terça-feira, março 24, 2009

Trabalhar demais aumenta risco de demência

Uma pesquisa liderada por cientistas finlandeses sugere que excesso de trabalho pode aumentar o risco de declínio mental e, possivelmente, de demência. Demência é um termo genérico que descreve a deterioração de funções como memória, linguagem, orientação e julgamento. Existem vários tipos de demência, mas o mal de Alzheimer, com dois terços dos casos, é a forma mais comum. O estudo analisou 2.214 funcionários públicos britânicos de meia idade e descobriu que aqueles que trabalhavam mais de 55 horas por semana tinham menos habilidades mentais do que os que faziam o horário normal.

A pesquisa, divulgada na publicação científica American Journal of Epidemiology, descobriu que os que trabalhavam demais tinham problemas com a memória de curto prazo e lembrança de palavras. Ainda não se sabe a razão de o excesso de trabalho causar esses efeitos no cérebro. Mas os pesquisadores afirmam que os fatores mais importantes podem incluir o aumento de problemas do sono, depressão, estilo de vida prejudicial à saúde e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, possivelmente ligados ao estresse. (...)

Cary Cooper, especialista em estresse no local de trabalho na Universidade de Lancaster, Grã-Bretanha, afirmou que já se sabe há algum tempo que trabalhar em excesso de forma regular pode prejudicar a saúde em geral, e agora este estudo sugere que também pode haver danos ao funcionamento mental. “Isso deve enviar uma mensagem aos empregadores de que insistir que as pessoas trabalhem em excesso na verdade não é bom para os negócios”, disse. “Mas a minha preocupação é que em uma recessão as pessoas trabalhem mais. (...) As pessoas irão para o trabalho mesmo se estiverem doentes, pois querem mostrar comprometimento e garantir que não sejam os próximos funcionários demitidos”, acrescentou.

(BBC Brasil)

Nota: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho” (Êxodo 20:8-10). “O sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2.27). “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; mas se chamares ao Sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra, e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13-14).

U.S. News & World Report cita adventistas como modelo

Um artigo da U.S. News & World Report apresenta os “10 hábitos de saúde que ajudarão você a viver até os 100”. No ponto número oito o conselho é: “Viva como um adventista do sétimo dia”. Eles destacam o estilo de alimentação e também que os adventistas estão bem focados na família e na comunidade. Leia o artigo em inglês aqui.

Crianças aprendem mais em contato com a natureza

A psicóloga americana Andrea Faber Taylor, da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, passou os últimos dez anos de sua vida estudando os impactos do meio ambiente no comportamento das crianças. Ela acaba de concluir uma pesquisa que analisou a influência do contato com a natureza em crianças que sofrem do transtorno de déficit de atenção e têm dificuldades para se manter concentradas. O resultado mostrou que as crianças que têm contato com áreas verdes – seja um passeio num parque ou uma brincadeira no gramado – apresentavam melhores resultados na escola do que as que ficam privadas de ambientes naturais. Segundo a psicóloga, o contato com a natureza permite descansar a atenção que exige mais foco, como a que é usada enquanto estamos trabalhando.

Por que estudar o impacto da natureza no comportamento das crianças?

Nós acreditamos que todo ser humano pode ter a atenção prejudicada pelo excesso de uso. Existem dois tipos de atenção. O primeiro é a atenção direta, que usamos para tarefas como trabalhar, ler e estudar, sem nos distrair. O outro tipo é a atenção periférica, que usamos para perceber o que acontece nos arredores, quando ouvimos um bebê chorar, por exemplo. Ocorre que a atenção direta é um recurso limitado. Podemos perceber isso em momentos da vida em que estamos trabalhando muito e ficamos com dificuldades de concentração. Tínhamos algumas evidências de que a atenção direta era mais facilmente "recarregada" quando entramos em contato com a natureza do que quando realizamos outros tipos de atividade, como assistir à televisão, por exemplo. Resolvemos, então, ver se a presença da natureza tinha impacto no comportamento de crianças com distúrbio de déficit de atenção.

E quais foram os resultados da pesquisa?

Percebemos que a capacidade de aprendizado das crianças que possuem o distúrbio melhora muito quando elas têm contato com a natureza. Não é que elas vão zerar o déficit de atenção, mas melhoram muito.

Por quê?

Porque o contato com a natureza estimula a atenção periférica enquanto a direta descansa. Se estamos vendo a água escorrer por uma cachoeira, também podemos pensar em outras coisas e não precisamos usar a atenção direta.

Como a pesquisa foi conduzida?

No começo, perguntamos aos pais se eles percebiam diferença no desempenho de seus filhos quando eles tinham contato com a natureza. Eles nos diziam que sim, que estudavam melhor depois de passeios em áreas verdes. Depois analisamos um grupo de crianças que caminhava em parques depois das aulas e também fazia atividades ao ar livre. Daí pudemos extrair uma estatística de que os sintomas do déficit de atenção diminuíram entre esse grupo. Num terceiro momento observamos crianças que estudavam em espaços verdes, ao ar livre. Observamos que elas tinham um desempenho melhor do que as que estudavam dentro da sala de aula.

Existem estudos que medem os impactos na atenção dos adultos ou crianças que não têm déficit de atenção?

Há evidências de que qualquer um pode se beneficiar do contato com o verde. O que é interessante é a maneira como esse contato é mensurado. Para ter benefícios de concentração não é preciso fazer uma imersão em uma floresta. Passear por um jardim, em uma praça pode ser suficiente. É importante que esse lugar nos permita refletir e não pensar naquilo que estamos vendo. Isso acontece quando vemos uma flor bonita, um pássaro, uma fogueira. É por esse motivo que a televisão não é um bom restaurador da atenção. Ela não nos permite refletir. Também é importante que as condições sejam favoráveis. Se estiver muito frio, ou chovendo, um passeio em um parque não será vantajoso do ponto de vista da atenção porque o indivíduo estará preocupado em resolver um problema.

A falta da natureza pode levar as pessoas comuns a ter problemas de atenção?

Não há evidência científica para isso. Mas certamente as pessoas que não têm contato com a natureza pagam um preço por isso.

Que tipo de recomendação você dá aos pais de crianças que moram em grandes cidades e que têm pouca área verde?

Recomendo que os pais reavaliem a maneira como eles gastam seu tempo de lazer e tentem fazer atividades ao ar livre com seus filhos. Também é interessante fazer alguns percursos a pé com as crianças em ruas arborizadas, deixar o carro em casa. São pequenas coisas que fazem a diferença. Cada um pode testar o que é mais fácil e que dá mais resultado om seus filhos. É só prestar atenção.

(Época)

domingo, março 22, 2009

A fé que faz bem à saúde

Deu na revista Época desta semana: "Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde. (...) 'Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa', diz Jordan Grafman, chefe do departamento de neurociência cognitiva do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame. Grafman é o autor de uma das pesquisas mais recentes sobre o tema, publicada neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. (..) [Andrew] Newberg, que estuda as manifestações cerebrais da fé há pelo menos 15 anos, descobriu que as práticas religiosas acionam, entre outras regiões do cérebro, os lobos frontais, responsáveis pela capacidade de concentração, e os parietais, que nos dão a consciência de nós mesmos e do mundo. Em seu novo livro, How God changes the brain (Como Deus muda seu cérebro), que será lançado nesta semana nos Estados Unidos, Newberg explora os efeitos da fé sobre o cérebro e a vida das pessoas. Segundo o neurocientista, os estudos anteriores olhavam para os efeitos de curto prazo de práticas como a meditação e a oração. Agora, ele e seu grupo encararam a difícil tarefa de responder à questão: o que acontecerá se você adotar, com frequência, uma prática como a meditação ou a prece? (...)

"Ainda estão sendo feitos estudos para compreender melhor a meditação e a prece, mas a pesquisa de Newberg mostra que, durante essas atividades, o lobo frontal fica mais ativo, e o lobo parietal menos. Como essa parte do cérebro é responsável pela noção de tempo e espaço, 'desligá-la' geraria a sensação de imersão no mundo e a de ausência de passado e futuro muitas vezes relatadas por religiosos. A maior atividade do lobo frontal, além de melhorar a memória, segundo vários estudos também estaria ligada à diminuição da ansiedade. 'Quando a pessoa volta sua atenção para o momento presente, não há riscos porque não há futuro', diz Paulo de Tarso Lima, médico especializado em medicina integrativa e complementar e responsável pela implantação da especialidade dentro do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O simples fato de acreditar em um ser superior – seja ele qual for – reduziria a ansiedade.

"Dois estudos canadenses publicados neste mês mostram que quem crê em Deus tende a lidar melhor com os erros. O grupo de pesquisa, liderado pelo professor de psicologia Michael Inzlicht, da Universidade de Toronto, pediu a pessoas de várias orientações religiosas e também àquelas que não creem em Deus que elas dissessem os nomes das cores que apareciam a sua frente. Quando elas cometiam um erro, uma área do cérebro chamada 'córtex cingulado anterior' era ativada. 'Quanto mais forte a religiosidade e a crença em Deus dos participantes, menor era a resposta dessa região ao erro', diz Inzlicht. Isso seria uma evidência de que as pessoas religiosas ficam mais calmas diante de um erro. 'Suspeitamos que a crença religiosa protege contra a ansiedade porque dá um sentido para as pessoas. Ajuda-as a saber como agir e, com isso, reduz a incerteza e o estresse', afirma Inzlicht.

"A influência da crença em Deus na redução do estresse já é quase um consenso entre os médicos. 'As doenças relacionadas ao estresse, especialmente as cardiovasculares, como a hipertensão, o infarto do miocárdio e o derrame, parecem ser as que mais se beneficiam dos efeitos de uma espiritualidade bem desenvolvida', afirma Marcelo Saad, outro médico do Albert Einstein. (...)

"Para ser benéfica, a fé em Deus teria de ser associada à prática religiosa? Várias pesquisas mostram que participar de um grupo religioso estruturado – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista – traz benefícios por aumentar o suporte social à pessoa. 'Esse apoio social é algo extremamente valioso para a saúde física, inclusive para a sobrevivência e a longevidade', diz o psicólogo americano Michael McCullough, professor da Universidade de Miami que estuda a maneira como a religião molda a personalidade e influencia hábitos saudáveis e relacionamentos sociais. Ao realizar um 'metaestudo' de 42 pesquisas diferentes, o psicólogo descobriu que as pessoas altamente religiosas tinham 29% a mais de chance de estar vivas, em determinado momento do futuro, que as demais. A religiosidade tornaria mais fácil resistir a tentações nocivas à saúde, como o álcool e o fumo. 'Para pessoas que acreditam na vida após a morte, pode ser uma decisão racional postergar os prazeres de curto prazo em nome da recompensa eterna', afirma McCullough.

"Robert Hummer, sociólogo e professor da Universidade do Texas, acompanha um grupo de pessoas desde 1992 para tentar esclarecer, entre outras questões, a relação entre a religião e a saúde. Segundo sua pesquisa, quem nunca praticou uma religião tem um risco duas vezes maior de morrer nos próximos oito anos do que alguém que a pratica uma vez por semana. 'As evidências da influência da fé na saúde são promissoras e mais que justificam o investimento em outros estudos', afirma o neurologista brasileiro Jorge Moll, diretor do Centro de Neurociência da Rede Labs-D’Or, rede de laboratórios particular do Rio de Janeiro. Para Moll, o desafio é quantificar a influência da fé e tentar compará-la com o efeito de outras práticas sem conotação religiosa. (...)"

O Cético: lavagem cerebral


Leia mais tirinhas de O Cético aqui.

sexta-feira, março 20, 2009

Cientista britânico prevê catástrofe mundial em 2030

O aumento da população mundial e das demandas por água, energia e alimentos poderão provocar uma “catástrofe” em 2030, segundo previsões do principal conselheiro científico do governo britânico. John Beddington descreveu a situação como uma “tempestade perfeita”, termo usado quando uma combinação de fatores torna uma tempestade que, por si só, não teria tanto efeito, em algo muito mais poderoso. A analogia também é usada para descrever crises econômicas. Segundo Beddington, com a população mundial estimada em 8,3 bilhões de pessoas em 2030, a demanda por alimentos e energia deve aumentar em 50%, e por água potável deve aumentar em 30%. As mudanças climáticas devem piorar ainda mais a situação, vai advertir o cientista nesta quinta-feira, na conferência Desenvolvimento Sustentável RU 09, em Londres.

“Não vai haver um colapso total, mas as coisas vão começar a ficar realmente preocupantes se não combatermos esses problemas”, afirma Beddington. Segundo ele, esta crise por recursos vai ser equivalente à atual crise no setor bancário. “Minha principal preocupação é com o que vai ocorrer internacionalmente, vai haver falta de alimentos e de água”, prevê o cientista. “Nós somos relativamente sortudos no Reino Unido; pode não haver falta, mas podemos esperar um aumento de preço dos alimentos e de energia.”

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) prevê falta de água generalizada na África, Ásia e Europa até 2025. A quantia de água potável disponível por habitante deve diminuir dramaticamente nesse período. A questão da segurança alimentar e energia chegou a entrar no topo da agenda política no ano passado, durante a alta do preço do petróleo e de commodities. (...)

(Terra)

Nota: As profecias bíblicas preveem um cenário cada vez mais caótico: aumento de conflitos, terremotos, calamidades climáticas, desigualdade social, fome e doenças. Apesar disso, a boa notícia é que essas são as dores finais que precedem o parto. Jesus breve voltará! E as pedras vão clamando...[MB]

quinta-feira, março 19, 2009

Luteranos também apoiam o darwinismo

Deu no jornal luterano O Caminho: “Em suas anotações de 1837, Darwin desenha uma árvore genealógica da vida, na qual as espécies se bifurcam cada vez mais, desenvolvendo-se ou extinguindo-se. As de melhor adaptação sobrevivem e as outras desaparecem. ‘Ao concluir que uma espécie pode transformar-se em outra, todo o prédio balançou e desabou’, anotou ele. Assim, acabava de descobrir que sua teoria se choca com aquela defendida pela igreja. (...) Ainda hoje sua [de Darwin] teoria é vista por muitos como avançada demais para ser aceita. Entretanto, sua pesquisa não contradiz a Bíblia ou confronta a ideia de Deus criador. Antes, enriquece-a e a complementa. O papel da teologia é fundamentar a confissão de que Deus criou todas as coisas e não se ocupa da descrição de como isso aconteceu. Por isso, é possível ver na teoria da evolução das espécies a presença permanente do ato criador de Deus ao longo de milhões de anos.

“Milhões de anos? Sim, porque a teoria de que somente seis mil anos nos separam de Adão não encontra mais fundamento científico algum. A paleontologia descobre cada vez mais evidências da presença humana há mais de 200 mil anos, enquanto se sabe que os dinossauros viveram na terra há milhões de anos.

“A Bíblia é o livro da fé e não um compêndio de ciências naturais. Gênesis foi escrito há 3,8 mil anos, sem que seu autor tivesse à mão os modernos meios científicos de pesquisa. Se tivesse, ele produziria um texto ainda mais espetacular para dizer que Deus criou tudo.

“Após ruidosos embates, nas últimas décadas a igreja cristã não vê contradição entre a fé na criação divida e a teoria da evolução, distanciando-se conscientemente dos criacionistas. A teoria de Darwin é saudada como uma visão bem-fundamentada da vida sobre a Terra.

“A fé em Deus e as ciências naturais, portanto, não se excluem. Antes, se complementam e devem dialogar entre si. A igreja deve combater uma corrente radical de naturalistas que contrapõem a teoria de Darwin como fundamento para uma nova forma de ateísmo, o que nem o próprio Darwin defendia. Ao mesmo tempo, deve opor-se aos que usam o relato da Criação como única descrição aceitável da criação divina.”

Nota: Com amigos assim, quem precisa de inimigos? Na verdade, existe variação dentro de tipos básicos, conforme notou Darwin no caso dos Tentilhões das ilhas Galápagos. Mas dizer que uma espécie pode se transformar em outra a tal ponto de se poder desenhar uma “árvore da vida” com um ancestral comum a todas as espécies, isso é extrapolação anticientífica. Infelizmente, muitos religiosos não percebem que Darwin “acertou no varejo (microevolução), mas errou no atacado (macroevolução)” e abraçam todo o pacote darwinista como se esse modelo pudesse ser integralmente amalgamado com sua visão de cristianismo. Essa é uma mistura impossível, como já demonstrei aqui. Antes de mais nada, esses cristãos precisam abdicar do método gramático-histórico de interpretação bíblica para abraçar a alegorização dentro de uma visão liberal das Escrituras. Luteranos, católicos e outros cristãos que vão por esse caminho negam a visão do próprio Jesus, para quem Adão e Eva são personagens históricos. Negam também o relato da Queda, a partir da qual teve origem o pecado, a morte e a degeneração neste planeta. Chamam-se de cristãos, mas negam a própria base teológica do cristianismo.[MB]

Dinossauros tiveram penas desde a sua origem


Um tampinha do mundo dos dinossauros, com apenas 70 cm de comprimento, pode ser o responsável por levar os cientistas a repensarem tudo o que eles achavam que sabiam sobre a origem das penas [e olha que eles costumam ter certeza dessas coisas...]. Descoberto na China, o fóssil apresenta vários tufos de "penugem de dino", mas pertence a uma linhagem de bichos que tem parentesco remoto com a dos ancestrais das aves [sic]. Isso talvez signifique que os dinossauros já tinham uma "vocação para galinha" desde sua origem, há mais de 200 milhões de anos [sic].

É claro que a conclusão ainda está envolta num enorme ponto de interrogação, mas os indícios de que a coisa realmente aconteceu desse jeito são de deixar qualquer um com a pulga atrás da orelha. A começar pelas características do bicho em questão: batizado de Tianyulong confuciusi, em homenagem ao filósofo chinês Confúcio, ele já era um "fóssil vivo" há 120 milhões de anos [sic], quando viveu. [Olha as certezas aí de novo...]

Explica-se: o bichinho, um dinossauro herbívoro do grupo dos ornitísquios, pertence a uma linhagem de animais que já habitava a Terra cerca de 80 milhões de anos [sic] antes disso. Até então desconhecido da ciência, o T. confuciusi foi descrito por Xiao-Ting Zheng, pesquisador do Museu da Natureza Shandong Tianyu, e mais três colegas. O que eles não esperavam é que o bicho estivesse coberto com tufos isolados do que parecem ser filamentos tubulares e rígidos - aparentemente versões muito simplificadas do que nós chamamos de penas. [Ou seriam simplesmente plumas, mesmo?]

A razão da surpresa é que os ornitísquios são um dos dois grandes ramos nos quais se divide a árvore genealógica dos dinos. Foi a partir do outro grande ramo que surgiram as penas e, mais tarde, as aves, que na verdade não passam de dinossauros vivos. E, para ser mais preciso, só um subgrupo relativamente pequeno de dinos carnívoros chegou a "criar" penas. Ou ao menos era isso o que os paleontólogos imaginavam. [Um estudo mais detalhado da complexidade da pena e dos vários requisitos anatômicos e fisiológicos necessários ao voo mostra que essas coisas simplesmente não podem ter surgido.]

Se as estruturas presentes no T. confuciusi forem mesmo protopenas, isso poderia indicar que o ancestral comum [sic] de todos os dinossauros talvez estivesse coberto por um tipo de penugem. Mais tarde, alguns de seus ancestrais teriam retido essa característica e até tornado a plumagem mais complexa [Como? Complexidade surge?], enquanto outros perderam a cobertura de penas. Uma possibilidade alternativa é que as "penas" do T. confuciusi são estruturas de natureza diferente e foram "inventadas" independemente pelo organismo do bicho, mais ou menos como os pêlos dos mamíferos [a pegunta é: Com que finalidade? Qual a vantagem evolutiva de plumas que não serviam pra nada além de enfeite?]. Só mais fósseis e estudos poderão resolver esse enigma.

A pesquisa está na edição desta semana da revista científica britânica Nature.

(G1 Notícias)

Nota: Seria mais fácil admitir que, à semelhança do ornitorrinco e do archaeopteryx, esse novo dino era um réptil com algumas características de ave. Simplesmente isso. Dizer que ele se trata de um "ancestral das aves" é uma extrapolação não demonstrável pela ciência empírica.[MB]

Assisti a um milagre ontem

Nas igrejas adventistas, quarta-feira à noite tem culto de oração. Costuma ser uma reunião singela, mas muito significativa, pois os membros da igreja têm a oportunidade de falar a respeito de suas lutas e contar com a oração dos irmãos na fé. Depois ouvem um breve sermão cujo objetivo é animá-los a prosseguir na jornada cristã. Por ser em dia de semana à noite (quando muitos estudam e trabalham), não é dos cultos mais frequentados da semana. Ontem, minha família e eu tivemos uma grata surpresa quando chegamos à igreja que frequentamos num dos bairros de Tatuí. O templo estava completamente lotado, como se fosse o culto de sábado. No entanto, mais da metade dos que ali estavam eram visitantes, pessoas que não conhecíamos. Em pouco tempo, ficamos sabendo o porquê do “fenômeno”.

Depois de breves momentos de oração e de uma bela música apresentada por um casal, tomou a palavra o irmão Geraldo Lopes, membro da nossa igreja. Quem o viu ali, com o microfone na mão, pensamentos claros, de terno e gravata, mal pôde se lembrar de quem era o Geraldo três anos antes. Alcoólatra, ele tinha uma rotina diária que consistia em peregrinar por cinco bares. Praticamente não se relacionava com a esposa e os filhos. Homem bravo, andava armado. Arrastava-se pela vida, sem objetivos, sem planos ou sonhos. O pai dele trabalhou para o jornal O Estado de S. Paulo produzindo palavras cruzadas e estimulando no filho o gosto pela leitura. Geraldo tinha tudo para progredir na vida, mas o vício não deixou.

Geraldo trabalhava como pintor de automóveis e disse em sua pregação: “Eu coloria a vida das pessoas, mas não conseguia trazer cor à minha vida.” Ninguém acreditava que ele pudesse mudar de rumo. Mas Deus nunca desistiu dele. Um dia Geraldo foi convidado para assistir a uma pregação do pastor Antonio Tostes (ex-diretor financeiro da Casa Publicadora Brasileira), numa pequena igreja da cidade. Na ocasião, o pastor contou a história do próprio pai, também alcoólatra e chamado Geraldo. À saída, o pastor disse para o irmão Geraldo: “Eu não pude batizar o meu pai [ele morreu de câncer antes de poder ser batizado], mas vou batizá-lo um dia.”

Aquelas palavras ficaram gravadas na mente de Geraldo e ele aceitou estudar a Bíblia com o irmão Elias Gonzalez, também funcionário da editora adventista. Oito meses depois, no dia 31 de março de 2007, Geraldo foi batizado pelo pastor Antonio Tostes.

No sermão de ontem, ele falou sobre a história de Ana, mãe do profeta Samuel. Ela era estéril, mas nunca desistiu do sonho de ter um filho. E Geraldo, com a autoridade de quem nunca mais colocou um copo de cachaça na boca e se tornou bom pai e esposo, nos disse: “Nunca desista de seus sonhos, pois Deus pode fazer um milagre na sua vida.”

Geraldo foi de casa em casa convidando seus ex-amigos de bar, companheiros dos Alcoólicos Anônimos, parentes e pessoas do bairro. Disse-lhes que queria contar para eles o milagre que Deus operara em sua vida. E as pessoas foram. E ouviram um valentão agora manso chorar ao falar sobre o sacrifício de Jesus; um marido outrora ausente fazer belas declarações de amor à esposa e aos filhos, todos ali, na igreja.

Ontem assistimos a um milagre.

Michelson

Preocupação com a beleza torna as mulheres infelizes

Que o Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas no mundo não restam dúvidas. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelou que, entre setembro de 2007 e agosto de 2008, foram feitos 1.252 procedimentos estéticos por dia no país. As mulheres são as que mais procuram esse tipo de tratamento. O levantamento, realizado pelo Datafolha, também mostrou que das 457 mil cirurgias realizadas no mesmo período, 402 mil foram feitas em mulheres. E o que elas mais buscaram foram peitos maiores: foram implantadas próteses de silicone em 96 mil mulheres, muitas delas menores de 18 anos.

Para Rachel Moreno, autora do livro A Beleza Impossível, essa busca incansável por uma imagem inatingível deve-se principalmente ao padrão imposto pela mídia, que desconsidera a diversidade. E é bem fácil determinar esse padrão de beleza: “a mulher ideal é jovem, branca, magra e de preferência com cabelo loiro e liso”, define a psicóloga.

Rachel ainda diz que a forma como essas mulheres são representadas reforça essa imagem como algo positivo. “Na novela, elas representam valores do século passado: enquanto a bonitinha é recompensada com casamento, a que não segue o padrão é punida de alguma forma”, exemplifica.

Com a reprodução desses modelos, a mulher se torna mais insatisfeita com sua imagem e apresenta problemas de auto-estima. “A maioria das brasileiras mudaria alguma coisa em seu corpo. Não é normal que a maior parte da população esteja insatisfeita”, comenta.

Para a psicóloga, ser saudável e realizada em outros campos deveria ser o padrão buscado pelas mulheres. “No fim das contas, somos interessantes pelo que nos diferencia”, diz. (...)

(Mulher Hoje)

Colaboração: Fernando Machado

Nota: “Não procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, jóias ou vestidos caros. Pelo contrário, a beleza de você deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus” (1 Pedro 3:3 e 4, NTLH).

Evento criacionista em Joaçaba

Nos dias 27 a 29 de março, a cidade catarinense de Joaçaba sediará o 1º Seminário de Interrelação Fé e Ciência. Os palestrantes serão o geólogo Nahor Neves de Souza Jr., que abordará temas relacionados ao Dilúvio, à Coluna Geológica e ao registro fóssil; o biólogo Tarcísio da Silva Vieira, que falará sobre origem da vida e datação; o físico Eduardo Lütz, que tratará dos temas origem do Universo e datação; e a bióloga e bioquímica Graça Lütz, que também falará a respeito da origem da vida, das espécies e sobre Design Inteligente. O formulário de inscrição, bem como todos os dados do evento estão disponíveis aqui.

quarta-feira, março 18, 2009

Espécie de preá sobrevive sem variedade genética

Pesquisadores brasileiros descobriram uma espécie que, após 8.000 anos isolada mantendo uma população de cerca de 40 indivíduos, praticamente não apresenta mais diversidade genética. Os animais são tão parecidos entre si que um teste de paternidade através do DNA, como o utilizado em humanos, não seria viável entre eles. Os preás da ilha catarinense vivem muito bem, obrigado, em uma área equivalente à de um campo de futebol - menos de um hectare. Pelas teorias genéticas tradicionais, ela deveria estar extinta há tempos. "Parece claramente ser o caso mais extremo conhecido de uma espécie vivendo tanto tempo com uma população tão pequena", diz o geneticista Sandro Bonatto, da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul. "Pelos padrões clássicos, ela não poderia estar viva. Esses animais podem mudar nossa compreensão da biologia das pequenas populações."

Os pesquisadores encontraram os animais em uma das ilhas do arquipélago de Moleques do Sul, a 8 km da ponta sul da ilha de Florianópolis. A espécie, a Cavia intermedia, é prima do preá que fica no litoral do continente, a Cavia magna. Uma possibilidade é que, após o término da última era do gelo, há cerca de 8.000 anos, quando o nível do mar subiu, elas tenham se separado. Os poucos indivíduos ilhados deram, então, origem a uma nova espécie, que com o tempo se adaptou às condições da ilha: pouco espaço, vegetação baixa e nenhum predador.

O pouco espaço resultou numa população pequena. A ilha tem cerca de dez hectares, mas boa parte do terreno é rochoso. Sobra para os preás um décimo disso, em uma área com grama. Essa vegetação baixa fez com que eles ficassem menores do que os seus primos, que têm acesso a mais comida.

Os preás são os únicos mamíferos da ilha. A ausência de predadores, aliada à estabilidade climática do local - aparentemente nenhuma catástrofe natural aconteceu nos últimos tempos por lá -, permitiu milênios de sossego.

Os cientistas sabem que a população nunca foi grande porque todos são geneticamente parecidos, como se toda a espécie fosse uma grande família. Para verificar a proximidade genética entre os preás, o grupo de Bonatto recorreu ao mesmo tipo de exame de DNA usado em testes de paternidade. "É uma das menores diversidades genéticas observadas no reino animal", diz Ricardo Kanitz, também da PUCRS.

O incesto, portanto, é comum. Em humanos, filhos de parentes podem nascer com alguns tipos de deformação. Não é o caso desses animais: como a população é muito pequena, os cruzamentos que poderiam gerar filhotes defeituosos já aconteceram e os alelos (versões de um mesmo gene) que poderiam causar problemas já foram eliminados pela seleção natural. É normal, portanto, que um filhote seja filho de irmãos.

Essas deformações não são frequentes o suficiente para extinguir uma espécie, mas a inexistência delas é sinal de que os preás se adaptaram à sobrevivência em um pequeno grupo. (...)

Ao contrário dos preás, todas as espécies com poucos indivíduos vistas até hoje estavam no rumo da morte, fosse natural, fosse por ação humana. "Alguns trabalhos afirmam que uma espécie, para sobreviver a longo prazo, deveria ter no mínimo 500 indivíduos", diz Kanitz. "Talvez os preás proporcionem lições importantes de estratégias de conservação", concorda Bonatto.

(Folha Online)

Um presente inestimável

No dia 27 de fevereiro, fiz palestra para os alunos e funcionários do Unasp, campus Engenheiro Coelho (em breve essa palestra estará no meu canal do YouTube). À saída, enquanto eu cumprimentava as pessoas, o estudante de Teologia Emerson Tomaz de Oliveira apertou minha mão e me entregou uma sacola plástica com um pacote cuidadosamente fechado com papel e fita adesiva. Ele me disse que era o cumprimento de uma promessa que me havia feito anos atrás. O pacote não era muito grande, mas era pesado. Curioso, perguntei o que era. E ele respondeu: “São duas telhas da primeira igreja adventista organizada no Brasil.” Imediatamente meus pensamentos voltaram no tempo, para 1995, quando fiz minhas pesquisas em Gaspar Alto, SC, a fim de levantar material para meu TCC de Jornalismo na UFSC. Essas pesquisas resultaram no livro A Chegada do Adventismo ao Brasil, publicado pela CPB no ano 2000. Depois de entrevistar descendentes dos pioneiros e conhecer suas histórias de fé e coragem, meu coração ficou para sempre “amarrado” àquele lugarejo escondido entre as montanhas.

Agradeci ao Emerson o precioso presente e segurei-o cuidadosamente, ciente de seu valor histórico. Em 2006, ele (que já morou em minha cidade natal, Criciúma) visitou Gaspar Alto e pediu as telhas para os irmãos da igreja de lá, prometendo me entregar em mãos. Promessa cumprida.

Depois dos cumprimentos, fui para o meu carro e não resisti: abri o pacote ali mesmo. As duas telhas são planas e de barro claro, bem ao estilo das telhas das casas dos imigrantes alemães do século 19. A parte exposta ao tempo está escurecida, afinal, foram muitas décadas de chuva e sol (o primeiro templo que tinha essas telhas foi inaugurado em 23 de março de 1896).

Como são duas as telhas, prometi doar uma ao Centro da Memória Adventista, no Unasp, e guardar a outra em meu “museu” particular – para ter comigo um pedacinho da rica e inspiradora história da chegada da mensagem adventista ao nosso país.

Michelson

Armadilha de mil anos revela design inteligente

Pesquisadores do País de Gales descobriram uma armadilha para pegar peixes no estuário do rio Teifi, em Poppit, que pode ter sido construída há mais de mil anos. A estrutura, em forma de “V”, tem 260 metros de comprimento e foi descoberta a partir de observações de fotos aéreas do Google Earth. “Não há muita dúvida de que essa estrutura impressionante e que parece ter sido feita pelo homem era uma armadilha para peixes”, disse Ziggy Otto, da unidade de pesquisa de ambiente marinho e zona costeira da Faculdade de Pembrokeshire. Segundo o pesquisador, ela pode ter sido feita com pedras da área para pegar peixes que migram rio acima, como salmões e trutas. Os peixes eram conduzidos para dentro da armadilha e, quando a maré recuava, os pescadores os recolhiam com redes.

“A idade não é conhecida, mas, como fica totalmente submersa em todos os tipos de maré, a armadilha para peixes é muito antiga. Possivelmente ela remonta a mais de mil anos, quando o nível do mar era mais baixo e a entrada do estuário de Teifi ficava mais para o lado de Poppit.”

Otto afirmou que vale a pena investigar a estrutura porque ela é parte do panorama histórico e cultural da área.

Louise Austin, do Dyfed Archaeological Trust, que pretende colaborar com a faculdade no estudo da estrutura, acredita que ela pode ter sido importante para a sobrevivência dos habitantes da região. “Armadilhas eram uma forma muito usada para pegar peixes no passado, o que deu uma contribuição significativa para a economia de várias comunidades do estuário e da costa”, afirmou.

Os pesquisadores devem realizar mergulhos na área para estudar a estrutura, hoje coberta de algas e anêmonas. “Essa armadilha para pegar peixes passou de uma estrutura totalmente feita pelo homem para um recife que funciona naturalmente, o que acrescenta uma diversidade biológica não apenas à área, mas também para a Área Especial de Conservação da Baía de Cardigan”, disse Jennifer Jones, mergulhadora especializada em pesquisas científicas.

(BBC Brasil)

Nota: Uma perguntinha: Como eles sabem, baseados em fotos aéreas, que a estrutura é “totalmente feita pelo homem”? O ajuntamento de pedras em forma de “V” não poderia ter sido resultado de movimentos de marés ao longo de “milhões” de anos ou consequência de alguns terremotos? Afinal, é apenas um “V”... Então, por que, quando olham para a tremenda complexidade informacional do DNA, os mesmos cientistas concluem que isso é resultado do acaso? Segundo Richard Dawkins, o núcleo de uma “simples” ameba tem tanta informação quanto a contida em todos os volumes da Enciclopédia Britânica. Isso não é design?[MB]

Livro didático traz mapa incorreto da América do Sul

Um livro de geografia distribuído pelo governo de São Paulo como material de apoio para os alunos da 6ª série do ensino fundamental da rede pública estadual continha erros no mapa da América do Sul. No mapa incorreto, Bolívia e Paraguai são um país só e existem dois Paraguais – inclusive um deles aparece embaixo do Rio Grande do Sul, onde deveria constar o Uruguai. As informações foram confirmadas nesta terça-feira pela Secretaria de Estado da Educação. Outro erro identificado diz respeito aos nossos vizinhos uruguaios, cujo país deveria ser banhado pelas águas do oceano Atlântico e não estar representado no local onde existe o Paraguai.

Em nota, a secretaria informou que determinou a troca dos livros à Fundação Vanzolini, responsável pela elaboração da obra didática. Segundo a pasta, a fundação irá arcar com todos os gastos, incluindo impressão e distribuição.

A correção está à disposição dos professores estaduais pelos endereços eletrônicos www.educacao.sp.gov.br ou www.saopaulofazescola.sp.gov.br. No comunicado, a secretaria também explicou que as escolas foram alertadas sobre os erros na semana passada, com o objetivo de orientar professores e estudantes. (...)

(Terra)
http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3640191-EI8266,00-Livro+didatico+traz+mapa+incorreto+da+America+do+Sul+em+SP.html

Nota: É um erro lamentável, sem dúvida, mas não é o único constante nos livros didáticos da rede pública. Desde 1998, o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI), Enézio E. de Almeida Filho, tem denunciado as distorções de evidências científicas e duas fraudes na abordagem da evolução nos livros-texto de Biologia do ensino médio. Enézio enviou para o MEC/SEMTEC, em 2003 e 2005, análise-crítica sobre a distorção do evolucionismo em pelo menos sete livros didáticos de autores expoentes. As duas fraudes apontadas por Enézio, que é mestre em História da Ciência, são os embriões de Haeckel e as mariposas de Manchester, usadas para favorecer o modelo da evolução. “Qualquer juiz condenaria quem se utilizasse de ações fraudulentas na Bolsa de Valores para favorecer financeiramente a cliente(s), por que o mesmo não ocorre com nossos autores de livros didáticos?”, pergunta Enézio.[MB]

terça-feira, março 17, 2009

Moda e hormônios

Os estímulos visuais, olfativos, auditivos, táteis e gustativos penetram no organismo como impulsos nervosos. Todos esses impulsos nervosos são do mesmo tipo. O que define qual sensação eles irão produzir é a área do córtex cerebral que eles alcançam. Portanto, existe uma área do córtex separada para receber e decifrar cada um desses estímulos e provocar diferentes sensações. O sabor amargo logo é rejeitado por desencadear uma sensação desagradável. Na natureza, a maioria das substâncias tóxicas possui sabor amargo, e nosso organismo se protege contra os venenos rejeitando os sabores amargos.

Estímulos visuais com luz muito forte (com muita energia) ou estímulos auditivos muito fortes desencadeiam uma frequência muita alta de impulsos nervosos. Nosso sistema nervoso traduz isso como algo nocivo e tende a repelir ou se proteger desses estímulos. No âmbito tátil, um estímulo mecânico ou de calor forte o suficiente para estimular na pele terminações nervosas especiais para dor produz a sensação dolorosa e o comportamento natural de afastar-se desses estímulos.

Todas essas experiências são armazenadas no nosso sistema nervoso na forma de memória. À medida que nossas experiências tornam-se cada vez mais variadas, aumentam as informações na memória.

Existem algumas reações do organismo que ainda não são bem entendidas e explicadas, porque ocorrem instintivamente, ou seja, sem memória armazenada para elas. Quando o organismo reage dessa maneira, diz-se que essa informação está na “memória genética”, algo semelhante ao instinto nos animais.

Outro ponto importante é a presença de substâncias produzidas por nossas glândulas na pele: glândulas sudoríparas, sebáceas ou outras ainda não entendidas. Essas substâncias têm capacidade de provocar respostas sexuais, comportamentos coletivos, ou respostas de repulsão ou de atração nos indivíduos da mesma espécie. Essas substâncias são denominadas feromônios.

Os feromônios são voláteis, alcançam o nariz e podem ser detectados por um órgão especializado chamado vômero-nasal. Ali não são percebidos como olfato ou cheiro, mas uma vez traduzidos em impulsos nervosos são enviados para o centro da emoção (sistema límbico) e para o hipotálamo. Assim desencadeiam comportamentos diversos e aumentam a secreção de vários hormônios.

Por outro lado, vários odores podem ser traduzidos pelo epitélio olfativo como agradáveis ou como repulsivos, e produzir náuseas e até tonturas.

Todos os estímulos externos que sejam transformados em impulsos nervosos produzem efeitos no organismo. O tálamo é a estrutura nervosa responsável por enviar esses estímulos aos diversos pontos do sistema nervoso e provocar as diversas reações.

Quais comportamentos são aprendidos e quais fazem parte da memória genética é difícil de classificar. Muitos estímulos visuais, olfativos (perfumes) e auditivos provocam excitação sexual pelo aprendizado, ou seja, são aprendidos pela experiência. Então podem ser incentivados e explorados pela mídia e pela moda. Outros estímulos excitam ou são rejeitados devido a informações contidas e analisadas na memória genética dos indivíduos.

Zonas do organismo consideradas erógenas são aquelas que quando estimuladas pelo tato produzem excitação sexual. Essas zonas são as mesmas na maioria das pessoas; porém existem pessoas que podem ter regiões erógenas totalmente diferentes das ditas comuns. Algumas pessoas não se excitam quando estimuladas nas regiões que para a maioria das pessoas são erógenas.

O fato de visualizar um corpo seminu ou nu pode excitar muito um homem e muito pouco ou nada uma mulher. Isso pode significar que o homem é mais sensível a estímulos visuais do que a mulher. Por isso, a moda feminina deixa aparecer tantas partes do corpo feminino.

A mulher pode ser mais sensível a estímulos táteis e auditivos para se excitar. Os perfumes exploram muito as substâncias que podem agir do modo semelhante ao dos feromônios e, assim, excitar homens ou mulheres.

Os comportamentos, sejam eles oriundos da memória genética, da memória armazenada pela experiência ou desencadeados por feromônios, ou ainda um somatório de todos, são explorados pela mídia por diversos motivos.

Aquelas sensações consideradas agradáveis pelo organismo tendem a ser repetidas. Quando repetidas, viram hábito e qualquer hábito que não está sobre o controle voluntário (córtex pré-frontal) exibe um elemento de vício.

(Hélio Pothin, doutor em Fisiologia e professor na UFSM)

Leia também: “O poder da música sobre o cérebro”

Entrevista concedida ao blog Mundo Criado

Descoberto fóssil de monstro marinho gigante

O fóssil de um monstro marinho gigante, que habitava os mares há 147 milhões de anos [sic] (período Jurássico) e foi encontrado recentemente no Ártico, era capaz de alcançar uma potência no ataque que faria o temido Tiranossauro rex parecer pequeno, disseram cientistas noruegueses nesta segunda-feira. O recém-batizado "Predador X" - uma espécie de pliossauro com 15m de comprimento e peso de 45t - foi descoberto no arquipélago norueguês de Svalbard.

Pra se ter uma ideia da grandiosidade do monstro marinho, ele tinha dez vezes mais força do que qualquer ser vivo atual, incluindo o grande tubarão branco. Além disso, cada dente de sua enorme mandíbula media cerca de 30cm e abocanhava as presas com quatro vezes mais força que o temido Tiranossauro Rex, explicaram os cientistas da Universidade de Oslo, citados pelo jornal britânico The Mirror.

"Com um crânio que tem mais de 3m de comprimento, esperava-se que a mordida fosse poderosa, mas isso é fora de proporção", disse Joern Hurum, que comandou a escavação em 2008. De acordo com ele, esse predador marinho "era muito mais poderoso que o T-rex", considerado o maior predador carnívoro entre os dinossauros.

Os cientistas reconstruíram a cabeça do bicho e estimaram sua força com base nas mandíbulas com formato semelhante de crocodilos de um parque da Flórida. O animal era semelhante, embora mais corpulento, a um outro fóssil marinho encontrado em 2007 em Svalbard, também com estimados 15m de comprimento - o maior pliossauro achado até então.

Do primeiro animal, Harum imaginava que fosse capaz de mastigar um carro popular. Quanto ao segundo, ele prefere rever a escala de valores. "Esse é mais como se fosse esmagar um (jipe) Hummer." Outra descoberta é que o pliossauro tinha um pequeno cérebro estreito, com formato semelhante ao do grande tubarão branco, segundo tomografias feitas por Patrick Druckenmiller, da Universidade do Alasca.

Os pliossauros caçavam animais semelhantes às atuais lulas, peixes e outros répteis marinhos. O "Predador X" tinha quatro grandes nadadeiras - talvez usasse duas para o nado normal, e outras duas para "arrancadas".

(Terra)

Nota: Isso me fez lembrar a descoberta de baleias fósseis em vasas diatomáceas e arenitos da Formação Pisco, no Sul do Peru. A pergunta é: Que tipo de catástrofe foi essa capaz de deslocar quantidade imensa de sedimentos que cobriram instantaneamente animais desse porte a fim de que pudessem fossilizar?[MB]