terça-feira, janeiro 20, 2009
segunda-feira, janeiro 19, 2009
O ano é de Darwin e não tem pra ninguém
segunda-feira, janeiro 19, 2009
ciência, darwinismo
Neste ano, veremos uma série de eventos celebrando a pessoa e a obra do naturalista inglês Charles Darwin. Especialmente nos dias 12 de fevereiro (aniversário de 200 anos do nascimento dele) e 24 de novembro (150 anos da publicação de A Origem das Espécies). Como diz um amigo meu, “Darwin acertou no varejo, mas errou no atacado”. Ou seja, a explicação dele para a variação entre os seres vivos de um grupo (seleção natural) é realmente uma boa idéia. Mas extrapolá-la para bilhões de anos no passado e afirmar que todos os seres vivos descendem de um ancestral comum ainda desconhecido, isso, sim, é ficção das boas.Darwin merece ser lembrado por suas pesquisas e pelo que escreveu. Mas será que exaltá-lo à posição de um dos maiores cientistas de todos os tempos, descobridor do maior “insight” já tido pela humanidade, não é exagero? Não se torna quase um culto à personalidade?
A cerimônia oficial de Abertura do Ano Internacional da Astronomia 2009 será às 18 horas de amanhã, no Planetário do Rio de Janeiro. De 19 a 28 de janeiro, outras 50 cidades brasileiras realizarão também seus eventos de abertura. Mas, conforme lembra o jornalista Maurício Tuffani, em seu blog Laudas Críticas, “não foi apenas a astronomia que ‘nasceu’ há exatos quatro séculos, com a observação do céu por Galileu Galilei (1564-1642) ao telescópio. Foi também o nascimento da ciência moderna. A comemoração se deve às primeiras observações astronômicas de Galileu em 1609 com um instrumento aperfeiçoado por ele. Com essa modificação de um dispositivo óptico que aproximava a observação de objetos, construído no ano anterior por holandeses, nasceu o telescópio, que teve esse nome a partir de 1611. Seu uso permitiu refutar a concepção geocêntrica do mundo e a da imutabilidade e perfeição dos corpos celestes, que eram formados por éter, segundo Aristóteles (384-322 a.C.), em Sobre o Mundo e Sobre o Céu, e Cláudio Ptolomeu (87-151 d.C.), no Almagesto e no Tetrabiblos”.
Foi com Galileu, e não com Darwin, que o próprio método científico experimental nasceu. Esta, sim, uma das maiores invenções da humanidade: a ciência empírica que acabou levando o conhecimento do mundo a dar seus incríveis saltos com outros grandes cientistas como Newton, Pasteur e Pascal (só para lembrar, todos cristãos). Galileu também ajudou a mudar radicalmente a visão do mundo e do Universo mantida até então como dogma pela Igreja Católica (e não pela Bíblia, como alguns confundem).
Mas este é o ano da Astronomia e não de Galileu, o inventor do método científico...
Por que não se homenageiam na mesma proporção cientistas como Albert Einstein, o casal Curie, Copérnico, o próprio Galileu e o grande Isaac Newton?
Me parece que os proponentes do naturalismo filsosófico estão usando Darwin para promover sua ideologia da negação do sobrenatural. Deve ser isso.[MB]
Um cachorro atrapalhado e lições de vida
"Marley e Eu" (Marley and Me) é filme recente lançado simultaneamente em vários países na virada do ano 2008-2009. Deverá estar disponível em DVD em junho de 2009. O filme traz os conhecidos rostos de Owen Wilson e Jennifer Aniston e uma história que prende o interesse do começo ao fim. É baseado em fatos reais, originalmente narrados por John Grogan, personagem no filme e na vida real, em seu primeiro livro (2005) do mesmo nome do filme, que rapidamente virou best-seller nos Estados Unidos. Ele apresenta o relato de dois jornalistas, recém-casados e recém-chegados à Flórida. Eles constroem suas vidas profissionais e como casal, enfrentando positivamente as incertezas e lutas da jornada, com muito amor e fidelidade, enquanto vivenciam o crescimento da família com a chegada dos filhos.Não é filme evangélico, mas nessa era, em que os valores cristãos são sistematicamente desrespeitados ou apresentados como ultrapassados e anacrônicos, o filme vem como uma lufada de ar fresco em um mundo saturado pelo ar estagnado da morte intelectual e moral. O elo de ligação da história é o cachorro do casal: Marley; no entanto, a narrativa transcende os episódios decididamente engraçados e bem humorados vividos pelo enorme animal. Com sua postura atrapalhada e incorrigível, Marley tanto traz alegria, como muita confusão e problemas ao jovem casal. Os filhos vão chegando e com eles maior complexidade à vida de cada um, mas o desenrolar da história vai se ancorando em princípios que realmente resultam em casamentos estáveis e na felicidade dos cônjuges. Não quero dar os detalhes da história, nem revelar o que acontece, mas destaco os seguintes pontos positivos, que podem tanto servir de exemplo para jovens, como também para reuniões de casais, que fariam bem vendo e discutindo os temas, conforme eles vão transparecendo no filme. [Leia mais]
A moda do desrespeito
segunda-feira, janeiro 19, 2009
comportamento
Um estilista chileno chamado Ricardo Oyarzun ilustra bem esta época irreverente de desrespeito à religião e ao sagrado. Como se não bastassem as campanhas ateístas (algumas com tom ofensivo, como a que acabou frustrada na Itália), agora a moda (pelo menos na visão desse indivíduo) é misturar sensualidade com figuras bíblicas. E a escolhida foi justamente Maria, a mãe de Jesus. Oyarzun vestiu “Maria” de forma sensual, com decotes indecentes que praticamente deixam os seios à mostra. Não sei se ele teria coragem de fazer isso com a própria mãe... É uma atitude lamentável, não apenas pelo caráter sacrílego, mas pelo desrespeito mesmo que isso representa. Às vezes, a falta de criatividade e a vontade de aparecer fazem com que alguns apelem para o ridículo, o bizarro e o chocante – tudo pelos 15 minutos de fama.Obama: união acima de raças, religião e sexualidade
Diante do memorial de Lincoln, e no mesmo local em que Martin Luther King fez o famoso discurso sobre a superação das diferenças raciais nos Estados Unidos em 1968, o presidente eleito Barack Obama fez neste domingo, em Washington, um apelo pela união dos americanos para superar os desafios, deixando de lado as diferenças raciais, religiosas e de sexualidade. Ele saudou a multidão, dizendo que todos eram bem-vindos à celebração da "renovação da América", e afirmou que poucas gerações enfrentaram tantos desafios ao mesmo tempo, com a crise econômica e as guerras no exterior, mas disse que, juntos, os americanos poderão superar os problemas e manter vivo o "sonho dos fundadores do país". "Enquanto eu estou aqui hoje, o que me dá a maior esperança não são as pedraa e o mármore que nos cercam hoje, mas o que preenche o espaço entre elas. Que são vocês -americanos de todas as raças, regiões posições sociais que vieram aqui porque acreditam no que este país pode ser e porque vocês querem nos ajudar a chegar lá", discursou Obama.
Em uma extensão do pedido de união e superação das diferenças para além das raças e da posição política, o presidente eleito fez um dos seus mais fortes apelos em direção à aceitação dos homossexuais. (...)
Artistas como Beyonce, Bruce Springsteen e o grupo U2 [se apresentaram] para uma multidão de mais de 200 mil pessoas no mesmo local. O evento, chamado de "We Are One" ("Nós somos um"), faz parte do conjunto de celebrações da posse de Obama, que assume a Presidência [amanhã].
(Folha Online)
Nota: Além de prometer o combate ao aquecimento global, agora Obama cumpre seu papel previsto de recuperador da imagem arranhada dos EUA e defensor da união de todos em torno de um bem comum (coletivismo). Salvo algumas diferenças, esse vem sendo o mesmo discurso conciliatório (ecumêmico) do papa Bento 16. As profecias estão cada vez mais atuais...[MB]
Homenagem ao pioneiro
segunda-feira, janeiro 19, 2009
criacionismo
Durante o 6º Encontro Nacional de Criacionistas, realizado de 15 a 18 deste mês, no Unasp, campus São Paulo, foi feita uma justa homenagem ao pioneiro do criacionismo no Brasil, o professor Orlando Ritter. Na noite de sábado, foi pré-inaugurado o Museu de Ciências Naturais que leva o nome do educador que dedicou 58 anos de sua vida ao magistério e à causa do criacionismo. Formado em Matemática pela USP, Ritter se especializou em Educação e lecionou por muitos anos nos cursos de Teologia e Pedagogia. O museu terá em seu acervo diversos fósseis e pôsteres explicativos, e a inauguração oficial está prevista ainda para este ano. Durante a visita às instalações do museu, tive o privilégio de entrevistar brevemente o professor Ritter, para uma reportagem sobre o evento que será publicada na Revista Adventista de março. Confira no vídeo acima. (Detalhe: o primeiro material criacionista que estudei no fim de década de 1980 foi justamente a apostila "Estudos Sobre Ciência e Religião", do professor Ritter.)
domingo, janeiro 18, 2009
Campanha ateísta não deu certo na Itália
domingo, janeiro 18, 2009
ateísmo
A associação italiana União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas (UAAR) foi proibida de divulgar uma campanha publicitária nos ônibus de Gênova. A concessionária de publicidade nos meios de transporte públicos IgpDecaux considerou que o slogan “Má notícia: Deus não existe; Boa notícia, você não precisa dele” é provocatório e não se enquadraria no código de ética da propaganda italiana. “Não esperávamos a proibição da campanha, mas levávamos em conta o risco que corríamos. O contrato já estava pronto para ser assinado”, disse à BBC Brasil Giorgio Villella, organizador dos eventos da UAAR e ex-secretário nacional da associação. A IgpDecaux, com sede em Milão, argumentou que segundo os códigos 10 e 46 de autodisciplina regulamentar, a publicidade não deve ser ofensiva e as campanhas não devem lesar o interesse de ninguém.
“Se irão apresentar outro slogan poderemos examinar. Não se trata de seguir ou não as indicações da Igreja”, afirmou Fabrizio DuChene, administrador-delegado da empresa ao jornal La Repubblica.
A UAAR promete lutar contra a proibição de veicular a mensagem de que Deus não existe.
“Vamos pedir que à prefeitura de Genova revogue o contrato com a IgpDecaux. A prefeita da cidade, que é laica, tinha se declarado favorável à campanha, realçando o direito de liberdade de expressão. E iremos até a Corte de Justiça Européia se for necessário”, disse Villella. (...)
Durante a fase de discussão sobre a campanha alguns motoristas cristãos da empresa de transporte público de Gênova ameaçaram não conduzir ônibus que carregassem a propaganda ateísta.
A veiculação da campanha custaria cerca de 8 mil euros (cerca de R$ 23 mil). Dois ônibus circulariam a partir do dia 4 de fevereiro durante quatro semanas.
A iniciativa é semelhante à que está sendo realizada em Londres, Washington e Barcelona. Na Austrália, a proposta também foi vetada. (...)
Ainda segundo ele, a UAAR já recebeu mais de 13 mil euros em doações, que vão ser usados na “batalha judicial para dar voz a quem não acredita em Deus”.
(BBC Brasil)
Nota: Escreva até terça-feira às 17h para blogcriacionismo@gmail.com
e deixe sua opinião (em até 15 linhas) sobre essas campanhas ateístas em países da Europa. Os três melhores comentários serão submetidos à votação dos leitores. O vendedor recerá um livro Por Que Creio de presente.[MB]
Leia também: "Man refuses to drive 'No God' bus"
sábado, janeiro 17, 2009
Uma pedra no meio do caminho
sábado, janeiro 17, 2009
Quando cheguei à borda do penhasco e contemplei o vale quase 250 m abaixo, senti o sangue gelar. As roldanas já estavam posicionadas no cabo de aço da segunda maior tirolesa do mundo, a jaqueta de nylon protegia do vento frio, o mosquetão, a cadeirinha, tudo estava no lugar certo; segurança total. Mas quem disse que eu conseguia dar o último passo que me faria descer a mais de 90 km por hora, numa viagem de mais de um minuto e meio, com extensão de quase 2 km? O pastor e alpinista Gerson Ritter, líder associado de Jovens da Associação Paulistana da Igreja Adventista, resolveu o impasse: “Você quer descer com emoção ou sem emoção?”, e já vinha para me empurrar. Detesto que me empurrem, e me soltei no ar. Agarrei-me à fita vermelha que unia o mosquetão às roldanas (puro consolo psicológico) e senti o ar gelado castigar as orelhas. O zumbido produzido pelas roldanas no cabo se misturava ao canto dos pássaros nas árvores centenas de metros abaixo. As vacas que pastavam indiferentes pareciam minúsculas. Foi uma mistura de adrenalina e fascinação. A natureza vista dali é linda! A sensação de liberdade, indescritível.Aos poucos, a velocidade começou a diminuir e cheguei ao fim da viagem. Lá embaixo, o Fernando e alguns jovens do clube de líderes da Igreja Adventista do Riacho Grande, em São Paulo, me esperavam para, de carro, voltarmos ao morro da Pedra Bela, uma rocha escarpada que dá nome à cidade de cerca de seis mil habitantes, a 38 km de Bragança Paulista. A tirolesa foi só o “aquecimento” para os desafios que nos esperavam.

Depois de percorrer cerca de três quilômetros de estrada, voltamos a subir os mais de 200 degraus da escada que leva ao topo da Pedra Bela. Os 20 jovens de Riacho Grande, juntamente com o pastor Gerson, o Fernando e eu iríamos encarar uma tirolesa de 50 m, num paredão localizado uns 30 m à direita da tirolesa. Além da coragem, precisaríamos de força agora, já que, depois de chegar ao sopé do monte, faríamos exercícios de escalada.
Quando minha vez se aproximou, pedi ao Fernando que tivesse a honra de descer antes de mim (lembrei-o de que no salto de pára-quedas, meses antes, eu havia ido na frente). Ele topou. Em seguida, reforcei as energias com duas barras de cereais, tomei uns goles de água e me posicionei na borda do abismo. Depois de uma rápida instrução dada pelo Cassiano, líder de Desbravadores do Riacho Grande, comecei a descida. De início, evitei olhar para baixo. Mas, à medida que fui me acostumando com a situação e pegando o jeito da coisa, me permiti curtir um pouco a paisagem. De um lado e de outro, lindos campos enchem a vista. Aqui e ali, uns lagartinhos passeavam pela rocha, como se estivessem esnobando os humanos que se esforçavam tanto para descer e subir, com suas cordas dinâmicas de dezenas de reais o metro.Lá embaixo, descansamos um pouco, enquanto o Cassiano e o pastor Gerson posicionavam as cordas para o último desafio: a escalada. Aproveitamos para conversar um pouco sobre as atividades do clube de líderes e os privilégios de fazer parte de uma juventude tão feliz e ativa. O fisioterapeuta Ângelo Breda Filho, líder do clube do Riacho Grande, me contou como as atividades desenvolvidas por eles ajudam os jovens a crescer física, mental e espiritualmente, coisa que pude perceber no rosto e no condicionamento físico do pessoal que conversava animadamente ali naquele pedaço privilegiado da natureza.
Cordas fixadas, começamos a escalada de cerca de 25 m. Decidi não ser o primeiro a subir (nem o segundo, terceiro...). As moças e rapazes iniciaram a escalada do rochedo, de dois em dois – alguns mais ágeis, outros nem tanto. Depois de amarrada a corda de segurança em meu mosquetão, lá fui eu também. O esforço que fiz com as pernas foi enorme e nem sempre era fácil encontrar apoio para os pés e as mãos naquele paredão de mais ou menos 80 graus de inclinação. Quando havia subido uns 15 m, estava ofegante, sentia uma ligeira cãibra na perna esquerda, as mãos arranhadas e não conseguia mais encontrar apoio para os pés. Aproximei o corpo do paredão para descansar um pouco e concluí que não valia a pena prosseguir. “Já sei como é isso e experimentei o bastante para escrever o texto”, consolei-me. Avisei que iria descer, posicionei o corpo e fiz o rapel de volta ao solo. A conversa que se seguiu foi um misto de provocação e incentivo:
– Que é isso?! Vai amarelar? E, depois, vai escrever que não conseguiu subir? – atiçou o Fernando. Em seguida, ele subiu e fez bonito.
– Vai lá, Michelson! Você consegue – animaram-me alguns jovens e o Fernando, com conhecimento de causa.
Olhei para cima e mais uma vez encarei a montanha (o que a gente não faz por uma boa reportagem...). Dessa vez, resolvi ir até o fim sem parar e com passadas mais curtas, para evitar a cãibra. Deu certo. Lá embaixo, pude ouvir palmas e gritos de comemoração. Ainda bem que fui animado pelo pessoal. O gosto da vitória, da superação, é muito bom!
Recolhidas as cordas, posamos para a “foto oficial” e nos despedimos, certos de que havíamos mais uma vez experimentado o prazer de estar vivos e de pertencer a uma família que valoriza a natureza e ama seu Criador.

(Michelson Borges. Texto originalmente publicado na revista Conexão JA)
Leia também: “Mergulho no céu” e “O segredo da muralha”
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Criacionistas se reúnem no Unasp
sexta-feira, janeiro 16, 2009
criacionismo

“Temos respeito, carinho e consideração pelos evolucionistas. Gostaríamos que isso fosse recíproco.” Essas palavras fizeram parte do discurso do reitor do Centro Universitário Adventista (Unasp), professor Euler Bahia, na abertura do 6º Encontro Nacional de Criacionistas que está sendo realizado no campus São Paulo. O professor Euler expressou preocupação com o clima de preconceito contra o criacionismo que vem sendo sistematicamente alimentado pelos meios de comunicação e, mais recentemente, pelo próprio MEC. Essa e outras questões relevantes têm feito parte das discussões e temas apresentados por palestrantes do Brasil e do exterior.
A primeira palestra foi proferida pelo Dr. Jim Gibson, logo após o discurso do professor Euler, ontem à noite. Gibson é o diretor do Geoscience Research Institute (GRI), centro de pesquisas sediado em Loma Linda, Califórnia, e mantido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em sua palestra intitulada “Sobre a natureza da ciência”, o cientista que não perdeu um encontro de criacionistas brasileiro nestes últimos 20 anos falou, dentre outras coisas, sobre as raízes cristãs da ciência, uma vez que a Bíblia forneceu a base racional para o surgimento do método experimental ao apresentar um Deus de ordem, cujas leis são constantes e lógicas.
Para Gibson, a ciência é um empreendimento que vale a pena, mas é preciso reconhecer que há muito mais na natureza do que ela pode descobrir. E mais: a ciência não pode e não deve provar a nossa fé.
Hoje pela manhã, os mais de 150 participantes do evento, vindos de várias partes do Brasil, puderam assistir a duas palestras: “Padrões no registro fóssil”, apresentada pelo Dr. Ronald Nalin (também do GRI dos EUA); e “Evidências paleontológicas de catastrofismo”, pelo Dr. Roberto Biaggi, diretor do GRI na Argentina.
Achei interessante a aplicação que o Dr. Biaggi fez da passagem bíblica de 2 Pedro 1:5-7, no fim de sua explanação: “Devemos seguir a progressão apresentada por Pedro nesse texto.” E explicou: devemos inicialmente ter fé, mas não desprezar o conhecimento e desenvolver o domínio próprio para aceitar o que não podemos explicar e saber dar a resposta correta e paciente para quem pede a razão da nossa fé. Em seguida, aprender a perseverança para prosseguir em busca da verdade (leve ela aonde levar), a fraternidade e, finalmente, o amor, a fim de respeitarmos quem pensa diferente e amá-lo a despeito disso.
À tarde, pudemos ouvir mais uma palestra, desta vez pelo Dr. Ben Clausen (GRI/USA) que falou sobre datação radiométrica e tempo, com direito a seção de perguntas e sorteio de livros da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), cujo staff se faz representado pelos diretores da entidade, drs. Ruy Vieira e Rui Carlos Vieira.
Após o jantar (e essas ocasiões são especialmente agradáveis pela troca de ideias com pessoas de diversas formações e origens), assistimos e interagimos com uma “mesa redonda” composta pelos drs. Ruy Vieira, Nahor Neves de Souza Jr., Yuri Tandel, e pelos professores Wellington Silva, Wellington Romangnoli, Marcos Natal e Tarcísio Vieira (na foto acima).
Algumas impressões:
“Encontros como este nos ajudam a manter e ampliar contatos e amizades que contribuem para nossa edificação” (Guilherme Ramos Sens, professor de Medicina na Unoesc, em Joaçaba, SC).
“Eventos como este permitem aos cristãos conhecerem explicações alternativas para muitas especulações às quais foram expostos nas universidades ou escolas, que confrontam com aquilo que aprenderam em suas igrejas” (Tarcísio Vieira, biólogo e mestre em Química, reside em Rio Verde, GO).
“Apesar de a teoria do design inteligente não ser criacionismo, a oportunidade que temos de apresentá-la livremente depões contra a falta de liberdade acadêmica presente em outras paragens” (Enézio de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente).
“Eventos como este são importantes para despertar a atenção e interesse para aspectos diversos da controvérsia entre criação e evolução e para a divulgação de literatura adequada para os interessados poderem ter fontes de referência que apoiam seus estudos e investigações após o encontro” (Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente da SCB).
Uma notícia em primeira mão: o Estado norte-americano da Louisiana decretou ontem que todo professor tem liberdade acadêmica para expor uma visão crítica do darwinismo, sem sofrer perseguição por isso. Isso quebra um monopólio de 150 anos em que as críticas a Darwin no meio acadêmico não eram bem-vindas. Viu só, MEC?
O encontro prossegue até domingo, com várias outras palestras e debates. Depois conto como foi.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Historinhas evolucionistas fantásticas
quinta-feira, janeiro 15, 2009
darwinismo
Darwinistas são famosos por suas “historinhas” que parecem explicar tudo sobre a natureza, sem qualquer evidência real. Se você quiser saber aonde as borboletas arranjaram as marcas que exibem nas asas ou por que os elefantes têm uma tromba, de acordo com a teoria da evolução, então faça uma visita a este blog: www.darwinstories.blogspot.comComo o material está em inglês, leia aqui a tradução de algumas dessas historinhas:
A história da solha - O biólogo ateu Richard Dawkins explica a história evolucionária do peixe solha da seguinte maneira: “Os peixes ósseos têm em regra forte tendência para ser planos na direção vertical. (...) Quando os antepassados das solhas se puseram no fundo do mar, devem ter se deitado num dos lados. (...) Mas isso levantou o problema de que um olho sempre estava olhando para baixo na areia e era por isso inútil. Na evolução, esse problema foi resolvido ‘movendo’ o olho do lado de baixo, para o lado superior” (http://en.wikipedia.org/wiki/Flatfish).
A tromba do elefante - No dia 9 agosto 2004, a BBC Radio 4 transmitiu o primeiro de uma série de programas intitulados “Foi mesmo assim – histórias reais”. Estimulado por histórias de Rudyard Kipling para crianças, o apresentador do programa, Alistair McGowan, perguntou: “O que aconteceu realmente?” Esse episódio foi intitulado “Como o elefante arranjou a sua tromba”. Adrian Lister, professor de Paleobiologia na University College London explicou que a tromba não deixa fósseis. No entanto, o crânio pode ser estudado em busca de evidências de pontos de ligação dos músculos. Disse que todos os possíveis antepassados do elefante eram pequenos, possivelmente anfíbios, e bastante parecidos com um hipopótamo que também não tem tromba. Entretanto, à medida que os animais cresceram em tamanho, eles tiveram dificuldades em encontrar água. Não podiam se inclinar para beber por causa do pesco curto e das pernas compactas. Uma tromba permitiu que bebessem água sem se inclinar. Os elefantes ancestrais foram “abençoados pela evolução com essa estrutura maravilhosa” (http://www.biblicalcreation.org.uk/scientific_issues/bcs143.html).
O pescoço da girafa - Darwin foi o primeiro a propor que o pescoço comprido evoluiu nas girafas porque permitia ao animal comerem a folhagem que estava além do alcance dos animais mais baixos. Essa explicação aparentemente sensata manteve-se de pé por mais de um século, mas está provavelmente errada, diz Robert Simmons. Simmons é ecologista comportamental no Ministry of Environment and Tourism in Windhoek, na Namíbia, e acredita que as girafas desenvolveram o longo pescoço não para competir pelo alimento, mas para ganhar disputas sexuais. Simmons estudava águias na Sabi Sand Reserve, na África do Sul. quando se deparou com um par de girafas machos travando um combate. As girafas lutavam balançando seus poderosos pescoços. O movimento permitia que batessem a cabeça no oponente com uma força tal que podia lhe partir as vértebras e levar à morte. Nessas competições, os machos com pescoço mais longo e grosso geralmente prevalecem. Enquanto Simmons prestava atenção à luta, convenceu-se de que foi essa competição para acasalamento, e não o ato de se esticar para apanhar o alimento da copa das árvores, que levou à evolução do pescoço. Se tivesse sido a competição pelo alimento a responsável pela evolução do pescoço, diz Simmons, então seria de esperar que as girafas se alimentassem principalmente das árvores altas da acácia, além do alcance dos outros habitantes da savana. Mas as girafas se alimentam na maior parte das vezes com o pescoços dobrado, nos arbustos baixos (Discover, v. 18, nº 3, march 1997).
Como as baleias abandonaram a terra firme - “Na America do Norte, o urso preto foi visto (...) nadando por horas com a boca toda aberta, assim caçando, como uma baleia, insetos que se encontravam na água. Mesmo num caso tão extremo como este, se o fornecimento de insetos for constante, e se os concorrentes melhor adaptados não existirem no país, eu não vejo nenhuma dificuldade em ver uma raça de ursos aparecer dessa forma (...) mais e mais aquático na sua estrutura e hábitos, com a boca cada vez maior, até surgir uma criatura tão monstruosa como uma baleia” (contador da historinha: Charles Darwin, em A Origem das Espécies, 1ª edição).
Esqueça os contos de fadas, coelhinho da Páscoa e Papai Noel. Estas histórias são bem mais legais!
Cafeína pode causar alucinações
quinta-feira, janeiro 15, 2009
saúde
Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, sugeriu que beber grandes quantidades de café pode fazer com que uma pessoa tenha uma tendência maior de sofrer alucinações. Pessoas que consomem mais de sete xícaras de café instantâneo por dia têm três vezes maior probabilidade de ouvir vozes, ver coisas que não existem ou até acreditar que estão sentindo a presença de pessoas que já morreram, do que as que bebem menos do equivalente a uma xícara, de acordo com os pesquisadores. Segundo o líder do estudo, Simon Jones, "alucinações não são necessariamente um sinal de doença mental (...) A maioria das pessoas tem experiências breves de ouvir vozes quando não há ninguém presente e cerca de 3% ouvem tais vozes regularmente". Mas o trabalho científico sugeriu que o risco de isso acontecer aumenta com o alto consumo de café e outras fontes de cafeína. Os pesquisadores atribuem os resultados de sua pesquisa, feita com 200 estudantes, ao fato de que o café pode levar a um aumento da produção de um hormônio chamado cortisol.
A cafeína aumenta os efeitos fisiológicos do estresse e, nesse estado, o corpo libera cortisol. Uma concentração mais alta da substância no organismo pode fazer com que uma pessoa escute vozes não existentes.
Os cientistas dizem que esperam que a descoberta contribua para um melhor entendimento do efeito da nutrição sobre alucinações.
"Este é o primeiro passo para observar os fatores mais amplos associados a alucinações", disse Jones. "Pesquisas anteriores sublinharam vários fatores importantes, como trauma de infância, que pode levar a alucinações clinicamente relevantes."
"Acredita-se que vários destes fatores podem estar ligados a alucinações em parte por causa do seu impacto sobre a reação do organismo ao estresse. Dada a ligação entre comida e humor, e especialmente entre cafeína e a resposta do organismo ao estresse, parece sensato examinar o que uma perspectiva nutricional pode esclarecer", concluiu Jones.
(BBC Brasil)
O que é o Big Brother
quinta-feira, janeiro 15, 2009
comportamento, mídia

Quando você ouvir os participantes do Big Brother Brasil se tratando por brother - no caso de espécimes machos - ou sisters - no caso de espécimes fêmeas -, lembre-se: do ponto de vista de origem do termo isso é um engano. O barrigudo que fica na poltrona a assistir o monótono programa está mais para brother do que o sarado na tela. O termo Big Brother - pelo menos na acepção com que se batizou o programa - surgiu pela primeira vez no romance 1984, de George Orwell, escritor cujo nome verdadeiro era Eric Arthur Blair. No livro, o Big Brother é o líder - uma entidade quase etérea - de um partido totalitário existente no suposto futuro, em 1984 (o livro é de 1948).
O Big Brother tudo vê e tudo sabe sobre cada habitante através de dispositivos chamados teletelas e através dos cidadãos, incentivados a observar e denunciar atos e idéias que pudessem ser contrários ao regime.
Portanto, originalmente big brother é quem observa e não quem é observado.
Entendeu por que o tiozinho comendo algum lanche gorduroso e frio na frente da tevê é mais adequado ao termo que o sarado na tela tentando seduzir a próxima página central da Playboy?
Claro, as palavras e os termos mudam de significado à medida que se popularizam. Mas não custa nada saber e registrar as suas origens.
(Do blog Livros e Afins)
Nota: Pelo visto, o pessoal da “casa” nunca leu a obra de Orwell... Lá vem mais conteúdo vazio para tentar preencher o tempo de vidas vazias. Quem vive como irmão de verdade, em relacionamentos verdadeiros, não precisa se tornar um “big brother”. Lembre-se: “As más companhias pervertem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33); “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mal” (Provérbios 13:20); “O valor de nosso tempo e nossos talentos só pode ser estimado pela grandeza do resgate pago para nossa redenção” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 115).[MB]
Leia também: “Rafael Galego diz que caráter não ‘vende bem’ no BBB”
quarta-feira, janeiro 14, 2009
“Penas primitivas” surgiram depois das “modernas”?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
evolucionismo
Deu no G1: “Dinossauros penosos já viraram item fácil no mercado paleontológico, mas o que acaba de ser encontrado por paleontólogos chineses ainda deve ser capaz de deixar os cientistas boquiabertos. Ou melhor, aliviados: ele carrega as penas mais primitivas já encontradas no registro fóssil, formadas por meros filamentos compridos. E isso parece comprovar os vários estágios de evolução das penas previstos pelos cientistas, de estruturas simples às plumas sofisticadas que as aves voadoras de hoje ainda carregam.“A descoberta está descrita na edição desta semana da revista científica PNAS, num artigo assinado por Xing Xu, da Academia Chinesa de Ciências, e dois colegas. Os pesquisadores encontraram as estruturas num exemplar de Beipiaosaurus, criatura de 125 milhões de anos [sic] pertencente a um dos mais estranhos grupos entre os dinos, o dos terizinossauros. Esses bichos bípedes e grandalhões eram herbívoros cujas patas da frente tinham enormes garras parecidas com foices.
“As penas estão preservadas na cabeça, no pescoço, no tronco e na cauda do animal. Até hoje, os cientistas só tinham encontrado penas formadas por múltiplos filamentos em dinossauros. No entanto, faltava a ‘primeira fase’ do desenvolvimento dessas estruturas - era como se os bichos tivessem ‘pulado etapas’ na formação das penas que legariam a seus descendentes [sic], as aves.
“Estudos com embriões de aves tinham previsto, no entanto, que essa primeira fase seria representada por filamentos únicos. É o que se vê no novo fóssil, cujas penas, com comprimento entre 10 e 15 mm, são relativamente grossas e duras, sendo provavelmente ocas em vida. É claro que elas não serviam para voar: os chineses especulam que sua função original pode ter sido a de demonstrações sociais, mais ou menos como as penas da cauda de um pavão atual.
“Embora seja um primo relativamente próximo das aves, o Beipiaosaurus não é ancestral direto delas, já que a ave mais antiga encontrada até hoje, o Archaeopteryx, é um pouco mais ‘idosa’, com cerca de 140 milhões de anos.”
Nota: Perguntar não ofende: O que garante que essas “penas” não se tratam apenas de algum tipo de pelo? Enganos já ocorreram no passado. Além do mais, o abismo entre essas hastes e as sofisticadas penas das aves ainda permanece tão gigantesco quanto o salto das escamas reptilianas para as penas. Mesmo assim, não deixa de ser interessante ver cientistas “aliviados”. Ué, a teoria da ancestralidade comum não um “fato”?! Mas o mais surpreendente é a admissão de que esse suposto ancestral das aves é mais recente que o Archaeopteryx, que já tinha penas. O ancestral veio depois de seu descendente?! Ah, ta. É fácil resolver o dilema. É só dizer que eles são de “famílias” diferentes. Quanta ficção... Finalmente, fica aqui um aviso: cuidado com esses fósseis vindos da China (clique aqui e saiba por quê).[MB]
Leia também: “Novo fóssil de possível elo réptil-ave” e “Archaeopteryx – ave extinta ou forma intermediária?”
ABL lança dicionário e põe fim a dúvidas do Acordo
quarta-feira, janeiro 14, 2009
lingüística

Deu na Folha de S. Paulo de Hoje: “Re-editar” ou “reeditar”? “Coabitar” ou “co-habitar”? As principais dúvidas que o texto do Acordo Ortográfico, em vigor desde o dia 1º, havia deixado foram esclarecidas pela publicação da segunda edição do dicionário da ABL (Academia Brasileira de Letras), que começou a ser distribuído ontem nas livrarias. O Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pela Companhia Editora Nacional, tem 1.311 páginas e cerca de 33 mil verbetes. “O que está no dicionário vai ser adotado pelo Volp” [Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa], diz Evanildo Bechara, membro da ABL e da comissão de língua portuguesa do Ministério da Educação que trata do Acordo. Volp é o documento que registra a grafia oficial das palavras. A nova versão, com cerca de 370 mil palavras da língua portuguesa, será publicada até o início de março.
As principais dúvidas que o dicionário esclarece são em relação ao uso do hífen. De acordo com Bechara, o Acordo não tratava dos prefixos “re”, “pré” e “pro” por “esquecimento”. Palavras com esses prefixos, segundo o novo dicionário, devem ser grafadas sem hífen, como “reeditar” e “preencher" - e não “re-editar” e “pre-encher”, como interpretaram alguns estudiosos no Acordo.
Embora o Acordo tenha sido assinado por todos os países lusófonos - menos Timor Leste, que deve assiná-lo brevemente -, a ABL afirma que as palavras que geraram dúvidas não foram discutidas com as outras nações. Mas estão valendo no Brasil assim mesmo. “O Acordo diz que duas vogais têm que estar separadas por hífen, mas se esqueceu do [prefixo] “re”. Teria que estar separado, mas isso se choca com a tradição lexicográfica, tanto em dicionários brasileiros como em portugueses”, diz Bechara. “Se o Acordo quisesse contrariar essa tradição, teria sido explícito, o que não ocorreu. Logo, a conclusão é a de que houve um esquecimento.”
A tradição é um dos princípios do Acordo, segundo a ABL. O quarto e último princípio geral afirma que o Acordo deve: “Preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo.” “O texto do Acordo é curto, não ia abranger as mais de 300 mil palavras que há no Volp”, afirma Bechara.
Outra dúvida que o dicionário esclarece é a grafia da palavra “abrupto”. O dicionário diz: “‘Ab-rupto’ é preferível a “abrupto’” - ou seja, as duas formas são consideradas corretas, mas o ideal é usar a hifenizada. Para Bechara, “‘ab-rupto’ não deve causar Estranhamento”. As escolas devem priorizar a forma com hífen, disse.
Outro ponto questionável do Acordo que o dicionário esclarece é o caso da acentuação em palavras como “destróier”. “O Acordo diz que paroxítonas com ditongos abertos, como ‘ei’ e ‘oi’, perdem o acento. É uma regra específica, mas esqueceu que tem paroxítonas com esses ditongos que terminam em ‘r’, que são obrigatoriamente acentuadas. Como ‘destróier’. Essa regra se choca com a regra específica, mas, entre a regra específica e a geral, ficamos com a geral. Então, o acento continua nessas palavras.”
Mas ainda há um ponto que causa confusão: “co-herdeiro” ficou grafada como “coerdeiro” no dicionário, embora no Acordo a indicação fosse para escrever “coherdeiro”.
Nota: Só para lembrar, o Acordo prevê as seguintes mudanças (em resumo):
1. Alfabeto: as letras K, W e Y passam a fazer parte do alfabeto
2. Trema: foi eliminado (exceção: nomes próprios, como Müller)
3. Acentuação: não se acentuam os ditongos abertos “ei” e “oi”nas palavras paroxítonas (bóia, colméia, heróico) mas se acentuam os ditongos “éi” e “ói” nas palavras oxítonas e monossílabos de som aberto (herói, dói, pastéis). A mudança também não inclui o ditongo “eu” (chapéu)
3. Não se acentuam os hiatos “ee” e “oo” (deem, voo)
4. Não se usa mais o acento para diferenciar as palavras paroxítonas com a mesma grafia (para, pelo, pólo), mas o acento permanece no verbo pôr em oposição à preposição por e na conjugação pôde para diferenciá-lo de pode (Obs.: o acento é facultativo para fôrma/forma)
5. Não se usa mais o acento no “i” e no “u” tônicos das palavras paroxítonas, quando vierem precedidas de ditongo (feiura)
6. Hífen: não se emprega mais o hífen nos compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”. Nesses casos, a consoante deve ser duplicada (contrarregra, ultrassom). No caso dos prefixos “hiper”, “inter” e “super”, o uso do hífen continua valendo, quando seguidos de palavras iniciadas por “r” (hiper-realismo, inter-relação, super-racional)
7. Não se emprega mais o hífen nos compostos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente (autoajuda, extraescolar)
8. Não se emprega o hífen em palavras que perderam a noção de composição (mandachuva, paraquedas, paralama, pára-choque)
Leia também: a edição de janeiro-março da revista Conexão JA traz uma boa reportagem sobre o Acordo. Já fez a sua assinatura?
Caminho das Índias é marketing religioso

No dia 19 deste mês, estréia a novela “Caminho das Índias”, da Globo. A julgar pela foto acima, em que duas atrizes do elenco oferecem velas ao deus Ganesh, num templo hindu (e elas não estão encenando), o folhetim terá mais do que os triângulos amorosos e traições de sempre. Prova disso é esta nota publicada no blog oficial da novela, em postagem do dia 13:
“No último domingo, uma atividade diferente chamava a atenção de quem aproveitava o dia ensolarado para passear pelo Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Das 9h até às 18h, um grupo de professores da Hatha Yoga dava aulas ao ar livre para os cariocas, que não perderam tempo e aproveitaram para movimentar o corpo.
“As aulas foram parte da divulgação de Caminho das Índias, que estréia na próxima segunda-feira, dia 19. A história se passa na Índia, local onde se concentram os maiores mestres de yoga do mundo!
“Mas as aulas não aconteceram só no Rio. Em São Paulo, um espaço foi montado no Parque do Ibirapuera especialmente para as aulas, que também começaram de manhã e foram até o fim da tarde. Ao todo, foram quatro aulas, com uma hora de duração cada uma.
“Se você gostou, fique de olho em Caminho das Índias, pois você vai ver essa e muitas outras práticas características da Índia, na TV.”
Em tempo: é bom lembrar que as novelas da Globo não fazem todo esse marketing positivo quando se trata de um personagem evangélico.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Maturidade nas passarelas (só lá?)
terça-feira, janeiro 13, 2009
comportamento
Começou a época irritante em que a mídia parece só ter olhos para o carnaval brasileiro. Escolas de samba, rainhas de bateria, fantasias, de repente essas coisas parecem as mais importantes do mundo. Para reforçar o estereótipo de país da festa e da mulher bonita, o jornal britânico The Times publicou hoje que a escolha de mulheres com mais de 40 anos como rainhas da bateria de duas das principais escolas de samba do Rio de Janeiro indica que o Brasil começa a perceber que “as mulheres de certa idade podem ser as mais bonitas”: “Um país onde a juventude e a beleza têm sido há muito tempo os pilares da cultura popular está lutando com uma nova realidade”, afirma o jornal. “O Brasil está ficando maduro.” Segundo o texto, intitulado “Maturidade bate juventude em batalha de rainhas do carnaval”, as mulheres com mais de 40 escolhidas rainhas da bateria – Luma de Oliveira, de 44 anos, rainha da Portela, e Luiza Brunet, de 46, da Imperatriz Leopoldinense – “entram em um território até aqui reservado para as mais belas celebridades jovens”. O jornal relata que Luma comemorou sua escolha em frente às câmeras durante um ensaio da Portela, vestindo uma minissaia transparente coberta com milhares de cristais Swarovski.
É uma pena que essa “maturidade” brasileira não se reflita na cultura e na educação, por exemplo. Bom seria ver uma reportagem estampada num jornal estrangeiro dando conta de que os índices de aproveitamento escolar de nossas crianças estão subindo; que o povo está lendo mais e assistindo menos ao Big Brother; que as bibliotecas estão se disseminando mais que os bares e estádios de futebol. Bom seria...[MB]
Bíblia salva cabeleireiro atingido por tiros
terça-feira, janeiro 13, 2009
bíblia
Deu no blog do Amilton Menezes: “A Bíblia salvou a vida de um cabeleireiro atingido por dois tiros quando chegava em casa no Espírito Santo. O livro estava no bolso da camisa da vítima. Uma das balas perfurou a capa e várias páginas do Velho Testamento. A outra desviou do livro e atingiu a testa do homem de raspão. O cabeleireiro, que não quis se identificar, conta que é religioso e que carrega sempre o livro consigo. Homem de fé, ele acredita que foi salvo pela palavra de Deus.”Não dá para ler uma notícia dessas e não lembrar de Efésios 6:10-20, onde Paulo menciona os apetrechos da armadura de Deus. Sigamos a orientação profética, fazendo uso de toda a armadura, dos pés à cabeça para ficarmos livres dos “dardos inflamados do maligno”.
Veja o vídeo da notícia aqui.

























