segunda-feira, março 26, 2012

Terremotos atingem Austrália e Chile

Além do terremoto de magnitude 6 que atingiu a Austrália no dia 23, outro forte tremor foi sentido no Chile, no domingo, 25. A notícia é do G1: “Um terremoto de magnitude 7.2 atingiu o centro do Chile neste domingo (25), chacoalhando prédios da capital Santiago. A agência de emergência governamental, Onemi, afirmou que não há risco de tsunami, mas decretou a evacuação de algumas áreas da costa do país como medida preventiva. O epicentro do sismo é próximo à área atingida em 2010 pelo terremoto de magnitude 8.8, que gerou tsunamis que mataram 500 pessoas. ‘O evento não produziu e não vai produzir um tsunami na costa do Chile’, afirmou o ministro do Interior Rodrigo Hinzpeter. No entanto, um representante do governo disse anteriormente que havia sinais de que o mar tinha retraído um pouco e o escritório de emergência voltou a ordenar uma evacuação da costa na área de Mauler, como medida preventiva.”
Quantos terremotos... E 2012 mal está começando...



Belugas e narvais: adaptação recente a águas frias

As baleias belugas e os narvais vivem somente em águas geladas do Ártico e subártico. Agora, os cientistas descreveram uma espécie ancestral que vivia em águas temperadas entre 3 milhões e 4 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. A descoberta, publicada no periódico científico Journal of Vertebrate Paleontology, pode indicar que as belugas e os narvais se adaptaram a águas frias mais recentemente. A espécie ancestral foi descrita pelos cientistas a partir de um crânio completo encontrado em 1969 na Virgínia, nos Estados Unidos. Eles fizeram comparações anatômicas do fóssil com esqueletos de belugas e confirmaram que se tratava de uma nova espécie de baleia sem dentes – o grupo das belugas. O animal, que recebeu o nome de Bohaskaia monodontoides, vivia no clima temperado da Virgínia.

“As belugas e os narvais são encontradas somente no Ártico e subártico, apesar de que os registros de fósseis mais antigos terem sido encontrados em regiões tropicais e temperadas”, afirmou Nicholas Pyenson, geólogo que fez parte da pesquisa, em material de divulgação. “Para obter evidências sobre quando e como as belugas e os narvais se adaptaram ao Ártico, nós precisaremos buscar respostas em tempos mais recentes.”

Nota: As belugas e os narvais se adaptaram “mais recentemente” às águas geladas pelo simples fato de que, antes do dilúvio e das alterações climáticas decorrentes dessa catástrofe, essas águas provavelmente não existissem. A verdade é que, no mundo pós-diluviano, muitas espécies acabaram sofrendo microevoluções e passaram pelo “pente-fino” da seleção natural. Os sobreviventes (mais capazes de sobreviver às mudanças e ao meio em que se fixaram) estão aí para contar a história, mas continuam sendo versões modificadas dos mesmos animais ancestrais, o que contraria a tese macroevolutiva. Belugas e narvais se adaptaram às águas geladas, mas continuam sendo belugas e narvais, mais ou menos como as bactérias que adquirem resistência a antibióticos, mas não deixam de ser bactérias.[MB]

domingo, março 25, 2012

Ser vivo mais antigo com esqueleto antecede cambriano

No artigo “Oldest organism with skeleton discovered in Australia” (Science Daily), somos informados: “Uma equipe de paleontólogos descobriu o animal com esqueleto mais antigo. Chamado de Coronacollina acula, o organismo tem entre 560 milhões a 550 milhões de anos de idade [segundo a cronologia evolucionista], o que o coloca no período Ediacarano, antes da explosão e da diversificação dos organismos que ocorreu na Terra no período Cambriano.” O mais antigo até aqui, nós imaginaríamos.

“Até o período Cambriano, era sabido que os animais tinham corpo mole e não tinham partes duras”, disse Mary Droser, professora de Geologia na Universidade da Califórnia, Riverside, cuja equipe de pesquisa fez a descoberta no sul da Austrália. “Mas agora temos um organismo com partes individuais do esqueleto que surgem [sic] antes do período Cambriano. Portanto, é o animal mais antigo com partes duras, e tem um punhado delas – elas teriam sido apoios estruturais – essencialmente sustentando tudo. Isso é uma inovação importante para os animais.”

“Os pesquisadores destacam que o Coronacollina acula vivia no leito do mar. Com um formato tipo dedal, ao qual pelo menos quatro ‘espículos’ tipo agulha de 20-40 centímetros de comprimento eram ligados, a Coronacollina acula mais provavelmente se mantinha estruturada pelos espículos. Os pesquisadores acreditam que ela ingeria alimentos do mesmo modo que a esponja, e que era incapaz de locomoção. Como se reproduzia permanece um mistério.”

Os darwinistas frequentemente apontam alegremente para tais descobertas, esperando derrubar a significância da explosão cambriana há [supostos] 500 milhões de anos, quando quase todos os filos de animais atuais apareceram prontamente. O problema que eles nunca discutem (e agora ninguém poderia legalmente discutir em muitos sistemas escolares) é este: Se as explosivas inovações ocorreram muito mais cedo, elas diminuem o tempo para a seleção natural ter agido sobre as mutações aleatórias (darwinismo) para produzir tais inovações, um processo que deve, geralmente, ser lento, de qualquer maneira.

Mas por que se preocupar sobre o fato quando você tem um caso jurídico a seu favor? É assim que a ciência funciona, não é? É mesmo?

(UncommonDescent Blog)

Nota do blog Desafiando a NomenklaturaCientífica: “Por que a Explosão Cambriana é tratada en passant em nossos livros didáticos de Biologia do ensino médio TODOS aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? Por que os alunos não são informados sobre o que isso significa para a corroboração de uma teoria científica no contexto de justificação teórica? O nome disso é 171 epistêmico, desonestidade científica, e nenhum desses autores de livros didáticos me processa por danos morais e materiais. Por quê? Porque eles sabem que Darwin vai junto comigo para o banco dos réus!!!”



Leia também: "Fósseis do Cambriano: um dilema para o darwinismo" e "O mistério da 'explosão cambriana'"

Sucursal da Globo destaca estilo de vida adventista

                                                                                                                                                           Baixe o Adobe Flash Player                                                                                                                                  

sexta-feira, março 23, 2012

Breve análise das parábolas de Jesus

Jesus demonstrou em Seus ensinos ser o Mestre por excelência. Seu conhecimento e sabedoria causaram admiração aos leigos e educadores de seus dias. A metodologia de ensino era inigualável e as mais importantes universidades foram fundadas por causa dEle. Alguns de Seus ensinos mais sublimes foram expressos em linguagem figurativa, como as parábolas. “Ele não poderia haver usado método de ensino mais eficaz.”[1] A reação dos ouvintes era: “Jamais alguém falou como este Homem” (João 7:46). Um exame minucioso desses ensinos é significativo quando se evidencia que um terço do ensino de Jesus nos evangelhos sinóticos se apresenta em forma de parábolas.[2] O evangelista Marcos comprovou esse fato, quando escreveu: “Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber. Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola” (Mc 4:33, 34).

O que é uma Parábola?

O conceito popular de parábola é um tipo de figura de linguagem em que se fazem comparações. “No Antigo Testamento, o termo utilizado é marshal, que também é usado para designar provérbio ou enigma.”[3] No Novo testamento, o termo é parabole e “vem do grego para (‘ao lado’ ou ‘junto a’) e ballein (‘lançar’). Assim, a história é lançada com a verdade para ilustrá-la”.[4] “No âmago do significado de parabole e marshal está a ideia de uma comparação entre duas coisas dessemelhantes. A realidade de nosso mundo é posta em contato com um mundo narrativo da parábola para alguma comparação que produza uma nova compreensão.”[5]

As parábolas de Cristo estão correlacionadas com outras figuras de linguagem. As “similitudes” geralmente falam de costumes no tempo presente fazendo uma comparação entre dois elementos e usam geralmente as expressões como, assim como, tal qual, tal como. Pedro usou uma símile quando escreveu: “toda humanidade é como a relva” (1 Pedro 1:24). As parábolas falam de um determinado momento do passado (e.g., “o semeador saiu a semear” [Mateus13:3]). Também são perceptíveis as alegorias. “É uma figura de linguagem, mais especificamente de uso retórico, que produz a virtualização do significado, ou seja, sua expressão transmite um ou mais sentidos que o da simples compreensão ao literal.”[6] Enquanto que a parábola consiste num acontecimento factível, a alegoria pode ser tanto factível como fictício. “Olhando para todas as parábolas que Jesus contou e as situações variadas em que Ele as proferiu, é razoável afirmar que Ele usou uma variedade de parábolas, algumas das quais eram meros símiles que não precisavam muito de alguma explicação (todos compreendiam imediatamente seu propósito), e outras que poderiam ser mais bem descritas como metáforas ou como de natureza alegórica e precisando de explicação.”[7]

Por que Jesus falava por parábolas?

Assim como a Divindade foi revelada por meio de humanidade de Cristo, ao usar os elementos da natureza em Suas parábolas, Jesus fornecia um veículo poderoso para compreensão das verdades espirituais em Seus ouvintes. “Tão ampla era a visão que Cristo tinha da verdade, e tão extensos os Seus ensinamentos, que cada aspecto da natureza foi utilizado para ilustrar verdades.”[8] Ensinava com autoridade, já que toda a criação era obra de Suas mãos. “O desconhecido era ilustrado pelo conhecido; verdades divinas, com as quais o povo estava familiarizado.”[9] Mais tarde, quando os ouvintes se deparavam com os objetos ilustrados, vinham-lhes à mente os ensinos de Jesus.

Não eram simples ilustrações como as que estamos acostumados a ouvir num sermão. A parábola envolvia as pessoas em um nível muito aprofundado de reflexão. Eram tão penetrantes que produziam efeitos diversos. Enquanto uns entregavam o coração instantaneamente a Cristo, outros procuravam matá-Lo.

“Ele lhes disse: A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas, a fim de que, ainda que vejam, não percebam; ainda que ouçam, não entendam; de outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados” (Marcos 4:11, 12).

Percebe-se que o propósito das parábolas de Jesus era multifacetado. Ele as usava para revelar e, ao mesmo tempo, para esconder.  Como “a multidão não julgava as parábolas; eram as parábolas que julgavam as pessoas”,[10] ao ouvinte interessado e sincero era revelado aquilo que anteriormente estava oculto: o mistério do Reino de Deus. Esse grupo sentia o desejo de ganhar a salvação, enquanto o ouvinte desinteressado ouvia a parábola, mas não entendia porque o coração estava endurecido e por achar que sabia tudo. Para esses, restava-lhes apenas o juízo.

Ellen White, no livro Parábolas de Jesus, afirma que nem todos estavam preparados para aceitar e compreender as parábolas do Mestre. Assim, Ele evitava que a multidão incrédula Lhe fizesse alguma acusação e interrompesse Seu ministério de maneira prematura.[11]

Regras para a interpretação de parábolas

No livro Compreendendo as Escrituras,[12] são apresentandas seis regras básicas de interpretação:

1. Evite a alegorização – Inicialmente, é importante diferenciar entre alegoria e alegorização. Como já foi dito, a alegoria usa uma metáfora ampliada para referir verdades fora do significado literal da narrativa. Já a alegorização é o processo de usar algum texto que não é alegórico por natureza e transformá-lo em alegoria, a fim de promover novos significados que originalmente não eram a intenção do autor. O teólogo Agostinho usou a alegorização para dizer que na parábola do Bom Samaritano o homem que descia de Jericó era igual a Adão.[13] Ele não foi o único a usar esse princípio interpretativo. Durante séculos, esse foi o método mais usado, mas seu rompimento teve início no movimento da Reforma e terminou com o erudito alemão A. Jülicher, no século passado.[14]

A alegorização facilita o ato de enxergar qualquer coisa em quase todas as parábolas. Acaba impondo um significado que o autor jamais pretendia.

2. Reúna dados históricos, culturais, gramaticais e léxicos – O mundo em que vivemos é muito diferente do mundo dos aldeões da palestina. Essa distância pode ser amenizada usando-se as descobertas arqueológicas, bem como a leitura de bons dicionários e comentários bíblicos, além de livros que retratam os costumes da época.

3. Analise a narrativa da parábola – “As parábolas têm personagens, ações, cenários e suportes, e relações de tempo; elas têm um narrador e um leitor subentendido, um ponto de vista e um enredo. A Análise destes ajuda o leitor a ver, de forma objetiva, a maneira por que é criado o impacto emocional da narrativa e ajuda a delinear os temas e ênfases da narrativa.”[15]

4. Determine o auditório – Para quem Jesus está falando? Para escribas, Fariseus, às multidões, ou aos discípulos? A compreensão dessas perguntas ajudará o leitor a determinar se a aplicação da parábola é para os de dentro ou de fora da igreja; para grupos ou pessoas. Também observe a reação dos ouvintes de Jesus, pois servirá de excelente pista para o significado das palavras.

5. Use o Espírito de Profecia – Depois da leitura bíblica, essa deveria ser a primeira fonte de pesquisa. O livro Parábolas de Jesus é rico em detalhes e, por ser inspirado, fornece uma interpretação correta das parábolas. Dessa forma, grande soma de tempo pode ser poupada em busca de respostas em outras literaturas.

6. Aplique a parábola à situação de hoje – Identifique o princípio teológico ensinado por Jesus na parábola e aplique-o à sua vida pessoal. Lembre-se de que a aplicação provém da parábola em vez de ser imposta a ela.

(Fabio dos Santos é pastor na Associação Paulista Oeste [distrito de Barretos] da Igreja Adventista do Sétimo Dia)

Referências:

1. Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 21.
2. Grant R. Osborne, A Espiral Hermenêutica: uma nova abordagem à interpretação bíblica (São Paulo: Vida Nova, 2009), p. 372.
3. Ibidem.
4. Roy B. Zuck, A Interpretação Bíblica: meios de descobrir a verdade bíblica (São Paulo: Vida Nova, 1994), p. 225.
5. George W. Reid, Compreendendo as Escrituras: uma abordagem adventista (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2007), p. 232.
6. Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alegoria
7. George W. Reid, Op. Cit., p. 225.
8. Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 20.
9. Ibidem, p. 17.
10. Warren W. Wiersbe, Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: v. 1 (Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006), p. 157.
11. Ellen White, Op. Cit., p. 21.
12. George W. Reid, Op. Cit., p. 235.
13. Ibidem.
14. Kennet Bailey, As Parábolas de Lucas (São Paulo: Vida Nova, 1995), p. 25.
15. George W. Reid, Op. Cit., p. 236.

quinta-feira, março 22, 2012

Mamíferos carnívoros incapazes de sentir gosto doce

Muitas espécies de mamíferos carnívoros perderam a capacidade de sentir sabor doce, devido à evolução de sua dieta consistente em comer carne exclusivamente, revelou um estudo divulgado nesta segunda-feira (12). Estudos anteriores já tinham demonstrado que os gatos selvagens e domésticos que se alimentam só de carne são incapazes de perceber o sabor doce devido a um defeito em seus genes. A partir disso, cientistas do Instituto Monell na Filadélfia (Pensilvânia, leste) e da Universidade de Zurique, na Suíça, decidiram investigar se outros mamíferos que se alimentam de carne e peixe tampouco percebiam o sabor doce. Para isso, estudaram os genes dos receptores do gosto adocicado em 12 espécies de mamíferos. E, para sua surpresa, descobriram que a percepção do doce tinha desaparecido em muitas espécies carnívoras.

“Pensava-se que o sabor doce fosse um traço universal nos animais. Que a evolução tenha levado de forma independente espécies tão diferentes a perdê-lo foi muito inesperado”, disse Gary Beauchamp, autor principal do estudo publicado na edição online das Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Assim, a preservação do receptor do sabor doce está estreitamente relacionada com os hábitos alimentares dos animais. Entre os leões marinhos, o lobo-marinho antártico, as focas comuns, as lontras anãs orientais ou as hienas-malhadas, espécies exclusivamente carnívoras, os genes que controlam o receptor do sabor doce eram defeituosos, acrescentou o estudo. Ao contrário, esse receptor foi encontrado intacto no lobo terrestre, no urso de óculos, no guaxinim e no lobo-vermelho, todas espécies carnívoras que também comem outro tipo de alimentos, especialmente doces.

A descoberta sugere que a perda da capacidade de perceber o sabor adocicado ocorreu ao longo da evolução, mostrando a importância das dietas exclusivas na estrutura e função do sistema sensorial dos animais, afirmaram os pesquisadores.

Também examinaram os genes dos receptores do sabor doce e “umami” (gosto de carne) - dois dos cinco sabores básicos - em dois mamíferos marinhos que [segundo a hipótese evolucionista] originalmente viviam na terra: os leões marinhos e os golfinhos nariz-de-garrafa. Esses animais foram escolhidos porque engolem a comida, o que sugere que o gosto não é importante na escolha dos alimentos.

Como se esperava, a perda de sabor estava muito disseminada nos dois mamíferos. Os genes da ativação dos receptores para o sabor doce e o sabor “umami” não funcionavam nos dois. Além disso, os genes responsáveis pelo gosto amargo estavam inativos nos golfinhos.

“Esse estudo mostra claramente que os receptores do sabor na cavidade bucal não são necessários para a sobrevivência de algumas espécies”, concluiu Peihua Jiang, do Instituto Monell.

Nota: Na verdade, a maior dificuldade é explicar como espécies tão diferentes tenham “evoluído” a mesma capacidade gustativa (assim como espécies totalmente diferentes “evoluíram” o voo, a visão e outras capacidades e órgãos similares). A perda é o que os criacionistas sempre tem dito: involução. Note que, na natureza, observando espécimes vivos, os cientistas sempre notam perda de informação, desativação de genes e coisas do tipo. Para afirmar que a macroevolução é um fato, os darwinistas sempre têm que apelar para os fósseis e muita, muita especulação. Os fatos sempre apontam para a “evolução negativa”, ou seja, perda de estatura, capacidades e complexidade.[MB]

O poder de um livro na mão de uma criança

Filme produzido e editado por João Luiz Cardozo.

quarta-feira, março 21, 2012

Uma só carne

Em julho de 1995, a Revista Adventista publicou um artigo do médico Fadel Basile, intitulado “Uma só carne”. Na matéria, o Dr. Basile afirma: “A Medicina Legal é um ramo da ciência que aparentemente nada tem a ver com o casamento, porém é dela que nos vem uma das maiores contribuições para o esclarecimento do assunto. A biotecnologia veio preencher uma lacuna importante da criminologia, no que se refere à comprovação de paternidade e identificação de suspeitos de estupro, usando a engenharia genética para desenvolver um exame que tem a capacidade em quase 100% dos casos de identificar a presença no sangue da mulher de anticorpos antiespermatozoides, altamente específicos, comparando com o esperma dos suspeitos.

“Vários trabalhos científicos comprovam a existência desses anticorpos no sangue das mulheres vítimas de estupro, assim como nos esclarecimentos das conjunções carnais voluntárias ou não. O fato é que, toda vez que uma mulher mantém relações sexuais com o sexo oposto, seu sistema imunológico produz anticorpos específicos contra espermatozoides de seu parceiro. Caso a mulher tenha contatos sexuais com vários homens, ela terá em seu corpo anticorpos contra todos os espermas introduzidos em seu corpo. Isso significa a imposição de uma marca imunológica na mulher. Esse é apenas um fenômeno biológico natural, sem conotação antifeminista.

“A medicina só obteve sucesso na área de transplantes de órgãos, quando conseguiu entender e controlar a rejeição dos enxertos. Um órgão transplantado (enxerto) só é aceito pelo hospedeiro quando possui compatibilidade imunológica: caso contrário, será rejeitado e destruído através da produção de anticorpos contra as células do enxerto. Daí vem a prática pelas equipes cirúrgicas do uso de medicamentos que inibem essa reação. O transplante entre irmãos gêmeos tem probabilidade mínima de rejeição, graças às semelhanças genéticas. Os anticorpos do hospedeiro reagem ligando-se aos receptores localizados na superfície das células do enxerto, que pode ser um retalho de pele, um rim ou córnea (que são enxertos mais frequentes). Esses receptores são proteínas cuja produção é ditada geneticamente no cromossoma 6 do núcleo das células que possui um setor do DNA especificamente para reconhecer estruturas próprias do organismo (estrutura self) ou estranha (no self).

“Outro sistema de reconhecimento encontra-se no cromossoma Y, só encontrado no sexo masculino, pois as mulheres não possuem cromossoma Y. Durante uma relação sexual, o homem ao introduzir seu esperma na mulher, está na verdade introduzindo um enxerto composto de milhões de espermatozoides e outros milhões de outras células próprias do sêmen. Esse conceito do esperma como enxerto é fundamental para entendermos que a mulher desencadeará uma reação imunológica em tudo semelhante aos demais enxertos. Tal reação desenvolve-se em três etapas: (1) Uma fase aguda em que o esperma é totalmente rejeitado e destruído pelos anticorpos femininos. (2) Uma fase crônica, em que as células de rejeição da mulher guardam uma memória imunológica para futuras rejeições, caso a mulher entre novamente em contato com o mesmo esperma. Essa fase é semelhante à reação das vacinas, que confere proteção à criança toda vez que ela entra em contato com o vírus, impedindo-a de desenvolver a doença. É uma fase silenciosa. (3) Esta fase é de ‘tolerância imunológica’, na qual a introdução de pequenas quantidades de elementos estranhos de modo sistemático e contínuo induz à não reação e à aceitação por parte do organismo da mulher das pequenas doses de ejaculação durante toda a sua vida.

“Pelo fato de o organismo do homem só reconhecer como suas as células presentes desde o início de sua vida embrionária, os espermatozoides, que só aparecem na adolescência, não são reconhecidos como próprios e induzem no homem uma reação imunológica semelhante à da mulher, como descrito acima. Isso significa que marido e mulher possuem circulando em seu sangue anticorpos semelhantes contra o mesmo alvo: os espermatozoides. A mulher, pelo seu lado, após sucessivas relações com o marido, já não rejeita seu esperma devido à tolerância imunológica.

“Podemos dizer que, imunologicamente, ambos se tornaram uma só carne. Isso conduz a união conjugal a uma profunda relação visceral que extrapola as esferas afetivas e sociológicas, apontadas comumente como a única explicação. [...]

“O casamento é mais profundo, mais poético e mais complexo do que poderíamos imaginar durante toda a nossa vida. Que Deus seja louvado em nossos lares! Amém.”

Os mais egoístas: Geração Y é a “Geração do Eu”

Vivemos a geração do Eu. É o que concluiu uma nova análise, ao longo de quatro décadas, que constatou um declínio na participação cívica e preocupação com os outros, além de um aumento nos objetivos de vida do tipo “ganhar muito dinheiro”. “Os dados analisados sugerem que a visão popular de que os nascidos após 1982 são pessoas que se importam mais, que são mais orientadas para a comunidade e politicamente engajadas do que as gerações anteriores é amplamente incorreta”, escreveram os pesquisadores, liderados pelo professor de psicologia Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego. Os cientistas ficaram especialmente surpresos ao ver que o desejo de salvar o meio ambiente foi diminuindo ao longo das três gerações estudadas – baby boomers, Geração X e Geração Y ou Milennials (de 1982 a hoje) – apesar do aumento dos problemas relacionados ao clima.

Por exemplo, enquanto 5% dos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1961) disseram que não fizeram nenhum esforço pessoal para ajudar o meio ambiente, a proporção entre a Geração Y foi de 15%. E, embora a taxa de voluntariado pareça ter aumentado entre a mais nova geração, os pesquisadores acreditam que isso se deve a obrigatoriedade de algumas escolas de serviço voluntário.

Já os dados sobre objetivos de vida mostraram um afastamento dos valores intrínsecos, tais como o desenvolvimento de uma filosofia de vida significativa, para valores mais extrínsecos, tais como estar bem financeiramente – isso ocorreu ao longo das três gerações.

“Comparado com os boomers, as Gerações X e Y são preocupadas com dinheiro, fama e imagem, e objetivos relacionados com a autoaceitação, afiliação e comunidade são menos importantes”, disseram os pesquisadores.

Segundo os cientistas, essa mudança de valores intrínsecos para extrínsecos pode explicar o aumento de ansiedade, sintomas depressivos e má saúde mental documentado por outras pesquisas ao longo das gerações.

 
Nota: Para quem lê a Bíblia e crê nas profecias concernentes à condição social no fim dos tempos (que antecedem a volta de Jesus), dados como os apresentados na pesquisa acima realmente não são surpreendentes. Os profetas bíblicos anteviram uma época em que o amor se esfriaria de quase todos, a degradação ambiental seria uma realidade, a busca de prazeres e o amor do dinheiro tomariam conta dos objetivos das pessoas e a consequência disso tudo seria justamente uma geração doente, ansiosa e vazia. Solução? Do ponto de vista humano, não existe. Mas Jesus prometeu voltar e recriar este mundo à semelhança daquele de antes do pecado; um lugar em que o amor, a paz, a justiça e a vida eterna são a realidade.[MB]

Forte terremoto que atingiu o México deixou 11 feridos

O governo do México informou que o forte terremoto de magnitude 7,8 registrado no início da tarde desta terça-feira (20) deixou 11 feridos: dois na capital mexicana e nove no estado de Oaxaca. O tremor também causou danos em centenas de casas no litoral sul do país. O secretário de governo, Alejandro Poiré, indicou em entrevista coletiva que as autoridades mantêm o alerta para atender possíveis danos derivados do terremoto, que provocou pânico nos estados do centro e do sul do México. Poiré assinalou que alguns dos feridos estão em estado grave e estão sendo atendidos em diversos centros médicos. O secretário disse ainda que durante a tarde desta terça houve 19 réplicas de diversas magnitudes, entre 4,6 e 5,3 e acrescentou que o alerta será mantido durante 24 horas. Poiré também explicou que, caso se confirme que as casas danificadas nos municípios litorâneos dos estados de Guerrero e Oaxaca representam riscos, as pessoas poderão ser transferidas a abrigos temporários, como estipulam os protocolos de proteção civil. [...]

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico disse que o tremor, ocorrido no continente, não iria gerar uma tsunami destrutiva, mas que havia a possibilidade de algumas grandes ondas localizadas. O tremor foi sentido na Cidade do México, onde prédios tremeram e funcionários correram para as ruas, em pânico. Linhas de celular caíram, e houve confusão no trânsito. [...]

terça-feira, março 20, 2012

Para eles, tudo sempre tem origem na caverna

A matéria de capa da revista Veja desta semana (a semanal que mais defende o darwinismo em terras tupiniquins e nunca vai atrás de fontes teístas/criacionistas) afirma que a paixão, a atração e o amor que aproximam e unem casais humanos tiveram origem com nossos ancestrais pré-históricos na luta por preservar sua tão preciosa herança genética. Assim, a escolha de parceiros para dividir um teto obedece aos ditames da evolução que teria moldado nossos comportamentos ao longo dos supostos milhões de anos. A mulher tem que ter cintura fina (evidência de que não está grávida de outro) e o homem precisa ser alto e ter costas largas, o que indica ser um bom protetor para a fêmea e sua prole. O rosto, à semelhança da cauda do pavão, tem que ser simétrico e bonito, o que revelaria ausência de doenças. Além disso, a seleção natural garantiu que os mais fiéis, monogâmicos sobrevivessem e se tornassem predominantes, já que os muito dados a aventuras e relacionamentos casuais não estariam presentes para proteger seus herdeiros. Assim, o bicho homem viveria o eterno dilema de defender seu patrimônio genético garantindo a exclusividade sexual com sua parceira, ao passo que no mais profundo de seus genes estaria escondida a vontade, o desejo, o imperativo (chame do que quiser) de espalhar seus genes por aí (o adultério darwinisticamente justificado). Dependendo do momento ou da situação apresentada, a psicologia darwinista (a velha teoria-explica-tudo) tira da manga a “explicação” que melhor lhe convém.

Com essas “explicações” que remontam (sempre) à caverna, sentimentos nobres como o amor são “diluídos” e transformados em simples reações bioquímicas num cérebro pouco superior ao dos macacos. O casamento? Mera convenção social. Nada de instituição edênica e muito menos sagrada. O darwinismo não é apenas uma hipótese científica. Quando extrapola os domínios do que é observável e cientificamente aceitável (como a seleção natural e a diversificação de baixo nível [microevolução], por exemplo), torna-se uma ideia metafísica capaz de desconstruir a cosmovisão judaico-cristã segundo a qual fomos criados num jardim (não numa poça de lama), qualitativamente superiores aos nossos companheiros de planeta (não somos apenas animais racionais) e dotados de sentimentos nobres capazes de nos aproximar uns dos outros em relações orientadas pelo respeito e pelo amor. A sexualidade e a família são presentes do Criador, não “efeitos colaterais” de uma evolução cega.

Lamentavelmente, a hipótese evolutiva tem aceitação garantida em praticamente qualquer área do conhecimento, devido ao fato de o naturalismo filosófico impedir qualquer menção ao sobrenatural. Dois exemplos: (1) quando comecei meu curso de jornalismo na UFSC, numa das primeiras aulas de Teoria da Comunicação, o professor começou afirmando que a fala teve origem nas cavernas pré-históricas, quando nossos supostos ancestrais grunhiam para se comunicar; depois, para reforçar a doutrinação, ele nos fez assistir ao filme A Guerra do Fogo; (2) minha esposa, numa das primeiras aulas de História da Educação (também numa faculdade secular), ouviu o professor explicar que as primeiras relações sociais humanas tiveram origem numa caverna, ao redor de uma fogueira.

Esse conto darwinista é tão contado e recontado que, para eles (os que se recusam a admitir que possa haver outra cosmovisão mais abrangente ou que simplesmente ignoram isso), o jardim seria o verdadeiro conto e tudo teria tido origem numa caverna – até mesmo o amor entre um homem e uma mulher.

Michelson Borges

Apelo de um ex-pastor da IURD

“Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? Em Teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então Eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de Mim vocês, que praticam o mal!’” (Mateus 7:22, 23). As palavras de Jesus aos falsos líderes serão duras, mas necessárias: “nunca os conheci, afastem-se de Mim vocês, que praticam o mal.”

Ontem (19/3), assisti, com tristeza, a uma reportagem na Rede Record denunciando Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD). Não tenho nada contra os fiéis dessa denominação, muito menos contra os membros da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD); acredito que existem sinceros filhos de Deus em suas fileiras que estão sendo enganados.

É evidente que se trata de um ataque direto de Edir Macedo, líder da IURD e proprietário da Rede Record, ao líder da IMPD. Valdomiro Santiago tem construído um império utilizando os conhecimentos adquiridos enquanto era pastor da IURD, de onde se desligou em 1998. As duas denominações são bem semelhantes.

Edir Macedo tem demonstrado, em muitas ocasiões, que está incomodado com o crescimento de seu antigo discípulo, pois tem se tornado uma ameaça à sua denominação. Assim, quando a Rede Globo atacou a IURD e seu líder, e por tabela a Rede Record, porque se sentia ameaçada, Edir Macedo está utilizando a mesma estratégia para atacar Valdomiro Santiago. Isso é lamentável! As acusações não partem de um desejo por justiça, mas sim por disputa de território e, principalmente, por fiéis dizimistas e ofertantes, ou como eles mesmos chamam: clientes, pois o cristianismo virou comércio e as igrejas, lojas. Pedro bem profetizou a respeito disso (cf. 2 Pedro 2:1-3).

Não quero defender Valdomiro Santiago, pois também suas palavras são ofensivas e visam a atacar Edir Macedo; mas imploro à Justiça que faça a parte dela: investigue, e se realmente forem comprovadas as acusações, que ele seja punido e desmascarado para o bem dos fiéis. Mas investiguem também a IURD e Edir Macedo. Sei que eles têm poder político e econômico, mas ainda confio na Justiça – se a dos homens falhar, a de Deus não falhará (“para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” [2 Pedro 2:3]).

Minha tristeza é por causa do evangelho que está sendo escarnecido e desmoralizado por pessoas gananciosas e que visam somente ao lucro. Que Deus tenha misericórdia dos Seus filhos que estão nessas denominações. Que o livro A Grande Esperança possa alcançá-los, pois assim Deus fez comigo.

Confesso que chorei ao escrever estas linhas, pois fui enganado como muitos que ali estão, mas Deus teve misericórdia de mim. Que essa misericórdia possa alcançar Edir Macedo e Valdomiro Santiago, bem como todos os filhos de Deus em suas fileiras.

Imploro a cada adventista do sétimo dia que se envolva no projeto “A Grande Esperança”, no próximo sábado (24/3). A luz de Deus precisa brilhar em meio às trevas deste mundo.

A luz está em nossas mãos; vamos iluminar o mundo!

(Hilton Bastos, ex-pastor da IURD)

Resistência a antibióticos pode acabar com medicina

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo está entrando em uma crise de resistência a antibióticos que pode acabar com a medicina moderna. Margaret Chan, diretora geral da OMS, alerta para o fato de que as bactérias estão ficando tão resistente aos antibióticos comuns, que isso poderia trazer nossa medicina a um ponto catastrófico. No fim, todo antibiótico pode se tornar inútil. E estamos falando de medicamentos importantes para doenças como tuberculose, malária, infecções e HIV/AIDS. Nessa nova era pós-antibiótica, os medicamentos poderiam ficar mais caros e necessitar de períodos de tratamento mais longos para surtir o mesmo efeito dos remédios atuais.

“Coisas comuns como uma garganta inflamada ou um machucado no joelho de uma criança podem voltar a matar. Estamos perdendo nossos melhores antibióticos”, afirma Chan. “Os tratamentos de substituição são mais caros, mais tóxicos e precisam de durações maiores. Para pacientes com doenças resistentes a medicamentos, a mortalidade pode subir em até 50%.”

De acordo com a Organização, o culpado é o uso errado dos antibióticos, que não são prescritos de maneira certa e são usados muito frequentemente e por muito tempo.

Santorum que banir a pornografia no país

Nesta semana, Rick Santorum declarou guerra à pornografia – e a bilionária indústria, que está agora na mira do pré-candidato republicano [norte-americano], promete não fugir da briga. Executivos e atores de produtoras pornográficas dizem que os apelos de Santorum para banir a “pornografia hardcore” são uma violação à liberdade de expressão, uma ameaça à sua subsistência e uma tática patética para obter votos. “É ridículo”, protestou ao Daily News Steven Hirsch, fundador da Vivid, uma das principais produtoras do ramo. “Acho irônico que [os republicanos] se baseiem em uma filosofia de menos governo, mas, quando chegam em assuntos como pornografia, defendam mais governo. Isso nunca vai funcionar”. Santorum, que baseia sua campanha em um programa socialmente conservador, lançou a proposta nesta semana em seu site, num texto que criticava a pornografia por ser “tóxica ao casamento e aos costumes conservadores”.

O pré-candidato exigiu uma operação contra a distribuição de pornografia na internet, além de controles mais rígidos de material sexualmente explícito na televisão, em sistemas de pay-per-view nos hotéis, e também lojas – até mesmo em relação ao material pornô entregue por correio.

Em seu site, Santorum afirmou que a pornografia nos EUA é uma “pandemia”. “Ela contribui para a misoginia e a violência contra as mulheres. É um fator que contribui para a prostituição e o tráfico sexual”.

Ainda não está claro, contudo, o que Santorum qualifica como “hardcore”. Joanna Angel, atriz e dona da produtora pornô Burning Angel Entertainment, chama a proposta de Santorum de “irritante”. Ela argumenta que tem um negócio legítimo e que espera ver a Casa Branca se concentrar em questões mais prementes, como a economia.

“Nós, que trabalhamos no setor, não estamos tentando fazer mal a ninguém”, disse Angel, de 31 anos. “Neste momento, estamos apenas tentando manter nossos empregos. Já estamos feridos economicamente por não podermos vender no iTunes, Netflix e na Amazon. E ainda ameaçam tirar as poucas áreas de distribuição que nos restam? Gostaria que as pessoas parassem de nos ver como monstros imorais e compreendessem que sofremos com os mesmos problemas que sofrem outros norte-americanos nesse momento”, acrescentou.

Ryan Keely, uma atriz de filmes adultos, disse que a guerra declarada por Santorum “é uma clara tentativa de excitar sua base conservadora. Não há nenhuma maneira de acabar com a pornografia”. A batalha contra a pornografia não é novidade. Já faz tempo que políticos conservadores protestam contra filmes sexualmente explícitos. Em 1969, a Suprema Corte proibiu os Estados de criminalizar a posse de material obsceno para uso pessoal. Sendo assim, poderia Santorum, caso eleito, realmente proibir a pornografia?

De acordo com o professor de direito da Universidade da Califórnia, Eugene Volokh, a resposta é sim. “Se o governo quisesse ser agressivo contra a pornografia na internet, poderia fazer isso”, disse ele ao jornal Daily Caller. “Aqui está o negócio: na maior parte do país, um monte de pornografia na internet poderia ser visto como obsceno.”

Hirsch, da Vivid, tem a opinião contrária. Para ele, é difícil definir o que é obsceno. “Legislar moralidade nunca funciona”, disse.

Um agravante para a proposta de Santorum é a enorme popularidade da pornografia, diz Allison Vivas, CEO da Pink Visual Productioni, produtora de filmes adultos. “Há provas contundentes de que cada vez mais homens adultos desfrutam da pornografia”, disse Vivas. “Claro, ainda existem algumas pessoas lá fora que não gostam de pornô, mas mesmo nesse caso, quantos deles realmente querem que o Departamento de Justiça dos EUA gaste seu tempo e recursos para acusar empresas de fazer um entretenimento protegido pela Primeira Emenda e consumido por muitos norte-americanos voluntariamente?”

Nota: Santorum tem toda razão quando argumenta que a pornografia está corroendo a sociedade norte-americana (e mundial) e que estimula até mesmo crimes. Os argumentos defendidos pelos profissionais do ramo pornográfico são ridículos. Pintam um quadro inocente de uma indústria nociva e lavam as mãos como se suas produções fossem mesmo inofensivas. Mas há um detalhe preocupante em tudo isso: a produção e a venda de pornografia são protegidas pela Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que assegura igualmente liberdade de expressão e de culto. Seria o combate à pornografia (algo lícito) mais um argumento para mudar a Primeira Emenda (algo perigoso)?[MB]

segunda-feira, março 19, 2012

Roupa suja lavada em público

“Basta olhar tudo o que foi feito em seu [do Cristianismo] nome nos últimos milênios para perceber que o Cristianismo poderia ter sido a melhor das religiões, mas nunca foi praticado direito”, disse o famoso escritor Arthur Clarke, à Folha de S. Paulo do dia 22 de agosto de 1997. Sempre me dói o coração quando leio essas palavras de um dos meus autores de ficção científica preferidos na adolescência. Por quê? Simplesmente porque ele está coberto de razão. De modo geral (sim, porque sempre houve um remanescente fiel para representar o verdadeiro cristianismo), em toda a história, a religião fundada por Jesus Cristo sempre foi mal representada, basta pensar na Inquisição, nas Cruzadas, na nefasta união entre Igreja e Estado e agora na sujeirada lavada em público pelos expoentes da espúria teologia da prosperidade. Dá vergonha, especialmente quando pensam que evangélico é tudo “farinha do mesmo saco”.

Segundo informações do site Gospel Prime, neste domingo, durante mais de 30 minutos, foi apresentada uma reportagem investigativa no programa Domingo Espetacular, exibido pela Rede Record, que colocou mais lenha na briga entre duas religiões superlativas: a Universal do Reino de Deus (IURD) e a Mundial do Poder de Deus (IMPD) (daqui a pouco, alguém vai criar a Igreja Galática...). A emissora da Igreja Universal denunciou as irregularidades financeiras da Igreja Mundial, cujo presidente, o “apóstolo” Valdomiro Santiago, já foi líder na Universal, da qual saiu em 1998.

Segundo a reportagem de Marcelo Rezende, no ano passado, Valdomiro Santiago e sua esposa, a “bispa” Francileia de Oliveira, adquiriram com dinheiro da igreja duas fazendas na cidade de Santo Antônio do Leverger, MT, avaliadas em 50 milhões de reais. “Usadas para atividade pecuária, estima-se que existam ao todo cinco mil cabeças de gado, avaliadas em R$ 6,5 milhões de reais”, informou Rezende. No total, as duas fazendas totalizam 26.134 hectares, quase duas vezes o tamanho de Jerusalém, capital de Israel. Além disso, a reportagem da Record mostrou outros bens pertencentes ao apóstolo, como jatinhos, helicópteros e carros de luxo.

Segundo o Gospel Prime, entre as acusações feitas a Valdemiro estão, principalmente, a de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. “Como no Brasil as igrejas são isentas de impostos e não precisam prestar contas ao governo de suas arrecadações, aparentemente a IMPD precisou usar ‘laranjas’ para adquirir esses e outros bens”, explica o site. E diz ainda: “Ficou claro durante a exibição do material a rivalidade existente entre os dois líderes [Edir Macedo e Valdomiro], pois em vários momentos foram mostradas as provocações de Valdomiro na TV ao falar de Edir Macedo. Também se evidenciou a rivalidade das igrejas que muitas vezes ocupam prédios na mesma rua ou até mesmo vizinhos.”

O Domingo Espetacular mostrou, também, que Valdemiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição. E lembrou o episódio em que três pastores da IMPD foram presos em 2010, acusados de tráfico internacional de armas. O destino das armas: traficantes de drogas do Rio de Janeiro, que teriam ligação com a igreja. Foi exposta na matéria a situação de mais de 50 templos da IMPD que estariam com ordens de despejo por falta de pagamento. Donos dos imóveis foram entrevistados e também um jurista que pediu publicamente que a Receita Federal investigue Valdemiro e sua igreja.

Valdemiro é o típico caso do filho que se volta contra o pai. Aprendeu com seu criador as técnicas de arrecadação de dinheiro das massas que buscam a prosperidade acima do Reino (sem generalizar, porque há entre esses fieis muita gente sincera e iludida). Agora, com seu império em franco crescimento, passa a incomodar o concorrente antes aliado. Será que eles se preocupam com o que Jesus pensa de tudo isso? Será que em algum momento se lembram de que terão que confrontar a lista de seus pecados no juízo de Deus? Ou já não mais creem em nada disso, cegados que estão pelas riquezas deste mundo? Valdomiro, em suas fazendas, e Macedo, em suas mansões, ainda se lembram de que têm um Céu a ganhar? Ou o Céu deles, para eles, é aqui mesmo, financiados pelos súditos do império que construíram?

Curiosamente, na semana passada, a revista Veja (edição 2.260) publicou denúncias contra outros líderes religiosos: o “pastor” Marcos Pereira (fundador da Assembleia de Deus dos Últimos Dias), acusado de abuso sexual, tortura de crianças e conivência com a bandidagem; e o deputado federal “pastor” Mário de Oliveira, líder da Igreja do Evangelho Quadrangular, acusado de mandar matar desafetos! Oliveira teria contratado um pistoleiro para assassinar Maria Mônica Lopes, ex-cunhada do parlamentar. Por quê? Porque Maria, ao se separar de um irmão de Oliveira, ficou com metade de uma fazenda que, na verdade, pertenceria ao “pastor”. Mas não para aí. Em 2007, a polícia de São Paulo prendeu um pistoleiro supostamente contratado por Oliveira para matar o então deputado federal Carlos Willian, ex-integrante da Igreja Quadrangular. E o deputado também é investigado no Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.

Com “amigos” como esses, o cristianismo realmente não precisa de inimigos. Se Arthur Clarke estivesse vivo, poderia dizer: “Estão vendo? É exatamente como eu disse há 15 anos.” E é exatamente o que muitos ateus, agnósticos, sem religião e outros têm dito em nossos dias. Ah, esses lobos vestidos de ovelha, arremedo de cristãos terão que dar conta das pedras de tropeço colocadas entre Deus e os seres humanos!

Michelson Borges

Consumo diário de carne vermelha aumenta risco de morte

Comer uma porção diária de carne vermelha processada pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%, segundo estudo realizado com mais de 120 mil pessoas nos Estados Unidos e divulgado na última segunda-feira (12). O estudo, feito por especialistas da Universidade de Harvard (Massachussetts, nordeste), dá evidências de que comer carne vermelha aumenta o risco de doenças cardíacas e câncer. No entanto, também sugere que substituí-la por peixe e carne de frango pode reduzir o risco de morte prematura. “Esse estudo oferece evidência clara de que o consumo regular de carne vermelha, especialmente carne processada, contribui substancialmente para uma morte prematura”, disse Frank Hu, autor principal do estudo, publicado na revista Arquivos de Medicina Interna.

Os cientistas trabalharam com base em dados de um estudo feito com 37.698 homens, acompanhados por 22 anos e de 83.644 mulheres, estudadas por 28 anos. Os participantes foram consultados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos. Aqueles que comiam uma porção diária, da espessura de um baralho de cartas, de carne vermelha sem processar, demonstraram um risco 13% maior de morrer do que aqueles que não comiam carne vermelha com tanta frequência.

Se a carne vermelha é processada, como salsichas ou toucinho, o risco aumentava para 20%. No entanto, substituir a carne vermelha por nozes provou reduzir o risco de mortalidade total em 19%, enquanto o consumo de grãos inteiros ou de carne de ave diminuiu o risco em 14% e o peixe, em 7%.

Os autores afirmaram que de 7% a 9% de todas as mortes no estudo “poderiam ser evitadas se todos os participantes consumissem menos de 0,5 porção diária de carne vermelha total”.

A carne vermelha processada demonstrou conter ingredientes como gorduras saturadas, sódio, nitritos e outras substâncias, vinculadas a muitas doenças crônicas, inclusive doenças cardíacas e câncer.

“Mais de 75% dos 2,6 trilhões de dólares em custos anuais de cuidados com a saúde dos Estados Unidos são de doenças crônicas”, afirmou Dean Ornish, médico e especialista em dietas da Universidade da Califórnia em San Francisco, em comentário que acompanhou a pesquisa. “É provável que comer menos carne vermelha reduza a morbidade com essas doenças, reduzindo assim os custos com atenção médica”, emendou.

(UOL)
Nota: Consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de morte para o ser humano e, com certeza, para os animais que fornecem a carne – esses não correm risco; eles morrem mesmo. Dois bons motivos para optar pela dieta vegetariana (ou, de início, ovolactovegetariana). “Os que se alimentam de carne não estão senão comendo cereais e verduras em segunda mão; pois o animal recebe destas coisas a nutrição que dá o crescimento. A vida que se achava no cereal e na verdura passa ao que os ingere. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Quão melhor não é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para nosso uso! A carne nunca foi o melhor alimento; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez. Os que comem alimentos cárneos mal sabem o que estão ingerindo. Frequentemente, se pudessem ver os animais ainda vivos, e saber que espécie de carne estão comendo, iriam repelir enojados” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 313).[MB]