segunda-feira, agosto 25, 2014

Grand Canyon: uma lição sobre a Criação

Participante contempla o Canyon
Centenas de professores adventistas fizeram uma expedição de campo ao Grand Canyon durante todo o dia 20 – e agora tenho uma aula de ciências em primeira mão sobre por que o dilúvio bíblico, em vez de um processo geológico que dura bilhões anos, criou o sítio impressionante no estado americano do Arizona. Mais de 400 pessoas saíram de ônibus de St. George, Utah, na quarta-feira, para uma viagem de três horas para o Grand Canyon. O passeio foi parte da Conferência Internacional de dez dias sobre a Bíblia e a Ciência [confira], que começou na sexta-feira, 15, e contou com a presença de líderes criacionistas adventistas e não adventistas. A conferência, patrocinada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem como objetivo reforçar a fé dos educadores adventistas e equipá-los com a mais recentes evidências científicas que suportam os ensinamentos da Bíblia de que Deus criou a vida na Terra em seis dias literais, há cerca de seis mil anos. Com esse objetivo em mente, os organizadores decidiram realizar a conferência perto do Grand Canyon, para que os participantes pudessem ter uma visão em primeira mão de um sítio usado por criacionistas e não criacionistas, para justificar suas posições sobre a idade da Terra.

“Este é um lugar em que você pode ver uma paisagem dramática, que é o resultado do que aconteceu na inundação”, disse Leonard Brand, paleontólogo adventista que estudou o Grand Canyon por quatro décadas e atuou como um guia turístico. “Podemos compreender melhor as origens do Grand Canyon dessa forma”, disse ele. “Não existem boas explicações, se não entendermos nesse contexto.”

Os não criacionistas e os criacionistas concordam em dois pontos gerais sobre o Grand Canyon: foi corroído pela água, e se formou porque a área circundante se ergueu para formar uma montanha larga ou um planalto. Mas não criacionistas dizem que foi o rio Colorado que esculpiu os 277 quilômetros de extensão do Grand Canyon, ao longo de milhões de anos. Eles dizem que as faixas vermelhas, amarelas e marrons expostas na rocha, e que medem cerca de um quilômetro de profundidade, revelam um registro longo da história da Terra, e que cada camada de rocha representa milhões de anos.

Brand, que é professor na Universidade de Loma Linda, ofereceu cinco razões para a interpretação criacionista de que o Canyon é o resultado de uma inundação que devastou o mundo cerca de cinco mil anos atrás.

1. Rio x dilúvio. “Como o Grand Canyon foi esculpido?” Brand, segurando um microfone no banco da frente do Tour Bus nº 7, perguntou a um grupo de 43 participantes, à medida que se aproximava do Canyon: “Qual foi a fonte de água para toda a erosão?” Ele disse que viu problemas com a visão popular de que o rio Colorado poderia ter formado o Canyon. Disse também que muitos cientistas acreditam que o Canyon foi criado ao longo de um período relativamente curto de 17 mil anos. Mas até mesmo em 100 milhões de anos dificilmente haveria tempo suficiente para que o rio realmente realizasse a tarefa gigantesca.

“Pensamos que a melhor explicação é que o Canyon foi esculpido pelo dilúvio: a enorme quantidade de água que cobriu toda a área e se deslocou rapidamente, escavando o Canyon muito rapidamente”, Brand explicou em uma entrevista durante o passeio. “Isso parece mais promissor do que todas aquelas teorias sobre como um rio esculpiu gradualmente ao longo de milhões de anos.”

2. O que criou os cânions laterais? Outra característica do Grand Canyon que é intrigante para as teorias não criacionistas envolve muitas gargantas laterais, que se projetam para fora do cânion principal, disse Brand. A maioria desses cânions laterais não tem uma fonte de água para causar sua erosão, levantando questões sobre como eles foram formados. “Mais uma vez, isso é mais fácil de explicar se você tem uma enorme quantidade de água que flui sobre o Canyon esculpindo-o”, disse Brand.

Reforçando essa teoria, os cientistas reproduziram a forma do Grand Canyon em experimentos de laboratório, cobrindo uma grande área com água e, em seguida, baixando o nível da água, como se a água escorresse, “cortando formas em garganta, como vemos no Arizona”, disse ele.

3. O enigma do Arenito Coconino. As camadas de rocha no Grand Canyon, que muitos cientistas dizem que representam milhões de anos da história da Terra, também contêm evidências contraditórias, disse Brand. Os não criacionistas dizem que um deserto de areia cobria a área do Grand Canyon, e uma camada do Arenito Coconino é o que resta das dunas do deserto, uma vez soprado pelo vento. Mas o Arenito Coconino contém fósseis de animais nas camadas, e as pesquisas mostram que só poderia ter sido formado por animais que estavam andando debaixo d’água, não sobre a areia levada pelo vento, disse Brand, que realizou estudos aprofundados nas trilhas e apresentou suas descobertas numa palestra durante a conferência. “As pegadas de animais são mais bem explicadas como tendo sido feitas debaixo d’água, como seria no dilúvio do Gênesis”, disse ele.

4. Pacote de fóssil calcário. Abaixo, no Grand Canyon, há outra formação rochosa curiosa: uma camada de metros de espessura de pedra calcária com muitos nautilóides, as cascas duras de um antigo animal extinto relacionado com lulas. Um fluxo maciço de água e sedimento parece ser a única maneira de explicar como uma grande camada de nautilóides teria se acumulado em uma camada, e se espalhou por várias centenas de quilômetros. “Não pode haver acúmulo de fósseis em uma camada através de um processo lento, durante longos períodos de tempo”, disse Brand. “Isso tem que ser uma camada que foi inundada de uma vez e de forma bastante rápida.”
 
Luís Daniel Strumiello, diretor da Fadminas, observa os estratos plano-paralelos

5. Camadas de rocha uniformes. Formações rochosas do Grand Canyon, que cobrem milhares e, às vezes, centenas de milhares de quilômetros quadrados, representam a quinta evidência apontanda para uma inundação catastrófica, disse Brand. “Você tem uma camada de arenito que é uniforme ao longo de milhares de quilômetros quadrados”, explicou. “Em nenhum lugar da Terra você pode ver sedimento sendo depositado dessa forma em rios ou lagos hoje. Então, o que aconteceu no passado é muito diferente do que está acontecendo agora”, disse ele. “É preciso um processo geológico especial para explicá-lo, e a inundação é uma excelente maneira de explicá-lo.” [...]

“Minha impressão do Grand Canyon é de admiração”, disse Urias Echterhoff Takatohi, professor de Física do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Brasil. Essa foi sua segunda visita ao Canyon, mas ele disse que não estava menos impressionado do que na primeira vez, também durante uma viagem organizada pela igreja. [...]

O chip é a marca da besta?

E-mails que nos alegram (52)

“Estimado irmão Michelson, sou seguidor das suas postagens no blog e no Twitter há alguns anos e tenho recebido as bênçãos de Deus através das palavras que você tem publicado, tanto no campo da pesquisa científica quanto da aplicação espiritual, e estou certo de que outros amigos e irmãos nossos sentem os mesmos benefícios que o Criador vem derramando por meio desse instrumento sagrado que é você. Me propus a escrever esta mensagem depois que recuperei o ânimo espiritual e me lancei novamente no serviço do Senhor. Nunca abandonei a fé, mas por muitos anos estive ‘fantasiado’ de cristão e sabia que tinha perdido a alegria de Cristo, pois era dedicado fortemente à aquisição de conhecimento, mas percebi que estava pouco aplicado a esse Jesus que eu conheci na mais tenra idade, afinal, sou nascido na fé adventista. Ao ler seu testemunho de como deixou as filosofias seculares e abraçou Jesus e, por consequência disso, tornou-se um homem melhor, pude ver que ainda não tinha tido uma real experiência com Deus e isso me torturava. Eu sentia que estava lutando uma batalha que não conhecia e usando armas que não faziam sentido. Fui, então, para o debate com amigos ateus achando que encontraria as respostas. O que vi foi a minha fé desmoronando radicalmente, pois a cada debate que vencia, menos sentido via, já que nada mudava em mim.

“Certo dia, vi uma postagem sua no Twitter com uma breve explicação do capítulo do Reavivados por Sua Palavra (#rpsp), e depois olhei umas postagens no seu blog e percebi que você não deixa abertura para comentários. Por quê? Dias depois, percebi que sua preocupação não era com debates ou exposições polêmicas, muito pelo contrário. Vi que a sua única preocupação é a pregação do evangelho. Fiquei perplexo, pois achava que um homem sábio como você estaria sempre pronto para contra-argumentar os dardos inflamados dos contrários à Palavra do Eterno. Nunca me passou pela mente que a simplicidade do evangelho fosse realmente tão simples, principalmente depois de ler a seção ‘E-mails que nos alegram’ e ver quantas pessoas foram ajudadas por Deus através das suas simples palavras.

“Agradeço a Deus por ter conhecido suas produções, irmão Michelson, e depois desta história, sei que não preciso de grandes obras para agradar ao Senhor e salvar vidas, mas sim de uma vida verdadeiramente entregue a Cristo e amar as pessoas sem demagogia.

“Um forte abraço, e desejo que as bênçãos de Deus permaneçam sobre a sua família.”

(Edmarlon Silva)

domingo, agosto 24, 2014

Ben Carson para presidente dos EUA?

Numa recente entrevista na rede de noticias CNN, o repórter Don Lemon perguntou ao Dr. Ben Carson se ele era candidato a presidente, e ele respondeu que sim. Então me pus a pensar na repercussão nacional que isso teria aqui nos Estados Unidos e quais as implicações positivas e negativas. Quero comentar apenas as impressões positivas que essa candidatura poderá ter. Semelhantemente a Mitt Romney, que também foi candidato e pertence à igreja dos Mórmons, muitas perguntas vieram à tona. O mesmo ocorrerá com Ben Carson nos acalorados debates que serão transmitidos pelas redes de TV para todo o país. A vida dele será esquadrinhada, e sua fé será desvendada em cada aspecto, especialmente no que concerne ao sábado bíblico. Fiquei pensando que, mesmo que o Dr. Carson no fim das contas não seja o candidato escolhido pelo Partido Republicano, como o candidato oficial que irá disputar a vaga na Casa Branca com o candidato dos Democratas, uma coisa é certa: a Igreja Adventista do Sétimo Dia será posta em evidência em cada canto desta nação, e estou seguro de que milhões de pessoas recorrerão ao Google para saber quem são os adventistas, no que creem, etc. O Partido Republicano agirá como uma agência que se encarregará de projetar o nome da igreja, bem como o sábado e outras doutrinas, tudo isso sem que a igreja gaste um único centavo nessa grande “jornada evangelística”, apresentada na TV em horário nobre em todo o país. Esse evento poderá ser de inestimável significado para verdades bíblicas de que todos devem tomar conhecimento: de que Jesus logo vai voltar e que o sábado bíblico, de fato, é o dia do Senhor.

(Rui Carvalho, no Facebook)

Nota: Agora imagine se Ben Carson for visto como este pastor adventista do vídeo abaixo, ainda mais levando em conta que ele (Carson) nunca escondeu o fato de ser criacionista (confira). [MB]

Isaac & Charles: A harmonia das células sexuais

Conheça a página da tirinha no Facebook e o blog.

Daniel 10, 11 e 12: Aposentando os mísseis

sexta-feira, agosto 22, 2014

Cesariana pode causar alterações epigenéticas

Alterações podem ser transmitidas
Um novo estudo do Karolinska Institut indica que a forma como o parto ocorre pode ocasionar uma impressão nas células-tronco do bebê recém-nascido. O achado pode ser de interesse para entender por que os indivíduos nascidos por cesariana estatisticamente têm um risco maior de doenças imunológicas. Porém, ainda não está claro se esse mecanismo epigenético é temporário ou se mantém ao longo do tempo. O parto por cesariana eletiva está aumentando drasticamente ao redor do mundo, e hoje é o procedimento cirúrgico mais comum em mulheres férteis. Entre os que nasceram por parto de cesariana, foi observado um risco aumentado de certas doenças, como asma, diabetes tipo 1, obesidade e doença celíaca. Até o momento, as causas dessa associação estatística não foram clarificadas.

“Os mecanismos biológicos que predispõem um feto ou um recém-nascido a contrair certa doença mais tarde durante a vida são complexos e dependem tanto de fatores genéticos quanto ambientais, durante os anos de formação”, diz Tomas Ekström, professor de biologia celular molecular. “Nesse estudo, nosso foco tem sido se a forma como o bebê nasce tem um impacto em nível celular na forma de alterações epigenéticas no DNA.”

Mudanças epigenéticas no DNA do núcleo celular ocorrem quando fatores ambientais afetam a forma como os genes são codificados sem alterar o código genético atual. Então, os genes podem ser ligados ou desligados para adaptar funções do organismo de acordo com as necessidades do ambiente. Hoje, nós sabemos que substâncias tóxicas na dieta podem causar mudanças epigenéticas, que em alguns casos podem ser passadas até mesmo para a próxima geração.

No estudo corrente, publicado na Revista [científica] Americana de Obstetrícia e Ginecologia, os pesquisadores investigaram alterações epigenéticas em células-tronco do sangue do cordão-umbilical. Finalmente, os DNAs de 12 crianças (seis cirurgias cesarianas) foram analisados para determinar o estado de nível genômico e específico. O resultado mostrou diferenças epigenéticas específicas entre os grupos em quase 350 regiões do DNA, incluindo genes que são conhecidamente envolvidos em processos de controle do metabolismo e sistema imunológico.

“Durante o parto normal, o feto é exposto a um nível aumentado de stress, o que de uma forma positiva irá preparar o bebê para a vida fora do útero”, diz Mikael Norman, pediatra e professor de neonatalogia. “Essa ativação do sistema de defesa do feto não ocorre quando uma cirurgia cesariana é feita antes que o trabalho de parto inicie, o que pode ser uma possível causa para as diferenças entre os grupos.

Com esse novo estudo, os pesquisadores esperam adicionar um importante conhecimento para futuro entendimento de como a cirurgia cesariana pode impactar a expressão genética em células-tronco do sangue e a função do sistema imunológico em relação à saúde e doença, mais tarde na vida. Todavia, eles também apontam que ainda é desconhecido se as diferenças que foram encontradas nos bebês estudados permanecem durante períodos mais longos de tempo, e então teriam impacto no risco de doenças futuras. Mais pesquisas precisam ser conduzidas dentro desse campo.


Comentário do leitor Alexsander Silva:Esse estudo mostra realmente a grande influência de fatores não genéticos na alteração do DNA. E, impressionantemente, trata-se daquilo mesmo que Ellen White escreveu sobre as influências pré-natais! O uso de substâncias tóxicas pode alterar os genes, e essas alterações podem ser transmitidas aos descendentes! Isso tem implicações incríveis ao comprovar o que White falou sobre esse assunto há mais de 100 anos, e também mostrar como pode operar os mecanismos de ‘microevolução’, reforçando a ideia de que a especiação ocorre por ‘ligar e desligar’ os genes, adaptando as espécies ao ambiente, mas sem acréscimo de informação ao DNA (pois a única fonte produtora de informação no universo conhecido é a inteligência).

Daniel 8 e 9: A batalha é muito mais antiga

quinta-feira, agosto 21, 2014

Dawkins: bebê com síndrome de Down deve ser abortado

Uma mãozinha para a seleção natural?
Richard Dawkins, escritor ateu e professor, afirmou ser “imoral” permitir que bebês com síndrome de Down possam nascer. O professor de Oxford postou uma mensagem no Twitter dizendo que futuros pais que sabem que terão uma criança com a síndrome, têm a responsabilidade ética de “abortá-la e tentar ter outro filho”. Seus comentários polêmicos foram encarados pelas instituições de caridade como desrespeitoso, causando a fúria online. Ele não se abalou com os comentários e disse que sua posição era “muito civilizada”, pois os fetos “não têm sentimentos humanos”. Ele continuou com as declarações “fortes” dizendo que: “O aborto é humano? O feto pode sofrer?” Além disso, insistiu que as pessoas não têm o direito de se opor ao aborto se conseguem comer carne. Quase mil abortos são realizados em fetos com síndrome de Down na Inglaterra e no País de Gales anualmente, de acordo com um registro independente divulgado no jornal The Telegraph.

Ativistas declararam que suas palavras são um completo absurdo, afirmando que o professor está tentando estimular a “eugenia”.

Tudo começou pelo Twitter, quando ele disse que as leis na Irlanda sobre aborto deveriam mudar. Um dos seguidores comentou que o fato era um dilema ético real se as mães estivessem carregando um feto com alguma doença. O professor Dawkins respondeu: “Aborta e tenta novamente. É imoral trazê-lo para o mundo, se você tem a escolha.”

Carol Boy, diretor-executivo da Associação Síndrome de Down, rejeitou os comentários de Dawkins: “As pessoas com síndrome de Down podem ter uma vida plena e gratificante, eles também têm uma contribuição valiosa para a nossa sociedade”, disse ela.


Comentário de Valderi Felizado da Silva, oficial de Promotoria, Vara da Infância e Juventude da Capital (São Paulo): “Esse é o tipo de notícia que todo evolucionista deveria esconder. Oras, se o papa do evolucionismo declara que o aborto de bebês com síndrome de Down deveria ser praticado porque eles não têm sentimentos, e, também, por ser um ato civilizatório, isso nos leva à conclusão de que a teoria da evolução, com sua seleção natural, é, de fato, um dogma, uma religião que os naturalistas praticam. É a evolução sendo não somente teorizada por seus clérigos, mas praticada in locoIsso nos faz refletir: Qual a diferença entre um jihadista que corta a cabeça de um cristão no Oriente Médio e o maior líder do darwinismo, que prega a morte de bebês na Irlanda?”

Má conduta científica é um problema global

Mais comum do que se imagina
Plágio, falsificação e fabricação de resultados científicos deixaram de ser problemas exclusivos de potências em produção científica, como os Estados Unidos, Japão, China ou o Reino Unido. A avaliação foi feita por Nicholas Steneck, diretor do programa de Ética e Integridade na Pesquisa da University of Michigan, nos Estados Unidos, em palestra no 3º BRISPE – Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics, realizado nos dias 14 e 15 de agosto, na sede da Fapesp. Segundo Steneck, por ter atingido escala global, é preciso que universidades, instituições de pesquisa e agências de fomento em todo o mundo realizem ações coordenadas para lidar com essas questões, a fim de não colocar em risco a integridade da ciência como um todo. “Inicialmente, a má conduta científica era um problema limitado a poucos países, como os Estados Unidos. Mas agora, nações emergentes em ciência, como o Brasil, ‘juntaram-se ao clube’ em razão do aumento da visibilidade de suas pesquisas, e têm sido impactadas de forma negativa por esse problema”, disse Steneck, um dos maiores especialistas mundiais em integridade na pesquisa.

Nos últimos anos, segundo Steneck, passou a ser observado um aumento global do número de casos relatados de má conduta científica. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS) sobre as causas de retratação de 2.047 artigos científicos, indexados no repositório PubMed e produzidos por pesquisadores de 56 países, revelou que apenas 21,3% das retratações foram atribuídas a erro.

Por outro lado, 67,4% das retratações foram atribuídas à má conduta científica, segundo o estudo. Dessas, 43,4% ocorreram por fraude ou suspeita de fraude, 14,2% por publicação duplicada e 9,8% por plágio. Estados Unidos, Japão, China e Alemanha responderam por três quartos das retratações.

Os autores do estudo estimam que a porcentagem de artigos que tiveram de sofrer retratação por causa de fraude aumentou cerca de 10% desde 1975, quando os primeiros casos de má conduta científica começaram a vir a público.

Outro estudo, publicado na PLoS Medicine, utilizou dados da base Medline, a respeito de artigos publicados até junho de 2012 que abordaram o tema da má conduta científica, para tentar verificar o problema em países de economias em desenvolvimento. Segundo os autores, apesar dos poucos dados disponíveis, o resultado da análise indica que o problema é tão comum nos países emergentes como nos mais ricos e com maior tradição científica.

“Vemos que há mais casos de má conduta científica hoje do que há 10 anos, mas não sabemos se o número de casos está aumentando ou se estão sendo mais descobertos e revelados”, disse Steneck à Agência Fapesp. “O fato é que as pessoas estão prestando mais atenção ao problema da má conduta científica e cada vez mais novos casos têm sido relatados.”

Já outro estudo, divulgado em abril no Journal of the Medical Library Associaton, identificou 20 países com os maiores números e percentuais de artigos da área de Ciências Biomédicas retratados por problemas de plágio e duplicação de dados, publicados entre 2008 e 2012 e indexados no PubMed. [...]

Um levantamento realizado pelo Deja vu – sistema computacional que identifica títulos e resumos de artigos indexados em repositórios científicos e permite a verificação de suspeitas – identificou 79,3 mil artigos indexados no Medline com esse tipo de problema. Do total de artigos, apenas 2,1 mil foram examinados e, desses, 1,9 mil foram retratados. Mais de 74 mil ainda não foram verificados pelas publicações. “Há muitos casos de má conduta científica subestimados pelas universidades e instituições de pesquisa, que poderão ser descobertos no futuro”, afirmou Steneck.

Na avaliação do especialista, alguns fatores que contribuem para a subestimação do problema são as suposições errôneas de que a má conduta científica é uma prática rara, que é mais comum em áreas altamente competitivas como a de Ciências Biomédicas e de que a ciência é uma atividade autorregulada. “Há enorme confiança na ciência como uma atividade com controles internos rigorosos que dificulta estabelecer um consenso de que ela deva ser mais vigiada”, afirmou. “É preciso que as universidades, instituições e agências de fomento à pesquisa dos países que fazem ciência se engajem em educar e promover a integridade científica entre seus pesquisadores.” [...]

Resumo de algumas palestras da conferência de Utah

Está sendo realizada nesta semana, em Utah, EUA, uma conferência sobre Bíblia e ciência que reúne alguns dos maiores cientistas criacionistas do mundo e cerca de 400 educadores e representantes de instituições adventistas em todo o planeta. Da Casa Publicadora Brasileira, foram enviados quatro representantes, entre os quais os editores Marcos De Benedicto e Wendel Lima. Ontem, os participantes tiveram a oportunidade de ser guiados pelo Grand Canyon por um grupo de estudantes de Geologia da Universidade Loma Linda. O diretor geral do Instituto Adventista Brasil Central, pastor Wesley Zukowski, tem feito em sua página no Facebook breves e interessantes comentários sobre algumas palestras. Confira alguns abaixo:

Cientistas respondem perguntas dos participantes

Arthur Chadwick, geólogo e biólogo molecular [com quem tive o prazer de conversar aqui no Brasil], está se aprofundando no estudo das florestas fósseis de Yellowstone, por meio de comparação com a última erupção do vulcão de Santa Helena. Árvores fósseis formadas em tempo rápido e não em milhões de anos como se pensava. Em outra palestra, ele falou dos trilobitas e sua estrutura. Ele já era dotado do motor molecular de ATP, o mais complexo e fantástico sistema molecular presente nos seres vivos. Também possuía sinapses e neurotransmissores. Ou seja, os supostos seres primitivos já eram dotados dessa complexidade fenomenal. O Dr. Chadwick conclui: “Sejam amáveis com Darwin. Ele não sabia de nada disso. Ele acreditava que as células eram simples fluidos.” Chadwick também pesquisa fósseis dos maiores dinossauros do planeta, os argentosaurus, e das baleias fósseis do Peru. Ele apresentou estudo das paleocorrentes nas Américas, Sibéria, China, Europa e Norte da África. Demonstrou a direção da formação dos sedimentos nos períodos do Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico. O estudo mostrou certa unidade de direção dos sedimentos nos vários continentes em cada camada, e que sua formação só pode ter sido feita em tempo curto mediante despejamento de material por ondas gigantes, e não em milhões de anos, como se acreditava. Mais uma evidência do dilúvio bíblico.

Chadwick também apresentou importante pesquisa feita com o cientista Leonard Brand no platô do Colorado, nas camadas Moenkopi e Shinarump. Conforme a “ciência”, elas foram formadas com 30 milhões de anos de diferença. Ao pesquisar uma área de 100  km de raio, perceberam uma uniformidade entre as duas camadas em toda a extensão, tendo uma fina camada de porcelana entre elas. Isso indica uma formação rápida uma após a outra. Mais um ponto para o dilúvio.

Finalmente, Chadwick apresentou um fantástico estudo sobre a bioturbação nas camadas geológicas. A ausência de bioturbações nessas camadas prova que não foram formadas em longas eras (10 cm a cada 1.000 anos), conforme proposta da ciência tradicional. As camadas foram formadas sobrepostas rapidamente.

A bióloga molecular Suzanne Phillips apresentou nova pesquisa na qual foi descoberta a função de 80% dos chamados pseudogenes do DNA, que Richard Dawkins afirmava serem vestígios da evolução. Todos têm funções que regulam a proteína nos seres vivos. Mais uma “viagem na maionese” do Dawkins. Ela também apresentou o fenômeno de produção celular do colágeno. Outra forte evidência de uma suprema inteligência ter desenvolvido tal processo.

Tim Standish, cientista com PhD em biologia, falou sobre o princípio de funcionamento da Endotelina1, o mais poderoso vasoconstritor dos seres vivos. Sem o equilíbrio exato de suas proteínas e aminoácidos, ela não permitiria a vida. Sua presença no sangue é fundamental para a vida. O acaso e a evolução jamais teriam produzido isso. Ele também apresentou um comparativo do genoma de chimpanzé, ratos, galinhas e humanos. Mesmo que cientistas evolucionistas afirmem que a semelhança [questionável] chega a 95 até 99% de semelhança, as diferenças jamais permitiriam transmutar a espécie de símio para Homo sapiens.

Ossi Turunen, PhD em bioquímica na Finlândia, expos a importância das proteínas na função da visão, da audição e das sinapses, por meio de mais de 40.000 compostos metabólicos. Com cada célula utilizando 10 milhões de moléculas ATP por segundo. Processos que demonstram que uma inteligência infinitamente superior criou e organizou cada detalhe dos seres vivos. Ele também apresentou a impossibilidade de a sopa primordial formar moléculas complexas que produzissem vida, a impossibilidade da existência da protocélula como primeira forma de vida e a declaração de grandes cientistas de que não há nenhuma alternativa plausível para explicar a origem da vida pelo acaso.

Kurt Wise, doutor em Geologia pela Universidade de Harvard, falou das inúmeras dificuldades para obter seu título por ser criacionista, mas como Deus lhe deu oportunidades de testemunhar de sua fé e abrir caminho para influenciar pessoas e obter o respeito de todos. Ele colocou em cheque a datação radiométrica. Testes feitos com Urânio e Chumbo, em ordens diferentes, produziram resultados muito diferentes. O mais provável é que no passado havia mais ação radioativa, o que promove uma decomposição radioativa muito mais rápida do que hoje. Por isso a conclusão de milhões de anos nos testes feitos.

John Baumgardner, PhD em geofísica, trabalhou 20 anos no Los Alamos National Laboratory. Mapeou todas as camadas sedimentares dos EUA. Formadas por megatsunamis de até 18 m, por ocasião do dilúvio. Evento que também ocasionou as rachaduras nas placas tectônicas por onde foram liberados vapor e água subterrânea em grande quantidade, dando origem ao afastamento dos continentes. Veja mais em www.logosresearchassociates.org

Paul Buchheim, PhD em Geologia pela Universidade de Wyoming e pós doutorado pela Johns Hopkins, apresentou estudos sedimentológicos e estratigráficos do Green River, no Colorado, Utah e Wyoming. Realizou estudos sobre estromatólitos gigantes em Wyoming e na Austrália, financiado pela NASA. Mais testemunhos a favor do dilúvio: essas gigantescas formações marinhas a milhares de quilômetros do oceano. 

Ronald Nalin, Phd em Earth Sciences, é cientista do Geoscience Research Institute, nos EUA. Apresentou pesquisa mostrando sedimentos marinhos nos continentes e provas de morte global de animais. Excelente evidência de um dilúvio universal. Atualmente, está estudando um sítio paleontológico de dinossauros em grande quantidade fossilizados ao mesmo tempo.

Paul Giem, médico, químico e pesquisador de métodos de datação, apresentou estudos com carbono 14 em dinossauros do Texas, China e Europa, onde houve muita discrepância em animais da mesma camada. Também a descoberta de C14 em diamantes ou grafite, onde não era esperado se encontrar. Se provou que o método não é confiável para materiais com mais de três mil anos. Ele comentou que vários cientistas tentaram publicar seus estudos sobre essa questão, mas as principais revistas científicas negaram a possibilidade.

Leonard Brand, biólogo e paleontólogo, estudou as pegadas fósseis nos arenitos de Coconino, Arizona. O que a “ciência” afirmava ser pegadas em deserto, ele provou ser pegadas de animal em fuga em água, pelo fato de estarem dispostas como o animal caminhasse de lado. Ele foi o primeiro a desvendar o mistério das pegadas atravessadas de Coconino.

O geólogo John Whitmore apresentou estudos sobre os cracks (falhas) e injeções de areia nos arenitos de Coconino. A “ciência” afirmava que a areia nos cracks havia sido depositada durante milhões de anos. Ele provou que as areias foram injetadas rapidamente, com auxílio de fluxo de água devido à forma apresentada.


Os participantes fizeram uma excursão ao Grand Canyon

Físico Urias Takatohi, do Unasp; ao fundo, os estratos plano-paralelos do Grand Canyon

Biólogo Wellington Silva, físico Urias, geólogo Marcos Natal e o diretor da Fadminas, Luís Daniel Strumiello

Daniel 7: Termina na bandeirada

quarta-feira, agosto 20, 2014

Papa aprova uso da força militar americana no Iraque

"É lícito deter o agressor"
O papa Francisco deu sinal verde nesta segunda-feira (18/8) para o uso da força militar com o objetivo de conter as ameaças que os extremistas do EI (Estado Islâmico) fazem às minorias religiosas no Iraque. Em conversa com jornalistas a bordo do avião que o levou de volta a Roma, o líder da Igreja Católica não chegou especificamente a endossar os bombardeios aéreos norte-americanos e ressaltou ainda que a decisão de como intervir é dever da comunidade internacional, institucionalizada na figura da ONU (Organização das Nações Unidas) – e não de um ou de outro país em particular. “Nesses casos, em que há uma agressão injusta, só posso dizer o seguinte: é lícito deter o agressor”, disse o papa, segundo a agência AP. “E ressaltou o verbo ‘deter’. Eu não estou dizendo ‘bombardeiem’ ou ‘façam a guerra’, apenas ‘detenham’. E os meios que podem ser usados para detê-los devem ser avaliados”, completou o clérigo argentino.

O papa Francisco disse ainda que está considerando, junto aos seus conselheiros, fazer uma viagem até o norte do Iraque, como demonstração de solidariedade aos cristãos que estão sendo perseguidos no local. A minoria cristã yazidi é uma das que mais sofre nas mãos dos jihadistas do EI. Entrincheirados no norte do Iraque e nordeste da Síria, os yazidi são forçados a se converter ao islã ou obrigados a deixar suas casas.

Francisco, que acaba de voltar de uma visita considerada emblemática na Coreia do Sul, ressaltou que a “desculpa” de deter uma agressão injusta não pode ser usada pelas potências mundiais para justificar uma “conquista de guerra” em que toda uma população seja subjugada – como, aliás, ele disse ter sido feito em diversas ocasiões ao longo da história. [...]

Autoridades do Vaticano já vinham há algumas semanas dando sinais de que a Santa Sé faria um esforço para enquadrar o caso do Iraque no rol de “guerras justas”, o que legitimaria uma intervenção militar.

Embora a Igreja Católica tenha desaprovado com veemência a invasão norte-americana do Iraque de 2003, a postura do Vaticano no caso iraquiano – em que cristãos são vítimas diretas da violência – se distancia da oposição enfática que vinha sendo feita contra qualquer ação militar nos últimos anos, como aconteceu no caso da Síria, no ano passado. O embaixador do Vaticano na ONU em Genebra, o arcebispo Silvano Tomasi, por exemplo, chegou a dizer que “talvez, ação militar seja necessária neste momento”.


Nota: Fico pensando que outras “guerras justas” e detenções serão aprovadas pelo Vaticano, no futuro, quando os EUA aprovarem leis que violarão a liberdade de consciência de minorias tidas como “fundamentalistas” e “extremistas”... [MB]

80 cristãos morrem por recusar converter-se ao Islã

Cristãos obrigados a deixar seu lar
Pelo menos 80 homens foram mortos pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), no norte do Iraque, depois de se recusarem a converter-se ao Islã. Depois do relato do massacre de civis, os EUA bombardearam a região. Um oficial curdo disse à BBC que os homens foram mortos em dois grupos, depois da passagem de uma coluna de veículos do EI, na aldeia de Kawju, perto da cidade de Sinyar. Segundo relatos no local, às vítimas, da minoria yazidi, era dito: “Converta-se ao Islã ou morra.” Segundo relata a EFE, os jihadistas conduziram os 80 yazidis à casa do xeque tribal Ahmed Yasua, naquela aldeia, a 90 quilômetros de Mossul e, quando estes de recusaram a converter-se ao Islã, como exigiam os radicais, foram executados. É a segunda matança levada a cabo pelos militantes do EI depois de há uma semana terem executado 77 pessoas, entre as quais 33 mulheres e uma criança.

Desta vez, as crianças e as mulheres foram “poupadas” e levadas para lugar desconhecido. São cerca de 500 pessoas, segundo relatou um jornalista local à EFE.

Os EUA acabaram depois por enviar um drone (dispositivo telecomandado) que destruiu dois veículos da coluna do Estado Islâmico. Os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram um dos maiores ataques até o momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico na zona da cidade iraquiana de Mossul, informou a televisão curda Rudaw.

terça-feira, agosto 19, 2014

“Hobbit” é mais um hominídeo que cai por terra

Possibilidade de síndrome de down
Uma descoberta numa caverna da ilha indonésia de Flores, relatada há dez anos, fez um cientista classificá-la como “a descoberta mais importante da evolução humana nos últimos cem anos”. Os ossos fragmentados e apenas um crânio completo de diversos indivíduos levaram os descobridores a concluir que aqueles eram os restos mortais de uma espécie extinta, e anteriormente desconhecida, de seres humanos. Os cientistas australianos e indonésios batizaram a espécie de Homo floresiensis [veja o que eu já havia postado sobre ele aqui]. Alguns passaram a chamar esses seres anormalmente pequenos, que aparentemente viveram na ilha há cerca de 15 mil anos [segundo a cronologia evolucionista], de “hobbits”. Parecia incrível que pessoas com cérebros do tamanho do de chimpanzés, com um terço do do Homo sapiens moderno, tenham conseguido criar as ferramentas de pedra encontradas na caverna ao seu redor.

Quase desde o início, alguns céticos levantaram bandeiras de alerta. Será que o único crânio poderia representar evidência suficiente de uma espécie humana distinta? Aquelas pessoas eram pequenas, sim, mas como o crânio de Flores poderia ser comprovado como normal, e não aquele de um humano moderno com qualquer problema de crescimento que altere o tamanho da cabeça e do cérebro?

Agora os céticos retomaram o debate com dois artigos publicados recentemente no periódico The Proceedings of the National Academy of Sciences. Um deles aponta o que são consideradas falhas na pesquisa original. O segundo descreve evidências sugerindo que o indivíduo teria nascido com síndrome de Down.

Entre as falhas, segundo os críticos, estavam subavaliações da estatura e do tamanho do cérebro do esqueleto mais completo, designado como LB1, da caverna Liang Bua. Em sua visão, a estatura do LB1 seria pouco superior a 120 cm, e não 90 cm como na estimativa original. Novas medições do possível tamanho do cérebro foram igualmente maiores.

Os autores do primeiro artigo publicado – Robert B. Eckhardt e Alex S. Weller, da Universidade Estadual da Pennsylvania, Maciej Henneberg, da Universidade de Adelaide, na Austrália, e Kenneth J. Hsu, do National Institute of Earth Sciences, em Pequim – concluíram que os traços cruciais do espécime, conforme descritos originalmente, “não estabelecem a singularidade ou a normalidade necessárias para atender os critérios formais de uma nova espécie”.

Hipótese. O principal autor do segundo artigo sobre a hipótese da síndrome de Down foi Henneberg, professor de anatomia e patologia, com Eckhardt, professor de genética de desenvolvimento e evolução, como coautor. Com base em um novo exame das evidências disponíveis, os pesquisadores afirmaram que as dimensões revistas do crânio e do fêmur do LB1 entram na faixa prevista para um indivíduo com síndrome de Down naquela região da Indonésia. A estimativa de maior tamanho também se encaixa com algumas pessoas de hoje em Flores e outras ilhas do Pacífico.

Os cientistas também citaram a assimetria do crânio, uma incompatibilidade entre direita e esquerda dos traços faciais, como característica de pessoas com síndrome de Down, uma das alterações genéticas mais comuns em seres humanos. Eles apontaram que ela ocorre em mais de um nascimento humano em cada mil.


Nota: Parece que está virando uma situação padrão: (1) é feita uma descoberta sensacional que aparentemente respalda a teoria da evolução, (2) a mídia faz aquele estardalhaço; (3) todo mundo esquece o assunto por algum tempo (mas permanece a impressão de que a evolução é um “fato”); (4) tempos depois, a “grande descoberta” é questionada; mas, aí, (5) o “estrago” inicial já foi feito. O Homo floresiensis foi aclamado como “a descoberta mais importante da evolução humana nos últimos cem anos”. E caiu por terra, como outras “evidências” semelhantes. Há muito tempo os criacionistas vêm dizendo que os tais “hominídeos” ou são simplesmente macacos ou seres humanos portadores de algum tipo de deformidade. Mas quem deu ouvidos? Além disso, é bom constatar mais uma vez que essas descobertas geralmente se tratam de alguns fragmentos de ossos, uns poucos crânios e muito “oba-oba”. [MB]

O testemunho da arqueologia

Daniel 5 e 6: Escolhas

segunda-feira, agosto 18, 2014

Ted Wilson abre conferência mundial sobre Bíblia e ciência

O verdadeiro adventista é criacionista
O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Ted Wilson, afirmou vigorosamente, na abertura da conferência de educadores em Utah, EUA, na sexta-feira, que a vida existe na Terra há apenas alguns milhares de anos, e não há milhões de anos, e disse também que os professores que acreditam de outra forma não devem trabalhar em escolas operadas pela Igreja nem se considerar adventistas. [...] O local [da conferência, St. George, Utah] foi escolhido por seu fácil acesso a três sítios geológicos que os 350 participantes vão explorar entre as sessões de palestras sobre arqueologia, geologia, paleontologia e biologia. “Como professores nos campi adventistas do sétimo dia, faculdades e universidades e líderes na Igreja de Deus [devemos defender] com firmeza uma criação literal recente e absolutamente rejeitar a teoria evolucionista teísta”, disse Wilson, em seu discurso de abertura. “Peço a vocês para serem campeões da criação com base no relato bíblico e reforçada de forma tão explícita pelo Espírito de Profecia.”

Ele apontou para passagens da Bíblia, como Gênesis 1 e 2, Salmo 33:6 e 9 e os escritos da cofundadora da Igreja Adventista Ellen G. White como base para rejeitar o ensino popular de que cada dia da semana da criação bíblica poderia ter durado milhões de anos, tornando o mundo muito mais velho do que os seis mil e poucos anos que os criacionistas acreditam terem se passado desde que a Terra foi formada.

O ensinamento popular, que mistura a história bíblica com a teoria da evolução de Darwin, tem surgido em algumas escolas adventistas nos últimos anos, o que levou, em parte, à decisão da Igreja Adventista de começar a organizar conferências bíblicas e científicas a partir de 2002.

Em seu discurso, Wilson citou o livro Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, de Ellen White: “Quando o Senhor declara que fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, quer dizer o dia de vinte e quatro horas, que Ele assinalou pelo nascer e o pôr do sol” (p. 136). “Poderia ser mais claro?”, perguntou Wilson.

Ele disse que o próprio nome “adventista do sétimo dia” aponta para uma criação literal em seis dias, porque faria pouco sentido comemorar um sábado no sétimo dia, se o sábado original tivesse durado anos em vez de 24 horas. “Se a pessoa não aceitar o entendimento da criação recente em seis dias, então ela realmente não é adventista do sétimo dia, e o sábado do sétimo dia se tornaria absolutamente sem sentido, e outras de nossas doutrinas baseadas na Bíblia e centralizadas em Cristo e em Sua voz autoritativa também ficariam sem sentido”, disse.

[...] Ele disse que os educadores devem apoiar o criacionismo de coração ou tomar a “atitude honrosa” de renunciar. “[Esse assunto é] muito importante para a missão final de Deus”, disse ele.

Ed Zinke, um teólogo adventista, empresário e co-organizador da conferência, explicou em uma entrevista que as implicações da má interpretação da Bíblia poderiam ser profundas e prejudicar seriamente a relação da pessoa com Deus. “A compreensão bíblica de Deus torna possível para nós ter um relacionamento mais íntimo com Ele do que se tivermos um falso conceito de Deus”, disse Zinke.

[...] Embora a conferência em Utah esteja enraizada na Bíblia, é também sobre ciência e incluirá apresentações sobre fósseis, formações rochosas e achados arqueológicos recentes. [...]

Os participantes da conferência, entre os quais representantes de escolas adventistas ao redor do mundo, bem como líderes da igreja, cientistas e alguns estudantes de doutorado, farão três viagens de campo para conferir de perto evidências que apoiam a crença de que a Terra é relativamente jovem: Virgin River Gorge, um longo canyon localizado entre St. George, Utah e Littlefield, Arizona; o Grand Canyon, no Arizona; e o Zion National Park de Utah, que tem uma garganta de 15 milhas e até meia milha de profundidade, em alguns pontos.

Arthur V. Chadwick, geólogo e professor da Universidade Adventista do Sudoeste, disse que os cientistas têm que confiar na fé, não importa se apoiam a criação ou a evolução. “À medida que avaliamos os dados, vemos coisas que são problemas para os criacionistas e vemos coisas que são problemas para os evolucionistas”, disse ele por telefone, antes da conferência. [...]

Chadwick dedicou toda a sua carreira à busca de evidência científica que suporte o criacionismo, e já publicou mais de 50 artigos em revistas populares. Ele vai apresentar na conferência algumas das suas mais recentes descobertas.
 
O canyon Virgin River Gorge será visitado pelos participantes
Zinke, o co-organizador, disse que espera que os educadores conheçam na conferência a mais recente pesquisa científica que sustenta o ponto de vista da Terra jovem e que usem isso para reforçar sua própria fé e a de seus alunos.

“Esperamos enriquecer os professores para que eles estejam bem informados em sala de aula, e que entendam a importância de retratar uma cosmovisão bíblica aos seus alunos, ajudando-os a compreender como isso afeta várias disciplinas, incluindo a ciência, e como ela afeta sua vida pessoal e seu compromisso com Deus”, disse ele.


Nota: Instituições adventistas brasileiras, como colégios, a Novo Tempo e a Casa Publicadora Brasileira, também enviaram representantes para esse encontro mundial sobre ciência e religião, que está sendo realizado em Utah. Aguardemos o retorno deles com novas ideias e motivação para que a igreja e a educação adventista em nosso país continuem levando avante a bandeira criacionista. [MB]