segunda-feira, setembro 20, 2010

Cegado pela visão

Cabelos compridos, físico atlético e força invejável, Sansão não tinha apenas perfil de herói, mas foi escolhido para ser um, antes mesmo de nascer. No entanto, assim como os super-heróis fictícios, ele tinha um ponto fraco: a visão. Aquele que fora chamado para liderar seu povo pela força e exemplo mostrou-se amigo dos inimigos de Israel e amante das filisteias. A rebeldia de adolescente tornou seus impulsos pecaminosos mais fortes do que seus bíceps. O nazireu promissor chegou a perder a identidade e pôr em risco a própria missão. Sua biografia só não foi mais trágica, porque a cegueira física lhe devolveu a visão espiritual. Paixão Cega conta de maneira contextualizada a história desse vacilante personagem bíblico que foi cegado pela visão. O objetivo é inspirar os jovens cristãos, pelo contraste, a vencer os assédios da cultura do século 21. Este livro vai ajudar você a enxergar as ilusões do nosso tempo e a manter o foco na sua identidade e missão.

Como enfrentar os tempos atuais sem perder a visão daquilo que Deus quer de você? Através do exemplo de Sansão, Paixão Cega explora temas como visão, missão, tentações sexuais, desafios intelectuais e escolhas, dentro do contexto pós-moderno. Curiosidade: o livro adapta uma semana de oração e se propõe a ser um devocional focado em jovens adultos, no contexto dos desafios da pós-modernidade.

Douglas de Souza Reis se formou em Teologia pelo Unasp, campus de Engenheiro Coelho (SP), em 2002. Atua como capelão no Colégio Adventista de São Francisco do Sul (SC), e mantém o blog www.questaodeconfianca.blogspot.com.

Clique aqui para adquirir o livro Paixão Cega.

Atendimento especial aos adventistas na UFV

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), sediada no interior do Estado de Minas Gerais, na cidade de Viçosa, é tida atualmente como uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do País. Na ultima avaliação do MEC, a UFV foi classificada como a melhor universidade federal do Estado de Minas Gerais e a terceira melhor do País. Atualmente a UFV oferece mais de 65 cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento. Todos os anos, a UFV seleciona novos estudantes de diversas regiões do Brasil. A seleção é feita por meio do exame vestibular que é realizado a cada ano no mês de dezembro.

Na cidade de Viçosa, existe uma comunidade de adventistas do sétimo dia. São aproximadamente 200 membros batizados que se reúnem em dois locais de culto. Dentre essa comunidade alguns são professores, estudantes, pós-graduandos e funcionários da UFV. Neste ano, no mês de junho, a comunidade adventista de Viçosa recebeu com tristeza a notícia acerca das datas dos exames do vestibular. Uma das provas ocorrerá no sábado (4/12) e o edital não prevê nenhum tipo de atendimento especial aos guardadores do Sábado.

Diante desse fato, toda a comunidade adventista em Viçosa se mobilizou. Protocolamos um pedido junto à UFV, no sentido de que fosse oferecido um atendimento especial aos vestibulandos guardadores do sábado. Também foi formada uma comitiva de pós-graduandos adventistas que realizou um trabalho de conscientização junto aos conselheiros do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – órgão deliberativo da UFV que iria julgar o nosso pedido), expondo-lhes nosso dilema. Oramos em prol do pedido. Um dos conselheiros até chegou a pedir que orássemos ao nosso Deus em favor desse assunto; foi um momento oportuno em que fizemos naquela visita uma oração especial. Aproveitando esse encontro, foi entregue aos membros do conselho uma pequena lembrança: o livro Tempo de Esperança, do pastor Mark Finley; e os CDs “Mensagens de Paz e Esperança”, narrados por Cid Moreira.

Finalmente, no dia 8 de setembro de 2010, o CEPE se reuniu e após apreciar nosso pedido, concedeu parecer favorável aos vestibulandos guardadores do sábado (Ofício nº 136/2010/SOC, datado em 9 de setembro de 2010 e assinado pelo prof. Efraim Lázaro Reis, na foto abaixo, ao centro).

Diante dessa nova realidade, faz-se necessário um trabalho de divulgação junto aos vestibulandos guardadores do sábado, já que muitos haviam desistido de participar do vestibular da UFV neste ano, em virtude da situação inicial.

Os estudantes que optarem pelo atendimento especial poderão fazer os exames após o pôr-do-sol de sábado. A única exigência que a UFV faz é quanto ao local das provas, que, neste caso, serão realizadas exclusivamente na cidade de Viçosa. Tal exigência tem apenas como objetivo minimizar os gastos operacionais gerados por essa concessão, uma vez que oferecer a realização do exame em horário excepcional, em todos os locais de provas, seria financeiramente inviável para a instituição (são mais de 20 locais de prova em diversas cidades).

A comunidade adventista de Viçosa, em especial os pós-graduandos adventistas da UFV, solicita encarecidamente que se orientem os vestibulandos guardadores do sábado que não entrem com nenhum instrumento jurídico contra a UFV, mas que acatem a opção bondosamente oferecida por ela. A comunidade adventista em Viçosa está de braços abertos para receber os novos estudantes. Estamos estudando meios de ajudar aqueles vestibulandos que estiverem com dificuldades para deslocamento até Viçosa. Nesse sentido, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance.


Mais detalhes sobre o atendimento especial no vestibular: www.ufv.br (site oficial da UFV); www.copeve.ufv.br (site oficial da COPEVE-UFV) ou aqui.

Observação: o atendimento especial está estendido a todo o processo seletivo 2011 da UFV, o que inclui PASES I, PASES II, PASES III, Vestibular e CAP/COLUNI.

(Diogo Machado, Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Matemática/UFV)

O X-Club de Darwin

Quem foram as pessoas que verdadeiramente mais contribuíram na construção do darwinismo e na sua imposição como “teoria científica”? Será realmente que se pode atribuir a Darwin o principal mérito em idealizar o conceito de Seleção Natural como uma força onipotente capaz de reger os destinos dos seres vivos? O que leva muita gente a comparar a Teoria da Evolução com a Teoria da Relatividade ou com a Lei da Gravitação Universal? Como explicar que Darwin seja considerado um gênio da ciência e sua obra A Origem das Espécies a maior contribuição científica da história da humanidade? Para R. M. Young e Bernard Shaw, o êxito do darwinismo poderia ser atribuído às funestas ideias de Thomas Malthus e Herbert Spencer, as quais serviram para justificar as condições coloniais e sociais da época. Todavia, como bem o disse Maximo Sandin, em uma de suas entrevistas, tal constatação apenas corrobora seu êxito social, porém não explica sua ascensão como “teoria científica”.

É aqui que entram outros nomes, e o principal deles diz respeito a Thomas Huxley, o famoso “Bulldog de Darwin”. Ele, Joseph Dalton Hooker, John Tindall, entre outros, controlaram durante décadas a Royal Society. Huxley foi presidente da Geological Society, da Ethnological Society, da British Association for the Advancement of Science, da Marine Biological Association e da própria Royal Society.

Esse grupo, também chamado “X-Club”, deliberava sobre tudo, de pescarias a enfermidades, e tinha por objetivo “promover o darwinismo e o liberalismo científico”. A revista Nature também surgiu por obra de Huxley e Hooker, o que explica a postura ideológica desse periódico nos dias de hoje. Tudo isso combinado dá sentido às razões pelas quais o zoólogo evolucionista St. George Mivart, um crítico contundente da Seleção Natural, ter sido silenciado.

Foi com a dedicada colaboração do “X-Club” que Darwin se tornou membro da mais importante das sociedades científicas. E já com seu nome ideologicamente erigido, foi ele sepultado com todas as pompas na Abadia de Westminster, onde apenas cinco pessoas pertencentes à nobreza foram enterradas.

Tais fatos nos levam a concluir que o darwinismo não foi assim obra direta de Darwin. Em vez disso, originou-se de um conjunto de objetivos idealizados e postos em prática pelas classes dominantes, a elite inglesa, que, ostentando grande poder e influência social, fez de Darwin seu grande motivo e pretexto. Não fora isso, seria difícil compreender como uma ideologia assim tão escancarada se fez passar por legítima ciência, e dessa forma permanecer até os dias de hoje.

(Humor Darwinista)

domingo, setembro 19, 2010

Bursas: outra evidência de design inteligente

Sempre fiquei impressionado com as maravilhas da criação; sempre gostei de ciência, e o estudo das criações de Deus me aproxima cada vez mais do Criador. Nunca me preocupei em observar algo que necessariamente teria que ter sido planejado, pois para mim chega a ser óbvio que tudo foi cuidadosamente projetado. Porém, como todo estudante, logo me encontrei entre intelectuais que “tinham certeza” de que tudo o que conhecemos evoluiu. Cheguei à faculdade, e achei que essas “certezas” só aumentariam, mas, na verdade, não foi o que aconteceu. Curso Medicina, e nessa área o corpo humano é estudado a fundo, em seus mínimos detalhes. Se, para mim, já era impossível que tivéssemos evoluído, agora, quanto mais avanço nos estudos, mais tenho certeza de que fomos criados. É tudo tão perfeito, harmonioso, complexo, e o mais intrigante: muitas vezes incompreensível! Apenas se sabe que há algo ali, e funcionando, como? Tenho certeza de que o Arquiteto sabe! Porque nossas mentes inteligentes ainda não encontraram a resposta. Entretanto, não sou apenas eu que encontro cada vez mais evidências de planejamento estudando o corpo humano. Muitos mestres e doutores também não conseguem negar que o que veem foi planejado. Alguns ainda relutam em admitir, outros, talvez com medo de se posicionar, durante suas aulas não param de repetir que “a natureza foi muito inteligente em criar esse mecanismo”, ou que “a natureza escolheu assim porque seria melhor”. O terceiro grupo, por meio de seus estudos, concluiu que foi necessário um projeto inteligente.

Cito, como exemplo, uma ocasião em que, durante a aula de reumatologia, o professor perguntou o que eram as bursas. Nenhum aluno se manifestou e então ele iniciou sua explicação com as seguintes palavras: “Bursas são pequenas estruturas em nosso corpo que deveriam ser consideradas como o ápice da criação! Pois elas não têm nenhuma função no corpo, só existem para dar conforto aos nossos movimentos.”

Bursas são pequenas bolsas que ficam estrategicamente situadas em áreas de tensão do corpo. Localizam-se entre a pele e os ossos, ligamentos e ossos, tendões e ossos, e músculos e ossos. Essas bolsas estão cheias de líquido e amortecem os movimentos de uma estrutura sobre a outra. Apesar de serem parecidas com a cápsula articular (que também possui o líquido sinovial lubrificando os ossos), bursa e cápsula articular não são a mesma coisa; as bursas nem sequer fazem parte do arcabouço articular – poderíamos dizer que são itens adicionais. Viveríamos perfeitamente sem as bursas, mas elas estão ali para nos dar conforto! Se supusermos que a evolução realmente fosse capaz de fabricar nosso maravilhoso, complexo, perfeito e incompreensível organismo, a façanha acabaria antes da formação de estruturas como as bursas, pois somente a teoria criacionista pode explicar o surgimento delas.

É maravilhoso saber que temos um Deus poderoso e que Se preocupa conosco! E que nos ama a tal ponto de não apenas prover tudo o que necessitamos para viver, mas também nos dar conforto para viver. As bursas poderiam ser comparadas a móveis em uma casa. Para habitar na casa, o chão já seria suficiente para sentarmos. No máximo, haveria uma cadeira, o que, se fosse possível, a evolução nos “ofertaria”. Mas as bursas são como as almofadas; são dispensáveis, mas estão ali para dar mais conforto. Só um Deus de muito amor faria algo assim. Enquanto a evolução nos oferece a cadeira, Deus nos dá cadeiras com almofadas; enquanto a evolução nos oferece um chinelo, Deus nos dá tênis com amortecedores; enfim, sem mais comparações simbólicas, a evolução nos oferece a luta desesperadora pela sobrevivência; Deus nos oferece paz, segurança e alegria para viver (mesmo em meio as turbulências deste mundo de pecado que logo terá fim). Enquanto a evolução nos oferece a morte cruel, Deus nos dá a vida eterna!

(Roberto Lenz Betz, 7ª fase de Medicina, Universidade Regional de Blumenau)


Leia também: "O 'pesadelo' do mapa metabólico"

Para saber mais: TORTORA, Gerard J; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de anatomia e fisiologia. 9ª ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. xxxviii, 1047p, il; SKARE, Thelma Larocca. Reumatologia: princípios e prática. 2ª ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. xii, 335p, il.

Ator não faz filme com a esposa; o outro tapa os olhos

Ben Affleck não quer saber de outro “Gigli” em sua filmografia, o longa que fez com a então namorada Jennifer Lopez e que foi um fracasso de crítica e de público. O ator disse em entrevista à revista Us Weekly que nunca trabalhará em um filme com a mulher, Jennifer Garner, com quem está casado há cinco anos e tem dois filhos. “Eu seria muito sortudo de trabalhar com ela. Mas alguma coisa me diz que as pessoas não querem ver casais de verdade juntos no cinema”, afirmou o ator. “Gigli” foi lançado em 2003. O relacionamento entre Aflleck e J-Lo terminou no ano seguinte. Por enquanto, não há perspectiva de Affleck e a esposa se cruzarem num set de filmagem. Escalada para o thriller dramático “Better Living Through Chemistry” (Melhor Viver Através da Química, numa tradução direta para o português), Jennifer Garner, que atua no seriado televisivo “Alias”, vai dividir tela com Jeremy Renner, de Guerra ao Terror. [...]

[Aqui no Brasil,] o cantor Di Ferrero, do NXZero, ainda está se acostumando com a ideia de ver a namorada, Mariana Rios, dando uns amassos com outros rapazes. É que em Araguaia, a atriz viverá a vilãzinha espevitada Nancy, que vai protagonizar muitas cenas quentes. Segundo a artista contou à coluna “Diário da Fama”, do Diário de S. Paulo, nessa hora o amado fecha os olhos para não ver. Mas Di terá de se acostumar, pois a personagem de Mariana aparecerá em sequências pra lá de sensuais. Tanto que, para dar conta de usar os figurinos curtíssimos de Nancy, a famosa emagreceu uns quilinhos.

(Veja e Terra)

Nota: Nem é preciso dizer que tem algo muito errado aí. Tanto nas telas quanto fora delas, casais famosos (com raríssimas exceções) dão péssimo exemplo no que diz respeito à fidelidade e aos valores morais que devem nortear as relações humanas. Quem pensa diferente não deve "beber" dessas "fontes" poluídas, sob risco de se conformar com "este século" (cf. Romanos 12:2).[MB]

sexta-feira, setembro 17, 2010

Acho que o logotipo da Copa foi inspirado...

Segredos evolutivos do orgasmo feminino

A matéria de capa da revista Ciência Hoje do mês passado é assinada por Carlos Roberto Fonseca, do Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O título parece extraído e adaptado de revistas femininas como Nova e Cláudia: “Os segredos evolutivos do orgasmo feminino.” A matéria começa comparando o orgasmo masculino com uma “festa de comemoração” pelo fato de o macho ter alcançado seu propósito de reprodutor: depositar o sêmen no aparelho reprodutor feminino. Assim, logo de início, já temos sinais do reducionismo evolucionista que marca todo o texto. Fonseca afirma que o prazer obtido no momento da ejaculação foi um presente da seleção natural para o homem. Mas admite também que “o papel biológico do orgasmo feminino, no entanto, é considerado um grande mistério. Para começar, não existe sincronia entre o momento do orgasmo feminino e a liberação dos óvulos pelos ovários. [...] Essa ‘ovulação oculta’ contrasta bastante com o que ocorre com as fêmeas de muitos outros mamíferos, que anunciam aos quatro ventos seu estado fértil por meio de cores brilhantes, cheiros especiais e solicitações ostensivas”. Bem, essa parece mais uma constatação de que os seres humanos são humanos e os animais, animais.
Depois de uma relativamente longa explicação sobre seleção sexual (sem ainda elucidar o mistério do orgasmo feminino) a matéria menciona que “a hipótese mais aceita hoje para explicar a evolução do sexo sustenta que a reprodução sexual ajuda as espécies a escapar de seus parasitas. A taxa de evolução de uma bactéria, que vive cerca de 20 minutos, é muito mais rápida que, por exemplo, a de um ser humano. Assim, ao longo de nossas vidas, as bactérias têm bastante tempo para desvendar os segredos do nosso sistema imunológico, tornando-nos mais suscetíveis a seus ataques. Se nossa reprodução fosse assexuada, teríamos filhos, netos e bisnetos geneticamente idênticos a nós, e cada geração apresentaria menos defesas contra esses parasitas. A reprodução sexuada nos permite produzir, a cada geração, filhos e filhas geneticamente únicos, o que nos dá uma boa ‘dianteira’ na corrida evolutiva com os parasitas”.
Nada de novo. É a velha “explicação” da vantagem da reprodução sexuada sobre a assexuada, sem, contudo, explicar como esse tipo de reprodução pode ter “surgido”, já que depende de dupla mutação em organismos distintos, numa mesma geração e mesma região, a fim de que os dois seres se encontrem, percebam que são perfeitamente compatíveis, sintam atração, copulem e – voilà – gerem outro ser a partir da combinação de material genético também distinto. O texto passa longe do assunto, já que não há explicação satisfatória para esse “milagre evolutivo duplo” (para não mencionar toda a complexidade envolvida na gestação do novo ser). Mas e o orgasmo feminino?
Depois de mais algumas linhas, Fonseca volta ao tema: “Diversas hipóteses adaptacionistas foram propostas para explicar o orgasmo feminino. O zoólogo inglês Desmond Morris, no clássico livro O Macaco Nu, de 1967, defende que a evolução da postura ereta em humanos teria dificultado a fertilização, já que nas fêmeas humanas atuais o orifício externo do colo uterino, por onde o esperma tem que penetrar, situa-se em posição superior da vagina. Segundo essa hipótese, o relaxamento muscular decorrente do orgasmo induziria a mulher a permanecer deitada após o ato sexual, aumentando suas chances de fertilização. Contudo, a ocorrência de orgasmo em diversos animais quadrúpedes sugere que essa hipótese não é correta. Outra hipótese adaptacionista baseia-se no fato de que, como o bebê humano nasce mais indefeso do que os filhotes da maioria dos animais, sua sobrevivência só é assegurada pelos cuidados da mãe e do pai. Segundo essa proposta, os orgasmos – tanto o masculino quanto o feminino – seriam um incentivo prazeroso para selar a aliança do casal e favorecer a sobrevivência dos filhos. O problema com essa hipótese é que o orgasmo, da mesma forma que pode ajudar a criar um vínculo de longo prazo em um casal, pode também ser o estímulo para que um dos parceiros resolva ‘pular a cerca’ e ter relações sexuais extraconjugais”.
Como se pode ver, essas hipóteses mirabolantes são insuficientes. Não explicam, só complicam. E Fonseca volta a rodear Jericó: depois de falar sobre diferentes comportamentos sexuais em espécies distintas, ele escreve: “A mais intrigante hipótese adaptacionista sobre a evolução do orgasmo feminino [finalmente, a revelação do segredo?] foi proposta em 1970 pelo inglês Cyril A. Fox e colaboradores, do Hospital São Bartolomeu, em Londres, após estudo sobre a pressão intravaginal e intrauterina durante o ato sexual. O estudo mostrou que as contrações dos músculos do aparelho genital feminino durante o orgasmo criam uma diferença de pressão que suga e transfere parte do esperma da vagina para o canal cervical, aumentando a chance de fertilização. É a chamada ‘hipótese da sucção’, que ganhou forte respaldo científico em 1993, quando os biólogos Robin Baker e Mark Bellis, da Universidade de Manchester (Inglaterra), estudaram a transferência de esperma em 35 casais ingleses e ainda entrevistaram milhares de mulheres sobre suas experiências sexuais. Assim, o orgasmo feminino seria um sofisticado mecanismo que permite às mulheres escolher, conscientemente ou não, quando engravidar. Ou seja, um típico mecanismo darwiniano de escolha pela fêmea.”
Fonseca diz ainda que “orgasmos múltiplos ocorridos após a ejaculação seriam um mecanismo feminino para assegurar o sucesso reprodutivo do ato sexual”. Conclusão: o orgasmo favorece a reprodução. Ok, isso não se discute. Mas o segredo anunciado continua não revelado: Como surgiu esse “sofisticado mecanismo” do prazer? Não se pode ignorar o fato de que, para que o orgasmo seja “disparado”, são necessários vários elementos interconectados: nervos, músculos, hormônios específicos, sinais eletroquímicos, etc., etc. Traduzindo: complexidade irredutível.
Foi inevitável pensar naquelas matérias sensacionalistas das revistas femininas, do tipo que promete vida sexual “além das nuvens” e orgasmos mágicos, mas ignoram o fato de que pesquisas revelaram que o brasileiro vive insatisfeito com sua vida sexual (o que significa que não é a quantidade de sexo, mas o tipo de sexo que satisfaz – e a maioria dos pesquisados diz sentir falta de carinho e compromisso). Também fiquei insatisfeito com a promessa do artigo. Do ponto de vista darwinista, o segredo do orgasmo feminino continua sendo exatamente isto: segredo. Do ponto de vista criacionista, além de um presente extra do Criador (pois vai além da diretriz de reprodução), o orgasmo revela muito design inteligente.
Michelson Borges

Ensino fraudulento e não objetivo da evolução

[O blog Desafiando a Nomenklatura Científica parafraseou texto publicado no site na UNB, segundo o qual professores ensinam teoria da evolução misturada à religião.] Na contramão da ciência do século 21, o MEC/SEMTEC/PNLEM impede o ensino objetivo da teoria da evolução nas escolas, uma vez que o pensamento de Charles Darwin seria contrariado no contexto de justificação teórica. Mas, mesmo onde se ensina o evolucionismo, ele é bem explicado pelos professores? Segundo pesquisa de Ana Paula Ovelha, mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a resposta é não. Para responder a essa pergunta, Ana Paula pediu a professores do ensino médio da Bahia que escrevessem textos didáticos sobre as dificuldades da teoria da evolução no contexto de justificação teórica. Ela se surpreendeu com a total ignorância dessa importante questão epistêmica. Muitos inclusive incluíram concepções ideológicas do naturalismo filosófico. Ou seja, os professores acabavam por misturar Charles Darwin com materialismo filosófico.

A pesquisa foi apresentada na sexta-feira, 3 de setembro, em seminário sobre o ensino de evolução. Viviane Bleyser, orientadora da pesquisa, acredita que é preciso questionar se basta que o professor “continue falando que vai ensinar evolução científica e que essas dificuldades teóricas sejam omitidas intencionalmente como advoga o MEC/SEMTEC/PNLEM”. Ela lembra de uma resposta que um aluno do ensino médio deu na prova. “Ele disse que apenas estava reproduzindo material que a professora e os livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM não disseram, mas que está disponível livremente na internet sobre a teoria da evolução. Do jeito que está, é 171 epistêmico.”

Para a professora Marian Luiza Gastão, do Núcleo de Educação Científica do Instituto de Ciências Biológicas da UnB, a questão do ensino correto de biologia vai além de questões metodológicas. “O principal talvez seja tomar consciência dessas dificuldades teóricas e o que elas representam para a justificação epistêmica do fato da evolução no contexto de justificação teórica, e poder apresentá-las nas salas de aula sem sanções acadêmicas.” Segundo ela, é comum os professores se esquivarem dessas questões espinhosas por temerem a inquisição sem fogueiras da Nomenklatura científica e serem prejudicados na sua carreira docente.

Outros problemas vêm de complexidades inerentes ao tema. “Uma das confusões recorrentes é entender essas críticas científicas à evolução como sendo exclusivamente ‘criacionismo disfarçado’ ou sinônimo de atraso e até de pseudociência. Na verdade, o ensino dessas dificuldades representa transformações e melhoras pedagógicas do ensino da teoria da evolução ao longo do tempo”, explica Viviane.

Nilde Deniz, professora de evolução biológica do Departamento de Genética e Morfologia da UnB, encontra dificuldades também com alunos de graduação. “Muitos chegam sem nenhum conhecimento dessas dificuldades sobre o fato, Fato, FATO da evolução, porque não foram ensinadas no ensino médio”, conta Nilde. “Alguns acham que isso nem existe e saem sem nada saber o que isso representa para a corroboração da teoria da evolução, e nem que uma nova teoria está sendo elaborada: a Síntese Evolutiva Ampliada.”

Alunos de Nilde que fazem licenciatura serão professores. “Tentamos ensinar a matéria com exemplos que podem ser reproduzidos também no ensino médio.” Segundo Viviane, o problema se repete na UFSC. “Em outra dissertação que orientei verificou-se que professores formados nos cursos da universidade também iam para a sala de aula desconhecendo completamente essas dificuldades teóricas.”

Viviane Bleyser destacou que a comunidade de pesquisa em ensino de Biologia ainda não despertou para a questão. Segundo ela, o caminho para melhorar esse cenário passa pelos avanços na formação de professores da área e, acima de tudo na qualidade do material didático aprovado pelo MEC/SEMTEC/PNLEM. Mas não é só isso. “É preciso tentar estratégias para modificar a cultura que, de uma forma geral, idolatra e nem questiona Darwin, como se ele tivesse a palavra final na origem e evolução da vida. Investir em mostras, exposições e outras formas de alcançar a população em geral seria uma solução entre outras.”

Sugestão do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Que tal o ENSINO OBJETIVO e OBRIGATÓRIO dessas dificuldades fundamentais para o estabelecimento da teoria da evolução no contexto de justificação teórica? Afinal de contas, é através do ensino das evidências a favor e contra que uma teoria científica deve ser ensinada. Do jeito que está não é educação científica, mas doutrinação ideológica do materialismo filosófico que posa como se fosse ciência. Nada mais falso!”

Nota: Algumas pessoas me perguntam se concordo com o ensino do criacionismo em escolas públicas. Depois de ler a paráfrase acima (e a matéria original da UNB), minha opinião apenas se cristalizou: sou contra. Se professores evolucionistas não dão conta de explicar o evolucionismo, o que dirá se se aventurarem a falar do criacionismo? Portanto, em escolas públicas, sou contra o ensino do criacionismo por dois motivos: (1) o criacionismo é uma teoria científico-religiosa, e o governo deve ser laico e não ensinar religião (qualquer uma) aos alunos de suas escolas; (2) a maioria dos professores está despreparada para tratar da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo em bases científicas; assim, o criacionismo corre o risco de ser ainda mais deformado/injustiçado. O ideal mesmo seria que os professores recebessem preparo para ensinar um evolucionismo crítico, sem fechar os olhos para as insuficiências epistêmicas da teoria.[MB]

quinta-feira, setembro 16, 2010

Como entender a Bíblia

Não sou teólogo nem sei falar hebraico ou grego. Como posso entender a Bíblia corretamente?

Sabemos que ler a Bíblia é importante para nossa comunhão com Deus. Muitas pessoas acreditam, entretanto, que apenas um pastor ou doutor em Teologia pode interpretar a Bíblia de maneira correta. Mas é interessante que os escritores da Bíblia pensavam o contrário: eles esperavam que todos a lessem e compreendessem, mesmo aqueles que não eram cultos (Dt 30:11-4; Jo 20:30, 31; At 7:11; Ap 1:3). Sugerimos alguns passos simples e úteis para a compreensão da Bíblia, que podem ser utilizados por qualquer pessoa: [Leia mais]

Evolução? “Não tenho fé suficiente”

Sentado no gabinete do neurocirurgião Ben Carson, diretor de neurocirurgia pediátrica no Hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, em conversa com ele, acabamos entrando no assunto da evolução e da origem. Ao interagirmos um com outro entre os eruditos volumes da estante e o moderno equipamento tecnológico sobre a escrivaninha, pareceu apropriado pensar sobre quem somos e de onde viemos. [O Dr. Carson é considerado um dos maiores neurocirurgiões do mundo, cuja história de vida tem servido de inspiração para muitas pessoas ao redor do mundo. Se quiser conhecer mais sobre esse grande cientista, leia o livro Ben Carson e assista ao filme “Mãos Talentosas”.]

Dr. Carson: Considere, por exemplo, este computador: Se você entrasse nesta sala e visse o computador, não pensaria que ele simplesmente apareceu. Ele não surgiu ao acaso.

Por que tantas pessoas preferem crer na formação ao acaso do Universo – e da vida em si? Em outras palavras, por que o assunto da evolução é tão importante?

Dr. Carson: Acaba sendo uma questão de propriedade. Quem é o proprietário do Universo? Quem é o proprietário da Terra? Quem é o proprietário da nossa vida? Quem acredita na evolução, e em uma explicação naturalista do Universo, basicamente vê a si mesmo como proprietário do fim – como o criador e fonte máxima de autoridade. Desse modo, essas pessoas não respondem a nada e a ninguém, pois não existe nada mais elevado do que elas mesmas.

Como isso acontece? Quais são as consequências de aceitar a opinião evolucionista da origem do ser humano? Como isso afeta a sociedade e a maneira como vemos a nós mesmos?

Dr. Carson: Crendo que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético. Pois, se não existe tal coisa como autoridade moral, podemos fazer o que quisermos. Todas as coisas se tornam relativas e não há razão para nenhum de nossos valores mais elevados.

Se somos produto do acaso, um sortimento de átomos ao acaso, vivendo em um universo determinístico que é simplesmente a consequência de interações físicas, isso tudo não parece futilidade?

Dr. Carson: Sim. Ao educar-me tive que aprender a teoria evolucionista, e como cristão que teme a Deus fiquei imaginando como fazer Deus e a evolução se entrosarem. A verdade é que não podemos fazê-los se entrosar; temos que escolher um ou o outro.

Muitos cristãos têm se dedicado demasiadamente à “ciência”, admitindo não só os dados observados, mas também as interpretações antiteístas. Você é questionado com frequência a respeito de ser um cientista lógico e um cristão?

Dr. Carson: Sim. Minha resposta é que quanto mais se entende a ciência, menos se acredita que tudo isso foi um acidente! Considere o cérebro, por exemplo, com seus bilhões de neurônios, centenas de bilhões de conexões e como se lembra de todas as coisas que já viu e ouviu.

Todas as coisas? Esta não parece uma descrição correta, pelo menos não do meu cérebro. Estou sempre me esquecendo das coisas...

Dr. Carson: Ponha uma sonda no hipocampo de um homem de 80 anos de idade e ele lhe contará as palavras textuais de um livro que leu 60 anos atrás. Esse é um órgão extremamente complexo e sofisticado; não o resultado de processos ao acaso.

Nem mesmo em menor grau?

Dr. Carson: Ainda que se permita a formação de uma única célula. E um organismo de uma única célula também é surpreendentemente complexo – as membranas, o núcleo, os nucléolos, a mitocôndria... Além disso, favorecemos demais os evolucionistas se começarmos com uma única célula. Procure começar com substâncias inertes!

Apenas suponhamos que tivéssemos aquela primeira célula?

Dr. Carson: Mesmo que você aceitasse a teoria evolucionista – desenvolvendo um organismo mais sofisticado nessa maneira teoricamente “lógica”, então deveria haver um continuum de organismos. E por que a evolução se desviou em tantas direções – aves, peixes, elefantes, primatas, seres humanos – se há alguma força evoluindo ao máximo? Por que não são todas as coisas um ser humano – um ser humano superior? Darwin declarou especificamente que sua teoria se baseava na descoberta de formas intermediárias, e tinha certeza de que nós as encontraríamos. Mais de cem anos depois ainda não as encontramos. Mesmo os mais primitivos fósseis não mostram tais intermediários.

Considere o simples caso do primata para o ser humano. Deveria ser fácil encontrar uma abundância de restos fósseis sendo que, de acordo com a teoria evolucionista, essa é a mais recente transição. Se podemos encontrar tantos fósseis de dinossauros, os quais são muito mais antigos no esquema evolucionista, deveríamos ter amplas evidências de intermediários entre os primatas e os humanos. Mas não temos. Temos muito poucos supostos intermediários – como “Lucy”, baseada na extravagante reconstrução com muito enchimento. Atualmente temos pessoas com significativas anormalidades congênitas cujos restos do esqueleto pareceriam um elo desaparecido. Por isso, “Lucy” não comprova o caso, e poderia haver inúmeras “Lucys” se a transição dos primatas para os humanos fosse verdadeira.

Há, também, todo o assunto dos organismos irredutivelmente complexos – a ideia de que todas as coisas precisam estar presentes de uma vez para que ele funcione. Como poderiam todos os itens complexos evoluir simultaneamente, como no olho, por exemplo?

Os muitos cientistas que discordam das suas opiniões lhe preocupariam? Afinal, 99 por cento poderá dizer que você está errado!

Dr. Carson: Antes de Darwin, a maioria dos cientistas era cristã. Mesmo Darwin foi criado como cristão, mas ficou amargurado. Propôs-se então a provar outra explicação para a vida. Devo dar a esse homem algum crédito: ele foi um grande observador. Nas ilhas Galápagos, ele encontrou tentilhões de bico forte, capaz de quebrar sementes duras. Descobriu também iguanas e tartarugas com diferentes adaptações. Portanto, concluiu que esses organismos estavam evoluindo, e ele estava correto em termos de microevolução – adaptação ao ambiente. Imagine se você só pudesse se alimentar se conseguisse encestar uma bola de basquete...

Jogadores de basquete evoluindo?

Dr. Carson: Somente pessoas altas seriam alimentadas e sobreviveriam. Eles transmitiriam seu gene de altura aos seus descendentes. Isso é evolução ou adaptação? Obviamente a última alternativa. Mas evolução significa que um organismo finalmente se transforma em outro bem diferente, e não existe evidência de tal transformação. Deus admitiu a adaptação, que fala de um Criador maravilhoso que concedeu a Suas criaturas uma estrutura genética flexível o suficiente para se adaptar. Mas isso não é evolução.

Considere também a complexidade do Universo. O telescópio Hubble nos revelou muito mais. Mas nossa galáxia é apenas um pequeno ponto no imenso esquema do Universo, e existe muito mais além do que conhecemos. Mesmo em nosso próprio Sistema Solar – estamos a 93 milhões de milhas do Sol. Se estivéssemos a 92 milhões de milhas, estaríamos incinerados; se a 94 milhões de milhas, estaríamos congelados. É demais! Tudo é extraordinariamente organizado com tanta complexidade. Como pode isso acontecer?

Depois considere as opiniões sobre a origem do Universo. Os cientistas falam sobre a segunda lei da termodinâmica, que declara que todas as coisas tendem a um estado de desorganização.

Então como poderia nosso Universo incrivelmente organizado surgir como resultado de uma grande explosão? Isso bate frontalmente com a segunda lei, que declara que como resultado ele seria menos organizado, não mais! Os cientistas precisam ser coerentes.

Agora uns poucos pensamentos conclusivos.

Dr. Carson: Finalmente, se você aceitar a teoria da evolução, despedirá a ética, não precisará defender um conjunto de códigos morais e determinará sua própria consciência baseada nos próprios desejos. Não terá razão nenhuma para coisas como amor altruísta, quando um pai mergulha para salvar um filho de se afogar. Poderá jogar fora a Bíblia como algo irrelevante, apenas fábulas tolas, pois você crê que ela não se harmoniza com o pensamento científico. Você poderá ser como Lúcifer, que disse: “Serei semelhante ao Altíssimo.”

Você pode provar a evolução? Não. Pode provar a Criação? Não. Pode usar o intelecto concedido por Deus para decidir se alguma coisa é lógica ou ilógica? Sim, absolutamente. Tudo se resume na “fé” – e eu não tenho o suficiente para crer na evolução. Sou uma pessoa lógica demais!

(Adventist Review)

O que é ciência?

Num artigo publicado em espanhol, intitulado “La falibilidad de la ciencia”, Umberto Eco cita alguns componentes que podem tornar a ciência um fenômeno dogmático. Por exemplo:

1. Quando transforma hipóteses em “verdades” inquestionáveis ou absolutas.

2. Quando deixa de questionar o paradigma aceito por uma determinada cultura ou sociedade.

Isso me fez lembrar de determinada vertente darwinista que dogmaticamente proclama suas premissas não testáveis como um fenômeno capaz de passar pelo crivo do mais exigente método científico. É claro, a palavra “ciência” dá margem a uma gama variada de interpretações. O nosso Dicionário Aurélio, por exemplo, fornece cinco definições para o termo:

1. Conhecimento.

2. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria.

3. Conjunto de conhecimentos socialmente adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, e estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam a compreender e, poss., orientar a natureza e as atividades humanas.

4. Campo circunscrito, dentro da ciência, concernente a determinada parte ou aspecto da natureza ou das atividades humanas, como, p. ex., a química, a sociologia, etc.

5. A soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto.

O darwinismo pode tranquilamente ser enquadrado numa dessas definições; todavia, trata-se de uma utópica pretensão querer colocar Darwin no mesmo “laboratório” em que trabalhavam Newton e Galileu. É isso!

(Humor Darwinista)

quarta-feira, setembro 15, 2010

Abaixo a crueldade humana

A revista Veja da semana passada aparentemente abraçou a causa que visa a combater o sofrimento dos animais de corte. Não é bem assim... mas, de qualquer forma, a matéria chama atenção para uma realidade até então denunciada quase que exclusivamente por ONGs e outras entidades (algumas bem sensacionalistas e polêmicas, como a Peta, outras mais sérias, como o holandês Party for the Animals, dirigido pela adventista Marianne Thieme, e o brasileiro Instituto Nina Rosa). Diz o texto de Veja: “Uma lei aprovada nos Estados Unidos há dois meses dá sinais de que está em curso uma mudança nas relações dos seres humanos com os animais. Ela determina que os frangos criados no estado de Ohio tenham um mínimo de espaço para abrir as asas e ciscar o chão. A lei pode parecer excêntrica – afinal, esses são comportamentos instintivos da espécie. Ocorre que em toda granja avícola moderna os frangos são confinados em lugares apertados, sem espaço para se movimentar. As galinhas poedeiras permanecem espremidas em gaiolas e, frequentemente, têm o bico cortado para não se bicarem. A União Europeia se sensibilizou com o assunto e quer abolir o uso de gaiolas na criação de frangos e galinhas a partir de 2012. Pretende também eliminar uma prática largamente adotada na criação de suínos – o isolamento das fêmeas gestantes em cubículos onde elas não podem se mexer.

“Medidas como essas são exemplos recentes de como o mundo têm voltado os olhos para o bem-estar dos animais. Leis que os protegem existem desde a Inglaterra vitoriana quando se proibiu a tosquia de ovelhas arrancando-se o pelo com as mãos. O movimento em defesa dos animais que agora toma corpo, no entanto, têm alcance planetário. Ele é resultado da criação em escala industrial de aves, bovinos e suínos, iniciada a partir de meados do século XX com o advento de novas tecnologias e avanços científicos nos processos de alimentação animal e nas vacinas. O preço do aumento na produtividade das fazendas foi a submissão dos animais a uma série de procedimentos que lhes causam sofrimento. O que as entidades defensoras dos animais alegam – e seus argumentos têm convencido governos e cidadãos – é que boa parte desses maus tratos pode ser evitada. [...]

“Uma das carnes mais apreciadas pelos gourmets americanos é a de vitelo. Seu consumo caiu drasticamente em meados desta década depois que se tornou público que, para produzir essa carne branca e macia, os bezerros são separados da mãe pouco depois do nascimento e confinados em cubículos minúsculos onde não conseguem se mexer. Há três anos, o órgão americano que regula a criação de vitelos anunciou o fim desse confinamento cruel para 2017. Na mira dos defensores dos direitos dos animais estão também os produtores de patê de foie gras, iguaria caríssima feita com fígado de ganso. Para produzi-la, as aves são alimentadas à força pela goela para que seu fígado inche e se torne mais gorduroso. A Califórnia já proibiu esse procedimento. [...]

“No Brasil, a única regulamentação obrigatória que contempla os direitos dos animais – criada em 2000 – diz respeito ao abate de bois, porcos, carneiros e aves. Eles devem ser sedados com métodos como as pistolas pneumáticas ou choques elétricos antes de ser mortos. No momento, o Ministério da Agricultura prepara um pacote de recomendações que visam ao bem-estar dos animais de corte. Esses procedimentos, que amenizam seu sortimento, são necessários justamente para atender às exigências dos países europeus que importam a carne brasileira. [...]”

Nota: Se o aspecto da saúde já não bastasse para se abrir mão da dieta cárnea, o sofrimento a que os animais de abate são submetidos deve ajudar ainda mais nessa tomada de decisão. Nosso estômago e paladar não são tão importantes a ponto de fazermos criaturas indefesas sofrer tanto. Está mais que provado que (inicialmente) a dieta ovo-lacto-vegetariana (usando-se, de preferência, ovos caipiras) é mais barata e saudável, sem contar o fato de que agride menos a natureza, já que com menos terra e água se produzem mais grãos do que gado. Por respeito à nossa saúde e à vida dos animais, deveríamos pensar seriamente nessa questão – e não amenizar o sofrimento dos bichos apenas para garantir que continuemos ganhando dinheiro com a exportação da carne deles.[MB]

Leia também: “‘Defesa animal’ a serviço dos pecuaristas”

Como alcançar a Geração Z

Composta por crianças e adolescentes de até 17 anos de idade, a chamada Geração Z se mostra mais preocupada com o meio ambiente e com causas sociais, dando mais valor a produtos e serviços sustentáveis. Além disso, ela quer pagar cada vez menos por produtos e conteúdos que podem ser encontrados gratuitamente na internet, como músicas, filmes e livros. Essa nova geração de futuros consumidores assemelha-se à tão falada Geração Y, formada por jovens com idades entre 20 e 30 anos. Ambas são compostas por jovens inquietos, menos fiéis às marcas e acostumados a fazer tarefas múltiplas. A diferença é que a Geração Z nasceu junto à tecnologia, o que torna suas características mais acentuadas. O diretor da empresa de pesquisa de mercado GFK CR Brasil, Paulo Carramenha, explica que “a Geração Z já nasceu com o joystick, o controle remoto e o celular no berço, enquanto a Y viu isso acontecer. Se a Y quer as coisas rápidas, a Z muito mais, ela não sabe o que é o mundo sem tecnologia”.

(Opinião e Notícia)

Nota: Se a igreja deseja alcançar as gerações Y e Z, precisa utilizar ainda mais os recursos tecnológicos que estão à sua disposição. Para uma geração inquieta e high tech, se faz necessário produzir materiais (textos, vídeos, etc.) que contenham a mensagem de salvação de maneira condensada e atrativa. Temos que dizer muito em pouco tempo/espaço (exatamente como sugerido pelo texto bíblico de Habacuque 2:2). Por que “Geração Z”, a última letra do alfabeto? Será esta a última geração a ser alcançada até a volta de Jesus? Deus queira. Trabalhemos para isso.[MB]

Há um século, Ellen White escreveu: “Devemos utilizar todos os meios possíveis para levar a luz diante do povo. Utilize-se a imprensa e todo meio de propaganda para chamar a atenção para o trabalho” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 36). “Descobrir-se-ão meios que possam alcançar os corações. Alguns dos métodos usados nesta obra serão diferentes dos que foram postos em prática no passado; mas ninguém, por causa disto, feche o caminho pela crítica” (Evangelismo, p. 130).

Alerta: superbactéria resiste a quase todos antibióticos

A nova superbactéria, originária da Índia e que demonstra ser resistente a quase todos os antibióticos conhecidos, representa uma ameaça mundial, advertiram cientistas nesta semana. “Temos a necessidade urgente de, em primeiro lugar, estabelecer um sistema de vigilância internacional nos próximos meses e, em segundo lugar, examinar todos os pacientes que derem entrada a qualquer sistema de saúde em tantos países quanto for possível”, disse Patrice Nordmann, do hospital Bicetre, da França. “Por enquanto não sabemos quão rapidamente o fenômeno está se espalhando [...]. Pode levar meses ou anos, mas o certo é que se espalhará”, disse à AFP, destacando que já foram tomadas medidas na França e que outras estão em discussão no Japão, em Cingapura e na China. “É um pouco como uma bomba relógio”, explicou.

Nordmann participa da 50ª Conferência Intercientífica sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia (Interscience conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy), que reúne 12 mil especialistas em doenças infecciosas em Boston (Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos).

O cientista, que é chefe do departamento de bacteriologia e virologia do hospital francês, disse que a bactéria encontrará terreno fértil na população de 1,3 bilhão de pessoas da Índia.

A “superbactéria”, chamada NDM-1 (metalo-beta-lactamase 1 de Nova Délhi), e suas variações parecem ter se originado na Índia. Ela foi detectada pela primeira vez em 2007, na Grã-Bretanha.

A NDM-1 resiste a quase todos os tipos de antibióticos, inclusive os carbapenemas, geralmente reservados às emergências e ao tratamento de infecções multirresistentes.

(Folha.com)

Nota: Parece que é uma questão de tempo até que a próxima epidemia mundial se manifeste. Felizmente, esse é um dos sinais de que a volta de Jesus – a solução definitiva – se aproxima (cf. Lucas 21:11). Infelizmente, muitas vidas serão perdidas.[MB]

Política que vai de mal a pior

Simony, Andréia Schwartz, Mulher Melão, Dinei e Vampeta estão entre os famosos que posaram nus em revistas como Playboy, Sexy e G Magazine e estão tentando carreira na política nas eleições de outubro. A cantora Simony é candidata a deputada estadual pelo PP de São Paulo. Mulher Melão, por sua vez, tentará uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo nanico PHS. Apontada como testemunha-chave no escândalo que derrubou o ex-governador de Nova York Eliot Spitzer, a brasileira Andréia Schwartz (PRP) disputa uma vaga de deputada estadual pelo Espírito Santo. Já os ex-jogadores Vampeta e Dinei disputam, respectivamente, as vagas de deputado federal pelo PTB de São Paulo e de deputado estadual pelo PDT de SP.

(Folha, 15/9)

Nota: Segundo Marcelo Semer, em texto publicado no Terra Magazine, “não deixa de ser uma ironia o fato de que na eleição em que se pretendeu retirar o humor da cobertura de política, seja um palhaço, literalmente, o candidato a deputado com maior destaque. [...] O fato de Tiririca ter tanto destaque na eleição e José Serra tão pouco também não é gratuito. É fruto do esvaziamento político da eleição, a marca de 2010. O fenômeno não é novo, mas é de se registrar que a política nunca esteve tão ausente de uma eleição como agora. [...] O efeito retardado deste debate apolítico pode ser devastador. Ou não. Quem sabe se as coisas andam tão ruins que pior não ficarão.”

Comentário do jornalista Ruben Holdorf: "Dinei teve a carreira encerrada precocemente devido ao envolvimento com drogas. E tem mais: Por que a Justiça permite que Tiririca concorra? O fato de ele confessar desconhecer as atribuições de deputado já seria o suficiente para qualquer juiz de bom senso impedi-lo de concorrer a algum cargo público. Bebeto, Romário, Marcelinho Carioca, o que vai ser do Brasil nas mãos dessa gente? A indústria do mau-caratismo e da impiedade toma conta do País e faz um arrastão imoral em todos os lares via mídia."

terça-feira, setembro 14, 2010

Erupções solares podem alterar decaimento radioativo

Quando pesquisadores encontraram uma ligação incomum entre erupções solares e elementos radioativos terrestres, desencadeou-se uma investigação científica que poderia proteger a vida dos astronautas e reescrever alguns dos pressupostos da Física. Um mistério surgiu de forma inesperada: o decaimento radioativo de alguns elementos situados em laboratórios na Terra parece ser influenciado por atividades que ocorrem no interior do Sol, a 150 milhões de quilômetros de distância. Pesquisadores das universidades Stanford e Purdue acreditam que sim. Mas a explicação oferecida por eles dá origem a outro mistério. Existe ainda uma chance remota de que esse efeito inesperado seja provocado por uma partícula até então desconhecida emitida pelo Sol. “Isso seria verdadeiramente notável”, disse Peter Sturrock, professor emérito de física aplicada de Stanford e especialista no funcionamento interno do Sol.

A história começa, em certo sentido, em salas de aula ao redor do mundo, onde aos alunos é ensinado que a taxa de decaimento de determinado material radioativo é constante. Esse conceito é utilizado, por exemplo, quando os antropólogos usam o carbono-14 para datar artefatos antigos e quando os médicos determinam a dose adequada de radioatividade para tratar um paciente com câncer.

Mas essa hipótese foi contestada de forma inesperada por um grupo de pesquisadores da Universidade de Purdue, que na época estavam mais interessados em números aleatórios que em decaimento nuclear. Os cientistas utilizam longas sequências de números aleatórios para uma variedade de cálculos, mas esses são difíceis de ser produzidos, pois o processo utilizado para produzir os números influencia o resultado.

Efraim Fischbach, professor de física na Universidade de Purdue, pensava que a taxa de decaimento radioativo de vários isótopos era uma possível fonte dos números aleatórios produzidos sem qualquer intervenção humana. Uma massa de césio-137 radioativo, por exemplo, pode desaparecer a um ritmo constante global, mas átomos individuais dentro da massa decaem em um padrão imprevisível e aleatório. Portanto, a velocidade do decaimento do césio localizado próximo a um medidor Geiger pode produzir números aleatórios.

À medida que os pesquisadores analisavam os dados publicados sobre os isótopos específicos, encontravam divergência em relação às taxas de decaimento medido – um resultado estranho para supostas constantes físicas. Ao verificar os dados coletados no Brookhaven National Laboratory, em Long Island, e no Instituto Técnico e Físico Federal, na Alemanha, os estudiosos se depararam com algo ainda mais surpreendente: a observação a longo prazo da taxa de decaimento de silício-32 e rádio-226 parecia mostrar uma pequena variação sazonal. A taxa de decaimento era sempre um pouco mais rápida no inverno que no verão.

Essa variação foi real ou apenas uma falha no equipamento utilizado para medir o decaimento, provocado pela mudança das estações, com as consequentes alterações de temperatura e umidade? “Todos pensaram que o resultado devia ser devido a erros experimentais, pois nós, cientistas, somos levados a crer que as taxas de decaimento são constantes”, disse Sturrock.

Em 13 de dezembro de 2006, o próprio Sol forneceu uma pista crucial, quando uma erupção solar enviou uma corrente de partículas e radiação em direção à Terra. Jere Jenkins, engenheiro nuclear de Purdue, enquanto realizava medições da taxa de decaimento do manganês-54 (um isótopo de vida curta utilizado no diagnóstico médico), observou que a taxa havia caído ligeiramente durante a tempestade, uma diminuição que começou cerca de um dia e meio antes da tempestade.

Se essa aparente relação entre erupções solares e as taxas de decaimento se comprovar verdadeira, isso poderia conduzir a um método de prever erupções solares antes de sua ocorrência. Essa descoberta poderia ajudar a evitar danos a satélites e redes elétricas, bem como salvar a vida de astronautas no espaço.

As anomalias percebidas na taxa de decaimento por Jenkins ocorreram durante o meio da noite em Indiana – o que significa que algo produzido pelo Sol havia percorrido o caminho até a Terra para alcançar os detectores de Jenkins. O que poderia ser produzido por uma erupção solar que tivesse esse efeito?

Jenkins e Fischbach deduziram que os responsáveis pela alteração na taxa de decaimento houvessem sido os neutrinos solares, partículas que não possuem quase nenhuma massa e que são conhecidas por voar quase à velocidade da luz através do mundo físico – seres humanos, rochas, oceanos e planetas – sem apresentar praticamente qualquer interação com as coisas.

Em uma série de artigos publicados nos periódicos científicos Astroparticle Physics, Nuclear Instruments and Methods in Physics Research e Space Science Reviews, Jenkins, Fischbach e seus colegas mostraram que era altamente improvável que as variações observadas nas taxas de decaimento tivessem vindo de influências ambientais sobre os sistemas de detecção.

O resultado dessas pesquisas reforçou o argumento de que as oscilações nas taxas de decaimento anômalo foram causadas por neutrinos solares. A oscilação parecia estar em sincronia com a órbita elíptica da Terra, em que as taxas oscilavam à medida que a Terra se aproximava do Sol (sendo exposta a mais neutrinos) e depois se afastava. Então, havia uma boa razão para suspeitar do Sol, mas isso poderia ser provado?

Peter Sturrock é professor emérito de física aplicada na Universidade de Stanford e especialista no funcionamento interno do Sol. Durante uma visita ao Observatório Solar Nacional, no Arizona, Sturrock entregou cópias dos artigos de periódicos científicos escritos pelos pesquisadores da Universidade de Purdue.

Sturrock sabia, por sua longa experiência, que a intensidade da barragem de neutrinos solares enviados em direção à Terra varia em uma base regular, à medida que o próprio Sol gira e mostra uma face diferente, de maneira semelhante às luzes de um carro da polícia. Sturrock sugeriu aos pesquisadores da Universidade Purdue que procurassem por evidência de que as mudanças no decaimento radioativo do planeta variam de acordo com a rotação do Sol. “Isso é o que eu sugeri. E é isso que temos feito”, afirma.

Ao examinar novamente os dados de decaimento do laboratório de Brookhaven, os pesquisadores encontraram um padrão recorrente de 33 dias. Era uma grande surpresa, sendo que a maioria das observações solares apresenta um padrão de cerca de 28 dias – a taxa de rotação da superfície do Sol. A explicação? O núcleo do Sol – onde as reações nucleares produzem neutrinos – aparentemente gira mais lentamente do que a superfície que vemos. “Pode parecer um contrassenso, mas parece que o núcleo gira mais lentamente do que o resto do Sol”, disse Sturrock.

De acordo com Fischbach, todas as evidências apontam à conclusão de que o Sol “se comunica” com isótopos radioativos na Terra. Mas há uma grande pergunta que permanece sem resposta. Ninguém sabe como neutrinos poderiam interagir com materiais radioativos para alterar sua taxa de decaimento. “Não faz sentido, de acordo com as ideias convencionais”, disse Fischbach. Jenkins acrescentou: “O que estamos sugerindo é que algo que realmente não interage com qualquer coisa está mudando algo que não pode ser mudado.”

“É um efeito que ninguém ainda compreende”, concordou Sturrock. “Os estudiosos estão começando a dizer: ‘O que está acontecendo?’ Mas a evidência aponta para isso. É um desafio para os físicos e um desafio para todos.” Se a misteriosa partícula não é um neutrino, “teria que ser algo que não conhecemos, uma partícula desconhecida que também é emitida pelo Sol e tem esse efeito, e que seria ainda mais notável”, disse Sturrock.

(Peter Sturrock é professor emérito de física aplicada na Universidade Stanford, Califórnia, EUA; Chantal Jolagh é estagiária de ciência do Stanford News Service; publicado no Stanford News; traduzido por Matheus Cardoso)

Nota: As implicações dessa descoberta para os métodos de datação radiométricos parece óbvia, mas, ao que tudo indica, a “ficha ainda não caiu”.[MB]

Livros sobre vampiros podem afetar comportamento

Cientistas e professores de literatura promoveram encontro em Cambridge, Inglaterra, para discutir como livros sobre vampiros e outras fantasias podem afetar a mente dos jovens. O objetivo é estudar como a adolescência é afetada por estes livros. As informações são do site LiveScience. O maior exemplo dado pelos cientistas é o livro Crepúsculo, que fez sucesso também nos cinemas. Há a possibilidade de livros fantasiosos afetarem de forma negativa o cérebro dos adolescentes. Os jovens são mais suscetíveis a influência de qualquer coisa que esteja próxima a ele, como experiências, objetos, literatura e música, por exemplo. “O cérebro de um jovem processa informações de forma diferente a de um adulto”, disse a apresentadora do encontro, Karen Coats, professora de inglês da Universidade de Ilinóis, Estados Unidos, em entrevista ao site. “Portanto, eles têm mais dificuldade em perceber que modelos estão seguindo, podendo ser influenciados por livros de fantasia e nem perceber.”

Durante o encontro, foi discutido o livro Crepúsculo, e como ele pode contar partes antifeministas, e como isso pode mudar o comportamento dos jovens fãs da série. Alguns dos pesquisadores disseram que as mulheres fãs do livro são influenciadas e passam a adotar comportamento passivo em relação aos homens.

Outro objetivo do encontro foi discutir o porquê dos jovens gostarem tanto de história com vampiros e zumbis, e como isso afeta o comportamento além da leitura de um livro.

(Terra)

Nota: Claro que o foco dos debatedores no encontro não era o impacto espiritual de uma série como Crepúsculo (e assemelhadas). Mas, se esse tipo de literatura (e filmes) pode afetar o comportamento, o que dirá da espiritualidade? Cristãos não podem ser ingênuos ao ponto de pensar que, no grande conflito entre o bem e o mal (cujo palco principal é a nossa mente), conteúdos interiorizados não têm influência sobre nós. Neste mundo, nenhum conteúdo é neutro. Ou “ajunta” ou “espalha”. Decida-se.[MB]

Mateus 28:19 – falso ou autêntico?

É verdade que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19) não foram escritas por Mateus, mas foram acrescentadas pela Igreja Católica?

Mateus 28:19 é um dos textos bíblicos mais frequentemente utilizados para defender a doutrina da Trindade. Mas alguns grupos cristãos que não creem nessa doutrina afirmam que as palavras “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” não estavam no texto original. Examinaremos os principais argumentos utilizados em defesa dessa teoria.[Leia mais]

Nota: Este é o texto de estreia do amigo Matheus Cardoso, colega editor na Casa Publicadora Brasileira e formado em Teologia pelo Unasp. Ele vai contribuir com este blog respondendo dúvidas na seção "Perguntas".