sexta-feira, dezembro 18, 2009

A volta da mordaça insensível

No dia de Natal deste ano, o jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, completará 147 dias de amordaçamento pela censura. O jornal publicaria uma investigação contra Fernando Sarney, ligado ao senador José Sarney, mas foi proibido pela Justiça. O que se esperava era que o jornal publicasse e, caso houvesse informações falsas e caluniosas, ele fosse punido pela Código Civil e Penal por difamação. Isso não aconteceu, porém, houve censura prévia, o Estadão foi proibido de publicar suas investigações e o dia 25 será o 147º em que o jornal está amordaçado.

É lamentável saber que muitos jornais pequenos já foram amordaçados por prefeitos e políticos corruptos que conseguiram controlar juízes, mas, considerando a grande influência do Estadão e a magnitude do conflito, esperava-se que o amordaçamento da imprensa fosse desfeito em grande estilo no STF. Só que, infelizmente, foi confirmado!

A Lei de Imprensa foi revogada, vivemos sob um regime democrático e podemos assistir na TV ou no cinema a documentários recordando os sofrimentos de heróis anônimos que perderam posses, posições e até a vida para que chegássemos até aqui. Lembrando as manifestações da Cinelândia no Rio de Janeiro (onde se dizia: mataram um menino de 15 anos, amanhã podem matar seu filho), o movimento Diretas Já, a emenda Dante de Oliveira (do voto livre) e as lutas para que ela se tornasse uma realidade, as manifestações ousadas dos estudantes de Direito do Largo São Francisco e da PUC de São Paulo; é inacreditável mas a MORDAÇA sobre a livre imprensa tenha voltado. Acredite: ELA VOLTOU!

O caso chegou ao STF, mas, no dia 9 de dezembro, o Estadão foi derrotado pelo placar de 6 x 3. A mordaça imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) permanece.

O STF já derrubou a Lei de Imprensa, mas os seis juízes (Cezar Peluso, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Eros Grau e José Dias Toffoli) acham que a proibição do jornal O Estado de S. Paulo de publicar fatos comprovados de desvio de dinheiro público não tem nada a ver com isso e deve ser mantida (?).

Os Magistrados Carmen Lúcia, Carlos Ayres Britto e Celso de Mello protestaram e lamentaram a decisão dos colegas de tribunal. Extremamente lúcida, histórica e, acima de tudo, extremamente de acordo com a Constituição brasileira foram os argumentos do experiente e decano Celso de Mello, o mais antigo membro da corte. Transcrevemos alguns trechos abaixo, extraídos de O Estado de S. Paulo de 10/12/2009:

“Ao proferir o seu voto, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, remontou ao período do Império, se referiu a convenções internacionais e lembrou decisões dos próprios colegas para repudiar, do começo ao fim de sua fala, a proibição imposta ao Estado. ‘A censura traduz a ideia mesma da perversão das instituições democráticas, em um regime político onde a liberdade deve prevalecer’, disse. Para ele, a mordaça é um ‘retrocesso político-jurídico’, que devolve o País ‘ao período colonial’.

“O ministro recordou a apreensão do Estado na madrugada de 13 de dezembro de 1968, com a entrada em vigor do Ato Institucional nº 5 (AI-5), e citou o editorial ‘Instituições em Frangalhos’, mantido pelo diretor e proprietário do jornal, apesar das pressões dos militares. ‘Julio de Mesquita Filho publicou um editorial, eu mesmo tive acesso a ele. A edição foi apreendida pelos órgãos de repressão.’

“Mello destacou que a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) só impede o Estado de exercer a sua função, enquanto os demais veículos trabalham normalmente. ‘Outros órgão s de comunicação social continuam divulgando e não sofreram essa interdição. Portanto, essa interdição é também, além de arbitrária, além de inconstitucional, uma decisão discriminatória. E incide sobre um órgão da imprensa que, já no final do Segundo Reinado, então A Província de São Paulo, fez da causa da República um de seus grandes projetos.’

“Ao traçar um paralelo com os anos de chumbo, Mello fez um alerta: ‘Entendo particularmente grave e profundamente preocupante que ainda remanesçam, sim, no aparelho de Estado, determinadas visões autoritárias que buscar justificar, pelo exercício arbitrário do poder geral de cautela, a prática ilegítima da censura.’

“Ainda de acordo com o ministro, ‘quase todas as Constituições do Brasil expressamente repudiaram a censura’. ‘Contavam com uma cláusula de veto explícito’, completou.

“Mello começou o seu voto dizendo que ontem se celebrava uma data histórica – ‘61º aniversário da promulgação, em Paris, pelas Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Humana’.

“‘O artigo 19 do estatuto contempla direito à liberdade de opinião e expressão. Inclusive a prerrogativa de procurar, de receber e de transmitir informações e ideias’, acrescentou.

“O decano do tribunal referiu-se, depois, ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, aprovado em 1966, ‘sob a égide das Nações Unidas’. Fez, por fim, referência ao Pacto de São José da Costa Rica, firmado em 1969, ‘tão temido pelo regime militar’, que ‘proclama, em seu artigo 13, que toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão’.

“Segundo o ministro, todos esses tratados foram endossados pelos colegas de Supremo no julgamento que derrubou a Lei de Imprensa, em 30 de abril. Em seguida, ele lembrou o escritor inglês John Milton. Em discurso pela liberdade de imprensa, no Parlamento da Inglaterra, após destacar a absoluta inutilidade da censura, salienta: ‘A censura obstrui e retarda a importação da nossa mais rica mercadoria, que é a verdade’.”

“A liberdade de informação, portanto, tem um aspecto nuclear em nosso sistema jurídico”, insistiu Mello, na leitura do voto. “O cidadão tem a prerrogativa de receber informações sem qualquer obstrução, sem qualquer interferência por qualquer órgão de poder público, seja do Poder Executivo, seja do Poder Legislativo, seja do Poder Judiciário.”

Depois de argumentos contundentes e brilhantes como esses do Ministro Celso de Mello serem rejeitados pelos outros seis magistrados, resta perguntar: Por que o Judiciário teme lutar contra a mordaça? Por que será que neste caso e em outros, como o quesito de liberdade religiosa em favor dos sabatistas no Enem, o Judiciário brasileiro abdicou do seu posto de guardião da Constituição? Até quando o Brasil será amesquinhado por leis e tribunais parciais e exclusivistas? A que interessa ao Brasil combater a liberdade de opinião, informação ou religião?

A única esperança é que a mordaça, como outras correias da tirania do passado, possa e seja arrebentada. Resta-nos saber como e através de que lutas os guerreiros conseguirão fazer tal grande proeza. Quem serão esses guerreiros?

(Silvio Motta Costa, professor da rede pública em Campinas, SP)

Meninos estupradores

Dois meninos de 10 anos de idade estão sendo julgados na Grã-Bretanha sob acusação de terem estuprado uma menina de 8 anos. A polícia começou a investigação depois que a menina contou à mãe que havia sido atacada quando foi deixada brincando com os meninos em um parque perto de casa, no oeste de Londres, sem a supervisão de um adulto, em outubro. A menina então prestou depoimento a investigadores especializados em casos de violência sexual, que recomendaram o julgamento. A primeira audiência [estava] marcada para esta quinta-feira. Pela lei britânica, crianças com menos de 10 anos não são consideradas em uma idade em que possam ser responsabilizados por seus crimes.

Segundo a polícia, acusações de estupro contra crianças desta idade são raras, mas já houve casos semelhantes nos últimos anos.

Em março, um menino de 8 anos se tornou a pessoa mais jovem do país a ser interrogada por suspeita de estupro. Mesmo contando com a acusação da vítima, uma menina de menos de 10 anos, o garoto não pode ser preso ou indiciado por causa da sua idade.

Em 2004, um menino de 12 anos se tornou o mais jovem estuprador conhecido na Grã-Bretanha após ter sido condenado por atacar uma garota de 9 anos, durante uma brincadeira de esconde-esconde na casa dele.

No ano passado, outro garoto da mesma idade também foi condenado após ter confessado o estupro de uma menina de 7 anos.

(BBC Brasil)

Nota: Tudo bem que nasci em 1972, em plena ditadura militar e censura à imprensa, mas no meu tempo de criança os interesses da meninada eram bem outros. O despertar para a sexualidade se dava mais tarde e não era tão alimentado pela mídia, com novelas cujas cenas poderiam ser consideradas pornográficas, campanhas publicitárias centralizadas no nudismo e até mesmo videogames com simulação de estupro(!). Possivelmente seja esse o resultado de tanta exposição de erotismo na mídia, o que revela a hiprocrisia de uma sociedade que mostra a isca e depois se assusta quando o peixe a abocanha. Ademais, por que se espantar com o comportamento desses meninos, se a moralidade é apenas fruto de uma evolução casual e afinalista?[MB]

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Computadores com software de autorreparação

O software ClearView foi construído para operar sobre outros computadores que executam o mesmo software. O ClearView monitora o comportamento de programas e estabelece uma sequência de regras e parâmetros para aquilo que são consideradas operações normais. Quando os engenheiros descobrem uma vulnerabilidade prejudicial num software, eles demoram em média um mês para descobrir uma aplicação que restaure os sistemas afetados. (...) O ClearView funciona sem assistência humana e sem acesso ao código-fonte dos programas (o código-fonte é uma sequência de instruções que determina o comportamento do software). Em vez disso, o programa monitora o comportamento de um binário: a forma que o programa assume de modo a executar instruções no hardware de um computador.

Quando o ClearView detecta um software intruso no sistema, ele determina que regra operacional o programa-alvo está violando. O ClearView aplica então um “software-remendo” (em inglês “patch”), que está focado num problema particular, e depois testa o aparato para ver se a solução já está em funcionamento.

O mais impressionante disso tudo é que o ClearView aplica então o software-remendo em todas as outras instâncias do software a ser executado em máquinas distintas, “inoculando-as” contra as intrusões.

De acordo com a MIT’s Technology Review, para testar o sistema, os pesquisadores instalaram o ClearView num grupo de computadores que usam o Firefox e depois contrataram uma equipe independente para os atacar. A equipe hostil usou dez métodos distintos de ataque, todos eles envolvendo a inserção de código malicioso no Firefox. O ClearView bloqueou com sucesso todas as tentativas de ataque ao detectar o mau comportamento, e ao terminar a aplicação antes de o ataque poder ter o efeito pretendido.

Mal o ClearView detecta uma anomalia, ele fecha o programa e começa a analisar o binário procurando por um software-remendo que poderia ter parado o erro.

Para sete das táticas da equipe de ataque, o ClearView criou “remendos” que corrigiram os erros. Em todos os casos, o ClearView descartou correções que tinham efeitos secundários negativos.

Em média, o ClearView construiu um “remendo” eficiente no espaço de cinco minutos após estar exposto ao ataque.

Conclusão: Se alguém nos disser que esse sistema de autorreparação é o resultado de milhões de anos de mutações aleatórias não inteligentes, filtradas pela seleção natural, alguém vai acreditar? Acho que não, e isso não se deve ao fato de sabermos a sua origem, mas sim ao fato de conhecermos as propriedades que o dito sistema possui.

Mas, quando observam sistemas biológicos que fazem exatamente isso (autorreparação), por que é que os ateus acreditam que esses sistemas vieram a existir sem uma mente criativa por trás?

O poder de Deus está manifesto em muitas áreas da existência humana, sendo o sistema imunológico um deles. Até há quem aprenda com o que Deus fez para desenvolver melhores programas de computador, mas os ateus afirmam que “não há evidências” que suportem o criacionismo bíblico...

Para nós, cristãos, aquilo que o artigo da LiveScience mostra não só é um testemunho do poder criativo do ser humano (feito à imagem de Deus – Gn 1:26), mas, acima disso, é um testemunho óbvio do poder criativo dAquele que deu ao homem o poder de ser criativo.

Existem muitas evidências para o criacionismo, mas o ateu não as quer ver porque isso acarreta consequências (mudar de vida, conformar sua moralidade com aquilo que o Criador quer, reconhecer que é pecador, etc.).

Mal sabe ele que ao rejeitar a Bíblia e os dados da ciência, quem perde com isso é ele.

(Darwinismo)

Conexão JA janeiro-março de 2010

Conexão JA é uma revista trimestral produzida pela Casa Publicadora Brasileira em parceria com o departamento de jovens da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Acabou de ser impressa a edição do primeiro trimestre de 2010. Confira aqui os destaques desta edição (cuja matéria de capa "Você à venda" trata do consumismo, um mal que afeta todas as áreas da vida, inclusive a espiritual) e faça já a sua assinatura por apenas R$ 17,40.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Saudades do tempo que não vivi

Já ouvi muitas pessoas dizerem algo como: "Que saudades eu tenho de Jesus." Isso embora nunca O tenham visto pessoalmente. Um dia desses, após o culto do pôr do sol de sexta-feira, coloquei um CD antigo dos Arautos do Rei e disse para minha esposa: "Interessante... de repente, senti saudades de um tempo que não vivi."

Enquanto ouvia aquelas músicas tradicionais, comecei a pensar nas histórias de pioneirismo, fé e coragem que levantei para escrever o livro A Chegada do Adventismo ao Brasil (também disponível numa versão compacta aqui). Difíceis viagens missionárias, reuniões campais cujo centro era a pregação da Palavra de Deus, estudos bíblicos nos lares (alguns varando a noite), reverência e senso de urgência - tudo isso era coisa comum naqueles idos.

Não posso dizer que foi mero saudosismo (até porque não tenho idade suficiente para ter vivido naqueles tempos e fui batizado em 1991) e nem estou, com essas palavras, deixando de reconhecer o crescimento e os avanços pelos quais a Igreja Adventista do Sétimo Dia passou nas últimas décadas. Em muitos sentidos, o preconceito que havia contra os "sabatistas" diminuiu bastante, graças ao maior (e respeitoso) diálogo que a igreja vem promovendo com as demais denominações e à ênfase equilibrada no assunto justificação pela fé. No entanto, fazendo um paralelo entre a igreja atual e a de "ontem", vejo que há aspectos dos quais talvez tenhamos nos esquecido ou relegado a segundo plano e que poderíamos resgatar. [Leia mais]

Atos falhos de um ateu

A linguagem pode dizer mais do que queremos, ou o contrário do que gostaríamos. Não temos controle absoluto sobre o que falamos e escrevemos. Aliás, não temos controle absoluto sobre nada. Vamos administrando nossas palavras dentro das possibilidades. Ler bem consiste em superar a "leitura deslizante ou horizontal", como explicava o filósofo espanhol Ortega y Gasset, substituindo-a pela "leitura vertical, a imersão no pequeno abismo que é cada palavra, fértil mergulho sem escafandro". Tudo o que lemos pode e deve passar por esse crivo. É preciso ter fôlego, manter a mente alerta e aberta, tornar-se leitor das entrelinhas, intérprete, para que as informações não se tornem "enformações" (aprisionamento em fôrmas) e as opiniões e crenças dos que têm acesso a espaços da mídia sejam ocasião para pensarmos por conta própria (como se fosse legítimo pensar um pensar "por conta alheia"!).

Um dos desafios do físico Marcelo Gleiser, articulista da Folha de S.Paulo, tem sido traduzir em linguagem compreensível para o leitor comum (e vem realizando esta tarefa de divulgação com maestria), princípios e conceitos científicos. O risco está em desdizer com o texto, por força da simplificação didática, aquilo em que pensa.

Embora não seja cientista ateu radical (aquele tipo de ateu que se torna tão ou mais intolerante do que os mais intolerantes religiosos), Marcelo Gleiser se posiciona como não crente em Deus, conforme revelou em sabatina promovida pela Folha em 26/06/2005:

"Eu não acredito em Deus. Acredito que coisas maravilhosas podem ser criadas com base apenas nas leis da natureza."

Somemos estas palavras a uma passagem de seu mais recente artigo "A vida e as rochas" (Folha, 13/12/2009):

"Se os seres unicelulares deram origem, ao mesmo tempo, tanto à complexidade da vida quanto à complexidade dos minerais, a hipótese de que a Terra, como um todo, é, de certa forma, uma criatura viva, ganha força."

"Criar" e "criatura" destoam deste contexto. São termos impregnados de ideias religiosas: a rigor, criatura pressupõe Criador, ou não faz sentido chamar-se "criatura". E se os seres unicelulares criaram... quem os teria criado?

O advérbio "apenas" denuncia, na declaração da sabatina, uma redução que é fruto de crença. O autor afirma não acreditar em Deus, mas usa o mesmo verbo "acreditar" em relação às leis da natureza. Crê, portanto, mas crença não se explica cientificamente...

(Gabriel Perissé, Observatório da Imprensa)

Nota: Quando li (dez anos atrás) o livro A Dança do Universo, do judeu ateu Marcelo Gleiser, ele ainda não era o físico midiático que acabaria se tornando (especialmente depois do quadro "Poeira das Estrelas", apresentado no programa de TV Fantástico). No livro, Gleiser se mostra até respeitoso com a visão religiosa, discutindo ciência sem deixar vir à tona ostensivamente sua visão ateísta. Tempos depois, esse mesmo físico a quem julguei equilibrado e respeitoso diria à Folha de S. Paulo que ensinar criacionismo é "crime" e que "à medida que você considera um criacionista um cientista, está dando uma credibilidade que ele não merece" (confira aqui). Gleiser parece ignorar deliberadamente homens como Isaac Newton e depois dele um panteão de verdadeiros cientistas crentes que fizeram ciência de ponta e foram responsáveis pela ciência moderna. Talvez o "físico pop" tenha se deixado levar pela onda promovida por alguns ateus ultradarwinistas incensados pela mídia secular de achincalhar o criacionismo e a crença alheia.[MB]

Leia também: "O verdadeiro Senhor do Universo"

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Cura pela esperança

A universitária Rose Mendes foi internada às pressas para uma bateria de exames. Dias depois recebeu a terrível notícia de que estava com câncer em estágio terminal e tinha poucos meses de vida. Os tratamentos quimioterápicos foram iniciados na esperança de retardar o avanço da doença. Dias depois, os médicos ficaram surpresos ao constatar que o câncer não só estava contido, mas retrocedia. O médico que acompanhava o caso conta que várias vezes, ao entrar no quarto de Rose, esperava ver uma pessoa arrasada e deprimida. Mas, ao contrário, via uma moça sorridente e esperançosa. [Leia mais]

Poesia de Natal (Blog da Gi)

Natal, Natal no Natal vou comer torta com sal.

No Natal é muito bom pra gente, pois a gente ganha presente.

Mas não se esqueça que o mais importante não é presente, é o nascimento de Jesus entre a gente.

Ai, ai, Natal é demais, tem gente que até ganha animais. [Leia mais]

“Não existe aquecimento global”

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “Perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica [só faltou dizer religiosa], e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O Sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o Sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o Sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas – algumas das que falavam da nova era glacial – que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias da Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Depende de como se mede.

Mede-se errado hoje?

Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

O senhor está afirmando que há direcionamento?

Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

Então o senhor garante existir uma manipulação?

Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os países fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Os fluxos naturais dos oceanos, pólos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto as emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões? Não vai mudar absolutamente nada no clima.

O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem das queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, início de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

E quanto ao derretimento das geleiras?

Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

Mas o mar não está avançando?

Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, com menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa. [Interessante: quando há consenso científico numa direção, ainda que a opinião não seja consensual e os fatos mostrem outra coisa, os discordantes sempre são hostilizados. Ocorre o mesmo com os teóricos do design inteligente e os criacionistas. – MB]

(UOL)

Nota: Pode ser realmente que não exista aquecimento global (ou pode ser que o papel antropogênico esteja sendo bem exagerado), mas uma coisa é certa: existe interesse global político/religioso nessa bandeira. Clique no marcador “ECOmenismo”, abaixo, e saiba mais sobre isso.[MB]

domingo, dezembro 13, 2009

Palestra "Deus Se Revela"


Clique aqui para fazer o download da palestra em PowerPoint.

Evolucionista ou criacionista, qual a sua posição?

De acordo com o que tenho observado, a escolha entre uma ou outra visão quanto à origem do Universo e da própria vida tem muito mais que ver com o tipo de experiência que cada um enfrenta na vida, do que com as informações a que foram expostos. Ninguém questiona a importância de peças fundamentais como o meio em que alguém cresceu, a educação que recebeu, os modelos de pessoa que se lhe apresentaram, o afeto (ou o desprezo) e o cuidado (ou a negligência) que recebeu, etc. No fim das contas, no entanto, parece que a ideia de origem que uma pessoa sustentará está essencialmente ligada à sua experiência com a religião, notadamente nos anos de sua infância e adolescência.

Nesse período crucial da vida, muitos fatores são capazes de iniciar o processo que resultará na negação do indivíduo de qualquer simpatia pela religião (ainda que inconscientemente e de maneira não declarada).

Destaco, por exemplo, a rigidez religiosa, que cultua muito mais a forma da religião do que o seu objetivo central de religar o homem ao seu Criador; a incoerência entre o discurso e as atitudes práticas de pais, professores e líderes religiosos; as explicações simplistas, ignorantes e irrazoáveis para os questionamentos simples e inteligentes [como ocorreu com Dan Brown]; a secularização da prática religiosa, reduzindo-a a um mero e antiquado fenômeno social; enfim, a própria ausência de religiosidade no lar - provavelmente resultante desses mesmos fatores.

Diante de realidades como essas, que resposta alguém fatalmente dará às inexoráveis perguntas com que nascemos, como: "De onde vim?", “Para onde vou?”, etc.

Não é preciso ser gênio para entender o ponto que estou abordando aqui. A ideia fundamental por detrás da criação e da evolução consiste, na verdade, em declarar quem ou o que acreditamos estar guiando nossa existência até aqui, e a quem ou a que “escolhemos” prestar contas um dia: a um ser superior ou ao acaso.

A questão, portanto, não é se você aceita uma ou outra ideia científica sobre o começo de tudo, mas, sim, se você aceita ou rejeita a pessoa de Deus. E é precisamente neste ponto que se destaca a resposta desenvolvida na infância e adolescência para a pergunta: "Quem é Deus?"

Quanto pior for a imagem que alguém tiver da pessoa de Deus, maior será a probabilidade de que virá a rejeitá-Lo e colocar outro em Seu lugar (e candidatos para isso não faltam). O acaso, o big-bang, a seleção natural, os alienígenas, e até a própria natureza têm sido colocados no trono da vida de milhões de pessoas. Em última análise, nesta questão reside o berço do evolucionismo.

Raciocinando como o Dr. Mário de Pinna, evolucionista da USP (veja vídeo aqui), nenhum desses deuses alternativos exige qualquer tipo de comportamento moral de nossa parte. Assim, somos livres e muito mais felizes! (Note que tipo de “deus” foi transmitido para essa pessoa.)

A você que pensa como o Dr. Mário, quero dizer que também não creio no deus que você rejeita. Ele, de fato, não existe! Não creio no deus que os iluministas se esforçaram por "matar". Chutar cachorro morto é para tolos. Não creio no deus que Darwin veio a negar por meio de sua teoria. Abomino o deus que freou a ciência por mais de um milênio e deteve o mundo inteiro estagnado nas masmorras da Idade Média. Anatematizo, finalmente, o deus em nome de quem tantos fizeram sofrer a bilhões nesta vida!

O Deus da Bíblia, a quem eu conheço e em quem eu creio, você ainda não teve o privilégio de conhecer! Se O conhecesse, desejaria ser seu melhor amigo, seu mais amoroso filho, Seu mais fiel e devotado servo!

Se desejar conhecê-Lo, conte comigo para ajudá-lo!

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oseias 6:3).

(Tomaz A. de Jesus, evangelista auxiliar da sede paulista central da Igreja Adventista)

Projeto Atlanta: Colômbia (parte 7)

Estava muito feliz por ter alcançado a cidade de Turbo. A euforia era resultado de ter concluído a travessia de um país muito difícil. No entanto, por falta de alguns dólares, não tive condições de tomar uma lancha de Turbo até Puerto Obaldia, a primeira cidade pertencente ao território panamenho, e fui obrigado a seguir mais um trecho por estradas colombianas antes de passar ao Panamá: Unguia a Acandi.

Após a programação maravilhosa em Unguia (leia em Colômbia, parte 6), deixei a casa do irmão Jairo um tanto preocupado depois de ouvir suas orientações e advertências. Ele foi bem claro em afirmar que eu corria perigo de vida ou de ficar perdido dentro da selva nas trilhas entre Unguia e Acandi. Entretanto, é óbvio que após ter enfrentado tantos perigos em caminhos anteriores, não iria deixar de avançar em busca de mais um passo na direção do meu sonho: Atlanta.

Por isso apertei o ritmo e fui logo deixando para trás a casa que me abrigou em Unguia. Antes de fazer a primeira curva, olhei e vi braços estendidos acenando um adeus. Respondi também agitando ao vento e para o alto minha mão esquerda.

Gostaria que este fosse o último adeus desta viagem, mas estou certo de que não será. Pensando nisso, não sei dizer o número de vezes que precisei me despedir de familiares, amigos e irmãos nestas andanças missionárias pelos países que já percorri na América do Sul. Se incluir a Colômbia, que já estou terminando, dá um total de seis países e mais de 35.000 km. Até Atlanta tenho mais nove nações a visitar. Terei que passar por Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Belize, Guatemala, México e Estados Unidos. Faltam aproximadamente 10.000 km. Ou seja, ainda terei muitas chegadas e partidas.

Abraços, alegria, sorrisos e satisfação nas chegadas. Porém, ao ter que ir embora, após conquistar corações sinceros, às vezes correm lágrimas pela face. Se não, quase sempre a voz fica silente e o olhar se perde rapidamente na busca de um novo horizonte.

Assim, descobri que não preciso ter apenas músculos, ossos, nervos e mente à prova de fortes emoções. Mas, e principalmente, um coração resistente às intempéries dos sentimentos humanos.

Mas não vejo o choro como uma fraqueza do homem. Há momentos em que o melhor remédio para aliviar a angústia da alma é derramar lágrimas. Exemplo disso foi o choro de Cristo por ocasião da morte do amigo Lázaro.

Assim fui percorrendo os caminhos entre Unguia e Acandi. Comecei por uma estrada de terra, pedregosa e com areia e poças de lama em algumas partes. Também vez ou outra cruzava um rio de pedras com água cristalina. A estrada é estreita. Em suas margens há florestas e alguns sítios e fazendas. Nas partes com selva é que reside o maior perigo, pois pode haver algum acampamento dos guerrilheiros das Farcs.

Estava tão apreensivo que tomei a decisão de esconder meu passaporte e identidade. Enrolei-os em um plástico e os coloquei dentro da cueca. Com isso, pensava que, caso fosse abordado por membros desta força revolucionária, talvez pudesse ocultar minha real identidade, haja vista que meu espanhol, no momento, assemelha-se muito ao falado por aqui. Se conseguisse apenas ser tomado por um colombiano, poderia dar-se o caso de apenas me roubarem. Assim, evitaria o sequestro, o qual traria consequências terríveis para o ministério do Atleta da fé e para toda a família adventista que tem me acompanhado.

Com essas preocupações esquentando a mente, avançava pela estradinha deserta ponteada de buracos, lama e pedras soltas, as quais quase me levaram ao chão em algumas descidas. Toda vez que me aproximava de alguma pessoa, estando a cavalo, a pé ou moto, orava rogando ao Senhor livramento das mãos do maligno.

Com dificuldade, fazendo o dobro do esforço que usaria por uma estrada asfaltada, fui engolindo os quilômetros com a “gorducha” (bike): 5, 10, 15, 20 km. Depois de vencer essa distância, cheguei a um povoado chamado Santa Maria. Passei direto, apenas fazendo aceno com a cabeça para alguns moradores que me olhavam curiosos e sempre rogando a Deus que ninguém tivesse um amor à primeira vista pela “gorducha” e seus equipamentos.

Adiante encontrei uma patrulha do exército colombiano, cercada por uma barricada feita de sacos de areia. Essa preocupação em dificultar a ação da artilharia inimiga mostra o quanto eles temem as forças do exército paramilitar.

Após passar Santa Maria, o caminho voltou a ficar inteiramente deserto. Essa solidão não traz desespero à alma porque me encanta o verde das florestas, a canção melodiosa dos pássaros, o sussurrar do vento nas folhas das palmeiras e o penetrar da vista nas fontes cristalinas, buscando a colorida e exótica vida aquática.

Em realidade, não fosse esse compromisso com Deus, eu certamente iria me embrenhar nestas matas, em busca de cachoeiras e paisagens paradisíacas. Seria capaz de passar dias em total integração com a fauna e flora desta região. Somente o que me preocupa é que há outros habitantes na selva que não nasceram aqui na natureza. São os intrusos guerrilheiros das Farcs, que tem utilizado a mata como esconderijo para reter pessoas que não têm nada a ver com a luta pela tomada do poder na Colômbia.

Por enquanto, só tenho me deparado neste caminho com cavalos, burros, touros e vacas. Até aproveito para de vez em quando “bater um papo” com eles. Todos falam um pouquinho, porém as que mais gostam de “conversar” são as vacas, especialmente no fim da tarde, quando já terminaram de pastar e estão deitadas junto a alguma árvore frondosa. A boca abre e fecha o tempo todo, num tagarelar sem fim (ruminando)...

Marcando 24 quilômetros no velocímetro da “gorducha”, alcanço mais um vilarejo. Chama-se Ricardi. Novamente encontro uma milícia do exército da Colômbia. Sua presença traz segurança, mas, por outro lado, mostra o quanto a região é perigosa e necessita de força militar para proteger os cidadãos. Também passo direto por esse povoado, sem perguntar nada ou mesmo comprar algo para comer. O temor é de que alguma palavra pronunciada com sotaque português me entregue. Isso seria algo nada confortável por estas bandas. Ou seja, uma “zona vermelha” onde em cada esquina pode ter um informante do exército paralelo. Por aqui, toda cautela é bem vinda.

Depois que deixei para trás a pequena cidade de Ricardi, voltei a ficar só e, olhando à frente, vi dois motoqueiros lado a lado fechando o caminho. Havia entre eles um pequeno espaço por onde passar com a “gorducha”. Senti o perigo e clamei a Deus que me deixasse atravessar sem ser interpelado por eles. Assim ocorreu. Disse-lhes: “Bom dia!” E obtive resposta igual. Segui tranquilo por uns dois quilômetros, porém um dos motoqueiros me perseguiu. Rapidamente chegou ao meu lado e pediu-me que parasse. Senti sua presença antes mesmo de ele chegar e já estava em oração. Sabia que seria presa fácil e tudo dependia de minhas respostas às indagações dele.

– Olá, amigo! O que faz por aqui? De onde vens?

Esse “Olá, amigo” trouxe alívio ao meu coração assustado. Senti que uma boa resposta dirigida pelo Espírito Santo me permitiria um salvo conduto.

– Sou um missionário. Pertenço à Igreja Adventista do Sétimo Dia e ando evangelizando estes povoados. Já estive em Unguia e sigo para Balboa, e depois Acandi. Tenho irmãos que moram lá.

Certo de que meus lábios pronunciaram a melhor resposta, esperei em silêncio. O jovem da moto passou um olhar investigativo. Primeiro pela “gorducha”, depois pela mochila traseira e dianteira. Depois para mim.

– Quer dizer que você é missionário da Igreja Adventista? Está evangelizando os povoados? Muito bem. Que Deus o acompanhe, siga em paz.

Dito isso, o motoqueiro fez meia volta e desapareceu na primeira curva da trilha.

Após passar por esse susto e livramento, segui mais tranquilo e até retirei os documentos da cueca e os coloquei de volta na mochila dianteira. Continuei a forçar as pedaladas para chegar ao próximo povoado antes de Acandi, por nome Balboa. Precisava tomar água e comer um pedaço de pão.

Mas, de repente, a estradinha sumiu. Acabou-se o caminho e dei de cara com uma porteira. Fiquei sem saber para onde seguir. Para a direita? Para a esquerda? Em frente após a porteira? Estava em dúvida. Precisava de orientação e não via a quem pedir ajuda.

Logo minha mente me fez recordar as palavras do irmão Jairo, quando nos despedimos em Unguia pela manhã: “Irmão George, creio que você vai se perder nessas trilhas antes de chegar a Acandi.” Aquelas palavras estavam se cumprindo. Há três caminhos e somente um segue em direção do meu destino. Essa situação somou-se a que já tenho arquivada na memória: 600 dólares para poder ingressar em terras panamenhas. Disponho de somente 12 e ainda terei que viajar mais dois dias em barco ou lancha para alcançar uma cidade do Panamá com estradas que me permitam chegar à Rodovia Interamericana, a qual me dará condições de viajar pelos outros países da América Central e do Norte.

São problemas grandes como montanhas. Talvez altos como as Cordilheiras da Colômbia. Mas tenho um Deus que me diz assim: “Eleve os seus olhos para os montes. De lá virá o seu socorro. Quem o socorre fez os céus e a Terra, e não cochila nem dorme Aquele que o guarda. Ele não vai permitir que o seu pé vacile.”

Por isso, olhando para minhas fraquezas e condições, não vejo como prosseguir. Por outro lado, fixando pela fé o olhar em Jesus, não vejo como perder esta batalha.

Estou seguindo para a cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, montado sobre uma “gorducha” de aço, alumínio, borracha e plástico. Um destino longínquo que está perto porque o meu sonho voa sobre as asas dos anjos das Cortes Celestiais.

Venha comigo porque Deus está aqui. Atlanta nos espera! Até breve...

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

sábado, dezembro 12, 2009

Sinead O'Connor exige renúncia de papa Bento 16

A cantora Sinead O'Connor pediu na sexta-feira que o papa Bento 16 renuncie por causa de um relatório do governo irlandês acusando os líderes da Igreja de acobertarem o abuso sexual de crianças por 30 anos. O Vaticano divulgou um comunicado na sexta-feira dizendo que o papa se sentiu "traído, envergonhado e ultrajado" por causa do escândalo e iria escrever ao povo irlandês sobre o abuso sexual. Mas Sinead, que certa vez irritou católicos ao rasgar uma foto de João Paulo 2º ao vivo na televisão, disse em uma carta publicada em um jornal britânico que o papa se manteve em silêncio por tempo demais sobre o abuso sexual infantil.

"Eu exijo que o papa renuncie por seu silêncio desprezível sobre a questão e seus atos de não cooperação com o inquérito", escreveu O'Connor em uma carta ao jornal The Independent, publicada antes de uma reunião entre líderes da igreja irlandesa e o papa no Vaticano.

"Os papas não tiveram problemas em dar suas opiniões quando quisemos pílulas anticoncepcionais ou o divórcio", disse Sinead.

"Não tiveram problema em criticar o Código Da Vinci. Nenhum problema em criticar Naomi Campbell por usar uma cruz adornada com joias. Mas quando se trata dos males feitos por pedófilos vestidos de padres, eles ficam em silêncio. É grotesco, inacreditável, bizarro e inédito. Eles não defendem nada além do mau."

A Igreja da Irlanda, país de maioria católica, foi abalada por dois relatórios este ano sobre abusos sexuais. O Relatório da Comissão Murphy, divulgado em 26 de novembro, revelou que a Igreja havia escondido o abuso sexual "obsessivamente" de 1975 a 2004.

Sinead, cuja canção de 1990 "Nothing Compares 2 U" foi sucesso no mundo todo, provocou polêmica na Irlanda quando um grupo católico dissidente ordenou-a sacerdotisa em uma cerimônia em Lourdes há 10 anos.

(Yahoo Notícias)

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Dissonância cognitiva: um obstáculo à verdade

Os judeus Gershon Robinson e Mordechai Steinman escreveram um livro bastante interessante, intitulado A Prova Evidente (São Paulo: Editora Colel, 1996). Recebi-o de presente do amigo e leitor Jackson Leal, de Salvador, BA. Li-o de uma assentada e gostei do conteúdo. Os autores trabalham com aquilo que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva – típico bloqueio que acomete pessoas que investiram muito em suas convicções e que muitas vezes as impede de aceitar facilmente ideias novas.

Eles começam explicando: “Estar certo provoca uma sensação de superioridade, ao passo que estar errado ocasiona uma sensação de inferioridade. Portanto, qualquer coisa que sugira que estamos errados é irritante e ocasiona mal-estar; é uma ameaça à nossa autoestima. Quando reconhecemos que estávamos errados e aceitamos a nova informação, é inevitável que nosso ego saia machucado. ... A dissonância cognitiva e algum tipo de reação física sempre ocorrem toda vez que alguém é criticado por algo a que se sente ligado ou é desafiado sobre o que considera verdadeiro. ... Sempre que surge algo que não se enquadra, logo surge a dissonância cognitiva no subconsciente humano. ... A dissonância consegue anular completamente o desejo humano de verdade. Se alguém ‘investiu tudo numa compra’, se fez um grande investimento em certo produto, crença ou ideia, então qualquer sugestão de que o investimento foi ruim tem grande probabilidade de ser ignorada, mesmo se for verdadeira” (p. 15, 16, 17).

Os autores citam alguns exemplos, entre os quais o de Einstein. Tudo indicava, para o físico, que o Universo estava em expansão, embora essa ideia fosse considerada por ele como “irritante” e “insensata”. Por quê? Porque “o homem [até o mais inteligente] parece ter uma necessidade subconsciente de ‘proteger’ seus investimentos, até mesmo da verdade. ... Justificada ou não, a irritação pode impedir que uma pessoa tenha qualquer percepção da verdade” (p. 30, 37). Para Einstein, o Universo era estático, e pronto.

A partir da página 39, Robinson e Steinman apresentam cinco motivos pelos quais algumas pessoas rejeitam a Deus, devido à dissociação cognitiva:

1. As pessoas suspeitam que, se Deus de fato existe, então enquanto seres humanos não poderíamos ser tão livres quanto gostaríamos. Como as pessoas são muito apegadas à ideia de liberdade, em um nível subconsciente os indícios de Deus incomodam, pois a ideia de Deus é percebida como ameaça à liberdade. Uma pessoa poderia, subconscientemente, tender a preferir que Deus não existisse por causa da ameaça à sua própria “soberania pessoal” [aqui foi inevitável não pensar em Richard Dawkins que, apesar do título de seu livro Deus, Um Delírio, afirma que vive na “predisposição de que Deus não exista”]. Em resumo, os indícios de Deus são emocionalmente irritantes, pois fazem o homem parecer pequeno; implicam que o homem talvez seja limitado em sua liberdade pessoal (p. 38).

2. As pessoas também abrigam o temor de descobrir que não passam do fruto da imaginação de um criador. O homem é uma força expressiva e criativa no Universo, e orgulha-se disso. Nada abala mais um ser humano que a ideia de que todo o seu ser é, na realidade, produto de outra força criativa e expressiva do Universo, de um Ser muito mais elevado e poderoso (p. 39).

3. Se Deus existe e é, de fato, um Pai espiritual para nós, por que Ele permanece tão distante e obscuro? Os indícios de Deus também podem ocasionar um sentimento de impotência e desimportância porque tal ideia provoca um sentimento de abandono e rejeição. Assim como temem a ideia de perder a liberdade pessoal, as pessoas temem a ideia de serem rejeitadas e abandonadas (p. 40).

4. Se uma pessoa aceita a existência de Deus, deve também admitir uma falta de compreensão. Em vez de aceitar uma ideia nova abstrata que parece conflitar com o óbvio, e assim admitir nossa falta de compreensão, nossa propensão é a ideia subconscientemente e nos livrarmos do incômodo (p. 41).

5. Quanto mais uma pessoa vive de acordo com a ideia de que Deus não existe, mais dissonância haverá como resultado da prova em contrário; pois esta faz com que a pessoa se sinta muito “menor”. Por causa da dissonância, tais indícios [de Deus] são automaticamente rejeitados no subconsciente antes mesmo que o intelecto consciente os examine (p. 41).

O capítulo 3, que dá nome ao livro – A Prova Evidente – procura demonstrar que existem evidências bastante sólidas de um projeto inteligente que aponta para o Criador, e que, portanto, a rejeição desses fatos e de Deus se deve mais à dissonância cognitiva do que a qualquer outra coisa.

Fazendo alusão aos monólitos alienígenas presentes no livro/filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, os autores perguntam: “Que nível de complexidade é necessário para que se considere intuitivamente que algo foi criado de maneira proposital? É necessário achar um computador na Lua? Não. Um carro? Não. Um relógio? Não! Basta uma simples rocha negra” (p. 58).

E então arrematam o pensamento: “Se o projeto do Universo é superior ao encontrado na rocha [monólito], se é maior do que o mínimo, seremos forçados a concluir que há indícios suficientes de um Mestre Autor. E, se não fosse por preconceito pessoal, social e outros, ou em uma palavra, pela dissonância, as pessoas reconheceriam isso intuitivamente... a dúvida seria baseada no irracional e no ‘não consigo suportar isso’ subconsciente” (p. 59).

A argumentação avança pelo fino ajuste das constantes universais, pela complexidade da vida em nível genético, embriológico e neurológico, cita cientistas de peso que admitem o design inteligente, e tenta justificar por que, a despeito de tanta complexidade específica observada no Universo, a negação de Deus e a sobrevivência da ideia do acaso cego ainda persistem:

“A impressionante longevidade do darwinismo, apesar de suas muitas falhas, é uma extraordinária confirmação da tese deste livro. Sem a evolução, o homem está ‘condenado’ a Deus. De maneira subconsciente e consciente, cientistas, jornalistas e outros se agarram à evolução com todas as suas forças. Como a ideia da evolução permite que as pessoas imaginem um universo sem Deus, a teoria evolucionária sobrevive e floresce em muitas versões, e todas as objeções a ela são descartadas com desprezo” (p. 93).

De fato, em Evolution From Space, o mais eminente astrônomo britânico, sir Fred Hoyle, aponta problemas gritantes na teoria da evolução e conclui que a sobrevivência desse paradigma se deve apenas ao fato de ele ser considerado “socialmente desejável e mesmo essencial para a paz mental das pessoas” (Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe. Evolution From Space. Londres: Hutchinson and Co., 1969, p. 66 – citado por Robinson e Steinman, p. 94).

Aliás, é de Hoyle que vem outra análise interessante sobre a probabilidade de surgimento da vida na “sopa química”. Ele lembra que há cerca de duas mil enzimas [um tipo de proteína essencial à vida] diferentes, e cada uma tem estrutura própria. Segundo ele, a probabilidade de se obter todas as duas mil enzimas ao acaso é de uma em dez elevado a 40 mil, “quase a mesma probabilidade de se obter uma sequência ininterrupta de 50 mil números 6 com um dado não viciado”, compara. Esses cálculos não chegam nem perto da probabilidade de se produzir ao acaso os “programas” pelos quais as células se dividem e se organizam. Hoyle conclui: “Para a vida ter surgido na Terra seria necessário que instruções bem explícitas tivessem sido fornecidas para sua formação” (Ibidem, p. 109).

Então, por que essa ideia persiste? Em seu livro Origins, Robert Shapiro afirma que o motivo pelo qual os cientistas alimentam o público com a ideia da “sopa química” por tanto tempo é que ela serve para preencher aquele “vácuo” horrível. Os cientistas e a mídia querem, de qualquer maneira, que a hipótese da sopa seja verdadeira. Em vez de aceitar a ideia “religiosa” sobre a origem da vida, empenham-se em vestir um mito e fazê-lo parecer científico (Robert Shapiro. Origins: A Skeptic’s Guide to the Creation of Life on Earth. Nova York: Bantam Books, 1986 – citado por Robinson e Steinman, p. 107).

No capítulo “O Judaísmo e a crença em Deus”, os autores escreveram: “De acordo com o rei Salomão [Ec 8:17; 3:11], muitos dos enigmas que hoje confrontam a ciência permanecerão enigmas até o fim dos tempos, porque a Sabedoria Suprema por trás deles está muito além da sabedoria e do alcance da humanidade. ... A abordagem mais saudável, e mais conectada com a realidade, é a proposta pelos cientistas da Escola de Pensamento Antrópica. Estes cientistas reconhecem Deus, admitem que certos enigmas nunca serão resolvidos, e ainda assim continuam a aplicar o método científico à natureza, tentando decifrar o que for possível” (p. 134, 135).

O antigo filósofo grego Alexandre Afrodísio relaciona três diferentes fatores que funcionam como “obstáculos” para que alguém enxergue a verdade: a arrogância, a presunção e o amor à liberdade; a sutileza, profundidade e dificuldade do assunto; a ignorância humana, a insuficiência da capacidade intelectual. Crentes ou não, todos estamos sujeitos a esbarrar num ou mais desses obstáculos, mas não nos esqueçamos de que “o maior obstáculo entre uma pessoa e a verdade pode ser ela mesma” (p. 141), e sua dissonância cognitiva.

(Michelson Borges, jornalista e mestrando em Teologia pelo Unasp)

Engenharia inspirada no design inteligente



"Temos que observar o design da natureza", diz o palestrante. Se observarem um pouco mais, perceberão que Paulo tinha razão ao escrever Romanos 1:20.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Suco de uva pode reduzir perda de memória

Uma pesquisa realizada na Universidade de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas que tomam suco natural de uva têm melhor memória do que as que evitam consumir o produto em seu dia a dia. Os cientistas, que submeteram 12 pessoas ao consumo de suco de uva por 12 semanas, acreditam que os antioxidantes são os principais responsáveis pela notável melhora no grupo submetido à experiência. As enzimas, minerais e vitaminas que podem melhorar a memória podem ser encontradas em grande escala na casca da fruta ou em seu composto. A pesquisa foi liderada pelo médico Robert Krikorian, que apresentou as conclusões durante a conferência International Polyphenols and Health, realizada em Yorkshire, na Inglaterra. [Leia mais]

Mais de 50 jornais demonstram a força do ECOmenismo

Mais de 50 jornais de todo o mundo juntaram-se em campanha pelo meio ambiente. Todos publicaram, no domingo [6/12], um editorial em suas capas para chamar a atenção para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começou em Copenhague na segunda-feira [7/12]. O projeto, sem precedentes, é resultado de semanas de negociação entre as publicações para que todas chegassem a um acordo sobre o texto final, em um processo de diálogo semelhante à relação diplomática que permeará os 14 dias do evento. O artigo foi trabalho de uma equipe de repórteres e editores do diário britânico Guardian [o mesmo que apoia o Movimento 10:10] e teve três esboços para chegar à redação final, que satisfizesse a todos. “Jornais nunca fizeram nada semelhante antes, mas também nunca tiveram que cobrir um tema como este. Nenhum editorial sozinho poderia esperar influenciar o resultado de Copenhague, mas espero que a voz combinada de 56 grandes jornais em 20 idiomas lembre aos políticos e negociadores reunidos lá o que está em jogo – e convença-os a ficarem acima das rivalidades e inflexibilidades que estão no caminho do acordo”, diz Alan Rusbridger, editor-chefe do Guardian.

Confira a lista completa dos jornais participantes aqui.

O editorial, em português [com destaques deste blog]:

Hoje, 56 jornais de 44 países dão o passo inédito de falar com uma só voz, por meio do mesmo editorial. Tomamos essa atitude porque a humanidade enfrenta uma séria emergência.

Se não nos unirmos para adotar uma ação decisiva, as mudanças climáticas devastarão nosso planeta, acabando também com nossa prosperidade e nossa segurança. Os perigos têm se tornado evidentes há uma geração. Agora os fatos começaram a falar por si: 11 dos últimos 14 anos foram os mais quentes já registrados, o gelo do Ártico está derretendo e a alta nos preços do petróleo e dos alimentos no ano passado é um exemplo do caos que pode estar por vir. Nas publicações científicas, a questão não é mais se os seres humanos devem levar a culpa pelo que está acontecendo, mas quão curto é o tempo que temos para reduzir os danos. Até aqui, a resposta mundial tem sido fraca e sem entusiasmo.

As mudanças climáticas foram causadas ao longo de séculos e têm consequências que durarão para sempre. As nossas chances de frear o problema serão determinadas nos próximos 14 dias. Apelamos aos representantes dos 192 países reunidos em Copenhague a não hesitar, não entrar em disputas, não culpar uns aos outros, mas sim a aproveitar a oportunidade advinda deste que é o maior fracasso político moderno. Esta não deve ser uma luta entre ricos e pobres ou entre Ocidente e Oriente. As mudanças climáticas afetam a todos e devem ser resolvidas por todos.

A ciência envolvida é complexa, mas os fatos são claros. O mundo precisa agir para limitar a 2ºC o aumento da temperatura global, um objetivo que exigirá que as emissões mundiais de gases-estufa alcancem um teto e comecem a cair nos próximos cinco a 10 anos. Um aquecimento maior, de 3ºC a 4ºC – o menor aumento que podemos esperar se continuarmos sem fazer nada –, poderá levar seca aos continentes, transformando áreas agrícolas em desertos. Metade das espécies poderá ser extinta, milhões de pessoas poderão ser desalojadas, nações inteiras inundadas pelo mar.

Poucos acreditam que Copenhague ainda possa produzir um tratado definitivo; progresso real nessa direção só pôde surgir com a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca e com a reversão de anos de obstrucionismo americano. Mesmo agora, o mundo se encontra dependente da política interna americana, pois o presidente não pode se comprometer completamente com as ações até que o Congresso americano o faça.

Mas os políticos em Copenhague podem e devem definir os pontos essenciais de um acordo justo e efetivo e, especialmente, estabelecer um cronograma para transformá-lo em um tratado. O encontro sobre o clima das Nações Unidas em junho próximo, em Bonn (Alemanha), deveria ser o prazo final. Como um negociador colocou: “Nós podemos ir para a prorrogação, mas não podemos bancar uma nova partida.” (...)

O mundo desenvolvido é responsável pela maior parte do carbono acumulado na atmosfera – três quartos de todo o dióxido de carbono (CO2) emitido desde 1850. Por isso, precisa tomar a liderança: todos os países desenvolvidos devem se comprometer a fazer cortes profundos, reduzindo suas emissões dentro de uma década a níveis muito mais baixos do que os de 1990. (...)

Apesar de ficar aquém do que muitos esperavam, o recente comprometimento dos maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, com metas para redução de emissões foi um importante passo na direção certa. (...)

A transformação custará caro, mas muito menos do que a conta paga para salvar o sistema financeiro mundial – e imensamente menos do que as consequências de não fazer nada.

Muitos de nós, particularmente no mundo desenvolvido, terão de mudar seus estilos de vida [aqui mora o perigo...]. A era de voos que custam menos do que a corrida de táxi até o aeroporto está chegando ao fim. Teremos que comprar, comer e viajar de forma mais inteligente. Teremos de pagar mais pela nossa energia e usá-la menos. (...)

É nesse espírito que 56 jornais de todo o mundo se uniram por meio deste editorial. Se nós, com tantas diferenças de perspectiva nacional e política, podemos concordar sobre o que deve ser feito, então certamente nossos líderes também poderão.

Os políticos em Copenhague têm o poder de moldar o julgamento da História sobre esta geração: uma geração que viu um desafio e o encarou, ou uma geração tão estúpida que viu o desastre chegando mas não fez nada para evitá-lo. Imploramos que façam a escolha certa.

[Esse é o espírito agregador do ECOmenismo.]

(Observatório da Imprensa)

Darwin e as mulheres

As “respostas” de Darwin, a seguir, foram todas extraídas do seu livro A Origem do Homem e a Seleção Sexual, com tradução para o português por Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca, publicado pela Hemus Editora.

Afinal, como o senhor vê a mulher em relação ao homem? Em que sentido o homem difere exatamente da mulher?

“O homem é mais corajoso, belicoso e enérgico e possui um espírito mais inventivo. O seu cérebro é muito maior, sem dúvida, mas ainda não se conseguiu constatar se é ou não proporcional às suas maiores dimensões. As crianças masculinas e femininas assemelham-se, como a prole de tantos outros animais cujos adultos diferem notavelmente; também elas se parecem mais com a fêmea do que com o macho adulto. No fim a fêmea assume, porém, alguns caracteres distintivos e na formação do crânio parece assumir um caráter intermediário entre o menino e o homem” (p. 641).

Certo, mas como se deu exatamente essa distinção em termos evolutivos?

“É provável que a seleção sexual tenha desempenhado um papel importantíssimo nas diferenças dessa natureza. Sei que alguns estudiosos duvidam da existência de tal diferença, mas ela é pelo menos provável em face da analogia com animais inferiores que apresentam outros caracteres sexuais secundários. Ninguém duvidará que o touro tem um comportamento diferente daquele da vaca, o javali daquele da porca, o garanhão daquele da égua e, como todos sabem, os machos dos grandes símios daquele das suas fêmeas. A mulher parece diferir do homem na atitude mental, sobretudo em razão da maior ternura e da menor dose de egoísmo; isto se verifica também entre os selvagens, conforme demonstra uma conhecida passagem das Viagens de Mungo Park e pelas observações feitas por muitos outros viajantes” (p. 647).

Não há, então, segundo o senhor, nenhum aspecto em que a mulher supera o homem?

“Em geral se crê que a mulher supera o homem na intuição, na maneira rápida como entende as coisas e talvez na imitação, mas pelo menos algumas dessas faculdades são características das raças inferiores e, por conseguinte, de um estágio de civilização mais baixo e já ultrapassado” (p. 648).

Embora o senhor já tenha realçado a “superioridade” masculina, em termos de distinção entre ambos os sexos o que mais prevalece como vantagem para homem, isso levando em conta a luta pela sobrevivência?

“A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas” (p. 649).

E o que mais contribuiu nesse processo de distinção entre ambos os sexos?

“Estas faculdades, como também o gênio, devem ter-se desenvolvido no homem em parte por meio da seleção sexual, isto é, pela luta com machos rivais, e em parte através da seleção natural, ou seja, pelo êxito na luta contínua pela existência; visto que em ambos os casos a luta se terá dado durante a idade madura, os caracteres obtidos devem ter sido transmitidos de maneira mais perfeita à prole masculina do que à feminina” (p. 650).

Evolutivamente, apenas como suposição, o que seria necessário à mulher para que alcance vantagens semelhantes às do homem?

“Para que fosse capaz de alcançar o mesmo nível do homem, quando em idade quase adulta, a mulher deveria praticar a energia e a perseverança e exercitar ao máximo a razão e a imaginação; provavelmente poderia então transmitir tais qualidades às filhas adultas. Seja como for, as mulheres não poderiam alcançar esses resultados, a menos que durante muitas gerações aquelas que excedem nas supraditas qualidades se casassem e dessem ao mundo mais filhos do que as outras” (p. 651).

E o que exatamente contribui para que haja um aumento na desigualdade entre ambos os sexos?

“Com respeito à força corpórea, já temos visto que, embora os homens não combatam pelas suas mulheres, pois que tal forma de seleção já está superada, na maturidade eles devem sustentar uma dura luta para manter a si mesmos e a família; e isto vem contribuir para conservar e aumentar as suas qualidades mentais e consequentemente a atual desigualdade entre os dois sexos” (p. 651).

(Humor Darwinista)

Nota: Depois dizem que a Bíblia é machista! Mas alguns sairão em defesa de Darwin alegando que ele viveu nos tempos da antiga Inglaterra vitoriana, durante os quais as mulheres não eram valorizadas, e que, por isso, não podemos deixar de levar em conta esse contexto histórico. Correto. Mas por que essas mesmas pessoas não assumem essa postura em relação à Bíblia, para perceber que ela retrata o contexto machista de seu tempo, mas que, no entanto, reflete também a postura igualitária mantida por Deus? Afinal, Ele escolheu profetas e profetisas; dedicou livros inteiros (ou parte deles) do Cânon à visão feminina (Rute, Ester e Cantares); tratou ambos os sexos com igualdade, o que foi visto especialmente na postura de Jesus; valorizou Maria Madalena, tendo Jesus aparecido primeiramente a ela depois de ressuscitado; e assim por diante.[MB]

Sonhos e desafios de um jovem editor adventista

Marcos Gabriel Blanco nasceu em Mendoza, Argentina, em 1975. Casado com Claudia Elizabeth Blath de Blanco, tem um casal de filhos: Gabriel, de cinco anos, e Julieta, de quatro. Formado em Teologia, estudou comunicação e atuou como revisor, tendo se especializado em textos jornalísticos. Mestrando em Teologia (falta-lhe apenas defender a dissertação), publicou o livro Jesús Extremo (em fase de preparo para publicação também em língua portuguesa, pela Casa Publicadora Brasileira). Seu passatempo preferido são os esportes ao ar livre, como corrida, mountain bike e alpinismo (esteve no Aconcágua).

Recentemente eleito para chefiar o departamento de Redação da Associación Casa Editora Sudamericana (Aces), a editora adventista da Argentina, concedeu esta entrevista ao jornalista Michelson Borges: [Leia mais]

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Darwinismo e Espiritismo de mãos dadas

Se fôssemos pensar o darwinismo à luz das doutrinas religiosas, qual religião melhor se adaptaria aos ideais propostos pelo naturalista inglês Charles Darwin? Bem, não restam dúvidas de que o Espiritismo é a escolha mais coerente sob esse ponto de vista. Sim, pois como é sabido, o pai da religião espírita, o francês Allan Kardec, ao construir suas doutrinas, fez uso abundante dos pressupostos evolutivos, mais exatamente da evolução como ideia de progresso. Ademais, o Espiritismo, tal qual o Darwinismo, faz questão de lograr para si o status de “ciência”, e ciência “de fato”, diga-se de passagem!

E sobre o assunto, faço referência de um livro de autoria de Hebe Laghi de Souza, no qual essa afinidade é defendida como sendo um diálogo ideologicamente possível. O título é: Darwin e Kardec: Um Diálogo Possível, publicado pela Editora Allan Kardec.

Veja a síntese do livro, conforme um site espírita: “A obra contribui para diminuir a distância entre os dois pólos do conhecimento em que se pôs o homem por inércia, orgulho, vaidade ou medo. As leis da natureza, reveladas por Charles Darwin, se põem paralelas às do mundo espiritual, codificadas por Allan Kardec. Livro indicado a todos os que desejarem entender o ser espiritual que somos, nosso destino futuro, o que fazemos aqui, a razão da existência de um sistema evolutivo aparentemente cruel e os motivos de nossa vivência sujeita a obstáculos e sofrimentos.”

(Humor Darwinista)

Nota: Esse livro espírita apenas corrobora o argumento que defendo no capítulo 1 (“Guerra ideológica”) do meu livro Nos Bastidores da Mídia, segundo o qual o elemento unificador entre o darwinismo, o espiritismo e o marxismo/comunismo é a ideia da evolução (biológica, espiritual e/ou social) sem Deus. Tal postura reflete a velha mentira: “Sereis como Deus.” Em oposição a essa visão, estão as três mensagens angélicas de Apocalipse 14, cujo âmago é a doutrina da justificação pela fé (ver Ellen G. White, Evangelismo, p. 190). Assim, no centro do grande conflito entre o mal e o bem estão as posições antagônicas de dependência e independência de Deus. Foi assim desde a Queda e será assim até a volta de Jesus.[MB]

E-mails que nos alegram (16)

"Olá, Michelson, gostaria de, primeiro, dizer que sou um profundo apreciador do seu trabalho. Sem dúvida, você é um homem de Deus. Acompanho todos os dias seu blog e, através dele, tenho aprendido muito. Seus textos têm me influenciado muito positivamente durante minha jornada cristã. Desejo sinceramente que Deus continue a te usar e que seu trabalho alcance muitos outros que precisam saber da Verdade.

"Durante o último fim de semana eu tive o prazer de ler o e-Book Deus Nos Uniu, que você e sua esposa escreveram. Adorei! Neste tempo de literaturas tão vazias ou subversivas é muito agradável ler um romance como o que vocês escreveram. Tenho acompanhado a nova onda de vampirismo com a publicação da série Crepúsculo e já li o primeiro livro. Realmente não entendo o que chama tanto a atenção dos adolescentes num romance tão fraco e bobo. Não digo nada do ocultismo do livro de Stephenie Meyer, porque isso é obviamente detestável, mas me refiro à qualidade da obra. É bem fraquinho mesmo. Entretando, seu e-Book é muito divertido. Além de todas as lições critãs, o seu romance com a Débora é 'apaixonante'. Os momentos em que vocês contavam o mesmo acontecimento sob a perspectiva de cada um foram os melhores. Incrível como eu torci por vocês mesmo sabendo o fim da história. Contudo, o mais precioso da obra foi tudo o que ela me ensinou. A vida de vocês depois da conversão é um modelo a ser seguido. E o namoro é sem comentários. O cristianismo aplicado e ativo na vida de uma pessoa transforma outras pessoas. Passei a te admirar e respeitar ainda mais depois da leitura.

"A única coisa que senti falta no e-book foi um final. Não sei se o capítulo 19 realmente foi o escolhido pra encerrar a narrativa, mas fiquei compulsivamente curioso pra saber qual o é 'plano B' que você contaria para a Débora. Além disso, faltavam dois meses para vocês se casarem e acredito que o casamento e o nascimento de suas filhas são momentos que merecem estar no e-book. Bem, isso é o que eu gostaria muito ler. Michelson, você planeja escrever mais algum capítulo ou vai encerrar ali mesmo a história?

"Que você continue usando seus talentos de forma tão primorosa para Deus e que esse mesmo Deus Criador e Salvador abençoe ricamente a ti e a tua familia."

(Alysson Huf de Oliveira)

Nota: Prezado Alysson, obrigado pelas palavras de apreço ao nosso trabalho. Como você mesmo percebeu, o livro não chegou ao fim. Ainda estamos escrevendo e, sem dúvida, ainda há lances importantes para serem abordados. Em breve publicaremos novos capítulos.[MB]

Torrente de esperança

Deitado nas areias úmidas da praia do Rincão, no litoral sul-catarinense, contemplo o céu estrelado e sem nuvens. Muitas dúvidas povoam minha mente de adolescente: De onde veio tudo isso? Seria o Universo fruto de uma explosão? Diante de toda essa vastidão, o que somos? Qual o nosso valor e que sentido há naquilo que fazemos, se somos meras partículas neste oceano cósmico? As respostas tiveram que esperar mais alguns anos, mas vieram. Em 1989, conheci um jovem adventista enquanto estudávamos no curso técnico de química, no ensino médio. Deus o usou para abrir diante de mim uma verdadeira torrente de revelações maravilhosas; uma janela para a verdade que eu tanto ansiava, mas não sabia onde encontrar. Uma a uma, minhas dúvidas foram se dissipando. Meus conceitos foram abalados e meus preconceitos, desfeitos.

As palavras de Apocalipse 14:6 e 7 pareciam saltar das páginas da Bíblia: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas."

Esse evangelho eterno, pela bondade de Deus, estava me alcançando. E a mensagem garantia que existe um Deus para ser amado e respeitado. Que há um juízo e que, portanto, devemos dar conta de nossa vida ao Criador. E mais: como no ato de "copiar" e "colar", João, o escritor do Apocalipse, transportou o fraseado de Êxodo 20:8-11 para seu livro profético. Portanto, Yahweh é o Criador do céu, das estrelas, das galáxias, da Terra e de tudo o que nela há. E o sábado é um eterno lembrete desse fato.

Descobri que, apesar da desfiguração ocasionada pelo pecado, somos imagem e semelhança do Criador. Pode parecer uma constatação simples para aqueles que estão familiarizados com ela, mas, para mim, ex-darwinista, era bom demais saber disso. Eu não era um acidente biológico! Minha vida tem propósito - origem e futuro certos. Mas Deus tinha ainda muito mais para me mostrar... [Leia mais]

Russos apoiam mais o criacionismo do que o darwinismo

Por volta de 44% dos russos apoiam a teoria criacionista, comparados aos 35% que acreditam na teoria da evolução de Darwin, conforme constatou pesquisa com 1.600 pessoas, dirigida pelo Centro de Pesquisa da Opinião Pública VTsIOM, em 140 comunidades russas, realizada nos dias 20 e 21 de novembro. Em particular, a teoria evolucionista de Darwin é apoiada por 55% dos que residem em Moscou e São Petersburgo – 54% de ateus e 45% com formação superior; enquanto que o criacionismo é aceito por 50% dos residentes na zona rural – 48% de crentes em Deus e 50% de pessoas sem grau de instrução.

A pesquisa mostrou que a maioria dos russos definitivamente não compartilha os postulados do criacionismo, tampouco a teoria da evolução de Darwin. Aproximadamente 63% dos pesquisados reconhecem a ideia de Darwin sobre o desenvolvimento permanente da vida no planeta e a seleção natural e 71% estão convencidos de que a idade da Terra é de pelo menos muitos bilhões de anos.

Ao mesmo tempo, 48% dos russos são propensos a crer que o homem foi criado por Deus, 49% que o mundo era originalmente perfeito e ficou mais caótico com o tempo e 62% que todas as principais mudanças da Terra foram causadas por desastres globais, como o Dilúvio.

Os darwinistas e os criacionistas discordam radicalmente apenas sobre a origem do homem, com 77% do primeiro grupo crendo que Homo sapiens e macacos têm o mesmo ancestral e 86% do último convencidos da criação divina do homem. Também, 58% dos criacionistas acreditam na perfeição original do mundo, enquanto que as opiniões dos darwinistas quanto a esse assunto estão divididas (43% cada).

Quanto aos outros postulados, 77% dos que apoiam a teoria evolucionista e 52% dos criacionistas reconhecem a existência da seleção natural, 57% de darwinistas e 69% de criacionistas creem na mudança do planeta sob a influência de desastres globais e 80% de darwinistas e 67% de criacionistas creem que a Terra existe há bilhões de anos.

Da mesma forma, muitos religiosos e ateus reconhecem que o mundo se desenvolve permanentemente, de acordo com as regras da seleção natural (61% e 75% respectivamente), que os desastres globais, em particular o Dilúvio, influenciam a Terra (64% e 49%), e que a Terra tem bilhões de anos (72% e 74%).

Ao mesmo tempo, 52% dos crentes compartilham a ideia de que o homem fora criado por Deus, enquanto que 55% dos ateus acham que homens e macacos têm ancestral comum. Também 48% dos ateus acreditam que o mundo estava originalmente em um estado caótico, enquanto que 51% dos crentes mantêm uma visão contrária.

(Interfax)

Tradução: Milene Rocha

Medicina ortomolecular – método pobre

A chamada medicina ortomolecular tem como objetivo primordial “restabelecer o equilíbrio químico do organismo”. Esse acerto (orto = certo) das moléculas é buscado por meio de vitaminas, minerais e/ou aminoácidos. A ideia é buscar o “reequilíbrio bioquímico” e combater os radicais livres. Com relação à adoção ou não desse tipo de medicina, devemos considerar vários aspectos: [Leia mais]

terça-feira, dezembro 08, 2009

As novas sacerdotisas de Gaia

A lição da Escola Sabatina desta semana analisa os perigos do sensualismo ligado à idolatria e mostra as tristes consequências da prostituição dos hebreus com as prostitutas cultuais que os levaram a adorar o falso deus Baal (leia meu comentário aqui). Curiosa e coincidentemente, o G1 deu esta notícia anteontem: "Os participantes da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 15), que [começou] nesta segunda-feira (7), em Copenhague, são alvo de uma promoção inusitada: mediante apresentação de credencial, podem se divertir de graça com uma das 79 prostitutas associadas à Organização Dinamarquesa das Trabalhadoras do Sexo (SIO, na sigla em dinamarquês). A ação tem validade por toda a duração do evento e começou por causa de uma campanha em que a câmara dos vereadores e a prefeita da capital dinamarquesa, Ritt Bjerregaard, distribuíram pelos hotéis da cidade cartões postais com a mensagem “Seja sustentável: não compre sexo”. As prostitutas vão aceitar esses cartões como forma de pagamento por um programa, contanto que o beneficiário comprove que é participante da COP 15.

“Resolvemos responder oferecendo sexo de graça porque consideramos isso um preconceito”, disse ao G1 a representante da SIO, Susanne Moeller, que também trabalha no ramo. A prostituição é legal no país. (...)

Copenhague é conhecida como umas das cidades com custo de vida mais alto no mundo. Perguntada a respeito de quanto as associadas estariam, em média, deixando de ganhar ao aceitar um programa gratuito, Susanna desconversou: “Trabalhamos individualmente e os preços variam muito.”

Nota: Quem acompanha as notícias sobre o ECOmenismo (neste blog e em alguns outros) sabe das implicações religiosas e neopagãs desse movimento sorrateiro. A intenção é salvar Gaia, e essas "profissionais do sexo", sem o saber, quase que simbolizam as novas sacerdotisas dessa "deusa".[MB]

Criacionismo e darwinismo para crianças

Tive uma surpresa quando conheci o criacionismo. Tinha 17 anos e estava no ensino médio (na época, segundo grau). Desde criança, sempre ouvia falar da tal “sopa primordial” e via em meus livros didáticos a famosa ilustração dos primatas “evoluindo” até o ser humano moderno. Quando cheguei ao ginásio (é, sou do tempo do “ginásio”...), já aceitava tranquilamente toda essa história. No ensino médio, durante as aulas de química orgânica (no curso técnico de Química), me ensinaram que a vida poderia surgir de compostos inorgânicos. Se eu não tivesse conhecido o criacionismo e me aprofundado na controvérsia a respeito das origens entre esse modelo e o darwinista, teria chegado à faculdade sem questionar a validade do evolucionismo. Pensando nisso, resolvi escrever um livrinho infantil narrando de forma bem humorada, levemente poética, as duas versões sobre as origens. O livro, intitulado Se Deus Fez, Se Deus Não Fez, começa, de um lado, contando como teria sido a origem da vida pela ótica darwinista. Chegando ao meio dele, o leitor é convidado a virar e começar a história do outro lado, agora na versão criacionista. O livro é todo ilustrado em cores pelo meu amigo Andrei Vieira, desenhista da revista Nosso Amiguinho.[MB]

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