domingo, julho 19, 2009

Boa definição ufanista de darwinismo

A revista Ciência Hoje deste mês traz a matéria de capa "Darwin e a evolução - Uma teoria que mudou o mundo". O editorial apresenta, em minha opinião, uma das melhores definições do que é darwinismo: "Há 150 anos, era publicado um livro que mudaria radicalmente nossa concepção da natureza. A Origem das Espécies, do naturalista inglês Charles Darwin, propunha uma teoria avassaladora: a de que existiria um parentesco evolutivo entre todos os seres vivos, mostrando que os humanos e os macacos descendem de um ancestral comum.

"Dessa forma, Darwin rompia com o dogmatismo religioso que concebe a nossa espécie como fruto da criação divina. Com sua teoria, ele atribuía um novo significado para o ser humano: o produto de um processo natural responsável por toda a diversidade biológica existente.

"Mais e de um século e meio depois, a obra de Darwin se mantém atual e poderosa: ela sobreviveu a todos os testes a que foi submetida desde sua origem. Com a incorporação dos conhecimentos advindos da genética, ela atingiu sua maioridade e mostrou-se capaz de contestar as teorias criacionista e de desenho inteligente, limitando-as a alternativas que não estão à altura do evolucionismo por terem argumentos religiosos e não científicos."

Nota: Assim que tiver um tempinho, vou ler as matérias e comentar aqui. Mas alguns pontos se sobressaem logo de cara ao ler esse editorial ufanista: (1) a revista insiste na tese nunca empiricamente demonstrada de que TODOS os seres vivos descendem de um mesmo e desconhecido ancestral (macroevolução), extrapolando os dados observacionais que dizem respeito apenas à diversificação de baixo nível (microevolução); (2) tenta colocar Darwin como o herói que suplantou o "dogma" da Criação, como se essa doutrina bíblica basilar se tratasse de simples dogma religioso e não houvesse evidências de design inteligente na natureza; (3) afirma que o ser humano é "o produto de um processo natural responsável por toda a diversidade biológica existente", deixando claro que o evolucionismo teísta é darwinisticamente insustentável, uma vez que o darwinismo é puramente naturalista; assim, ou a pessoa é darwinista e exclui Deus de todo o processo, ou é criacionista e crê na criação sobrenatural dos primeiros tipos básicos de vida (afinal, vida só provém de vida - Pasteur) que, desde então, passaram por processos mais ou menos limitados de diversificação; (4) o texto afirma também que mais de um século e meio depois a obra de Darwin se mantém "atual e poderosa", ignorando completamente o crescente número de cientistas (não apenas criacionistas ou do design inteligente) que têm aderido à lista Dissent from Darwinism; (5) o texto ignora também o fato de que os avanços em genética e biologia molecular, na verdade, ajudaram a abrir uma caixa preta inconveniente para o darwinismo, uma vez que se provou ser a vida, mesmo a de uma "simples" célula, muito mais complexa do que se supunha no tempo de Darwin; tanto é assim, que alguns cientistas evolucionistas têm proposto a origem extraterrestre da vida, já que estão percebendo que nem em três bilhões ou mais de anos a geração espontânea da vida seria possível aqui na Terra; (6) num típico argumento darwinista evasivo, o editorial da conceituada revista polariza a questão como sendo um debate entre ciência (darwinismo) e religião (criacionismo/design inteligente); mas não é assim. Os teóricos do design inteligente nem sequer se referem a livros de tradição religiosa ou a Deus, apenas demonstram que existem evidências de teleologia (projeto) na natureza e não mero acaso cego. É fácil jogar para baixo do tapete os desafios científicos afirmando que o assunto não pode ser debatido por se tratar de ciência versus religião. Bem, já dá para imaginar o que vem nas matérias que vou ler...[MB]

sábado, julho 18, 2009

Três gerações abençoadas


Hoje tive o prazer de pregar a Palavra e apresentar palestra na Igreja Adventista de Itapira, SP. Depois do culto, minha família e eu participamos com os irmãos do tradicional “junta-panelas” ou almoço em comunidade. Por alguns minutos, mantive agradável conversa com o senhor Kaoro Fujihira, que vai completar 87 anos em setembro. Kaoro veio do Japão para o Brasil quando tinha seis anos de idade, em 1928. A família dele se estabeleceu em Sete Barras, no Vale do Ribeira, e, em 1960, mudou-se para Itapira. Em 1965, Kaoro recebeu um folheto que tratava da profecia de Daniel 8:14, e o texto lhe chamou a atenção. Ele procurou os adventistas na cidade e eles o puseram em contato com o pastor Tosaku Kanada, de São Paulo. O pastor Kanada passou a visitar os Fujihira com frequência e a ministrar estudos bíblicos para a família. Da Capital até Itapira, eram cerca de 190 km de ônibus e até a chácara em que a família morava eram mais cinco quilômetros a pé, que o pastor Kanada percorria animado. Depois de alguns meses de estudos bíblicos, Kaoro foi batizado. Em seguida, foi a vez do filho Gentil Massanaho (hoje ancião da igreja de Itapira). A esposa de Kaoro, Yasuko (atualmente com 82 anos), levou algum tempo mais para abandonar o Budismo, mas finalmente aceitou a Jesus como seu Salvador.

Com voz firme e olhar seguro - sem contar a vitalidade e a mente perfeitamente lúcida -, o senhor Kaoro me disse que é muito feliz por ter encontrado a mensagem adventista e as verdades bíblicas. Ele atribui muito do vigor físico de que desfruta ao vegetarianismo que adotou logo após a conversão.

Em 1994, ele visitou Tóquio, no Japão. Além de conhecer outros parentes, teve a alegria de pregar na igreja adventista central de lá e contar sua história de conversão.

Carla Naomi é neta de Kaoro, tem 18 anos e estudou no Unasp durante os ensinos fundamental e médio. Para ela, é “um privilégio ter nascido adventista”. O irmão de Carla se chama Ricardo Tamotsu Ogawa e nasceu em 8 de fevereiro de 1989.

Quando me despedia dos irmãos de Itapira, após a palestra da tarde, o irmão Kaoro veio até mim, segurou firmemente minha mão, olhou-me nos olhos e, com um sorriso, disse: “Vamos continuar sendo crentes de verdade, na Verdade.” Devolvi o sorriso e disse Amém!

Na foto acima, da esquerda para a direita, estão os casais Yasuko e Kaoro, Terezinha e Gentil, e a jovem Carla Naomi – três gerações abençoadas com a mensagem de esperança.

Michelson Borges

sexta-feira, julho 17, 2009

Répteis - estranha beleza

Eles são animais que apareceram no 6º dia da Criação e os classifico como donos de estranha beleza. Dou essa caracterização pelo fato de que a humanidade em geral aprendeu a ter certo asco de muitos desses animais que têm, em si, uma beleza estranha e diferente, distinta e especial. A fecundação interna e os ovos com casca os fazem diferentes dos anfíbios e peixes. Seus ovos são colocados na terra, enterrados ou em ninhos, algumas vezes deixados por si, como no caso das tartarugas, outras vezes monitorados pela fêmea, como no caso dos aligátores. Seus instintos já foram programados pelo Criador para agir assim que eclodem dos ovos. As tartaruguinhas rumam para o mar, os camaleões procuram a primeira árvore que encontram, os jacarés vão para o rio, e assim por diante. Poucas espécies são ovovivíparas e bem poucas vivíparas. [Leia mais]

Previsões sobre aquecimento global são questionadas

Ninguém sabe exatamente quanto a temperatura da Terra irá se elevar devido às emissões de carbono. Todas as conclusões do IPCC sobre o clima futuro e o aquecimento global utilizam o termo provável de acontecer (likely). Mas, agora, um novo estudo, publicado na Nature Geoscience, afirma que as melhores previsões feitas pelos cientistas sobre o aquecimento estão provavelmente incorretas. Segundo a equipe da Universidade Rice, nos Estados Unidos, os modelos climáticos utilizados atualmente explicam apenas metade do aquecimento que ocorreu durante um período bem documentado de rápido aquecimento global no passado remoto da Terra. O estudo contém uma análise de registros publicados de um período de aquecimento rápido ocorrido há 55 milhões de anos [sic], conhecido como máximo termal do Paleoceno-Eoceno (PETM - Palaeocene-Eocene Thermal Maximum).

"De forma resumida, os modelos teóricos não conseguem explicar o que nós observamos nos registros geológicos", disse o oceanógrafo Gerald Dickens, coordenador da pesquisa. "Parece haver algo fundamentalmente errado com a forma como a temperatura e o carbono estão conectados nos modelos climáticos."

Para interpretar a realidade, os cientistas levantam hipóteses. Quando são devidamente fundamentadas por evidências, essas hipóteses passam a ser chamadas de teorias, porque se demonstra que elas têm poder explicativo sobre a realidade. A partir de teorias bem fundamentadas, os cientistas constroem modelos teóricos - geralmente na forma de programas de computador - que permitem fazer raciocínios do tipo "O que acontece se...". Os modelos climáticos usados para a previsão do tempo e para todas as conclusões relacionadas ao aquecimento global são programas desse tipo.

O que aconteceu agora foi que as evidências que embasam a teoria e, portanto, sustentam o modelo teórico, foram questionadas. Se as evidências - muitas vezes erroneamente chamadas de "provas" - forem derrubadas, então todas as conclusões dos modelos deixam de ser válidas ou, no mínimo, precisam ser adequadamente ajustadas.

A negação de evidências anteriormente obtidas e consideradas válidas é um evento diário e corriqueiro nas ciências e pode acontecer por inúmeras razões, entre as quais a obtenção de maior quantidade de dados, de melhores dados, pelo desenvolvimento de instrumentos de medição mais precisos e até pela reinterpretação dos dados anteriores, apenas para citar algumas.

Por outro lado, muitas teorias se estabelecem mesmo na ausência de evidências práticas, como aconteceu com a Teoria da Relatividade de Einstein [e, é bom lembrar, com a Teoria Geral da Evolução], que foi negada por seguidos experimentos no início do século 20. Essa foi a razão pela qual Einstein nunca recebeu o Prêmio Nobel pela Teoria da Relatividade - ele recebeu o prêmio pela descoberta do efeito fotoelétrico. Mais tarde, experimentos mais aprimorados finalmente deram razão à teoria.

Todo esse processo - num sentido e noutro, da negação e da validação - está acontecendo agora com a teoria do aquecimento global. Durante o período PETM, por razões ainda desconhecidas, a quantidade de carbono na atmosfera da Terra subiu rapidamente. Por esta razão, o PETM, que foi identificado em centenas de amostras de sedimentos recolhidos ao redor de todo o mundo, é provavelmente a melhor analogia com o que está acontecendo atualmente na Terra. A maioria dessas conclusões vêm de amostras recolhidas em perfurações feitas no leito oceânico ao longo dos últimos 20 anos. [Apenas para pensar: Esse aumento de carbono na atmosfera não poderia ter sido resultado de uma intensa atividade vulcânica decorrente de uma catástrofe pontual no passado? Isso é previsto no modelo diluvianista descrito pelo geólogo Nahor Naves de Souza Jr., em seu livro Uma Breve História da Terra.]

Além da elevação dos níveis do carbono atmosférico, as temperaturas globais subiram dramaticamente durante o PETM. As temperaturas médias subiram cerca de 7 graus Celsius em um curto período, geologicamente falando, de 10.000 anos.

Dickens e seus colegas Richard Zeebe e James Zachos calcularam que o nível de carbono na atmosfera elevou-se em 70% nesse período. E aí começam os problemas dos modelos em uso atualmente. Uma elevação de 70% não significa dobrar o volume de carbono na atmosfera. Desde o início da Revolução Industrial, os níveis de carbono se elevaram em um terço, em grande parte - mas não totalmente - pela queima de combustíveis fósseis. Se as emissões continuarem, atingiremos um nível equivalente ao dobro do período pré-Revolução Industrial dentro de um século ou dois.

Quando usaram seus novos dados, os pesquisadores descobriram que os modelos do clima podem explicar apenas metade do aquecimento que a Terra sofreu naquele período, 55 milhões de anos atrás [mas que não precisa ser assim tão antigo].

A conclusão, afirma Dickens, é que alguma outra coisa que não o dióxido de carbono causou a maior parte do aquecimento durante o PETM. Logo, não é válido concluir, a partir das emissões de carbono, as daquele período ou as atuais, que essas emissões causarão tal ou qual aumento de temperatura.

"Algum efeito de retroalimentação, ou outros processos que não estão sendo levados em conta nesses modelos - os mesmos usados pelo IPCC para as melhores previsões atuais para o aquecimento global ao longo do século 21 - causaram uma porção substancial daquele aquecimento que ocorreu durante o PETM", diz Dickens.

Para fazer melhores previsões sobre o aquecimento global atual, os cientistas deverão então revisar seus modelos. Para isso, contudo, eles terão antes que descobrir esses processos que levaram ao aquecimento e que poderão estar ou não presentes na atualidade.

Esta não é a primeira vez que as conclusões do IPCC sobre o aquecimento global são questionadas. Uma pesquisa demonstrou que, sozinho, o Sol é responsável por um quarto de todo o aquecimento global. Também se demonstrou que os modelos do aquecimento global estão errados na interpretação do papel das nuvens no clima. Outro estudo sobre as nuvens demonstrou uma incorreção nos cálculos que reduziria em 75% as previsões do aquecimento global.

Outras pesquisas sobre fatores naturais demonstraram que o aquecimento do Oceano Atlântico deve-se a causas naturais, e não foi causado pelo homem, assim como fenômenos naturais equilibram a influência do homem no aquecimento global.

Há ainda os cientistas que veem interesses políticos no atual movimento climático, além daqueles que alertam para os efeitos danosos do catastrofismo que tomou conta do debate ambiental.

(Inovação Tecnológica)

Nota: É interessante notar que existem pessoas que, a despeito do desconhecimento de tendências que só são percebidas à luz dos eventos proféticos, estão contestando os dados da ONU/IPCC (e da turma do Al Gore, com sua verdade conveniente), dos ambientalistas do neopaganismo (Mãe Natureza/Gaia) e do Vaticano (que abraçou de vez a causa ambiental). Está mais do que claro que as técnicas de engenharia social e manipulação de medos artificialmente exagerados estão sendo utilizadas com fins político-religiosos. O descanso dominical já foi proposto como parte da solução para o fim do mundo: se os seres humanos cessarem suas atividades por um dia, a Terra poderá se recuperar - essa é a proposta já aceita por vários segmentos da sociedade, por isso mesmo considerada como item essencial da agenda do ECOmenismo, dado o seu poder de coalizão. Independentemente das pesquisas que questionam os dados alardeados quase toda semana pelo IPCC, os ECOmêmicos profetas do aquecimento global continuarão atribuindo à humanidade toda a culpa pelo problema e aproveitarão cada vez mais esse medo catástrófico insuflado pela mídia para levar avante suas pretensões de poder. Quem viver, verá...[MB]

Dinossaursos sedentários?

Uma nova teoria para explicar por que os dinossauros eram gigantes afirma que a abundância de comida associada a um baixo gasto de energia é que fez o tamanho desses animais evoluir. Com algumas diferenças de conceito, é mais ou menos o mesmo efeito que faz o sujeito que passa os dias na frente da TV se entupindo de guloseimas calóricas. O modelo matemático criado por Brian McNab, da Universidade da Flórida em Gainesville, explica também as diferenças de tamanho entre os animais de hoje, procurando dizer porque baleias e elefantes, por exemplo, são tão grandes. "A quantidade de recursos disponível estabelece a máxima entrada de energia, e o modo como essa energia é usada determina o tamanho do corpo", disse McNab à Folha.

"Por exemplo, mamíferos usam uma grande fração da sua entrada de energia para a manutenção do corpo, especialmente produção de calor e regulação de temperatura, portanto menos energia está disponível para crescimento. Nos dinossauros, condições opostas existiam. Eles usavam mais energia para o crescimento e menos para a manutenção do corpo."

McNab - que já trabalhou na Universidade de São Paulo pesquisando o metabolismo de morcego - explica que animais mantêm a temperatura do corpo de duas maneiras básicas: endotermia ("sangue quente") ou ectotermia ("sangue frio"). Mamíferos e aves são endotérmicos; já peixes e répteis são ectotérmicos, precisam de calor para regular a temperatura.

Uma discussão antiga e polêmica é se os dinos eram endotérmicos ou ectotérmicos. Para McNab, mais importante que a biologia térmica dos dinossauros era a disponibilidade de comida. Segundo ele, a maioria das análises ignora que são os recursos consumidos que, no fundo, controlariam o gasto de energia e o tamanho do corpo.

Os dinos teriam uma temperatura intermediária entre répteis e mamíferos, algo possível pelo grande tamanho. "Uma vantagem do corpo grande é que ele seria termicamente estável sem gastar muita energia", diz McNab. O tamanho de um animal, afirma, seria governado por um "toma-lá-dá-cá" de fatores como peso, mobilidade e calorias da alimentação.

(Jornal da Ciência)

Nota: Pelo menos dois aspectos relacionados com o mundo do passado coadunam com o modelo diluvianista bíblico: (1) abundância de vida vegetal em todo o planeta (o que sugere um clima bem mais ameno e uniforme que o atual), já que fósseis de dinossauros herbívoros (que eram a maioria) são encontrados em quase todas as partes do globo, e (2) animais gigantes, que não eram apenas os dinossauros, já que são encontrados fósseis de aves, mamíferos (ex.: preguiça de 4 m) e até mesmo plantas de grande porte (ex.: palmeira de 9 m).[MB]

quinta-feira, julho 16, 2009

Governo britânico incentiva masturbação

O governo britânico bolou uma nova maneira de estagnar o alto índice nacional de gravidez na adolescência: o Serviço Nacional de Saúde publicou um panfleto encorajando adolescentes a tomarem sua sexualidade pelas mãos e masturbarem-se. As reações à questão são muito curiosas. Alguns a receberam bem, outros acreditam que adolescentes vão levar o conselho a sério demais e se envolver em comportamentos sexuais de risco, e outros ainda estão mortificados e acham que educação sexual deveria ser deixada para os pais (porque afinal eles tem feito um ótimo trabalho até o momento).

Educação sexual baseada apenas na abstinência tem sido um fracasso, mas por alguma razão os pais sentem-se muito nervosos com o assunto. Quando a Cirurgiã Geral Joycelyn Elders sugeriu durante uma audiência no AIDS Day nas Nações Unidas em 1994 que crianças deveriam aprender sobre masturbação, ela foi convidada a demitir-se pelo presidente Clinton, que cedeu a intensa pressão dos conservadores. Elders havia simplesmente sugerido que informação apropriada à idade fosse incluída no currículo escolar.

Nos círculos educacionais, Elders não estava falando nada particularmente novo ou revolucionário: as diretrizes do Conselho de Informação e Educação da Sexualidade (a principal fonte de materiais sobre educação sexual adotados pelo Departamento de Educação) apoia a disseminação de informação correta sobre masturbação. (...)

(Hypescience)

Nota: A educação para a abstinência tem sido um "fracasso" justamente pela hipocrisia da nosssa sociedade e dos governantes. Ao mesmo tempo em que gastam enormes somas de dinheiro em campanhas de conscientização sobre "sexo seguro" que, via de regra, se resumem ao paliativo do preservativo (afinal, é mais fácil distribuir camisinhas do que investir em conscientização a longo prazo), exibem sexo e erotismo em filmes, novelas e outras produções. Está mais que provado que esse tipo de conteúdo leva à iniciação sexual precoce e à gravidez na adolescência. E o que surte mais efeito: as campanhas (i)racionais do governo ou as superproduções emocionais de Hollywood e das emissoras de TV? A resposta parece óbvia, não? Agora vem o governo britânico com essa "solução"... Se os adolescentes e jovens não fossem sexualmente estimulados, o problema certamente não seria tão grande. A verdadeira solução deveria ir da causa para o efeito e não o contrário disso.[MB]

Absurdos intelectuais

Recentemente li um comentário do falecido Stephen Jay Gould, paleontólogo da renomada Harvard. Preste atenção no que ele diz a respeito do propósito da vida: “Estamos aqui porque um estranho grupo de peixes tinha uma peculiar anatomia nas barbatanas que pôde transformá-las em pernas para criaturas terrestres; porque cometas se chocaram com a terra e eliminaram os dinossauros, dando com isso aos mamíferos uma chance que eles de outro modo não teriam (por isso, agradeça aos seus astros favoráveis, literalmente); porque a Terra não se congelou inteiramente durante a era do gelo; porque uma pequena e frágil espécie, surgindo na África há um quarto de milhão de anos, conseguiu sobreviver até agora, pelo uso do anzol e do cajado de pastor. Podemos suspirar uma resposta 'mais elevada' – mas não há nenhuma. Esta explicação, embora superficialmente perturbadora, se não aterradora, em última instancia é libertadora e hilariante.”

Apenas três considerações:

1) Você se sente hilariante diante dos momentos de dor, sofrimento e luto?
2) Se não há nenhuma resposta “mais elevada” (entenda isso como Deus), qual o significado da vida?
3) Se isso é real, alguém precisa me dar fé... Eu não consigo acreditar!

(Luiz Gustavo Assis é pastor e escreve para o site Outra Leitura)

Nota: Gould era defensor da teoria do saltacionismo e, apesar de tudo, tinha a vantagem de discutir com o Dawkins e se mostrar um darwinista mais moderado. Com a morte dele, Dawkins apontou todas as suas armas epistêmicas contra os criacionistas.[MB]

quarta-feira, julho 15, 2009

O universo ao lado

O Universo ao Lado é o título do interessante livro de James Sire no qual ele analisa diferentes cosmovisões (as quais ele compara a universos) e a necessidade de se tentar compreendê-las com humildade e mente aberta. Lembrei desse livro da minha biblioteca quando li a matéria abaixo, publicada no G1. Isso porque percebo claramente que muitos não fazem o mínimo esforço para compreender a cosmovisão e a maneira de pensar dos criacionistas. Quando a isso se somam o preconceito e a arrogância, está criada a predisposição mental para a rejeição (pelo menos é o que noto na expressão do rosto dos paleontólogos da foto acima, em visita ao Museu da Criação, no Kentucky). Diz a reportagem (com meus comentários entre colchetes):

"A Dr. Tamaki Sato ficou confusa com a exibição de dinossauros. As placas descreveram os diversos dinossauros como originados de períodos geológicos distintos – os estegossauros e os heterodontossauros do Jurássico, o velociraptor do Cretáceo – ainda assim, em cada caso, as datas de desaparecimento eram as mesmas: cerca de 2.348 a.C. 'Fiquei querendo saber o motivo', disse Sato, professora de geologia da Tokyo Gakugei University, no Japão. Para paleontólogos como Sato, camadas de rochas representam um acúmulo de centenas de milhões de anos, e o Jurássico é muito mais antigo que o Cretáceo. No entanto, aqui no Museu da Criação, no norte do Estado de Kentucky, a Terra e o Universo têm somente seis mil anos de idade, e foram criados em seis dias por Deus. O museu alega: 'Mesmos fatos, diferentes conclusões.' Ele é inequívoco em ver dados paleontológicos e geológicos sob a luz da leitura da Bíblia." [O que paleontólogos e geólogos não conseguem explicar devidamente é por que, se as camadas geológicas foram formadas pelo lento acúmulo de sedimentos ao longo de milhões de anos, elas são em geral planas e paralelas, não demonstrando sinais de erosão e indicando superposição rápida em eventos hídricos. Não sei se o pessoal desse museu realmente entende que todo o Universo tenha seis mil anos, mas que há indícios de que a vida em nosso planeta tenha milhares e não bilhões de anos, isso há. E, para quem crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, só existe uma forma coerente de interpretar os dias da Criação: como dias literais de 24 horas.]

"Na interpretação criacionista, as camadas foram depositadas num único evento – o Dilúvio, quando Deus varreu a terra, com exceção das criaturas da Arca de Noé – e os dinossauros morreram no ano de 2.348 a.C, ano do Dilúvio [nem todo criacionista é tão preciso quanto à data do Dilúvio]. 'Essa é uma coisa nova que aprendi', disse Sato. [Que bom! Nunca é tarde para se aprender coisas novas. Por outro lado, é lamentável que alguém chegue à faculdade, se forme, torne-se professora de Geologia e nunca tenha ouvido falar da interpretação criacionista ou mesmo de que existam visões diferentes daquela sustentada pela geologia padrão. Deveria conhecer, ainda que fosse para criticar com propriedade.]

"Os mundos da paleontologia acadêmica e do criacionismo raramente colidem [isso porque esse pessoal nunca participa de congressos criacionistas e não lê publicações científicas dos institutos de pesquisa criacionistas], mas o primeiro visitou o último na quarta-feira passada. Na Universidade de Cincinnati, ocorria a Convenção Paleontológica Americana, onde cientistas apresentavam suas últimas pesquisas sobre as fronteiras do passado antigo. Numa pausa entre as palestras, cerca de 70 participantes embarcaram em ônibus escolares para uma visita de campo ao Museu da Criação, do outro lado do Rio Ohio [isso, de fato, foi algo elogiável e raro]. (...)

"Desde a abertura do museu, há dois anos, 750 mil pessoas já o visitaram, mas esse foi o primeiro grande grupo de paleontólogos a passar por suas portas. O museu recebeu os visitantes atípicos com a típica hospitalidade. 'Glória a Deus, estamos empolgados de tê-los aqui', disse Bonnie Mills, responsável pelo atendimento ao visitante. Os cientistas pagaram a taxa de entrada para grupos, que incluía o almoço.

"Dr. Terry Mortenson, palestrante e pesquisador da Answers in Genesis, a missão religiosa que construiu e administra o Museu da Criação, disse não esperar que a visita mudasse a mente de muitas pessoas. 'Tenho certeza que, em grande parte, eles têm uma visão diferente do que é apresentado aqui', disse Mortenson. 'Só vamos dar a liberdade de ver o que eles querem ver.'

"Perto da entrada para as exibições, existe um display animatrônico que mostra uma garota alimentando um esquilo com uma cenoura, enquanto dois dinossauros estão por perto. A imagem revela uma distância enorme entre a instituição e os museus de história natural, que afirmam que os primeiros humanos viveram 65 milhões de anos depois dos últimos dinossauros. 'Estou pasmo', disse Dr. Derek E.G. Briggs, diretor do Museu Peabody de História Natural, em Yale, que caminhava pelo museu de braços cruzados e expressões faciais de reprovação. 'É até assustador.' [Uma pergunta recorrente em todo simpósio criacionista é: Se dinossauros e humanos foram contemporâneos, por que não são encontrados os fóssseis deles juntos? Respondo com outra pergunta: Se hoje ocorresse um dilúvio nos moldes bíblicos, seria fácil encontrar fósseis de tigres com seres humanos? Claro que não, pois ambos vivem em anbientes diferentes. O mesmo pode ser dito dos dinossauros. A posssibilidade de serem encontrados fósseis dos grandes répteis com fósseis humanos ou mesmo as pegadas de ambos juntas não está descartada, mas isso certamente não será fácil.]

"Mortenson e outros do museu disseram analisar as mesmas rochas e fósseis que os cientistas visitantes analisam, mas, devido a diferentes pontos de partida, eles chegam a conclusões diferentes. Por exemplo, eles dizem que a inundação bíblica deflagrou uma grande agitação no interior da Terra. Isso separou os continentes e os levou a seus locais atuais – ou seja, para eles, os continentes não têm se movido ao longo dos últimos bilhões de anos. [E eles têm razão. É uma quetão de pressupostos. Geólogos evolucionistas ainda se valem da ideia de uniformismo e de escalas de tempo muito longas. Geólogos criacionistas veem os sinais de catastrofismo e de um cataclismo hídrico há alguns milhares de anos, em decorrência do qual houve alterações topográficas significativas e rápidas no planeta. O livro Uma Breve História da Terra, do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., descreve bem esses fenômenos.]

"'Todo mundo tem pressuposições do que eles irão considerar, que perguntas eles irão fazer', disse Mortenson, doutor em história da geologia pela Coventry University, Inglaterra. 'Os primeiros dois recintos do nosso museu falam sobre essa questão, de pontos de partida e pressuposições. Nós contestamos fortemente uma posição evolucionista de que eles estão deixando os fatos falarem por si próprios.' (...)

"Bengtson observou que, para explicar como as poucas espécies a bordo da arca poderiam ter se diversificado e se transformado na multidão de animais vivos hoje, em apenas alguns milhares de anos, o museu simplesmente disse: 'Deus forneceu aos organismos ferramentas especiais para mudar rapidamente.' 'Assim, em uma frase, eles admitem que a evolução é real', disse Bengtson, 'e que eles têm de evocar a mágica para explicar como as coisas funcionam.' [Basta pensar nas inúmeras raças de cães que se originaram ou foram desenvolvidas em anos recentes. Na verdade, não são necessários milhões de anos para que haja biodiversificação. E não se trata de evolução e sim diversificação de baixo nível, como diz o Dr. James Gibson. E se pensarmos que a maior parte das espécies compreende insetos e que das espécies de grande porte podem ter entrado filhotes na arca, a coisa toda não fica assim tão complicada - não que os criacionistas não admitam que há certas dificuldades para se explicar um evento que foi, sim, sobrenatural. Falando em sobrenatural, "mágica" mesmo é a origem ao acaso da informação genética sem uma fonte informante; a origem dos sistemas de complexidade irredutível; a origem da ordem a partir do caos; e por aí vai. Isso nem Harry Potter resolve...]

"No entanto, até alguns que discordam da informação e da mensagem, admitem que o museu tem um apelo óbvio. 'Odeio que isso exista', disse Jason D. Rosenhouse, matemático da James Madison University, na Virgínia, e blogueiro de assuntos relacionados à evolução [veja só que espírito: ele odeia]. 'Mas, já que isso existe, você pode se divertir aqui. Eles fazem um ótimo show, se você consegue segurar sua descrença.' [Quem sabe alguns não segurem e passem a pensar diferente?]

"Ao final da visita, entre os dinossauros, Briggs parecia ter se divertido. 'Gosto da ideia de que os dinossauros estavam na arca', disse ele. Cerca de 50 tipos de dinossauros foram embarcados com Noé, explica o museu, mas depois eles foram extintos, por razões ainda desconhecidas. Briggs se deu conta de que o museu provavelmente muda poucas mentes. 'Mas me preocupo com os pequenos', disse ele." [Na verdade, muitos criacionistas creem que a maior parte dos dinossauros se extinguiu com o dilúvio, daí a abundância de fósseis em todo o mundo; outras espécies - como os mamutes e mesmo alguns dinossauros - acabaram extintas no mundo pós-diluviano.]

Hitler e Stalin foram cúmplices

A resolução da OSCE pede que o dia 23 de agosto seja adotado como data oficial para lembrar os que foram assassinados, deportados, roubados e violentados em decorrência do pacto Molotov-Ribbentrop, um tratado de não agressão entre a Alemanha nazista de Hitler e a União Soviética de Stalin assinado nesse dia do ano de 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, e que representou uma sentença de morte para os países localizados entre o mar Báltico e o mar Negro. Foi a aliança de Stalin com Hitler que deu ao líder nazista a confiança para atacar a Polônia. Há quem considere que, apesar de tudo, Stalin foi uma figura importante da história russa e soviética, mas na verdade ele foi um desastroso líder político e militar. Sua paranoia levou ao assassinato ou à prisão dos melhores generais do Exército Vermelho [e a milhares de pessoas cujo "crime" consistiu em pregar o evangelho da paz]. O stalinismo, diz a Economist, era tão repulsivo que levou muitos russos a lutarem ao lado dos nazistas.

Países como a Grã-Bretanha e a França têm muito o que se envergonhar quanto a episódios da Segunda Guerra Mundial, mas essas nações atualmente não cultivam tabus, nem negam suas responsabilidades. Em contrapartida, na Rússia atual, falar mal do stalinismo pode dar até cinco anos de cadeia, previstos na lei de “falsificação da história”.

(Opinião e Notícia)

E-mails que nos alegram (9)

"Olá, Michelson. Meu nome é Tiago Moreti e, assim como você, me formei na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Sou biólogo e tenho mestrado em Biotecnologia também pela UFSC. Quero parabenizá-lo pelo seu blog, sou um leitor frequente dele, e após ler a matéria 'Preparando-se para uma batalha intelectual' e 'O que perdi e o que ganhei', resolvi escrever para você. Tornei-me adventista no ano passado, antes da conclusão do mestrado, e antes mesmo de me tornar adventista, sempre fui muito crítico em relação ao papel da universidade em relação ao seu conceito de ciência e no que diz respeito ao crescimento intelectual dos seus alunos. As universidades hoje, pelo menos na área biológica (ciências em geral), são meras replicadoras do modismo científico; seus pesquisadores não 'buscam a verdade' ou tentam compreender o raciocínio natural das coisas; hoje somos meros reprodutores de uma ciência falha e que se acha esplenderosa. A ciência e as revistas científicas são grandes paradigmas, pois ou você reproduz o que está na moda ou escreve o que a revista quer passar, para aumentar o próprio status da revista. Muitos pesquisadores estão mais preocupados em encher currículo Lattes do que com o verdadeiro resultado de suas pesquisas. Que Deus te abençoe sempre; que você possa continuar fazendo esse trabalho de divulgação do criacionismo e que as pessoas enxerguem que a ciência não é o que está escrito na Veja ou na Superinteressante, e, sim, tudo o que foi criado pelo PAI."

(Tiago Moreti, Laboratório de Polimorfismos Genéticos da UFSC)

Adventistas - sangue bom


Aqui em Teixeira de Freitas, BA, temos o costume de um tempo pra cá de sempre em algum evento da igreja fazermos coletas de bolsas de sangue, para o projeto Vida por Vidas. Neste ano, tivemos a Campal Jovem, realizada nos dias 9 a 12 de maio. Nesse evento coletamos 22 bolsas de sangue. Em outro evento que tivemos no mês passado, no dia 27, coletamos 69 bolsas. Quando são coletadas bolsas de sangue, o hemocentro faz os devidos exames para ver se se trata de sangue de boa qualidade. E as estatísticas dão conta de que somente 45% das bolsas são aceitas por se tratar de sangue de boa qualidade.

Segundo um enfermeiro do hemocentro, as bolsas que foram coletadas nesses dois eventos em que os adventistas doaram sangue foram 100% aceitas! E, de acordo com o resultado dos exames, trata-se de sangue de ótima qualidade.

Isso é algo para engrandecer ao nosso Deus, pelo fato de Ele nos ter deixado orientações de sáude lógicas e que são evidenciadas pelos fatos. É uma questão de causa e efeito: nos abstemos de carnes impróprias para consumo, frutos do mar, café, bebidas alcoólicas, e nos pautamos por um estilo de vida física e mentalmente saudável; resultado, entre outros: sangue bom.

Assim, nós, os adventistas aqui de Teixeira de Freitas, podemos dar nosso testemunho, mostrando as vantagens do estilo de vida bíblico, ao mesmo tempo em que ajudamos nossa comunidade salvando vidas e doando um pouco de nós mesmos.

(Élica Carvalho, Teixeira de Freitas, BA)

terça-feira, julho 14, 2009

Aparelho reprodutivo de supostos 350 milhões de anos

Um pesquisador sueco disse ter encontrado o aparelho reprodutivo de um peixe macho após examinar mais de uma vez o fóssil de uma espécie que viveu há 350 milhões de anos [sic]. Especialistas acreditam que os extintos placodermos se reproduziam por fecundação interna em um mecanismo anatômico semelhante ao dos tubarões. O estudo realizado pelo paleontólogo sueco Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, foi divulgado também na revista científica Nature. Ahlberg examinou o fóssil de um Incisoscutum e descobriu que parte da pelve era o "pênis perdido". "Estava lá, à vista de todos", disse o cientista, citado pelo site de notícias infobae.com.

Para o autor do achado, a semelhança com a reprodução dos tubarões e a condição ancestral desses animais sugerem que eles deram início ao viviparismo e à cópula como forma de fecundação entre os vertebrados. Dar à luz filhotes em vez de colocar ovos poderia ser o modo de reprodução ancestral comum a todos os vertebrados com mandíbulas.

(Terra)

Nota: Para o criacionista, o achado sugere outras coisas: (1) em tantos milhões de anos, o sistema reprodutor do Incisoscutum é praticamente o mesmo do tubarão moderno, assim, não houve "evolução"; (2) complexidades como a da reprodução sexuada - que depende de modificações anatômicas e fisiológicas simultâneas e compatíveis em dois seres diferentes - estão sendo observadas em seres cada vez mais antigos, como já ocorreu com as águas-vivas; alguns já perceberam o problema: sobra cada vez menos tempo para a evolução de sistemas tão complexos (isso que aqui se está tratando apenas de características anatômicas; quando a discussão caminha para os domínios da biologia molecular, com as dificuldades relacionadas com a origem da informação complexa especificada e os sistemas de complexidade irredutível, a coisa piora e muito para o darwinimo.[MB]

Acostumando-se a pensar e agir retamente

No último domingo, interrompi minhas leituras e estudos do mestrado para visitar um amigo (o Sérgio) que eu não via fazia dez anos, pois ele estava morando nos Estados Unidos. Conversamos bastante sobre os últimos eventos proféticos, sobre a crise que se aprofunda na nação mais rica do planeta, sobre a necessidade de consagragação e preparo para a volta de Jesus, e colocamos outros assuntos em dia. Uma coisa que ele me disse ficou gravada na memória: "Mesmo quando chego de madrugada ao condomínio [onde ele mora], circulo as rotatórias completamente, sem atalhar." Quando alguns condôminos amigos dele questionam esse hábito, dizendo que àquela hora não há mais ninguém nas ruas, ele responde: "Quero me habituar a pensar e agir retamente, pois esse comportamento acabará se estendendo a outras áreas da vida."

Dias depois, recebi e-mail com uma história que mostra outro aspecto importante da retidão mental e comportamental:

"Alguns anos atrás, um pregador mudou-se para Houston, Texas. Poucos dias depois que chegou, teve que ir de ônibus de sua casa até o centro da cidade. Quando se sentou, descobriu ter recebido 25 centavos a mais no troco pelo que pagara pela passagem. Considerando o que deveria fazer, ele pensou: 'É melhor devolver os 25 centavos. Seria errado mantê-los.' Então ele voltou a pensar: 'Esquece. São apenas 25 centavos. Quem se preocuparia por quantia tão pequena? Além do mais, a empresa de ônibus já tem bastante; nunca sentirão falta. Aceite-o como um presente e fique quieto.'

"Quando chegou ao ponto em que desceria do ônibus, parou momentaneamente na porta, entregou a moeda ao motorista e disse: 'Tome, você me deu troco a mais.' O motorista, com um sorriso, respondeu: 'Você não é o novo pregador? Tenho pensado sobre ir ouvi-lo. Queria apenas ver o que você faria se eu lhe desse troco a mais.'

"Quando o pregador saiu do ônibus, agarrou literalmente o poste mais próximo e disse: 'Oh, Deus, me perdoe! Quase vendi Seu Filho por vinte e cinco centavos!'"

Tentar viver retamente pelos próprios esforços acaba resultando em outro tipo de comportamente e mentalidade objetáveis: o perfeccionismo. Mas, com a ajuda de Deus e como consequência de um relacionamento íntimo com Jesus, podemos almejar não a impecabilidade, mas a maturidade cristã ("perfeição", no verdadeiro conceito bíblico). Aquele que é justo nos justifica, nos santifica e nos ajuda a viver retamente, ajudando-nos também a levar outras pessoas a Jesus pela pregação que vai muito além das palavras.[MB]

Preparando-se para uma batalha intelectual

“Preparem-se para a batalha!” Essa é a ordem do personagem Gandalf, criado por J. R. R. Tolkien, na obra O Senhor dos Anéis. Longe de falar de ficção mitológica, quero tratar neste texto sobre uma batalha iminente. A arqueologia, a lógica e o bom senso podem ajudar na reconstrução histórica de importantes fatos narrados nas Escrituras Sagradas? A resposta para essa pergunta é o motivo desse conflito intelectual. O local mais indicado para encontrarmos uma resposta satisfatória não tem cumprido seu papel. Estou falando da universidade. Perdemos o significado dessa palavra. Unidade na diversidade não é nada mais do que um sentimento nostálgico, semelhante àquele que casais sentem quando relembram seus primeiros dias de namoro. Qualquer cosmovisão é aceita no meio acadêmico, menos aquela que advoga um Deus pessoal que Se revela através de um Livro Sagrado denominado Bíblia. [Leia mais]

Harry Potter, de novo

Vem ai mais um filme do garoto que sobreviveu. Algumas pessoas são indiferentes e acham que é apenas mais um filme, enquanto outras veem satanismo em todos os livros e películas da série. Mas qual seria a realidade? Harry Potter é de fato tão nocivo como dizem? Por que as obras do bruxinho (no novo filme, O Enigma do Príncipe, ele já não é mais um bruxinho, mas um adolescente bem formado) fazem tanto sucesso?

Faz dois anos que decidi conhecer os livros de Rowling e li o primeiro por mera curiosidade. Três meses depois, eu havia lido os sete, pois fui fisgado pela narrativa e, preste bem atenção, pela narrativa. A história é muito bem contada, bem amarrada e estruturada. A escritora britânica sabe como manter o interesse do leitor do começo ao fim de sua fantasia. Por isso acredito que o sucesso esteja nessa questão simples: a história é boa e bem contada. Por isso fascina e encanta; por isso prende o leitor.

A autora não apresenta a bruxaria no primeiro nível do livro; ela está no plano de fundo. Não ensina como fazer magias, ou lançar pragas e feitiços, ou falar com espíritos; tudo isso está atrelado como elementos da narrativa, ou seja, na forma de contar a história.

Assim, o leitor é arrebatado pela narrativa, com seus elementos fantasiosos e mirabolantes, e não pelo cenário grotesco, propriamente dito, tendo, com isso, acesso direto a um ambiente recheado de misticismo sem se aperceber disso num primeiro plano.

As pessoas não lêem HP para aprender bruxaria, mas, simplesmente, por estarem encantadas com o conto. Esss, a meu ver, é a razão do sucesso da obra de Rowling, mas, como foi proposto no início, ela seria nociva?

Se você não quer que seu filho tenha acesso a informações sobre misticismo que vão de encontro à verdade bíblica, Harry Potter não é uma boa recomendação.

Como foi dito, o mundo fantástico dos livros de HP está no plano de fundo da narrativa, dando acesso a níveis normais e subliminares de informação sobre bruxaria. Dificilmente pais adquiririam livros que falassem de forma franca e direta sobre misticismo para crianças e adolescentes cristãos, porém, adquirem os livros das histórias de Harry Potter, sem avaliar, com as minúcias necessárias, se as obras estarão despertando interesse dos leitores por assuntos místicos.

Quando terminei de ler as obras de Rowling, fiquei imaginando qual o efeito dessa fantasia perfeitamente orquestrada e de seus personagens conflitantes (como é o caso de Severo Snape) na mente de leitores juvenis. Devo confessar que eu, que já apresento os primeiros sinais de uma calvície que será meu futuro, fiquei fascinado com a história em si, mesmo interpretando muitos pontos de contradição com a Bíblia e de franca teoria e simbolismos místicos (para não dizer satânicos).

Alguns poderiam falar sobre a liberdade de expressão da arte. Que os livros são simplesmente obras artísticas e que todos (inclusive crianças e adolescentes) são convidados a ter acesso a toda forma de literatura. Apesar desse argumento, temos que lembrar que a liberdade tem duas frentes: o artista pode se expressar, mas o leitor (ou o receptor de qualquer outro tipo de arte) pode optar por ter ou não acesso à sua arte. No caso de crianças educadas em ambientes cristãos, os pais devem pesar os valores bíblicos no momento de escolherem leituras e filmes para os filhos.

Alguém já ouviu falar de um pai muçulmano dando livros de magia céltica para seus filhos? Ou budisdas ensinando seus filhos a ler sobre a vida de Cristo? Ou judeus ensinando suas crianças com ficções de lavra religiosa árabe?

Interessante que alguns pais cristãos permitem, livremente, o acesso a assuntos místicos – que possuem claras e inequívocas ressalvas contrárias na Bíblia – aos seus filhos. Isso deve ser repensado.

No meu singelo ver, o maior perigo das obras de Rowling está em seu público-alvo: as crianças e os juvenis. É uma regra básica existente na própria bíblia: Provérbios 22:6 - "ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."

O que Harry Potter ensina aos nossos infantes? Pese isso e saiba que é desse caminho que eles, quando forem mais velhos, não irão se desviar.

Buscando e oferecendo opções

Quando comecei a escrever ficção, minhas primeiras histórias não tinham elemento religioso algum. Ao contrário, eram repletas de fantasia. Houve, então, um momento em que Deus me chamou para escrever obras direcionadas ao público religioso. Meu primeiro impasse foi: "É possível contar uma boa história sem usar todos os mirabolantes recursos de que os escritores seculares dispõem?" Minhas dívidas só foram sanadas depois que aceitei o desafio de escrever para Deus. Sim, é possível ter boas histórias, boas aventuras, com fundo religioso e de moral cristã. Para conferir isso, basta o leitor acessar, por exemplo, o site da Casa, e ver a quantidade de livros que contam histórias ficcionais e que têm ótima qualidade.

É possível escrever best sellers, tanto infanto-juvenis, como para público adulto, com a ótica cristã; é possível ter livros que contam boas histórias com foco nos padrões morais ensinados na Palavra de Deus.

Observe que os livros seculares têm entretido e ensinado suas doutrinas espúrias ao mesmo tempo. O mesmo é possível com a arte literária sacra, trazendo a história (a aventura, os conflitos, etc.) para o plano de frente e os ensinos para o plano de fundo, como cenário ou elementos de narrativa. A diferença entre esta e aquela é que o escritor cristão não precisa esconder seus ideais em ensinar a Palavra. Nada estará oculto ao leitor, ou em nível imperceptível pelo consciente.

O público cristão, interessado em boa leitura, deve procurar por obras do gênero. Os escritores, por seu turno, devem enfrentar os novos desafios da atualidade, buscando com mais veemência (com ênfase em muita comunhão e oração), para produzir obras que confrontem, em pé de igualdade, qualquer outro escrito secular. Isso, com a graça de Deus, é possível.

(Denis Cruz, autor do livro Além da Magia, também publica no site Outra Leitura)

Leia também: "Harry Potter cada vez mais sombrio" e "Vaticano elogia novo Harry Potter"

No compasso certo

Bartolomeu Rodrigues Lima, 44 anos, é natural de Maragogipe, BA, e estuda Música no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho. No intervalo de seu trabalho como segurança do colégio, concedeu esta entrevista a Michelson Borges e falou sobre o milagre que Deus operou em sua vida.

Como teve início sua carreira musical?

Aos 18 anos, comecei a tocar nas igrejas católicas de minha cidade, em um grupo de jovens. Eu não era católico praticante; ia à igreja mais pela música. Depois, fui chamado para tocar contrabaixo no Trio da Prefeitura de Maragogipe. Após algum tempo nesse trio, recebi convite para tocar na cidade de Feira de Santana, como guitarrista de uma banda que se apresentava em bailes. Permaneci nessa banda por aproximadamente três anos. Lá, a gente tocava de tudo: de Michael Jackson a samba! [Leia mais]

segunda-feira, julho 13, 2009

Ideologias no liquidificador - confusão conveniente

“Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás.” Essa frase, provavelmente a mais famosa de Che Guevara, tem um sentido quase poético. Você deve ser firme, mas sem nunca perder a ternura. As palavras se encaixam com perfeição à vida de Che: ele foi revolucionário duro, líder de guerrilha e, muitas vezes, cruel. Mas ao mesmo tempo viveu como um rebelde apaixonado, cuja maior ambição era levar igualdade e justiça para o povo, seja lá qual fosse o preço disso. Passados 42 anos da captura e execução de Che na selva boliviana, o sobrenome Guevara voltou às manchetes – e novamente ligado à revolução. Só que desta vez não diz respeito à revolução comunista, mas sim à vegetariana. As armas também não são as mesmas; as pistolas foram trocadas pela nudez. E o nome Che saiu para dar lugar ao de sua neta Lydia, de 24 anos.

Lydia está no front de uma campanha pró-vegetarianismo da Peta, uma organização dedicada aos direitos animais. “Esse estilo de vida se tornou uma verdadeira revolução”, disse Lydia. “É uma alternativa mais saudável para o planeta e para a humanidade.” Lydia posou seminua para a campanha. Seu figurino: calça camuflada, bota, colar de soldado, boina vermelha e bandoleira (só que com cenouras no lugar das balas). A campanha estreará em outubro na Argentina, a terra natal de Che, e depois será divulgada internacionalmente. (...)

(Apenas um Foca)

Nota: É válida e legítima a promoção do vegetarianismo como estilo de vida saudável e de preservação da vida animal. O problema são os métodos de algumas entidades como a Peta, que se vale do nudismo e acaba lançando opróbrio sobre a causa que defende. Agora querem associar o espírito revolucionário com a causa vegetariana. Esta é a estratégia do inimigo da verdade: misturar ideologias e associar valores negativos a causas boas - neste caso, nudismo e revolução armada com vegetarianismo. De forma semelhante, criacionistas vêm sendo classificados como fundamentalistas, palavra geralmente associada aos islâmicos radicais que se valem do terrorismo para tentar conseguir o que querem. Dessa forma, com o tempo, criacionistas e vegetarianos passam a não ser levados a sério, tudo por culpa de campanhas de setores irresponsáveis da grande imprensa.[MB]

Um mal para combater outro?

Deu no UOL: "Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport. No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles. Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa. Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões. O batimento cardíaco dos voluntários também foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões. Os cientistas acreditam que o aumento do ritmo de batimentos cardíacos pode indicar um aumento da agressividade, que, por sua vez, diminuiria a sensação de dor.

"Para os cientistas, no passado isso teria sido útil para que nossos ancestrais, em situação de risco, suportassem mais a dor para fugir ou lutar contra um possível agressor.

"O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo. (...) Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, mostrou que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho."

Nota: Combater um mal com outro é um erro. Na verdade, o estresse deve ser combatido com um estilo de vida saudável e não com paliativos bobos e inconvenientes. Só que, para muitos, é mais fácil falar palavrão do que reformar a vida.[MB]