interessante conferir a posição deste site evangélico com respeito à assinatura do acordo climático no dia 22. Meus comentários seguem logo após o texto. – MB]

Vocês se lembram do fracassado Tratado de Copenhague? Mais uma vez os globalistas e eco-fascistas querem impor goela abaixo esse tratado que visa a facilitar ainda mais sua interferência nas soberanias nacionais, abrir espaço para a criação de uma autoridade única mundial e, é claro, gerar mais lucros. Tudo isso usando como justificativa a farsa do aquecimento global. Mais de 150 países [assinaram na] sexta-feira (22) o acordo sobre mudanças climáticas fechado em dezembro do ano passado em Paris, durante a COP 21. A assinatura [foi feita] em uma cerimônia na sede da ONU, em Nova York, na qual [havia] mais de 60 chefes de Estado e de governo, entre eles a brasileira Dilma Rousseff. Nunca antes na história da organização se tinha alcançado um número tão alto de países que assinam uma convenção internacional no primeiro dia em que fica aberta para assinatura.

Entre os signatários [estavam] algumas das maiores potências industriais do mundo e vários dos principais emissores de gases do efeito estufa, como China, Estados Unidos, Índia, Japão e vários países da União Europeia. O acordo é o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2 °C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5 °C”.

A adoção do texto de Paris, que colocou fim a anos de complexas e trabalhosas negociações, “não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo”, lembra Eliza Northrop, do World Resources Institute. Ainda são necessárias duas etapas: a assinatura (aberta de sexta-feira até abril de 2017) e a ratificação em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc.). Formalmente, para entrar em vigor, o acordo de Paris precisa ser ratificado por 55 países que representem 55% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. [...]

A partir [da] sexta, o acordo precisa ser submetido, a “ratificação, aceitação ou aprovação” dentro de cada país. Isso significa que, em países como os Estados Unidos – onde o Congresso de maioria republicana resiste a aprovar medidas de corte de emissão, as decisões podem ser implementadas por decretos presidenciais – sem a aprovação de leis no sentido estrito, envolvendo decisões do poder legislativo.

Esse subterfúgio jurídico desfaz um nó que durou décadas na negociação do acordo do clima, com a União Europeia, o Brasil e outros grandes emissores exigindo um acordo “legalmente vinculante”, e os EUA se esquivando.

Nota: Para dar uma força aos líderes que participaram da reunião na ONU, o papa Francisco, grande promotor do combate ao aquecimento global, tuitou neste fim de semana: “Uma verdadeira abordagem ecológica sabe cuidar do ambiente e da justiça, ouvindo o clamor da terra e o clamor dos pobres”, e: “As mudanças climáticas constituem hoje um dos principais desafios para a humanidade, e a resposta requer a solidariedade de todos.” Quer por solidariedade e união de todos, quer por decretos presidenciais, uma coisa é certa: o ECOmenismo avança a passos largos e, para que não se esqueça, uma das propostas do papa para ajudar a conter esse problema ambiental que estaria ameaçando a vida neste planeta, é justamente o descanso dominical, a fim de que a Terra possa “descansar”. Está lá da encíclica Laudato Si, documento que vem sendo estudado por muitas pessoas e organizações ao redor do mundo. Será que chegaremos ao ponto em que um decreto presidencial obrigará as pessoas a descansar no domingo para o “bem de todos”? Alguns “ensaios” locais já vêm sendo feitos. Na ONU, Ban Ki-Moon chegou a dizer que estamos em uma corrida contra o tempo” (confira). [MB]

quinta-feira, abril 21, 2016

Cantor Prince conheceu a mensagem adventista

Ele cantou sobre a volta de Jesus
Morreu hoje, aos 57 anos, o famoso cantor Prince, popstar quase tão famoso em anos passados quanto Michael Jackson. Prince teve contato com a mensagem adventista na infância, e manifestou grande fé ao dizer à mãe: “Mãe, eu não vou mais ficar doente” (ele teve crises epiléticas). Ela perguntou por que, e ele respondeu: “Porque um anjo me disse isso.” O cantor se tornou testemunha de Jeová em 2001 (embora tenha dito ao The New Yorker que não via isso como realmente uma conversão), e escreveu muitas vezes sobre Deus, fé e vida após a morte. Uma de suas músicas parece refletir sua fé adventista da infância, em oposição a algumas crenças jeovistas. Trata-se de “The Cross” (A Cruz), do álbum “Sign of the Times” (Sinais dos Tempos). As testemunhas de Jeová ensinam que Jesus foi morto numa estaca e não na cruz (confira aqui), e Sign of the Times é o nome de uma conhecida e tradicional publicação adventista do sétimo dia.

Uma parte da letra dessa música diz o seguinte, numa tradução livre: “Dia negro, noite de tempestade. / Sem amor, sem esperança à vista. / Não chore, Ele está vindo. / Não morra sem saber da cruz.”

Além de mencionar a cruz, Prince se refere à futura volta de Jesus, algo em que os jeovistas também não creem, pois advogam que Jesus teria voltado de maneira invisível em 1914 (confira aqui).

A experiência religiosa de Prince nos faz pensar em quantas pessoas – os mais diversos tipos de seres humanos – já tiveram contato com a mensagem da volta de Jesus e com as verdade bíblicas ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Espero que o cantor tenha morrido em paz com Deus e que, quando a tempestade desta vida passar, ele possa ressuscitar para a eternidade ao lado dAquele que deu a vida na cruz para salvar pessoas como ele e como eu.

(Michelson Borges, com informações do site Alabama)

quarta-feira, abril 20, 2016

A semente que “se disfarça” de fezes

O rola-bosta dá uma mãozinha
Para a Ceratocaryum argenteum, a reprodução não é uma tarefa fácil: essa planta africana precisa enterrar suas sementes para poder germinar. E, segundo descobriu recentemente uma equipe de pesquisadores sul-africanos, ela faz isso utilizando um mecanismo único e curioso: a planta produz algumas sementes que são muito parecidas com os excrementos de antílopes. Ao confundi-las por causa de seu aspecto, mas sobretudo por seu odor (o excremento e as sementes têm uma série de substâncias químicas em comum), escaravelhos de uma espécie conhecida como “rola-bosta”, que se alimentam de fezes, as enterram no solo para depois comê-las e depositar ali seus ovos. Quando se dão conta do engano, eles deixam as sementes enterradas e continuam com sua rotina. “Esse engano é muito pouco comum (na natureza)”, afirmou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Jeremy Midgley, pesquisador da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e principal autor do estudo. “O que geralmente ocorre (com as demais plantas) é que uma ave, por exemplo, come uma fruta e, ao defecar, espalha suas sementes. Neste caso, no entanto, o escaravelho não obtém benefício algum”, acrescenta.

O odor de excremento presente na semente é tão forte, segundo Migley, que, depois de quase nove meses, as amostras que tem em seu laboratório continuam fedendo. “Isso é muito estranho, porque sementes em geral não têm cheiro. Se tivessem odor, seria mais fácil para os mamíferos encontrá-las”, ou seja, comê-las ou destruí-las, explica o pesquisador.

Outras estratégias mais conhecidas de dispersão de sementes empregadas pelas plantas envolvem o aproveitamento do vento, da água ou o traslado facilitado por animais. Porém, esse método que utiliza a “decepção” é algo que os cientistas sul-africanos observaram pela primeira vez.

Se não fosse pela ajuda do escaravelho, a reprodução da Ceratocaryum argenteum seria seriamente afetada. Como germinam em terrenos que passaram por incêndios, as sementes ficariam expostas aos efeitos danosos do sol e do ambiente, entre outros fatores, até que isso ocorresse.

Depois de se equivocar algumas vezes, os escaravelhos não deveriam ter evoluído para perceber as diferenças e não cair na armadilha? Segundo Midgley, o fato é que essa tarefa não recompensada não custa muito ao inseto. “A planta só libera as sementes por algumas semanas no ano. Como os escaravelhos não têm que lidar com elas todo o tempo, isso não chega a ter uma influência negativa sobre eles.”

Embora seus hábitos alimentares nos pareçam um tanto repugnantes, essa espécie de generosidade (mesmo que involuntária) desses insetos é algo que não pode ser negado.

(BBC Brasil)

Nota: Você já percebeu que qualquer explicação serve, quando o assunto é manter a hipótese da evolução das espécies? Um comportamento beneficia a espécie? Foi a evolução. Um comportamento não beneficia a espécie? Foi a evolução. Assim fica fácil sustentar uma “teoria”. Difícil mesmo é explicar como “surgiram” as diminutas sementes, que contêm toda a informação genética necessária para produzir árvores, algumas das quais gigantescas. Difícil é explicar como “surgiram” essas características específicas da semente da Ceratocaryum argenteum. Como a planta podia saber que essas características iriam “enganar” o rola-bosta? Como esse mecanismo pôde ser ajustado aos poucos, com muitas tentativas e erros, a alguns acertos selecionados, se a planta já dependia dele plenamente funcional, se não corria risco de extinção? E se ela “se virava” bem sem esse recurso, por que perder tempo desenvolvendo-o, sendo que ele é tão complicado e arriscado, pois depende do comportamento solidário de outro ser vivo? Parece que a melhor explicação vem do design inteligente. [MB]

Microfósseis eram na verdade forma peculiar de minerais

Uma nova análise de Brasier publicada na PNAS[1] parece resolver uma controvérsia que se estendeu desde a última década. Os “microfósseis” de Apex eram na verdade uma forma peculiar de minerais. As dúvidas começaram em 2002 com um questionamento publicado na Nature, também por Brasier, as quais foram seguidas por outras publicações, como a de García-Ruiz,[3] que sintetizou filamento indistinguíveis [veja a imagem] das supostamente biológicas a partir de compostos muito simples reproduzindo condições plausíveis. Isso abriria precedentes para perda de confiança na possibilidade de reconhecimento e distinção de padrões. A novo exame considerou tamanho, forma,¹ química² e distribuição¹ de carbono mineral. O Dr. Wacey, responsável pelo mapeamento por meio do microscópio eletrônico de transmissão, diz:

“Logo ficou claro que a distribuição de carbono era diferente de tudo visto em microfósseis autênticos. A falsa aparência de compartimentos celulares é dada por várias placas de minerais de argila que têm química inteiramente compatível com um ambiente hidrotermal de alta temperatura. Estudamos uma série de microfósseis autênticos usando a mesma técnica de microscopia eletrônica de transmissão e em todos os casos eles se revelam coerentes, invólucros esféricos de carbono tendo dimensões consistentes com sua origem a partir de paredes celulares e revestimentos. Em alta resolução espacial existe falta total de evidências de envoltórios esféricos coerentes nos ‘microfósseis’ de Apex. Em vez disso, eles têm uma complexa, incoerente, morfologia cheia de estruturas pontiagudas, evidentemente formados por filamentos de cristais de argila revestido com ferro e carbono.”

Eu não iria escrever nada sobre isso, mas aí entra o Design Inteligente. O artigo de García-Ruiz[3] foi citado pelo inteligentista Abel[4] na seção (2.6) onde é dito que auto-ordenação às vezes mimetiza organização. Eu pensei em escrever para ele que isso de alguma forma violaria o Filtro Explanatório[5] em que somente a inteligência mimetiza a natureza, não o inverso. Isso mesmo considerando o estado degradado das amostras. A descrição do Dr. Wacey demonstra que Abel superestimou os processos estocásticos em atribuir essa capacidade, pois Wacey usou duas análises básicas, clássicas para a inferência de design: composição² e configuração espacial.¹ Uma das duas já é o suficiente para eliminar o falso positivo.

(Junior D. Eskelsen, TDI Brasil)

Referências:
[1] Martin D. Brasier, Jonathan Antcliffe, Martin Saunders, and David Wacey, “Changing the picture of Earth’s earliest fossils (3.5–1.9 Ga) with new approaches and new discoveries.” PNAS 2015 112: 4859-4864.
http://www.pnas.org/content/112/16/4859.abstract
[2] Brasier, Martin D., et al. “Questioning the evidence for Earth’s oldest fossils.” Nature 416.6876 (2002): 76-81.
http://www.nature.com/nature/journal/v416/n6876/full/416076a.html
[3] García-Ruiz, Juan Manuel, et al. “Self-assembled silica-carbonate structures and detection of ancient microfossils.” Science 302.5648 (2003): 1194-1197.
[4] Abel, David L., and Jack T. Trevors. “Self-organization vs. self-ordering events in life-origin models.” Physics of Life Reviews 3.4 (2006): 211-228.
[5] Dembski, W. “The Explanatory Filter: A three-part filter for understanding how to separate and identify cause from intelligent design” (1996). 

terça-feira, abril 19, 2016

Lei dominical em Belo Horizonte: a ideia vai “pegando”

Dia de ir à igreja
Vereadores de Belo Horizonte aprovaram ontem em primeiro turno projeto de lei que proíbe o funcionamento de supermercados e hipermercados aos domingos. Estabelecimentos que descumprirem a legislação estarão sujeitos a multa diária a partir de R$ 50 mil. A proposta é de autoria do presidente da Câmara Municipal (foto ao lado), Wellington Magalhães (PTN), e do líder de governo, vereador Preto (DEM). O projeto foi aprovado com 28 votos, enquanto o necessário seriam 21 votos. “O domingo é o dia reservado para ficar com a família. O cidadão também tem o direito de ir à igreja. Domingo é o dia do trabalhador”, afirma Magalhães. Segundo ele, o projeto não visa a beneficiar outros comerciantes, a exemplo de padarias, nem traria consequências como desemprego.

O descumprimento da norma pode levar à multa de R$ 50 mil. Em caso de reincidência, o valor sobe para R$ 100 mil. O presidente da Câmara quer acelerar a tramitação da matéria e explica que, caso não haja emendas ao texto, a votação em segundo turno pode ocorrer a partir de hoje. Mas, para valer, além de ser aprovado em segundo turno, o texto precisa passar pelo crivo do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

No texto de apresentação do PL, Preto e Magalhães justificam que o trabalho aos domingos só deve ser admitido em atendimentos a necessidades mais imediatas ou emergenciais. “Nesse cenário, não se enquadram os grandes estabelecimentos de hipermercado e supermercado”, diz o texto.

De acordo com o PL, o uso desse tipo de comércio acaba ocorrendo de forma corriqueira e pode ser passível de planejamento pelos clientes. “Deve-se preservar os profissionais do comércio para garantir-lhes descanso, lazer e convívio familiar, tudo em favor de sua saúde mental e saúde”, aponta o texto.

Os vereadores se apoiam na Lei Federal 10.101/2000 para propor o fechamento dos supermercados aos domingos. A lei afirma que o trabalho aos domingos no comércio deve observar artigo na Constituição que estabelece que cabe ao município “legislar sobre assuntos de interesse local”. Eles também citam entendimento na Justiça do Trabalho nessa direção. “Se não houver lei municipal vedando, pode o comércio funcionar”, afirma.


Nota: Esse tipo de lei dominical já vigora em Vitória (ES) e em outros lugares. Aos poucos, a ideia vai “pegando”, pois a justificativa é válida – o dia de descanso é que está errado. Embora se utilizem também argumentos religiosos para defender essa lei humana (alguns ECOmênicos), o verdadeiro dia de repouso bíblico da lei de Deus é o sábado (confira). Só quem não quer não vê que os sinais do fim anunciados nas profecias bíblicas se acumulam dia após dia nos noticiários: doenças tomando conta do mundo, terremotos no Equador e no Japão; vulcões no México e no Chile, e tornado no Uruguai; no Brasil, uma séria crise política, econômica e moral. A capa do jornal O Globo de ontem, embora tenha que ver com o fim do mandato da presidente Dilma, parece trazer a manchete do que está acontecendo neste momento em nosso planeta. [MB]

Genes fazem “controle de qualidade” no genoma

A vida depende dessa tecnologia
Um novo método para identificar genes responsáveis pelo “controle de qualidade” do DNA pode ajudar no diagnóstico e tratamento de vários tipos de câncer. O trabalho, que combinou técnicas de bioinformática com análises funcionais, encontrou 182 genes do tipo GIS, sigla inglesa para supressores de instabilidade do genoma. Desses, 98 nunca haviam sido descritos antes. “Isso tem potencial para levar a novas terapias, bem como a testes que podem predizer quão agressivo é um dado tumor de um paciente”, diz Sandro de Souza, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e um dos autores do estudo, publicado na última edição da Nature Communications. A pesquisa ajuda a ilustrar como o que se convenciona chamar de câncer na verdade é uma complexa série de doenças diferentes, que só têm em comum o fato de envolverem crescimento descontrolado de células que sofreram mutação. (Isso reforça a noção de que dificilmente haverá uma pílula mágica capaz de resolver todo e qualquer caso, como os fãs da fosfoetanolamina querem fazer crer [mas reforça a ideia de que um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir o câncer ou a enfrentá-lo com mais eficácia].)

Os pesquisadores se concentraram num fenômeno que se observa com grande frequência em alguns tipos de câncer, como o colorretal e o ovariano, mas não em outros, como a leucemia. É um embaralhamento forte do genoma da célula, referido tecnicamente pela sigla GCR, de rearranjo cromossômico grosseiro. Ele acontece quando alguns genes responsáveis por manter o DNA todo organizado falham nessa função e induz ao surgimento de mutações, que por sua vez aumentam as chances de surgir um tumor maligno. Mas quais exatamente são esses genes, os tais GIS? Encontrar essa resposta era o objetivo principal do estudo.

Sob a liderança de Richard Kolodner, pesquisador do Instituto Ludwig para Pesquisa sobre o Câncer, em La Jolla, na Califórnia, o grupo se concentrou num primeiro momento no genoma da levedura Saccharomyces cerevisiae. [...] Foram descobertos 182 genes do tipo GIS, além de outros 438 que não são propriamente da mesma categoria, mas agem em concerto para que o sistema de preservação da integridade do genoma se mantenha funcionando. [...] Esta é uma das “assinaturas” mais claras da evolução das espécies – o fato de que muitos dos genes presentes em outros organismos também têm seus equivalentes no homem. É isso que permite que estudos genéticos com outros organismos tenham um impacto importante na saúde humana. No caso do estudo em questão, isso ficou imediatamente claro. [...]

Num nível mais elementar, o estudo oferece mais lampejos sobre como funcionam certos tipos de câncer, provavelmente induzidos por mutações que levam ao colapso do sistema de controle de qualidade do DNA e ao surgimento de rearranjos cromossômicos grosseiros. [...]


Nota: Como explicar por meio da teoria da evolução a existência de um verdadeiro controle de qualidade genético? Um mecanismo complexo assim poderia surgir naturalmente? E mais: quando esse sistema/mecanismo complexo falha, aumentam as chances de surgimento de tumores. O que dizer da época em que esse mecanismo não existia (segundo a mesma teoria da evolução)? Você não acha que é um verdadeiro milagre estarmos aqui, agora? Outra coisa: O fato de haver genes comuns a vários tipos de organismos aponta para a evolução comum deles ou para a “assinatura” do Criador? Ele pode muito bem ter utilizado mecanismos semelhantes em espécies diferentes, mas que executariam funções semelhantes. Aviões, motocicletas, carros e bicicletas têm rodas. Isso faz deles “parentes”? É tudo uma questão de interpretação. [MB]

segunda-feira, abril 18, 2016

A monogamia e a família sob ataque

Projeto divino
Um artigo publicado na semana passada na revista Nature Communications sustenta a ideia de que a monogamia humana seria resultado de doenças sexualmente transmissíveis. Como as criaturas que praticam a monogamia no reino animal são extremamente raras, os evolucionistas tinham que encontrar uma justificativa para esse comportamento tipicamente humano. Segundo o artigo, as evidências parecem apontar para a hipótese de que nosso sistema de acasalamento natural deve ter sido poligâmico, com um macho tendo relações com muitas fêmeas. Então, por que vemos a monogamia presente em inúmeras culturas diferentes?

Usando modelos de computador, os pesquisadores fizeram simulações de diferentes comportamentos de acasalamento, e depois avaliaram o quão bem se sairiam esses seres hipotéticos quando infecções sexuais bacterianas, como a clamídia, a sífilis e a gonorreia fossem introduzidas.

Chris Bauch, da Universidade de Waterloo, no Canadá, e coautor do estudo, explica o seguinte: “Essa pesquisa mostra como os eventos em sistemas naturais, tais como a propagação de doenças contagiosas, podem influenciar fortemente o desenvolvimento de normas sociais e, em particular, nossos juízos orientados para o grupo. Nossa pesquisa mostra como os modelos matemáticos não são utilizados apenas para prever o futuro, mas também para compreender o passado.”

Que bom que ele disso isso. É bom lembrar que modelos matemáticos dependem das informações providas pelos pesquisadores, e muitas dessas informações são meras suposições de como as coisas teriam sido ou poderão ser. Eles partem da pressuposição de que o ser humano teria sido polígamo e, depois, “inventado” a monogamia. E trabalham em cima dessa pressuposição.

Na ótica desses pesquisadores, as DSTs se tornavam endêmicas se a sociedade era em grande parte poligâmica, reduzindo a fertilidade do macho e, portanto, tornando aqueles que ficaram monogâmicos mais bem-sucedidos. Assim, ficar com um parceiro apenas se tornou a melhor estratégia, ainda que, segundo a própria teoria da evolução, o macho tenha sido “projetado” para espalhar seus genes por aí.

Apesar disso, ainda existem aqueles que não compram a ideia de que nós, como espécie, somos naturalmente polígamos. Ao olhar para as poucas sociedades sobreviventes de caçadores-coletores restantes, que são frequentemente utilizadas pelos antropólogos como uma janela para o nosso passado, a monogamia é realmente mais comum do que se poderia esperar.

Mas tem mais: além de quererem descaracterizar a monogamia como elemento constitutivo da criação original de Deus e o casamento como uma instituição sagrada, há também os que querem garantir que a monogamia deixe de ser a regra no futuro também. E a pressão, agora, é para que o Dicionário Houaiss mude a definição do verbete “família” para se tornar “mais plural e fiel à realidade”. A campanha Todas as Famílias, uma parceria entre a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas e a agência de publicidade NBS, é uma resposta ao Estatuto da Família, projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados, em 2015, que reconhece apenas o núcleo formado a partir da união heterossexual.  

O material de divulgação mostra modelos diversos de composição familiar: pai e mãe, duas mães, dois pais, apenas o pai, duas irmãs, mãe e padrasto. E não se esqueça do marketing que vem sendo feito a favor do tal “poliamor”, que, na verdade, é a poligamia rebatizada com um nomezinho singelo. 

A segue forte campanha para destruir o conceito da família originalmente criada por Deus. São os cientistas evolucionistas afirmando que a monogamia é um resquício da evolução, fazendo uma releitura do passado com base numa hipótese, e os militantes LGBT tentando redefinir o conceito de família, minando o futuro dela.

E o que temos no presente? Mais um grande sinal dos tempos, de um mundo que já passou do prazo de validade.

(Michelson Borges, com informações dos sites Hypescience e Brasil ao Minuto)

A descoberta científica do ano

A revista Science considerou a técnica de edição de DNA conhecida como CRISPR-CAS9 a descoberta científica mais importante de 2015. Essa tecnologia poderá permitir, por exemplo, a correção de doenças causadas por erros no DNA. Além de trazer perspectivas otimistas no campo da saúde, tal avanço científico também fornece importantes pistas sobre a origem da vida. De acordo Timothy Standish, diretor associado do Geoscience Research Institute (Instituto de Pesquisa em Geociências), as descobertas em torno desse método apoiam a crença em um Designer inteligente. Para ele, trata-se de algo relevante para a compreensão das origens porque mostra um limite na teoria da evolução de Charles Darwin. “Mesmo editando e manipulando de maneira artificial os genes, não é possível fazer uma melancia do tamanho de um grão de milho, o que aponta para a necessidade de uma engenharia inteligente”, ele afirma.

Pakicetus, uma baleia com pernas?

A baleia fake da Science
“Estivemos ansiosamente antecipando alguma descoberta desse tipo, mas não estávamos preparados para uma evidência tão convincente da estreita relação faunal entre a Ásia oriental e a América do Norte ocidental, tal como é revelado por esse diminuto espécime.”[1] Essas palavras aparecem logo na quinta linha do artigo publicado por Henry F. Osborn em 1922 na revista Science, no qual ele descreve o famoso homem de Nebraska. A evidência tão convincente à qual ele se referia era um dente de cerca de 1 cm. Apenas isso. No artigo, Osborn discute detalhadamente as características do dente que o levaram a concluir que ele havia pertencido a um ancestral do homem. Em 1927, a Science se viu obrigada a publicar uma retratação com o título “Hesperopithecus apparently not an ape nor a man” (Hesperopithecus, aparentemente nem macaco nem homem).[2] O restante do esqueleto ao qual pertencia o dente havia sido encontrado. Tratava-se de um javali extinto!

Mas a ciência vive de erros e acertos e, naturalmente, o tipo de abordagem que levou ao homem de Nebraska seria revisto no futuro para que não se repetisse tamanho vexame. Certo? Errado. As baleias que o digam.

A capa da edição de 22 de abril de 1983 da Science, 61 anos depois da publicação do homem de Nebraska, estampava um animal meio mamífero terrestre, meio baleia.[3] Na ilustração, o animal saía da margem de uma praia e mergulhava para buscar comida na água. Tratava-se do Pakicetus, nome dado à estranha criatura encontrada no Paquistão.

O Dr. Philip D. Gingerish, líder da pesquisa que apresentou o Pakicetus à comunidade científica, declarou na época que “o Pakicetus e outros cetáceos do início do Eoceno representam um estágio anfíbio na transição evolucionária gradual das baleias primitivas da terra para o mar.”[3] Mas o que era realmente conhecido a respeito do Pakicetus? Apenas fragmentos dos ossos do crânio. A partir deles, todo o crânio foi reconstruído e nele foram adicionadas características que não podiam ser deduzidas apenas com base nos fragmentos. Supôs-se que o Pakicetus possuísse olhos nas laterais da cabeça, como as baleias, e um respirador no topo do focinho. Esse respirador estaria a meio caminho da posição dos respiradores das baleias modernas. Supôs-se, ainda, que o Pakicetus possuísse nadadeiras, que não tivesse um pescoço visível (como nas baleias) e que podia tanto caminhar em terra como nadar no mar, como as baleias.

Dezoito anos depois de o Dr. Gingerich ter encontrado os fragmentos do crânio do Pakicetus, outros quatro crânios parciais e 150 ossos de Pakicetus foram descobertos, permitindo que os cientistas construíssem um esqueleto quase completo.[4] Com base nas novas descobertas, pôde-se concluir que o Pakicetus não se assemelhava nada ao animal que estampou a capa da Science em 1983. Ele, na verdade, possuía um nariz na extremidade do focinho, não um respirador de baleia, pés preparados para correr (não nadadeiras), pescoço longo e visível (não ausente, como nas baleias) e olhos no topo da cabeça (não nas laterais). Não seria um exagero chamar o Pakicetus de a “baleia de Nebraska”. 

Mesmo assim, nos dias de hoje, ainda se insiste em que o Pakicetus esteja na linha de ancestralidade dos cetáceos modernos, com base em características como uma suposta semelhança entre suas bulas auditivas. Os cetáceos modernos possuem uma estrutura chamada de processo sigmoide, algo similar a um polegar estendido. Segundo o Dr. Zhe-Xi Luo, especialista em evolução de mamíferos, o Pakicetus não possuía um processo sigmoide na bula auditiva, mas simplesmente uma placa plana. Placas como essa são encontradas em mamíferos terrestres.[5] Observe a figura ao lado e tire suas próprias conclusões.

A história toda de como esse animal acabou sendo chamado de baleia é um exemplo muito interessante de como a visão de mundo de um cientista possui um peso decisivo em suas interpretações, especialmente quando tentamos reconstruir a história de um passado do qual sobraram apenas alguns vestígios. Os fragmentos de crânio encontrados pelo Dr. Gingerinsh constituem os dados experimentais dos quais ele dispunha. O significado que ele atribuiu àqueles fragmentos foi pura interpretação baseada em sua visão de mundo evolucionista.

A mídia científica muito frequentemente nos apresenta os dados fósseis e sua interpretação evolucionista como um conjunto indissociável. Extrapolações e inferências são apresentadas como fatos incontestáveis e se procura lançar ao ridículo aqueles que se atrevem a olhar para os mesmos dados com uma visão de mundo diferente. É preciso ter isso em mente quando nos forem apresentados os próximos homens-macaco e baleias com pernas.

Concepção artística atual do Pakicetus


Referências: 
[1] H. F. Osborn, “Hesperopithecus, the first anthropoid primate found in America”, Science (80-.). 55 (1922) 463-465. doi:10.1126/science.55.1427.463.
[2] W. K. Gregory, “Hesperopithecus apparently not an ape nor a man”, Science (80-.). 66 (1927) 579-581. doi:10.1126/science.66.1720.579.
[3] P. D. Gingerich, N. A. Wells, D. E. Russell, S. M. I. Shah, “Origin of Whales in Epicontinental Remnant Seas: New Evidence from the Early Eocene of Pakistan”, Science (80-.). 220 (1983) 403-406. doi:10.1126/science.220.4595.403.
[4] J. G. M. Thewissen, E. M. Williams, L. J. Roe, S. T. Hussain, “Skeletons of terrestrial cetaceans and the relationship of whales to artiodactyls”, Nature. 413 (2001) 277-281. doi:10.1038/35095005
[5] C. Werner, “Evolution: The Grand Experiment”, v. 1, 3rd ed., New Leaf Press, 2014.