quinta-feira, agosto 05, 2010

Cem anos de testes com a drosophila e nada de evolução

22 de julho de 2010 marcou o centésimo aniversário das pesquisas genéticas usando as moscas da fruta. O primeiro estudo desse tipo foi publicado na revista Science em 1910 e descreveu a aparição inesperada de uma mosca da fruta macho com olhos brancos após gerações de moscas com olhos pigmentados. Isso inaugurou um século de estudos que se concentraram nas mutações das moscas da fruta. Mas o que realmente se aprendeu com tudo isso? Na maior parte do século passado – e especialmente desde a descoberta do DNA como molécula que carrega informações físicas hereditárias –, as mutações foram o conceito dominante da evolução neodarwinista tido como o gerador central de informações novas e úteis. Assim, as mutações, se fossem selecionadas naturalmente, teriam o poder de conduzir a evolução de todas as coisas vivas na direção da melhoria positiva.

As moscas da fruta, com seu tempo curto de uma geração a outra e apenas quatro pares de cromossomos, representaram excelente campo de testes para a evolução. Em laboratórios de todo o mundo, elas foram submetidas a todo tipo de mutação, induzindo fenômenos, incluindo produtos químicos e tratamentos de radiação, para tentar acelerar as mutações na tentativa de “imitar a evolução”. Depois de tudo isso, era de se esperar que as moscas da fruta de fato exemplificassem a evolução. Mas eles não fizeram isso.

Assim, não tendo conseguido a progressão evolutiva em moscas da fruta por esses meios aleatórios, os pesquisadores mudaram o foco de inúmeras pesquisas para a manipulação intencional dos genes. As mais populares, a partir de uma perspectiva evolucionista, foram as experiências com os genes chamados HOX.

HOX (uma abreviação de Homeobox) são genes utilizados pelo organismo durante o desenvolvimento embrionário. Muitos argumentaram que seria mais simples para a evolução operar através da mutação desses genes, uma vez que uma pequena alteração pode produzir grande efeito no corpo da mosca. No entanto, isso foi antes de os estudos recentes mostrarem que o desenvolvimento embrionário é mais influenciado pelo DNA regulador, e não por genes. E mutações (através da substituição, exclusão ou duplicação) de genes de desenvolvimento como o HOX sempre resultaram apenas em moscas mortas, moscas normais (se a mutação aconteceu sem ter nenhum efeito notável) ou em pequenos monstros. Nenhum desses resultados corresponde à melhoria “positiva” esperada da evolução darwiniana.

Segmentos corporais extras, um conjunto extra de asas ou pernas no lugar das antenas caracterizam as formas estranhas que foram geradas. Três gerações de alterações específicas no DNA produziram moscas com quatro asas – mas elas não conseguiram voar. As asas extras não tinham músculos e representaram peso morto. Stephen Meyer conclui: “Moscas mutantes que produzem quatro asas sobrevivem hoje apenas em um ambiente cuidadosamente controlado e somente quando pesquisadores qualificados meticulosamente orientam seus estudos por meio de um estágio não-funcional após o outro. Essa experiência cuidadosamente controlada não nos diz muito sobre o que mutações não direcionais podem produzir na natureza” (Stephen C. Meyer, Explore Evolution: The Arguments for and Against Neo-Darwinism, p. 105).

Em seu livro Evolution, Colin Patterson resumiu a esperança perdida de encontrar a evolução nas pesquisas com o HOX: “Os efeitos espetaculares das mutações do gene homeobox foram vistos pela primeira vez na Drosophila, no início da história da genética. Portadoras de algumas dessas mutações com certeza podem ser qualificadas como monstros – embora sem muita esperança” (Colin Patterson, Evolution, p. 114).

Considerando que os estudos com as moscas da fruta têm fornecido informações importantes sobre como genes, nervos, longevidade e outras máquinas e processos biológicos funcionam, nenhum progresso foi feito na tentativa de acelerar a evolução desses insetos por mutações. Os sobreviventes dos cem anos de torturas em laboratório ainda são apenas moscas.

(Institute for Creation Research)

Nota: Conforme Enézio E. de Almeida Filho, “a Drosophila melanogaster ‘teima’ em não ‘confessar’ e tampouco demonstrar o fato, Fato, FATO da evolução depois de ser ‘cientificamente torturada’ por um século! Cruz, credo! Nem sob tortura se aceita a evolução!” Enézio, que é mestre em História da Ciência, está levantando bibliografia para um artigo sobre o uso das mosquinhas das frutas, e a conclusão parcial a que se chega, segundo ele, é que a natureza não faz as alterações realizadas em laboratórios pelos cientistas, geralmente por meio de radiações. “E olha que pela cronologia dos milhões de anos, a natureza, como laboratório natural, não fez o que eles fizeram”, conclui.[MB]

Viciados em internet têm mais risco de depressão

Adolescentes que passam tempo demais na Internet têm quase 50% mais chances de desenvolver depressão do que usuários moderados, segundo um estudo chinês. O pesquisador Lawrence Lam disse que adolescentes que passam de 5 a 10 horas por dia conectados apresentam agitação quando não estão na frente do computador e perdem o interesse pelas interações sociais. “Alguns passam mais de dez horas por dia, eles são usuários realmente problemáticos e demonstram sinais e sintomas de comportamento aditivo ao navegar na Internet e jogar games”, disse Lam, coautor do estudo publicado na terça-feira pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

“Eles não conseguem tirar a cabeça da Internet, sentem-se agitados se não voltam após um curto período distantes”, disse por telefone o psicólogo da Escola de Medicina da Universidade Notre Dame, de Sydney. “Eles não querem ver amigos, não querem participar de reuniões familiares, não querem passar tempo com pais e irmãos”, acrescentou.

O estudo envolveu 1.041 adolescentes de 13 a 18 anos em Guangzhou, no sul da China. Nenhum deles tinha depressão no começo do estudo. Nove meses depois, 84 apresentavam a doença, e os que passavam tempo demais na Internet eram 50% mais vulneráveis que os usuários moderados.

Lam, que trabalhou em parceria com Zi-wen Peng, da Universidade Sun Yat-sem, de Guangzhou, disse que a falta de sono e o estresse causado pelos jogos online podem explicar a tendência depressiva. “Quem passa tempo demais na Internet perde o sono, e é um fato muito bem estabelecido que quanto menos se dorme, maiores as chances de depressão”, disse Lam.

Segundo ele, foi a primeira vez que um estudo examinou aspectos patológicos do uso da Internet como possível causa da depressão. Um estudo anterior havia apontado a depressão como possível fator causal para o vício em Internet, e outros estudos haviam demonstrado uma correlação entre ambas as coisas, mas sem definir claramente o que era causa e o que era consequência.

Lam disse que as escolas deveriam ficar atentas aos alunos que estejam viciados em Internet para lhes oferecer tratamento e orientação.

(O Globo)

Nota: Portanto, termine de ler as postagens deste blog, desligue o computador e vá conversar com alguém ou ler um bom livro (rs).[MB]

Pensar em Deus diminui ansiedade ao se cometer erros

Estudo publicado na revista Psychological Science mostra que pensar em Deus reduz o estresse que as pessoas vivenciam ao cometer erros. As informações são do EurekAlert!. Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais em uma situação específica - a reação das pessoas ao saber que cometeram erros em um teste. Aqueles que foram preparados com pensamentos religiosos tiveram uma resposta menos proeminente do que aqueles que não os receberam. “Cerca de 85% da humanidade têm algum tipo de crença religiosa”, afirma Michael Inzlicht, que conduziu o estudo ao lado de Alexa Tullett. Ambos são da Universidade de Toronto Scarborough. Os pesquisadores mostraram que, quando as pessoas pensam em religião e em Deus, o cérebro delas responde de uma forma diferente - elas reagem com menos sofrimento e ansiedade após cometerem erros.

Antes de passar por um teste de computador com alto índice de erros, parte dos participantes tinha escrito sobre religião, ou completado um jogo de palavras-cruzadas com termos relacionados a Deus. Os exames mostraram que a atividade cerebral desses voluntários era reduzida no córtex cingulado anterior, área associada à excitação e que gera um alerta quando as coisas dão errado.

O curioso é que ateus reagiram de forma diferente: quando eram estimulados a pensar em assuntos relacionados a Deus, a atividade do córtex cingulado anterior deles aumentava. Os pesquisadores sugerem que, para pessoas religiosas, pensar em Deus pode fornecer uma maneira de ordenar o mundo e explicar eventos aparentemente aleatórios, o que reduz a angústia. Em contrapartida, para os ateus, os pensamentos sobre Deus podem contradizer o sistema de significados abraçado por eles e, assim, causar-lhes ainda mais sofrimento.

“Pensar em religião traz calma quando se está em um incêndio e torna as pessoas menos angustiadas ao cometerem um erro”, diz Inzlicht. Segundo ele, há evidência de que pessoas religiosas vivem mais tempo e tendem a ser mais felizes e saudáveis, mas ainda faltam conclusões mais precisas.

Os ateus, no entanto, não devem se desesperar. Os pesquisadores acreditam que a redução do sofrimento pode ocorrer não apenas quando se pensa na religião, mas quando se fornece qualquer tipo de estrutura para compreender o mundo. Portanto, os ateus poderiam ter se saído melhor no estudo se tivessem sido estimulados a pensar em suas próprias crenças antes de fazer o teste.

(UOL)

Nota: Mas que “crença” ateia poderia ajudar os ateus a compreender o mundo? Há questões transcendentes para as quais o pensamento naturalista/materialista não fornece nem sombra de resposta. Essa pesquisa parece refletir as palavras de Agostinho, quando disse que “nossos corações não repousam até que encontrem repouso em Ti”. Leia o Salmo 51 para verificar o efeito do perdão na vida de uma pessoa verdadeiramente arrependida. Fomos criados por Deus e para Deus. Ele é um Pai de amor que quer nos dar descanso e aliviar nossos fardos de culpa (cf. Mt 11:28). Basta apenas irmos a Ele arrependidos e pedir perdão.[MB]

quarta-feira, agosto 04, 2010

Gene específico produz espermatozóides

Um novo estudo descobriu que o gene responsável pela produção de espermatozóides é tão vital que sua função se manteve inalterada ao longo da evolução. Ele é encontrado em quase todos os animais, e provavelmente originou-se há 600 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O gene, chamado Boule, parece ser o único exclusivamente necessário para a produção de espermatozóides nos animais, desde insetos aos mamíferos. No estudo, foi detectada a presença do gene Boule no esperma em diferentes linhas evolutivas: humanos, mamíferos, peixes, insetos, vermes e marinhos invertebrados. A pesquisa usou esperma de um ouriço do mar, um galo, uma mosca de fruta, um homem e um peixe.

Os pesquisadores afirmaram que a descoberta é muito surpreendente, porque a produção de espermatozóides tende a mudar devido à forte pressão seletiva para genes específicos do esperma evoluir, ser um supermacho para melhorar o sucesso reprodutivo. E este é o único elemento específico do sexo que não se alterou entre as espécies. O gene deve ser tão importante que não pode mudar. [Mais uma afirmação evolucionista de que o acaso cego é mais inteligente que o Designer...]

A descoberta do papel crucial do Boule na perpetuação da espécie pode ter muitas aplicações práticas para a saúde humana. Por exemplo, quando os investigadores retiraram o gene Boule de um rato, o animal pareceu saudável, mas não produziu espermatozóides. Um gene específico como esse pode ser ideal para um medicamento contraceptivo masculino. [E essa experiência também mostra que sempre é possível retirar ou modificar a informação complexa e específica contida nos seres vivos, mas nunca adicionar informação nova sem uma fonte informante inteligente.]

(Hypescience)

Nota: Se a produção do espermatozóide depende de um gene específico e vital, como os primeiros seres sexuados “se viravam” até que esse gene “evoluísse”? O fato de esse gene ser encontrado em vários tipos de seres vivos pode revelar a marca do mesmo “Fabricante” e a impossibilidade de que esses organismos evoluíssem gradualmente da condição de assexuados para a de sexuados.[MB]

Leia também: "Sexo é bom, mas ninguém explica como surgiu"

Blogueiro questiona direito de guardadores do sábado

Cinco membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, inscritos em concurso público para cargos de analista e técnico do Ministério Público da União, ingressaram com Mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal, pleiteando a alteração do dia da prova, que cairá em um sábado. O processo está com o Ministro Cezar Peluso. Volta e meia verificamos esses questionamentos nos tribunais superiores. Lembro-me bem de uma entidade judaica de educação que também pretendia, salvo engano, alterar o dia da prova do Enem, a fim de respeitar a tradição do Shabat. É certo que a liberdade religiosa é um direito fundamental garantido na Constituição, mas como compatibilizar isso diante de inúmeras religiões, que em tese poderiam pleitear datas alternativas de provas para cada uma delas? Sim, pois se o Estado garantisse uma data alternativa a um grupo religioso, todos os demais poderiam requerer o mesmo, por isonomia. Ao fim e ao cabo, seria inviável realizar qualquer concurso público que efetivamente garantisse igualdade de condições a todos os candidatos, pois as provas nunca seriam as mesmas...

Na verdade, o direito fundamental à liberdade religiosa impõe ao Estado o dever de respeitar as escolhas religiosas dos cidadãos e o de não se meter na organização interna das entidades religiosas. Isso diz respeito ao dever de neutralidade do Estado diante do fenômeno religioso (princípio da laicidade), sendo proibida toda e qualquer atividade do ente público que favoreça determinada confissão religiosa em detrimento das demais.
Assim, a meu ver - e existem precedentes do STJ e do STF nesse sentido - alterar a data das provas de um concurso público em função da profissão de fé de grupos religiosos específicos implicaria em violação ao princípio laico do Estado, em detrimento de todas as demais religiões.

(Traduzindo o Juridiquês)

Nota: O leitor Marco Dourado postou o seguinte comentário no blog Traduzindo o Juridiquês: “Renato, a laicidade do Estado não pressupõe que ele seja ateu ou materialista, mas que uma determinada religião não fique sobre ou sob as demais. Na questão do sábado (ou Shabat), os sabatistas propõem uma data alternativa ou que possam ficar confinados no local da prova em vigília religiosa até o pôr-do-sol para realizarem a prova no primeiro dia da semana (que começa sábado à noite). A esse respeito, recomendo esta entrevista. É importante lembrar que presidiários (portanto, criminosos) obtêm sem grandes celeumas essa prerrogativa, no caso de vestibulares e Enem (confira aqui). Assim, uma pessoa que obedece a seu Deus (aliás, muito mais fidedigna que os escarnecedores que eventualmente comentam neste blog) deveria usufruir de previsão legal para não violar seus ditames de consciência, ditames que muitos empossados não têm (confira aqui).” O que salta aos olhos é o fato de que muitos que comentaram o post do Renato Pacca fugiram ao exame do mérito e partiram direto para o mais odioso preconceito antirreligioso. Isso, segundo Dourado, apenas corrobora as profecias de Jesus sobre os últimos dias deste mundo.[MB]

Leia também: “Concurso do MPU terá atendimento especial por motivos religiosos”

Carne de porco pode transmitir hepatite E

O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, conseguiu detectar pela primeira vez a presença do vírus da hepatite E em um paciente brasileiro. Até então, a confirmação da doença era feita pela testagem da presença de anticorpos específicos contra ela - de 1999 a 2009, foram 810 testes sorológicos positivos no país, segundo o governo. Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a novidade permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil. A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão no país esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada. Há pesquisas no mundo que detectaram a existência do HEV em animais, principalmente em suínos, mas ela destaca que a transmissão zoonótica por meio de contato direto com animais ou consumo de carne infectada ainda está sob investigação. “Um estudo realizado no Japão comparou a sequência nucleotídica do vírus encontrado em um paciente infectado com o HEV detectado em amostras de fígado de porco consumido pelo paciente. Observou-se que as sequências eram similares.”

(Folha.com e Fiocruz)

Nota: "Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo; da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver" (Levítico 11:7, 8). "Os que se santificam e se purificam para entrarem nos jardins após a deusa que está no meio, que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos" (Isaías 66:17). Apesar disso, a indústria da carne dirá que ainda é seguro comer porco. Em quem confiar? Fico com Deus.[MB]

Em tempo: Esta eu li no Twitter: "Quando um bicho come um homem, todo mundo se espanta. Quando um homem come um bicho, os outros pedem a receita."

Leia também: "Cérebro de porco e doença misteriosa"

terça-feira, agosto 03, 2010

Sexo: vantagens de esperar

Fazia tempo que eu não lia nada sobre virgindade. E soa mesmo antiquado falar do assunto numa época em que adolescentes se despem ao vivo para uma plateia virtual. Mas, por isso mesmo, me chamou a atenção o relato da britânica Sophie Atherton publicado pelo jornal The Guardian. Ela conta que se manteve virgem até os 32 anos – em parte por conta de uma doença grave no início da vida adulta, em parte por escolha, por ter outras prioridades. Mais interessante do que isso, Sophie classifica a sua decisão como uma rebeldia e defende as vantagens por esperar mais. Minha primeira reação foi me perguntar: o que há de errado com essa mulher? Continuo achando que não há necessidade nenhuma de esperar tanto assim – ela até reconhece que, aos 32 anos, estava mais do que pronta –, mas Sophie tem um ponto. Ao passar o início da vida adulta longe de um relacionamento, ela diz que aprendeu a ser mais independente e a esperar (e como ela aprendeu a esperar!).

[Leia aqui alguns trechos do depoimento de Sophie e note como ela menciona razões que dão sentido ao conselho bíblico de esperar pelo casamento para se ter vida sexual ativa. - MB]

"Antes de atingir a idade do juízo, eu estava desesperada para perder minha virgindade enquanto ainda fosse ilegal. Achei que fosse desafiar a autoridade. Quem são eles para me dizer quando eu estava pronta para transar? Mas não aconteceu, embora meu primeiro beijo, aos 15 anos, tenha quase ido longe demais. Ao contrário, acabei fazendo algo muito mais rebelde e incomum: eu me mantive virgem até os 32 anos. [...]

"Como minha virgindade persistia, eu tive a experiência incomum de me desenvolver e crescer sem a influência de um parceiro. Eu não odeio homens – muito pelo contrário; por ter passado tanto tempo sem um homem no meu pé pude apreciar até melhor a companhia deles. Depois de viver com um homem por quase dois anos (eu quero deixar claro que isso não é uma reclamação contra eles!), eu me pergunto que tipo de mulher eu teria sido se tivesse passado as últimas duas décadas de minha vida adulta lidando com todas as situações criadas pelas diferenças entre os sexos. [...] Enquanto minhas amigas lidavam com esse tipo de distração gastei 20 anos fazendo o que queria, vivendo em várias cidades, mudando por causa do trabalho, sem considerar outra pessoa que não eu mesma. Alguns amigos me cumprimentavam por minha independência, o que eu achava desconcertante, mas agora entendo o que eles queriam dizer. Não que eu não ficasse ansiosa nem tivesse dúvidas ao fazer tudo sozinha, decidir sobre todas as oportunidades. Foi o que eu fiz, de todo modo. [...]

"Algumas pessoas pensam que esperar tanto assim significa que havia algo errado comigo. Mas eu ganhei muito ao adiar o início da minha vida sexual. Tenho certeza de que isso foi, em parte, responsável pela minha força de caráter e minha natureza decidida. Tenho que dar crédito aos meus pais por me darem as fundações de uma quase inabalável autoconfiança, mas acho que tudo que construí veio, em grande parte, por eu não estar em uma relação com um homem até que eu completasse 30 anos.

"Para uma mulher, falar ‘não’, e fazer sexo apenas quando ela realmente quer, é um ato básico, mas muito poderoso. Demonstra que ela é independente e livre, e, talvez, quanto mais tempo uma mulher se mantém virgem, mais ela tem respeito por si própria e controle sobre seu próprio corpo.

"O legado de minha longeva virgindade vai além da independência – acho que ela me deu uma resistência extra para lidar com as dificuldades da vida e me ensinou a ter paciência. Nossa cultura pode ser a de ‘tudo agora’, mas eu aprendi a esperar. E uma das melhores coisas foi em relação ao sexo em si. Enquanto algumas mulheres da minha idade perderam seu interesse, eu ainda acho tudo tão excitante quanto a primeira vez."

(Mulher 7x7)

Nota: Percebeu as vantagens? (1) Com a maturidade, a pessoa tem melhores condições de fazer escolhas sem ser movida pelos apelos da mídia e pela pressão do grupo; (2) a rebeldia natural da adolescência pode levar a escolhas infelizes; (3) antes de iniciar um relacionamento amoroso mais sério, a pessoa pode se desenvolver em outras áreas importantes, como os estudos e a carreira; (4) mais madura, a pessoa pode se relacionar de maneira positiva com o sexo oposto e entender as diferenças naturais entre homens e mulheres; (5) dizer “não” para aquilo de que discordamos reforça nossa autoestima e solidifica o caráter; (6) manter a virgindade e o controle sobre o próprio corpo reforça o respeito próprio; (7) adiar a iniciação sexual para o contexto matrimonial ajuda a manter o interesse sadio no sexo, pois ele não foi banalizado antes; (8) [e este é por minha conta] aprender a esperar desenvolve a paciência e a confiança no Deus que supre nossas necessidades.[MB]

Querem censurar Deus na internet

Um site norte-americano teve uma ideia um tanto quanto inusitada: cansaram de conteúdo religioso na web e resolveram criar um programa que filtra qualquer conteúdo bíblico ou religioso das páginas que seu usuário estiver visitando. Segundo a definição do site do programa, o GodBlock é um filtro de web que bloqueia conteúdo religioso. É destinado a pais e escolas que desejam proteger os filhos de textos sagrados “prejudiciais” e da doutrinação religiosa, antes que as crianças tenham idade suficiente para tomar decisões. Quando instalado corretamente o GodBlock testará cada página visitada e, antes que ela seja carregada, buscará textos bíblicos, nomes de figuras religiosas e outros sinais de propaganda religiosa. Se nenhum for encontrado, então o o internauta estará autorizado a navegar livremente.

O programa está em fase de testes e só tem versão em inglês, mas já estão pedindo ajuda financeira para traduzi-lo para outras línguas.

(Gospel Prime)

Nota: E quem vai proteger as crianças do secularismo, do ateísmo pregado nos acampamentos de Dawkins e do gayzismo, divulgado na internet, em novelas e filmes? Com respeito a esses “ismos”, as crianças têm condições de tomar decisões? No site oficial [www.godblock.com], é feita outra afirmação: “In the last century, the United States has seen a resurgence of fundamentalist religion. Fundamentalist Evangelicals, Mormons, Baptists, Muslims, and Jews have held back progress in science, human rights, civil rights, and protecting our environment. How can we reverse this trend and join the rest of the world in the gradual secularization of society and government?” Nada mais falso. Na verdade, conforme tenho afirmado muitas vezes aqui no blog, a ciência experimental nasceu num berço cristão; a arte também deve muito a essa cosmovisão, assim como o conceito de liberdade e inviolabilidade humana. Mesmo as universidades tiveram início graças à iniciativa de cristãos comprometidos com a missão. Querer conduzir a humanidade ao secularismo é um erro e uma atitude ingrata. Acusar a religião por maus atos cometidos por essa ou aquela denominação ou por indivíduos que se dizem religiosos, é tomar o todo pela parte. Se partirmos desse pensamento generalista, podemos acusar o ateísmo e o secularismo pelas atitudes de certos regimes políticos e indivíduos que esposaram a visão ateísta. Mas isso também seria injusto. Sinal dos tempos: “Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8).[MB]

Estudos bíblicos na voz de Cid Moreira

“Mensagens de Paz e Esperança” é a mais nova série de estudos bíblicos em áudio. É uma excelente ferramenta missionária para você partilhar o amor de Deus e os princípios bíblicos com amigos, parentes e vizinhos. São 21 temas doutrinários de oito a 11 minutos. Os 21 temas estão divididos em três CDs e cada CD contém sete estudos. Além dos sete temas em cada CD, vem como bônus a narração de 1 Coríntios 13, no CD 1, do Salmo 91, no CD 2, e a narração do Salmo 139 no terceiro CD. Na parte interna do estojo, vêm todas as referencias bíblicas de cada estudo. Os textos foram escritos pelo pastor Paulo Godinho e narrados pelo ex-apresentador do Jornal Nacional Cid Moreira, que gratuitamente participou do projeto. Ao fim de cada narração, Melissa Barcellos faz o “fechamento” e chama a atenção do ouvinte para o site www.bibliaonline.net, agradecendo em nome dos adventistas do sétimo dia.

Mais informações, escreva para paulo.godinho@ueb.org.br ou luzimar.roque@adventistas.org.br; ou ligue para (21) 2199-1014, ou (21) 8214-1109.

SCB realiza 8º Seminário a Filosofia das Origens

A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) vai realizar no Rio de Janeiro, de 10 a 12 de setembro, o 8º Seminário a Filosofia das Origens, com participação de palestrantes academicamente qualificados que abordarão temas relacionados com a controvérsia entre as concepções criacionista e evolucionista. O foco do seminário deste ano é o meio ambiente. De dois em dois anos, esses seminários têm sido realizados na capital carioca, e nos anos intermediários em outras cidades, como Campina Grande, Fortaleza e Belém, que têm manifestado interesse pelo assunto e oferecido infraestrutura adequada para a realização do evento. O público alvo desses encontros é composto de estudantes pré-universitários e universitários, juntamente com professores, pastores, pais de alunos e interessados em geral que tenham conhecimento equivalente pelo menos ao nível médio do ensino básico.

“Participei como palestrante no terceiro seminário organizados no Rio de Janeiro pela SCB. Posso garantir que é um dos mais bem organizados eventos sobre criacionismo em nosso país, trazendo a última palavra no que diz respeito à atual pesquisa criacionista”, afirma o jornalista e editor de livros Michelson Borges, que mantém o blog www.criacionismo.com.br

A mensagem apresentada e defendida nos seminários da SCB é a mesma que vem sendo proclamada pelos mensageiros de Deus em cumprimento da profecia de Apocalipse 14:6-8: “Adorai Aquele que criou.”

Mais informações sobre o Seminário a Filosofia das Origens podem ser obtidas no site da SCB: www.scb.org.br

[Felipe Lemos, ASN]

Para melhor servir


Talvez mais do que qualquer outra área do conhecimento, a teologia bíblica nos motiva a imitar o Modelo em lugar de apenas e tão-somente acumular conhecimento. Jesus, quando esteve aqui na Terra, desenvolveu um ministério tripartite: curou, ensinou e pregou (Mt 9:35). Quem quiser segui-Lo, tem que andar como Ele andou (1Jo 2:6). Nos últimos cinco anos, minhas férias de julho foram dedicadas ao mestrado em Teologia, no Unasp, em Engenheiro Coelho, SP. Foram milhares e milhares de páginas lidas, horas de pesquisa e momentos de rica troca de experiências com pastores de todas as partes do Brasil e mesmo do exterior. Mas posso dizer que o legado mais importante que recebemos dos professores foram a capacitação e a motivação para o cumprimento da missão expressa em Marcos 16:15.

Os dias 30 e 31 de julho ficarão guardados na memória, pois foram a culminação de um sonho havia muito acalentado. No mesmo mês, completei o curso de Estudos em Religião, no Unasp (cujas matérias cursei nos últimos três anos, em janeiro e maio), e o mestrado em Teologia, na mesma instituição. Foi uma verdadeira imersão fascinante no mundo daquela que já foi considerada (e para mim ainda é, como foi para Tomás de Aquino) a rainha das ciências. Se já amava e admirava a Palavra de Deus, passei a respeitá-la ainda mais, com renovado interesse em me aprofundar cada dia mais em seu conteúdo inspirado – conteúdo que, se devidamente compreendido e assimilado, nos convida a curar (os doentes do pecado), ensinar (as verdades que transformam e dão sentido à vida) e a pregar (a Jesus crucificado).

No culto de ação de graças de sexta-feira à noite (dia 30), o Dr. Alberto Timm, reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (Salt), falou sobre a importância da gratidão a Deus e enfatizou que o pastor deve se aperfeiçoar para melhor servir à igreja e ao semelhante. Conforme registrou em seu blog o pastor Evandro Fávero, para o Dr. Timm, “o conhecimento não deve ser um fim em si mesmo, nem tampouco um trampolim para conseguir melhores posições. Ao contrário, o estudante deve ‘se preparar ao máximo e esperar o mínimo para não se frustrar’”.

No culto de consagração, sábado de manhã (31), a mensagem foi apresenta pelo pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista na América do Sul. Duas palavras pontuaram seu sermão: comunhão e missão. Depois de ler Atos 1:8, ele disse: “Somos tão incapazes de cumprir a missão quanto os primeiros discípulos foram incapazes para começá-la, mas podemos fazer tanto quanto eles [que levaram o evangelho a todo o mundo da época], com o poder do Espírito Santo.” E completou: “Não sejam somente cristãos, sejam também missionários. Que possamos avançar em comunhão e missão para ver Cristo voltar em nossa geração.”

A cerimônia de colação de grau foi realizada à noite, tendo como paraninfo o Dr. Elias Brasil, diretor do curso de Teologia do Salt, na Bahia. Em seu discurso, ele enfatizou três fundamentos da verdadeira teologia: (1) ela deve estar fundamentada na Bíblia, (2) deve ser comprometida com o serviço ao povo de Deus, e (3) deve estar comprometida com a missão. Ele destacou ainda que “o conhecimento teórico e prático deve ser instrumentalizado para pregar a Cristo e alcançar os perdidos”. Além disso, falou que “o obreiro de Deus deve ser livre de mediocridade, mais interessado em cicatrizes do que em medalhas”.

No fim dessa jornada de cinco anos, quero expressar minha gratidão a Deus, por ter me permitido realizar esse sonho; à Casa Publicadora Brasileira, pelo apoio e incentivo indispensáveis; a minha esposa (foto ao lado, com o Mikhael no ventre) e minhas filhas, que tiveram paciência para dividir o esposo e pai com os livros; aos meus pais, irmãs, sobrinhos e cunhados (foto abaixo), que torceram de longe (SC) e estiveram presentes na formatura; e aos muitos amigos pastores com os quais compartilhei alegrias, sonhos e ansiedades. Vocês foram muito especiais e o bom de tudo isso é que nossa amizade durará para sempre.

Cinco anos atrás, escrevi um texto sobre o privilégio que Deus estava me concedendo (leia aqui). Hoje escrevo para agradecer e renovar meu propósito de seguir os passos do Mestre dos mestres, cuja maior lição foi a de que a vida só tem sentido quando é dedicada ao serviço em favor do semelhante.

Michelson Borges

Leia também: "Experiências num internato adventista" e "Salt forma sétima turma de mestrado em Teologia"

segunda-feira, agosto 02, 2010

Pesquisador procura DNA alien em múmia

Um velhinho chamado Zecharia Sitchin está procurando traços de DNA extraterrestre em uma mulher nobre da Suméria que, atualmente, tem 4.500 anos. Segundo Sitchin, o DNA da múmia poderia conter traços de “deuses” e “semideuses” interestelares – assunto que ele aborda desde 1976. Sitchin tem 90 anos, nasceu na União Soviética, cresceu na Palestina e agora vive em Nova York. Ele escreveu mais de dez livros que falam sobre como um planeta chamado Nibiru passou perto da Terra e deixou alguns visitantes por aqui. Esses aliens teriam sido adotados como deuses pelas culturas orientais. Segundo o velhinho, eles são mencionados em antigos registros sumérios, os Annunaki, e ele consegue ver evidências dos ETs até na Bíblia.

Não é preciso dizer que as ideias de Sitchin foram ridicularizadas pela comunidade científica. Mas agora ele pediu ajuda dos especialistas para verificar o DNA da Rainha Puabi, da Suméria.

Os restos da rainha foram encontrados no Iraque, na década de 1920 – na mesma época em que descobriram a múmia de Tutancâmon. Cientistas forenses estimam que ela morreu quando tinha cerca de 40 anos e que governou a Suméria por direito de sangue, durante a Primeira Dinastia de Ur.

Sitchin, no entanto, acha que Puabi foi mais do que uma rainha. Ela seria uma “nin” – um termo sumério que significa “deusa”. Ele sugere que, na verdade, ela seria uma semideusa, descendente dos visitantes de Nibiru. Para mostrar essa diferença que talvez exista, Sitchin pretende comparar o nosso genoma com o da rainha. Mas ele já adianta: pode não existir diferença nenhuma, o que não altera a teoria de que seus ancestrais seriam aliens. Fraude ou não, o fato é que o cara vendeu milhões de livros sobre suas teorias – o mais recente se chama Havia Gigantes Sobre a Terra (There Were Giants Upon Earth).

(Hypescience)

Nota: Isso me faz lembrar outro sensacionalista que encantou a muitos da minha geração: Erich von Däniken, com seu best-seller Eram os Deuses Astronautas. Curiosamente, sempre há leitores ávidos desse tipo de literatura sem fundamentação científica sólida e baseada em especulações. Pior: às vezes, esses “pesquisadores” até contam com verba pública e apoio para pesquisa.[MB]

Leia também: “Arqueologia prova: deuses não eram astronautas”

1º Encontro Nacional de Psicólogos Adventistas


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“Infotenimento”: realidade e ficção

Em 17 de maio, foi comemorado o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação. Apesar de a data ser desconhecida, os meios de comunicação de massa, objeto da comemoração, estão cada vez mais presentes e são influenciadores do nosso cotidiano. E não precisa ser acadêmico na área para perceber que, mais do que sociedade da informação, somos a sociedade do entretenimento, da busca pelo prazer. Informar e entreter, eis duas funções básicas da mídia. Tradicionalmente, ao jornalismo coube a função de noticiar e interpretar fatos, prestando assim um serviço à sociedade. E o entretenimento, por sua vez, ficava restrito aos outros gêneros midiáticos como as novelas, filmes e a ficção de modo geral. Porém, hoje, o que vemos é a fusão das duas vertentes: o “infotenimento”, neologismo resultante da junção das palavras informação e entretenimento. O modelo adotado por muitos veículos de comunicação no fim do século 20, vem ganhando força, espaço e audiência, sem restrição de formas e conteúdo.

O problema, a meu ver, é que a linha que separa a realidade da ficção é muito tênue. Prova disso, é que os telejornais, por exemplo, pautam o entretenimento, ao fazer das celebridades e programas do gênero, notícias de destaque. Por outro lado, as telenovelas pautam suas tramas com temas de “responsabilidade social” a fim de ganhar notoriedade nos veículos que vivem do “infotenimento”.

Ao expor o descaso com os portadores de deficiência física e trabalhar com a temática de superação pessoal, uma telenovela se torna fonte para grandes reportagens a despeito de fazer apologia ao adultério, à prostituição, à mentira e à violência, temas recorrentes na telinha. Assim, em nome da prestação de serviço público, celebridades se tornam modelos de conduta, sem nenhum julgamento crítico da parte do público.

Para mim, o “infotenimento” tem implicações espirituais. A antiga serpente do Éden não tem hesitado em usar essa linguagem com nova roupagem de sua milenar estratégia: misturar de forma atrativa a verdade com o erro. Ao promover um sincretismo maldirecionado da ficção com a realidade, a serpente pretende baixar nossa guarda para suas mentiras politicamente corretas.

Se por um lado o inimigo de Deus tem iludido milhões com essa técnica midiática, é verdade também que muitos têm buscado algo além do sensacionalismo e futilidades veiculados; estão em busca do sentimento real para a vida. Por meio de mídias alternativas, como as emissoras de rádio e TV, revistas, sites e blogs verdadeiramente cristãos, eles têm encontrado exemplos de conduta, prazer e felicidade baseados na mais confiável fonte de informação: a Bíblia. Por isso, o que temos diante de nós é uma oportunidade singular de assistir, compartilhar e divulgar aquilo que faz diferença.

(Ana Paula Ramos, assessora de imprensa da Igreja Adventista, em Campinas, SP)

Arrogância das novas gerações

Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, por que era impossível a alguém da velha geração entender esta geração. “Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!”, o estudante disse alta e claramente, de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo. “Nós, os jovens de hoje, crescemos com internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e movidos a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e...”, ele fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor aproveitou o intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse: “Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?”

O homem foi aplaudido ruidosamente de pé!

(Autor desconhecido)

domingo, agosto 01, 2010

Quando a internet vira vício

A edição de segunda-feira, 5, do Link [do jornal Estadão] traz uma pergunta com o tema: A internet está atrapalhando a capacidade de concentração dos jovens ou está deixando essa geração digital mais inteligente que a anterior? Independentemente da resposta, o fato é que todos - crianças, jovens e adultos - passam cada vez mais tempo de seu dia na internet. Como saber quando essa intensa relação com a web deixa de ser saudável e passa a atrapalhar nossa vida, virando dependência? O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, criador do Centro de Dependência em Internet do Hospital das Clínicas, fala sobre a diferença entre aqueles que usam de forma intensa a internet e aqueles que já viraram dependentes.

Há alguma quantidade de tempo que determina se uma pessoa é uma dependente da internet?

Não, não há. As pessoas me falam “eu passo oito horas por dia navegando, estou viciada?”. Isso não é um critério. As pessoas trabalham, pesquisam e estudam pela internet e por isso precisam passar essa carga de horário conectadas. O que determina se uma pessoa é dependente é quando ela acaba preferindo desenvolver atividades na vida virtual em vez de atividades na vida real.

Como a internet age no cérebro de uma pessoa, de modo que ela se torna dependente?

Não posso falar com muita profundidade desse tema. Sou psicólogo e no Centro nós abordamos os aspectos psicológicos da doença, não os biológicos. Mas claro que me informo sobre o tema. O que se sabe é que do ponto de vista de alteração da neuroquímica existem apenas um ou dois artigos que vão explicar que após nove minutos que uma pessoa está jogando na web, o corpo libera dopamina, um neurotransmissor que faz com que você tenha uma renovada vontade de jogar.

E o que a dependência pode acarretar na vida dessas pessoas?

Além de todos os problemas pessoais que um vício traz, como piora no desempenho escolar e no trabalho, brigas com pais, amigos e namorados, um problema é que a pessoa acaba perdendo a noção do que é real e do que é virtual. Estudando neurociência a gente descobre que as vias neurais que são ativadas quando a gente vivencia algo e quando a gente pensa sobre isso, são muito semelhantes. Então o cérebro não tem como diferenciar o que é imaginado do que é vivido. Por isso ocorre essa confusão entre o que acontece na web e o que acontece na vida real.

Os jovens estão mais suscetíveis à dependência em internet?

Sim. A dependência acontece na população mais adolescente, pois a maturação cerebral, ou seja, um cérebro totalmente desenvolvido, se daria só após os 21 anos. Então essa região onde a nossa testa está localizada, que é chamada de córtex pré frontal, é a sede do pensamento, a sede dos controles dos impulsos. Os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida, por isso essa população está mais suscetível a essa dependência.

Já tem como dimensionar o problema do vício na internet na sociedade?

Não há um consenso internacional, pois os critérios de cada instituição para verificar isso mudam, mas a estimativa é que 10% dos usuários de internet são dependentes.

(Link)

Nota: "Quer comais, quer bebais ou [navegueis na internet], fazei tudo para a glória de Deus" (1 Coríntios 10:31).

Amor de mãe ajuda a lidar com stress da vida adulta

Beijos, abraços e todo tipo de carinho vindo da mãe ajudam o ser humano a enfrentar melhor o stress da vida adulta. Esta é a conclusão de um estudo realizado com 500 pessoas nos Estados Unidos, ao longo de 30 anos. Joanna Maselko, líder da pesquisa, observou que níveis altos de afeto materno facilitam a criação de laços e envolvimento humano. Além de reduzir o stress na criança, ainda pode ajudá-la a desenvolver habilidades sociais até a fase adulta. Inicialmente, os pesquisadores avaliaram a qualidade da interação entre mães e bebês durante consultas rotineiras. Um psicólogo observou e deu uma nota para a forma como a mãe reagia às necessidades e emoções da criança. Cerca de 30 anos depois, eles voltaram a procurar os pacientes, agora adultos, e fizeram uma série de perguntas sobre bem-estar e condição emocional. Além disso, os entrevistados tinham que responder se achavam que suas mães tinham sido carinhosas. [Leia mais]

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