Olá,
querido(a) leitor(a). Você sempre foi o maior patrimônio deste blog que tem
como objetivo principal divulgar e tornar acessíveis conteúdos relacionados com
a controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo, bem como assuntos
relacionados a ciência e religião. Esse é um projeto pessoal no qual trabalho
voluntariamente há mais de dez anos. Ao longo desse tempo, tive a alegria de
saber que muitas pessoas – especialmente estudantes – foram beneficiadas com
algum texto ou vídeo postado. E é isso o que me motiva a prosseguir. Também
acabou sendo formada naturalmente uma rede de colaboradores anônimos que quase
todos os dias me envia dicas de conteúdos e sugestões de postagens. A essas
pessoas a minha profunda gratidão, por tornarem meu trabalho bem menos difícil.
Espero continuar contando com esse apoio e com suas orações.
Bem,
chegou a hora de fazer uma mudança editorial e visual no blog. Alguns de vocês
já devem ter percebido que criei um novo blog (clique aqui para conhecer).
Daqui para a frente, os conteúdos que não tenham relação direta com criacionismo
(como profecias, devocionais, comportamento, saúde, sexualidade, mídia e
outros) serão postados lá. Aqui continuarei postando matérias e vídeos
relacionados mais diretamente com ciência e religião, sempre em uma perspectiva
apologética. Para “reforçar” o conteúdo, convidei um ótimo time de colunistas,
com nomes como Eduardo Lütz (físico), Graça Lütz (bióloga e bioquímica), Tarcísio Vieira (biólogo e químico), Herlon Costa (geólogo) e outros que
você conhecerá logo, logo.
Quanto
ao visual, o blog passará a ter a “cara” de um portal/site, portanto, mais
moderno, bonito e funcional. Isso graças à grande ajuda do amigo designer Alex Kretzschmar, a quem também devo muito. Amanhã ele começará a trabalhar nisso.
Não estranhe se alguma coisa lhe parecer fora de lugar durante esse processo.
Com o tempo, tudo será ajustado.
Continue
visitando este blog e convide mais pessoas para conhecer nossos conteúdos.
Em
uma ampla entrevista na última terça-feira, a ícone feminista Gloria Steinem disse à
Refinery29 que a mudança climática pode estar diretamente relacionada à falta
de aborto. Steinem, de 83 anos, que ajudou a popularizar a controversa
camiseta “Eu fiz um aborto”, disse ao site que a mudança climática é uma
“questão feminista” porque a superpopulação mundial poderia ter sido
evitada se os abortos fossem mais facilmente acessíveis às mulheres. “Ouça, o
que causa a mudança do clima é a população”, disse ela. “Se não
estivéssemos forçando sistematicamente mulheres a ter filhos que não querem ou
não podem cuidar durante os 500 anos de patriarcado, não teríamos os problemas
climáticos que temos. Essa é a causa fundamental da mudança climática. Mesmo
que o Vaticano não nos diga isso. Além disso, porque as mulheres são as
principais trabalhadoras agrícolas no mundo, e também as portadoras de água e
as alimentadoras de famílias e assim por diante, é um fardo desproporcional.”
Durante a entrevista,
Steinem também aproveitou a oportunidade para atacar Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano. Quando
perguntada pelo entrevistador se ela achava que Ivanka era uma feminista,
Steinem disse: “Ninguém na Terra acha que ela é uma feminista, você está
brincando comigo?” E observou que Ivanka nem sequer tenta defender o
feminismo. “Eu não a vi levantando e dizendo que as mulheres deveriam ter
o direito de controlar seus próprios corpos e decidir quando e se ter filhos,
não”, disse Steinem.
[Continue lendo e saiba o que este assunto tem que ver com a Nova Ordem Mundial e outras questões relevantes.]
Geólogos
revelaram nesta semana o que é, provavelmente, o dinossauro mais bem conservado
da história. O animal provavelmente morreu como vivia – desafiando predadores
com sua armadura pesada e seu tamanho – e depois de 110 milhões de anos
[segundo a cronologia evolucionista], seu rosto permanece congelado em um feroz
resplendor reptiliano. Não se sabe como ele, um herbívoro de uma espécie
chamada nodossauro, morreu, mas, de alguma forma, seu corpo acabou no fundo de
um mar antigo. Minerais mantiveram seus restos mortais incrivelmente intactos,
gradualmente transformando o corpo em um fóssil. E quando foi descoberto em
2011, os cientistas rapidamente perceberam que era o espécime mais bem preservado
de seu tipo. “É basicamente uma múmia de dinossauro – é realmente excepcional”,
diz Don Brinkman, diretor de preservação e pesquisa no Royal Tyrrell Museum, em
Alberta, no Canadá. O dinossauro, com conteúdo de pele e intestino fossilizados
intactos, veio de uma escavação nas areias do norte de Alberta, que no passado
foi o fundo de um mar, há seis anos.
Esse
mar estava cheio de vida, repleto de répteis gigantes que chegavam a 18 metros
de largura, enquanto suas costas foram atravessadas por dinossauros gigantes
por milhões de anos. A área está repleta de fósseis desde o início dos
registros. “O operador de pá na mina viu um bloco com um padrão engraçado e
entrou em contato com um geólogo”, disse o Dr. Brinkman. O fóssil, fotografado
para a edição de junho da revista National Geographic, foi exposto na sexta-feira.
A
lei de Alberta designa todos os fósseis a propriedade da província, não dos
proprietários da terra onde eles são encontrados. A maioria é descoberta depois
de ser exposta pela erosão, mas a mineração também provou ser uma bênção [!]
para os paleontólogos.
Dr.
Brinkman disse que o museu foi cuidadoso para não inibir a atividade industrial
ao recuperar fósseis para que os operadores das escavadeiras não tivessem medo
de chamar quando encontrassem algo. “Esses são espécimes que nunca seriam
recuperados de outra forma”, diz Brinkman. “Nós recebemos dois ou três
espécimes significativos a cada ano”.
Nota:
Pense comigo: se o animal morresse em condições normais e seu cadáver escapasse
de ser devorado por carniceiros, com o tempo apodreceria. A hipótese acima é a
de que “seu corpo acabou no fundo de um mar antigo”, onde teria fossilizado.
Ocorre que o mar seria o pior lugar para um corpo fossilizar. Experiência feita
com o corpo de porcos já deixou isso bem claro (confira aqui). Fossilização ocorre sob lama, e o sepultamento tem que ser instantâneo.
Animais pegos de surpresa por uma catástrofe envolvendo água e lama, sepultados
instantaneamente a ponto de ter seus corpos perfeitamente preservados... O que
isso lhe sugere? E mais: esse é um fenômeno observado em todos os continentes,
incluindo a Antártida. O que quer que tenha acontecido foi uma catástrofe
global. [MB]
O
filósofo francês ateu Michel Onfray (sobre quem falei em 2006) voltou a ganhar espaço na mídia por causa do lançamento de seu novo livro de
600 páginas intitulado Décadence, no qual ele defende a tese de que Jesus – sim, o Jesus histórico – nunca teria existido. Onfray sempre foi
polêmico e agora vai na contramão da posição de outros ateus, como o famoso
Bart Ehrman, segundo os quais a existência do Jesus histórico é inegável. Assista abaixo a
alguns vídeos que apresentam a posição de dois outros filósofos, de uma bacharel
em Teologia e doutoranda em Filosofia e de um pastor adventista. E tire suas conclusões.
Foi-se
a época em que as famílias tinham um formato padrão. Hoje em dia, são
incontáveis os exemplos de mães ou pais solteiros, casais [sic] homossexuais e
até mesmo parentes como avós e tios educando crianças. Em respeito a essa
diversidade, algumas escolas brasileiras eliminaram de seus calendários
comemorações de datas como o Dia das Mães e o Dia dos Pais, substituindo-as por
festas que celebram o núcleo familiar de um modo geral. “Não podemos
generalizar na escola algo que é diferente no mundo privado, avalia Ana Lúcia
Figueira da Silva, gestora da Educação Infantil da Escola Viva, em São Paulo. “As
pessoas têm formas diferentes de comemorar, fazem escolhas diferentes. Além
disso, a família contemporânea tem novas configurações, fora o fato de que há
também pais e mães que não são presentes pelos mais variados motivos. Os
contextos são diversos.”
Uma nova pesquisa revela o aumento da influência de crenças não cristãs na mentalidade dos cristãos praticantes, com grandes porcentagens deles concordando com ideias que contrariam as Escrituras. O levantamento realizado pelo Instituto Barna, em cooperação com Summit Ministries, foi divulgado nesta semana. Ele mediu o quanto as crenças centrais de outras visões de mundo, como nova era, secularismo, pós-modernismo e marxismo, afetaram a maneira com que os cristãos veem o mundo. “Sua influência generalizada sobre o pensamento cristão é evidente, incluindo ideias de religiões concorrentes”, afirma o relatório. Ao todo, 1.456 cristãos praticantes foram confrontados com uma série de afirmações e precisavam dizer se concordavam ou não com elas. Por exemplo, 61% dos entrevistados concordavam com pelo menos um dos ensinamentos da nova era. Quase 30% concordaram que “todas as pessoas rezam/oram ao mesmo deus ou espírito, não importa o nome que deem a ele”. Cerca de um terço das pessoas também disse acreditar que “o significado e o propósito da vida é se tornarem um com o universo”.
A influência dessas filosofias pagãs também está presente nas questões éticas apresentadas aos cristãos, sendo que 32% acreditam em alguma forma de “reciprocidade ou karma”. Eles disseram concordar com a afirmação “se você fizer o bem nesta vida, receberá o bem, e se você fizer algo ruim, receberá algo ruim”. Embora apele para um senso de justiça, isso não é ensinado nas Escrituras.
Deu no site católico Aleteia: “À medida que nos aproximamos do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, um aspecto que geralmente passa despercebido é a sutil conexão dela com o islã. A Santíssima Virgem Maria apareceu aos três pastorzinhos perto da cidade de Fátima, em Portugal, um lugar cujo nome homenageia tanto uma princesa muçulmana quanto a filha de Maomé. Durante o século 12, exércitos cristãos tomaram cidades da Espanha e Portugal, que tinham sido ocupadas por forças muçulmanas. Nesse período, um cavaleiro chamado Gonzalo Hermigues e seus companheiros capturaram uma princesa muçulmana chamada Fátima. Algumas histórias dizem que, depois de ser capturada, Fátima se apaixonou por Gonzalo e pouco depois eles se casaram. Antes, porém, Fátima foi batizada na fé católica e recebeu o nome de Oureana. Diz-se que as cidades portuguesas de Fátima e Ourém recebem esses nomes em homenagem à princesa muçulmana. O interessante é que a princesa muçulmana tinha o nome de uma das filhas de Maomé, Fátima bint Muhammad, mulher de grande reverência no Islã.
“A filha de Maomé também recebeu o título de al-Zahra, ‘a brilhante’, e Maomé, certa vez, disse sobre ela: ‘Você será a mais abençoada de todas as mulheres no paraíso, depois de Maria’ (embora o muçulmanos não compartilhem as mesmas crenças que os católicos em relação à Virgem Maria, eles têm o mais profundo respeito por ela). Segundo o padre Miguel Ángle Ayuso, secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, essa conexão pode ser uma porta para o diálogo.
[Meus
comentários seguem entre colchetes. – MB] A Universidade Presbiteriana
Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo
de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de
pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design
Inteligente). Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da
comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao
menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente
por algum tipo de inteligência. O novo centro recebeu o nome de Núcleo
Discovery-Mackenzie, por causa da parceria entre a universidade brasileira e o
Discovery Institute, nos EUA. A instituição americana está entre os principais
promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por
defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a
teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da
vida [note a confusão: tanto criacionistas quando teóricos do DI admitem que
exista “diversidade da vida” como fruto de diversificação de baixo nível, que
alguns também chamam de “evolução”; a matéria da Folha muda de assunto, deixando claro que o repórter não está bem
inteirado do assunto de que está tratando. O desafio do DI à evolução consiste
em questionar a insuficiência dos mecanismos evolutivos para explicar a origem
de sistemas complexos interdependentes e dependentes de muita informação
complexa e específica, coisa que realmente a teoria da evolução não explica –
nem a matéria da Folha.]
Tribunais
dos EUA consideraram que o DI seria, na essência, muito semelhante ao
criacionismo bíblico (a ideia de que Deus criou diretamente o homem e os
demais seres vivos) e, portanto, seu ensino violaria a separação legal entre
religião e Estado no país [o que é uma tremenda forçação de barra, já que o DI
nem se ocupa da natureza do Designer, por entender que esse assunto extrapola a
capacidade de pesquisa dos cientistas. A TDI apenas identifica evidências de um
design na natureza, mais ou menos
como fazem os cientistas forenses, por exemplo. Há entre os defensores do DI até
ateus e agnósticos. O próprio Michael Behe (que esteve na Mackenzie) não é
criacionista. Dizer que DI é um tipo de criacionismo trata-se de má-fé das
autoridades norte-americanas e do autor da matéria da Folha, na tentativa de evitar a discussão e blindar o evolucionismo].
“É
importante destacar que não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e
sociedade”, declarou à Folha o
teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da universidade. “Nossa
instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a
qual o mundo tem um significado transcendente. E não existe ciência que, no
fundo, não reflita também sobre coisas transcendentes.”
Segundo
Gomes, o contato com o Discovery Institute já acontece desde a década passada,
quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios “Darwinismo Hoje”,
trazendo biólogos defensores da teoria da evolução e palestrantes que
questionam o consenso científico. “Visitei o Discovery em Seattle e descobri
que eles aplicam a ideia de design
inteligente e complexidade irredutível a uma série de questões que vão além dos
seres vivos, como sistemas de trânsito.” [A Mackenzie está de parabéns, pois
está fazendo o que todas as ditas universidades
deveriam estar fazendo: dando voz e vez ao contraditório, permitindo que haja
discussão aberta e plural, oportunizando aos alunos a chance de ter contato com
várias facetas da discussão sobre a origem e o desenvolvimento da vida.
Palestrantes evolucionistas têm livre acesso aos eventos da Mackenzie. Por que
o mesmo não ocorre com os pesquisadores criacionistas e do DI em todas as
universidades não confessionais? Algumas até lhes fecham as portas. Confira
aqui e aqui.]
“Complexidade
irredutível” é uma das palavras de ordem dos defensores do DI. O termo costuma
ser aplicado a estruturas biológicas que, em geral, têm escala celular ou
molecular e apresentariam organização tão intrincada que não poderiam ter
surgido de forma gradual e não guiada, contrariando, portanto, o que diz a
teoria da evolução. O grande exemplo seria o flagelo (grosso modo, “cauda”) de
certas bactérias. Embora biólogos já tenham apresentado indíciosfortes de que o
flagelo bacteriano poderia ter sido
construído a partir de peças de “seringas moleculares” usadas pelos micróbios
para injetar toxinas, os adeptos do DI resistem à ideia. “Quanto mais a gente
estuda o flagelo, mais complexo ele fica”, argumenta o químico Marcos Eberlin,
pesquisador da Unicamp que coordenará o núcleo e é presidente executivo da
Sociedade Brasileira do Design Inteligente. [Depois de mais de vinte anos que
Behe publicou seu livro A Caixa Preta de Darwin, com seu desafio bioquímico à teoria da evolução, tudo o que os
evolucionistas têm a oferecer são “indícios fortes”?]
Eberlin
afirma que seu objetivo é promover a “avaliação crítica das duas possibilidades”
(teoria da evolução e DI), um debate que, segundo ele, estaria sendo barrado
pela maior parte da comunidade científica. “O problema é que a academia fechou
a questão e não abre brecha para nenhum debate: só existe matéria, energia e
espaço no Universo e acabou. Não é assim, os debates é que tornam a ciência
divertida”, diz.
Grande
parte dos defensores do DI são cristãos conservadores, interessados em mostrar
uma possível consonância entre os dados biológicos e o relato bíblico da
Criação, mas Eberlin afirma que o movimento não impõe uma linha religiosa ou
filosófica única. “Tem gente que acha que o design
vem dos ETs, outros falam de um Grande Arquiteto do Universo, como os maçons,
ou um espírito evoluído, como os espíritas.”
Para
especialistas [e os pesquisadores do DI não são especialistas?], o projeto tem
sabor de fracasso. “É triste e extremamente preocupante”, diz o paleontólogo
Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). “As
premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus
proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo
pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências.”
[Para mim, o projeto deixa na boca dos evolucionistas um sabor de desespero e
medo. Eles não suportam a ideia de a academia se abrir para o diálogo ou de ver
o evolucionismo ser contestado em bases científicas.]
“Sabendo
que o Mackenzie tem um curso de biologia que não compartilha, ou não
compartilhava, das ideias do DI, pode haver choque de interesses. De qualquer
forma, o peso simbólico é grande”, afirma o teólogo Eduardo Rodrigues da Cruz,
especialista na relação entre ciência e religião da PUC-SP. “Considero que se
trata de uma tremenda desonestidade intelectual”, diz Maria Cátira Bortolini,
geneticista da UFRGS. “As evidências, fatos, provas pouco importam – o que
importa é a narrativa, construída de forma que se coadune com a ideologia ou a
crença do sujeito.” [Desonestidade intelectual é uma instituição de ensino proibir
seus alunos de saber que existem outros modelos que estudam o assunto das
origens, e que o evolucionismo tem, também, aspectos filosóficos/metafísicos.
Desonestidade intelectual é não querer ver que a TDI não se baseia em livros
religiosos nem em crenças subjetivas. Desonestidade intelectual é não apresentar
argumentos e ficar no mi, mi, mi.]
Nota:
Após a solenidade de inauguração do espaço na Mackenzie, entrevistei o Dr.
Mikhael Behe (confira a entrevista na edição de junho da Revista Adventista) e entreguei-lhe dois livros: Por Que Creio, no qual há uma entrevista
com ele, e The Power of Hope (O Poder da Esperança), versão em inglês
do livro missionário para 2018. Ambos de minha autoria. [MB]
O perfeccionista “clássico” é aquele que acredita que pode “marcar pontos no Céu” por meio de suas boas obras. No extremo dessa crença, está a ideia de que a própria salvação pode ser alcançada por mérito. O perfeccionista geralmente pensa em Jesus mais como modelo do que como redentor. Por isso, ele minimiza a gravidade do pecado, encarando-o antes como uma escolha do que como uma condição (embora ambas as coisas coexistam). Acha que pode igualar o Modelo, mais do que assemelhar-se a Ele. Assim, o perfeccionista, por minimizar a doença, acaba minimizando também a importância do remédio. Perfeccionistas são críticos e verdadeiros vigias dos deslizes alheios. Geralmente, condenam nos outros aquilo contra o que eles mesmos lutam. Essas pessoas são infelizes, já que, em seu íntimo, sabem que não conseguem viver à altura do padrão que elas mesmas estabeleceram. Ou, então, são orgulhosas, pois, por rebaixar o padrão, vivem na ilusão de havê-lo alcançado e, por causa disso, acabam olhando de cima para baixo seus irmãos “imperfeitos”. Há quem diga que esse tipo de perfeccionista não existe. Tenho minhas dúvidas…
Tratei do tema do perfeccionismo aqui, aqui e aqui. Mas tem algo mais que precisa ser dito a respeito desse assunto: há pessoas zelosas e sinceras sendo consideradas perfeccionistas pelo simples fato de desejarem viver de acordo com a luz que receberam. Assim, creio que é importante listar algumas características daqueles que não são perfeccionistas, mas que, às vezes, são tidos por:
Parece ser cada vez mais frequente haver entre nós uma estranha propensão para a crítica à Igreja Adventista do Sétimo Dia como organização e entidade. Qualquer pequeno ou grande motivo é logo razão para o início de uma cruzada, individual ou coletiva, contra aquela que sempre soubemos ser e reconhecemos como a Igreja de Deus para este tempo. Antes de mais nada, devemos compreender a diferença entre duas críticas diferentes: (a) a primeira será perceber que certamente existem membros que assumem um comportamento errado diante de determinadas circunstâncias ou fatores (neste caso, entenda-se crítica como avaliação); (b) a outra será criticar a Igreja Adventista em si, questionando suas doutrinas, seus princípios e até mesmo sua importância escatológica. O que importa aqui nesta reflexão é a crítica à instituição e não ao comportamento particular dos membros.
Tentando exemplificar um pouco, as acusações que se levantam contra a Igreja podem ser de âmbitos diferentes: (a) genericamente, somos acusados de ter jesuítas infiltrados (confira aqui), de fazer pactos secretos com a Igreja Católica, de participar dos movimentos ecumênicos e do Concílio Mundial de Igrejas, etc.; (b) em casos específicos, a queixa é sobre doutrinas ou escritos de Ellen White que foram propositadamente alterados, pastores que estão em apostasia, o uso do dízimo, a natureza do Espírito Santo, etc.
[Não, o decreto do título acima não é o dominical, ainda.] A Santa Sé confirmou nesta quinta-feira que o papa Francisco receberá no Vaticano, em 24 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que depois se reunirá com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Pietro Parolin. A Santa Sé explicou em um comunicado que o encontro entre o papa e Trump está previsto para às 8h30 local (3h30, em Brasília) e acontecerá no Palácio Apostólico vaticano. Após a reunião, o governante norte-americano conversará, como é habitual, com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Parolin, e com o secretário vaticano de Relações com os Estados, Paul Gallagher. Trump será recebido pelo papa dois dias antes dos chefes de Estado e de Governo do G7, que se reunirão em uma cúpula entre 26 e 27 de maio na cidade siciliana de Taormina (sul). Em 29 de abril, o papa Francisco afirmou sua disponibilidade para receber Trump, como qualquer outro chefe de Estado que solicitar, durante o voo de volta a Roma procedente do Cairo. (Terra)
A Casa Branca deu detalhes dessa primeira viagem oficial de Trump, que inclui mais do que a sede papal. O presidente norte-americano visitará, nesta ordem: Arábia Saudita (interesses petrolífero$, evidentemente), Israel (afago no parceiro número um) e Vaticano (pedir a bênção do papa). Mais parece uma peregrinação religiosa: Islã, Judaísmo e Catolicismo...
Já
disse e repito: nada como um dia depois do outro e uma pesquisa depois da
outra. Aclamado como um ancestral elo perdido da evolução humana, o Homo naledi descoberto em uma gruta na
África do Sul, além de não ser elo, é bem mais “jovem” do que os evolucionistas
pensavam e queriam. Quando a notícia da descoberta foi divulgada aos quatro
ventos, os pesquisadores especularam que o hominídeo tivesse até três milhões
de anos. Mas nada de data precisa. A antropóloga Carol Ward, da Universidade de
Missouri, chegou a declarar ao The
Atlantic: “Sem datas, os fósseis não revelam quase nada sobre a evolução
hominídea.” Mas por que os três milhões de anos eram tão atraentes para os
evolucionistas? Simples: os paleoantropólogos acreditam que foi nessa época que
homo evoluiu do australopithecus. Ocorre que, segundo matéria publicada pela BBC, o
naledi é bem mais “jovem” do que se cria (confira aqui), tendo “apenas” 200 a 300 mil anos. Segundo a BBC, “uma idade de 200 a 300
mil anos elimina inteiramente o naledi da história evolutiva da nossa espécie, Homo sapiens”. Pois é...
Estive recentemente na Argentina, onde participei de um simpósio teológico organizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul. No fim da viagem, aproveitei o tempo de espera pelo voo que me levaria a São Paulo e fiz uma experiência relacionada com a esfericidade da Terra. Algo bem simples e até óbvio – ou pelo menos deveria ser, já que aumenta o número de pessoas que têm sido enganadas pelo mito da Terra plana. Sim, em pleno século 21, isso está acontecendo! O pior de tudo é que quem tem defendido essa ideia estapafúrdia em vídeos e textos na internet diz fazê-lo em defesa da Bíblia. Com isso, dão um tiro no próprio pé ou, pior, atendem aos interesses de pessoas que querem mesmo é detonar a imagem do cristianismo e do criacionismo. Em primeiro lugar, é bom que se saiba que a Bíblia nada diz claramente quanto ao formato da Terra. Aliás, já postei um texto sobre o que as Escrituras e Ellen White afirmam sobre esse assunto (confira aqui) e mostrei tempos atrás (neste texto e neste vídeo) que o propagado mito da Terra plana, na verdade, atende mesmo aos interesses dos evolucionistas naturalistas inimigos da fé cristã. Assim, cristãos que defendem esse mito são, na verdade, bobos úteis. Mas vamos à minha experiência. [Continue lendo.]
Em
julho de 1981, os moradores de Israel foram surpreendidos com uma notícia
extraordinária. Moti Éden, um repórter da Rádio Israelense, anunciava em seu
programa noturno que dois rabinos haviam encontrado a arca da aliança e que,
ele mesmo, era uma testemunha ocular do ocorrido. O que Éden de fato presenciou
foi a escavação clandestina de um grupo de judeus ortodoxos que acreditavam
estar a caminho de encontrar o valioso tesouro. Eles criam que um túnel lateral
ao muro das lamentações os levaria ao antigo lugar santíssimo do Templo,
embaixo do qual estariam escondidas as tábuas da lei e outros artefatos
originais. Hoje, o que vemos no local do antigo Templo são as edificações
islâmicas do Domo da Rocha e da mesquita de Al Aksa. O resultado,
evidentemente, foi uma reação imediata dos muçulmanos que entraram em luta
armada contra militantes judeus, causando a morte de seis estudantes. O quadro
só não ficou pior porque o rabino Meir Getz, que liderava as escavações, cedeu
a um acordo político, colocando “panos quentes” sobre a questão. Getz morreu em
1995 e um ano depois o túnel foi parcialmente aberto ao público como atração
turística. A despeito da agitação, nenhuma prova concreta foi apresentada de
que a arca tivesse mesmo ali. Mas essa não foi a única vez que alguém pretendeu
tê-la encontrado.
Blog criado em 2006 pelo jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular, mestre em Teologia e vice-presidente da Sociedade Criacionista Brasileira Michelson Borges, com o propósito de divulgar informações e pesquisas relacionadas com o criacionismo no Brasil e no mundo. www.criacionismo.com.br