terça-feira, junho 16, 2009

A Wallace o que é de Wallace

Em fevereiro de 1858, o naturalista Alfred Russel Wallace encontrava-se na ilha de Gilolo capturando insetos para vender, quando uma doença o impediu de continuar trabalhando. O ofício de entomólogo financiava seu verdadeiro objetivo: levantar dados para fundamentar uma teoria sobre a origem das espécies, motivação que o conduzira da Inglaterra para a floresta amazônica e, naquele momento, para o arquipélago Molucas (região da Nova Guiné, Oceania). Durante o repouso forçado, ele pôs-se a refletir sobre a natureza viva e, subitamente, ocorreu-lhe uma intuição, assim descrita em recordações datadas de 1905:

"Naqueles dias eu sofria de um ataque agudo de febre intermitente; todo dia (durante os acessos de frio e posterior calor) tinha de repousar por algumas horas, tempo durante o qual nada tinha a fazer senão pensar sobre alguns assuntos que então me interessavam particularmente. Um dia algo fez-me recordar os Princípios de população, de Malthus, que eu havia lido doze anos antes; pensei em sua clara exposição dos ‘impedimentos positivos ao aumento’ – doença, acidentes, guerra e fome – que mantêm a população das raças selvagens tão abaixo da média das pessoas civilizadas. Então, ocorreu-me que essas causas (ou suas equivalentes) também estão continuamente agindo no caso dos animais e, como eles usualmente reproduzem-se muito mais rapidamente do que os humanos, a destruição anual devido a elas deve ser enorme para controlar a população de cada espécie (posto que os animais, evidentemente, não aumentam regularmente de ano para ano, pois de outra maneira o mundo de há muito teria sido densamente povoado pelos que procriam mais rapidamente). Pensando vagamente sobre a enorme e constante destruição que isso implica, ocorreu-me formular a questão: por que alguns morrem e alguns vivem? E a resposta foi claramente que, no todo, o melhor adaptado vive. ... Então, subitamente me lampejou que esse processo autoativo necessariamente melhoraria a raça, porque a cada geração o inferior inevitavelmente seria destruído e o superior permaneceria – ou seja, o melhor adaptado sobreviveria."

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: "Alguns especialistas consideram o texto de Wallace sobre a seleção natural superior ao texto de Darwin. Mas Wallace não tinha QI [Quem indica - Lyell e Hooker] junto às sociedades científicas inglesas da época, e deu no que deu..."

Leia também: "O homem que não era Darwin" e "Darwin plagiou a teoria da evolução?"

Beija-flor acelera mais do que caças militares

Pesquisadores descobriram que o voo do beija-flor da espécie Calypte anna durante o acasalamento é comparativamente mais rápido que um jato em potência máxima ou até um ônibus espacial voltando à atmosfera. Foi descoberto que o pássaro, nativo da América do Norte, faz uma volta durante o voo que chega a suportar 10 vezes a força da gravidade – um piloto de jato, por exemplo, não aguentaria essa força G sem desmaiar. A incrível aceleração do pássaro foi medida com o uso de câmeras de alta velocidade, que calcularam que o beija-flor macho, que tem apenas sete centímetros de comprimento, chegava a quase 93 km/h fazendo um “mergulho” no ar para impressionar as fêmeas.

A equipe da Universidade da Califórnia, que fez o estudo, afirma que o pássaro voa a 385 vezes o próprio tamanho por segundo, o que é mais rápido que um jato militar – que voa a 150 vezes o próprio tamanho, e um ônibus espacial, que voa a 207 vezes o próprio tamanho por segundo.

O fenômeno acontece quando o beija-flor está em época de acasalamento e uma fêmea chega em seu território. O macho então voa alto e faz um “mergulho” no ar. Quando chega ao fim do voo, quando tem sua maior velocidade, o pássaro produz um barulho alto com as asas do rabo, descrito como um “chio explosivo”.

(Hypescience)

segunda-feira, junho 15, 2009

O fortalecimento do neoateísmo

Há alguns meses, foi publicado no Brasil o livro Deus, um Delírio, do maior expoente do ateísmo moderno, o biólogo Richard Dawkins. O que me preocupa em livros como o de Dawkins é a visão extremamente reducionista da realidade, como se tudo o que existe pudesse ser explicado pelo materialismo filosófico.

Ariel Roth, no livro Origens, sustenta que "a verdade precisa ser buscada, e devia fazer sentido em todos os campos. Devido a ser tão ampla, a verdade abrange toda a realidade; e nossos esforços para encontrá-la deveriam também ser amplos".

Deus, um Delírio é, sem dúvida, uma obra panfletária, na qual o autor destila todo o seu ódio à religião. Conheço ateus mais sensatos que se disseram "embaraçados" com a publicação desse novo livro do "devoto de Darwin". Aliás, esse apelido dado a Dawkins pela Veja torna-se ainda mais apropriado quando se lê Deus, um Delírio. Isso é coisa de devoto fundamentalista que acha que a única visão de mundo correta é a sua.

Para o ex-ateu Alister McGrath, também professor em Oxford, como Dawkins, e autor de O Delírio de Dawkins, a estridência das afirmações contidas no livro do biólogo apenas mascara os argumentos gastos, fracos e reciclados. [Leia mais]

domingo, junho 14, 2009

A religiosidade do jovem brasileiro

Deu na revista Época desta semana: "Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: 'Deus está morto.' Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. 'A religião é o ópio do povo' está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. 'Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte', escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. ... Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são 'profundamente religiosos'. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. 'Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior', diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. 'Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.' Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina."



Nota: Analisando as informações da matéria e os quadros acima, dá pra chegar a algumas conclusões: (1) os países campeões de descrença ou são herdeiros do Iluminismo ou do comunismo ateu; (2) o jovem brasileiro até pode ser religioso, mas não sabe exatamente no que crê, basta verificar que, apesar de a maioria ser católica, essa mesma maioria acredita em reencarnação, conceito incompatível com o Deus das Escrituras; (3) a capa da revista não deveria trazer a imagem de Jesus, já que outro quadro informa que a maioria dos brasileiros crê que Deus é uma "força maior"; como não levam a Bíblia em consideração como regra de fé (talvez apenas um livro inspiracional), possivelmente não acreditem num Deus pessoal personificado em Jesus Cristo; (4) esses jovens são bons representantes da religiosidade pós-moderna, segundo a qual não existe verdade absoluta - o que conta, mesmo, é a experiência pessoal e não os princípios/doutrinas. Assim, embora alguns comemorem esses dados, é bom levar em conta que essa religiosidade moderna está longe de ser o "culto racional" pregado pelo apóstolo Paulo. Detalhe: a matéria mostra também o quão útil a internet pode ser na pregação do evangelho.[MB]

"Santos juninos" têm ligação com candomblé

No sincretismo religioso, os santos católicos Santo Antônio, São Pedro e São João, muito lembrados neste mês de festas juninas, são, respectivamente, Ogum, Xangô e Oxossi, no candomblé. A associação entre os santos e orixás, no entanto, não leva em conta a história de cada santo nem as características que o tornam conhecido. “Esse sincretismo teve origem durante a escravidão, porque os negros não podiam ter sua própria fé, eles eram obrigados por seus senhores a rezar para santos católicos. Para resolver esse problema, eles usavam imagens de santos católicos em suas orações e as equiparavam a seus orixás, mas essa associação foi feita aleatoriamente”, diz ao G1 o Pai de Santo Maurício dos Santos Roberto, conhecido como Pai Rouxiluanda.

Os dias em que são realizadas as festas dos santos e dos orixás também coincidem, segundo Pai Rouxiluanda. O dia de Santo Antônio é comemorado em 13 de junho e abre os festejos juninos. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo casamenteiro por ajudar moças humildes a conseguirem um dote e um enxoval para poderem se casar.

Pai Rouxiluanda esclarece que, com o passar dos anos, alguns terreiros deixaram de associar a imagem de santos católicos a orixás. Ainda assim, em Salvador, por exemplo, a tradição ainda é marcante e as celebrações juninas contam com festas para os orixás, assim como fazem os católicos para os santos.

“Uma celebração do candomblé é como uma festa, em que fazemos oferendas aos orixás, dançamos, cantamos para as entidades e nos confraternizamos”, diz o Pai de Santo.

(G1 Notícias)

sábado, junho 13, 2009

O grande encontro

Deus é a fonte do amor. Como tudo se torna diferente quando amamos e somos amados. O amor torna leves os sacrifícios e mais fácil suportar os fardos. Exemplo? O primeiro amor é o de mãe. Há uma ligação muito íntima entre a mãe e seu babe. Há muita dor e sofrimento envolvidos no nascimento, para ambos, mas o amor que os une torna tudo motivo de alegria. Quando minha filha Giovanna estava para nascer, cheguei a sorrir com as dores do parto, de tão feliz que fiquei por poder ver o rostinho dela.

Quando crescemos, as pessoas podem olhar rudemente para nós, diante de um mau comportamento nosso, e podem até querer que sejamos severamente punidos. Mas a mãe repreende com amor. Ela vê o querido filho por sobre o muro de seus maus atos. Ela consegue ver os pontos positivos que podem ser trabalhados.

Tratamos de maneira diferente as pessoas que amamos. Toleramos defeitos que estaríamos prontos a apontar num estranho ¬– ainda mais quando se trata de alguém que nos é antipático.

E quando estamos apaixonados? Parece que saem coraçõezinhos dos olhos quando olhamos para aquela pessoa. Estamos dispostos a quase tudo para poder ficar perto do(a) amado(a).

Nas primeiras semanas de namoro, o Michelson e eu marcamos de nos encontrar num feriado. O dia estava perfeito para ficar em casa. Um dia escuro, chuvoso e ainda por cima ventava. E o vento em Florianópolis pode ser bem incômodo e frio. Mas eu iria encontrar meu amado – nem que chovesse canivete! Peguei o ônibus e depois de uma viagem de cerca de uma hora cheguei ao lugar combinado: o terminal rodoviário. Era nosso ponto de encontro. Encolhi-me ali no banco, tentando não pegar chuva. E esperei. Esperei. Esperei... Meu coração disparava a cada ônibus que chegava. Depois de 15 minutos, comecei a ficar preocupada. Depois de 30 minutos, já estava muito nervosa. Depois de 45, estava quase chorando. Depois de uma hora, segurei as lágrimas e me convenci de que ele não viria e que teria que me dar uma boa explicação, se quisesse continuar o namoro.

Eu já estava indo embora, quando, de repente, meu coração doeu (minha barriga, não sei), ao ver no meio da multidão o sorriso do meu amado. É incrível, mas a raiva passou na hora!

Ficamos passeando de guarda-chuva e, quando a chuva engrossava, ficávamos namorando embaixo de alguma marquise. Se fosse para fazer outra coisa qualquer, diria que não seria possível, por causa do mau tempo. Mas, por amor, a chuva não seria empecilho. E tivemos uma tarde maravilhosa.

Deus nos ama e quer o nosso amor. Se amarmos a Deus, estar com Ele e fazer a vontade dEle será um prazer – faça chuva ou faça sol.

Ellen White diz: “Quem precisar, por amor de Cristo, passar pelo calor da fornalha, terá ao lado o Senhor, como os três fiéis de Babilônia. Quem amar ao Redentor, alegrar-se-á em todas as ocasiões de participar de Suas humilhações e insultos. O amor de Jesus torna doces os sofrimentos” (O Maior Discurso de Cristo, p. 30).

Se, por amor aos homens, somos capazes de fazer tantas coisas, quanto mais não faremos por amor a Deus? Jesus quer conquistar nosso coração: “Com amor eterno te amei” (Jr 31:3). Jesus é mais do que apaixonado por você. Ele o(a) ama com amor eterno, e quer muito conquistar seu coração. Ele nunca vai desistir. Ele é insistente para conquistar e fará de tudo para chamar sua atenção. Para você perceber isso, é só querer sentir a presença de Deus em sua vida.

É interessante observar um casal de namorados apaixonados. Eles constantemente manifestam amor e carinho. Mas, depois de anos de casados, as preocupações da vida e a rotina do trabalho – e muitos outros compromissos – parecem impedir que alguns casais continuem expressando amor constantemente.

Alguns se relacionam com Deus da mesma maneira. Quando conhecem a Jesus e vivem o primeiro amor, parece que podem sentir mais a presença do Criador. Mas, com o passar dos anos, o amor vai esfriando e a religião simplesmente vira mais uma rotina. Não conseguem ver e sentir as manifestações do amor de Deus.

Não é assim que o Senhor Se relaciona com a gente! “Lembro-Me de ti, da tua afeição quando eras jovem” (Jr 2:2). O amor de Deus nunca muda. Sempre está ali esperando por você. Se, às vezes, não conseguimos ver, é porque não estamos buscando de todo coração. É porque estamos enchendo o coração com muitas outras coisas. Podem ser coisas boas, até: trabalho, família, estudos, passeios, namoro, etc. Ou, pior, quando sobra um tempinho depois disso tudo, alguns vão relaxar com passatempos que nada acrescentam à vida e não edificam. Que lugar Deus ocupa no seu coração? Se Ele realmente está em primeiro lugar, do espaço que sobra, muitas coisas serão abolidas do seu dia a dia.

A pior dor para uma pessoa apaixonada é descobrir que foi traída. Você, que é considerado(a) a “noiva do Cordeiro”, você é o supremo objeto do amor de Deus. Você foi resgatado pelo sangue precioso de Jesus. Ele separou você das coisas ruins deste mundo. Deu-lhe nova vida, novo coração! Ele quer o seu amor, a sua fidelidade.

Quando enchemos o coração com as coisas deste mundo, como se os valores do mundo fossem mais importantes, estamos traindo esse amor que Jesus nos dedica. Lembre-se: é impossível servir a dois senhores, de acordo com Jesus. Se amo a Jesus, vou buscá-Lo em primeiro lugar. As coisas mais importantes para mim são as que consomem meu tempo e meu dinheiro.

Nesta semana, uma jovem da igreja que frequento me perguntou: “Você viu o Bahuan?” Baal quem? Baal-huan? Não conheço e não me interesso. Mas nesta semana eu vi Jeremias em minha Bíblia. Foi maravilhoso ver como ele foi fiel a Deus e não teve medo de pregar a verdade, quando todos queriam que ele se calasse.

Como vou ter prazer em ser fiel, em estar ao lado de alguém que não amo? Como vou amar meu esposo, se encher meu coração de “amantes”? Como vou valorizar alguma coisa que ele faz, se amo mais o que os outros fazer? “Torna-te para Mim”, diz o Senhor, em Jeremias 3:1. Por que não vemos manifestações do poder de Deus? Porque não O buscamos de todo o coração (Jr 29:13).

Você vai se surpreender quando “Baal” sair da sua vida e deixar e Cristo ser o seu Senhor. Alguma coisa extraordinária vai acontecer! É maravilhoso ouvir a voz de Deus, do seu amado. Deus quer ter um encontro com você. Não é maravilhoso ter um encontro com quem amamos? Ficamos ansiosos por esse momento. Fazemos qualquer esforço: pegamos chuva, vento, ônibus... Marque um encontro com Deus. Ele não vai deixar você esperando.

No ano passado, tive uma experiência muito agradável nesse sentido. Algumas amigas participaram do projeto das 40 madrugadas com Deus. Achei fantástico elas conseguirem. Mas, para mim, no primeiro momento, pareceu impossível. Tenho muito sono e minhas filhas me acordam várias vezes durante a noite. No encerramento das 40 madrugadas, foi feito um culto de agradecimento durante o qual fui muito tocada pelos testemunhos. Depois de algum tempo, veio o convite para toda a igreja. Pensei em Jesus. Pensei como se eu fosse ter um encontro especial com Ele. Fiquei com medo de não conseguir, mas pedi para Ele me ajudar.

Combinamos de nos encontrar às três da madrugada. Só eu e Ele. Não queria acordar ninguém, por isso não programei o despertador. Fui dormir feliz naquela noite.

Algum tempo depois de adormecer (não sabia quantas horas haviam passado), senti alguém me chamar suavemente. Abri os olhos sonolentos, sem ainda entender direito o que estava acontecendo. Quando os pensamentos ficaram mais claros, o coração disparou. Era Jesus! Olhei no relógio: três horas em ponto! Emocionada, fui para o quarto ao lado orar e ler a apostila preparada pela igreja. Fui para nosso encontro! Foram 40 madrugadas que me tornaram mais sensível à voz de Deus.

Não deixe seu amor esfriar. Alimente esse amor. Jesus promete que você será correspondido.

“As Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo Teu nome sou chamado” (Jr 15:16). Você é chamado pelo nome de Deus. O Senhor desposou você. Todos devem saber que você é de Jesus. Alguma coisa pode trazer mais alegria do que a Palavra do Senhor? Quando prefiro fazer algo que não me aproxima de Deus, isso me traz angústia. Seja sincero; Deus esquadrinha seu coração. Se algo está esfriando seu amor, deixe Deus lhe mostrar, pois “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas... Eu o Senhor esquadrinho o coração, e provo os pensamentos” (Jr 17:9, 10).

Deixe Deus moldar seu coração (Jr 18:3-6). Deixe Deus ser o Senhor da sua vida. Tire o culto a Baal da sua casa, da sua mente. Faça sua parte que Deus é fiel e justo, e cumprirá a dEle. Ele tem tantas provas de amor para lhe mostrar...

Em vez de perguntar se pode ir ao cinema, se pode comer isso ou aquilo, se pode se vestir de determinada maneira... pergunte”: “O que posso fazer para ficar mais perto de Deus?” Se você fizer isso, entenderá as palavras: “Firmarei nova aliança com a casa de Israel... Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo” (Jr 31:31-33).

Você sabia que Deus habitará conosco? (Ap 21:1-7). Você está se preparando, como noiva do Cordeiro? Está ansioso(a) por esse encontro com Seu grande amor?

(Débora Tatiane Borges, pedagoga, pós-graduanda em Aconselhamento Familiar no Unasp e co-autora do e-book Deus Nos Uniu)

sexta-feira, junho 12, 2009

Papa condena missas aos sábados e pregação leiga

O papa Bento XVI chamou à ordem o Caminho neo-catecumenal, movimento da igreja católica fundado pelo espanhol Kiko Argüello, e pediu que abandone suas práticas "inovadoras". O Papa considera que essas práticas, como celebrar missa no sábado, comungar à mesa e permitir a pregação por leigos não estão de acordo com as regras litúrgias da Igreja, e que esse movimento deve cumpri-las se quiser ser plenamente reconhecido pelo Vaticano. [Note que, para ser reconhecido pelo Vaticano, o movimento deve cumprir as regras litúrgicas da Igreja Católica em detrimento do que ensina a Bíblia.]

Vários meios de comunicação especializados publicaram nesta semana uma carta do cardeal nigeriano Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino, na qual detalha "as decisões do Santo Padre" para os responsáveis do Caminho neo-catecumenal.

O Papa lembra que "o dia do Senhor é o domingo", e não o sábado, e que "pelo menos um domingo por mês" eles devem participar da missa de sua paróquia junto com os demais fiéis. [O papa está errado, pois o Senhor mesmo disse que o sábado é o Seu dia; confira em Mateus 12:8. E a Bíblia afirma em Atos 5:29 que "mais importa obedecer a Deus do que aos homens".]

Além disso, ele proíbe que um leigo administre os sermões e homilias da missa, que só podem ser realizados por sacerdotes. Os fiéis podem apenas fazer comentários "breves".

O Vaticano estipulou que os neo-catecumenais têm dois anos para abandonar a prática de receber a comunhão sentados ao redor de uma mesa situada no centro da igreja, numa cena que recorda a da última ceia.

O Caminho neo-catecumenal, criado no fim dos anos sessenta pelos espanhóis Francisco (Kiko) Argüello e Carmen Hernández nas proximidades de Madri, é um movimento de iniciação cristã e de educação na fé católica.

Muito ativo na Espanha, Itália e América Latina e também presente na França, o movimento difunde uma visão de mundo muito conservadora e tem seus próprios seminários.

Enquanto João Paulo II via positivamente os neo-catecumenais, aos quais definiu em 2002 como um movimento de educação na fé "a serviço dos bispos e das paróquias", Bento XVI não compartilha esse entusiasmo sobre os movimentos laicos em geral. [Bento XVI é extremamente retrógrado e conbservador - lembre-se também de que ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o antigo Tribunal da "Santa" Inquisição -, além disso, supervaloriza o clero. Outro detalhe que chama atenção é a discordância entre Ele e João Paulo II. Cade a infalibilidade papal?]

(UOL)

Nota: O que o papa chama de "práticas inovadoras" constituem, na verdade, o estilo de vida da igreja cristã primitiva, que precedeu o catolicismo. Os cristãos primitivos faziam reuniões religiosas praticamente todos os dias (At 2:46) e reservavam o sábado como dia especial de adoração e comunhão com Deus (At 16:13, e vários outros textos). Basta ler o livro dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia, para constatar isso. Além disso, discípulos, apóstolos e mesmo os leigos tomavam parte nas cerimônias, podendo pregar a palavra, assim como é feito nas igrejas protestantes e evangélicas. O privilégio da pregação nunca pertenceu apenas ao clero, e a Bíblia estabelece, na verdade, o sacerdócio de todos os crentes. Esse endurecimento da igreja por parte de Ratzinger ainda vai dar o que falar...[MB]

Encontrado esqueleto de mamute de 4 m na Sérvia

Arqueólogos na Sérvia anunciaram a descoberta de um esqueleto de mamute praticamente completo, datado em quase 1 milhão de anos [sic]. A ossada, encontrada na região Kostolac, no leste sérvio, foi feita durante as escavações de uma mina de carvão, a 27 m de profundidade. O esqueleto está bem preservado porque o animal de mais de 4 m de altura e 5 m de comprimento, e 10 t de peso, morreu em um solo de pedras que ajudou a preservá-lo. Nem mesmo movimentos tectônicos deslocaram o corpo, que devia pesar cerca de dez toneladas, de forma que ele continua caído da forma que morreu. O esqueleto do animal vai ser restaurado e montado para exibição no Parque Arqueológico de Viminacium - uma ruína romana no território hoje ocupado pela Sérvia.

(Terra)

Nota: O próprio carvão sugere o soterramento de imensas quantidades de material vegetal sob toneladas de sedimentos (além disso, veios gigantescos de carvão como os que são encontrados não se formam atualmente, o que sugere algum evento catastrófico pontual no passado...). A descoberta de uma ossada de mamute a 27 m de profundidade, associado a carvão, aponta também para rápido soterramento e posterior conservação do animal.[MB]

Leia também: "Descoberto fóssil de mamute em plena Los Angeles" e "Ossada de elefante gigante é achada na Indonésia"

A vida e algumas mentiras de Darwin

Conforme a nova biografia provocadora de Darwin por Benjamin Wiker, The Darwin Myth: the Life and Lies of Charles Darwin, Charles Darwin foi um homem honrado e agradável, um homem de família. Ele amava seus seus irmãos; ele foi dedicado à sua esposa; ele amava seus filhos e ficou profundamente triste pela morte de sua filha [Annie]. Mas Darwin também foi alguém que apresentou para o público uma estória elaborada e até enganadora sobre si e seu trabalho para promover uma agenda filosófica. Embora haja muitas biografias de Charles Darwin, a de Wiker merece atenção por causa do seu fascinante relato da interação complexa entre Charles Darwin, o homem, e o Darwinismo, a teoria que ele defendeu e popularizou. A apresentação de Wiker das contradições humanas de Darwin é uma valiosa contribuição para este ano de aniversário de Darwin (200 anos de aniversário do nascimento de Darwin e os 150 anos de aniversário da publicação do Origem das Espécies).

Wiker demonstra que Darwin juntou a sua teoria da evolução — a ideia de que todas as coisas vivas descendem de um ancestral comum através de um processo cego de seleção natural agindo sobre variações aleatórias — com seu materialismo persistente. Como escreveu Wiker: “O problema com Charles Darwin não é a evolução em si, mas a sua estranha insistência em criar um relato de evolução totalmente ateia. Que a evolução deve ser ateia para ser científica é O Mito de Darwin.”

Para apoiar seu “mito”, Darwin criou uma estória sobre si mesmo que se aparta de maneiras significativas da realidade, segundo Wiker. Por exemplo, Darwin afirmou que ele tinha originalmente crido não somente na religião, mas no cristianismo ortodoxo.

Na sua autobiografia, escrita anos mais tarde, Darwin fala sobre o tempo em que ele estava considerando a ideia de entrar para o ministério sacerdotal. Wiker é cético:

Então ele [Darwin] leu alguns livros de teologia, e “como eu então não tinha a menor dúvida da verdade estrita e literal de cada palavra na Bíblia, eu logo persuadi a mim mesmo de que o nosso credo deve ser totalmente aceito”.

Considerando-se o background dele [Darwin], essa afirmação vai além da credulidade. A crença de que toda a realidade é material e que tudo que existe é derivado de causas materiais sem nenhum propósito tem uma longa história filosófica. No caso de Darwin, isso também teve uma longa história familiar. Como Wiker explica, antes de Darwin nascer, seu avô Erasmus Darwin foi um defensor da evolução (que ele chamou de “transmutacionismo”) e, como muitos intelectuais europeus, do ateísmo. Erasmus Darwin considerava-se um deísta, mas de acordo com Wiker, o ceticismo dele tinha ido muito além do deísmo que até o unitarista Samuel Taylor Coleridge, após conhecê-lo, concluiu: “Ele é um ateu.” Como Wiker explica, “Erasmus famosamente descreveu o unitarianismo como um colchão de penas para apanhar um cristão que caiu. Seja o que foi Erasmus, ele foi além daquilo”. Segundo Wiker, Darwin seguiu as pegadas de seu avô: para Darwin, a noção de alma e vida após a morte era agora [ocasião de seu casamento] uma noção inteiramente ininteligível. Ele era totalmente materialista, assim como tinha sido seu avô, assim como permaneceu sendo seu pai.

Sabemos disso porque por dois anos ele esteve ocupado escrevendo nos seus notebooks privados, todos os seus pensamentos privados sobre o transmutacionismo. E os notebooks deixam bem claro que ele estava atrás de uma versão particular de transformação das espécies, uma versão totalmente materialista, uma que começou, com a ajuda de seu pai, como uma meditação da Zoonomia de seu avô. No seu “Notebook M” de 1838, descobrimos que ele sonda o seu pai em busca de informação, e os dois estão caçoando pra lá e pra cá sobre o Zoonomia. Frequentemente encontramos “meu pai pensa que”, “meu pai diz que”.

Embora anos mais tarde Darwin tenha preferido descrever a si mesmo como “agnóstico”, seus escritos deixam claro, de acordo com Wiker, que, por todos os propósitos práticos, Darwin abraçou o ateísmo. Na verdade, muito da preferência de Darwin pelo termo agnóstico pareceu ser prudencial: Darwin não queria chocar mais a sua esposa, uma teísta que já tinha ficado preocupada com a falta de fé do marido, ou de seus contemporâneos.

Talvez a insistência de Darwin na rejeição absoluta de qualquer realidade exceto as realidades materiais tenha sido realmente uma lealdade à sua família, que tinha sido ateísta por pelo menos três gerações. Todavia, Darwin foi relutante em reconhecer as sãs dívidas para com outras pessoas, até seus ancestrais. Embora o argumento básico de Darwin sobre a transmutação das espécies já estivesse presente no livro de seu avô Erasmus Darwin, o Zoonomia, Darwin quis afirmar que a teoria da evolução era somente dele.

Uma das muitas poucas falhas de caráter de Charles Darwin foi esta: ele foi estranhamente possessivo sobre sua teoria, tanto que deixou de reconhecer seus predecessores, inclusive seu avô, até que seus detratores destacaram essas omissões gritantes. Ele queria que a teoria da evolução fosse a sua descoberta, a sua criação, o seu filho.

(Postado por Sonja West, em 10 de junho de 2009; republicado em Desafiando a Nomenklatura Científica)

quinta-feira, junho 11, 2009

Mundo torto

Li recentemente no blog Pensamentos uma citação da revista Criativa: "A lista é polêmica, mas não foi feita ao acaso. Mais de 4 mil leitoras votaram em uma pesquisa online em nosso site. Também consultamos jornalistas do ramo [?] e especialistas no mundo das celebridades para chegar a esses nomes. Caso você discorde, por favor, escreva, desabafe e envie para nós o seu próprio elenco de 'apagadinhos'. (...) Eleito o melhor jogador do planeta, considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Time, garoto-propaganda da Armani... O.k., Kaká é bem-sucedido, mas infinitamente sem graça nem sal. Seguidor da igreja da bispa Sônia, até outro dia se dizia virgem! A imagem que passa é a do moço bonzinho que só faz sexo de luz apagada e debaixo dos lençóis" (Criativa, agosto de 2008, p. 93, ed. Globo).

E o comentário da Daniella, dona do blog: "HA! Essa foi boa! Agora, homem decente, cristão e que só faz sexo depois do casamento é 'sem graça nem sal'. Não, editores da Criativa, não vou escrever pra vocês a minha lista de 'apagadinhos'. Mas uma coisa não dá pra negar (e vocês se esqueceram de comentar na 'reportagem' (acho que vai concorrer a algum prêmio, de tão útil que foi para a população brasileira!): as mulheres (não todas, mas com certeza a maioria, pelo que pude ver) querem mesmo é um bom cafajeste. E ainda reclamam! Pois que sofram mesmo, é mais que merecido! A propósito, não sabia que havia jornalistas especializados em celebridades sexy..."

quarta-feira, junho 10, 2009

Assistir TV antes de dormir pode atrapalhar o sono

Estudo apresentado nesta semana no Congresso Sleep 2009 indica que o hábito de assistir à televisão antes de dormir pode ser um importante determinante no tempo que as pessoas ficam na cama, e pode contribuir para o débito crônico de sono. Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, analisaram dados de mais de 21 mil pessoas com idades acima de 15 anos sobre as atividades que os participantes realizavam duas horas antes e após a hora de ir para a cama. E descobriram que assistir à televisão era, de longe, a atividade mais comum antes de dormir, alcançando quase 50% do tempo "pré-cama".

De acordo com os autores, a descoberta foi surpreendente, pelo fato de que, para as pessoas, o hábito de ver televisão parece ser mais importante no começo do período de sono do que outras atividades mais "biológicas".

A preocupação dos especialistas é que a TV pode fazer as pessoas ficarem de pé até tarde, enquanto os alarmes os fazem acordar mais cedo, reduzindo o tempo de sono a menos do que o fisiologicamente necessário. E dormir menos de sete ou oito horas diárias atrapalha a atenção e está associado com um aumento na obesidade, morbidade e mortalidade.

"Dada a relação da curta duração do sono com riscos de saúde, há a preocupação de que muitos americanos estão cronicamente com 'sub-sono' por causa de escolhas do estilo de vida", explicaram os autores, destacando que mais de 40% dos americanos dormem menos do que o recomendado.

Os resultados indicam que "assistir menos televisão durante a noite e atrasar o horário do início do trabalho de manhã parecem ser os candidatos à mudança comportamental para conseguir sono adicional e reduzir o débito crônico de sono". Mas, como o horário de trabalho não costuma ser flexível, o ideal seria a redução das horas em frente à TV antes de dormir.

(EurekAlert, public release. 8/6/2009)

Por que a Terra está se afastando do Sol?

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de “quilômetro espacial”, usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km. A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano. Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem. Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist. Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente.

Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação “oficial” para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.

(Inovação Tecnológica)

Nota: A causa os cientistas não conhecem com certeza, mas o afastamento parece ser fato. Então, perguntar não ofende: Se a Terra e o Sol têm bilhões de anos, eles não estariam próximos demais no passado distante? Essa proximidade permitiria o surgimento e a evolução da vida aqui? Parece que não querem lidar com essa questão...[MB]

A ecologia é uma religião?

Em outubro passado [2007], durante um encontro em Sevilha, na Espanha, perguntaram ao prêmio Nobel da Paz Al Gore se ele não se cansava de repetir sempre o mesmo discurso. “Não me canso porque sou um homem com uma missão. Porque carrego uma mensagem na qual acredito profundamente”, respondeu o maior porta-voz do movimento ambiental. “Noé foi encarregado de salvar as espécies e isso continua sendo nossa obrigação”, costuma dizer. Para alguns cientistas, elementos messiânicos estão cada vez mais presentes no discurso ambientalista. “A estrutura que Al Gore organizou é quase religiosa, com discípulos que espalham a nova fé pelo mundo, como fez Jesus”, disse o biólogo Miguel Delibes de Castro ao jornal El País. A reportagem atribui o radicalismo aos militantes que associam as mudanças climáticas a um castigo divino, responsabilidade do homem, pecador na essência. “Acreditamos que os problemas devam ser racionalizados, mas a mensagem emocional tem mais apelo”, afirma Delibes de Castro.

Mesmo entre os parceiros de Gore o tema é tratado com um pé na religião. “As religiões se baseiam na crença. E isso também acontece com a mensagem ambiental”, diz Juan Negrillo, um dos embaixadores de Al Gore. “Não podemos tocar, cheirar ou pesar o gás carbônico. Acreditar no aumento das emissões é questão de fé.”

No Brasil discussão no mesmo caminho foi travada entre o colunista e poeta Nelson Ascher e o compositor Arnaldo Antunes na Folha de S. Paulo. Ascher argumentou que culpas são impostas aos cidadãos com base em hipóteses contraditórias e modelos computacionais discutíveis.

Antunes disse que a questão ambiental é comprovada por inúmeras pesquisas científicas. Para Antunes, Ascher estaria “repetindo a ladainha das indústrias poluentes para não alterar suas condutas”. É discussão quente como seu tema central, o aquecimento global.

(Revista da Semana)

Nota: Tem mais gente percebendo o óbvio... Leia mais sobre ECOmenismo aqui.

Somos apenas os mesmos evolucionistas

Enquanto os fios de meu cavanhaque se embranquecem e meu peso aumenta (mais do que eu teria coragem para veicular aqui), algumas coisas persistem em seguir sem mudanças. Embora a roupagem da revista Galileu tenha sofrido sensíveis alterações, as ênfases permanecem constantes. Note a seção na qual diversos articulistas desfiam ideias em poucas linhas. Suzana Herculano-Houzel, que escreveu "Somos apenas grandes primatas" (edição de junho, p. 96), tipifica a mudança não substancial do periódico. 

 

A escritora equipara homens a símios, estabelecendo como certo o paradigma da evolução - Darwin teria nos "tirado do berço esplêndido". Curioso as provas para a afirmação não se encontrarem no texto, ou mesmo nos recônditos de alguma tese de PhD em Biologia. Não seria nenhum disparate supor que o cientista capaz de comprovar a ancestralidade comum entre espécies distintas seria laureado com o Nobel! [Leia mais]


terça-feira, junho 09, 2009

Design inteligente nas escamas das cobras

Pesquisadores da Universidade de Nova York usaram observações e modelos matemáticos para entender como as serpente conseguem se deslocar com tanta sinuosidade e graça sem nenhum membro para ajudá-las. O segredo, afirmam eles, está nas escamas do ventre das cobras: é o atrito delas contra as rugosidades do chão que ajuda os bichos a ondular seu corpo e ir para a frente. Para ser mais preciso, o que acontece é que as escamas ventrais das cobras, que se sobrepõem umas às outras, conseguem gerar uma espécie de fricção desigual com o substrato por onde elas passam – e é isso que lhes permite seguir adiante, ondulando seu corpo de um lado para o outro.

A tarefa dos répteis também parece ser facilitada pelo fato de que eles conseguem usar seus músculos especializados para controlar cada escama de forma individual. Outro mecanismo importante envolve o truque de levantar a parte da frente do corpo, dizem os pesquisadores.

A pesquisa, assinada por David Hu e colegas, está na edição desta semana da revista científica americana PNAS.

(G1 Notícias)

Nota: As escamas foram desenhadas para funcionar desse jeito, do contrário, as cobras, desprovidas de membros, teriam sérias dificuldades de locomoção e seriam presa fácil de seus inimigos. Mesmo assim, há quem pense que essas e outras características vitais foram evoluindo aos poucos. E mais: dizem ainda que as penas teriam “evoluído” das escamas, sendo que ambas têm finalidades específicas e características que somente são vantajosas quando plenamente funcionais.[MB]

A busca da “perfeição”

Deu no G1: “A alegria de Bruna Felisberto em participar de um concurso que a colocou entre as 10 mulheres mais belas do Brasil foi ofuscada por problemas resultantes de sua própria busca por um corpo e um rosto ideais. Antes de participar do ‘Miss Brasil 2009’, no qual ela conseguiu o sexto lugar, Bruna passou por uma série de cirurgias plásticas que, segundo ela, modificaram seu rosto de forma diferente da que havia sido prometida. ‘Meu nariz ficou destruído e isso abalou tremendamente meu psicológico.’ Bruna, coroada Miss Rio Grande do Sul 2008, fez as primeiras intervenções em junho do ano passado, orientada por seu coordenador, o missólogo Evandro Hazzy. ‘Eu tinha acabado de vencer o concurso (regional) e queria ter o melhor desempenho no Miss Brasil, então confiei e resolvi fazer. Foi uma correria, porque a cirurgia foi feita não havia nem uma semana da final do Miss Rio Grande do Sul’, diz a gaúcha.”

A reportagem informa que Bruna fez uma rinoplastia (procedimento cirúrgico que corrige imperfeições no nariz), lipoescultura, inclusão de uma prótese de 325 ml de silicone nos seios, enxerto de gordura nas nádegas e na face, além de um lixamento no rosto, para corrigir marcas de acne. A miss ficou insatisfeita com os resultados e pensa em processar o cirurgião.

A moça já era bonita, tanto que venceu o concurso de miss em seu Estado. Mas foi em busca de uma beleza idealizada, insatisfeita com o que tinha. O que faz homens e mulheres seguirem por esse caminho? Por que nunca estão satisfeitos? Em grande parte, isso se deve à “perfeição” propalada pela mídia. O padrão de beleza inatingível e retocado pelo Photoshop ou mascarado pela maquiagem exibida na TV. A beleza natural não serve mais, assim como a vida “normal” se tornou enfadonha. Os seres humanos são eternos frustrados, pois estabelecem alvos impossíveis que nem mesmo eles podem atingir. A vida artificial em dia perde o retoque e o que sobra? Bons relacionamentos, cultura, espiritualidade não podem ser substituídos por exterioridades frívolas. Aqueles que escolhem fazer essa troca um dia recebem a conta, com juros e dividendos.

A Bíblia recomenda em 1 Pedro 3:3-4: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.”

A mansidão, a tranquilidade, o equilíbrio psíquico-físico-espiritual conferem à pessoa uma beleza incomparável e irretocável. Esse tipo de beleza aumenta com o tempo. Cirurgias plásticas podem resolver imperfeições (ou estragar o que já está bom) em questão de horas. Mas investir no bom caráter leva a vida toda. Só que a beleza exterior e as plásticas têm prazo de validade. O bom caráter dura para sempre.

Michelson Borges

Despesas militares globais batem recorde em 2008

Segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo, houve um aumento de 4% dos gastos, que alcançaram US$ 1,46 trilhão. Os EUA ocupam a primeira posição em termos absolutos, seguidos pela China. Os US$ 607 bilhões em gastos militares do país ultrapassam as despesas combinadas das outras 14 nações que mais gastaram com defesa em 2008. Em relação ao número de habitantes, Israel foi o país que mais gastou com defesa no ano passado: mais de US$ 2,3 mil por pessoa. Nos EUA foram gastos cerca de US$ 2 mil por pessoa.

 

(Opinião e Notícia)

 

Nota: Se considerarmos que há bilhões de pessoas neste velho mundo que vivem com menos de um dólar por dia, imagine-se se esses recursos usados em armamentos fossem empregados para salvar vidas... Como diz um ditado, nada mais pacífico que um canhão carregado. O mundo anda no fio da navalha enquanto os quatro ventos do Apocalipse são contidos pelos anjos.[MB]

Ossada de elefante gigante é achada na Indonésia

O esqueleto de um elefante gigante de 200 mil anos [sic], o mais completo já achado na Indonésia, foi encontrado na ilha de Java, segundo anunciaram nesta terça-feira pesquisadores australianos. "Trata-se de uma espécie extinta e é enorme, muito maior que os elefantes asiáticos de hoje. Somente o fêmur mede 1,2 m", indicou a universidade australiana de Wollongong em comunicado.

 

Alguns ossos do paquiderme foram descobertos no ano passado quando uma pedreira de areia desmoronou, o que causou a morte de dois trabalhadores. A tarefa de desenterrar o esqueleto por completo, que durou quatro semanas, ficou com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Wollongong e especialistas do Instituto de Pesquisa Geológica da Indonésia.

 

Os ossos, revestidos em gesso para sua proteção, foram enviados ao Museu de Geologia de Bandung, em Java Ocidental. Acredita-se [note o verbo] que o animal morreu na margem do rio Solo e a areia o cobriu rapidamente, protegendo seu corpo de ser devorado, segundo a hipótese citada pelo paleontólogo Gert Van den Bergh, da Wollongong.

 

(Terra)

 

Nota: É interessante notar quantos animais gigantes vêm sendo desenterrados em anos recentes. Mas o que chama atenção na matéria é a explicação (crença) de sempre para o soterramento do bicho: cheia do rio. Em todo lugar do mundo em que são encontrados fósseis de animais de grande porte, é a mesma "crença": algum rio deve tê-los soterrado depois de mortos. Portanto, é enchente local que não acaba mais! De posse dos mesmos dados e descobertas, criacionistas dão interpretação diferente: a Bíblia indica a existência de seres vivos de grande porte antes do dilúvio (isso tem sido verificado) e afirma que o dilúvio levou à extinção muitos desses seres, que somente poderiam ter-se fossilizado com um soterramento gigantesco e instantâneo (isso também tem sido verificado). Portanto, a hipótese diluvianista me parece um modelo bem de acordo com as evidências.[MB]