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terça-feira, maio 30, 2017

Um meteoro mudou o destino do cristianismo?

O site da revista Superinteressante (sempre ela!) traz mais uma peça de incredulidade localizada contra o cristianismo, ao dizer que “entrevistamos o astrônomo William Hartmann, que acredita que São Paulo – o maior responsável pela popularização da fé cristã – pode ter se convertido depois de observar a queda de um meteoro”. E o texto continua: “Alguns eventos astronômicos recentes mostram que a reação a meteoros é muito semelhante a relatos registrados em documentos antigos. Na Bíblia, no Livro dos Apóstolos, há três descrições de uma luz brilhante ‘vinda do céu’, que teria ocorrido na década de 30 d.C. na Síria. Os detalhes são muito parecidos aos relatos de bolas de fogo resultantes das quedas de meteoritos em Chelyabinsk (em 2013) ou Tunguska (em 1908). Entre as coincidências mais impressionantes e inesperadas está a descrição de uma cegueira temporária relatada por São Paulo na Bíblia que se parece com os sintomas de uma condição física hoje conhecida como fotoqueratite ou cegueira da neve.”

O que deve ter acontecido nesse dia?

Imagino que Saulo (nome original de Paulo) estava a caminho de Damasco com seus amigos para prender os adeptos da nova religião cristã. Quando estavam entre 37 e 64 km de Damasco, testemunharam uma bola de fogo no céu durante o dia, entre duas a dez vezes maior que o Sol. A maioria do grupo fechou os olhos para evitar a intensa claridade (como as pessoas fazem também nos episódios recentes). Saulo manteve os olhos abertos e achou que estava recebendo uma mensagem divina, confundindo o barulho do meteoro com a voz de Deus.

O que explica o milagre bíblico de voltar a ver?

Paulo manteve os olhos abertos e ficou temporariamente cego. Impressionado com um evento tão raro (que ocorre uma vez a cada cem anos), ele se converteu ao Cristianismo, passando a usar o nome de Paulo. Dois dias depois, Paulo recuperou a visão. Era um milagre. Ele descreveu que caíam escamas de seus olhos, algo que conhecemos hoje como escamação epitelial, um dos sintomas da fotoqueratite.


Nota: A que ponto chegam alguns “pensadores” e certas revistas no afã de desacreditar o cristianismo! O barulho do meteoro foi tão parecido com uma voz inteligível que chegou a orientar Saulo sobre o que fazer a seguir, e de forma detalhada! O barulho do meteoro foi também tão convincente que fez com que Saulo abandonasse sua carreira bem-sucedida no judaísmo para se tornar de perseguidor a perseguido. Depois desse encontro com o “meteoro”, Saulo passou cerca de três anos sendo orientado por ninguém, a ponto de mudar sua teologia farisaica e escrever cartas profundas e ricas em conteúdo universalmente reconhecido e admirado. O encontro com o meteoro foi tão marcante que fez com que um homem inteligente como Saulo aceitasse o espancamento, a privação, a fome, naufrágios, empreendesse longas e cansativas viagens e, finalmente, fosse morto por causa de uma mentira que ele mesmo inventou. A falsa conversão de Paulo foi tão convincente que enganou a todos por muitos anos, até mesmo discípulos experientes de Jesus, como Pedro. E os escritos desse homem pirado convertido por um meteoro têm contribuído para a conversão de milhões de pessoas ao longo dos séculos e têm servido de base para inúmeras teses acadêmicas, tendo, inclusive, mudado os rumos da história graças à Reforma Protestante, inspirada justamente em livros como o de Romanos. Você percebe que a lorota de Hartmann se torna mais espetacular e difícil de ser aceita do que o simples e direto relato do encontro de Paulo com o Jesus ressuscitado? Até quando os críticos da Bíblia e do cristianismo vão apelar para argumentos absurdos a fim de convencer seus seguidores ou para ganhar visibilidade com seu sensacionalismo travestido de academicismo? Pelo menos Hartmann não consegue negar que Paulo existiu, como muitos se esforçam por fazer, quando se esgotam todos os argumentos. [MB]

sexta-feira, dezembro 16, 2016

É pecado celebrar o Natal?

Costume pagão?
O Natal é, de longe, o feriado mais movimentado do Ocidente. A expressividade da data no calendário é tão intensa que o evento não se restringe ao dia 25 de dezembro, mas se antecipa desde meados de novembro e se estende até o começo de janeiro. Nenhuma outra data comemorativa recebe atenção tão prolongada. O Natal aquece o comércio, movimenta as pessoas, une as famílias, comove os corações. Enfim, é impossível passar despercebido. Apesar de tradicionalmente comemorar a data do nascimento de Jesus Cristo em Belém da Judeia, o Natal tem sido uma pedra no sapado de alguns cristãos mais conscienciosos. Isso porque, popularmente, as comemorações alusivas à data são associadas a muitos elementos que transmitem tudo, menos os valores ensinados por Jesus Cristo.

O Natal tornou-se uma época de consumismo, bebedeira, glutonaria, autogratificação, superstição, crendices e outros comportamentos que a Bíblia descreve como pecados que desqualificam uma pessoa de integrar o Reino de Deus (Gl 5:19-21). Soma-se a isso uma suposta origem obscura dos emblemas natalinos e de dúvidas quanto à data em que é comemorado. Todas as tentativas sérias de determinar o dia em que Jesus Cristo nasceu passam longe do dia 25 de dezembro. O astrônomo Colin J. Humphreys, por exemplo, indicou, calculando eventos siderais, que Cristo deve ter nascido entre 9 de março e 4 de abril do ano 5 a.C.

Clemente de Alexandria, escritor cristão que viveu entre os anos 150 e 215, afirmou que o dia do nascimento de Jesus foi 20 de maio. Muitos suspeitam que Jesus Cristo tenha nascido nos meses de setembro e outubro, já que teria completado trinta anos por ocasião de seu batismo, ocorrido muito provavelmente próximo ao início do outono no hemisfério norte. As igrejas cristãs do Oriente celebram o Natal em 6 ou 7 de janeiro desde poucas gerações após a morte dos apóstolos. Outras datas já foram sugeridas, mas nunca se chegou a um consenso sobre qual seria o dia certo do nascimento do Salvador do mundo. Assim, saber que o dia em que se costuma comemorar o Natal não marca a data exata do nascimento de Cristo incomoda. Também as alegadas origens ocultas de algumas tradições natalinas assustam aqueles que desejam evitar a prática de qualquer costume relacionado às forças espirituais contrárias a Deus.

sexta-feira, agosto 19, 2016

Apresentando o cristianismo em toda a sua grandeza

Uma batalha que vale a pena
Ele, um jornalista criminalista formado em direito na universidade de Chicago, ao saber da conversão de sua esposa ao cristianismo, decide usar toda a sua habilidade de investigação para esclarecer quão frágil e mentirosa é essa nova visão de mundo de sua esposa. Porém, após viajar e entrevistar diversos pensadores, entre escritores, cientistas e professores, e testemunhar o efeito positivo dessa crença sobre a personalidade de sua esposa, só lhe resta aceitar, e não somente aceitar, mas abraçar essa fé cristã. Desde então, passou a defendê-la nos círculos intelectuais mais exigentes. Seu nome é Lee Strobel, autor de dois livros famosos sobre defesa da fé: Em Defesa da Fé e Em Defesa de Cristo.

Professor de literatura na universidade de Oxford, ateu convicto até a vida adulta, quando, depois de ser apresentado à fé cristã por colegas professores e livros sobre a fé cristã, especialmente os de G. K. Chesterton, se converteu e passou a difundir o cristianismo nos meios acadêmicos e por meio de seus livros, como Cristianismo Puro e Simples, O Problema do Sofrimento, etc.

Um psiquiatra reconhecido, autor de uma teoria sobre formação de pensamentos chamada Inteligência Multifocal e ateu convicto, ao se propor a fazer uma análise psicológica sobre a inteligência de Jesus, compreende que o Mestre era muito mais do que um homem comum e resolve aceitar a fé cristã e apresentá-la aos outros. Augusto Cury, ao finalizar sua pesquisa, escreve a série de livros que o tornariam uma celebridade no meio acadêmico e popular: Análise da Inteligência de Cristo.

Lee Strobel, C. S. Lewis e Augusto Cury não são melhores que todos os outros ateus e não ateus que se converteram à fé cristã, porém, eles representam uma classe diferenciada de pessoas. Aquelas cujo grau de exigência para a aceitação de uma nova ideia é muito mais rigoroso e, por isso, carente de uma argumentação mais lógica e profunda e de um conjunto de informações mais amplo.

Para reconhecer que o cristianismo era digno de sua atenção e, mais do que isso, de seu reconhecimento de validade, foi necessário que a doutrina de Jesus demonstrasse que era capaz de atender a seus anseios e de dar uma interpretação da realidade muito melhor do que aquelas que lhes foram apresentadas nos meios acadêmicos. Mesmo que isso não confira ao cristianismo o status de verdade, já é uma evidência de seu poder em satisfazer critérios exigentes de mentes rigorosas.

O cristianismo não é um conjunto de práticas religiosas que atraem mentes fracas o suficiente para se deixar ser convencidas por falácias contadas há mais de dois mil anos, mas é a VERDADE, e nunca deixou de atender àqueles que, sinceramente, a buscam. Como disse Francis Schaeffer em um discurso na universidade de Notre Dame, em 1981, “o cristianismo não é uma série de verdades no plural, mas é a Verdade escrita com V maiúsculo. É a Verdade sobre a realidade total, não apenas sobre assuntos religiosos. O cristianismo bíblico é a Verdade concernente à realidade total; é a propriedade intelectual dessa Verdade total, e então vive segundo essa Verdade”.

Casos como os desses pensadores nos alertam para a necessidade de uma difusão da fé cristã mais pautada no rigor lógico, que trate dos anseios tanto físicos quanto intelectuais, de dar uma significação ao mundo no qual estamos inseridos, que faça sentido, que tenha valor e apresente um propósito para nossa existência. Pois é por serem apresentados a um cristianismo mais semelhante a um conto de fadas, desprovido de contato com a realidade, que muitos não têm resistido no caminho da fé cristã e outros não têm atendido ao convite para o aceitarem.

Esse problema é bem expresso por Willian Craig, possuidor de dois doutorados em prestigiosas universidades, em Filosofia e Teologia, em seu livro Ensaios Apologéticos: “O cristianismo está reduzido a apenas uma voz em meio a uma cacofonia de mensagens competidoras, nenhuma das quais objetivamente verdadeira.”

Há uma classe de pessoas no interior das universidades que tem sido abandonada a sofrer com os ataques de pessoas secularizadas que não apenas compartilham da fé cristã mas têm uma verdadeira aversão a ela. E nós, como aqueles que buscam seguir o conselho bíblico do apóstolo Pedro, contido em I Pe 3:15, temos o desafio: “Entreguem-se aos cuidados de Cristo, seu Senhor, e se alguém perguntar acerca da esperança que vocês têm, estejam preparados para contar-lhe, e façam-no de uma maneira amável e respeitosa.”

Ou de Paulo, em 2 Coríntios 10:4, 5: “As armas que usamos não são humanas; ao contrário, são poderosas armas de Deus para derrubar fortalezas. Essas armas podem derrubar todo argumento e pretensão contra o conhecimento de Deus. Com essas armas podemos dominar todo pensamento humano para torná-lo obediente a Cristo. E usaremos tais armas contra todo ato de desobediência, quando estivermos completamente obedientes a Deus.”

Ou ainda de Paulo, em Tito 1:9: “Sua crença na verdade que lhes foi ensinada deve ser forte e firme, a fim de que possam ensiná-la aos outros e mostrar aos que discordam deles onde é que estão errados.”

Precisamos nos preparar e formar os jovens que enfrentarão essa batalha de ideias postados na trincheira onde os ataques são mais violentos.

Além do fortalecimento intelectual de cristão e de sua capacitação para o ensino da Palavra, outra razão deve nos motivar a levantar a voz e apresentar um cristianismo intelectualmente forte e capaz de responder aos nossos principais anseios: é que as ideias construídas nos meios acadêmicos acabam por forjar a cultura das gerações seguintes. Portanto, dependendo de como o cristianismo for tratado na academia, o ambiente no qual a mensagem cristã será ouvida pelas futuras gerações será mais ou menos favorável à sua aceitação. Essa motivação é bem descrita por William Craig, em Ensaios Apologéticos, página 25:

“A tarefa maior da apologética cristã é auxiliar na criação e sustentação de um meio cultural no qual o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para homens e mulheres que valorizam a razão. É plenamente aceitável, portanto, que a apologética consistente é um ingrediente necessário para o desenvolvimento de um meio no qual a evangelização possa ser feita de maneira mais eficiente, na sociedade contemporânea e nas demais sociedades por ela influenciadas.”   

Por essas razões, devemos buscar uma atividade mais proativa no sentido de nos preparar e ajudar a outros a falar e viver com coerência a fé cristã.

É com esse intuito que a Igreja Adventista de Pinheiros, em São Paulo (rua Cláudio Soares, 167), planejou a série “Razão”, na qual, por meio de oito programas aos sábados à tarde (17h30), a partir de 20/8, apresentará temas fundamentais que revelarão o poder e a solidez intelectual da fé cristã, e servirão como ponto de partida para uma nova relação com o cristianismo que satisfaça o anseio emocional tanto quanto intelectual.

(Rafael Christ Lopes é físico)


domingo, fevereiro 22, 2015

Arábia Saudita: pena de morte para quem carregar Bíblia

Caaba, em Meca, Arábia Saudita
A Arábia Saudita é o “berço” do Islamismo, tendo em Meca a cidade mais sagrada dessa religião. Já é proibido aos não muçulmanos entrar naquela cidade. De modo geral, a perseguição religiosa só aumenta. Não há igrejas conhecidas e a maioria dos cristãos naquela nação são imigrantes estrangeiros. Agora, o governo do país que já se diz regido pela lei sharia, anuncia modificações em uma lei sobre literatura. Isso poderá marcar o fim do cristianismo na região. O motivo é simples: está prevista pena capital para quem carregar Bíblias para dentro da Arábia. Ou seja, o que já era considerado contrabando, agora chega ao extremo. Não se pode comprar legalmente uma cópia das Escrituras por lá.

A missão Heart Cry  [Clamor do Coração] divulgou em seu relatório mais recente que ao legislar sobre a importação de drogas ilegais, incluiu-se um artigo que aborda “todas as publicações de outras crenças religiosas não islâmicas e que tragam prejuízo”. Ou seja, na prática, entrar com uma Bíblia na Arábia Saudita será o mesmo que carregar cocaína ou heroína.

Segundo a lista publicada anualmente pelo Ministério Portas Abertas, em 2014 a Arábia Saudita figura como o 6º país que mais persegue cristãos.  A conversão para outra religião já era proibida na Arábia Saudita, punida com a morte. Mesmo assim, existem relatos crescentes de que muçulmanos estão seguindo a Cristo após sonhos e visões.

O portal WND entrou em contato com a embaixada da Arábia Saudita para confirmar as mudanças na lei, mas a resposta oficial é que não haveria comentários. Por ser um importante parceiro comercial dos EUA, a Arábia raramente recebe cobertura negativa da imprensa.

O teólogo Joel Richardson, que tem escrito vários livros e produz documentários sobre o islamismo e o final dos tempos, afirmou: “Se os muçulmanos verdadeiramente tivessem confiança que sua religião é verdadeira, não teriam medo de pessoas que leem a Bíblia.” [...]

(Gospel Prime)

Nota: Os muçulmanos de todo o mundo, que desfrutam da liberdade de culto, que podem ler tranquilamente seu Corão e construir suas mesquitas, deveriam se manifestar contra essa barbaridade. [MB]

quarta-feira, agosto 20, 2014

80 cristãos morrem por recusar converter-se ao Islã

Cristãos obrigados a deixar seu lar
Pelo menos 80 homens foram mortos pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), no norte do Iraque, depois de se recusarem a converter-se ao Islã. Depois do relato do massacre de civis, os EUA bombardearam a região. Um oficial curdo disse à BBC que os homens foram mortos em dois grupos, depois da passagem de uma coluna de veículos do EI, na aldeia de Kawju, perto da cidade de Sinyar. Segundo relatos no local, às vítimas, da minoria yazidi, era dito: “Converta-se ao Islã ou morra.” Segundo relata a EFE, os jihadistas conduziram os 80 yazidis à casa do xeque tribal Ahmed Yasua, naquela aldeia, a 90 quilômetros de Mossul e, quando estes de recusaram a converter-se ao Islã, como exigiam os radicais, foram executados. É a segunda matança levada a cabo pelos militantes do EI depois de há uma semana terem executado 77 pessoas, entre as quais 33 mulheres e uma criança.

Desta vez, as crianças e as mulheres foram “poupadas” e levadas para lugar desconhecido. São cerca de 500 pessoas, segundo relatou um jornalista local à EFE.

Os EUA acabaram depois por enviar um drone (dispositivo telecomandado) que destruiu dois veículos da coluna do Estado Islâmico. Os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram um dos maiores ataques até o momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico na zona da cidade iraquiana de Mossul, informou a televisão curda Rudaw.

sexta-feira, maio 16, 2014

Sudanesa grávida é condenada à morte por ser cristã

Cristãos sudaneses são perseguidos
A Justiça do Sudão condenou à morte por enforcamento uma mulher muçulmana acusada de apostasia - abandono da religião - depois que ela se afastou do Islã para se casar com um cristão. “Demos a você três dias para se retratar mas você insiste em não voltar para o Islã. Sentencio você a ser enforcada até a morte”, disse o juiz, segundo a agência de notícias AFP, se referindo ao prazo dado para que a mulher aceitasse o islamismo. O grupo de defesa de direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão e afirmou que a sentença é “espantosa e repugnante”. A imprensa local informou que, como a mulher está grávida, a sentença só será executada dois anos depois do nascimento da criança. A mulher foi identificada como Meriam Yehya Ibrahim Ishag e alega que é cristã. A maioria da população sudanesa é muçulmana e o país segue as leis islâmicas. Segundo essas leis, a apostasia é um crime.

Embaixadas de países ocidentais e grupos de defesa de direitos humanos pediram que o governo do Sudão respeite o direito da mulher de escolher a própria religião. As embaixadas dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha e Holanda divulgaram uma declaração conjunta na qual afirmaram que os países estavam muito preocupados com o caso e pediram que o governo do Sudão respeite a liberdade de religião. Mas, além da pena de morte, o juiz do caso também sentenciou a mulher a receber 100 chibatadas por adultério, já que o casamento com o homem cristão não é considerado válido segundo a lei islâmica.

A sentença das chibatadas será executada assim que a mulher se recuperar do parto.
A condenação por adultério se deve ao fato de, segundo a lei islâmica do Sudão, uma mulher muçulmana não pode se casar com homens de outra religião. Meriam se casou com um cristão do Sudão do Sul.

Durante a audiência, Meriam, cujo nome islâmico é Adraf Al-Hadi Mohammed Abdullah, foi interrogada por um clérigo islâmico e disse ao juiz que era uma “cristã e nunca cometi apostasia”. Segundo a Anistia Internacional, a mulher foi criada como cristã ortodoxa, a religião da mãe, pois ela teria tido um pai ausente durante a infância.

A Anistia informou que a mulher foi presa e acusada de adultério em agosto de 2013 e a Justiça sudanesa adicionou a acusação de apostasia em fevereiro de 2014, quando Meriam disse que era cristã.

O pesquisador da organização especializado em assuntos ligados ao Sudão, Manar Idriss, condenou a sentença e afirmou que apostasia e adultério nem deveriam ser considerados crimes. “O fato de uma mulher ter sido sentenciada à morte por sua escolha religiosa e à chibatadas por adultério por ser casada com um homem que, supostamente, tem outra religião, é espantoso e repugnante”, disse. [...]


Nota: Fique feliz (mas não acomodado) por ser cristão no Brasil ou muçulmano no Ocidente. [MB]

segunda-feira, abril 07, 2014

Padre holandês é executado com tiros na cabeça na Síria

Mais um inocente vítima da barbárie
O padre holandês Frans van der Lugt, conhecido por sua relutância em deixar a sitiada cidade de Homs, na Síria, foi executado nesta segunda-feira em frente à sua casa. O religioso, de 70 anos, foi arrastado para fora de casa e assassinado com dois tiros na cabeça no meio da rua. Os motivos por trás da morte de Lugt são incertos para as autoridades. Ele costumava dizer que só abandonaria Homs depois que todos os cristãos fossem evacuados em segurança, conforme reportou a rede britânica BBC. Em um comunicado, o Vaticano disse que Lugt era um “homem de paz” e expressou um “grande pesar” com sua perda. “Morreu um homem de paz, que mostrou coragem em permanecer leal ao povo sírio, mesmo com o risco extremo”, escreveu o porta-voz Federico Lombardi. O ministro das Relações Exteriores da Holanda, Frans Timmermans, declarou que Lugt foi assassinado “covardemente” e destacou que o religioso “só trouxe coisas boas para Homs”. “Frans merece nossos agradecimentos e respeito. Ele contará com nosso comprometimento para encerrar essa miséria”, afirmou.

Lugt chegou à Síria em 1966, após passar dois anos no Líbano estudando árabe. O religioso viveu num monastério jesuíta por mais de cinco décadas, onde dava aulas para os cristãos remanescentes no país e ajudava as famílias pobres da região. Ele dizia que o país tinha se tornado a sua terra natal. “As pessoas sírias têm me dado tanto, tanta gentileza, inspiração e tudo que eles possuem. Se as pessoas sírias estão sofrendo, eu quero compartilhar com eles a sua dor e suas dificuldades”, disse Lugt à agência France-Presse, em fevereiro.

Embora as negociações de paz entre forças governistas do ditador Bashar Assad e os rebeldes tenham fracassado na cidade suíça de Genebra, ambos concordaram neste ano com a evacuação dos moradores de Homs. Lugt estava entre as 1.400 pessoas que não deixaram a cidade após o término da operação supervisionada pela ONU.

(Veja)

Nota: O padre Lugt é mais uma das milhares de vidas inocentes ceifadas pela absurda guerra que vem sendo travada na Síria há muitos meses. Lugt merece nosso respeito e nos faz pensar nos muitos missionários cristãos que deixam sua terra natal e conforto para se dedicar a povos de outra cultura que precisam conhecer a mensagem do evangelho. Deixam-se gastar nessa missão e muitas vezes entregam pacificamente a própria vida pela causa que abraçaram. Oremos por eles e pelo povo sofrido da Síria. [MB]

domingo, janeiro 12, 2014

Fé cristã na TV é inconstitucional; religiões afro, não

Roseli Goffman: "religiões brasileiras"
Em meu último artigo denunciando a perseguição do Conselho Federal de Psicologia (CFP) contra a Dra. Marisa Lobo, estava claro que o CFP está cometendo bullying contra os psicólogos brasileiros que testemunham de Cristo. Estava igualmente evidente que o CFP não tem interesse nenhum em cometer o mesmo bullying contra psicólogos de outras religiões, especialmente as religiões afro-brasileiras. Mas, se crermos nas declarações de Roseli Goffman (foto), representante do CFP no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), os tentáculos anticristãos do CFP não vão se restringir apenas aos seus profissionais cristãos. Roseli disse: “Por transmitir programas religiosos, emissoras de rádio e de televisão aberta estão desrespeitando a Constituição Federal.” De acordo com a visão dela, o Artigo 19 da Constituição Federal proíbe que o Estado, dono das concessões de rádio e TV, aceite a transmissão de cultos ou programação cristã.

Em contrapartida, ela se mostrou a favor de maior “representatividade das religiões brasileiras”, que o FNDC interpretou como religiões afro-brasileiras. Roseli Goffman deu a declaração em 6 de dezembro, durante audiência pública organizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, sobre intolerância religiosa nos meios de comunicação. Na gíria socialista, o termo “intolerância religiosa” hoje significa “religião cristã opressora” versus “religiões afro-brasileiras oprimidas”.

Na ocasião, a psicóloga manifestou preocupação com cristãos usando as emissoras de TV para conduzir o público à religião cristã. Roseli disse: “Não podemos deixar que apenas o poder econômico defina como vai ser ocupado um espaço que é seu, meu, dele, é público.” Para ela, mesmo pagando, o Cristianismo não deveria ter espaço diferenciado nas programações e o ideal seria dividir igualmente os espaços com todas as outras religiões.

Na defesa de religiões como o candomblé e a umbanda, o pai-de-santo Ivanir dos Santos, do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, que atua há 25 anos para ampliar os espaços públicos do candomblé e da umbanda, reforçou que a falta de pluralidade na mídia prejudica especialmente as religiões afro-brasileiras. Para ele, a predominância cristã nas TVs e rádios é “uma ameaça à pluralidade, à diversidade brasileira e aos direitos humanos”.

“A intolerância ocorre pela ausência ou pela negação [das religiões afro-brasileiras]. Tem uma emissora que não fala da gente nem amarrado, nem quando fazemos grandes manifestações. Outras dão espaço para que nos ataquem”, declarou ele. Ele lembrou que, como dono das concessões, o Estado deve se posicionar, sem dar espaço para que cristãos tirem, mediante suas mensagens do Evangelho, pessoas do candomblé, umbanda e outras religiões. Ele disse: “O problema é fazer proselitismo no espaço público e atacar a liberdade do outro.”

A preocupação do pai-de-santo é especialmente com o crescimento evangélico representado por pentecostais e neopentecostais. Igrejas protestantes mais tradicionais não têm sido problema para ele, que, aliás, tem uma união excelente com o Rev. Marcos Amaral, da Igreja Presbiteriana do Brasil. Essa união tem se dado em prol de metas do governo do PT e da ONU.

O procurador da República Sergio Suiama disse que o MPF tem questionado juridicamente o fato de que as redes de televisão alugam espaços para programas cristãos. De acordo com ele, o MPF quer impedir o proselitismo e garantir espaço igual para o candomblé, umbanda e outras religiões.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Número de cristãos assassinados pela fé dobrou em 2013

Cristãos mortos em Damasco
Os relatos sobre cristãos mortos ao redor do mundo por causa de sua fé duplicaram em 2013, comparado com o ano anterior, com os casos somente na Síria superando o total registrado em 2012, de acordo com uma pesquisa anual. O Portas Abertas, um grupo sem denominação que presta apoio a cristãos perseguidos ao redor do mundo, disse nesta quarta-feita ter documentado 2.123 homicídios de “mártires”, comparado com 1.201 em 2012. Houve 1.213 mortes desse tipo somente na Síria no ano passado, afirmou a entidade. “Essa é uma contagem bastante mínima baseada no que foi relatado na mídia e que podemos confirmar”, disse Frans Veerman, diretor de pesquisas para a Portas Abertas. Estimativas de outros grupos cristãos colocam a contagem anual em 8 mil.

O Portas Abertas colocou a Coreia do Norte no topo de sua lista de 50 países mais perigosos para cristãos, posição que a nação asiática ocupa desde que a pesquisa anual começou a ser realizada há 12 anos. Somália, Síria, Iraque e Afeganistão vêm a seguir.

O grupo sediado nos Estados Unidos relatou um aumento da violência contra cristãos na África e afirmou que muçulmanos radicais foram a principal fonte de perseguição em 36 dos países que estão na lista. “O extremismo islâmico é o pior perseguidor da Igreja mundial”, disse a entidade.

Cerca de 10 por cento dos sírios são cristãos. Muitos se tornaram alvos de rebeldes islâmicos que os consideram apoiadores do presidente Bashar al-Assad.

O relatório não traz dados sobre assassinatos na Coreia do Norte, mas diz que lá os cristãos enfrentam “a mais alta pressão imaginável” e que cerca de 50 mil a 70 mil vivem em campos para presos políticos.


Nota: Infelizmente, a mídia não parece se importar muito com esse tipo de violência. Apenas a título de comparação (porque toda violência é objetável, independentemente de contra quem for praticada), quando um homossexual é agredido, isso ganha destaque em praticamente todos os meios de comunicação. De sua parte, os muçulmanos que defendem a paz deveriam fazer maiores esforços no sentido de se opor aos massacres perpetrados por seus irmãos de fé em países hostis ao cristianismo, haja vista a grande quantidade de muçulmanos que vivem em paz em países de matriz cristã. [MB]

quarta-feira, novembro 27, 2013

Cristãos estão sendo crucificados na Síria

Cristãos sírios
Amir, 55 anos, é um comerciante que vive na Síria. “A vida aqui é muitas vezes bem difícil”, lamenta. Durante uma entrevista ao Washington Post, ele contou como morteiros atingiram repetidamente o bairro al-Qassaa, na capital Damasco. A grande maioria de seus moradores é cristã. Pelo menos 32 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas somente nas últimas duas semanas. A situação de Amir, e de milhares de cristãos como ele, tem se tornado cada vez mais perigosa. Enquanto a guerra civil continua arrasando o país, multiplicam-se os relatos de ataques de muçulmanos jihadistas a cidades predominantemente cristãs. O país está vendo a tentativa de extermínio do cristianismo ser o alvo principal dos guerrilheiros rebeldes.

Youssef Naame e sua esposa Norma, um casal cristão de Maaloula, contaram como tiveram que fugir de sua cidade após a chegada de extremistas islâmicos no início do mês passado. “Os jihadistas gritavam: convertam-se ao Islã ou vocês serão crucificados como Jesus.” O casal se escondeu, junto com outros cristãos, em uma pequena casa ao lado da igreja da cidade. Ficaram três dias sem comida nem eletricidade.

Agora, Youssef está refugiado no apartamento de sua filha, em al-Qassaa, mas teme que em breve precisará fugir de novo. Os cristãos são minoria, menos de 10% dos 23 milhões de habitantes da Síria.
  
O missionário Tom Doyle faz um apelo: “Nós ouvimos de líderes da região que os jihadistas estavam crucificando os cristãos no norte da Síria. Sabemos que as pessoas têm fotos disso. Os pastores estão clamando por ajuda, frustrados por que nada disso é divulgado pela mídia ocidental.”

As áreas cristãs passaram a ser recentemente o maior foco da luta armada. Há uma semana, os rebeldes do grupo Jabhat al-Nusra atacaram a cidade cristã de Sadad, ao norte de Damasco. Após violentos combates, foram expulsos dias depois por forças do governo. De maneira similar, milhares de pessoas fugiram da antiga cidade de Maaloula, também de maioria cristã. Ali, um número grande de não muçulmanos foram decapitados e tiveram suas casas e igrejas incendiadas ou destruídas.

Os cristãos de Damasco estão convencidos de que os extremistas estão deliberadamente alvejando seus bairros para enfraquecer os aliados do presidente sem atingir outros muçulmanos. Como é comum em vários países do Oriente Médio, muçulmanos e cristãos vivem em áreas diferentes, por isso para os rebeldes é fácil identificar os alvos preferencias.

“Todos os domingos, eles lançam mais de 15 morteiros ao longo do dia”, disse Amir. “Eles estão bombardeando as áreas especificamente cristãs.” Os líderes da Igreja da Síria temem que a queda de Assad transforme o país em um Estado islâmico, o que significaria o fim da existência milenar de cristãos em solo sírio.

Quase todos os 50 mil cristãos da cidade de Homs tiveram que fugir. Outros 200 mil foram expulsos da cidade de Aleppo. Em todas as cidades que invadem, os rebeldes exigem que os cristãos se convertam, caso contrário, morrerão.  Mais de um terço dos cristãos da Síria estão refugiados ou mortos. [Com informações de Washington Post e MN Online.]


Nota: Por que esse silêncio da mídia ocidental? Por que, quando um homossexual, por exemplo, é morto em algum lugar, a imprensa faz um grande barulho (e deve fazer mesmo), mas quando centenas de cristãos são massacrados por islâmicos não se vê a mesma reação? Por que os islâmicos na síria não toleram os cristãos e querem convertê-los à força, enquanto muçulmanos na Europa e nos países ocidentais reivindicam direitos de liberdade de culto? [MB]

quarta-feira, outubro 16, 2013

Jesus foi inventado por aristocratas romanos?!

Teoria mirabolante da vez
Jesus nunca existiu. Jesus é um plágio de divindades egípcias, gregas e romanas. Jesus existiu e era o Filho de Deus entre nós. Jesus existiu, mas não era divino, e Ele passou a infância na Índia. Jesus existiu e era casado. Na verdade, Jesus foi uma invenção de aristocratas romanos do 1º século d.C.

O parágrafo anterior poderia ser muito maior, sumarizando outras opiniões a respeito da pessoa de Cristo. A última teoria vem da pena de Joseph Atwill (foto), autor da obra Caesar’s Messiah: The Roman Conspiracy to Invent Jesus (2001). Seria muito conveniente para mim, um pastor formado por uma tradicional instituição cristã, dizer que a obra de Atwill não passa de mais um péssimo livro acadêmico e que não deveria ser levado a sério. Ao invés disso, vou citar acadêmicos sem nenhuma agenda religiosa, que não concordam com a tese de Atwill.

O primeiro é Bart Ehrman, professor na University of North Carolina, em Chapel Hill, nos EUA, e um ex-cristão, hoje agnóstico. Ehrman é tido como um dos principais historiadores dos primeiros séculos da história do cristianismo, e ganhou notoriedade no Brasil com a publicação da obra O Que Jesus Disse? O Que Jesus Não Disse?: Quem mudou a Bíblia e por quê? (Prestígio, 2006). Na época, várias revistas publicaram reportagens a respeito do livro revolucionário. 

Em 2012, Ehrman publicou a obra Did Jesus Exist? The Historical Argument for Jesus of Nazareth (Harper Collins). Para ele, a resposta é óbvia: sim, Jesus existiu e ponto final. Mas logo no prefácio da obra ele explica o que o levou a escrever sobre o tema: a quantidade de e-mails questionando a historicidade de Jesus.

Ao pesquisar o tópico na internet, Ehrman ficou impressionado com a quantidade de “especialistas” que acreditavam que Jesus era um mito. Em seu livro, o acadêmico agnóstico dá ouvidos às afirmações de vários defensores do “mito”, entre eles Acharya S., Earl Doherty, Frank Zindler, David Fitzgerald e Robert Price. De acordo com as pesquisas de Ehrman, “acadêmicos treinados em Novo Testamento ou em estudos do cristianismo primitivo que lecionam em grandes ou pequenos seminários teológicos, Divinity Schools, Universidades ou Colégios nos EUA, Europa ou em qualquer lugar do mundo, não defendem a ideia do Jesus-mito”. Ele continua: “Dos milhares de acadêmicos de cristianismo dos primeiros séculos que lecionam em tais escolas, nenhum deles, até onde eu saiba, duvida de que Jesus tenha existido” (p. 2, tradução livre).

Curiosamente, a mídia brasileira não publicou nada a respeito desse livro. Não se trata de um pastor pentecostal escrevendo sobre Jesus. Trata-se de um verdadeiro acadêmico (repito, agnóstico) defendendo a historicidade dEle. Mas não, importante mesmo é a teoria de que Jesus foi uma invenção romana para manipular as massas! Algo útil para levantar mais discussões sobre como igrejas evangélicas "estão manipulando as massas no Brasil".

Nem mesmo os defensores do “mito” conseguem levar a sério a tese de Atwill. Richard Carrie é um deles. Note bem, ambos estão no mesmo barco – eles não acreditam que Jesus existiu –, mas, para Carrier, a tese de Atwill beira o ridículo.

Carrier publicou em seu blog inúmeros motivos pelos quais tem vergonha da tese de Atwill. Outra defensora do “mito” que também não comprou a ideia foi Acharya S. (D. Murdock). Mesmo para aqueles que têm uma posição negativa a respeito de Jesus, o trabalho de Atwill consegue ser desqualificado. Só mesmo Richard Dawkins para comprar essa ideia! (confira)

Em suma, você pode não acreditar que Jesus era Filho de Deus, mas supor que Ele foi um personagem inventado, isso, sim, parece ser fruto de manipulação.

(Luiz Gustavo Assis é formado em Teologia pelo Unasp e cursa o mestrado nos EUA)

quinta-feira, outubro 03, 2013

Oração é a maior contribuição

Ore pelos cristãos perseguidos 
Muitos cristãos que vivem sob perseguição relatam que as orações têm sido o sustento que os faz permanecer firmes mesmo em meio à opressão. Em momentos difíceis, Deus os tem consolado através da intercessão de irmãos ao redor do mundo. Nos últimos meses, a Igreja no Egito tem sofrido com o conflito que assola o país e já destruiu dezenas de propriedades cristãs, entre casas, templos e lojas. O clima é de hostilidade e insegurança. A perseguição religiosa que os cristãos egípcios enfrentam há anos e, hoje, com mais intensidade, unicamente por seguirem a Jesus Cristo, nos faz querer apoiá-los para que suportem tudo em amor.

Pedidos de oração

• Interceda pelo restabelecimento da paz no Egito e pela estabilidade política no país.
• Ore pela proteção dos cristãos que têm sofrido retaliações por conta da queda do ex-presidente Morsi.
• Peça ao Senhor para que a Igreja de Cristo no Egito, a maior do mundo árabe, seja sal e luz neste momento de instabilidade e incertezas; para que os cristãos testemunhem do amor de Deus aos muçulmanos.
• Clame pelos cristãos que tiveram suas igrejas e propriedades destruídas e que perderam entes queridos, para que tenham a paz descrita em Filipenses 4:7, para que manifestem o perdão de Deus a seus agressores e consigam reconstruir suas vidas e igrejas.
• Ore pela conversão dos muçulmanos ao Senhor Jesus, especialmente os membros da Irmandade Muçulmana e de grupos radicais islâmicos que atuam no país.

Participe da campanha Ajude o Egito, Agora!

quinta-feira, agosto 29, 2013

Cinquenta cristãos são queimados vivos na Nigéria

Os ataques a cristãos continuam com força total da Nigéria. Relatórios apontam que mais de cem pessoas foram mortas por terroristas armados na semana passada e o grupo extremista islâmico Boko Haram, mais uma vez assumiu a responsabilidade por eles. Enquanto fontes diferentes contabilizam a quantidade de pessoas que perderam a vida na semana passada, uma história divulgada pela Baptist Press chamou atenção. Cerca de 50 membros da Igreja de Cristo na Nigéria, moradores da aldeia de Maseh, foram queimados vivos depois de se refugiarem na casa de seu pastor, quando fugiam de mais um ataque terrorista. “Cinquenta membros de nossa igreja foram mortos no prédio da igreja, onde tinham ido se refugiar [na casa pastoral]. Eles foram mortos junto com o pastor, sua esposa e seus filhos”, explicou Dachollom Datiri, vice-presidente da denominação Igreja de Cristo na Nigéria.

Lideranças da Igreja confirmaram que mais de cem membros foram mortos em diversas aldeias na Nigéria, incluindo Maseh, Ninchah, Kakkuruk, Kuzen, Negon, Pwabiduk, Kai, Ngyo, Kura Falls, Dogo, Kufang e Ruk.

“A Nigéria está realmente se tornando um novo campo de morte para os cristãos. Centenas de cristãos já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, disse Jerry Dykst, porta-voz do ministério Portas Abertas nos EUA. “O Boko Haram divulgou, no início desta semana, uma ameaça de que todos os cristãos devem se converter ao Islã ou eles nunca terão paz novamente. Seu objetivo é fazer toda a Nigéria um país governado e dominado pela lei sharia”, concluiu.

Innocent Chukwuma, consultor de justiça criminal da Nigéria, vai além. “Eu não acho que o Boko Haram poderia invadir essas aldeias sozinho. Eles precisam do apoio e da colaboração dos moradores locais”, disse.

O pastor Ayo Oritsejafor, presidente da Associação Cristã da Nigéria, fez um apelo, afirmando que o Boko Haram é uma organização terrorista e pedindo que a comunidade internacional lute contra ela como faz com a Al Qaeda. “Há certos extremistas muçulmanos que acreditam que a Nigéria deve ser uma nação islâmica e o Boko Haram é o principal órgão desse grupo de pessoas… O país sempre teve uma população muito bem dividida entre as duas grandes religiões [cristianismo e islamismo ], então não é possível simplesmente islamizar a Nigéria”, acrescentou o pastor.

Queridos irmãos, neste exato momento, diante de nossa insignificante comodidade e liberdade cristã mal aproveitada, oremos pelos cristãos perseguidos na Nigéria.

(Gospel Prime, via Jornal Pequeno)

quarta-feira, agosto 28, 2013

Direitos dos homossexuais versus liberdade religiosa

Quem ainda duvida que a normalização da homossexualidade e a legalização do casamento homossexual irão representar uma mudança radical na cultura em geral só precisa olhar para o Novo México para ver que nada menos do que a liberdade religiosa está sob ameaça. Jonathan e Elaine Huguenin são os proprietários de Elane Photography, uma empresa que opera como um estúdio fotográfico comercial. Elaine [foto ao lado] é a fotógrafa-chefe e os Huguenin “tocam” juntos o negócio. Em 2006, o casal se recusou a fotografar a cerimônia de compromisso de um casal do mesmo sexo e foi processado. Na semana passada, a Suprema Corte do Novo México decidiu que os Huguenin violaram os direitos humanos do casal do mesmo sexo e que a Primeira Emenda não permite que a Elane Photography se recuse a fotografar uniões do mesmo sexo.

A decisão do tribunal foi unânime, mantendo a decisão de 2012 por um tribunal de apelações. A decisão do tribunal declarou que os Huguenins agiram ilegalmente em se recusar a fotografar o “casamento” do mesmo sexo, ainda que Elaine Huguenin tenha argumentado que obrigá-la a fotografar a celebração de uma cerimônia do mesmo sexo seria obrigá-la a “funcionar” como um celebrante e assim violaria a sua própria consciência. Essa última parte do argumento dos Huguenin tem a ver com o fato de que a fotografia é “expressiva”, como uma forma de arte. Não há nenhuma forma em que fotografar uma cerimônia de pessoas do mesmo sexo não exigiria do fotógrafo profissional organizar e construir fotografias em ordem para celebrar artisticamente a união do mesmo sexo.

O tribunal concluiu: “Ao a Elane Photography recusar fotografar a cerimônia de compromisso do mesmo sexo, ela violou a NMHRA [New Mexico Human Rights Act], da mesma forma como se tivesse se recusando a fotografar um casamento entre pessoas de raças diferentes.” O tribunal posteriormente concluiu: “Ainda que os serviços que ela oferece sejam criativos ou expressivos, a Elane Photography deveria oferecer seus serviços aos clientes, sem distinção de raça dos clientes, sexo, orientação sexual, ou outra classificação protegida.”

Jonathan e Elaine Huguenin são cristãos que acreditam que o casamento é a união exclusiva de um homem e uma mulher. Eles também acreditam que são responsáveis e fiéis somente se evitam qualquer endosso explícito ou implícito do casamento homossexual. Eles insistiram que não discriminaram com base na orientação sexual do potencial cliente, mas somente com base na cerimônia que eles foram convidados a fotografar.

O Supremo Tribunal do Novo México rejeitou todos os argumentos apresentados em nome dos Huguenins - argumentos que têm um precedente muito claro nas decisões de outros tribunais, incluindo o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. A decisão, neste caso, por esse tribunal é ao mesmo tempo forte e estridente...

A decisão do tribunal estabelece um precedente muito perigoso: “Se uma empresa de fotografia comercial acredita que o [New Mexico Human Rights Act] sufoca sua criatividade, ela pode permanecer no negócio, mas pode deixar de oferecer seus serviços ao público em geral. A escolha de Elane Photography de oferecer seus serviços ao público é uma decisão de negócio, não uma decisão sobre a sua liberdade de expressão.”

A decisão de negócio, mas não é uma decisão sobre a liberdade de expressão? ... A adição da orientação sexual como um denominador de uma classe protegida foi suficiente para levar os Huguenin perante um tribunal de um Estado que não reconhece legalmente o casamento do mesmo sexo.

A linguagem mais surpreendente na decisão do tribunal do Novo México não é, na opinião principal, mas na opinião “especialmente concorrente” do juiz Richard C. Bosson. Apesar de o juiz Bosson concordoar com a decisão contra eles, ele pareceu entender a situação dos Huguenin:

“Como devotos, cristãos praticantes, eles acreditam, por uma questão de fé, que certos mandamentos da Bíblia não estão abertos à interpretação secular, pois eles são feitos para serem obedecidos. Entre esses mandamentos, de acordo com os Huguenin, há uma determinação contra o casamento do mesmo sexo. No registro antes de nós, ninguém questionou [sic] a devoção dos Huguenin ou sua sinceridade; suas convicções religiosas merecem o nosso respeito... Se honrando o casamento do mesmo sexo seria tão conflituoso com seus princípios religiosos fundamentais... Como, então, perguntam eles, pode o Estado do Novo México obrigá-los a ‘desobedecer a Deus’ nesse caso? Como, de fato?”

Depois de fazer exatamente a pergunta certa, o juiz Bosson então passou a dar exatamente a resposta errada... Uma vez que a Elane Photography é uma empresa que oferece serviços ao público, não pode operar com base nos sinceros princípios cristãos dos Huguenin. De acordo com Bosson, o New Mexico Human Rights Act prevalece sobre os direitos de liberdade religiosa quando os dois entram em colisão.

A linguagem é de tirar o fôlego. Portanto, o preço da cidadania é a negação da liberdade religiosa, quando as convicções cristãs desse casal correm em colisão frontal com os “valores contrastantes” dos outros. Esse é um “compromisso” que exige que os Huguenin desistam de suas convicções ou saiam do negócio...

O “casal” do mesmo sexo, nesse caso, não contestou o fato de que havia muitos outros fotógrafos profissionais disponíveis para eles. Na verdade, eles contrataram outro fotógrafo após Elane Photography recusar. Mas eles ainda pressionaram por força de lei para exigir que todos os fotógrafos comerciais forneçam serviços para as cerimônias do mesmo sexo. E eles conseguiram o que exigiram.

Essa é a verdadeira natureza do “compromisso” que o juiz Bosson argumenta, é “o preço da cidadania”. A decisão em si é uma negação da liberdade religiosa e das garantias constitucionais de expressão religiosa e liberdade de expressão.

O juiz Bosson afirma que “há um preço, que todos nós temos que pagar algures em nossa vida cívica”. O Supremo Tribunal Federal do Novo México já deixou claro que o preço a ser pago por muitos é a perda de sua liberdade religiosa.

(Albert Mohler, via Origem e Destino)

segunda-feira, maio 06, 2013

O Jesus histórico e a historiografia moderna

Uma de minhas dificuldades para com a moderna historiografia é a sua recusa em reconhecer a superioridade da base histórica da história do Cristianismo tal como conhecemos, bem como o fundamento histórico sobre o qual está edificada a pessoa de Jesus de Nazaré (com esse nome, quero diferenciá-lo de todo modo desse suposto Jesus mítico apregoado pelos críticos da fé), contraposto ao acervo de dados de outros personagens aceitos como históricos. É argumento bem conhecido – e nunca refutado de modo satisfatório pela História Nova – que há maior segurança para afirmarmos a existência de Jesus de Nazaré do que a de figuras universais como Alexandre, o Grande, personagem que permeia de modo extenso todo o discurso dos historiadores modernos, quando delineiam as excursões dos conquistadores gregos e a expansão da cultura helenista. Mas, apesar de seu pretenso rigor crítico e histórico, parecem desconhecer ou buscam ignorar que Alexandre é reconhecidamente uma figura mítica dentro da historiografia. Há até mesmo um estudo em francês por P. Goukowsky (Essai sur les origines du mythe d’Alexandre I, 1978) que versa sobre as lendas e mitos que se mesclaram à história de Alexandre. As informações mais utilizadas em sua biografia vêm daquela escrita por Plutarco (46-126 d.C.), antigo historiador grego, porém datada cerca de 200 anos após sua morte. Ali se pode ver, como exemplo, o relato da história do nascimento de Alexandre segundo os moldes das narrativas da infância contidos nos evangelhos canônicos. O teor profundamente mítico é facilmente detectado na narrativa:

“Na noite anterior à das núpcias, a noiva [de seu pai, Filipe] sonhou que, em meio a um trovão, lhe caía um raio sobre o ventre; da chaga brotou um fogo violento, irromperam labaredas, grassaram por toda a parte e por fim se apagaram. Filipe, por sua vez, mais tarde, de­pois do casamento, sonhou que aplicava sua chancela no ventre da esposa e a gravura da chancela, pensava, era a figura de um leão” (Plutarco, Alexandre, 5, em: Vidas. São Paulo: Cultrix, s/d, p. 141).

Também demonstrando esse aspecto mítico em torno de Alexandre, em seu livro Alexandre, o Grande (São Paulo, Nova Fronteira, 2005), obra definida como desmistificadora, Claude Mossé se pergunta: “Qual sentido dava ao reconhecimento pelos gregos do seu nascimento divino e de sua qualidade de theos aniketos [deus invicto]?” (p. 87). E em seu épico hollywoodiano Alexandre, de 2004, ao buscar apresentar a história do personagem, o diretor Oliver Stone teve que desenvolver um trabalho seletivo para a composição de sua história, devido à enxurrada de lendas, mitos e fantasias em torno do insigne personagem. Mesmo a morte de Alexandre ou sua causa é claramente desconhecida. Há pelo menos cinco versões aventadas como possíveis para ela: uns citam a malária, outros o envenenamento, outros febre tifoide, outros encefalite virótica e há aqueles que sustentam o excesso de bebida alcoólica. O respeitado historiador Fritz Schachermeyr chega a cogitar leucemia.

Considerando que para os historiadores, grosso modo, Jesus foi inventado pela igreja influenciada pelos mitos da religiosidade grega, ao analisar a história de Alexandre, ao lado daquela de Jesus de Nazaré, penso que ambos mereceriam um tratamento equivalente. Enquanto que sobre Alexandre se apregoa um nascimento envolto em misticismos e toda a sua vida é um sem fim de relatos épicos e assombrosos, culminando numa morte envolta em mistérios, e nenhuma dúvida paira acerca de sua existência histórica, por que julgariam os ditos senhores da História que Jesus seria um mito inventado pelos gregos, desconsiderando a abundância de todas as fontes, mesmo aquelas alheias à história eclesiástica? Não é à toa que se tem apelado de todo modo para que os historiadores se tornem tão abertos para a pessoa de Jesus de Nazaré tal como fazem em relação às demais figuras antigas, declaradas históricas.

Também, se não é ingenuidade, o certo é que muitos buscam ignorar que outros tantos historiadores sérios já se confrontaram com a questão da existência de Jesus e da história da igreja, e à parte dos milagres, muitos aceitaram como fato Sua existência terrena. E isso não desabonou a qualificação deles como historiadores.

Um exemplo seria aquele de H. G. Wells, um intelectual e historiador do século 19, que, a priori, não era um cristão ao partir para o estudo da pessoa de Jesus de Nazaré presente nos evangelhos. Wells não acreditava em Jesus e tentou provar, lendo os quatro evangelhos, que Jesus nunca existira e que o relato dos evangelistas estaria repleto de mentiras, lendas e invenções dos apóstolos. Quando terminou seu estudo aprofundado, teve que renunciar sua posição e publicou a seguinte frase: “Os quatro evangelistas, todos eles, dão-nos um retrato de uma personalidade muito bem definida, obrigando-nos a dizer: este homem existiu.”

Em sua obra definida como extraordinária, História Universal, em nove volumes (publicada originalmente sob o título The Outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind, em dois volumes), ele afirmou: “A despeito das adições miraculosas e inacreditáveis, é-se obrigado a reconhecer: ‘Era realmente um homem. Essa parte da história não podia ter sido inventada” (v. V, p. 184).

Na mesma linha de Wells, existem outros, embora falte espaço para considerá-los. A convicção da existência de um Jesus Histórico descansa na objetividade de uma análise sem preconceitos, senão aquele contra a fraude e o engano possíveis a tantos que pretendem decifrar a História, mais que apresentá-la. Fato bem ao contrário dos céticos radicais é aquele ocorrido com Randall Niles (jurisconsulto e educador norte-americano, autor de centenas de artigos apologéticos e das obras The Great Pursuit e What Happened to Me), que no passado era um cético, crítico e um debochado praticante do ateísmo. Todavia, após verificar a extensão de dados acerca de Jesus na História, não teve receio algum em reconhecê-Lo como uma pessoa real, aceitando a fé cristã como opção de vida. Randall então percebeu que as narrativas históricas não cristãs de Cornélio Tácito, Flávio Josefo, Plínio o Jovem, Suetônio, Mara Bar-Serapião, os escritos (extremamente imparciais) de Luciano de Samosata e até mesmo do Sinédrio judaico reivindicam a pessoa de Jesus para os dias do primeiro século d.C. Randall descreve sua experiência: 

“Além dos nove autores do Novo Testamento que escreveram sobre Jesus em narrativas distintas, achei pelo menos vinte autores cristãos primitivos, quatro escritos heréticos e sete fontes não cristãs que fazem menção explícita de Jesus – todas com menos de 150 anos depois da vida dEle. Isso equivale a um mínimo de 40 autores e todos mencionam explicitamente Jesus e a expansão de um movimento espiritual em nome dEle. Temos mais autores que mencionam Jesus Cristo dentro de 150 anos depois de Sua vida do que sobre o imperador romano que reinou durante aquela mesma época. Os estudiosos têm conhecimento de apenas dez fontes que mencionam o imperador Tibério, naquele mesmo período, incluindo Lucas, Tácito, Suetônio e Veleio. Assim, dentro desse curto espaço de tempo, o número de escritores primitivos que mencionam Jesus supera aqueles que mencionam o líder do Império Romano inteiro (na verdade, o mundo antigo daquela época) por uma proporção de 4:1” (http://www.randallniles.com/fuel.htm)

A conclusão mais acertada é que a figura de Jesus é tão historicamente confiável quanto a de Tibério, imperador romano de Seu tempo, citado por Lucas em seu evangelho (cf. Lucas 3:1ss). Mas se a moderna Historiografia não aceita essas evidências e testemunhos, isso se deve, em grande parte, a um preconceito, e tão somente a isso. Ou então, em sua análise da História Universal e seus muitos personagens, sua fé é maior que a dos cristãos. Nesse sentido, creio que de fato eles são mais crentes que muitos de nós cristãos.

Não fosse uma análise evidentemente tendenciosa, penso que, apesar dos dados extraordinários nos relatos de suas vidas, tanto Jesus quanto Alexandre poderiam ser elevados à mesma categoria de pessoas históricas, o que infelizmente os céticos historiadores não contemplam em seus estudos. E isso, por si só, demonstra a sutileza de sua argumentação tendenciosa. E isso também nos deixa ver o verdadeiro motivo por trás de seu ceticismo.

A questão não são as fontes; todo o problema é Jesus de Nazaré, com quem os sábios deste mundo em absoluto desejam um encontro definitivo.