quinta-feira, julho 21, 2011

Testemunho de Valéria Valenssa

Ela se chama Valéria Conceição dos Santos Donner, mas tornou-se conhecida como Valéria Valenssa ou “a ex-globeleza”. Hoje, aos 39 anos, a mulata carrega outro título: serva de Deus. Casada há 18 anos com o famoso designer gráfico Hans Donner, atualmente trabalha com ele na administração e coordenação de suas palestras ministradas dentro e fora do Brasil, e se dedica aos filhos João Henrique e José Gabriel Donner. Valéria é evangélica desde 2004, ano em que viveu um período difícil ao ser dispensada pela Globo depois de 15 anos como símbolo do carnaval na emissora. Ela conheceu o amor e a verdadeira felicidade em Jesus, e afirma que não se imagina mais distante de Cristo.

Como aconteceu a sua saída da TV Globo?

Depois que nasceram os filhos a Globo decidiu escolher outra mulata.

O que mudou em sua vida após essa fase?

Tudo. Primeiro porque pensava que estava preparada para enfrentar qualquer coisa, o que não era verdade. Pensava também que eu era insubstituível, e ninguém é. Naquele momento não esperava ser dispensada. Aprendi que o homem te coloca num pedestal e o próprio homem te tira dele. Mas com Deus tenho aprendido a andar nas alturas, conforme está escrito em Habacuque 3:19.

Como e quando você se converteu a Jesus Cristo?

Nessa fase em que a Globo me demitiu, em 2004. Um dia estava em casa muito angustiada e triste. Lembrei-me de um convite que havia recebido algumas vezes, tratava-se de uma reunião de oração feita por funcionários da Globo, às segundas-feiras, no horário de almoço. Resolvi aceitá-lo e lá tive um encontro com o Senhor Jesus Cristo.

Conte seu testemunho.

Sempre fui uma pessoa religiosa e tinha muita fé em Deus, mas não O conhecia. Quando a Globo me chamou para uma reunião e disse: “hoje você não é mais”, o mundo caiu ali pra mim. Fiz loucuras, coisas que hoje não faria. Eu estava 10 quilos acima do peso. Fiz plástica num período curto de dois meses, perdi 12 quilos. Meu filho tinha oito meses de idade. Virei escrava daquela situação, para provar para o homem que eu poderia alguma coisa. Eu esperei do homem ajuda.

Quando passei por esse momento delicado, cheguei a ficar deprimida, mas foi aí que Deus Se revelou para mim e entrou de verdade em meu coração, transformando toda a minha vida. Não consigo me imaginar distante da presença de Deus.

Percebo que minha história é marcada por muitos milagres. Hoje faço questão de testemunhar que sirvo a Deus. Isso está muito nítido na minha vida.

Tenho visto o mover do Senhor. Estou caminhando há sete anos, com muita oração e pedindo muita sabedoria. Tenho dado testemunho em várias igrejas sobre a minha mudança de vida.

O seu marido, Hans Donner, também é?

Ainda não, mas não abro mão da minha promessa em Josué 24:15: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Ele tem visto o mover de Deus em minha vida.

Você é mãe. Costuma levar seus filhos à igreja? Já falou de Jesus para eles?

Sim, sempre. A Bíblia nos ensina em Provérbios 22:6: “Instrui o menino no caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.”

Ser evangélica fez você diminuir a preocupação com o corpo?

Sim, de certa forma. Mas aprendi na Bíblia, em 1 Coríntios 6:19, que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, logo preciso ter zelo e cuidados com meu corpo e saúde.

Como foi a recepção das pessoas à sua conversão, principalmente daqueles que te viam antes como símbolo sexual?

As pessoas me veem com carinho, dizem que sentem saudade. São elas que vão me ouvir falar de Deus. Desde o momento que chego num ambiente fico “ligada”. Um dia precisei acompanhar meu marido num evento ligado a samba. Tudo depende da minha postura e do que vou falar, como me comportar, como me vestir.

Eles dizem que hoje estou diferente. Temos que passar para as pessoas a diferença daqueles que servem a Deus e dos que não servem. Muitos sabem que estou na igreja, que não faço mais carnaval, mas o amor e o respeito dessas pessoas não mudaram. Sempre busco a oportunidade de dizer que o que Deus tem feito na minha vida pode fazer na delas também.

Você participa de projetos sociais?

Sempre participei. E quando você faz não precisa falar, mostrar. Quando Deus chama, Ele tem propósito, é para pregar a Palavra. Antes eu era madrinha de ONG, cedia a minha imagem para buscar recursos. Hoje sou voluntária de uma ONG que assiste a mulheres carentes, mães abandonadas que criam seus filhos sozinhas. Dedico um tempo por semana para conversar, apoiar, falar sobre minha experiência de vida com Deus.

(Gospel Mais)

Nota: Resolvi divulgar esse testemunho da Valéria por perceber a coerência das palavras dela e do comportamento correspondente. Nesta época de “conversões” convenientes de pessoas que se dizem “evangélicas”, mas mantêm um estilo de vida que não condiz com os princípios do Evangelho, é alentador ler um testemunho como esse da “ex-globeleza”. Muitas vezes, Deus permite que as pessoas passem por decepções e mesmo por sofrimentos (o “megafone de Deus”, segundo C. S. Lewis) a fim de que elas acordem para o fato de que tudo nesta vida é passageiro (beleza, fama, poder) e que somente Ele pode lhes dar real felicidade, satisfação e, sobretudo, salvação. Note que Valéria associa coerentemente conversão com vida prática. Não mais se veste de forma indecente e não mais escuta as músicas do passado. Na vida dos verdadeiros conversos, fé e obras devem andar de mãos dadas. Deus abençoe Valéria e sua família![MB]

Atlantis encerra 30 anos de viagens com ônibus espaciais

Eu tinha nove anos de idade quando teve início a saga dos ônibus espaciais. Tudo era muito impressionante para minha mente em formação – parecia que os filmes de ficção científica que eu apreciava estavam finalmente se tornando realidade. Assisti pela TV a algumas decolagens e acompanhei atento as atividades dos astronautas e suas caminhadas no espaço. Até sonhei em ser como um deles (acho que muitas crianças devem ter tido sonho semelhante). Em 1986, o acidente durante o lançamento da nave Challenger lembrou a todos que a aventura humana no espaço tem seus riscos. E em 1º de fevereiro de 2003, o mundo ficou chocado com a desintegração do ônibus espacial Colúmbia (o mais antigo), quando retornava de sua missão. Sete tripulantes morreram na ocasião.

O mais perto que cheguei do espaço e de uma “caminhada espacial” foi quando saltei de paraquedas a fim de escrever uma reportagem para a revista Conexão JA. Foi uma experiência incrível, mas meu sonho de voar livremente para cima e viajar no espaço ainda não se concretizou. Creio que será realizado em breve...

O pouso da Atlantis coloca fim à saga de 30 anos dos ônibus espaciais. Para mim, isso tem sabor nostálgico e me faz sentir um pouco mais velho. O Atlantis vai para o museu como símbolo de uma era. Mas minha fé continua firme nAquele que prometeu voltar para nos levar a um passeio de mil anos pelo espaço sideral. Aí sim, a fronteira final não mais existirá.[MB]

quarta-feira, julho 20, 2011

Cientistas evolucionistas não sabem como vida começou

Há vinte anos, John Horgan, escrevendo para a Scientific American, queria publicar um artigo com o título: “Pssst! Não digam nada aos criacionistas, mas os cientistas não sabem como é que a vida começou.” O editor na época não gostou do título e o alterou. No entanto, Horgan esperou 20 anos e agora que o editor que não aprovou seu título já não se encontra por lá, Horgan reutilizou o título para um artigo que ele escreveu em fevereiro de 2011, duas décadas após a primeira tentativa. O fato de Horgan poder acertadamente dizer que a comunidade científica não fazia ideia nenhuma, há 20 anos, de como a vida tinha iniciado, e a situação se manter após duas décadas de pesquisas intensas, revela-nos muito sobre a mitologia da teoria da evolução e os cenários naturalistas para a origem da vida. O motivo pelo qual os “cientistas não sabem como a vida teve início” é devido ao fato de aqueles a quem Horgan identifica como “cientistas” terem eliminado a priori a única opção viável para a origem da vida. [Vida somente provém de vida.]

O que Horgan quer realmente dizer é que os cientistas que acreditam na teoria da evolução não conseguem fornecer qualquer cenário naturalista cientificamente sólido que explique o que torna a vida possível. Horgan erradamente equivale “cientistas” a “cientistas evolucionistas”. A verdade é que milhares de cientistas por todo o mundo sabem exatamente como a vida começou: Deus a criou durante os seis dias da semana da Criação. De fato, sites cristãos como o Apologetic Press [e o Geoscience Research Institute] possuem vários cientistas qualificados que estudaram as evidências e sabem como a vida começou.

O dilema em que se encontram os cientistas evolucionistas surge devido à crença de que, segundo a evolução, a vida [deve] ter surgido espontaneamente a partir de químicos sem vida – e não há justificação naturalista para isso. Para defender a posição de que os “cientistas” não possuem a mínima pista, Horgan explicou que a ideia das moléculas de DNA se formarem espontaneamente possui vários problemas: o DNA não consegue fazer cópias de si mesmo, nem fazer proteínas catalíticas sem a ajuda de proteínas catalíticas conhecidas como enzimas. Isso transformou a origem da vida num clássico dilema ovo-ou-galinha: O que veio primeiro: proteínas ou o DNA?

Horgan ressalvou então que os cientistas que estudam a origem da vida postularam que o RNA pode ser a resposta para o início da vida. No entanto, ele concluiu: “O mundo RNA é tão insatisfatório que alguns cientistas frustrados estão propondo especulações bem absurdas.” (Sim, porque propor que a vida criou-se a si mesma não é absurdo?)

As ideias absurdas a que Horgan se refere são noções tais como a vida ter sido largada na Terra por extraterrestres, ou a mesma ter-se originado a partir de micróbios provenientes do espaço que se “plantaram” na Terra. Horgan corretamente observou que tais cenários só mudam o problema da origem da vida para o espaço. Se a vida não começou na Terra, como é que começou no espaço?

No seu parágrafo final, Horgan escreveu: “Sem dúvida que os criacionistas estão alegres com o fato de as pesquisas em torno da origem da vida terem chegado a um impasse… mas eles não têm razões para estar. Suas explicações sofrem da mesma falha: Quem criou o Criador divino? Pelo menos os cientistas estão levando a cabo um esforço honesto para resolver o mistério, em vez de culparem Deus por tudo.”

Horgan está correto quando afirma que os cientistas (leia-se “cientistas evolucionistas”) não fazem ideia alguma da forma como a vida começou. Ele está errado, no entanto, quando insiste que a ignorância evolutiva sobre a origem da vida está ao mesmo nível da alegada “ignorância” em torno das “origens” do Criador.

As pesquisas em torno da origem da vida não mostram apenas que os cenários naturalistas são improváveis; elas mostram que são, sim, impossíveis – a vida não se pode gerar espontaneamente a partir de químicos sem vida. Dada essa situação, a única ideia verdadeiramente “científica” seria seguir as evidências aonde quer que elas nos levem: para um Criador sobrenatural e infinitamente inteligente.

Anthony Flew, que durante décadas foi o líder filosófico do mundo ateu, chegou a esta conclusão: “A única explicação satisfatória para a origem da vida com um fim, e autorreplicante tal como vemos na Terra, é uma mente infinitamente inteligente.”

Referências:

Antony Flew and Roy Varghese (2007), There Is No God: How the World’s Most Notorious Atheist Changed His Mind (New York: HarperOne).
John Horgan (2011), “Pssst! Don’t Tell the Creationists, but Scientists Don’t Have a Clue How Life Began”, Scientific American.

(Darwinismo)

Leia também: “Why do We invoke Darwin?”

EUA: onda de calor leva governadora a pedir orações

A região central dos Estados Unidos enfrenta nos últimos dias uma onda de calor fora do normal que se estende até o leste do país, e a sensação térmica pode passar dos 50 °C. “Em um mês já foram batidos mais de mil recordes de calor”, disse Christopher Vaccaro, porta-voz do serviço de meteorologia nacional. “Mas o que é realmente fora do comum é a duração desta onda de calor, sua gravidade e sua extensão”, afirmou, explicando que há 24 Estados afetados e que o número pode aumentar para mais de 30 nos próximos dias. Segundo a imprensa americana, 13 pessoas morreram devido às altas temperaturas dos últimos dias. Há semanas o calor afeta uma grande parte do centro do país, da fronteira com o Canadá até o Texas, no sul. Estas zonas registram “níveis perigosos” de calor, que combinados com uma umidade extrema, provocam sensações térmicas recordes, segundo os meteorologistas. Na segunda-feira, a sensação térmica em Knoxville, Iowa (centro), chegou aos 55 °C. Em Freeport, Ilinois (norte), e em Madison, Minnesota (norte), foi de 51 °C. Em Nebraska (centro), Wisconsin (norte) e Dakota do Sul (norte) esteve perto dos 50 °C.

Em Washington, onde nesta terça-feira era esperada uma temperatura máxima de 35 °C, deve haver também um aumento maior nos próximos dias, assim como em todo o leste do país, com exceção da Florida e do nordeste. “A onda de calor não vai deixar o centro do país e a situação deve se agravar”, disse Vaccaro.

No centro, têm se multiplicado os alertas e as mensagens à população para que, principalmente os mais velhos, permaneçam em suas casas com o ar condicionado ligado ou que aproveitem a climatização dos centros comerciais. Também alertaram para a detecção dos primeiros sintomas de desidratação, como náuseas, febre ou dor de cabeça.

Na capital americana, a companhia elétrica Pepco pediu aos consumidores que economizem energia para evitar apagões. Chicago pôs à disposição da população seis centros para aqueles que quiserem aproveitar o ar condicionado (bibliotecas e edifícios públicos, entre eles).

Do outro lado do país, enquanto a temperatura é normal para o verão na Califórnia (oeste) e Arizona (sudoeste), em Nevada (oeste) e Utah (oeste) há alertas de incêndios, segundo os serviços de meteorologia. A governadora do Oklahoma (sul), a republicana Mary Fallin, pediu no último domingo para que as pessoas “se unam numa oração para que chova”, mas até agora as preces não adiantaram.

(Terra)

Nota: Quando a crise extrapola os recursos humanos, muitas pessoas (inclusive governantes) se voltam para a religião e a fé. Crises maiores estão a nossa frente e esse padrão comportamental deverá ser mais frequentemente observado. E a religião nascida do desespero pode degenerar em fanatismo e intolerância.[MB]

Leia também: "Raios cósmicos influenciam temperatura na Terra" e "FAO pede US$ 120 mi para ajudar afetados pela seca na África"

Mulheres enviam mais mensagens eróticas

De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, mulheres são mais propensas a enviar fotos nuas ou mensagens de texto sexualmente explícitas do que os homens. A pesquisa, realizada por Diane Kholos Wysocki, professora de sociologia e estudos sobre as mulheres na Universidade de Nebraska em Kearney, e Cheryl D. Childers, professora de sociologia na Universidade Washburn, mostrou que cerca de dois terços das mulheres pesquisadas enviam mensagens sexuais (ou sexts, como é conhecido nos EUA) a mais que os homens. “A traição está bem, obrigada, e a troca de mensagens sexuais está em ascensão”, disse a Dra. Wysocki, cujo primeiro estudo sobre sexo na internet data de 1992. “Mas eu não acredito que a internet está levando as pessoas a trair. Parece que alguma coisa está acontecendo com o casamento para ser mais um problema social. Antes, as pessoas simplesmente se divorciavam. Por alguma razão, em vez disso, as pessoas continuam casadas e traindo.”

O estudo usou um conjunto de dados bastante incomum: foi realizado online com mais de cinco mil adultos visitantes do site[...], um serviço destinado a infidelidade de homens e mulheres casados. Realizada em 2009, a pesquisa fez 68 perguntas para os usuários sobre como usa a internet, seus comportamentos sexuais e dados demográficos.

As mulheres também foram mais propensas a conhecer pessoas na vida real depois de encontrá-las online: 83% das mulheres em comparação a 67% dos homens. Mas elas têm menos medo de serem pegas olhando para material sexualmente explícito e são menos cautelosas do que os homens quanto a limpar os rastros virtuais. A Dra. Wysocki não ficou surpresa: “Conheço homens jovens que recebem fotos nuas pelo celular de mulheres que conhecem!”

O estudo ainda revelou que os entrevistados estavam mais interessados em encontrar parceiros na vida real do que manter a infidelidade virtual.

(Techtudo)

Nota: A traição está em alta e “alguma coisa está acontecendo com o casamento”. É claro! As pessoas não querem se dar ao trabalho de investir em relacionamentos de longo prazo (que as podem tornar mais felizes). Em lugar disso, quando a rotina e a falta de romantismo desgasta a relação, preferem partir para aventuras ilusórias que frequentemente se transformam em pesadelo, quando a realidade bate a porta do mundo real. A pesquisa acima nos leva à triste constatação de que a lascívia afeta ambos os sexos, de forma diferenciada. Segundo Joshua Harris, autor do livro Sexo Não é Pecado, Lascívia Sim, a lascívia escraviza o homem pelo prazer que lhe promete, ao passo que escraviza a mulher pelo poder que ela sente ao seduzir. A armadilha que o inimigo tem usado parece perfeita: mulheres (pelo menos um terço das entrevistadas) gostam de se exibir e se sentir desejadas, e os homens, por sua vez, apreciam essa exibição. Aquilo que deveria ser assunto para quatro paredes, entre pessoas casadas, acabou banalizado e desvirtuado. O sexo, que inicialmente foi criado para fazer parte do pacote de felicidade que envolve a união entre um homem e uma mulher, se transformou numa armadilha que coisifica as pessoas e as impede de ser pura e plenamente felizes. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).[MB]

Antártida já foi paraíso tropical

Uma pesquisadora britânica afirmou que a Antártida era um paraíso tropical há cerca de 40 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Segundo Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, o continente gelado, que hoje apresenta uma camada de quatro quilômetros de gelo, passou a maior parte dos últimos cem milhões de anos [idem] como uma região de clima quente e fauna rica. "Era assim há cerca de 40 milhões de anos. Durante a maior parte da história geológica da Antártida a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente", disse Francis à BBC Mundo. "Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou", acrescentou.

A cientista afirma ainda que provavelmente o clima mais ameno no passado da Antártida foi causado por elevados índices de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. "Se continuarmos emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono, esquentando o planeta, poderíamos chegar à mesma situação em que voltariam a aparecer animais e bosques na Antártida", acrescentou a cientista. [...]

"A diferença é que, no passado, o aquecimento ocorreu devido a causas naturais como vulcões. E ocorreu em um período muito grande de tempo. Os animais e plantas tiveram tempo de se adaptar", disse Jane Francis à BBC. [Eles não iriam perder a chance de dar um recado ECOmênico...]

"Mas o problema com a mudança climática atual, que está sendo provocada principalmente por fatores humanos [será?], é que está ocorrendo muito depressa, em comparação a como poderia ocorrer em um período geológico normal, por isso não vamos ter muitas oportunidades para nos adaptar", afirmou.

A cientista da Universidade de Leeds afirma que os governos do mundo todo estão trabalhando para reduzir as emissões de dióxido de carbono, mas destaca que os esforços precisam ser maiores. Alguns céticos afirmam que agora é tarde para evitar o aquecimento global e que devíamos nos concentrar mais na adaptação para as novas condições climáticas.

Mas, para Jane Francis, esta é uma postura muito pessimista. A cientista afirma que deveríamos nos focar em fazer mais para evitar o aquecimento global e mais rapidamente.

(Folha.com)

Nota: A verdade é que, segundo a Bíblia, todo o planeta foi originalmente criado como um imenso jardim, com vastas florestas que, durante e depois do dilúvio, acabaram se tornando nos vastos depósitos de carvão. De acordo com o Dr. Clyde Webster Jr., "o processo atual mais semelhante ao da formação de carvão é a formação de turfa. Turfa é o material residual marrom escuro a preto produzido pela decomposição parcial de musgos, árvores e outras plantas que crescem em pântanos e brejos. Os cientistas estimam que seriam necessários de 0,6 a 6,1 metros de turfa para formar 0,3 metro de carvão. A variação de valores depende do tipo de carvão. Se tomarmos uma média de 3 metros de turfa para formar 0,3 metro de carvão, seriam necessários 91 metros de turfa para produzir uma camada de carvão com 9,1 metros de espessura. Há poucas turfeiras, charcos ou pântanos em qualquer lugar do mundo que alcançam uma profundidade de 30 metros. Como poderiam as turfeiras explicar filões de carvão de 91 metros?" (Clyde L. Webster Jr., A Perspectiva de um Cientista Sobre a Criação e o Dilúvio [São Paulo: Editora Universitária
Adventista, 1999], p. 20).[MB]

Leia também: "Cientistas descobrem novas florestas fósseis", "Descobertos 6 km quadrados de floresta carbonífera" e "Tese doutoral menciona inundações catastróficas"

terça-feira, julho 19, 2011

A verdadeira busca

Para me tornar criacionista, nos idos anos 1990, tive que pesquisar e ler muito, em várias áreas, como biologia, geologia, arqueologia, teologia e outras (conheça melhor essa história aqui). Naquela época, havia pouco material sobre apologética cristã e criacionismo publicado em língua portuguesa. Jovens estudantes como eu tinham que ir atrás desses raros livros e se virar em busca de material em inglês, comparando tudo com a farta literatura ateísta/darwinista desde então disponível em nosso idioma. Nem o Google existia! Mas a ânsia por conhecer a verdade dos fatos e o desejo de seguir as evidências levassem aonde levassem (isso também pode ser chamado de honestidade intelectual) compensava qualquer esforço. Na verdade, esse é o exercício do verdadeiro e sadio ceticismo que nos leva a duvidar até mesmo do próprio ceticismo. Se eu estava errado, tinha que descobrir. E se estava certo, tinha que saber por que – por mim mesmo.

Anos atrás, conheci um casal de médicos adventistas cujos filhos estavam na universidade e haviam perdido a fé. Segundo os pais, os garotos eram donos de uma mente arguta e alegavam que o mundo acadêmico lhes havia aberto os olhos. Esses pais desesperados queriam que eu fosse visitar os filhos e conversar com eles. Aceitei o convite, mas os garotos não quiseram me receber. Depois, fiquei sabendo que, quando os moços ainda eram crianças, os pais mal tiveram tempo de lhes fornecer conhecimento bíblico sólido, pois viviam para o trabalho. Os meninos foram criados por babás e pela televisão. Quase nunca eram vistos nos cultos jovens e em reuniões de oração. A família não fazia o culto doméstico e a Bíblia era um livro de cabeceira, mas sempre fechado.

Além de orar, o que mais eu podia fazer por aqueles jovens? Infelizmente, os pais se deram conta da gravidade da situação quando era tarde demais (claro que, para Deus, nunca é tarde demais; mas a história daquela família poderia ser bem diferente).

Bem, você deve estar se perguntando (especialmente se não for cristão): O que há de “grave” no fato de dois jovens nascidos em um lar cristão se tornarem ateus? Aparentemente, nada. Assim como não há nada de “grave” em um ateu passar a crer. Cada um faz as escolhas que quer. Cada qual tem o direito de abraçar a cosmovisão que mais lhe agrada. Mas não será honesto para consigo se fizer essa escolha baseado no desconhecimento. Explico com outra história.

Recentemente, apresentei palestras em uma igreja em que havia alguns jovens universitários, também oriundos de lares adventistas, que alegavam estar perdendo a fé. Diziam que a igreja não estava preparada para lidar com dúvidas sinceras e questionamentos profundos. Durante uma das palestras, perguntei (a título de pesquisa) se os presentes haviam lido esse e aquele livro (e fiz uma lista de algumas publicações que considero fundamentais para a compreensão da controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo). Ao mencionar uma dessas obras, apenas uma pessoa levantou a mão – e não foram aqueles estudantes.

Quando converso com cristãos que dizem ter perdido a fé porque ingressaram na universidade, sou tentado a pensar em duas possíveis causas (entre outras, claro): ou não tiveram boa base religiosa (ou bom exemplo) no lar para lhes servir de lastro na vida adulta, ou não conhecem devidamente a fé que professam/professavam. Eu vim de fora do adventismo/criacionismo e posso dizer que li praticamente tudo o que havia à disposição na época sobre o assunto das origens (e de lá para cá não parei de ler e pesquisar). Tornar-me criacionista era uma decisão muito séria e eu precisava ir às últimas consequências nessa busca. Menos do que isso não poderia ser chamado de “busca”. Mas o que dizer de grande parte das pessoas que compõem esta geração, que tem acesso fácil a farto material de pesquisa, mas não se dá ao trabalho de investigar?

Quando alguns jovens me dizem que estão “em busca”, me pergunto se estão mesmo “buscando”... Será que conhecem realmente a cosmovisão cristã? Quantos livros de apologética devem ter lido? Será que sabem por que a Bíblia pode ser considerada a Palavra inspirada de Deus? Ao menos leem as Escrituras? Conseguem defender racionalmente a verdade ou se curvaram ao relativismo influenciados pelos PhDs da vida? Não teria a vaidade acadêmica ofuscado sua visão? Não estariam confundindo as coisas ao permitir que seu espírito contestatório pós-adolescente misture seus sentimentos ambivalentes em relação aos pais e/ou aos líderes da igreja com o que pensam sobre Aquele que nada tem que ver com essa ambivalência?

A verdade é que a vida é uma “eterna” busca de sentido, de verdadeiro conhecimento, de preenchimento e satisfação. Mas precisamos ter humildade para admitir que não podemos assumir essa ou aquela posição enquanto não reunirmos todos os fatos disponíveis e os analisarmos de mente aberta, seguindo o conselho do grande apóstolo e filósofo Paulo de Tarso, registrado em 1 Tessalonicenses 5:21. Lembra-se da sua Bíblia? Vá lá conferir, por favor.

Michelson Borges

“Que os homens aprendam pelo menos qual a fé que rejeitam antes de rejeitá-la.” Blaise Pascal

Fim de jogo

Na virada da década de 80 para os anos 1990, os japoneses fizeram a festa. O país surfava na primeira grande “bolha” imobiliária da história moderna. Os japoneses se sentiam extremamente ricos, tamanha a valorização de suas propriedades. Viajavam com suas câmeras e compravam. Entre eles, a família Yokoi, dona de um império obscuro, saiu pelo mundo atrás de oportunidades. Enquanto grupos compravam imóveis e empresas em vários países, os Yokoi surpreenderam. Se associaram, de forma polêmica, ao maior ícone dos EUA, o Empire State Building, em Manhattan. Foi um choque. Alguns anos depois, a “bolha” imobiliária japonesa explodiu. O crédito barato secou e os preços desabaram. Há quase 15 anos o Japão digere os excessos daquela época. Amarga uma mistura de baixo crescimento e empobrecimento. É isso o que deve acontecer com os EUA.

Até agora, o país mais rico do mundo evitou esse destino. Mas as alternativas chegaram ao fim. Os EUA vivem “de bolha em bolha” desde o início deste século. Quando a “bolha” de preços das ações valorizadas das empresas ponto.com explodiu, em 2000-2001, o Fed (o BC dos EUA) manteve os juros de empréstimos tão baixos que estimularam outra “bolha”, a imobiliária. Quando a “bolha” imobiliária estourou, em 2007-2008, a alternativa do Fed foi baixar ainda mais os juros e inundar o mercado com cerca de US$ 2,3 trilhões (o equivalente ao PIB do Brasil) para expandir a atividade. Visava, assim, criar outra “bolha” que sustentasse a economia. Deu certo. Mas durou pouco.

A terceira “bolha” (seguindo as ponto.com e imobiliária) foi a do endividamento público. Ela jorrou bilhões entre empresas e famílias para que uma depressão econômica fosse evitada em 2008. Mas as intervenções do Tesouro dos EUA multiplicaram por quatro o déficit público americano desde então. Isso tornou insustentável a relação entre o que o país arrecada em impostos e o que gasta.

Resta agora ao governo seguir o exemplo das famílias norte-americanas: cortar gastos; deprimindo mais a economia. A alternativa seria encontrar algum mecanismo para financiar uma nova “bolha”. Mas quem a financiaria? Marte?

O desfecho mais provável para os EUA é o exemplo japonês: estagnação e empobrecimento por vários anos. Com o colapso europeu e muito dinheiro sobrando sem portos seguros, teremos um mundo bem diferente daqui em diante.

E o Brasil com isso? Levando em conta o chamado PIB per capita PPP (que relaciona o tamanho do PIB e o poder aquisitivo anual ao custo de vida local de cada país), temos o seguinte:

Brasil: US$ 11 mil/ano
EUA: US$ 47 mil/ano
Japão: US$ 33 mil/ano

Somos muito pobres ainda. Com nossos índices de corrupção e desvios, é improvável que nós, hoje vivos, duremos tanto tempo para ver o Brasil chegar perto das hoje “decadentes” economias ricas, entulhadas de dívidas.

Só mais uma grande chance desperdiçada.

(Fernando Canzian, Folha.com)

Nota: Que “mundo diferente” é esse que nos espera? Que decisões drásticas terão que ser tomadas nessa nova era de maus agouros e falta de esperança? E se adicionarmos à crise financeira uma catástrofe (ou várias) de grandes dimensões? (Clique aqui.) Medidas extremas costumam ser tomadas em tempos difíceis. Quem viver verá.[MB]

Cultura da aceitação minimiza pecado

[Leia a reportagem a seguir e a nota abaixo para entender por que dei a esta postagem o título acima. – MB] Pesquisadores da Universidade de Washington resolveram fazer um estudo visando responder à seguinte questão: Se todo mundo sabe que beber demais em uma noite causa vômitos, lapsos de memória, ressacas ou algo ainda pior, por que é tão difícil não exagerar nos drinques? A resposta, segundo os cientistas, é psicológica e “cultural”. Aparentemente, o fato de passar mal de tanto beber, em uma noite, não traumatiza o indivíduo, que já está psicologicamente pronto para outro porre na ocasião seguinte. Ressacas, portanto, não ficam marcadas no cérebro humano como experiências negativas muito fortes. Para chegar a essa premissa, os pesquisadores reuniram 500 estudantes da própria Universidade de Washington. Todos os pesquisados responderam como foi viver uma série de coisas que podem acontecer a um ser humano bêbado: desmaios, brigas, ressacas, faltas a aulas ou ao trabalho, perda ou roubo de objetos, tudo era relatado pelos estudantes. Os aspectos positivos, em contrapartida, também foram observados: os estudantes não se esqueceram das ocasiões em que a bebida os ajudou a se inserir em grupos sociais e ter sucesso em encontros amorosos.

A surpresa da pesquisa foi a seguinte: aqueles que tiveram experiências ruins as avaliaram como não sendo menos ruins, e menos prováveis de ocorrer, do que aqueles que não passaram por maus bocados. Ou seja, quem sofreu garante que a bebida não traz problemas, e quem nem chegou a sofrer é mais cauteloso.

Basicamente, o que acontece é o seguinte: se você presencia um porre alheio, pensa automaticamente que “isso nunca vai acontecer comigo”. Se você próprio atravessa essa experiência, está de ressaca na manhã seguinte e pensa que “nunca mais vai beber tanto assim”. Mas a promessa, geralmente, não se cumpre em ambos os casos.

Dessa forma, segundo indicam os cientistas, o caminho para diminuir o alcoolismo entre os jovens é fazê-los “compreender”, neurologicamente falando, os aspectos negativos da bebida. O desafio é convencer o cérebro de que os fatores negativos de um porre pesam mais na balança em relação aos positivos.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Esse tipo de percepção distorcida vale para outros comportamentos nocivos/pecaminosos e culturalmente aceitáveis, como o sexo antes e fora do casamento, por exemplo (haja vista a existência até de sites que promovem o adultério). A mídia e o marketing ajudam a “normalizar” comportamentos como o sexo casual e o consumo de bebidas alcoólicas a tal ponto que as pessoas consideram tudo isso “normal” e nem mais se importam com as consequências, embora sofram por causa delas. Você percebe a armadilha perversa aí?[MB]

domingo, julho 17, 2011

Arcebispo defende domingo em oposição ao sábado

“Deus nos dá este mundo para que vivamos numa solidariedade geradora de paz. ‘No sétimo dia, Deus concluiu toda obra que tinha feito; e no sétimo dia repousou de toda obra que fizera’ (Gn 2,2ª). Este dia, o sétimo, reveste-se de grande importância no contexto do primeiro relato da criação, pois nele, Deus ‘concluiu’ a sua criação. Desta forma, é no dia chamado de sábado e através dele que o homem e a mulher vão reconhecer a realidade na qual vivem e percebe-se criação de Deus” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 119). Então podemos nos interrogar: O que Deus acrescentou com o descanso às obras da Criação, se já havia concluído no sexto dia? O que ainda faltava para a criação, se já se encontrava acabada? A resposta é o próprio descanso, do qual emergem a bênção e a santificação do sétimo dia, ou seja, Deus conclui a criação com a sua bênção. É do repouso de Deus que emergem a bênção a santificação do sábado.

“A obra da criação tem sua conclusão com o descanso do Criador. O Deus que descansa no sétimo dia é o Criador que descansa de toda obra que fizera. No dia do repouso, o Criador também se recolhe novamente a si, o que não significa um retorno a existência eterna anterior à criação do mundo e das pessoas, mas deixa de criar e, junto com a sua criação, descansa e a contempla” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 122).

“Podemos dizer que Deus, não somente descansa de sua criação, mas que este descanso se dá em sua obra, que está diante dele, e Ele presente nela” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 123 parte). “O próprio Deus mostra o repouso como exigência para a vida humana e para a natureza, quando estabelece o ano sabático e o ano jubilar (cf. Lv 25,1-22): o descanso deve ser respeitado não apenas para o ser humano, mas também para toda a natureza. Sem descanso, não pode haver nem sequer vida natural de qualidade” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 125).

“Nós cristãos entendemos que o sentido original do dia festivo está na celebração da ressurreição de Jesus, fato primordial sobre o qual se apoia a nossa fé. O domingo cristão deve ser visto como a expansão messiânica do sábado de Israel. O domingo, dia festivo cristão, entendido e vivido como o ‘dia do Senhor’, não somente antecipa o descanso do final dos tempos, mas indica o início da nova criação” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 126).

“Segundo a concepção cristã, a nova criação começa com a ressurreição de Cristo. O jardim da ressurreição é o novo jardim do Éden, o lugar da recriação. O casal humano se reencontra num universo que não é o túmulo, mas o jardim, lugar da vida e não da morte. Se o sábado de Israel permite olhar em retrospectiva para as obras da criação de Deus e para o próprio trabalho das pessoas, a festa da ressurreição olha para frente, para o futuro da nova criação.

“Se o sábado de Israel permite participar do descanso de Deus, a festa cristã da ressurreição permite participar da força que opera a recriação do mundo. Se o sábado de Israel é primordialmente um dia de reflexão e de agradecimento, a festa cristã da ressurreição é primordialmente um dia de início e de esperança” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 127).

“Este mundo sem o descanso de Deus, de sua presença, corre o risco de se converter em fábricas que poluem e de homens e mulheres que atuam em um mercado de trabalho gerador mais de morte, que de vida propriamente” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 129 parte).

(Blog de Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá)

Nota: Essa postagem do arcebispo Battisti, citando longamente o texto base da Campanha da Fraternidade, deixa claro que a Igreja Católica não mudou em sua pretensão de “mudar os tempos e a lei” (cf. Dn 7:25). Ao passo que reconhece a santidade do sábado, o memorial divino da Criação, estabelecido pelo próprio Criador que descansou nesse dia e o abençoou, santificando-o (isto é, separando-o para uma finalidade sagrada), reforça a argumentação católica em torno da mudança do sábado para o domingo, mudança essa não autorizada em qualquer parte da Bíblia. Não existe um texto sequer que sugira essa alteração. Jesus descansou na sepultura durante o sábado que sucedeu Sua morte na cruz. A ressurreição dEle no primeiro dia da semana não sanciona a mudança pretendida pelo catolicismo. O sábado aponta, sim, para a Criação, mas significa também redenção e libertação do pecado, tipologicamente representadas pela libertação dos hebreus do Egito (Dt 5:15). Além disso, o sábado também tem que ver com o futuro, já que será guardado também na Nova Terra, segundo Isaías 65: . O domingo é simplesmente o primeiro dia comum da semana, mas se transformou em símbolo da autoridade humana em oposição à autoridade divina. Dias atrás, uma amiga me contou que sua filha teve que fazer um trabalho de ensino religioso na escola católica em que estuda. O tema eram os dez mandamentos e ela copiou a lei conforme está registrada na Bíblia, em Êxodo 20. A professora considerou errada a citação do sábado e a mãe foi conversar com ela. Mostrou o sábado na Bíblia e a professora disse que, mesmo assim, consideraria errada a resposta da aluna, pois queria que ela escrevesse a lei como está no catecismo... Independentemente do motivo/pano de fundo – se trabalhista, ecológico ou econômico –, essa controvérsia entre o sábado e o domingo, entre a adoração a Deus (cf. Ap 14:6, 7) ou ao poder humano (cf. Ap 13), vai ficar cada vez mais acirrada. Os católicos, pelo menos, coerentemente admitem a mudança do dia de guarda baseada no pretenso poder papal; em situação mais complicada ficam os evangélicos guardadores do domingo, já que não contam com qualquer argumento escriturístico para essa postura.[MB]

Leia também: "Igreja Católica quer 'reconquistar' o domingo" e "O verdadeiro dia de guarda"

Daniel 9 (parte 2) – O Jesus pouco divulgado

Em que você pensa quando ouve a palavra “Jesus”? Algumas imagens, sem dúvida, aparecem de forma automática em seu cérebro: um homem ainda jovem estendendo a mão sobre um cego acamado ou alguém submetido a ofensas e maus-tratos até ser pendurado em uma cruz. Conhecemos o Jesus que nasceu de uma virgem e foi acolhido em um estábulo. Ouvimos do Jesus que no início da adolescência impressionou os experts em religião. Estamos familiarizados com poucos pães alimentando grandes públicos, travessias sobre ondas bravias, mortos deixando suas tumbas em rochas e paralíticos que, ao serem curados, pareciam estar em uma aula de aeróbica, de tão eufóricos!

A questão é que, para além de um Jesus atrelado a essas atividades tão bem retratadas nos evangelhos, vemos outro Jesus: aquele que morreu, ressuscitou, ascendeu ao Lar e hoje ministra no santuário celestial. E este aspecto importantíssimo é retratado nas profecias de Daniel. O estudo do magnífico ministério de Cristo em Seu santuário vai exigir mais de nossa atenção, contudo, irá nos presentear com uma compreensão mais clara de Jesus e Sua obra.

Primeiramente, vamos relembrar o que descobrimos no capítulo 8. Além de apresentar os grandes impérios mundiais desde a época de Daniel até o fim, a profecia destaca o poder perseguidor que se colocaria contra Deus e Seu povo – o poder romano. Tal poder perseguidor é retratado em suas duas fases: a Roma dos imperadores e a Roma dos papas. Esta última ganha maior destaque em Daniel 8.

Outro detalhe vale ser mencionado: no capítulo 8, nem tudo recebe explicação. O próprio anjo, que serve de intérprete para Daniel, declara: “A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda muito distantes” (Dn 8:26). Qual parte da profecia deixou de receber esclarecimento? Aquela que se referia a um período específico de tempo, as 2.300 tardes e manhãs (Dn 8:14). Daniel se incomodou bastante por não compreender esse pedaço da visão, a ponto de adoecer (Dn 8:27).

Passam-se os anos, Babilônia é subjugada pela Medo-Pérsia e a situação dos judeus continua a mesma. Talvez isso perturbasse Daniel, conhecedor que era de que o cativeiro de Israel duraria 70 anos (como descobrimos, Daniel era profundo estudioso das profecias de Jeremias). E se a parte não esclarecida da visão (capítulo 8) indicasse uma nova resolução divina, no sentido de prolongar o tempo de cativeiro?

Neste ponto, Daniel é como você e eu, alguém que tinha dúvidas a respeito do cumprimento da vontade de Deus. A saída? Orar! O experiente estadista só poderia pedir ao Senhor para restaurar Sua nação desgarrada. O mais tocante é que o coração do Santo do Universo não fica imune aos rogos de Seus filhos sinceros e, por isso, a oração do profeta cativo em terra estranha teve pronta resposta.

O mesmo anjo responsável por dar a notícia a uma jovem israelita de que ela seria mãe do Salvador da raça humana foi incumbido de socorrer Daniel. O motivo? Deus amava e tinha em alta conta o profeta (Dn 9:21-23). O mesmo tipo de interesse pela alma em dúvida, que se ajoelha em busca de luz, é manifestado pelo Céu em nossos dias.

O anjo didaticamente responde a dúvida de Daniel a respeito da visão. De qual visão estamos falando? A única visão que não fora completamente elucidada, como vimos, é a que acompanhamos no capítulo 8. As “2.300 tardes e manhãs” não receberam uma explicação; sendo assim, voltar para esse assunto era parte da tarefa do anjo Gabriel.

Vale observar que “tardes e manhãs” é o fraseado que na Bíblia descreve o dia judaico – que se inicia ao pôr do sol (à tarde, portanto) e se estende ao poente do dia seguinte (cf. Gn 1). Logo, 2.300 tardes e manhãs são 2.300 dias.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo” (Dn 9:24). O termo “determinadas” significa, literalmente, que as setenta semanas foram “cortadas”, “separadas” de um período maior. Setenta semanas equivalem a 400 dias, um período menor do que os 2.300 dias. Na verdade, as setenta semanas são uma fatia dos 2.300 dias.

Quando tem início essa profecia? De acordo com a exposição feita por Gabriel, a partir da “saída da ordem para edificar Jerusalém”, que naquele instante histórico estava reduzida a escombros (Dn 9:25 ). Houve pelo menos três decretos permitindo aos judeus o retorno a sua pátria. Somente um deles, o último, nos interessa, pelo seu caráter definitivo que levou à libertação de Israel. Esse decreto, assinado por Artaxerxes, em 457 a.C., se acha registrado em Esdras 6:6-12.

Temos de aplicar o princípio dia/ano que usamos para compreender o capítulo 7. O uso dessa ferramenta nos levará a entender que as 70 semanas ou 490 dias equivalem a 490 anos literais. Esse período começa em 457 a.C. e termina em 27 d.C. (isso porque não existe o ano-zero; o ano 1 a.C. é seguido pelo ano 1 d.C.). Qual a finalidade desse tempo especial predito por Daniel? Os 490 anos servem como uma oportunidade para que os judeus, como povo, deixassem de pecar, tivessem suas faltas removidas, experimentassem a justiça eterna e o santuário celestial fosse ungido, como uma forma de inauguração (Dn 9:24).

Para entender como isso iria acontecer na prática, temos que nos voltar para a última semana (de 27 a 34 d.C.). Nos últimos sete anos, viria o Ungido, ou seja, Jesus estaria capacitado para a Sua missão como Salvador. Sabemos que antes de começar Seu ministério efetivamente, Jesus foi batizado por João Batista (Mt 3:13-17). O batismo foi Sua unção. O que viria a seguir?

“Ele [o Unido, Jesus] fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana [o que equivale a três anos e meio] fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares […]” (Dn 9:27). O ministério de Jesus durou três anos e meio, exatamente como Daniel predisse! Ao fim desse tempo, Jesus foi sacrificado na cruz, anulando a lei cerimonial judaica, que servia apenas como um símbolo de Sua vinda. Cordeiros não precisavam mais ser mortos, porque o Cordeiro de Deus finalmente chegara (Jo 1:29).

Se Jesus começou Seu ministério em 27 d.C. e morreu três anos e meio depois, estamos no ano 31 d.C. Mas ainda haveria outros três anos e meio equivalentes à segunda metade da última semana. Só daí acabaria a oportunidade que Deus dera aos judeus.

De fato, a oportunidade passou sem ser aproveitada. No ano 34 d.C., os judeus marcaram sua recusa ao plano de Deus, condenando o diácono Estêvão (At 7) e iniciando uma perseguição que dispersou os cristãos de Jerusalém. Com isso, os seguidores de Cristo passaram a compartilhar as boas-novas em outras terras.

As 70 semanas apontam para o amor incondicional de Deus, e também mostram a ingratidão e descaso humano diante das oportunidades da graça.

Como foi falado, as 70 semanas (ou 490 anos) são uma “fatia” dos 2.300 anos. Levando-se em conta que os 490 anos terminam em 34 d.C., temos que continuar a partir dessa data para contabilizar a última parte da profecia. Dos 2.300 anos, descontando 490 (que se aplicam aos judeus especialmente), sobram 1.810 anos. Contando de onde paramos, chegamos à data de 1844. O que aconteceria, portanto, em 1844? “Até duas mil trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado” (Dn 8:44).

Em 22 de outubro de 1844,* Jesus iniciou Sua obra no santuário celestial, “que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2). O santuário celeste, que serviu de modelo para Moisés construir o tabernáculo do deserto (Hb 8:5), agora serviria de palco para uma nova fase da obra de Jesus. Graças a essa nova obra, você pode se aproximar de Deus. Atenda ao convite inspirado: “Acheguemos-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”

(Douglas Reis é pastor, escritor e capelão em Santa Catarina)

Pense e discuta:

1. Revise os cálculos dos 2.300 anos e das 70 semanas e faça o seu próprio gráfico da profecia.
2. Que benefícios a obra de Jesus no santuário celeste traz para a sua vida cristã?
3. A ideia de um Juízo antes da volta de Jesus o assusta? Como podemos encarar o juízo de forma positiva?

(*) A data 22 de outubro corresponde à comemoração do dia da expiação judeu no ano de 1844. Levando-se em conta que o dia da expiação, quando o sumo sacerdote comparecia ao compartimento Santíssimo do templo, é símbolo do juízo antes da volta de Jesus, não restam dúvidas de que o início da última obra de intercessão realizada pelo Salvador ocorreu no mesmo dia que a festa que a prefigurava. Um grupo de judeus rígidos, chamados caraítas, chegou à data de 22 de outubro para o acontecimento do dia da expiação em 1844 mediante observação rigorosa dos preceitos bíblicos, usando o aparecimento da Lua e da cevada no campo para estabelecer o início dessa festa religiosa. Mesmo os caraítas tendo aberto mão de sua contagem do tempo, aceitando formas não bíblicas de cálculos como os demais judeus, ainda em 1844 eles continuavam com seu calendário a parte. (Para maiores detalhes, ler o artigo “22 de Outubro ou 23 de Setembro”, de Christian Alvarez, publicado na revista Ministério de julho-agosto de 2008, p. 17-20).

Leia também: “Daniel 9 (parte 1): Fazendo o melhor pelos outros”

Rede social para amantes estreia no Brasil

Ao entrar no site, a primeira coisa que o usuário vê: uma mulher fazendo sinal de discrição [foto ao lado]. Ao lado dela, uma caixa de seleção permite definir sexo e faixa etária dos demais usuários. Esse é o Ohhtel, primeira rede social desenvolvida especificamente para quem está em busca de relações extraconjugais. Amantes mesmo, de acordo com a linguagem popular. Oferecendo “uma maneira discreta de ter um caso”, o Ohhtel teve sua interface traduzida para o português, além de ganhar uma vice-presidente exclusiva para cá – embora ela more na Califórnia, Estados Unidos. Informações no site dão conta de que há mais de um milhão de pessoas cadastradas na rede social, entre homens e mulheres. Inclusive há diversos depoimentos de quem utilizou e aprovou essa forma de procurar amantes. Como a moralidade do Ohhtel pode ser colocada em dúvida com facilidade, a defesa para esse tipo de acusação está mais do que pronta: segundo seus criadores, trata-se de uma rede social como alternativa para o divórcio. Ela seria bastante útil para quem tem um casamento, com família constituída e tudo mais, mas está privado dos prazeres do sexo.

As mulheres que quiserem participar da rede social podem se cadastrar sem custo nenhum. Os homens, por outro lado, pagam uma taxa que garante o “engajamento pessoal” deles na rede. O valor é de R$ 60 pelo serviço.

(Techtudo)

Nota: Lamentavelmente, com todas as possibilidades e potencialidades que a internet oferece para o bem e para a pregação do evangelho e a disseminação de bons conteúdos, há também a face ruim da rede, ou seja, a facilidade de se cometer pecado, de se trair pessoas e destruir vidas. É o virtual destruindo o real. Infelizmente, existem pessoas que só pensam no lucro que podem obter explorando as fraquezas e torpezas humanas. Não estão nem aí para os lares que serão destruídos pela traição do pai ou da mãe. Esses mercadores do pecado são semelhantes aos traficantes encastelados em suas mansões, indiferentes àqueles que têm a vida arruinada pelas drogas que movimentam uma indústria bilionária. A mídia popular, que se alimenta do lixo do mundo, sempre dá muito mais espaço ao negativo, ao exótico e ao pecado. Em lugar de divulgar sites que promovem os valores da família e da fidelidade (e há vários), dão destaque a baixarias como esse tal de Ohhtel. Planeta podre que caminha para a destruição. Se a relação conjugal não vai bem, os cônjuges não devem buscar a "via fácil" da traição, que, depois de passado entusiasmo ilusório inicial, traz a desgraça. Devem, sim, investir em sua relação; fazer o que caracterizou os primeiros anos do casamento: paparicar o(a) companheiro(a), ser romântico(a), viver uma sexualidade sadia e pura. Além disso (e sobretudo), numa relação em que Deus está presente não há espaço para o pecado.[MB]

Rio desaparece após terremoto na Costa Rica

Na semana passada, Upala foi abalada por um terremoto de magnitude 5,3. Não houve vítimas, mas algo estranho aconteceu. Uma agência de notícias local descobriu que faltava um rio num distrito perto do epicentro! Aparentemente, nos momentos seguintes ao terremoto, a comunidade observou seu rio desaparecer no interior da terra. Cidadãos entrevistados expressaram preocupação com a perda dessa importante fonte de água. Isso não apenas vai afetar os seres humanos, mas também o gado criado na região. Outro terremoto, de magnitude 4,8, foi registrado em Guanacaste, perto de Santa Rosa de Bagaces.

Em Costa Rica, foram registrados mais de 4.700 tremores superiores a 1,0 na Escala Richter. Esses tremores, somados a chuvas recordes, têm criado preocupação em áreas ao longo da costa do Pacífico. Muita gente está pensando que esse aumento na atividade sísmica possa indicar a ocorrência de algo maior por vir. “Poderia ser o esperando ‘big one’ da Costa Rica? Acho que teremos que esperar e ver. Nesse meio tempo, é sempre um bom conselho ter suprimentos de emergência como alimentos enlatados, lanternas, pilhas e água”, aconselha artigo publicado no Costa Rica News.

sexta-feira, julho 15, 2011

Crise norte-americana e esfacelamento da Europa

Duas matérias publicadas no site Opinião e Notícia parecem extraídas das páginas da Bíblia e dos escritos de Ellen White. A primeira, embora não tenha menção direta nas profecias apocalípticas, pode desencadear uma série de eventos que redundarão no cenário anunciado há milênios: “Pela primeira vez na história, os EUA podem ter a nota da sua dívida pública rebaixada pela agência de classificação de risco Moody’s [que também rebaixou Portugal]. Em comunicado, a Moody’s disse que, caso o Congresso dos EUA não autorize o aumento do teto da dívida norte-americana, os EUA não mereceriam mais o ‘Aaa’ – melhor patamar possível – que sempre tiveram, pois ‘não poderiam pagar o principal ou os juros das obrigações em circulação’. Em maio a dívida dos EUA chegou ao teto autorizado por lei: US$ 14,3 trilhões. Desde então, o Departamento do Tesouro tem usado medidas técnicas para fazer a dívida permanecer nesse nível, mas o último prazo antes da interrupção dos pagamentos seria 2 de agosto. É crescente a preocupação de que um acordo entre os congressistas norte-americanos sobre a elevação do limite legal da dívida dos EUA não chegue a tempo.”

E quanto à Europa? “É preciso acabar com a moeda única para salvar a União Europeia. Não há outra solução.” Essa é a opinião do historiador e professor de Harvard Niall Ferguson, que no ano 2000 escreveu que o euro não duraria mais do que dez anos. “Quando a Europa adotou o euro, eu já dizia que não iria funcionar, porque você não pode ter uma união econômica sem união fiscal”, disse Niall Ferguson em conversa com jornalistas após uma palestra em Edimburgo, na Escócia, nesta quarta-feira, 13.

Ferguson é taxativo quanto à realidade europeia: “Há duas opções para a Europa hoje, ou se transformar numa federação, como os EUA, ou abandonar essa ideia de moeda única. Mas não há vontade política para a federação.” Perguntado sobre a possibilidade de a UE excluir países do bloco, ele disse: “A Grécia não vai ser competitiva com a mesma política monetária da Alemanha. Portugal também não. Há seis meses, ainda era possível manter o euro e excluir da união monetária um país ou outro. Mas essa solução foi sendo adiada e hoje não é mais uma opção.”

Mais de 500 anos antes de Cristo, a profecia de Daniel 2 já previa a impossibilidade de reunificação da Europa. É exatamente isso o que estamos vendo em nossos dias, a despeito de todos os esforços humanos para manter coesa a UE. Apocalipse 13 pinta um quadro de intolerância política e religiosa por parte dos EUA (a besta que sobe da terra). Só Deus sabe (e saberá quem viver para ver) o que uma profunda crise financeira (possivelmente agravada por catástrofes “naturais”) poderá causar às frágeis instituições e estruturas humanas.

Infelizmente, dias piores virão. Mas, felizmente, eles precederão o rápido despontar de um novo dia – eterno.[MB]

Leia também: "Iminência de calamidade financeira deixa Washington a tremer"

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quinta-feira, julho 14, 2011

Agradecimento sarcástico

No artigo “Meu agradecimento aos criacionistas”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo do dia 14 de julho, o biólogo Fernando Reinach agradece aos criacionistas e aos teóricos do design inteligente o fato de o Museu de História Natural em Nova York estar ainda melhor do que na primeira vez que ele o visitou, há 25 anos – pelo menos no que diz respeito ao enfoque darwinista do museu. Ele diz que nessa segunda visita, “o museu não decepcionou. Está melhor, não por causa das novas tecnologias, mas porque montou um contra-ataque eficaz ao movimento criacionista”. Segundo Reinach, “há 25 anos, paleontólogos, geneticistas, ecologistas e estudiosos da evolução das espécies tinham uma vida tranquila. O darwinismo, após as décadas de polêmicas que sucederam à publicação dos primeiros livros de Darwin, parecia ter sido aceito. Focos de resistência ainda existiam entre os seguidores de algumas religiões, mas eram cada vez mais raros. A Suprema Corte dos EUA, com base na separação do Estado e da religião, havia banido o ensino do criacionismo nas escolas”.

O biólogo ignora deliberadamente o fato de que a resistência ao darwinismo – desde a sua origem – não se deveu apenas aos religiosos. Muitos cientistas se opuseram às ideias macroevolutivas filosoficamente enviesadas de Darwin e, sobretudo, de seus seguidores que levaram essas ideias ao extremo. Na verdade, a vida dos defensores da evolução foi “tranquila” enquanto áreas da ciência como a microbiologia e a biologia molecular não escancararam a “caixa-preta de Darwin”, isto é, o ultracomplexo mundo das máquinas moleculares e da informação complexa e específica sem a qual – desde a sua criação – a vida seria impossível. De qualquer forma, ainda que a “tranquilidade” dos cientistas darwinistas houvesse sido perturbada pelos “chatos” dos criacionistas, isso seria uma boa coisa, já que, em ciência (como em várias outras áreas do saber), a unanimidade costuma ser burra. O que seria das revoluções científicas (Kuhn) sem aqueles que advogam o contraditório? O que seria da ciência sem aqueles “chatos” que insistem em despi-la o quanto possível de “contaminantes” metafísicos como o naturalismo filosófico?

Para Reinach, o Museu de História Natural foi um dos líderes nessa reação contra os “chatos”. “Grande parte do material exposto [no museu] foi reorganizado para demonstrar como os fósseis sugerem que as espécies mudam”, diz ele. E é bom que ele tenha usado a palavra “organização” para se referir à didática empregada pelo museu para explicar/inculcar a teoria da evolução. Na natureza, os fósseis não são encontrados de maneira organizada. Mesmo a datação deles é assunto controverso. Assim, é preciso mesmo grande exercício de imaginação e de capacidade organizadora a fim de se apresentar ao público sequências de fósseis que sugerem o suposto aprimoramento dos seres vivos a partir de ancestrais mais rudimentares.

Reinach menciona o cavalo: “A sequência dos ancestrais do cavalo, [mostra] como cada um dos quatro dedos das patas foi atrofiando, sobrando o dedo médio com uma enorme unha que hoje chamamos de casco.” Esquece-se, porém, de que cavalos minúsculos existem ainda hoje (confira aqui) e que se fossem encontrados na forma de fósseis, também poderiam ser colocados “organizadamente” na tal sequência evolutiva do cavalo. Questionável como possa ser, a suposta evolução do cavalo ganhou espaço privilegiado no famoso museu nova-iorquino. Tudo para fazer frente à argumentação criacionista.

“O Museu de História Natural ficou melhor. E grande parte dessa melhora se deve à pressão exercida pelo movimento a favor do design inteligente. Ele forçou os cientistas e museólogos a encontrar maneiras didáticas de contar como e por que Darwin e seus sucessores concluíram que a seleção natural é ainda a melhor explicação para o que ocorreu na Terra desde que a vida surgiu, há cerca de 3 bilhões de anos. Assim, só me resta expressar aqui meu agradecimento aos criacionistas”, conclui Reinach.

Desconfio que esse esforço todo não se deva ao fato de a seleção natural ser a “melhor explicação para o que ocorreu na Terra desde que a vida surgiu [sic]”. Primeiro, porque a nova teoria da evolução, a Síntese Evolutiva Ampliada, não será selecionista, Segundo, porque não existe explicação coerente para a origem da vida. Tudo é especulação sem evidência. Darwin lidou com “microevolução” (diversificação de baixo nível), mas não foi capaz de comprovar (e nem poderia) a macroevolução – por isso mesmo há quem diga que ele acertou no varejo, mas errou no atacado.

Então, todo esse esforço didático deve ser uma reação ao fato de que as pessoas precisam ser doutrinadas para aceitar algo que não apenas o senso comum, mas a própria ciência experimental parece contradizer: a macroevolução naturalista. Nesse caso, Reinach deveria agradecer aos criacionistas sem esquecer, contudo, da própria ciência.[MB]

terça-feira, julho 12, 2011

O Universo tem um eixo central de rotação?

Nova pesquisa sugere que o formato do Big Bang pode ser mais complicado do que se pensa. Como há mais galáxias espirais girando em um sentido do que em outro, pode ser que o Universo tenha um eixo central de rotação. Pesquisadores estão levantando dúvidas sobre a pressuposta simetria do Universo. Seus cálculos parecem sugerir que, no seu início, nosso Universo girava sobre um eixo central. E que esse movimento de rotação influenciou a formação das galáxias. Os físicos e astrônomos há muito tempo acreditam que o Universo tem uma simetria de espelho, como uma bola de basquete. A imagem espelhada de uma galáxia girando no sentido horário teria, obviamente, o sentido anti-horário de rotação. Mas se os astrônomos encontrarem um número maior de galáxias girando num sentido do que em outro, isto seria uma evidência de uma quebra de simetria, ou, no jargão da física, uma violação de paridade em escala cósmica.

Para aferir isso, Michael Longo e uma equipe da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, catalogaram o sentido de rotação de dezenas de milhares de galáxias espirais fotografadas pelo projeto Sloan Digital Sky Survey, que faz a catalogação de galáxias e que recentemente divulgou a maior imagem já feita do Universo. E o grupo do Dr. Longo descobriu exatamente isso, que as galáxias têm uma “preferência” para girar em uma direção.

Eles descobriram um excesso de galáxias com rotação anti-horária na parte do céu em direção ao pólo norte da Via Láctea. O efeito se estende por mais de 600 milhões de anos-luz de distância. “O excesso é pequeno, cerca de 7 por cento, mas a chance de que ele possa ser um acidente cósmico é algo como 1 em um 1.000.000”, explica Longo. “Estes resultados são extremamente importantes porque parecem contradizer a noção quase universalmente aceita de que, em escalas suficientemente grandes, o universo é isotrópico, sem nenhuma direção especial.”

O trabalho fornece novos insights sobre a forma do Big Bang. Um Universo simétrico e isotrópico teria começado com uma explosão esfericamente simétrica, em forma de uma bola. Se o Universo nasceu girando, por sua vez, afirma Longo, ele teria um eixo preferencial, e as galáxias teriam mantido esse movimento inicial. Então, será que o nosso Universo ainda está girando, em um movimento de rotação universal? “Pode ser”, diz Longo. “Eu acho que este resultado sugere que é.”

Como o telescópio do projeto Sloan está nos Estados Unidos, os dados que os pesquisadores analisaram vieram na maior parte do hemisfério norte do céu. Um teste importante dos resultados será verificar se há um excesso de galáxias em espiral com sentido horário no hemisfério sul. Essa pesquisa já está em andamento.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Há um século, Ellen White escreveu no livro O Grande Conflito, páginas 677 e 678: “Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.” O Universo tem, sim, um centro gravitacional em torno do qual tudo o mais gira.[MB]

segunda-feira, julho 11, 2011

A mão do Criador

“Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? e a Sua mão estendida está; quem, pois, a fará voltar atrás?” (Isaías 14:27).

A mão humana é, sem sombra de dúvida, uma estrutura maravilhosa. Sua disposição e o aglomerado de estratégias de design permitem que o homem – o único que possui esse particular arranjo de ossos, tendões, músculos e nervos – escreva mais de 60 palavras por minuto ou use um martelo pesado enquanto segura numa delicada batata frita. O que seria necessário para construir um aparato que conseguisse duplicar as capacidades da mão humana? Uma série de cópias da mão humana foram desenvolvidas, mas nenhuma delas se aproximou do alcance das funções da original. A última e mais avançada mão-robô foi recentemente descrita no jornal Smart Materials and Structures por dois pesquisadores da Virginia Polytechnic. De acordo com a Physorg.com, a invenção foi supostamente optimizada para “atingir aparência e desempenho quase humanos”. Mas quão próxima ela era de verdade?

Os autores descreveram os esforços hercúleos necessários para construir uma mão direita e um antebraço robóticos. Com o nome de DART, a mão pode ser vista tocando num teclado num vídeo on-line presente no artigo da Physorg.com.

Manifestamente, o DART não era rival para a mão humana (e seu sistema nervoso), que usa “funções antecipatórias” para teclar 60 ou mais palavras por minuto. De forma a poder imitar a mão humana – que é “o melhor utensílio que existe para construir, cavar, agarrar, desenhar, escrever e muitas outras tarefas” – os engenheiros tiveram que arquitetar um mecanismo com as mesmas proporções, dimensões e características (incluindo a elasticidade, sistema detector de densidade, toque e sensores de tensão).

O estudo citou o trabalho do cientista criacionista do século 19, o anatomista Charles Bell, que escreveu um livro inteiro sobre a mão humana e suas exaltadas virtudes. Mas, embora os autores do artigo tenham honrado a “Natureza” – chegando mesmo a capitalizar a palavra – como a “criadora” da mão, o cientista Bell glorificou o Criador. Isso fica evidente pelo título do livro: The Fourth Bridgewater Treatise on the Power, Wisdom, and Goodness of God as Manifested in the Creation: The Hand; Its Mechanism and Vital Endowments as Evincing Design.

Portanto, por um lado, os criadores do DART reconheceram que “abrir portas, alcançar objetos e escrever com teclados... são tarefas simples de executar, mas a interação entre o cérebro, os sentidos e o movimento dos músculos no corpo humano é difícil de ser replicada através da robótica”. É tão difícil que, de fato, os melhores esforços só conseguiram atingir cerca de 10% do “potencial total” da mão humana.

Mas, por outro lado, eles presumem que a vastamente superior mão humana, que serviu de modelo para a construção [da “cópia”], apenas “emergiu” no universo; sem qualquer tipo de esforço; que de alguma forma ela teria evoluído, “tendo como base as exigências colocadas sobre si pelo meio ambiente”.

O que os cristãos atribuem a Deus os ateus evolucionistas atribuem à “Natureza”. O seu paganismo foi previsto há séculos pela Bíblia, quando o Espírito Santo disse o seguinte, através do Seu escolhido, o apóstolo Paulo: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Romanos 1:25). O evolucionismo moderno nada mais é que paganismo mascarado de “ciência”.

Então com que ficamos? A “Natureza” ou Deus? O fato de os engenheiros terem que exercer tanto trabalho intelectual e manual para criar uma espantosa – mas inferior – mão DART deveria responder de uma vez por todas à pergunta sobre quem está por trás do design existente na biosfera. A natureza não tem inteligência nem capacidade para tal engenho, mas Deus tem todo o conhecimento (Colossenses 2:3) e todo o poder (Mateus 28:18).

Honrar a “Natureza” como causa primária para a origem da mão humana não é uma conclusão resultante das evidências científicas, mas, sim, uma escolha pessoal baseada nas escolhas ideológicas feitas à margem da ciência. Embora os ateus evolucionistas tenham todo o direito de acreditar no que eles bem entenderem (por mais ridículas que sejam suas crenças), eles não têm o direito de chamar de “ciência” suas desilusões darwinistas.

(Darwinismo)

Romances e pornografia prejudicam vida amorosa


A coluna Mulher 7 x 7, no site da revista Época comenta um artigo publicado no Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, segundo o qual a leitura de romances água com açúcar pode gerar problemas de relacionamento, criar expectativas irreais sobre sexo e levar a relações sexuais sem camisinha e a gravidez indesejada. A autora, a psicóloga Susan Quilliam, diz que muitas mulheres que chegam ao seu consultório baseiam suas decisões nesse tipo de literatura – e não na realidade. Para Susan, as mulheres estão muito mais expostas aos romances do que à educação sexual formal. Em alguns países ocidentais, os romances são quase a metade de todos os livros de ficção vendidos.

Segundo Época, recentemente, outra psicóloga, Juli Slattery, escreveu que os romances “desequilibram de forma perigosa” a vida das leitoras. “Tendo a acreditar no poder de influência da cultura, como a literatura e o cinema nas nossas vidas. E acho que, para algumas pessoas, os romances e as comédias românticas são obstáculos a uma vida mais real – e feliz”, escreve Letícia Sorg, autora do texto da coluna.

Letícia lembra, ainda, que não são somente as mulheres as vítimas da idealização. Os homens que consomem pornografia também idealizam o sexo, desenvolvem sexualidade distorcida e esperam que a parceira tenha o desempenho irreal de uma estrela pornô. “De certa forma, os romances para mulheres podem ser tão perigosos quanto a pornografia para os homens”, conclui Letícia.