sexta-feira, abril 15, 2011

Conheça os segredos de quem passa dos 110 anos

[A mesma edição da revista Superinteressante que traz uma matéria de capa “apocalíptica” admitindo o aumento das tragédias “naturais”, fala sobre os segredos da vida longa e destaca os adventistas de Loma Linda. Leia alguns trechos aqui:]

“Os bons hábitos são tão determinantes que, quando são adotados por todos, criam-se bolsões de longevidade. Talvez o melhor exemplo seja Loma Linda, na Califórnia, onde um grupo de adventistas vegetarianos não fuma, faz exercícios regularmente, dedica muito tempo à família - basicamente a receita da longevidade. Como consequência, eles têm uma expectativa de vida de 85 anos, 10 anos a mais que a média americana. Além disso, o que é notável em se tratando de 11 décadas queimando neurônios, só 20% tiveram perdas neurológicas - 80% estão totalmente lúcidos. Baseados em testes de personalidade, os médicos de Boston apontam ainda que poucos são neuróticos e a maior parte é extrovertida. [...]

“Sim, longevidade também vem de berço: mais da metade dos centenários têm parentes que atingiram os 100 anos ou mais. Mas bons hábitos como nutrição de qualidade, atividade física regular e uma boa quantidade de sono podem até mudar a estrutura genética. Sério: a forma como se vive pode atrapalhar ou ajudar na replicação de células e até encurtar ou alongar telômeros - estruturas que formam as extremidades dos cromossomos e são essenciais na replicação de células.

“Estudos em camundongos mostraram que uma dieta equilibrada, com redução de calorias em 30%, faz eles viverem o dobro do tempo e os torna quase imunes a diabetes e câncer. A máxima ‘quanto mais velho você está, mais doente você é’ deveria ser adaptada para ‘quanto mais velho você está, mais saudável você foi’.

“Se é para apontar uma regra para se viver mais, os geriatras fazem coro: o importante mesmo é se manter ativo física e mentalmente. Os mais velhos devem evitar o sedentarismo e, mesmo que a pessoa pare de trabalhar, nunca pode deixar de exercitar o raciocínio, a mente, seja participando de projetos, seja lendo livros ou fazendo quebra-cabeças. Até o acompanhamento psicológico é importante para evitar doenças como depressão, que também pode ser uma porta de entrada para outras patologias.”

Leia também: "Adventistas como objeto de estudo", "Seja um adventista e viva mais, afirma Daily Mail", "Entrevista exclusiva: Ana Paula Padrão", "Documentário: Os Adventistas" e "Morre aos 114 anos nos EUA o homem mais velho do mundo"

Bactéria resistente contamina 25% da carne americana

Pedaços de carne obtidos em mercados de cinco cidades dos Estados Unidos revelaram a existência de uma bactéria resistente em quase 25% da carne bovina, de frango, porco e peru oferecida aos consumidores, demonstra um estudo publicado nesta sexta-feira. O estafilococo aureus, bactéria que pode provocar infecções na pele, pneumonia, septicemia ou endocardite, foi encontrado em 47% das mostras, segundo o estudo publicado pela revista Clinical Infectious Diseases. Mais da metade (52%) das amostras infectadas continha uma dura cepa do estafilococo aureus, resistente a pelo menos três tipos de antibióticos. Na maioria dos casos, a bactéria morre durante o preparo do alimento, mas os riscos de contaminação podem estar na manipulação da carne crua na cozinha e de outros utensílios, ou no consumo de carne muito mal passada. [Leia mais]

Mutirão ambiental reúne católicos evangélicos e espíritas

Uma ação entre a prefeitura municipal de Alegre, igrejas evangélicas, Vicentinos, Centro Espírita, entre outras denominações, promoverá, no próximo sábado, um grande mutirão de sensibilização ambiental, iniciativa da Igreja Católica baseada no tema da Campanha da Fraternidade 2011: “Fraternidade e a vida no planeta: A criação geme em dores de parto.” Um dos objetivos do mutirão é levar para a sociedade a discussão e possíveis alternativas relacionadas à destinação dos resíduos sólidos (lixo). No dia escolhido, uma das principais ações do mutirão será o recolhimento voluntário de lixo nas residências. A ideia é sensibilizar a sociedade quanto à importância da separação do lixo seco do lixo úmido, quanto aos hábitos de consumo que estimulam a geração de uma grande quantidade de resíduos e quanto à importância da reflexão de cada cidadão sobre sua participação no processo, e os reflexos de seus atos para a melhora ou piora da qualidade de vida de todos. “A ideia central é provocar uma reflexão sobre os nossos hábitos de consumo e a consequente geração de tanto lixo”, comenta Alexandre Nazário, secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

Ao final do dia, às 17 horas, simbolicamente, parte do material recolhido será levado para a Praça da Estação, onde haverá um culto ecumênico para marcar o encerramento do mutirão.

Em 2011, a CF fala do meio ambiente e da gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e consequências. Tema: “Fraternidade e a vida no planeta”; Lema: “A criação geme em dores de parto”. De acordo com a CNBB, não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe [em] nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais [são] do que reações as nossas ações.

A Campanha da Fraternidade de 2011 vem justamente nos alertar desta verdade: tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta. Ela nos dará a oportunidade de, como uma família, sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

(Folhaes)

Nota: Veja, na prática, o poder ecumênico da bandeira ecológica (ecumenismo + ecologia = ECOmenismo). A causa é simpática e, por que não dizer, nobre. O problema vem com as ideias que serão levadas a efeito (ideias que acabarão virando decretos) para "salvar o planeta". Quem discordar dessa união (embora concorde com a ideia de preservação do meio ambiente) será visto com maus olhos.[MB]

Leia também: "Igreja Católica entra com tudo no ECOmenismo" e "Pacto ecumênico propõe domingo como dia de descanso"

Tolerância religiosa deve ser norma dentro da empresa

Nesta semana, entrou em vigor a lei aprovada pelo Parlamento francês que proíbe o uso do véu islâmico em espaços públicos. A nova regra prevê multas de 150 euros para mulheres que desrespeitarem a proibição e punição de 30 mil euros e um ano de prisão para homens que forçarem suas mulheres a usarem burcas. A questão da liberdade – e da tolerância – religiosa, embora de caráter pessoal, tem consequências também no ambiente corporativo. No Brasil, segundo Cristiano Rosa, headhunter e professor de gestão em recursos humanos da Veris Faculdades, o mercado é mais tolerante com a diversidade de religiões e foca-se mais em encontrar profissionais que tragam resultados concretos para as companhias. “Ainda existem empresas que não aprovam candidatos porque na entrevista eles falam que são de determinadas religiões”, relata Rosa. “Mas, em sua maioria, as companhias cada vez mais repudiam atos como esse e incentivam a diferença.”

Segundo Rossana Ercole, headhunter da Global Network, é comum encontrar companhias que se adaptaram aos horários de trabalho de adventistas e judeus ortodoxos (ambos não trabalham aos sábados). “Essas pessoas acabam se tornando muito fiéis à empresa quando são tratadas com respeito e sem discriminação.”

Do outro lado, os funcionários também devem respeitar a religião dos colegas de trabalho. Rossana ressalta alguns cuidados:

- Símbolos ou frases religiosas no trabalho: podem ser aceitos, desde que as outras pessoas não sejam distraídas por eles ou não considerem ofensivos. “O escritório é um lugar para realizar negócios. É preciso cuidado para não passar a impressão de que está impondo suas opiniões e crenças.”

- Pregação no trabalho: pressionar as pessoas para que mudem de religião ou colocar textos religiosos em quadro de avisos são atitudes que podem gerar polêmicas e devem ser evitadas.

- Modo de se vestir: a profissional que usa véu, saias mais longas ou qualquer outra vestimenta por motivação religiosa deve ficar atenta à reação dos demais funcionários. Se alguém considerar a atitude como um excesso religioso, o melhor é discutir a questão com o gestor e tentar se chegar a um acordo.

- Transparência: ao ser contratado por uma empresa, é interessante sempre que haja uma conversa franca com o chefe. Informe em relação aos horários de trabalho e dias considerados feriados na sua religião e tente uma fórmula que não prejudique a empresa e permita o cumprimento das atividades religiosas.

Leandro Tromps, advogado trabalhista do escritório Tromps, Santos & Nascimento Advogados Trabalhistas, afirma que a Constituição brasileira prega a igualdade e a tolerância, mas não existe uma norma trabalhista específica que regule esse cenário.

“O artigo 5º fala sobre os direitos e garantias fundamentais de toda e qualquer pessoa. Com base nesses princípios, podemos aplicá-los na relação de discriminação religiosa no trabalho”, analisa Tromps. Além disso, a Constituição define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Segundo Ana Lucia Paiva, advogada trabalhista do Lobo & Rizzo Advogados, a pessoa que se sentir nessa situação pode entrar com uma ação na Justiça e pedir que o juiz obrigue a empresa, por meio de uma sentença, a mudar sua forma de agir, ou a deixar de praticar determinada conduta. O profissional pode, ainda, pedir indenização por danos morais. “Além disso, em casos extremos, o funcionário pode pedir a rescisão indireta do contrato.” [...]

Tromps destaca que o modo de o profissional se vestir deve ser uma decisão individual. Segundo ele, não é proibido que uma muçulmana use a burca, por exemplo, ou que uma adepta de determinadas religiões evangélicas use saias e blusas de um modelo específico. “A organização não pode falar para ela se vestir como a maioria. Isso é discriminação.”

Em relação aos feriados religiosos, Ana Lucia Paiva afirma que a empresa é obrigada a permitir que os funcionários não trabalhem nesses dias. “Se proibirem, pode haver uma interpretação de que a companhia está discriminando a pessoa por sua religião.”

(IG Economia)

Nota: O ideal é sempre a conversa amistosa e franca. O empregador inteligente vai perceber que, se o funcionário é tão fiel a Deus e a seus princípios, certamente também o será com a empresa e com seus superiores hierárquicos, desde que eles manifestem respeito e tolerância. Se eu fosse patrão, certamente preferiria funcionários abstêmios, temperantes, tranquilos, com vida familiar harmônica, enfim, gente que se pauta pelos princípios bíblicos.[MB]

A perfeita espiral da galáxia M74

Se não é perfeita, essa espiral é, pelo menos, muito fotogênica. Essa galáxia tem 100 bilhões de estrelas e fica a 32 milhões de anos-luz, na direção da constelação de Peixes. A M74 possui vários aglomerados de estrelas, que você vê em azul, e corredores mais escuros de poeira cósmica. A imagem que você vê foi obtida com 19 horas de exposição no telescópio Calar Alto, que fica na Sierra de Los Filabres, na Espanha. Tem uma largura de 30 mil anos-luz.

(Hypescience)

Nota: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19:1).

quinta-feira, abril 14, 2011

Descobertos fósseis com supostos 1 bilhão de anos

Cientistas encontraram fósseis preservados de organismos que viveram no fundo de lagos há pelo menos um bilhão de anos [segundo a tremendamente antiga cronologia evolucionista] no Lago Torridon, na costa oeste da Escócia. Segundo os especialistas, os fósseis marcam um importante momento na evolução das espécies, quando bactérias simples tornaram-se conjuntos de células mais complexas, capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada. As informações são do site do Daily Mail. O professor Martin Brasier, da Universidade de Oxford, disse que os novos fósseis mostram que "o movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava". Os especialistas acreditam que esses organismos deram origem às algas verdes e plantas terrestres. "O estudo aponta que a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto", disse Charles Wellman, da Universidade de Sheffield. Segundo ele, por muito tempo os continentes foram considerados "estéreis de vida, ou no máximo com uma insignificante biota de cianobactérias".

De acordo com os cientistas, cerca de 500 milhões de anos [idem] após o aparecimento dessas primeiras formas de vida, a superfície da Terra começou a ser colonizada por vetegação simples, como liquens, musgos e hepáticas. Na mesma época, os primeiros animais começaram a migrar para fora do mar.

"Foi [sic] sem dúvida esses organismos que ajudaram a transformar nossa paisagem, de um deserto árido e pedregoso, em um lugar verde e agradável", afirmou o professor Brasier. A pesquisa foi divulgada na revista Nature.

(Terra)

Nota: Para mim, essas “explicações” e passe de mágica são equivalentes. Vejamos: (1) Não existem “bactérias simples”; para elas existirem, são necessárias organelas especializadas, máquinas moleculares bastante complexas, membrana seletiva e informação genética. (2) Como essas “bactérias simples” se tornaram "conjuntos de células mais complexas", capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada? Como elas foram capazes de duplicar a informação genética com precisão? Complexidade pode se originar da (suposta) simplicidade? Isso é científico? Fotossíntese e reprodução sexuada são mecanismos ultracomplexos que exigem o “surgimento/evolução” de muitas funções específicas de complexidade irredutível e, no caso dos sexos, distintas e perfeitamente compatíveis. Como surgiram? Mutações simultâneas e diferentes em organismos diferentes numa mesma época e mesmo local? (3) A admissão de que o “movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava” cria problemas para a teoria da evolução, uma vez que cada vez mais o tempo do “surgimento” da vida complexa vai recuando no passado (e essa constatação não é de hoje). Daqui a pouco restará a pergunta: Haveria tempo suficiente para a evolução da vida nesse nível de complexidade? (4) O estudo aponta que “a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto”. A surpresa é apenas dos darwinistas, já que os criacionistas postulam que a complexidade está presente neste planeta desde que a vida foi criada – e é exatamente isso o que se observa de alto a baixo na coluna geológica. Não basta querer resolver esses problemas com ficção científica. Quando os criacionistas falam em dilúvio, evento que conta com evidências históricas e geológicas, são chamados de delirantes. E essa história aí acima, o que é, então?[MB]

Cineasta diz ter encontrado pregos da cruz de Jesus

Um documentarista afirma que dois pregos encontrados [na] tumba de um sacerdote podem ter sido usados na crucificação de Jesus Cristo. A afirmação causou polêmica entre os arqueologistas [sic]. Um dos pregos estava dentro de um ossuário que tinha a inscrição “Caifás”, nome do sacerdote que entregou Jesus aos romanos, segundo a Bíblia. Outro prego estava no chão da tumba. Eles foram encontrados em 1990, durante uma escavação na região montanhosa de Armon Hanatziv, a seis quilômetros ao sul da cidade antiga de Jerusalém. Os artigos contidos no ossuário foram levados para um laboratório da Universidade de Tel Aviv, em Israel, onde passaram por estudos. Os pregos de ferro, que medem oito centímetros cada um, foram datados de dois mil anos atrás.

O cineasta Simcha Jacobovici, nascido em Israel e naturalizado canadense, deu entrevista ao periódico britânico The Telegraph. Ele disse ter evidências muito fortes de que os pregos foram usados na cruz de Cristo, mas admitiu não ter certeza disso. O assunto é tema do seu documentário Nails of the Cross (Pregos da Cruz, em inglês), quer será transmitido por uma TV israelense e pelo canal History Channel.

A Autoridade de Antiguidades de Israel, que supervisionou a escavação, disse que nunca foi provado que Caifás foi enterrado nessa tumba. Além disso, especialistas da instituição comentaram que pregos são facilmente encontrados em tumbas. Arqueologistas [sic] da Universidade de Tel Aviv também questionam a falta de fundamento científico para afirmar que os pregos realmente foram usados na crucificação de Cristo.

(National Geographic Brasil)

Nota: Bem que eu gostaria que fosse verdade, mas meu ceticismo me faz ficar com os dois pés atrás. Em seu Twitter, o especialista em arqueologia Dr. Rodrigo Silva disse: “Sobre supostos pregos da Cruz encontrados pelo cineasta Simcha Jacobovici: ele me lembra os caçadores de relíquias da Idade Média. Há uma ironia atribuída a Lutero que diz: “Há tantos ossos de santos na Europa que só na Espanha posso achar 15 dos 12 apóstolos!” Em Filosofia, a gente fala de pessoas cegas num quarto escuro buscando um gato preto que não existe. Mas Simcha diria ter encontrado o gato!”[MB]

Propaganda desvaloriza mulher e virgindade

Com um único anúncio publicitário, a revenda de carros canadense Dale Wurfel conseguiu desvalorizar a mulher (com a típica associação da figura feminina com objetos de consumo) e a virgindade. O texto diz: “Você sabe que não é o primeiro. Mas isso realmente importa?” A propaganda infeliz rapidamente gerou crítica de organizações que defendem os direitos das mulheres. Mas a acusação teve que ver apenas com um aspecto da campanha: o anúncio dá a entender que a mulher que deixou de ser virgem tem valor menor, assim como um carro seminovo. É evidente que a preservação da pureza sexual e a defesa do sexo no contexto matrimonial (isso vale para homens e mulheres) têm suas vantagens e se constituem num princípio digno de ser defendido. Mas, na ânsia por defender os “direitos da mulher” (leia-se aqui direito de praticar sexo com quem e quantos quiser), essas organizações passaram por alto o pior do anúncio: a coisificação da mulher. Pior que esse tipo de anúncio só mesmo as propagandas sensualizadas que promovem a libertinagem, como se dá frequentemente em época de carnaval. Mas aí as ultrafeministas de plantão não se manifestam...[MB]

quarta-feira, abril 13, 2011

Cientistas associam terremotos à mudança climática

A mudança climática pode ser responsável por, a longo prazo, potencializar o movimento das placas tectônicas, segundo um estudo geológico divulgado nesta quarta-feira na Austrália. Um grupo de cientistas australianos, alemães e franceses estudou esse fenômeno na Índia, onde chegaram à conclusão de que as monções se intensificaram durante os últimos dez milhões de anos. Os pesquisadores descobriram que nesse período as chuvas aceleraram o movimento das placas da litosfera na região em um centímetro por ano. O geólogo australiano Giampiero Iaffaldano disse à rádio ABC que graças a este relatório “se reconhece pela primeira vez que a mudança climática pode, a longo prazo, atuar potencialmente como uma força e ter influência no movimento das placas tectônicas”. Iaffaldano assinalou que certos eventos geológicos causados pelo movimento das placas - como a criação dos continentes, o fechamento das conchas oceânicas e a formação dos cinturões montanhosos - podem ter influência no clima durante milhões de anos e com efeito retroativo.

Os cientistas consideram que o estudo pode contribuir para estudar os efeitos do movimento das placas tectônicas e determinar as regiões mais propensas a ser atingidas por devastadores tremores como o ocorrido recentemente no Japão. “Para isso, deve-se levar em conta a história da mudança climática nos últimos milhões de anos”, afirmou Iaffaldano.

(Folha.com)

Nota: (1) Pelo menos agora estão admitindo que a ocorrência de terremotos está aumentando (se não pode derrubar um argumento, use-o para si); (2) será mais fácil insuflar o medo nas massas, já que até mesmo os terremotos seriam causados pelo ser humano. “Temos que salvar a Terra e a nós mesmos, urgentemente, custe o que custar, mesmo que seja à custa de certas liberdades civis”, dirão. Quem viver verá. E permanece um fato: a Bíblia prevê que o aumento de terremotos é um sinal do fim do tempo do fim (volta de Jesus). Independentemente da causa dos sismos, o fato é que mais uma profecia está se cumprindo. E, de quebra, uma profecia poderá potencializar o cumprimento da outra, ou seja, do decreto dominical. Leia sobre o ECOmenismo aqui, a fim de entender melhor o assunto.[MB]

Desespero por provas é tanto que só cabeça já vira “elo”

[Meus comentários seguem entre conchetes – MB] A descoberta de uma nova espécie revela um elo evolucionário entre dois grupos de dinossauros. A existência do Daemonosaurus chauliodus se deu depois que cientistas do Instituto Smithsoniano encontraram fósseis de seu crânio e das vértebras de seu pescoço no estado norte-americano do Novo México, no Sudoeste do país [perguntar não ofende: Se os criacionistas baseassem toda uma conclusão em apenas um crânio e algumas vértebras, como isso seria interpretado? Se nem fósseis inteiros de baleias são amplamente divulgados como evidência do dilúvio...]. A pesquisa foi publicada pelo Proceedings of the Royal Society B. O Daemonosaurus viveu há aproximadamente 205 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], bem no fim do período triássico, antes do jurássico. Como foram encontrados apenas ossos da cabeça e do pescoço, não é possível calcular o tamanho do animal. Contudo, sabe-se que [pertencem] à subordem dos terópodes, dinossauros bípedes que podem ser carnívoros ou onívoros.

Os mais antigos dinossauros bípedes conhecidos incluem espécies de predadores como o Herrerasaurus, que habitou um espaço que hoje corresponde à Argentina ao Brasil há cerca de 230 milhões de anos [idem]. Até a presente descoberta, os cientistas não conheciam nenhum elo entre esses animais e os terópodes mais desenvolvidos [e agora bastaram essas evidências mínimas para concluírem que encontraram o “elo”]. A análise da estrutura óssea foi suficiente para mostrar que o Daemonosaurus é esse elo.

A descoberta motiva os paleontólogos na busca por novas evidências sobre a evolução dos dinossauros. “A exploração continuada, mesmo em regiões já bem estudadas, como o Sudoeste dos EUA, ainda providenciará descobertas notáveis de fósseis”, afirmou Hans Sues, principal autor da pesquisa. [“Ainda providenciará descobertas notáveis de fósseis”... Isso não é ciência, é profecia!]

Milhões de anos mais tarde, surgiriam as aves, e elas herdariam dos dinossauros um olfato apurado. Foi o que descobriu outra pesquisa, publicada pela mesma revista científica. Esse estudo foi um esforço conjunto da Universidade de Ohio, nos EUA, da Universidade de Calgary e do Museu Real Tyrrell, ambos no Canadá.

Há muito se acreditava que, durante a evolução dos dinossauros para as aves [assunto bem estabelecido na mente dos darwinistas, mas que não é bem assim], o olfato teria piorado, uma vez que foi preciso desenvolver a visão, a audição e o equilíbrio, essenciais ao voo [Como esses mecanismos complexos e necessários para o voo se desenvolveram pura a simplesmente, se são essenciais para a função?]. No entanto, uma comparação entre os bulbos olfatórios de dinossauros e pássaros – antigos e modernos – não confirmou essa hipótese.

“Surpreendentemente, nossa pesquisa mostra que o olfato, na verdade, melhorou na evolução de dinossauros para aves, assim como a visão e o equilíbrio”, afirmou Darla Zelenitsky, da Universidade de Calgary, principal autora do estudo. [Para que haja acréscimo de novas funções e planos corporais, é necessário igualmente acréscimo de informação genética, mas os darwinistas nem tocam no assunto, pois sabem que informação complexa e específica simplesmente não surge do nada.]

(G1 Notícias)

Leia também: "Aves e dinossauros foram contemporâneos"

Os erros de Berlusconi – mas não apenas dele

Em depoimento a magistrados italianos, duas novas testemunhas descreveram, com detalhes inéditos, as festas eróticas chamadas de “bunga-bunga”, que seriam promovidas pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. Segundo elas, as convidadas beijavam a estátua nua de um deus grego da virilidade na casa do premiê em Milão. Trechos dos depoimentos de Chiara Danese e Ambra Battilana, ambas de 19 anos, foram publicados nesta quarta feira pelos jornais italianos Corriere della Sera e La Repubblica. Os advogados de Berlusconi dizem que as declarações publicadas pelos jornais não têm fundamento, em contraste com “numerosas indicações em sentido totalmente oposto”. Os depoimentos foram feitos por escrito e entregues no dia 4 de abril aos promotores que cuidam do caso conhecido como “Rubygate”, no qual Berlusconi é acusado de abuso de poder e por pagar por sexo com a dançarina marroquina Karima El Mahroug, conhecida como “Ruby”, quando ela era menor de idade.

Conforme as declarações de Chiara e Ambra, as festas na mansão de Arcore, em Milão, não eram jantares elegantes, e sim “rituais eróticos”. Elas disseram ter ficado surpresas com o que viram e afirmaram não ter participado das brincadeiras eróticas propostas pelo premiê a suas convidadas. As jovens afirmaram ter ido a uma das festas em 22 de agosto de 2010, onde teriam sido levadas por um colaborador de Berlusconi, o jornalista Emilio Fede, com quem teriam feito testes para um programa de televisão.

A noite, segundo elas, teria começado com um jantar do qual participaram cerca de 15 pessoas. Elas teriam sido informadas por uma das moças presentes que, se Berlusconi as tivesse notado, poderiam fazer “uma bela carreira”.

“O presidente não comeu quase nada e contou muitas piadas vulgares. Tão vulgares que fiquei sem vontade de comer”, afirmou Ambra, em um dos trechos do depoimento publicados pelos jornais. “Ainda estávamos à mesa quando algumas moças descobriram os seios e os ofereciam a Berlusconi”.

Segundo o texto entregue pelas duas jovens aos promotores de Milão, após contar as piadas, Silvio Berlusconi teria mandado entrar uma estátua de Príapo, personagem da mitologia grega, símbolo da virilidade e da fertilidade.

De acordo com os depoimentos, Berlusconi fez a estátua circular entre as moças e pediu que elas beijassem o órgão sexual da escultura. “As moças se aproximavam então do premiê e todos se tocavam numa espécie de ciranda, até que ele perguntou se estavam prontas para o ‘bunga-bunga’. Todas respondem que sim”, afirmou Chiara.

Com base nas declarações das duas jovens, na casa de Berlusconi havia uma pequena discoteca onde, naquela noite, a conselheira da região da Lombardia, Nicole Minetti, teria feito uma “dança do poste” e, depois, um strip tease. “Nicole Minetti ficou totalmente nua e dançou na barra, depois aproximou-se de Berlusconi, dançando de forma provocante diante dele.”

Minetti, Fede e o empresário Lele Mora estão sendo acusados de indução à prostituição em um processo paralelo ao “Rubygate”.

As jovens afirmaram que Berlusconi e Fede pediram que elas também ficassem nuas. “Berlusconi e Fede queriam que as outras nos envolvessem nas brincadeiras e que tirássemos a roupa. E quando dissemos que queríamos ir embora, Fede concordou, mas disse que, se fôssemos embora, não iríamos trabalhar na televisão, nem participar da Miss Itália.” [...]

(BBC Brasil)

Nota: Esses são os porões de um modo podre que caminha para a perdição. Por ser uma figura pública e ter muitos inimigos, os escândalos de Berlusconi têm se transformado num circo da mídia e, certamente, também estão sendo usados com fins políticos. Agora imagine as histórias que não são contadas... Mas quero destacar a cobertura hipócrita de uma imprensa que, quando quer, posa de moralista. Tirando o fato de que provavelmente havia menores lá, por que as festas de Berlusconi são mais imorais que as paradas gays realizadas ao ar livre, com maiores e menores exibindo sua nudez e gestos obscenos à luz do dia, sob o olhar atento dos jornalistas e voyeurs de plantão? Por que a nudez carnavalesca é aceita, com a desculpa de ser uma festa do povo, ao passo que as “festinhas” do Berlusconi são impróprias, incitanto à prostituição? Dançarinas de funk e modelos rebolativas na TV, em horário nobre, também não induzem as jovens aos maus caminhos? O líder italiano pode ter levado para o mau caminho um punhado de jovens deslumbradas com a fama e o poder, mas quantas jovens são desencaminhadas pelos programas de TV cuja imoralidade e apologia do homossexualismo só crescem? Sociedade hipócrita esta, com seus milhões de Berlusconis atirando pedras no italiano.[MB]

terça-feira, abril 12, 2011

Evolução se sobrepõe à arqueologia para explicar roupa

Como traçar a evolução dos piolhos poderia ajudar a entender a cultura humana? Bom, foi assim que pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram [sic] que os seres humanos começaram a usar roupas aproximadamente 170 mil anos atrás [segundo a cronologia evolucionista], a fim de migrar para fora da África. Em 2003, um geneticista alemão conduziu um estudo sobre piolhos que concluiu que os seres humanos começaram [o correto seria “teriam começado”] a usar roupas aproximadamente 107 mil anos atrás. Agora, os pesquisadores americanos surgem com uma nova estimativa. Os piolhos foram utilizados nesse estudo porque “encalham” em linhagens de hospedeiros por longos períodos de tempo. Alterações no parasita permitem aos pesquisadores entender as mudanças no tempo evolutivo. O objetivo dos cientistas era encontrar um método para localizar quando os seres humanos poderiam ter começado a usar roupas. Como os piolhos são tão bem adaptados ao vestuário, os pesquisadores sabiam que eles certamente não existiam até que a roupa surgiu nos seres humanos. [Dá pra acreditar nisso?]

Os pesquisadores usaram conjuntos únicos de dados de evolução dos piolhos e dos humanos a fim de fazer a sua nova estimativa de 170 mil anos. Eles concluíram que os humanos modernos começaram a usar roupas 70.000 anos antes de migrar para latitudes mais altas e climas mais frios. Essa migração ocorreu há cerca de 100.000 anos atrás. Além disso, o estudo descobriu [sic] que os humanos só começaram a usar roupas muito tempo depois de perderem seus pelos corporais, o que ocorreu cerca de 1 milhão de anos atrás, de acordo com a investigação genética de coloração da pele.

Segundo os pesquisadores, é interessante pensar que os seres humanos foram capazes de sobreviver na África centenas de milhares de anos sem roupa e sem pelos no corpo, e que não foi até o momento em que os humanos modernos se deslocaram para fora da África que eles começaram a se vestir.

O novo estudo tem alguns pontos fracos, entretanto [alguns?]. Os hominídeos arcaicos não deixaram para trás piolhos. Assim, o estudo não leva em conta que os hominídeos arcaicos, que não moravam na África, poderiam ter se vestido em torno de 800 mil anos atrás.

Os pesquisadores notam que os fatores que ajudaram os seres humanos a sobreviver, anos mais tarde foram as tecnologias como o uso controlado do fogo, a habilidade de usar roupas, e estratégias de caça e ferramentas de pedra novas.

Especialistas concordam que o estudo é bem consistente [?!]. Os resultados mostram uma data inesperadamente antiga para o uso da roupa, muito mais velha do que as mais antigas evidências arqueológicas, mas faz sentido.

Os seres humanos modernos, provavelmente [depois de usar tantos verbos afirmativos, agora vem o clássico “provavelmente”], começaram a fazer roupas depois de experimentarem as condições da Era do Gelo, 180 mil anos atrás. Somente se vestindo em base regular, os seres humanos se manteriam aquecidos enquanto expostos a tais condições.

(Hypescience)

Nota: Quando criacionistas apresentam alguma evidência, a comunidade evolucionista “cai de pau”. Mas o que dizer de pesquisas como essa acima, baseada em suposições e evidências mínimas? Noventa por cento é pura especulação. E o pior é que preferem aceitar a hipótese evolucionista em detrimento de evidências materiais providas pela arqueologia, uma ciência estabelecida. É como diz o especialista em arqueologia Dr. Rodrigo Silva: “Mesmo que fosse encontrada uma foto de Adão e Eva, alguns céticos diriam: ‘Mas a serpente não existiu, pois não está na foto.’” Seres humanos começaram a usar roupas depois de cometer o pecado do afastamento de Deus, do orgulho de querer ser mais do que eram (“sereis como Deus”, propôs-lhes o inimigo). O clima na Terra, antes do pecado e especialmente antes do dilúvio, era agradável e sem grandes variações climáticas. Com a queda da temperatura, roupas foram necessárias. Além disso, antes do pecado, a nudez não constrangia. Era natural. Finalmente, é bom lembrar que as primeiras vestes de Adão e Eva foram confeccionadas com pele de ovelha, símbolo evidente da justiça de Cristo que, a partir da queda, iria cobrir os pecadores arrependidos.[MB]

OI publica meu texto sobre o comentário de Jabor

Cada vez que ocorre algum massacre com vítimas inocentes, a revolta e a indignação se levantam e ganham a mídia. Desconhecendo (ou ignorando) a origem e o destino do mal, certos ateus procuram algo ou alguém para descarregar seu grito incontido – e frequentemente erram o alvo. No caso específico do massacre perpetrado pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril, quem foi realmente culpado? Os alunos, que na infância do assassino praticaram bullying contra ele? A família, que ainda nem foi reconhecer o corpo dele no IML? A sociedade hipócrita, que adora programas que revelam o mundo-cão e enche salas de cinema para ver filmes que esbanjam violência? A falta de segurança de muitas escolas? A mídia, que espetaculariza crimes como esse e ajuda homicidas mentalmente perturbados na civilização da imagem a sair da invisibilidade frustrante? Os videogames que ele jogava? Os que venderam a arma para o bandido? Não. Para Arnaldo Jabor, o culpado é Deus! [Leia mais e deixe seu comentário lá]

segunda-feira, abril 11, 2011

Olho da lula é bem parecido com olho humano

Ela tem em média 20 metros de comprimento e pesa mais de uma tonelada. Dificilmente se contesta que a lula-gigante é um animal colossal, mas sabe-se que existem alguns ainda maiores ou mais pesados, como baleias e elefantes. Mas mesmo esses monstros do reino animal não podem competir com a lula-gigante em um quesito: o tamanho do olho. A foto [ao lado] mostra um pote de vidro com um exemplar do olho desse animal. Chega a medir mais de 25 cm de diâmetro, o que equivale a um prato de comida. E esse tamanho todo não é por motivo banal: como o animal vive em mares de grande profundidade e escuridão, onde nenhum raio de sol é capaz de penetrar, o olho tamanho família o ajuda a achar comida e abrigo. Apesar do tamanho, a estrutura ocular da lula-gigante é muito parecida com a dos seres humanos: compõe-se de íris, pupila e retina, como a nossa. Essa característica é uma das poucas bem conhecidas sobre a lula-gigante, um animal cujos hábitos ainda são em parte um mistério para a ciência.

(Hypescience)

Nota: Os darwinistas sabem e admitem que Lulas e humanos não têm “parentesco evolutivo” próximo, no entanto, possuem olhos praticamente idênticos. Se já é impossível explicar a “evolução” do olho humano do ponto de vista darwinista (e Darwin admitiu isso), imagine explicar a evolução simultânea dessa maravilha em duas espécies distantes e de ambientes distintos. Isso equivale a um milagre duplo (ou quádruplo, se nos lembrarmos de que as lulas e nós temos dois olhos e não há fósseis ciclopes na coluna geológica). Se quiser entender melhor por que a evolução do olho na base de mutações e seleção natural é uma impossibilidade, leia a descrição da bioquímica da visão feita por Michael Behe no livro A Caixa Preta de Darwin. As semelhanças anatômicas, fisiológicas, metabólicas, etc., nos seres vivos são, para o criacionista, a “assinatura” do Criador.[MB]

E-mails que nos alegram (29)

"Olá, Michelson, é com grande alegria que entro em contato com você, para parabenizá-lo pela nova edição do livro A História da Vida. Além de uma formatação atraente, seu livro está ainda melhor que a primeira edição, que eu tenho há alguns anos. Esse livro, meu irmão, foi uma das alavancas que me levaram aos pés de Cristo, pois, junto com o livro Revelações do Apocalipse, uniu em minha mente os dois principais conceitos da origem da vida. Foi através dessas páginas que vislumbrei pela primeira vez a mão do Criador na natureza, e como Ele planejou cada ser em seu ínfimo detalhe. Quanto mais eu lia, mais despertada era minha curiosidade quanto às verdades científicas por trás da criação, desmentindo muita coisa que aprendi na escola desde cedo. A célebre capa dos livros escolares de ciências, com a sopa primordial cheia de moléculas, raios no céu, pequenos meteoros e, como um milagre, o DNA surgindo ali do nada. Isso tudo é um belo teatro aos olhos desavisados, mas que por muitos anos foi minha fonte de sabedoria quanto à origem da vida. O livro A História da Vida me deu um novo parâmetro para o conceito da origem da vida em harmonia com a Bíblia. Por isso, quero deixar aqui o meu muito obrigado. Seus esforços, pesquisas e tempo gasto resultaram num material que não é só científico, como também é espiritual. O livro nos ajuda a vencer esse conflito dia a dia, pois saber que não somos poeira cósmica, mas fruto das mãos do Criador, nos dá um senso de gratidão e responsabilidade para com Ele e a obra para a qual Ele nos convida. Um abraço.”

(Rafael Pires Rubim, adventista do sétimo dia, aluno do curso de Biomedicina no Centro Universitário Franciscano, em Santa Maria, RS)

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Individualismo impede pleno desfrute do sexo

O pesquisador alemão, que acaba de lançar em seu país o livro Auf der Suche nach der Sexuellen Freiheit (À Procura da Liberdade Sexual), diz que a vivência plena da sexualidade esbarra hoje na dificuldade de entrega, comum em uma sociedade centrada no indivíduo e na mercantilização do sexo.

Seu livro se chama À Procura da Liberdade Sexual. Quarenta anos após a revolução sexual, ainda é preciso buscá-la? O que fracassou?

O aspecto sexual foi superestimado. Pensava-se que, quando tudo fosse permitido, as pessoas seriam livres e felizes. Hoje sabemos: não é o caso.

Quais obstáculos ainda impedem as pessoas de viver sua sexualidade livremente?

Hoje, o problema é que a sexualidade é fortemente comercializada e as pessoas não conseguem construir um relacionamento. Por um lado, porque se tornaram muito exigentes, e, por outro, porque estão muito centradas em si mesmas. Pensam primeiro em si, não no possível parceiro.

O sexo está em todos os lugares, especialmente na internet. Quais as consequências?

O sexo foi extremamente banalizado. Seus segredos foram roubados, e ele foi reduzido a produto. Quando se pode fazer tudo, também se pode abrir mão de tudo. A excitação de fazer algo obscuro, desconhecido e único foi em grande parte perdida. [...]

(Folha.com)

domingo, abril 10, 2011

Indignado com o mal, Jabor ataca Deus

Cada vez que ocorre algum massacre com vítimas inocentes, a revolta e a indignação se levantam e ganham a mídia. Desconhecendo (ou ignorando) a origem e o destino do mal, certos ateus procuram algo ou alguém para descarregar seu grito incontido, e frequentemente erram o alvo. No caso específico do massacre perpetrado pelo jovem Wellington Menezes de Oliveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril, quem foi realmente culpado? Os alunos que na infância do assassino praticaram bullying contra ele? A família que ainda nem foi reconhecer o corpo dele no IML? A sociedade hipócrita que adora programas que revelam o mundo-cão e enche salas de cinema para ver filmes que esbanjam violência? A falta de segurança de muitas escolas? A mídia, que espetaculariza crimes como esse e ajuda homicidas mentalmente perturbados na civilização da imagem a sair da invisibilidade frustrante? Os videogames que ele jogava? Os que venderam a arma para o bandido? Não. Para Arnaldo Jabor, o culpado é Deus!

Não gosto de fazer o tipo de análise que segue, nem me valer de momentos de luto e dor para criticar esse ou aquele comentário, mas achei as palavras de Jabor tão impróprias (veja o vídeo aqui), que resolvi não me calar. Tenho amigos ateus com os quais é possível manter diálogo respeitoso e que sabem separar uma coisa da outra. Imagino que alguns deles também devem ter ficado incomodados com o que ouviram do jornalista e cineasta que se valeu do alcance da “vênus platinada” para espalhar aos quatro ventos suas opiniões enviesadas.

A Folha de S. Paulo do dia 8 de abril informou que a mãe adotiva de Wellington, já falecida, era testemunha de Jeová. Numa carta escrita antes de cometer o crime, Wellington registrou: “Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.” Além disso, o rapaz também lia o Alcorão.

Pronto, eram os ingredientes ideais para a indignação dos ateus generalistas que vivem tomando o todo pela parte. Jabor não foi atrás da informação fornecida pelo site R7, que entrevistou psiquiatras e especialistas em doenças mentais. Segundo eles, o documento e outros indícios revelam claramente que o jovem vivia uma ruptura com a realidade. “Os indícios levam a crer que o atirador era psicótico e tinha uma doença mental”, explica a psiquiatra forense Lícia de Oliveira, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O conteúdo místico e religioso da carta é comum nos psicóticos. Os familiares e amigos dizem que ele era isolado. Tudo leva a crer que é um psicótico, que sofre com quebra de realidade.”


Infelizmente, Wellington não é o único que sofre com problemas de “quebra de realidade”. Há aqueles que, mesmo não aparentando psicose, distorcem a realidade a seu bel-prazer. Parece que esse é o caso de Jabor (pelo menos nesse comentário apressado e infeliz). Já li textos bons e lúcidos do cineasta, mas essa crítica me atingiu, sim, pois sou religioso, creio em Deus e não me vi refletido na crônica dele. Vi, sim, a caricatura de uma religiosidade que parece irritar o comentarista global – e que irrita a mim também, tanto quanto a crítica infundada e injusta.

Se eu quisesse ser injusto com ateus como ele, lembraria (porque a mídia secular parece esquecer) que, segundo O Livro Negro do Comunismo, os regimes comunistas ateus foram responsáveis por mais de 100 milhões de mortes, muito mais do que as mortes causadas pela Inquisição e pelas Cruzadas juntas. Mas não quero descer o nível como fez meu colega de profissão, porque sei que nem todos os ateus e comunistas são assassinos e entendo que o fundamentalismo fanático pode acometer religiosos e políticos, entre outros.

Também não desejo ser injusto com os ateus darwinistas, ao lembrar as memórias de Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra. Ela relata no livro Até o Fim suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Num dos trechos do livro, Traudl revela a filosofia de vida e o relacionamento de Hitler com a religião:

“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Também conheço darwinistas que não pensam como Hitler e que seriam incapazes de fazer mal a uma mosca. Por isso, não usarei a tábua rasa de Jabor, que considera a religião (e, por extensão, os religiosos) como o mal do mundo, quando a religião, se bem praticada, poderia ser exatamente a solução para este planeta que agoniza sob o efeito do pecado.

Por que Jabor et al não focalizam o exemplo do fundador do cristianismo, Jesus Cristo, que deu a vida para salvar a de muitos outros? Ou mesmo o exemplo de Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá e tantas outras pessoas que revelaram o verdadeiro amor desinteressado motivado pela fé?

O mal não presta e nunca foi plano de Deus que existisse. Mas já que passou a existir, Ele usa as consequências dele para um bem maior. Quando contemplamos a providência de Deus na história, torna-se evidente quão impossível é, para nós, observadores limitados, especular sobre a probabilidade de Deus ter as razões moralmente suficientes para os males que vemos. E mais: tenho certeza de que, quando chegarmos ao outro lado da eternidade, ao olhar para o passado de forma “panorâmica”, vamos entender as razões de Deus e aprovar a maneira como Ele conduziu nossa vida a fim de nos fazer chegar ali.

Temos que nos lembrar de que, nas palavras de William Lane Craig, “não somos chamados para descobrir por que Deus nos tem permitido sofrer algum mal; somos chamados para confiar nEle”. O mesmo Craig propõe o seguinte silogismo: (1) Se Deus não existe, então os valores morais objetivos não existem; (2) o mal existe; (3) portanto, os valores objetivos existem; (4) portanto, Deus existe.

Ao tratar dos conceitos de bem e mal, inevitavelmente estamos falando de uma ordem moral. Mas quem decide o que é certo e errado? Se não existe moral objetiva e um ponto de referência superior para essa moralidade, que eu e muita gente cremos ser Deus, o que havia de errado, por exemplo, no que Hitler fez? Por que considerar a pedofilia e o estupro moralmente errados? É como se os ateus que se baseiam no argumento da dor e do mal para refutar a ideia de Deus estivessem nos dizendo: “Não existem sistemas morais atuando neste mundo, mas vejo coisas moralmente condenáveis.” Em algumas culturas, as pessoas amam ao próximo. Em outras, elas o devoram. O que você prefere?

Quando ateus como Jabor fazem juízos de valor, estão, na verdade, recorrendo sem saber à lei de Deus gravada no coração deles. Não há como explicar como essa intuição relativa à moralidade poderia ter evoluído da matéria bruta. Na verdade, até o amor se torna inexplicável do ponto de vista materialista. Para crer que não existe ordem moral é preciso pressupor o conhecimento de como seria uma ordem moral. Então, por que a opinião de uma pessoa a respeito do que seria uma ordem moral deveria ser melhor que a de outra pessoa?

Sobre a dor e o sofrimento, o ex-ateu indiano Ravi Zacharias explica que “existe uma diferença fundamental entre Deus permitir que ocorra uma morte e eu tirar a vida de outra pessoa: Deus tem o poder para restituir a vida, eu não. A história do mal é parte de uma grande narrativa. Ignorar a narrativa maior [o grande conflito] é continuar levantando os detalhes sem aceitar o geral”.

Jabor está preocupado com os “detalhes”. E, sinto muito dizê-lo, ficará cada vez mais assustado à medida que o fim se aproxima e que o amor vai se esfriando no coração de muita gente.

Dias piores virão, mas, acredite, a culpa não é de Deus. Na verdade, a solução virá dEle. De forma definitiva.

Michelson Borges

Em tempo: Curiosamente, cidadãos como Jabor não demonstram indignação alguma contra o holocausto de crianças cometido no Brasil por meio de abortos. Por que esses críticos assépticos são silentes sobre esse holocausto silencioso, e quando debaixo dos holofotes da grande imprensa são seus mais ardorosos defensores? Aborto é pena de morte sem formação de culpa. É também assassinato.

Leia também: “Um Deus que Se cala” e “O elefante do terror na sala do brasileiro”

sexta-feira, abril 08, 2011

Encontrados sinais de água líquida em cometas

Cientistas encontraram indícios de água líquida no passado dos cometas, desbancando a ideia de que eles nunca experimentaram calor suficiente para derreter o gelo que forma a maior parte de sua massa. Os pesquisadores fizeram a descoberta analisando grãos de poeira do cometa Wild-2, trazidos de volta à Terra pela sonda Stardust. Lançada em 1999, a sonda Stardust capturou minúsculas partículas lançadas da superfície do cometa em 2004, usando um material super leve, chamado aerogel, e as trouxe de volta à Terra em uma cápsula que aterrissou no estado de Utah, nos Estados Unidos, dois anos depois. Esta é a segunda vez que os resultados coletados pela Stardust alteram a teoria sobre a formação dos cometas: “Na nossa amostra, encontramos minerais que se formam na presença de água líquida”, afirma Eva Berger, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo. “Em algum ponto da sua história, o cometa conteve ‘bolsas’ de água.” Os cometas são frequentemente chamados de “bolas de neve sujas” porque são formados principalmente de água congelada, salpicada de fragmentos de rochas e gases congelados.

“Quando o gelo derreteu no Wild-2, a água quente resultante dissolveu minerais que estavam presentes naquele momento, precipitando os minerais na forma de sulfetos de ferro e cobre que observamos em nosso estudo”, diz Dante Lauretta, coautor do estudo. “Os sulfetos se formaram entre 50 e 200 graus Celsius, muito mais quente do que as temperaturas abaixo de zero previstas para o interior de um cometa.”

Ao contrário dos asteroides, pedaços extraterrestres formados por rochas e minerais, os cometas apresentam uma cauda formada por jatos de gás e vapor que o fluxo de partículas de alta energia vindas do Sol arranca de seus corpos congelados. Mas os resultados da sonda Stardust também já haviam mostrado que há similaridades entre asteroides e cometas.

A descoberta dos sulfetos minerais de baixa temperatura é importante para a compreensão de como cometas se formaram - o que, por sua vez, dá informações sobre a origem do Sistema Solar.

Além de fornecer evidências de água líquida, os ingredientes descobertos colocam um limite superior para as temperaturas que Wild-2 encontrou desde sua origem e ao longo de sua história. “O mineral que encontramos - cubanita - é muito raro em amostras vindas do espaço”, diz Berger. “Ele existe em duas formas, e a que encontramos só existe abaixo de 210 graus Celsius. Isso é emocionante porque nos diz que esses grãos não foram submetidos a temperaturas mais elevadas do que isso.”

Cubanita é um sulfeto de ferro e cobre também encontrado na Terra, em depósitos de minério expostos às águas subterrâneas aquecidas, e em um determinado tipo de meteorito.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Um dos modelos propostos para o desencadeamento do dilúvio de Gênesis tem que ver com a teoria do Grande Bombardeamento e está bem descrito no livro Uma Breve História da Terra, do geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr. (www.scb.org.br), no artigo “Os atuais desastres geológicos: uma breve chave para o passado e para o futuro” (também do Dr. Nahor), publicado na revista Parousia especial sobre criacionismo, e no capítulo “O dilúvio de Gênesis: lenda ou fato?”, em meu livro A História da Vida. Existe a possibilidade de que no espaço vazio que há entre Marte e Júpiter tenha havido um planeta que “explodiu” e formou o cinturão de asteroides. Muitos desses asteroides se desprenderam da órbita do ex-planeta e passaram a circular pelo sistema solar (é interessante notar que cometas e asteroides são semelhantes), presos pela gravidade do Sol. Planetas como Marte, Vênus, Terra, além da Lua, foram, em algum momento no passado, intensamente atingidos por meteoritos que deixaram suas marcas em forma de crateras de impacto (astroblemas). Na Terra, como há forte erosão e muita água, ficaram menos registros desse “bombardeamento”. Em Marte, por exemplo, além das crateras, há sinais de erosão, no entanto, ainda não se detectou água por lá. Talvez esses cometas possivelmente cheios de água líquida possam solucionar o mistério. Ao se chocar contra Marte, a água contida neles poderia fazer considerável estrago (erosão) antes de evaporar. Na Terra, esses cometas poderiam constituir uma das explicações para o aumento do volume de água por ocasião do dilúvio. Pena que os cientistas, ofuscados pela cosmovisão naturalista, não conseguem juntas as “peças” num modelo maior e vislumbrar cenários iluminados pelo relato bíblico. Ficam as conjecturas...[MB]