quinta-feira, abril 29, 2021

Deus e as leis físicas

A Bíblia ensina que Deus é o autor e mantenedor de tudo o que existe de fundamental, inclusive das leis físicas. Em Hebreus 1:2 e 11:3 (no original grego), Ele é retratado como Construtor do próprio tempo; o que exatamente isso significa está além da intuição humana e passa por assuntos como a dependência lógica que desempenha na eternidade o papel que a causalidade desempenha no tempo.

Trata-se de um assunto vasto, complexo, bastante longe do cotidiano humano e, portanto, na faixa de temas em que a “razão” humana e, por conseguinte a Filosofia, costumam falhar. Felizmente, porém, desde a descoberta da Ciência como metodologia matemática, as limitações da mente humana não são mais desculpas para a ignorância. Ao utilizarmos as ferramentas matemáticas da Ciência para entender tanto textos bíblicos quanto o mundo natural, todo um novo mundo descortina-se diante de nós e descobrimos que vários assuntos antes misteriosos tornam-se claros e acessíveis. Um desses assuntos é o da relação de Deus com Suas leis.

Questões importantes

Deus não pode ser limitado por leis físicas. Como criador e mantenedor, Ele não depende delas para existir. Diante dessas considerações, surgem algumas questões interessantes.

Será que Deus viola Suas leis físicas de vez em quando? Em que circunstâncias isso poderia ocorrer?

Os milagres mencionados na Bíblia seriam violações de leis físicas? Por exemplo, a ressurreição de Lázaro teria violado a segunda lei da Termodinâmica? A multiplicação de pães e peixes teria violado a lei da conservação de massa?

Precisamos conhecer todas as leis físicas para responder essas perguntas?

Até que ponto podemos usar conhecimentos de leis físicas para entender a ação de Deus no mundo natural?

Noções equivocadas sobre o que são leis físicas, como funcionam e como as descobrimos têm levado até mesmo pensadores famosos a conclusões incorretas sobre essas questões. Sabemos que essas conclusões são incorretas por gerarem consequências incompatíveis com fatos fundamentais conhecidos.

É importante entender que leis físicas não são acessórios opcionais do Universo, mas são as regras que definem a existência e o comportamento básico de tudo. Esse é um assunto muito mais profundo e com repercussões tremendas, tanto do ponto de vista físico quanto do ponto de vista teológico.

Entretanto, existem regularidades circunstanciais, muitas vezes também chamadas de leis, que mudam de acordo com as circunstâncias. Por outro lado, existem regras mais fundamentais que não mudam. São essas últimas que merecem nossa atenção especial.

Além disso, essas leis fundamentais não se prestam a ser completamente expressas em palavras, mas é possível expressá-las de maneira aproveitável em algumas linguagens formais (popularmente conhecidas como “linguagens matemáticas”). Raciocinar e obter conclusões com base em expressões verbais é um procedimento errado, pois induz uma série de erros.

Outro aspecto importante é o das maneiras que temos para descobrir leis físicas. Não se trata apenas de observar fenômenos, perceber regularidades e então imaginar generalizações (abordagem indutiva). Essa é a abordagem pré-científica. Desde o século 18, utilizamos uma abordagem dedutiva, isto é, partindo de um princípio geral mencionado na Bíblia, para obter as equações das leis físicas. Quem não conhece esses métodos da ciência tem uma ideia completamente falsa de como podemos conhecer e lidar com leis físicas, e tal desconhecimento aparece com frequência em argumentos que tocam no assunto do relacionamento de Deus com Suas leis, bem como supostas “escapadinhas” para violá-las de vez em quando.

Assim, antes de tentar responder diretamente às perguntas acima, é preciso lidar com outras mais básicas:

O que são leis físicas básicas?

Como podemos conhecer essas leis e com que grau de segurança?

Como podemos expressar essas leis de maneira aproveitável?

Como funcionam leis físicas e qual a principal diferença entre seu comportamento real e o imaginário popular?

Como umas poucas leis básicas podem gerar uma infinidade de comportamentos, incluindo leis dependentes de circunstâncias?

Qual o significado da violação de uma lei física básica?

A título de spoiler: não é possível um entendimento genuíno de leis físicas e seu funcionamento sem um domínio de equações diferenciais, mas é possível traduzir para uma linguagem qualitativa simples diversas informações sobre esse assunto.

A título de introdução a este tema, escrevemos um artigo avulso para livre distribuição com diversos esclarecimentos nessa área, o qual responde diretamente ou provê elementos para que o próprio leitor encontre respostas às questões que colocamos.

Clique aqui e faça o download do artigo.

(Eduardo Lütz é bacharel em Física e mestre em Astrofísica Nuclear pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

quarta-feira, abril 28, 2021

SCB relança o livro Inventando a Terra Plana

O livro Inventando a Terra Plana (Sociedade Criacionista Brasileira, 2020), de Jefrey Burton Russel, historiador e pesquisador da Universidade da Califórnia, mostra convincentemente que a ideia da Terra plana foi uma elaboração mais ou menos recente. Embora hoje se saiba que os europeus renascentistas tenham supervalorizado a ideia de que houve um período de mil anos de trevas intelectuais entre o mundo clássico e o moderno, Russel acredita que o erro da Terra plana não havia sido incorporado à ortodoxia moderna antes do século 19. “[Russel] descobriu o fio da meada nos escritos do americano Washington Irving e do francês Antoine-Jean Letronne [responsáveis pela posterior propagação do mito da Terra plana]. Mas sua disseminação no pensamento convencional ocorreu entre 1870 e 1920, como consequência da ‘guerra entre a ciência e a religião”, quando para muitos intelectuais na Europa e nos Estados Unidos toda religião tornou-se sinônimo de superstição e a ciência tornou-se a única fonte legítima da verdade. Foi durante os últimos anos do século 19 e os primeiros anos do século 20 que a viagem de Colombo tornou-se então um símbolo amplamente divulgado da futilidade da imaginação religiosa e do poder libertador do empirismo científico. […] os pensadores medievais, da mesma forma que os clássicos que os antecederam, criam na redondeza da Terra” (p. 10).

Irving (1783-1859) retocou a história para parecer que a oposição à viagem de Colombo se deveu ao pensamento de que a Terra fosse plana. Isso foi provado falso. A oposição se deveu, na verdade, à preocupação com a distância que os navegadores teriam que percorrer. A esfericidade da Terra não foi tema de discussão naquela ocasião.

O fato é que nem Cristóvão Colombo, nem seus contemporâneos pensavam que a Terra fosse plana. Não há uma referência sequer nos diários do navegador (e de outros exploradores) que levante a questão da redondeza da Terra, o que indica que não havia contestação alguma a esse respeito, na época. Assim, segundo Russel, é comum a regra de Edward Grant de que no século 15 não havia pessoas cultas que negassem a redondeza da Terra. No entanto, esse mito permanece até hoje, firmemente estabelecido com a ajuda dos meios de comunicação e dos livros didáticos. Com que interesse?

Para Russel, o mito da Terra plana pode ser rastreado até o século 19, especialmente a partir de 1870, à medida que autores de livros-textos se envolveram na controvérsia em torno do darwinismo. “No início do século [20] a força dominante subjacente ao erro [da Terra plana] foi o anticlericalismo do Iluminismo no seio da classe média na Europa, e o anticatolicismo nos Estados Unidos” (p. 35).

Antes disso, na Divina Comédia, o poeta Dante Alighieri (1265-1321) já apresentava o conceito de uma Terra redonda. Os filósofos escolásticos, incluindo o maior deles, Tomás de Aquino (1225-1275), conhecedores de Aristóteles, igualmente afirmavam a esfericidade da Terra.

No entanto, como os escolásticos e filósofos medievais se baseavam em Aristóteles e este defendia a esfericidade da Terra, os iluministas tiveram que arranjar outros referenciais para dizer que o mito se baseava neles. E os encontraram em Lactâncio (245-325 d.C.) e Cosme Indicopleustes, autor de Topografia Cristã (escrito entre 547 e 549 d.C.). Só que, segundo Russel, Lactâncio tinha ideias muito estranhas sobre Deus e não foi levado em consideração na Idade Média (na verdade, foi considerado herege) – até que os humanistas da Renascença o “ressuscitassem”, apregoando sua suposta influência. Indicopleustes, partindo de escritos de filósofos pagãos e interpretando erroneamente textos bíblicos poéticos, defendeu a ideia da Terra plana. Era ignorado, ao invés de seguido.

Detalhe: a primeira tradução de Cosme para o latim não foi feita senão em 1706. Portanto, como poderia ele ter tido influência sobre o pensamento ocidental medieval?

Russel arremata: “[Lactâncio e Cosme] foram símbolos convenientes a serem usados como armas contra os antidarwinistas. Em torno de 1870, o relacionamento entre a ciência e a teologia estava começando a ser descrito através de metáforas bélicas. Os filósofos (propagandistas do Iluminismo), particularmente [David] Hume, haviam plantado uma semente ao implicar que estavam em conflito os pontos de vista científicos e cristãos. Augusto Comte (1798-1857) havia argumentado que a humanidade estava laboriosamente lutando para ascender em direção ao reinado da ciência; seus seguidores lançaram o corolário de que era retrógrado tudo o que impedisse o advento do reino da ciência. Seu sistema de valores percebia o movimento em direção à ciência como ‘bom’, de tal forma que o que atrapalhasse esse movimento era ‘mau’. (…) O erro [da Terra plana] foi, desta forma, incluído no contexto de uma controvérsia muito maior – a alegada guerra entre ciência e religião” (p. 67, 77).

O próprio Copérnico (1453-1543), no prefácio de seu clássico trabalho De Revolutionibus, usou Lactâncio para ilustrar como a ignorância dos opositores à ideia da Terra esférica era comparável à dos que insistiam no geocentrismo. Curiosamente, Copérnico não diz que Lactâncio era típico do pensamento medieval. Esse prefácio foi enviado para o papa a fim de obter aprovação eclesiástica. Copérnico não atacaria Lactâncio e sua ideia da Terra plana, se a igreja estivesse de acordo com esse pensamento. O problema, como já vimos, teve que ver com o geocentrismo aristotélico versus heliocentrismo, e não com o formato da Terra.

Michelson Borges

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Rolamentos e mancais inspirados na cartilagem humana

Engenheiros desenvolveram um material que imita a cartilagem humana - o sistema de lubrificação e absorção de choques do corpo - mas que não foi feito para implantes médicos. Em vez disso, o novo material promete uma nova geração de rolamentos e mancais mais leves, mais duráveis e autolubrificantes. A cartilagem é um tecido fibroso mole encontrado ao redor das articulações que fornece proteção contra a carga compressiva gerada ao caminhar, mas também fornece uma camada protetora e lubrificante, permitindo que os ossos movimentem-se uns sobre os outros sem atrito.

Um dos truques da cartilagem para funcionar como amortecedor está em sua estrutura porosa, preenchida pelo líquido sinovial. Sob impacto, o líquido é "ejetado", ajudando a dissipar as forças. Rapidamente ela volta ao seu estado original, reabsorvendo o líquido e ficando pronta para a repetição do ciclo - a cartilagem é um material bifásico.

"Agora nós desenvolvemos um material para aplicações de engenharia que imita algumas das propriedades mais importantes encontradas na cartilagem, e isso só foi possível porque encontramos uma maneira de imitar a forma como a natureza o faz," disse o professor Siavash Soltanahmadi, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

As tentativas anteriores de desenvolver um sistema de cartilagem sintética se concentraram no uso de hidrogéis, materiais que são bons para reduzir o atrito, mas têm um desempenho ruim quando submetidos à força de compressão, demorando a voltar ao seu estado inicial.

Os pesquisadores superaram esse problema criando um material poroso sintético feito de um hidrogel mantido em uma matriz de polidimetilsiloxano ou PDMS - um polímero à base de silicone.

O comportamento de carga do hidrogel retido na matriz de PDMS foi de 14 a 19 vezes maior do que no hidrogel sozinho, dependendo do teste. O módulo de elasticidade de equilíbrio do compósito foi de 452 kPa em uma faixa de deformação de 10% a 30%, próximo aos valores da cartilagem biológica.

Além da capacidade de carga, o material se comporta de forma mais eficiente do que muitos sistemas tradicionais de engenharia lubrificados a óleo, embora o material polimérico não resista a temperaturas tão elevadas quanto os metais.

"Existem muitas aplicações em engenharia para um material sintético que é macio mas pode suportar cargas pesadas com desgaste mínimo, como em rolamentos. Há potencial em toda a engenharia para um material que se comporta como a cartilagem", finalizou Soltanahmadi.

Bibliografia:

Artigo: Fabrication of Cartilage-Inspired Hydrogel/Entangled Polymer-Elastomer Structures Possessing Poro-Elastic Properties
Autores: Siavash Soltanahmadi, Nicholas Raske, Gregory N. de Boer, Anne Neville, Robert W. Hewson, Michael G. Bryant
Revista: Applied Polymer Materials
DOI: 10.1021/acsapm.1c00256

terça-feira, abril 27, 2021

Ser humano: uma espécie única

Em outubro de 2006, a revista
 Time publicou o artigo “Como nos tornamos humanos”. O texto diz o seguinte: “As pequeníssimas diferenças [na verdade, hoje se sabe que não são tão pequenas assim], esparramadas por todo o genoma, têm feito toda a diferença. Agricultura, linguagem, arte, música, tecnologia e filosofia – todas as realizações que nos fazem profundamente diferentes dos chimpanzés e que fazem um chimpanzé num terno e gravata parecer tão profundamente ridículo – são de alguma forma codificadas em frações minuciosas de nosso código genético. […] Ninguém ainda sabe exatamente onde elas estão ou como elas funcionam, mas em algum lugar dos núcleos de nossas células estão bastantes aminoácidos, arrumados em ordem específica, que nos dotaram com a capacidade mental para suplantarmos em pensar e fazer aos nossos mais próximos parentes [meus parentes, não!] na árvore da vida. Elas nos dão a capacidade de falar, escrever, ler, compor sinfonias, pintar obras de arte, e aprofundarmos na biologia molecular que nos faz ser o que somos.”

Se para ser humanos dependemos de detalhes perfeitamente arrumados em ordem específica, a pergunta é: Quem os arrumou?

A origem dos sexos

É difícil (para não dizer impossível) explicar como a vida teria “surgido” de maneira espontânea. Esse é um mistério que tem acompanhado os cientistas ao longo dos anos. Mas a coisa fica ainda mais complicada quando se pensa naqueles seres vivos que dependem da reprodução sexuada para perpetuar sua espécie. É o caso dos seres humanos. Quando, como e por que teria surgido um tipo de reprodução que depende de dois organismos diferentes, mas perfeitamente compatíveis? Seria possível que duas mutações distintas em dois seres distintos, numa mesma época e mesma região (afinal, eles tinham que se encontrar) tivessem dado origem a dois órgãos reprodutores diferenciados, mas compatíveis – e mais: capazes de dar origem a outro ser da mesma espécie?

Mas ainda que todas as etapas milagrosas que levaram à reprodução sexuada tivessem ocorrido, haveria outro desafio: o nascimento. Detalhe: a pelve feminina tem formato mais circular que a do homem e uma cavidade pélvica maior que facilita a passagem do bebê no parto. Vamos dar uma chance ao acaso: digamos que um primeiro bebê fosse gerado, superando todas as dificuldades descritas acima. Se os ossos da bacia da mulher não fossem como são, esse primeiro bebê teria morrido. Adeus, humanidade!

Linha de montagem automatizada

Em certos aspectos, o corpo humano mais se parece com uma linha de montagem automatizada que, obviamente, precisou de alguém muito inteligente para programar tudo. Veja alguns exemplos disso:

1. O ribossomo é uma organela que fabrica proteínas e enzimas para os seres vivos – ele faz isso juntando aminoácidos. É uma máquina molecular natural encontrada em todas as células vivas. A título de comparação, o ribossomo produz 20 blocos de proteínas por segundo, enquanto a máquina molecular artificial mais moderna criada pelo ser humano produz apenas quatro blocos a cada 12 horas. A imitação é bem inferior e foi criada. O que dizer do original?

2. Quinesina é um motor proteico que “caminha” ao longo do microtúbulo (estrutura que forma o “esqueleto” das células). Ela é responsável pela estruturação e alocação de organelas membranosas, como o complexo de Golgi e o retículo endoplasmático rugoso, entre outros componentes das células. Máquinas poderiam surgir do nada? E você tem trilhões delas trabalhando automaticamente em seu corpo neste instante!

3. Hidrelétricas são equipamentos de conversão da energia cinética da água para uma forma de energia que é melhor para ser utilizada pelo ser humano: a energia elétrica. A mitocôndria faz algo parecido: converte a energia estocada na forma de açúcares e gordura em moléculas de adenosina trifosfato (ATP). A gigante Itaipu possui apenas 20 turbinas. Cada mitocôndria possui milhares, e cada célula possui milhares de mitocôndrias!

O quilo e meio de matéria mais complexa do Universo

John McCrone, em seu livro Como o Cérebro Funciona, escreveu: “[O cérebro] é o objeto mais complexo que o homem conhece. Dentro dessa massa aparentemente grosseira e disforme há o maior projeto de design já visto. [Ele] tem aproximadamente 100 bilhões de neurônios, células nervosas cerebrais. Cada um desses neurônios pode fazer entre mil e várias centenas de milhares de sinapses. Uma sinapse é a junção entre dois neurônios. Logo, o seu cérebro é capaz de produzir cerca de mil trilhões de conexões. Se a substância branca de um único cérebro humano fosse desenrolada, formaria um cordão longo o suficiente para dar duas voltas ao redor do globo terrestre. Então, imagine só… Tudo isso, os neurônios e suas conexões, as células de apoio, o cabeamento, fica emaranhado dentro de seu crânio.”

E na revista Veja do dia 28 de fevereiro de 2008, há a seguinte informação: “Com a tecnologia hoje disponível, seria necessário um supercomputador que ocuparia uma área aproximada de quatro Maracanãs para reproduzir de forma digital a capacidade de processamento dos 100 bilhões de neurônios do cérebro humano.” 

Computadores e processadores surgem do nada? E o que dizer do cérebro, um computador superavançado, à prova d’água, que pesa apenas aproximadamente um quilo e meio? O cérebro é a porção de matéria mais complexa do Universo!

(Michelson Borges é jornalista, escritor, mestre em teologia e pós-graduado em Biologia Molecular)


Primeiro episódio de “Gênesis” expôs “teoria do intervalo”

Se levar as pessoas a conferir na própria Bíblia aquilo que está sendo exibido na tela, a novela “Gênesis”, da TV Record, terá produzido um efeito colateral positivo. Mas, como a maioria das pessoas não fará isso, infelizmente, em muitas mentes ficará a impressão de que Adão era um troglodita machista agressor e de que os dinossauros teriam sido extintos pela queda de Lúcifer e seus anjos rebeldes, ideia conhecida como “teoria do intervalo”, “teoria do caos e restauração” ou mesmo “teoria do Éden luciferiano”. Obviamente, uma interpretação muito equivocada do relato de Gênesis. 

Segundo Moisés (autor inspirado dos cinco primeiros livros da Bíblia), antes de ser preparada para abrigar vida (terraformada), a Terra era sem forma e vazia. Quando Deus pronunciou as palavras “haja luz”, teve início a semana da criação, com seis dias literais e ininterruptos de 24 horas cada (veja o vídeo abaixo). No sexto dia foram criados os animais terrestres e o primeiro casal humano. Portanto, os dinossauros foram criados nesse dia e não muito tempo antes, numa tentativa de acomodar o relato bíblico com a visão evolucionista. 

Os criacionistas bíblicos, em sua maioria (e essa é também a posição da Sociedade Criacionista Brasileira), acreditam que os dinossauros (ou pelo menos a imensa maioria deles) foram extintos por ocasião do dilúvio, daí a abundância de fósseis deles e de muitas outras espécies de animais e plantas – já que se sabe que o processo de fossilização depende de soterramento rápido sob água e lama (veja o vídeo abaixo). 

Resumindo: a leitura do primeiro capítulo de Gênesis deixa claro que a Terra era sem forma e vazia antes de acolher vida, e não que se tornou sem forma e vazia no tempo dos dinossauros. A “teoria do intervalo” é, na verdade, uma aberração teológica semelhante à ideia da evolução teísta, pois coloca a existência da morte antes do pecado de Adão e Eva. Se a morte já existia, o salário do pecado não é ela, como explica o apóstolo Paulo em Romanos 6:3. Se a morte não é consequência do pecado de nossos primeiros pais, que dívida Jesus veio pagar na cruz? Deus passa a ser o culpado direto pela existência da morte e do violento processo evolutivo, e Jesus é despido de Sua missão messiânica, sendo encarado como mero revolucionário. Isso tudo atenta conta o caráter do Criador.

Conforme escreveu Maurício Stycer no portal UOL, “o impacto visual de efeitos especiais não diminuiu em nada a sensação de que estava assistindo a uma aula sobre criacionismo. […] Driblando a teoria da evolução, a novela ‘ensina’ que foi Lúcifer quem causou a extinção dos dinossauros. […] No segundo capítulo, a punição a Adão e Eva se estendeu à família, que enfrenta uma vida de privações. Sob o olhar atento de Lúcifer, que aprecia o drama, todas as filhas de Adão abandonam o lar em protesto à rispidez e ao machismo do pai. Inflexível, Deus recusa uma oferta de Caim porque ele não ofereceu o melhor que tinha para dar”.

Eis aí os problemas: (1) a falsa impressão de que o que a novela apresenta seria a visão criacionista; (2) o preenchimento com excesso de imaginação das lacunas no relato bíblico e o abuso da licença poética; (3) a descaracterização dos personagens bíblicos ou mesmo a ideologização anacrônica deles; e (4) a imprecisão teológica, afinal, Caim não ofereceu “o melhor que tinha para dar”, ele recusou oferecer o símbolo da única coisa que poderia salvá-los: o cordeiro que apontava para o Cordeiro (João 1:29).

A novela contou com a ajuda de consultores como o arqueólogo Dr. Rodrigo Silva, mas isso não significa que eles tenham tido acesso ao roteiro dos episódios ou que pudessem interferir no texto. O consultor apenas presta informações técnicas sobre alguns aspectos que deverão constar na obra. E os roteiristas/produtores/diretores decidem o que vão considerar ou não.

Semana que vem a novela vai tratar do dilúvio. Vejamos o que vem por aí… Enquanto isso, que tal abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

Michelson Borges




Seis diferenças físicas entre o homem e a mulher

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] “Dimorfismo sexual” é o termo científico para as diferenças físicas secundárias na reprodução entre os machos e fêmeas de uma espécie. Existem alguns exemplos extremos de dimorfismo, como o macho pavão, que tem caudas coloridas que são ausentes nas fêmeas – que por sua vez são atraídas pelas mais belas plumagens [O que teria evoluído primeiro, a plumagem diferenciada do macho ou a atração da fêmea pela plumagem diferenciada?]. Ao contrário desses animais completamente desiguais de acordo com o sexo, os homens e mulheres são fisicamente mais semelhantes do que diferentes. No entanto, existem algumas distinções fundamentais em nossos corpos. Algumas delas são projetadas [Se há um projeto, há por trás dele um ………….. (complete)] para atender as necessidades de cada sexo no papel que desempenham na reprodução, enquanto outras servem para nos ajudar na atração mútua [Quando teria surgido essa atração mútua, levando-se em conta que todos os seres vivos teriam sido, inicialmente, assexuados?]. Descubra abaixo o motivo das principais diferenças entre o corpo dos homens e das mulheres. 

1. Seio x peito. As mulheres são as únicas primatas [sic] que ficam “peitudas” o tempo todo, mesmo quando não estão amamentando. A maioria dos cientistas acredita que os seios são um truque evolucionário [!] para atrair os homens – embora eles estejam cheios de gordura, e não de leite, eles sinalizam a capacidade de uma mulher de alimentar seus filhos. Seios também ajudam os homens a descobrir com quem podem alcançar sucesso na reprodução. Meninas que ainda não passaram pela puberdade não desenvolveram os seios, e os seios das mulheres pós-menopausicas muitas vezes são encolhidos ou caídos. Seios fartos podem, portanto, demonstrar fertilidade. Os homens não precisam tentar enganar as mulheres fazendo com que elas acreditem que eles vão amamentar seus filhos, por isso não têm mamas. Mas, então, por que é que eles têm mamilos? Isso acontece porque os genes que codificam o desenvolvimento dos mamilos no útero fazem isso em um estágio embrionário muito precoce – antes mesmo dos genes que nos transformam em homens ou mulheres entrarem em ação. 

2. Vozes finas x grossas. Homens e mulheres têm cartilagem ao redor da laringe, mas como os homens têm a laringe maior (por isso tem a voz mais grossa), os pedaços de cartilagem se projetam mais. Com isso surge uma saliência no pescoço, conhecida como pomo-de-adão. Mas por que os homens têm a voz mais grossa? O tom de voz de um homem se relaciona com a quantidade do hormônio masculino testosterona que ele tem, e seu nível de testosterona por si só indica a sua qualidade genética e sua aptidão sexual. Como as mulheres evoluíram [sic] para procurar homens com todos os indicadores de aptidão sexual e de saúde, para poder produzir filhos saudáveis, vários estudos demonstram que elas tendem a ser mais atraídas por homens que não têm voz fina. 

3. Rostos de todas as formas. Os hormônios sexuais controlam as divergências de nossas características faciais. Quanto mais testosterona um homem tem, mais robusta é sua testa, maçãs do rosto e o queixo. Enquanto isso, quanto mais estrogênio uma mulher tem, maior é seu rosto, mais cheios são seus lábios e maior sua sobrancelha. Níveis elevados de testosterona também são relacionados com força muscular e agressividade, assim como vigor energético. Talvez por isso estudos mostrem que as mulheres julgam os homens com rostos mais angulares mais dominantes do que os homens com rostos mais redondos e afeminados. Elas também tendem a taxar homens com traços mais brutos como mais atraentes, especialmente quando estão ovulando e (inconscientemente pelo menos) procuram um parceiro sexual que vai produzir bons filhos. Quando elas estão à procura de um parceiro de longo prazo, por outro lado, estudos mostram que as mulheres preferem homens com características mais efeminadas, que têm menos testosterona e são mais susceptíveis a ser parceiros leais e pais dedicados. [Ainda bem que o homem foi projetado para ter os níveis de testosterona reduzidos quando se torna pai. Assim, a mulher não precisa procurar outro homem (efeminado) para cuidar de sua prole. O Criador fez tudo perfeito.] 

4. Questão cabeluda. Enquanto a maioria das mulheres odeia pelos em excesso pelo corpo e faz o máximo para acabar com eles, nos homens esse fator pode atrair parceiras e indicar masculinidade. A partir da puberdade, os pelos começam a aparecer no corpo dos meninos em uma quantidade realmente grande, ainda mais do que nas mulheres. Isso acontece porque o hormônio sexual chamado andrógeno, que estimula o crescimento dos cabelos, está presente em maior quantidade nos homens. Mas quando o assunto é pelo e cabelos pelo corpo, o que mais diferencia os homens sem dúvida é a barba. A maioria dos evolucionistas acredita que a barba se tornou predominante porque, no passado, as mulheres achavam os homens com pelos faciais mais atraentes. Os barbudos tinham mais chances de se acasalar dos que os homens de rosto liso. [Por que essa característica ainda não foi perdida, com tanta valorização do rosto liso e tanto comercial de lâmina de barbear? Se a maior parte das mulheres prefere um homem barbeado (pelo menos imagino que assim seja), por que a seleção natural ainda não eliminou a barba?] Essa atração pode surgir por dois fatores: primeiro porque barbas significam altos níveis de testosterona, e segundo porque elas significam maturidade sexual – da mesma forma que os seios nas mulheres. Barbas encorpadas também podem dar a impressão de que a mandíbula de um homem é maior. Mas nem tudo são flores para os barbudos. A mesma testosterona que faz surgir cabelo e pelos por todo corpo também os leva a ficar careca um dia. [Maldita “evolução”!] 

5. Eles preferem as loiras, elas os negros. Será? Já ouviu a história de que homens bonitos são negros e que o estereótipo de mulher perfeita é aquela loira de pele clara? Parece que esse é o gosto das culturas anglo-europeias, mas esses estereótipos não estão limitados a esses locais. Essas preferências podem refletir do fato que, a partir da puberdade, as mulheres tendem a ter a pele, cabelo e olhos mais claros que os homens. Assim, os ideais que surgem sobre como deveria ser cada gênero podem decorrer das pigmentações mais comuns em cada um deles. A clareza da pele de uma mulher está relacionada também com a quantidade de estrogênio à qual ela foi exposta no útero. Estudos sugerem que esse hormônio também pode clarear o cabelo. [Ficou clara para você essa tentativa de darwinização de uma preferência altamente questionada que parece ser puramente cultural? Curiosidade: Sabia que pouco mais de 15% das mulheres nascem loiras e que há 33% de loiras? Seleção artificial?] 

6. Músculos x curvas. Existem mulheres incrivelmente musculosas, mas, em geral, os homens são mais musculosos que as mulheres. As mulheres costumam ter apenas pouco mais da metade da força dos homens na parte superior do corpo, e cerca de dois terços de força nos membros inferiores. Enquanto o metabolismo masculino queima calorias mais rápido, o metabolismo feminino tende a converter mais alimento em gordura. Elas armazenam a gordura extra em seus seios, coxas, nádegas e na camada inferior da pele – dando à pele feminina uma sensação de maciez. 

Os corpos de homens e mulheres representam bem o papel de cada sexo nas sociedades primitivas [quer dizer que na sociedade “moderna” essas diferenças acabarão desaparecendo? Que tal viver num mundo povoado por homens-mulheres e mulheres-homens? Tô fora!]. Mulheres têm o corpo preparado [Preparado por quem? E antes de estar preparado, como sobreviviam e garantiam a sobrevivência da prole? O que dizer da maravilha do projeto da gestação, que tinha que funcionar bem desde a primeira vez?] para transportar uma criança e para seu nascimento, e têm os quadris mais largos para manter gordura extra para a gravidez. Homens, livres das exigências do parto, têm o benefício de serem tão fortes e ágeis quanto possível, pois precisavam ir em busca de alimento e competir por ele com outros homens. [A teoria da evolução tenta nos explicar o porquê das diferenças, mas nunca consegue explicar adequadamente – sem se valer de hipóteses mirabolantes – o como. Como teria surgido a diferenciação entre os sexos?] 


Nota: A despeito do viés darwinista que impregna o texto acima, uma coisa salta das entrelinhas: homem e mulher foram maravilhosamente projetados em suas diferenças plenamente compatíveis e desejadas. Tanto é assim que, uma vez unidos, tornam-se uma só carne, segundo o livro de Gênesis. Deus seja louvado por essas diferenças! [MB]

sexta-feira, novembro 06, 2020

SCB quer despertar interesse de juvenis pela iniciação científica

Países como Japão, Alemanha, Estados Unidos e China, que estão à frente na corrida pela inovação e desenvolvimento tecnológico, reconhecem que o investimento em pesquisa é estratégico para obter resultados. Isso transparece na porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) que destinam anualmente especificamente para esse fim, como mostra a pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação publicada em 2018. No ano anterior, 2017, o Brasil havia direcionado 1,26%, contra 4,55% da Coreia do Sul. Isso gera reflexos diretos na política educacional, que estimula estudantes a se interessarem por temas científicos e dedicar-se à pesquisa. No entanto, salvo algumas exceções, no território nacional, o primeiro contato com o universo da investigação científica se dá apenas nos cursos universitários, seja em disciplinas isoladas ou como exigência na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).  

Mas e se esse interesse fosse despertado ainda na infância? É o que a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) se propõe a fazer por meio do livro Acaso ou Planejamento? Uma Perspectiva Criacionista Bíblica, lançado para ser uma contribuição para a iniciação científica de nível básico. A obra, de 605 páginas, está dividida em cinco grandes áreas: Universo, sistema solar e natureza; Planeta Terra, geografia física e meio ambiente; Vida vegetal na Terra; Vida animal na Terra, e, por fim, O ser humano.

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terça-feira, outubro 20, 2020

Pesquisa: vida “começou” com animais parecidos com os atuais


Acredita-se que a vida se originou na Terra há cerca de 3,5 bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Porém, como exatamente ela era, é difícil ter certeza. Acredita-se que seres unicelulares, como as bactérias, foram os primeiros habitantes vivos do planeta. Isso mostraria que a vida primitiva era muito diferente da atual. Agora, uma nova pesquisa liderada pelo geneticista evolucionista Momir Futo e publicada na Molecular Biology and Evolution mostrou que pode haver mais semelhanças do que o imaginado.

 Sabe-se que as bactérias se unem e criam uma casa comunitária protetora, formando colônias conhecidas como biofilmes, que fazem com que os organismos fiquem mais fortes. Isso porque, na segurança dessas estruturas, podem resistir melhor às mudanças climáticas, comunicar-se e até compartilhar uma espécie de memória coletiva. Agora, Futo e sua equipe descobriram que esses biofilmes também se desenvolvem como um organismo multicelular. Isso inclui divisão de trabalho, morte celular programada e autorreconhecimento.

 No laboratório, os pesquisadores investigaram o Bacillus subtilis em forma de bastonete, comumente encontrado no solo, em vacas e até nos humanos. A equipe estabeleceu uma linha do tempo de expressão genética do biofilme conforme ele se desenvolvia, começando com algumas células iniciais até dois meses de idade. Além disso, os cientistas compararam os produtos dos genes com os de outras bactérias da sua árvore genealógica, mapeando os relacionamentos evolutivos.

 “Surpreendentemente, descobrimos que os genes evolutivos mais jovens foram cada vez mais expressos em relação aos pontos temporais posteriores do crescimento do biofilme”, explicou Tomislav Domazet-Lošo, da Universidade Católica da Croácia. A ordem da expressão gênica durante o crescimento da estrutura reflete o tempo de evolução [sic] desses genes. O mecanismo é semelhante ao que embriões animais em desenvolvimento possuem.

 Esta, porém, não é a única maneira em que os biofilmes se assemelham aos embriões animais. Há também a organização passo a passo da expressão gênica. Ela representa um aumento na comunicação entre as células durante o desenvolvimento, o que, no caso dos biofilmes, coincide com o aparecimento de rugas 3D. “Isso significa que as bactérias são verdadeiros organismos multicelulares como nós”, destacou Domazet-Lošo. “Considerando que os fósseis mais antigos conhecidos são biofilmes bacterianos, é bem provável que a primeira vida também fosse multicelular, e não uma criatura unicelular como considerado até agora”, finalizou.

 Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram um novo método, conhecido como filoestratigrafia, e ainda há certa dúvida sobre sua confiabilidade. Além disso, a equipe afirma que os resultados são limitados a biofilmes de uma única espécie e em condições laboratoriais. Apesar disso, os pesquisadores concluíram que “é indiscutível que a célula é a unidade básica da vida; no entanto, isso não implica prontamente que a primeira vida foi estritamente unicelular”.

 (Olhar Digital)

 Nota: Quanto mais o tempo avança e mais pesquisas são feitas, mais se percebe que a vida “começou” com toda a complexidade conhecida hoje e necessária desde sempre. A hipótese do “surgimento” da vida a partir da não vida, de maneira rudimentar e aleatória, vai sofrendo golpe após golpe, e fortalecendo a ficção científica chamada “panspermia cósmica” (ato de jogar a “batata quente” para fora). [MB]

O paper original (open access) pode ser baixado aqui.

Assista ao vídeo "Panspermia cósmica: o retorno"

sexta-feira, outubro 02, 2020

Simpósio criacionista terá sua primeira edição sul-americana online

O Instituto de Pesquisa e Geociência da Igreja Adventista na América do Sul (GRI-DSA) vai promover neste fim de semana o 1º Simpósio Criacionista da Igreja Adventista no território. Com o tema “Origens”, o evento contará com a participação de convidados, com transmissão online nos canais oficias da denominação. Michelson Borges, jornalista e vice-presidente da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), será um dos palestrantes do evento. Ele vai tratar da panspermia, uma teoria que considera que microrganismos ou precursores químicos da vida podem estar presentes no espaço, sendo capazes de dar surgimento à vida quando encontrarem um planeta adequado. 

sexta-feira, setembro 11, 2020

Quando vão derrubar as estátuas de Darwin?

Nos protestos por igualdade racial que se espalham através da América e do mundo, uma cena é recorrente: caem as estátuas em homenagem a figuras históricas cuja biografia é controversa. Em seu lugar, pedestais vazios ostentam pichações de censura a seus feitos, celebrados no passado mas inaceitáveis no presente. Sob a representação de Cristóvão Colombo, em Providence, Estados Unidos, lê-se: “pare de celebrar genocídio”. 
 
Além de ter encontrado o continente americano em 1492, Cristóvão Colombo também foi governador e vice-rei das “Índias” (hoje, o país caribenho da República Dominicana). Segundo historiadores, em resposta à agitação e revolta dos nativos, Colombo ordenou uma repressão brutal na qual muitos foram mortos. Em uma tentativa de impedir mais rebeliões, Colombo ordenou que seus corpos desmembrados fossem exibidos pelas ruas.
 
No rastro das manifestações que seguiram a morte de George Floyd, a agitação de grupos minoritários tem como um de seus alvos os personagens históricos reconhecidamente racistas. O escritor e jornalista italiano Indro Montanelli – que quando servia o exército fascista durante a invasão italiana na Abissínia (hoje Etiópia) chegou a comprar uma africana de apenas doze anos como escrava – teve sua imagem em Milão depredada. Sob ela escreveram “racista estuprador”. 
 
(Jornal Opção)
 
Nota: Se é para levar esse revisionismo até às últimas consequências, sugiro que se derrubem também as estátuas do naturalista inglês Charles Darwin, pelas ideias racistas que expôs em seu livro menos conhecido A Descendência do Homem. Mas acho que minha proposta não dará em nada... [MB]
 
Leia também: Racismo e evolucionismo em pauta, Criacionismo é racista?! Ok, vamos falar de racismo, Charles Darwin: pai da eugenia?, Racismo darwinista e Darwin e as "raças inferiores": racismo?
 


sexta-feira, setembro 04, 2020

A falsa marcha do progresso


O Instagram da revista Galileu publicou a seguinte nota: “Publicada pela primeira vez em 1965, não é exagero dizer que a ‘Marcha do Progresso’, que você vê acima, é uma das representações mais mal-interpretadas de todos os tempos. Muito disso se dá por concepções equivocadas sobre a teoria da evolução desenvolvida pelo biólogo britânico Charles Darwin. É comum vermos a imagem sendo utilizada para ilustrar a ‘transformação’ do macaco em humano, passando a ideia de que há uma hierarquia entre os seres vivos na qual alguns organismos são ‘simples’ e outros, ‘sofisticados’. O desenho também dá a impressão de que entre o surgimento de uma espécie e outra há um salto evolutivo drástico, ou seja, não há intermediários entre elas. O principal motivo por trás dessa leitura equivocada é a má compreensão da teoria da evolução de Darwin.”

Quando li “biólogo britânico Charles Darwin”, tive vontade de nem prosseguir na leitura. Darwin nunca foi biólogo. Os primeiros cursos de Biologia foram criados bem depois da morte do naturalista que estudou Teologia. Mas resolvi fazer um esforço e ler o restante.  

O objetivo da nota é mostrar que a imagem (ridícula por si só) não refletiria a “realidade” de que existiriam elos transicionais entre as espécias e não “saltos evolutivos”. Mas o que nos mostra o registro fóssil? Exatamente: saltos evolutivos.

De qualquer forma, grosso modo, a imagem expressa, sim, a filosofia subjacente ao modelo darwinista. Ou seja: está errada de qualquer forma.

Michelson Borges

quarta-feira, setembro 02, 2020

A intolerância e a censura nos campi universitários

Em 2013, ativistas ateus na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram convencer a reitoria a cancelar um evento intitulado “1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens”. Os doutores Rodrigo Silva, Marcos Eberlin e eu falaríamos, respectivamente, sobre arqueologia, química e mídia. Na época, escrevi a seguinte nota de esclarecimento em meu blog www.criacionismo.com.br: “Claramente conscientes de que a Unicamp se trata de uma instituição secular, nós, os palestrantes daquele que seria o 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, tínhamos a convicção de que deveríamos, cada um em sua respectiva palestra e área, tratar do tema sob uma perspectiva científico-filosófica. Nenhum de nós iria ao campus falar de religião, Bíblia nem mesmo criacionismo. Não somos pensadores mal-intencionados em busca de prosélitos. Todos nós – assim como penso que ocorre com muitos na academia – amamos a ciência e procuramos seguir as evidências, levem aonde levar. Não estamos engajados numa cruzada contra a ciência. Essa é a visão de uma oposição que vive à luz da falácia do espantalho, tenta nos desacreditar, nos ‘deformar’ e estereotipar sob a pecha de ‘fundamentalistas’, e, assim, impedir o livre debate de ideias num ambiente que deveria ser, acima de qualquer outro, local exatamente próprio para isso. Foi com profunda decepção que recebi a notícia do cancelamento do fórum, sem um motivo real que justificasse tal medida.”

Depois disso, o Dr. Eberlin (químico premiado no Brasil e no exterior, com um currículo invejável) escreveu um texto em desagravo (confira) e até a revista IstoÉ se manifestou com a matéria “Deus fora da Unicamp” (confira).

Lembro-me de meus tempos de aluno na Universidade Federal de Santa Catarina que era comum ver nos murais do campus cartazes com anúncios de eventos espiritualistas, medicina alternativa e até palestras com monges tibetanos. Mas falar em criacionismo e criticar o marxismo, por exemplo, aí era um convite ao escárnio e ao desprezo. Os anos passaram e a intolerância apenas recrudesceu.

Recentemente, um amigo pesquisador concluiu um estágio na área de Paleontologia em uma federal. O currículo dele foi analisado (tem mestrado em Ciências) e ele foi aprovado na seleção. Fez o curso com muita seriedade e competência – sei do que estou falando, pois o conheço pessoalmente e sou testemunha de sua produção e honestidade. Ele tem artigos científicos e livros publicados, é colunista de revista de divulgação em ciência e saúde, e tem dado grande contribuição para a ciência e para o criacionismo no Brasil e no exterior. “Mas espere aí! Você falou ‘criacionismo’?” Sim, falei. E aí está o problema, né?

Como é direito de toda pessoa que conclui um curso acadêmico ou obtém uma titulação, esse meu amigo, obviamente, apresenta suas credenciais em eventos e textos. E isso bastou para receber a seguinte mensagem do responsável pelo curso:

Em lugar de se discutirem ideias, blinda-se a discussão com o uso das expressões típicas: “pseudociência”, “teorias conspiratórias”, “mentiras e desinformação”. Se eu acreditasse em vida após a morte antes da ressurreição, diria que Newton, Galileu, Copérnico e Pascal estariam se revirando no túmulo agora.

Em 2002, a revista de divulgação científica popular Galileu afirmou em uma matéria de capa que criacionistas são “especialistas autoproclamados”. Em reação a isso, publiquei o livro Por Que Creio, com o testemunho de doze pesquisadores criacionistas titulados, provando que a revista foi leviana. Mas é assim: primeiro acusam criacionistas de não ter formação acadêmica, depois, quando eles procuram estudar, pesquisar e publicar, são impiedosamente censurados.

Esta foi a resposta do meu amigo ao responsável pelo curso:

“Boa tarde, [fulano]. De forma nenhuma estou utilizando o [...] para justificar o criacionismo. Essa é uma interpretação equivocada sua. Quando participo de algum programa cristão, eu sempre menciono minhas titulações e cursos realizados [...], assim como todo palestrante [faz]. Ademais, em momento algum menciono que aprendi criacionismo nessas instituições. Onde há falta de ética nisso? Muito cuidado! Perigosa, a meu ver, é a sua atitude de vir solicitar que eu não mencione minhas titulações. Isso me soa cerceamento de direito de expressão.”

A verdade é que os campi seculares (e não só eles) tornaram-se trincheiras para pensadores progressistas, naturalistas, marxistas e evolucionistas. Qualquer um que ouse desafiar ou ameaçar esse status quo é hostilizado e até censurado, como está acontecendo com meu amigo pesquisador. E para não dizerem que isso é conversa de “fundamentalista religioso”, vou mostrar aqui duas “pedras” gritando o óbvio. Dois livros que revelam os bastidores sórdidos dessa inquisição sem fogueiras que se tornaram grandes setores da mídia secular e da academia.

O primeiro livro é o Cynical Theories – How activist scholarship made everything about race, gender, and identity – and why this harms everybody (Teorias Cínicas – Como estudiosos ativistas transformaram tudo em uma questão de raça, gênero e identidade – e como isso prejudica a todos, em tradução livre), de Heln Pluckrose e James Lindsay. Um dos autores, inclusive, é ateu. Veja a sinopse que consta no site da Amazon: 


“Você já ouviu que a linguagem é violência e que a ciência é sexista? Você já leu que certas pessoas não devem praticar ioga ou cozinhar comida chinesa? Ou ouviu que ser obeso é saudável, que não existe tal coisa como sexo biológico, ou que apenas brancos podem ser racistas? Você fica confuso com essas ideias e se pergunta como elas conseguiram desafiar tão rapidamente a própria lógica da sociedade ocidental? Neste volume investigativo e intrépido, Helen Pluckrose e James Lindsay documentam a evolução do dogma que traz essas ideias, de suas origens grosseiras no pós-modernismo francês [sempre lá!] para seu refinamento dentro de campos acadêmicos ativistas. [...] Como Pluckrose e Lindsay alertam, a proliferação desenfreada dessas crenças anti-iluministas representam uma ameaça não apenas para a democracia liberal, mas também para a própria modernidade. Embora reconhecendo a necessidade de desafiar a complacência daqueles que pensam que uma sociedade justa foi totalmente alcançada, Pluckrose e Lindsay analisam como o ativismo muitas vezes radical faz muito mais mal do que bem, pelo menos para as comunidades marginalizadas que afirma defender.”

O segundo livro é o Sobre o Relativismo Pós-Moderno e a Fantasia Fascista da Esquerda Identitária, do antropólogo e escritor Antonio Risério. E antes que você se sinta tentado a rotular o autor como algum tipo de direitista radical, preciso lhe dizer que ele mesmo se identifica como um esquerdista democrático. O que Risério faz em seu livro, entre outras coisas, é denunciar os extremos de ambos os lados do espectro ideológico. Sinopse da obra no site da Amazon:

“Este é um livro de enfrentamento direto, que desafia o relativismo pós-moderno e o fascismo identitário. O antropólogo, historiador, ensaísta, poeta e produtor cultural Antonio Risério [...] agora entrega aos leitores um ensaio de intervenção intelectual e combate político frontal, abertamente polêmico, sem concessões nem meias palavras. Autor de roteiros de cinema e TV, com mais de 20 livros publicados, aqui ele narra a história da formação dos movimentos excludentes (da contracultura e da transição democrática na década de 1970 aos de hoje), desmontando suas mistificações e manipulações, do desvario irracionalista do pensamento pós-moderno às posturas fraudulentas da realidade e da história. O pensador baiano faz uma crítica rigorosa e vigorosa à estranha ‘práxis’ esquerdista que colocou os campi sob seu controle, na base do chicote e da rédea curta. Um protesto em defesa do verdadeiro convívio político e cultural, da vida ao ar livre da democracia.”

Abaixo a ditadura da inquisição sem fogueiras! Abaixo a censura e o autoritarismo!

Michelson Borges

terça-feira, setembro 01, 2020

Fóssil de sapo descoberto no Brasil reforça tese criacionista

O volume 101 do periódico Journal of South America Earth Science, de agosto de 2020, publicou o achado de um anuro do período conhecido como Cretáceo Inferior, de supostamente 119 milhões de anos, na Formação Crato do nordeste do Brasil. Os anuros são um grupo de animais da classe dos anfíbios que incluem os sapos, as rãs e as pererecas.

 A Formação Crato é constituída por rochas calcárias que formam bancos de até 60 metros de espessura, com intercalações de material arenoso de granulação fina a grossa. Ela faz parte da Bacia do Araripe. Este local é um depósito sedimentar de direção geral leste-oeste desenvolvido durante a ruptura do supercontinente Pangeia nas fases finais de abertura do Oceano Atlântico. A bacia do Araripe possui cerca de 9000 km2, e inclui os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Para os criacionistas, a fragmentação de Pangeia, dando origem aos continentes atuais, foi um dos eventos mais dramáticos do grande dilúvio bíblico narrado no livro de Gênesis.

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segunda-feira, agosto 31, 2020

Cientista renomado apresentará palestra na Andrews University

Em 3 de setembro de 2020 [às 17h30, horário de Brasília], o Departamento de Química e Bioquímica da Andrews University apresentará uma palestra online de James M. Tour sobre as origens da vida, um tópico que gerou controvérsia significativa no campo da química pré-biótica. Tour, que tem três cátedras na Rice University em química, ciência de materiais e nanoengenharia, e ciência da computação, fará uma apresentação intitulada “Cientistas não sabem da origem da vida”.

 A palestra é co-patrocinada pelo Centro para Diálogo Interdisciplinar da Andrews University e pela Agência de Serviço de Educação Regional do Condado de Berrien.

 Tour é um renomado químico orgânico sintético e nanotecnologista, que se autodescreve como judeu messiânico praticante há mais de 40 anos. Ele escreveu e lecionou extensivamente sobre pesquisa da origem da vida e, especificamente, sobre química pré-biótica. Tour tem mais de 700 publicações de pesquisa e mais de 130 patentes em diversas áreas. Ele também desenvolveu estratégias para retardar ataques terroristas químicos.

 Para educação pré-universitária, Tour desenvolveu o conceito NanoKids para educação K-12 em ciência em nanoescala, e também pacotes de ciência Guitar Hero para educação de ensino fundamental e médio. Esses recursos são usados ​​atualmente por mais de 450 distritos escolares e 40 mil professores, com mais de um milhão de downloads.

 Tour completou um bacharelado em química pela Syracuse University, um PhD em química orgânica sintética e organometálica pela Purdue University e um pós-doutorado em química orgânica sintética pela University of Wisconsin e pela Stanford University. Depois de passar 11 anos no corpo docente do Departamento de Química e Bioquímica da Universidade da Carolina do Sul, ele ingressou no Centro de Ciência e Tecnologia em Nanoescala da Rice University, em 1999.

 Tour ganhou muitos prêmios e reconhecimentos, incluindo o Prêmio Centenário da Royal Society of Chemistry 2020 por inovações em química de materiais com aplicações em medicina e nanotecnologia. [...] Ele foi nomeado um dos “50 cientistas mais influentes do mundo hoje” (2019); listado no “The World’s Most Influential Scientific Minds” por Thomson Reuters (2014); nomeado “Cientista do Ano”pela R&D Magazine (2013); e foi classificado como um dos dez maiores químicos do mundo na primeira década do século 21 (2009). Ele foi selecionado ou eleito ou introduzido na Royal Society of Chemistry, na National Academy of Inventors e na American Association for the Advancement of Science. Seus prêmios incluem o Arthur C. Cope Scholar Award da American Chemical Society por suas realizações em química orgânica (2007); o Prêmio Feynman em Nanotecnologia Experimental (2008); e o Prêmio Trotter em “Informação, Complexidade e Inferência” (2014).

 Tour é tão prolífico e público sobre os estudos bíblicos quanto sobre a ciência. Seu podcast de 19 de julho de 2020 marcou a centésima edição de sua série sobre o livro de Gênesis, que começou em 2018. Cópias de áudio podem ser encontradas em seu site. Ele tem presença ativa nas redes sociais como Facebook, YouTube, Instagram e Twitter. Suas palestras no YouTube consistem em ciência, fé e estudos bíblicos.

 Tour não vê conflito entre fé e ciência, tendo sido citado dizendo: “Eu construo moléculas para viver. Eu não posso começar a dizer o quão difícil é esse trabalho. Eu admiro a Deus por causa do que Ele fez por meio de Sua criação. Só um novato que nada sabe sobre ciência diria que a ciência tira a fé. Se você realmente estudar ciência, isso o deixará mais perto de Deus.”

 Sua próxima palestra na Andrews University será uma oportunidade única de apresentar argumentos científicos em uma comunidade de aprendizagem de fé e valores compartilhados. Ele planeja oferecer uma crítica científica, não baseada em filosofia nem teologia, dos modelos atuais de origem de vida. Especificamente, ele abordará a falta de propostas quimicamente válidas que expliquem a síntese, informação, montagem e função vital que, em última análise, converteu os blocos de construção químicos nas estruturas e funções da vida.

 (Adventist Review)

 Nota: A videoconferência será apresentada via Zoom, às 17h30 do dia 3 de setembro. Link aqui. 

Teorema matemático prova existência de Deus

Congresso universitário realizado na Missão Bahia Sudoeste com a presença dos palestrantes Michelson Borges, Rodrigo Silva, Matusalém Alves, Eduardo Lütz e Graça Lütz. Acompanhe o encontro completo que durou três dias, no canal "Fala Sério, Pastor", no YouTube. Na palestra acima, o físico Eduardo Lütz apresenta várias evidências da existência de Deus, incluindo uma PROVA; isso mesmo, uma prova: um teorema matemático que prova a existência de Deus. Confira.

Clique aqui para assistir.

quinta-feira, agosto 27, 2020

Há 150 anos nascia o pioneiro do criacionismo moderno

No livro The Creationists, o acadêmico Ronald Numbers afirma que o criacionismo espalhou-se rapidamente durante o século 20, desde seu humilde começo “nos escritos de Ellen White”. Mark Noll também afirma que o criacionismo moderno emergiu dos esforços dos adventistas do sétimo dia. Outro estudioso que reconhece esse “DNA criacionista” adventista é o físico Eduardo R. da Cruz, organizador do livro Teologia e Ciências Naturais (Paulinas). Na página 239, é dito que “o criacionismo não consiste na sobrevivência de uma cosmovisão pré-científica; ao contrário, trata-se de um fenômeno moderno, ligado primariamente aos adventistas”. Mas se há um nome que pode ser considerado o pioneiro do criacionismo moderno é o do canadense George McCready Price (1870-1963), justamente por ter se aprofundado em áreas como biologia e geologia, relacionando suas pesquisas e descobertas à cosmovisão bíblica.

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sexta-feira, agosto 14, 2020

Inserção de genes humanos cria animais “humanizados”

 

Para os critérios de hoje, o romance Frankstein é até meio bisonho. Mas expressa com contundência uma questão recorrente da ciência: Seremos algum dia capazes de criar um ser humano artificial? Entre os cientistas da computação, a meta é emular ao máximo as capacidades humanas por meio de máquinas inteligentes. Entre os biólogos, a criação artificial de um homem é vista com ceticismo. Os filósofos morrem de rir.

Na última virada do século, o debate esquentou com a criação de organismos geneticamente modificados (lembram da ovelha Dolly?) e a manipulação de células-tronco que hoje podem até gerar minicérebros humanos. O fato é que estamos longe de conseguir criar um ser humano artificial, como fez o personagem Viktor Frankenstein, criado por Shelley. Será?

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