Uma das grandes sacadas de Cidadão Kane se dá quando o personagem-título obriga sua antiga amásia – agora esposa – a seguir exaustiva turnê no canto lírico. A infeliz, claro, nunca teve talento – Kane a rebocara de um cabaré, e a revelação desse affair lhe destruíra a carreira política. O motivo da birra de Charles Foster Kane é prosaico: os jornais se referiam à jovem como "cantora", assim mesmo, com aspas. E essas aspas ele não podia suportar. O episódio demonstra como um detalhe numa manchete pode ser mais devastador que um corpo de notícia esmiuçado em várias páginas. Pensei nisso ao ler a entrevista de Mosab Hassan Yousef concedida a Duda Teixeira e publicada na revista Veja. Yousef, agora sabemos, desiludiu-se com a selvageria do Hamas, grupo extremista islâmico, fundado pelo xeque palestino Hassan Yousef, seu pai. Mosab converteu-se ao cristianismo e passou a colaborar com o Shin Bet, serviço secreto israelense. [Leia mais]quinta-feira, maio 20, 2010
O título enviesado
Uma das grandes sacadas de Cidadão Kane se dá quando o personagem-título obriga sua antiga amásia – agora esposa – a seguir exaustiva turnê no canto lírico. A infeliz, claro, nunca teve talento – Kane a rebocara de um cabaré, e a revelação desse affair lhe destruíra a carreira política. O motivo da birra de Charles Foster Kane é prosaico: os jornais se referiam à jovem como "cantora", assim mesmo, com aspas. E essas aspas ele não podia suportar. O episódio demonstra como um detalhe numa manchete pode ser mais devastador que um corpo de notícia esmiuçado em várias páginas. Pensei nisso ao ler a entrevista de Mosab Hassan Yousef concedida a Duda Teixeira e publicada na revista Veja. Yousef, agora sabemos, desiludiu-se com a selvageria do Hamas, grupo extremista islâmico, fundado pelo xeque palestino Hassan Yousef, seu pai. Mosab converteu-se ao cristianismo e passou a colaborar com o Shin Bet, serviço secreto israelense. [Leia mais]Overdose de lixo
quinta-feira, maio 20, 2010
comportamento, mídia, mundo torto
Na novela “Passione”, da Globo, Estela vai trair o marido, Saulo (Werner Schunemann), com “uns nove [homens] diferentes” até o 23º capítulo da novela, segundo a intérprete da personagem, Maitê Proença. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Andréa Michael e publicada na Folha desta quinta-feira (20). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL. “É tudo muito objetivo: sexo. Ela olha, mostra que quer, os homens veem. Não tem frufru, charminho nem trejeito. Mas isso sem ser vulgar”, explica a atriz. [Sem ser vulgar?!?] Maitê diz ainda que todos os homens com quem sua personagem vai se envolver são bonitos. “É tudo [homem] lindo, lindo. Não tem meio lindo, não.” No decorrer da trama, porém, Estela se apaixona. Além disso, um de seus filhos vai vê-la saindo de um hotel. (Folha Online)
Nota: A Globo dá cada vez mais o que o povo quer ou o povo se acostumou a querer o que a emissora dá? Acho que as duas coisas. Como fica a consciência de profissionais que, em horário nobre, poderiam ajudar a formar o caráter de uma nação, mas, em lugar disso, só lhe oferecem lixo em embalagem colorida? Conforme o leitor João Batista Ruela Júnior, “assim como nós [adventistas] acreditamos nas três mensagens angélicas, a Globo também está solidificada sobre uma tríplice mensagem: espiritismo, adultério e homossexualismo. Nunca uma telenovela fica sem um ou mais desses fundamentos.”[MB]
Por que temos dez dedos?
quinta-feira, maio 20, 2010
design inteligente, evolucionismo
Um pesquisador desenvolveu uma teoria interessante sobre a quantidade de membros que devemos ter. A ideia mistura enunciados de teorias da evolução, tanto de Lamarck (que diz que os membros se modificam ao longo do tempo para se adaptar ao ambiente) quanto de Darwin (que enuncia a seleção natural, onde aqueles já bem adaptados procriam, e os não adaptados desaparecem). Em determinado ponto da pesquisa, ele se perguntou: Por que temos dez dedos? Ele partiu do princípio que o sistema decimal talvez não fosse mais adequado para a nossa espécie, que oito dedos (quatro em cada mão) já seriam suficientes para o Homo sapiens, como em Os Simpsons. A ideia era demonstrar matematicamente o motivo pelo qual temos dez dedos. Ele usou uma fórmula baseada em uma constante que ele criou em um estudo anterior, no qual enunciou a “Lei dos membros”.O cálculo, basicamente, é o seguinte. Os dedos devem ter um comprimento mínimo. Esse “comprimento exigido” é igual ao diâmetro da palma. Ele usou o cálculo geométrico que converte diâmetro em circunferência (isso porque ele considerou como seria se a mão, sem o braço, daria uma volta de 360 graus), para saber que distância teria uma circunferência em torno da mão. Esse cálculo se utiliza do número π (Pi, aproximadamente 3,14), e o resultado é que caberiam 9,42 dedos nessa circunferência. Mas como essa circunferência é “aberta” em apenas um dos lados (no outro, temos o pulso, ligado ao resto braço), deve-se considerar apenas meia circunferência. Aí, cabem 4,71 dedos, ou seja, quase cinco por mão.
(Hypescience)
Nota: Puxa, como a evolução cega é sábia! É capaz até de realizar projetos envolvendo cálculo e... design inteligente. Mas me explique: Como o acaso cego favoreceu o surgimento de seres bilateralmente simétricos? Sim, porque se a “evolução” de um olho já é assunto complicado, pense que temos dois! O mesmo vale para o ouvido e para as mãos. Milagre duplo? Pior, no registro fóssil, só encontramos simetria e não aberrações remanescentes de “tentativa e erro”. Pelo visto, os darwinistas estão precisando de uma mãozinha para elaborar hipóteses mais verossímeis.[MB]
PEDIDO: este blog está participando do concurso TopBlog. Se você quiser dar seu voto, é só clicar no banner aí ao lado. Muito obrigado!
quarta-feira, maio 19, 2010
Minha avó era uma mulher perfeita
quarta-feira, maio 19, 2010
antropologia, evolucionismo
Em sua coluna no site da revista Época, o jornalista Peter Moon, que em 1999 chamou de “bobos” os que acreditam na criação segundo o livro de Gênesis (em matéria publicada na revista IstoÉ), publicou o seguinte título: “Por que, há 50 mil anos, minha avó era neandertal?” No texto, ele escreveu: “‘Os neandertais eram tão parecidos conosco que nenhuma definição de espécie serve para diferenciá-los da nossa’, disse há duas semanas o geneticista sueco Svante Päabo, de 55 anos, ao anunciar o mapeamento do genoma do homem de Neandertal, a espécie nossa prima em primeiro grau e desaparecida há 30 mil anos [no cronologia evolucionista]. Diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, Alemanha, Pääbo reconstruiu o DNA neandertal a partir de fragmentos genéticos extraídos de ossos de vários indivíduos. Ao comparar o DNA extinto ao do Homo sapiens, Pääbo descobriu o que alguns antropólogos suspeitavam: os neandertais não desapareceram por completo. Uma fração de seus genes (entre 1% e 4% do genoma) continua viva em cada célula dos europeus, asiáticos e seus descendentes. A dificuldade em traçar uma linha divisória entre as duas ‘espécies’ está na constatação de que houve acasalamentos, e que do ventre das gestantes nasceram crianças férteis, as ancestrais de europeus e asiáticos.”As crianças nascidas desse cruzamento só poderiam ser férteis, já que, por mais que se diga que neandertais e Homo sapiens eram “primos”, na verdade, ao que tudo indica, eram todos humanos. Eram, além de geneticamente compatíveis, inteligentes. Mas nem se comparam em inteligência e força à raça humana original, quando recém-saída das mãos de Deus. Se deixarmos de lado as cronologias duvidosas dos evolucionistas e analisarmos os fatos confiáveis e registrados na história, veremos que os seres humanos do passado foram responsáveis por feitos de dar inveja ao humano tecnológico de nosso tempo.
Os ditos neandertais e outros grupos humanos de hábitos “primitivos”, embora contemporâneos de culturas tecnicamente mais avançadas, passaram por um processo de “involução”, talvez promovido pelo isolamento geográfico (à semelhança do que ocorreu com algumas tribos indígenas isoladas).
Se a “avó” de Peter Moon era neandertal, a minha “avó” foi a mulher mais perfeita que já pisou neste planeta. O nome dela era Eva. [MB]
Poliamantes e crianças que mentem
quarta-feira, maio 19, 2010
mundo torto
Duas notícias me chamaram a atenção hoje: “Crianças que mentem viram adultos bem-sucedidos” e “Poliamor permite amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”. São a pura expressão prática do que Isaías escreveu 2.700 anos atrás: “Ai de vós que ao mal chamais bem, e ao bem, mal, que tomais as trevas por luz” (Is 5: 20). Leia aqui o resumo das matérias e veja se o mundo não está mesmo torto:“Seu filho pequeno anda contando mentiras? Não fique bravo, fique feliz! É o que aconselham pesquisadores do Instituto de Estudos Infantis da Universidade de Toronto, no Canadá. Depois de testar 1.200 crianças com idades entre dois e 16 anos, eles afirmam que os pequenos que mentem com pouca idade mostram um desenvolvimento mental especialmente rápido – o que indica que eles crescerão para se tornar adultos mais desenvoltos e perspicazes. E quanto mais novos eles começam a mentir, melhor! ‘Os pais não devem ficar alarmados caso os filhos contem mentirinhas’, diz o Dr. Kang Lee, líder do estudo. ‘Quanto mais bem construída for a mentira, melhor é o desenvolvimento cognitivo da criança. Eles podem se tornar grandes banqueiros no futuro’, conta. [...]” (Superinteressante)
E a outra notícia: “[O poliamor] se trata de uma maneira diferente de se relacionar, que recusa a monogamia e permite amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Quem segue o poliamor, ama e é amado por mais de uma pessoa, mas os poliamoristas garantem que nada tem a ver com promiscuidade. Nesse tipo de relação, não há traições: todos os envolvidos sabem e concordam com a não exclusividade do parceiro e vivem de maneira responsável e profunda seus amores. ‘Não há ciúme, pois não há medo de perder’, diz a psicoterapeuta e sexóloga Regina Navarro Lins, autora do livro A Cama na Varanda (Editora Best Seller), do Rio de Janeiro, que dedica um capítulo ao assunto. [...] ‘A exclusividade nos relacionamentos está saindo de cena para dar lugar a novas maneiras de amar, como o poliamor’ [, diz ela].” (UOL)
Trabalho em favor dos universitários
quarta-feira, maio 19, 2010
adventismo, educação
No mês passado, estive com o pessoal da Sociedade Universitária Adventista de Maringá (Suam). Apresentei palestra na Igreja Central de Maringá, PR, e pude conhecer um pouco do trabalho que a sociedade faz pelos universitários na cidade. A Suam foi fundada em 1974, com objetivos bem claros: promover o desenvolvimento espiritual de seus membros; difundir a mensagem do advento por meio de atividades de evangelismo; incentivar a prática dos princípios de saúde e temperança; promover cursos conferencias e exposições que têm que ver com o universitário adventista, envolvendo temas teológicos, científicos, sociais e culturais; realizar encontros a fim de propiciar a sociabilidade cristã; manter intercâmbio técnico, científico e religioso com órgãos ou instituições semelhantes; e colaborar com entidades civis visando à preservação do ambiente.
Durante anos, a Suam vem apoiando os universitários adventistas durante sua vida acadêmica, fazendo com que permaneçam firmes em seus princípios religiosos. Uma das conquistas em que a Suam esteve presente nestes anos foi a aprovação da lei estadual nº 11.662, em 10 de janeiro de 1997, que torna obrigatório aos estabelecimentos de ensino da rede pública e particular, de 1º, 2º e 3º graus, a abonação de faltas de alunos motivados por princípio de consciência religiosa.
Atualmente, a Suam tem envolvido os universitários em projetos focalizados em diversas áreas, a saber: (1) proporcionar um plano de preparo físico e espiritual para os pré-universitários um mês antes do vestibular, conforme os princípios de saúde difundidos pelos adventistas; (2) oferecer plantões de véspera a todos os pré-universitários interessados; (3) manter um pequeno grupo jovem na Universidade Estadual de Maringá; (4) realizar anualmente cultos de ação de graças com os formandos; (5) localizar pessoas interessadas em cursos de pós-graduação, possibilitando a existência de turmas durante a semana; (6) promover atividades esportivas – caminhadas, vôlei, basquete, entre outras; (7) apoiar campanhas de doação de sangue, cadastro de medula óssea, arrecadação de alimentos e agasalhos; (8) organizar eventos e congressos engajados com as necessidades atuais dos jovens, divulgando tais eventos nas Universidades.
Portanto, o maior objetivo da Suam não é apenas desenvolver atividades com um pequeno grupo de universitários adventistas, mas, sim, possibilitar que os estudantes “não [passem] por alto a juventude; compartilhem eles do trabalho e da responsabilidade. Sintam caber-lhes uma parte a desempenhar no ajudar e beneficiar a outros” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 435). “Dessa forma, que todos os nossos adolescentes progridam não só em sua vida acadêmica, mas que também se desenvolvam ao lado de Cristo, para se tornarem homens fiéis, que não se comprem nem se vendam, dos quais o mundo tanto necessita, para atingir a todos na pregação do evangelho, abreviando a volta do nosso Senhor”, escreve o Ricardo, um dos membros da diretoria da Suam.
Está aí um modelo a ser imitado por outros estudantes espalhados pelos campi do Brasil.
Durante anos, a Suam vem apoiando os universitários adventistas durante sua vida acadêmica, fazendo com que permaneçam firmes em seus princípios religiosos. Uma das conquistas em que a Suam esteve presente nestes anos foi a aprovação da lei estadual nº 11.662, em 10 de janeiro de 1997, que torna obrigatório aos estabelecimentos de ensino da rede pública e particular, de 1º, 2º e 3º graus, a abonação de faltas de alunos motivados por princípio de consciência religiosa.
Atualmente, a Suam tem envolvido os universitários em projetos focalizados em diversas áreas, a saber: (1) proporcionar um plano de preparo físico e espiritual para os pré-universitários um mês antes do vestibular, conforme os princípios de saúde difundidos pelos adventistas; (2) oferecer plantões de véspera a todos os pré-universitários interessados; (3) manter um pequeno grupo jovem na Universidade Estadual de Maringá; (4) realizar anualmente cultos de ação de graças com os formandos; (5) localizar pessoas interessadas em cursos de pós-graduação, possibilitando a existência de turmas durante a semana; (6) promover atividades esportivas – caminhadas, vôlei, basquete, entre outras; (7) apoiar campanhas de doação de sangue, cadastro de medula óssea, arrecadação de alimentos e agasalhos; (8) organizar eventos e congressos engajados com as necessidades atuais dos jovens, divulgando tais eventos nas Universidades.
Portanto, o maior objetivo da Suam não é apenas desenvolver atividades com um pequeno grupo de universitários adventistas, mas, sim, possibilitar que os estudantes “não [passem] por alto a juventude; compartilhem eles do trabalho e da responsabilidade. Sintam caber-lhes uma parte a desempenhar no ajudar e beneficiar a outros” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 435). “Dessa forma, que todos os nossos adolescentes progridam não só em sua vida acadêmica, mas que também se desenvolvam ao lado de Cristo, para se tornarem homens fiéis, que não se comprem nem se vendam, dos quais o mundo tanto necessita, para atingir a todos na pregação do evangelho, abreviando a volta do nosso Senhor”, escreve o Ricardo, um dos membros da diretoria da Suam.
Está aí um modelo a ser imitado por outros estudantes espalhados pelos campi do Brasil.
Ateísmo cafona
quarta-feira, maio 19, 2010
ateísmo
“Poucos ateus não são descendentes de uma criança infeliz e revoltada [...]. A prova disso é que ateus gostam de falar mal da igreja (nunca superaram aquela freira azeda), de Deus (esse malvado que não me fez mais forte), ou o pai judeu (que me obrigou a só namorar judias). Ou acham que, se formos todos ateus, o mundo será melhor. Se você é assim e tem orgulho de ser ateu, você é um rancoroso [olha aí, Dawkins!]. Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira (Chesterton): na Natureza, na História, na Ciência, na Dinamarca, em Si mesmo. Essa última crença, eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.”(Luiz Felipe Pondé, Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 2009)
terça-feira, maio 18, 2010
Buraco em Órion intriga cientistas
terça-feira, maio 18, 2010
astronomia
Um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial. Ele fica na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira na constelação de Órion. A nebulosa brilha com a luz de uma estrela próxima. O telescópio Hubble a fotografou pela primeira vez em dezembro de 1999. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz. Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha” na verdade é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel, o ponto estava preto.Os astrônomos acreditam que o buraco, medindo 0,2 anos-luz, foi feito pelo processo tumultuoso de nascimento de uma estrela embrionária vizinha, chamada V380 Ori. Esta proto-estrela já é 3,5 vezes o tamanho do Sol. O time que fez a descoberta acredita que a V380 Ori está sinalizando sua quase maturidade ao projetar rapidamente colunas de gás de seus pólos, que estão destruindo qualquer material remanescente da formação da estrela.
“Achamos que a estrela está lançando um jato na velocidade de centenas de quilômetros por segundo, e é ele que está causando o ‘buraco’ na nuvem vizinha”, disse Tom Megeath, que coordenou a pesquisa pela University of Toledo, em Ohio, nos Estados Unidos. “Essencialmente, esses jatos de gás estão sendo projetados e eles acabam com todo o gás e poeira.”
Megeath comentou que o telescópio que descobriu o buraco é batizado em homenagem ao astrônomo William Herschel, que viveu no século XIX. Em suas catalogações do céu noturno, Herschel registrou diversos trechos escurecidos que ele imaginou que fossem buracos, mas na verdade eram apenas nuvens escuras.
“Daí em diante, sempre que se via o que parecia um buraco espacial, se presume que são nuvens”, explicou. “Chega a ser irônico que agora, quase 150 anos depois, um telescópio chamado Herschel viu algo que todos achavam que era uma nuvem, e na verdade era um buraco de verdade”.
(Último Segundo)
Nota: "Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A santa cidade descerá por aquele espaço aberto" (Primeiros Escritos, p. 41). Ellen White escreveu esse texto há mais de um século.[MB]
Leia também: "Gigantesca 'pluma de gás' em estrela de Órion"
Gigantes do Photoshop
terça-feira, maio 18, 2010
arqueologia

Já perdi a conta dos e-mails que recebi nos últimos dias perguntando sobre os supostos gigantes descobertos por supostos paleontólogos. O texto que acompanha os tais e-mails é este: "É realmente impressionante, e ao mesmo tempo emocionante ver uma prova tão incontestável da veracidade da Bíblia! Gênesis 6:2-4. Raça híbrida, anjos que se materializaramn em corpos carnais para ter relações sexuais com as filhas dos homens. O resultado dessa relação, os nefilins ou os homens de fama, era para muitos apenas um relato improvavel e motivo de crítica pelo que a Bíblia já há muito tempo relata. Abra as fotos e olhe."
Em primeiro lugar, essa história de que anjos teriam se relacionado sexualmente com mulheres é pura ficção. "Filhos de Deus" e "filhas dos homens" eram expressões usadas para se referir, respectivamente, ao povo de Deus e aos infiéis. Essa mistura é que foi reprovada por Deus e deu origem a filhos "valentes", brigões e sem temor do Senhor. Gigantes eram relativamente comuns naquele tempo em que a espécie humana guardava muito da perfeição em que fora criada.
Em segundo lugar, basta observar o tamanho do crânio na foto para perceber que o corpo teria cerca de dez metros, ou seja, seria muito maior do que a Revelação nos conta (homens de quatro a cinco metros). Anos atrás, uma foto semelhante a essa foi espalhada na rede. Muitos cristãos desavisados a consideraram a prova da existência dos gigantes. Até que se descobriu que era a foto vencedora de um concurso de Photoshop (programa de edição de imagens).
Em terceiro lugar, esses e-mails sensacionalistas nunca trazem a fonte original da pesquisa, em que periódico científico foi publicada e o nome do(s) pesquisador(es).
Finalmente, é bom lembrar que esse tipo de boataria internética apenas traz descaso sobre a Palavra de Deus. Há evidências arqueológicas e históricas suficientes para confirmar o pano de fundo histórico das Escrituras. Não precisamos de falsas provas.
Michelson Borges
Leia também: "Especulações arqueológicas"
Título revelador (e preconceituoso)
terça-feira, maio 18, 2010
mídia
A revista Veja sempre se mostra incondicionalmente contrária ao terrorismo praticado por militantes políticos, não importa seu verniz ideológico ou religioso - no que faz muito bem. Entretanto, o título escolhido para a entrevista com Mosab Hassan Yousef não comporta dubiedade: "O traidor do Hamas". Ora, a palavra "traidor" não encontra guarida hospitaleira em nenhum glossário ou cultura. Quem trai revela-se indigno da confiança a qual deveria honrar. É, pelos parâmetros humanos de simpatia, um canalha, um crápula, uma víbora. Na obra de Shakespeare, por exemplo, Brabâncio, pai de Desdêmona, que o abandonara para se casar com Otelo, adverte o cunhado: "Cuidado, Mouro! Se olhos tens, abre-os bem em toda a parte; se o pai ela enganou, pode enganar-te."Eis até onde vai o estigma da traição: atormentado pela dúvida, Otelo, que antes se enternecia com o amor da esposa, que para segui-lo atirara à lama o próprio nome, agora vê nesse mesmo gesto uma deficiência gravíssima de caráter.
No Cristianismo, Judas Iscariotes é considerado o símbolo máximo de traição - mas ninguém chama Saulo de Tarso de traidor. Greta Garbo aproveitou-se de seu status de musa dos nazistas para sabotar os planos de Hitler. Ninguém, à exceção de filonazistas, lhe atribui o epíteto de traidora. O motivo é simples: quem renega e abandona o mal a fim de cooperar com o bem, é louvado e exaltado. Já quando atribuímos a alguém a pecha de traidor, subentende-se que nos solidarizamos com o atraiçoado.
Por que então Mosab Hassan Yousef é tratado como traidor por Duda Teixeira, se Veja é inegociavelmente contrária ao terrorismo? Respondo com outra pergunta: se Mosab não se houvesse convertido ao Cristianismo e apregoado aos brados as diferenças essenciais entre os textos sagrados das duas religiões (Bíblia e Corão), seria ele tratado como traidor por Veja? Mais: a revista trata Mosab como traidor ao mesmo tempo em que o resumo da reportagem destacado abaixo de sua foto é bem clara: "O filho do xeque palestino [...] diz que sua fonte de inspiração foi Jesus Cristo." Ou seja, a perfídia implicitamente associada ao rapaz é vinculada indiretamente ao Filho de Deus. Bom, se Cristo "roubou" o coração do jovem Yosef, Richard Dawkins (aquele arquétipo da mistura de Jezabel com Legião) certamente se apossou do coração de Duda Teixeira.
Vê-se assim para que charco descambou o secularismo teofóbico: em uma gradação de valores, o terrorismo é visto como vítima (pois foi traído) de uma religião "FUNDAMENTALISTAMENTE" pacifista, que roubou o coração de um de seus filhos.
(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)
Peixe extinto é descoberto por rastros "pré-históricos"
O conjunto de rabiscos e marcas ovais era estarrecedor, de início. Mas foi apenas uma questão de tempo até que Anthony Martin, especialista em rastros de fósseis, decifrasse o código do fóssil, e o usasse para contar a história de um peixe que viveu há 50 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] no Lago de Fósseis de Wyoming - e nadou em águas antes consideradas profundas demais para a respiração de um peixe. Os rabiscos eram impressões das barbatanas do peixe, varrendo o fundo do lago, disse Martin, um professor do departamento de estudos ambientais na Universidade Emory. E as marcas ovais, exatamente do tamanho da boca do peixe, indicam que o peixe deslizava ao longo da parte mais funda do lago em busca de alimento. Usando a distância entre as marcas de barbatanas, Martin e seus colegas determinaram que o peixe tinha cerca de meio metro de comprimento. Eles concluíram que as marcas eram de um peixe, já extinto, conhecido como Notogoneus osculus.As descobertas contradizem uma teoria anterior, de que o nível de oxigênio na parte mais profunda do lago, estimada entre 10 e 15 metros, seria baixo demais para que um peixe pudesse respirar, disse Martin. "Não só havia peixes nadando ali, como eles estavam se alimentando", disse o pesquisador. Os resultados foram publicados na edição de maio da PLoS One.
(Terra)
Nota: A resistência ao ou desconhecimento do modelo diluvianista é tão grande que os pesquisadores preferem desprezar o que conhecem (ou seja, que é quase impossível um peixe respirar nessas condições) a adotar o ponto de vista catastrófico segundo o qual o peixe pode ter sido soterrado por lama e os rastros poderiam ter sido deixados pela tentativa dele de escapar desses sedimentos. Aliás, para que esses rastros pudessem ser preservados por tanto tempo seria mesmo necessário que fossem cobertos por lama (que depois petrificou) logo depois de terem sido feitos, caso contrário, desapareceriam logo em seguida.[MB]
Evolucionismo diz: seja malvado nos relacionamentos
terça-feira, maio 18, 2010
comportamento, evolucionismo
Não há nada melhor do que se sentir feliz e seguro em um relacionamento amoroso, certo? Errado. Durante tempos difíceis, ter parceiros emocionalmente inseguros pode ser bom para nos alertar sobre possíveis perigos. Quando encontram problemas conjugais, as pessoas reagem de forma diferente dependendo se elas consideram o mundo um lugar seguro ou não. Essa mesma reação acontece com as demais ameaças da vida. Segundo a pesquisa, publicada no jornal Perspectives on Psychological Science, o processo de evolução do ser humano fez com que fossem formados grupos mistos de pessoas seguras e inseguras. Esses grupos mesclados teriam (e ainda têm) mais chances de sobreviver do que exclusivos de cada tipo de pessoa. Pessoas bem-sucedidas no amor possuem o chamado estilo de apego seguro. Eles veem o mundo de forma otimista e não deixam que pensamentos negativos atrapalhem sua vida. Até aí tudo bem, maravilha. O problema é que, diante de uma adversidade, eles tendem a agir dessa forma mais despreocupada também. “Pessoas seguras demoram mais para reagir aos perigos porque elas têm que se organizar antes”, diz o psicólogo Tsachi Ein-Dor, da Nova Escola de Psicologia de Herzliya, em Israel.Por outro lado, temos as pessoas inseguras. Sua vida amorosa pode não ser lá muito sólida, mas, em situações inesperadas que exigem raciocínio rápido, elas se dão bem. “O comportamento de apego é uma adaptação de sobrevivência”, diz Ein-Dor. Por não conseguirem sobreviver por conta própria, as crianças têm de se unir aos seus pais. Se uma criança chora e é acalmada pela mãe, ela descobre que pode confiar nos outros para receber amor e apoio. Já aqueles cujos pais não têm tempo ou energia para lhe dar atenção aprendem na marra que têm de cuidar de si mesmas.
Para testar sua ideia de que grupos mistos beneficiaria sobrevivência, Ein-Dor e seus colegas colocaram grupos de três alunos em salas com máquinas de fumaça escondidas, que foram ligadas para simular um incêndio. Os grupos que mais rapidamente perceberam a fumaça eram aqueles que continham mais indivíduos de apego inseguro. Esses grupos também foram os primeiros a agir diante da ameaça e fugir da sala supostamente em chamas.
(Hypescience)
Nota: O criacionismo, por outro lado, como tem a Bíblia como fundamento moral, estabelece que a verdadeira felicidade está nos relacionamentos estáveis e baseados no amor verdadeiro que vem de Deus. Em caso de adversidade, casais assim procurarão resolver juntos os problemas, contando com a ajuda de Deus, em quem confiam e, por isso, não se desesperam - mesmo diante de "incêndios".[MB]
segunda-feira, maio 17, 2010
Evo Morales e Papa tratam de assuntos ECOmênicos
segunda-feira, maio 17, 2010
ECOmenismo
O papa Bento XVI recebeu hoje em audiência no Vaticano o presidente boliviano, Evo Morales, com quem conversou por 25 minutos. Na véspera da audiência, Morales declarou que diria ao papa as conclusões alcançadas durante um fórum social sobre a mudança climática realizado em abril na Bolívia. A audiência ocorreu na Biblioteca privada do papa. Em seguida, o séquito presidencial entrou na sala. Bento XVI recebeu Morales com um “bem-vindo presidente” em espanhol. O líder sul-americano retribuiu: “Que alegria, Santidade, cumprimentá-lo. É uma honra para mim.” Após a saudação, os dois entraram na sala com um intérprete.(Notícias UOL)
Nota: Abaixo seguem alguns trechos da declaração final (conclusões) da Conferência Mundial do Clima entregue ao Papa no dia de hoje. Até Tribunal Internacional Penal do Clima está na proposta (colaboração Willian Peres Bittencourte).
Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra, 22 de abril, Cochabamba, Bolivia
Hoje, nossa Mãe Terra está ferida e o futuro da humanidade está em perigo. Por se incrementar o aquecimento global em mais do que 2 ºC, ao que nos levaria o chamado “Entendimento de Copenhage”, há 50% de chance de que os danos causados à nossa Mãe Terra sejam totalmente irreversíveis. Entre 20% e 30% das espécies estariam em perigo de desaparecer. Grandes extensões de floresta seriam afetadas, as secas e inundações afetariam diversas regiões do planeta, os desertos se estenderiam e se agravaria o derretimento das calotas polares e geleiras nos Andes e no Himalaia. Muitos estados insulares desapareceriam e a África sofreria um aumento de temperatura superior a 3 ºC. Da mesma forma, a produção de alimentos do mundo se reduziria, com efeitos catastróficos para a sobrevivência dos habitantes de vastas regiões do planeta, e aumentaria drasticamente o número de famintos no mundo, que já ultrapassa a cifra de 1.020 milhões de pessoas. [...]
A humanidade está enfrentando um grande dilema: continuar no caminho do capitalismo, a depredação e a morte, ou o caminho da harmonia com a natureza e o respeito pela vida. Exigimos a construção de um novo sistema para restaurar a harmonia com a natureza e entre seres humanos. Não pode haver equilíbrio com a natureza, se houver iniquidade entre os seres humanos. Colocamos para os povos do mundo a recuperação, capacitação e fortalecimento dos conhecimentos, saberes e práticas tradicionais dos Povos Indígenas, afirmados na experiência e proposta do “Viver Bem”, reconhecendo a Mãe Terra como um ser vivo, com o qual temos uma relação indissociável, interdependente, complementar e espiritual. [...]
Para garantir os direitos humanos e restabelecer a harmonia com a natureza é necessário reconhecer e fazer valer os direitos da Mãe Terra. Propomos o projeto adjunto da Declaração Universal de Direitos da Mãe Terra, na qual estão inseridos: direito à vida, de existir; direito de ser respeitada; direito de continuar os seus ciclos de vida e processos isentos de perturbação humana; direito de manter a sua identidade e integridade como seres distintos, auto-regulados e inter-relacionados; direito à água como fonte de vida; direito ao ar puro; direito à saúde integral; direito de ser livre de contaminação e poluição, resíduos tóxicos e radioativos; direito a não ser geneticamente alterada e modificada na sua estrutura ou função, ameaçando sua integridade ou funcionamento vital e saudável; direito a uma restauração completa e rápida para as violações dos direitos reconhecidos na Declaração causadas por atividades humanas. [...]
Sublinhando a necessidade de medidas urgentes para alcançar esta visão, e com o apoio das pessoas, movimentos e países, os países desenvolvidos devem comprometer-se com objetivos ambiciosos de redução das emissões, que permitam atingir os objetivos a curto prazo, mantendo a nossa visão para o equilíbrio do sistema climático da Terra, de acordo com o objetivo último da Convenção. [...]
A próxima Conferência sobre Mudança Climática que será realizada ainda este ano no México deve aprovar a emenda do Protocolo de Quioto, para o segundo período de compromisso para começar em 2013-2017 em que os países desenvolvidos devem se comprometer com significativas reduções internas de pelo menos 50% em comparação com ano base 1990, excluindo os mercados de carbono ou outros sistemas de desvio que mascaram a falta de reduções reais de emissões de gases de efeito estufa. [...]
Por conseguinte, é necessário realizar um Referendo Mundial, plebiscito ou consulta popular sobre mudança do clima em que todos nós somos consultados sobre: o nível de reduções de emissões a ser feita pelos países desenvolvidos e as corporações transnacionais, o financiamento a ser oferecido por países desenvolvidos, a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática, a necessidade de uma Declaração Universal da Mãe Terra, a necessidade de alterar o atual sistema capitalista. O processo de Referendo Mundo, plebiscito ou consulta será fruto de um processo de preparação para assegurar o êxito do mesmo. A fim de coordenar nossas atividades internacionais e implementar os resultados do presente “Acordo dos Povos” chamamos para construir um Movimento Mundial dos Povos pela Mãe Terra, que se baseará nos princípios da complementaridade e respeito pela diversidade de origem e visões dos seus membros, constituindo um espaço amplo e democrático de coordenação e ação conjunta a nível mundial. [...]
Veja tenta igualar cristianismo e terrorismo islâmico
segunda-feira, maio 17, 2010
religião
A revista Veja entrevistou o filho do xeque palestino que abandonou o Islamismo, denunciou terroristas e contribuiu para o serviço secreto israelense. Ele diz que sua fonte de inspiração foi Jesus Cristo. Veja informa que, em 1987, o xeque palestino Hassan Yousef foi um dos sete fundadores do Hamas, grupo extremista islâmico que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os radicais da organização já comandaram 350 atentados contra israelenses provocando mais de 500 mortes. Seu filho, Mosab Hassan Yousef, 32 anos, é o autor do livro Filho do Hamas (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras na semana passada. Na obra, revela como colaborou para o serviço secreto israelense, o Shin Bet, e explica por que se converteu ao cristianismo. Leia aqui alguns trechos da entrevista:Seu pai é um imã. Ele pregava o Islamismo nas mesquitas e ajudou a fundar o Hamas. O que o levou a converter-se ao Cristianismo?
Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, fui levado à prisão em Megiddo, Israel. Dentro do prédio, os detentos eram divididos segundo a filiação. Havia a ala do Hamas, que era a maior, a do Fatah, a da Jihad Islâmica e outras. Eu fiquei na do Hamas. Do interior das celas, testemunhei o que os integrantes do grupo faziam com seus próprios colegas. Quando os líderes do Hamas suspeitavam que um dos nossos estivesse dando informações aos israelenses, eles o torturavam. Havia interrogatórios diários. Isso fez com que eu repensasse alguns conceitos. Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco. Saí da prisão um pouco desnorteado. Mais tarde, comecei a estudar a Bíblia com amigos. O livro falava em “amar os seus inimigos”, o que fez todo sentido para mim. [...] Sob tortura, as vítimas confessavam as coisas mais absurdas. Como eu digitava rápido, fui chamado para redigir muitos desses depoimentos. Era loucura. Depois, entregavam as confissões para os familiares. Caso o detento fosse solto, seus parentes e amigos passavam a evitá-lo. A vida social dele acabava. [...] Quando pensam que alguém colabora com Israel, torturam e matam. É isso o que está acontecendo na Faixa de Gaza agora. Ao contrário do que diz o Hamas, Israel não é o principal inimigo dos palestinos, e sim os próprios palestinos.
Um dos principais desafios do mundo hoje é conseguir que o Hamas participe das negociações de paz. Existe a possibilidade de o grupo sentar-se com os rivais do Fatah e com o governo de Israel para conversar?
Os líderes do Hamas até podem dizer que buscam uma solução e dizer que abrem mão de Jerusalém como capital. Mas eles não manterão a palavra simplesmente porque o Deus deles não permite isso. É um bloqueio religioso. O Hamas não reconhece Israel. Ponto. O Corão diz que os israelenses são macacos e porcos. Toda vez que algum representante do grupo obtém algum progresso, esbarram no muro da ideologia ou no da religião. [...]
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou que suas centrífugas já são capazes de enriquecer urânio a 20%. Se chegar a 90%, esse material já poderia rechear uma bomba atômica. O que o Irã faria com um artefato nuclear?
O deus do Corão não hesitaria em bombardear qualquer país que não acreditasse nele. Pode usar qualquer arma para lutar contra infiéis. Seus devotos estão prontos para lutar pela religião e alcançar a glória, com a bomba ou o que mais tiverem è mão. [...]
Sem [o] apoio do Irã, o Hamas ficaria enfraquecido?
O Irã é um dos grandes patrocinadores dos terroristas, mas não o único. Há muitos doadores no Catar, na Arábia Saudita, na Síria e no Egito. São, em geral, pessoas e empresas que entregam parte de suas economias em mesquitas, com o objetivo claro de fomentar a resistência do Hamas. Bloquear a ajuda iraniana pode ajudar, mas não necessariamente enfraquecerá o Hamas. [...]
Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia?
Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas. A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O Deus da Bíblia é o do amor. Muitas coisas que fiz durante o meu trabalho com o Shin Bet foram inspiradas pelos ensinamentos de Jesus Cristo. Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói.
Mas a Bíblia também foi usada para justificar torturas e mortes durante a Inquisição, por exemplo.
Ok... Mas essas coisas foram feitas por pessoas que não entenderam a principal mensagem da Bíblia. Não compreenderam as falas de Jesus Cristo, que é o nosso maior exemplo. O amor incondicional de Jesus não é um capítulo separado do livro, mas sua principal mensagem.
Você não teme promover o ódio entre religiões e se tornar um fundamentalista cristão?
Eu sei quais são as minhas responsabilidades. Não quero promover uma rixa entre religiões. Eu amo os muçulmanos. Falo com eles com carinho. Mas preciso ajudar a consertar a religião deles. Ser forte e dizer a verdade, mesmo que isso possa causar confrontações. No mais, não há o risco de eu incitar uma guerra religiosa porque isso já acontece no Oriente Médio. Não seria algo novo.
Nota: Duda Teixeira, o entrevistador da Veja, bem que tentou, mas não conseguiu fazer esse converso cristão se contradizer. Seguir os fundamentos bíblicos de maneira contextualizada (isto é, seguir os passos de Jesus) significa promover a paz e a tolerância. O “fundamentalismo cristão” promove os mais elevados princípios da nossa religião e todas as barbáries cometidas pela cristandade deveram-se justamente à falta de fundamentalismo, que significa “está escrito”.[MB]
Casar com mais velhos envelhece o mais novo
segunda-feira, maio 17, 2010
Casar com um homem muito mais velho ou mais novo pode reduzir a expectativa de vida de uma mulher. De acordo com estudo feito por pesquisadores do instituto Max Planck, da Alemanha, o risco de mortalidade de uma mulher casada com um parceiro entre sete e nove anos mais jovem aumenta 20%. Se for casada com um homem entre sete e nove anos mais velho, as chances de mortalidade também aumentam, mas em grau menor – menos de 10%. Os dados foram publicados na última edição da revista científica Demography. No caso masculino, um homem que tem uma parceira entre sete e nove anos mais jovem reduz o seu risco de mortalidade em 11%. No sentido oposto, as chances de mortalidade aumentam quando a parceira é mais velha. "As razões para as diferenças de mortalidade em decorrência da diferença de idade entre parceiros permanecem desconhecidas", afirma o coordenador do estudo, Sven Drefahl.Até então, a hipótese dominante é a de que os indivíduos – homens e mulheres – que escolhem parceiros mais jovens o fazem porque são mais saudáveis e, portanto, já gozam de uma expectativa de vida mais alta. Outras explicações apontam para os benefícios psicológicos de ter um parceiro mais jovem, que, ainda por cima, também poderia prover melhores cuidados durante a velhice.
(Jornal NH)
Nota: Há um século, Ellen White escreveu: "Outra causa da deficiência da geração atual em resistência física e valor moral é se unirem homens e mulheres em casamento com idades muito diferentes. Dá-se frequentemente que homens idosos escolhem jovens para casar. Assim fazendo, a vida do marido se tem prolongado, ao passo que a esposa tem de sentir a falta daquela vitalidade que ela comunica ao seu idoso marido. Não é dever de nenhuma mulher sacrificar a vida e a saúde, mesmo que ela amasse a alguém muito mais idoso que ela, e estivesse disposta, por sua parte, a fazer tal sacrifício. Deveria haver restringido suas afeições. Tinha a consultar considerações mais altas que seu próprio interesse" (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 423).
domingo, maio 16, 2010
O mistério da “explosão cambriana”
domingo, maio 16, 2010
evolucionismo
Uma pesquisa da universidade americana Yale no Marrocos descobriu que alguns dos mais estranhos animais já descobertos no planeta viveram muito mais do que se imaginava, pelo menos 10 milhões de anos [sic]. As espécies em questão eram do período Cambriano (de 542 milhões a 488 milhões de anos atrás [na cronologia evolucionista]), mas chegaram a viver no início do Ordoviciano (de 488 a 471 milhões de anos atrás). Essas descobertas podem mudar algumas crenças científicas, como, por exemplo, a de que esses seres “esquisitos” viveram por pouco tempo. As informações são da Nature. Segundo a própria universidade explica, o Cambriano – uma época em que a vida era essencialmente marinha – é conhecido também como “explosão cambriana”, devido ao súbito aparecimento da maioria dos grandes grupos animais e o estabelecimento de um complexo ecossistema. Esse período foi seguido pelo “evento da grande biodiversificação ordoviciana”, quando o gênero de animais marinhos cresceu exponencialmente.Os pesquisadores analisaram mais de 1,5 mil espécimes encontradas em um deserto no Marrocos. Segundo Derek Briggs, um dos autores do estudo, a maioria dos fósseis do Ordoviciano mostram a parte mais duras dos animais, como conchas, mas os descobertos no Marrocos preenchem parte dessa lacuna. [...]
(Terra)
Nota: A pergunta que nunca cala é: Como explicar esse súbito aparecimento de animais complexos (como os trilobitas, que tinham até mesmo olhos de calcita) no período Cambriano, sem qualquer evidência de ancestrais válidos no pré-Cambriano? O problema é que toda essa vida exuberante simplesmente “surge” (explode) nesse período. Mágica? Seria mais fácil entender que essas formas de vida com pouca capacidade de locomoção viviam nos leitos oceânicos pré-diluvianos e foram ali sepultadas pelos sedimentos do dilúvio, por isso mesmo estão na base da “coluna geológica”.[MB]
Leia também: "Fósseis do Cambriano: um dilema para o darwinismo"
sábado, maio 15, 2010
Impacto em família
sábado, maio 15, 2010
adventismo, família
Nesta manhã de sábado, milhares de adventistas visitaram todas as casas da cidade de Tatuí, onde está localizada a editora da igreja, a Casa Publicadora Brasileira. A igreja que frequento, no bairro Nova Tatuí, assim como as outras dez igrejas adventistas desta cidade, se uniu aos milhões de adventistas na América do Sul que participaram do projeto Impacto Esperança. O projeto consistiu na distribuição de 20 milhões de revistas Um Dia de Esperança. Para que houvesse mais tempo para visitar as pessoas, realizamos a Escola Sabatina na sexta-feira à noite. Hoje pela manhã, depois de uma oração de dedicação dos livros (foto acima), cada dupla missionária recebeu um mapa com a rua pela qual ficaria responsável. No caso de minha família, formamos um “quinteto missionário” composto por minha esposa, minhas duas filhas e pelo Mikhael, há quatro meses e meio no ventre da mãe. Foi uma experiência muito gratificante para nós. Entregamos livros Sinais de Esperança, revistas e realizamos pesquisas de interessados em estudar a Bíblia.Antes, porém, de entregar os impressos nas ruas para as quais fomos designados, acompanhamos um casal até outro bairro, porque eu precisava fazer algumas fotos para uma reportagem que vou escrever para a Revista Adventista. Quando identificou o local em que estávamos, minha esposa fez uma oração silenciosa. Depois entendi o porquê.
Meses antes, ela havia encontrado uma moça na porta de um supermercado pedindo dinheiro para comprar fraldas. Minha esposa comprou as fraldas e pediu o endereço da moça na intenção de visitá-la depois. Infelizmente, como a mulher acabou mudando de endereço, o contato foi perdido.
Quando chegamos ao local em que eu faria a foto, minha esposa percebeu que estávamos no bairro daquela moça. Na verdade, nem era para estarmos ali naquela hora, pois a região designada para a pessoa que eu iria fotografar havia sido mudada na última hora. Foi então que minha esposa orou para encontrar a moça carente. Resolvemos entrar numa das ruas do bairro para fazer a foto, e quem encontramos? Como não creio em coincidência (muito menos nesse nível) e creio na Providência, sei que a oração da Débora foi atendida.
Cumprimentamos a moça, o esposo e a filhinha deles, que caminhavam na mesma rua em que estávamos. Dei um livro e uma revista para eles e os acompanhamos até a casa deles, para ter certeza do local em que moram. Conversamos um pouco, eu disse que Deus certamente tem um plano para a vida deles e prometemos um visita para os próximos dias. Depois fomos para o bairro pelo qual estávamos responsáveis, felizes por ver a mão de Deus conduzindo os eventos.

Minhas filhas gostaram muito de conversar com as pessoas e de entregar a literatura para elas. Mas o que minha filha mais velha (de oito anos) mais gostou de fazer foi a pesquisa de interessados. Diz ela: “Gostei de fazer a pesquisa porque gosto de saber o que as pessoas pensam sobre Deus e sobre o mundo.” Minha esposa me disse: “Percebo que as pessoas precisam de esperança e temos essa esperança para dar.”
É como disse Jesus: “Erguei os olhos e vede os campos, pois já branqueiam para a ceifa” (João 4:35).
Neste dia especial, a família adventista levou esperança e experimentou a alegria de ver o impacto causado pelo poder do amor, o poder do evangelho. Essa é a igreja do sonho de Deus.
Michelson Borges
sexta-feira, maio 14, 2010
Uma semana de impacto
sexta-feira, maio 14, 2010
adventismo, sábado
“E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. [...] Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:4, 9). Este texto bíblico tem sido relacionado com o descanso provido por uma relação salvadora com Deus; o descanso que vem da paz que sentimos quando O recebemos no coração. Para alguns estudiosos, Hebreus 4 também se refere ao descanso final que desfrutaremos quando chegarmos à Nova Jerusalém, na companhia do Criador e de todos os remidos de todas as épocas. Mas, como o verso 4 menciona o sábado, podemos considerar o sétimo dia da semana e a pausa restauradora provida por ele como um antegozo do Céu, quando nossa relação com Deus será aprofundada a um nível que jamais seria possível neste lado da eternidade e quando estaremos livres da triste realidade do pecado e suas consequências já tão conhecidas depois de seis milênios de lutas e sofrimentos.Nesse sentido, o descanso sabático instituído por Deus para a humanidade – antes mesmo de haver qualquer judeu sobre a Terra e antes da queda dos primeiros seres humanos – é, além de um monumento da Criação e uma pausa para adoração mais significativa, uma janela para o futuro glorioso que aguarda aqueles que amam a Deus. Quem não gosta de guardar o sábado, isto é, de dedicar 24 horas para o que de mais importante há nesta vida – nossa relação com o Criador –, dificilmente apreciaria estar no Céu, no grande descanso final. O sábado é um “ensaio” para o que nos espera. É a ponte do Éden perdido (pois foi estabelecido lá) para o Éden restaurado (pois também será guardado lá). [Para saber mais detalhes bíblicos sobre o sábado, clique aqui.]
Amanhã será um sábado especial para os mais de 2 milhões de adventistas do sétimo dia da América do Sul. Será o dia do projeto Impacto Esperança. Essa multidão de guardadores do sábado irá às ruas, visitará as casas e estabelecimentos comerciais para partilhar a esperança que tem e sugerir uma solução para o estresse, para a deterioração da família, para o fortalecimento da relação com Deus, convidando as pessoas a descobrirem a bênção do sábado. Para tanto, serão distribuídos mais de 20 milhões de exemplares da revista Um Dia de Esperança, escrita por editores da Casa Publicadora Brasileira e da Casa Publicadora da Argentina. Quase um milhão dessas revistas, na versão online, já foram espalhadas por meio das redes sociais e e-mails.
Em Tatuí, cidade em que fica localizada a Casa Publicadora Brasileira, tivemos uma semana de impacto, com ações sociais preparativas para o “dia D” (amanhã). No dia 9, os desbravadores e aventureiros entregaram 500 rosas para as mães que passaram pela praça central da cidade entre 8h e 10h da manhã. No dia 12, o Ministério da Mulher realizou medição de pressão e entregou folhetos sobre saúde, na mesma praça, das 9h30 às 11h30. No dia 13, foi a vez de os alunos e funcionários da Escola Adventista de Tatuí entregarem nos semáforos milhares de sementes de uma árvore que ajuda a desenvolver um predador natural da larva do mosquito da dengue. Alguns desses alunos visitaram o gabinete do prefeito e estiveram com o presidente da Câmara Municipal. Amanhã, além de todas as igrejas adventistas da cidade estarem envolvidas na distribuição de milhares de revistas Um Dia de Esperança e do livro Sinais de Esperança, cerca de 300 jovens adventistas doarão sangue para abastecer os bancos da região. No domingo, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) entregará à primeira-dama do município os agasalhos arrecadados numa campanha realizada pelas igrejas da cidade.
Como apoio espiritual e motivação para todas essas atividades, durante a semana, os quase 500 funcionários da Casa Publicadora Brasileira realizaram cultos matinais com breves reflexões sobre o sábado. Além disso, a cada hora, também durante esta semana, uma dupla de funcionários se dirigiu à capela da editora para orar pelo projeto, aos pés de uma cruz montada com mais de 10 mil livros (foto ao lado).Possivelmente, uma de duas coisas poderá acontecer com você amanhã: ou você será convidado a espalhar esperança por meio das revistas e de seu sorriso, ou receberá a revista em sua casa, na rua ou no local de trabalho. Doando ou recebendo, aproveite a oportunidade de entrar no descanso de Deus – o descanso de uma vida transformada pelo Espírito Santo e do senso de utilidade e de amor ao próximo.
Michelson Borges

“[Os adventistas] têm um trabalho da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Não há nenhum outro trabalho de tão grande importância. Não devem permitir que nenhuma outra obra lhes absorva a atenção” (Ellen G. White, Testimonies for the Church, v. 9, p. 19).
Leia também: “Por que os adventistas guardam o sétimo dia?” e “Para viver com esperança”
























