segunda-feira, setembro 07, 2009

Gênesis é um relato literal?

Gostaria que vocês comentassem sobre o texto de Reinaldo José Lopes, publicado no site Globo.com, no dia 16 de maio de 2009. – L.

1. Jesus confirmou a historicidade do Gênesis ao citá-lo como sendo um livro literal. E jamais entendeu que houvesse “dois relatos da criação”. Ao dizer que o ser humano foi criado, nem passou pela mente do Salvador a ideia absurda de que pudessem existir contradições na Bíblia. Veja o texto a seguir: “Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

Duvido que Lopes saiba mais sobre a Bíblia – e a cultura hebraica – do que o próprio Jesus Cristo... [Leia mais]

Vote no melhor comentário "Um dia especial"

Agradeço aos muitos leitores que participaram do concurso "Um dia especial". Não foi fácil escolher três textos entre tantos. O mais votado dos três abaixo vai receber em casa uma bonita camiseta do blog Criacionismo.com.br. Manifeste sua opinião e vote naquele que você considera o melhor texto:

"Esperei minha formatura em Medicina com muita expectativa, afinal, após 12 anos de estudos estava chegando o dia de ser médica! Levei o dobro de tempo, pois escolhi ficar com meus dois filhos que nasceram no decorrer do curso e por duas vezes me afastei da faculdade, por quatro e depois por dois anos. O dia escolhido para a colação de grau foi um sábado. Como poderia ser isso? Não iria colocar a beca, receber meu canudo e jogar meu chapéu para o alto? Teria apenas uma fria colação na sala do reitor sendo privada da emoção da cerimônia? Assim como escolhi ficar com meus filhos, também decidi ficar com Deus e não participei da cerimônia - duas decisões consideradas 'loucura' por aqueles que me conheciam. Deus me recompensou com um presente: o culto de ação de graças oficial da formatura foi em minha igreja, com a presença de toda a turma. Pude compartilhar que o sábado é para mim um presente que me faz lembrar semanalmente do meu Criador e Salvador e que está disponível para quem quiser experimentar. A cerimônia me permitiria a 'bênção' dos homens para exercer minha profissão, mas eu queria mesmo a bênção de Deus e, durante o culto, percebi que a verdadeira colação de grau para mim aconteceu ali, naquela cerimônia religiosa." - Dayse do Valle Oliveira, Cuiabá, MT

"Sábado é o dia de dedicarmos o nosso tempo Àquele que nos dá o tempo. De realizar obras em louvor dAquele que tudo criou para nós. É dia de louvar, orar e agradecer Àquele que nos sustentou durante seis dias e nos presenteou com o sétimo, para voltarmos nossa face ao Criador e agradecer a benção de poder chamá-Lo Pai." - Daniela Susana Gois, Não-Me-Toque, RS

"No decorrer da história, Deus vem demonstrando que a chave para abrir a porta do conhecimento de Cristo é a comunicação. Ele chama o primeiro casal para conversar, debate com Jó, desce literalmente até ao homem, e separa um dia para que haja contato especial. Alguns perdem tempo tentando entrar pela janela, arrobando a porta, ou usando outra chave; melhor seria aceitarem a certa. Para mim, no sétimo dia - esse dia especifico para se comunicar, falar com e ouvir a Deus - repete-se a essência da encarnação: o supremo e excelso Pai vem até mim para conversar." - Patrick Pereira

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domingo, setembro 06, 2009

O Cético: duvidar para crer


Leia outras tirinhas do Cético aqui.

Diversidade humana idealizada por Deus

“Para repovoar a Terra desolada, da qual tão recentemente havia o dilúvio varrido a corrupção moral, Deus tinha preservado apenas uma família, a casa de Noé, a quem Ele declarou: ‘...te hei visto justo diante de Mim nesta geração’. Gên. 7:1. Contudo, nos três filhos de Noé rapidamente se desenvolveu a mesma grande distinção que se via no mundo anterior ao dilúvio. Em Sem, Cão e Jafé, que seriam os fundadores do gênero humano, estava prefigurado o caráter de sua posteridade” (Ellen G. White, Cristo Triunfante, Meditações Matinais, 2002, p. 68).

Nota: A diferença entre etnias, pelo que se depreende do texto acima, foi idealizada por Deus. Tendo em vista a multiplicidade de matizes na natureza, podemos entender que o Criador aprecia a multiplicidade.[MB]

Leia também: "A origem das línguas e das etnias"

A fé e a esperança segundo C. S. Lewis

"A fé, no sentido em que estou usando a palavra, é a arte de se aferrar, apesar das mudanças de humor, àquilo que a razão já aceitou. Pois o humor sempre há de mudar, qualquer que seja o ponto de vista da razão. Agora que sou cristão, há dias em que tudo na religião parece muito improvável. Quando eu era ateu, porém, passava por fases em que o cristianismo parecia probabilíssimo. A rebelião dos humores contra o nosso eu verdadeiro virá de um jeito ou de outro. E por isso que a fé é uma virtude tão necessária: se não colocar os humores em seu devido lugar, você não poderá jamais ser um cristão firme ou mesmo um ateu firme; será apenas uma criatura hesitante, cujas crenças dependem, na verdade, da qualidade do clima ou da sua digestão naquele dia. Consequentemente, temos de formar o hábito da fé. ...

"A esperança é uma das virtudes teológicas. Isso quer dizer que (ao contrário do que o homem moderno pensa) o anseio contínuo pelo mundo eterno não é uma forma de escapismo ou de auto-ilusão, mas uma das coisas que se espera do cristão. Não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se você estudar a história, verá que os cristãos que mais trabalharam por este mundo eram exatamente os que mais pensavam no outro mundo. Os apóstolos, que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos - todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui."

(C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples, p. 49, 51)

sexta-feira, setembro 04, 2009

Um dia especial

Carlos não aguentava mais a espera. Mal conseguia se concentrar nos estudos, pois em sua mente só havia uma pessoa: Valéria. Quanto mais se aproximava o dia do encontro, mais as horas demoravam a passar. Durante a semana, os dois só encontravam tempo para conversar por telefone, por isso, o fim-de-semana era tão aguardado.

O dia esperado, enfim, chega. Ambos deixam tudo de lado – estudos, trabalho, televisão – e dedicam todo o tempo para andar de mãos dadas, num diálogo animado e romântico.

Era mais ou menos isso o que Deus tinha em mente ao criar o dia mais especial da semana: o sábado. É verdade que cada dia devemos separar tempo para passar com Ele, mas existe um dia especial reservado desde a Criação para o companheirismo com Jesus. É um dia diferente, porque Jesus faz a diferença. Nossa comunhão com Ele é tão bonita, tão cheia de significado, que as demais atividades ficam para outros dias.

O dia realmente importa?

Mas será que realmente importa o dia que eu reservo para Deus? Bem, quanto a isso o Senhor foi o primeiro a dar-nos o exemplo: “No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia Ele acabou de fazer todas as coisas e descansou” (Gênesis 2:2 e 3 BLH). Aqui encontramos pelo menos três razões para guardar o sábado: Deus abençoou, santificou e “descansou” no sétimo dia.

Em Êxodo 20:8-11, o sábado aparece como o quarto mandamento da lei de Deus: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho...” O simples fato de ser um mandamento divino já devia fazer-nos considerá-lo de forma mais séria. Ainda assim, Deus nos diz que devemos santificar o sétimo dia para que sirva de “sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus que vos santifica” (Ezequiel 20:20).

Só para os judeus?

Talvez alguns digam, numa tentativa de silenciar a consciência: “O sábado foi criado só para o povo judeu. E Cristo, no Novo Testamento, o aboliu.” O que será que a Bíblia diz sobre isso? Vejamos:

“Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque este é dever de todo homem” (Eclesiastes 12:13). Lembre-se que quando Deus criou o sábado não havia nenhum povo sobre a Terra, somente Adão e Eva.

“E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando...” (Isaías 56:6).

“Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas” – disse Jesus. – “Não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei...” (Mateus 5:17 e 18).

Cristo não poderia ter abolido a lei e o sábado, pois Ele mesmo guardava o sétimo dia (ver Lucas 4:16 e João 15:10). O livro de Malaquias (3:6) diz que Deus não muda. Por que Ele teria instituído um mandamento para depois aboli-lo? Note ainda que a Maria, a mãe de Jesus, e os apóstolos também guardavam o sábado (ver Lucas 23:55 e 56; Atos 13:14, 42 e 44; 16:13; 17:2 e 18:4).

Ao profetizar a destruição de Jerusalém, Cristo disse: “Orem a Deus para que essa fuga não aconteça no inverno ou no sábado” (Mateus 24:20 BLH). No inverno é compreensível, mas por que seria difícil fugir no sábado? Porque nesse dia o povo de Deus estaria adorando ao Criador e não estaria preparado para a fuga. Agora note: Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70 d.C., quase 40 anos após a ressurreição e ascensão de Cristo. Se Ele fosse efetuar uma mudança no dia de guarda com Sua ressurreição – como justificam alguns –, teria dito: “Orem a Deus para que a fuga de vocês não seja no inverno ou no domingo.” No entanto, décadas no futuro, Jesus viu Seus seguidores ainda honrando o sétimo dia “conforme o mandamento” (Lucas 23:56). E não é só isso. A Bíblia diz que na Nova Terra, no Paraíso restaurado, continuaremos a guardar o sábado! (Ver Isaías 66:22 e 23.)

Assim, por mais que alguns desejem encontrar ao menos um versículo bíblico que ordene a guarda do domingo, isso não existe, pois é um dogma criado por homens e faz parte da tradição, não da Bíblia. A Palavra de Deus diz que em vão adoram a Deus aqueles que ensinam doutrinas que são “preceitos de homens” (Mateus 15:9 e Atos 5:29).

Como guardar o sábado?

A Bíblia uma vez mais responde: “Se te abstiveres de violar o sábado, de cuidar dos teus negócios, chamando ao sábado ‘deleitoso’ e ‘venerável’ ao dia santo de Iahweh, se o honrares, abstendo-te de viagens, de correres atrás dos teus negócios, de fazeres planos, então de deleitarás em Iahweh...” (Isaías 58:13 e 14 BJ). “É, por conseguinte, lícito fazer bem aos sábados” (Mateus 12:12). É isso mesmo. Devemos nos abster de qualquer atividade secular (trabalho, estudos, leitura, TV) e nos dedicar ao serviço do Mestre, ajudando as pessoas, indo à Igreja... enfim, tomando tempo para “namorar” Jesus.

O sábado é um dia para comunhão especial com Deus. Dia em que lembramos que Ele criou “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há”. Por isso mesmo o sábado (e não outro dia qualquer) se constitui no memorial comemorativo da Criação. O dia especial do criacionismo.

Outro detalhe importante: a observância do sétimo dia deve ser feita do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Como assim? Essa é a contagem bíblica da passagem dos dias. No livro de Neemias (13:19 BLH), lemos: “Portanto, ordenei que os portões da cidade fossem fechados antes que começasse cada sábado, logo que fosse ficando escuro, e que não fossem abertos de novo até que o sábado terminasse... para que nenhuma carga fosse levada para dentro da cidade no sábado.” Logo que for ficando escuro, na sexta-feira, já estará iniciando um novo sábado. Em Levítico 23:32 lemos: “Sábado de descanso vos será... duma tarde a outra tarde celebrareis o vosso sábado.”

Mas, lembre-se: a obediência aos mandamentos de Deus deve ser baseada num relacionamento de amor. Cristo disse: “Se vocês Me amam, obedeçam aos Meus mandamentos” (João 14:15 BLH). E João nos diz que “amar a Deus é obedecer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 4:3). Quem tenta guardar os mandamentos sem o amor a Deus, cedo ou tarde deixará de fazê-lo. Mas, para quem ama a Deus de verdade, será impossível não obedecer-Lhe.

Michelson Borges

Terremoto na Indonésia mata mais de 30

Um violento terremoto atingiu na quarta-feira a ilha de Java, na Indonésia, deixando mais de 30 mortos. O abalo de 7 graus na escala Richter acionou um alerta para o risco de formação de tsunamis na região. Dezenas de prédios e casas ruíram na cidade de Tasikmalaya, no oeste da ilha, e milhares de pessoas foram retiradas de suas casas. O tremor abalou estruturas de prédios na cidade universitária de Bandung - próxima ao epicentro - e foi sentido também na capital indonésia, Jacarta (a 200 quilômetros ao norte). Alguns dos mortos foram vítimas de um deslizamento de pedras em Bandung. Outros perderam a vida quando prédios desabaram no distrito de Cianjur, em Tasikmalaya, e na cidade de Sukabumi. Dezenas de pessoas teriam ficado feridas, ao menos 27 delas em Jacarta.

Equipes médicas e de resgate foram enviadas a Tasikmalaya, também localizada perto do epicentro, onde entre os prédios atingidos estão a casa do prefeito e uma mesquita. Centenas de pessoas buscaram abrigo numa base militar local, temendo tremores secundários.

O epicentro do terremoto foi no mar, a cerca de 115 quilômetros a sudoeste de Tasikmalaya, a uma profundidade de cerca de 50 quilômetros. O Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA primeiramente afirmou que o tremor atingiu 7.4 graus na escala Richter, mas logo depois revisou para 7 a intensidade do terremoto. O alerta de tsunami foi suspenso logo depois do terremoto.

Sismologistas detectaram um leve aumento do nível do mar em Pelabuhan Ratu, a oeste de Java, indicando que houve um pequeno tsunami no local.

Em dezembro de 2004, um terremoto na costa de Sumatra, na Indonésia, detonou uma tsunami que matou mais de 200 mil pessoas na Ásia.

A Indonésia está localizada na área conhecida como Anel de Fogo, no Pacífico, uma das áreas onde mais ocorrem terremotos e atividade vulcânica no mundo.

(BBC Brasil)

Entra no ar a primeira rádio saúde

Desde o dia 10 de agosto, está no ar a Rádio Faz Bem. A programação inclui músicas em francês, italiano, espanhol, inglês, português e instrumentais intercaladas por programas de saúde, de curta duração, que são veiculados a cada quinze minutos. A primeira rádio 100% saúde foi idealizada para ser ouvida em consultórios. A programação tem sido considerada por internautas de diversos países como sendo de alto padrão. Em formato inovador, o conteúdo é apresentado por profissionais de saúde e de comunicação.

O novo canal de comunicação pode ser ouvido em qualquer parte do mundo que tenha conexão com a internet. O ouvinte escolhe como deseja receber o som clicando nas opções de qualidade normal (32kbps), média (56kbps) e alta (80kbps). O servidor da Rádio Faz Bem, que é europeu, dá à emissora as condições necessárias para transmissões ao vivo, em áudio e vídeo, em estúdio fixo ou móvel.

Quem acessa www.fazbem.com encontra, além da Rádio Faz Bem, fotos, vídeos, a TV Faz Bem e artigos de saúde, comportamento, relacionamento e esperança.

Outra novidade é que a rádio não tem dono, ou seja, é de todos! Sites, blogs, comunidades, podem usar gratuitamente a programação, basta colocar um banner, ou link com o endereço oferecido no site da Rádio Faz Bem. Uma rede de blogs e sites já oferecem o serviço para internautas que escutam música de qualidade enquanto navegam pela web. Pelo e-mail: voce@fazbem.com é possível manter contato com os idealizadores Darleide Alves, Sudaleif Alves e J. Washington. A Rádio Faz Bem não tem fins lucrativos, é educativa e fundamentada em valores espirituais. A partir de setembro começa a transmitir eventos de saúde e esperança ao vivo.

O blog Criacionismo.com.br é parceiro dessa iniciativa.
Desde o dia 10 de agosto, está no ar a Rádio Faz Bem. A programação inclui músicas em francês, italiano, espanhol, inglês, português e instrumentais intercaladas por programas de saúde, de curta duração, que são veiculados a cada quinze minutos. A primeira rádio 100% saúde foi idealizada para ser ouvida em consultórios. A programação tem sido considerada por internautas de diversos países como sendo de alto padrão. Em formato inovador, o conteúdo é apresentado por profissionais de saúde e de comunicação.

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Quem acessa www.fazbem.com encontra, além da Rádio Faz Bem, fotos, vídeos, a TV Faz Bem e artigos de saúde, comportamento, relacionamento e esperança.

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Pastor adventista fala sobre criacionismo na Univille

Douglas Reis nasceu em Guarulhos, SP, em 1981. É formado em Teologia pelo Unasp, campus Engenheiro Coelho, em 2002. Depois de um período como obreiro bíblico em Juiz de Fora, MG, São Luís, MA, e em São Paulo, casou-se (em janeiro de 2006) com Noribel Kirsch de Oliveira Reis (formada em Pedagogia também pelo Unasp). O casal foi chamado para Corumbá, MS, onde o pastor Douglas trabalhou como capelão do colégio adventista da cidade. Ainda em 2006, foram chamados para Itajaí, SC, onde ficaram até o ano passado. Em 2009, o pastor Douglas assumiu a capelania do Colégio Adventista de Joinville – unidade Saguaçu (CAJ). Mantem o blog Questão de Confiança e tem um livro a ser lançado pela Casa Publicadora Brasileira – Enfraquecido Pela Visão. Nesta entrevista concedida a Michelson Borges ele fala sobre a palestra que apresentou na Univille: [Leia a entrevista aqui]

Adão e Eva existiram?

Realmente, Adão e Eva existiram. A Bíblia registra o nome do casal que deu origem à humanidade (ver Gênesis capítulos 1, 2, 3, etc.). A Antropologia Descritiva (ou Etnologia) é um ramo da ciência que concorda com o fato de que todos nós descendemos de um casal (isso é chamado de monogenismo). A antropologia não diz o nome desse casal (Adão e Eva), mas o fato de concordar com a posição bíblica de que todos descendem de um par de seres humanos é uma forte evidência de que a Bíblia está com a razão.

A Linguística Histórica também afirma que as diversas línguas se originaram de uma. Isso está de acordo com o relato do Gênesis sobre a Torre de Babel (ver Gênesis 11).

As diferentes culturas, com seus relatos sobre a origem da humanidade, também evidenciam a autenticidade da Bíblia em relação ao assunto. Veja a seguir o que disse o professor Orlando Rubem Ritter, no livro Por Que Creio, escrito pelo jornalista Michelson Borges: [Leia mais]

Documentário de alunos do Unasp em Blog da Folha

Em 2007, um grupo de estudantes de jornalismo do Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo) decidiu levar a sério seu trabalho de conclusão de curso. Impressionados com as histórias terríveis do genocídio de Ruanda, mas sem medo do que iriam encontrar, partiram para o pequeno país da África central que tenta se reconstruir 15 anos após uma das maiores matanças do século 20. Lá, entrevistaram sobreviventes, visitaram locais de massacres e conversaram com autoridades, ongueiros e especialistas. O resultado é um belíssimo documentário que recebi num DVD chamado “Memórias Feridas, o renascer de uma nação”. São 50 minutos de entrevistas caprichadas, técnica apurada e uma narrativa histórica muito correta. Quem assina o trabalho são os estudantes Joelmir Mello, Larissa Jansson e Paulo Mondego.

Ruanda é um país minúsculo, de lindas colinas verdes e uma impressionante história de superação. Há uma década era um país arruinado. Hoje, é um dos Estados africanos mais organizados, com crianças indo à escola, estradas bem cuidadas, respeito ao cinto de segurança e clínicas surgindo em todo lugar. Se há uma crítica a ser feita é à falta de liberdade da nação, governada como se fosse uma escola militar pelo presidente Paul Kagame. Mas Kagame comporta-se como um déspota benigno: não há tortura nem desaparecimento de adversários políticos. Talvez a maior surpresa seja a segurança. Em Ruanda, caminha-se tranquilamente na rua durante a noite.

Por email, conversei com Larissa e Paulo. Ele, aliás, deu uma boa definição sobre os ruandeses: é um povo que fala com os olhos. É verdade. Há dezenas de expressões com os olhos, boca e sobrancelhas que sempre querem dizer alguma coisa. Custa até um forasteiro se acostumar.

Se alguém se interessar em comprar o DVD, é só entrar em contato com Larissa no tel. (47) 9965-6627 ou email larissa.jansson@uol.com.br

Quantas pessoas foram para Ruanda? Quanto tempo vocês passaram lá?

Larissa: Ficamos entre 31 de julho e 15 de agosto de 2007 – 16 dias em Ruanda. Fomos eu, Joelmir Melo, Paulo Mondego e o cinegrafista Jean Gabriel, que já foi nosso professor em períodos anteriores.

Foram para onde?

Larissa: Nosso roteiro incluiu a capital Kigali, onde fizemos a maior parte das entrevistas. Lá visitamos o Memorial de Kigali, a ONG Hope After Rape e as “gacacas” (tribunais tradicionais para julgar criminosos do genocídio) que são mostradas no documentário. Entrevistamos as autoridades políticas – entre elas o ministro da Cultura Joseph Habineza – e a antropóloga americana Kristin Doughty. Visitamos, na Província Sul, o memorial de Murambi, que era uma antiga escola técnica protegida pelos franceses. Milhares de tutsis (etnia que foi a maior vítima do genocídio) tentaram se proteger na escola, mas os franceses os abandonaram nas mãos dos hutus (etnia rival, que estava no poder).

Paulo: A ONG Hope After Rape trata de mulheres estupradas durante ou após o genocídio. Ali, elas aprendem atividades manuais e convivem com muitas dificuldades de moradia, higiene e saúde. Muitas delas possuem o vírus HIV. A gagaca é o sistema judiciário com origem no período pre-colonial que foi resgatado após o genocídio para julgar e condenar os criminosos do massacre. Com exceção dos mandantes que foram e ainda estão sendo julgados pelos tribunais internacionais.

Como surgiu a ideia desse documentário?

Larissa: Um dos nossos orientadores, o jornalista Ruben Holdorf, deu a ideia. Contudo, a ideia original era produzir um material contendo entrevistas com brasileiros que estiveram em Ruanda antes, durante e depois do genocídio e contar como foi essa experiência. Mas encontramos dificuldades, daí mudamos a pauta para irmos visitar a própria Ruanda.

Paulo: Há que se considerar que o grupo tinha grande interesse em fazer um trabalho que extrapolasse os limites do óbvio. Depois da orientação do professor Ruben, listamos vários temas que considerávamos desafiadores e tudo que acrescentasse algo novo. Ruanda venceu em ineditismo e dificuldade financeira, e depois de muitas tentativas frustradas de patrocínio, a Larissa abdicou de seu veículo para investir nesse sonho.

Quem patrocinou o projeto?

Larissa: Tivemos muita dificuldade para conseguir dinheiro. Começamos a procurar por patrocínio cerca de um ano antes e até uns três meses antes da viagem não tínhamos conseguido. Daí vendi meu carro, não teve jeito!

Por que falar justamente sobre o genocídio de Ruanda?

Larissa: Acho que embora essa tragédia tenha acontecido há quinze anos, é sempre um tema atual. Penso que o que aconteceu lá é um grande exemplo do que podemos aprender. Quando adotamos uma atitude preconceituosa e discriminatória com uma pessoa ou grupo, nem lembramos do que esse tipo de atitude já foi capaz de causar. Olhar para a história e aprender com tragédias como o Holocausto, Ruanda, Camboja e Darfur é o que cada um de nós precisa fazer para sermos pessoas melhores, mais tolerantes, capazes de ver o ser humano independentemente da etnia, classe social, sexo ou nacionalidade. Precisamos entender melhor o valor da vida humana.

Paulo: Particularmente a história de Ruanda não era nova pra mim, uma vez que eu tinha uma amiga que trabalhou como voluntária em uma ONG em Kigali. Depois disso assisti a uma palestra de outra voluntária que acabara de retornar de sua experiência também como voluntária da mesma ONG. A partir daí comecei a pesquisar ainda em 2006 sobre a história daquele povo que fala com os olhos. Quando finalmente formamos o grupo para realizar o trabalho eu logo citei Ruanda como possibilidade, a aceitação foi geral e depois com a orientação do professor ficou mais clara essa possibilidade. No entanto, creio que o que nos levou a Ruanda foi um desejo muito grande de ver de perto aquilo que antes era visto só em livros de histórias ou filmes de Hollywood. Fomos com tanta intensidade que cada um absorveu de maneira muito própria uma das mazelas da humanidade, a guerra. E depois de terminar o trabalho entendi por que fui lá. Um dos nossos entrevistados disse no final: “Deus nos abençoou, nos deu um trabalho, estamos vivos.” Fomos a Ruanda por causa dessa gente que está viva lá, que carrega história de superação e dor, que conhece muito bem dois extremos do ser humano, a crueldade e o perdão.

Como vocês se sentiram fazendo as entrevistas?

Paulo: Em muitos momentos eu me perguntava o porquê. Qual a razão de tantas mortes em poucos dias. Por que tanto ódio. Depois de ouvir a mesma história em diversas perspectivas, entendi que agora o porquê não era mais importante, mas sim o como superar. Eles vivem em busca da superação, o governo luta por isso, as pessoas almejam isso, todos esperam e sabem a importância da paz, pois só quem viu a morte de frente sabe o quanto vale a vida. Tentei a todo momento analisar os fatos como um cientista social, mas depois de ver fotos e corpos de gente assassinada pelo ódio passei a entender que o homem é capaz de tudo, inclusive de perdoar o imperdoável.

Larissa: Para mim, em particular, foi difícil. Foi uma carga emocional tremenda. Chorei durante a visita ao Memorial de Kigali. Foi doloroso, difícil separar o pessoal do profissional. Estar ali, falando com sobreviventes de algo tão chocante, cruel e de consequências tão profundas foi algo que senti – e acho que ainda sinto, mesmo dois anos depois – profundamente. E ver aquelas pessoas de repente se abrindo, falando de algo tão doloroso para elas, ver que elas confiaram em nós daquela forma foi tocante e gratificante. Por melhor que tivessem sido nossas fontes políticas e contato com os melhores especialistas, por mais confiáveis que pudessem ser as pesquisas que fizemos, esse trabalho não teria sido tão fantástico como foi sem a contribuição daquelas pessoas. São delas as memórias feridas, são elas a nação que vem renascendo todos os dias, desde 1994.

(Pé na África)

Leia também: “Memórias Feridas – O Renascer de Uma Nação” e “Experiência missionária em Ruanda”

Achado fragmento inédito do Codex

Um fragmento do Codex Sinaiticus, considerado a Bíblia mais antiga do mundo, foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério egípcio. O achado foi feito por Nikolas Sarris, um estudante grego de 30 anos que está fazendo doutorado em conservação na Grã-Bretanha e que participou do projeto de digitalização do Manuscrito Aleph, como também é conhecido o Codex. Sarris inspecionava fotografias de uma série de encadernações compiladas no século XVIII por dois monges do monastério de Saint Catherine, no Monte Sinai, quando se deparou com partes do Livro datadas de aproximadamente 350 d.C. "Foi um momento muito emocionante", lembra o acadêmico, segundo o jornal Independent. "Embora não seja minha área de especialidade, eu ajudei no projeto online, de forma que o Codex ficou fortemente impresso na minha memória."

 

O estudante conta que começou a analisar as letras e colunas e rapidamente percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Ele então mandou um e-mail para o padre Justin, bibliotecário do monastério, e sugeriu que desse uma olhada mais atenta na encadernação, o que confirmou as suspeitas. Acredita-se que o trecho encontrado, com apenas um quarto visível, pertence a Josué, Capítulo 1, Versículo 10.

 

Ao longo dos séculos, os monges do monastério de Saint Catherine reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, sobretudo devido à dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a descoberta de Sarris seja ainda mais significativa, pois, segundo ele, há ainda 18 outras encadernações compiladas pelos mesmos dois monges que reaproveitaram partes do Codex. "Não sabemos se iremos encontrar mais do Codex nesses livros, mas, definitivamente, valerá a pena procurar."

 

(Veja online)

 

Leia também: "O Novo Testamento é historicamente confiável"

Brasileiros discordam do acordo com o Vaticano

O Ibope Inteligência realizou uma pesquisa para a organização Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD), entre os dias 17 e 22 de julho, com o objetivo de conhecer a opinião dos brasileiros sobre o relacionamento entre religião e Estado. Os resultados mostram que para 46% dos brasileiros, o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião, uma vez que não existe uma religião oficial do país. Entre aqueles que possuem renda familiar superior a 10 salários mínimos o percentual sobe para 61% e, entre moradores da região sudeste do país, vai a 54%. Especificamente em relação à Igreja Católica, 32% afirmam que o governo não deve fazer acordo somente com essa instituição, pois estaria desrespeitando os brasileiros de outras religiões, enquanto 15% defendem que o governo faça acordo com a Igreja Católica, uma vez que na opinião desses entrevistados, essa é a religião da maioria da população.

 

Sobre a pesquisa:

 

Período: a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de julho de 2009.
Amostra: foram realizadas 2.002 entrevistas em 143 municípios brasileiros.
Margem de erro: é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.

 

(Ibope Inteligência)

 

Nota: E o governo está se importando com a opinião dos brasileiros? Se estivesse, não teria conduzido esse assunto "na surdina".[MB]

quarta-feira, setembro 02, 2009

Conexão perigosa

Um dos objetivos da revista Conexão JA é conectar o jovem com Deus, com outros jovens e com as coisas boas que (ainda) há no mundo. Mas há certos tipos de conexão que não deveriam ser feitos, sob risco de prejudicar as conexões que devem ser prioritárias em nossa vida. Falando abertamente: o namoro com pessoas que não temem ao Senhor pode atrapalhar o relacionamento com Deus e com a igreja. É uma conexão que, via de regra, enfraquece as outras.

Somos influenciados pelas pessoas com quem convivemos. “Diga-me com quem você anda...”, você sabe, claro. Agora imagine quando essa convivência envolve laços mais fortes, emoção, maior convivência e apego. A influência é muito maior.

Como todo namoro sério e cristão visa ao casamento (o que não quer dizer que todo namoro terminará em casamento), deveria preocupar aqueles que pensam em se envolver num “jugo desigual” o pensamento de se unir a uma pessoa que não compreenderá por que você guarda o sábado, que talvez discorde da maneira como você educa os filhos, e poderá até mesmo beber “socialmente” com os amigos ou participar de outras atividades das quais você discorda.

Como, às vezes, o exemplo é o melhor argumento, a jornalista Sueli Oliveira foi atrás de três histórias que deixam bem clara a realidade complicada do namoro com pessoas de outras convicções religiosas (ou mesmo sem religião). Confira na matéria de capa da edição de outubro (em breve, disponível para os assinantes). Tenho certeza de que você concordará com o conselho de Ellen White, no livro Mensagens aos Jovens, p. 439: “Antes de dar um passo que há de exercer influência sobre toda a tua vida futura, insto contigo para que dês ao caso cuidadoso estudo e oração. Demonstrar-se-á esse novo parentesco uma fonte de verdadeira felicidade? Ser-te-á um auxílio na vida cristã? Será agradável a Deus?”

A resposta a essas perguntas envolve a própria vida eterna.

Michelson Borges, editor

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Projeto Atlanta 2010: Quase impossível

Depois do que se passou com minha esposa (leia o primeiro diário), pouco antes da minha partida, ainda estive alguns dias relembrando meus desafios anteriores e o quanto Deus atuou para me conceder a vitória em todos eles. Obviamente, chamo de “vitórias” as pessoas que foram alcançadas para o reino de Deus por meio dos testemunhos que ouviram de mim. Ou seja, o Espírito Santo me usou para convencê-las de que só há um Deus verdadeiro e também um único caminho para se entrar no Céu.

Os anjos têm trabalhado muito para me manter vivo. Lembro-me de que no Rio de Janeiro eu estava de carona, sentado ao lado do motorista, em uma Kombi, e, ao entrarmos em uma curva, fomos surpreendidos por um caminhão desgovernado. Batemos de frente e o mais incrível é que, com o impacto, a Kombi ficou amassada de dentro para fora, livrando-me de quebrar as duas pernas. O motorista também saiu ileso. E o caminhão ficou com o para-choque danificado.

Ainda no Rio de Janeiro, fazendo uma corrida de 16 quilômetros pela Avenida das Américas, uma van de 12 lugares, vindo em sentido contrário, desgovernou-se e atingiu com força meu ombro direito. O motorista fugiu desesperado, deixando-me caído no acostamento. Depois de alguns minutos, recuperei os sentidos, me pus de pé e percebi o milagre: nenhum osso havia quebrado. Sentia apenas dores leves. Por outro lado, a van ficou sem o retrovisor esquerdo, porque o anjo do Senhor, o ser poderoso e invisível que me acompanha 24 horas por dia, para me livrar de ter uma clavícula quebrada, arrancou a peça por inteiro e a atirou para longe de mim.

Antes disso, ainda, saí para realizar um treinamento na Serra do Mar, treinamento que consistia em subir até o topo de uma grande montanha, na praia de Boraceia, em Bertioga, São Paulo. Quando estava quase no topo, sempre subindo pelas pedras de uma cachoeira, ao parar para descansar e colocar a mão direita em um arbusto seco, ele quebrou. Desequilibrei-me e acabei por enfiar a mão na boca de uma jararaca. A mordida foi muito dolorosa e as presas deixaram dois furos que passaram a sangrar. Imediatamente toda a mão ficou inchada. Como estava sozinho e a uns 15 km de casa, sabia que não teria outro fim, a não ser uma morte horrível. Então, a única saída seria um milagre. Sendo assim, orei ao Senhor e pedi que me permitisse correr até minha casa a fim de buscar socorro.

Sabe-se que uma pessoa mordida por cobras peçonhentas como coral, cascavel, jararaca, etc., necessita ser imobilizada e imediatamente transportada a um hospital. Nisso reside o milagre que quero contar, pois corri 15 km envenenado e esperei seis horas até o atendimento, sem que o veneno da serpente atingisse meu coração. Corri o risco de quase ter o braço direto amputado, devido às toxinas que danificaram os músculos, inchando-os a ponto de quase se romper. Estive uma noite inteira na UTI. Todavia, recuperei-me completamente e alguns meses depois estava iniciando uma viagem de 8.200 km pela Argentina, Uruguai e Paraguai. Sim, amigo, há muito o que dizer sobre as maravilhas que Deus tem feito em minha vida. Mas o espaço agora é pequeno e estou ansioso para contar o que vem acontecendo aqui na Venezuela...

Antes, porém, de narrar tudo que passei até Caracas, a capital da Venezuela, onde estou agora, preciso contar como consegui a “Atlanta” (nome que dei à bicicleta que me acompanhará nesta travessia das três Américas). Como já disse, não consegui patrocínio para esta maratona de fé. Talvez alguns pensem que quero o dinheiro para me enriquecer... De forma alguma. Quase tudo o que possuo – uma casa e um carro –, comprei-os com o salário que recebo como aposentado da Forca Aérea, onde trabalhei por 27 anos. Qualquer oferta que me chega às mãos de outra fonte, uso-a para manter o Ministério do Atleta da Fé. E, como são poucos os que acreditam em projetos como este, recebo pouquíssima ajuda. Agora, imagine custear as despesas de uma volta ao mundo, mesmo por etapas, como estou fazendo... De quanto dinheiro se necessita?

Como também já comentei, apos uma peregrinação infrutífera em busca de patrocínio, decidi fazer um empréstimo para iniciar a viagem. Consegui R$ 3.000,00 para pagar em 15 suaves prestações. Esse dinheiro calculei que daria apenas para viajar de São Paulo a Brasília, de Brasília até Manaus e de Manaus a Boa Vista. Seria apenas para as passagens e a comida. E, realmente, calculei certo, porque cheguei a Boa Vista apenas com R$ 140,00.

No entanto, como desejo correr e pedalar até Atlanta, nos Estados Unidos, faltavam a bicicleta e os acessórios – algo próximo a R$ 2.000,00. Assim, saí de casa já necessitando de um milagre; de algo impossível para mim. Deus precisava sensibilizar alguém para me dar essa ajuda. Mas onde estaria essa pessoa? Em Brasília? Em Manaus? Em Boa Vista, minha ultima escala antes da viagem? Então, como um verdadeiro atleta da fé, deixei meu lar certo de que não precisaria me endividar mais para conseguir a bicicleta (apesar de estar disposto a isso). Na primeira parada, Brasília, não foi possível. Prometeram ajuda mais à frente. Na segunda, Manaus, estive bem perto; inclusive visitei as fabricas de bicicletas da Sandown e da Caloi. Ambas impuseram restrições burocráticas para fornecer a bike. Disseram que o projeto primeiro deveria ter a autorização da matriz de São Paulo.

Só restou Boa Vista. O último porto. A última esperança. A última montanha a transportar pela fé, para alcançar a graça de ter meu equipamento de viagem. Logo ao chegar, tive um bom sinal. Fui recebido pelo cunhado do pastor Otimar Gonçalves (líder sul-americano dos jovens adventistas) e sua amável esposa Ivonete. Levaram-me para a casa deles. Deram-me um lugar para dormir, boa comida, atenção e muito carinho – ações dignas de verdadeiros filhos de Deus. Quando contei ao Janus (o cunhado do pastor Otimar) sobre estar sem patrocinador e não ter até aquele momento os equipamentos de viagem, ele se dispôs a ajudar no que fosse preciso.

Cheguei à casa deles no sábado à noite. Passamos um domingo muito agradável, e na segunda começamos a busca pelo patrocínio. Primeiro, fomos à TV Roraima e conseguimos acertar a cobertura da largada, com o mesmo repórter que me acompanhou na descida do Monte Caburaí, em 2002, o Luciano Abreu. Depois, o Janus me deixou em uma avenida de Boa Vista, cheia de grandes lojas onde esperava convencer algum empresário a se engajar no projeto. Inclusive lhes prometia divulgar a empresa em meu site e durante a entrevista na TV Roraima, afiliada da TV Globo para o Estado. Mas quando falava em números, todos tinham uma resposta pronta, como: “Os negócios não vão bem.” “Estamos no meio de uma crise financeira e não temos mais verbas para patrocínio.” “Este ano já fechamos as despesas com publicidade.” Assim, passei toda a manhã de segunda-feira ouvindo essas desculpas. Então, parei. Fiquei toda a tarde até o começo da noite em oração, enquanto esperava o irmão Janus vir me buscar. Quando chegou, por volta das 18h, foi duro dizer-lhe que não tinha obtido sucesso. Mas, disse que pela fé conseguiria.

Passei a noite esperando que Deus alinhavasse esse milagre. Na manhã da terça-feira, um dia antes da largada, na primeira loja em que fomos (o Mercadão das Bicicletas), o senhor Antonio Araújo, um maranhense, foi o egípcio de hoje, que Deus proveu para me dar a “Atlanta”, uma bicicleta toda equipada para a viagem aos Estados Unidos. A melhor e mais cara bicicleta que ele tinha em sua humilde loja. Um milagre necessário, quase impossível e alcançado pela fé, segundo a vontade e amor infindo do Deus a quem sirvo. Esse Deus está aqui comigo. Acompanhe esta viagem e seja também abençoado.

Que as asas dos anjos do Senhor dos Exércitos, Jesus Cristo, me cubram até que chegue a Atlanta.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

AMB: acordo Brasil/Vaticano é inconstitucional

Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, a aprovação do estatuto da Igreja Católica no Brasil é inconstitucional e fere a liberdade de religião no país. “Quando você faz um acordo dando benefício a um segmento religioso em detrimento dos outros, você começa a desobedecer, a descumprir o texto constitucional.” A Câmara aprovou, [na] quarta-feira, 26, o estatuto da Igreja Católica no Brasil. O texto legisla, dentre outras coisas, sobre o ensino católico facultativo nas escolas públicas do país, e sobre a promoção de bens e propriedades da Igreja considerados “patrimônio artístico ou cultural” pelo Brasil. O tema suscitou questionamentos sobre o desrespeito ao caráter laico do Estado brasileiro.

No mesmo dia, os deputados regulamentaram o direito à liberdade religiosa, conforme previsto em projeto do deputado George Hilton (PP-MG) – uma tentativa de repassar às demais religiões às garantias e direitos do Estatuto do Vaticano.

Caso o tema seja aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula, a entidade poderá recorrer na Justiça. “Vamos estudar se caberia, para o cumprimento da Constituição, um questionamento jurídico através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal”, diz o presidente da AMB.

Confira a entrevista:

Como o senhor recebeu a aprovação do acordo entre Brasil e Vaticano?

A nossa manifestação contrária foi extraída da reunião de nosso órgão de direitos humanos com todas as entidades afiliadas à AMB. Nós não admitimos e não aceitamos que essa discussão seja transformada numa discussão religiosa ou ideológica. Não é isso. Eu inclusive sou católico praticante. A questão é a Constituição Federal. Nós não temos uma religião oficial. O constituinte não elegeu uma religião oficial para o Brasil...

Sim...

Ora, no momento que você faz um acordo introduzindo a religião católica em escolas públicas, quando você faz um acordo dando benefício a um segmento religioso em detrimento dos outros, você começa a desobedecer, a descumprir o texto constitucional.

Na questão do ensino religioso, o acordo especifica que ele é facultativo. Isso não foge a essa questão constitucional?

O ensino não é obrigatório, mas se o Estado brasileiro colocou sua assinatura em um acordo com um segmento religioso é óbvio que isso é um privilégio, é óbvio que para introduzir isso em escolas públicas vai ficar muito mais fácil e as outras religiões não terão esse espaço em virtude de um não acordo, de um não reconhecimento desses pelo Estado. É a questão legal. Nada de preconceito e discriminação. É com base nisso, no Estado laico, no Estado em que há liberdade religiosa e não há religião oficial, que a AMB se manifesta.

A Câmara também regulamentou o direito à liberdade religiosa, para contrabalancear o peso do Estatuto do Vaticano. Pode funcionar de alguma maneira, do ponto de vista constitucional?

Mas é desnecessário, porque a Constituição já diz que não pode haver qualquer discriminação e que a liberdade de expressão religiosa é ampla no país. Com o maior respeito a quem apresentou o projeto, mas ele está repetindo o que a Constituição já prega.

Um dos artigos do Estatuto diz que as partes irão promover bens e propriedades da Igreja que possam ser considerados “patrimônio cultural e artístico”. Essa não pode ser uma brecha para a injeção de dinheiro público em reformas de igrejas?

É outro dispositivo que mostra uma clara tendência do acordo em privilegiar um segmento religioso no país. E isso, mais uma vez, fere o dispositivo constitucional.

Se fala em laicidade do Estado, mas a isenção tributária às igrejas já existia antes acordo. Isso não é uma forma de privilégio?

Deveria ser abolido. Ou você trata os segmentos igualitariamente, ou você não pode dispensar um tratamento diferenciado não só à Igreja Católica, mas também a qualquer igreja.

O que pode ser feito do ponto de vista constitucional para reverter isso, caso a matéria seja aprovada em definitivo?

Aí vamos estudar e discutir com nossos órgãos deliberativos se caberia, para o cumprimento da Constituição, um questionamento jurídico através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal.

(Terra Magazine)

Se ainda duvida da força do Vaticano em assuntos políticos e que isso tudo é apenas um “ensaio” do que virá, leia também a nota abaixo, extraída do Dairy Industry Newsletter e traduzida pelo site MilkPoint:

“Mais de três mil produtores de leite espanhóis realizaram manifestação em Santiago de Compostela esta semana, reivindicando ‘um preço digno’ para o leite. Eles exigiram, no mínimo, 30 centavos de euro por litro. Na Alemanha, produtores de leite visitarão o Papa, em um movimento para pedir que a União Europeia altere os regulamentos do mercado de leite, em favor das ideias da Associação Federal dos Produtores de Leite da Alemanha (BDM) de instalar um esquema flexível de cotas. ... Os produtores esperam encontrar o Papa Bento XVI na sexta-feira.”

Leia também: “Análise do tratado Brasil-Vaticano”

terça-feira, setembro 01, 2009

Jornalista retoma em livro união entre ciência e fé

No livro Mostre-me Deus – O que a mensagem do espaço nos diz a respeito de Deus (Clio Editora), o jornalista darwinista teísta Fred Heeren tenta conciliar ciência e fé. Heeren defende a teoria do Big Bang para o origem do Universo, embora não descarte a mão de Deus no processo todo, como convém a um cristão protestante que é. Porém, mais que opção de fé, ele tenta demonstrar na obra, com argumentos científicos, que “se a equação para a origem da vida não contiver Deus, não será resolvida”. O autor buscou balizar suas ideias com entrevistas com os grandes nomes da ciência atual, entre eles, Stephen Hawking, cosmólogo que deu ao mundo mais explicações sobre o Big Bang e ajudou a tornar a teoria a mais aceita atualmente, embora não seja a única.

Confira abaixo uma parte da entrevista com Heeren feita pelo EPTV.com na sessão de lançamento do livro em Campinas:

Seu livro pode ser visto como uma opção a obras como as de Richard Dawkins?

Sim, pode ser visto como um certo tipo de resposta ao Dawkins, mas de forma mais amigável e menos polêmica. Eu tenho muitos amigos pessoais que são ateístas, panteístas ou pertencem a outras religiões, e pra mim é importante que todos nós possamos no dar muito bem.

Qual a principal mensagem que o livro traz para as pessoas que não são crentes?

A principal mensagem da obra é que havia grandes coisas que foram entendidas no século 19; e as descobertas do século 20 simplesmente viraram de cabeça para baixo esses pressupostos.

De que maneira encontrou Deus nessa revolução científica?

O fato das descobertas do Big Bang, o evento da criação, tem muito significado nesse processo. Não porque isso sugere que o Universo teve um começo, mas porque sugere que o Universo não é autossustentável; exige que tenha uma causa que seja fora de si mesmo.

Deus teria sido aquele que detonou a explosão do Big Bang?

Os cientistas não gostam de usar o termo “explosão”, mas sim expansão. Mas isso sugere que tudo começou de uma forma muito lenta, num estado bem primitivo, e isso exige um grande organizador externo.

Onde Stephen Hawking escreve “singularidade” para definir o que gerou o Big Bang, você diz que é Deus?

Deus não é a singularidade, mas a causa da singularidade.

Para os crentes, o que o livro acrescenta, já que quem acredita, não precisa de mais convencimentos?

Cristãos têm dúvidas como todas as outras pessoas; o livro pode ser uma ajuda para eles não só suprirem suas dúvidas, mas como uma forma de falarem de Deus para outros. Muitos de nós temos sido ensinados na escola que temos que fazer uma escolha entre ciência e fé. E isso é uma dicotomia falsa.

Como ele pode validar Deus dentro do método científico?

Esses dois campos de estudo continuam separados. A ciência não pode oferecer provas, mas pode dar direções e apontamentos. E a questão da fé é uma questão individual na qual elas vão ter que decidir para que lado vão.

O que o espaço pode de fato oferecer para a crença em Deus. E por que temos que olhar para tão longe para enxergá-Lo?

Uma das pressuposições do século 19 é que o Universo era fora de ordem, randômico, que vivia a seu bel prazer. Na verdade, uma das grandes descobertas do século 20 é que existe um “ajuste fino” extremamente coerente, que é o que permite que a vida exista dentro deste contexto. O problema do “ajuste fino” é que os físicos não conseguem entender por que isso existe ou como surgiu. E também chamam isso de “princípio antrópico” porque tudo indica que isto existe em benefício da humanidade.

O que o fez descartar o criacionismo, que é uma questão tão em voga nos Estados Unidos, tão ardentemente defendida?

Depende do que você chama de Criacionismo. Se for uma Terra jovem de 6 mil anos atrás, eu realmente abri mão disso há muitos anos.

A ideia é que Deus criou todas as coisas.

Acho que há muitas interpretações do Gênesis nos Estados Unidos hoje e o equívoco que essas interpretações têm é que estão lendo no texto alguns pressupostos científicos que eles têm hoje. Na minha visão, pra ser honesto com o escrito da Bíblia, você tem que perguntar o que o escritor original queria dizer quando ele escreveu isso para seu público original. Com certeza, não existia ciência moderna naquele tempo. Na verdade, eles estão respondendo outras perguntas que a mente científica quer encontrar hoje. Por exemplo, eles não têm a mínima preocupação em dizer em que ano o mundo foi criado, simplesmente dizem quem criou.

Qual o ponto de contato entre uma criação divina e o Big Bang?

Muitas pessoas pensam que a teoria do Big Bang explica como o Universo se tornou o que é. Na verdade, o Big Bang não é uma resposta, mas uma grande pergunta, e torna o mistério ainda maior. Para mim, eu me voltei para a Bíblia para entender qual o propósito de Deus com a criação, porque a ciência não nos dá essa resposta. E porque o Gênesis nos fala de propósitos e não de processos; e aí, nós temos que prestar atenção mais no sentido e não no mecanismo.

Qual dos grandes cientistas que você entrevistou mais o surpreendeu?

Arnold Penzias, que descobriu as micro-ondas e a radiação de fundo do Universo e ganhou o Prêmio Nobel por conta da descoberta. A descoberta enterrou de vez o modelo estático para o início do Universo e demonstrou sua origem como expansão. Ele é muito articulado na questão da fé e da ciência e entendeu o limite da ciência e de como esta tem seus limites para explicar inclusive as próprias questões físicas da realidade.

Houve algum cientista que se recusou a dar entrevista pelo tema envolver Deus?

Não, porque eu não deixava eles saberem antes que eu estava com a ideia de Deus (risos). Eu não estava pregando uma peça, mas tentando usar o bom senso. (...)

Vem aí: VIII Simpósio Universitário Adventista


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