terça-feira, julho 14, 2009

Aparelho reprodutivo de supostos 350 milhões de anos

Um pesquisador sueco disse ter encontrado o aparelho reprodutivo de um peixe macho após examinar mais de uma vez o fóssil de uma espécie que viveu há 350 milhões de anos [sic]. Especialistas acreditam que os extintos placodermos se reproduziam por fecundação interna em um mecanismo anatômico semelhante ao dos tubarões. O estudo realizado pelo paleontólogo sueco Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, foi divulgado também na revista científica Nature. Ahlberg examinou o fóssil de um Incisoscutum e descobriu que parte da pelve era o "pênis perdido". "Estava lá, à vista de todos", disse o cientista, citado pelo site de notícias infobae.com.

Para o autor do achado, a semelhança com a reprodução dos tubarões e a condição ancestral desses animais sugerem que eles deram início ao viviparismo e à cópula como forma de fecundação entre os vertebrados. Dar à luz filhotes em vez de colocar ovos poderia ser o modo de reprodução ancestral comum a todos os vertebrados com mandíbulas.

(Terra)

Nota: Para o criacionista, o achado sugere outras coisas: (1) em tantos milhões de anos, o sistema reprodutor do Incisoscutum é praticamente o mesmo do tubarão moderno, assim, não houve "evolução"; (2) complexidades como a da reprodução sexuada - que depende de modificações anatômicas e fisiológicas simultâneas e compatíveis em dois seres diferentes - estão sendo observadas em seres cada vez mais antigos, como já ocorreu com as águas-vivas; alguns já perceberam o problema: sobra cada vez menos tempo para a evolução de sistemas tão complexos (isso que aqui se está tratando apenas de características anatômicas; quando a discussão caminha para os domínios da biologia molecular, com as dificuldades relacionadas com a origem da informação complexa especificada e os sistemas de complexidade irredutível, a coisa piora e muito para o darwinimo.[MB]

Acostumando-se a pensar e agir retamente

No último domingo, interrompi minhas leituras e estudos do mestrado para visitar um amigo (o Sérgio) que eu não via fazia dez anos, pois ele estava morando nos Estados Unidos. Conversamos bastante sobre os últimos eventos proféticos, sobre a crise que se aprofunda na nação mais rica do planeta, sobre a necessidade de consagragação e preparo para a volta de Jesus, e colocamos outros assuntos em dia. Uma coisa que ele me disse ficou gravada na memória: "Mesmo quando chego de madrugada ao condomínio [onde ele mora], circulo as rotatórias completamente, sem atalhar." Quando alguns condôminos amigos dele questionam esse hábito, dizendo que àquela hora não há mais ninguém nas ruas, ele responde: "Quero me habituar a pensar e agir retamente, pois esse comportamento acabará se estendendo a outras áreas da vida."

Dias depois, recebi e-mail com uma história que mostra outro aspecto importante da retidão mental e comportamental:

"Alguns anos atrás, um pregador mudou-se para Houston, Texas. Poucos dias depois que chegou, teve que ir de ônibus de sua casa até o centro da cidade. Quando se sentou, descobriu ter recebido 25 centavos a mais no troco pelo que pagara pela passagem. Considerando o que deveria fazer, ele pensou: 'É melhor devolver os 25 centavos. Seria errado mantê-los.' Então ele voltou a pensar: 'Esquece. São apenas 25 centavos. Quem se preocuparia por quantia tão pequena? Além do mais, a empresa de ônibus já tem bastante; nunca sentirão falta. Aceite-o como um presente e fique quieto.'

"Quando chegou ao ponto em que desceria do ônibus, parou momentaneamente na porta, entregou a moeda ao motorista e disse: 'Tome, você me deu troco a mais.' O motorista, com um sorriso, respondeu: 'Você não é o novo pregador? Tenho pensado sobre ir ouvi-lo. Queria apenas ver o que você faria se eu lhe desse troco a mais.'

"Quando o pregador saiu do ônibus, agarrou literalmente o poste mais próximo e disse: 'Oh, Deus, me perdoe! Quase vendi Seu Filho por vinte e cinco centavos!'"

Tentar viver retamente pelos próprios esforços acaba resultando em outro tipo de comportamente e mentalidade objetáveis: o perfeccionismo. Mas, com a ajuda de Deus e como consequência de um relacionamento íntimo com Jesus, podemos almejar não a impecabilidade, mas a maturidade cristã ("perfeição", no verdadeiro conceito bíblico). Aquele que é justo nos justifica, nos santifica e nos ajuda a viver retamente, ajudando-nos também a levar outras pessoas a Jesus pela pregação que vai muito além das palavras.[MB]

Preparando-se para uma batalha intelectual

“Preparem-se para a batalha!” Essa é a ordem do personagem Gandalf, criado por J. R. R. Tolkien, na obra O Senhor dos Anéis. Longe de falar de ficção mitológica, quero tratar neste texto sobre uma batalha iminente. A arqueologia, a lógica e o bom senso podem ajudar na reconstrução histórica de importantes fatos narrados nas Escrituras Sagradas? A resposta para essa pergunta é o motivo desse conflito intelectual. O local mais indicado para encontrarmos uma resposta satisfatória não tem cumprido seu papel. Estou falando da universidade. Perdemos o significado dessa palavra. Unidade na diversidade não é nada mais do que um sentimento nostálgico, semelhante àquele que casais sentem quando relembram seus primeiros dias de namoro. Qualquer cosmovisão é aceita no meio acadêmico, menos aquela que advoga um Deus pessoal que Se revela através de um Livro Sagrado denominado Bíblia. [Leia mais]

Harry Potter, de novo

Vem ai mais um filme do garoto que sobreviveu. Algumas pessoas são indiferentes e acham que é apenas mais um filme, enquanto outras veem satanismo em todos os livros e películas da série. Mas qual seria a realidade? Harry Potter é de fato tão nocivo como dizem? Por que as obras do bruxinho (no novo filme, O Enigma do Príncipe, ele já não é mais um bruxinho, mas um adolescente bem formado) fazem tanto sucesso?

Faz dois anos que decidi conhecer os livros de Rowling e li o primeiro por mera curiosidade. Três meses depois, eu havia lido os sete, pois fui fisgado pela narrativa e, preste bem atenção, pela narrativa. A história é muito bem contada, bem amarrada e estruturada. A escritora britânica sabe como manter o interesse do leitor do começo ao fim de sua fantasia. Por isso acredito que o sucesso esteja nessa questão simples: a história é boa e bem contada. Por isso fascina e encanta; por isso prende o leitor.

A autora não apresenta a bruxaria no primeiro nível do livro; ela está no plano de fundo. Não ensina como fazer magias, ou lançar pragas e feitiços, ou falar com espíritos; tudo isso está atrelado como elementos da narrativa, ou seja, na forma de contar a história.

Assim, o leitor é arrebatado pela narrativa, com seus elementos fantasiosos e mirabolantes, e não pelo cenário grotesco, propriamente dito, tendo, com isso, acesso direto a um ambiente recheado de misticismo sem se aperceber disso num primeiro plano.

As pessoas não lêem HP para aprender bruxaria, mas, simplesmente, por estarem encantadas com o conto. Esss, a meu ver, é a razão do sucesso da obra de Rowling, mas, como foi proposto no início, ela seria nociva?

Se você não quer que seu filho tenha acesso a informações sobre misticismo que vão de encontro à verdade bíblica, Harry Potter não é uma boa recomendação.

Como foi dito, o mundo fantástico dos livros de HP está no plano de fundo da narrativa, dando acesso a níveis normais e subliminares de informação sobre bruxaria. Dificilmente pais adquiririam livros que falassem de forma franca e direta sobre misticismo para crianças e adolescentes cristãos, porém, adquirem os livros das histórias de Harry Potter, sem avaliar, com as minúcias necessárias, se as obras estarão despertando interesse dos leitores por assuntos místicos.

Quando terminei de ler as obras de Rowling, fiquei imaginando qual o efeito dessa fantasia perfeitamente orquestrada e de seus personagens conflitantes (como é o caso de Severo Snape) na mente de leitores juvenis. Devo confessar que eu, que já apresento os primeiros sinais de uma calvície que será meu futuro, fiquei fascinado com a história em si, mesmo interpretando muitos pontos de contradição com a Bíblia e de franca teoria e simbolismos místicos (para não dizer satânicos).

Alguns poderiam falar sobre a liberdade de expressão da arte. Que os livros são simplesmente obras artísticas e que todos (inclusive crianças e adolescentes) são convidados a ter acesso a toda forma de literatura. Apesar desse argumento, temos que lembrar que a liberdade tem duas frentes: o artista pode se expressar, mas o leitor (ou o receptor de qualquer outro tipo de arte) pode optar por ter ou não acesso à sua arte. No caso de crianças educadas em ambientes cristãos, os pais devem pesar os valores bíblicos no momento de escolherem leituras e filmes para os filhos.

Alguém já ouviu falar de um pai muçulmano dando livros de magia céltica para seus filhos? Ou budisdas ensinando seus filhos a ler sobre a vida de Cristo? Ou judeus ensinando suas crianças com ficções de lavra religiosa árabe?

Interessante que alguns pais cristãos permitem, livremente, o acesso a assuntos místicos – que possuem claras e inequívocas ressalvas contrárias na Bíblia – aos seus filhos. Isso deve ser repensado.

No meu singelo ver, o maior perigo das obras de Rowling está em seu público-alvo: as crianças e os juvenis. É uma regra básica existente na própria bíblia: Provérbios 22:6 - "ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."

O que Harry Potter ensina aos nossos infantes? Pese isso e saiba que é desse caminho que eles, quando forem mais velhos, não irão se desviar.

Buscando e oferecendo opções

Quando comecei a escrever ficção, minhas primeiras histórias não tinham elemento religioso algum. Ao contrário, eram repletas de fantasia. Houve, então, um momento em que Deus me chamou para escrever obras direcionadas ao público religioso. Meu primeiro impasse foi: "É possível contar uma boa história sem usar todos os mirabolantes recursos de que os escritores seculares dispõem?" Minhas dívidas só foram sanadas depois que aceitei o desafio de escrever para Deus. Sim, é possível ter boas histórias, boas aventuras, com fundo religioso e de moral cristã. Para conferir isso, basta o leitor acessar, por exemplo, o site da Casa, e ver a quantidade de livros que contam histórias ficcionais e que têm ótima qualidade.

É possível escrever best sellers, tanto infanto-juvenis, como para público adulto, com a ótica cristã; é possível ter livros que contam boas histórias com foco nos padrões morais ensinados na Palavra de Deus.

Observe que os livros seculares têm entretido e ensinado suas doutrinas espúrias ao mesmo tempo. O mesmo é possível com a arte literária sacra, trazendo a história (a aventura, os conflitos, etc.) para o plano de frente e os ensinos para o plano de fundo, como cenário ou elementos de narrativa. A diferença entre esta e aquela é que o escritor cristão não precisa esconder seus ideais em ensinar a Palavra. Nada estará oculto ao leitor, ou em nível imperceptível pelo consciente.

O público cristão, interessado em boa leitura, deve procurar por obras do gênero. Os escritores, por seu turno, devem enfrentar os novos desafios da atualidade, buscando com mais veemência (com ênfase em muita comunhão e oração), para produzir obras que confrontem, em pé de igualdade, qualquer outro escrito secular. Isso, com a graça de Deus, é possível.

(Denis Cruz, autor do livro Além da Magia, também publica no site Outra Leitura)

Leia também: "Harry Potter cada vez mais sombrio" e "Vaticano elogia novo Harry Potter"

No compasso certo

Bartolomeu Rodrigues Lima, 44 anos, é natural de Maragogipe, BA, e estuda Música no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho. No intervalo de seu trabalho como segurança do colégio, concedeu esta entrevista a Michelson Borges e falou sobre o milagre que Deus operou em sua vida.

Como teve início sua carreira musical?

Aos 18 anos, comecei a tocar nas igrejas católicas de minha cidade, em um grupo de jovens. Eu não era católico praticante; ia à igreja mais pela música. Depois, fui chamado para tocar contrabaixo no Trio da Prefeitura de Maragogipe. Após algum tempo nesse trio, recebi convite para tocar na cidade de Feira de Santana, como guitarrista de uma banda que se apresentava em bailes. Permaneci nessa banda por aproximadamente três anos. Lá, a gente tocava de tudo: de Michael Jackson a samba! [Leia mais]

segunda-feira, julho 13, 2009

Ideologias no liquidificador - confusão conveniente

“Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás.” Essa frase, provavelmente a mais famosa de Che Guevara, tem um sentido quase poético. Você deve ser firme, mas sem nunca perder a ternura. As palavras se encaixam com perfeição à vida de Che: ele foi revolucionário duro, líder de guerrilha e, muitas vezes, cruel. Mas ao mesmo tempo viveu como um rebelde apaixonado, cuja maior ambição era levar igualdade e justiça para o povo, seja lá qual fosse o preço disso. Passados 42 anos da captura e execução de Che na selva boliviana, o sobrenome Guevara voltou às manchetes – e novamente ligado à revolução. Só que desta vez não diz respeito à revolução comunista, mas sim à vegetariana. As armas também não são as mesmas; as pistolas foram trocadas pela nudez. E o nome Che saiu para dar lugar ao de sua neta Lydia, de 24 anos.

Lydia está no front de uma campanha pró-vegetarianismo da Peta, uma organização dedicada aos direitos animais. “Esse estilo de vida se tornou uma verdadeira revolução”, disse Lydia. “É uma alternativa mais saudável para o planeta e para a humanidade.” Lydia posou seminua para a campanha. Seu figurino: calça camuflada, bota, colar de soldado, boina vermelha e bandoleira (só que com cenouras no lugar das balas). A campanha estreará em outubro na Argentina, a terra natal de Che, e depois será divulgada internacionalmente. (...)

(Apenas um Foca)

Nota: É válida e legítima a promoção do vegetarianismo como estilo de vida saudável e de preservação da vida animal. O problema são os métodos de algumas entidades como a Peta, que se vale do nudismo e acaba lançando opróbrio sobre a causa que defende. Agora querem associar o espírito revolucionário com a causa vegetariana. Esta é a estratégia do inimigo da verdade: misturar ideologias e associar valores negativos a causas boas - neste caso, nudismo e revolução armada com vegetarianismo. De forma semelhante, criacionistas vêm sendo classificados como fundamentalistas, palavra geralmente associada aos islâmicos radicais que se valem do terrorismo para tentar conseguir o que querem. Dessa forma, com o tempo, criacionistas e vegetarianos passam a não ser levados a sério, tudo por culpa de campanhas de setores irresponsáveis da grande imprensa.[MB]

Um mal para combater outro?

Deu no UOL: "Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport. No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles. Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa. Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões. O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões. Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor.

"Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

"O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo. (...) Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho."

Nota: Combater um mal com outro é um erro. Na verdade, o estresse deve ser combatido com um estilo de vida saudável e não com paliativos bobos e inconvenientes. Só que, para muitos, é mais fácil falar palavrão do que reformar a vida.[MB]

domingo, julho 12, 2009

Experiências num internato adventista


No sábado, após o desjejum e o almoço no refeitório do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, onde estou cursando o mestrado em Teologia, recebi um convite inusitado de dois colegas pastores: “Vamos ajudar os alunos bolsistas que estão no rodízio hoje?” E lá fomos nós, os pastores Evandro Fávero, Ericson Danese e eu para a enorme cozinha do colégio. O Evandro e o Ericson são diretores de departamento em escritórios regionais da igreja no Paraná (Curitiba) e no Rio Grande do Sul (Ijuí), respectivamente. No entanto, de touca e avental, nos unimos aos alunos e alunas e desfrutamos de momentos especiais com eles. Depois do almoço, o pastor Arildo Coelho, do Espírito Santo, se uniu a nós na tarefa.

Enquanto ajudávamos a limpar as mesas e a lavar grandes travessas de inox e outros utensílios, podíamos ouvir um grupo de estudantes cantando músicas religiosas em vozes. Era um ambiente alegre e espiritual. Moças e rapazes sorridentes cumpriam suas tarefas enquanto nos olhavam com um misto de admiração e curiosidade – e mal se davam conta de que os maiores beneficiados fomos nós.

O Evandro e o Ericson já haviam sido bolsistas no passado e ambos também trabalharam para poder pagar os estudos. Já eu, com exceção do mestrado, nunca havia tido o privilégio de estudar numa instituição adventista (clique aqui e saiba por quê). Portanto, para meus colegas, foi como uma volta ao passado.

Pedi que os dois me contassem uma experiência marcante dos tempos de estudantes de Teologia. Acompanhe os relatos:

Evandro: “Quando eu era estudante, fiquei um ano estudando como regular [pagando os estudos]. Mas o dinheiro acabou, e precisei trabalhar durante seis meses no colégio. Trabalhei pouco tempo porque eu colportava [vendia livros religiosos], e durante esse tempo trabalhei na construção, cozinha e nos feriados, na guarda. Na cozinha, trabalhei lavando panelas, pratos e ajudando a preparar alimentos. Na época, acreditava que esse trabalho estava me ajudando somente a pagar os estudos, mas certamente é mais do que isso. Me ajudou na formação do caráter. As melhores lembranças não são do tempo em que não trabalhei e sim do tempo em que trabalhei. Lembro com carinho das amizades, do trabalho em equipe nos dias de rodízio, das tarefas. Lembro do dia em que comecei a namorar. A equipe do trabalho (na ocasião, trabalhava na construção) correu atrás de mim para jogar um balde de água e areia. Bons tempos... E, por falar em namoro, minha namorada, hoje esposa, também trabalhava no colégio. Ela era monitora no residencial feminino. Lembro-me dos momentos em que trabalhamos juntos, do nosso primeiro encontro em frente ao refeitório... Creio que, além de o colégio ser uma benção, trabalhar nele também é. Participar do rodízio no último sábado foi mais que uma ajuda aos alunos; foi um privilégio e um retorno aos bons tempos. Creio que o rodízio deveria ser realizado por todos. O impacto sobre a santidade do sábado seria muito maior.”

Ericson: "Tive a oportunidade de ser aluno semibolsista por quatro anos no Unasp. Colportava nas férias e durante o semestre trabalhava em diferentes setores, como jardim, limpeza e monitoria. Fui muito feliz e tenho grandes amigos daquela época, inclusive nos rodízios que fazia na leiteria e atendimento da recepção. Hoje, poder voltar como pastor e aluno do Mestrado é uma oportunidade de perceber o quanto Deus fez por mim. Ao participar com os alunos do rodízio de sábado, ao ouvi-los louvando a Deus enquanto faziam suas tarefas, fiquei satisfeito em ver que estão aproveitando um tipo de educação que os bancos escolares não podem dar, pois a execução de tarefas práticas é muito importante para a edificação do caráter. Deus preparou Seus servos nos desertos como pastores de ovelhas; o Filho de Deus foi carpinteiro e o culto apóstolo Paulo tinha o ofício de fabricar tendas. Participar de um rodízio de tarefas essenciais para o sábado deve ser uma responsabilidade partilhada por todos, com boa vontade e respeito, independentemente da função que desempenhamos na igreja. Num ambiente de comunidade adventista, todos podem ajudar, quer sejam pastores, obreiros, alunos ou filhos de pastores."

sábado, julho 11, 2009

Curiosidades e design inteligente dos peixes

Os peixes são um dos grupos mais vastos e diversificados que existem no mundo animal. Eles surgiram nos rios e mares no quinto dia da Criação e encheram as águas de vida. O próprio Jesus contou parábolas sobre a rede e os peixes (Mt 13:47). O Criador fez o corpo deles para cortar as águas e correntezas. Normalmente a pele deles está coberta de muco que os deixa lisos para escapar dos predadores e deslizar pela água. Diferentes dos répteis, as escamas dos peixes nascem da própria derme. Alguns deles têm placas rígidas como uma armadura. As nadadeiras ou barbatanas são prolongamentos da pele sustentados por escamas na formas de raios ou de espinhos. Conforme abrem a boca ou sugam a água, ela passa por suas guelras que removem o oxigênio do próprio elemento que os rodeia. Ainda na singular fisiologia dos peixes, encontramos a bexiga natatória, um órgão desenhado por Deus para que essas criaturas melhorem seu desempenho ao subir e descer na água. Ela expande e se encolhe conforme gases são introduzidos por glândulas. [Leia mais]

Dinheiro só traz felicidade se comprar experiências

Será que o dinheiro pode nos fazer mais felizes se nós o gastarmos nas compras corretas? Um novo estudo sugere que são as experiências do ato de comprar, e não a posse material daquilo que se compra, que leva a uma maior felicidade, tanto para o comprador, quanto para as pessoas à sua volta. O estudo demonstra que uma compra que produz uma experiência, como uma refeição ou ingressos para o teatro, resultam em aumento de bem-estar porque ela satisfaz necessidades de ordem elevada, especificamente a necessidade por conexões sociais e a vitalidade, um sentimento de se estar vivo. "Estas descobertas dão suporte a uma extensão da teoria das necessidades básicas, que estabelece que as compras que aumentam a satisfação de necessidades psicológicas irão produzir maior bem-estar", explica Ryan Howell, professor de psicologia da Universidade Estadual de São Francisco (EUA).

Durante a pesquisa, foi pedido aos participantes para escreverem reflexões e responder questões sobre suas compras recentes. Os participantes indicaram que as chamadas "compras experienciais" representavam uma forma melhor de gastar o dinheiro e maior felicidade para eles próprios e para os outros à sua volta. Os resultados também indicam que a experiência produz mais felicidade qualquer que seja a quantia de dinheiro gasta ou a renda do consumidor.

As experiências também levam a uma maior satisfação a longo prazo. "Experiências compradas oferecem uma memória capital", diz Howell. "Nós não tendemos a ficar entediados com memórias felizes como ficamos com objetos materiais."

"As pessoas continuam a acreditar que mais dinheiro as fará mais felizes, mesmo que 35 anos de pesquisas venha mostrando o oposto", diz Howell. "Talvez essa crença se mantenha porque o dinheiro está fazendo algumas pessoas felizes por algum tempo, pelo menos quando elas gastam o dinheiro em experiências de vida."

(Diário da Saúde)

Nota: É bom saber que o que vale mesmo são as experiências de vida - os relacionamentos, o diálogo, a interação com os filhos, etc. - e que para tê-las não é preciso necessariamente gastar dinheiro. Melhor ainda: a experiência com Deus é gratuita. É só você fechar os olhos e conversar com Ele agora mesmo.[MB]

sexta-feira, julho 10, 2009

Dois são culpados

André Cayatte (1909-1989) graduou-se em Direito e doutorou-se em Filosofia e Letras. Em 1938, contratado por um estúdio cinematográfico para examinar um caso de plágio, interessou-se pela sétima arte e resolveu seguir carreira no cinema. Primeiro, foi roteirista; depois, diretor. Doze anos mais tarde, venceu o Leão de Ouro em Veneza com “Justice Est Faite” (“O Direito de Matar” ou Justiça Seja Feita). O filão explorado por Cayatte abordava dois dentre os temas mais valorizados em dramaturgia adulta: a busca pela verdade e o apelo à justiça. O cineasta costumava participar de seus filmes por meio de pequenas intervenções. “Justice Est Faite”, por exemplo, conta a história do julgamento de um crime com previsão de pena capital.

Sensibilizado com o clamor do réu, o juiz se atormenta em dúvidas e o condena a oito anos de reclusão. Genial como de hábito, Cayatte enriquece a história com sua visão de jurista: “Se o réu é culpado, a pena foi pouca. Se o réu é inocente, a pena foi muita. De qualquer forma, a justiça dos homens foi feita.”

Em 1963, Cayatte lançou “Le glaive et la balance” (“Dois são culpados” ou A Espada e a Balança), com destaque para Anthony Perkins, o demente de “Psicose”. Outra história de julgamento. Um garoto é sequestrado e morto. Três suspeitos são detidos. Pelo abundante relato de testemunhas é indubitável que dois deles cometeram a barbárie. O terceiro apenas teve o azar de estar nas proximidades da cena do crime. Sendo impossível precisar qual dos três é o inocente, cada um dos advogados de defesa busca convencer o júri da insuficiência de provas para a condenação de seu respectivo cliente. A estratégia resulta eficaz. Dada a altíssima possibilidade de cada suspeito ser inocente, os jurados concordam que todos poderiam ser, em tese, inocentes. São, então, absolvidos em bloco.

A exemplo da conclusão de “Justice Est Faite”, alguém poderia dizer: “Se o réu é culpado, a pena foi pouca.” Mas não houve pena alguma; não há sequer o conforto de dizer que “de qualquer forma, a justiça dos homens foi feita”. Uma turba aglomerada do lado de fora do tribunal toma conhecimento do veredicto. Comoção. Tumulto. A polícia busca proteger o trio retirando-o de camburão. O filme termina com a viatura em chamas e seus três ocupantes – os dois culpados e o inocente – carbonizados.

O desfecho da ficção acima ajuda a compreender o zelo intransigente e quase inquisitorial dos arautos do macroevolucionismo, também conhecido como Teoria Geral da Evolução ou TGE. Em seu século e meio de reinado, ela mudou profundamente a forma de o indivíduo relacionar-se consigo mesmo e com o seu semelhante. Embora parte dos evolucionistas acredite em Deus (ou algo similar), a TGE prescinde inteiramente dessa possibilidade. Ela é filha dileta do naturalismo mecanicista, um pressuposto puramente filosófico. Semelhante a Saturno, a TGE gerou, ao menos em parte, vários e destrutivos “ismos” em seu ventre: relativismo, ateísmo, hedonismo, existencialismo, nazifascismo, socialismo, entre outros. Essa Caixa de “Pandorismos” vem influenciando os pensamentos e atos de significativa parcela da humanidade.

Abramos agora um parêntese: sabemos que ninguém suporta o logro. Melhor dizendo, ninguém suporta ser logrado. A frustração e o rancor do lesado costumam ser, no mínimo, proporcionais à crença investida no engodo e à extensão final do prejuízo. Guardemos para mais adiante esse conceito: EXTENSÃO FINAL DO PREJUÍZO.

Voltando à TGE, um de seus mais agressivos arautos, Richard Dawkins, é bem conhecido do público. Não satisfeito em alçar sua teoria predileta à condição de verdade indiscutível, Dawkins ainda prega o ateísmo militante. Mais ingrato que Nero, ele convenientemente se esquece de que seu sucesso acadêmico e profissional se deve a uma das maiores contribuições da religião que ele hoje achincalha – a ciência moderna. Coerente com essa deficiência, o etólogo de Oxford costuma usar a técnica mais comum dos chicaneiros de porta de cadeia: a negativa de autoria. A inexistência de Deus, argumento central de um de seus maiores sucessos, Deus, um Delírio, pode ser facilmente desmontada por qualquer estudante medíocre de filosofia. Salta aos olhos a penúria de suas principais premissas (coincidentemente elas se encontram na página 171 da edição brasileira). As falácias de Deus, um Delírio são tão evidentes, tão explícitas que não chegam a caracterizar um logro. Dawkins não recorre à insuficiência intelectual de seus leitores. Não precisa. Ele se vale de coisa pior: a artimanha da cumplicidade. Intencionalmente, o escritor cativa a simpatia do leitor à moda dos fascistas: adula-o, aliena-o ao transmutar seus defeitos em qualidades, solidariza-se até criarem um vínculo de permissividade e autocondescendência. Estratégia do Diabo: a delinquência intelectual e a pilantragem moral se retroalimentam mutuamente.

Em contraste diametral com o bestialógico do professor queniano, o Cristianismo prega a compaixão, a pureza, a caridade e a temperança. Sem concessões. Sem trapaças. Sem subterfúgios. Através de uma primologia e uma escatalogia bem definidas, situa a humanidade em geral e o indivíduo em particular em um contexto pleno de significado e propósito. Oferece sentido para o passado, serenidade para o presente e anelo no futuro. Então vem Dawkins-todo-cheio-de-graça e afixa em ônibus a sua pièce de resistance: “Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar e vá aproveitar a vida.” Dissequemos esta proposição: “Deus provavelmente não existe.”

Dawkins convida o leitor a brincar de assustar os outros praticando roleta-russa apostando que o pente da arma PROVAVELMENTE esteja vazio. Um ônibus é pequeno para a tradução da frase: “Eu creio com toda convicção que Deus não existe, porém, não tenho como prová-lo. Se Ele não existir, maravilha. Se existir, lembre-se: eu nunca lhe dei certeza do contrário. Logo, a proposta é minha – mas o risco é seu.” É como um narcotraficante aliciando um adolescente: “Meu ‘bagulho’ PROVAVELMENTE não irá viciá-lo. A polícia PROVAVELMENTE não irá prendê-lo. Seus pais PROVAVELMENTE não irão interná-lo.” Além de covarde, o propósito da assertiva é escandalosamente amoral.

“Agora pare de se preocupar.” Nesse caso, o advérbio “agora” tem a mesma função da conjunção conclusiva “portanto”. Apliquemos os termos corretos: “Em decorrência da provável não-existência de Deus, você deve parar de se preocupar.” Essa frase, que será complementada pela próxima, tomografa as vísceras do nosso conselheiro ateu. Ao tentar ser matreiro, Dawkins acaba sendo apenas tosco. Para justificar o ateísmo, vale-se de clichês fossilizados, como os desvios lamentáveis do Cristianismo. Propositadamente, ele releva o principal ativo moral da cristandade: uma lista incomparável de princípio e virtudes – os quais moldaram o Ocidente em seu melhor. Tais virtudes, conforme anunciado por Cristo, dividem automaticamente as pessoas entre as que se “preocupam” e as que não se “preocupam” com a questão de Deus:

“Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nEle não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus” (João 3:17-21).

Eis a chave para decifrar o comercial moleque de Dawkins: quem “faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz”. Para esses, Deus é uma fonte não apenas de preocupação mas também de angústias e culpas. Ou seja, essas pessoas têm plena consciência da injustificabilidade moral de seus atos e desejos. Entendem que seus intentos são maus e que terão que arcar com suas consequências. São esses a quem Dawkins se dirige: “A cosmovisão que vos ofereço não comporta Deus; logo, não existem bem, mal, trevas ou luz. Aleluia, irmãos ateus? Aleluia!” Assim, a execração da religião cristã como proposta por esse senhor destina-se tão-somente a cauterizar a consciência moral dos que ainda a têm. Essa é a boa-nova do evangelho ateu afixada nos ônibus; esse é o wishfull thinking dos malfeitores em potencial.

“Vá aproveitar a vida.” Chegamos ao ponto em que o nosso ateu adula o leitor apelando para as suas pulsões. Ora, o motivo de preocupação da pessoa visada por Dawkins é a impossibilidade de conciliar sua forma de “aproveitar a vida” com a existência de Deus. Não havendo Este, libera-se aquela (sempre lembrando que isso não passa de uma aposta temerária). Observe-se também que no oba-oba dawkinsiano não há limites explícitos ou implícitos para o tal “aproveitar a vida”. O Ministério da Saúde de Richard Dawkins não recomenda sequer o nosso conhecido “Aprecie com moderação”. “Aproveitar”, no caso, significa, dentro das limitações temporais e materiais, desfrutar de tudo o que nos possa proporcionar prazer. Vejamos o cardápio:

Intemperança, preguiça, drogas lícitas ou ilícitas? – aproveite. Promiscuidade, pedofilia, bestialismo ou sadomasoquismo? – aproveite. Irresponsabilidade familiar, social, ambiental ou política? – aproveite. Eu disse “dentro das limitações”? Perdoem minha crença ingênua na bondade humana. Coisa de crente. Se o prazer se presume irrestrito, irrestritas podem ser as formas de se alcançá-lo. O sequestro e morte do menino da ficção de Cayatte resultam do método destinado a obter os recursos que permitam aos dois culpados “aproveitar a vida”. A vingança coletiva pelo linchamento tenebroso dos culpados (e do inocente junto) também.

O Inferno de Dostoievski (“Se Deus não existe tudo é permitido”) passa a ser o Paraíso do enfant terrible, e essa utopia lhe é tão cara que ele não admite sequer o sucedâneo pós-ateísta proposto por John Le Carré (“Se Deus não existe tudo é permitido. Inclusive agir como se Deus existisse”). Eis o fruto proibido da sedução cínica de Richard Dawkins. Não admira que muitos evolucionistas – teístas, sobretudo – demonstrem justa preocupação com o seu convite aberto para uma orgia relativista.

“Deus provavelmente não existe.” Mas e se Ele de fato existir? E se fossem desnudadas as impossibilidades epistêmicas da TGE, hoje a maior aliada do ateísmo? E se fosse justificada a crença em um Projetista – o zeloso Deus cristão? Nesse caso, como ficaria o saldo espiritual dos que, seguindo o conselho do popstar da Nomenklatura Científica, “pararam de se preocupar” e resolveram “aproveitar a vida”? A conta da fatura revelaria a EXTENSÃO FINAL DO PREJUÍZO. Restaria ao clero de Darwin (os dois terços culpados e terço inocente) tentar se proteger dentro de um camburão apertado, cercado por uma turba de logrados portando tochas.

(Marco Dourado, Curitiba, PR)

Obama deseja relação forte entre EUA e Vaticano

O presidente norte-americano Barack Obama reuniu-se hoje com o Papa Bento XVI pela primeira vez desde que foi eleito. Obama deseja uma “ligação forte” entre o Vaticano e os Estados Unidos, segundo informa o site Última Hora. Ao término da audiência, o papa presentearia Obama com uma cópia assinada da última encíclica, "Caritas in Veritate", e com um mosaico da Praça de São Pedro e da basílica vaticana. Já Obama doaria ao pontífice uma estola de São João Nepomuceno Neumann, padroeiro das crianças doentes e dos imigrantes, conforme informações do portal G1. O site informa ainda que "a Casa Branca não confirmou o teor da conversa, que durou 40 minutos", e que Obama disse ao papa: "Santidade, é uma honra para mim estar aqui."

Fonte: Minuto Profético

Nota: O que Obama deseja já está escrito há quase dois mil anos em Apocalipse 13...[MB]

Perigos da raiva

Uma experiência realizada na Southern California University e no Centro Médico Cedars-Sinai, nos EUA, mostrou que em indivíduos hipertensos as situações de estresse e raiva não provocam no fluxo sanguíneo mesmo efeito que essas situações geram nas pessoas com pressão arterial normal. Em indivíduos saudáveis, a raiva e o estresse mental causam a dilatação da artéria carótida (que leva o sangue do coração para o cérebro) e aumentam o fluxo sanguíneo em toda a região cerebral. A pesquisa revelou que, nas pessoas hipertensas, o reflexo de dilatação não ocorre. Portanto, a situação de raiva não produz vasodilatação nem mudanças significativas no fluxo de sangue no cérebro. [Leia mais]

Michael Joseph Jackson e José


Nestes últimos dias, a mídia resolveu purificar-se de suas culpas exaltando, adorando e homenageando Michael J. Jackson. A mesma mídia, diga-se de passagem, que massacrou o cantor especialmente por causa da suas estranhas aproximações das crianças. Lógico, um assunto preocupante, mas que de forma alguma pode ser banalizado, como a mídia fez, ateando lenha numa das muitas fogueiras de polêmicas que cercavam o popstar em sua curta existência.

Sendo inevitável deixar de falar ou pensar em Michael ultimamente, vale observar alguns fatos. O nome completo dele é Michael Joseph Jackson. Logo, seu segundo nome traz uma grandeza, pois José foi um dos mais famosos governantes que o Egito teve em sua história milenar.

Michael Joseph Jackson apresentou talento incomum, pois, quando criança, cantando com seus quatro irmãos (formavam o grupo Jackson 5), era notadamente muito mais talentoso do que eles, embora fosse o mais novo.

José, embora não chegasse a tanto, era o favorito de seu pai, que o colocou inadequadamente acima de seus 11 irmãos.

Michael Joseph Jackson sofreu tremendos abusos físicos de seu pai, ou seja, o grande astro teve uma infância badernada; nem teve infância, por causa dos desequilíbrios morais e mentais de sua família.

José foi desprezado pelos irmãos, brutalizado, jogado num poço, e arrancado do mesmo poço depois porque Judá, um de seus irmãos, achou que seria bom vendê-lo como escravo. Sem dúvida, os irmãos mais velhos de José não compunham uma família equilibrada.

Michael Joseph Jackson rompeu com a família quando teve propostas atraentes de grandes gravadoras.

José, como supracitado, foi vendido pela família, quando ainda adolescente. A família rompeu com ele.

Michael Joseph Jackson, em sua carreira, teve muitas polêmicas relacionadas com seus valores morais - seja com crianças, seja com casamentos passageiros, namoros, etc.

José teve vida moral impecável. Até suas palavras ecoam: "Como pois faria eu tamanho mal, e pecaria contra Deus?" (Gênesis 39:9).

Michael Joseph Jackson sempre levou consigo mágoas e rancorosos ressentimentos contra a família, especialmente contra o pai.

José perdoou prontamente a todos.

Michael Joseph Jackson, ainda muito jovem, conheceu o sucesso e a popularidade.

José, quando jovem, conheceu o exílio, a prisão, o desprezo e a solidão.

Michael Joseph Jackson decaiu.

José, à medida que foi crescendo, preparou-se (sem o saber) para uma ascensão meteórica, surpreendente e sólida. Tornou-se governador do Egito, a superpotência da época.

Um trecho da bela música "We are the World", cantado por Michael, diz: "Existe a escolha que estamos fazendo. Que estamos salvando nossas próprias vidas."

José nunca escreveria tal letra, ao contrário, ele cria que Deus salva e conserva vidas, como disse: "Para conservação da vida, Deus enviou-me diante da vossa face" (Gênesis 45:5).

Noutro trecho, a mesma música diz: "E as vidas deles serão mais fortes e independentes. Como Deus nos mostrou transformando pedras em pão. E por isso todos nós temos que dar uma mão amiga."

Deus nunca transformou pedras em pães. Na verdade, nosso Deus, Jesus, quando esteve aqui na Terra, recusou-Se a fazê-lo, como lemos: "E chegando-se a Ele o tentador disse: 'Se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.' Ele porém respondeu: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus'" (Mateus 4:3, 4).

José não salvou o Egito e o mundo antigo com um passe de mágica, nem por promover políticas populistas e mirabolantes que literalmente "transformam pedras em pães"; mas por usar ao máximo sua inteligência submissa à vontade de Deus. Embora não fizesse milagre algum, salvou milhares de vidas mediante o planejamento econômico respeitando a natureza e as condições da terra.

O enterro de Michael Joseph Jackson foi polêmico e imprevisível.

José previu seu enterro e ordenou que seu corpo fosse levado para um novo lugar, a terra prometida.

Michael Joseph Jackson teve fortes contatos com o oculto, como bem demonstram alguns trechos de suas músicas, especialmente "Thriller".

José não teve contatos espetaculares com o oculto, nem mesmo experimentou milagres espetaculares de Deus em seu favor. Teve sonhos enigmáticos, os quais despertaram-lhe o desejo de grandeza. Mas esses sonhos pareciam enterrados por causa dos percalços dolorosos pelos quais passou. Mas naqueles momentos difíceis, apesar de não passar por experiências espetaculares, José se manteve fiel a Deus, aceitou seguir Seus caminhos a qualquer preço e sua experiência foi, sim, espetacular porque foi uma experiência de fé a toda prova. José sempre teve comunhão com Deus, e essa entrega diária é, sim, espetacular em sua singeleza e poder.

Observando tudo isso, descobrimos que existe a grandeza que está em nossas mãos; mas grandeza maior vem de Deus. Cabe a nós ser fiéis a todo custo, pois um futuro mais grandioso do que o deste mundo nos espera!

"E depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia, salvação, e glória, e honra, e poder pertecem ao Senhor nosso Deus" (Apocalipse 19:1).

(Silvio Motta Costa, professor da rede pública em Campinas, SP)

Leia também: "Michael Jackson e a efemeridade da vida"

Religiosos vão poder fazer Enem no fim do dia

O Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) dará aos alunos religiosos que guardam o sábado a oportunidade de fazer o Enem depois do anoitecer. A medida deve envolver principalmente vestibulandos adventistas e judeus. Neste ano, o Enem terá, pela primeira vez, uma parte realizada no sábado e outra no domingo (3 e 4 de outubro). No dia do exame, todos os inscritos deverão entrar no local de prova juntos, antes das 13h. Os candidatos que tiverem solicitado o horário especial esperarão em uma sala até o fim do dia. Com horário provável de início às 18h, a prova, que dura até quatro horas e meia, pode terminar, nesses casos, só às 22h30.

Os candidatos que ainda não se inscreveram devem pedir o atendimento especial na ficha de inscrição (http://enem.inep.gov.br). Quem já se inscreveu pode inserir a solicitação no sistema de acompanhamento.

(Blog do Fovest)

Dica: Assista à entrevista que a jornalista Márcia Ebinger, de Brasília, fez com o presidente do Inep sobre o Enem e a guarda do sábado. Clique aqui.

quinta-feira, julho 09, 2009

E-mails que nos alegram (8)

"Desde minha adolescência, sempre quis saber qual era a verdade entre todas as 'verdades' que me eram apresentadas. Até que, já adulta, finalmente me decidi por Cristo. Na verdade, não fui eu que O escolhi, foi Ele que, por misericórdia, me escolheu (João 15:16). Hoje congrego numa Igreja Batista. Ainda assim, durante minha caminhada cristã, apesar de o Senhor Jesus ter me concedido várias mostras do Seu amor, fui fortemente atacada em minha mente por dúvidas sobre a confiabilidade bíblica. Tudo o que eu lia e via parecia apresentar fortes provas contra as Escrituras. Ter cursado Ciências (licenciatura) contribuiu para isso. Sou professora em escolas públicas do Rio de Janeiro. Atualmente, busco estratégias para ensinar ciência, sem impor às crianças as mentiras do evolucionismo, o que é bastante complicado no contexto de escola pública. Sempre vem a máxima: 'A escola é laica.' Deus tem me socorrido e seu blog tem sido um dos valiosos instrumentos do Senhor. Oro para que Deus continue abençoando o seu ministério."

(Michelle de Souza Bernardo Albis)

Papa propõe que ONU comande Nova Ordem Mundial

O papa Bento XVI apresentou, nesta terça-feira (7), a terceira encíclica de seu pontificado, “Caritas in veritate” (Caridade na verdade), a primeira a tratar de temas sociais, ditando “a reforma da arquitetura econômica e financeira internacional” depois da crise americana que atingiu os cinco continentes. Apesar do cunho político, o pontífice se recusou a classificar o documento como um texto “feito especificamente para a crise”. Trata-se, segundo ele, de uma encíclica destinada a promover “o desenvolvimento humano integral”. Na opinião do papa, a resposta da comunidade internacional à crise passa pela criação de uma “verdadeira autoridade política mundial”, que poderia ser as Nações Unidas (ONU). A proposta de Bento XVI propõe a globalização em novos termos, tendo a ONU com uma “autoridade mundial”, um “degrau superior de organização em escala internacional”. [Leia mais]

Pregação real e virtual leva casal a Jesus


Hoje pela manhã, durante o devocional realizado antes da aula do mestrado em Teologia no Unasp, o colega pastor Rafael Rossi (no centro, na foto) apresentou alguns testemunhos do trabalho da Igreja Adventista realizado na região em que ele trabalha (Vale do Paraíba). Uma das histórias, em especial, me chamou a atenção e mostrou as maneiras que Deus tem usado para levar esperança às pessoas.

No mês de abril, Rafael dirigiu uma série evangelística em São José dos Campos. Entre as mais de 200 pessoas que assistiram à programação, estava a veterinária Fernanda Soares (na foto acima). Por dois anos, Fernanda frequentou a igreja adventista central da cidade e, durante a série, decidiu-se pelo batismo. Mas disse ao pastor que talvez o marido se opusesse, por ser agnóstico e cheio de preconceito contra as religiões. Osvaldo Rodrigues (ao lado do pastor, na foto) é engenheiro aeronáutico formado pelo ITA e morou em Roma por dois anos.

Fernanda queria muito que o marido assistisse ao batismo dela, mas não tinha certeza se deveria convidá-lo. O pastor Rossi a incentivou a falar com ele e comunicar o desejo de que, mesmo discordando, ele assistisse à cerimônia.

Certa noite, Fernanda procurou o pastor, momentos antes de a programação ter início, e disse que Osvaldo estava ali e que também queria ser batizado! Rafael teve que conter a curiosidade até o fim do culto, para saber o que havia acontecido.

Ocorre que toda a série evangelística foi transmitida pela internet e milhares de pessoas acompanharam a programação pelo computador. Sem que Fernanda soubesse, Osvaldo assistiu toda a série, só que sem sair de casa. Ele até já sabia que a esposa havia aceitado o convite para o batismo, pois na filmagem a vira levantar-se na igreja, no momento do apelo.

Fruto da pregação real e virtual, o casal será batizado em outubro, em Brasília. É mais uma evidência de que todos os recursos tecnológicos possíveis podem e devem ser usados para levar esperança às pessoas.[MB]

Detalhe: Graças à mesma série evangelística, foi batizado no "Dia Mundial da Alegria" (sábado passado) um famoso ator brasileiro de filmes pornográficos. Ele participou de 12 filmes e abandonou a carreira por amor a Jesus. Amém!