terça-feira, agosto 25, 2015

É possível prolongar a vida com qualidade?

Dicas milenares que funcionam
A ciência já comprovou: adventistas que adotam um estilo de vida saudável – incluindo o vegetarianismo, o descanso sabático, a abstenção de drogas lícitas e ilícitas e a prática de atividades físicas – vivem até dez anos a mais do que as pessoas não vegetarianas.[1-5] Mas como isso é possível? Esses dados me fizeram pensar se há a possibilidade de decidirmos se vamos viver mais ou se morreremos mais cedo. A escolha realmente estaria em nossas mãos? Ou haveria uma predestinação quanto ao dia em que iremos morrer? É certo que Deus é onisciente e conhece tanto o dia de nosso nascimento quanto o dia de nossa morte, e até mesmo “os fios de cabelo [da nossa cabeça] estão contados” (Lc 12:7). Devido a isso, parece haver certo consenso entre muitos cristãos de que exista um [suposto] dia já traçado para a nossa morte. Mas o que a Bíblia diz a respeito disso? Existem indícios da possibilidade de vivermos mais, caso queiramos? Numa breve investigação, encontrei algumas respostas.

Podemos encontrar no capítulo 5 do livro de Gênesis que, antes do dilúvio, o ser humano vivia centenas de anos (Adão, por exemplo, viveu 930 anos). Após o dilúvio, possivelmente devido a um conjunto de fatores, tais como o pecado e a passagem da alimentação natural para o consumo temporário (emergencial) de carne, devido à escassez de vegetação pós-diluviana (Gn 9:3), a duração da vida humana encolheu drasticamente (compare Gênesis 5 com Gênesis 11:24, 25) e, eventualmente, chegou até cerca de 70 anos de idade, como no caso do rei Davi (2Sm 5:4, 5; Sl 90:10).

É preciso deixar claro que essas passagens não são limites ordenados por Deus à idade máxima da humanidade (pois vemos alguns personagens bíblicos vivendo além dessas idades). Atualmente, avanços na ciência, nos tratamentos de saúde e em outros campos que se utilizam de técnicas modernas, têm auxiliado o ser humano a viver mais. Mesmo assim, pouquíssimas pessoas vivem mais de 120 anos.

Um olhar atento de volta ao passado, mais especificamente para os seres humanos que viveram antes do dilúvio, evidencia o enorme potencial que os homens e as mulheres tinham para a longevidade. O propósito de Cristo para o ser humano é o de que ele tenha “vida e vida com abundância” (Jo 10:10), e esse propósito nunca mudou. Em Êxodo 20:12, é possível ver uma dica valiosa para que vivamos por mais tempo, ainda nesta vida terrena: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

Além disso, há outras dicas relatadas na Bíblia relacionadas a um estilo de vida saudável (dieta vegetariana) para o ser humano – assim como estabelecido por Deus na semana da criação – relatadas em Gênesis 1:29. Outro exemplo é encontrado no antigo Egito. A expectativa de vida dos hebreus no antigo Egito era de cerca de 40 anos.[6-8] No entanto, quando Moisés libertou os hebreus e os conduziu para Canaã, o líder (instruído por Deus) orientou o povo a seguir as recomendações divinas relacionadas à saúde. Com isso, a média de vida deles foi aumentada para mais de 70 anos.


Fato é que a ciência já conseguiu comprovar que a adoção de uma dieta estritamente vegetariana (conforme as orientações bíblicas) pode realmente fazer com que o ser humano se torne mais longevo. É sabido que, à medida que uma pessoa envelhece, o organismo usa um mecanismo de compensação para que a multiplicação celular continue a acontecer, ao passo que os telômeros (ponta dos cromossomos) vão se desgastando e encurtando.

Em 2013, um estudo descobriu que é possível reverter esse processo e fazer com que os telômeros voltem a crescer.[9] Ou seja, tornando o ser humano literalmente mais jovem. Dez idosos (a amostra do estudo) foram submetidos a uma dieta controlada, com apenas 10% de gordura e rica em alimentos saudáveis (verduras, legumes e grãos integrais). Também tinham de fazer exercícios diários. Cinco anos depois, seus telômeros haviam crescido 10% − quando o normal seria encolherem 3%.

Assim, é possível perceber que podemos, sim, decidir viver mais – longe da doutrina da predestinação de um dia marcado para a morte –, a partir do momento que seguimos as orientações de saúde contidas em um livro milenar chamado Bíblia. Decida você também adotar a dieta vegetariana e o estilo de vida saudável, e descubra por si mesmo os benefícios da longevidade (com qualidade) de que desfrutam de igual modo os amigos adventistas do sétimo dia praticantes daquilo que sabem.

(Everton Alves)

Referências:
[1] Fraser GE. Associations between diet and cancer, ischemic heart disease, and all-cause mortality in non-Hispanic white California Seventh-day Adventists. Am J Clin Nutr 1999; 70(Suppl):532S–8S.
[2] Fraser GE, Shavlik DJ. Ten years of life: is it a matter of choice? Arch Intern Med 2001; 161:1645–52.
[3] Buettner D. The secrets of long life. (Cover story). Nat Geogr. 2005; 208:2-27.
[4] Buettner D. The Blue Zones: Lessons for Living Longer from the People Who've Lived the Longest. Washington, D.C.: National Geographic Society, 2009.
[5] Lee JW, Morton kr Walters J, Bellinger DL, Butler TL, Wilson C, Walsh E, Ellison CG, McKenzie MM, Fraser GE. Cohort Profile: The biopsychosocial religion and health study (BRHS). Int J Epidemiol. 2009; 38(6): 1470–1478.
[6] Entrevista concedida por John Taylor. “Múmias, uma arte em busca da eternidade.” Entrevistadora: Carin Petti Homonnay. Arqueologia, Revista Galileu, 2007. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT510867-1942,00.html
[7] Filer JM. “Health Hazards and Cures in Ancient Egypt.” Ancient History. BBC, 2011. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/history/ancient/egyptians/health_01.shtml
[8] Borges M. A História da Vida: de onde viemos, para onde vamos. 4ª Ed. Tatuí, SP: CPB, 2011.
[9] Ornish D, Lin J, Chan JM, Epel E, Kemp C, Weidner G, Marlin R, Frenda SJ, Magbanua MJ, Daubenmier J, Estay I, Hills NK, Chainani-Wu N, Carroll PR, Blackburn EH. Effect of comprehensive lifestyle changes on telomerase activity and telomere length in men with biopsy-proven low-risk prostate cancer: 5-year follow-up of a descriptive pilot study. Lancet Oncol. 2013 Oct;14(11):1112-20.

Fé no clima: o ECOmenismo ganha força

Todos pela Terra
À primeira vista, a diversidade de participantes faz até a gente pensar naquelas piadas clássicas (“um padre, um rabino e um pastor evangélico entram num boteco e...”), mas a conversa é séria. Nesta terça, dia 25 de agosto, um grupo variado e bastante representativo de lideranças religiosas do Brasil e do exterior vai se reunir no Rio de Janeiro para manifestar o apoio de suas denominações à luta contra as mudanças climáticas causadas pela ação humana. Estou falando do Encontro Internacional Fé no Clima, organizado pelo Iser (Instituto de Estudos da Religião), em parceria com o GIP (Gestão de Interesse Público). Como os leitores mais assíduos deste blog devem imaginar, a ação conjunta inter-religiosa se inspira no exemplo da encíclica Laudato Si, uma espécie de chamado às armas do papa Francisco para evitar os piores efeitos da mudança climática, e tem a intenção de influenciar os debates da Conferência do Clima da ONU em Paris, que acontece no fim deste ano.

Os 12 participantes devem falar tanto da visão que suas tradições religiosas possuem sobre a necessidade de respeitar o ambiente quanto das ações concretas que suas comunidades estão tomando em relação aos problemas ambientais. No fim das contas, deverão assinar um documento de consenso, a Declaração Fé no Clima, que será encaminhada ao governo federal.

Confira a lista de participantes: André Trigueiro (espírita e jornalista), Ariovaldo Ramos (pastor evangélico), Mãe Beata de Yemanjá (Iyalorixá do Ilê Omi Ojuarô), Dolores (Inkaruna) Ayay Chilón, professor de Quechua, da tradição Andina, Mãe Flávia Pinto (umbandista), Rv. Fletcher Harper (pastor episcopal norte americano), Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J (Igreja Católica), Kola Abimbola (Babalorixá Yorubá e acadêmico nigeriano), Léo Yawabane (tradição indígena Huni Kuin, do Acre), Lama Padma Samten (monje budista), Rabino Nilton Bonder (tradição judaica) e Timóteo Carriker (pastor presbiteriano).

Espero voltar a esse assunto em breve, até porque algumas das visões expressas pelo papa Francisco em sua encíclica ambiental chegam perto de ser revolucionárias. De qualquer modo, conseguir juntar tantas crenças juntas em favor de um objetivo no qual a ética e o conhecimento científico caminham lado a lado já merece comemoração.

(Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo)

Nota: Você ainda duvida do poder de coesão que a bandeira ecológica tem e da crescente influência do papa como líder incontestável desse movimento que transpõe os limites religiosos e arranca suspiros de admiração até dos jornalistas? Cinco anos atrás, concedi entrevista ao jornalista Reinaldo (autor do texto acima), na qual expus minha opinião sobre o ECOmenismo (confira aqui). [MB]

Fotomontagens mostram como é o corpo humano

Criatividade em dose dupla
Sabe aquela curiosidade de ver como o nosso corpo funciona por dentro? Nessas imagens a seguir é possível ter uma ideia. A obra chamada de Atlas de Anatomia da Moda, feita por Koen Hauser, é uma fotomontagem em que modelos têm partes do corpo trocadas por imagens dos seus músculos, órgãos, ossos e partes internas, algo parecido com os modelos utilizados em aulas de anatomia. Confira esse “atlas” do corpo humano (by Criatives):










segunda-feira, agosto 24, 2015

Design do corpo humano contraria teoria da evolução

Sabiamente planejado
O ser humano ou evoluiu lentamente a partir do lodo primordial há milhões de anos, ou foi criado à imagem de Deus. A lista de evidências que supostamente validavam a ascensão evolutiva do homem a partir de formas de vida “inferiores” tem sido eliminada por décadas de boas pesquisas científicas. Desde as suas bases, o edifício da “evolução humana” claramente tem estado em desintegração. Por exemplo, os dentistas, com uma filosofia darwiniana, podem sugerir a remoção do dente do siso devido à “evolução” da mandíbula humana. Embora alguns molares possam de facto precisar de extração, isso claramente não tem nada a ver com a evolução.[1]

Muitos evolucionistas apontam para as dores nas costas como evidência de que os seres humanos só recentemente começaram a caminhar eretos, havendo supostamente evoluído de antepassados tetrápodes. Mas não só a coluna vertebral humana parece ter sido criada para a postura ereta, como parece que a maior parte dos problemas nas costas é causada pela má postura, lesões ou outro tipo de abusos. A evolução não tem absolutamente nada a ver com as dores nas costas.[2]

Os evolucionistas continuam afirmando que o desenvolvimento embrionário espelha um passado evolutivo, quando os seres humanos [supostamente] tinham fendas branquiais como os peixes ou um saco vitelino como as galinhas. Tais sugestões não científicas são o resultado da infame “lei biogenética” do zoólogo Alemão Ernst Haeckel. Os evolucionistas têm permitido que essa ciência deficiente prospere, embora a teoria da “recapitulação” já tenha sido desacreditada há muito tempo.[3]

Muitas escolas seculares ainda ensinam o não cientifico conceito de que estruturas tais como as amígdalas, adenoides e o apêndice seriam vestígios inúteis de um passado evolutivo.[4] Mas em 2010 quatro evolucionistas qualificaram as adenoides e as amígdalas de “enormes coleções de tecido linfoide imunologicamente ativo”.[5] Ou seja, elas são partes dinâmicas dos nossos sistemas imunitários. Em 2009, um imunólogo evolucionista declarou: “Se por acaso Darwin estivesse ciente da existência de espécies que têm um apêndice ligado a um ceco enorme, e se ele soubesse da natureza difundida do apêndice, muito provavelmente ele nunca iria olhar para ele como um vestígio da evolução.[6]

Não existe qualquer tipo de evidência de que o ser humano evoluiu de uma criatura sub-humana. Tal como um escritor científico uma vez apresentou o assunto: “O último ancestral comum entre chimpanzés e os seres humanos continua a ser um santo graal da ciência”[7], usando termos que implicam uma busca em vão por um tesouro esquivo, ou algo valioso – sem qualquer chance de algum dia ser encontrado.

Descobertas de supostas evidências evolutivas invariavelmente resultam em confusão. Um subtítulo da Newsweek é típico: “Descoberta fóssil de um desconhecido ancestral humano agita as ideias relativas à evolução humana.”[8]

Pegadas recém-descobertas têm uma aparência surpreendentemente humana, o que leva os cientistas criacionistas a sugerir o impensável: talvez sejam pegadas humanas.[9] No entanto, outros escritores dançam em redor da verdade: “Criadas há cerca de 1,5 milhão de anos, elas são as mais antigas pegadas que têm a aparência de terem sido feitas pelos humanos modernos. Uma equipe de cientistas [...] descobriu essas preciosas impressões fósseis em lama seca por volta de 2009. [...] A julgar pela aparência, as impressões do pé fossilizado parecem idênticas às que fazemos quando andamos pela areia.[10]

Os evolucionistas não podem aceitar que essas pegadas tenham sido feitas por pessoas como as de hoje, e em lugar disso – e sem qualquer evidência científica – afirmam que elas foram feitas por um antepassado sub-humano, o Homo erectus.

As Sagradas Escrituras claramente ensinam em Gênesis 1 que as plantas e os animais foram criados por Deus “segundo o seu tipo” – tal como o ser humano foi criado de modo especial à imagem de Deus (Gênesis 1:27).


 Referências:
1. Sherwin, F. 2003. “The Whole Tooth about Wisdom Teeth.” Acts & Facts. 32 (3).
2. Morris, J. 1998. “Do Back Problems in Humans Prove Evolution from Animals?” Acts & Facts. 27 (12).
3. Morris, J. 1989. “Does the Human Embryo Go through Animal Stages?” Acts & Facts. 18 (8).
4. Sherwin, F. 2003. “For Every Structure There Is a Reason.” Acts & Facts. 32 (11).
5. Barrett, K. E. et al. 2010. Ganong’s Review of Medical Physiology. New York: McGraw-Hill Medical, 605.
6. Choi, C. Q. “The Appendix: Useful and in Fact Promising.”
LiveScience. Posted on livescience.com August 24, 2009, accessed November 11, 2010.
7. Viegas, J. “The Human Family Tree.” Discovery News. Posted on discovery.com, accessed November 11, 2010.
8. Begley, S. “Welcome to the Family, Missing Link.” Newsweek, April 8, 2010.
9. Thomas, B. “Human Evolution Story Stumbles over Footprints.” ICR News. Posted April 6, 2010, accessed November 10, 2010.
10. Hirji, Z. “Footprint Fossils Analyzed for Ancient Human Gait.” Discovery News. Posted on news.discovery.com July 22, 2010, accessed November 11, 2010. 

Há “20 milhões de anos”, salamandra era salamandra

Nada de evolução...
Um fóssil original de uma salamandra de 20 milhões de anos de idade [segundo a cronologia evolucionista] foi encontrado envolto em um pedaço de âmbar em um lugar improvável: a República Dominicana, onde todas as salamandras estão agora extintas. O pedaço de âmbar contendo o fóssil tem forma hemisférica, medindo 20 milímetros de comprimento, 8 de largura e 8 de profundidade. Ele veio de uma mina de âmbar na cadeia de montanhas ao norte do país, entre Puerto Plata e Santiago. “Fiquei chocado quando a vi pela primeira vez. Há muito poucos fósseis de salamandra de qualquer tipo e ninguém jamais encontrou uma salamandra preservada em âmbar”, contou George Poinar Jr., professor da Universidade Estadual de Oregon (EUA) e autor principal do artigo publicado na revista Palaeodiversity, ao site Sci-News. “E encontrá-la em âmbar dominicano foi especialmente inesperado, porque hoje nenhuma salamandra, mesmo as vivas, é encontrada nessa região.” A salamandra, chamada Palaeoplethodon hispaniolae, pertencia à Plethodontidae – uma família ampla de salamandras que ainda hoje é muito comum na América do Norte, especialmente nas Montanhas Apalaches.

Poinar descreve o animal, que tinha costas e pernas dianteiras sem dedos distintos. “Como tal, ela não poderia ter sido uma escaladora tão boa como algumas espécies modernas e provavelmente vivia em pequenas árvores ou plantas tropicais”, explica. [Ele deveria considerar que o fóssil pode ter sido danificado ou mesmo a salamandra ter algum problema nas patas.] A descoberta desse fóssil mostra que uma vez houve salamandras no Caribe, mas, de acordo com o professor, ainda é um mistério por que todas foram extintas. “Elas podem ter sido mortas por algum evento climático ou eram vulneráveis ​​a algum tipo de predador.”

“Além disso, é um mistério como as salamandras chegaram lá, para começar. A evidência física sugere que o fóssil representa uma linhagem precoce de salamandras que evoluíram na América tropical”, disse o especialista.

A linhagem de Palaeoplethodon hispaniolae pode ter se originado entre 40 e 60 milhões de anos atrás [sic], quando as Proto-Grandes Antilhas – que agora incluem ilhas como Cuba, Jamaica, Porto Rico e Hispaniola – ainda estavam unidas às Américas do Norte e do Sul. “As salamandras podem ter ficado nas ilhas quando elas [as ilhas] começaram a sua deriva tectônica pelo Mar do Caribe. Elas também podem ter atravessado uma ponte de terra durante os períodos de baixa do nível do mar, ou é possível que alguns espécimes possam ter flutuado em detritos, montando um tronco pelo oceano”, opinou Poinar.


Nota: Faltou perguntar só mais uma coisa: Por que as salamandras de supostos 20 milhões de anos atrás eram iguais às suas descendentes atuais? Nada de evolução em tanto tempo? Aliás, esse “fenômeno” é observado em quase todos os animais fossilizados cujas espécies existem ainda hoje. [MB]

Um novo jeito de registrar a "evolução" humana

Homo selfies: arte do meu amigo e conterrâneo José da Silva Jr., mais conhecido como ZéDassilva.

domingo, agosto 23, 2015

Dr. Nahor explica os radiohalos de Polônio

Projeto de lei prevê multa para quem ridicularizar religião

Encenação polêmica
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) [votou] nesta quarta-feira (19), em regime de urgência, projeto de lei do deputado Fábio Silva (PMDB) que prevê multa de até R$ 270 mil para quem ridicularizar qualquer aspecto religioso. O projeto de lei 540/2015, em seu artigo 1º, diz: “Fica proibido em todo território do Estado do Rio de Janeiro, durante manifestações públicas, sociais, culturais e/ou de gênero, a satirização, ridicularização e/ou toda e qualquer outra forma de menosprezar ou vilipendiar dogmas e crenças de toda e qualquer religião.” Segundo o artigo, são entendidas como ofensa à crença alheia condutas como:

- Encenações pejorativas, teatrais ou não, que mencionem ou façam menção a atributo e/ou objeto ligado a qualquer religião;
- Distribuição de toda e qualquer forma impressa com imagens ou charges que visem a ridicularizar, satirizar ou menosprezar a crença alheia;
- Vinculação de religião ou crença alheia a imagens e/ou toda e qualquer outra forma de cunho erótico;
- Utilização de todo e qualquer objeto vinculado a qualquer religião ou crença de forma desrespeitosa ao dogma.

Segundo o projeto de lei, caberá à Polícia Militar autuar as infrações. Os valores decorrentes da arrecadação com as multas serão destinados ao reaparelhamento da PM.

“O Brasil é um país pacífico, mas não podemos deixar que a falta de respeito se fomente no nosso país. Discordar da religião alheia é um direito, mas respeitar a fé alheia, mesmo não concordando, é um dever, uma obrigação”, diz o deputado, que é filho do pastor, empresário e ex-deputado Francisco Silva.

Na justificativa para colocar o projeto de lei em votação, o deputado afirma que no dia 8 de junho recebeu muitos telefonemas de pastores, amigos e eleitores chocados com o episódio ocorrido na 19ª Parada do Orgulho LGBT, realizada no dia anterior em São Paulo, em que uma transexual encenou a crucificação de Jesus como protesto contra agressões sofridas por homossexuais. Segundo o deputado, houve a cobrança de uma solução para que tal situação não aconteça no Estado do Rio.

“A 19ª Parada do Orgulho LGBT, realizada em São Paulo, chocou o país como um todo. Não só pela passeata em si, mas pelo desrespeito e intolerância religiosa que ficou evidente na infeliz encenação da crucificação de Jesus por um transexual.  Busquei regulamentar via legislação estadual tal fato, de forma que todos, concordando ou não com a crença alheia, obrigatoriamente se respeitassem. Daí surgiu a ideia de fomentar no Estado do Rio, mesmo que através de sanções, o respeito e a tolerância religiosa”, explicou.

Fábio Silva lembrou ainda o atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, em janeiro. “O insulto à crença de um povo motivou esse absurdo, que foi a morte de 12 pessoas”, ressaltou o deputado.

Na terça-feira (18), em audiência pública na Alerj, foi apresentado relatório do Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir), ligado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, que informa que em dois anos e meio quase mil denúncias de casos de intolerância religiosa foram registradas. 

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, deputado Marcelo Freixo (PSOL), informou que vai pedir ao presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB), a implantação da Lei 5.931/11, que criou a Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e Intolerância.

Já o presidente da Comissão de Combate às Discriminações e ao Preconceito da Alerj, e autor da lei de 2011 que cria a delegacia especializada, o deputado Átila Nunes (PSL), afirmou que quase todo mês um ou dois casos de intolerância são registrados. “Temos um pequeno estado islâmico encravado no Rio de Janeiro”, disse. Segundo o presidente da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), Ivanir dos Santos, até janeiro de 2016 a comissão vai finalizar um relatório, com o objetivo de fazer uma denúncia internacional.

Na noite do domingo, 14 de junho, a jovem Kayllane Campos, de 11 anos, foi atingida por uma pedra na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, quando voltava de um culto de candomblé. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional). No fim daquele mês, a menina foi recebida na sede da OAB pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas, no Centro do Rio, e fez um pedido pela ação do poder público. Com mais de 35 mil assinaturas, o documento pede uma campanha para promover a liberdade religiosa.


Nota do leitor Lucas Santana de Lima: “Apesar de inconstitucional em sua origem, esse tipo de atitude demonstra em que direção a história segue antes que Jesus volte. A maioria não compreende quais as terríveis consequências de se aprovar leis como essas. Ellen White escreveu há mais de cem anos: ‘Os adventistas do sétimo dia travarão a batalha pelo sábado do sétimo dia. As autoridades nos Estados Unidos e em outros países se levantarão em seu orgulho e poder, e farão leis para restringir a liberdade religiosa’ (Manuscrito 78, 1897). Ao atingir a liberdade religiosa que, a priori, visa a proteger o cristianismo (genericamente falando), essas mesmas leis se tornarão obstáculo para que os adventistas, livremente, continuem a pregar a segunda e a terceira mensagens angélicas. Acredito ser clara a intenção do inimigo de Deus em influenciar a aprovação de leis restritivas, não apenas à liberdade religiosa, mas também à liberdade de expressão. Ele quer impedir que o povo de Deus dê o alto clamor! Portanto, necessitamos buscar a Deus, pedindo paz e liberdade para que possamos concluir Sua obra. O anjo poderoso que detém a ação dos quatro que retêm os ventos exemplifica o que devemos requerer de Deus. Embora a notícia atinja exclusivamente o estado do Rio de Janeiro, ela nos mostra o que está sendo plantado no coração das pessoas.”

E-mails que nos alegram (60)

“Olá, Michelson Borges, tudo bem? Meu Nome é Carlos Garcez, tenho 23 anos, sou de Anaurilândia, MS, sou adventista do sétimo dia há aproximadamente três anos, e conheci a mensagem por meio da pessoa que hoje é minha esposa, Jennifer Zorzan. Um dos motivos que fizeram me apaixonar pela igreja de Deus, primeiramente, é por que ela é a igreja de Deus (rs), e por ela ser fundada na razão, torna a Bíblia racional, como ela deve ser. Ela só faz sentido quando seguida por inteiro. Isso também em encantou, por buscar sempre a razão na vida, lembrando que, em algumas lacunas, a fé deve nos ajudar, conforme já demonstrado em algumas ocasiões em seu blog, que me ajudou nessa busca e me tirou muitas dúvidas no começo de minha caminhada cristã. Também tive a oportunidade de ler seu livro Por Que Creio, que igualmente me ajudou muito. Por isso obrigado!

“Estou me graduando em Direito neste fim de ano e tive a oportunidade de testemunhar a colegas de classe e professores a respeito do sábado. Deus me honrou de forma grandiosa, tanto na vida profissional – permitindo minha aprovação em três concursos públicos que me possibilitariam a guarda do sábado –, quanto nos estudos, ajudando-me a ser o único, até o momento, em minha sala, a conquistar a aprovação na OAB/MS, no começo do meu último ano da faculdade. As pessoas começaram a me perguntar como isso foi possível, se eu não assisto às aulas no sábado (no caso, às sextas-feiras à noite), não participo de cursinhos nesse dia ou de qualquer atividade relacionada aos meus estudos. Dedico minhas conquistas a Deus e digo meu ‘segredo’ está em minha busca por segui-Lo.

“Portanto, surgiu a oportunidade de, no fim desse percurso, dedicar meu TCC a Deus. Escolhi o tema ‘Liberdade Religiosa’, e também agradeço s você por, em determinados posts, trazer informações pertinentes ao assunto. Irei tratar em meu trabalho da guarda do sábado, e sobre a supressão da liberdade de expressão ligada à liberdade religiosa em relação ao dito ‘Hate Speech’ e sua inversão na sociedade atual, e também sobre a possível supressão de direitos aos adventistas, em meio à nova onda nas Câmaras Municipais e ao fechamento do comércio aos domingos, fundamentado pelo movimento católico – todos temas já tratados em seu blog.”

sexta-feira, agosto 21, 2015

Evidência de ser humano gigante?


Homem de três metros
[A notícia a seguir também foi publicada pelo Daily Mail, entre outros.] Um osso do dedo mindinho, de 1,85 milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista], poderá, literalmente, apontar para novos conceitos sobre a evolução humana. A descoberta é a mais antiga em relação a uma mão humana. O ossinho foi encontrado na Garganta de Olduvai, na Tanzânia. Com a descoberta, cientistas estão repensando quando teria ocorrido um passo fundamental em nossa evolução, em que deixamos de subir em árvores para nos tornarmos caçadores armados de ferramentas. Ou seja, a descoberta indica que a mão moderna do homem já existia 400 mil anos antes do imaginado. O ossinho também aponta a existência de uma criatura maior e mais parecida com seres humanos em relação às que viviam na mesma época e região, no caso a atual Tanzânia, considerada um dos pontos da origem humana. Se o osso é proporcional ao corpo de um ser humano moderno, os antepassados desconhecidos teriam algo perto de três metros de altura, se comparados com o H. habilis, que tinha pouco mais de um metro.

(History

Nota: Se comprovada, essa é outra “descoberta anômala” que põe em dúvida nossa suposta ancestralidade simiesca, apontando para seres humanos de grande porte, conforme prevê o modelo criacionista bíblico. Interessante, também, é como uma história tão seguramente contada em livros, revistas, documentários, etc., de repente, pode ser revista e substituída por “novos conceitos”. Não caia nessas balelas contadas como se fossem fato. [MB]

Vaticano convida muçulmanos a cuidar da criação

Todos pelo planeta
O cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, enviou uma mensagem ao Simpósio Islâmico Sobre Mudanças Climáticas, na qual o purpurado exorta os católicos e os muçulmanos a trabalharem juntos pela salvaguarda da criação. O simpósio está sendo realizado nesta semana em Istambul, na Turquia, numa iniciativa da Organização Islâmica Mundial para as ajudas humanitárias, do Fórum Islâmico Para a Ecologia e as Ciências Ambientais e pela GreenFaith, organismo religioso ambientalista. “Estamos vivendo um momento decisivo e particularmente turbulento da história mundial”, escreve o purpurado ganês. “A humanidade encontra-se diante de numerosos desafios urgentes que requerem orações e ações concretas”, porque “a crise ecológica em andamento é a mais grave e a mais difícil de todas”, diz o cardeal na sua mensagem, referindo-se à encíclica Laudato Si, na qual o papa Francisco convida todos para “uma conversão ecológica do coração”.

À luz da nossa fé – afirma o presidente do dicastério vaticano – devemos empenhar-nos no cuidado da “casa comum” deste nosso planeta, a Terra, porque “não basta propor meras soluções técnicas, impotentes para resolver os graves problemas do mundo, se a humanidade perde a sua rota”.

“Uma grande motivação” – continua o purpurado – “que une cristãos, muçulmanos e muitos outros é a fé firme em Deus: ela nos impele a assumir o cuidado pelos magníficos dons que Deus concedeu a nós e às futuras gerações.”

Por isso, acrescenta o cardeal Turkson, “nossa ação será certamente mais eficaz se nós, fiéis de diferentes comunidades religiosas, encontrarmos o modo de trabalhar juntos”, “em espírito de solidariedade”.

A mensagem do purpurado conclui com “a promessa da Igreja Católica de rezar pelo bom êxito” do simpósio e com os votos de uma futura colaboração com o Islã na salvaguarda da criação.

Na conclusão do simpósio, nesta terça-feira, [foi] apresentada à imprensa, em versão integral, uma “Declaração islâmica sobre as mudanças climáticas”.

O documento exorta os cerca de 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo a atuarem no campo ambiental. Essa declaração terá um significado especial representando um apelo crucial tendo em vista a Cop21, a Conferência Internacional Sobre Mudanças Climáticas, programada para dezembro próximo, em Paris.

Essa declaração islâmica sobre o ambiente foi redigida após uma ampla consulta aos principais estudiosos muçulmanos, acadêmicos e grupos religiosos, e deverá pedir aos países mais ricos e mais poderosos que reduzam drasticamente as suas emissões de gases responsáveis pelo efeito de estufa e que defendam as comunidades mais vulneráveis a enfrentar o impacto das mudanças climáticas e o desenvolvimento das energias renováveis.


Nota do blog Minuto Profético: “Faz parte da mordomia cristã cuidar do meio ambiente. Porém, a teoria do aquecimento global está sendo usada como instrumento de controle social, e visa a atender, acima de tudo, interesses religiosos: o estabelecimento do descanso dominical como ‘salvação’ para o planeta (na verdade, tal ação vai restaurar a supremacia de Roma).”

quinta-feira, agosto 20, 2015

Por que ler o livro A História da Vida

Descreverei aqui os principais motivos pelos quais o livro A História da Vida [adquira aqui], do jornalista e mestre em teologia Michelson Borges, me cativou:

1. O autor conseguiu traduzir com maestria conteúdo acadêmico para uma linguagem simples e de fácil compreensão para pessoas que, como eu, ainda estão aprendendo sobre o criacionismo.

2. Possui abordagem "científica", visto que a cada nova ideia introduzida, evidências científicas que a corroboram são apresentadas em abundância. O livro traz referências de pesquisas que seguiram adequadamente o rigor metodológico (assim como o método científico usual exige); muitas dessas referências são resultantes de pesquisas evolutivas, mas, apoiam, sob uma reinterpretação despreconceituosa, o modelo bíblico das origens (evidenciando mais ainda sua incoerência).

3. O leitor é estimulado a pesquisar por si próprio. O autor fornece instrumentos e recursos para que o leitor não acredite apenas no que ele diz (assim como a pesquisa científica deve ser feita). Se não bastasse, o autor insiste no aprendizado do leitor por conta própria ao estimulá-lo com questionamentos ao final de cada capítulo (assim como a educadora cristã Ellen White descreve a verdadeira educação que proporciona o raciocínio crítico).

4. As ideias são claras, concisas e organizadas, desde o conteúdo mais simples ao mais complexo, e as evidências são apresentadas em ordem cronológica (seguindo os passos das técnicas e métodos de pesquisa).

5. No decorrer da leitura de A História da Vida fica evidente o fascínio do autor pela ciência, o respeito com que a trata e a seriedade com que aborda cada capítulo selecionado a dedo (aliás, um conteúdo mais interessante que o outro).

6. Michelson fala com autoridade, pois, como todo honesto intelectual, buscou conhecer os dois lados da mesma moeda, ou melhor, as duas possíveis interpretações de um mesmo dado científico.

7. O capítulo “O Autor da história da vida” introduz o Criador de forma suave e a escrita é coerente com o estilo redacional científico que já vinha sendo utilizado. Digo isso porque eu esperava uma quebra abrupta na leitura e uma passagem completa ao campo filosófico. Para minha felicidade, o autor trouxe testemunhos vivos (renomados ex-ateus) que descrevem com maestria as “razões” que os convenceram da existência de um Criador e, principalmente, explora o capítulo 3 do livro A Prova Evidente, que introduz os argumentos (complexidade, ajuste fino) do design inteligente e traz, mais adiante, evidências da Arqueologia e da História. E, a partir de então, o livro segue com os argumentos lógicos (pautados em evidências) para a existência de um Criador (embora não sejam absolutistas).

Mas eu quero aproveitar o espaço para comentar e testemunhar dos efeitos na minha vida de outro livro do mesmo autor: Por Que Creio [adquira aqui]. Este livro chegou às minhas mãos numa época crucial da minha vida. Eu estava fazendo o mestrado, me aprofundando mais em alguns aspectos da ciência. Ao lê-lo, fui instigado a buscar mais sobre um assunto que, até então, eu desconhecia: o design inteligente.

O trabalho do jornalista Michelson foi essencial na minha formação intelectual e na forma como, a partir de então, eu olharia para a Bíblia. Minha mente se abriu, e eu realmente senti a necessidade de informar as pessoas outra maneira de aprender sobre a Palavra de Deus, isto é, fazendo uso do processo de análise histórico-crítica. Dessa forma, é possível contextualizar cada registro bíblico com o auxílio das mais diversas descobertas do conhecimento humano, principalmente as que dizem respeito às nossas origens.

Hoje, tenho o autor como referencial e por isso sei que não devemos nos conformar com respostas medíocres, do tipo “Deus quis assim”, ou “Eu acho que foi assim”. Hoje eu busco respostas na convergência entre ciência e Bíblia. Portanto, hoje eu busco me capacitar cada vez mais a fim de compartilhar com o máximo de pessoas possível a história da nossa vida.

(Everton Alves)

Moore diz que super-heróis impedem avanço da cultura

Personagens infantis para adultos
No que ele mesmo declarou ser sua última entrevista, o autor inglês Alan Moore, consagrado por obras como WatchmenTom StrongPromethea e A Piada Mortal, afirmou que os super-heróis, enquanto fenômeno cultural, são uma catástrofe que impede o desenvolvimento de uma nova cultura no século 21. O escritor deu as declarações em 26 de novembro do ano passado, em um encontro com Pádraig Ó Méalóid, um blogueiro irlandês, em um evento chamado “An Evening With Alan Moore” (“Uma Noite com Alan Moore”, numa tradução livre). As declarações encontram eco em outras muito semelhantes, que foram veiculadas no jornal inglês The Guardian nessa mesma época. Segue a fala de Alan Moore com mais detalhes:

“Eu dei a minha sincera opinião de que eu acho preocupante o fato de que o público de filmes de super-heróis seria hoje composto quase completamente de adultos, homens e mulheres em seus 30, 40 ou 50 anos, que estariam alegremente enfileirando-se para assistir personagens e situações que foram expressamente criados para entreter os garotos de doze anos de 50 anos atrás. Eu não apenas sinto que este é um ponto válido, eu também acredito que qualquer observador desinteressado pode comprovar isso por si próprio. Na minha mente, o fato de abraçarmos personagens que, de forma não-ambígua, foram feitos para serem absorvidos por crianças da metade do século 20 parece indicar um retrocesso das complexidades opressoras que admitidamente fazem parte da existência moderna. Para mim, parece que uma porção significativa do público desistiu da tentativa de entender a realidade na qual nós vivemos e, em vez disso, racionalizou o que ao menos pode ser capaz de compreender dos universos alastrantes, sem sentido, mas, ao menos, finitos ‘universos’ apresentados pela DC e pela Marvel Comics. Eu ainda poderia observar que isso é potencialmente uma cultura própria, relevante e suficiente para este tempo.”

Moore ainda declarou-se cansado de repetir temas em suas entrevistas, tais como o uso de racismo e violência sexual em suas obras. Por isso, e por também estar chegando aos 70 anos de idade, pararia de fazer aparições públicas e de dar entrevistas, apenas continuando suas produções diretamente de Northampton, na Inglaterra, sua cidade natal e onde mora. Segundo ele, “é mais fácil deixar que o meu trabalho fale por mim nestes assuntos”.

A entrevista para Pádraig Ó Méalóid, muito extensa, cobriu boa parte da carreira de Moore, com destaque para The League of Extraordinary Gentleman, a violência sexual contra mulheres (incluindo o caso retratado em A Piada Mortal, mas não só) e diversas pinceladas sobre aspectos de suas obras. Além, claro, de alfinetar seu aparente desafeto, Grant Morrison. [...]