sexta-feira, abril 08, 2011

Até o consumo moderado de álcool causa câncer

Mesmo se consumido moderadamente, o álcool aumenta as chances de surgimento de tumores. É o que revela uma pesquisa de cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha. Pesquisas anteriores já relacionavam a ingestão de bebidas alcoólicas ao câncer, mas, desta vez, os pesquisadores encontraram indícios de que o risco não está apenas em casos de consumo excessivo de bebida. Até quem consome álcool em quantidade inferior ao limite diário recomendado - o equivalente a uma taça de vinho, uma dose de uísque ou 250 mililitros de cerveja - corre mais risco de sofrer de câncer do que pessoas abstêmias. De acordo com a pesquisa, publicada no British Medical Journal, 1 em cada 10 casos da doença em homens, e 1 a cada 33 nas mulheres, é causado pelo álcool na Grã-Bretanha. Embora a maioria dos casos seja provocada pelo consumo de bebidas em excesso, os pesquisadores britânicos afirmam que o risco existe entre quem consome álcool moderadamente - e as chances de aparecimento de tumores não diminuem significativamente assim que a pessoa abandona definitivamente a bebida. [Leia mais]

Sagrada ou manipulada? – Parte 1

Gosto muito de ler. Tenho a imagem muito clara na minha mente de quando eu era criança e via minha mãe e meu pai, cada um de um lado da cama, com seus abajures ligados lendo um livro de pelo menos 500 páginas. É fácil ler, difícil é pensar na Bíblia como um livro “normal”. Algumas pessoas que querem defender a Bíblia usam o seguinte argumento: Como as pessoas podem acreditar com muito mais facilidade em livros “normais” que são comprados numa livraria do que em um livro como a Bíblia, que tem muito mais evidências para ser verdade? Existe apenas um problema com essa argumentação: ninguém usa um simples livro de livraria como regra de vida!

Neste estudo, precisamos saber o que pensar a respeito de um livro que alega ser um manual sobre (1) o que aconteceu no passado, (2) o que vai acontecer no futuro, (3) o que devemos crer, e (4) como devemos viver. Essas são quatro questões muito sérias que não devem ser tratadas levianamente. Neste primeiro artigo, nos concentraremos no Antigo Testamento. Como sabemos que esses 39 livros realmente são o que dizem que são, ou que os eventos ocorreram da forma como estão escritos? Se devemos usar esse livro como parte fundamental da nossa vida, precisamos de evidências!

Transmissão do Antigo Testamento

Quando se faz a ousada afirmação de que um livro é a revelação da Palavra de Deus, as dúvidas invadem o cérebro humano. Precisamos primeiramente ter certeza de que o documento é historicamente confiável; de que ao longo de sua transmissão, com o passar de tantos anos, foi possível manter intacta a mensagem original. Principalmente no que se refere ao Antigo Testamento, que remete a pelo menos 3.500 anos atrás!

Os copistas começaram oficialmente o árduo trabalho de fazer cópias do Antigo Testamento por volta de 70 d.C. Eles desenvolveram métodos extremamente exigentes para fazer essas cópias. Cada página do manuscrito bíblico deveria ter o mesmo número de colunas. As colunas deveriam ter pelo menos 48 linhas e, no máximo, 60. Cada linha tinha que ter 30 letras. O espaçamento entre as cartas, linhas, seções e livros tinha que seguir regras muito específicas também. A Torah tinha que terminar exatamente no fim de uma linha. Nada, nem mesmo uma parte de letra, poderia ser escrita de memória. A tinta tinha que ser preta e ser feita de forma muito específica. O nome de Deus não poderia ser a primeira coisa escrita após mergulhar a caneta na tinta. O copista tinha que usar roupas próprias e seguir certas regras de higiene.

Flávio Josefo, um dos historiadores judeus mais confiáveis do primeiro século, ao defender a seriedade com que o judeu lidava com as Escrituras, escreveu o seguinte: “Nós temos dado prova prática de nossa reverência pelas nossas Escrituras. Pois, apesar de longos anos terem agora se passado, ninguém ousou acrescentar, ou remover, ou alterar uma sílaba; e isso é um instinto para cada judeu, desde o dia de seu nascimento, de olhá-las como decretos de Deus, de viver por eles, e, se necessário for, alegremente morrer por eles. De vez em quando, vemos prisioneiros suportando tortura e morte de diversas formas nos teatros, em lugar de sussurrar uma única palavra contra as leis e os documentos adjacentes.”[1]

E, ao comparar o respeito dos hebreus pelas Escrituras com o respeito dos gregos por sua literatura, ele escreve: “Qual grego suportaria isso pela mesma causa? Até mesmo para salvar uma coleção inteira dos escritos de sua nação da destruição ele não encararia o mínimo de ferimento pessoal. Pois para os gregos elas são meras histórias improvisadas de acordo com a vontade de seus autores; e com essa estima até mesmo os mais velhos historiadores são justificados, quando eles veem alguns de seus próprios contemporâneos se aventurando a descrever eventos nos quais não tiveram qualquer parte, sem se darem ao trabalho de procurar informações daqueles que conhecem os fatos.”[2]

Entre 500 e 900 d.C., os massoretas foram os que assumiram a transmissão das cópias feitas pelos talmudistas. Esses também tinham uma forma muito estrita de produzir as cópias. Ao finalizar cada cópia, o copista deveria contar letra por letra para verificar se não havia cometido qualquer erro. Se encontrasse um erro, a cópia era queimada e começava-se tudo novamente. Eles sabiam até mesmo quantas vezes cada letra do alfabeto aparecia em cada livro! Esses textos são os usados pelos judeus e cristãos até hoje.

Porém, a dúvida pairava sobre a cabeça de muitos, já que a cópia mais antiga que havia do Antigo Testamento era datada de 1000 d.C.! Como se assumia que o cuidado para fazer as cópias era bastante grande, não se duvidava da confiabilidade dos escritos. Mas não havia como ter certeza – até ser feita uma descoberta fascinante.

Os Manuscritos do Mar Morto

Em 1947, ao procurar uma cabra perdida, dois pastores começaram a jogar pedras em algumas cavernas para ver se afugentavam a cabra de dentro delas. Em uma das cavernas, um dos pastores ouviu o som de vasos se quebrando. Com isso, fugiram amedrontados por achar que se tratava de “espíritos”. Mais tarde, um deles retornou para ver o que havia lá, e encontrou dezenas de vasos que continham manuscritos muito antigos. Vendo neles a possibilidade de ganhar um dinheiro extra, vendeu-os aos mercadores de artigos antigos em Belém. Só depois de muito tempo os estudiosos viriam a descobrir o imenso valor desses manuscritos.

Esses vasos provavelmente haviam sido escondidos nas cavernas pela comunidade dos essênios, que vivia nas montanhas de Qumran, situadas a noroeste da costa do Mar Morto. Os homens guardaram os manuscritos nos vasos pouco antes de a comunidade ser invadida pelos romanos, na destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., possivelmente com a intenção de preservar os escritos. Segundo William Albright, o famoso especialista dos manuscritos da Universidade Johns Hopkins e um dos primeiros a saberem dessa descoberta, essa foi “a mais importante descoberta de manuscritos dos tempos modernos”.

Com o anúncio de que esses manuscritos eram muito valiosos, começou uma verdadeira caça-ao-tesouro nas cavernas de Qumran, e mais de 40 mil fragmentos foram encontrados. Desses fragmentos, havia cópias de pedaços de todos os livros do Antigo Testamento, com exceção do livro de Ester. Mais importante ainda é o fato de que eles datam do terceiro século a.C. até o primeiro século d.C., ou seja, são muito mais antigos que os manuscritos que havia na época. Foram encontradas, por exemplo, citações de Eclesiastes e Daniel datadas de apenas 100 a 200 anos depois da composição dos livros originais!

Esses achados foram cruciais para se constatar quão acurada era a forma de transmissão dos manuscritos bíblicos. Quando os especialistas compararam os Manuscritos do Mar Morto com os manuscritos então disponíveis, perceberam que havia uma exatidão de 95% entre eles. Os outros 5% se referem apenas a diferenças ortográficas.

David Noel Freedman, falecido arqueólogo da Universidade Johns Hopkins que acompanhou o estudo a respeito dos manuscritos desde sua descoberta, disse que os Manuscritos do Mar Morto “mudam o curso do academicismo bíblico porque provam que o texto da Bíblia hebraica que chegou até nós é mais confiável do que se pensava anteriormente – que menos mudanças escribais ou editoriais ocorreram através dos séculos do que os acadêmicos uma vez imaginaram”.[3]

Corroboração arqueológica

A acurada transmissão e o fato de os textos quase não terem sido prejudicados com o passar do tempo não ajudam muito se não temos uma forma concreta de saber se as histórias em si coincidem com os dados históricos. A arqueologia nos ajuda a constatar se os locais, os eventos e os personagens realmente existiram. Joseph Free, arqueólogo e professor de arqueologia e história na Universidade Estadual Bemidji, diz que, “além de iluminar a Bíblia, a arqueologia tem confirmado inúmeras passagens que têm sido rejeitadas pelos críticos como não históricas ou contraditórias em relação a fatos conhecidos”.[4]

Alguns achados

Prisma de Taylor: quando a cidade de Nínive foi escavada, esse achado chamou muito a atenção dos estudantes da Bíblia. Essa inscrição descreve diversas vitórias de Senaqueribe, rei da Assíria, sobre alguns povos vizinhos. Ele se refere ao cerco da Assíria a Jerusalém, que naquela época era governada por Ezequias.

Diz o texto: “Quanto a Ezequias do país de Judá, que não se tinha submetido ao meu jugo, sitiei e conquistei 46 cidades que lhe pertenciam. [...] Quanto a ele, encerrei-o em Jerusalém, sua cidade real, como um pássaro na gaiola...” Essa história se encontra em alguns textos bíblicos como 2 Reis 18, 2 Crônicas 32 e Isaías 36 e 37. O interessante é que não se tem uma declaração clara de que Jerusalém tenha sido conquistada por Senaqueribe, como é deixado bem claro em relação às outras cidades. Isso se encaixaria perfeitamente com a descrição bíblica do evento: Deus de forma incrível livrou o povo das mãos dos assírios.

Cilindro de Ciro: um cilindro de argila do sexto século a.C. traz o decreto de Ciro, da Pérsia, permitindo que os cativos da Babilônia voltassem às suas casas e adorassem seus deuses. Esse decreto pode ser encontrado no relato bíblico de Esdras 1:1-3 e 6:3, assim como em 2 Crônicas 36:23 e Isaías 44:28.

Obelisco Negro de Salmanasar: monumento que registra a imagem de um tributo feito ao rei assírio Salmanasar III pelo rei de Israel, Jeú.

Épico de Gilgamesh: também encontrado na biblioteca de Nínive é formado por uma série de doze tabletes contendo o poema épico sobre um rei chamado Gilgamesh. O relato do tablete 11 descreve claramente uma história extremamente similar à do dilúvio, encontrado em Gênesis 7-8.

Pedra Moabita: inscrição que cita o nome de Mesha, rei moabita que se rebelou contra o domínio israelita do Rei Acabe (2 Reis 3) e menciona o nome de Yahweh.

Estela de Tel Dã: uma inscrição em aramaico que se refere ao reino de Judá como “a casa de Davi”; primeiro documento extrabíblico que evidencia o reinado de Davi sobre Jerusalém.

Citamos apenas alguns achados, mas poderíamos falar de muitos outros. Para poupar tempo, mencionarei apenas alguns dos personagens, eventos e lugares que foram confirmados por meio da arqueologia:

• Leis parecidas com as de Êxodo e Levítico
• Hititas
• Costumes do tempo patriarcal (Gn 15-31)
• Povo de Israel já estabelecido em Canaã em meados de 1200 a.C.
• Filisteus (Jz 14-16; 1Sm 17)
• Religião cananita (Nm 15; 1Rs 11; Jr 23; Os 13)
• Cidade de Dã (Jz 20:1), Megido (2Rs 23:29; 2Cr 35:22), Askelon (Jz 1:18,19; Am 1:6-8), Siló (Js 18; 1Sm 1-4), Berseba, Babilônia, Ur a cidade de Abraão (Gn 11:31), Siquém (1Rs 12:25, Js 20), Jericó (Js 6) e provavelmente Sodoma e Gomorra
• Objetos do templo de Salomão
• Os personagens Uzias, Oséias, Ezequias
• Rei Jeú, rei Nabucodonosor e rei Ciro
• O túnel que Ezequias mandou construir (2Rs 20:20)
• O sacerdote Hezir

Com esses e muitos outros achados, não parece ser exagero o que o apologeta Henry Morris disse: “Essa grande antiguidade das histórias bíblicas em comparação com outros escritos, combinado com as percepções evolucionárias do século 19, levaram muitos eruditos a insistir que as histórias bíblicas também eram em sua grande maioria meramente lendárias. Porque não havia nada disponível exceto cópias de manuscritos antigos. […] Agora, porém, não é mais possível rejeitar a historicidade substancial da Bíblia, pelo menos tão longe quanto o tempo de Abraão, por causa das descobertas marcantes da arqueologia.”[5]

Aprovados pelo Novo Testamento e pelos judeus da época

De acordo com Jesus, o Antigo Testamento é uma revelação específica sobre Deus e também sobre Ele mesmo. Uma das melhores formas de reconhecê-Lo como a pessoa que dizia ser.

Dos 39 livros no Antigo Testamento, 18 são citados pelos personagens do Novo Testamento em uma linguagem que dá a entender que os viam como inspirados por Deus, ou seja, eram tidos como livros canônicos, o que indica que já eram considerados sagrados naquela época. Apesar da diferença aparentemente grande de livros citados e não citados pelo Novo Testamento, a maioria dos que não aparecem é muito semelhante aos livros citados.

Com a destruição de Jerusalém em 70 d.C., os judeus se tornaram um povo disperso e cada vez mais necessitado de um texto sagrado padrão para manter suas crenças e seus costumes, mesmo a distância. A maneira encontrada foi unir os livros considerados sagrados e considerá-los um documento só. O historiador judeu Josefo menciona os livros do Antigo Testamento e implicitamente demonstra que não havia disputa a respeito da autenticidade ou da inspiração dos documentos. Havia, sim, unanimidade.

A dificuldade que muitos têm de acreditar no Antigo Testamento como verdadeiro e confiável definitivamente não está relacionada com a falta de evidências. Muitas vezes, essa dificuldade está mais relacionada com o fato de se querer recorrer aos “grandes pensadores” do nosso século, que ignoram as evidências e levam muitos junto consigo. Algo mais ou menos parecido com aquilo que o rei Asa fez: “E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao Senhor, mas antes os médicos.”[6]

(Marina Garner Assis)

1. Flavio Josefo, Josephus Complete Works, p. 179, 180
2. Idem, p. 181
3. David Noel Freedaman e Pam Fox Kuhlken, What are the Dead Sea Scrolls and Why do They Matter?, p. 4
4. Joseph Free, Arqueology and Bible History, p. 1
5. Henry Morris, Many Infalible Proofs, p. 300
6. 2 Crônicas 16:12

quinta-feira, abril 07, 2011

Humanidade perde batalha contra superbactérias

A incidência de infecções resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes e supera nossa capacidade atual de combatê-las com as drogas existentes, alertam especialistas europeus. A cada ano, mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a situação chegou a um ponto crítico e é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos. Sem esse esforço, a humanidade pode ter que enfrentar um “cenário de pesadelo” global, de proliferação de infecções incuráveis, de acordo com a OMS. Um exemplo é a superbactéria NDM-1, que saiu de Nova Délhi (Índia) e chegou ao Reino Unido em meados de 2010, trazida por britânicos que fizeram tratamentos médicos na Índia ou no Paquistão.

No Brasil, em outubro de 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da superbactéria KPC, que atacou principalmente em hospitais.

A resistência das superbactérias a antibióticos mais fortes causa preocupação entre os especialistas. Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, que identificaram a NDM-1 no ano passado, dizem que as bactérias resistentes contaminaram reservatórios de água de Nova Délhi, o que significa que milhões de pessoas podem ter se tornado portadoras do micro-organismo.

A equipe do médico Timothy Walsh coletou 171 amostras de água filtrada e 50 de água de torneiras em um raio de 12 quilômetros do centro de Nova Déli, entre setembro e outubro de 2010. O gene da NDM-1 foi encontrado em duas das amostras de torneira e em 51 das amostras de água filtrada. Isso se torna mais preocupante porque, segundo a equipe de Walsh, o gene se espalhou para bactérias que causam diarreia e cólera, doenças facilmente transmissíveis através de água contaminada.

“A transmissão oral-fecal de bactérias é um problema global, mas seu risco potencial varia de acordo com os padrões sanitários”, disseram os pesquisadores em artigo no periódico científico Lancet Infectious Diseases. “Na Índia, essa transmissão representa um problema sério [porque] 650 milhões de cidadãos não têm acesso a vasos sanitários, e um número provavelmente maior não tem acesso a água limpa.”

Os cientistas pedem ação urgente das autoridades globais para atacar as novas variedades de bactérias e para prevenir epidemias globais.

A diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, diz: “Os antibióticos são uma descoberta preciosa, mas não lhes damos valor. Os usamos em excesso e os usamos mal. [Por isso], agora há superbactérias que não respondem a nenhuma droga.”

“As pessoas precisam estar cientes de que, até que todos os países enfrentem [o problema das superbactérias], nenhum país por si só estará seguro”, comenta ela ante o crescimento no número de viagens internacionais e de trocas comerciais no mundo.
Autoridades sanitárias britânicas dizem estar monitorando a NDM-1, que, segundo registros oficiais, já contaminou 70 pessoas no país.

(Folha.com)

Leia também: "O perigo das superbactérias" e "Alerta: superbactéria resiste a quase todos antibióticos"

Descoberto novo tipo de simetria na natureza

Cientistas da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram um novo tipo de simetria na estrutura dos materiais naturais. A descoberta expande enormemente as possibilidades de descoberta e de sintetização de novos materiais com propriedades ajustadas conforme a necessidade. A nova simetria oferece uma nova forma de entendimento da estrutura das proteínas, polímeros, minerais e materiais sintéticos, ou metamateriais. Para se ter uma ideia da importância da descoberta, não é exagero afirmar que a simetria estabelece todas as leis naturais do universo físico. Até agora, os cientistas conheciam cinco tipos de simetria, que são usadas como uma espécie de ferramenta para descrever a estrutura dos chamados materiais cristalinos, cuja estrutura segue padrões ordenados. Quatro tipos de simetrias são conhecidos há milhares de anos - chamadas rotação, inversão, rotação-inversão e translação. Um quinto tipo de simetria foi descoberto há cerca de 60 anos, chamado reversão temporal.

Agora, Venkatraman Gopalan e seus colegas acrescentaram um sexto tipo de simetria a essa lista, que foi batizada de rotação reversa. Assim, o número de formas conhecidas nas quais os componentes dos materiais cristalinos podem se organizar saltou de 1.651 para 17.800. “Nós combinamos matematicamente a nova simetria de rotação reversa com as cinco simetrias conhecidas e agora sabemos que os grupos simétricos podem se formar nos materiais cristalinos em um número de combinações muito maior”, explicou Daniel Litvin, coautor do trabalho.

A descoberta vai facilitar o entendimento da estrutura de muitas moléculas biológicas, que são classificadas como “destras” e “canhotas” - isso inclui o DNA, os açúcares e as proteínas. “Nós descobrimos que a simetria de rotação reversa também existe em pares de estruturas, onde os componentes parceiros se inclinam um na direção do outro, então um para longe do outro, em padrões emparelhados simetricamente ao longo do material”, contou Gopalan.

Os pesquisadores afirmam que é possível que componentes com simetria de rotação reversa possam ser estruturados para funcionar como chaves liga/desliga para uma grande variedade de novas aplicações. “Por exemplo, o objetivo de desenvolver um material ferroelétrico exige um material no qual coexistam os dipolos elétricos e os momentos magnéticos - ou seja, um material que permita o controle elétrico do magnetismo, algo que seria muito útil para os computadores”, afirma Gopalan.

Tais materiais se tornam mais factíveis agora que os cientistas sabem que as possibilidades de arranjo da estrutura atômica são muito maiores do que se previa anteriormente, o que permite vislumbrar a existência, ou a possibilidade de sintetização, de materiais com combinações incomuns de propriedades.

Os cristais de quartzo, por exemplo, usados em relógios de pulso, poderão ter propriedades ópticas ainda nem sequer imaginadas, com igualmente nem sequer imaginadas possibilidades de aplicação.

Ao contrário dos outros tipos de simetria, a rotação reversa não age sobre toda a estrutura do material de uma só vez, mas em componentes isolados. O tipo mais simples de simetria - a simetria de rotação - é bem óbvio: imagine um quadrado sendo girado ao redor de seu ponto central. O quadrado mostra sua característica simétrica ao conservar a mesma aparência durante a rotação, a 90, 180, 270 e 360 graus.

Os cientistas afirmam que a nova simetria também é óbvia, desde que você saiba para onde olhar e que preste atenção em formatos espirais.

Da mesma forma que um quadrado tem a qualidade da simetria de rotação mesmo quando não está sendo girado, um formato espiral tem a qualidade da simetria de rotação reversa mesmo quando não está sendo fisicamente forçado a girar na direção reversa.

(Inovação Tecnológica)

Leia também: "Por que achamos pessoas simétricas mais bonitas?" e "A 'assinatura química' de Deus"

Homossexual "pré-histórico" ou imaginação fértil?

Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem pré-histórico homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás. A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos - retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga - indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres. A arqueóloga Katerina Semradova disse à BBC Brasil que o enterro “atípico” indica que o indivíduo encontrado fazia parte do “terceiro sexo”, provavelmente homossexual ou transexual. “Trabalhamos com duas hipóteses. A de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do ‘terceiro sexo’. Como o conjunto de objetos encontrados enterrados ao redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correta”, disse Semradova. As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira e a visitação tem sido intensa.

Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na idade da Pedra, entre 2.500 a.C. e 2.900 a.C. Nesse tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas. As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeadas de joias e objetos de uso doméstico.

O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos.

“A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro”, disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova. “É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente.”

(Folha.com)

Nota: Terceiro sexo?! Deixando essa discussão de lado, o que chama a atenção é a tremenda criatividade dos pesquisadores evolucionistas. Ao encontrar um sepultamento “anômalo”, concluem logo de cara que o indivíduo era gay. Acredito que dezenas de outras possibilidades poderiam ser consideradas (e se fosse o cozinheiro da tribo?). Quem sabe o tempo revele novas compreensões sobre o achado. Mas, até lá, muitos GLBTS terão visitado a tumba de seu suposto ancestral.[MB]

A mariposa que falhou

Lembrando o famigerado caso das famosas mariposas da espécie Biston betularia, comumente utilizado pelos devotos de Darwin na tentativa de corroborar o “fato da evolução”, o cientista espanhol Emilio de Cervantes faz menção de um artigo outrora publicado no New York Times, intitulado “A mariposa que falhou”, no qual tal “episódio evolutivo” é reconhecido como uma verdadeira fraude: “There it was: natural selection in action. Darwin was right. End of story. Sadly, as Hooper shows, that wasn’t the end of the story. In recent years it has become clear that the evidence on which the story hangs is as flimsy as a butterfly’s wing. Kettlewell’s experiments proved nothing. The most famous example of evolution in action must now become the most infamous.”

Esse não é o primeiro caso de fraude na história do darwinismo. Entre outros exemplos, podemos citar também os badalados embriões de Ernst Haeckel, que há um bom tempo fazem parte dos anais das grandes fraudes científicas.

Fraudes, é bem verdade, ocorrem nos âmbitos mais diversificados da sociedade, todavia, alguns dos dogmas do darwinismo, por sua explícita fragilidade explicativa, ficam assim mais suscetíveis daquela “ajudinha externa”. É que a seleção nNatural, embora não seja humana, às vezes precisa da colaboração dos mortais. (rs)

(Humor Darwinista)

quarta-feira, abril 06, 2011

Tudo mais fácil para os traidores

Nos sites de namoro da internet, há muita mentira e traição. Muita gente se diz disponível, mas na verdade não está. Estima-se que 30% sejam casados ou mantenham um relacionamento estável, embora afirmem ser solteiros, separados, divorciados ou viúvos. Mentir sobre o estado civil pode ser uma forma de tentar atrair mais parceiros e também de autoproteção. Nem todo site de namoro oferece a combinação de discrição, segurança e conforto desejada por quem quer “pular a cerca”. Agora, a infidelidade virtual deverá ficar mais fácil. Em setembro, o Ashley Madison, o mais bem-sucedido site internacional de relacionamentos extraconjugais, promete lançar sua versão brasileira. O slogan do site – “A vida é curta. Tenha um caso” – não deixa dúvidas quanto às intenções. “Queremos oferecer um ambiente para quem for casado poder encontrar parceiros na mesma situação e ser aberto e honesto sobre o que está procurando”, disse o empresário canadense Noel Biderman, fundador do Ashley Madison, em entrevista à Época.

Criado em 2002 em Toronto, no Canadá, o Ashley Madison tornou-se uma espécie de meca digital do adultério. Hoje, segundo Biderman, está presente em dez países, sem contar a Espanha, onde deverá ser lançado em maio. De acordo com ele, há 8,7 milhões de usuários em todo o mundo – 6,8 milhões só nos Estados Unidos. Em 2009, o site lançou aplicativos para iPhone e BlackBerry, que permitem acessar o serviço pelo celular sem deixar pistas eletrônicas para mulheres e maridos desconfiados.

Como nos sites convencionais de namoro, o Ashley Madison oferece aos usuários perfis personalizados, com suas preferências sexuais, conversas on-line e troca de mensagens. [...] Apesar de ser voltado para os casados, não há nenhuma barreira a solteiros que queiram se relacionar com alguém casado. [...]

Graças ao interesse que o assunto desperta nos países em que o site atua, Biderman – que afirma viver bem com sua mulher, com quem tem dois filhos – consegue uma exposição significativa na mídia. [...] Em fevereiro, o Ashley Madison foi estrela de uma reportagem de capa da revista Bloomberg Businessweek, sobre a “economia da infidelidade” e a “invenção do mercado do adultério”. A divulgação na mídia é reforçada por um pesado investimento publicitário. Em 2010, Biderman afirma ter gastado US$ 12 milhões em publicidade só nos EUA, em outdoors, TVs e rádios. Num de seus comerciais, um casal vive momentos de paixão. E surge o letreiro na tela: “Eles são casados... Mas não um com o outro.”

Biderman espera alcançar no Brasil o mesmo sucesso obtido no exterior. Ele pretende amealhar de 2 milhões a 3 milhões de usuários no país em um ou dois anos. Se essa expectativa se confirmar, o Brasil ocupará o terceiro lugar no ranking global de usuários do site, atrás apenas dos EUA e da Alemanha. “O Brasil é um dos países mais infiéis do planeta”, afirma.

Para sustentar sua afirmação, ele cita uma pesquisa realizada em 24 cidades de dez países pela jornalista americana Pamela Druckerman. Ela se interessou pelo tema da infidelidade quando morou no Brasil na década passada, como correspondente do Wall Street Journal, a bíblia financeira americana, e diz que, na época, foi muito cortejada por homens casados. A pesquisa, mencionada em seu livro Na Ponta da Língua (Editora Record), lançado em 2008, revela que, no Brasil, 12% dos homens afirmam ser infiéis, um dos índices mais altos do mundo. Nos EUA, são 3,9%. Na França, 3,8%. Biderman conta que, antes mesmo do lançamento do site brasileiro, já há 190 mil brasileiros registrados na versão americana tentando encontrar um parceiro para uma escapada, aqui ou lá fora. “Quando analisamos os acessos de brasileiros ao site americano, o tamanho da economia do país e os dados de comércio eletrônico e tráfego on-line, o Brasil parece representar uma grande oportunidade para nós.” [...]

“Se as mulheres puderem fazer isso de forma discreta, sem ser descobertas ou sem ter de se envolver com um amigo ou alguém do trabalho, elas vêm correndo”, diz. “Quando os homens descobrem onde as mulheres estão, eles vêm correndo também.” [...]

(Época)

Nota: Ainda bem que a vida é curta e que este mundo está no fim. Já imaginou do que o ser humano seria capaz se vivesse séculos ou se este mundo fosse muito mais longe? Pesquisas mostram que o casamento estável e feliz é sinônimo de satisfação e saúde. Mas, nesta sociedade do imediato e descartável, as pessoas preferem a via aparentemente mais fácil da traição e da aventura a investir numa relação duradoura e de compromisso.[MB]

“A teoria da evolução de Darwin é apenas uma narrativa”

“O que me incomoda é dizer que a teoria da evolução de Darwin é a resposta, que é a teoria do tudo”, disse Gleiser. “Para mim a biologia evolucionária é um trabalho em progresso, uma narrativa. Você faz o seu conhecimento crescer, como uma ilha, mas então as margens da ignorância aumentam.”

Traduzido errado do inglês para mostrar como o discurso de Gleiser sobre a biologia evolucionária difere do discurso crítico que ele faz sobre as limitações das teorias evolucionárias: para ele, a teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários não o incomoda nem um pouco de ser a resposta, de ser a teoria do tudo em biologia. Darwin locuta, evolutio finita!

Gleiser, a Nomenklatura científica, a grande mídia e a galera dos meninos e meninas de Darwin nada falam sobre as dificuldades fundamentais pelas quais a teoria da evolução passa, e que por causa da falência heurística da Síntese Evolutiva Moderna no contexto de justificação teórica, uma nova teoria está sendo elaborada: a Síntese Evolutiva Ampliada, que não pode e nem deve ser selecionista, e pode incorporar elementos lamarckistas no seu referencial teórico.

O que a Nomenklatura científica, a grande mídia e a galera dos meninos e meninas não fazem para preservar o homem que teve a maior ideia que toda a humanidade já teve: o que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde! Pobre ciência...

Citação original de Marcelo Gleiser: “What bothers me is saying that is the answer, that is the theory of everything”, Gleiser said. “For me physics is a work in progress, a narrative. You make your knowledge grow, like an island, but then the shores of ignorance increase.” (Fonte: Scientific American)

(Desafiando a Nomenklatura Científica)

Aposentado constrói réplica do Templo de Herodes

Alec Garrard, 80 anos, é um fazendeiro aposentado que vive em Norfolk, na Inglaterra. Ele passou os últimos 30 anos construindo uma réplica do Templo de Herodes em uma escala de 1:100. Garrad criou réplicas como hobby durante boa parte de sua vida, mas sempre quis fazer algo mais ambicioso. Como sempre se interessou por arquitetura e religião, ele resolveu combinar os dois assuntos e criar uma réplica do Templo de Herodes. O aposentado já havia visto outras réplicas da mesma construção, mas, segundo ele, elas eram imperfeitas. Ele começou a construção quando tinha mais de 40 anos. Os primeiros anos de trabalho foram dedicados apenas à pesquisa da estrutura, a construção foi iniciada bem depois. Todas as peças foram feitas à mão por Garrad, incluindo os 4 mil personagens vestidos com roupas de época. Até hoje, Garrad não considera que seu templo é uma obra concluída.

(Hypescience)

terça-feira, abril 05, 2011

Profeta tenta emplacar “um apocalipse” pela 2ª vez

Um novo alerta apocalíptico chegou ao País com um aviso: o fim pode estar mais próximo do que se imagina. Um grupo cristão dos Estados Unidos e com representantes em Belo Horizonte está rodando o Brasil para divulgar a tese de que o juízo final está marcado para 21 de maio de 2011 - e não para 2012, segundo a popular profecia feita pelos Maias. Com propagandas até nas traseiras de ônibus, os evangélicos da Family Radio fazem malabarismo com números e datas da Bíblia para garantir que há provas de que o mundo vai acabar nos próximos meses. No Rio de Janeiro, um grupo vestido de branco circulou pelas ruas do centro com placas que alertavam para o fim do mundo. Há semanas, ônibus regulares circulam com os enigmáticos dizeres “21/05/2011: Deus vai trazer o dia do julgamento”.

A previsão bíblica [sic] foi interpretada pelo americano Harold Camping, responsável pela Family Radio, que tenta emplacar um apocalipse pela segunda vez em sua carreira de profeta. Nos anos 1990, ele publicou um livro em que dizia haver “alta probabilidade” de Cristo voltar à Terra no dia 6 de setembro de 1994 para julgar os homens. Um grupo se reuniu em uma cidade da Califórnia para esperar o evento, mas nada aconteceu.

A sede brasileira da Family Radio fica no bairro de Nova Gameleira, na capital mineira, sustentando como atividade principal a divulgação da tese do fim do mundo. Um site em português explica passo a passo a matemática feita por Camping: o juízo final começaria 7 mil anos depois do grande dilúvio, que teria acontecido em 4.990 a.C.

Criticado por cristãos americanos, o grupo já foi classificado como um “culto” e Camping foi chamado de “falso profeta”. A reportagem tentou contato com a sede brasileira da Family Radio, mas ninguém respondeu os e-mails.

(Estado de Minas)

Nota: Se esse pessoal estudasse mesmo a Bíblia com atenção, notaria que Jesus nos preveniu a não dar atenção a “profetas” marcadores de data. “Daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt 24:36). Harold Camping não é o primeiro e certamente não será o último falso profeta a criar alarmismo em torno de uma data. Basta ler as parábolas do capítulo 25 do Evangelho de Mateus para perceber que Jesus quer direcionar nosso foco para o preparo e não para o tempo. Temos que estar sempre preparados para dois eventos inevitáveis e definitivos: a morte e a segunda vinda de Cristo. E ambos podem ocorrer mais rápido do que pensamos. Infelizmente, o que gente como Harold faz é assustar alguns incautos que, depois do não cumprimento da “profecia”, afundam na descrença e no desânimo. Além disso, esse tipo de alarmismo serve de combustível para os escarnecedores. Quando a verdadeira volta de Jesus é anunciada, muita gente pensa que é mais uma daquelas bobagens de crentes fanáticos. Quem ganha com isso é justamente aquele que não deseja que as pessoas se preparem para o encontro com Jesus – embora ele mesmo saiba que esse dia vem.[MB]

Igreja Católica quer "reconquistar" o domingo

Não é de hoje que temos chamado atenção para o fato de que há interesses maiores por trás da ideia de salvar a Terra das consequências nefastas do aquecimento global. A causa é tão boa que une cientistas, ateus, católicos e seguidores de diversas outras correntes religiosas, cristãs ou pagãs. Mas é preciso que se destaque, exagere e divulgue insistentemente que o culpado por tudo isso é o ser humano. Assim, com todo esse medo insuflado nas massas (engenharia social), fica mais fácil convencer a todos de que, se o culpado é o homem, ele também pode fazer algo para tentar reverter o quadro. Uma das iniciativas que está sendo proposta pela Igreja Católica é a observância do domingo como “dia da família”, proposta essa que conta com apoio de vários segmentos da sociedade e tem o aval até mesmo de jornais importantes como o Guardian, que vem promovendo o movimento 10:10, cujo objetivo é fazer do domingo um dia de baixa emissão de carbono – leia-se dia de repouso. Quem ainda duvidava dessa convergência de interesses pode conferir o texto abaixo em destaque num panfleto que está sendo distribuído por uma paróquia da minha cidade natal, Criciúma, SC, e que me foi enviado pelo amigo e conterrâneo Willian Bittencourte (clique na imagem para vê-la ampliada).[MB]

Assista à palestra “O ECOmenismo e o aquecimento global” (em quatro partes) e clique aqui para ler outras postagens relacionadas ao assunto.

Tomé: falta de provas ou desdém das evidências?

Muitos pensam que fé é crer sem evidências naquilo em que se acredita. Já ouvi diversas vezes em meus anos de cristianismo que mesmo que o “mundo” diga o contrário, mesmo que as evidências digam o contrário, você tem que crer. Crer em Deus, crer em Jesus, crer na Bíblia, mesmo que de olhos fechados. Essa visão de fé para cristãos tem ensinado nossas igrejas a não pesquisar, a não analisar as evidências e a acreditar que Deus não nos dá evidências para nossas crenças. Tomé é um exemplo usado por muitos contra o assunto da apologética (defesa racional do cristianismo). A história se desenrola depois da ressurreição de Jesus, quando todos os discípulos, menos Tomé, haviam se encontrado com o Cristo ressurreto e visto as feridas dEle: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as Suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor” (João 20:19, 20)

Porém, o fato de Tomé não estar entre eles fez com que se desenvolvesse nele um sentimento de dúvida. “Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em Suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no Seu lado, de maneira nenhuma o crerei” (João 20:24, 25).

Jesus, sabendo disso, visita o discípulo e prova de uma vez por todas a Sua ressurreição, e ainda chama a atenção de Tomé. “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as Minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. E Tomé respondeu, e disse-Lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:27-29).

A história é usada por dois grupos: cristãos e céticos. Alguns cristãos usam-na para criticar aqueles que defendem o cristianismo com evidências, sejam elas científicas, históricas, geográficas filosóficas ou arqueológicas. Esses normalmente podem se encaixar na categoria de fideístas, ou seja, pessoas que acreditam que não devemos utilizar argumentos para defender aquilo em que cremos. Em um famoso site de perguntas e respostas, encontrei a seguinte resposta de uma internauta, usando exatamente a história em questão:

“No entanto, não se pode provar ou deixar de provar a existência de Deus. A Bíblia até mesmo diz que devemos aceitar por fé o fato de que Deus existe: ‘De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que Se torna galardoador dos que o buscam’ (Hebreus 11:6). Se Deus assim o desejasse, Ele poderia simplesmente aparecer e provar para o mundo inteiro que Ele existe. Mas se Ele fizesse isso, não haveria mais necessidade de existir fé. ‘Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram’ (João 20:29).”[1]

Agora, vamos ao outro lado da moeda: os críticos do cristianismo. Esses gostam de utilizar a história de Tomé como forma de demonstrar que os cristãos creem cegamente e que, quando se trata de crenças essenciais, eles negam as evidências e creem, apesar das provas contrárias. Isolando a citação de Jesus, os críticos “provam” que o próprio fundador da religião cristã é contra a racionalidade da fé. Veja a seguir o que escreveu o cientista de informações Hubert Yockey:

“A visão dos teólogos é discutida na carta aos Hebreus: ‘Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.’ O mesmo tema aparece no Evangelho de João 20:24-28, onde Tomé ‘o incrédulo’ exigiu evidências positivas e específicas antes que ele pudesse acreditar. Mas foi esmagado pelo Chefe que deu a ele a evidência porém o reprovou: ‘Porque Me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.’ Esse é o ponto de vista da religião.[2]

Histórico de Tomé

Depois de entender esses dois usos da história, vamos analisar o contexto histórico de Tomé e entender o que realmente aconteceu ali. Segundo os críticos, Tomé estava pedindo evidências sérias e não muito difíceis e, mesmo assim, foi “esmagado pelo chefe”, mas, segundo eles, Tomé estava fazendo o que era certo: racionalizando. Será que esse era o caso? Será que Tomé não tinha qualquer outra evidência da ressurreição de Jesus? Vejamos:

Jesus já havia dado evidências suficientes a ele e aos outros discípulos a respeito de Sua ressurreição. Tantas que eles estavam dispostos a morrer por essa verdade – inclusive Tomé se tornou mártir, mais tarde, na Índia.

Jesus já havia realizado muitos milagres, que Ele chamava de “sinais”, e que são fortes evidências de historicidade. Também é explicado nos versos seguintes dessa história (normalmente omitidos pelos críticos): “Jesus, pois, operou também em presença de Seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome.”

Os milagres que Jesus fez durante Seu ministério deixaram bastante evidente o poder dEle de realizar grandes milagres, até mesmo de ressuscitar.

Tomé era tão confiante em quem Jesus era e no que Ele podia fazer, que o próprio João relata uma ocasião em que Jesus planejava ir à Betânia por causa da morte de Lázaro, e Tomé foi o primeiro a dizer aos outros discípulos: “Vamos nós também para morrermos com Ele!” (Jo 11:16). Somente alguém com muita fé poderia dizer algo assim.

Quanto à ressurreição, Tomé tinha à sua disposição dez testemunhas oculares (Jesus tinha doze discípulos, porém, tirando Judas Iscariotes e Tomé, entende-se que dez foram os discípulos que viram Jesus), a maioria dos quais sem histórico de mentira e muito menos de visões ilusórias ou insanidade, que poderiam garantir aquilo que viram. Além disso, Tomé havia passado três anos e meio com esses homens, certamente tempo suficiente para construir confiança neles.

Jesus já havia falado aos discípulos a respeito de Sua morte e ressurreição após três dias, portanto, Tomé estava ciente do evento também (Lc 2:22-25; 9:22-25; Mt 16:21-28; Mc 8:31-9:1).

A importância das evidências

É verdade que o evangelho de João enfatiza negativamente a confiança em sinais e maravilhas (sendo essa última palavra unicamente utilizada nesse evangelho), ou seja, evidências externas em oposição à fé, como vemos em 2:23-25; 4:38; 6:26. Mas, segundo D. A. Carson, teólogo especializado em Novo Testamento, “o valor apologético de milagres, embora muitas vezes exagerado, não deve ser desprezado: o próprio Jesus pode encorajar a fé nessa base, especialmente naqueles muito céticos para poderem confiar em Sua palavra (10:38; 14:11)”.[3] Isso nos mostra algo crucial para o entendimento da Bíblia: Deus por diversas vezes utilizou evidências externas para que as pessoas tivessem fé, principalmente aqueles que tinham mais dificuldades em acreditar.

Essa afirmação é confirmada ao constatarmos a quantidade de milagres, aparições e inúmeros outros fenômenos sobrenaturais que ocorrem na Bíblia. A maioria deles não acontece com tanta frequência no século em que vivemos. Por quê? Deus precisava chamar a atenção do Seu povo e dos povos vizinhos e mostrar-lhes que aquela mensagem era confiável e digna de ser seguida. Hoje, talvez não precisemos tanto dos “sinais”, pelo acesso que temos a história, ciência, arqueologia, filosofia e muitas outras áreas que confirmam frequentemente a fidelidade do texto bíblico, a existência do Jesus ressurreto e do Deus Criador.

Ironicamente, Tomé ilustra a atitude que o crente deveria ser (crer sem provas), mas se constitui num símbolo dos céticos da atualidade: pessoas que, apesar da imensa quantidade e qualidade de evidências, se negam a aceitá-las. Assim como Tomé duvidou, apesar do background que tinha, infelizmente, os ateus ativistas são culpados do mesmo erro.

Portanto, concluo com um necessário conselho tanto aos crentes quanto aos céticos. Para os céticos: nas palavras do Mestre “não seja incrédulo, mas crente!” (João 20:27b), Deus lhes dá inúmeras evidências para isso e ignorante é quem estuda apenas “um lado da moeda”. E para os crentes: quando Tomé pediu evidências, Jesus concedeu sem pestanejar. Siga o exemplo dele e busque as evidências que Deus tem deixado para nós a fim de crermos e para ajudarmos outros “Tomés” deste mundo cada vez mais cheio de pessoas dispostas a não se comprometer com a verdade.

(Marina Garner Assis)

Referências:

1. Disponível em http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081017060317AABLMRS; acessado em 13/03/2011.
2. Citado em David Marshall, The Truth Behind the New Atheism (Eugene, Oregon: Harvest House Publishers), p. 17.
3. D. A. Carson, O Comentário de João (São Paulo: Shedd Publicações, 2007), p. 240.

Fóssil “pré-histórico” pode ter inspirado mitos gregos

O osso de um grande animal extinto, venerado pelos antigos gregos, finalmente encontrou um lar permanente na Inglaterra. Conhecido como osso de Nichoria, o fóssil enegrecido é parte do fêmur de um enorme mamífero extinto, que viveu no sul da Grécia há pelo menos um milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Encontrado pelos antigos gregos, pode ter inspirado determinadas feras da mitologia grega clássica. Ele foi redescoberto há quarenta anos, mas, desde então, estava desaparecido. “Pensava-se que estivesse perdido até 1998, mas foi encontrado em um porão da Universidade de Minnesota. Ele passou a última década em vários laboratórios do país”, afirma Adrienne Mayor, pesquisadora de História da Ciência e Civilização Clássica na Universidade de Stanford, ao Discovery Notícias.

Curadores do Museu Ashmolean de Oxford, na Inglaterra, comemoraram a chegada do fóssil histórico. “Esse osso venerável merece ser exibido. É um dos dois únicos grandes fósseis de vertebrados que foram deliberadamente recolhidos na antiguidade e desenterrados por arqueólogos na Grécia”, explica Mayor.

Segundo Mayor, grandes fósseis de espécies pré-históricas, como esse osso petrificado, podem ter inspirado muitas feras lendárias da mitologia clássica. O fóssil foi descrito pela primeira vez em seu livro The first fossil hunters (Os primeiros caçadores de fósseis, em tradução livre), publicado no ano 2000. O livro levanta hipóteses sobre as origens de diversos mitos, demonstrando a existência de fósseis pré-históricos nos mesmos locais onde surgiram histórias fantásticas sobre seres gigantes. [...]

“O fóssil reforça a hipótese de que os antigos gregos já haviam descoberto tais espécimes e lhes atribuíam um significado”, disse Hans-Dieter Sues, cientista e curador de paleontologia dos vertebrados no Museu Nacional de História Natural Smithsonian, em Washington, D.C.

(Discovery Notícias)

Nota: As lendas medievais de dragões e outras também podem ter sido inspiradas em fósseis ou mesmo em avistamentos de grandes répteis. Sobre isso, vale a pena ler a edição especial sobre dinossauros da Revista Criacionista (pedidos: scb@scb.org.br), o livro Depois do Dilúvio (também da SCB) e o capítulo “O que aconteceu com os dinossauros”, do meu livro A História da Vida.[MB]

segunda-feira, abril 04, 2011

Primeiras pedaladas rumo ao ECOmenismo

O presidente boliviano, Evo Morales, uniu-se neste domingo às atividades de um dia a favor do meio ambiente na cidade central de Cochabamba e percorreu 13 km de bicicleta para chegar a um ato oficial. O governante partiu de Cochabamba para a região vizinha de Sacaba, acompanhado por seu ministro de Comunicação, Ivan Canelas, autoridades municipais e uma forte escolta, todos de bicicleta. Segundo a agência estatal ABI, Morales usou uma antiga bicicleta que ganhou na década de 1990. “Devo dizer aos que organizam este dia que é uma grande contribuição para preservar o meio ambiente”, disse. A prefeitura de Cochabamba emitiu uma norma que proibiu neste domingo a circulação de veículos na cidade entre as 9h e as 17h no horário local (10h as 18h de Brasília), com o objetivo de reduzir a poluição do meio ambiente.

(Terra)

Nota: Pelo visto, a corrida rumo à dedicação oficial do domingo para a preservação do meio ambiente, dia de baixo carbono, dia para “salvar a Terra”, etc. tem tido bastante aceitação mundo afora. Experiências foram feitas em outros países (como o domingo sem automóvel, na Alemanha) e o Parlamento Europeu lida com um projeto para oficializar o domingo como “dia da família”. Assim, quando o decreto dominical for aprovado nos Estados Unidos, provavelmente não haverá resistência por parte das pessoas, independentemente do país, da corrente religiosa (ou falta dela) ou mesmo da orientação política. Quase todos darão as mãos no sentido de usar todos os meios possíveis para salvar a vida neste mundo. Quer conhecer mais sobre o cenário futuro neste planeta? Leia o livro O Grande Conflito.[MB]

Noveleiros-objeto

Gostaria de compartilhar algo que tem me chamado a atenção no que diz respeito à influência da mídia. Trabalho no departamento de marketing de uma indústria têxtil, que é top of mind no mercado brasileiro, e por isso sempre recebe material de diversas empresas, para fins de publicidade, etc. Recebi um tempo atrás e resolvi compartilhar agora um catálogo publicitário enviado pelo departamento comercial da Rede Globo, tendo na capa a palavra “Passione”. A propaganda é muito bem elaborada, sobre a novela III (assim a área comercial da Globo chama a novela das 9h), “Passione”, relatando uma oportunidade para merchandising nessa novela. Merchandising é uma técnica publicitária utilizada para veicular serviços e produtos de maneira indireta, através de inserções (geralmente despercebidas) em programas, novelas e filmes. As agências de publicidade têm o conhecimento desse tipo de manipulação em massa, das novelas ditarem modas, costumes e comportamentos, e assim utilizam o merchandising como ótima ferramenta para os telespectadores assimilarem a propaganda, chegando ao cúmulo de situações e personagens de novelas que têm sido criados tão-somente para inserção da propaganda.

Uma das grandes características das novelas frente ao público que as assiste é a rápida identificação deste com um personagem da novela, e quando algum produto que esse mesmo personagem consome integra seu perfil, de modo despercebido manipula o espectador, que passa a gostar da marca ou produto.

Para comprovar como é forte essa ferramenta de propaganda que manipula os “noveleiros-objeto”, me senti compelido a compartilhar algumas páginas do catálogo de propaganda para merchandising da novela “Passione”, da Rede Globo. Para ela, esse é um grande negócio.

Como se pode ver na imagem acima, foi descrito todo um contexto de personagens e situações a serem vivenciadas por eles, sendo propícias inserções de propaganda de acordo com o perfil de marcas/produtos. O Departamento Comercial da Rede Globo dá essas dicas comerciais.

Nesta página do catálogo, são postas as informações sobre a audiência da Novela III da Globo, que tem participação de 63% dos lares com TVs ligadas nesse horário. Note que no rodapé a fonte é o IBOPE (certamente, uma pesquisa encomendada), para ver a seriedade com que tal negócio é tratado.

Por fim, compartilho esta outra página do catálogo de propaganda para merchandising da novela “Passione”, todo um perfil dos telespectadores da novela III da Globo, por idade, por classe social, por sexo, informação bem interessante para fins de propaganda, sobre o público-alvo a ser atingido.

Meu intuito de mostrar esse material e escrever este artigo é o de chamar a atenção para o fato de que novela não é meramente um “entretenimento”. Muitos dão certa desculpa para assistir esses programas afirmando que eles “retratam a realidade”, quando, na verdade, as novelas influenciam paulatinamente novas realidades, modismos, consumos e comportamentos. Elas formam, sim, uma nova realidade, nem sempre positiva.

Se o merchandising das novelas é levado tão a sério como negócio pela emissora, para vender espaços nos quais marcas e produtos ferem sua liberdade de escolha, o que se dirá então dos comportamentos ali ditados, que transformam e manipulam toda uma sociedade e seus hábitos.

Não se engane, nada é por acaso – cada cena, tomada de câmera, frase, personagem, tudo tem um porquê e o telespectador, o “noveleiro”, é o alvo a ser atingido, manipulado.

Por fim, existe um check list com o qual cada um de nós pode fazer um teste de verificação dos programas assistidos. Marque cada item com um “x”, se o programa que você assiste preenche todos os requisitos, que um “certo” Paulo, da cidade de Tarso, escreveu há dois milênios. Segundo ele, a relação abaixo deveria ocupar sempre nossos pensamentos:

□ É verdadeiro?
□ É nobre?
□ É justo?
□ É puro?
□ É amável?
□ É de boa fama?
□ É virtuoso e louvável?

(fonte: Filipenses 4:8)

(Cristiano James Kleinert é designer formado pela UFSM e trabalha numa empresa têxtil em Santa Catarina)

A origem do sexo

A literatura focada nas nossas origens usa o termo “sexo” como referência a discussões em torno da mistura de material genético de dois indivíduos. Quando os teóricos discutem o “sexo”, eles não se referem ao ato sexual, mas sim à união genética. Hoje em dia, a origem e a manutenção do sexo é um dos maiores problemas para o ateísmo aplicado à biologia (teoria da evolução). As coisas estão tão complicadas para o ateísmo biológico que alguns evolucionistas tentam transformar essa questão numa não questão. Os evolucionistas Lynn Margulis e Carl Sagan sugeriram que o sexo e a hereditariedade mendeliana são “acidentes históricos”, e que ambos mais não são que restos acidentais da era dos organismos unicelulares. Eles alegam, portanto, que a manutenção do sexo é uma questão “não científica” que nos “leva a confusão com prejuízo intelectual” (citado por Crow, 1988, p. 59, 60, The Importance of Recombination). A maior parte dos evolucionistas, no entanto, discorda de Margulis e Sagan e alega que o sexo não pode ser explicado se não tiver alguma função útil. Se o sexo não tem utilidade, então para que manter sua especificidade e uniformidade durante os mitológicos “milhões de anos”?

A reprodução sexual parece ser bagagem excessiva para se suportar se não tem função alguma... É difícil de imaginar como um processo tão elaborado, disperso e custoso tem sido mantido sem servir a algum propósito importante em si mesmo (Crown, 1988, p. 69).

O sexo acontece nos maiores grupos da vida terrestre. É a forma de reprodução de grupos tão diversos como os artrópodes, equinodermos, moluscos e vertebrados. No entanto, apesar de tal grau de diversificação, o sexo é muito similar através da natureza.

Quando um organismo sexual forma gametas (espermatozoides ou células do óvulo) uma divisão meiótica ocorre e metade dos genes é removida. Então, quando o espermatozoide combina com o óvulo, a descendência resultante contém a integralidade dos genes. Por outro lado, a reprodução assexual envia todos os seus genes para cada um dos descendentes. Na luta darwiniana de transmissão dos genes, a assexualidade é duplamente mais eficiente que a sexualidade. É, portanto, evolutivamente difícil de explicar a propagação do sexo na natureza.

O sexo é o problema-rei da biologia evolutiva. Provavelmente nenhum outro fenômeno natural causou tamanho interesse; certamente que nenhum semeou tanta confusão (G. Bell, 1982, The Masterpice of Nature: The Evolution and Genetics of Sexuality, p. 19). A existência da reprodução sexual é realmente um grande paradoxo (Richard Dawkins, 1984, The Blind Watchmaker, p. 130). Apesar de algumas engenhosas sugestões por parte dos darwinistas ortodoxos, não existe historia darwiniana convincente que explique o surgimento da reprodução sexual (P. Kithcer, 1982, Abusing Science: The Case Against Creationism, p. 54).

Na reprodução assexuada, todos os descendentes são clones de um parente - distintos dele apenas nas novas mutações. A reprodução sexuada, por outro lado, gera diversidade: salvo em casos excepcionais (gêmeos idênticos), não existem organismos geneticamente idênticos - mesmo que descendentes do mesmo casal. Parece, portanto, que há algum valor na diversidade biológica.

Ponha-se o lugar de Deus por alguns instantes. Imagine que você iria criar formas biológicas que mais tarde estariam sujeitas à deterioração devido ao pecado de Adão. Se você quisesse que essas formas de vida sobrevivessem, não criaria formas de autocorreção na vida, de modo a minimizar os efeitos da maldição do pecado? Pois bem, a reprodução sexuada é uma dessas formas. O benefício do sexo não está na suposta aceleração da evolução (ao propagar as mutações benéficas, como opinaram alguns evolucionistas), mas sim na remoção das mutações maléficas. O sexo agiria, portanto, como um “pano de limpeza” genético, limpando as mutações prejudiciais em cada geração.

Uma das hipóteses é conhecida como “Muller’s ratchet”. Segundo essa hipótese, um organismo assexuado nunca pode conter menos mutações prejudiciais do que seu progenitor, uma vez que ele é uma cópia do mesmo progenitor. Desse modo, organismos assexuados podem adquirir mais mutações prejudiciais, mas nunca menos.

Por outro lado, com a reprodução sexuada, e como os descendentes são uma mistura genética de dois organismos, a descendência pode conter menos mutações prejudiciais do que a progenitura. Quando a taxa de mutação é suficientemente baixa, o sexo pode ajudar a seleção natural.

Muller afirmou que essa é a vantagem da reprodução sexuada. Sua hipótese sugere que o sexo tem um benefício em longo prazo para o grupo (e não para um indivíduo).

A hipótese de Muller é problemática para os evolucionistas uma vez que sua teoria propõe benefícios imediatos para o organismo. A evolução não só não pode olhar para o futuro como também sua seleção ser baseada nas características correntes e com utilidade imediata. Devido a isso, Muller (tal como Mendel) foi inicialmente ignorado pelos evolucionistas.

Os criacionistas, por outro lado, aceitam que os mecanismos genéticos do sexo possuem uma utilidade biológica. Uma vez que os criacionistas olham para a biosfera como o resultado de uma mente racional (Jeremias 27:5), eles olham também para a sexualidade como algo funcional para a saúde e manutenção do grupo biológico.

Muito provavelmente o sexo opera funções aludidas por Muller. Tais funções estão em perfeita harmonia com a visão cristã do mundo, uma vez que nela há um Deus que pode “olhar para o futuro” e antever cenários em que a reprodução sexual seja o melhor método de reprodução. Para além disso, a Teoria da Mensagem alega que as características biológicas possuem duas funções: (1) instrumentos para a sobrevivência e (2) portadores de uma mensagem. Isso sugere que o sexo faça parte da mensagem biótica. De fato, o sexo possui duas propriedades necessárias para a mensagem biótica:

1. O sexo possui uniformidade através dos sistemas biológicos. Isso une os diversos organismos - muitas vezes de forma bem visível.

2. A origem e a disseminação da reprodução sexuada resiste a explicações naturalistas. Isso envia a mensagem não naturalista (sobrenatural).

Conclusão: a reprodução sexuada é mais uma das inúmeras evidências para o gênio criativo de Deus. A especificidade dos gametas, os requerimentos genéticos, a harmonia, a interdependência e a visão de grupo são fatos mais bem explicados como tendo uma Causa Inteligente.

(Darwinismo)

Leia também: "Sexo é bom, mas ninguém explica como surgiu"

sexta-feira, abril 01, 2011

Pesquisa contesta "prova criacionista"?

A área de Kachina Bridge, em Utah (EUA), considerada uma evidência da teoria criacionista de que a Terra foi criada em um único dia [sic], foi submetida a uma análise de pesquisadores, que chegaram à conclusão final. As gravuras rupestres de dinossauros não seriam dos animais pré-históricos, mas sim uma boa pintura manchada. A Kachina Bridge é uma formação rochosa em forma de arco, com mais de 60 metros de altura, que traria inscrições de culturas pré-históricas e de representações de dinossauros. “A mais importante implicação nesses achados é que o sítio criacionista com evidências da coexistência entre dinossauros e humanos nem mesmo existe”, comenta em entrevista ao site LiveScience o paleontólogo Phil Senter, da Universidade Estadual Fayetteville, em Carolina do Norte. Os estudiosos analisaram quatro imagens do que parecem ser de dinossauros em várias situações: do olhar puro e simples, passando por binóculos e lentes especiais, com iluminação direta e indireta do sol e na sombra. “O dinossauro 1, apelidado de Sinclair, realmente se parece com um dino se visto por olhos comuns. Mas um olho treinado pode frequentemente enxergar o que um não-treinado vê.”

“Até nosso estudo, esta era a melhor gravura de dinossauros e a mais difícil de ser argumentada e interpretada porque se parece muito com um dinossauro”, Senter diz. “O ‘melhor dinossauro’ agora está extinto.”

Segundo o grupo, a visão dos dinossauros são ilusões de óptica iguais aos rostos e animais que vemos nas nuvens e nas formações rochosas da Lua [a diferença é que as pinturas de Kachina Bridge foram feitas por humanos]. Senter e a arqueóloga Sally Cole detalham seu trabalho na edição de março do jornal Palaentologia Electronica.

(Folha.com)

Compare com as fotos abaixo este esboço "forçado" dos pesquisadores
Nota: Curiosamente, os desenhos de mãos, pessoas e outros animais encontrados no mesmo local não mancharam. Somente a imagem dos dinossauros ficou manchada e constitui ilusão de óptica... Mas quem sou eu para contestar os especialistas? Não tenho “olho treinado”.

E o que um “olho treinado” vê, quando contempla, por exemplo, um único dente fóssil? R.: uma criatura completa! O que um “olho treinado” vê, quando analisa camadas sedimentares plano-paralelas em grandes extensões e sem evidência de erosão entre elas? R.: bilhões de anos de sedimentação. O que um “olho treinado” vê, quando constata variações no tamanho do bico de aves da mesma espécie ou analisa bactérias que adquirem resistência a antibióticos, mas que continuam sendo bactérias? R.: a macroevolução de uma “célula primordial” até um ser humano! O que um “olho treinado” vê, quando se dá conta da tremenda quantidade de informação complexa e específica no DNA? R.: acaso cego. O que um “olho treinado” vê, quando observa tecidos moles e proteína identificável em fósseis de dinossauros? R.: milhões de anos de extinção, assim mesmo. O que um “olho treinado” vê, quando olha para o período Cambriano com sua “explosão” de vida complexa e se dá conta de que no pré-cambriano não existem ancestrais evolutivos desses animais? R.: mistério.

Agora me diga uma coisa: De que maneira pinturas de humanos com dinossauros provariam a “criação da Terra num único dia”? (Esqueceram-se de que foi em seis, mas deixemos pra lá...) Provaria apenas que humanos conviveram com dinossauros. Na verdade, essas pinturas não são as únicas evidências dessa contemporaneidade. No capítulo “O que aconteceu com os dinossauros”, do meu livro A História da Vida (em nova edição ampliada), abordo esse e outros temas relacionados aos dinos. Há muito mais por trás dessa história que alguns pesquisadores e a mídia acham que resolveram por meio de conclusões enviesadas.[MB]

Curiosamente, apenas a pintura do dinossauro borrou. As outras, não

Leia também: “Feedback: Kachina Bridge Dinosaur Petroglyph”

Patricya Travassos conta por que virou vegetariana

Patricya Travassos, de 58 anos, já marcou sua cara na televisão a cabo como representante de uma filosofia de vida mais saudável. No ar há 13 anos comandando o Alternativa Saúde, do GNT, ela garante a O Fuxico que busca uma qualidade de vida equilibrada também no seu dia a dia, e não só no programa. “Eu fui chamada para apresentar o Alternativa por alguém que soube que eu gostava desse tipo de coisa. Eu sempre tive uma coisa com alimentação, e desde pequena sou vegetariana. Eu nunca fui junkie por natureza, e sempre gostei de terapias alternativas”, explica. A apresentadora e atriz diz que virou vegetariana aos sete anos de idade, pois “tinha horror de saber que estava comendo um bicho”. “Eu não gostava da cor, da consistência da carne... Até que um dia eu conheci uma família vegetariana, pedi pra minha mãe pra ser igual a eles e nunca mais comi. Eu tinha uma empregada adventista, que era vegetariana por religião e me deu muita força”, conta.

Por orientação médica, Patricya decidiu incluir peixe no seu cardápio. “Mas só de vez em quando. Eu não sinto falta, não vejo meu corpo precisar da carne”, diz. Patricya lembra de quando começou a falar sobre alternativas de vida na televisão e era criticada. “As pessoas achavam que era meio bicho grilo, estranho, mas hoje em dia todas as empresas querem estar ‘linkadas’ à qualidade de vida”, comenta. [...]

(O Fuxico)