
As águas-vivas são mais complexas do que as esponjas, há muito tempo consideradas como os animais mais primitivos porque não dispõem de tecidos e órgãos. Colocar uma água-viva na base da árvore de Darwin leva o mistério da evolução dos tecidos complexos para um passado inobservável.
Dunn disse que as antigas águas-vivas provavelmente pareciam diferentes das atuais, mas um fóssil de água-viva encontrado ano passado nas rochas fossilíferas do período Cambriano na China parecia essencialmente moderno. Ele foi datado como do início do período Cambriano — supostamente com 540 milhões de anos.
Science Daily começou seu relato com um sumário do impacto: "Uma nova pesquisa mapeando a história evolucionária dos animais indica que o primeiro animal da Terra — uma criatura misteriosa cujas características somente podem ser inferidas de fósseis e de pesquisas com animais vivos — foi provavelmente mais significantemente mais complexo do que previamente crido." Um título secundário foi "Sacudindo a árvore da vida".
Ironia do destino: essa notícia foi capa da revista Nature de 10 de abril deste ano, com o título "Relações ampliadas".
Na ilustração abaixo está a tal "árvore da vida" (interessante essa tentativa de paráfrase de outra árvore da vida registrada em Gênesis...), que constava, ilustrada de forma bem mais simples, do livro A Origem das Espécies. Cada vez mais, parece que a tal "árvore" de Darwin está mais para "gramado".
Obs.: Gostaria que os comentários para esta postagem somente fossem feitos após a leitura dos textos originais linkados.
