terça-feira, abril 23, 2013

A psicologia dos mártires

Como entender a mente de um mártir? O que faz alguém manter a fé pela qual é torturado?

“Mártir” (do grego martys, “testemunha”) é alguém que é morto por causa de sua fé, pelo simples fato de professá-la. A princípio, o termo era aplicado aos cristãos que sofriam torturas ou a morte por sustentar suas crenças. No entanto, com o passar do tempo, a palavra incorporou outros conceitos. Morrer pela pátria, pela liberdade, pela independência, pela autonomia de um povo, por um ideal social ou político, ou até mesmo em uma guerra são ideias que passaram a fazer parte do significado da palavra mártir. Neste artigo, falaremos sobre os mártires cristãos.

Torturas e tormentos – Quando pensamos nos mártires do cristianismo, quase sempre nossa mente se reporta ao Coliseu, aos cristãos sendo lançados às feras ou às fogueiras nas quais eram queimados vivos. Embora essas fossem formas frequentes de martírio, não eram as únicas. Na verdade, quando estudamos as torturas infligidas aos cristãos ao longo da História, é difícil acreditar e entender como o ser humano é capaz de chegar a tal ponto de frieza e crueldade. A fim de se ter uma pálida ideia do que implicava alguém tornar-se um mártir, estão relacionadas a seguir algumas das formas de suplício aplicadas aos cristãos.

Cruzes, estacas e suspensão. À semelhança de Cristo, a pessoa era pregada ou amarrada a uma cruz ou estaca. Para intensificar o sofrimento, as posições variavam: de cabeça para cima ou para baixo; pendurados pelos braços ou pés, com ou sem pesos ou pedras amarrados; e pelos cabelos, no caso das mulheres. Em algumas ocasiões, o mártir era coberto com mel e então suspenso numa estaca ou poste para ser atormentado por moscas e abelhas ao sol, quando não, posto na terra nessa mesma condição, a fim de ser mordido por formigas.

Rodas. Eram variadas. Em alguns casos, o mártir era amarrado a uma grande roda em formato cilíndrico, que era solta a certa altura sobre terreno pedregoso. Outras vezes, eram amarrados a uma roda estreita que girava sobre uma plataforma cravejada com pontas de ferro, de modo que o mártir era mutilado à medida que a roda girava.

Estiramento e esmagamento. O indivíduo era preso pelos braços a uma estaca e pelos pés a uma talha (uma máquina simples baseada num sistema de roldanas, acionada manualmente). Ao passo que a talha era acionada, o corpo era esticado a ponto de deslocar os ossos. Também utilizando uma talha, ou pedra enorme, alguns iam sendo esmagados aos poucos.

Uso do fogo. Os torturadores eram pródigos no uso do fogo. Em um dos tipos de tortura, o mártir era lançado de cabeça em um caldeirão cheio de chumbo fundido ou óleo fervente. Alguns eram literalmente fritos em panelas ou chapas aquecidas, adaptadas ao seu tamanho. Havia também o chamado touro de bronze, que consistia numa escultura oca, em cujo interior (semelhante a um forno) o condenado era posto para morrer assado, após serem acesas as chamas na parte inferior do animal. Segundo a tradição, Antipas, mencionado em Apocalipse 2:13, foi martirizado assim.

Esfolamento. Sem dúvida, uma das mais cruéis formas de tortura. Nesse caso, o mártir era amarrado e esfolado (tinha sua pele retirada) vivo. A tradição conta que o apóstolo Bartolomeu foi submetido a essa forma de suplício.

Outros tipos de tortura. Faltaria espaço para descrever cada tipo de tortura, método ou os instrumentos fabricados para esse fim contra os cristãos na Antiguidade e no período da Idade Média. É horrendo observar a inteligência e criatividade humanas para o mal, mesmo numa época de profundo atraso intelectual. Outras formas de martírio eram: afogamento (o mártir era preso em uma caixa de chumbo e atirado aos rios), perfurações (prendia-se o indivíduo e perfurava-o com lanças, espadas, estacas pontiagudas, punhais, etc.), amputação (os membros eram amputados um a um, com auxílio de machados, lâminas ou serras), espancamento, apedrejamento, uso de espinhos e farpas sob as unhas, entre outras. [Continue lendo

segunda-feira, abril 22, 2013

A maior declaração da presença de Deus

Certa vez, assisti ao filme Contato (1997), baseado no livro homônimo do famoso divulgador da ciência Carl Sagan (1934-1996). Apesar do fundo alienígena, o filme possui um conteúdo muito inteligente e conduz o telespectador a interessantes reflexões. Mas, neste momento, gostaria de chamar a atenção para a ideia mestra do filme. Uma radioastrônoma, Dra. Eleanor, interpretada por Jodie Foster, recebe um sinal oriundo do espaço, e nele há uma série de números primos. Em seguida, uma mensagem contendo um vídeo é decodificada, revelando o complexo projeto de engenharia de uma máquina que aparenta ser um portal, que através de dobras no tempo poderia levar o tripulante para locais desconhecidos no espaço sideral.

Veja bem, segundo a história, um conjunto de números primos seguidos por projetos de estruturas tecnológicas complexas é naturalmente compreendido como um sinal de que há uma mente superior e inteligente responsável por essa mensagem. Agora, que tal analisarmos a história da ciência que, desde a Antiguidade, já interpretava sinais claros de complexidade matemática presente na natureza?

A proporção áurea (ou proporção de ouro), por exemplo, na qual uma série de números, ou comprimentos geométricos, possui uma razão que se aproxima de um valor constante. Observe a série de Fibonacci: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, ao dividirmos um número da série por seu antecessor o resultado, conforme o número avança na série, se aproximará mais ainda do valor 1,618033. Esse valor é chamado de número de ouro. Por quê? O que há de tão especial nesse arranjo matemático? Se ficássemos apenas nesse ponto, nada, mas quando observamos inúmeros exemplos na natureza, de animais e vegetais que possuem proporção áurea, isso se torna muito interessante.

Por exemplo, pode observá-la em caracóis, no abacaxi, na posição da arcada dentária do ser humano, na distribuição das folhas nos galhos de algumas árvores, no girassol, etc. Como explicar a presença de uma organização matemática tão sofisticada presente em objetos naturais e imitada em obras por artistas e engenheiros do quilate de Da Vinci?

Mas a complexidade matemática presente na natureza não fica por aí. Desde Johannes Kepler (1571-1630), quando ele descreveu o movimento dos planetas por meio de leis matemáticas claras, as famosas leis de Kepler, seguido por mentes como a de Isaac Newton, que descobriu a lei da gravitação universal, entre outras teorias, a ciência nos vem apresentando sinais - não vindos do espaço - com profunda inteligibilidade. No entanto, chegamos ao ponto de dizer: tudo é fruto do acaso! Para entender a gravidade dessa afirmação, que tal imaginar a Dra. Eleanor, após receber o sinal de rádio extraterrestre, declarando: “Não creio que esse conjunto de números complexos, essa mensagem de vídeo e o projeto dessa máquina tecnológica foram feitos por alguém inteligente. Deve ser apenas uma interferência de sinais oriundos de fenômenos naturais, ainda desconhecidos, que se uniram e formaram esse padrão.”

Acho que você entendeu. Portanto, não vejo a ciência como um instrumento para nos separar do Ser responsável pela criação de tudo, mas uma excelente oportunidade de nos aproximarmos dEle e o apresentarmos a outros. É por essa razão que a chamo de “a maior declaração da presença de Deus”.

(Rafael Christ Lopes, mestre e professor de Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão)

O design como “evidência” contra o Designer

Num artigo relativamente recente publicado na New Scientist com o título de “Evolution: a guide for the not-yet perplexed”, Michael Le Page expressou grande confiança na Teoria Geral da Evolução (TGE), chegando ao ponto de declarar que “a teoria da evolução encontra-se firmemente estabelecida como um fato científico tal como a circularidade da Terra” (2008, 198[2652]:25). Le Page prosseguiu sugerindo os vários motivos que levam os evolucionistas a rejeitar a teoria do Design Inteligente. Depois de alegar que a Terra tem 4,5 bilhões de anos [...],  Le Page escreveu: “Imaginemos por um momento que a vida foi projetada e que ela não é o resultado da evolução. Neste caso, organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta, tal como as telas de LCD têm um mecanismo bastante diferente das telas de plasma. A explosão das pesquisas genômicas, no entanto, revelou que todas as formas de vida operam essencialmente do mesmo modo: elas armazenam e traduzem informação usando o mesmo código genético; existem algumas variações mínimas nos organismos mais primitivos” (p. 26).

Le Page continua: “Se os organismos tivessem sido construídos para desempenhar papéis específicos, eles poderiam ser incapazes de se adaptar às mudanças ambientais. Em vez disso, várias experiências [...] mostram que os organismos de todas as espécies evoluem sempre que seu ecossistema é alterado, desde que as mudanças não sejam demasiado abruptas” (p. 26).

 Note-se nos motivos que levam Le Page a rejeitar o Design Inteligente:

(1) se a vida foi criada, “organismos que parecem similares podem ter uma operacionalidade interna distinta”, e

(2) os organismos criados “poderiam ser incapazes de se adaptar” ao ambiente em constante mudança (p. 26).

Como deve ter sido absurdamente óbvio para qualquer pessoa que leu o artigo da New Scientist, os “argumentos” de Le Page são pura especulação. Nem as semelhanças entre as formas de vida, nem sua capacidade de se adaptar são motivo para se rejeitar a tese de que a vida tem uma Causa Inteligente, e adotar a teoria da evolução.

Há muito tempo os criacionistas reconheceram as semelhanças entre os animais e os seres humanos. De fato, essa semelhança (mesmo ao nível celular) deve ser esperada entre criaturas que bebem a mesma água, comem a mesma comida, respiram o mesmo ar e vivem no mesmo terreno. Mas as semelhanças são somente isto: semelhanças. Os evolucionistas interpretam essas semelhanças como sinal de que as formas de vida partilham um ancestral comum, mas até hoje eles foram totalmente incapazes de disponibilizar algum tipo de evidência que confirme essa tese.

Do mesmo modo, a capacidade dos animais de se adaptar ao seu meio ambiente pode muito bem ser explicada como resultado da programação que o Designer instalou nas formas de vida como forma de elas sobreviverem dentro dos ecossistemas.

A rejeição do Design Inteligente, baseada em crenças especulativas, por parte da New Scientist, é completamente vazia de justificação. Nem a homologia nem a capacidade de adaptação são evidência contra o criacionismo, e em favor da TGE.

O mais hilariante é que outros evolucionistas afirmam que a capacidade dos animais (e não só) de se adaptarem aos seus meios ambientes é evidência em favor do Criador. No livro da Scientific American, Evolution, o evolucionista Richard Lewontin diz:

“...a forma maravilhosa como os animais se adaptam ao seu meio ambiente [...] era a evidência maior em favor do Designer Supremo” (Lewontin, Richard C., “Adaptation”, Scientific American (and Scientific American book Evolution), september 1978).

Portanto, um grupo de evolucionistas diz que a capacidade de adaptação dos animais não é evidência em favor do Criador (logo, é evidência em favor da teoria da evolução), mas outro grupo diz que, sim, essa capacidade única das formas de vida é algo em favor do Criador.

Portanto, evolucionistas, com que ficamos? A capacidade de adaptação é evidência contra a noção do Deus Criador (e em favor da evolução), ou é ela algo em favor da criação (e, por consequência, contra a evolução)?

Essa contradição interna entre os evolucionistas é evidência da fragilidade da sua fé. Qualquer pessoa pode fazer uma lista de “fatos” em favor da teoria da evolução que são refutados por outros evolucionistas. Aliás, o livro The Biotic Message foi escrito contra a teoria da evolução, mas usando apenas e só as palavras dos próprios evolucionistas.

Como as lojas fazem você gastar mais

Quando você entra em quase qualquer loja, é imediatamente bombardeado com imagens, sons, cheiros, etc. Essa sobrecarga de sentidos não é aleatória – é escolhida a dedo com um único objetivo: fazer você gastar mais. De lojas de produtos de tecnologia a supermercados, é possível encontrar todos os tipos de truques cuidadosamente projetados para nos levar a gastar mais dinheiro. Do aroma de coco na seção de roupas de verão até as amostras de coisas que você nem quer, tudo é cuidadosamente organizado de maneiras que raramente percebemos, mas nos levam a alcançar a meta – deles. Veja a seguir como os lojistas se valem dos nossos sentidos para fazer com que compremos mais.

Visão. Não é surpresa que o principal sentido que as lojas de varejo buscam evocar é o da visão. O que é surpreendente, entretanto, são os sinais sutis que elas deixam ao redor para nos fazer gastar mais. Esses pequenos sinais simbólicos têm um grande impacto sobre o que decidimos comprar, e quanto tempo estamos dispostos a permanecer em uma loja. Por exemplo, a cor tem um grande impacto em nossas opções de compras. Cores evocam ou representam sentimentos, e os varejistas usam isso para sua vantagem.

“Pode ser a cor do produto, ou se eles estão apresentados em grupos de cores, isso tende a ter um grande impacto emocional. As cores têm diferentes associações. Por exemplo, o vermelho é quase sempre a cor associada com vendas porque inspira as pessoas a agir e é estimulante. Lugares que querem mostrar que têm um preço razoável tendem a ter logotipos vermelhos, mas também podem ser laranja. Preto é quase sempre associado com preços mais altos e produtos de luxo. As cores têm todos os tipos de impacto na forma como gastamos. Estudos têm demonstrado que garçonetes que vestem vermelho tendem a ganhar gorjetas maiores, e vermelho até nos faz gastar mais online”, explica o Dr. Kit Yarrow, psicólogo do consumidor na Universidade Golden Gate (EUA).

E não é apenas a cor que nos atrapalha nas compras. Os varejistas também criam barreiras simples de navegação que podem nos levar a comprar mais. Por exemplo, as pessoas costumam ir a um supermercado para comprar um único item, como leite. Mas o leite fica na parte de trás da loja, de modo que você é forçado a caminhar e ver tudo que tem no mercado antes de pegar seu “único item”. Numa dessa, a menos que você coloque viseiras enquanto anda, acaba comprando outros itens.

Os varejistas querem que você se perca na loja, para que você veja mais de seus produtos (certamente mais do que você precisa), e, por sua vez, você acaba gastando com coisas que não planejou.

Segundo Yarrow, lojas como a Apple e a Ikea criam uma imagem de estilo de vida com as quais as pessoas podem se relacionar. Muitos estabelecimentos criam um tema ou um estilo no qual as pessoas podem se ver vivendo. Isso faz com que elas queiram comprar tudo que está ali. Por exemplo, a Ikea configura diversos cômodos em lugar de espalhar móveis. Você entra na loja para comprar uma lâmpada e, de repente, você quer comprar aquele sofá também.

E isso não funciona só com compras grandes, mas pequenas também. Já reparou como sempre tem um par complementar de sapatos ao lado de calças jeans? Eles querem que você se veja usando ou vestindo o que eles estão oferecendo, assim apresentam tudo de uma forma que seu cérebro faça tais conexões sem você perceber. Isso normalmente funciona tão bem que a única coisa que podemos fazer para evitar gastar mais dinheiro é reconhecer o que está acontecendo e tentar não cair na tentação.

Tato. Todas essas lojas cuidadosamente projetadas não são estruturadas apenas para encher nossos olhos com objetos brilhantes. Também querem nos forçar a tocá-los. Por quê? Porque tocar quase sempre significa comprar.

O psicólogo ambiental Paco Underhill falou uma vez sobre as lojas que criam obstáculos para que sejamos obrigados a parar enquanto andamos por elas. Nisso, acabamos tocando algo, e ficamos mais propensos a comprá-lo, conforme pesquisas já demonstraram.

As lojas exibem seus produtos de forma que os consumidores fiquem tentados a tocá-los. Isso significa que os itens não podem estar perfeitamente dobrados, empilhados e organizados, porque as pessoas não querem fazer uma bagunça só para encontrar um jeans do tamanho certo, por exemplo.

Essencialmente, quanto mais tempo um item passa na sua mão, mais propenso a comprá-lo você fica. Araras de lojas são estruturadas de modo que estamos sempre pegando as coisas.

Disposição de prateleira é um conceito novo e interessante. Estudos sugerem que as pessoas tendem a gravitar para o centro das exposições. Parece que temos esse “instinto natural”, e somos mais propensos a comprar algo que está no centro de uma exibição. Boa dica para muitas lojas – má notícia para nós.

Olfato. Você pode até não perceber, mas o cheiro que você sente quando está comprando algo pode afetar suas escolhas em níveis que você nem imagina. “Nossos sentidos desviam nossa mente consciente. Se cheiramos algo como talco, lembramos com carinho de bebês. Se estivermos em uma loja para bebês, gastaremos um pouco mais dinheiro”, explica Yarrow.

Um estudo publicado no Journal of Business Research aponta que odores e aromas têm um forte vínculo com a memória. Se os varejistas conseguem evocar uma memória boa nos clientes, eles ficam mais propensos a entrar no clima das compras. Se não, como é evidenciado por qualquer pessoa esmagada por um perfume forte e ruim, os consumidores passam longe.

Cheiros em lojas podem afetar indiretamente nossa visão de qualidade de um produto, bem como melhorar nossa experiência na loja como um todo. Por exemplo, um perfume usado para ambientar lojas Hugo Boss passou dois meses sendo aprimorado, e supostamente contém “toques leves de frutas cítricas com um pouco de cacau, por cima de um floral de gardênia e jasmim sobre uma base de baunilha, sândalo, cedro e âmbar”.

A ideia aqui é ainda a da criação de um estilo de vida – fornecendo aromas ambientais sutis, as lojas podem evocar sentimentos que correspondem a esse estilo de vida. Quando isso é bem feito, dificilmente notamos (ou melhor, notamos tarde demais, quando a conta do cartão de crédito chega).

Audição. Os sons que você ouve em uma loja também complementam a imagem geral que ela quer passar. Lojas voltadas para adolescentes tendem a tocar música pop em alto volume, enquanto um joalheiro pode tocar música clássica. “Eu acho que a música tem a capacidade de criar um sentimento. Então, o que as lojas estão tentando fazer é criar emoção. Imagine assistir a um filme sem música – simplesmente não iria funcionar”, explica Yarrow. A música é emocionalmente evocativa e é isso que os varejistas pretendem – que você sinta as coisas, e não pense sobre elas.

Um estudo do European Journal of Scientific Research sugere que música em volume alto leva as pessoas a se mover através da loja mais rápido, enquanto músicas mais lentas e silenciosas nos fazem permanecer no local por mais tempo.

Música pop lenta pode fazer você gastar mais em compras por impulso, e o ritmo de uma canção pode afetar seu humor o suficiente para alterar opções de compras também. Sendo assim, cada loja escolhe a música que lá toca dependendo do que quer do cliente.

Enquanto você não pode fazer muita coisa para evitar esses truques, é importante saber como essas coisas funcionam e como afetam suas escolhas. Quando você tem em mente que o objetivo dos lojistas é fazer você gastar, fica um pouco mais fácil não fazer escolhas ruins.


Veja também: palestra "Consumidos"

Homem é preso por defender família tradicional

Somente olhando a fotografia que ilustra este post, tente adivinhar por que esse homem foi preso. Quando li a notícia em um blog russo, juro que pensei que se tratasse de uma pegadinha ou mesmo um registro do 1º de abril, mas ao ler a notícia original no jornal francês Le Figaro, descobri que realmente aconteceu e não foi um fato isolado. Já conseguiu adivinhar? Não vai adivinhar nunca! Acontece que um cidadão francês, Franck Talleu, decidiu levar a esposa e os filhos no domingo de Páscoa até o Jardim de Luxemburgo, em Paris, onde escondeu os ovos para que os pequenos procurassem. Foi interpelado pelos policiais porque usava uma camiseta que retratava uma família heterossexual, de mãos dadas (pai, mãe e dois filhos), como esses adesivos da “família feliz” dos carros. Como se negou a retirá-la, foi levado para a delegacia, onde foi interrogado durante uma hora e pagou uma multa alta para ser liberado. Da mesma forma, se negou a assinar o registro policial e agora aguarda julgamento por ofender os sentimentos das minorias sexuais.

Tudo bem que há um contexto na história: o desenho da família é um símbolo muitas vezes utilizado pelo movimento “Manif pour tous”, que é contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo - que estava sendo discutida no senado francês, e que foi aprovada no último dia 10 -, mas daí a prender uma pessoa por usar um símbolo inocente e sem nenhum slogan não parece um pouco demais?

 “Se um único desenho de uma família em uma camiseta é imoral, o que dizer de um casal na rua de mãos dadas com seus filhos? Será que vão prender, multar todo mundo?”, pergunta Franck Talleu, ainda incrédulo em relação a situação pela qual passou.

E por mais que não acredite ou que pense que é uma piada sem graça sobre o policiamento de atitudes “corretas” do mainstream, não foi um caso isolado. Podíamos supor que Franck tenha sido apenas o excesso de zelo das autoridades, especialmente na véspera de um 1º de abril. Mas mais uma dúzia de pessoas também foram autuadas e multadas nesse dia, pelas mesmas razões.

Christophe, um jovem empresário, foi preso por três policiais quando começava a correr no parque. Mesmo delito. Ele conta que chegou a pensar que fosse uma pegadinha, mas como os caras se mostraram sérios e um dos policiais o segurou firmemente pelo braço, decidiu acompanhá-los até a delegacia.

“Foi tenso, cara! Se eu estivesse usando uma camiseta com a imagem de um ditador, teria tido menos problemas! Fui tratado como se fosse um perigo público, capaz de provocar a violência. Foi ridículo e desproporcional”, disse o jovem.

A polícia, por sua vez, justificou as prisões e autuações porque não podia fazer a distinção entre manifestantes do “Manif” ou pessoas comuns que tinham levado a família ao jardim somente para um momento de lazer.

Quando digo que a esquerda é uma aberração moral, não estou exagerando. Toda e qualquer proposta política esquerdista atende a uma estratégia, da qual um dos principais itens é controlar a vida das pessoas por meio da coerção estatal. O politicamente correto, como sempre ocorre com as estratégias da esquerda, só serve para isso.

O que vemos na notícia acima é a aplicação do politicamente correto de acordo com o histórico das esquerdas.

Para piorar, o próprio texto também usa a estratégia do menor dano. Segundo o texto, é um absurdo punir cidadãos por usarem símbolos inocentes na camisa. Mas o texto também deixa implícito que não haveria problema em se punir os cidadãos se os símbolos estivessem relacionados ao movimento “Manif pour tous”, que é contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Como é? Quer dizer que manifestar uma opinião contra o casamento gay é algo que merece prisão?

A França decididamente virou um país de covardes e frouxos.

Google celebra Dia Internacional da Mãe Terra


[O doodle (logotipo acima) do Google hoje celebra o Dia Internacional da Mãe Terra. O desenho traz um ecossistema em um período de 24 horas, em que o usuário pode acompanhar o nascer e o pôr do sol, além da trajetória da Lua pelo céu durante a noite. O YouTube também mudou seu logotipo para comemorar a data. Ao clicar na imagem, que traz o desenho de dois pinguins, o usuário é redirecionado a um canal no site de vídeos que traz imagens de diversos locais do planeta, como a Floresta Amazônica ou a Patagônia.] O Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente. “O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro”, diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.

A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após ele ter visto a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.

No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.

O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. “Foi uma aposta”, lembra o senador, “mas funcionou”.


Nota: Conforme lembra o leitor Jeferson Quimeli, essa matéria do Terra ajuda a explicar a origem do Dia Internacional da Mãe Terra: 1970, movimento hippie (que foi inspirado por Timothy Leary, discípulo do bruxo satanista Aleister Crowley, inspirador dos Beatles, da contracultura, de Raul Seixas... (mais detalhes nesta palestra). Enfim, a data é de inspiração pagã e espiritualista, embora se revista da preocupação aparentemente pragmática do cuidado com a natureza. Não é de hoje que as autoridades que ditam os rumos do mundo perceberam o enorme poder mobilizador da bandeira ECOmênica. E hoje o maior motor de buscas do planeta dá também sua parcela de contribuição a esse movimento, e essa ideologia.[MB]

domingo, abril 21, 2013

Misteriosa pilha milenar intriga arqueólogos até hoje

Na década de 1930, o arqueólogo alemão Wilhelm Konig descobriu em um vilarejo próximo a Bagdá, no Iraque, um misterioso vaso de argila de 13 centímetros de altura, contendo um cilindro de cobre que encerrava uma barra de ferro. O artefato mostrava sinais de corrosão, e testes realizados na peça revelaram a presença de alguma substância ácida, possivelmente vinagre ou vinho. Em outras palavras, o arqueólogo havia encontrado uma antiga pilha. No entanto, o mais curioso é que o objeto foi datado em aproximadamente 200 anos antes de Cristo e, afinal, para que as pessoas de dois mil anos atrás precisariam de uma pilha?! No total, foram encontradas cerca de 12 baterias, e mesmo depois de tantas décadas desde o seu descobrimento, elas continuam intrigando os pesquisadores e gerando muitas discussões.

Existem muitas controvérsias envolvendo as pilhas, começando pela própria descoberta dos artefatos. Há poucos registros sobre as escavações, que foram pobremente documentadas pelo arqueólogo alemão. Portanto, até hoje não existe um consenso se Konig coletou os objetos do tal sítio arqueológico ou se os encontrou nos porões do Museu de Bagdá, depois de ter se tornado diretor da instituição.

A idade das baterias também é discutida, já que o estilo dos vasos pertenceria a um período posterior – entre 225 e 640 d.C. –, tornando os objetos muito mais “jovens” do que o apontado por Konig. No entanto, a maior discussão mesmo fica por conta da utilidade dos misteriosos objetos, pois simplesmente não existe qualquer registro histórico que se refira a eles. Teriam os persas antigos algum conhecimento sobre os princípios da eletricidade?

Independentemente das discussões sobre onde foram encontradas e se os antigos tinham conhecimento suficiente para fabricá-las, o fato é que as baterias eram capazes de conduzir uma corrente elétrica, fato comprovado por diversas réplicas criadas por pesquisadores em todo o mundo.

Embora ninguém saiba dizer ao certo para que eram empregadas, as réplicas indicam que as baterias eram capazes de produzir voltagens entre 0,8 e quase 2 volts. E mais: se fossem conectadas – apesar de nunca terem sido descobertos fios condutores entre os artefatos, infelizmente –, as baterias poderiam produzir voltagens bem mais altas.

Há quem acredite que as baterias fossem utilizadas pelos antigos médicos persas para tratar a dor através de pequenos choques. Outras teorias apontam que os objetos poderiam ter sido empregados na galvanização de superfícies metálicas, para embelezar joias, produzir moedas ou outros itens. Existe também a hipótese de que os artefatos ficassem escondidos em estátuas ou ídolos religiosos de metal, dando pequenos choques em quem os tocasse.

Contudo, nenhuma divindade de metal que pudesse conter as baterias jamais foi encontrada, e não existem registros confiáveis sobre a réplica do suposto processo de galvanização em laboratório. Portanto, a não ser que alguém invente uma máquina do tempo que nos permita voltar e conferir para qual finalidade as baterias de Bagdá eram utilizadas, elas continuarão sendo um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo.


Nota: Ainda que muita coisa reste ser resolvida quanto ao mistério das pilhas, algo parece bem claro: os povos do passado eram mais inteligentes do que se pensa. É bom lembrar, também, das grandes construções que estão em pé ainda hoje, como as pirâmides. Infelizmente, graças à mitologia evolucionista, as pessoas tendem a pensar nos seres humanos de milhares de anos atrás como bárbaros ignorantes. A verdade é que a raça humana teve uma origem superior e está em decadência desde então. O que nos livra da extinção e da barbárie, hoje, é a tecnologia.[MB]

sexta-feira, abril 19, 2013

Projeto de leitura diária da Bíblia completa um ano

Um hábito que impacta espiritualmente todos os dias seus participantes. Esse é o projeto Reavivados por Sua Palavra, de âmbito mundial, que motiva adventistas a lerem diariamente um capítulo da Bíblia Sagrada. O #rpsp, como ficou conhecido o projeto, principalmente no microblog Twitter, completou [nesta semana] seu primeiro ano e não perde a força. A ideia da sede mundial adventista (idealizadora do projeto) é que até metade de 2015 milhões de pessoas tenham lido todo o Livro Sagrado do cristianismo. “Em 36 anos de ministério, já vi muitos programas para estimular a leitura da Bíblia, mas não com a força do Reavivados por Sua Palavra”, explica o pastor Bruno Raso, vice-presidente da Igreja Adventista e responsável pela coordenação do projeto em oito países sul-americanos.

O que Raso afirmou é o que ocorre na prática. O RPSP realmente tem feito diferença na devoção pessoal de cada participante. O jornalista Michelson Borges, ele mesmo um dos que está lendo todos os dias um capítulo da Bíblia, resolveu entrevistar alguns beneficiados pelo projeto e publicou em seu blog. Gente como o pastor Álvaro Martinho da Silva, de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, que além de ler ainda posta tweets e comenta cada trecho estudado. Sobre essa experiência de compartilhar o que leu, pouco depois de acordar, ele diz que “hoje já se transformou em um bom hábito da minha manhã de estudos e meditação. Quando, por algum compromisso, não posso digitar logo cedo, assim que chego de volta ao meu escritório, quero ler os comentários dos outros colegas e destacar alguns especiais”.

Um dos segredos da longevidade do projeto pode ser atribuído ao fato de motivar as pessoas a estudarem apenas um capítulo e não vários, o que geralmente desmotiva em longo prazo. A psicóloga Karyne Correia, que mora em Joinville, Santa Catarina, ressalta essa vantagem. “Eu tenho por costume grifar e fazer anotações quando estudo qualquer tipo de conteúdo, e com a Bíblia não é diferente. E a leitura de apenas um capítulo por dia proporciona maior reflexão e permite extrair mais lições de menos palavras. É praticamente a experiência de aprender com cada versículo.”

Eunice Herculano, de Alagoas, expressa bem o efeito espiritual provocado por esse hábito adquirido. “Sempre achei muito difícil ler a Bíblia pelo ano bíblico porque começava com um grande estímulo, incentivo e, depois, todo esse ânimo ia diminuindo a ponto de parar. Mas com o Reavivados, a cada dia, sinto-me estimulada na leitura, pois temos comentários de pastores sobre o capítulo do dia, fazendo com que nossa mente se abra para o entendimento. E o mais importante: mantenho minha comunhão diária com Deus”, explica a participante.

Mas o pastor Bruno Raso resolveu ir além da meditação diária nos escritos bíblicos. Ele tomou o desafio pessoal de fazer uma síntese, em vídeo, de cada capítulo. As gravações são feitas na Nuevo Tiempo Bolívia e diariamente quem compreende o idioma espanhol tem acesso ao resumão feito por ele. “Cheguei a gravar 30 programas em um dia apenas. Não é fácil, mas vejo os resultados dessa iniciativa e me alegro com o reavivamento espiritual que está acontecendo”, vibra.

O #rpsp virou aplicativo para Facebook, IOS, Android e até game online. A sistemática de leitura diária de um capítulo da Bíblia está disponível em várias plataformas, o que provavelmente tem envolvido um número maior de jovens. No Twitter e no Facebook, participantes costumam compartilhar suas impressões sobre o conteúdo de cada dia e um verdadeiro debate virtual ocorre com opiniões de todos os tipos.

(Felipe Lemos, Portal Adventista)

Boston: o perfil de um terrorista

Um dos suspeitos do ataque terrorista em Boston, o jovem de origem tchetchena Tamerlan Tsarnaev, disse que não tinha “um único amigo” nos Estados Unidos. Ele morreu durante uma troca de tiros com a polícia na manhã desta sexta (19). O outro suspeito do atentado é o irmão mais novo de Tamerlan, Dzhokhar Tsaenaev, 19, que continua foragido. A ação, realizada na tarde de segunda (15), deixou um saldo de três mortos e 176 feridos. Tamerlan era apaixonado por boxe. Em um perfil publicado em uma revista local em 2008, o jovem estudante de engenharia da faculdade comunitária de Bunker Hill, em Boston, afirma que deixou os estudos por um semestre para se dedicar a campeonatos estudantis do esporte. “Se eu ganhar um monte de lutas poderia me tornar cidadão dos Estados Unidos para competir na Olimpíada”, disse Tamerlan Tsarnaev. Ele e sua família deixaram a Tchetchênia no início dos anos 1990, devido ao conflito armado na região, e chegaram a viver por alguns anos no Cazaquistão, antes de se mudarem para os Estados Unidos.

Segundo conta reportagem da revista Slate, Tamerlan dizia se sentir isolado por manter um estilo de vida diferente da maioria dos jovens norte-americanos, por não fumar nem consumir álcool. “Eu sou muito religioso. Deus diz ‘não’ ao álcool’, disse ele. “Mas não há mais valores e as pessoas não se preocupam mais em se portar bem.”

Após o anúncio dos ataques, o pai dos suspeitos, Anzor Tsarnaev, disse não acreditar que seus filhos estejam envolvidos no ataque. Ele defendeu o filho mais novo, que disse se tratar de um jovem inteligente e talentoso. “Meu filho é um verdadeiro anjo. Dzhokhar é estudante do segundo ano de medicina nos Estados Unidos. Ele é um garoto muito inteligente. Nós esperávamos ele para as férias.” [...]


Nota: Conforme destacou o amigo jornalista Ruben Holdorf, chama atenção o perfil do suspeito construído pelas autoridades norte-americanas e reproduzido pelas mídias subservientes. Tamerlan e a família dele deixaram a Tchetchênia no início dos anos 1990, devido ao conflito armado na região, e chegaram a viver por alguns anos no Cazaquistão, antes de se mudarem para os Estados Unidos. Segundo conta reportagem da revista Slate, Tamerlan dizia se sentir isolado por manter um estilo de vida diferente da maioria dos jovens norte-americanos, por não fumar nem consumir álcool. “Eu sou muito religioso. Deus diz ‘não’ ao álcool”, disse ele. “Mas não há mais valores e as pessoas não se preocupam mais em se portar bem.” Esse perfil condiciona as pessoas a pensar que ser diferente não é conveniente, é perigoso. De modo análogo, a mídia também mata a democracia com doses homeopáticas e condiciona o mundo a aceitar o autoritarismo ou alguma coisa em substituição à democracia das liberdades individuais e coletivas. De certa forma, Tamerlan tem o perfil de um "fundamentalista", e esses se tornam cada vez mais indesejáveis (assista isto).[MB]

Preparando a próxima geração de evolucionistas?

No dia 16 de março, Kathryn Satterfield publicou um artigo com o título de “A double dinosaur discovery”, que exibia um periódico dirigido às crianças, Time for Kids, afiliado à revista Time. Nesse artigo, Kathryn falou de duas equipes de pesquisa que, separadamente, encontraram fósseis de dinossauro na Antártica. Curiosamente, as descobertas foram feitas no espaço de uma semana. Essa “dupla descoberta” sem precedentes, inquestionavelmente, foi motivo de notícia junto à comunidade científica. James Martin e William Hammer lideraram as duas equipes, e a equipe de Hammer encontrou o que parece ser um dinossauro saurópode vegetariano. Segundo o artigo, esse réptil supostamente viveu há 200 “milhões de anos”. Por outro lado, a equipa de Martin encontrou o que eles julgam ser um terópode, grupo que inclui carnívoros, tais como o tiranossauro, e que supostamente viveu há 70 milhões de anos.

Embora essas descobertas sejam interessantes, os imaginários “milhões de anos” atribuídos a elas são falsos e, como tal, deveriam ser examinados com um olhar muito mais crítico do que o olhar com o qual os evolucionistas normalmente analisam os dados que eles pensam serem favoráveis à sua teoria da evolução. Segundo a forma de pensar evolucionista, os seres humanos não teriam evoluído na Terra até cerca de 4-6 milhões de anos atrás; isso separaria os humanos dos dinossauros em cerca de 60 milhões de anos.

A Bíblia, por outro lado, claramente diz que Adão e Eva foram criados no mesmo dia em que foram criadas todas as outras criaturas que andavam sobre a Terra; isso obviamente inclui os dinossauros (Gênesis 1:24-31). Além disso, muitas evidências científicas demonstram que os dinossauros e os seres humanos viveram lado a lado. Esse artigo escrito por Satterfield, tal como toda a descoberta fóssil, está sendo [usado] pelos evolucionistas como forma de contar uma história falsa.

Pensemos nisso de modo crítico: esse artigo apareceu numa publicação dirigida a crianças, portanto, o público-alvo são as crianças. Somos, portanto, levados a afirmar que a autora do artigo está tentando influenciar as crianças de modo a que elas acreditem numa teoria da evolução que requer os milhões de anos, e que contradiz a linha temporal bíblica.

Que tipo de impacto esse tipo de artigo tem sobre as crianças? James Martin, líder de uma das equipes de pesquisa, diz as coisas de forma bem clara: “Depois de ler um livro sobre dinossauros na terceira [série], tomei a decisão de trabalhar com fósseis” (Satterfield, 2004). James Martin leu um livro na terceira [série] que mudou sua vida para sempre (e, em termos de futuro eterno, para pior). Será que as crianças que chegarem a ler o artigo da Kathryn Satterfield dirão o mesmo no futuro?

Não podemos subestimar o poder dos livros, dos artigos, dos blogs e das páginas impressas; esse poder pode ser para o bem, como para o mal. Além disso, não podemos subestimar o quanto as crianças são influenciadas pelo que leem e pelo que ouvem. É absolutamente vital disponibilizar informação científica genuína de modo a que as crianças rapidamente se apercebam de que a teoria da evolução é uma religião mascarada de “ciência”, e que religião por religião, é bem mais lógico aceitar aquela que tem as evidências do seu lado.

quinta-feira, abril 18, 2013

Cientistas desvendam genoma do celacanto

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Primeiro, achavam que ele estava extinto [havia 70 milhões de anos]. Depois, quando descobriram que não, apelidaram-no de “fóssil vivo”, por causa de sua morfologia pré-histórica – em especial, das nadadeiras, que conservam dentro delas uma forma rudimentar de braço e antebraço. Especulou-se que ele seria o parente vivo mais próximo do peixe ancestral que deu origem à linhagem dos tetrápodes, os animais de quatro membros (incluindo nós, seres humanos) que saíram da água e conquistaram a terra entre 300 e 400 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Apesar dos muitos fósseis disponíveis, faltavam informações genéticas para tirar a dúvida. Agora não faltam mais. Em um trabalho publicado hoje na revista Nature, pesquisadores de vários países (incluindo o Brasil) apresentam uma análise do genoma do celacanto, um peixe estranho e muito raro que pouco mudou nos últimos 300 milhões de anos [idem] – não só do ponto de vista morfológico, mas também genético, segundo o estudo. [Quando se baseiam em fósseis, os cientistas elaboram fabulosas “histórias evolutivas”. Quando dispõem de seres vivos para fazer pesquisa, a história é outra: a evolução não parece tão “macro” assim.]

Os resultados indicam que os genes do celacanto estão evoluindo (mudando) numa taxa bem inferior à dos tetrápodes em geral. “Ele também mudou, mas muito menos do que nós, por exemplo”, disse ao Estado a pesquisadora Jessica Alfoldi, do Instituto Broad (uma parceria entre o MIT e a Universidade Harvard), que é uma das autoras principais do trabalho. “Por isso ele se parece mais com os ancestrais dele do que nós parecemos com os nossos.” [Na verdade, o celacanto se parece mais com os ancestrais dele pelo fato de que é exatamente como os fósseis dele encontrados em estratos antiquíssimos. Se um dia encontrarem um ser humano num estrato antigo – algo realmente muito difícil –, toda a teoria sobre nossos supostos ancestrais teria que ser alterada, mais ou menos como foi a alterada a “história evolutiva” do celacanto.]

Outra conclusão, baseada numa comparação entre o genoma do celacanto e de várias outras espécies de vertebrados, é que ele não é o parente vivo mais próximo dos tetrápodes, como chegou a ser proposto, mas sim os peixes pulmonados, um pequeno grupo de peixes parecidos com enguias que possuem pulmões e respiram ar na superfície, em vez de extrair oxigênio da água. Um exemplo é a piramboia, que ocorre no Brasil, única espécie do grupo na América do Sul (foto abaixo). Segundo o trabalho, os peixes pulmonados são (por pouco) mais próximos geneticamente dos tetrápodes, apesar de se parecerem menos com eles anatomicamente do que o celacanto. [É mais um mito que cai por terra – ou que afunda. Muitos livros terão que ser reescritos. Imagine-se quanta história evolutiva mudaria se se pudessem estudar exemplares vivos que hoje, supostamente, só existem em forma fóssil...]

O que não é nenhum demérito ao celacanto, que continua sendo o melhor modelo vivo disponível para estudo da origem dos tetrápodes, segundo o pesquisador brasileiro Igor Schneider. “Os pulmonados são mais próximos de nós, mas o celacanto é muito mais informativo no que diz respeito à evolução dos membros”, afirma Schneider, que participou da pesquisa como pós-doutorando no laboratório do renomado paleontólogo Neil Shubin (também co-autor do estudo), na Universidade de Chicago, e agora está de volta a sua terra natal, dando continuidade às pesquisas no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará. “É uma janela que nos permite olhar como eram esses peixes naquela época, quando eles estavam prestes a sair da água.” [A hipótese é tão forte que sempre acaba prevalecendo sobre os fatos. Mesmo sabendo que o celacanto é bem “adaptado” às águas profundas, os cientistas insistem em afirmar que ele estava “prestes a sair da água”.]

Em Chicago, Schneider e Shubin fizeram algo inusitado para saber se o “maquinário genético” responsável por guiar a formação das nadadeiras do celacanto era o mesmo usado para guiar a formação de braços e pernas nos tetrápodes. Os genes que fazem isso nos peixes e vertebrados terrestres são essencialmente os mesmos [funções semelhantes, informação semelhante. O ser humano também faz isso com suas criações diversas, mas que possuem funções semelhantes.]. Então, eles pegaram uma sequência de DNA que funciona como um “interruptor” genético – que liga, desliga ou regula o funcionamento de genes específicos – associado ao gene que controla a formação das nadadeiras no celacanto e o colocaram no genoma de um camundongo transgênico. Resultado: o gene funcionou da mesma forma, controlando a formação embrionária dos braços e pernas nos roedores.

“Isso mostra que os aparatos genéticos usados para formar membros nos tetrápodes já estavam presentes nos peixes ancestrais”, explica Schneider [por que deveria haver aparatos genéticos que permaneceriam tantos “milhões de anos” sem ser usados?]. “É evidente que, como nós fazemos braços e eles, nadadeiras, há outras coisas operando no genoma que nos faz diferentes deles [e é nessa diferença que eles deveriam focalizar a atenção, mas o que sempre importa mais são as semelhanças]. Vamos testar outros elementos regulatórios para saber o que é novo e o que é antigo.”

Na comparação entre genomas, os pesquisadores já identificaram algumas características genéticas importantes aos tetrápodes que não estão presentes no celacanto e que podem ser resultado da adaptação à vida na terra [aqui entra em cena a extrapolação dos dados com base numa hipótese]. Por exemplo, características ligadas ao olfato, ao sistema imunológico, à formação de dedos e ao metabolismo de ureia. [Essas características simplesmente surgiram nos seres terrestres – com aumento inexplicável de informação genética – ou foram criadas nesses animais distintos dos aquáticos?]

As comparações genéticas entre celacantos e peixes pulmonados foram feitas com base no chamado “transcriptoma”, que utiliza RNA em vez de DNA para identificar as mensagens que estão sendo codificadas pelos genes dentro das células. O ideal seria ter também o genoma inteiro de um peixe pulmonado sequenciado, mas por enquanto isso é tecnologicamente impossível. Por alguma razão desconhecida, os peixes pulmonados possuem genomas gigantescos, da ordem de 100 bilhões de pares de bases, comparado a três bilhões do genoma do celacanto e do genoma humano, por exemplo. “Até dá para sequenciar, mas seria caríssimo e não temos uma tecnologia (de bioinformática) avançada o suficiente para montar e anotar um genoma desse tamanho de maneira satisfatória”, aponta Jessica. Em outras palavras: até daria para sequenciar e produzir as peças do quebra-cabeça, mas não seríamos capazes de montá-lo no final. [Como explicar essa tremenda diferença entre os genomas de seres que deveriam ser parentes? De qualquer forma, lembre-se de que o ser humano e as bananas têm 50% de semelhança genética, mas ninguém diz que somos “parentes”.] [...]

É difícil dizer por que [o celacanto] teria mudado tão pouco em tanto tempo de evolução. Uma das hipóteses é que, por viver em águas profundas, onde as condições ambientais são relativamente estáveis, ele não foi “pressionado” a mudar (evoluir) tanto quanto os animais terrestres ou peixes de águas mais rasas (como os peixes pulmonados, por exemplo, que são seus parentes próximos). [Se convenceu?] [...]

Contrariamente ao celacanto, que manteve sua forma quase que inalterada até os dias de hoje, os pulmonados modernos são bem diferentes dos seus antepassados que aparecem no registro fóssil [dizem isso até que seja encontrado um ancestral de pulmonado idêntico à sua versão atual; aí, novamente, a hipótese terá que ser modificada]. [...]

Seja como for, juntando todas as informações genéticas e morfológicas, de fósseis e animais viventes, a história da origem aquática dos tetrápodes é uma das mais bem documentas da evolução da vida na Terra [se essa é uma das mais bem documentadas, então as demais “histórias” são mesmo muito frágeis!]. “Há muitos registros de bichos intermediárias, com características mistas, que mostram uma transformação gradual das nadadeiras em membros, como se fosse um filminho, desde uma forma mais pisciforme até um tetrápode propriamente dito (algo parecido com uma salamandra)”, afirma Carvalho. [Aqui entra em cena a ficção dos milhões de anos para “explicar” a ideia metafísica da macroevolução.]

O celacanto seria uma dessas formas transitórias, que se adaptou tão bem ao seu nicho ecológico que não precisou mais mudar; enquanto que alguns de seus parentes de águas mais superficiais começaram a rastejar pelas bordas e foram se transformando ao longo do tempo, até sair de vez da água e conquistar a terra firme. [Fatos: (1) descoberta de celacantos vivos, (2) percepção de ele é igual a seus ancestrais fossilizados de “70 milhões de anos”, (3) sequenciamento do genoma mostra diferenças enormes em relação a seus supostos parentes pulmonados, (4) constatação de que o celacanto era e é peixe de águas profundas (o que força os pesquisadores a supor que havia outros tipos de celacanto vivendo no raso e “namorando” a terra firme). O resto do texto acima é pura especulação evolucionista.]