segunda-feira, junho 21, 2010

Projeto Atlanta: a caixa de abelhas

Consegui passar em paz por Honduras. A mão do Todo-Poderoso me salvou nesse país centro-americano. Tenho sempre comentado que Deus está aqui, bem do meu lado, e isso é verdade. Suas mãos têm me coberto e ocultado de todo mal. Venho passando tantas dificuldades para cruzar esses países e cumprir a meta que tenho de chegar nos Estados Unidos, em Atlanta, capital da Georgia, que só posso dizer que sem Deus ao meu lado nada posso fazer.

O fato é que já passei dos 8.000 km. Depois de escapar dos Maras de Honduras, cheguei a El Salvador e passei por lugares que os irmãos me diziam estarem repletos de delinquência e dos homens dos Maras.

Pela misericórdia de Deus, passei sem ser molestado por eles. Até os via com suas metralhadoras que não faziam questão de esconder, no entanto, o anjo do Senhor lhes proibia de fazer qualquer coisa comigo, pois sempre ouvia alguém dizer: “Deixa este passar livre!”

Dessa maneira, também venci esse país sem problemas. Cheguei a Guatemala e ali encontrei situação mais tranquila. Não se falava mais nos tais Maras ou qualquer grupo de bandidos e desordeiros de cidades grandes. Todavia, fui advertido sobre narcotraficantes na fronteira com o México. Mas o Senhor dos Exércitos, a quem venho servindo desde que deixei o Brasil, levou-me por caminhos até que cruzei para o México, sem ser atacado por qualquer pessoa também na Guatemala.

A seguir, ingressei no México. Segui pelos estados de Chiapas, Oaxaca, Vera Cruz e Tamaulipas, todos à margem do Golfo do México, o menor caminho até a fronteira dos Estados Unidos. Vi esse país com o controle maior sobre a criminalidade. Por onde pedalei, todos me falavam que a situação estava tranquila, a exceção das cidades fronteiriças com os Estados Unidos, devido às quadrilhas de narcotraficantes. Porém, viajando sempre confiante de que estou sob a guarda de anjos celestiais, avancei por Chiapas, Oaxaca e Vera Cruz.

Nesse último estado, um grupo de rapazes conduzindo um caminhonete, na autopista Vera Cruz-Córdoba, por volta das 22h, tentou me assaltar. Eles passaram por mim, analisaram minha bagagem e depois retornaram. A estrada estava escura e deserta. Não havia qualquer luz, a não ser a tênue claridade da lua.

Quando retornaram, puseram-se atrás de mim. Os faróis do veiculo me iluminavam e eu não parei. Eles ficaram um instante analisando o modo como me atacariam. Enquanto pensavam, avancei um pouco e cheguei a uma curva. Saindo do foco de luz da pick-up, entrei no mato com bicicleta e tudo. Encontrei um trilha e subi um morro empurrando a bike o mais rápido que pude. Ao subir, por estar escuro, bati com a “gorducha” em uma caixa de abelhas. Tive que me jogar no chão e esperar um pouco até elas se acalmarem, para então me mover. Enquanto isso, meus perseguidores se afastaram porque não tiveram coragem de entrar na floresta a minha procura. Passado algum tempo e sem ter levado picada de uma única abelha, retornei à autopista e viajei o resto da noite até alcançar a cidade de Vera Cruz.

Quando entrei em Tamaulipas, o estado que me daria acesso aos Estados Unidos, só escutava falar que a fronteira está cheia de traficantes e quadrilhas de sequestradores. Os irmãos adventistas me alertaram quanto aos perigos de cruzar de bicicleta essa região. Também me falaram sobre o perigo nas florestas próximas à fronteira por causa dos guias que as usam para levar pessoas de maneira ilegal para os Estados Unidos. Tudo isso eram obstáculos ao meu ingresso no país em que está localizada a cidade que sediará a 59ª Conferência Geral da Igreja Adventista, para onde sigo.

Mas, até aqui me ajudou o Senhor. Estou em Altamira, Tamaulipas, México, a apenas 450 km da fronteira do país que é meu sonho alcançar: Estados Unidos da
América do Norte.

Lá chegarei pela graça de Deus porque Ele está aqui. Convido você a acompanhar o fim desta maratona gigante empreendida na Terra pelo Atleta da Fé e dirigida dos Céus pelos exércitos de Jesus Cristo. A Ele toda glória e honra pelos séculos dos séculos.

Estou quase em Atlanta, não desista, siga-me um pouco mais porque a vitória nunca esteve tão perto.

Um até breve, agora breve mesmo...

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

PEDIDO: este blog está participando do concurso TopBlog. Se você quiser dar seu voto, é só clicar aqui. Muito obrigado!

Nudismo ao extremo


A agência de publicidade Butter, de Berlim, na Alemanha, criou um calendário com mulheres em estilo pin-up para a empresa Eizo. Com uma diferença, contudo: no calendário, todas as imagens são feitas em raio-x. Isso porque a Eizo é uma empresa que trabalha com imagens médicas em alta resolução para exames e diagnósticos, como o próprio raio-x. A iniciativa do X-Ray Pin-Up Calendar é chamada de December pelos publicitários da Butter e foi criada com a intenção de ser uma campanha de marketing para a Eizo divulgar seu trabalho de forma atrativa e bem humorada. A ideia começou a circular na Alemanha no mês passado.

(Pequenas Empresas Grandes Negócios)

Nota: Parece não haver limites para a apelação. Marcas de cerveja, carros e outros produtos/mercadorias já vêm apelando para a nudez há um bom tempo (numa associação indevida entre o corpo da mulher e um produto qualquer). Bem, pelo menos desta vez a sensualidade passou longe...[MB]

Quanto menor o QI da mulher, mais rico o marido

Essa é a conclusão de um estudo, para dizer o mínimo, bastante original. A pesquisadora Christine Stanik, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que as mulheres menos inteligentes (numa forma elegante de dizer) tendem mais a procurar homens ricos para se relacionar. A notícia foi publicada pelo tabloide britânico Daily Mail e não explica como Christine chegou a essa conclusão (você consegue imaginar um método para esse estudo? Será que ela fez um teste de QI nas mulheres e, depois, uma análise da conta bancária de seus parceiros?). Mas traz a teoria da pesquisadora sobre o porquê da conclusão. Não que as mulheres com menos QI sejam mais gananciosas do que as demais. Elas só sabem, mesmo inconscientemente, que precisam achar uma forma de dar uma vida confortável aos seus filhos. Como, ao que parece, não vão conseguir isso com o próprio trabalho, recorrem ao parceiro. Correr atrás de um homem que as sustente seria “apenas natural” para as mulheres com pouca educação e quase nenhuma perspectiva de carreira.

A matéria do Daily Mail questiona se essa seria a razão para a ex-coelhinha da Playboy Anna Nicole Smith (foto), então com 26 anos, ter se casado com um magnata de petróleo de 89 anos de idade. Mas, ao fazer isso, Anna Nicole não estaria provando que é mais inteligente do que as outras mulheres? Ou será que ela só provou mesmo que era mais inteligente do que o bilionário?

Para não dizer que o estudo é bonzinho com a outra parcela das mulheres, aqui vai o problema das mais inteligentes na hora de arranjar parceiro: confiantes em seu potencial e em sua carreira, elas levariam uma vida incompatível com os relacionamentos e isso explicaria por que elas não conseguem manter uma relação. Ah, tá, então!

Às vezes eu queria muito que a ciência conseguisse explicar as mulheres e os relacionamentos. Mas, se depender só do evolucionismo, como nesse estudo, ainda falta muito…

(Mulher 7 x 7)

Nota: O problema é que o evolucionismo justifica até mentira e adultério...[MB]

domingo, junho 20, 2010

Palestra "Duvidar Para Crer"


Assista também às partes 2 e 3. Faça o download da palestra em PowerPoint: clique aqui.

Os sapos cegos de Fernando de Noronha

Os sapos de Fernando de Noronha vivem em uma sociedade que parece ter sido criada por José Saramago. A cegueira e outras deficiências são frequentes entre os animais da ilha. E eles vivem bem assim, obrigado. Os cientistas sabem como os bichos conseguem sobreviver. No continente, um sapo cego seria comido por uma serpente antes que pudesse refletir sobre a sua condição. Mas em Noronha os animais não têm predadores. O que se quer saber agora é como pelo menos metade dos sapos da ilha tiveram malformações. Os cientistas estão levantando hipóteses. Uma possibilidade, por enquanto derrubada, dizia que parasitas poderiam ter se espalhado entre os sapos. Mas os cientistas reviraram os bichos sem achar sinal de que essa fosse a causa. Outra possibilidade é a contaminação ambiental, que tem grande potencial para criar deformações. Noronha, porém, é uma ilha limpa, e todo o lixo é enviado para o continente.

A melhor hipótese que resta está ligada à genética. Cruzamentos entre sapos aparentados entre si teriam contribuído para que mutações “ruins” se espalhassem. Faz sentido, porque a espécie apareceu em Noronha há cerca de um século. Um padre levou uns poucos sapos do continente para a ilha. Segundo os relatos que antigos moradores de Fernando de Noronha contavam, os insetos não deixavam a horta do sacerdote em paz. A ideia era controlar os insetos. As alfaces do padre foram salvas, e os sapos acabaram se multiplicando.

Os cientistas ainda relutam em cravar que a causa é genética porque isso, apesar de comum em humanos e outros animais, seria inédito entre sapos, diz Felipe Toledo, biólogo da Unicamp.

Ainda assim, uma taxa de malformações de 50% justifica tal hipótese. “Em uma população normal, a taxa é de 2%. E em Noronha ela pode ser ainda maior, porque isso foi o que vimos sem nem abrir o bicho”, conta. “Tem bicho caolho, tem com pálpebra colada, sem mão, dedo a mais, de tudo.” “É extremamente intrigante”, diz Duncan Irschick, biólogo da Universidade de Massachusetts que comentou a descoberta a pedido da Folha.

“A inexistência de predadores talvez tenha feito com que faltasse a pressão que remove os mais doentes e fracos, uma ideia instigante”, diz. Isso teria feito com que os genes “defeituosos” não tivessem sido eliminados. Irschick ressalta, porém, que vários estudos ainda são necessários para dizer com certeza que a causa não é contaminação ambiental. [...]

(Folha.com)

Nota: Mutações via de regra são deletérias e jamais representam ganho de informação genética, portanto, não podem dar origem a novos planos corporais e órgãos funcionais. Assim como as experiências com as moscas da fruta (Drosophila melanogaster) têm demonstrado, esses sapos cegos de Fernando de Noronha também deixam claro que as mutações não podem ser usadas como evidência de evolução no sentido de incremento de informação genética.[MB]

Se fosse só esporte...

Quando vejo uma imagem como esta ao lado, fico pensando se realmente compensa exercitar o senso de patriotismo que desperta cada vez que vemos a seleção canarinho entrar em campo. Depois que o Brasil vence um jogo, as ruas são tomadas por pessoas quase alucinadas, com latas de cerveja na mão e gritando como se amanhã não fosse segunda-feira e a vida tivesse que seguir seu fluxo normal. Para a moça da foto, o que importa é o momento, a suspensão da realidade, a farra justificada em tempos de Copa. O efeito do álcool no cérebro ajuda a garantir o êxtase e o esquecimento da vida que cobra de nós sobriedade e lucidez.

Essa deveria ser a festa do esporte, mas quem corre são apenas os jogadores – os torcedores “se acabam”. A festa deveria celebrar a saúde, mas nossa seleção divulga bebida alcoólica... O espírito de equipe é valorizado em campo, mas do lado de cá o povo não se une para promover valores, educação e consciência política; não se une para tirar do poder aqueles que não correspondem às expectativas e desejos dos que lhes confiaram o voto.

Há quem se lembre de inúmeros lances de Copas passadas, detalhes, nomes, jogadas. Mas quem se recorda dos descalabros desse e daquele político que mais uma vez será eleito por aqueles que têm memória curta e seletiva?

Dedicamos atenção sem pestanejar aos “guerreiros” que correm no gramado e têm a conta bancária recheada, mas pouco valorizamos aqueles que dedicam a vida a pesquisas que salvam vidas ou promovem avanços significativos para a humanidade – na verdade, parece que nem nos importamos com o indecente contraste entre os salários de jogadores famosos e professores universitários, por exemplo (afinal, não são os professores que nos dão pão e circo).

Mas não quero estragar a festa. Viva o Brasil!

Michelson Borges

P.S.: Para mim, boa mesmo foi a Copa de 1994. Clique aqui e saiba por quê.

Marina explica sua visão sobre o ensino do criacionismo



Nota: Continuo considerando Marina uma política coerente. A posição democrática dela com respeito ao ensino tanto do evolucionismo quanto do criacionismo não deveria causar tanto alarde. Curiosamente, nenhum programa enquadrou José Serra por ser adepto da astrologia... Note o absurdo da manipulação de quem fez o cartaz que aparece no fim da entrevista.[MB]

sábado, junho 19, 2010

Aproveite a Casa Online de Inverno! Ligue/acesse já!

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sexta-feira, junho 18, 2010

Palestra para download gratuito: Duvidar Para Crer


Clique aqui para fazer o download.

Relações “descartáveis” são maioria em novelas

“Ela foi casada cinco vezes. Primeiro com um italiano, depois com um português, mais tarde com um judeu, logo após com o mesmo italiano e, em seguida, com um japonês.” A julgar pela quantidade de casórios da sinopse, Safira, papel de Cláudia Raia em “Belíssima” (2005), está inserida na “modernidade líquida” – ela e boa parte dos personagens de 13 novelas que a Globo exibiu de 2000 a 2008 no horário nobre. É uma das primeiras conclusões do trabalho de doutorado do mestre em educação Marcus Tavares, 35. Para o estudo, em andamento na PUC-Rio, ele categorizou os relacionamentos dos folhetins seguindo os perfis, como o de Safira, descritos no site Memória Globo (núcleo que pesquisa a história da emissora).

Segundo o ranking, são 32 casos de “mais de um casamento ou relação estável”, seguidos por 29 “relacionamentos curtos e descartáveis, com filhos fora do casamento” e 20 histórias de “homens ‘conquistadores’ e mulheres ‘fáceis’”. “Autores [de novelas] estampam a realidade, e o que dizem sociólogos, como [o polonês Zygmunt] Bauman e sua ‘modernidade líquida’”, diz o pesquisador. O amor no horário nobre, enfim, é tão fluido quanto fora dele.

Tavares se refere à formação de um “novo indivíduo, dono da sexualidade, destituída da função reprodutiva”. No ranking, há ainda 13 casos de “prostituição por prazer ou necessidade” e, empatados com 11 registros, “relações entre membros da família” e “extraconjugais ou estáveis com traição masculina”.

Os números, apresentados no 1º Seminário Internacional de Classificação Indicativa, realizado em Brasília no final de 2009, serão a base para discutir a influência das tramas em crianças. “O que se sabe em educação é que os modelos influenciam. Os ídolos são muito importantes”, diz Tavares. “Não estou sendo conservador ou defendendo a família tradicional. Mas precisamos saber de que forma a escola trabalha questões amorosas atuais que são reforçadas pela mídia.” [...]

(Folha Online)

Nota: Os autores de novelas se defendem dizendo que estão apenas retratando a realidade e que a ficção não influencia a vida real. Será? Clique aqui para ver se é assim mesmo. "Não se enganem: 'As más companhias estragam os bons costumes'" (1Co 15:33, NTLH).[MB]

O Cético: o problema do mal


Clique na imagem para ampliá-la. Leia mais tirinhas do Cético aqui.

Carbono 14 ajuda a elaborar cronologia do Egito antigo

Uma data confirmada por carbono 14 permitiu estabelecer, pela primeira vez, a cronologia precisa do Egito dos faraós e ratificou várias estimativas anteriores, gerando algumas revisões históricas, destacou estudo publicado na revista científica Science. Embora algumas cronologias prévias fossem relativamente exatas, era difícil determinar datas precisas para certos eventos do Egito antigo. A localização cronológica de diferentes dinastias feitas com base em estudos de documentos epigráficos, históricos e arqueológicos tornava ainda mais difícil estabelecer datas, já que em cada novo reinado se voltava a começar do zero.

O carbono 14 permitiu situar cronologicamente com exatidão o Império Antigo, que mostrou ser mais velho que as estimativas de datas realizadas até o presente.
Essa cronologia científica revela também que o reino de Dyeser começou entre 2691 e 2525 antes de Cristo, quando as datações precedentes o situavam no ano 2630 antes de Cristo.

O Império Novo começou entre 1570 e 1544 a.C. Até agora se pensava que havia começado ao redor de 1500 a.C.

Para fazer a datação com carbono 14, os pesquisadores recolheram em museus da Europa e da América 211 amostras de arte egípcia, sementes, cestaria, têxteis, plantas e frutas.

“Pela primeira vez o carbono 14 é suficientemente preciso para estabelecer uma cronologia absoluta”, disse Bronk Ramsey, da Universidade de Oxford, Reino Unido, principal autor deste trabalho divulgado na revista Science de 18 de junho.

“Acho que os egiptólogos celebrarão ao saber que com uma pequena equipe de pesquisa independente corroboramos um século de pesquisas em apenas três anos de trabalho”, destacou em um comunicado.

Participaram do estudo cientistas de França, Áustria e Israel.

(UOL)

Nota: Segundo o teólogo e pesquisador de arqueologia bíblica Luiz Gustavo Assis, as datas são relativamente próximas dos eventos bíblicos. “O Novo Império é justamente o surgimento da 18ª dinastia, que acreditamos ser o ambiente histórico da narrativa do Êxodo”, diz o pastor Luiz. Mas ele faz uma ressalva: “A ideia de se estabelecer datas precisas de eventos distantes do passado é bem perigosa. Eu diria que algumas datas bíblicas são bem estabelecidas (722 a.C. - destruição de Samaria; 925 a.C. - invasão de Sisaque em Jerusalém, etc.). Mas a tarefa se torna mais difícil com datas anteriores ao ano 1300 a.C. Tenho visto alguns estudos que apresentam o dia, o mês e o ano do Êxodo, por exemplo. A meu ver, nem o texto bíblico nem documentos egípcios fornecem informações assim.” Para o teólogo, há também um detalhe capcioso no texto: “Notei algo nas entrelinhas do que Ramsey disse: ‘Acho que os egiptólogos celebrarão ao saber que com uma pequena equipe de pesquisa independente corroboramos um século de pesquisas em apenas três anos de trabalho.’ A mensagem que captei dessa frase é a seguinte: o trabalho do cientista é superior ao do arqueólogo, egiptólogo e do historiador. ‘Somos rápidos e precisos.’” Em suma, segundo Luiz, as datas não estão contra a cronologia interna das Escrituras. “Creio que a data bíblica para o Êxodo seja em torno de 1450-1440 a.C, como a famosa obra do Edwin Thiele sugere. Mas não vejo motivo de ser tão preciso a ponto de estabelecer o dia e o mês. Na tentativa de se ter a melhor moldura, muitos podem se esquecer de visualizar o quadro”, finaliza.[MB]

Senso de direção é o mesmo em machos e fêmeas

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e da Noruega mostrou que ratos recém-nascidos possuem um senso inato de direção antes mesmo de começarem a se mover e que não há diferença no senso de direção entre machos e fêmeas, sugerindo que ambos os sexos nascem com as mesmas ferramentas para desenvolver suas habilidades de navegação. “Talvez a antiga questão sobre quem, se homens ou mulheres, têm melhor senso de direção poderia ser apenas um caso de como escolhemos construir nosso mapa”, dizem os cientistas em um estudo publicado nesta quinta (17) na revista Science.

A equipe implantou sensores minúsculos em ratos recém-nascidos antes que seus olhos se abrissem e antes que eles conseguissem se mover. Essa técnica permitiu aos pesquisadores registrar a atividade nervosa quando os ratos deixaram o ninho pela primeira vez para explorar o novo ambiente.

Eles descobriram que o sinal neural de direção, que informa a um animal em qual direção ele se encontra, já está presente em ratos recém-nascidos nos mesmos níveis encontrados em um rato adulto. “Essas células se comportavam quase como células adultas desde o começo”, disse a coautora Rosamund Langston, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

O senso de localização também surge cedo no desenvolvimento do animal e melhora com a idade. O senso de distância se desenvolve em poucos dias.

“A questão de como adquirimos conhecimento do mundo exterior e criamos nosso senso de lugar nele tem desafiado cientistas e filósofos por séculos”, disse Francesca Cacucci, do Instituto de Neurociência Comportamental do University College London, em Londres, também colaboradora no estudo.

“Esse trabalho mostra que o conceito de espaço é algo que se desenvolve muito cedo –provavelmente dentro das primeiras duas semanas de vida.”

(Folha.com)

Nota: Essa pesquisa levanta o velho “problema” dos instintos inatos e vitais. Os seres vivos já nascem com um “pacote de programas” sem os quais não poderiam sobreviver. Pense, por exemplo, no instinto de sucção que permite aos bebês mamar sem nunca terem feito isso antes; ou no ato de a fêmea de certos mamíferos retirar a placenta de sobre os recém-nascidos, permitindo-lhes respirar; pense também nos complexos instintos que regem a vida dos animais de colônias, como as abelhas e as formigas. Se esses instintos não funcionassem bem desde o início, a sobrevivência desses animais e mesmo do ser humano estaria seriamente comprometida. Os mesmo se dá com respeito ao senso de direção (que é ainda mais importante nas aves migratórias, por exemplo). Apenas um detalhe: homens se perdem mais porque perguntam menos. Parece que, nos homens, o orgulho também é inato...[MB]

quinta-feira, junho 17, 2010

Entre igrejas e a igreja

Tenho que admitir. Eu sei que é triste, duro, mas é verdade: as igrejas mentem. Não somente isso, mas também abusam espiritualmente. Elas (fatalmente) cometem muitos equívocos. Há tempos que as igrejas cederam espaço ao legalismo, fanatismo, misticismo, relativismo, henoteísmo e quase todos os “ismos” que você possa imaginar. Porém, Jesus não disse que edificaria igrejas; ele disse que iria edificar Sua igreja, e que contra essa as portas do hades não prevaleceriam. É preciso urgentemente fazer a distinção entre igrejas e igreja.

As igrejas estão envolvidas com toda prática perniciosa e neopagã, porém a igreja verdadeira não se corrompe. Ela é invisível e composta por todos os crentes renascidos. Parte dela está na Terra, militando contra seitas, heresias, modismos, desmanchando argumentos falaciosos e incabíveis, ou simplesmente congregando e lutando para permanecer pura, sem mancha. A outra parte dela está no Céu, desfrutando da paz não merecida, mas tão almejada [se o autor se refere a Enoque, Moisés e Elias, além dos 24 anciãos do Apocalipse, tudo bem]. Quanto às igrejas, seus membros são telepastores e televangelistas que assim como Balaão estão inclinados ao materialismo e ao pragmatismo. São os padres pedófilos, os bispos que sonegam impostos, os apóstolos ignorantes que se rebatizam em Israel. São também neofariseus que se creem mais espirituais que os demais, como se a bênção de Deus tivesse alguma relação com méritos humanos. Alguns vivem um ascetismo hipócrita, outros, porém, vão ao outro extremo e desprezam os valores éticos expressos na Palavra de Deus. Muitos deles se infiltram em nossos templos, entre os servidores, e nos dão veneno de comer.

Os membros das igrejas são falsos professos, caricaturas do cristianismo autêntico, estrelas apagadas, folhas secas levadas pelo vento, estando envolvidos em escândalos, política e muita malandragem. Porém, a igreja não se corrompeu, não se corrompe e jamais se prostrará ao Deus deste século. A igreja é esposa, e aguarda ansiosa o regresso do esposo. Ela não tem pacto com os adoradores extravagantes, raramente comete exageros, é comedida, moderada, ainda que imperfeita e humana.

O apóstolo Paulo passou grande parte da sua vida refutando heresias cometidas nas igrejas, sem jamais censurar a igreja do nosso Senhor. Ele entendia que a igreja não é obra acabada, portanto, é imperfeita, e compreendia e vivia a tensão paradoxal, porém necessária entre igrejas e igreja.

As igrejas estão apaixonadas por Jesus; a igreja ama a Cristo mais que a si mesma.

(Púlpito Cristão)

Nota: O artigo do pastor batista Leonardo Gonçalves é oportuno por chamar atenção para a diferença entre igrejas e igreja. Sob esse ponto de vista, desfere um golpe na máxima que diz: “Todos os caminhos levam a Deus.” Não levam. Alguns são tão contraditórios que seria estranho darem no mesmo lugar. O que ocorre é que Deus procura salvar todas as pessoas, independentemente da placa da igreja (ou da ausência de placas). A salvação é mesmo individual e o Espírito Santo lida com cada um de maneira específica. Mas é bom lembrar o que Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16), ou seja, as ovelhas sinceras se reunirão em torno dEle, no aprisco dEle, ou seja a igreja/rebanho. Apocalipse 12 apresenta uma mulher (singular) vestida de sol como símbolo da igreja verdadeira. Já Apocalipse 17 fala de Babilônia e suas filhas (plural) como símbolo das igrejas que não são fieis à Palavra de Deus, portanto, são como prostitutas espirituais. A mulher de Apocalipse 12 (a igreja) é fiel a Jesus e aos Seus mandamentos. A mulher de Apocalipse 17 (as igrejas infiéis) flertou e adulterou com poderes humanos e doutrinas antibíblicas. Então, como saber o que é a verdade que essa mulher singular defende e procura viver? João 17:17 responde: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade.” A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada em sua totalidade é a verdade absoluta. Portanto, cabe a cada filho sincero de Deus buscar a igreja que segue mais de perto as Escrituras. A Bíblia é a voz do Pastor eternizada em forma de texto. A ovelha sincera ouve e segue essa voz, sendo assim conduzida para o aprisco de Jesus. E se é mesmo sincera, ouvirá a voz de Deus ecoando das páginas do Apocalipse: “Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia [confusão] e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (18:1-4).[MB]

quarta-feira, junho 16, 2010

Brasília já esteve debaixo d’água (e não só ela)

Há 900 milhões de anos [na elástica cronologia evolucionista], um oceano com as dimensões do Atlântico pairava sobre o lugar que hoje conhecemos como Planalto Central. A conclusão é de um estudo conduzido pelo Laboratório de Geocronologia da UnB, em parceria com os institutos de Geociências (IG) e Astronômico e Geofísico (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Os cientistas se debruçaram sobre amostras extraídas da chamada Faixa Brasília, conjunto de rochas sedimentares de mar profundo que datam do período Neoproterozoico - entre 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás. O estudo do material ajuda a contar a história de como era a região muito antes de o primeiro dinossauro existir e quando os continentes ainda não haviam sido formados.

De acordo com o geólogo da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do estudo, Reinhardt Fuck, a maior prova de que havia um oceano no Brasil Central são vestígios de um arco de ilhas vulcânicas - semelhantes às ilhas que compõem o arquipélago do Japão. “Arcos como esses correspondem a ilhas existentes no meio de um oceano”, afirma.

Esse extinto e pré-histórico oceano é chamado de Brasilides ou Goyaz (em referência à antiga tribo indígena que nomeou também o estado de Goiás). Outra prova de sua existência são as rochas encontradas nas cidades mineiras de Ibiá e Araxá. Segundo o especialista, elas foram depositadas em ambientes mais afastados da antiga margem continental - o cráton do São Francisco -, ou seja, em mar profundo.

O grande diferencial do estudo conduzido pela UnB e pela USP é a coleta de informações sobre as características das camadas mais profundas da crosta na região. Para isso, foi utilizada uma técnica conhecida como refração sísmica profunda, que possibilitou a obtenção de dados das formações rochosas que constituem a crosta em profundidades jamais observadas no Brasil.

“Até a conclusão desse estudo, tinha-se conhecimento apenas da geologia de superfície, com a ajuda de sondagens que chegavam a uma profundidade máxima de 5km”, explica o geólogo UnB.

O trabalho resultou em um mapeamento da estruturação e das propriedades das rochas em profundidade superior a 40km. “Isso proporciona melhor entendimento de determinadas formações minerais e dados para a exploração de minérios”, informa Renato Moraes, professor do Departamento de Minerologia e Geotectônicas da USP. Em outras palavras, as informações poderão ajudar mineradoras na localização de jazidas.

A pesquisa englobou os estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, além do Distrito Federal. Entre essas unidades da federação, foram instaladas 200 estações sismográficas, em linha. A partir daí, a refração sísmica possibilitou determinar a estrutura profunda da crosta no Brasil central.

Entre os resultados da pesquisa, pôde-se identificar, por exemplo, a distância da Chapada dos Veadeiros até o manto da Terra. A Chapada tem uma crosta terrestre com aproximadamente 42 quilômetros de profundidade.

Outros dados interessantes referem-se à região onde a crosta é menos espessa, como abaixo da cidade de Porangatu, no norte de Goiás), que é de 32 km de profundidade.

“Essa diferença de 10 quilômetros é significativa. Isso indica que ali houve um processo de abertura de oceano e sua convergência em massa continental, ou seja, o assoreamento do Oceano de Goyaz”, afirma Fuck.

Do ponto de vista da ciência, os geólogos afirmam que identificar a geocronologia do solo profundo proporciona contar uma história com começo, meio e fim. “Essas rochas sedimentadas ajudam a contar a história do nosso planeta. Estudá-las é tão importante quanto o homem ir à Lua”, compara o professor da UnB. [...]

(Jornal da Ciência)

Nota: Além dessa evidência de inundação no Planalto Central, é bom lembrar que mais ou menos metade dos sedimentos nos continentes é de origem marinha (mais de 99% dos fósseis do Fanerozóico são de seres aquáticos). Como é possível que exista tanto material marinho sobre os continentes? A invasão geral das terras continentais (que são mais elevadas) pelos oceanos é certamente uma situação muito diferente da situação presente, e concorda com a ideia de um dilúvio global. Além disso, muitas camadas sedimentares de geologia singular cobrem regiões tão grandes que é difícil acreditar que foram depositadas lentamente sob condições não catastróficas. Por exemplo, o conglomerado (rocha composta por fragmentos de cascalho) Shinarump, no sudoeste dos Estados Unidos, com cerca de 30 metros de espessura, cobre quase 260.000 km². Por isso, o geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr. questiona: “Que processo seria capaz de espalhar depósitos sedimentares por áreas tão vastas? Nenhum fenômeno geológico, presentemente observado, poderia coerentemente explicar formações geológicas tão extensas e generalizadas na superfície da crosta terrestre.”[MB]

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Projeto Atlanta: os maras

“Leva tudo que tens. Eu serei teu guia, escudo e libertador. Nenhum mal te sucederá nestes países.” Em Chinandega, cidade da Nicarágua, quase fronteira com Honduras, eu estava muito preocupado com minha segurança pessoal e com meus equipamentos. Desde o Panamá escutava comentários assustadores sobre Honduras e El Salvador. Referiam-se a extrema pobreza e a desajustes políticos que estavam promovendo ondas de violência, assaltos, assassinatos e roubos. Diziam que o povo fazia as leis com as próprias mãos. A informação mais direta e certa dá conta de que uma facção criminosa conhecida como os “maras”, homens tatuados, comanda o crime nesses países. Acrescentaram também que eles fazem a tatuagem de uma lágrima toda vez que matam alguém, dado o orgulho que sentem disso.

Com todos esses avisos, não podia entrar nesses países sem antes fazer algo ao meu alcance para me resguardar de alguma maneira da ação destes delinquentes. A única ideia em mente era vender meus equipamentos atrativos, sujar toda a bike para que parecesse muito velha e escolher um caminho em que a presença dessas quadrilhas não fosse tão significativa.

Já estava certo de fazer tudo isso quando resolvi consultar meu Pai celeste; aquele a quem conheço como o “Senhor dos Exércitos”. Aquele que promete ser “minha sombra à minha direita”. O Deus que garante me guardar como a “menina dos Seus olhos”. Fiz, numa madrugada de aflição, sete orações contritas e do fundo da alma. Então, invocando aquele que domina sobre todas as coisas neste mundo e em todo o universo, das sete invocações, em quatro Ele me disse: “Leve tudo que tens. Eu serei teu guia, escudo e libertador. Nenhum mal te sucederá nesses países. Não venda nada nem altere coisa alguma na bicicleta.” Ao me levantar da última oração, eu estava como que dotado de um escudo de fé e de uma couraça de coragem, coisa que não sei explicar. Juntei tudo e fui cruzar a fronteira.

Logo ao chegar à alfândega de Honduras, os oficiais me pediram o visto de entrada. Disseram-me que devido à crise diplomática causada pelo fato de o Brasil ter apoiado o presidente deposto, Micheletti, agora todos os brasileiros têm que tirar o visto para ingressar naquele país. Mandaram-me de volta a Nicarágua em busca do Consulado de Honduras, para obter o visto. Voltei outra vez 150 km para trás, a Chinandega, onde após preencher um monte de papeis e pagar uma taxa de 30 dólares, o cônsul rabiscou algo em meu passaporte e assinou, dando-me acesso por 90 dias ao seu país.

Retornei à imigração de Honduras e consegui o ingresso. Comprei um mapa do país e escolhi o caminho mais curto para chegar a El Salvador. Enchi minhas garrafas de água, comprei algum alimento e iniciei a travessia. Viajei o dia inteiro, desde as seis da manhã até as seis da tarde, e consegui ileso cruzar o país. Nas estradas e quando passava por vilas e cidades muito pobres, todos me observavam curiosos. Das casinhas de pau a pique na margem da rodovia, escutava as crianças gritando: “La vai um gringo.”

Em uma descida, após passar uma ponte, vi uns oito rapazes sem camisa e portando facas e facões. Eles impediram minha passagem. Um deles rolava pelo asfalto quente com o facão riscando o chão, e gritava forte: “Fora daqui, gringo! Nós aqui não gostamos de gringos.” Parecia que iam me agarrar e me despedaçar. Porém, quando cheguei no meio o grupo, ao alcance das mãos deles, eles abriram caminho de repente e passei sem dizer palavra. Acelerei e segui confiante de que o anjo do Senhor lhes impediu as más intenções. Continuei cruzando as pequenas cidades e às vezes via homens armados de metralhadora nas esquinas das ruas, sentados em cadeiras, os quais me olhavam e permaneciam estáticos em seus assentos.

Então, por compaixão de Deus, no fim da tarde, estava completando em paz minha saída de Honduras e iniciando as pedaladas em El Salvador, país considerado um dos mais violentos e perigosos do mundo, segundo ouvi de seus próprios habitantes.

Estou viajando para Atlanta. Estou tentando chegar lá com vida, inteiro, salvo de todo mal. Continuo firme e muito mais determinado a concluir este desafio. Mas afirmo categoricamente: sem fé é impossível dar mais um passo neste projeto. Por isso continuo com extrema confiança, certo de que estou agradando ao Deus do impossível e de que Ele esta aqui.

Vamos para Atlanta! Venha comigo! Veremos a face de Deus pelos milagres que Ele faz para guardar a vida deste missionário peregrino.

Até breve.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

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Jesus Cristo: um plágio?

Em junho de 2007, foi lançado um vídeo de 122 minutos chamado Zeitgeist e até novembro de 2007, oito milhões de acessos haviam sido feitos. Esse documentário foi ganhador do prêmio de melhor filme no festival Artivist, na Califórnia, em 2007 e 2008.[1] Na primeira parte de Zeitgeist, que é dividido em três blocos principais, é proposto que o Jesus histórico não passa de um plágio das mitologias de povos pagãos antigos. Os apóstolos teriam se utilizarado de histórias já conhecidas na época e criado um personagem muito parecido, escrevendo assim quatro evangelhos a respeito desse “outro deus mitológico”.

Veremos a seguir do que se trata esse intenso debate. Antes, porém, mencionaremos alguns dos deuses mitológicos seguidos de suas aparentes semelhanças com Jesus Cristo: [Leia este ótimo artigo da teóloga Marina Garner Assis, escrito com exclusividade para este blog.]

Erotização precoce e pública

Durante três minutos, um menino de cerca de dois anos dança só de fraldas em cima de uma mesa. Feliz, rebola e faz movimentos ritmados imitando o ato sexual. Ao som da banda baiana Kuduro, exibe uma coreografia altamente erotizada à qual provavelmente assistiu repetidas vezes, até aprender. Os que presenciam a cena, orgulhosos, registram cada movimento com seus telefones celulares e filmadoras. Poderia ser apenas mais um vídeo caseiro de mau gosto postado no mundo-cão da internet. Mas a situação tem um agravante. Um blog – dedicado a divulgar fatos bizarros, é claro – hospedado no site de um dos mais respeitados jornais do país não só recomenda o vídeo como também disponibiliza o link para quem quiser assistir. E diz: “É a prova viva que brasileiro nasceu dançando...Vale a pena conferir!”

Neste caso, de quem é a responsabilidade sobre a exposição indevida do menino? Da família que, no auge da euforia, não percebe os riscos da brincadeira? Se nem avalia uma possível queda, poderia estimar o potencial explosivo do vídeo nas mãos dos milhares dos pedófilos sempre de plantão na rede? Das autoras do blog? Podem ser culpadas por divulgar a dança inusitada? Do jornal que abriga o blog? Da sociedade que se diverte? Ou do Estado que se omite?

A questão da responsabilidade pelo conteúdo na internet é nebulosa, mas o Estatuto da Criança e o Adolescente é claro: “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente.” A fama do menino termina em 15 minutos. Já a erotização precoce e pública deixa marcas profundas.

(Lilia Diniz, Observatório da Imprensa)

Nota: Depois que li essa matéria da Lilia, me lembrei de que histórias em quadrinhos ilustradas por desenhistas da Marvel serão distribuídas em escolas públicas que fazem parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). São textos e imagens (como a que abre esta postagem e no detalhe abaixo) com conteúdo erótico que mais incentivam a iniciação sexual precoce do que ajudam a prevenir as DST. Será que esse é o melhor caminho?


Assim como o Estado e a mídia têm sua parcela de responsabilidade, mais ainda os pais, que são os responsáveis diretos pelos filhos. As imagens abaixo são de desenhos animados “infantis”, como Dragon Ball Z e Ranma 1/2, o que mais tem conotação erótica. Você sabe o que seus filhos andam assistindo?[MB]