terça-feira, janeiro 22, 2013

Camarão não mudou em “100 milhões de anos”

O único exemplar no mundo de um fóssil de camarão, com mais de 100 milhões de anos, foi encontrado na Bacia Sedimentar do Araripe. O achado [foi] apresentado ao público [...] na sede do Geopark Araripe, em Crato. A descoberta aconteceu em maio do ano passado, durante a maior escavação controlada do Nordeste, iniciada em agosto de 2011, na região. A concreção foi vista em Jamacaru, distrito de Missão Velha. O material foi identificado entre 1.236 peças retiradas dessa escavação. Somente agora vem à publico, porque estava em análise para descrição científica. Foram mais de 20 pesquisadores envolvidos no trabalho, iniciado em agosto de 2011, na cidade de Araripe. A pretensão inicial era também encontrar fósseis do período Jurássico.

Dessa escavação controlada, da pesquisa “Estudos Sistemáticos e Paleoecológicos da Fauna de Vertebrados das Formações Crato e Romualdo (grupo Santana) da Bacia do Araripe”, coordenada pelo pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Urca) e paleontólogo, Álamo Feitosa Saraiva, foram encontrados mais dois grandes exemplares de fósseis.

A asa de um pterossauro gigante, além de uma tartaruga, que está sendo descrita, foram achadas logo no início dos trabalhos, em 2011. As escavações vinham sendo acompanhadas por um dos maiores nomes da Paleontologia brasileira, o pesquisador Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Museu Nacional. Ele será homenageado hoje, durante a solenidade de apresentação do exemplar, com o nome científico do material encontrado na reserva de Jamacaru.

O fóssil de camarão, do período Cretáceo, de mais de 100 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], é semelhante ao crustáceo do gênero que se conhece atualmente. Antes, segundo o pesquisador Álamo Feitosa, foram encontrados outros exemplares, mas na barriga de peixes fossilizados, comuns de serem vistos na área da Bacia Sedimentar do Araripe.

As novas descobertas mostram, para Álamo Feitosa, a importância do desenvolvimento da pesquisa na região e a variedade de fósseis que podem ser descobertos. “Em apenas uma escavação controlada, podemos comprovar isso”, acrescenta. A Bacia do Araripe sempre foi vista como um verdadeiro museu a céu aberto do mundo de fósseis. Somente durante essa pesquisa controlada, desenvolvida por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Nacional (CNPq), com apoio do Geopark Araripe, foram coletados mais de quatro mil exemplares. [...]

(Diário do Nordeste)

Nota: Curiosamente, sempre que é encontrado um fóssil de “milhões de anos”, seu correspondente vivo é praticamente igual (com exceção do tamanhos, que geralmente é maior nos bichos “pré-históricos”). As relações de ancestralidade macroevolutiva sempre são feitas com base em animais tidos como extintos, portanto, trata-se de uma construção hipotética e arbitrária.[MB]

Criação, um Tema Bíblico


Leia o comentário desta lição aqui.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Criacionistas que fazem boa ciência

Por “boa ciência” geralmente se entendem aquelas pesquisas feitas com bastante rigor e que fornecem dados experimentais sólidos, reconhecidos por outros pesquisadores da área e divulgados em publicações científicas. Os evolucionistas geralmente acusam os criacionistas de não fazer “boa ciência” e de “parasitar” os dados obtidos em pesquisas de “cientistas darwinistas”. Ignoram (deliberadamente?) que praticamente não existe verba para pesquisas que tenham viés criacionista e que é forte o preconceito contra cientistas que pensam de modo diferente do mainstream acadêmico. O 7º Encontro de Criacionistas, realizado no Unasp, campus São Paulo, entre os dias 17 e 20 de janeiro, serviu para mostrar que esse preconceito é infundado. Entre os palestrantes, estavam os cientistas adventistas Arthur Chadwick (biólogo e paleontólogo) e Leonard Brand (doutor em biologia evolutiva pela Cornell University). Ambos apresentaram relatórios interessantes de suas pesquisas de campo (o Dr. Chadwick praticamente “morou” por dez anos no Grand Canyon e hoje realiza pesquisas sobre fósseis de dinossauros no Wyoming [confira aqui]).

Entre os palestrantes brasileiros estavam os Drs. Marcos Eberlin (químico da Unicamp), Nahor Neves de Souza Jr. (geólogo do Unasp) e Eduardo Lutz (astrofísico), entre outros.

Lamentavelmente, embora o evento tenha sido divulgado dentro e fora da Igreja Adventista, não havia sequer um evolucionista entre os cerca de 200 participantes de todo o país (e se havia, não quis se manifestar para ganhar um livro de presente). No 6º Encontro (me lembro bem), um repórter da Folha de S. Paulo participou anonimamente do evento, sem entrevistar sequer um palestrante ou a equipe organizadora.

Seria bom que muito mais gente tivesse visto e ouvido o que nós vimos e ouvimos. Seria bom que muito mais professores e estudantes da rede adventista de educação tivessem estado lá, a fim de ampliar seus conhecimentos. Seria bom que mais membros de igreja compreendessem a importância do criacionismo no contexto atual em que o secularismo e o relativismo crescem em nossa sociedade. E seria bom que os evolucionistas se dessem pelo menos ao trabalho de ouvir o que nossos cientistas têm a dizer.

Na edição de março da Revista Adventista, publicarei uma reportagem com mais detalhes sobre o evento. Antes disso, não se esqueça do evento on-line de fevereiro e de que em maio o Unasp campus Engenheiro Coelho sediará um simpósio universitário sobre criacionismo.

Os artigos dos palestrantes podem ser lidos aqui. E abaixo estão algumas fotos do encontro em São Paulo.

Michelson Borges

Público presente no sábado

Palestrantes do evento

Homenagem ao Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente-fundador da SCB

Museu de Ciências Naturais do Unasp

Com o Dr. Arthur Chadwick (e sua gravata com dinossauros)

Com o Dr. Marcos Eberlin

Com o amigo Dr. Nahor

Encontro de universitários em Taguatinga

Ativista de 19 anos protesta contra o criacionismo

A história de Zack Kopplin, ativista de 19 anos, começa em 2008. Foi nesse ano que o estado americano da Louisiana, onde ele vive, aprovou a Lei “Louisiana Science Education Act”, que permite que professores levem material suplementar fora do currículo para as salas de aula, dando liberdade para que sejam ensinadas, por exemplo, teorias criacionistas e nada sobre evolução. Na época, Kopplin estava na escola e escreveu uma redação revoltada sobre isso em sua aula de inglês. Hoje, cinco anos depois, ele estuda história na Universidade Rice e é um dos ativistas mais temidos pelos criacionistas. Isso porque na época em que a lei foi aprovada, professores não apenas levavam material extra sobre criacionismo para a aula, mas passaram a substituir livros de ciência por textos religiosos. E, em 2010, o estado precisou decidir quais seriam os novos livros a serem usados em escolas públicas - criacionistas queriam barrar livros baseados em teorias científicas [como sempre, a mídia não deixa claro que macroevolução não se trata de sinônimo de ciência]. “Achei que alguém mais fosse se manifestar sobre isso, que alguém tomaria uma atitude. Mas ninguém fez nada. Então eu agi”, conta Koppling.

Ele criou duas petições para impedir que professores levem material criacionista para as escolas e, com a ajuda da senadora Karen Carter Peterson, pretende criar a terceira.

As suas primeiras tentativas foram derrotadas em votações parlamentares, com o argumento de que muitas escolas que trabalham com material criacionista são privadas. “Eles podem ensinar o que quiserem em escolas particulares, mas o estado usa dinheiro público e deve prestar contas ao público”, argumenta. Zack também conta que não é contra o ensino de religião, mas é contra o ensino de religião em aulas de ciência.

Os esforços de Zack ainda não alcançaram o objetivo esperado, mas eles não passaram despercebidos - fundamentalistas já o acusam de anticristo e, acredite se quiser, ele foi acusado até de causar o furacão Katrina.

Kopplin não se preocupa apenas com o ensino de criacionismo, mas na falta de preparo de crianças americanas. “Aqui negamos conceitos de domínio público, como as mudanças climáticas e vacinas”, explica. Para resolver isso, ele acredita em uma melhor educação e em mais verba para o desenvolvimento científico - segundo ele, os EUA deveriam destinar um trilhão de dólares para a ciência. De acordo com ele, as futuras gerações precisarão cada vez mais da ciência para terem condições de vida melhores.


Nota: Há muitas nuances sutis numa notícia como essa. Primeiramente, Kopplin não está de todo errado em suas reivindicações. O evolucionismo é uma hipótese científica (embora em grande parte possa ser considerado ciência histórica) e merece ser estudado. Há aspectos desse modelo que ajudam a compreender o funcionamento da vida e a adaptação dos seres a ela, como a seleção natural e as mutações, por exemplo. Como fenômeno cultural, o criacionismo bíblico também merece espaço de discussão nas salas de aula, quem sabe em aulas de filosofia ou mesmo de religião. Mas isso dificilmente seria feito de maneira apropriada, afinal, quantos professores realmente sabem o que é criacionismo? Lamentavelmente, essa controvérsia é tratada de maneira muito “apaixonada” nos Estados Unidos e vem misturada com política por lá. As declarações deselegantes de certos religiosos norte-americanos mais exaltados (como a afirmação de que Kopplin seria o anticristo!) apenas denigrem o cristianismo. O ideal mesmo seria treinar os professores (e convencê-los disso) para que sejam capazes de ensinar um evolucionismo crítico, destacando seus aspectos factuais (bastante limitados) e suas insuficiências epistêmicas e aspectos metafísicos (como a macroevolução e o naturalismo ontológico/filosófico). Para encerrar, uma ponderação: Será que a mídia daria o mesmo destaque (ou abordaria o assunto de maneira respeitosa), caso um jovem se insurgisse contra o ensino dogmático da evolução nas escolas? Duvido muito.[MB]

Filho de Darwin disse que ele era agnóstico

“A citação de Lady Hope sobre o ponto de vista religioso de meu pai é muito falsa. Tenho publicamente a acusado de falsidade, mas não vi nenhuma resposta. O ponto de vista agnóstico do meu pai é apresentado no meu Life and Letters of Charles Darwin, v. 1, p. 304-317. Você tem a liberdade de publicar a declaração acima. Na verdade, ficarei feliz se você fizer isso. Atenciosamente, Francis Darwin. Brookthorpe, Gloucester, 28 de maio de 1918.” [Sir Francis Darwin (1848-1925)]

(Citado por James Moore, The Darwin Legend, Baker Book House, MI: 1994, p. 21)

Para retificar esta postagem: “Darwin diante da morte” (Darwin não era ateu; tampouco se reconciliou com a religião [quanto se saiba, pois ninguém pode saber exatamente o que se passa na mente de alguém antes da morte]. Ele era agnóstico)

Megan Fox revela que ora em línguas desde os oito anos

Megan Fox, 26, é uma das atrizes de Hollywood mais desejadas do momento, uma verdadeira sex symbol. Desde que despontou para a fama mundial no filme “Transformers”, em 2007, sua vida mudou. Ela ficou conhecida no mundo todo e tudo que faz vira noticia. Mas ela prefere viver uma vida tranquila, casou em 2010 com o ator Brian Austin Green e em setembro passado teve seu primeiro filho, Noah. O que pouca gente sabe é que ela vem de uma família evangélica pentecostal, do Estado do Tennessee. Em uma longa entrevista à revista Esquire de fevereiro, ela revela que sua fé em Jesus e vida familiar são suas prioridades no momento.

Revelou que cresceu indo à igreja e vive uma luta constante com a fama, temendo que isso prejudique outros aspectos de sua vida. Para ela é difícil ser vista por milhões de pessoas como um “objeto sexual”. Por isso diz que tem escolhido interpretar personagens diferentes da “mocinha sensual” que a deixou famosa.

Durante a entrevista, explicou que foi batizada no Espirito Santo aos oito anos de idade e desde então fala em línguas. “Parece que uma grande corrente de energia elétrica vem sobre sua cabeça […] Em seguida, todo o meu corpo é preenchido com essa corrente elétrica, e começo a falar, mas sem pensar ou entender o que digo... As palavras saem da boca, e não posso controlar... é uma língua que só Deus entende. É a língua falada no céu”, explica. Ela enfatiza que até hoje tem dificuldades para “se segurar” quando vai aos cultos, com medo do que as pessoas poderão pensar.

A atriz diz que não se sente confortável com o estilo de vida das celebridades e não gosta de fazer fotos provocantes. Ela rejeita ter de mostrar o corpo, embora reconheça que deve seu sucesso à beleza. “Eu me sento impotente diante dessa imagem... como as pessoas me veem... parece que não tenho mais nada para mostrar [além do corpo].”

Ela já teve problemas com drogas leves, mas hoje não usa nada nem bebe álcool. “Você tem que entender... Fui criada para acreditar que você está seguro nas mãos de Deus. Mas eu não me sinto segura quando olho pra mim mesma.”

Revela ainda que pensa seguidamente sobre o fim do mundo. “Eu li o livro do Apocalipse um milhão de vezes... Não faz sentido, obviamente. Precisa ser interpretado. O que é o dragão? O que é a prostituta? O que são estas coisas? O que é essa imagem? O que João estava vendo? Quem é o Anticristo?... Quando as guerras acontecem na Terra Santa, como recentemente... Se isso é um sinal do fim dos tempos, onde estão os outros?”, questiona.


Nota: Não costumo julgar as pessoas pelas aparências, afinal, somente Deus conhece o coração. Mas Fox não é exatamente (ou pelo menos não foi) um referencial em bom comportamento (sob a ótica cristã). Embora tenha tomado uma decisão sábia recentemente (leia aqui), durante muito tempo a moça protagonizou cenas nem um pouco discretas nos filmes que estrelou e admitiu ter usado drogas. No entanto, o “dom de línguas” a acompanha desde os oito anos! Pela descrição dela, o fenômeno do transe que ela experimenta é semelhante ao dos demais pentecostais, com perda de controle e a emissão de sons desconexos. Obviamente que esse não se trata do dom de línguas bíblico (leia mais sobre isso aqui). Mais: ela revela total desconhecimento da profecia apocalíptica, chegando a afirmar que “não faz sentido”. Sempre me perguntei como alguém que alega ter o dom do Espírito Santo não consegue entender a vontade expressa de Deus em Sua Palavra (como os Dez Mandamentos e as regras dietéticas, por exemplo). Como pessoas que dizem receber “revelações” de Deus não conseguem compreender a suprema revelação dEle na Bíblia?[MB]

domingo, janeiro 20, 2013

Nos bastidores da ciência

Um surto de sinceridade varreu a comunidade científica durante a semana passada. Normalmente, os periódicos científicos exigem uma postura impessoal, linguagem técnica e precisão absoluta para publicar um estudo. Por causa disso, dificilmente captam o que acontece de verdade nos laboratórios. Os trabalhos parecem ser feitos por seres geniais, incapazes de errar. Os cientistas, no entanto, resolveram quebrar esse véu de silêncio e mostrar as verdadeiras práticas por trás de suas pesquisas. No Twitter, eles criaram a hashtag  #overlyhonestmethods (métodos honestos demais, em inglês) e começaram a postar mensagens revelando o que deveria estar escrito em muitas pesquisas científicas se elas exigissem honestidade absoluta.

Tudo começou com duas postagens de uma neurocientista e blogueira conhecida apenas como @dr_leigh, publicadas na segunda feira. “Nós fizemos o experimento número 2 porque não sabíamos o que fazer com o resultado do experimento número 1 #overlyhonestmethods”, escreveu.  Em seguida, postou: “A incubação durou três dias porque esse é o tempo pelo qual o estudante esqueceu o experimento na geladeira #overlyhonestmethods.” Como se fosse uma verdade há muito tempo presa na garganta dos cientistas, o uso da hashtag explodiu, gerando milhares de mensagens na rede social.

Com isso, escancararam para o mundo o que antes era uma piada interna da comunidade científica. Algumas das postagens brincavam com a própria linguagem usada nas pesquisas, citando truques e macetes empregados para agradar os revisores e chamar atenção para a pesquisa.

“Dois dias para isolar a proteína, cinco semanas para pensar em um hilário nome de duplo sentido para o gene.” @drugmonkeyblog

“Nós usamos jargão em vez de inglês simples para provar que uma década de pós-graduação e pós-doutorado nos tornou espertos.” @eperlste

Os tuítes serviram para mostrar que o trabalho científico nem sempre acontece de modo tão objetivo quanto o citado nos periódicos. Os experimentos, por exemplo, podem ter resultados diferentes do esperado, e a hipótese inicial tem de ser alterada. Os erros e os improvisos, muitas vezes, são mais importantes que os acertos. No entanto, as publicações costumam tratar o cientista como se ele tivesse domínio completo de todos os passos do experimento. “Ao publicar um artigo queremos parecer controladores totais do universo. Mas às vezes é o acaso que nos leva a descobrir algo que não estamos procurando”, diz Leandro Tessler, professor do Instituto de Física da Unicamp.

“Queríamos saber o que aconteceria se fizéssemos X, só pela diversão. Grande explosão! Nós criamos a hipótese depois.” @BoraZ

“As fatias foram deixadas em um banho de formol por mais de 48 horas, porque eu as coloquei ali na sexta-feira e me recuso a trabalhar nos finais de semana.” @aechase

“As amostras foram preparadas por nossos colegas do MIT. Nós assumimos que não havia nenhuma contaminação porque, bem... eles são do MIT.” @paulcoxon

É claro que nem todas as histórias citadas aconteceram de verdade, mas são reveladoras das condições enfrentadas pelos pesquisadores em seu cotidiano. Os tuítes foram sintomáticos da falta de dinheiro para pesquisa, dos equipamentos defasados e do improviso generalizado – o que não impede o trabalho de ser feito. “Mesmo em laboratórios muito ricos, às vezes é mais prático usar material improvisado. As fitas dupla-face, por exemplo, são conhecidas como as melhores amigas do cientista ótico, pois ajudam a montar as diversas partes dos equipamentos”, diz Tessler.

“Nós não lemos metade das pesquisas que citamos porque elas estão atrás de um paywall (sistema de assinatura de algumas publicações científicas).” @devillesylvain

“Deveríamos ter feito mais experimentos, mas nosso financiamento acabou e publicamos o estudo mesmo assim.” @ScientistMags

“As amostras de sangue foram giradas a apenas 1.500 rotações por minuto porque a centrífuga fazia barulhos assustadores a velocidades maiores.” @benosaka

As mensagens também foram reveladoras da personalidade de alguns pesquisadores. Em vez de ser movidos pelos propósitos científicos mais nobres, eles também podem ser guiados pela inveja, ambição e mesquinharia – como qualquer ser humano. Isso acaba dificultando o trabalho em equipe.

“Nós decidimos dividir o papel de autor principal do estudo porque essa é uma decisão menos sanguinária do que duelar.” @eperlste

“Nós não demos a referência para determinada informação porque ela vem de uma pesquisa de nossos arquirrivais.” @AkshatRathi

“Eu usei estudantes como objetos de pesquisa porque os ratos são caros e costumamos ficar muito ligados a eles.” @oprfserious

Em vez de depor contra o método científico, o fenômeno #overlyhonestmethods pode ter ajudado o público a compreender o que, de fato, acontece nos laboratórios. Segundo Tessler, a cultura popular cultiva uma imagem equivocada dos pesquisadores. A ideia do cientista maluco, controlador, descabelado e genial surge da própria maneira de se ensinar ciência nas escolas. “Ao ler alguns livros didáticos de física, temos a impressão de que Isaac Newton formulou todas as suas teorias logo após sentir a maçã caindo em sua cabeça”, afirma Tessler.

Com os tuítes, os cientistas mostraram que são pessoas comuns, passíveis de falhas, atos de egoísmo e até donos de algum senso de humor. E essas características, ao invés de atrapalhar, podem ajudar a chegar a novas descobertas científicas. Não espere ver, porém, essa honestidade aparecer tão cedo nos periódicos científicos.

“Os cérebros foram removidos e dissecados, em média, em 58 segundos. Sabemos disso com essa precisão por causa de uma competição em nosso laboratório.” @SciTriGrrl

“Não sabemos como os resultados foram obtidos. O aluno de pós-doutorado que fez todo o trabalho abandonou os estudos para abrir uma padaria.” @MrEpid

“Não posso enviar os dados originais porque não me lembro o que significam os nomes dos meus arquivos no Excel.” @mangoedwards

“Os locais onde colhemos amostras coincidiram com resorts tropicais porque o trabalho de campo não precisa ser somente lama e agonia.” @Myrmecos

“Os dados usados estão velhos porque, no tempo entre escrever o trabalho e fazer a revisão, eu tive um filho.” @researchremix

País da baixaria, da irreverência e do carnaval

As duas notícias a seguir são do portal G1 e mostram o nível da moral e do (des)respeito em nosso país:

Um grupo de travestis de Fortaleza lança nesta quarta-feira (16) a 2ª edição do “translendário”, um calendário ilustrado com imagens de travestis em referência a símbolos religiosos. Neste ano, o grupo se inspirou em santos de diversas religiões para criar os próprios deuses e santos protetores dos travestis [eles exigem respeito, mas não respeitam a fé alheia]. Em 2012, o calendário do mesmo grupo gerou polêmica ao replicar imagens sacras, como a Última Ceia, de Leonardo da Vinci, e Pietà, de Michelangelo. “No ano passado nós retratamos imagens clássicas, não apenas religiosas. Se eles entenderam isso como ofensivo, esse vai ser mais ainda”, diz o idealizador do projeto, Silvero Pereira. Numa das páginas do translendário 2013, há uma crucificação inspirada em um quadro de Salvador Dalí. “O objetivo não é retratar Jesus Cristo. Nós nos inspiramos em religiões e criamos nossos santos e deuses”, explica o diretor de arte do translendário, Andrei Bessa. [...]

Inspirada em uma santa católica, o grupo também criou a “Nossa Senhora Protetora das Esquinas”. “A ideia dessa santa é proteger os travestis que se prostituem nas esquinas de Fortaleza e de todo o Brasil”, explica o diretor de arte. [...]


Para o carnaval 2013 de São Paulo, a escola de samba Mocidade Alegre pretende chamar a atenção do público e dos jurados com um apelo especial: um convite à tentação de ser Deus por um dia. A Mocidade Alegre é a terceira a passar pelo Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, no sábado (9), segundo dia de desfiles do Grupo Especial. Seu enredo é “A sedução me fez provar, me entregar à tentação... da versão original, qual será o final?” Prometendo um desfile bem colorido e animado, a escola e seus 3,2 mil componentes pretendem recriar dogmas da humanidade e contos de fadas na avenida, em uma tentativa de questionar verdades e conceitos que são transmitidos de geração para geração. “De tudo aquilo que nos foi contado ao longo dos tempos, até que ponto podemos ser donos dos nossos caminhos e das verdades que nos são apresentadas? Assim, a nossa proposta é nos tornarmos donos dessas histórias e mudarmos esses finais”, conta o carnavalesco Sidnei França. A Mocidade desfilará com cinco setores, cinco alegorias e 25 alas.

Com o propósito que questionar valores, o primeiro setor da escola vai trazer exatamente um convite à sedução. Ele será formado pela comissão de frente, pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira - Emerson Ramires e Karina Zamparolli -, um grupo de teatro e o carro abre-alas. “Vai ser uma versão de pecado original, com maçãs e serpentes. E uma vez mordida a maçã, você não tem mais como fugir, tem que conhecer a história da Mocidade Alegre”, diz França.

O segundo setor apresenta novas versões dos conceitos universais no ponto de vista da escola. No universo da Mocidade, quem peca não vai para o inferno, mas para o céu. “Haverá sete alas representando os sete pecados capitais, seguidas pelo céu, que é a própria redenção. O carro, porém, não vai mostrar um céu convencional. Ele vai virar uma balada para mostrar porque é tão gostoso pecar e ir para lá”, comenta o carnavalesco. Assim, harpas serão trocadas por guitarras estilizadas, os anjos vão se tornar DJs, São Pedro vai ser o responsável por checar o nome na lista de convidados e Deus vai se tornar o anfitrião da festa. Os 240 ritmistas estarão no clima do enredo e vão integrar uma das alas deste setor, representando o pecado capital da Ira. [...]

sábado, janeiro 19, 2013

Convite: Em Busca das Origens

quinta-feira, janeiro 17, 2013

A criação concluída

Ideia central 1: A Bíblia não deixa claro se a fonte de luz do primeiro dia da semana da criação era o Sol, o próprio Deus ou uma supernova, por exemplo. Também não fica claro se Deus trouxe o Sol e a Lua à existência no quarto dia ou “apenas” os revelou para um observador na Terra. O fato é que desde o primeiro dia da criação já houve tarde e manhã, o que tornam necessárias a rotação do planeta e uma fonte de luz. A menção à criação das estrelas parece ser uma frase parentética, sugerindo que elas tenham sido criadas antes do sistema solar ou da Terra. Assim como os planetas, as luas e as estrelas revelam planejamento e ordem. Na Terra, os seres criados também revelam as digitais do Criador. Basta pensar, por exemplo, na engenharia do voo, no sonar dos golfinhos ou mesmo na tremenda quantidade de informação complexa e específica contida no DNA.

Ideia central 2: Em Sua sabedoria e soberania, Deus decidiu realizar a criação em sete dias literais de 24 horas, ciclo que permanece até hoje, independentemente de quaisquer movimentos astronômicos, como os que determinam os dias, os meses e os anos. No fim dessa semana está o sábado – presente de Deus para o ser humano (Mc 2:27), que deve ser usado para aprofundar a relação criatura-Criador. Se a semana da criação não tivesse sido composta de dias literais de 24 horas, o próprio mandamento do sábado (Êx 20:8-11) perderia o sentido, já que ele serve para lembrar que Deus criou o mundo exatamente em seis dias. Aliás, nas Escrituras, a palavra yom (“dia”) invariavelmente significa um período literal de 24 horas, quando precedida por um numeral, o que ocorre 150 vezes no Antigo Testamento. É claro que Deus poderia ter criado a vida neste mundo em seis mil anos ou em seis segundos, mas a revelação bíblica deixa claro que Ele escolheu criar em seis dias e “descansar” no sétimo. Ponto final.

Para refletir

1. Que luz foi aquela criada no primeiro dia da semana da criação? E quanto ao Sol, à Lua e às estrelas, mencionados apenas no quarto dia?
2. De que forma os seres criados revelam as digitais do Criador?
3. Qual é o propósito do sábado e que evidências temos de que os dias da criação tinham 24 horas, como hoje?




Apresentação em Prezi (aqui).

Fórum Mundial: preparo para encontrar os ETs

Dado o avanço nas observações do cosmos e o ritmo da exploração do espaço nas últimas décadas, é cada vez mais viável que os cientistas encontrem algum indício de vida fora da Terra. Por isso, afirma novo documento do Fórum Econômico Mundial, é preciso que os países e as grandes organizações comecem a discutir, desde já, os efeitos dessa grande descoberta. No relatório Riscos Globais deste ano, o Fórum lista alguns dos “fatores X” que devem entrar na roda de debates da comunidade internacional por terem suas consequências incertas para o futuro da humanidade. Além da vida extraterrestre, são citados outros quatro tópicos, como as implicações das habilidades sobre-humanas, o custo da longevidade para o planeta, o descontrole das mudanças climáticas e o da falta de regulamentação na geoengenharia (tecnologia usada para controle do clima).

De acordo com o documento, é possível que, dentro de dez anos, sejam encontradas evidências de que a Terra não é única e que a vida pode existir em algum lugar do Universo. Quando isso acontecer, impacto a curto prazo será centrado na comunidade científica. Grande parte do fluxo do dinheiro mundial será colocado na construção de telescópios e novos equipamentos, nas missões robóticas e nas viagens espaciais, além dos esforços para que o corpo humano sobreviva às distâncias interestelares.

Mas a longo prazo as implicações psicológicas e filosóficas serão profundas. As especulações de que indícios químicos (oxigênio, água e atmosfera, por exemplo) podem dar suporte à vida inteligente fora da Terra vão abalar crenças de religiões e da filosofia humana. O relatório afirma que, com campanhas, o público pode se preparar para esse processo e obter um entendimento científico sobre a posição e a importância da humanidade para o Universo.

Especialistas de mais de 20 países, reunidos para o 4º Fórum Mundial de Ufologia em Foz de Iguaçu, no Paraná, reacenderam o debate proposto recentemente pelo relatório. Eles exigem a abertura de documentos militares sobre Óvnis (objetos voadores não identificados) no Brasil baseados na Lei de Acesso à Informação, que surgiu para abrir as “caixas pretas” do poder público. O grupo afirma que a liberação do arquivo militar pode ser usada para estudos científicos.

Enquanto os ufólogos não entram em acordo com o governo brasileiro, a administração do presidente norte-americano, Barack Obama, reagiu com bom humor a uma petição on-line para a construção de uma Estrela da Morte, uma estação espacial bélica da saga Guerra nas Estrelas. O pedido para que os Estados Unidos financiem a construção de uma Estrela da Morte a partir de 2016 arrecadou mais de 25 mil assinaturas, obrigando uma resposta oficial do governo – o mesmo site, We the People, foi usado para tentar deportar o britânico Piers Morgan quando ele criticou em seu programa a política norte-americana de armas após um atirador matar 26 pessoas em uma escola.

Paul Shawcross, consultor de Obama nas questões de ciência e espaço, respondeu que “a administração detesta destruir planetas”.  Para criar uma superarma do tamanho da Lua, que é capaz de destruir um planeta com um feixe de energia, o governo teria de gastar mais de US$  850 quatrilhões. “Estamos trabalhando para reduzir o déficit, e não aumentá-lo.”

Além de ser extremamente caro, o plano seria um mau investimento para os Estados Unidos. Shawcross lembrou aos fãs da série de ficção científica que a base do vilão Darth Vader é extremamente vulnerável, além de não existir mais – no filme, o jedi Luke Skywalker atira torpedos na saída térmica da plataforma, destruindo-a completamente.

“Lembre-se, o poder da Estrela da Morte para destruir um planeta, ou até mesmo um sistema de estrelas, é insignificante perto do poder da Força”, brinca o chefe do departamento de ciência e espaço no Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca.

(UOL)

Nota: Cada vez mais pessoas e organizações estão levando a sério o assunto do contato com extraterrestres. Assim, ficará mais fácil para os “extraterrestres” que há milênios moram neste mundo (os anjos caídos) simularem esse encontro, ou essa “vinda”. Certamente, será a maior notícia de todos os tempos (antes da volta de Jesus, evidentemente) e enganará muitas pessoas. Atualmente, o inimigo de Deus tem se divertido com seus brinquedos (“brinquedos de um anjo caído”, como escreveu George Vandeman), os Óvnis. O propósito é desviar a atenção do verdadeiro grande evento aguardado por séculos, desde que Jesus prometeu voltar (João 14:1-3). Assim, com base em evidências mínimas, gente importante tem clamado por um preparo para o encontro com os ETs, ao mesmo tempo em que ignoram o preparo para o encontro com Aquele que nunca mentiu e prometeu retornar a este mundo para buscar os Seus.[MB]

Leia também: "Extraterrestres existem?"

Cresce o número de terremotos e erupções no mundo

Terremotos e erupções vulcânicas sempre estiveram intimamente relacionados. Por exemplo, se uma pessoa olhar um “mapa dos terremotos” em todo o mundo e compará-lo com um “mapa de vulcões”, verá como eles se correspondem. Ambos ocorrem nos limites de placas tectônicas, que compõem a superfície da Terra. Estima-se que existam cerca de 1.500 vulcões ativos no mundo, 50 a 60 entram em erupção a cada ano, expelindo vapor, cinzas, gás e lava. Terremotos são causados ​​pela libertação da pressão construída quando as placas se afastam, movem-se ou ficam uma sob a outra. O magma, ou lava, surge dos limites da placa, e sobe para a superfície, formando os vulcões. Nos últimos meses, os terremotos têm aumentado exponencialmente em todo o mundo, preocupando alguns pesquisadores.

Durante décadas, terremotos e atividade vulcânica no Pacífico foram mantidos em segredo, com o governo soviético não falando sobre o assunto. A pesquisa mais recente mostrou que a península de Kamchatka e as ilhas Kurilas tem um grande potencial para provocar tsunamis que seriam um grande risco para países ao longo do Oceano Pacífico.

Terremotos de magnitude maior que 8 na escala Richter atingiram a região em 2006 e 2007. Ambos produziram grandes tsunamis locais, com ondas de quase 30 metros. Em 2009, o vulcão Sarychev explodiu, interrompendo o tráfego aéreo sobre o Pacífico Norte.

Muito tem se falado nos últimos dez anos sobre os perigos de novos tsunamis e outros eventos de repercussão mundial, mas os analistas ainda acreditam ser muito difícil prever quando esses grandes eventos irão ocorrer. O fato é que não existe uma compreensão de porque a atividade sísmica vem aumentando no mundo, embora a grande maioria dos tremores nem seja percebido pela população.

Nas últimas semanas, dados sobre terremotos em todo o mundo indicam um aumento na magnitude (maior que 5,5) e, ao mesmo tempo, um crescimento significativo na frequência em que ocorrem.

Gráficos atuais mostram claramente uma tendência alarmante em todo o mundo sobre a crescente força dos terremotos. Esses resultados podem ser vistos na página da USGS, que monitora os sismos mais fortes (> 5,0).

Ao mesmo tempo, as tendências também mostram que a profundidade dos sismos diminuiu. Atualmente eles ocorrem mais perto da superfície da Terra. Isso pode ser um fator que contribui para desencadear outros terremotos.

Em resumo, hoje há maior disponibilidade de dados e atenção da mídia sobre essas catástrofes. Estranhamente, nenhum governo ou órgão de mídia tem mostrado preocupação com o crescimento desses eventos, que podem em questão de dias matar direta ou indiretamente milhares de pessoas.

(Gospel Prime, traduzido de The Guardian)

Crustáceos, como caranguejos e lagostas, sentem dor

Os caranguejos e lagostas que nós [eu não!] costumamos jogar em água fervente para cozinhar não têm a capacidade de implorar por suas vidas ou gritar, mas eles conseguem sentir dor, afirmaram cientistas em um estudo publicado no periódico Journal of Experimental Biology. “Bilhões de crustáceos são capturados ou criados para atender à demanda da indústria agroalimentar. Em comparação com os mamíferos, eles não gozam de quase nenhuma proteção sob a única presunção de que não podem sentir dor. Nossas pesquisas sugerem o contrário”, resumiu Bob Elwood, biólogo da Universidade Queen’s, em Belfast (Irlanda do Norte).

Sua última experiência demonstrou como o caranguejo-verde se dispõe a abrir mão daquilo que lhe é mais caro – um abrigo escuro – para evitar um choque elétrico. Noventa caranguejos-verdes (Carcinus maenas), uma das espécies mais comuns das praias europeias, foram mergulhados em um aquário com dois abrigos escuros, onde alguns entre eles sofreram um primeiro choque. Mais tarde, quando os caranguejos foram colocados no aquário, a maioria deles retornou espontaneamente ao buraco escuro, que eles tinham escolhido previamente como domicílio. As vítimas desafortunadas da primeira experiência levaram um segundo choque.

Assim que foram introduzidos no aquário pela terceira vez, a imensa maioria dos caranguejos previamente eletrocutados desistiram do buraco onde levaram o choque, enquanto que os outros caranguejos se reinstalaram tranquilamente em seu abrigo inicial, revelou o estudo.

“Os caranguejos aprenderam a evitar o abrigo onde levaram choques. Eles se mostraram dispostos a renunciar a seu refúgio para evitar a fonte da dor presumida”, explicou Bob Elwood. “Esta experiência foi concebida cuidadosamente para permitir distinguir entre a dor e um fenômeno de reflexo defensivo, a nocicepção que permite uma proteção instantânea, mas não modifica o comportamento de longo prazo”, destacou o cientista.

“Do ponto de vista filosófico, é impossível demonstrar de forma absoluta que um animal sente dor”, admitiu. No entanto, prosseguiu, todos os critérios coerentes com a chamada dor foram reunidos nas experiências.


Nota: Se o aspecto da saúde não é o mais determinante para você optar (com consciência e equilíbrio) pelo regime vegetariano (ou, pelo menos, ovo-lacto-vegetariano), pense no sofrimento dos animais submetidos à indústria alimentar. E não são apenas os crustáceos que sofrem nessa triste cadeia. Todos os animais que servem de alimento sofrem em alguma medida. Quando viajo pelas rodovias e vejo caminhões transportando porcos, não consigo deixar de pensar nos trens que levavam prisioneiros aos campos de concentração. E, por favor, a comparação não é entre porcos e prisioneiros; é entre os donos dos abatedouros (e os consumidores de carne irrefletidos) e os captores. Por favor, pense nisso na próxima vez que colocar um pedaço de bicho em seu prato.[MB]

quarta-feira, janeiro 16, 2013

O encéfalo e a era digital

O encéfalo humano – que reúne dentro da caixa craniana o cérebro, o cerebelo e o tronco – é, até prova em contrário, o pedaço de matéria organizada mais complexa em todo o universo conhecido. Muitos consideram o encéfalo uma espécie de apogeu da evolução da vida [sic], mas não deixa também de ser um triunfo da história da matéria que compõe o próprio Universo [sic]. Quase todos os átomos da Tabela Periódica foram gerados por nucleossíntese atômica no interior de antigas estrelas que depois explodiram como supernovas, liberando essa matéria que, então, pôde reorganizar-se em novas estrelas – agora com planetas e moléculas de todo tipo. Sobre esse substrato material a vida surgiu e desenvolveu-se [sic], pelo menos na Terra. Não podemos resistir à poética observação do astrônomo e divulgador da ciência Carl Sagan quando explica que somos basicamente a matéria das estrelas... contemplando a si mesma! [Portanto, esqueça o Criador; somos poeira reciclada de estrelas que surgiram do nada, casualmente, há bilhões de anos. – MB]

Essa minúscula, mas inquieta, massa de tecido neural pesa pouco mais de um quilo – cerca de 2% do nosso peso – mas consome mais de 20% da energia disponível, quase que apenas para manter a custosa comunicação eletroquímica entre os neurônios. O tecido nervoso difere de todos os outros na medida em que, nele, a diferenciação é a regra, não havendo duas células idênticas. E, além disso, conectando-se – estejam próximas ou distantes entre si – nos mais variados padrões de redes imagináveis.

Outros tecidos do corpo são bem diferentes: compõem-se de células relativamente homogêneas, cada uma fazendo mais ou menos a mesma coisa e, quase sempre, simultaneamente, ou seja, operam em massa. No tecido nervoso a ação celular massiva não é comum, exceto em situações patológicas, como numa convulsão.

Cada um dos mais de 80 bilhões de neurônios dessa verdadeira “galáxia” neural que é o encéfalo humano recebe, de outros neurônios, milhares de conexões – as chamadas sinapses, computando o conjunto de sinais recebidos como se fosse uma “pesquisa de opinião”, e decidindo se enviará ou não, por sua vez, um potencial de ação ao longo de seu axônio rumo a alguns ou muitos neurônios-alvo. Cada um desses neurônios computará essa minúscula contribuição em meio às milhares de outras que também recebe, decidindo se dispara ou não. [Ainda não consegui “engolir” aquela história de poeira reciclada; ainda mais depois de ler sobre essa maravilha computacional que é o cérebro. Se um iPad não pode ser fruto do acaso, por que meu cérebro seria?]

Há cerca de mil tipos de células diferentes no encéfalo, mas mesmo células similares podem produzir diferentes ações devido à forma como se interconectam, o que explica a complexidade desse órgão [fruto de poeira reciclada?]. A mente humana é um amálgama das diversas funções cognitivas do encéfalo, que além das sensações e movimentos, envolve atenção, processamento visuoespacial, funções executivas (antecipação, solução de problemas e tomada de decisões), emoções (motivação/inibição), sem esquecer da memória e da linguagem. [Poeira...]

O Homo sapiens adquiriu essas capacidades ao longo da evolução por seleção natural [!], seleção essa que, ao contrário do que muitos pensam, não deixou de atuar sobre as populações humanas – mutações ocorrem o tempo todo [é, e são deletérias] – embora algumas pressões seletivas tenham sido efetivamente suprimidas no contexto das sociedades organizadas. Mas aonde isso nos leva? [Daqui para a frente começa a matéria baseada em pesquisas e deixam a cena as especulações darwinistas.]

Uma preocupação crescente nos últimos anos é saber como o encéfalo humano está lidando com o novo ambiente onipresente das tecnologias digitais de comunicação – que, muito embora tenha revolucionado nossas vidas, cada vez consome mais tempo e envolvimento das pessoas, pelo menos daquelas que têm condições financeiras de acessá-lo (a maioria da humanidade nem sonha com isso).

O ambiente de hoje não tem precedentes, e, entre os principais responsáveis pelas mudanças comportamentais são apontadas a internet – especialmente as redes sociais – e os videogames interativos. E embora haja aspectos positivos nesses recursos, suas limitações ficam exacerbadas com o uso prolongado, que também promove o estresse ou mesmo a dependência (análoga ao efeito de drogas). O chamado Transtorno de Dependência da Internet pode integrar a próxima edição do Manual dos Transtornos
Psiquiátricos (DSM-5).

Até pouco tempo atrás essas eram meras opiniões subjetivas, mas agora começam a aparecer as primeiras evidências de estudos com usuários pesados: redução da atenção, diminuição de empatia, perda da identidade e autoestima, aumento do estresse e da depressão e diminuição da aversão ao risco, aumento da obesidade.

Alguns desses fatores já foram correlacionados com micromodificações nos encéfalos dos usuários, mas isso não quer dizer muito, pois nossos encéfalos sempre se reorganizam plasticamente quando interagem com o mundo – é exatamente para isso que existem [computadores autoajustáveis? De “poeira cósmica”?!]. Mesmo assim, já justifica que novos estudos sejam realizados.

A solidão ou a ilusão de companhia experimentada por muitos de nós no oceano de indivíduos sem identidade da grande rede é, sobretudo, fruto da forma como a utilizarmos.

A comunicação mútua até existe, mas várias de suas dimensões simplesmente desaparecem, pois, afora o uso da palavra escrita, a comunicação humana também emprega – e com maior impacto – o contato visual, a linguagem corporal não verbal, as variações na entonação e volume da voz, e o próprio contato físico direto (toque, abraço, etc.).

Nenhuma dessas dimensões extras está disponível no Facebook, diz Susan Greenfield, uma das principais críticas dessa tendência. Talvez seja hora de refletirmos sobre como lidar com essa realidade inédita, e nunca é demais um lembrete acerca de nossa frágil humanidade, quase sempre a nos escapar entre os dedos...

(Jorge A. Quillfeldt, Scientific American)

Cansaço e a erotização que destroem o sexo

O cansaço e o estresse no trabalho são as causas que mais minam o “mal compreendido” desejo sexual masculino, segundo um estudo realizado por pesquisadores europeus e apresentado em Lisboa, capital de Portugal. A pesquisa, feita a partir de entrevistas pela internet com 5.255 homens heterossexuais em países de “grandes diferenças culturais” (como Portugal, Croácia e Noruega), oferece dados empíricos sobre um campo dominado por mitos, explicou Ana Alexandra Carvalheira, coordenadora do estudo. “Estamos cheios de crenças, por exemplo, de que o homem está sempre pronto ou que tem mais desejo sexual que a mulher; assim a sociedade acredita, apesar de não haver avaliações científicas suficientes para dar aval”, declarou.

Após o cansaço e o estresse, os problemas na relação (casais pouco disponíveis, conflitos, entre outros) são os fatores mais comuns para 14,4% de entrevistados, que admitiram falta de desejo sexual durante pelo menos dois meses no último ano, o que gerou situações como ejaculação precoce ou, sobretudo, incapacidade para manter a ereção. [...]

De acordo com a pesquisadora, que realizou o estudo junto com Aleksandar Stulhofer, da Universidade de Zagreb (Croácia), e Bente Traem, da Universidade de Oslo (Noruega), a crise econômica pode afetar a vida sexual masculina ou encontrar no sexo “a maneira de aliviar o estresse que ela produz”.

Além disso, a especialista portuguesa encontra na banalização do papel do sexo na sociedade um aspecto que condiciona muitos desses fatores, como a diminuição do desejo em casais de longa duração, razão também presente no estudo junto com a masturbação excessiva ou o uso de muita pornografia. [...]

(UOL)

Darwin diante da morte

A postura de cada um na iminência da morte pode esclarecer suas motivações e escolhas durante a vida. Em geral, quanto mais maturidade se tem, mais condições de avaliar tais escolhas. [...] Como estamos no ano de Darwin [2009], 150 anos de sua obra A Origem das Espécies e 200 anos de seu nascimento, que se inclua na lembrança desse ícone da ciência contemporânea suas tão importantes palavras no leito de morte. Elas podem indicar onde estão as chaves que abrem as portas do cativeiro do pensamento humano. Medite e avalie por si mesmo.

A visita de Lady Hope a Charles Darwin. Os estudantes da teoria da evolução podem se surpreender ao saber que, no fim de sua vida, Charles Darwin retornou à sua fé na Bíblia. O relato a seguir foi feito por Lady Hope, de Northfield, Inglaterra, uma maravilhosa mulher cristã que esteve muitas vezes ao lado de sua cama nos seus dias finais.

“Foi numa dessas gloriosas tardes de outono que às vezes temos na Inglaterra que fui chamada para entrar e sentar-me com Charles Darwin. Sempre que eu o via, com sua presença elegante, eu imaginava que dele se podia pintar um quadro formidável para nossa Academia Real, mas nunca pensei tanto nisso como nessa ocasião em particular.
Ele estava sentado na cama, apoiado em travesseiros, olhando fixamente para uma cena distante no bosque e nos campos de milho que reluziam à luz de um maravilhoso pôr do sol.

“Seu semblante iluminou-se de prazer quando entrei no quarto. Ele acenou em direção à janela, apontando para a bela cena do poente. Em sua outra mão ele segurava uma Bíblia aberta, a qual ele sempre estava estudando.

“‘O que você está lendo agora?’, perguntei.

“‘Hebreus’, ele respondeu. ‘O Livro Real, como eu o chamo.’ Então, à medida que colocava seus dedos sobre certas passagens, ele comentava sobre elas.

“Fiz algumas alusões às fortes opiniões expressas por muitos sobre a história da criação, e sobre os julgamentos que faziam a respeito dos primeiros capítulos de Gênesis. Ele pareceu angustiado, crispando seus dedos nervosamente, e um ar de agonia tomou conta do seu rosto ao dizer: ‘Eu era um jovem com ideias informes. Soltava perguntas, sugestões, indagando o tempo todo sobre tudo. Para meu espanto, as ideias se alastraram como fogo. As pessoas fizeram delas uma religião.’

“Ele ficou em silêncio por um tempo e depois de dizer algumas frases sobre a santidade de Deus e a ‘grandeza deste Livro’, olhando com carinho para a Bíblia que estava segurando o tempo todo, ele disse: ‘Tenho um quiosque no jardim que comporta cerca de trinta pessoas. É ali (ele apontou através da janela aberta). Gostaria muito que você falasse lá. Sei que você lê a Bíblia nas aldeias. Amanhã à tarde gostaria que os empregados neste lugar e alguns inquilinos e vizinhos se reunissem ali. Você lhes falaria?’

“‘Sobre que devo falar?’, perguntei.

“‘Cristo Jesus’, ele respondeu num tom claro e enfático – e acrescentou num tom mais baixo: ‘e Sua salvação. Não é o melhor tema? Depois quero que você cante alguns hinos com eles. Você pode acompanhá-los com seu pequeno instrumento, não pode?’

“O brilho do seu rosto, quando ele disse isso, eu nunca esquecerei, pois acrescentou: ‘Se você fizer a reunião às três horas, esta janela estará aberta, e você saberá que estou cantando junto com vocês.’”

Haveria uma cena mais dramática? O âmago da tragédia nos é exposto aqui! Darwin, um entusiasta da Bíblia, falando sobre a “grandeza deste Livro”, e sendo lembrado de que o movimento evolucionista moderno na teologia, unido ao criticismo cético, destruiu a fé bíblica de multidões. Darwin, com um ar aflito, lamentando-se por tudo e declarando: “Eu era um jovem com ideias informes.” Que condenação avassaladora! As “ideias informes” do jovem Darwin são a base da teologia (e da ciência) moderna!

(Oswald Smith, Litt. D., artigo extraído de Prayer Crusade, publicada por The Little Church by the Sea, mc. Citado no livro: O Que Eles Disseram a um Passo da Eternidade, John Myers, p. 244, Worship Produções, D’Sena Editora)

(Fonte: Em Família 23)

Nota: Sempre achei que a “reconciliação” de Darwin (que estudou teologia) com o cristianismo fosse um mito. Pode ser que seja. Mas essa fonte é interessante...[MB]