Em 2007, a Associação Americana de Psicologia publicou um relatório que liga a sexualização precoce a três dos problemas mais comuns de saúde mental de meninas e mulheres: transtornos alimentares, baixa autoestima e depressão. A moda destes últimos tempos tem contribuído grandemente para essa sexualização das meninas. Num artigo publicado no site da CNN, LZ Granderson denuncia essa tendência e destaca o disparate da rede Abercrombie & Fitch que lançou no mercado um sutiã do tipo push-up, “para meninas que, normalmente, são jovens demais para ter qualquer coisa para empurrar para cima”. Originalmente, o sutiã era vendido para meninas de sete anos, mas, após o protesto público, a Abercrombie & Fitch direcionou a peça para o público de 12. Leia aqui o artigo “Pais, não vistam suas filhas como prostitutas” (em inglês) e, depois, confira o estudo “Report of the APA Task Force on the Sexualization of Girls”.
segunda-feira, abril 25, 2011
Sexualização precoce e seus efeitos nas meninas
segunda-feira, abril 25, 2011
comportamento, sexualidade
domingo, abril 24, 2011
O “olho treinado” e as lentes da cosmovisão
domingo, abril 24, 2011
No dia 13 de abril, foi veiculada a notícia de que cientistas haviam encontrado fósseis preservados de organismos que teriam vivido no fundo de lagos “há pelo menos um bilhão de anos” (segundo a tremendamente antiga cronologia evolucionista), no Lago Torridon, na costa oeste da Escócia. Reportagem publicada no site do jornal Daily Mail informa que, segundo os especialistas, os fósseis “marcam um importante momento na evolução das espécies, quando bactérias simples tornaram-se conjuntos de células mais complexas, capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada”.
O professor Martin Brasier, da Universidade de Oxford, disse que os novos fósseis mostram que “o movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava”. Charles Wellman, da Universidade de Sheffield, salienta ainda que “o estudo aponta que a vida na terra nesse momento era mais abundante e complexa do que o previsto”.
Quinze dias antes, outra notícia havia se espalhado na internet: gravuras rupestres de dinossauros com seres humanos encontradas na área de Kachina Bridge, em Utah, Estados Unidos, foram submetidas a uma análise de pesquisadores, que chegaram à conclusão de que elas são apenas “pintura manchada”.
Os estudiosos analisaram quatro imagens do que “parecem ser dinossauros”. Não satisfeitos com o que viam a olho nu, usaram binóculos e lentes especiais e iluminação direta e indireta do sol. “O dinossauro 1, apelidado de Sinclair, realmente se parece com um dino, se visto por olhos comuns. Mas um olho treinado pode frequentemente enxergar o que um não treinado vê”, disse o paleontólogo Phil Senter, da Universidade Estadual Fayetteville, na Carolina do Norte. “Até nosso estudo, esta era a melhor gravura de dinossauros e a mais difícil de ser interpretada porque se parece muito com um dinossauro”, admitiu.
Segundo os estudiosos com “olhos treinados”, a imagem dos dinossauros é ilusão de ótica, semelhante aos rostos e animais vistos nas nuvens e nas formações rochosas da Lua (com a diferença de que as pinturas de Kachina Bridge foram feitas por humanos).
Voltando à primeira notícia – a dos fósseis no fundo do lago escocês –, algumas considerações são necessárias: (1) Não existem “bactérias simples”; para elas existirem, é preciso que haja organelas especializadas, máquinas moleculares bastante complexas, membrana seletiva e informação genética. (2) Como essas “bactérias simples” se tornaram “conjuntos de células mais complexas”, capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada? Como elas foram capazes de duplicar a informação genética com precisão? Complexidade pode se originar da (suposta) simplicidade? Isso é científico? Fotossíntese e reprodução sexuada são mecanismos ultracomplexos que exigem o “surgimento/evolução” de muitas funções específicas de complexidade irredutível e, no caso dos sexos, distintas e perfeitamente compatíveis. Como surgiram? Mutações simultâneas e diferentes em organismos diferentes numa mesma época e mesmo local? (3) A admissão de que o “movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava” cria problemas para a teoria da evolução, já que cada vez mais o tempo do “surgimento” da vida complexa vai recuando no passado (e essa constatação não é de hoje). Daqui a pouco, restará a pergunta: Haveria tempo suficiente para a evolução da vida nesse nível de complexidade? (4) O estudo aponta que “a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto”. A surpresa é apenas dos darwinistas, já que os criacionistas postulam que a complexidade está presente neste planeta desde que a vida foi criada – e é exatamente isso o que se observa de alto a baixo na coluna geológica.
E quanto aos dinossauros de Utah? Curiosamente, os desenhos de mãos, pessoas e outros animais encontrados no mesmo local não “mancharam”. Somente a imagem dos dinossauros ficou manchada e constitui ilusão de ótica... Mas quem sou eu para contestar os especialistas? Não tenho “olho treinado”.
E o que um “olho treinado” vê, quando contempla, por exemplo, um único dente fóssil? R.: uma criatura completa! O que um “olho treinado” vê, quando analisa camadas sedimentares plano-paralelas em grandes extensões e sem evidência de erosão entre elas? R.: bilhões de anos de sedimentação. O que um “olho treinado” vê, quando constata variações no tamanho do bico de aves da mesma espécie ou analisa bactérias que adquirem resistência a antibióticos, mas que continuam sendo bactérias? R.: a macroevolução de uma “célula primordial” até um ser humano! O que um “olho treinado” vê, quando se dá conta da tremenda quantidade de informação complexa e específica no DNA? R.: acaso cego. O que um “olho treinado” vê, quando observa tecidos moles e proteína identificável em fósseis de dinossauros? R.: milhões de anos de extinção, assim mesmo. O que um “olho treinado” vê, quando olha para o período Cambriano com sua “explosão” de vida complexa e se dá conta de que no Pré-cambriano não existem ancestrais evolutivos desses animais? R.: mistério.
Na verdade, as pinturas em Kachina Bridge não são as únicas evidências dessa contemporaneidade entre humanos e dinossauros. No capítulo “O que aconteceu com os dinossauros”, do meu livro A História da Vida (em nova edição ampliada), abordo esse e outros temas relacionados aos dinos. Há muito mais por trás dessa história que alguns pesquisadores e a mídia acham que resolveram por meio de conclusões enviesadas.
Enfim, essas duas notícias mostram que mesmo um “olho treinado” não está imune aos ditames da cosmovisão. E é essa cosmovisão que influencia poderosamente os pesquisadores, fazendo com que eles adotem dois pesos e duas medidas, adaptando as evidências ao modelo teórico, e não o contrário.
(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)
O professor Martin Brasier, da Universidade de Oxford, disse que os novos fósseis mostram que “o movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava”. Charles Wellman, da Universidade de Sheffield, salienta ainda que “o estudo aponta que a vida na terra nesse momento era mais abundante e complexa do que o previsto”.
Quinze dias antes, outra notícia havia se espalhado na internet: gravuras rupestres de dinossauros com seres humanos encontradas na área de Kachina Bridge, em Utah, Estados Unidos, foram submetidas a uma análise de pesquisadores, que chegaram à conclusão de que elas são apenas “pintura manchada”.
Os estudiosos analisaram quatro imagens do que “parecem ser dinossauros”. Não satisfeitos com o que viam a olho nu, usaram binóculos e lentes especiais e iluminação direta e indireta do sol. “O dinossauro 1, apelidado de Sinclair, realmente se parece com um dino, se visto por olhos comuns. Mas um olho treinado pode frequentemente enxergar o que um não treinado vê”, disse o paleontólogo Phil Senter, da Universidade Estadual Fayetteville, na Carolina do Norte. “Até nosso estudo, esta era a melhor gravura de dinossauros e a mais difícil de ser interpretada porque se parece muito com um dinossauro”, admitiu.
Segundo os estudiosos com “olhos treinados”, a imagem dos dinossauros é ilusão de ótica, semelhante aos rostos e animais vistos nas nuvens e nas formações rochosas da Lua (com a diferença de que as pinturas de Kachina Bridge foram feitas por humanos).
Voltando à primeira notícia – a dos fósseis no fundo do lago escocês –, algumas considerações são necessárias: (1) Não existem “bactérias simples”; para elas existirem, é preciso que haja organelas especializadas, máquinas moleculares bastante complexas, membrana seletiva e informação genética. (2) Como essas “bactérias simples” se tornaram “conjuntos de células mais complexas”, capazes de realizar fotossíntese e reprodução sexuada? Como elas foram capazes de duplicar a informação genética com precisão? Complexidade pode se originar da (suposta) simplicidade? Isso é científico? Fotossíntese e reprodução sexuada são mecanismos ultracomplexos que exigem o “surgimento/evolução” de muitas funções específicas de complexidade irredutível e, no caso dos sexos, distintas e perfeitamente compatíveis. Como surgiram? Mutações simultâneas e diferentes em organismos diferentes numa mesma época e mesmo local? (3) A admissão de que o “movimento em direção a complexas células começou muito antes do que se pensava” cria problemas para a teoria da evolução, já que cada vez mais o tempo do “surgimento” da vida complexa vai recuando no passado (e essa constatação não é de hoje). Daqui a pouco, restará a pergunta: Haveria tempo suficiente para a evolução da vida nesse nível de complexidade? (4) O estudo aponta que “a vida na terra neste momento era mais abundante e complexa do que o previsto”. A surpresa é apenas dos darwinistas, já que os criacionistas postulam que a complexidade está presente neste planeta desde que a vida foi criada – e é exatamente isso o que se observa de alto a baixo na coluna geológica.
E quanto aos dinossauros de Utah? Curiosamente, os desenhos de mãos, pessoas e outros animais encontrados no mesmo local não “mancharam”. Somente a imagem dos dinossauros ficou manchada e constitui ilusão de ótica... Mas quem sou eu para contestar os especialistas? Não tenho “olho treinado”.
E o que um “olho treinado” vê, quando contempla, por exemplo, um único dente fóssil? R.: uma criatura completa! O que um “olho treinado” vê, quando analisa camadas sedimentares plano-paralelas em grandes extensões e sem evidência de erosão entre elas? R.: bilhões de anos de sedimentação. O que um “olho treinado” vê, quando constata variações no tamanho do bico de aves da mesma espécie ou analisa bactérias que adquirem resistência a antibióticos, mas que continuam sendo bactérias? R.: a macroevolução de uma “célula primordial” até um ser humano! O que um “olho treinado” vê, quando se dá conta da tremenda quantidade de informação complexa e específica no DNA? R.: acaso cego. O que um “olho treinado” vê, quando observa tecidos moles e proteína identificável em fósseis de dinossauros? R.: milhões de anos de extinção, assim mesmo. O que um “olho treinado” vê, quando olha para o período Cambriano com sua “explosão” de vida complexa e se dá conta de que no Pré-cambriano não existem ancestrais evolutivos desses animais? R.: mistério.
Na verdade, as pinturas em Kachina Bridge não são as únicas evidências dessa contemporaneidade entre humanos e dinossauros. No capítulo “O que aconteceu com os dinossauros”, do meu livro A História da Vida (em nova edição ampliada), abordo esse e outros temas relacionados aos dinos. Há muito mais por trás dessa história que alguns pesquisadores e a mídia acham que resolveram por meio de conclusões enviesadas.
Enfim, essas duas notícias mostram que mesmo um “olho treinado” não está imune aos ditames da cosmovisão. E é essa cosmovisão que influencia poderosamente os pesquisadores, fazendo com que eles adotem dois pesos e duas medidas, adaptando as evidências ao modelo teórico, e não o contrário.
(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)
sexta-feira, abril 22, 2011
Terra de Esperança
sexta-feira, abril 22, 2011
adventismo, história
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| Dr. Floyd Greenleaf |
Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, o Dr. Greenleaf fala sobre o livro Terra de Esperança, que a Casa Publicadora Brasileira lança no mês de maio, e sobre os primórdios do adventismo no continente sul-americano. [Leia mais]
Ditadura: solução para o aquecimento global?
sexta-feira, abril 22, 2011
ECOmenismo
Um socialista propondo o fascismo? Onde é que já vimos algo parecido? Hmmm... Talvez no início dos anos 1930, na Alemanha. Via Real Science: "Suponhamos que se descubra amanhã que o efeito estufa foi subestimado, e que os efeitos catastróficos vão ocorrer dentro de dez anos e não daqui a cem anos. Bem, dado o estado dos movimentos populares atuais, provavelmente teríamos uma usurpação do poder por parte dos fascistas, e provavelmente todo mundo iria concordar com isso uma vez que esse seria o único meio para a sobrevivência de todos nós. Eu haveria de concordar com isso uma vez que, por agora, não há alternativas."
Ficamos sabendo, portanto, que o alarmismo em torno do não-existente aquecimento global antropogênico é bastante útil para pessoas [e instituições/religiões] com planos totalitários. Isso talvez explique o porquê de as Nações Unidas pedirem ajuda a Hollywood para propagar a mensagem do aquecimento global. É preciso não esquecer uma coisa importante acerca do marxismo cultural: eles não se importam com os homossexuais, com as mulheres ou com o meio ambiente. A única coisa que os preocupa é o poder.
Eles querem ter uma forma de controlar os recursos mundiais sem que a humanidade sinta que está sendo controlada por ditadores. Como tal, e como é normal entre os totalitários, eles inventam um falso inimigo e colocam-se como os "escolhidos" para lutar contra o "inimigo" que eles criaram.
As palavras de esquerdistas como Noam Chomsky são um lembrete muito forte do que está realmente por trás do movimento ambientalista.
(Marxismo Cultural)
Nota: Na verdade, há ainda mais por trás do movimento ambientalista conhecido como ECOmenismo e não são apenas os "marxistas culturais" que têm interesse nessa bandeira conveniente. Clique aqui para ler mais sobre esse assunto.[MB]
Ficamos sabendo, portanto, que o alarmismo em torno do não-existente aquecimento global antropogênico é bastante útil para pessoas [e instituições/religiões] com planos totalitários. Isso talvez explique o porquê de as Nações Unidas pedirem ajuda a Hollywood para propagar a mensagem do aquecimento global. É preciso não esquecer uma coisa importante acerca do marxismo cultural: eles não se importam com os homossexuais, com as mulheres ou com o meio ambiente. A única coisa que os preocupa é o poder.
Eles querem ter uma forma de controlar os recursos mundiais sem que a humanidade sinta que está sendo controlada por ditadores. Como tal, e como é normal entre os totalitários, eles inventam um falso inimigo e colocam-se como os "escolhidos" para lutar contra o "inimigo" que eles criaram.
As palavras de esquerdistas como Noam Chomsky são um lembrete muito forte do que está realmente por trás do movimento ambientalista.
(Marxismo Cultural)
Nota: Na verdade, há ainda mais por trás do movimento ambientalista conhecido como ECOmenismo e não são apenas os "marxistas culturais" que têm interesse nessa bandeira conveniente. Clique aqui para ler mais sobre esse assunto.[MB]
quinta-feira, abril 21, 2011
Apologética para nossos dias
quinta-feira, abril 21, 2011
apologética, dica de leitura
Acabei de ler dois livros muito bons de apologistas cristãos consagrados: Apologética Para Questões Difíceis da Vida, de William Lane Craig (Ed. Vida Nova), e A Morte da Razão - Uma resposta aos neoateus, de Ravi Zacharias (Ed. Vida).
Em seu livro, Craig (que é doutor em teologia e filosofia) mostra que a teologia bíblica pode responder satisfatoriamente questões que têm que ver com nosso dia a dia. Por exemplo: Por que Deus não responde às minhas orações? Se Deus é onipotente, por que o mal existe? Se Deus é tão amoroso, por que sofremos? Qual é o significado do sofrimento para o cristão? Como ele deve lidar com suas dúvidas?
É mais uma contribuição do escritor que vem promovendo incessantemente a ideia de que o cristão pode e deve desenvolver uma fé racional, e deve estar sempre pronto para responder a todo aquele que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15).
Craig também lida francamente com questões espinhosas que envolvem as polêmicas do aborto e da homossexualidade.
Ao propor uma verdade absoluta, cristãos como Craig e outros podem parecer arrogantes e intolerantes. Por isso, logo na introdução de seu livro, o autor avisa: “O cristão está comprometido tanto com a verdade como com a tolerância, porque acredita naquele que não somente disse ‘Eu sou a verdade’, como também declarou ‘amai os vossos inimigos’” (p. 11).
Enfim, é leitura obrigatória para quem quer entender o mundo com as claras lentes da cosmovisão cristã.
A Morte da Razão é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. A história é impressionante, mas Zacharias nos dá apenas uma “palhinha” dela nessa obra, cujo objetivo é mostrar que Deus não é produto da imaginação e que o cristianismo fornece boas respostas para questões levantadas – muitas vezes de forma leviana – pelos ateus fundamentalistas.
Entre outros assuntos, Zacharias trata da verdadeira natureza do mal, da absoluta falência do neoateísmo, da coexistência da religião e da ciência e da fundamentação da moralidade. Zacharias mostra que a visão de mundo dos neoateus leva a um vácuo. “Pelo menos Voltaire, Sartre e Nietzsche foram sinceros e coerentes na visão de mundo deles. Eles confessavam o ridículo da vida, a falta de sentido de tudo num mundo ateísta. Os ateus de hoje, como Richard Dawkins e Sam Harris, todavia, estão tão cegos pela arrogância da mente deles que procuram apresentar essa visão da vida como algum tipo de libertação triunfal. [...] A vida sem Deus é em última análise uma vida sem nenhum ponto de referência de sentido que não seja a que alguém lhe dá na hora” (p. 36, 38).
Na página 64, Zacharias sumariza suas ideias assim: “A visão de mundo da fé cristã é bem simples. Deus pôs neste mundo o suficiente para tornar a fé nEle uma coisa bem razoável. Mas deixou de fora o suficiente a fim de que viver tão somente pela razão pura fosse impossível”.
O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida.
Michelson Borges
Leia também: "Livros sobre ateísmo têm mais divulgação no Brasil"
Em seu livro, Craig (que é doutor em teologia e filosofia) mostra que a teologia bíblica pode responder satisfatoriamente questões que têm que ver com nosso dia a dia. Por exemplo: Por que Deus não responde às minhas orações? Se Deus é onipotente, por que o mal existe? Se Deus é tão amoroso, por que sofremos? Qual é o significado do sofrimento para o cristão? Como ele deve lidar com suas dúvidas?
É mais uma contribuição do escritor que vem promovendo incessantemente a ideia de que o cristão pode e deve desenvolver uma fé racional, e deve estar sempre pronto para responder a todo aquele que lhe pedir a razão da sua esperança (1 Pedro 3:15).
Craig também lida francamente com questões espinhosas que envolvem as polêmicas do aborto e da homossexualidade.
Ao propor uma verdade absoluta, cristãos como Craig e outros podem parecer arrogantes e intolerantes. Por isso, logo na introdução de seu livro, o autor avisa: “O cristão está comprometido tanto com a verdade como com a tolerância, porque acredita naquele que não somente disse ‘Eu sou a verdade’, como também declarou ‘amai os vossos inimigos’” (p. 11).
Enfim, é leitura obrigatória para quem quer entender o mundo com as claras lentes da cosmovisão cristã.
A Morte da Razão é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. A história é impressionante, mas Zacharias nos dá apenas uma “palhinha” dela nessa obra, cujo objetivo é mostrar que Deus não é produto da imaginação e que o cristianismo fornece boas respostas para questões levantadas – muitas vezes de forma leviana – pelos ateus fundamentalistas.
Entre outros assuntos, Zacharias trata da verdadeira natureza do mal, da absoluta falência do neoateísmo, da coexistência da religião e da ciência e da fundamentação da moralidade. Zacharias mostra que a visão de mundo dos neoateus leva a um vácuo. “Pelo menos Voltaire, Sartre e Nietzsche foram sinceros e coerentes na visão de mundo deles. Eles confessavam o ridículo da vida, a falta de sentido de tudo num mundo ateísta. Os ateus de hoje, como Richard Dawkins e Sam Harris, todavia, estão tão cegos pela arrogância da mente deles que procuram apresentar essa visão da vida como algum tipo de libertação triunfal. [...] A vida sem Deus é em última análise uma vida sem nenhum ponto de referência de sentido que não seja a que alguém lhe dá na hora” (p. 36, 38).
Na página 64, Zacharias sumariza suas ideias assim: “A visão de mundo da fé cristã é bem simples. Deus pôs neste mundo o suficiente para tornar a fé nEle uma coisa bem razoável. Mas deixou de fora o suficiente a fim de que viver tão somente pela razão pura fosse impossível”.
O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida.
Michelson Borges
Leia também: "Livros sobre ateísmo têm mais divulgação no Brasil"
Marcelo Gleiser: os cientistas também são dogmáticos
quinta-feira, abril 21, 2011
ciência
Li e reli o artigo “Contra as formas de dogmatismo”, de Marcelo Gleiser, na Folha de S. Paulo de 10/4/2011. Ele começa seu artigo mencionando o livro Absence of Mind, da romancista e ensaísta americana Marilynne Robinson, criticando cientistas como Richard Dawkins e Steven Pinker pelos ataques à fé e à religião. Fiquei pensando: só agora em 2011 que o Gleiser atentou para as críticas de Robinson contra esses neoateus, pós-modernistas, chiques e perfumados? O blog Uncommon Descent já tinha destacado essas críticas quase um ano atrás: 25 de julho de 2010. Não sei quais são os verdadeiros objetivos recentes de Gleiser em se voltar publicamente contra Dawkins, o apóstolo do ateísmo pós-moderno, e outros cientistas ateus, na postura que ele concorda com Robinson de ser essencialmente fundamentalista ‒ “cientismo”, a ciência é o único modelo explicativo válido. Gleiser salientou a crítica de Robinson: “As certezas que, juntas, trivializam e menosprezam, precisam ser revisitadas”, escreveu.
Gleiser resumiu o argumento de Robinson: não há dúvida de que a ciência é uma belíssima construção intelectual, com inúmeros triunfos no decorrer dos últimos quatro séculos, mas sua visão de mundo é necessariamente incompleta. É aqui que Gleiser me surpreende indo contra a posição subjetiva dos atuais mandarins da Nomenklatura científica: reduzir todo o conhecimento aos métodos da ciência empobrece a humanidade, e necessitamos de diversidade cultural, e essa diversidade inclui, entre outras, a cultura das religiões.
Interessantes as perguntas que Gleiser faz: O que faz com que cientistas tenham tanta confiança no seu saber, se a prática da ciência apoia-se em incertezas e que uma teoria funciona apenas dentro de seus limites de validade? Essa confiança na incompletude e incerteza do conhecimento científico em detrimento dos demais conhecimentos que tentam explicar a realidade não é arrogância dos cientistas? Eu chamo esse comportamento de “síndrome luciferiana”. Quem lê entenda.
Muito mais interessantes são as respostas que Gleiser dá: as teorias científicas são testadas constantemente e seus limites são expostos, e que dos limites de uma teoria que surgem outras. Gleiser sabe: nem todas as teorias e hipóteses científicas são testadas constantemente, e mesmo que seus limites, e até a sua falência epistêmica no contexto de justificação teórica [Argh, isso é como cometer um assassinato!] sejam expostos, os que praticam ciência normal não abandonam essas teorias não corroboradas pelas evidências encontradas. Kuhn explica isso no seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas.
Concordo com Gleiser ‒ para que a ciência avance é necessário que ela falhe, mas é necessário expor onde a ciência vem falhando e tem falhado. Ele tentou isso timidamente, eu diria mais devido ao espaço reservado para seu artigo na FSP: as verdades de hoje não serão as mesmas de amanhã, e citou como exemplo disso a noção de que a Terra era o centro do cosmo, plenamente aceita até o século 17.
Ele, que defende tanto a Darwin, bem que poderia nos dizer onde que o homem que teve a maior ideia da humanidade errou ‒ a evolução através da seleção natural. Mas Gleiser não tem coragem para isso, e o Marcelo Leite, jornalista especial da FSP, não permitirá que se cometa tal pecado mortal nas páginas impolutas do jornal que apoiou a ditabranda. Pereça tal pensamento! Podemos criticar tudo, menos Darwin!
Todavia, mais uma vez eu tiro o chapéu para Gleiser ‒ dentro de sua validade, se as teorias científicas funcionam extremamente bem, nós podemos chamá-las de verdadeiras. E para meu espanto ‒ afirmar que a ciência detém a verdade é ir longe demais. É aqui que reside o que eu chamo de “síndrome luciferiana”: afirmar que a ciência é a única forma de conhecimento par excellence para descrever a totalidade da realidade.
Mas, se você estava pensando numa metanoia de Gleiser para uma visão de ciência diferente da visão materialista da ditadura da Nomeklatura científica, tire o cavalo da chuva. O artigo dele não é uma crítica à ciência, pois, segundo ele, seria contradizer sua obra. Todavia, ele diz, elegantemente, que é uma espécie de toque de despertar aos que pregam a ciência como dona da verdade, e que é necessário ter mais cuidado. Macacos me mordam! O que a Nomenklatura científica vai dizer desse discurso?
Em seguida, Gleiser destaca dois casos que Robinson examinou expondo os pontos fracos e os abusos da retórica científica [?]. Segundo Gleiser, ela mesma não é imune aos abusos de sua retórica, e citou a crítica feita à análise de Steven Pinker sobre o “Bom Selvagem”: “Será que é razoável argumentar contra o mito do Bom Selvagem baseando-se na cultura do século 20? O que nos parece primitivismo pode ser algo bem diferente. Não posso deixar que uma análise tão falha seja difundida.”
Outro exemplo de ponto fraco e abuso de retórica científica [não seria a subjetividade do cientista?]. Gleiser citou a resenha de Robinson sobre o livro de Dawkins, Deus, um Delírio, na qual criticou veementemente ao biólogo. Naquela resenha de 2006, Robinson acusou Dawkins de usar argumentos científicos onde não são pertinentes.
Robinsou criticou Dawkins pela sua critica à ideia de que Deus é o Criador do universo, e que a ideia não faz sentido, pois como o universo começou simples, Deus não poderia ser complexo para conseguir criá-lo. Não li a resenha de Robinson, mas eu queria saber como Dawkins tem essa informação privilegiada sobre Deus e o universo. Epifania? Dawkins entre os profetas, agora?
A conclusão de Dawkins é que Deus contradiz a teoria da evolução, pois já surge complexo. Robinson contra-atacou corretamente, e colocou Dawkins no seu devido lugar: aplicar teorias científicas a Deus não faz sentido. Gleiser, agnóstico [não seria ateu?], concorda com ela. Eu também. Em número e grau!
Discordo de Gleiser de que muito da ciência e da religião vem da necessidade que temos de encontrar sentido e significado em nossas vidas. Fui ateu, e nunca vi meu posicionamento ideológico anterior dando sentido e significado em minha vida como os neoateus pregam escancaradamente e apoiados pela grande mídia. Muito menos a ciência, fria e objetiva na sua descrição da realidade, tem esta função atribuída por Gleiser: a ciência não me faz encontrar o sentido, e muito menos o significado de minha vida. Aqui Gleiser escorrega a la Dawkins: é retórica vazia de sua subjetividade posando como se fosse uma afirmação científica.
Neste blog eu denuncio a falta e a necessidade de humildade e autocrítica nos cientistas defendidas por Robinson no seu livro e resenha.
Como Gleiser, eu também espero a mesma atitude de líderes religiosos e teólogos, mas diferente dele, espero uma atitude muito mais incisiva e corajosa na construção da realidade, especialmente no que diz respeito ao que os cientistas afirmam dizer saber sobre a origem e evolução do universo e da vida.
Para mim, as formas de dogmatismo são mais bem combatidas no contexto de justificação teórica. Inclusive para Darwin!
(Desafiando a Nomenklatura Científica)
Gleiser resumiu o argumento de Robinson: não há dúvida de que a ciência é uma belíssima construção intelectual, com inúmeros triunfos no decorrer dos últimos quatro séculos, mas sua visão de mundo é necessariamente incompleta. É aqui que Gleiser me surpreende indo contra a posição subjetiva dos atuais mandarins da Nomenklatura científica: reduzir todo o conhecimento aos métodos da ciência empobrece a humanidade, e necessitamos de diversidade cultural, e essa diversidade inclui, entre outras, a cultura das religiões.
Interessantes as perguntas que Gleiser faz: O que faz com que cientistas tenham tanta confiança no seu saber, se a prática da ciência apoia-se em incertezas e que uma teoria funciona apenas dentro de seus limites de validade? Essa confiança na incompletude e incerteza do conhecimento científico em detrimento dos demais conhecimentos que tentam explicar a realidade não é arrogância dos cientistas? Eu chamo esse comportamento de “síndrome luciferiana”. Quem lê entenda.
Muito mais interessantes são as respostas que Gleiser dá: as teorias científicas são testadas constantemente e seus limites são expostos, e que dos limites de uma teoria que surgem outras. Gleiser sabe: nem todas as teorias e hipóteses científicas são testadas constantemente, e mesmo que seus limites, e até a sua falência epistêmica no contexto de justificação teórica [Argh, isso é como cometer um assassinato!] sejam expostos, os que praticam ciência normal não abandonam essas teorias não corroboradas pelas evidências encontradas. Kuhn explica isso no seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas.
Concordo com Gleiser ‒ para que a ciência avance é necessário que ela falhe, mas é necessário expor onde a ciência vem falhando e tem falhado. Ele tentou isso timidamente, eu diria mais devido ao espaço reservado para seu artigo na FSP: as verdades de hoje não serão as mesmas de amanhã, e citou como exemplo disso a noção de que a Terra era o centro do cosmo, plenamente aceita até o século 17.
Ele, que defende tanto a Darwin, bem que poderia nos dizer onde que o homem que teve a maior ideia da humanidade errou ‒ a evolução através da seleção natural. Mas Gleiser não tem coragem para isso, e o Marcelo Leite, jornalista especial da FSP, não permitirá que se cometa tal pecado mortal nas páginas impolutas do jornal que apoiou a ditabranda. Pereça tal pensamento! Podemos criticar tudo, menos Darwin!
Todavia, mais uma vez eu tiro o chapéu para Gleiser ‒ dentro de sua validade, se as teorias científicas funcionam extremamente bem, nós podemos chamá-las de verdadeiras. E para meu espanto ‒ afirmar que a ciência detém a verdade é ir longe demais. É aqui que reside o que eu chamo de “síndrome luciferiana”: afirmar que a ciência é a única forma de conhecimento par excellence para descrever a totalidade da realidade.
Mas, se você estava pensando numa metanoia de Gleiser para uma visão de ciência diferente da visão materialista da ditadura da Nomeklatura científica, tire o cavalo da chuva. O artigo dele não é uma crítica à ciência, pois, segundo ele, seria contradizer sua obra. Todavia, ele diz, elegantemente, que é uma espécie de toque de despertar aos que pregam a ciência como dona da verdade, e que é necessário ter mais cuidado. Macacos me mordam! O que a Nomenklatura científica vai dizer desse discurso?
Em seguida, Gleiser destaca dois casos que Robinson examinou expondo os pontos fracos e os abusos da retórica científica [?]. Segundo Gleiser, ela mesma não é imune aos abusos de sua retórica, e citou a crítica feita à análise de Steven Pinker sobre o “Bom Selvagem”: “Será que é razoável argumentar contra o mito do Bom Selvagem baseando-se na cultura do século 20? O que nos parece primitivismo pode ser algo bem diferente. Não posso deixar que uma análise tão falha seja difundida.”
Outro exemplo de ponto fraco e abuso de retórica científica [não seria a subjetividade do cientista?]. Gleiser citou a resenha de Robinson sobre o livro de Dawkins, Deus, um Delírio, na qual criticou veementemente ao biólogo. Naquela resenha de 2006, Robinson acusou Dawkins de usar argumentos científicos onde não são pertinentes.
Robinsou criticou Dawkins pela sua critica à ideia de que Deus é o Criador do universo, e que a ideia não faz sentido, pois como o universo começou simples, Deus não poderia ser complexo para conseguir criá-lo. Não li a resenha de Robinson, mas eu queria saber como Dawkins tem essa informação privilegiada sobre Deus e o universo. Epifania? Dawkins entre os profetas, agora?
A conclusão de Dawkins é que Deus contradiz a teoria da evolução, pois já surge complexo. Robinson contra-atacou corretamente, e colocou Dawkins no seu devido lugar: aplicar teorias científicas a Deus não faz sentido. Gleiser, agnóstico [não seria ateu?], concorda com ela. Eu também. Em número e grau!
Discordo de Gleiser de que muito da ciência e da religião vem da necessidade que temos de encontrar sentido e significado em nossas vidas. Fui ateu, e nunca vi meu posicionamento ideológico anterior dando sentido e significado em minha vida como os neoateus pregam escancaradamente e apoiados pela grande mídia. Muito menos a ciência, fria e objetiva na sua descrição da realidade, tem esta função atribuída por Gleiser: a ciência não me faz encontrar o sentido, e muito menos o significado de minha vida. Aqui Gleiser escorrega a la Dawkins: é retórica vazia de sua subjetividade posando como se fosse uma afirmação científica.
Neste blog eu denuncio a falta e a necessidade de humildade e autocrítica nos cientistas defendidas por Robinson no seu livro e resenha.
Como Gleiser, eu também espero a mesma atitude de líderes religiosos e teólogos, mas diferente dele, espero uma atitude muito mais incisiva e corajosa na construção da realidade, especialmente no que diz respeito ao que os cientistas afirmam dizer saber sobre a origem e evolução do universo e da vida.
Para mim, as formas de dogmatismo são mais bem combatidas no contexto de justificação teórica. Inclusive para Darwin!
(Desafiando a Nomenklatura Científica)
Cruz sobre painel de carro pode custar emprego a inglês
quinta-feira, abril 21, 2011
religião
Um eletricista pode ser demitido em Wakefield (Inglaterra) por usar uma cruz sobre o painel do carro do trabalho. Colin Atkinson, de 64 anos, foi chamado para uma audiência na Wakefield and District Housing (WDH), que é mantida com verba pública, quando terá que se explicar. A organização diz que a cruz pode causar ofensa, mas regularmente promove a política da diversidade, chegando a permitir que funcionários exibam símbolos religiosos no trabalho. Para a gerente de igualdade e diversidade do WDH, Jayne O’Connell, usar burca pode ser até discreto. A WDH monta estandes em eventos gays e, politicamente, prega a liberdade, deixando que funcionários portem fotografias de Che Guevara no escritório.
“Trabalhei em minas de carvão e servi o Exército na Irlanda do Norte e nunca sofri um estresse como esse. O tratamento a cristão neste país está se tornando diabólico. É o politicamente correto chegando ao extremo”, reclamou Colin ao Daily Mail.
(Page Not Found)
Nota: Na Inglaterra, o Cristianismo está sendo empurrado aos poucos para a clandestinidade. Detalhe: Che Guevara, cuja foto é permitida pela WDH, foi um psicopata que, segundo Régis Debray, exaltava o “ódio eficaz, que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria máquina de matar”. Nuvens carregadas pairam sobre o horizonte...[MB]
“Trabalhei em minas de carvão e servi o Exército na Irlanda do Norte e nunca sofri um estresse como esse. O tratamento a cristão neste país está se tornando diabólico. É o politicamente correto chegando ao extremo”, reclamou Colin ao Daily Mail.
(Page Not Found)
Nota: Na Inglaterra, o Cristianismo está sendo empurrado aos poucos para a clandestinidade. Detalhe: Che Guevara, cuja foto é permitida pela WDH, foi um psicopata que, segundo Régis Debray, exaltava o “ódio eficaz, que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria máquina de matar”. Nuvens carregadas pairam sobre o horizonte...[MB]
quarta-feira, abril 20, 2011
Zimbábue: abstinência, fidelidade, queda nas taxas de HIV
quarta-feira, abril 20, 2011
comportamento, saúde, sexualidade
Apesar da proliferação de maciças campanhas em favor do preservativo na luta contra o HIV/aids, mais um estudo mostra que a estratégia mais eficiente é promover a fidelidade matrimonial e a responsabilidade sexual. O novo estudo proveniente do Zimbábue, onde a prevalência caiu 50% desde que atingiu seu máximo no fim dos anos 90, verificou que o sucesso foi motivado primariamente pela modificação dos comportamentos sexuais, particularmente uma queda no sexo casual, comercial ou extramarital. O Dr. Daniel Halperin, da Harvard School of Public Health, e seus colegas reportam: “No Zimbábue, tal como em todos os outros lugares, a redução dos parceiros parece ter desempenhado papel crucial na reversão da epidemia do HIV.” O estudo, publicado este mês na PLoSMedicine.org, foi comissionado pela UNFPA e a UNAIDS.
Os pesquisadores verificaram que a mudança de comportamento foi motivada pelo medo da infecção, medo esse exacerbado pela elevada mortandade causada pela aids. Eles afirmam também que o declínio econômico amplificou a queda nas taxas de HIV uma vez que os homens têm agora menos dinheiro para pagar para ter sexo ou manter múltiplos relacionamentos.
Embora contrair uma DST no Zimbábue tenha sido imagem de marca num passado recente, segundo os pesquisadores, esse dado tem-se tornado embaraçoso e humilhante.
Foi sugerido pela equipe investigadora que o Zimbábue foi mais bem-sucedido no combate à aids que outros países africanos porque tem elevadas taxas de casamento e escolaridade secundária em maior número. Devido a isso, a população estava melhor colocada para agir em conformidade com a educação em torno da aids e aceitar melhor os métodos de prevenção com a mensagem “Seja fiel”.
Embora colocando ênfase na importância da fidelidade e da responsabilidade sexual, o artigo da equipe suporta o uso de preservativos durante o sexo casual.
O Dr. Edward C. Green, presidente do New Paradigm Fund e antigo diretor do AIDS Prevention Research Project (Harvard), declarou à LifeSiteNews que essa pesquisa é “mais uma evidência” em favor sua posição de longa data de que “a fidelidade (às vezes chamada de redução de parceiros) e, com menor ênfase, a abstinência, são as medidas mais eficientes no combate à aids especialmente na África”.
Ele concorda também com a verificação do artigo de que “quando as pessoas estão com medo de contrair a aids, elas tendem a usar o senso comum e evitar comportamentos promíscuos”.
O Dr. Green tem sido um dos maiores críticos da promoção dos preservativos por parte das grandes agências do combate à aids. Ele foi notícia em 2009 ao confirmar o que Bento XVI disse quando este declarou que os preservativos apenas “aumentam o problema” do HIV e da aids.
“Há uma consistente associação mostrada pelos nossos melhores estudos entre maior disponibilidade de preservativos e uma maior (e não menor) taxa de infecção do HIV […]. Isso pode ocorrer em parte devido ao fenômeno conhecido como ‘compensação de risco’. Quando alguém usa uma tecnologia que ‘reduz o risco’, muitas vezes essa pessoa perde o benefício (redução do riso) ao ‘compensar’ ou correndo riscos maiores que correria se não usasse a tecnologia redutora dos riscos.”
Isso demonstra mais uma vez a sabedoria de Deus ao ordenar aos seres humanos que se mantenham em abstinência enquanto solteiros e sejam fiéis depois de casados.
Como acontece sempre, os comportamentos que a ciência mostra serem os mais saudáveis já estavam [descritos] na Bíblia há séculos. Parece que os “ignorantes pastores do deserto” tinham acesso a uma Fonte de informação com profundo conhecimento da natureza humana.
(Darwinismo)
Nota: Eu gostaria de ver o Ministério da Saúde brasileiro promovendo, durante o carnaval, uma campanha com o slogan “Seja fiel”, em lugar de vídeos que mostram adolescentes falando que fizeram muito sexo, mas com camisinha (como se fosse apenas físico o problema do sexo irresponsável fora do contexto matrimonial). Mas acho que estou sendo utópico demais.[MB]
Os pesquisadores verificaram que a mudança de comportamento foi motivada pelo medo da infecção, medo esse exacerbado pela elevada mortandade causada pela aids. Eles afirmam também que o declínio econômico amplificou a queda nas taxas de HIV uma vez que os homens têm agora menos dinheiro para pagar para ter sexo ou manter múltiplos relacionamentos.
Embora contrair uma DST no Zimbábue tenha sido imagem de marca num passado recente, segundo os pesquisadores, esse dado tem-se tornado embaraçoso e humilhante.
Foi sugerido pela equipe investigadora que o Zimbábue foi mais bem-sucedido no combate à aids que outros países africanos porque tem elevadas taxas de casamento e escolaridade secundária em maior número. Devido a isso, a população estava melhor colocada para agir em conformidade com a educação em torno da aids e aceitar melhor os métodos de prevenção com a mensagem “Seja fiel”.
Embora colocando ênfase na importância da fidelidade e da responsabilidade sexual, o artigo da equipe suporta o uso de preservativos durante o sexo casual.
O Dr. Edward C. Green, presidente do New Paradigm Fund e antigo diretor do AIDS Prevention Research Project (Harvard), declarou à LifeSiteNews que essa pesquisa é “mais uma evidência” em favor sua posição de longa data de que “a fidelidade (às vezes chamada de redução de parceiros) e, com menor ênfase, a abstinência, são as medidas mais eficientes no combate à aids especialmente na África”.
Ele concorda também com a verificação do artigo de que “quando as pessoas estão com medo de contrair a aids, elas tendem a usar o senso comum e evitar comportamentos promíscuos”.
O Dr. Green tem sido um dos maiores críticos da promoção dos preservativos por parte das grandes agências do combate à aids. Ele foi notícia em 2009 ao confirmar o que Bento XVI disse quando este declarou que os preservativos apenas “aumentam o problema” do HIV e da aids.
“Há uma consistente associação mostrada pelos nossos melhores estudos entre maior disponibilidade de preservativos e uma maior (e não menor) taxa de infecção do HIV […]. Isso pode ocorrer em parte devido ao fenômeno conhecido como ‘compensação de risco’. Quando alguém usa uma tecnologia que ‘reduz o risco’, muitas vezes essa pessoa perde o benefício (redução do riso) ao ‘compensar’ ou correndo riscos maiores que correria se não usasse a tecnologia redutora dos riscos.”
Isso demonstra mais uma vez a sabedoria de Deus ao ordenar aos seres humanos que se mantenham em abstinência enquanto solteiros e sejam fiéis depois de casados.
Como acontece sempre, os comportamentos que a ciência mostra serem os mais saudáveis já estavam [descritos] na Bíblia há séculos. Parece que os “ignorantes pastores do deserto” tinham acesso a uma Fonte de informação com profundo conhecimento da natureza humana.
(Darwinismo)
Nota: Eu gostaria de ver o Ministério da Saúde brasileiro promovendo, durante o carnaval, uma campanha com o slogan “Seja fiel”, em lugar de vídeos que mostram adolescentes falando que fizeram muito sexo, mas com camisinha (como se fosse apenas físico o problema do sexo irresponsável fora do contexto matrimonial). Mas acho que estou sendo utópico demais.[MB]
Direito de adventista será analisado em repercussão geral
quarta-feira, abril 20, 2011
adventismo, sábado
Assunto tratado no Recurso Extraordinário (RE) 611874 interposto pela União teve manifestação favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à repercussão geral. O Plenário Virtual da Corte, por votação unânime, considerou que o caso extrapola os interesses subjetivos das partes, uma vez que trata da possibilidade de alteração de data e horário em concurso público para candidato adventista. O caso diz respeito à análise de um mandado de segurança, pela Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que entendeu que candidato adventista pode alterar data ou horário de prova estabelecidos no calendário de concurso público, contanto que não haja mudança no cronograma do certame, nem prejuízo de espécie alguma à atividade administrativa. O TRF1 concedeu a ordem por entender que o deferimento do pedido atendia à finalidade pública de recrutar os candidatos mais bem preparados para o cargo. Essa é a decisão questionada pela União perante o Supremo.
Natural de Macapá (AP), o candidato se inscreveu em concurso público para provimento de vaga no TRF-1. Ele foi aprovado em primeiro lugar na prova objetiva para o cargo de técnico judiciário, especialidade segurança e transporte, classificado para Rio Branco, no Estado do Acre.
Ao obter aprovação na prova objetiva, o impetrante se habilitou para a realização da prova prática de capacidade física que, conforme edital de convocação, deveria ser realizada nos dias: 22 de setembro de 2007 (sábado) nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA), Goiânia (GO), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG) e Teresina (PI); 29 de setembro de 2007 (sábado) nas cidades de Rio Branco (AC), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Belém (PA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Palmas (TO); e 30 de setembro de 2007 (domingo) para as provas em Manaus (AM).
Desde a divulgação do Edital de Convocação para as provas práticas, o candidato tenta junto à organizadora do concurso - Fundação Carlos Chagas - obter autorização para realizar a prova prática no domingo (30/09/2007), mas não teve sucesso. Através de email, a Fundação afirmou que não há aplicação fora do dia e local determinados em edital.
Com base nesta resposta, o candidato impetrou mandado de segurança e entendeu que seu direito de liberdade de consciência e crença religiosa, assegurados pela Constituição Federal (artigo 5°, incisos VI e VIII) “foram sumariamente desconsiderados e, consequentemente, sua participação no exame de capacidade física do concurso está ameaçada, fato que culminará com a exclusão do Impetrante do certame e o prejudicará imensamente, pois ostenta ala. colocação para a cidade de classificação que escolheu (Rio Branco/AC)”.
Segundo ele, o caso tem causado um grande transtorno, uma vez que professa o Cristianismo sendo membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, instituição religiosa que determina [sic] guardar o sábado para atividades ligadas à Bíblia.
Por meio do recurso extraordinário, a União sustenta que há repercussão geral da matéria por esta se tratar de interpretação do princípio da igualdade (artigo 5º, caput, da Constituição Federal) em comparação com a norma do mesmo artigo (inciso VIII) que proíbe a privação de direitos por motivo de crença religiosa. Para a autora, as atividades administrativas, desenvolvidas com o objetivo de prover os cargos públicos, não podem estar condicionadas às crenças dos interessados.
De acordo com o ministro Dias Toffoli, relator do RE, a questão apresenta densidade constitucional e extrapola os interesses subjetivos das partes, sendo relevante para todas as esferas da Administração Pública, que estão sujeitas a lidar com situações semelhantes ou idênticas.
“Cuida-se, assim, de discussão que tem o potencial de repetir-se em inúmeros processos, visto ser provável que sejam realizadas etapas de concursos públicos em dias considerados sagrados para determinados credos religiosos, o que impediria, em tese, os seus seguidores a efetuar a prova na data estipulada”, afirma Toffoli.
(Supremo Tribunal Federal)
Nota: Se você simpatiza com a causa da liberdade religiosa, está aí um bom motivo para orar.[MB]
Natural de Macapá (AP), o candidato se inscreveu em concurso público para provimento de vaga no TRF-1. Ele foi aprovado em primeiro lugar na prova objetiva para o cargo de técnico judiciário, especialidade segurança e transporte, classificado para Rio Branco, no Estado do Acre.
Ao obter aprovação na prova objetiva, o impetrante se habilitou para a realização da prova prática de capacidade física que, conforme edital de convocação, deveria ser realizada nos dias: 22 de setembro de 2007 (sábado) nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA), Goiânia (GO), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG) e Teresina (PI); 29 de setembro de 2007 (sábado) nas cidades de Rio Branco (AC), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Belém (PA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Palmas (TO); e 30 de setembro de 2007 (domingo) para as provas em Manaus (AM).
Desde a divulgação do Edital de Convocação para as provas práticas, o candidato tenta junto à organizadora do concurso - Fundação Carlos Chagas - obter autorização para realizar a prova prática no domingo (30/09/2007), mas não teve sucesso. Através de email, a Fundação afirmou que não há aplicação fora do dia e local determinados em edital.
Com base nesta resposta, o candidato impetrou mandado de segurança e entendeu que seu direito de liberdade de consciência e crença religiosa, assegurados pela Constituição Federal (artigo 5°, incisos VI e VIII) “foram sumariamente desconsiderados e, consequentemente, sua participação no exame de capacidade física do concurso está ameaçada, fato que culminará com a exclusão do Impetrante do certame e o prejudicará imensamente, pois ostenta ala. colocação para a cidade de classificação que escolheu (Rio Branco/AC)”.
Segundo ele, o caso tem causado um grande transtorno, uma vez que professa o Cristianismo sendo membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, instituição religiosa que determina [sic] guardar o sábado para atividades ligadas à Bíblia.
Por meio do recurso extraordinário, a União sustenta que há repercussão geral da matéria por esta se tratar de interpretação do princípio da igualdade (artigo 5º, caput, da Constituição Federal) em comparação com a norma do mesmo artigo (inciso VIII) que proíbe a privação de direitos por motivo de crença religiosa. Para a autora, as atividades administrativas, desenvolvidas com o objetivo de prover os cargos públicos, não podem estar condicionadas às crenças dos interessados.
De acordo com o ministro Dias Toffoli, relator do RE, a questão apresenta densidade constitucional e extrapola os interesses subjetivos das partes, sendo relevante para todas as esferas da Administração Pública, que estão sujeitas a lidar com situações semelhantes ou idênticas.
“Cuida-se, assim, de discussão que tem o potencial de repetir-se em inúmeros processos, visto ser provável que sejam realizadas etapas de concursos públicos em dias considerados sagrados para determinados credos religiosos, o que impediria, em tese, os seus seguidores a efetuar a prova na data estipulada”, afirma Toffoli.
(Supremo Tribunal Federal)
Nota: Se você simpatiza com a causa da liberdade religiosa, está aí um bom motivo para orar.[MB]
terça-feira, abril 19, 2011
Lynn Margulis: seleção natural não explica a evolução
terça-feira, abril 19, 2011
darwinismo
Lynn Margulis, bióloga evolucionista, mas não darwinista, concedeu recentemente entrevista para a revista Discover. Entre muitas coisas, Margulis foi academicamente honesta ao responder sobre o status epistêmico da atual teoria da evolução, a Síntese Evolutiva Moderna, que ela nomeou como neodarwinismo: “Todos os cientistas concordam que a evolução ocorreu […] A questão é: A seleção natural é suficiente bastante para explicar a evolução? […] Este é o problema que eu tenho com os neodarwinistas: eles ensinam que a geração de novidade é o acúmulo de mutações aleatórias no DNA, numa direção estabelecida pela seleção natural […] A seleção natural elimina, e talvez mantenha, mas ela não cria. […] Eu fui ensinada muitas vezes que o acúmulo de mutações aleatórias resultava em mudança evolucionária – resultava em novas espécies. Eu acreditei nisso, até que procurei pela evidência. […] Não existe gradualismo no registro fóssil […] O ‘equilíbrio pontuado’ foi inventado para descrever a descontinuidade [...] Os críticos, inclusive os críticos criacionistas, estão certos em seu criticismo. Apenas que eles nada têm a oferecer a não ser o design inteligente ou ‘Deus fez’. Eles não têm alternativas que sejam científicas. […] Os biólogos evolucionistas acreditam que o padrão evolucionário é uma árvore. Não é. O padrão evolucionário é uma teia […].”
Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “A Nomenklatura científica como sói sempre, ficará muda como mármore de Carrara. A galera dos meninos e meninas de Darwin não poderá usar da retórica vazia e surrada de que os críticos do fato, Fato, FATO da evolução não entendem o que é ciência e nem como fazer ciência. No primeiro caso, o silêncio da Nomenklatura científica é compreensível porque é melhor ficar calado mesmo, pois Margulis é uma cientista de peso. Para que replicar e dar destaque às suas críticas? No segundo caso, a galera dos meninos e meninas de Darwin vai ter que enfiar a viola no saco, porque essa crítica é uma cientista evolucionista, não mais darwinista, mas é uma evolucionista honesta! [...] O fato, Fato, FATO da evolução é um fato, Fato, FATO, mas os cientistas não sabem, nota bene, NÃO SABEM como se deu o fato, Fato, FATO da evolução. Ué, mas nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução, não é? Mas que luz epistêmica é essa que ninguém sabe COMO se deu?
“E ainda tem autores de livros-texto de Biologia do ensino médio que abordam o fato, Fato, FATO da evolução como sendo um fato estabelecido cientificamente. Nada mais falso! Pior de tudo, o 171 epistêmico desses autores é aprovado pelo MEC/SEMTEC/PNLEM. O nome disso é desonestidade acadêmica!
“Srs. autores de livros didáticos, estou desde 1998 esperando ser processado por danos morais e calúnia. Nenhum de vocês me processa, e eu explico a razão: eu vou para o banco dos réus, mas Darwin vai junto comigo.
“QED: a maior ideia que toda a humanidade já teve – a seleção natural através de mutações aleatórias – não explica o fato, Fato, FATO da evolução! Traduzindo em miúdos: a teoria geral da evolução de Darwin não é assim uma Brastemp no contexto de justificação teórica, e demanda sua revisão ou simples descarte. Eu proponho seu simples descarte. Todavia, na Nomenklatura científica, quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice?
“E a nova teoria geral da evolução - a Síntese Evolutiva Ampliada – só vai sair em 2020. Por quê? Não temos cientistas capazes de elaborar uma teoria da evolução para o século 21? Que vergonha...”
Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “A Nomenklatura científica como sói sempre, ficará muda como mármore de Carrara. A galera dos meninos e meninas de Darwin não poderá usar da retórica vazia e surrada de que os críticos do fato, Fato, FATO da evolução não entendem o que é ciência e nem como fazer ciência. No primeiro caso, o silêncio da Nomenklatura científica é compreensível porque é melhor ficar calado mesmo, pois Margulis é uma cientista de peso. Para que replicar e dar destaque às suas críticas? No segundo caso, a galera dos meninos e meninas de Darwin vai ter que enfiar a viola no saco, porque essa crítica é uma cientista evolucionista, não mais darwinista, mas é uma evolucionista honesta! [...] O fato, Fato, FATO da evolução é um fato, Fato, FATO, mas os cientistas não sabem, nota bene, NÃO SABEM como se deu o fato, Fato, FATO da evolução. Ué, mas nada em biologia faz sentido a não ser à luz da evolução, não é? Mas que luz epistêmica é essa que ninguém sabe COMO se deu?
“E ainda tem autores de livros-texto de Biologia do ensino médio que abordam o fato, Fato, FATO da evolução como sendo um fato estabelecido cientificamente. Nada mais falso! Pior de tudo, o 171 epistêmico desses autores é aprovado pelo MEC/SEMTEC/PNLEM. O nome disso é desonestidade acadêmica!
“Srs. autores de livros didáticos, estou desde 1998 esperando ser processado por danos morais e calúnia. Nenhum de vocês me processa, e eu explico a razão: eu vou para o banco dos réus, mas Darwin vai junto comigo.
“QED: a maior ideia que toda a humanidade já teve – a seleção natural através de mutações aleatórias – não explica o fato, Fato, FATO da evolução! Traduzindo em miúdos: a teoria geral da evolução de Darwin não é assim uma Brastemp no contexto de justificação teórica, e demanda sua revisão ou simples descarte. Eu proponho seu simples descarte. Todavia, na Nomenklatura científica, quando a questão é Darwin, é tutti cosa nostra, capice?
“E a nova teoria geral da evolução - a Síntese Evolutiva Ampliada – só vai sair em 2020. Por quê? Não temos cientistas capazes de elaborar uma teoria da evolução para o século 21? Que vergonha...”
Inseto já era inseto há “315 milhões de anos”
terça-feira, abril 19, 2011
dilúvio, paleontologia
Cerca de 315 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista], um inseto pousou em um lugar enlameado, ficou ali por um tempo e saiu voando. Espantosamente, a impressão daquele inseto na lama, com aproximadamente 3,8 centímetros de comprimento, se solidificou e sobreviveu até hoje. “Ele deixou uma cópia perfeita de seu corpo”, diz o curador-assistente do Museu de Zoologia Comparativa de Harvard, Richard J. Knecht, que descobriu o fóssil em rochas de arenito no sudeste de Massachusetts (EUA). “Praticamente tudo está ali, exceto pelas asas.” Já foram encontrados fragmentos de insetos voadores - no geral, apenas as asas - com data de até 325 milhões de anos atrás [idem]. O fóssil de Massachusetts, porém, oferece a visão mais antiga, e talvez de melhor qualidade, de um inseto voador da antiguidade. Knecht procurava por fósseis perto de um pântano e encontrou um afloramento de rocha promissor.
“O primeiro pedaço que peguei estava naturalmente fendido”, conta. “Eu o abri como um livro, e ali estava o fóssil, as duas metades, como num molde.” Knecht explicou que, há 315 milhões de anos, o lugar era próximo à lateral de uma montanha acentuada, onde sedimentos se acumulavam rapidamente. Logo depois de o inseto voar dali, a marca foi enterrada e preservada. Pelo formato do inseto, Michael S. Engel, entomologista da Universidade do Kansas, o identificou como da classe Ephemeroptera, um dos primeiros grupos de insetos voadores. “Ele seria bastante similar aos insetos de hoje”, afirmou Knecht.
Knecht, Engel e Jacob S. Benner, paleontólogo da Universidade Tufts, descreveram a impressão do fóssil num artigo publicado em The Proceedings of the National Academy of Sciences.
(Folha.com)
Nota: Há supostos 315 milhões de anos o inseto “pré-histórico” era “bastante similar” aos de hoje. Na verdade, todos os seres vivos, de alto a baixo da coluna geológica, eram, em linhas gerais, “bastante similares” aos de hoje: todos possuíam incontáveis células no corpo; todos continham quantidade impressionante de informação complexa e específica no DNA; todos eram dotados de inúmeros sistemas de complexidade irredutível... resumindo: todos revelam design inteligente. Curiosa é a explicação para a fossilização de vestígios tão frágeis: o lugar era próximo à lateral de uma montanha acentuada, onde sedimentos se acumulavam rapidamente. Os cientistas sabem que, para uma marca como essa do inseto de Massachusetts ficar preservada, a lama com a impressão tem que ser rapidamente coberta por mais lama/sedimentos, a fim de que a erosão não faça desaparecer as marcas. Esse tipo de fóssil e outros tantos são encontrados em todo o mundo, sugerindo o cenário de uma inundação global, capaz de mover imensa quantidade de sedimentos.[MB]
“O primeiro pedaço que peguei estava naturalmente fendido”, conta. “Eu o abri como um livro, e ali estava o fóssil, as duas metades, como num molde.” Knecht explicou que, há 315 milhões de anos, o lugar era próximo à lateral de uma montanha acentuada, onde sedimentos se acumulavam rapidamente. Logo depois de o inseto voar dali, a marca foi enterrada e preservada. Pelo formato do inseto, Michael S. Engel, entomologista da Universidade do Kansas, o identificou como da classe Ephemeroptera, um dos primeiros grupos de insetos voadores. “Ele seria bastante similar aos insetos de hoje”, afirmou Knecht.
Knecht, Engel e Jacob S. Benner, paleontólogo da Universidade Tufts, descreveram a impressão do fóssil num artigo publicado em The Proceedings of the National Academy of Sciences.
(Folha.com)
Nota: Há supostos 315 milhões de anos o inseto “pré-histórico” era “bastante similar” aos de hoje. Na verdade, todos os seres vivos, de alto a baixo da coluna geológica, eram, em linhas gerais, “bastante similares” aos de hoje: todos possuíam incontáveis células no corpo; todos continham quantidade impressionante de informação complexa e específica no DNA; todos eram dotados de inúmeros sistemas de complexidade irredutível... resumindo: todos revelam design inteligente. Curiosa é a explicação para a fossilização de vestígios tão frágeis: o lugar era próximo à lateral de uma montanha acentuada, onde sedimentos se acumulavam rapidamente. Os cientistas sabem que, para uma marca como essa do inseto de Massachusetts ficar preservada, a lama com a impressão tem que ser rapidamente coberta por mais lama/sedimentos, a fim de que a erosão não faça desaparecer as marcas. Esse tipo de fóssil e outros tantos são encontrados em todo o mundo, sugerindo o cenário de uma inundação global, capaz de mover imensa quantidade de sedimentos.[MB]
Programados para a monogamia
terça-feira, abril 19, 2011
comportamento, dica de leitura, sexualidade
Embora inúmeros filmes e programas de televisão mostrem o ato sexual casual como “nada demais” ou mesmo “normal”, de acordo com dados científicos, essa crença está errada. Aparentemente, a química cerebral associada ao ato sexual é exclusivamente condutiva para o casamento. Os doutores Joe McIlhaney e Freda McKissic Bush disponibilizaram suas conclusões ao alcance do conhecimento médico atual (no que toca ao sexo casual) no seu livro Hooked: New Science on How Casual Sex Is Affecting Our Children. O aumento da dopamina (químico presente no cérebro que proporciona a sensação de satisfação) acompanha as experiências excitantes e satisfatórias, que por sua vez estimulam uma vontade de repetir a atividade que produz essa sensação. Contudo, os autores ressalvam que a dopamina é moralmente neutra, uma vez que a mesma sensação de satisfação associada à dopamina pode ser o resultado de atividades boas e saudáveis, ou de atividades más e prejudiciais.
De acordo com McIlhaney e Bush, quando a mulher é tocada de forma amorosa, o cérebro produz oxitocina, o que por sua vez ativa sentimentos de proximidade e confiança. O aleitamento tem o mesmo efeito: encoraja os laços entre a mãe e o seu bebê. O aumento do contato físico íntimo produz mais oxitocina o que conduz a um maior desejo por essa sensação de proximidade.
Tal como a dopamina, a produção de oxitocina não é controlada pela consciência, mas é, sim, um efeito fisiológico do contato. Quando isso é experimentado fora do vínculo do casamento, os autores notaram que as mulheres podem enganar a elas mesmas pensando que um mau relacionamento é bom devido aos efeitos da oxitocina que é produzida pelo contato físico. Quando esses relacionamentos terminam, a quebra do laço que os unia (e os sentimentos de traição que daí nascem) podem conduzi-las a traumas emocionais.
Nos homens, um dos efeitos da vasopressina (químico que inunda o cérebro masculino durante o ato sexual) é o de gerar uma sensação de união com a parceira. Pesquisas mostram que, se ele tem relações sexuais com múltiplas parceiras, a sensação de união é dissipada, e, consequentemente, sua habilidade de formar relacionamentos duradouros é posta em perigo.
A teoria da evolução está apenas “interessada” em que a humanidade tenha um mecanismo anatômico eficiente como forma de propagar os genes. O imperativo de acasalar e propagar os genes não haveria necessariamente de estar conectado a relações de duração longa. Pelo contrário, de acordo com a evolução, quanto mais parceiros um indivíduo tiver, mais oportunidades ele terá de ter uma descendência diversificada.
O cérebro humano, no entanto, aparenta ter sido especialmente arquitetado de modo a encorajar a monogamia, a confiança e casamentos baseados no compromisso – chegando ao ponto de o cérebro possuir um sistema coordenado de produção de químicos (conectados ao nosso sentido táctil) como forma de produzir sentimentos de intimidade.
Essa especificidade do cérebro humano está de acordo com o plano de Deus para o casamento. A existência desses sistemas fisiológicos que encorajam o relacionamento é precisamente o que seria de esperar de um Criador que planejou o casamento de modo que o homem e a mulher se tornassem numa carne (Gênesis 2:24).
Hooked e a Sagrada Escritura mostram que aqueles que seguem o plano monogâmico de Deus para a sexualidade (quer seja por intencionalmente seguirem as instruções da Bíblia ou não) possuem relacionamentos mais saudáveis e felizes com os respectivos cônjuges.
Mais uma vez se vê que quando a ciência é propriamente interpretada, ela está de pleno acordo com a Bíblia
(Darwinismo)
Nota: Acabei de receber meu exemplar de Hooked e parece realmente uma boa pesquisa. Na contracapa, os autores trazem as seguintes informações: (1) atividade sexual secreta substâncias químicas no cérebro, criando laços entre os parceiros; (2) a quebra desses laços pode causar depressão e tornar muito difícil estabelecer laços com outra pessoa; (3) substâncias químicas secretadas no cérebro durante o sexo podem se tornar aditivas (viciantes); (4) o cérebro humano não está plenamente desenvolvido até que a pessoa chegue à faixa dos 20 anos. Até lá, é mais difícil tomar sábias decisões em termos de relacionamentos. O assunto é sério e não resta dúvida de quem está por trás de tanta deturpação da sexualidade, levando-se em conta suas graves consequências e as bênçãos que adviriam do sexo abençoado e orientado por Deus.[MB]
De acordo com McIlhaney e Bush, quando a mulher é tocada de forma amorosa, o cérebro produz oxitocina, o que por sua vez ativa sentimentos de proximidade e confiança. O aleitamento tem o mesmo efeito: encoraja os laços entre a mãe e o seu bebê. O aumento do contato físico íntimo produz mais oxitocina o que conduz a um maior desejo por essa sensação de proximidade.
Tal como a dopamina, a produção de oxitocina não é controlada pela consciência, mas é, sim, um efeito fisiológico do contato. Quando isso é experimentado fora do vínculo do casamento, os autores notaram que as mulheres podem enganar a elas mesmas pensando que um mau relacionamento é bom devido aos efeitos da oxitocina que é produzida pelo contato físico. Quando esses relacionamentos terminam, a quebra do laço que os unia (e os sentimentos de traição que daí nascem) podem conduzi-las a traumas emocionais.
Nos homens, um dos efeitos da vasopressina (químico que inunda o cérebro masculino durante o ato sexual) é o de gerar uma sensação de união com a parceira. Pesquisas mostram que, se ele tem relações sexuais com múltiplas parceiras, a sensação de união é dissipada, e, consequentemente, sua habilidade de formar relacionamentos duradouros é posta em perigo.
A teoria da evolução está apenas “interessada” em que a humanidade tenha um mecanismo anatômico eficiente como forma de propagar os genes. O imperativo de acasalar e propagar os genes não haveria necessariamente de estar conectado a relações de duração longa. Pelo contrário, de acordo com a evolução, quanto mais parceiros um indivíduo tiver, mais oportunidades ele terá de ter uma descendência diversificada.
O cérebro humano, no entanto, aparenta ter sido especialmente arquitetado de modo a encorajar a monogamia, a confiança e casamentos baseados no compromisso – chegando ao ponto de o cérebro possuir um sistema coordenado de produção de químicos (conectados ao nosso sentido táctil) como forma de produzir sentimentos de intimidade.
Essa especificidade do cérebro humano está de acordo com o plano de Deus para o casamento. A existência desses sistemas fisiológicos que encorajam o relacionamento é precisamente o que seria de esperar de um Criador que planejou o casamento de modo que o homem e a mulher se tornassem numa carne (Gênesis 2:24).
Hooked e a Sagrada Escritura mostram que aqueles que seguem o plano monogâmico de Deus para a sexualidade (quer seja por intencionalmente seguirem as instruções da Bíblia ou não) possuem relacionamentos mais saudáveis e felizes com os respectivos cônjuges.
Mais uma vez se vê que quando a ciência é propriamente interpretada, ela está de pleno acordo com a Bíblia
(Darwinismo)
Nota: Acabei de receber meu exemplar de Hooked e parece realmente uma boa pesquisa. Na contracapa, os autores trazem as seguintes informações: (1) atividade sexual secreta substâncias químicas no cérebro, criando laços entre os parceiros; (2) a quebra desses laços pode causar depressão e tornar muito difícil estabelecer laços com outra pessoa; (3) substâncias químicas secretadas no cérebro durante o sexo podem se tornar aditivas (viciantes); (4) o cérebro humano não está plenamente desenvolvido até que a pessoa chegue à faixa dos 20 anos. Até lá, é mais difícil tomar sábias decisões em termos de relacionamentos. O assunto é sério e não resta dúvida de quem está por trás de tanta deturpação da sexualidade, levando-se em conta suas graves consequências e as bênçãos que adviriam do sexo abençoado e orientado por Deus.[MB]
Sinceramente errado
terça-feira, abril 19, 2011
dica de leitura, testemunho
Um dos textos – entre tantos – mais apreciados da escritora adventista Ellen White é este: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 56, 57).
O testemunho de Hilton Bastos é a exata expressão prática dessas palavras escritas há mais de um século. E nos alegra ver que ainda existem pessoas dessa têmpera neste mundo relativista e de moral corroída.
Hilton abriu mão de muita coisa ao tomar sua cruz e seguir o Mestre Jesus. Ele era um pastor de destaque na Igreja Universal do Reino de Deus. Respeitado pelos membros, tinha um futuro promissor na organização. Mas viu coisas que não o agradaram e no estudo da Bíblia teve a confirmação de que ali não era o lugar dele. Mas onde seria? Seu desejo sempre foi o de servir a Deus no caminho certo. Como encontrá-lo?
Neste livro, Hilton abre o coração e conta sua história. Ele mostra que, a despeito de haver pessoas sinceras em todas as denominações e fora delas, a sinceridade não torna o erro em verdade. Ao ler estas páginas, você conhecerá a mensagem que foi capaz de mudar completamente a vida do autor que sempre buscou, acima de tudo, a Justiça e a Verdade. Mas que verdade é essa? “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).
Permita que este testemunho o incentive a buscar, você também, a verdade – custe o que custar.
Michelson Borges
Faça seu pedido aqui ou pelo e-mail restaumaesperanca@hotmail.com
O testemunho de Hilton Bastos é a exata expressão prática dessas palavras escritas há mais de um século. E nos alegra ver que ainda existem pessoas dessa têmpera neste mundo relativista e de moral corroída.
Hilton abriu mão de muita coisa ao tomar sua cruz e seguir o Mestre Jesus. Ele era um pastor de destaque na Igreja Universal do Reino de Deus. Respeitado pelos membros, tinha um futuro promissor na organização. Mas viu coisas que não o agradaram e no estudo da Bíblia teve a confirmação de que ali não era o lugar dele. Mas onde seria? Seu desejo sempre foi o de servir a Deus no caminho certo. Como encontrá-lo?
Neste livro, Hilton abre o coração e conta sua história. Ele mostra que, a despeito de haver pessoas sinceras em todas as denominações e fora delas, a sinceridade não torna o erro em verdade. Ao ler estas páginas, você conhecerá a mensagem que foi capaz de mudar completamente a vida do autor que sempre buscou, acima de tudo, a Justiça e a Verdade. Mas que verdade é essa? “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).
Permita que este testemunho o incentive a buscar, você também, a verdade – custe o que custar.
Michelson Borges
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segunda-feira, abril 18, 2011
Cientistas copiam RNA para “explicar” origem da vida
segunda-feira, abril 18, 2011
evolucionismo, genética
O começo da vida na Terra é um mistério que ainda não foi de todo solucionado [na verdade, não foi solucionado]. Como realmente surgiram os primeiros “blocos de construção de vida”, como os cientistas o chamam? Pesquisadores criaram moléculas sintéticas, cópias de material genético, em laboratório [note que se trata de uma cópia de algo já existente, e que mesmo para “simplesmente” copiar, é necessária muita inteligência e tecnologia]. A enzima criada, tC19Z, pode ser uma versão artificial de uma das primeiras enzimas que existiram em nosso planeta há três bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], e uma pista de como a própria vida começou [tudo que tem um começo tem uma causa, não é?]. O objetivo da pesquisa é criar moléculas totalmente autorreplicadas de RNA em laboratório. A teoria dominante de como a vida começou [!] envolve o surgimento [!] de um “autorreplicador”, uma molécula original de vida – um RNA – que pode fazer cópias de outros RNAs, incluindo ele mesmo. Conforme a evolução avançou, essa molécula autorreplicante deixou de existir, e a maioria dos organismos vivos da Terra passou a usar o DNA para armazenar suas informações genéticas (com outras enzimas copiando a si mesmas).
A teoria é chamada de “hipótese de mundo de RNA”, e sugere que a vida foi originalmente baseada não no DNA, mas em um produto químico relacionado chamado RNA, que pode transportar informação genética e se dobrar em três dimensões e formas, além de funcionar como uma enzima, o catalisador biológico que acelera determinadas reações químicas. [...]
Até agora, a única cópia conhecida de RNA era a molécula R18, que só podia copiar segmentos de RNA de até 14 “letras”, e só funcionava em certas sequências. Depois de selecionar todas as mutações benéficas que tinham se acumulado a partir dos experimentos, separar o que era útil e o que não era, e combinar tudo isso em uma única molécula, os pesquisadores criaram a enzima de RNA tC19Z, que funciona como uma autorreplicadora. [...]
A tC19Z pode copiar pedaços de RNA que são quase metade do seu tamanho (48%). Para copiar a si mesma, tem que ser capaz de copiar sequências de seu próprio tamanho; e ela já está se aproximando desse objetivo. A enzima também pode fazer cópias de outra enzima RNA, que funciona corretamente. Isso sugere que, uma vez que o primeiro RNA autorreplicante apareceu, ele foi capaz de “agregar equipamentos moleculares” [e de onde vieram esse equipamentos?], possibilitando a evolução de vidas mais complexas. [Releia o trecho grifado no parágrafo anterior e responda: Na natureza, no “caldo primordial”, ou seja lá onde se imagine, a seleção inteligente de mutações “benéficas”, a separação do que era inútil e a combinação numa única molécula poderiam ocorrer de maneira não inteligente, organizada, com uma finalidade esperada?]
(Hypescience)
Nota: Como ninguém consegue explicar o que surgiu primeiro: o DNA (que é formado por proteína) ou a proteína (que é produzida pelo DNA), a solução é propor um cenário que não existe hoje em dia e não se sabe se algum dia existiu: o tal “mundo de RNA”. O RNA autorreplicante surgiu, cumpriu seu papel na história da evolução e... desapareceu da “cena do crime”, deixando o DNA em seu lugar. Tudo esse malabarismo hipotético serve para se fugir da conclusão de que ambos, DNA e proteína, foram criados ao mesmo tempo. Mesmo que eu concordasse com a hipótese do mundo de RNA autorreplicante (o que não é o caso, pois não tenho tanta fé assim), permaneceria outro sério problema: o RNA transporta informação genética. Então, de onde teria “surgido” essa informação complexa necessária para a existência da vida? Que “mundo” é esse no qual a informação simplesmente “aparece”, pronta para ser replicada e multiplicada? Não dá para saber, pois o RNA autorreplicante abandonou a “cena do crime” e não deixou vestígios, a não ser na cabeça de alguns teóricos que hoje utilizam o design inteligente para tentar provar o acaso cego. Por isso o título desta postagem é um bom exemplo do argumento do tipo non sequitur.[MB]
A teoria é chamada de “hipótese de mundo de RNA”, e sugere que a vida foi originalmente baseada não no DNA, mas em um produto químico relacionado chamado RNA, que pode transportar informação genética e se dobrar em três dimensões e formas, além de funcionar como uma enzima, o catalisador biológico que acelera determinadas reações químicas. [...]
Até agora, a única cópia conhecida de RNA era a molécula R18, que só podia copiar segmentos de RNA de até 14 “letras”, e só funcionava em certas sequências. Depois de selecionar todas as mutações benéficas que tinham se acumulado a partir dos experimentos, separar o que era útil e o que não era, e combinar tudo isso em uma única molécula, os pesquisadores criaram a enzima de RNA tC19Z, que funciona como uma autorreplicadora. [...]
A tC19Z pode copiar pedaços de RNA que são quase metade do seu tamanho (48%). Para copiar a si mesma, tem que ser capaz de copiar sequências de seu próprio tamanho; e ela já está se aproximando desse objetivo. A enzima também pode fazer cópias de outra enzima RNA, que funciona corretamente. Isso sugere que, uma vez que o primeiro RNA autorreplicante apareceu, ele foi capaz de “agregar equipamentos moleculares” [e de onde vieram esse equipamentos?], possibilitando a evolução de vidas mais complexas. [Releia o trecho grifado no parágrafo anterior e responda: Na natureza, no “caldo primordial”, ou seja lá onde se imagine, a seleção inteligente de mutações “benéficas”, a separação do que era inútil e a combinação numa única molécula poderiam ocorrer de maneira não inteligente, organizada, com uma finalidade esperada?]
(Hypescience)
Nota: Como ninguém consegue explicar o que surgiu primeiro: o DNA (que é formado por proteína) ou a proteína (que é produzida pelo DNA), a solução é propor um cenário que não existe hoje em dia e não se sabe se algum dia existiu: o tal “mundo de RNA”. O RNA autorreplicante surgiu, cumpriu seu papel na história da evolução e... desapareceu da “cena do crime”, deixando o DNA em seu lugar. Tudo esse malabarismo hipotético serve para se fugir da conclusão de que ambos, DNA e proteína, foram criados ao mesmo tempo. Mesmo que eu concordasse com a hipótese do mundo de RNA autorreplicante (o que não é o caso, pois não tenho tanta fé assim), permaneceria outro sério problema: o RNA transporta informação genética. Então, de onde teria “surgido” essa informação complexa necessária para a existência da vida? Que “mundo” é esse no qual a informação simplesmente “aparece”, pronta para ser replicada e multiplicada? Não dá para saber, pois o RNA autorreplicante abandonou a “cena do crime” e não deixou vestígios, a não ser na cabeça de alguns teóricos que hoje utilizam o design inteligente para tentar provar o acaso cego. Por isso o título desta postagem é um bom exemplo do argumento do tipo non sequitur.[MB]
Encontrado animal marinho com olhos de cristal
segunda-feira, abril 18, 2011
animais, design inteligente, evolucionismo
Pesquisadores fizeram uma curiosa descoberta no mundo subaquático: um molusco que usa minúsculos olhos feitos de um cristal de carbonato de cálcio para detectar predadores. Os cientistas dizem que se trata do primeiro par de olhos rochosos encontrado no reino animal. As centenas de estruturas similares a olho sobre a superfície desse molusco, chamado de chiton, já haviam sido descobertas décadas atrás. Porém, até agora, não se sabia de que material elas eram feitas ou se os animais podiam efetivamente ver objetos ou apenas sentir a luminosidade. “Agora descobrimos que eles realmente conseguem ver objetos, embora provavelmente não muito bem”, afirma o pesquisador Daniel Speiser, que recentemente completou seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, Estados Unidos. Como comparação, o estudo descobriu que a visão humana é cerca de mil vezes mais nítida que a do chiton.
Chitons apareceram pela primeira vez na Terra há mais de 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Porém, de acordo com o registro de fósseis, o mais antigo chiton com os olhos surgiu apenas nos últimos 25 milhões de anos, tornando seus olhos um dos mais recentes a evoluir nos animais. “Os olhos provavelmente evoluíram de modo que os chitons pudessem ver e se defender dos predadores”, conta Speiser.
A fim de descobrir como os olhos de pedra funcionam na fuga contra predadores, Speiser e o biólogo Sönke Johnsen estudaram, em laboratório, chitons do oeste da Índia (Acanthopleura granulata), que medem cerca de 8 cm de comprimento. Como outros chitons, essas criaturas têm escudos achatados feitos de oito placas separadas por centenas de minúsculas lentes na superfície, cobrindo grupos de células sensíveis à luz. [...] As experiências também sugerem que os olhos tem capacidades semelhantes tanto na água quanto no ar, o que indica que os chitons são capazes de enxergar em cima e abaixo d’água.
(Hypescience)
Nota: Ao ler sobre o chiton, me lembrei dos trilobitas, que também tinham olhos de cristais de calcita. A diferença é que se supõe que os trilobitas viveram há bilhões de anos (não há milhões) e estão na base da coluna geológica, no período Cambriano. Os olhos deles, como os do chiton, são bem complexos e não há antecedentes evolutivos (elos perdidos) desses artrópodes no Pré-cambriano. Na ausência de melhores e convincentes explicações, apela-se para a “varinha de condão” (como fazem com o chiton): o olho “evoluiu” para que o animal pudesse se defender dos predadores. Ah, sim. Ok. Faço apenas uma pergunta, entre muitas que poderiam ser feitas: O que surgiu primeiro, as lentes de cristal ou as células sensíveis à luz? De que serviriam umas sem as outras? Leia o que Michael Behe escreve sobre a bioquímica da visão no livro A Caixa Preta de Darwin, para constatar que a o problema pode ser ainda maior para os darwinistas, quando se analisa a complexidade irredutível de processos como a visão.[MB]
Chitons apareceram pela primeira vez na Terra há mais de 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Porém, de acordo com o registro de fósseis, o mais antigo chiton com os olhos surgiu apenas nos últimos 25 milhões de anos, tornando seus olhos um dos mais recentes a evoluir nos animais. “Os olhos provavelmente evoluíram de modo que os chitons pudessem ver e se defender dos predadores”, conta Speiser.
A fim de descobrir como os olhos de pedra funcionam na fuga contra predadores, Speiser e o biólogo Sönke Johnsen estudaram, em laboratório, chitons do oeste da Índia (Acanthopleura granulata), que medem cerca de 8 cm de comprimento. Como outros chitons, essas criaturas têm escudos achatados feitos de oito placas separadas por centenas de minúsculas lentes na superfície, cobrindo grupos de células sensíveis à luz. [...] As experiências também sugerem que os olhos tem capacidades semelhantes tanto na água quanto no ar, o que indica que os chitons são capazes de enxergar em cima e abaixo d’água.
(Hypescience)
Nota: Ao ler sobre o chiton, me lembrei dos trilobitas, que também tinham olhos de cristais de calcita. A diferença é que se supõe que os trilobitas viveram há bilhões de anos (não há milhões) e estão na base da coluna geológica, no período Cambriano. Os olhos deles, como os do chiton, são bem complexos e não há antecedentes evolutivos (elos perdidos) desses artrópodes no Pré-cambriano. Na ausência de melhores e convincentes explicações, apela-se para a “varinha de condão” (como fazem com o chiton): o olho “evoluiu” para que o animal pudesse se defender dos predadores. Ah, sim. Ok. Faço apenas uma pergunta, entre muitas que poderiam ser feitas: O que surgiu primeiro, as lentes de cristal ou as células sensíveis à luz? De que serviriam umas sem as outras? Leia o que Michael Behe escreve sobre a bioquímica da visão no livro A Caixa Preta de Darwin, para constatar que a o problema pode ser ainda maior para os darwinistas, quando se analisa a complexidade irredutível de processos como a visão.[MB]
Obscuro apenas para o incrédulo
A tragédia de Realengo (uma catástrofe, se tivermos genuína empatia pelas vítimas e seus parentes) acionou novamente uma das leis de Mencken: para cada problema complexo haverá sempre alguma solução fácil – fácil, simples, plausível e errada. Refiro-me à questão do desarmamento, mas isso fica para outra ocasião. Trataremos por ora da identidade religiosa do autor do massacre. Uma mente insana como a do psicopata em tela possui lógica peculiar – imperscrutável a qualquer outra pessoa. Trechos da Bíblia Sagrada mais o fascínio pelo extremismo islâmico evidenciados pela investigação demonstraram confusão mental insolúvel, um verdadeiro nó górdio. Mesmo assim, isso serviu de gancho para que os oportunistas de sempre correlacionassem, ainda que obliquamente, loucura e religião – e por religião referiam-se, claro, ao Cristianismo. Um articulista, ao listar a pletora de razões possíveis para a demência do rapaz, não perdeu a viagem: “Tinha [o assassino] um lance esquisitíssimo com a religião (mesmo para os que consideram normal acreditar num Papai do Céu que dita livros obscuros dos quais espera que deduzamos o que Ele quer de nós).”
Nessa frase, chamaram-me a atenção três pontos: (1) Deus “dita” (sic); (2) “livros obscuros”; e (3) Deus espera que “deduzamos o que Ele quer de nós”.
O apóstolo Pedro rechaça a primeira e a terceira assertivas: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação [3]. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo [1]” (2 Pedro 1:19-21).
Quanto à acusação de os livros das Sagradas Escrituras serem “obscuros”, entre suas tantas profecias, cabe analisar uma das mais conhecidas, talvez a mais espetacular:
Em 1656, ocorreu um incidente curioso na Polônia. Eruditos católicos e judeus contenderam a respeito da profecia das 70 semanas descritas no capítulo 9 do livro de Daniel. Encurralados pela argumentação dos oponentes e antes que esses lhes sapecassem um “quod erat demonstrandum” (ou seja, “como queríamos demonstrar”), os judeus se retiraram da discussão e promulgaram um pesado anátema contra qualquer filho de Israel que procurasse averiguar a cronologia do período profético: “Que os ossos e a memória do que tentar aferir as 70 semanas apodreçam” (The Midnight Cry, 10 de agosto de 1843).*
Mas o que fez com que os mestres judeus e os rabis venham sendo, durante séculos, proibidos de ensinar e interpretar essa profecia? Vejamos seu contexto e correlações históricas:
Já vice-governador do rei medo Dário, filho de Assuero, o então octogenário Daniel jejuou e pranteou rogando a Deus que reconduzisse os judeus à Terra Santa, pois já se aproximava o fim dos 70 anos de exílio profetizado por Jeremias no século anterior. Daniel sabia muito bem que as promessas divinas são condicionais à contrapartida humana, e uma vez que seus conterrâneos negligenciavam suas responsabilidades quanto ao arrependimento e reforma de vida, o profeta se humilhou em intercessão por seu povo. Nisso, o anjo Gabriel o visitou e deu-lhe a seguinte profecia, que Daniel escreveu no capítulo 9 de seu livro:
“Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas semanas será cortado o Ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E Ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.”
Algumas considerações:
1) É ponto pacífico no meio teológico que um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34, Ezequiel 4:6 e Levítico 25:8).
2) É fato histórico muito bem documentado que a ordem para restaurar e edificar Jerusalém foi dada por Artaxerxes no outono do ano 457 a.C. (ver Esdras 7:13-26). Dos três decretos encontrados em Esdras, os três incluem a ordem para formar um governo com a construção do templo. Jerusalém passaria a ser, mais uma vez, o centro espiritual e governamental para os judeus.
Vamos aplicar essas informações ao texto da profecia:
a) “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo” – 70 semanas (ou “grupos de sete” – shebuah, no idioma hebraico) = 490 dias proféticos = 490 anos literais. Nesse período, Deus ainda consideraria a nação judaica como depositária exclusiva da revelação divina referente ao plano de salvação para toda a humanidade.
b) “desde a saída da ordem para restaurar Jerusalém” – 457 a.C. (expedição do decreto –ponto de partida da profecia).
c) “e para edificar Jerusalém... haverá sete semanas” – 7 semanas = 49 dias proféticos ou 49 anos literais, que, começando em 457 a.C., terminaram em 408 a.C., quando a cidade foi, de fato, reconstruída.
d) “e sessenta e duas semanas... até o ungido [Messias ou Cristo]” – A partir de 408 a.C., essas 62 semanas (ou 434 dias proféticos, isto é, 434 anos literais) terminaram no outono do ano 27 d.C. (lembrando que não existiu o ano 0), quando Jesus foi batizado no rio Jordão, ungido pelo Deus-Espírito Santo e aprovado por Deus-Pai, passando, assim, a ser, oficialmente, o Ungido, isto é, o Messias (Lucas 3:1 é extremamente detalhista para localizar esse evento no registro histórico: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene”).
e) “fará um pacto firme com muitos por uma semana” – Entre os outonos de 27 e 34 d.C., deu-se a última e dramática semana profética, decisiva para o povo judeu. Nesse período, a boa-nova foi intensamente pregada e “muitos” judeus aceitaram o “pacto firme”. Após o linchamento de Estevão pela seita dos fariseus, esgotou-se em definitivo o tempo estipulado por Deus para a nação judaica – atenção! não para o indivíduo judeu (ver cartas do fariseu Saulo, ou Paulo).
f) “na metade da semana fará cessar o sacrifício” – Três anos e meio após Seu batismo, isto é, na primavera do ano 31 d.C. (15 de Nisã – ver artigo “O dia da morte de Jesus”), teve lugar a crucifixão vicária do Messias em cumprimento do acordo – ou testamento – firmado ainda no Éden (ver Gênesis 3:15), confirmado com Abraão (ver Gênesis 22:15-18 e João 8:56) e reafirmado ao longo da Torah, dos Salmos e dos profetas. Esse momento marcou o fim da necessidade do sacrifício diário de animais como antítipo do sacrifício do próprio Deus-Filho – no exato momento da morte de Jesus o véu que separava no templo o Santo do Santíssimo foi rasgado de cima para baixo por mãos inumanas (ver Mateus 27:51).
g) “o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações” – Essa parte da profecia se cumpriu no ano 70 d.C., por intermédio do general Tito e suas tropas.
Como se pode apreender, nada há de “obscuro” nessa profecia. As demais profecias do livro de Daniel (capítulos 2, 7, 8, 9, 11 e 12) são extraordinariamente precisas quanto a datas e detalhadas quanto às personagens e eventos. Alexandre, Cassandro, Lisímaco, Seleuco, Ptolomeu, César, Otávio, Cleópatra, as tribos bárbaras, o papado, todos são facilmente identificáveis. O mais impressionante é a intertextualidade entre os livros de Daniel e Apocalipse: este expande e aprofunda aquele.
De toda essa história, resta trágico, por corriqueiro, o entenebrecimento das mentes pela incredulidade (e por incredulidade entenda-se recusa sistemática e incondicional ao argumento).
São tempos bicudos esses, sabemos – mas até isso já estava profetizado (ver Mateus 24 e 2 Pedro 3).
(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)
(*) Com relação a isso, o Pastor Jacques Doukhan, professor da Andrews University, no livro The Mystery of Israel and the Church, pagina 41, faz a seguinte observação: “Excursus: Uma maldição rabínica sobre Daniel. Nós precisamos retificar a concepção errada (e uma calúnia) sobre a tão falada maldição rabínica em relação ao estudo da profecia das 70 semanas. Alguns cristãos têm sugerido que rabinos proferiram uma maldição específica contra o judeu que ler o livro de Daniel, procurando, assim, desencorajá-lo a estudar suas profecias e prevenindo-o de concluir que Jesus é o Messias. De fato, a maldição simplesmente tenta prevenir os judeus contra especulações sobre o tempo do fim e da vinda do Messias, a fim de que não sejam desencorajados se o Messias não vier, e assim cair em descrédito. De modo a apreciar e entender a verdadeira intenção dessa maldição, o texto inteiro e exato da maldição segue então: ‘R. Sh’muel bar Nahmani disse em nome do R. Yohanan: ‘Possam os ossos daqueles que calculam o fim [messiânico] ser assoprados fora! Assim que o tempo [calculado por eles] chega e o Messias não vem, eles dizem: ‘Ele já não virá mais mesmo’. Portanto, esperem por ele, porque assim está dito, ainda que Ele demore, esperem por Ele (Hc 2:3).’ B. Sanhedrin 97b.”
Nessa frase, chamaram-me a atenção três pontos: (1) Deus “dita” (sic); (2) “livros obscuros”; e (3) Deus espera que “deduzamos o que Ele quer de nós”.
O apóstolo Pedro rechaça a primeira e a terceira assertivas: “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação [3]. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo [1]” (2 Pedro 1:19-21).
Quanto à acusação de os livros das Sagradas Escrituras serem “obscuros”, entre suas tantas profecias, cabe analisar uma das mais conhecidas, talvez a mais espetacular:
Em 1656, ocorreu um incidente curioso na Polônia. Eruditos católicos e judeus contenderam a respeito da profecia das 70 semanas descritas no capítulo 9 do livro de Daniel. Encurralados pela argumentação dos oponentes e antes que esses lhes sapecassem um “quod erat demonstrandum” (ou seja, “como queríamos demonstrar”), os judeus se retiraram da discussão e promulgaram um pesado anátema contra qualquer filho de Israel que procurasse averiguar a cronologia do período profético: “Que os ossos e a memória do que tentar aferir as 70 semanas apodreçam” (The Midnight Cry, 10 de agosto de 1843).*
Mas o que fez com que os mestres judeus e os rabis venham sendo, durante séculos, proibidos de ensinar e interpretar essa profecia? Vejamos seu contexto e correlações históricas:
Já vice-governador do rei medo Dário, filho de Assuero, o então octogenário Daniel jejuou e pranteou rogando a Deus que reconduzisse os judeus à Terra Santa, pois já se aproximava o fim dos 70 anos de exílio profetizado por Jeremias no século anterior. Daniel sabia muito bem que as promessas divinas são condicionais à contrapartida humana, e uma vez que seus conterrâneos negligenciavam suas responsabilidades quanto ao arrependimento e reforma de vida, o profeta se humilhou em intercessão por seu povo. Nisso, o anjo Gabriel o visitou e deu-lhe a seguinte profecia, que Daniel escreveu no capítulo 9 de seu livro:
“Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas semanas será cortado o Ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E Ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.”
Algumas considerações:
1) É ponto pacífico no meio teológico que um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34, Ezequiel 4:6 e Levítico 25:8).
2) É fato histórico muito bem documentado que a ordem para restaurar e edificar Jerusalém foi dada por Artaxerxes no outono do ano 457 a.C. (ver Esdras 7:13-26). Dos três decretos encontrados em Esdras, os três incluem a ordem para formar um governo com a construção do templo. Jerusalém passaria a ser, mais uma vez, o centro espiritual e governamental para os judeus.
Vamos aplicar essas informações ao texto da profecia:
a) “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo” – 70 semanas (ou “grupos de sete” – shebuah, no idioma hebraico) = 490 dias proféticos = 490 anos literais. Nesse período, Deus ainda consideraria a nação judaica como depositária exclusiva da revelação divina referente ao plano de salvação para toda a humanidade.
b) “desde a saída da ordem para restaurar Jerusalém” – 457 a.C. (expedição do decreto –ponto de partida da profecia).
c) “e para edificar Jerusalém... haverá sete semanas” – 7 semanas = 49 dias proféticos ou 49 anos literais, que, começando em 457 a.C., terminaram em 408 a.C., quando a cidade foi, de fato, reconstruída.
d) “e sessenta e duas semanas... até o ungido [Messias ou Cristo]” – A partir de 408 a.C., essas 62 semanas (ou 434 dias proféticos, isto é, 434 anos literais) terminaram no outono do ano 27 d.C. (lembrando que não existiu o ano 0), quando Jesus foi batizado no rio Jordão, ungido pelo Deus-Espírito Santo e aprovado por Deus-Pai, passando, assim, a ser, oficialmente, o Ungido, isto é, o Messias (Lucas 3:1 é extremamente detalhista para localizar esse evento no registro histórico: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene”).
e) “fará um pacto firme com muitos por uma semana” – Entre os outonos de 27 e 34 d.C., deu-se a última e dramática semana profética, decisiva para o povo judeu. Nesse período, a boa-nova foi intensamente pregada e “muitos” judeus aceitaram o “pacto firme”. Após o linchamento de Estevão pela seita dos fariseus, esgotou-se em definitivo o tempo estipulado por Deus para a nação judaica – atenção! não para o indivíduo judeu (ver cartas do fariseu Saulo, ou Paulo).
f) “na metade da semana fará cessar o sacrifício” – Três anos e meio após Seu batismo, isto é, na primavera do ano 31 d.C. (15 de Nisã – ver artigo “O dia da morte de Jesus”), teve lugar a crucifixão vicária do Messias em cumprimento do acordo – ou testamento – firmado ainda no Éden (ver Gênesis 3:15), confirmado com Abraão (ver Gênesis 22:15-18 e João 8:56) e reafirmado ao longo da Torah, dos Salmos e dos profetas. Esse momento marcou o fim da necessidade do sacrifício diário de animais como antítipo do sacrifício do próprio Deus-Filho – no exato momento da morte de Jesus o véu que separava no templo o Santo do Santíssimo foi rasgado de cima para baixo por mãos inumanas (ver Mateus 27:51).
g) “o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações” – Essa parte da profecia se cumpriu no ano 70 d.C., por intermédio do general Tito e suas tropas.
Como se pode apreender, nada há de “obscuro” nessa profecia. As demais profecias do livro de Daniel (capítulos 2, 7, 8, 9, 11 e 12) são extraordinariamente precisas quanto a datas e detalhadas quanto às personagens e eventos. Alexandre, Cassandro, Lisímaco, Seleuco, Ptolomeu, César, Otávio, Cleópatra, as tribos bárbaras, o papado, todos são facilmente identificáveis. O mais impressionante é a intertextualidade entre os livros de Daniel e Apocalipse: este expande e aprofunda aquele.
De toda essa história, resta trágico, por corriqueiro, o entenebrecimento das mentes pela incredulidade (e por incredulidade entenda-se recusa sistemática e incondicional ao argumento).
São tempos bicudos esses, sabemos – mas até isso já estava profetizado (ver Mateus 24 e 2 Pedro 3).
(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)
(*) Com relação a isso, o Pastor Jacques Doukhan, professor da Andrews University, no livro The Mystery of Israel and the Church, pagina 41, faz a seguinte observação: “Excursus: Uma maldição rabínica sobre Daniel. Nós precisamos retificar a concepção errada (e uma calúnia) sobre a tão falada maldição rabínica em relação ao estudo da profecia das 70 semanas. Alguns cristãos têm sugerido que rabinos proferiram uma maldição específica contra o judeu que ler o livro de Daniel, procurando, assim, desencorajá-lo a estudar suas profecias e prevenindo-o de concluir que Jesus é o Messias. De fato, a maldição simplesmente tenta prevenir os judeus contra especulações sobre o tempo do fim e da vinda do Messias, a fim de que não sejam desencorajados se o Messias não vier, e assim cair em descrédito. De modo a apreciar e entender a verdadeira intenção dessa maldição, o texto inteiro e exato da maldição segue então: ‘R. Sh’muel bar Nahmani disse em nome do R. Yohanan: ‘Possam os ossos daqueles que calculam o fim [messiânico] ser assoprados fora! Assim que o tempo [calculado por eles] chega e o Messias não vem, eles dizem: ‘Ele já não virá mais mesmo’. Portanto, esperem por ele, porque assim está dito, ainda que Ele demore, esperem por Ele (Hc 2:3).’ B. Sanhedrin 97b.”
Evolução segundo Calvin
segunda-feira, abril 18, 2011
evolucionismo
“Pense bem... A Terra era uma nuvem de poeira há 4,5 bilhões de anos. Há 3 bilhões de anos, a primeira bactéria apareceu. Então veio a vida marinha, dinossauros, pássaros, mamíferos e, finalmente, milhares de anos depois apareceu o homem. Agora eu estou aqui: o ápice de evolução!” Calvin
O genial Calvin captou bem a intenção do homem branco europeu dos tempos de Darwin, quando a ideia da evolução ganhou grande apoio e aceitação.
O genial Calvin captou bem a intenção do homem branco europeu dos tempos de Darwin, quando a ideia da evolução ganhou grande apoio e aceitação.










































