domingo, dezembro 06, 2009

Adventista sem sala especial fica de fora do Enem

Fiel da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a estudante Ana Patrícia Pacheco Passos, de 19 anos, teve uma surpresa ao chegar ao local de prova do Enem, na tarde deste sábado (5). Apesar de ter requisitado condições especiais, não havia na UERJ, Zona Norte do Rio, uma sala especifica para os sabatistas. Segundo a orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os candidatos de religiões sabatistas, que tem o sábado como dia sagrado, deveriam ficar confinados em uma sala separada e só iniciar a prova após o pôr do sol. “O segurança não sabia de nada e a coordenadora de prova me disse que ou eu fazia a prova com todo mundo ou não a fazia. Não abro mão do meu direito religioso e de ter minha religião respeitada. Fiz tudo certo, troquei e-mails, recebi orientação do Inep e cheguei na hora”, explicou ela.

Além do cartão de inscrição com a indicação do local de prova, Ana Patrícia levou também os e-mails impressos que recebeu do Inep. “Ano passado também fiz a prova mas era tudo em um dia só e em um domingo”, lembrou Ana que vai fazer vestibular para medicina pela segunda vez.

Procurada pelo G1, a coordenação de prova da UERJ não quis se pronunciar.

(G1 Notícias)

Nota: Universidades públicas e certas pessoas do meio educacional (graças a Deus não são todas) se mostram tão pluralistas quando se trata de defender comportamentos como o da aluna Geisy, no entanto, muitas vezes assumem posição inflexível diante de princípios que não aceitam ou não entendem. Parabéns, Ana, por sua postura ética e sua fidelidade à consciência. O Brasil precisa de mais pessoas como você. Leia mais sobre o sábado aqui e aqui.[MB]

Leia também: "Grupo de adventistas não consegue fazer prova do Enem na Católica"

A onda das meninas que beijam meninas

Cena comum em festas alternativas e com público de mais de 20 anos, a “pegação” entre meninas virou “mania” em balada adolescente. Para aqueles que condenam o comportamento justificando que é apenas um modismo, uma forma de chamar a atenção dos meninos, elas contra-atacam. “Fico com meninas porque gosto. E é por diversão mesmo, nunca confundi as coisas”, diz uma estudante de Novo Hamburgo, do alto dos seus 18 anos. [Duas entrevistadas, Bruna e Camila] estão acostumadas a ver meninas aos “amassos” em festas e confirmam que, entre as mais novas, é coisa que rola do meio do ano pra cá. Bruna tenta explicar o comportamento como uma consequência dos grupos conhecidos como emo. Independentemente de aceitarem o rótulo ou não, há grupos de adolescentes que compartilham os mesmos gostos musicais (digamos... um rock mais meloso) e roupas e maquiagens (normalmente escuras, apesar de alguns acessórios coloridos). São esses que a gurizada insiste em chamar de emo e que carregam outra característica comum: são muito carinhosos uns com os outros. [Leia mais]

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Palestra: Por que creio em Deus











Imoralidade na fronteira (comentário)

[Tive o prazer e o privilégio de escrever o comentário da Lição da Escola Sabatina da semana que vem, disponível no site da Casa Publicadora Brasileira. Leia a introdução aqui.] Até aqui, o objetivo da Lição da Escola Sabatina deste trimestre tem ficado bem claro: traçar paralelos entre a peregrinação dos antigos israelitas até a Canaã terrestre e a peregrinação do Israel moderno (a igreja cristã) rumo à Canaã celestial. Os acertos e desacertos dos ex-cativos do Egito têm muito a nos ensinar – a nós, ex-cativos do pecado – em nossa jornada por este deserto chamado vida.

Por tudo o que temos visto acontecer no mundo, não deve faltar muito tempo para que nossa peregrinação tenha fim. Jesus logo voltará e, por isso, podemos dizer que estamos na “fronteira” da terra prometida, no limiar do novo lar. Estamos quase lá. Mas quase ainda não é lá. É verdade que deixamos o Egito do pecado, mas o inimigo tem redobrado seus esforços para manter a igreja apática, absorvida com trivialidades e pecados acariciados, justamente numa época em que deveria estar totalmente desperta. E se há um meio de prejudicar o povo de Deus (além de machucar o coração do Pai), esse é o pecado, em todas as suas formas. A lição desta semana mostra as tristes consequências da imoralidade e a tragédia que se abateu sobre os hebreus em Sitim. [Leia mais]

Aquecimento incerto

Líderes de cem países já confirmaram presença para a cúpula climática da Organização das Nações Unidas, que vai acontecer na próxima segunda, 7, em Copenhague. A discussão vai focar na redução das emissões de CO2, que segundo os ambientalistas, é o principal causador do aquecimento. Esta afirmação, no entanto, pode estar errada e os líderes mundiais podem ir a caminho de Copenhague com dados falsos.

Emails vazados mostram que o cientista Philip Jones, da Unidade de Pesquisa de Clima da University of East Anglia, retinha dados de suas pesquisas, e supostamente os manipulava para sustentar sua visão de que o aquecimento global é causado por mãos humanas. Jones – que se afastou do cargo em meio à crise que ganhou o apelido de “Climategate” – trocou mensagens eletrônicas com cientistas responsáveis por dois dos quatro índices nos quais a ONU se baseia para montar seu programa de mudança climática e também com o braço direito do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore.

Entre os especialistas, a própria existência do aquecimento global é uma incerteza. O professor de Dinâmica do Clima na Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion é enfático: “o aquecimento é um mito. Todos os dados que temos apontam para um resfriamento nos próximos 20 anos”. Molion é também contra a conferência de Copenhague. Para ele, não passa de uma plataforma política, sem lugar para ciência.

O professor explica que os fluxos naturais de CO2 entre os oceanos, solos e vegetação somam 200 bilhões de toneladas por ano, com variação de 40 bilhões de toneladas a mais ou a menos. O homem, segundo ele, joga na atmosfera 6 bilhões de toneladas por ano. “Ou seja, as emissões do homem não passam de um erro, uma variação estatística, sem peso.” Molion afirma ainda que reduzir as emissões é o mesmo que deter o crescimento econômico necessário para o Brasil.

Molion faz uma importante distinção: emissões de CO2 e poluição são coisas diferentes. A poluição, pode vir, por exemplo, da queima de enxofre que sai do cano de descarga dos carros como ácido sulfúrico. “A poluição mata muito, só em São Paulo, são 80 mil pessoas por ano, principalmente idosos.” A incerteza sobre o aquecimento global não impede que se pense em mudanças na forma como o ser humano usa seus recursos naturais.

O professor Kenny Tanazaki, do Departamento de Análises Geoambientais da Universidade Federal Fluminense, acredita que precaução é o mais importante. “Caso o aquecimento não seja causado pelo homem, ainda assim estaremos arrumando nossa casa.”

O professor argumenta que mudanças de temperatura só podem ser verificadas com certeza depois de décadas de estudo e que, para ele, deve-se sempre trabalhar com o pior cenário possível. “Existe uma teoria de que o aquecimento global é inevitável, se não for, perder duas ou três décadas para agir pode ser fatal.”

Heitor Evangelista, professor de mudanças climáticas do Departamento de Biofísica da Universidade do Estado do Rio, aponta um dado importante: a curva de aumento de temperatura neste século não corresponde ao da concentração de CO2 na atmosfera. Para ele, até 1970 o aumento da temperatura pode ser explicado por “fatores terrígenos”, ou seja, sem a interferência do homem.

O problema, de acordo com Evangelista, é a dificuldade de se medir emissões e traçar projeções. Sobre os dados de Philip Jones – do Climategate – o professor afirma que a base do aquecimento global é um dado experimental, e qualquer cenário criado a partir destes dados é hipotético.

(Opinião e Notícia)

Nota: Está mais do que evidente que os interesses por trás do histerismo em torno do aquecimento global são políticos e não são baseados em dados científicos confiáveis. Alguns estudiosos chamam esse fenômeno de “instinto de rebanho”, que é quando certos medos são alimentados com finalidades escusas. Isso aconteceu após o 11 de Setembro, quando o governo norte-americano conseguiu aprovar medidas restritivas das liberdades individuais, com apoio do povo - afinal, era para combater o terrorismo... Agora, valendo-se do medo (quase que diariamente alimentado pela mídia) de extinção da raça humana, querem propor medidas que vão afetar principalmente a economia dos países emergentes, sem contar o estilo de vida das pessoas. Exemplo: ambientalistas, políticos, a Igreja Católica, movimentos espiritualistas e mesmo cientistas já propuseram que se reserve um dia na semana para que a “mãe Gaia” (Terra) descanse. E a proposta é que se reserve o domingo para isso. Dessa forma, nota-se que o movimento de combate ao aquecimento global supostamente antropogênico se tornou a maior religião urbana de alcance planetário, com tremendo potencial de aglutinação de diversos movimentos, tanto que alguns já vêm chamando esse fenômeno de ECOmenismo (ecologia + ecumenismo). Se a carruagem continuar nessa marcha, estaremos de volta à Idade Média, com a união objetável da igreja com o Estado, ditando normas que cercearão liberdades individuais conquistadas a grande custo. Quem viver verá...[MB]

A propósito, a proposta do ex-Beatle Paul McCartney, apresentada ontem ao Parlamento Europeu, é que se deixe de comer carne uma vez por semana para combater o aquecimento global (confira aqui).

Câncer como processo microevolutivo

“O corpo dos animais funciona como uma sociedade ou ecossistema cujos integrantes são as células, que se reproduzem por divisão celular e organizam-se em conjuntos que colaboram entre si (os tecidos). Esse sistema pode até ser visto sob o ponto de vista de um ecologista: nascimento das células, morte, habitat, limitações territoriais e manutenção do tamanho das populações. O único ponto da ecologia que pode ser deliberadamente evitado é o da seleção natural. Nada se pode dizer sobre a ocorrência de mutações ou sobre a competição entre as células somáticas. Isso porque o organismo sadio, no que concerne a esses dois aspectos, é uma sociedade muito particular onde o auto-sacrifício, em contraposição à sobrevivência do mais forte, é a regra geral. Essencialmente, todas as células das linhagens somáticas estão determinadas a morrer. Elas não deixam descendentes: toda sua existência é dedicada a manter as células germinativas, que são as únicas com chance de sobrevivência. Não há mistério algum nisso, pois o organismo é um clone, e o genoma das células somáticas é o mesmo daquele das células germinativas. Graças a essa autoimolação em benefício das células germinativas, as células somáticas contribuem para a propagação das cópias de seus próprios genes.

“Desse modo, ao contrário de células de vida livre, como as bactérias, que competem pela sobrevivência, as células de um organismo multicelular têm o compromisso de colaborar entre si. Para coordenarem esse comportamento, as células enviam, recebem e interpretam um conjunto muito sofisticado de sinais que servem para o controle social que diz a cada uma como deve atuar. Disso resulta que cada célula se comporta de uma maneira socialmente responsável, repousando, dividindo-se, diferenciando-se ou morrendo, quando necessário, para o bem-estar do organismo. As alterações moleculares que perturbam essa harmonia são problemáticas para a sociedade multicelular. A cada dia, em cada corpo humano com mais de 10 elevado a 14 células, bilhões delas sofrem mutações que podem desregular os controles sociais. Mais perigoso ainda, uma mutação pode dar certa vantagem seletiva para uma célula, possibilitando que ela se divida mais vigorosamente que suas vizinhas e venha a se tornar a fundadora de um clone mutante que passe a crescer. Uma mutação que leve um dos indivíduos que participam da cooperação a ter esse tipo de comportamento egoísta pode comprometer o futuro de todo o conjunto. Os ciclos repetidos de mutação, de competição e de seleção natural, ocorrendo em populações de células somáticas só pioram a situação. Esses são os ingredientes básicos do câncer, uma doença na qual certos clones mutantes de algumas células passam a prosperar às custas das células vizinhas e, ao fim, leva à completa destruição da sociedade celular.”

(Bruce Albert et al, Biologia Molecular da Célula. Editora Artmed)

Comentário de Ana Carolina, aluna adventista do curso de Medicina da PUC-SP: O surgimento dos seres pluricelulares só foi possível pois, em algum momento da suposta evolução, uma célula quebrou todos os princípios de disputa e seleção natural pré-existentes para colaborar com outra célula vizinha e, dessa forma, possibilitar a vida em sociedade. Isso é no mínimo paradoxal. Como explicar, por meio da seleção natural, a incrível cooperação das células nos seres multicelulares? Partindo do princípio da evolução, no qual o mais simples veio primeiro, em algum momento uma célula isolada precisou se unir a outra e conviver harmoniosamente com ela. Pela lei do mais forte, isso é praticamente impossível. O texto acima deixa claro que os princípios que norteiam a evolução e seleção natural não são válidos para as células dos seres multicelulares, que abdicando da lei do mais forte, colaboram com suas vizinhas em favor do conjunto. Tudo que foge a essa colaboração recíproca condena o ser vivo à destruição. Se o princípio evolutivo não se aplica às nossas próprias células, será que ele se aplica ao restante do planeta e seres vivos?

Presépio sexy causa revolta em Los Angeles

A loja de roupas Madison, em Los Angeles, conseguiu chamar atenção para o Natal. E também provocou a ira de muitos. Tudo porque resolveu inovar no fim do ano e criar um presépio sexy na vitrine. Na versão da "tradicional" cena natalina, um manequim em pose sensual representando a Virgem Maria, de pernas de fora, mantém o menino Jesus no colo. Grupos religiosos conservadores estão pedindo boicote à Madison, argumentando que compras e religião não podem ser misturadas. Eles exigem que o presépio ousado seja retirado. "A forma como eles representaram Maria em uma posição provocante com um bebê entre as pernas... e o bebê é Jesus... Não!", esbravejou uma mulher na rua à emissora KTLA. [Experimentem fazer algo assim num país muçulmano...]

(Page Not Found)

Nota: Mais outra gota na taça de iniquidades deste mundo.

As 20 lições que as garotas aprendem com Crepúsculo

1. Se um rapaz é desinteressado, reservado, te ignora ou é simplesmente grosso com você, é porque ele está secretamente apaixonado por você – e você é a razão principal da existência dele.

2. Segredos são ok. Especialmente os do tipo que ameaçam a sua vida.

3. Está tudo bem para um interesse romântico em potencial ser estúpido, violento e vingativo – desde que tenha um tanquinho.

4. Se um rapaz te diz para ficar longe dele, pois é perigoso e pode até te matar, ele deve ser o amor da sua vida e você deve ficar com ele para que ele te mantenha segura para sempre.

5. Se um rapaz te abandona, especialmente de repente (enquanto diz que nunca mais vai te ver), é porque ele te ama tanto que vai sofrer apenas para manter você segura.

6. Quando um rapaz te abandona, entrar em choque, perder todos os amigos e ter pesadelos recorrentes são ocorrências perfeitamente aceitáveis – desde que você mantenha suas notas boas.

7. É extremamente romântico se colocar em situações perigosas só para ver seu ex-namorado de novo. É ainda mais romântico lembrar do som da voz dele quando ele gritou com você.

8. Rapazes que dão o fora sempre voltam.

9. Como eles voltam, você deve se segurar e esperá-los por meses, mesmo tendo alternativas de rapazes completamente aceitáveis disponíveis.

10. Mesmo que você não tenha interesse em sair com um dos rapazes alternativos, é ok enrolar o sujeito por meses a fio. Além disso, você deve usá-lo para consertar as coisas para você. Se bobear, ele vai até te comprar algo.

11. Você deve usá-lo para consertar coisas porque garotas são incapazes de qualquer coisa mecânica ou técnica.

12. Mentir para os seus pais é ok. Mentir para os seus pais enquanto você foge para salvar seu namorado suicida é uma ideia extremamente boa que mostra sua força e maturidade. Ah, e também é algo que você TEM que fazer.

13. Roubo de carro em nome do amor é aceitável.

14. Se o rapaz por quem você está apaixonada causa (mesmo que indiretamente) que você seja espancada tanto que vá parar no hospital, você deve dizer aos médicos e à sua família que “caiu da escada” por ser uma menina tão boba e desajeitada. Essa explicação falsa sempre funcionou perfeitamente para mulheres abusadas.

15. Homens podem ser mudados para melhor se você sacrificar tudo que você é e se dedicar inteiramente à necessidade de mudança deles.

16. Jovens garotas não devem fazer esforço algum para melhorar suas habilidades sociais ou estado emocional. Em vez disso, devem procurar por potenciais parceiros que compartilham das mesmas deficiências sombrias e problemas emocionais.

17. Garotas não devem sempre ler uma série de livros só porque todo mundo já leu.

18. Ao escrever uma série de livros, é aceitável pegar o material principal e estragá-lo com angústia adolescente cansativa.

19. Ao fazer ou ao assistir um grande filme, você deve alegremente aceitar os únicos 20 minutos da trama dele entre longas sequências de silêncio, imagens vagas e gemidos.

20. Vampiros – outrora os grandes vilões da literatura e do cinema – não são mais assustadores. Inclusive, eles são tão chorões, egocêntricos e impotentes quanto qualquer ser humano.

(Vida Ordinária)

Leia também: “A nova onda de vampirismo”

quinta-feira, dezembro 03, 2009

O que os cientistas pensam sobre religião

[Meus breves comentários seguem entre colchetes.] Nos dias de hoje, um século e meio depois que Charles Darwin publicou On the Origin of Species by Means of Natural Selection [Sobre a Origem das Espécies por Meio de Seleção Natural], a maioria esmagadora dos cientistas americanos aceitou a evolução darwiniana como a base da compreensão do desenvolvimento da vida na Terra. Entretanto, embora a teoria evolucionista seja com frequência retratada como autêntica à religião, não destruiu a fé religiosa da comunidade científica. Conforme uma pesquisa dos membros da Associação Americana para o Avanço da Ciência, dirigida pelo Pew Research Center em maio e junho deste ano, a maioria dos cientistas (51%) diz crer em Deus ou em uma força suprema, enquanto 41% dizem não crer.

Além disso, os cientistas não são menos propensos a acreditar em Deus do que foram há cem anos, quando a comunidade científica foi a primeira a votar ness assunto. Em 1914, onze anos antes do “Julgamento do Macaco” e quatro décadas antes da descoberta da estrutura do DNA, o psicólogo James Leuba perguntou a mil cientistas americanos acerca da sua opinião sobre Deus. Ele descobriu que a comunidade científica estava igualmente dividida, com 42% dizendo que acreditavam em um Deus pessoal e o mesmo número dizendo que não criam. Os cientistas descobriram muitos fósseis importantes desde então, mas eles são, de fato, mais propensos a crer em Deus hoje.

A comunidade científica é, contudo, muito menos religiosa do que o público em geral. Nas pesquisas do Pew, 95% dos adultos americanos dizem que acreditam em alguma forma de divindade ou uma força suprema.

Também o público não compartilha a certeza que os cientistas têm acerca da evolução. Embora 87% dos cientistas digam que a vida evoluiu com o tempo, devido a processos naturais [e aqui há muita confusão, mesmo entre cientistas, com respeito à micro e à macroevolução], apenas 32% das pessoas acreditam que seja verdade, de acordo com uma pesquisa de opinião diferente do Pew, no ano passado.

Dado que os cientistas são muito menos propensos a acreditar em Deus como o público em geral, não é de se admirar que a porcentagem dos afiliados a uma religião particular também seja menor. Aproximadamente a metade dos cientistas americanos diz não ter afiliação religiosa – se descrevem como ateístas, agnósticos ou nada em particular – comparado com 17% de todos os americanos.

Entre os cientistas, há bem menos protestantes (21%) e católicos (10%) do que no público em geral, que é de 51% de protestantes e 24% de católicos. E embora os protestantes evangélicos constituam mais de um quarto da população em geral (28%), eles são apenas uma pequena porção (4%) da comunidade científica. Uma notável exceção é de judeus, que constituem uma proporção da comunidade cientifica (8%) maior do que a população em geral (2%).

Mas a pesquisa de opinião do Pew descobriu que os níveis da fé religiosa entre os cientistas variam um pouco, dependendo da sua especialidade e idade. Os químicos, por exemplo, são mais propensos a crer em Deus (41%) do que os biólogos e médicos (32%). [Será por que os químicos sabem ser impossível matéria inorgânica originar vida por processos naturais?] Da mesma forma, os cientistas mais jovens (entre 18 e 34 anos) tendem a crer em Deus ou uma força suprema. [Será que isso se deve ao fato de os mais jovens estarem mais familiarizados com as descobertas nos campos da bioquímica, biologia molecular e genética, que revelaram tremenda quantidade de informação complexa especificada e a existência de sistemas de complexidade irredutível? Ou será também devido ao fato de os mais jovens estarem aos poucos se livrando das amarras do naturalismo filosófico inspirado nas ideologias iluministas/racionalistas? Thomas Kuhn já dizia que, às vezes, para um paradigma ser substituído é necessária a morte da geração que o defende.]

Se uma parte substancial da comunidade científica é constituída por crentes, por que muitos acham que a evolução e a religião são incompatíveis? Pode ser porque alguns de nossos cientistas mais famosos e prolíficos, tais como o biólogo evolucionista americano Stephen Jay Gould e o físico britânico Stephen Hawkins, eram ou são ateístas e agnósticos. Mas e sobre Francis Collins, o autor/líder do Projeto Genoma Humano, recentemente apontado pelo presidente Obama como o diretor do Instituto Nacional de Saúde? Collins é um cristão evangélico que fala com paixão sobre sua fé – e também pensa que a evolução é um fato científico estabelecido. [Sobre isso, leia “Mistura Impossível”. – MB]

Quanto a Darwin, suas cartas indicam que provavelmente ele era um agnóstico que perdeu a fé, não porque sua teoria revolucionária era incompatível com a religião, mas por causa de seu luto depois de 1851, com a morte da filha favorita de 10 anos, Annie. E ainda assim, ele pode não ter rejeitado completamente a ideia da força suprema. A sentença concludente de A Origem das Espécies fala de um “Criador” que respira vida “em algumas formas ou em um”. A passagem origina ao menos uma pequena dúvida sobre como o pai da teoria da evolução moderna poderia ter respondido à questão da crença na recente pesquisa do Pew com os cientistas.

(Los Angeles Times)

Tradução: Elizandra Milene da Rocha

Ouvir o contraditório

Deu no blog do Reinaldo Azevedo (da Veja): “Já escrevi bastante sobre aquecimento global. Não sou especialista, é óbvio. O que tenho feito é sugerir ao leitores que busquem ouvir o contraditório.”

Bem, essa é uma das propostas deste blog: com relação ao darwinismo, ouça o contraditório. É assim que se aprende. É assim que se cresce. É assim que a mente se abre e o pensamento independente aflora.[MB]

Vidas secas

Vidas Secas é o título de um dos romances do escritor brasileiro Graciliano Ramos, publicado em 1938, mas bem poderia ser a definição da existência de algumas pessoas. Há vários motivos que levam uma pessoa a tirar a própria vida, mas um deles (talvez o principal) é a perda de um sentido para viver. Ganha-se dinheiro, fama, poder, prazer, mas muitas vezes às custas da própria dignidade. Chama atenção o número de suicídios entre atrizes, principalmente no dito mercado de filmes pornográficos. Em 1994, a jovem atriz Shannon Michelle Wilsey Longoria (cujo nome artístico era Savannah) tirou a vida com um tiro de revólver. Ela tinha apenas 23 anos e havia estrelado alguns filmes pornográficos. Marilyn Monroe e Anna Nicole Smith foram outras famosas que se despediram da vida de maneira trágica. E a lista continua, basta pesquisar.

Desta vez, ao que tudo indica, foi a atriz brasileira Leila Lopes, 40 anos, que pode ter cometido suicídio. Ela foi encontrada morta em sua casa, no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (3). Segundo o delegado Maurício José da Silva Pinto, medicamentos não identificados foram encontrados ao lado do corpo da atriz e ela teria deixado cartas para familiares.

Segundo informações do portal Terra, leila Gomes Lopes nasceu em 1969 na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e era atriz, jornalista e apresentadora de TV. Leila ficou famosa após interpretar a “professorinha” Lu, na novela global Renascer, de 1993, e também fez sucesso na pele de Suzane, em O Rei do Gado, de 1996. Antes disso, ela já havia atuado na novela Pantanal, em 1990, na extinta Rede Manchete.

Em março de 1997, Leila fez um ensaio para a revista Playboy. A atriz também ganhou destaque em maio de 2008, quando entrou para o elenco da produtora de filmes pornográficos Brasileirinhas, com o filme “Pecados e Tentações”. Em setembro do mesmo ano, Leila posou nua novamente, desta vez para a revista Sexy Premium. Seus últimos trabalhos foram como apresentadora de TV em programas adultos.

Como ouvi alguém dizer certa vez: tudo sem Deus é nada. A vida em desacordo com os princípios divinos, por mais que a consciência cauterizada tente dizer que tudo está bem, acaba cobrando o preço, mais cedo ou mais tarde. Alguns vão administrando o vazio "de bar em bar", de festa em festa, de compra em compra, de parceiro em parceiro. Outros sucumbem ante a desilusão. Jesus disse que veio (também) para que tenhamos vida em abundância, vida de plenitude, uma vida com um propósito último que norteia e dá sentido ao agora. Viver afastado da fonte de Vida é morrer aos poucos.[MB]

Leia também: "A triste história de uma modelo da Playboy"

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Cientistas manipulam dados para provar aquecimento

Documentos vazados revelaram fraudes no cálculo do aquecimento global. Já conhecido no mundo como “Climategate”, em referência ao caso Watergate, o vazamento mostra que cientistas diretamente ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) estavam manipulando índices para provar que o planeta passa por um processo de aquecimento sem precedentes. O cientista Philip Jones, um dos apontados durante o Climategate, é responsável por criar o mais importante de quatro índices que orientam políticas climáticas de nações e da ONU. Os emails vazados mostram como os cientistas que trabalham com Jones não liberavam dados importantes de suas pesquisas, feitas na e fabricavam motivos para mantê-los em segredo. Jones decidiu nesta terça, 1°, se afastar da Unidade de Pesquisa de Clima da University of East Anglia até que a universidade conclua as investigações sobre o incidente.

Os cientistas ligados a Jones também tentavam abalar a credibilidade de qualquer pesquisador que fosse contra os resultados apresentados. Entre os pesquisadores envolvidos no Climategate, estão responsáveis por outros índices que orientam a ONU e o braço-direito do ex-vice-presidente norte-americano Al Gore.

(Opinião e Notícia)

Nota: Pelo menos agora vão parar de considerar os céticos quanto ao aquecimento antropogenicamente causado como sendo adeptos de teorias de conspiração. Está mais que provado que as motivações para combater o aquecimento global são político/religiosas e não se baseiam em dados científicos confiáveis.[MB]

Leia também: "Aquecimento global não é ciência, é religião, diz documento das Nações Unidas"

A alcateia de Jezabel

“A história acontece como tragédia e se repete como farsa.”

A frase acima, muitos conhecem, é de Marx. Não o Groucho, mas o Karl. Sim, o Karl... Aquele cujos furúnculos espelhavam à perfeição seus atributos de alma. Aquele cujo filho o comparava ao demônio literal – sem véu algum de alegoria.

À tragédia. Alguns séculos após o profeta Elias promover importante reforma espiritual no reino de Israel (aquelas dez tribos apostatadas do norte que queimavam vivos seus filhos para os ídolos cananitas), veio João em seu espírito. João no espírito de Elias, instando os seus ao arrependimento e incondicional entrega ao Deus que tão generosamente lhes acabara de doar o próprio Filho. Onde a tragédia? Degolaram o Batista e crucificaram seu Mestre (“Mas os lavradores, vendo o Filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-Lo, e apoderemo-nos da Sua herança. E, agarrando-O, lançaram-nO fora da vinha e O mataram” [Mt 21:38-39]). Elias escapou da fúria homicida da princesa sidonita Jezabel, que se casara com o rei israelita Acabe e cujo projeto de vida foi levar todo o povo de sua nova nação a cultuar Baalim e assemelhados. João Batista não teve a mesma sorte. Teve a cabeça entregue literalmente de bandeja à perversa Herodias, esposa e cunhada do tetrarca Herodes, homônimo do infanticida.

A farsa? Já a veremos. Antes um desabafo de pai.

Apenas Elohim e Seus santos anjos podem registrar tudo – TUDO – o que vai no coração dos que trouxeram filhos a este mundo miserável. Somente o imperscrutável amor de Deus para mensurar o desvelo macerado, o velar insone, a angústia recorrente que ocupam as preocupações de uma mãe, de um pai. Alta madrugada, às vezes; uma inquietude a nos roubar o sono: Estará nosso rebento firmado nos caminhos de retidão? Cultiva ele o apego à verdade e à justiça? Inscreverá seu nome na história humana como bênção ou será, como tantos, só mais outra maldição? Qual será o legado derradeiro de seus dias? Repetirá ele o apóstolo? “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4:7). Ou se lamentará como o poeta? “Vivi, estudei, amei e até cri, e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu” (Álvaro de Campos, Tabacaria – ou A Marcha dos Vencidos).

Os pais receberam do Altíssimo as mais proveitosas instruções para fazer de seus filhos colunas de integridade e alicerces de uma sociedade melhor: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22:6). Fácil assim? Nem sempre... Caim e Abel, Edom e Israel, Simeão e José. Por mais que nos entreguemos à oração e nos apeguemos ao Senhor, por maior que seja o nosso amor e melhor que seja o nosso exemplo, jamais poderemos fazer por nossos filhos as escolhas que só a eles cabem. Daí o nosso coração de passarinho, essas criaturinhas débeis e aflitas, sempre sobressaltadas ante algum apuro indefinido.

Elias, com seu coração de passarinho e pai, teve que arrostar Jezabel e seu pusilânime marido, o rufião de Belial. E aqui finalmente entra a farsa. Antes do advento de Cristo, João, o Batista, nos veio no mesmo espírito de Elias. Antes da vinda de Satanás como anjo de luz, Richard Dawkins nos vem no mesmo espírito de Jezabel. Seus Baalins? Materialismo, ateísmo, pseudociência, relativismo pragmático e laxismo moral. E agora, cereja do bolo, o supremo desplante: a pretensão de desviar os pais do mais sagrado dos deveres, o de conduzir os filhos no temor de Deus. “Deixe que escolham por si, mas só quando alcançarem a maioridade”, prega o Moloque do Tempo do Fim.

Sei que é um insulto ao intelecto ter que desmontar uma falácia tão grosseira, mas por vezes temos que guiar o incauto pela mão na esperança de lhe abrir os olhos. Ao menos essa responsabilidade antes de o largarmos de vez no mundo. Ao argumento.

A proposição de Jezabel, digo, de Dawkins, vislumbra o mundo em uma espécie de neutralidade laica, o que é desmentido pelas condições objetivas que de nós se acercam. A maioria das influências que nos rodeia comunga abertamente com os valores (valores?) que o doutor de Oxford promove. Ligue a TV, acesse a internet, leve a criança a um cinema, a um shopping center, compre-lhe um gibi, uma roupa ou um brinquedo da moda, matricule-a em uma escola secular e pronto! Tudo o que o Deus a quem servimos reprova costuma estar nesses pequenos detalhes cotidianos: explícito, promovido, praticamente imposto. Sem o contraponto dos valores e da educação cristã, exponha o infante a essa contínua lavagem cerebral enquanto se lhe formam o caráter e a personalidade. Então, em seu aniversário de 18 anos, leve o rapaz, agora um adulto, à igreja. O resultado, aprecie-o sem moderação.

Mais de dois milênios e meio mudaram o sexo e as madeixas de Jezabel, mas o seu espírito permanece inalterado, talvez mais atrevido pela bajulação dos sabujos dos meios de comunicação de hoje. Lastimo que Dawkins tenha sido molestado sexualmente por um cura anglicano.* Mas não, isso não lhe confere autoridade ou razão para recomendar que abandonemos a carne da nossa carne aos molestadores morais deste mundo. Em sua cegueira, Richard Dawkins pode não compreender que consideremos que as sevícias morais podem ser até piores que as do abuso sexual que ele sofreu. Agora, rebaixar os pais a agentes passivos do molestamento espiritual dos próprios filhos é audácia digna do espírito de Jezabel.

Em verdade, chegam a despertar suspeita as afrontas espalhafatosas e o can-can escandaloso de Dawkins. Não seria isso um pedido velado por ajuda, como o endemoninhado de Gadara? Se ele nos estende a mão para que o exorcizemos de sua Legião, bom. Se essa mesma mão se destina a nos fazer tropeçar, mau. Mas isso não nos escusa da verdadeira questão: Como pudemos descer a ponto de elementos como Dawkins pregarem despudoradamente os seus delírios? E sob anuência e aplauso das eminências deste mundo! Parafraseando Soljenitsin: “Como pode surgir dentre nós essa espécie de lobos? Procedeu de nossa raiz? Do nosso sangue?”

(Marco Dourado, formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

(*) Dirão alguns, imagino: “Ora, mas Dawkins foi vítima de um cura anglicano! [Confira aqui.] Fossem seus pais ateus ferrenhos e tal lhe não haveria sobrevindo!” Ah, pois? Citem então esses “çábios” um único versículo das Sagradas Escrituras que ao menos tolere a pedofilia. Eis a terrível advertência do Nosso Senhor para cristãos e não cristãos: “É impossível que não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos.” Ademais, a leniência cúmplice que certas igrejas autodenominadas cristãs reservam aos tarados infiltrados em suas hostes não desmerece o Cristianismo em sua essência e prática; ao contrário, enaltece, pelo contraste, as denominações que aplicam estritamente os ensinamentos do Mestre. (Apenas como curiosidade: a pedofilia era uma das perversões mais arraigadas entre os povos circunvizinhos do antigo Israel – como a Fenícia de... Jezabel).

Leia também: “Dawkins usa crianças cristãs em anúncio ateu”, “Hipocrisia ateísta” e “Camille Paglia ‘falou e disse’ para o Dawkins: Por que no te callas?”

O pior são as mensagens explícitas

Recebi dias atrás este e-mail do leitor Alan Cleiton Brito de Jesus: “Olá, Michelson, recentemente comprei uma camiseta da marca ............... e muitas pessoas começaram a falar que aquilo significa .............. e que eu não deveria usá-la. Como eu sempre fui muito cético em relação a esse tipo de coisa e sou meio desconfiado quanto a certas interpretações, resolvi pesquisar. Fui a vários sites e encontrei algumas coisas. (...) Além dessa marca, o blog tambem refuta outros ‘mitos gospel’ (como ele mesmo chama), como, por exemplo: Hello Kitty, Hellmann’s, Coca-Cola. E as explicações dadas me pareceram muito mais coerentes do que as histórias de alguns cristãos sobre essas marcas. Tudo isso acabou me despertando interesse pelo tema mensagens subliminares. E agora eu pergunto: Essas histórias (como os casos citados) têm algum fundamento? Eu sei que existem mensagens subliminares, mas até que ponto devo aceitar certas interpretações? O que é verdade e o que é mentira nessas historias?

“Agora minha humilde opinião: acho que os cristãos às vezes se ‘queimam’ com esse tipo de coisa, pois ao falarem para alguém mais esclarecido, perdem a credibilidade, e aí os outros pensam que todo crente é assim. Alguns cristãos se preocupam tanto com mensagens subliminares enquanto estão absorvendo tantas mensagens explicitas diariamente! No caso da Coca-Cola, por exemplo, já não é suficiente saber que ela é prejudicial e que devemos evitá-la? Pra que ficar tentando achar mensagem subliminar no rótulo?”

Respondi ao Alan que assino embaixo das opiniões dele. Também acho que muitos cristãos fazem barulho por quase nada e veem chifre em cabeça de cavalo. Tenho dito que há gente que filtra um mosquito e deixa passar um camelo midiático. Assistem a um monte de lixo explícito (novelas, humorísticos frívolos, filmes violentos e/ou de cunho imoral, com sabor ocultista sob o disfarce de romance e aventura, etc., etc.) enquanto se preocupam com mensagens subliminares. Elas existem, sim (como tentei demonstrar num dos capítulos do meu livro Nos Bastidores da Mídia, mas não são tudo o que o pessoal diz por aí.

Devemos orar para que Deus proteja nossa mente dos conteúdos subliminares e usar a razão e a faculdade de escolha para não consumir o que sabemos ser nocivo e sem valor.

Leia também: “Verdades e mitos: mensagem subliminar na música”

Influências pós-modernas

A Revista Adventista deste mês traz a matéria de capa “Influências pós-modernistas”, escrita pelo pastor e jornalista Rubens Lessa. Ele procura contrastar a mensagem adventista estribada no “assim diz o Senhor” com as ideias relativistas típicas deste período conhecido como pós-moderno. Para Lessa, muitos caem nas armadilhas do relativismo pelo fato de (1) desconhecerem o que está por trás dessa onda insinuante, (2) ignorarem as doutrinas básicas das Escrituras Sagradas ou (3) por serem hostis a normas e princípios. “Esse novo estilo de vida é visto em áreas como lazer, namoro, casamento, conversação, vestuário, música e crenças”, diz o jornalista e redator-chefe da Casa Publicadora Brasileira.

O artigo começa definindo brevemente o que é pós-modernidade em contraste com a modernidade. Depois, destaca a postura relativista mantida pelos pós-modernos e como essa tendência tem contagiado muitos cristãos que, aos poucos, têm-se afastado da verdade absoluta encontrada na Bíblia e em Jesus, a encarnação da Verdade. “A maior ameaça do pós-modernismo é seu pluralismo relativista, uma espécie de politeísmo de valores”, compara Lessa. “O bem e o mal estão juntos, criando um estilo de vida. ... O ‘assim diz o Senhor’ vai para lata de lixo mais próxima”, completa. E, com isso, sem o princípio unificador da Palavra, perde-se todo referencial e critério final.

Em seguida, o autor analisa algumas áreas afetadas por esse relativismo pós-moderno: namoro (exploração física, “prazer total” versus respeitoso conhecimento mútuo), casamento (tido apenas como experiência passageira, até que a novidade acabe), entretenimento (competição, prazer e satisfação de paixões carnais versus recreação sadia), conversação (banalização), música (gosto do ouvinte ou do músico versus conceito bíblico de adoração), crenças (emoções versus razão ancorada nas Escrituras).

Algo que me chamou a atenção, além do artigo, foi a capa dessa edição da Revista Adventista. Ilustrada pelo desenhista Andrei Vieira (mais conhecido pelas artes produzidas para a revista Nosso Amiguinho), a capa mostra pessoas caminhando por estradas tortuosas tendo o coração a iluminar o percurso com uma luz fraca. No centro, um homem abre a capa (porta) de uma Bíblia e revela em seu interior um caminho reto e iluminado que conduz à cruz. Achei a ideia genial e perguntei ao amigo Andrei como ele a havia concebido. Ele me respondeu: “Essa ilustração tem a pretensão de transmitir um conceito sem a ajuda de palavras. Foi enfatizado visualmente o contraste entre aqueles que buscam o ‘assim diz o Senhor’ daqueles que se sentem seguros de suas próprias opiniões acerca do que é a verdade. A ilustração também aponta o resultado da escolha que os personagens estão tomando. Um encontrou o Caminho e os outros estão perdidos nas rotas confusas que seguiram. Espero que a ilustração, como complemento ao texto do pastor Lessa, contribua para que as pessoas reflitam e escolham obedecer de forma completa Àquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.”

Vale a pena conferir.[MB]

Leia também: “Cristãos no mundo pós-moderno”

terça-feira, dezembro 01, 2009

Filme garante que Jesus visitou druidas na Inglaterra

Jesus Cristo visitou uma cidade inglesa hoje famosa por seu festival de rock para encontrar os druidas. Pelo menos essa é a tese de “And Did Those Feet” (“E aqueles pés o fizeram”). O filme explora a teoria de que Jesus teria acompanhado José de Arimateia numa visita à região de Glastonbury, no sul da Inglaterra, um centro do conhecimento no mundo antigo. O Festival de Glastonbury, realizado numa fazenda próxima à cidade, é considerado o maior evento mundial de música e artes ao ar livre, e atrai alguns dos maiores astros do século 21, como Bruce Springsteen, Jay-Z, Neil Young e U2.

Pastor da Igreja da Escócia e pesquisador do filme, Gordon Strachan argumenta que Jesus pode ter ido à Grã-Bretanha para aprofundar sua educação, já que a região era um reduto de druidas, na época associados à sabedoria tradicional. “Não há por que Jesus não ter vindo”, disse Strachan à Reuters. “Glastonbury foi muito importante nos tempos antigos, a tradição remonta aos tempos pré-cristãos."

O religioso argumentou que Jesus poderia ter construído o local original da capela de São José, em Glastonbury, e que a teoria sobre sua visita é plausível, uma vez que não se sabe muito sobre a juventude do carpinteiro da Galileia.

"Ele provavelmente veio de barco com mercadores", disse Strachan. "Ele tinha muito tempo, e ninguém sabe o que ele fez antes dos 30 anos."

O produtor Ted Harrison disse a jornalistas britânicos que naquela época a ilha atraía pessoas interessadas em aprender sobre espiritualidade e filosofia - não só dos judeus, mas também das civilizações grega e clássica.

"Ele teria vindo aprender sobre o que estava sendo lecionado a respeito de astronomia e geometria, ensinado em 'universidades' comandadas por druidas na época", disse Harrison ao jornal Daily Mail.

(Estadão)

Nota: Quanta incoerência vinda de um “pastor”!

1. José de Arimateia se converteu após a morte de Jesus, portanto, não pode tê-Lo acompanhado a uma peregrinação antes de Seus 30 anos.

2. Se Jesus tivesse que “aprofundar Sua educação”, teria feito isso na escola dos rabinos e não entre os druidas da Inglaterra. Mas o ensino judaico havia se tornado formal e distanciado das Escrituras. Por isso, “o menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 70).

3. O druidismo era uma “religião natural”, mística, baseada no animismo, e não uma religião revelada, como o judaísmo e o cristianismo. Procurava buscar o “equilíbrio” ligando a vida pessoal à suposta fonte espiritual presente na natureza. Os druidas eram os líderes espirituais dessa “religião”. Assim, não é preciso ir muito longe para perceber o abismo teológico/filosófico entre os ensinos de Jesus e dos druidas. (Se quiser saber como os monumentos de Stonehenge foram construídos pelos druidas, leia o impressionante livro Viagem ao Sobrenatural).

4. Conforme escreveu Ellen White, em seu best-seller O Desejado de Todas as Nações, “a infância e juventude de Jesus foram passadas numa pequenina aldeia montanhesa” (p. 68). Só isso. Antes de iniciar Seu ministério público, Jesus serviu na carpintaria de Seu pai adotivo, aprendeu a laboriosidade e a submissão aos pais, e Se tornou versado nas Escrituras e no estudo da natureza (era observador atento e Se tornou o Mestre dos mestres e grande contador de parábolas extraídas de situações e imagens simples, porém, com profundos significados espirituais).

5. Histórias especulativas a respeito de Jesus nunca deixarão de ser produzidas, o que revela o forte impacto do Mestre sobre mundo, ainda hoje. Pena que muita gente não dê atenção à única fonte autorizada e confiável sobre o Salvador, a Bíblia Sagrada.[MB]

Leia também: “Operação Cavalo de Troia”

Organizações de direitos humanos e videogames

O canal televisivo BBC veiculou reportagem sobre duas organizações defensoras dos direitos humanos, Trial e Pro Juventute, que afirmam que os videogames podem ser prejudiciais à vida por violarem diversas leis internacionais. Os grupos Trial e Pro Juventute encomendaram um estudo, cujos objetos de pesquisa são títulos de videogames, tais como 24: The Game, Call of Duty 4: Modern Warfare, Far Cry 2 e Metal Gear Solid. O objetivo era descobrir se “determinadas cenas e os atos cometidos por jogadores (virtualmente) constituiriam violações de leis internacionais (no mundo real)”, explica a reportagem. Os grupos acreditam que os videogames possam estimular a violação das leis reais e defende a proibição de produções.

O estudo diz que há jogos que descumprem várias leis internacionais, entretanto não conclui dizendo se isso estimula ou não as pessoas ao descumprimento das leis reais. John Walker, editor do site Rock Paper Shotgun, defende a liberdade de expressão dos videogames, mencionando como exemplo a polêmica cena no aeroporto russo, em Call of Duty: Modern Warfare 2, dizendo que se trata de um jogo para adultos, inclusive classificado pela ESRB como “recomendado para maiores de 18 anos”.

A cena coloca o jogador no papel de um dos integrantes de um grupo terrorista. Cabe ao jogador decidir o que fazer, se atira ou não nos inocentes transeuntes. Conforme explica o estúdio produtor de Modern Warfare 2, “não é preciso atirar, você escolhe se vai participar ativa ou passivamente do ataque terrorista ou, ainda, tem a opção de pular completamente a cena”.

Walker teme que esse tipo de pesquisa possa estimular a censura nos videogames e defende-os como uma forma de expressão, como a pintura, a música e o cinema. (...)

“Existindo ou não regras de guerra, a escolha de inserí-las em um videogame deve ser feita pelos artistas exclusivamente para melhorar a experiência do jogador”, defende Jim Rossignol, jornalista especializado na indústria de videogames e escritor do livro The Gaming Life: Travels in Three Cities. (...)

(Jornal do Brasil)

Nota: Em meu livro Nos Bastidores da Mídia há um capítulo no qual analiso os problemas relacionados aos videogames.[MB]

Impacto dos raios sobre efeito estufa está subestimado

A mais recente campanha de pesquisas feita por cientistas da Nasa revela alguns detalhes interessantes sobre os raios. Mas também revela alguns dados de fato surpreendentes, mesmo para os cientistas. A cada ano, mais de 1,2 bilhão de raios atingem a superfície da Terra. Ruanda tem a maior ocorrência de raios por quilômetro quadrado, enquanto os pólos têm a menor ocorrência. Experimentos de campo e de laboratório revelaram que o núcleo de alguns raios atinge 30.000 Kelvin, uma temperatura quente o suficiente para fundir instantaneamente a areia e quebrar as moléculas de oxigênio e nitrogênio em átomos individuais. Embora interessantes, essas são apenas algumas – mas não as mais importantes – dentre as mais recentes descobertas dos cientistas sobre os raios.

O mais impressionante vem agora: cada um dos bilhões de raios produz compostos poluidores tão danosos ao homem e às plantas quanto as mais poluentes das atividades humanas. As descargas elétricas dos raios – atinjam elas o solo ou não – produzem óxidos de nitrogênio – os conhecidos NOx – que reagem com a luz do Sol e com outros gases na atmosfera para produzir ozônio.

Próximo à superfície terrestre, o ozônio pode ameaçar a saúde de plantas e dos animais – aí incluído o homem. Nas altitudes mais elevadas da atmosfera, ele é um potente gás causador do efeito estufa. Por outro lado, quando ainda mais alto, na estratosfera, ele bloqueia a radiação ultravioleta, que causa câncer no ser humano.

E, longe de apregoarem qualquer coisa do tipo “conclusão definitiva sobre os raios”, os cientistas da Nasa afirmam que sua pesquisa é apenas parcial, e que os impactos dos resultados sobre os modelos climáticos deverão ser muito maiores do que os agora anunciados.

Os cientistas já sabiam há quase 200 anos que as descargas elétricas dos raios produzem misturas gasosas de nitrogênio e oxigênio que incluem o óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2). Mas, como acontece com tudo o que se relaciona ao clima e às complexas inter-relações entre seus diversos fatores, ainda há muito por compreender.

Segundo os melhores cálculos disponíveis até o início do presente estudo, os relâmpagos responderiam por algo em torno de 10% da produção de todos os óxidos nitrosos lançados anualmente na atmosfera. Mas essa era apenas uma estimativa, e as diversas pesquisas sobre o tema nunca se aproximaram de fornecer uma conclusão definitiva.

“Ainda há muita incerteza sobre a quantidade de NOx que os raios produzem”, explica o Dr. Kenneth Pickering, da Nasa. “De fato, mesmo as mais recentes estimativas publicadas sobre a produção de NOx pelos raios variam por um fator de 4. Estamos tentando reduzir essa incerteza a fim de melhorar a precisão dos modelos climáticos globais e os modelos regionais da qualidade do ar.”

Usando dados coletados por aviões de pesquisa da Nasa e satélites artificiais, o Dr. Pickering e seu colega Lesley Ott descobriram que os raios têm um impacto sobre a poluição e sobre o clima muito mais forte do que se supunha. Esse impacto é mais forte sobre o clima das latitudes médias e das regiões subtropicais e menos significativo sobre a qualidade do ar superficial.

Segundo os pesquisadores, cada raio transforma 7 quilogramas de nitrogênio nos reativos gases NOx. “Em outras palavras, você pode dirigir um carro de um lado a outro dos Estados Unidos mais de 50 vezes (cerca de 150.000 km) e ainda assim produzirá menos da metade de NOx gerado por um único raio”, afirma Ott.

Quando os pesquisadores multiplicaram o número de raios que atingem o solo no mundo todo por 7 quilogramas, eles descobriram que o total de NOx produzido anualmente por raios atinge 8,6 milhões de toneladas, o que é imensamente superior às estimativas anteriores.

Ainda mais importante do que a quantidade, contudo, é onde esse NOx é produzido. Uma década atrás, os pesquisadores acreditavam que os raios que atingem o solo produziam mais NOx do que os raios intranuvens, que ocorrem muito mais alto na atmosfera e cujas descargas elétricas nunca atingem o solo.

Os novos dados estimam que os dois tipos de raios produzem aproximadamente a mesma quantidade de NOx em média. Mas como a maioria dos raios é intranuvem, uma quantidade de NOx muito maior é produzido e permanece na alta atmosfera.

“Nós realmente começamos a questionar alguns dos antigos pressupostos conforme fomos capazes de medir os raios com maior precisão, em experimentos reais no campo”, acrescenta Ott.

Segundo os pesquisadores, é grande a possibilidade de que os raios produzam um ciclo de retroalimentação que acelere o aquecimento global. “Se o aquecimento global cria mais tempestades”, afirmam eles, “isso pode levar a uma maior produção de NOx, que leva a uma produção de mais ozônio e mais aquecimento”. (...)

No caso específico dos NOx, além da emissão de origem humana, causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, existem várias fontes naturais de emissão, como os raios, micróbios no solo e queimadas e incêndios florestais.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Pelo visto, a culpa humana no fenômeno do aquecimento global vem sendo mesmo superestimada. Por quê? Leia sobre ECOmenismo e descubra.[MB]