quarta-feira, março 20, 2013
terça-feira, março 19, 2013
Jean-Paul Sartre e Deus
Lendo o texto “O problema de Deus em Jean-Paul Sartre”, de Rogério A. Bettoni, a única pergunta que me vem à cabeça é a seguinte: O que levou, de fato,
Sartre a rejeitar Deus? O próprio texto me dá a resposta: “Com sua família de
cunho católico (a avó) e protestante (o avô), mas uma religiosidade aparente,
Sartre frequentava a igreja, mas nada disso era realmente convicção. Por si só,
e aos poucos, a simpatia por Deus perdeu seu efeito: ‘Eu tinha necessidade de Deus,
Ele me foi dado, eu O recebi sem compreender o que procurava. Por não deitar
raiz em meu coração, vegetou em mim algum tempo, depois morreu.’”
Todo o calhamaço filosófico de
Sartre é produto de seu próprio contexto existencial, desprovido de significado
e relevância religiosos. Por extensão, ele transfere a sua experiência
para a realidade da vida de todos os homens. Tentar salvar o existencialismo da
consequência natural e trágica implícita nele – o desespero e solidão humanos –, conferindo-lhes ares
de autêntica “liberdade”, significa jogar uma corda para o alto e
tentar se pendurar nela.
Acho que Nietzsche foi muito mais
honesto em suas contraditórias motivações ateístas, quando se expressou: “O
ateísmo não representa para mim uma conclusão lógica, nem um mero
acontecimento, é simplesmente um produto do instinto.” Por que Nietzsche
pensou assim? Porque simplesmente, como bem expressou C. S. Lewis, “Deus é o
grande Rival, o supremo objeto da inveja humana; aquela beleza, terrível como a
Górgona, que pode a qualquer momento roubar de mim (ou que a meu ver é um
roubo) o coração da esposa, marido ou filha”. Ou seja: Deus “rouba” de nós o
nosso eu, as coisas que nossos desejos imputam como as mais caras, para nos
tornar dependentes dEle. Daí o sentimento de castração da
liberdade, acompanhado do desejo de independência de Deus. O que os
ateus não sabem, por experiência, é que ganhamos ao ser “roubados” pelo
Senhor.
Sartre e os demais filósofos do
ateísmo foram honestamente dedicados (embora uma dedicação trágica) em
tentar expulsar Deus do cenário do pensamento humano. Empregaram toda a força
do seu intelecto e vida para imprimir no mundo e na mente dos homens a noção de
que Deus é ilusão. Vergonhosamente, a maioria de nós, cristãos, não
demonstra tanto empenho para afirmar o contrário da filosofia sartreana. Os
ateus parecem ser mais crentes na sua descrença do que nós em nosso
cristianismo. Por causa da “falha da fé”, escondemos do mundo o tesouro de um
Deus presente na imanência. Muitos cristãos adotaram o existencialismo sem o
saber.
O ateísmo nada mais é do que uma
rebelião contra a vontade e soberania divinas, ainda que se tente racionalizar
esse fato com o verniz da intelectualidade. No entanto, como dizem que no Céu
haverá surpresas, talvez algum ateu surpreenda os crentes com sua presença lá,
pois no julgamento final Deus pode entender que muitos professaram o
ateísmo porque não tinham como suportar a noção equivocada dEle em face da
razão esclarecida. Não sei, não sei... Só sei que Deus sonda os corações...
(Frank
de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos,
Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Sergipe. Texto escrito com exclusividade para o blog Criacionismo)
Leia também: "Quando a liberdade é uma dádiva cruel", "O ateu que quase se converteu" e "O retorno a Deus do ateu Heinrich Heine"
Leia também: "Quando a liberdade é uma dádiva cruel", "O ateu que quase se converteu" e "O retorno a Deus do ateu Heinrich Heine"
O amor é cego – literalmente
terça-feira, março 19, 2013
comportamento
Quem
está apaixonado
fica em estado de graça: meio aéreo, sem prestar muita atenção no que está se
passando a sua volta. Isso todo mundo já sabe. Mas cientistas da Universidade
da Flórida acabam de descobrir que a coisa pode ir muito além: o amor torna o
cérebro
humano literalmente incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos. Os
pesquisadores fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres,
que foram expostos a fotos de pessoas lindas (e outras não tão bonitas). Metade
dos voluntários teve que escrever, antes da experiência, um pequeno texto
falando sobre o amor que tinha por seu parceiro. A outra metade fez uma
redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas - com
os olhos dos voluntários monitorados por um computador. Quem tinha escrito (e
pensado) em amor
passou a ignorar as imagens de pessoas bonitas - seus olhos simplesmente não se
fixavam sobre as fotos. E essa rejeição só acontecia com as fotos de gente
linda; com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença.
Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. O mais impressionante é que, entre os homens, esse mecanismo antitraição é quatro vezes mais forte do que nas mulheres.
Os cientistas especulam que ele teria se desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem monogâmicos. “Há muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica, e o organismo leva isso em conta”, diz o psicólogo Jon Maner.
Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. O mais impressionante é que, entre os homens, esse mecanismo antitraição é quatro vezes mais forte do que nas mulheres.
Os cientistas especulam que ele teria se desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem monogâmicos. “Há muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica, e o organismo leva isso em conta”, diz o psicólogo Jon Maner.
Nota:
Curioso... Quando o homem “pula a cerca”, isso
se deve ao imperativo genético de espalhar seus genes por aí. Quando se
descobre uma característica exatamente contrária àquela, que reforça o caráter
monogâmico do ser humano, a evolução também “explica”. Assim fica fácil. É a
teoria-explica-tudo em ação. Na verdade, essa “blindagem” emocional/sexual
parece mais de acordo com as intenções de Deus para o ser humano: uma vez
comprometido maritalmente com alguém, homem e mulher devem ser fieis a essa
pessoa. Os que quiserem agir de modo diferente estarão violando essa “programação”
e colherão os frutos amargos de agir contra sua natureza.[MB]
domingo, março 17, 2013
Da ferida não resta nem cicatriz
A
revista traz, entre outros, o depoimento do jesuíta Mario Rausch, de 60 anos,
que trabalha na Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, da qual
Bergoglio foi professor e reitor: “Estou convencido de que Bergoglio aceitou
enfrentar esse desafio ao reconhecer que essa não é apenas uma decisão dos
cardeais, mas uma decisão de Deus, a que não se pode dizer não. Sabemos que não
vai ser fácil enfrentar os problemas por que passa o Vaticano hoje. Mas
acreditamos que o papa Francisco fará um bem enorme à Igreja. E nós, jesuítas,
nos colocamos à diposição para acompanhá-lo nesse novo caminho.”
Hoje
o papa celebrou sua primeira missa de domingo, em uma pequena paróquia do
Vaticano e não na basílica de São Pedro. Segundo Veja, antes de entrar na igreja, Francisco cumprimentou os devotos
que se aglomeravam do lado de fora, gritando “Francesco”, seu nome em italiano.
No fim da missa, ele esperou do lado de fora da igreja e saudou as pessoas que
saiam, como faz um padre. Pediu a várias pessoas que orassem por ele.
A
revista IstoÉ publicou: “Dentre suas
paredes milenares, a Igreja abalada por uma crise sem precedentes... esperava
a escolha de seu líder. Na praça, o rebanho orava com fé e esperança. Estava
prestes a surgir um papa novo para um novo mundo [um papa para o mundo?!]. E ele veio, humilde, e pediu
a bênção dos fiéis.” Mais apoteótico e ufanista, impossível. Mas tem mais: “Eis
o primeiro papa latino-americano da história, o primeiro não europeu em quase
1.300 anos. Eis o primeiro jesuíta a sentar-se no trono de Pedro. Eis o
primeiro a adotar, para comandar a Igreja Católica, o nome Francisco. Eis o
início de uma era, a era franciscana.” [Uma nova era?!]
Tudo
indica realmente que esse novo papa caiu na simpatia popular e da imprensa.
Todos têm destacado sua simplicidade e potencial evangelizador, justamente do
que a Igreja Católica mais precisa nestes tempos em que a perda de fieis tanto
preocupa seus líderes.
O
potencial ecumêmico de Francisco também é grande, haja vista a declaração
sinalizadora do conhecido líder evangélico pastor Rick Warren. Em seu Twitter,
ele escreveu: “Bem-vindo, papa Francisco. #HabemusPapam Você tem nossas
orações.”
O
presidente norte-americano também se manifestou, dizendo: “Estou ansioso para
trabalhar com Sua Santidade para fazer avançar a paz, a segurança e a dignidade
dos nossos companheiros seres humanos.”
Na
próxima terça-feira, dia 19, será realizada a missa de inauguração do
pontificado de Francisco. O governo italiano espera que mais de um milhão
de pessoas compareçam à Roma para acompanhar a cerimônia. Segundo Veja, a presidente da Argentina,
Cristina Kirchner, confirmou presença, assim como a presidente
brasileira, Dilma Rousseff, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o
vice-presidente americano, Joe Biden.
Como
se pode ver, da “ferida mortal” (Ap 13:3) causada pelo poder napoleônico em
1798, não resta sequer cicatriz. Com o novo papa, a influência da Igreja
Católica nos rumos do mundo só tende a crescer, conforme anteviu Ellen White,
há mais de cem anos:
“‘Vi
uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e
toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Ap 13:3). A aplicação da chaga mortal
indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: ‘A sua chaga
mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Paulo declara
expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2Ts 2:8).
Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o
escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os
que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da
vida’ (Ap 13:8). Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem
pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na
autoridade da Igreja de Roma [...] A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são
surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as
igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso
sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou
em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio
deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma
instituição que com ele se originou” (O
Grande Conflito, p. 579, 580).
O
teólogo Sérgio Santeli aponta três evidências da cura da ferida:
1)
Desde a assinatura do Tratado de Latrão,
em 1929, quando a Santa Sé passou a ser reconhecida como um estado
independente, 176 países já estabeleceram relações diplomáticas com a Sé papal.
2) Após a publicação do documento final da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), realizada de 13 a 31 de maio em Aparecida do Norte, SP, a mídia divulgou que Bento XVI viu “com particular apreço as palavras que exortam a dar prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais”, contidas nesse documento.
3) O Vaticano divulgou um documento no qual afirma que “fora da Igreja Católica não há salvação”. Por meio desse documento, o Vaticano demonstra explicitamente qual é sua verdadeira intenção, ou seja, readquirir a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média. Segundo o próprio Vaticano, só assim “poderá chegar à unidade de todos os cristãos ‘em um só pastor’ (Jo 10:16) e sanar essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história”.
2) Após a publicação do documento final da 5ª Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe (Celam), realizada de 13 a 31 de maio em Aparecida do Norte, SP, a mídia divulgou que Bento XVI viu “com particular apreço as palavras que exortam a dar prioridade à Eucaristia e à santificação do Dia do Senhor nos programas pastorais”, contidas nesse documento.
3) O Vaticano divulgou um documento no qual afirma que “fora da Igreja Católica não há salvação”. Por meio desse documento, o Vaticano demonstra explicitamente qual é sua verdadeira intenção, ou seja, readquirir a supremacia mundial perdida no fim da Idade Média. Segundo o próprio Vaticano, só assim “poderá chegar à unidade de todos os cristãos ‘em um só pastor’ (Jo 10:16) e sanar essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história”.
4)
A simpatia e a simplicidade (aliadas à tenacidade e persistência de um jesuíta)
de Francisco podem ser de grande valia nesse propósito, embora o mundo extasiado
e embevecido com a escolha do novo papa mal se dê conta de todos os interesses
por trás das aparências e do espetáculo.
Assim
como a IstoÉ mencionou, a revista Época, em uma de suas reportagens
especiais da edição deste domingo (que dedica 48 páginas ao assunto), trouxe o título “O papa do fim do mundo”.
Bergoglio se referiu à sua origem argentina, mas bem que podia estar se
referindo a outra coisa...
Michelson Borges
Nota: Fico pensando o que seria de outra igreja que tivesse um banco, e que esse banco estivesse sendo acusado de corrupção... A imprensa "cairia de pau". Fico pensando também o que seria de qualquer outra igreja com tantos líderes condenados por pedofilia... A imprensa "desceria o verbo". Mas há outro aspecto, e sobre esse nem preciso pensar muito, pois o contraste é gritante: Bergoglio disse certa vez que "o casamento gay é um movimento do diabo". O pastor evangélico Silas Malafaia não chegou a tanto, embora seja bastante contundente em suas declarações, mas quem foi "detonado" pela mídia? Isso mesmo, o pastor. Por que a instituição papal é tão suave e desproporcionalmente criticada e tão poupada? Porque "todo o mundo ficou maravilhado" (Ap 13:3, NVI) com o espetáculo midiático proporcionado pelo papado e sua influência crescente. A conivência da imprensa salta aos olhos (no Brasil, tem até emissora parecendo "assessora direta do Vaticano"), mas isso também é profético.[MB]
Leia também: "Francisco: o primeiro papa jesuíta" e "O último papa"
Nota: Fico pensando o que seria de outra igreja que tivesse um banco, e que esse banco estivesse sendo acusado de corrupção... A imprensa "cairia de pau". Fico pensando também o que seria de qualquer outra igreja com tantos líderes condenados por pedofilia... A imprensa "desceria o verbo". Mas há outro aspecto, e sobre esse nem preciso pensar muito, pois o contraste é gritante: Bergoglio disse certa vez que "o casamento gay é um movimento do diabo". O pastor evangélico Silas Malafaia não chegou a tanto, embora seja bastante contundente em suas declarações, mas quem foi "detonado" pela mídia? Isso mesmo, o pastor. Por que a instituição papal é tão suave e desproporcionalmente criticada e tão poupada? Porque "todo o mundo ficou maravilhado" (Ap 13:3, NVI) com o espetáculo midiático proporcionado pelo papado e sua influência crescente. A conivência da imprensa salta aos olhos (no Brasil, tem até emissora parecendo "assessora direta do Vaticano"), mas isso também é profético.[MB]
Leia também: "Francisco: o primeiro papa jesuíta" e "O último papa"
Criação e evangelho (comentário)
domingo, março 17, 2013
bíblia, criacionismo
Ideia central 1: Se
o relato da criação e da queda não foi exatamente como está registrado em
Gênesis, que sentido existe na morte expiatória de Jesus e em Sua promessa de
restauração do ser humano à imagem de seu Criador? O fato é que Deus criou
seres inteligentes, física e mentalmente perfeitos, mas dotados de
livre-arbítrio. Infelizmente, dando ouvidos aos enganos de Satanás, eles
escolheram pecar. Mas Deus não os abandonou e lhes prometeu enviar o Messias,
cujo propósito seria pagar a dívida do pecado e resgatar os seres humanos (Gn
3:15). A roupa de peles com que Deus vestiu Adão e Eva era um símbolo da graça
que cobre pecados e envolveu a morte de uma vítima inocente (Gn 3:21).
Ideia central 2: Deus
é a fonte da vida e sem ela o ser humano é apenas um amontoado de moléculas.
Quando morre e
perde essa centelha vital doada por Deus (Gn 2:7), a pessoa volta ao pó, se
desfaz (e só voltará a existir quando Jesus
retornar e reconstruir o corpo de Seus filhos, devolvendo-lhes o
fôlego de vida). Como o pecado é a separação de Deus, distanciados dEle (que é
a fonte da vida), somos mortais. Quando entendemos que o próprio Criador Se fez
humano, Se fez pecado (separou-Se do Pai) e morreu em nosso lugar, isso deve
nos encher de amor por Deus. Cristo veio para destruir a morte, o que contraria
a teoria da evolução (teísta ou não), segundo a qual a morte seria um
componente natural da existência. Enquanto isso não acontece, Ele pode fazer de
nós nova criatura, dando-nos novo coração (Sl 51:10).
Para refletir
1. O
relato da criação tem implicação na doutrina da redenção?
2. Qual o significado da roupa de peles providenciada por Deus a Adão e Eva?
3. Segundo a Bíblia, o ser humano é mortal. Que esperança há para nós? Como a destruição da morte por Jesus contraria a evolução?
2. Qual o significado da roupa de peles providenciada por Deus a Adão e Eva?
3. Segundo a Bíblia, o ser humano é mortal. Que esperança há para nós? Como a destruição da morte por Jesus contraria a evolução?
sexta-feira, março 15, 2013
Sábado: feito para o homem (esboço e comentário)
sexta-feira, março 15, 2013
bíblia, criacionismo, sábado, vídeos
Leia o comentário aqui.
Criação de vida artificial cada vez mais perto?
sexta-feira, março 15, 2013
Pesquisadores
do Instituto J. Craig Venter afirmam estar cada vez mais perto de criar vida
artificial a partir do zero. Em 2010, o fundador do instituto, Craig Venter,
famoso por criar a primeira célula com genoma sintético,
anunciou que havia trazido à vida uma versão quase completamente sintética da
bactéria Mycoplasma mycoides,
transplantando-a na concha vazia de outra bactéria. A mais recente criação de
Venter, que ele apelidou de “genoma Ave Maria”, será feita a partir do zero com
os genes que ele e seus colegas do instituto, Clyde Hutchison e Hamilton Smith,
consideram indispensáveis para a vida, segundo artigo publicado na Newscientist.
A
equipe está usando simulações de computador para entender melhor o que é
necessário para criação de uma célula autor replicante. A busca de Venter para
projetar algas para produzir mais óleo do que o normal também vai bem. “Temos
sido capazes de aumentar a fotossíntese tríplice, o que significa que temos três
vezes mais energia por fóton (de sol) a partir de algas naturais”, disse. Ele
também anunciou que seu programa para vasculhar os oceanos para a novela da
vida microscópica, até agora, transformou-se em 80 milhões de novos genes para
a biologia.
(O Globo)
Nota:
Como assim “a partir do zero com genes”? Mesmo que eles criassem os próprios
genes (o que ainda não será criação “a partir do zero”, afinal, eles estarão lá) a partir de matéria
inorgânica, ainda estariam provando que é necessário que alguém faça isso.[MB]
Leia também: "Vida artificial ou jornalismo fantástico?"
Leia também: "Vida artificial ou jornalismo fantástico?"
Olhar de gafanhoto evita que você bata o carro
sexta-feira, março 15, 2013
animais, design inteligente
O
paradigma básico das pesquisas em visão artificial consiste em coletar imagens
com câmeras e processar os arquivos digitais resultantes com algoritmos de
reconhecimento de padrões. Como essa técnica tem limitações muito claras, os
pesquisadores estão partindo para copiar - ou pelo menos imitar - o sistema
visual de animais. Os gafanhotos foram os escolhidos de uma equipe
multi-institucional europeia, liderada por Shigang Yue (Universidade Lincoln) e
Claire Rind (Universidade de Newcastle). Segundo eles, o funcionamento do
sistema visual único dos gafanhotos pode ser transferido para tecnologias que
incluem sensores para evitar colisões entre veículos, inspeção de linhas de
produção, vigilância, videogames e
navegação de robôs. Os gafanhotos possuem uma forma de processamento das
informações visuais extremamente rápida. Usando sinais elétricos e químicos,
esses insetos conseguem evitar os choques uns com os outros e, como voam baixo,
evitam igualmente chocar-se com obstáculos no solo. [Continue lendo.]
quinta-feira, março 14, 2013
quarta-feira, março 13, 2013
Francisco: o primeiro papa jesuíta
O
novo papa da Igreja Católica é o argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta
de 76 anos. Ele adotou o nome Francisco. O arcebispo do Rio, d.
Orani, disse acreditar que a escolha do nome pode ser uma homenagem a
São Francisco de Assis, pela simplicidade, e também a São Francisco Xavier, que
foi jesuíta como o novo papa. Cardeal desde 2001 e arcebispo de Buenos Aires
desde 1998, o nome dele não figurava entre os favoritos para suceder Bento
XVI. Esta é a primeira vez, em 1300 anos, que o papa não é da Europa. Segundo
John Allen Jr., um dos mais experientes vaticanistas da atualidade, Bergoglio é
um ortodoxo inflexível em matéria de
moral sexual e convicto opositor do aborto, da união homossexual e da
contracepção. Em 2010 ele afirmou que a adoção de crianças por gays é uma forma
de discriminação contra as crianças, o que lhe valeu uma reprimenda pública por
parte da presidente argentina Cristina Kirchner. Ao mesmo tempo, ele demonstra
sempre profunda compaixão pelas vítimas da aids; em 2001, por exemplo, visitou um
sanatório para lavar e beijar os pés de 12 pacientes soropositivos.
O
anúncio da escolha do 266º pontífice da Igreja Católica foi feito pelo cardeal
protodiácono (primeiro dos diáconos), o francês Jean-Louis Tauran. Antes
do conclave, a imprensa argentina tinha pouca confiança nas chances de
Bertoglio, que esteve perto de ser escolhido papa em 2005. Segundo o
jornal Clarín, a idade
avançada e alguns problemas recentes de saúde pesavam contra o cardeal
nesta eleição. Sua entrada na Capela Sistina, porém, provocou aplausos
entusiasmados dos presentes e deu um indício de sua força. O novo pontífice foi
o segundo mais votado no conclave de 2005, no qual foi eleito o alemão Joseph
Ratzinger, Bento XVI. [...]
(Estadão)
Nota:
Realmente surpreende a eleição de um papa sul-americano (o primeiro da
história). Francisco I (cujo desafio será grande) pareceu simpático e humilde em sua primeira declaração pública, pouco
depois de eleito, mas há um detalhe que não pode ser passado por alto: ele
também é o primeiro papa pertencente à ordem dos jesuítas. Essa ordem religiosa
foi fundada em 1534, por Inácio de Loyola, logo após a Reforma Protestante. O
objetivo da ordem era barrar o avanço do protestantismo, no contexto da Contrarreforma
Católica (é bom lembrar que, além da pedofilia e dos desmandos financeiros, o avanço evangélico - especialmente na América do Sul - é uma das preocupações da cúpula católica).
Segundo
resenha do livro A História Secreta dos Jesuítas, publicada no blog Minuto Profético, do pastor e mestre em Teologia
Sérgio Santeli, Edmond Paris [o autor do livro] “demonstra, com uma riqueza
bibliográfica digna de grandes obras, o papel histórico desempenhado pelos
jesuítas em destruir o regime político republicano (liberdade civil) e o
protestantismo (liberdade religiosa) onde quer que existissem, tendo como único
e exclusivo objetivo final devolver ao Vaticano a supremacia política mundial
(poder temporal)”. De acordo com Paris, o apoio jesuíta ao regime de Hitler,
por exemplo, tinha um propósito declarado: enfraquecer as nações cujo regime
político republicano e religião protestante eram um empecilho aos objetivos de
supremacia da Sé Papal.
O Dr. Alberto Rivera (ex-jesuíta) escreveu na Introdução do livro: “No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão de que a única possibilidade de sobrevivência para a sua ‘igreja’ seria através do reforço dos cânones e doutrinas a respeito do poder temporal e da instituição católica romana. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição, mas pela infiltração e penetração em todos os setores da sociedade. ‘O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas’, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Atualmente, têm sua missão praticamente concluída.”
Um século antes de Edmond Paris publicar seu livro, Ellen White escreveu: “Em toda a cristandade o protestantismo estava ameaçado por temíveis adversários. Passados os primeiros triunfos da Reforma, Roma convocou novas forças, esperando ultimar sua destruição. Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas – o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio.
O Dr. Alberto Rivera (ex-jesuíta) escreveu na Introdução do livro: “No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão de que a única possibilidade de sobrevivência para a sua ‘igreja’ seria através do reforço dos cânones e doutrinas a respeito do poder temporal e da instituição católica romana. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição, mas pela infiltração e penetração em todos os setores da sociedade. ‘O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas’, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Atualmente, têm sua missão praticamente concluída.”
Um século antes de Edmond Paris publicar seu livro, Ellen White escreveu: “Em toda a cristandade o protestantismo estava ameaçado por temíveis adversários. Passados os primeiros triunfos da Reforma, Roma convocou novas forças, esperando ultimar sua destruição. Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas – o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio.
“O
evangelho de Cristo havia habilitado seus adeptos a enfrentar o perigo e
suportar sem desfalecer o sofrimento, pelo frio, fome, labutas e pobreza, a fim
de desfraldar a bandeira da verdade, em face do instrumento de tortura, do calabouço
e da fogueira. Para combater essas forças, o jesuitismo inspirou seus
seguidores com um fanatismo que os habilitava a suportar semelhantes perigos, e
opor ao poder da verdade todas as armas do engano. Não havia para eles
crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar,
disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e
humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para
se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia
papal.
“Quando
apareciam como membros de sua ordem, ostentavam santidade, visitando prisões e
hospitais, cuidando dos doentes e pobres, professando haver renunciado ao
mundo, e levando o nome sagrado de Jesus, que andou fazendo o bem. Mas sob
esse irrepreensível exterior, ocultavam-se frequentemente os mais criminosos e
mortais propósitos. Era princípio fundamental da ordem que os fins
justificam os meios. Por este código, a mentira, o roubo, o perjúrio, o
assassínio, não somente eram perdoáveis, mas recomendáveis, quando serviam aos
interesses da igreja. Sob vários disfarces, os jesuítas abriam caminho aos
cargos do governo, subindo até conselheiros dos reis e moldando a política das nações. [...] Os jesuítas rapidamente
se espalharam pela Europa e, aonde quer que iam, eram seguidos de uma
revivificação do papado” (O Grande
Conflito, p. 234, 235 - grifos meus).
Tudo
o que a Igreja Católica mais precisa agora é de uma “revivificação do papado”. Será
esse o papel desse jesuíta aparentemente carismático e bondoso? Teriam os jesuítas
abandonado os propósitos para os quais foram criados? Conseguirá Francisco I
conquistar a simpatia mundial para levar a cabo os objetivos do poder que agora
representa? O tempo dirá.[MB]
Leia também: "Os terroristas secretos", "O papado e a profecia de Apocalipse 17" e "Repercussão da eleição do novo papa"
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Problema da carne e bastidores de uma reportagem
quarta-feira, março 13, 2013
mundo torto, vegetarianismo
A
matéria veiculada pelo Fantástico no último dia 10/3, mostrando a situação
do abate de gado bovino em diversas cidades brasileiras, com certeza foi
chocante e um tanto reveladora. É triste e bastante repugnante, mesmo para os
de estômago forte, presenciar cenas como as apresentadas na matéria. É também
bastante revoltante, para muitos, descobrir que aquele açougue da esquina, no
qual se confiava por achar que a carne era “limpinha”, na realidade, vende
carne imprópria para o consumo, e que pode ocasionar diversas doenças. Mas qual
foi o objetivo do Fantástico (ou da Rede Globo), ao veicular essa matéria?
Podemos concluir, primeiramente, que se trata de um alerta à sociedade e aos
órgãos fiscalizadores. No entanto, podemos inferir algo mais?
Lembro-me
muito bem das aulas em meu antigo curso de Veterinária, quando nos eram expostos
os efeitos do estresse sobre a carne, ou a quantidade de substâncias químicas
acumuladas na carne em decorrência do uso de medicamentos nos animais. Ficava
atônito ao ver que, apesar de haver o chamado selo de qualidade para a carne, essa
carne “qualificada” nada mais era do que um pool
de substâncias danosas. Você deve estar se perguntando: “O que ele está
querendo dizer?”
Ficou
explícito na matéria do Fantástico que há um risco muito grande de se consumir
carne cuja origem é duvidosa, pois ela pode ter sido contaminada. Esse risco é
real, mas, como a matéria bem mostrou, a quantidade de carne duvidosa consumida
no país corresponde a 30% do total. E os outros 70%, estão isentos de risco?
Por que isso não foi mostrado na matéria?
Boa
parte da carne bovina produzida no Brasil (cerca de nove milhões de toneladas) é
destinada à exportação (2,2 milhões de toneladas) para mais de 140 países, e
obviamente essa carne não vem de pequenos produtores. Nossa produção está mais
concentrada nos estados do Centro-Oeste, e com o avanço da fronteira agrícola,
hoje encontramos grandes produtores do Norte do País. São mais de 200 milhões
de cabeças de gado bovino, número superior ao da população humana no Brasil. Em
números, só estamos atrás dos Estados Unidos. Também somos o terceiro em
consumo de carne per capita: cerca de
38kg por ano. São números enormes e que economicamente fazem do Brasil uma
potência nesse ramo.
Todo
esse mercado está concentrado nas mãos de poucos produtores que detêm grandes
porções de terras para a criação de gado. E tal foi minha surpresa ao
descobrir, quando acompanhava, em uma fazenda um professor meu em uma seção de
inseminação artificial, que esses produtores são, em sua maioria, artistas
famosos, apresentadores, narradores esportivos e políticos (os da chamada “bancada
ruralista”, você já deve ter ouvido falar).
Há
um grande mercado envolvido nisso, e qualquer que seja a má impressão que fique
acerca da carne brasileira, poderá prejudicar os lucros desses produtores.
Faz-se necessária, então, a “limpeza” da imagem da nossa carne, que é muitas
vezes rejeitada por alguns países, devido a casos de contaminação. Para cumprir
essa tarefa, é sempre mais fácil jogar o problema para os pequenos. Outra forma é veicular que os grandes produtores têm um
excelente controle de qualidade da carne. Mas há verdades escondidas nisso.
Fatos que não são mostrados. Por exemplo, veja o que o NACMCF (comitê
responsável por estabelecer parâmetros e critérios microbiológicos para os
alimentos) afirmou sobre a carne bovina produzida em grande escala:
“A
industrialização e o desenvolvimento de práticas agrícolas intensivas têm
desenvolvido a possibilidade do aparecimento de resíduos perigosos na carne
como antibióticos, anti-helmínticos, hormônios, substâncias parecidas com
hormônios, pesticidas, tranquilizantes e metais tóxicos. Alguns componentes da
alimentação animal ou contaminantes do pasto, como também agentes terapêuticos
ou de promoção de crescimento, podem permanecer nos tecidos após o abate,
constituindo perigo para o consumidor.”
Então
é verdadeira aquela história de que existem hormônios na carne (e queriam que
acreditássemos que isso era lenda urbana). E não somente hormônios, mas também
todo tipo de substância química administrada ao animal para evitar doenças ou
tratá-las é acumulada e pode ser ingerida pelo consumidor, acarretando
problemas de saúde.
Existem
diversos tipos de manejo para se evitar a contaminação da carne com radicais
livres decorrentes do estresse, ou diminuir a quantidade de substâncias
químicas administradas ao animal, porém, isso não é 100% seguro, e todos os
pesquisadores e produtores sabem disso. Podemos não estar alerta quanto a isso,
mas muitas pesquisas já mostraram o quanto o consumo de carne é prejudicial ao
ser humano, e mesmo assim continuamos a consumir algo tão ruim para nós.
Aprendi
algo sobre isso na faculdade de Veterinária. Você deve tentar deixar o produto
“menos ruim”, porque o produto ideal não existe. No entanto, hoje posso afirmar
algo diferente: o alimento ideal existe, sim, e só alguém que entende muito bem
do assunto pode indicá-lo. Deus, o Criador de todas as coisas, nos deixou um
tipo de dieta ideal e nos deu vários conselhos para obter essa dieta de forma
saudável. Cabe a nós estudar a Palavra para apreender tais conselhos e ter
força para pô-los em prática. Não digo que é fácil, pois ainda estou nessa
luta, mas posso dizer que é essencial.
Estamos
no meio de um grande conflito cósmico e nosso inimigo fará de tudo para nos
convencer de que Deus está errado. Ele se utiliza, de forma bastante intensa,
dos meios de comunicação. Quando vejo matérias como a do Fantástico, sempre
tento me posicionar de forma cética, pois sei que neste mundo a imparcialidade
muitas vezes é o mesmo que se posicionar do lado errado.
O amor acabou? Darwin “explica”
quarta-feira, março 13, 2013
Vocês
trocaram mensagens bobas pelo celular, dividiram brigadeiros de panela,
assistiram TV juntos largados na poltrona e dormiram de conchinha. Foram,
enfim, o centro da vida um do outro. Mas agora é cada um para o seu lado. E
sempre fica um enorme ponto de interrogação: Se era tão bom, por que acabou?
Para entender, é preciso voltar no tempo e fazer um passeio pelas savanas
africanas, três milhões de anos atrás [segundo a mitologia e a cronologia
evolucionistas]. O homem caçava e protegia a família. A mulher cuidava dos
filhotes. Mas, em determinado momento, os casais se separavam. O objetivo da
família nuclear - nome técnico que os antropólogos dão ao conjunto de pai, mãe
e filhos - era garantir que o homem ficasse por perto tempo suficiente para
criar o filhote. Somente isso. Quando o filhote já estava crescidinho e não
exigia atenção integral da mãe (que por isso podia voltar a se virar sozinha),
o pai estava livre para ir embora e procurar outras fêmeas para procriar.
É daí que vem a chamada crise dos sete anos [impressionante!]. Esse é o período necessário para que uma criança se torne minimamente independente. Um estudo da ONU revelou que o número de separações vai aumentando a partir do terceiro ano dos relacionamentos e atinge o pico no sétimo ano - quando começa a declinar. Ou seja: o sétimo ano realmente é a hora da verdade da relação. [...]
É daí que vem a chamada crise dos sete anos [impressionante!]. Esse é o período necessário para que uma criança se torne minimamente independente. Um estudo da ONU revelou que o número de separações vai aumentando a partir do terceiro ano dos relacionamentos e atinge o pico no sétimo ano - quando começa a declinar. Ou seja: o sétimo ano realmente é a hora da verdade da relação. [...]
Lembra-se
de quando dissemos, na primeira reportagem desta série, que os sistemas
cerebrais (luxúria, paixão/amor e ligação) eram independentes? Isso tem um
motivo - e não é complicar os relacionamentos. Pelo contrário: surgiu [sic] para
que nossos ancestrais pudessem buscar estratégias reprodutivas diferentes. A
mulher poderia ter um parceiro para protegê-la enquanto gerava os filhos de
outro, enquanto o homem poderia espalhar seus genes alegremente por aí, com
outras mulheres. A natureza não queria [sic] o ideal romântico de amor eterno.
Ela queria [sic] que tivéssemos um backup
reprodutivo, um plano B genético, e nos meteu nessa confusão. [...]
(Superinteressante)
(Superinteressante)
Nota:
O evolucionismo sempre “dando uma mãozinha” para os maus comportamentos
humanos. Se Darwin já “explicava” o adultério (confira aqui),
agora “explica” também por que muitos casamentos acabam nos sete primeiros anos
de união. Alguém chegou a notar que é exatamente nesse período que geralmente
nascem os filhos? E que se o relacionamento não for estabelecido e mantido por
fortes vínculos de compromisso, essa nova realidade que exige tremenda dose de
doação e de maturidade emocional fatalmente abala a relação? Claro que, para
dar uma força à teoria e igualar ainda mais o ser humano aos animais, os
pesquisadores deixaram esses “detalhes” de lado. Do ponto de vista
evolucionista, o próprio casamento e os votos de compromisso que se trocam no
altar passam a ser considerados pura convenção social sem muito sentido.
Resumindo: é a teoria ideal para “detonar” a santidade de uma instituição
criada por Deus no Éden e que deveria servir para abençoar as pessoas.[MB]
Carnificina ao vivo
quarta-feira, março 13, 2013
mundo torto
Sinceramente,
continuo achando estranho que cristãos apreciem esse tipo de “espetáculo” que
as emissoras de TV e os sites (as imagens acima foram retiradas de um
importante portal de notícias) ajudaram a glamourizar, elevando ao status de esporte e/ou entretenimento.
Eles (as TVs e os sites) só pensam no lucro que a audiência dá. E eles (os
cristãos que assistem), pensam no quê?[MB]
terça-feira, março 12, 2013
Os papas e a evolução
terça-feira, março 12, 2013
evolucionismo, religião
Como
estamos em temporada papal, achei que seria uma boa ideia fazer um resuminho
básico da relação entre a Santa Sé e a teoria da evolução – de jeito nenhum
exaustivo, mas que pelo menos dá uma ideia geral das tendências históricas até
aqui. E, conversa vai, conversa vem, relativamente pouca gente conhece esses
fatos. Dá pra encontrar um bom relato sobre o tema no livro Pilares do Tempo (editora Rocco), do
saudoso paleontólogo Stephen Jay Gould (1941-2002). Dividindo as coisas por
século:
Século 19 – Não
houve nenhum pronunciamento oficial da alta hierarquia católica quando Darwin
inaugurou a biologia evolutiva moderna ao publicar A Origem das Espécies em 1859. O livro, é bom lembrar, nunca foi
parar no famigerado “Index Librorum Prohibitorum”, o catálogo de livros vetados
ao bom católico (hoje não mais existente).
Nenhum
papa menciona diretamente o darwinismo ou a teoria evolutiva em suas encíclicas,
as grandes cartas pastorais que são, na era moderna, o principal veículo do
magistério (ensinamento) papal. Alguns teólogos mais inovadores que ensaiam
como conciliar o pensamento cristão tradicional com as descobertas de Darwin e
sucessores chegam a ser repreendidos pontualmente pela Igreja.
Século 20 – Os
papas só se põem a mexer realmente no vespeiro a partir de Pio 12 (1876-1958;
pontífice de 1939 até sua morte). Na encíclica “Humani Generis”, de 1950,
vejamos o que Pio 12 diz: “A Igreja não proíbe que... pesquisas e discussões,
por parte de pessoas com experiência em ambos os campos [ciência e teologia],
aconteçam com relação à doutrina da evolução, enquanto ela inquira a respeito
da origem do corpo humano a partir de matéria viva pré-existente.”
De
temperamento conservador, o papa considera, portanto, a questão em aberto e
alvo de discussão legítima, não sem uma pontinha de ceticismo. Na mesma
encíclica, deixa claro o que, pra ele, é inegociável: a ideia de que,
hominídeos à parte, a alma humana (em contraposição ao corpo) é criada
diretamente por Deus; e a doutrina do pecado original: a situação “caída” do
homem – o fato de estarmos afastados da graça de Deus desde o nascimento – só
poderia ser explicada pela culpa original de Adão e Eva. É preciso, portanto,
crer que descendemos do único casal original, e não de vários casais criados
independentemente por Deus, doutrina apelidada de “poligenismo” e considerada
herética.
O
grande “salto para a frente” nas relações diplomáticas entre catolicismo e
darwinismo, porém, foi mesmo o dado por João Paulo 2 (apesar do lado
conservador do véio, é inegável sua abertura para dialogar com tradições
externas à Igreja). O marco é um discurso do papa à Pontifícia Academia de
Ciências, datado de 22 de outubro de 1996: “Em sua encíclica ‘Humani Generis’,
meu predecessor Pio 12 já afirmava que não há conflito entre a evolução e a
doutrina da fé a respeito do homem e de sua vocação, desde que não percamos de
vista alguns pontos fixos [...] Hoje, meio século depois do aparecimento
daquela encíclica, algumas novas descobertas nos levam a reconhecer que a
evolução é mais do que uma hipótese. De fato, é notável que essa teoria tenha
tido uma influência cada vez maior sobre o espírito dos pesquisadores, seguindo
uma série de descobertas em diferentes disciplinas acadêmicas. A convergência
dos resultados desses estudos independentes – que não foi nem planejada nem
ativamente procurada – constitui, em si mesma, um argumento significativo em
favor da teoria.”
Incidentalmente,
vocês viram que o papa polonês distingue direitinho “hipótese” de “teoria”,
certo? (Nada surpreendente para um sujeito com o treinamento filosófico dele,
mas sempre é bom colocar os pingos nos is.) A ressalva, de novo, é a questão da
alma – o único elemento de “criacionismo”, digamos, no pensamento dos papas.
[E, infelizmente, um elemento pagão, não bíblico. Confira.]
Século 21 –
Houve quem interpretasse algumas falas do então cardeal Joseph Ratzinger como
uma possibilidade de aproximação entre a Igreja e o criacionismo, em especial
em sua vertente disfarçada de “design
inteligente” [sic]. Bento 16, porém, demonstra ter uma posição basicamente
igual ao de seu predecessor (e, ao menos na linguagem que utiliza, parece até
conhecer melhor as hipóteses sobre evolução humana, por exemplo). Por exemplo,
veja: “O barro se tornou homem no momento em que um ser, pela primeira vez,
tornou-se capaz de formar, ainda que de forma difusa, a ideia de ‘Deus’. O
primeiro Tu, ainda que gaguejante, dito por lábios humanos a Deus marca o
momento no qual o espírito surgiu no mundo. Aqui, o Rubicão da antropogênese
[origem humana] foi cruzado. Pois não é o uso de armas ou o do fogo, nem novos
métodos de crueldade ou atividade útil, que constituem o homem, mas sua capacidade
de estar em relação imediata com Deus. Isso tem relação direta com a doutrina
da criação especial do homem [...] e aí [...] está a razão pela qual o momento
da antropogênese é impossível de ser determinado pela paleontologia: a
antropogênese é o surgimento do espírito, que não pode ser escavado com uma pá.
A teoria da evolução não invalida a fé, nem a corrobora. Mas, de fato, desafia
a fé a se entender de forma mais profunda e, assim, a ajudar o homem a
compreender a si mesmo e a se tornar cada vez mais o que ele é: o ser que deve
dizer Tu a Deus pela eternidade.”
(Reinaldo José Lopes,
Darwin e Deus)
Nota:
É interessante notar o distanciamento cada vez maior do catolicismo em relação
ao criacionismo bíblico, visão defendida pelos próprios pais da ciência, como
Galileu e Newton, por exemplo. Primeiramente, é bom lembrar que a teologia
liberal católica favorece a ideia de que o relato da criação em Gênesis não
passaria de lenda ou mito, contradizendo abertamente Jesus, Paulo e os demais
autores bíblicos para os quais Adão e Eva eram personagens reais e eram
factuais o relato da criação em seis dias e mesmo a história do dilúvio. Também
não deve surpreender a defesa católica do evolucionismo teísta, uma vez que o
criacionismo bíblico defende a observância do sábado do sétimo dia como
memorial da criação histórica. Para sustentar a pretensa santidade do domingo
(dia utilizado pelos antigos pagãos para adorar o deus Sol e introduzido na
cristandade pelo imperador Constantino), o papado não
poderia mesmo abraçar ou defender a visão criacionista das origens. (Os
evangélicos que pregam o criacionismo, mas guardam o domingo, estão numa
espécie de “vácuo” filosófico-teológico.) Com a eleição do novo papa, não
devemos esperar grandes mudanças na concepção católica de evolução humana.
Podemos, sim, assistir a uma maior polarização entre a defesa do sábado (selo
de autoridade do Criador) e a pregação do domingo como dia sagrado (sinal da
pretensa autoridade humana).[MB]
Uma única mutação pode levar ao diabetes tipo 1
terça-feira, março 12, 2013
genética
A
variação em um único gene pode ser capaz de fazer com que uma pessoa nasça com
o diabetes tipo 1 ou com outras doenças autoimunes, que ocorrem quando o
sistema imunológico de uma pessoa passa a atacar o seu próprio organismo. Essas
são as conclusões de um novo estudo suíço, publicado na edição deste mês do
periódico Cell Metabolism. É a
primeira pesquisa a mostrar um fator monogenético como causador desse tipo de
condição. Esse estudo teve início quando Marc Donath, endocrinologista e
pesquisador do Hospital Universitário Basel, na Suíça, identificou um padrão de
doenças autoimunes na família de um de seus pacientes, um homem de 26 anos que
havia sido diagnosticado com diabetes tipo 1. De acordo com Donath, esse
paciente apresentava um histórico familiar incomum de casos dessa doença: sua
irmã, seu pai e alguns de seus primos da família paterna também tinham diabetes
tipo 1. Além disso, outros parentes desse homem tinham colite ulcerosa, que
também é uma condição autoimune. “Esse padrão de herança era indicativo de uma
mutação genética dominante, e nós [Donath e sua equipe] resolvemos
investigá-la”, diz o pesquisador.
A
investigação da equipe durou quatro anos e foi feita a partir de quatro
técnicas diferentes de sequenciamento de genoma. A pesquisa indicou uma mutação
no gene SIRT1 como o indicador comum de doenças autoimunes na família do
paciente de Donath. De acordo com o estudo, esse gene tem um importante papel
na regulação do metabolismo e protege o corpo contra doenças relacionadas ao
avanço da idade. [...]
(Veja)
Nota:
Se uma única variação em um único gene pode ser capaz de fazer com
que uma pessoa nasça com o diabetes tipo 1 ou com outras doenças autoimunes,
fica a dúvida: Até que esse sistema que depende de inúmeros fatores estivesse
perfeitamente funcional, o que impedia que o sistema de defesa destruísse o
organismo? Se apenas uma mutação pode fazer um estrago desses, como explicar
que ainda estamos aqui, depois de tantos supostos milhões de anos? Se apenas
uma mutação acarreta problemas tão significativos, até que os genes “se
ajustassem” ao longo dos supostos milhões de anos de evolução, como conceber a
ideia de que nossos ancestrais tenham sobrevivido a essa loteria evolutiva?[MB]
Cientistas enfrentam desafio de mapear o cérebro
terça-feira, março 12, 2013
design inteligente
Ao
definir que os Estados Unidos têm a meta de mapear o cérebro humano ativo, o
presidente Obama pode ter escolhido um desafio ainda mais difícil do que
encerrar a guerra no Afeganistão. Em mais de um século de pesquisas sobre as
células interligadas que compõem o cérebro, conhecidas como neurônios,
cientistas reconhecem que estão apenas começando a arranhar a superfície de um
desafio que será muito mais complexo do que o sequenciamento do genoma humano.
A administração Obama em breve irá anunciar a intenção de juntar as peças - e
as verbas - para um projeto de pesquisa, previsto para durar uma década, que
terá a meta de montar um mapa abrangente da atividade cerebral. Antes de os
cientistas poderem começar a traçar o mapa da atividade cerebral, eles precisam
desenvolver as ferramentas para o estudo do cérebro. E, antes de desenvolverem
ferramentas que funcionem com humanos, precisam conseguir fazê-lo com espécies
mais simples - supondo que aquilo que aprenderem poderá ser aplicado a humanos.
Além
dos desafios tecnológicos, há questões que envolvem o armazenamento das
informações colhidas por pesquisadores e questões éticas sobre o que poderá ser
feito com os dados. Muitos neurocientistas são céticos quanto às possibilidades
de êxito de um esforço para abrir a chave dos enigmas do cérebro.
“Acredito
que o paradigma científico subjacente a esse projeto de mapeamento é
desatualizado, na melhor das hipóteses. Na pior, é simplesmente equivocado”,
disse Donald G. Stein, neurologista da Escola de Medicina da Universidade
Emory, em Atlanta. “A busca por um mapa de caminhos neurais estáveis que possam
representar funções cerebrais é inútil.”
A
meta das pesquisas com animais é obter amostras de aproximadamente mil
neurônios simultaneamente. O cérebro humano possui entre 85 bilhões e 100
bilhões de neurônios. “Precisamos desenvolver novas técnicas, algumas delas a
partir do zero”, disse Rafael Yuste, neurocientista da Universidade Columbia,
em Nova York, pioneiro no uso de lasers para medir a atividade de neurônios no
córtex de camundongos.
Um
artigo publicado no ano passado no periódico Neuron descreveu um caminho possível para o mapeamento do cérebro
humano ativo. Assinado por seis cientistas destacados, o artigo propõe que o
projeto comece com espécies cujos cérebros tenham um número muito pequeno de
neurônios, passando em seguida para animais progressivamente mais complexos.
Os
cientistas citaram o verme C. elegans,
que até hoje é o único animal do qual existe um mapa estático completo, ou “connectome”.
Esse verme possui apenas 302 neurônios com 7.000 conexões. Os autores propõem
estudar a seguir a mosca drosófila, que possui 135 mil neurônios, o
peixe-zebra, com aproximadamente um milhão de neurônios, o camundongo e o
musaranho-pigmeu, o menor mamífero conhecido, cujo córtex é composto de
aproximadamente um milhão de neurônios.
Mas o salto para o
cérebro humano é tão enorme que o neurocientista Terry Sejnowski, do Instituto
Salk, descreveu o desafio como “a marcha de um milhão de neurônios”.
Os
pesquisadores já propuseram várias tecnologias que podem ser aplicadas, mas
muitas delas ainda são protótipos ou apenas especulativas. Algumas, como os
nanorrobôs que estão sendo projetados em lugares como o laboratório do
Instituto Wyss da Universidade Harvard, aparentam ter saído diretamente da
ficção.
As
tecnologias empregadas hoje para mapear a atividade cerebral em alta resolução
exigem a abertura do crânio, limitando drasticamente o que é possível fazer.
Os
cientistas reconhecem o desafio de capturar a quantidade de informação gerada
por neurônios. Num encontro em janeiro, cientistas concluíram que seriam necessários três
petabytes de capacidade de armazenamento para a informação gerada por apenas um
milhão de neurônios em um ano. O
Grande Colisor de Hádrons, em Genebra, gera cerca de dez petabytes de dados
anualmente. Se o cérebro contém 100 bilhões de neurônios, isso significa que o
cérebro completo gera cerca de 300 mil petabytes de dados a cada ano.














































