segunda-feira, junho 16, 2014

Cientistas descobrem oceano dentro da Terra

Três vezes mais água
Pesquisadores descobriram, após décadas de estudos, que um vasto reservatório de água – suficiente para encher os oceanos da Terra três vezes – pode estar escondido quilômetros abaixo da superfície. A novidade, publicada na Science, tem chances de transformar a atual compreensão de como foi formado o planeta. Em março deste ano, cientistas já haviam divulgado evidências desse enorme reservatório. A água estaria “trancada” em um mineral chamado ringwoodite, cerca de 660 quilômetros abaixo da crosta terrestre. Os pesquisadores se basearam no estudo de uma região que se estende no subsolo dos Estados Unidos. O mineral em que está a água costuma agir como uma esponja, em razão de sua estrutura cristalina. Se apenas 1% da rocha for água, já seria o equivalente a quase três vezes a quantidade de água nos oceanos. A pesquisa, informou o Guardian, utilizou dados do USArray, uma rede de sismógrafos americana, que mede as vibrações de terremotos.

Segundo o geofísico responsável pela iniciativa, Steve Jacobsen, da Universidade Northwestern, a descoberta sugere que a água da Terra pode ter vindo de seu interior, impulsionada para a superfície pela atividade geológica – em vez de ter sido trazida por cometas congelados. “Acho que estamos finalmente vendo evidências de um ciclo de água na Terra, o que pode ajudar a explicar a grande quantidade de água em estado líquido na superfície do nosso planeta”, diz Jacobsen.

Em entrevista à New Scientist, o pesquisador afirmou que a água escondida também poderia estar agindo como um amortecedor para os oceanos na superfície. “Se [a água armazenada] não estivesse lá, estaria sobre a superfície da Terra, e o topo das montanhas seriam o único solo para fora.”


Nota: De onde teria vindo tanta água? Considerando-se que o topo das montanhas não estava lá tão alto no passado, essa água abissal toda (fontes do abismo?), se estivesse na superfície, cobriria a Terra inteira. Outra coisa: essa imensa quantidade indispensável de água em nosso planeta torna mais difícil outros planetas serem candidatos a “Terras”, como querem os astrônomos evolucionistas. A Terra é especial. Foi meticulosamente projetada para abrigar vida. [MB] 

A fé criacionista dos norte-americanos

Quatro em cada 10 norte-americanos acreditam que Deus criou a Terra e os seres humanos há menos de 10 mil anos, segundo uma sondagem da Gallup. A sondagem especifica que uma percentagem significativa acredita que tudo aconteceu entre 6 mil e 10 mil anos. Segundo uma notícia do Yahoo, se o número que dos acreditam na teoria do criacionismo não tem sofrido alterações, a percentagem dos que dizem que os humanos foram criados por Deus mais do que duplicou [curiosamente, isso praticamente faz deles criacionistas!]. A Gallup divulgou outro resultado curioso [curioso para a mídia]: três em cada quatro norte-americanos veem a Bíblia como a Palavra de Deus.

Leite de mosca

A mosca tsé-tsé produz um único ovo por vez e a larva fica incubada no útero, onde é alimentada pela mãe com uma substância parecida com leite. Estudando essa mosca, pesquisadores ficaram surpresos ao perceber que o leite dela contém uma enzima chamada esfingomielinase, ou SMase, importante também na lactação dos mamíferos. Segundo Joshua Benoit, entomólogo da Universidade de Yale, isso significa que a mosca tsé-tsé pode ser usada em estudos sobre problemas de lactação em humanos. Benoit e os colegas dele publicaram a descoberta no periódico científico The Biology of Reproduction. [Continue lendo aqui.]

domingo, junho 15, 2014

Bate-papo sobre as origens

sábado, junho 14, 2014

Isaac & Charles: lavagem cerebral

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Perigos da internet para homens e mulheres



sexta-feira, junho 13, 2014

Evangélicos são os que mais mantêm casos extraconjugais

Sob a capa da religião
Uma recente pesquisa realizada pelo Ashley Madison, site para pessoas casadas que buscam casos extraconjugais, fez um levantamento sobre qual a afiliação religiosa adotada pelos seus usuários. A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, revelou que a grande maioria das pessoas que buscam um relacionamento fora do casamento pelo site se identifica como cristãos. Os números revelados pela pesquisa mostram que cerca de 48% dos participantes se classificam como evangélicos ou protestantes, e cerca de 23% se identificam como católicos. Assim, a pesquisa mostra que a fé cristã é a mais comum entre pessoas que traem seus cônjuges. O estudo também revelou que 24% dos homens e 32% das mulheres que usam o serviço de encontros extraconjugais afirmam que oram regularmente. Quanto ao sétimo mandamento, apenas 18% dos homens e 11% das mulheres disseram considerar a traição como um pecado. Menos de 5% dos usuários do site se identificam como “não cristãos”, e a pesquisa mostra um baixo percentual de usuários judeus, muçulmanos e hindus. O fundador do site, Noel Biderman, afirmou que a pesquisa mostra que a religião pode ser “retirada da lista” de fatores que impedem a infidelidade. “Você pode ir orar todos os domingos, ou no sábado, ou três vezes por dia, e isso pode não fazer diferença em relação à sua fidelidade conjugal”, afirmou.


Nota: Realmente, religião nominal não faz diferença alguma, apenas serve de desculpa para os que não querem saber de envolvimento com Deus; é uma ofensa ao Céu e uma desonra a Jesus Cristo, para quem o “simples” olhar para uma mulher com intensão impura já se constitui adultério. Os verdadeiros seguidores de Cristo – portanto, verdadeiros cristãos – são fiéis a Deus, à Sua Palavra, ao seu cônjuge e à sua consciência. De certa forma, essa atitude dos evangélicos adúlteros reflete o espírito de nossa época, em que as pessoas relativizam os princípios e as verdades bíblicas e abraçam uma religião de conveniências e de emotividade vazia; uma capa de religião. É muito fácil ser cristão assim (talvez apenas para pertencer a um grupo social ou para tentar aplacar o resquício de consciência que insiste em incomodar). Cláudia Leitte deu exemplo semelhante, ao dizer que considera uma bênção de Deus poder sambar para o mundo (confira)! Guardadas as proporções (tanto no caso dela quanto no que vou citar agora), traem o evangelho aqueles que, dizendo-se cristãos, acreditam que se possa frequentar qualquer tipo de ambiente de diversão e misturar qualquer estilo musical no louvor a Deus, para ficar apenas com mais dois exemplos de incoerência. "Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus" (Tg 4:4). [MB]

“Não consigo ver Jesus nesse tipo de show [gospel]”

Mudança radical de vida
A fila já vai grande às 19h50. Algumas centenas de jovens, a maioria aparentando vinte e poucos anos, vão se amontoando em frente aos portões fechados do principal auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Eles falam alto. Uns conversam em inglês. “I miss you so much!” Quem tem pulseirinha de acesso restrito não precisa esperar a abertura oficial. Convencemos o atarefado estafe a liberar nossa entrada. No lado de dentro a banda passa o som. Tira grave, sobe agudo, ei, som, ei, som. “Alguém quer alguma coisa?”, grita o técnico de áudio de cima do seu poleiro. “Quero um café!”, brinca Rodolfo Abrantes. Ele está no centro do palco empunhando a guitarra. Ao seu redor, sua banda, cortinas vermelhas, cem lâmpadas em forma de velas e três pessoas orando num canto. “A gente vai fazer uma parte da adoração, é uma parte do culto”, explica Rodolfo. Ele é um missionário, alguém que, segundo as tradições evangélicas, passa a mensagem de Deus. “A carta não é a minha, eu sou o carteiro”, diz. Aos 41 anos, ele recusa o título de artista que carregou até 2001, ano em que deixou os Raimundos. “Eu vim de uma cidade projetada, minha família toda tem médicos, era tudo planejado; e eu não queria aquilo pra mim”, conta. Rebento da segunda geração roqueira do Distrito Federal, o moleque Rodolfo viu na música a chance de sair do plano piloto a ele imposto. Ao lado de Digão, fundou os Raimundos em 1987, e em 1994 rumava ao sucesso com o primeiro álbum.

Em pouco tempo ele deixou de ser fã de rockstars para se tornar um deles. Rodava o Brasil na rotina avião-hotel-palco-hotel-avião. Ao lado de bandas como Planet Hemp e Charlie Brown Jr, os Raimundos tocaram o último acorde do rock brasileiro de grandes proporções. Lotavam casas de show, vendiam quilos de CDs e arrepiavam os ouvidos mais carolas com a mistura de riffs velozes e distorcidos, vocabulário calango e histórias de sexo oral, escatologia, erva e outras peculiaridades.

O sucesso aumentava e Rodolfo ficava cada vez mais junkie. Maconha era mato. “Eu fumava um e já estava pensando no próximo, cheguei a cheirar e tomava ácido pra caramba”, conta. Para ele, o ápice da fama coincidiu com o fundo do poço. “Minha saúde destruída, perdendo peso, cheio de caroço espalhado pelo corpo: eu me sentia morrendo”.

Rodolfo decidiu que daria fim àquilo logo após a gravação do aclamado álbum MTV Ao Vivo, em junho de 2001. Ele se convertera no começo daquele ano, motivado, num primeiro momento, por Alexandra (então namorada e atual esposa). “Nosso relacionamento estava indo por água abaixo.” A convite dela, evangelistas da periferia de São Paulo foram à sua casa. Anos depois de entrar num puteiro em João Pessoa, o músico encontrava seu Deus.

Rodolfo conta sua história e sua crença com precisão litúrgica. Embora sempre leia a Bíblia, não menciona passagens com proselitismo pastoreiro. Fala de forma complacente. Sua prosódia em nada lembra os pregadores ufanistas, mas tampouco resgata a língua frenética de músicas como “Nêga Jurema”, em que cuspia duzentas e três palavras em apenas dois minutos.

“Eu tenho 100% de arrependimento”, diz ele sobre suas letras na época dos Raimundos. As dezenas de composições feitas durante esse tempo garantem parte de seu orçamento por meio dos direitos autorais, mas ele não toca mais nenhuma dessas músicas. Atualmente, a maior parte das suas contas é paga pelos seus álbuns de cunho evangélico, assinados com a sigla RABT, e pelas apresentações que faz pelo país. Nesse caso, o pagamento vem como oferta – uma das formas de remuneração instituídas na Bíblia, segundo ele. “Eu saio da minha casa e posso não receber nada”, afirma.

Assim como não enxerga verdade em alguns pastores – “tem pilantra se passando por pastor” –, Rodolfo também não acredita no endinheirado mercado gospel. “Eu não consigo ver Jesus nesse tipo de show porque o povo está aplaudindo o cara que está tocando, e a adoração não serve pra ninguém me aplaudir”, diz ele em meio ao barulho que antecede o culto. [...]

Rodolfo mora em Balneário Camboriú e, quando dá tempo, surfa na praia logo em frente a sua casa. Cair na água é um dos poucos hábitos que mantem desde a adolescência. Mas sua prioridade é sua missão terrena. Ele não acha que corre o risco de ter uma overdose. Afinal, Deus é veneno? “Não, porque ele não é desse mundo.”

(Trip, via Pavablog)

quinta-feira, junho 12, 2014

Como descobrir a verdade

Quem procura sinceramente, encontra
A verdade – todos estamos atrás dela. Encontrá-la nem sempre é fácil, porém. Ainda assim, existem maneiras de filtrar nosso mundo em busca dos fatos verdadeiros, peneirando todas as enganações e falsidades de nossa vida. O livro How to Fail at Almost Everything and Still Win Big: Kind of the Story of My Life (em tradução livre, “Como falhar em quase tudo e ainda assim se dar muito bem: meio que a história da minha vida”), de Scott Adams, cita seis filtros que podem nos ajudar nessa tarefa. No entanto, todos têm seus defeitos. Experiência pessoal pode ser um bom filtro em alguns casos, mas em muitos outros as percepções humanas são duvidosas. A experiência de pessoas que você conhece pode servir como boa base para filtrar a verdade, mas é algo ainda menos confiável. A palavra de experts tem o poder de ajudar a separar fato de boato, mas vale lembrar que eles trabalham por dinheiro, não pela verdade maior. Estudos científicos são geralmente excelentes fontes de informação, mas nem sempre correlação é causalidade. O senso comum existe por um motivo – é muitas vezes verdadeiro –, mas usá-lo vem com o prejuízo de confundi-lo com total confiança. Reconhecimento de padrões é interessante para jogar fora o que não faz sentido e, portanto, não é verdadeiro, mas padrões, coincidências e preconceitos pessoais são parecidos na mente humana.

O que mais nos ajuda a encontrar a verdade? Consistência. Quando alguma coisa é consistente, tem a melhor chance de ser verdadeira. Aliás, consistência é o que os cientistas procuram em seus estudos e teorias. “Em nossas vidas bagunçadas, o mais próximo que podemos chegar à verdade é através da consistência. Consistência é a base do método científico. Cientistas se aproximam da verdade através da realização de experimentos controlados, tentando observar resultados consistentes. Em nossa vida não científica, fazemos a mesma coisa, mas não de maneira tão impressionante ou confiável”, afirma Adams em seu livro.

A consistência não precisa ser uma experiência controlada para ser útil ao tomarmos uma decisão ou buscarmos a verdade. Quando você encontra um padrão, isso pode ajudá-lo a reconhecer resultados repetíveis – que são os verdadeiros. “Por exemplo, se cada vez que você come pipoca, uma hora mais tarde você solta muitos gases, você pode razoavelmente assumir que pipoca te deixa com gases. Não é ciência, mas ainda é um padrão totalmente útil. A consistência é o melhor marcador da verdade que temos, mesmo sendo um marcador imperfeito”, explica Adams.

A falta de consistência também é um sinal quando se busca a verdade. “Ao buscar a verdade, a sua melhor aposta é buscar a confirmação em pelo menos duas das dimensões da lista [acima]. Por exemplo, se um estudo científico indica que comer nada além de bolo de chocolate é uma excelente maneira de perder peso, mas seu amigo que está tentando a dieta está ficando cada vez mais gordo, você tem duas dimensões que não concordam entre si (três, se contarmos o bom senso). Isso é uma falta de coerência”, exemplifica.

Por fim, para inspirá-lo a buscar a verdade em sua vida, deixo-o com algumas palavras de sabedoria de Mahatma Gandhi: “Mesmo se você é uma minoria de um, a verdade é a verdade.”


Nota: Interessante... Eu poderia dizer que abracei a cosmovisão cristã-criacionista justamente pelos motivos apresentados acima. Vejamos: (1) Experiência pessoal – tenho me relacionado mais intensamente com o Criador ao longo de duas décadas e posso afirmar que, para mim, essa experiência é bem real; sinto a presença dEle; Ele Se revela em pequenos e grandes eventos, em situações humanamente inexplicáveis e também nas corriqueiras. (2) A experiência de pessoas que você conhece – conheço muitas pessoas que se relacionam com Deus de maneira íntima e numa base racional, e, justamente pelo fato de conhecê-las e de saber que são inteligentes e equilibradas, e que passam por experiências semelhantes às minhas (e algumas até muito mais impressionantes), não posso duvidar do que elas dizem. (3) Palavra de experts – já li muita coisa escrita por experts em áreas como teologia, arqueologia, geologia, biologia, etc., etc.; assisti a palestras e tive aulas com muitas delas; pessoas que compatibilizam bem ciência e religião e que sabem do que estão falando; pessoas com currículo invejável, com anos de estudos teóricos e práticos; pessoas que, pelo menos, devem ser levadas a sério. (4) Estudos científicos – são muitos os realizados pelo Geoscience Research Institute e pela Sociedade Criacionista Brasileira (para citar apenas duas entidades) que corroboram a visão criacionista; e são muitas as pesquisas na área da arqueologia bíblica que confirmam o pano de fundo histórico da Bíblia; por uma questão de honestidade intelectual, é preciso conhecer essas pesquisas e os argumentos, antes de pensar em descartá-los. (5) Senso comum – há bilhões de cristãos em todo o mundo que acreditam em basicamente tudo o que eu acredito; pessoas de todas as classes e formações; muita gente que pensa de maneira racional e tem bom senso; aliás, a imensa maioria dos seres humanos crê na existência de Deus. (6) Reconhecimento de padrões – a verdadeira conversão age na vida das pessoas promovendo certos padrões de pensamento e de comportamento; as pessoas que vivem intensamente sua religião geralmente têm mais paz, esperança, saúde física e mental, e bons relacionamentos (e isso é respaldado por muitas pesquisas científicas). (7) Consistência – juntando todo o pacote acima e muitos outros motivos, posso afirmar que vejo consistência na cosmovisão que abracei e que ela me ajudou a encontrar a verdade: Jesus Cristo (João 8:32). E percebo que essa visão de mundo não fica devendo nada (muito pelo contrário) ao naturalismo filosófico e ao ateísmo. [MB]

Em defesa da beleza: o papel das artes na vida humana

"O Nascimento de Vênus"
Em um mundo trágico, rodeado por desgraças, um verdadeiro “vale de lágrimas”, a busca do belo tem sido uma constante para a humanidade. Eis onde entram as artes, as diferentes expressões individuais no afã de capturar de alguma forma esse transcendental, universal e atemporal que nos retira um pouco do efêmero, do aqui e agora. Roger Scruton tem sido uma das vozes mais importantes na luta pela resistência desse ideal, e em Beauty: A Very Short Introduction, ele desenvolve sua visão acerca da importância da beleza em nossas vidas. Tentarei, a seguir, resumir seu ponto de vista, que julgo instigante, mesmo para quem não compartilha de seus sentimentos religiosos. Aliás, diria que para ateus a busca do eterno nas artes se torna ainda mais relevante. Scruton entende que o julgamento artístico é subjetivo, mas ao mesmo tempo depende do suporte de motivos racionais. Mas estes não podem se limitar a algum argumento dedutivo, pois se fosse o caso, qualquer opinião de segunda mão sobre beleza valeria. Haveria especialistas em beleza que nunca a experimentaram, e isso não faz sentido.

O julgamento estético não é uma simples afirmação de preferências, pois demanda um ato de atenção. Nós chamamos algo de belo quando extraímos prazer ao contemplá-lo como um objeto individual, por si mesmo. Para tanto, é preciso deixar de lado outros interesses, como os utilitaristas e funcionais, e focar na coisa em si. Em outras palavras, exige uma atitude desinteressada, que não lida com o objeto como apenas um entre vários substitutos, mas como o foco exclusivo da atenção.

Esse prazer desinteressado é uma forma de prazer também, mas sua diferença está nesse foco no objeto que depende também de pensamento, reflexão. Há uma “intencionalidade” específica envolvida, é parte de uma vida cognitiva. Somente criaturas como nós, com linguagem, autoconsciência, razão prática e julgamento moral, podem observar o mundo desta forma alerta e desinteressada, de modo a capturar o objeto apresentado e extrair prazer dele por meio da contemplação, não apenas do desejo.

Segundo Scruton, essa é uma maneira de se aspirar à imortalidade, que seria a demanda mais elevada da alma humana. Apesar de existirem modismos na beleza humana, e de cada cultura lidar com o corpo de forma diferente, os olhos, a boca e as mãos têm um apelo universal. Para o filósofo britânico, isso ocorre pois eles são os meios pelos quais a alma do outro brilha sobre nós, e torna-se conhecida.

Uma analogia feita por Scruton ajuda a compreender a importância do bom gosto nas artes. A arte seria como o humor, como piadas que possuem uma função dominante, que são objetos de interesse estético. O que nos faz rir diz muito sobre quem somos. “Nada revela tanto o caráter de uma pessoa quanto as coisas que a fazem rir”, disse Goethe. Parece evidente que existem boas e más piadas, refinadas e inteligentes ou grosseiras e superficiais, e que tal divisão não é somente algo subjetivo. Da mesma forma, a arte pode atingir sua função de uma maneira recompensadora, oferecendo alimento para a alma e um espírito mais elevado, inspirando seu público. Caso contrário, sequer merece o conceito de arte, pois se tudo é arte, então nada é arte.

O objetivo da arte seria nos apresentar mundos imaginários, nos quais podemos adotar, como atitude estética, uma postura de preocupação imparcial. Nas artes vemos a comunicação de experiências individuais, que buscam dar significado ao mundo e à nossa existência. Para ser bela, ela precisa ter significado, fornecer um sentido de pertencimento a uma empreitada comum. Claro que o conflito e a dor podem fazer parte da aventura artística, mas eles também podem transmitir essa sensação de pertencimento. Isso em nada se assemelha à tentativa de chocar por chocar, de mexer com as emoções de forma banal, sentimentalista.

Implícito no sentido da beleza estaria nosso pensamento sobre a comunidade, sobre a concordância acerca de julgamentos que tornam a vida em sociedade possível e valiosa. Mesmo com diferenças culturais, há a possibilidade de denominadores universais, de cruzamento cultural, caso contrário Homero ou Shakespeare não seriam admirados por séculos e séculos em diversas culturas diferentes. Simetria e ordem, proporção, harmonia, convenção, tudo isso parece enraizado em nossa natureza, como valores permanentes em nossa psique. A beleza, nesse aspecto, seria como o bem: ela nos fala, como a virtude nos fala, sobre os potenciais humanos; não sobre o que desejamos apenas, mas sobre o que deveríamos desejar, porque nossa natureza requer isso.

A distinção entre uma obra de arte erótica e a pornografia deixa mais claro esse papel. São dois tipos diferentes de interesse em jogo, incompatíveis entre si. Na arte erótica não se pode simplesmente substituir o objeto envolvido, pois há um sujeito a ser contemplado; já na pornografia há uma total “despersonificação” do objeto, cujo único papel é despertar o interesse sexual, o desejo imediato. Um fala à nossa imaginação, o outro à fantasia. A pornografia, ao contrário da arte erótica, trata o objeto como uma commodity, separa o corpo da alma. Em vez de ser um tributo à beleza humana, representa sua dessacralização, transformando a pessoa em objeto, pedaço de carne, um mero animal.

A apreciação da beleza nos exige um afastamento intelectual de nós mesmos, do aqui e agora, de nossos interesses narcísicos. Uma renúncia que torna possível reverenciar o mundo e o que nele há de belo. Para Scruton, a necessidade que temos da beleza é parte de nossa condição metafísica, como indivíduos livres, em busca de nosso lugar em um mundo público e compartilhado. Podemos escolher a alienação, o ressentimento, a desconfiança e o niilismo, ou podemos encontrar um lar aqui, que nos forneça um descanso em harmonia com os demais e com nós mesmos. A experiência da beleza nos guiaria nesta segunda direção, surgindo a partir de uma postura de humildade diante do mundo, uma aceitação de nossas imperfeições, enquanto aspiramos a uma unidade mais elevada e transcendental.

A cultura pós-moderna, ao negar a beleza, ao atacar tudo que é sagrado, pretende destruir isso que nos julga e nos “acusa”, justamente por ser mais elevado. Ela procura destruir o amor e a liberdade, profana tudo que é reverenciado como superior, universal e atemporal, como uma criança que deseja rejeitar toda autoridade. Em seu lugar, coloca o vício dos apetites, o aqui e agora hedonista, as fáceis recompensas dos interesses imediatos. Tal atitude estaria em evidente confronto com a busca pela beleza conforme descrita por Scruton, que demanda sacrifício, distanciamento, atenção canalizada para o objeto a ser contemplado. E o ser humano jamais seria o mesmo sem o enaltecimento do belo, que existe para elevar nosso espírito acima da existência meramente animal, efêmera, trágica.

(Rodrigo Constantino, Veja)

Nota: Para mim, o resumo implícito de tudo é: o Deus que ama o belo nos criou para amá-lo também. [MB]

quarta-feira, junho 11, 2014

Os primeiros vinte anos de um namoro eterno

Começo abençoado da nossa história
Quando me tornei criacionista, passei a crer em um Deus todo-poderoso e a me relacionar com Ele. Descobri que, além de infinito, Ele é um Pai carinhoso e interessado em nossa vida, especialmente naqueles assuntos que têm que ver com a edificação do nosso caráter e com o nosso bem-estar eterno. Sabendo disso, passei a orar quatro vezes mais (seguindo o conselho de Ellen White) para que Ele me fizesse conhecer uma mulher especial, para um relacionamento sério, um namoro de verdade nos moldes cristãos. Não creio que tenha sido ousado, porque sei que Deus pode tudo. Então, pedi simplesmente o seguinte: “Senhor, ajuda-me a conhecer uma moça inteligente, cristã, missionária... e bonita. Amém!” Continuei orando por um ano, certo de que o Todo-poderoso atenderia meu pedido.

Numa noite de quarta-feira, em 1994, culto de oração na Igreja Adventista Central de Florianópolis, eu a conheci (no melhor lugar para se conhecer alguém tão importante), e tive certeza de que ela era exatamente a resposta às minhas orações. Como nunca tinha acontecido antes, senti no fundo do meu coração que aquela moça tinha que ser minha namorada – e minha esposa. (Essa história é contada em mais detalhes aqui.)

Vinte anos se passaram desde aquela noite especial. Faz dezessete anos que me casei com a moça linda que fez meus olhos brilharem e meu coração pulsar mais forte; a mulher que Deus criou exatamente para mim. E não me canso de dizer que minha vida com ela compreende a melhor metade de tudo o que já vivi e se constitui numa antecipação feliz da eternidade que quero viver ao lado dela. Por quê? Porque faz tempo que descobri que não consigo viver sem ela – e nem sei como vivi antes!

Na verdade, cada ano que passa, à medida que conhecemos ainda mais um ao outro, nosso casamento fica mais gostoso, mais significativo, mais abençoado.

Querida Débora, minha namorada, minha esposa, mãe dos meus três filhos, eu te amo! O que disse para você diante de Deus, no altar, há 17 anos, é a mais pura verdade: prometo te amar em qualquer circunstância e para sempre. E o que te disse há vinte anos, naquele trapiche à beira-mar, digo de novo: “Quer ser minha namorada [para sempre]?”

Feliz dia dos namorados, amor!

Michelson

Nota: Na Copa do Mundo de 1994, no dia 9 de julho, o Brasil enfrentou a Holanda e fiz um desafio para minha namorada: “Se o Brasil vencer, você se casa comigo?” Não assistimos ao jogo. Preferimos ficar namorando e curtindo a beira-mar vazia, só nossa. Mas acompanhamos atentamente o resultado pelas salvas de foguetes. O Brasil ganhou de 3 a 2. E nós nos casamos.

EUA têm plano agressivo de combate às emissões de CO2

Urgência no combate ao aquecimento
Em anúncio na [semana passada], o governo americano apresentou a primeira grande estratégia do país para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa: um plano nacional de energia limpa que obriga, pela primeira vez, a redução da poluição das usinas termelétricas. Essas usinas são responsáveis por cerca de um terço de todas as emissões de gases de efeito estufa domésticos nos Estados Unidos. O anúncio histórico, feito pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), tem uma ambição: influenciar a agenda climática global. Segundo a agência, trata-se de uma “proposta flexível para garantir um ambiente mais saudável, estimular a inovação e fortalecer a economia”. Embora existam limites em vigor para o nível de arsênico, mercúrio, dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e partículas de poluição que as usinas podem emitir, atualmente não há limites nacionais sobre os níveis de emissão de carbono.

Com o plano de energia limpa, a EPA está propondo diretrizes que se baseiam em tendências já em curso nos estados americanos e no setor de energia para reduzir a emissão de carbono das usinas existentes, tornando-as mais eficientes e menos poluentes.

A EPA determinou o corte de emissões de carbono do setor de energia em 30% em todo o país em relação aos níveis de 2005. Isso equivale às emissões do setor elétrico para abastecer mais de metade das casas nos Estados Unidos ao longo de um ano. Além disso, a agência fechou o cerco contra outros poluentes, como óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, definindo um corte de 25 por cento.

Com essas medidas, o governo americano espera evitar até 6.600 mortes prematuras, até 150.000 ataques de asma em crianças, e até 490.000 dias de trabalho ou escola perdidos. De quebra, com o aumento da eficiência no sistema, espera reduzir em 8% a conta de luz dos americanos.

“Ao alavancar fontes de energia mais limpas e cortar o desperdício de energia, este plano irá limpar o ar que respiramos, ajudando a combater a mudança climática para que possamos deixar um futuro seguro e saudável para os nossos filhos”, disse a diretora da EPA, Gina McCarthy.

O passo dado hoje pelo governo americano para reduzir as emissões das usinas de energia é o sinal mais forte de que as mudanças climáticas estão, finalmente, virando um negócio sério para o país. A ação vem na esteira de movimentos significativos adotados no mês passado pelo México e pela China para aumentar os seus suprimentos de energia renovável.


Nota: Qualquer iniciativa para reduzir a poluição em nosso planeta é muito bem-vinda, evidentemente. Mas o que me chama a atenção nessa matéria é o uso da “força” para obrigar usinas a reduzir a poluição e a colaborar no combate ao aquecimento global. Se o governo faz isso com esse setor, no futuro poderá fazer também com seus cidadãos que, devidamente assustados com os efeitos do aquecimento global, muito provavelmente aceitarão qualquer medida proposta pelos governantes. É bom lembrar que já houve quem propusesse uma “medida simples” para combater o aquecimento: reservar um dia para a Terra descansar; um dia de baixo carbono – o domingo. Essa proposta tem até nome: “Slow Sunday”, e é apoiada pelo jornal The Guardian e, claro, pelo Vaticano. [MB] 

E-mails que nos alegram (45)

“São 3h07 da madrugada. Mas foram horas abençoadas as que passei em seu blog. Assisti aos vídeos sobre mensagens subliminares, e também às palestras apresentadas no Iasp. Que Deus o abençoe! Você, irmão, não sabe o quanto me beneficiou e muito! Deus seja louvado! Estou baixando esses e outros vídeos do seu blog. Fiquei feliz por saber sobre como nos proteger das armadilhas, cinema, música, leituras, etc. Infelizmente, hoje o que se vê são pessoas se alimentando do lixo da mídia e se tornando viciados em hiperestímulos. A comparação com os rios foi fantástica, irmão, e me renovou as esperanças de santificação neste mundo sujo! Despoluir a mente, sei que será uma luta diária, e se apaixonar pela Bíblia, mais do que já somos. Mas estou disposto a me renovar nesse processo e, quem sabe, ajudar outros também. Irmão, você ainda vai postar as outras palestras dessa série que fez no Iasp? Ficou um gosto de quero mais no ar... [Já estão todas disponíveis em meu canal no YouTube.] De qualquer maneira, estou feliz e pretendo repassar o blog e as palestras para as pessoas. Um abraço em Cristo. Estarei orando por você.”

(Gustavo Lopes)

terça-feira, junho 10, 2014

Implicações da lei da palmada

Lei não entende a disciplina amorosa
Quando Julia tinha aproximadamente seis anos ela começou a chegar com coisinhas da escola. Era um lápis, um apontador, uma borracha, uma canetinha diferente... Para ela, não passava de algo bonito. Para a criança, o senso de propriedade não é como no adulto. E as crianças também não têm o sentimento de apego irrefreável às coisas que nós, os adultos, normalmente temos. Uma criança pode dar e tirar sem constrangimento algum. Pois bem. Num certo momento, Cláudia e eu achamos que precisávamos conversar com ela. Explicamos que aquelas coisas não lhe pertenciam, que o coleguinha, e sua mãe, iriam sentir falta delas, e que ela precisava refrear o desejo de querer pegá-las para si. Ela argumentou que todos os colegas faziam isso, inclusive pegavam as coisas dela, o que era verdade. Mas nós explicamos que, apesar de as outras crianças agirem daquela forma, não era certo fazer assim. Não me lembro bem, mas acredito que conversamos com ela, no quarto dela, umas três vezes. Estávamos preocupados que a filha tivesse a noção de limites não apenas quanto ao que lhe pertencia e ao que pertencia ao outro, mas também quanto a si mesma, suas vontades, seus instintos, suas pulsões, diriam os psicólogos.

Infelizmente, isso não deu certo. E, com muito pesar, tive que discipliná-la, como costumava fazer quando acontecia alguma desobediência expressa a um fato que considerávamos importante. Levei-a para o quarto dela e apliquei uma, ou duas chineladas (não me lembro) no bumbum. Depois a abracei, beijei-a, orei com ela. Sequei as lágrimas dela e as minhas... Nunca mais aconteceu de ela pegar coisas que não lhe pertenciam. E quando a entreguei ao Lucas, no altar, sabia quem era minha filha. Uma jovem que, assim como teve que aceitar nãos do pai e da mãe, mesmo que mediante disciplina física, saberá dizer não quando a vida vier a lhe exigir que o faça.

O Senado federal acabou de seguir a votação na Câmara, aprovando o Projeto de Lei nº 7672/2010. Diz o primeiro artigo: “A criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou vigiar, sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação, ou qualquer outro pretexto.”

Por essa lei, agora ninguém mais poderá aplicar a uma criança ou adolescente qualquer espécie de constrangimento físico que cause dor ou sofrimento. Além disso, passa a ser punível o tratamento compreendido como cruel e degradante, o que a lei conceitua como sendo humilhação, ameaça grave, ou ridicularização. Os pais, avós, professores, cuidadores, enfermeiros, etc., que praticarem qualquer uma dessas condutas (termos abertos: até mesmo uma repreensão em sala de aula poderá ser enquadrada na lei), serão obrigados a frequentar sessões psicoterápicas e programas de auxílio à família, sem que tenha sido afastada a possibilidade de aplicar-se ao transgressor ainda outras medidas mais graves, como a imputação do crime de maus-tratos ou tortura ao pai, à mãe, ao professor, ou qualquer um que tenha o dever de cuidar, tratar, educar ou vigiar. Os pais poderão, até mesmo, perder o poder familiar sobre o filho.

Pela lei que está na iminência de ser validada, se for sancionada pela presidente da República, eu seria punível pelas minhas condutas para com as meninas. Assim, há dezoito anos eu teria sido processado e, talvez, em razão das chineladas no bumbum da Julia, eu não teria me tornado advogado, nem professor de direito da criança e do adolescente, consultor de governo na área, mestre e doutor em Educação pela USP em tema de direito e gestão da criança e do adolescente. Não teria vindo a Brasília para trabalhar no órgão em que as políticas destinadas ao atendimento de adolescentes que praticaram delitos (atos infracionais) são geridas. Minha carreira jurídica teria sido abortada, pois teria perdido toda a credibilidade social. Inclusive, não teria presidido o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Jundiaí. Afinal, teria praticado maus-tratos contra minhas filhas, e praticado conduta cruel e degradante. Não teria apelo, pois eu seria réu confesso.

De minha parte, o que tenho a dizer é o seguinte: amei muito minhas filhas. Amei-as tanto que ousei discipliná-las fisicamente, quando julgamos necessário. Fiz isso com lágrimas, com dor no coração. Talvez tenha cometido erros. Mas as amei. Não queria transferir a ninguém minha responsabilidade. O que fiz, fiz acreditando no rei Salomão: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Provérbios 13:24).

Passados tantos anos, contemplando nossas filhas, Cláudia e eu, no ano em que completamos vinte e cinco anos de casados, jovens imperfeitas, mas respeitosas, alegres, ainda que com as mesmas questões de todos os mortais, tendo boa referência de todos; trabalhando, a Julia fisioterapeuta e a Carolina quase nutricionista; e a julgar pelos inúmeros adolescentes que se julgam reizinhos, sendo muitos deles insuportáveis, fazendo o mal, ofendendo com palavras, gestos, agressões físicas, desrespeitando tudo e todos, tenho ainda mais certeza de que o rei Salomão estava certo. E continuarei me opondo a todos aqueles que, advogando segundo o discurso do direito da criança e do adolescente, entendem que isso implica deixar essas pessoas em processo de desenvolvimento sem parâmetros morais claros e precisos, parâmetros esses que foram construídos ao longo de muitos séculos sob as bases do pensamento judaico-cristão e os princípios liberais, e estão, há algumas décadas, sendo destruídos por um modo de pensar niilista e “socialista”.

A lei deveria ser aplicada àqueles que são violentos com os filhos, batem por impaciência, de qualquer jeito, com porrete, cinta, no rosto, na cabeça, nos pés. Contra aqueles que, sob pretexto de corrigir, descarregam suas raivas na própria criança. Contra aqueles que usam a mão para ferir, ao invés de acariciar. Essa deveria ser a interpretação da finalidade da lei, dada pelos tribunais. Entretanto, a julgar pelos olhares dos magistrados que, em nome dos direitos humanos, perderam a noção do razoável, acredito que a lei terá alcançado o objetivo daqueles que a idealizaram, sabendo ou não sabendo, e dará início a uma caça às bruxas. O medo dos professores de aplicação de multas e responsabilizações diversas, aliado à pseudociência psicológica, pedagógica e assistencial, produzirá o que nenhum de nós deseja, mesmo os pais mais liberais: as crianças terão vencido o combate. Os pais, nocauteados, no chão, não terão nada a fazer, senão se esconder, manipular, controlar por meio de ameaças ao filho de perder isso ou aquilo, etc.

Agir ou não agir porque é certo ou errado não interessará, e não funcionará. E medidas mais radicais somente os traficantes, ou os torturadores e matadores de adolescentes poderão adotar, o que ainda mais rigorosamente continuarão a fazer. Sem piedade, sem choro, sem lágrimas, sem abraço, sem oração. Sem amor. Sem verdade.

E todos aqueles que desejam que a família acabe, conforme a ideologia dos proletários, que muitos estão seguindo sem o saber, terão vencido.

De minha parte, não me calarei.

(Édison Prado de Andrade)

segunda-feira, junho 09, 2014

Mídia e saúde mental

Pão integral e patê de amêndoas

domingo, junho 08, 2014

Isaac & Charles: Segunda Terra?

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sexta-feira, junho 06, 2014

Estudantes se surpreendem com a precisão bíblica

Cientificamente plausível
Estudantes de Física avançada da Universidade de Leicester receberam a missão de determinar se as dimensões bíblicas da arca de Noé – assumindo que foi bem construída – poderiam suportar a massa de 70 mil animais. O estudante Kayie Raymer disse ao The Telegraph (Reino Unido) que, depois de outros projetos “mais sérios”, esse foi “algo de diferente”.[1] O que foi que os alunos universitários apuraram? Usando 48,2 centímetros como o comprimento do cúbito para estimar a dimensão total da arca, e usando a densidade da água e o princípio de flutuabilidade de Arquimedes, os estudantes calcularam a massa total que a arca poderia conter sem afundar. Segundo o The Telegraph, embora não citando qualquer fonte, “pesquisas prévias sugeriram que existiam aproximadamente 35 mil espécies de animais que precisariam ser salvas por Noé”. Duplicando esse número para contabilizar os machos e as fêmeas de cada espécie, o grupo estudantil estimou que a Arca precisava ter contido aproximadamente 70 mil criaturas.

Para surpresa dos alunos, foi apurado que essa quantidade de animais não excedia a massa total que a Arca poderia conter. O estudante de Física Thomas Morris disse o seguinte ao The Telegraph: “Não se pensa na Bíblia necessariamente como uma fonte de informação cientificamente acertada, e, como tal, ficamos relativamente surpreendidos quando descobrimos que a Arca poderia funcionar.”

Os estudantes publicaram seus resultados no Journal of Physics Special Topics, da Universidade de Leicester. Os resultados dos estudantes, que se basearam numa estimativa de 70 mil criaturas, excede as expectativas Bíblicas, dando mais segurança à crença de que a Arca poderia conter tudo o que precisava – incluindo a comida e até água.

As criaturas sofrem variações dentro dos limites do seu “tipo” ou dentro das suas formas fundamentais, e, como tal, Noé não precisaria levar todas as “espécies” – termo moderno que parece ter tantas definições quanto o número de pesquisadores que o usam.

O que dizer dos detalhes bíblicos fornecidos em Gênesis que colocaram ênfase nos sete de cada tipo de ave – provavelmente com o significado de sete pares de cada tipo de ave – dentro da Arca de Noé? Se nessa situação as “espécies” atuais fossem substituídas pelos “tipos” básicos, então o número total de aves muito provavelmente excederia a capacidade da Arca.

No entanto, os biólogos criacionistas têm vasculhado a literatura disponível em busca de registos (focados na reprodução doméstica) que possam ser úteis para se estimar quais as “espécies” que muito provavelmente pertenciam a um “tipo”.[2] Por exemplo, estudos relativos à reprodução colocam os pardais e os tentilhões dentro do mesmo “tipo”.[3]

Em vez de mil “espécies” de pardais ou de tentilhões, dentro da arca muito provavelmente encontravam-se 14 representantes do grupo pardal-tentilhão. Se formos aplicar esse princípio a todas as “espécies” da arca, isso reduziria de modo drástico as 70 mil criaturas estimadas pelos estudantes da Universidade de Leicester.

O livro Noah’s Ark: A Feasibility Study, do pesquisador criacionista John Woodmorappe, estimou que o número de “tipos” presente na arca, combinando o número de famílias de criaturas terrestres que respiram pelas narinas, existentes e extintas, era de oito mil – totalizando 16 mil criaturas, incluindo sete pares de aves e animais limpos.[4] Isso haveria de requerer apenas um terço do volume da Arca, deixando bastante espaço para as provisões e para as pessoas.

É espantoso o que acontece quando a precisão da Bíblia é testada. Segundo o The Telegraph, os estudantes de Física da Universidade de Leicester “ficaram surpreendidos por descobrir que a arca poderia ter flutuado”.[1]

Quão mais surpreendidos ficariam eles se viessem a descobrir que a arca não só poderia ter flutuado, como poderia ter transportado seus passageiros e as provisões durante um ano, tal como dizem as Sagradas Escrituras?

Uma vez que a Bíblia contém verdades espirituais, descobrir ao mesmo tempo que ela também regista verdades históricas revela-se algo “mais sério” do que os estudantes secularizados suspeitavam de início.

“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia” (Salmo 34:8).

Referências:
1. Knapton, S. “Noah’s Ark would have floated... even with 70,000 animals”. The Telegraph. Posted on telegraph.co.uk, April 3, 2014, accessed April 3, 2014.
2. Henigan, T. “An initial estimate toward identifying and numbering the ark turtle and crocodile kinds”. Answers Research Journal. 7 (2014): 1-10.
3. Lightner, J. K. 2010. “Identification of a large sparrow-finch monobaramin in perching birds (Aves: Passeriformes)”. Journal of Creation. 24 (3): 117-121
4. Woodmorappe, J. 1996. “Noah’s ark: a feasibility study”. Santee, CA: Institute for Creation Research.